Page 1

FAMÍLIA KOLPING EDIÇÃO ESPECIAL JUVENTUDE

Obra Kolping de Portugal presente pela primeira vez nas Jornadas Mundiais da Juventude realizadas em Cracóvia


EDITORIAL

Caros irmãos kolpinguistas

Ocorreu este ano mais uma Jornada Mundial da Juventude. Desta vez foi em Cracóvia, na Polónia, no país e na cidade onde viveu e foi bispo o fundador das Jornadas Mundiais da Juventude, São João Paulo II. Podemos imaginar usando as palavras do então cardeal Joseph Ratzinger, no funeral de Karol Woytila, que da “janela da Casa do Pai”, João Paulo via os jovens, sorria e bendizia.

Todos nos recordamos que o início da Obra foi com um grupo de jovens artesãos que através da recreação e da reflexão redescobriam os valores do Evangelho como força libertadora para a vivência humana com dignidade.

Foi nesse sentido que o Papa Francisco, na Missa de envio, convidou os jovens a desinstalarem-se: “Não vos deixeis anestesiar a alma, mas apostai no amor formoso, que requer também a renúncia, e um As jornadas passaram nos meios de comunicação «não» forte ao doping do sucesso a todo o custo e à social pela parte mais visível: milhares de jovens, droga de pensar só em si mesmo e nas próprias vindos de países e continentes diferentes, reunidos à comodidades”. volta do Papa Francisco, numa Missa multitudinária. Mas as jornadas são muito mais que isso, aliás, essa Palavras fortes que se aplicam aos jovens, mas que será apenas a ponta do iceberg, porque o mais servem para todos nós. Agradecemos a coragem importante são as vivências experimentadas nas dos jovens que se desinstalaram e aceitaram o famílias de acolhimento, nas catequeses em diversas desafio de ir. Acolhamos os seus testemunhos como línguas, no contacto rosto a rosto com jovens de um convite, vigoroso, que nos convida ao empenho culturas diferentes, irmanados na mesma fé. na causa do Evangelho e na fidelidade criativa ao ideal kolpinguista. A Obra Kolping de Portugal fez-se representar pelos jovens que nesta edição dão o seu testemunho e partilham as suas experiências. Os jovens kolpinguistas não poderiam deixar de estar presentes P. João Carlos Morgado neste evento que toca tão de perto o nosso ideal.

Sumário Editorial Jornadas Mundiais da Juventude Entrevista /Kolping Polónia Cracóvia/Cerimónia de Abertura Olhar do Peregrino Dia Internacional da Kolping

2

2 3 4-5 6-7 8-9 10-11

Noite Multicultural/ Via Sacra “A fé que move”/ Missa campal de Encerramento Crónica/ Momentos

14-15 16-17 18-19


DOIS MILHÕES DE JOVENS EM CRACÓVIA

Quatro anos depois das Jornadas Mundiais da Juventude no Rio de Janeiro foi a vez da Polónia e da cidade de Cracóvia receberem o maior encontro de Jovens Católicos, agora em 2016. A cidade que viu crescer o antigo Papa (agora Santo) João Paulo II e que o viu partir para Roma, para ser o maior representante de Deus na terra, acolheu dois milhões de jovens durante uma semana. Em convivio discutiram temas atuais e viverem em comunhão com a Igreja, jovens dos quatro cantos da terra. Da América à Ásia, da Austràlia ao continente Africano passando pela Europa, milhões de peregrinos viajaram até ao sul da Polónia para se encontrarem com o Papa Francisco e durante várias celebrações escutarem a sua mensagem e os seus conselhos. Embora o Santo Padre só tenha chegado a meio da semana, a presença dos jovens pela cidade já se fazia sentir mesmo antes da abertura oficial das JMJ. As praças de Cracóvia habituadas à presença tranquila e silenciosa de turistas acostumaram-se ao barulho saudável dos alegres cânticos dos jovens, que nas mais diversas línguas ecoaram pela cidade, numa ato de alegria e emoção por esta oportunidade. Um sentimento que não era novo para quem já participou noutras edições da JMJ, ao contrário de muitos outros que o sentiram pela primeira vez. Dentro desse lote de “novatos” incluiram-se alguns jovens que participaram nestas JMJ, em representação da Obra Kolping. Embora representada noutros encontros do género e por outros países, a Kolping Portugal foi a novidade deste ano, onde marcou presença nas Jornadas Mundiais da Juventude, pela primeira vez. Dois jovens viajaram diretamente de Lamego até Cracóvia para divulgar e poder deixar a marca da nossa Obra Kolping neste evento mundial.

