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cotidiano

LIXÃO NO RIO gramacho será fechado sem avaliação da contaminação

VIOLÊNCIA Pacote anticrime tenta evitar assaltos em ruas do Morumbi

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Veículos próximos ao shopping JK iguatemi, no itaim Bibi

Área nobre, Itaim Bibi concentra “ empreendimentos ‘trava-trânsito’

Joel silva/Folhapress

Gastava 15 minutos para ir ao trabalho. Agora levo mais de 1 hora. Fico lá até mais tarde para evitar o trânsito

Distrito recebeu 72 dos 677 polos geradores de tráfego, mostra levantamento com dados desde 1995 das 10 regiões que mais receberam construções, metade está na zona oeste e metade se divide entre sul e centro Cristina moreno de Castro

de são paulo

Há pelo menos 30 novas construções nas redondezas da rua Tabapuã, calcula o zelador Pedro Queiroz, 47, morador da via desde 1995. Seu prédio, de dez andares, agora ficou “baixinho” perto dos espigões construídos ao lado, atrás e em frente. A consequência direta disso, explica ele, foi no trânsito. Antes já conturbado, agora está cada vez pior, diz. “Levo 40 minutos para ir ao mercado, a quatro quarteirões. Quando me mudei, fazia em 10, em qualquer horário.” O prédio fica no Itaim Bibi, área nobre da zona oeste e o distrito que mais recebeu empreendimentos que provocam congestionamentos na cidade, segundo levantamento inédito feito pela Folha. Foram 72 de um total de 677 na cidade. A maioria (60%) foi de prédios de escritórios com maisde120vagasdegaragem. A pesquisa foi feita a partir de documentos gerados desde 2005 pela Secretaria Municipal de Transportes, que estão sendo analisados pelo Ministério Público. Considera os chamados polos geradores de tráfego — escritórios, faculdades, hospitais, igrejas e shoppings, por exemplo. Resumindo: eles são grandes, atraem muita gente e seus carros e, con-

c imPaCto

Promotoria investiga cada um dos Polos o Ministério Público vai apurar, em lotes, cada um desses 677 polos geradores de tráfego. o objetivo é ver se estão cumprindo as obrigações legais de fazer obras de compensação. Maurício ribeiro Lopes, promotor de habitação e urbanismo, diz que aguarda informações pedidas à CeT sobre o grau de impacto de cada um.

sequentemente, travam o trânsito da região. Para que recebam autorização para funcionar, a secretaria exige que façam obras para compensar esse impacto. Um exemplo recente é o shoppingJKIguatemi,alimesmo no Itaim. O empreendimento, de R$ 322,3 milhões e 7.700 vagas de garagem, está proibido de abrir até que conclua as obras viárias exigidas. ZONA OESTE

No período de sete anos da pesquisa, 677 desses empreendimentos foram construídos ou ganharam “puxadinhos”. Há ainda alguns em construção, como o estádio de Itaquera (zona leste). Entre os dez distritos que mais receberam essas construções, metade está na região oeste: Barra Funda, Vila Leopoldina, Pinheiros e Morumbi, além do Itaim. A outra metade se divide entre a zona sul (Santo Amaro, Vila Mariana e Campo Grande) e o centro (Bela Vista e Consolação). Já os bairros mais afastados pouco receberam os benefícios —e transtornos— desse tipo de investimento. “É preciso resgatar a ideia de desenvolver os subcentros da cidade, como Santo Amaro,PenhaeSantana,poismais de 85% dos motivos de deslocamento são emprego e escola. Essas atividades ficaram concentradasnocentroexpandido, que já estava saturado”, diz Flamínio Fichmann, urbanista especialista em trânsito. SEM METRÔ

O destaque para o Itaim se deu por três razões principais, dizem especialistas: o incentivo para desenvolver a região facilitado pela operação urbana Faria Lima (de 1995); a presença de lotes grandes, onde havia galpões e indústrias, que deram lugar a grandes prédios; e o fato de o bairro ter um mercado consumidor de renda e escolaridade acima da média. Thiago Guimarães, especialista em mobilidade, aponta a inexistência do metrô na região como um agravante para o caos no trânsito. “Que pelo menos façam transporte coletivo paralelamente e olhem alternativas para chegar de ônibus mais rápido.”

