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Análise do Caso Pedro feita por: Ana Lúcia Coimbra Sousa Arlênio Francisco Diniz Clara Silvana Lopes Trindade Eduardo Júnio Moraes Vilano Lívia Maria da Mata Ribeiro Lourdes Aparecida de Rezende Sandra Ribeiro Sena Moraes Santuza Alves Ferreira Santuza Ribeiro Sena Silva Simone Ribeiro Sena Parte A Foram utilizadas a observação e a análise das atividades escolares. A observação é necessária em todas as situações de avaliação, por ser um recurso que permite analisar um problema dentro de certo contexto, é a percepção sistemática de situações que ocorrem no dia-a-dia de uma pessoa. Observar um aluno em sala de aula possibilita perceber seu desempenho em situações concretas de ensino e aprendizagem e obter informações sobre: resposta do aluno à atividade proposta, atividades que despertam maior interesse, dificuldades apresentadas nas atividades concretas, adequação que se realiza às capacidades ou dificuldades comparadas aos outros alunos e a questão da comunicação e relação entre aluno e colegas e professores. Exemplos: é inquieto, um pouco arredio, às vezes fica sentado num banco que há embaixo das árvores, entre outros. A análise das atividades escolares oferece informações complementares às obtidas por meio da observação. O desempenho em sala de aula nos fornece dados para a investigação das competências e habilidades manifestadas pelos alunos, orientandonos na compreensão de suas dificuldades. Nessa medida, alguns aspectos devem ser observados: qualidade do raciocínio, aprendizagem dos conteúdos, compreensão da linguagem oral, leitura, produção escrita, ortografia, resolução de tarefas, participação em sala de aula, elaboração dos trabalhos e atividades realizadas com mais freqüência, esporadicamente ou nunca realizada. Exemplos: é capaz de expressar seus desejos através da linguagem oral, apesar de não ser muito clara, não consegue realizar nenhuma tarefa sozinho, tem dificuldade na memorização.


Parte B Relatório circunstanciado História de vida do aluno Pedro Idade: 18 anos Onde estuda: Escola pública Percurso: Começou a estudar aos 15 anos, na escola no Ensino Fundamental; não gostava da escola e desistia sempre, talvez pela diferença de faixa etária. Aos 18 anos, está cursando a primeira fase da Educação de Jovens e Adultos, em uma outra escola da rede pública. É um aluno assíduo e gosta muito da escola, é querido pelos colegas, professores e funcionários, tem vários amigos, Júlio é o predileto. Motivo da mudança de escola: Talvez pela diferença de faixa etária. Tempo na atual escola: Está cursando a primeira fase da Educação de Jovens e Adultos (3 anos). Responsável por ele: Pais Diagnóstico clínico: A mãe não teve acompanhamento do pré-natal e quando Pedro estava com 3 anos de idade foi levado ao médico o qual diagnosticou Síndrome de Down. Acompanhamento clínico: não recebe. Atendimento pedagógico: não recebe nenhum tipo de atendimento educacional especializado, na sua cidade não tem sala de recurso. Conhecimentos e capacidades do aluno Cognitivos e metacognitivos: Deficiência intelectual, linguagem oral não muito clara, dificuldades em realizar atividades propostas, dificuldade na memorização, leitura, está sempre pedindo ajuda á professora, não consegue realizar nenhuma atividade sozinho. Motores e psicomotores: Aos 3 anos de idade ainda não andava, era mole, com 18 anos apresenta habilidade para mexer com eletro-eletrônicos, dança, pintura, contribui nas tarefas, como passar pano na casa, fazer sucos, tirar roupa do varal, dobrar e guardar.


Interpessoais / Afetivos: Querido pelos colegas, professores e funcionários, tem vários amigos, Júlio é o predileto; é um jovem carinhoso; é arredio e não pode ser contrariado; é assíduo; diz gostar muito da professora. Comunicacionais: Consegue identificar algumas letras do alfabeto, numerais até 10, apresenta dificuldade na leitura, gosta de música e dança, é capaz de se expressar através da linguagem oral, apesar de não ser muito clara. Outras informações: Prefere contribuir na arrumação a ficar com os colegas; às vezes, fica sentado num banco que há embaixo das árvores. Parte C Para o PDI ficar completo falta os dados da escola, como: nome, código, ato autorizado, município e responsáveis pela elaboração (nome e função); dados do aluno, como: nome, data de nascimento, responsáveis pelo aluno, série/ciclo, necessidades educacionais especiais apresentadas decorrentes da deficiência ou conduta típica (o que o aluno necessita na escola); a proposta curricular prevista no projeto pedagógico para o ciclo/série (proposto para a turma na qual o aluno está inserido) –de natureza dos conteúdos