Quem teve a oportunidade de fazer parte de mais um momento histórico da Igreja Católica viu milhares de bandeiras, escutou centenas de idiomas, fez dezenas de amigos e atentou às várias mensagens ditas com apenas um propósito: unir e mentalizar os jovens da sua importância e da necessidade de agir em prol do futuro da Igreja Católica. Desde a cerimónia de abertura das JMJ presidida pelo Bispo de Cracóvia e as boas-vindas ao Papa Francisco no verde parque de Blónia, à Via-Sacra onde de forma teatral e moderna se viu o caminho percorrido por Jesus até ao Calvário, à participação numa catequese, onde se recordou o assassinato de um padre em França em pleno altar para discutir a violência no mundo, terminando com a caminhada de 13 quilómetros até ao Campus Misericordiae onde ,diante de dois milhões de jovens peregrinos, o Papa Francisco presidiu a uma eucaristia, foram imensos os momentos onde a emoção e o arrepio foram uma constante. “Misericórdia”, “paz”, “alegria”, “abstrair a trizteza”, “necessidade de agir e mudar o mundo”, “pensar no futuro como pessoas humildes”, foram algumas das palavras e conselhos presentes nos vários momentos altos desta semana e ditos pela boca do homem que levou milhares às lágrimas durante as suas diversas mensagens, ao longo de sete dias. Quem aproveitou esta semana para também fazer alguns programas, à margem das comemorações oficiais, foi a Obra Kolping. A noite multicultural, o roteiro pela cidade de Cracóvia, culminando no dia Internacional da Kolping foram algumas das atividades que a Kolping da Polónia, realizou em conjunto com os vários representantes presentes nesta semana, que nas próximas páginas vai poder ficar conhecer um pouco melhor.

3


ENTREVISTA Graciema Gonçalves Secretária da Direção da Obra Kolping de Portugal

Como surgiu a ideia de enviar jovens pela primeira vez às Jornadas Mundiais da Juventude? Antes de mais, quero dar-vos os parabéns pela forma como representaram a OK de Portugal, nas Jornadas Mundiais da Juventude e também felicitar-vos pela iniciativa de iniciarem um jornal para assinalar e partilhar a vossa experiência, neste grande evento. Respondendo à vossa pergunta, pessoalmente e como membro da Direção Nacional, fiquei muito entusiasmada com o convite que a OK da Polónia nos formulou, para nos fazermos representar por dois jovens nas JMJ em Cracóvia. Foi um convite desafiador para nós, já que o movimento juvenil da Kolping tem vindo a diminuir e houve um decréscimo dos jovens ligados à instituição. Este é um dos pontos que estamos a trabalhar afincadamente, pelo que desde logo considerámos uma mais-valia a oportunidade destes jovens estarem com o Papa Francisco. Pelo impacto que causaria neles e na instituição, era irrecusável. Portanto, nem hesitámos! E foi assim que tudo começou. Quais foram os objetivos desta participação e as expectativas em relação a esta presença da Kolping Portugal? O principal objetivo foi proporcionar esta proximidade com o Papa, juntamente com outros jovens; no fundo vivenciarem conjuntamente o espirito de união, de solidariedade e misericórdia. Por outro lado motivar os jovens para uma maior participação no movimento Kolping. Esta é uma grande prioridade da Direção e nessa perspetiva este convite chegou na hora certa. Que outras acções têm desenvolvido e planificado para reaproximar os jovens à OK? A Direção Nacional tem feito o que está ao seu alcance para que haja um maior envolvimento dos jovens na instituição, tentando ir ao encontro das suas motivações e interesses. Neste momento estamos com alguns projetos de âmbito internacional, fizemos várias candidaturas ao ERASMUS+, para promovermos diferentes intercâmbios de jovens dos 14 aos 30. Um projecto em que obtivemos já aprovação foi o SVE - Serviço de Voluntariado Europeu, também para a mesma faixa etária. Já no próximo dia 1 de Outubro vamos receber na nossa instituição, durante um ano, três jovens voluntários da Grécia, de uma instituição nossa parceira. Baseados na perspetiva do mundo enquanto aldeia global, preparar os jovens para nela viverem e intervirem e fé.é uma responsabilidade também nossa, que assumimos com entusiasmo. A forte aposta neste tipo de intercâmbio está, naturalmente, relacionada com o fator motivação, já que os jovens (e não só) se interessam sempre bastante por intercâmbios entre organizações e países.

4

Neste momento a OKP, é uma instituição acreditada para enviar e receber voluntários, e para coordenar projectos europeus de voluntariado juvenil. Esta acreditação foi um passo decisivo no caminho que queremos trilhar. Através de uma outra candidatura, conseguimos ser um Multiplicador Eurodesk para fornecer informação aos jovens da região sobre projetos europeus, candidaturas, entre outros, de forma a que nos possamos constituir um grande centro de informação juvenil. Como podem constatar, a OK de Portugal apresenta-se como uma instituição dinâmica, que tenta acompanhar as tendências e mudanças sociais. Pretendemos seguir o ideal Kolping adaptado às novas realidades e, para isso, contamos com o apoio de todos. A Avaliação final da presença da Obra Kolping de Portugal nestas JMJ foi positiva? Sim, claramente positiva. Para nós, foi muito gratificante saber que os nossos jovens foram bem recebidos e integrados nas atividades da Juventude Kolpinguista Internacional. Fomos tendo um feedback diário, durante aquela semana, e confirmámos que estavam a vivenciar momentos únicos. Deixo aqui um bem-haja público à OK da Polónia, na pessoa da Patrícia, pela excelente organização deste encontro e também pela forma carinhosa com que recebeu os nossos representantes. É uma aposta para manter? Sim, claro, vamos preparar com antecedência as JMJ de 2017. Além disso, vamos também marcar presença noutros encontros de jovens no nosso país e na Europa, a nível de Obras Kolping e não só, também com outras organizações acreditadas. Promover um encontro de jovens aqui em Lamego é também uma hipótese que está em cima da mesa e que estamos a analisar. A participação nestas Jornadas foi uma forma de reforçar a participação da Kolping Portugal a nível internacional? Sim, foi também uma forma de dizer que a OK de Portugal está viva e com vontade de participar em projetos internacionais. Estas Jornadas da Juventude realizaram-se em Cracóvia, na Polónia. Como estão as relações entre estas duas obras Kolping ? As relações entre as duas instituições são ótimas, estamos, inclusive, a desenvolver projetos em conjunto no âmbito do ERASMUS+. Estamos muito satisfeitos com a cooperação entre as duas instituições e vamos continuar a ser parceiros noutros projetos.