» LEIA MAIS na pág. C6

Tânia, 61, moradora da rua Luís Dias, no Itaim, onde, desde 1999, 8 casas deram lugar a 2 espigões e outro está em construção


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Segunda-Feira, 28 de Maio de 2012

análise geradores de tráfego

Emprego longe de casa dificulta o trânsito

Oportunidades de trabalho são criadas onde é caro morar e levam multidões a cruzar a cidade todos os dias vaguinaldo marinheiro de são paulo

Na cidade dos sonhos dos planejadoresurbanos,poucos moradores teriam de sair de suavizinhançaparatrabalhar, comprar, se divertir, estudar. Muito seria feito a pé. Carro seria um luxo, e haveria um bom transporte coletivo quando necessário. Infelizmente, São Paulo é o avesso desse sonho. A densidade populacional é grande onde não há emprego. Já o emprego, principalmente no setor de serviços, o que mais cresce, aparece onde morar é caro. Resultado: multidões cruzam a cidade de manhã para ir ao trabalho e à noite para voltar para casa. Segundo um estudo, a população do centro expandido de São Paulo (área de aproximadamente 150 quilômetros quadrados entre os rios Pinheiros e Tietê e que concentra a maioria dos empregos) teve queda de 13% em sua população residente entre 1997 e 2007. Nas áreas mais afastadas, houve acréscimo de 13%. A situação se inverteu um pouco nos últimos anos, mas

as distorções persistem. Somados,osmoradoresdas regiões central e oeste equivalem a apenas 36% dos que vivem na zona leste. É o que explica a estimativa de que 3 milhões de pessoas, quase a população do Uruguai, se desloquem todo dia da zona leste para as demais. Isso significa quilômetros de congestionamentos, ônibus, trens e metrô lotados. Os dados levantados agora pela Folha sobre a distribuição de novos polos geradores de tráfego na cidade acrescentam mais um dado nessa distorção paulistana. O bairro do Itaim Bibi, famoso por seus congestionamentos, é o recordista na construção desses polos. Foram 72 concluídos ou aprovadosde2005atéesteano —10,6% do total. Desses, 43 (60%) são escritórios. Como a grande maioria dos empregadosdessesescritórios não podem pagar o alto custo da moradia no bairro, a cidadeganhamaisdeslocamentos. Para voltar à comparação com população, o Itaim sozinho, com 92,5 mil habitantes (dados de 2010), teve quase o mesmo número de novos polos de trânsito que a zona leste toda (89), região que abriga mais de 4 milhões.

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RAIO X DOS POLOS GERADORES DE TRÁFEGO Veja onde estão os empreendimentos que impactam no trânsito da cidade Os maiores distritos geradores de tráfego

Perus Tremembé

Anhanguera Jaraguá

EX. Escritórios, grandes conjuntos residenciais, escolas,

Brasilândia

shoppings, igrejas e hospitais

Cachoeirinha Jaçanã

Mandaqui Pirituba

NOVOS POLOS GERADORES DE TRÂNSITO

+ 15 10 - 15 5 - 10 1-5 0

São Domingos Jaguara

Freguesia do Ó Limão

Casa

Tucuruvi Vila Medeiros

Santana

2º Verde

Vila Guilherme

Cangaíba

Vila Maria

Ermelino Matarazzo

Ponte Rasa

Vila Jacuí

Lapa

Jardim Socorro São Luís

60%

desses empreendimentos no Itaim Bibi são escritórios

O critério para definir o que são esses polos é o número de vagas de estacionamento, área e capacidade

Pedreira Jardim Ângela

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Norte Leste

61

Oeste 261

89 Centro 103

Sul 163

677

é o total de novos polos geradores de tráfego desde 2005

43

Itaim Bibi

Pinheiros

14

Santo Amaro

13

Consolação

9

Barra Funda

8

Jardim Paulista

7

Bela Vista

7

Vila Leopoldina

6

Saúde

6

10º Santa Cecília

6

Escola/faculdade

119

Residencial

89

Igreja

Hospital/clínica

42

41

41Shopping /

Escritórios

centro de compras

181

164

outros

*Para fazer este raio X, a Folha levantou todos os documentos gerados pela Secretaria Municipal de Transportes, entre 2005 e março de 2012, pedindo obras compensatórias

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S ÁBADO, 18 DE SETEMBRO DE 2010 Q

Transportadores ameaçam reduzir serviço

Motoristas de vans criticam decisão do Contran de regulamentar obrigatoriedade de cadeirinhas nesses veículos Eles afirmam ser inviável ter assento sem aumentar o preço cobrado; eles já falam até em recusar clientes FERNANDA BASSETTE

DE SÃO PAULO

Motoristas que fazem o transporte escolar de menores de quatro anos dizem que vão deixar de levar crianças dessa idade caso a obrigatoriedade do uso das cadeirinhas seja estendida para os veículos dessa categoria. Sindicato e associação de transportadores de escolares de São Paulo, que reúnem