de

acordo

com

os

PCNs:

conceituais:

construções

intelectuais,

procedimentais: tomar decisões de forma ordenada e atitudinais: atitudes, valores e normas. E por fim, o planejamento pedagógico, com o levantamento dos conhecimentos e capacidades a serem desenvolvidas e trabalhadas na turma e com o aluno, o PIP e as estratégias de avaliação adotadas no processo de aprendizagem e à partir do PIP. O trabalho pedagógico deve respeitar o ritmo da criança e propiciar-lhe estimulação adequada para desenvolvimento de suas habilidades. Deve ocorrer de forma gradual, pois estas crianças não conseguem absorver grande número de informações. Também não devem ser apresentadas informações isoladas ou mecânicas, de forma que a aprendizagem deve ocorrer de forma facilitada, através de momentos prazerosos. Normalmente o lúdico atrai muito a criança, e é um recurso muito utilizado, pois permite o desenvolvimento global da criança através da estimulação de diferentes áreas. Funções como capacidade de dissociar movimentos, individualizar ações, organizar se no tempo e no espaço e coordenação motora servem de base para desenvolver atividades especificas, assim são fundamentais as aquisições, a descoberta do corpo e de seus seguimentos, relação do corpo com objeto, espaço entre corpo e objeto, percepção dos planos horizontal e


vertical entre outras. São fundamentais para a relação sujeito-meio, que será pano de fundo de todas as aprendizagens. - As atividades devem ser centradas em coisas concretas, que devem ser manuseadas pelos alunos; - As experiências devem ser adquiridas no ambiente próprio do aluno; - A criança deve ser respeitada em todos os aspectos de sua personalidade; - Estruturar seu autoconhecimento; - Desenvolver seu campo perceptivo; - Desenvolver a compreensão da realidade; - Desenvolver a capacidade de expressão; - Progredir satisfatoriamente em desenvolvimento físico; - Adquirir hábitos de bom relacionamento; - Trabalhar cooperativamente; - Adquirir destreza com materiais de uso diário; - Atuar em situações do dia a dia; - Adquirir conceitos de forma, quantidade, tamanho espaço tempo e ordem; - Familiarizar-se com recursos da comunidade onde vive; - Conhecer e aplicar regras básicas de segurança física; - Desenvolver interesses, habilidades e destrezas que o oriente em atividades profissionais futuras; - Ler e interpretar textos expressos em frases diretas; - Desenvolver habilidades e adquirir conhecimentos práticos que o levem a descobrir valores que favoreçam seu comportamento no lar, na escola e na comunidade. - Atividades, que o levem a: descrever objetos e ações; discriminas sons; identificar semelhanças e diferenças entre sons iniciais e finais de palavras; identificar símbolos gráficos; articular fonemas corretamente; estabelecer relações simples entre objetos; combinar elementos concretos para a formatação de conjuntos; organizar, perceptivamente, seqüências da esquerda para a direita; utilizar conceitos nas áreas de relações temporo-espaciais; participar de atividades lúdicas; seguir e dar instruções simples; estabelecer relações símbolos e significados; participar de conversas; organizar idéias em seqüência lógica; demonstrar controle muscular; reconstruir ações passadas e prever ações futuras; demonstrar criatividade e estabelecer pensamento crítico.


Referências bibliográficas MINAS GERAIS, Secretaria de Estado de Educação. Projeto Incluir. Cadernos de textos para formação de professores da rede pública de ensino de Minas Gerais. Belo Horizonte, 2006. PIMENTELL, Maria Auxiliadora Mattos. CORRÊA, Rosa Maria. A avaliação educacional diagnóstica e as práticas curriculares. Apostila do Curso Educação Inclusiva, da disciplina Diagnóstico Multidisciplinar e Avaliação Diagnóstica Escolar da PUC Minas. __________ Orientações para o elaboração do Plano de Desenvolvimento Individual – PDI. Apostila do Curso Educação Inclusiva, da disciplina Diagnóstico Multidisciplinar e Avaliação Diagnóstica Escolar da PUC Minas.

Análise de caso  

Educação inclusiva

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