OBRA KOLPING NA POLÓNIA A obra Kolping na Polónia foi fundada em 1990 onde tem desenvolvido um vasto trabalho e actividades nas mais diversas áreas da sociedade. A única sede Kolping presente neste país situa-se precisamente na cidade de Cracóvia, o que representou uma responsabilidade e certamente um orgulho para todos os que colaboram e que contribuem para o sucesso da obra Kolping na Polónia. As atividades desenvolvidas pela Kolping polaca centramse essencialmente na organização de encontros de jovens, formação profissional, apoio e incentivo ao intercâmbio de informações e experiências, cooperação com grupos nacionais

e

internacionais

de

membros

Kolping,

organização de encontros internacionais (intercâmbios de jovens, formação de liderança, viagens de lazer) e voluntariado na União Europeia.

Sede e alojamento Kolping em Cracóvia

Desenvolve ainda a

participação em reuniões e conferências, organização de eventos culturais - entretenimento, lazer e desporto, auxilio na organização de projectos para os mais jovens, cooperação com as paróquias e com a comunidade local além do importante apoio às famílias carenciadas (familias Kolping).

Dois dos responsáveis pela Obra Kolping na Polónia

Reunião dos jovens Kolping durante a JMJ 2016

Contactos: Tel: + 48 12 418 77 70 Website: www.kolping.pl

5


CRACÓVIA Cracóvia é uma cidade situada nas margens do rio Vístula, a sul da Polónia sendo a segunda maior cidade do país com cerca de 850 mil habitantes. Foi fundada no ano 700 d.C por um sapateiro de nome Krak, que se tornara o primeiro Rei do seu país. A cidade foi capital da Polónia entre 1320 e 1596. Ao longo da sua história foi atacada e devastada por várias guerras nomeadamente em 1241, 1259 e 1287. Fez parte da Áustria entre 1795 e 1809 e novamente desde 1846 a 1914. O seu centro histórico foi inscrito pela UNESCO em 1978 como Património Mundial da Humanidade. Nela podemos encontrar o famoso Santuário da Divina Misericórdia, conhecido pelas aparições e revelações de Jesus a Santa Faustina Kowalska, padroeira da cidade, posteriormente reconhecidas pela Igreja Católica, Outros ex libris da cidade são a Basílica de Santa Maria, a Cidade Velha, as Minas de sal de Wieliczka, o Bairro judeu de Kazimierz, o Castelo de Wawel e a Fábrica de Oskar Schindler. A cidade é também sede de uma das mais antigas e prestigiosas universidades da Europa, a Universidade Jaguelónica.

Catedral de Cracóvia

A 70 km do centro de Cracóvia situa-se a vila de Auschwitz onde está situado o mais famoso campo de concentração nazi, com o mesmo nome. Um local de visita obrigatória para os milhares de turistas que escolhem a cidade de Cracóvia como destino. Em 2000 Cracóvia foi a Capital Europeia da Cultura e também uma das sedes do Campeonato Mundial de Voleibol 2014.

Entrada principal do Campo de Concentração de Auschwitz

Palácio de Wawel

6


Cerimónia de Abertura Oficial das Jornadas Mundiais da Juventude

“Bem-vindos a Cracóvia” “Jesus está sempre conosco”. A frase ecoou várias vezes nos ouvidos de quem ia chegando ao gigante parque de Blónia, em Cracóvia. Centenas de bandeiras representavam países dos quatro cantos do mundo e traziam consigo milhares de jovens peregrinos. Juntavam-se para a cerimónia de boas-vindas e início oficial das Jornadas Mundiais da Juventude. A primeira de muitas celebrações que se iriam repetir por várias vezes ao longo daquela semana. As boas–vindas proferidas nas nove línguas oficiais do evento (incluindo a língua portuguesa) eram ditas ao mesmo tempo, em que se recordavam os países que já receberam esta celebração dedicada aos jovens.

A cerimónia presidida pelo Bispo de

Cracóvia, Stanislaw Dziwisz contou com a presença das relíquias de Santa Faustina, padroeira da cidade e do antigo Papa João Paulo II natural de uma vila perto de Cracóvia, cidade onde cresceu, estudou e se formou antes de ir para o Vaticano. Uma figura recordada diversas vezes ao longo da celebração pelo Bispo de Cracóvia, curiosamente, seu antigo secretário.