7.000 motoristas, dizem que a obrigatoriedade vai afetar diretamente os cerca de 20% de motoristas que levam apenas menores de quatro anos. “Hoje, as crianças muito pequenas vão sentadas e presas ao cinto [de dois pontos]. Com essa lei, com certeza vai diminuir a oferta de transporte ou, quem preferir se adaptar, vai aumentar o preço do serviço”, diz Hélio Menezes, presidente da Associação dos Transportadores Escolares de São Paulo. É o caso do motorista José Francisco Merlin, que há sete anos trabalha com crianças. Ele atende pais da periferia e cobra de R$ 45 a R$ 95 a mensalidade. Em bairros cen-

trais, o valor chega a R$ 300. “Essa obrigatoriedade não será viável. Eu atendo cinco turmas de idades diferentes. Ou eu paro de trabalhar com crianças pequenas ou eu vou ter que andar na ilegalidade porque não posso repassar esse custo aos pais”, afirma. O motorista Francisco de

Assis, diz que os assentos das vans são mais estreitos e que os cintos são de dois pontos. “Além de não caber várias cadeirinhas [isso diminuiria a capacidade do carro], não tem como prender corretamente. Será complicado atender crianças assim”, diz. Wagner Roberto Teixeira

Se é uma preocupação real com a segurança da criança, a lei tem que ser para todos, independente do meio de transporte. Cadê a preocupação com a criança que usa o ônibus coletivo? LURDINHA RODRIGUES do Simetesp (Sindicato dos Transportadores Escolares do Estado de São Paulo)

pensa em mudar de ramo caso a nova regulamentação entre em vigor. “Se é para o bem da criança, não sou contra, mas não tenho condições de comprar cadeirinhas.” Já Erlene Lima Pasquim, que trabalha com crianças de uma escola particular, diz que apoia a obrigatoriedade. Ela usa cadeirinhas cedidas pelos pais. “Se não fornecerem, não pego o serviço.” Os pais acreditam que a nova medida trará mais segurança. O bancário Jozivaldo Ximenes, pai de duas crianças, diz que concordaria em pagar uma mensalidade maior. “Acho melhor ter esse custo do que expor as crianças a um risco”, diz.

Túneis de São Paulo são inseguros contra incêndio

Faltam extintores, hidrantes e outras peças nos 17 túneis que deveriam ter os equipamentos, dizem bombeiros Rodrigo Capote/ Folhapress

CRISTINA MORENO DE CASTRO DE SÃO PAULO

Nenhum túnel da cidade de São Paulo tem todos os equipamentos necessários para segurança contra incêndios, definidos em lei de 2001 e em norma técnica do Corpo de Bombeiros de 2004. Segundo o Ministério Público, a prefeitura é a responsável pela aquisição e manutenção dos equipamentos, e os bombeiros, pela fiscalização do funcionamento. Os principais problemas encontrados são: falta de extintores de incêndio dentro do túnel, falta de hidrantes e ausência de peças básicas do hidrante (como mangueira). A constatação é de vistoria concluída nesta semana pelo Corpo de Bombeiros, a pedido do Ministério Público, em todos os 17 túneis da cidade que deveriam ter os equipamentos, por terem mais de 200 metros de extensão. Há outros dois túneis que, por serem menores, não se enquadram na lei: Mackenzie e Odon Pereira. Uma primeira vistoria, realizada no mês passado em dez túneis, constatou que todos estavam com problemas. Por isso, o Ministério Público pediu nova vistoria, nos outros sete túneis, que foi concluída nesta semana. Segundo o Corpo de Bombeiros, somente túneis construídos após 2001 se enquadram na lei —que é o caso apenas dos túneis Jornalista Vieira de Melo e Max Feffer. Para a promotora Maria Amelia Nardy Pereira, responsável pela apuração, o argumento não faz sentido. “É uma questão de segurança.