Stanislaw Dziwisz, Bispo de Cracóvia a celebrar a eucaristia

“Queridos amigos, Bem- vindos a Cracóvia” foi desta forma que o Bispo Stanislaw Dziwisz iniciou o seu discurso dedicado ao meio milhão de jovens, presentes no parque Blónia. Através da “linguagem do amor, solidariedade e paz” com a qual todos passariam a comunicar durante estas jornadas, Stanislaw lembrou a importância desta experiência, como “forma de reflexão”. Com a multiculturalidade dos povos bem presente naquela celebração o Bispo destacou a presença de “jovens de paises onde há perseguições ao seu povo, terrorismo e outros onde os seus governantes têm ideologias más”. Naquele campo de Blónia os jovens puderam trazer os seus “medos, mas também os nossos desejos e sonhos de viver num mundo mais humano, amigo e solidario entre os povos”. A celebração terminava com um duplo convite a “escutar a mensagem de Cristo e partilhar o que de mais valioso temos no nosso coração” e a conhecer a “misericórdia de Deus e também a riqueza desta cidade de Cracóvia e a hospitalidade

Milhares de peregrinos assistiram à cerimonia de boas–vindas

de quem vos acolhe”. Estavam oficialmente abertas as Jornadas Mundias da Juventude, ainda sem a presença do Papa Francisco.

7


O OLHAR DO PEREGRINO

ANA PUGAR , CROÁCIA

ALAIN BABA, CAMARÕES

1– Foi a tua primeira vez nas Jornada Mundiais da Juventude? Não, esta foi a minha terceira vez. Já tinha participado noutras Jornadas da Juventude mas apenas da Kolping na Sérvia e na Hungria.

1– Foi a tua primeira vez nas Jornada Mundiais da Juventude? Sim. Foi a primeira vez que tive o prazer e a honra de representar a Kolping do meu país e poder juntar –me aos outros jovens e professar a minha fé em conjunto com eles.

2-Quais eram as tuas expectativas para esta semana e no final quais foram as conclusões? Desde que a semana da juventude Kolping se juntou com as Jornadas Mundiais da Juventude eu não sabia o que esperar. Normalmente as atividades eram apenas seminários onde descutiamos um tema. Gostei muito destas Jornadas e acho que serviu para nos prepararmos para as Jornadas da Kolping Europa que ainda vamos ter. Encontrar-me com os meus amigos da Kolping e viver esta experiência com eles, é sempre algo especial. Poder conhecer colegas de outros países, conhecer as suas culturas e poder criar novas amizades é algo que nos deixa muito felizes. E esta semana serviu exatamente para isso. 3– O que retiras das várias mensagens que o Papa Francisco deixou aos jovens durante esta semana? As mensagens do Papa são sempre interessantes porque abordam temas atuais e muito relacionados com os jovens. Neste ano da Misericórdia ele falou várias vezes sobre como ser misericordiosos e deu vários exemplos de como o podemos ser, no nosso dia a dia. A abertura e a sua simpatia para com os jovens foi algo maravilhoso. 4– O conheçes e o que ficaste a pensar sobre Portugal e a obra Kolping portuguesa depois desta semana? Esta foi a primeira vez que vocês participaram nas Jornadas Mundiais da Juventude e também nas atividades da Kolping Europa. Fiquei satisfeita por poder conhecer um bocado mais sobre o vosso país e as vossas tradi ções, bem como a atividade que a Kolping está a desenvolver em Portugal. Trabalhar em diferentes países pelos mesmos objetivos é o que faz da Kolping algo especial.

8

2-Quais eram as tuas expectativas para esta semana e no final quais foram as conclusões? Eu queria muito poder estar com os meus amigos da Kolping de todo o mundo e poder pisar a mesma terra, por onde João Paulo II caminhou a professar a sua fé. No final desta semana senti-me muito recompensado por ter a oportunidade de conviver com milhares de jovens de todo o mundo, pude ver ao vivo o Papa Francisco e acima de tudo, refletir sobre uma nova vocação e uma nova missão, que Deus me transmitiu nesta semana. 3– O que retiras das várias mensagens que o Papa Francisco deixou aos jovens durante esta semana? A mensagem do Papa Francisco foi muito encorajadora, principalmente quando deu o exemplo de Zaché ao entrar no reino dos céus. Encorajou-nos a ser fortes, a trabalharmos e a sermos misericordiosos. O mundo está cheio de gente que é vitima da fome e do mal. Cabe-nos ajudar os outros e termos compaixão por aqueles que mais precisam. A mensagem do Santo Padre foi uma mensagem de incentivo a acreditar no amor de Deus e aconselhou a que nós partilhemos esse mesmo amor com os outros, todos os dias da nossa vida. 4– O conheçes e o que ficaste a pensar sobre Portugal e a obra Kolping portuguesa depois desta semana? Quero felicitar a Kolping de Portugal pelo vosso excelente trabalho junto da vossa comunidade. Espero que um dia possa visitar-vos, bem como fortalecer as relações entre a Kolping Portugal e a Kolping aqui nos Camarões.


HEINZ STRASSLE, SUÍÇA 1– Foi a tua primeira vez nas Jornada Mundiais da Juventude? Não. Esta foi a minha quarta participação a nível de encontro com jovens quer da Kolping quer das JMJ 2-Quais eram as tuas expectativas para esta semana e no final quais foram as conclusões? O principal era poder rever os meus amigos que fui fazendo ao longo destes anos em que participo nestes encontros com a Kolping. E poder divertirme ao longo da semana nas várias atividades claro. Embora eu ache que nesta semana passámos mais tempo em deslocações, do que o tempo que estivemos nas atividades, eu creio que me diverti imenso e acho que estas Jornadas da Juventude foram diferentes das outras. No final prevalece o tempo que passei junto dos meus amigos e daqueles com quem fiz uma nova amizade. 3– O que retiras das várias mensagens que o Papa Francisco deixou aos jovens durante esta semana? O Papa Francisco deixou uma importante mensagem para as nossas vidas e o nosso dia a dia. O conselho para que nós não sejamos pessoas paradas e presas ao sofá, mas que tenhamos a vontade e a iniciativa de fazer algo, de agir em prol da sociedade e até de nós próprios. Esta semana foi boa para poder discutir precisamente com os outros, estas ideias que o Papa Francisco nos deixou. 4– O conheçes e o que ficaste a pensar sobre Portugal e a obra Kolping portuguesa depois desta semana? Além daquilo que vocês nos apresentaram sobre as vossas atividades e projetos, gostei bastante do Vinho do Porto que tivemos a oportunidade de provar.

9


DIA INTERNACIONAL DA OBRA KOLPING

Durante a semana das Jornadas Mundiais da Juventude foram muitos os grupos que aproveitaram para fazer os seus próprios programas, à margem das celebrações oficiais. A Obra Kolping foi um dos que encontraram nesta reunião de jovens em representação do seu país uma forma de celebrar o “Dia Internacional da Kolping”. A união de todos os que contribuem para a obra fundada por Adolf Kolping aconteceu na Igreja da Sagrada Familia, na margem sul do rio Vístula e contou com cerca de 100 voluntários Kolping de todo o mundo. Além de Portugal e Polónia a iniciativa contou com a presença da Kolping da Ucrânia, Eslovénia, Eslováquia, Croácia, Suiça, Alemanha, Roménia, Camarões e do Paraguai. Para Alain Baba, representante da Kolping nos Camarões foi uma “oportunidade de poder conviver e experenciar a solidariedade de todos aqueles que contribuem para o trabalho desta obra” e “poder ver e discutir o trabalho feito pelas várias familias Kolping por todo o mundo”. As celebrações iniciaram-se com uma eucaristia em memória de Adolf Kolping e que contou com as relíquias do padre alemão. Durante a missa os jovens representantes tiveram oportunidade de fazer uma oração nas suas línguas maternas. Os peregrinos, o Papa Francisco e todos os que acreditam na fé de Deus, não esquecendo aqueles que hoje enfrentam e sofrem com a guerra e que são obrigados a abandonar as suas casas, não foram esquecidos nas orações feitas pelos jovens da Kolping. A vida e obra de Adolf Kolping foram o mote para a mensagem deixada pelo padre que celebrou a cerimónia salientando a importância de “ser solidários e demonstrar essa solidariedade através do bem e do amor com o próximo”, tal como Kolping fez em vida.

10

As comemorações continuaram com um pequeno concerto onde Jesus e a fé em Deus foram o prato forte das canções com que um grupo de jovens polacos deliciou e fez soltar as vozes de todos os presentes. O mundo Kolping esteve unido a uma só voz naquele momento. Houve ainda tempo para que cada representante pudesse apresentar um trabalho, ( cartaz) com algumas informações sobre a obra Kolping e as atividades que esta desempenha no seu país, bem como as principais atrações a nivel cultural e turístico. A terminar o dia os jovens representantes juntaram-se novamente no adro da Basílica e tiveram a oportunidade de aprender a “Lednica”, uma dança tradicional polaca que já vem dos grandes bailes aristocráticos da Polónia. Um momento que atraiu bastantes cidadãos daquela localidade que durante mais de uma hora se juntaram aos jovens, fazendo daquele momento algo emocionante e para mais tarde recordar. Quem certamente nao irá esquecer a importância deste dia é Ana Pugar, uma das representantes da Kolping Croácia que destaca “a missa em que participámos e onde todos juntos rezámos nas nossas línguas, o concerto e as apresentações de cada país” onde “se provou a multiculturalidade presente na família Kolping, porque nós somos exatamente isso, uma família”. Um dia especial dedicado em exclusivo à Obra Kolping repleto de atividades onde se discutiu e se homenageou acima de tudo, a importância do legado de Adolf Kolping por todo o mundo.


Eucaristia em homenagem a Alfred Kolping

Portugal representado neste dia dedicado à Obra Kolping

Exposição dos cartazes sobre os vários paises e Kolping’s

Exterior da Basilica onde decorreu o encontro

11


Concerto protagonizado por jovens e a comunidade junta com os representantes a dançar a Lednica