A dona de casa Cristiane Mary Palatnic, mãe de um garoto de cinco anos, também aprova a regulamentação. “Já que é uma lei, tem que ser para todos”. Para Lurdinha Rodrigues, do Simetesp (Sindicato dos Transportadores Escolares do Estado de São Paulo), já que o Contran pretende regulamentar a cadeirinha para as vans escolares, deveria estender a obrigação também para táxis e ônibus. “Se é uma preocupação real com a segurança, tem que ser para todos, independente do veículo”, diz. Colaborou FABIANA CAMBRICOLI , do “Agora”

Porta de trem falha e causa lentidão em estações de SP Plataformas da linha 12safira ficaram lotadas DE SÃO PAULO

Um trem da CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos) apresentou problema em uma porta por volta das 7h de ontem. Segundo informações da assessoria da companhia, o trem que apresentou o problema trafegava no sentido Brás. Com isso, os passageiros que eram transportados pela composição tiveram que desembarcar na estação de São Miguel Paulista. Devido à falha, todos os trens da linha 12-safira circularam com intervalo maior por cerca de 20 minutos. Em razão do problema, plataformas da linha registraram lotação. A CPTM informou que o problema foi solucionado às 7h14. VANDALISMO

Ausência de hidrante com mangueira no Túnel Jânio Quadros foi um dos problemas constatados pelo Ministério Público Se usássemos esse raciocínio, o edifício Martinelli, do começo do século passado, não precisaria de extintor.” Ela reforça que, mesmo nesses dois túneis foram encontrados problemas. Segundo o Corpo de Bombeiros, a fiscalização é só de responsabilidade da Prefeitura de São Paulo. “Nós somos os maiores interessados que esses equipamentos estejam funcionando”, diz o tenente Marcos Palumbo, che-

fe do setor de comunicação. A prefeitura disse que contratou projeto de modernização de hidrantes e outros sistemas de segurança, em fase final de elaboração. Disse também que a CET monitora os túneis 24 horas por dia e seus funcionários estão preparados para atuar no combate a incêndios. A promotora vai convocar os representantes dos dois órgãos, na semana que vem, para pedir esclarecimentos.

Aos 42. Cemitério e Crematório Memorial Parque Paulista.

Metropolitano Primaveras.

PROBLEMAS ENCONTRADOS NOS TÚNEIS — Falta de extintores de incêndio — Extintores de incêndio apenas fora dos túneis — Falta de hidrantes — Hidrantes sem acessórios básicos, como mangueiras — Falta de brigada de incêndio — Falta de circuito de TV em túneis com mais de 1.000 metros

VISTORIADOS NESTA SEMANA

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Jânio Quadros Sena Madureira Maria Maluf Paulista- Dr. Arnaldo Paulista -Rebouças Rebouças- Major Natanael Anhangabaú

Fonte:Promotoria de Justiça de Habitação e Urbanismo

Na última terça, um problema com um trem na estação José Bonifácio (zona leste) fez com que usuários quebrassem vidros na estação Guaianases (zona leste). Com o transtorno, a estação ficou fechada por quase 30 minutos, prejudicando a circulação na linha 11-coral. Alguns passageiros que aguardavam a abertura dos portões se revoltaram e atacaram parte da estação. O problema começou quando uma composição apresentou defeito e precisou ser retirada, por volta das 6h30, provocando atrasos.

MORTES ANTONIO BAPTISTA PEREIRA SOBRINHO - Aos 78, casado com Alice Lopes Baptista. Deixa um filho. Cem. e Crem. Metropolitano Primaveras. FRANCISCO ANDRADE DA CUNHA -

LUIZ NAKASHIMA - Aos 73, viúvo de Tioko Nakashima. Era caldeiro. Deixa três filhos. Cemitério e Crematório

NEUSA MENDES DE CASTRO - Aos 65, casada com João Batista de Castro. Deixa dois filhos. Cemitério e Crematório Metropolitano Primaveras.

ROBERTO DE PESSOA (1910-2010)

O paraquedista brasileiro nº 1 ESTÊVÃO BERTONI

DE SÃO PAULO

Em 1936, o paraibano Roberto de Pessoa foi enviado à Olimpíada de Berlim, na Alemanha, sem a obrigação de voltar com uma medalha. À época tenente do Exército brasileiro, tinha como missão observar o treinamento dado aos atletas alemães e trazer as mesmas técnicas. Seu trabalho de “espionagem” ficaria mais fácil se ele tivesse acesso aos governantes alemães, pensou. Por isso, arrumou uma credencial de imprensa e conseguiu entrar, durante os jogos, na tri-

buna onde estava Hitler. Apertou a mão do líder nazista e foi apresentado ao ministro dos Esportes do país. Acabou tendo acesso à academia de esportes alemã. Foi durante essa missão que Roberto se encantou ao ver os paraquedistas. Quis fazer o curso, mas teve o pedido negado. Deixaram-no fazer o curso de planadores. De volta ao Brasil, ajudou a desenvolver as práticas de educação física usadas nos treinamentos do Exército. Quando a Segunda Guerra estourou, e o Brasil se opôs ao nazistas, Roberto pediu para treinar com os paraque-