CRÓNICA As Jornadas Mundiais da Juventude são um marco na vida de qualquer jovem católico, um acontecimento que nos inunda o espirito de paz e amor. Já o tinha sido em 2011 nas JMJ de Madrid, ano em que participei com o grupo de cinquenta jovens amigos do movimento católico Comunhão e Libertação, do qual sou membro. Fundado em 1969 pelo Padre Luigi Giussani este movimento eclesial tem como ideais a educação cristã dos seus membros no sentido da colaboração com a missão da Igreja em todos os âmbitos da sociedade. Em Junho de 2016 surgiu o convite para participar das JMJ de Cracóvia, desta vez da parte da Obra Kolping de Portugal para representar a Instituição neste evento tão importante. Assim que recebi o convite a minha alegria foi imensa, ao recordar também a experiência vivida nas JMJ de Madrid e aceitei logo sem hesitação. Assim, durante as semanas seguintes foram realizados todos os preparativos tal como o planeamento da estadia, viagens e também a preparação espiritual. No dia 24 de Julho partimos em viagem e nesse mesmo dia mais tarde fomos recebidos calorosamente no aeroporto de Cracóvia por membros da Obra Kolping da Polónia. Aqui iniciou-se uma semana muito intensa na qual convivemos e interagimos com 27 membros da Obra Kolping de outros 7 países, Polónia, Ucrânia, Eslováquia, Eslovénia, Roménia, Suíça e Croácia. O programa desta semana, organizado pela Obra Kolping da Polónia, teve como principais atividades os workshops de preparação, o encontro global da Obra Kolping, o jantar/convívio de jovens membros da Obra Kolping, a celebração eucarística com o Cardeal Stanislaw, arcebispo de Cracóvia, entre outras. Mas os pontos altos das JMJ foram sem dúvida os encontros com o Papa Francisco, na Via Sacra, na Vigília e na Eucaristia Final. A simples presença do Santo Padre é de uma expressividade e intensidade marcante que espelham a convicção e crença dos milhões de jovens presentes, em Jesus Cristo. Aquela atmosfera, aquele ambiente de irmandade, de união foi magnífico, contagiante e algo que todos nós jovens aspiramos transportar para as nossas vidas. Após esta vivência, chego com alegria e o coração renovado pronto para encarar a vida da mesma forma com que o Papa Francisco nos urgiu, uma vida inspirada, feliz, desafiante, ao serviço dos outros. Um agradecimento muito especial à Obra Kolping de Portugal e aos seus responsáveis por esta oportunidade. Pedro Correia

12


Cerimónia de Boas–Vindas ao Papa Francisco O convidado de honra e uma das principais razões da vinda de dois milhões de jovens até Cracóvia foi o Papa Francisco. A semana ia a meio e já muitas tinham sido as aventuras e celebrções onde os peregrinos participaram, quando finalmente o Santo Padre chegou a Cracóvia para ser recebido em êstase por milhares de jovens que há muito o aguardavam. A cerimónia marcada para o parque de Blónia (onde se realizou a cerimónia de abertura) ocorreu durante a tarde e apesar da chuva teimar em fazer parte da festa,até ela foi recebida com alegria pelos peregrinos . Este que seria um dia especial para milhares de jovens que tiveram a oportunidade de ver ao vivo o Santo Padre pela pimeira vez começou bem cedo, pelo menos para todos os representantes da Kolping. Durante a manhã foram cclebradas várias catequeses nas várias igrejas espalhadas pela cidade de João Paulo II. A Kolping juntou-se a outros pererinos vindos de Inglaterra, India, China, Alemanha para participar numa dessas catequeses.. Presidida por um bispo católico ingês de Westminster foi lembrada a morte do padre Francês assassinado naquela semana numa igreja nio norte de França, como expemplo para a discussão sobre o mistério de Cristo relacionado com o que “realmente achamos ser a violência e o que devemos fazer para a combater”. Quem não ficou esquecido foram os refugiados que segundo o Bispo “devemos fazer de tudo para os ajudar e devemos todos os dias agir segundo o discurso humano e não apenas com o discurso da igreja havendo um equilibrio entre mesericórdia e o radicalismo”. O momento mais aguardado estava então reservado para o meio da tarde com a receção ao Papa Francisco. Depois de percorrer o campo de Blónia saudando os milhares de jovens que ali se juntavam, o “Papamóvel” parou junto de um altar gigante onde a imagem de Jesus Cristo preenchia toda a parede marcando a sua presença de forma bem visível a todos. Depois de agraciado com palavras de orgulho pelo Bispo de Cracóvia, o Santo Padre proferiu a primeira de várias mensagens que tinha guardadas para aquela semana de encontro com milhões de jovens peregrinos. O Papa Francisco falou destas Jornadas da Juventude “iniciadas pelo Papa João Paulo II” e agora “ que estamos na sua cidade e ele está a ver-nos do céu” pediu que esta seja “a festa dos jovens e a festa da misericórdia.” e principalmente “celebrar Jesus que está vivo no meio de nós”. Numa festa que é dos jovens e feita pelos jovens, o Papa pediu que no futuro “tenham empenho e paciência, mas também “continuem com a paixão com que vivem a vida” deixando claro que acredita “que as coisas não podem mudar e os jovens têm a força de se opor a que as coisas mudem” Estava lançado o repto para esta semana, agora já na presença do chefe máximo da Igreja Católica.