distas norte-americanos. Em 1944, concluiu o curso —e retornou como o primeiro paraquedista militar do país. Nos anos 50 e 60, comandou um batalhão de infantaria paraquedista. Chegou a general de divisão. Ontem, após um infarto, morreu aos cem, no Rio. Teve seis filhos (dois são coronéis paraquedistas), 11 netos e uma bisneta. O velório será a partir das 12h de hoje, no Museu Aeroterrestre, no Rio. Segundo a família, o enterro acontecerá na segunda, às 15h, no cemitério Jardim da Saudade, também no Rio. coluna.obituario@uol.com.br

7º DIA

AMÉLIA NENA RIBEIRO NOGUEIRA Amanhã, às 11h, na Catedral N. Sra. do Carmo, pça. do Carmo, s/nº, Sto. André. FERNANDO FIGUEIROA MACEDO LEME - Amanhã, às 18h, na paróquia Sta. Terezinha, r. Maranhão, 617, Higienópolis. FRANCISCA DE BARROS REBÊLLO (CAÇULA) - Hoje, às 8h30, na igreja N. Sra. do Rosário de Fátima, av. Dr. Arnaldo, 1.831, Sumaré. HIROSHI TANAKA - Hoje, às 9h, na paróquia S. Judas Tadeu, av. Jabaquara, 2.682, Mirandópolis. IZOLDA AUGUSTA DWORAK - Amanhã, às 17h, na igreja S. Geraldo, lgo. Pe. Péricles, s/nº, Perdizes. MANUEL BRUNO FOGOLIN CASTELO BRANCO - Hoje, às 19h, na igreja Sto. Antônio de Pádua, r. Pe. José Blasco, 105, V. Talarico. MARIA CRISTINA LEAL DE FREITAS Hoje, às 17h, na N. Sra. Mãe do Salvador (Cruz Torta), av. Prof. Frederico Hermann Jr., 105, Alto de Pinheiros. PAULO EIRÓ GONSALVES - Hoje, às 16h, na Imaculado Coração de Maria, r. Jaguaribe, 735, Higienópolis. SHIRLEY BRANCA FRIGUGLIETTI STOPIGLIA (LÉA) - Hoje, às 16h30, na igreja Sto. Agostinho, pça. Sto. Agostinho, 37, Liberdade.

30º DIA

6º ANO

PLINIO TREVISAN FRANCO - Amanhã, às 19h, na paróquia S. Francisco de Assis, r. Borges Lagoa, 1.209, V. Clementino.

SIDNEY SILVA - Amanhã, às 9h30, na igreja Sta. Tereza, r. Desembargador Rocha Portela, 929, Artur Alvim.

VASCO TREVISAN FRANCO - Amanhã, às 19h, na paróquia S. Francisco de Assis, r. Borges Lagoa, 1.209, V. Clementino.

ILEANA EDELWEIS MARGARITELLI DA FONSECA - Hoje, às 15h, na igreja N. Sra. da Glória, av. Lacerda Franco, 2, Cambuci.

50º DIA TIN HEE HING - Hoje, às 14h, no Templo Cultural Nikkyoji Budista, r. Ibaragui Nissui, 166, V. Mariana.

1º ANO MADALAINE JACQUEY RINEHRAT Amanhã, às 11h, na igreja S. Bento do Morumbi, r. Sto. Américo, 357, Morumbi. RUBENS SILVA - Amanhã, às 9h30, na igreja Sta. Tereza, r. Desembargador Rocha Portela, 929, Artur Alvim.

29º MÊS

ROSA FERRARI PENNACINO - Hoje, às 11h, na igreja S. Pedro S. Paulo, r. Circular do Bosque, 31, Morumbi.

3º ANO

LENIRA MORENO GONÇALVES DE SOUZA - Amanhã, às 18h, no Santuário das Almas, r. Guaporé, 429, Armênia.

10º ANO

SERVIÇO VOCÊ DEVE PROCURAR O SERVIÇO FUNERÁRIO MUNICIPAL DE SP: tel. 0/xx/11/3247-7000 e 0800-10-9850 fax 0/xx/11/3242-1203 Serão solicitados os seguintes documentos do falecido: Cédula de Identidade (RG); Certidão de Nascimento (em caso de menores); Certidão de Casamento. ANÚNCIO PAGO NA FOLHA: tel. 0/xx/11/3224-4000 segunda à quinta, das 8h às 20h, sexta das 8h às 21h, sábados e domingos, das 9h às 17h. AVISO GRATUITO NA SEÇÃO: tel.: 0/xx/11/3224-3505 ou 0/xx/11/3224-3305 e-mail: necrologia@uol.com.br até as 15h, ou até as 19h da sexta-feira para publicação aos domingos. Se utilizar o e-mail, coloque um número de telefone para a checagem das informações. Aos domingos, ligue para 0/xx/11/3224-3602, das 15h às 18h.