Papa Francisco foi recebido por milhares de peregrinos

Vista do altar principal e em baixo a bandeira Kolping representada

13


NOITE MULCULTURAL Outra das atividades dedicadas em exclusivo aos representantes Kolping nestas Jornadas da Juventude foi a noite multicultural onde mais uma vez cada país teve a oportunidade de falar um pouco mais sobre o seu país e as atividades desenvolvidas sobre a obra Kolping na sua pátria. A noite contou com muita música e a degustação de pratos típicos de cada um dos países presentes nestas JMJ através da Kolping

14


VIA-SACRA

A cerimónia da Via-Sacra foi um dos momentos mais bonitos e simbólicos desta semana. O parque de Blónia encheu-se pela terceira e última vez nessa semana para receber mais uma cerimónia, carregada de emoção e fé por parte dos peregrinos. Evocadas em vários pontos do campo de Blónia no meio dos jovens peregrinos as 14 estações, que representam o caminho que Jesus Cristo percorreu do Pretório até ao Calvário carregando a cruz, foram encenadas através música, dança contemporânea e animação via computador transportando um grande simbolismo, associado às meditações que iam sendo proferidas pelo Papa Francisco. Se na cerimónia de boas-vindas o Santo Padre tinha feito uma referência aos refugiados que necessitavam de ajuda, durante a Via-Sacra o Papa dedicou grande parte das reflexões, aqueles “que morrem a caminho da Europa depois de terem deixado as suas casas”. O chefe da Igreja Católica fala da recusa em “acolher pessoas que estão em busca de uma vida melhor, que às vezes estão apenas lutando por suas vidas e que batem nas portas dos nossos países, igrejas e casas. Eles são estrangeiros, mas nós vemo-los como inimigos, temos medo da sua religião e da sua pobreza” refletiu. Os peregrinos rezaram não só pelos “30 mil refugiados que morreram no mediterrâneo” mas também por todos aqueles que dependem e sofrem às mãos “das drogas, álcool, pornografia, relacionamentos, jogos de azar, computadores, telemóveis, dinheiro e conforto”. A últimas estações evocaram a importância do “respeito pela morte” e pelas crianças abandonadas após serem vítimas do aborto e que são “tratadas como lixo”. O caminho de Cristo recordado aqui como “o caminho da misericórdia” por milhares que serão o futuro da igreja moderna. Moderna como esta Via-Sacra.

15


CRÓNICA “A fé

que move”

O título parece ser um pouco estranho, especialmente na nossa sociedade ocidental; será possível mover alguma coisa na Europa ou no mundo ocidental com a fé? Será possível resolver alguns dos principais problemas da humanidade moderna "apenas" com a fé? Eu e mais 2,5 milhões de pessoas que estavam no dia 31 de julho, no Campus Misericordia em Cracóvia, acreditamos firmemente que a fé cristã é a melhor solução para o n o s s o t e m p o . P o r q u ê ? As Jornadas Mundiais da Juventude (JMJ), que neste verão tiveram lugar em Cracóvia, desenvolveram os seus próprios costumes e um deles é que os jovens participantes trazem as suas próprias bandeiras nacionais com eles. E o que é possível ver nos eventos principais das JMJ (as celebrações com o Papa)? Devido à organização, pessoas de países de todo o mundo estão misturadas nos mesmos sectores e é possivel ver as diferentes bandeiras a moverem-se juntamente. E isso é diferente do que se passa num jogo de futebol onde os fãs de diferentes equipas de futebol são rigorosamente separados e também as suas bandeiras. Nas JMJ é possível ver a bandeira da Ucrânia ao lado da bandeira Russa, bandeiras de países do Médio Oriente a acenar por causa de Jesus Cristo e bandeiras de países pobres, pequenos e desconhecidos ao lado de bandeiras dos membros do G20. As pessoas nas JMJ estão juntas para adorar a Jesus Cristo, para se tornarem amigas, para se divertirem ... As suas bandeiras "não estão envenenadas por interesses financeiros, militares ou pessoais", mas são símbolos de paz e de respeito. E cabe-nos a nós, católicos e também membros da Kolping que estamos ao serviço de pessoas carenciadas, seguir o exemplo das JMJ e transformar nos mesmos símbolos da paz, respeito, misericórdia e amor. Devido a essa transformação, que tem por base a nossa fé, nós seremos capazes de " m o v e r o m u n d o " . Klemen Gartner, seminarista no Collegium Carolinum de Ljubljana e membro da Kolping Eslovénia

16


VIGÍLIA E MISSA DE ENCERRAMENTO DA JMJ O número 13 está associado a uma das cerimónias mais importantes e com mais significado no calendário religioso, em Portugal. O 13 de Maio é o ponto alto das celebrações católicas no nosso país e nas Jornadas Mundiais da Juventude este número também significou algo bastante simbólico. É que foram precisamente 13 quilómetros a distância que dois milhões de jovens peregrinos percorreram a pé, até chegarem ao Campus Misericordiae, situado nos arredores da cidade de Cracóvia, para aquela que seria a cerimónia mais importante de toda a semana e que marcaria o encerramento destas Jornadas Mundiais da As cerimónias de encerramento comecaram no sábado à noite com a habitual vigilia, que contou com a presença do Papa Francisco. Ao contrário de muitos peregrinos (provavelmente a maioria) que decidiram prenoitar no Campus, os representatnes da Kolping ficaram na sede Kolping, onde em conjunto assistiram pela televisão, à mensagem que o Papa Francisco quis deixar aos presentes na vigília. Depois de evocadas cinco estações onde a fé, esperança, amor, paz e alegria foram o tema, houve espaço para se escutar o testemunho arrepiante de uma jovem Síria, que contou a sua realidade diária em Aleppo, onde o risco de se morrer é gigante. Gigante como a solidariedade que todos os jovens mostraram durante esta semana, para com a população Síria e todos os que sofrem. Na sua mensagem o Papa Francisco apelou a que estes jovens “cujas redes sociais que roubam o sentimento e a capacidade de sentir a realidade” não sejam “uma geração de comodismo” pois “o sofá adormece-nos e impede o caminho para a felicidade”. Falou ainda da necessidade de procurar mudar o mundo junto com Deus e recusa “a ideia de nos fecharmos em nós prórpios” onde a associação entre felicidade e conforto “é errada” e deixa o conselho para que “peçamos a coragem para nos guiar neste caminho, de criar pontes e destruir muros entre nós. A construção de pontes começa agora com todos nós, com a nossa abertura perante os outros”. Horas depois o Papa Francisco voltou ao altar onde deixou esta mensagem de esperança para presidir à missa campal perante 2 milhões de jovens, onde já se incluiam os representantes Kolping, depois de percorridos os 13 quilómetros até este lugar, onde iria findar esta semana de convívio e reflexão. No seu último discurso dirigido aos jovens o Papa Francisco pediu que estes abandonem os pensamentos tristes porque “Deus conta contigo” e Ele“não conta contigo pelo que tens mas pelo que és”. Uma mensagem de esperança pedindo aos jovens que acreditem numa “humanidade nova” e que rejeitem o “doping do sucesso”. No final da cerimónia o momento mais aguradado por todos: Saber o lugar das próxmimas JMJ. Em 2019 será o Panamá a receber mais um encontro entre aqueles que serão o futuro da igreja .

Representantes Kolping na Missa de Encerramento

Vista de parte do Campus Misericórdia

17


C R Ó N I C A

18

“Obrigado...” O título desta minha crónica é a palavra “obrigado” porque é este o sentimento que me enche o pensamento, de cada vez que me lembro do quão sortudo e agradecido devo estar, por ter tido a oportunidade de participar pela primeira vez nas Jornadas Mundiais da Juventude. Agradecido por juntamente com o Pedro Correia ter sido um dos representantes que levou a nossa Obra Kolping de Portugal, pela primeira vez a esta JMJ e poder falar um pouco mais sobre ela e sobre a importância que ela tem na nossa comunidade a todos os outros membros Kolping, que vieram dos quatro cantos do planeta até Cracóvia. Agradecido pela oportunidade de desenvolver um pouco mais o meu conhecimento e gosto por viajar e conhecer outros países e outras culturas. Visitar a bela cidade de Cracóvia que tão fustigada foi pelas guerras mas que ainda assim, possui uma beleza admirável, bem como a oportunidade que tive enquanto viajava para a Polónia poder parar em Bergamo e Madrid, duas cidades lindas, que nunca tive oportunidade de visitar e que agora “matei a curiosidade”, como se diz no comum dos povos. Agradecido por ter a oportunidade de estar presente (embora fossem as suas reliquías) junto do agora Santo João Paulo II, o Papa da minha infância e início da minha adolescência e que me levou às lágrimas, aquando a sua morte. Agradecido por ter a oportunidade de ver e ouvir ao vivo um Papa. Um Papa que neste caso admiro, tanto como admirei João Paulo II. Escutar e ver a humildade presente nos conselhos do Papa Francisco durante as suas mensagens, dirigidas a mim e aos milhares de peregrinos que foram ao seu encontro, é algo que irá ficar gravado na minha memória. Que ele possa continuar a ser o representante de Deus na terra por muito tempo. A maioria das minhas lágrimas durante aquela semana, devem-se a ele. Agradecido pela Fé que tenho em Deus e sentir que com ela posso ajudar a mudar o mundo no futuro. Agradecido pela oportunidade única de conhecer e fazer amigos, quer no seio da Kolping, quer fora dela. Ouvir os testemunhos de jovens portugueses que estão emigrados nos EUA e que ao verem a bandeira de Portugal, diziam em lágrimas, o quanto sentiam falta do nosso país. As trocas que fiz de objetos simbólicos com países dos quatro continentes, ao mesmo tempo que ouvia os seus elogios a Portugal. Participar nas atividades que a Kolping da Polónia preparou para nós e que tantos momentos agradávéis nos proporcionou. Obrigado amigos, (que serão para a vida) e obrigado Patrycia. Finalmente o maior obrigado de todos. À Obra Kolping de Portugal pelo convite e confiança que depositaram em nós, para vos representar e igualmente pela oportunidade de fazermos este Jornal Especial, onde contamos esta semana incrível. Obrigado Kolping!


MEMÓRIAS

19


Representantes Kolping nas Jornadas Mundiais da Juventude 2016

Obra Kolping de Portugal Quinta da Cruz Alta Apartado 137 5100—068 Lamego Tel. 254612679—Fax254614021 _ e-mail: portugal@kolping.pt

Jornal Família Kolping - Edição Especial Juventude  

A Obra Kolping esteve presente nas Jornadas Mundiais da Juventude em Cracóvia.

Jornal Família Kolping - Edição Especial Juventude  

A Obra Kolping esteve presente nas Jornadas Mundiais da Juventude em Cracóvia.

Advertisement