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Domingo, 15 DE Julho DE 2012

Fotos danilo Verpa/Folhapress

ricardo Guimarães, na Barra Funda

adilson silva tuíta do metrô danilo verpa cristina moreno de castro

de são paulo

Não são nem 6h da manhã, e Ricardo já está a mil. Dá bom dia aos mais de 3.500 seguidores, se certifica de que tudo “opera normalmente”, para, em seguida, acrescentar que surgiu um problema. Digita do celular, dentro de um trem que o leva de Francisco Morato (Grande SP), onde vive, até a estação Barra Funda (zona oeste). Minutos depois, antes de embarcar na Vila Matilde (zona leste), Adilson inicia jornada semelhante, com cerca de 200 informes diários (3.000 em dias turbulentos). A missão que Ricardo Guimarães, 22, e Adilson Silva, 32, abraçaram é a mesma: divulgar, a cada instante, as condições das linhas de trem

seguidores de

trens

Perfis no Twitter fazem sucesso entre usuários com informações on-line sobre metrô e CPTM e metrô paulistanas. Tudo pelo Twitter. Eles passam o dia on-line. Atualizam seus perfis com base em informações de outros passageiros, observadas por eles próprios ou colhidas oficialmente com as companhias. Esse trabalho é feito, inclusive, em fins de semana e feriados. Detalhe: eles não recebem nada por isso. Ricardo começou com o blog “Diário da CPTM”, que,

Já Adilson diz que a criação do @UsuariosMetroSP há quase um ano surgiu como uma brincadeira. “Queria compartilhar situações divertidas que via no metrô, mas logo se tornou um serviço.” Ele diz que, no período, o Metrô se tornou mais transparente, fazendo questão de responder às dúvidas ou reclamações postadas. Chegou a ser convidado para reuniões e propôs solu-

em dois anos, já recebeu mais de 1 milhão de visitas. Há seis meses, criou o @DiariodaCPTM no Twitter. “O problema da CPTM é a falta de informação”, critica Ricardo. “Eles fazem uma obra e não avisam, ou só em cima da hora. As pessoas me procuram para se informar, e me sinto satisfeito por isso.” Ele sonha em fazer faculdade de jornalismo. Hoje, é auxiliar administrativo.

apenas

ções para problemas encontrados na estação Brás. Facilita o canal o fato de ele nunca publicar palavrões nem mensagens de cunho político —mesmo sendo seguido por alguns vereadores. Ele é supervisor de helpdesk das 9h às 17h, quando não pode dar tanta atenção ao “trabalho voluntário”. Mas, nas horas de pico, até 0h, está sempre on-line, monitorando o que outros usuários informam. Foi assim que descobriu, antes de sites noticiosos, que havia tido uma colisão entre trens da Linha Vermelha, que resultou em 49 feridos, em maio. Também divulgou antes o início e o fim da greve dos metroviários. Por outro lado, já sofreu resistência até mesmo em casa. “Minha mulher, no início, me criticou bastante, porque tinha acabado de nascer meu filho. Mas hoje ela vê com outros olhos. Faço porque gosto, posso ajudar outras pessoas.”

Para secretaria, redes sociais são ‘aliadas’ de são paulo

A Secretaria dos Transportes Metropolitanos informou que Metrô e CPTM já mantêm equipes para monitorar em tempo real as redes sociais em seus perfis (@metrosp_oficial e @cptm_oficial). Também monitora as páginas de usuários, que têm as perguntas respondidas. O trabalho é feito de segunda a sexta, das 8h às 19h30, exceto feriados. A pasta diz que “respeita e entende as manifestações dos usuários”, que são “importantes para apontar sugestões de melhorias”, e que as redes sociais são “aliadas” na divulgação de serviços.

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Alan Pauls foi jornalista, crítico literário e de cinema. Mas, para nossa sorte, ele decidiu ser escritor. em “a história do Pranto”, o ex-crítico literário alan Pauls mostra por que é um dos grandes nomes da atual literatura argentina. Uma obra que retrata a vida de um garoto em meio às transformações políticas do seu país, em 1970. acima de tudo, uma história sobre os contrastes das emoções humanas, que promove o encontro entre a ideologia e a descrença. entre a hipersensibilidade e a incapacidade de chorar. e, principalmente, entre você e o grande vencedor do Prêmio herralde. não dá pra não colecionar.

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São Paulo tem só 35 táxis acessíveis para cadeirantes

Programa lançado com alarde pela prefeitura em fevereiro de 2009 previa pelo menos 80 carros adaptados na cidade Taxistas afirmam que programa dá prejuízo; alguns passaram até a pagar IPVA, imposto do qual a categoria é isenta CRISTINA MORENO DE CASTRO

COLABORAÇÃO PARA A FOLHA

Lançado com alarde pela Prefeitura de São Paulo no início de 2009, o programa de táxis acessíveis patina. De 80 alvarás previstos para carros adaptados, só 35 estão em uso —a frota de táxis na cidade é de 32.611 e o número de pessoas com deficiência supera 1 milhão. Os motoristas reclamam que, além de terem de gastar R$ 32 mil em adaptações, acabam punidos pelo poder público: muitos passaram a pagar IPVA, imposto do qual o taxista paulistano é isento. Quando o programa começou, o taxista Marcelo Freitas, 38, foi um dos primeiros a circular com seu carro de teto elevado, piso especial e elevador para cadeirantes. Há um mês, pensou: “Deixa eu sair logo, enquanto dá tempo”. Desistiu do negócio. “Estava dando prejuízo e dor de cabeça, eu não queria ficar com o nome sujo”, diz. Seu relato coincide com o de outros dez taxistas autônomos ouvidos pela Folha. Não existe uma divulgação dos serviços nem pontos de atendimento especiais. Não é à toa, afirmam, que os 80 alvarás estão ociosos. Além dos dez motoristas autônomos, há mais 25 carros adaptados, segundo a prefeitura, integrando frotas. De acordo com Ricardo Auriemma, 40, presidente da associação das frotas de táxi, o serviço ainda não dá lucro, mas também já não dá mais prejuízo para as empresas. ESPERA

Pessoas com deficiência que querem ou precisam usar táxi acessível agendam a corrida até um dia antes para não ficarem na mão. A analista de sistemas Sandra Maciel, 64, vice-presidente de uma ONG voltada para deficientes visuais, não consegue usar outro tipo de veículo, por causa da má formação óssea congênita que fragiliza seu corpo. “A rotina é ficar esperando”, diz ela. O problema já foi constatado pela Secretaria Municipal da Pessoa com Deficiência e Mobilidade Reduzida há cerca de um ano, segundo o chefe da pasta, Marcos Belizário. Para ele, todos —taxistas e usuários— têm razão. Ele defende que se faça um novo sorteio de alvarás, com novas regras, atendendo a algumas das demandas dos taxistas, como criação de pontos em locais estratégicos, como hospitais e clínicas de reabilitação, e subsídio inicial. Segundo ele, a proposta já foi levada à Secretaria Municipal dos Transportes, responsável pelas mudanças. A pasta dos Transportes afirma que os pontos específicos para táxis acessíveis estão em estudo, mas descarta dar subsídio —na semana passada houve uma primeira reunião com a categoria. A secretaria não comentou a falta de adesão ao projeto. A Secretaria de Estado da Fazenda disse que os taxistas voltaram a pagar o IPVA porque, na hora da adaptação, a empresa que fez o serviço classificou o veículo indevi-

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D OMINGO, 21 DE NOVEMBRO DE 2010 Q

damente como “misto”, submetendo-o ao imposto. Motoristas que tiveram esse problema podem pedir a isenção, que passará a valer para o exercício seguinte.

Veja lista de telefones de taxistas com carros adaptados em São Paulo folha.com.br/ct832869

Mateus Bruxel/Folhapress

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DOMINGO, 21 DE NOVEMBRO DE 2010

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ANÁLISE TÁXIS ACESSÍVEIS

Serviço vira substituto do transporte público

Muitos usuários que dependem exclusivamente do táxi acessível fazem uma seleção de lugares importantes de ir FOTO 3.0 25.0

Taxista ajuda a analista de sistemas Sandra Maciel, 64, a desembarcar de carro adaptado

LEONARDO FEDER

ESPECIAL PARA A FOLHA

Os táxis acessíveis, para quem pode bancá-los, são uma boa alternativa de transporte em São Paulo, onde ainda persistem obstáculos nas calçadas e ônibus e metrô nem sempre adequados. Mas o número de táxis acessíveis é pequeno. Além disso, atrasos ocorrem com frequência, principalmente

entre os motoristas de frota. A razão do baixo número de carros está no valor que os taxistas têm de pagar para adaptar o veículo: R$ 33 mil. Isso desestimula a adesão de motoristas. Eles terão que contrair dívidas e trabalhar por muito tempo para recuperar todo o investimento. Para os cadeirantes, a maior reclamação é o preço. Embora a tarifa do táxi acessível seja igual à do comum,

muitos usam o serviço como substituto do transporte público. Não há muita opção. Só deficientes com maior mobilidade ou vigor físico podem dirigir ou, como atletas, superar calçadas irregulares, chegar ao ponto de ônibus ou à estação de metrô. Como poucos podem bancar o uso do táxi todos os dias —só a taxa de chamada custa R$ 7,00—, muitos usuários que dependem exclusiva-

SÓ QUEM TEM MAIOR MOBILIDADE OU VIGOR FÍSICO PODE DIRIGIR OU CHEGAR AO PONTO DE ÔNIBUS OU À ESTAÇÃO DE METRÔ

mente dele fazem uma seleção dos lugares que consideram mais importantes de ir. Muitos cadeirantes são obrigados a se privar do lazer. Ir ao trabalho já significa um gasto alto, a não ser que a empresa tenha convênio com uma frota de táxi acessível ou que custeie essa despesa —o que é muito raro. Por isso cabe à prefeitura dar algum tipo de isenção ao motorista a fim de estimular

as adesões ao ramo dos táxis acessíveis. Só assim haverá o aumento da frota especial. É importante não se esquecer da acessibilidade das calçadas e dos transportes de massa. São questões que precisam se tornar prioritárias nas políticas públicas, de modo a oferecer alternativas viáveis para o deslocamento cotidiano de cadeirantes. LEONARDO FEDER , cadeirante, é jornalista

Nova York vai ampliar frota acessível a partir de 2013 Cadeirantes, porém, apontam problemas CRISTINA FIBE

DE NOVA YORK

Nova York tem 240 carros acessíveis entre os 13.237 táxis. A agência que regula o setor planeja trocar toda a frota a partir de 2013 e, com isso, aumentar o número de opções para cadeirantes. O programa, batizado “Taxi of Tomorrow” (táxi do amanhã), visa deixar a frota, além de mais acessível, mais ecológica. Há uma concorrência internacional para a prestação dos serviços. O resultado sairá em janeiro. Apesar da iniciativa, cadeirantes nova-iorquinos dizem não estar satisfeitos. Para Edith Prentiss, que participa da organização Disabled in Action (deficientes em ação), a administração coloca outras preocupações à frente da acessibilidade. Ela, que diz lutar há muitos anos pela conversão de 100% da frota, conta que a sua cadeira, elétrica, não cabe em boa parte dos veículos que se dizem acessíveis. “A questão central é como satisfazer a necessidade de populações variadas”, diz. Apesar de potenciais problemas na adaptação dos carros, ela vê na troca da frota a única maneira de solucionar as limitações que cercam a vida dos cadeirantes. Com a sorte de morar em um bairro com três estações de metrô acessíveis, é essa a opção de transporte prioritária de Prentiss. “Se você não vive em uma área assim, é forçado a ter um carro —e quem quer depender de estacionar em Nova York?” Ela diz ser praticamente impossível achar um táxi pelas ruas de Manhattan. Em caso de emergência, Prentiss liga para algum dos celulares de motoristas que conhece —mesmo sabendo que cobrarão mais para buscá-la, o que é ilegal. “Se é urgente, você paga”, diz. Ela também já enfrentou um taxista que não sabia usar a rampa de acesso. Passou por constrangimento ao descer do carro manobrando a sua cadeira, de costas. Boa parte dos 240 táxis adaptados deixa cadeirantes de lado para buscar passageiros em aeroportos. Usam o espaço generoso das cadeiras para acomodar malas.

Muitos acham que os táxis acessíveis são especiais, mas qualquer um pode usá-los, não é ruim para ninguém EDITH PRENTISS da organização Disabled in Action


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Terça-Feira, 13 De Março De 2012

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cotidiano C3

Restrição incentiva uso de caminhãozinho Transportadoras trocam veículos pesados pelos menores para driblar proibição de circulação em vias da capital Venda de VUC’s (veículos urbanos de carga) cresceu no último ano; eles podem carregar até 4 toneladas CRISTINA MORENO DE CASTRO de são paulo

Transportadoras estão se armando contra as restrições aos caminhões na cidade de São Paulo trocando os veículos pesados, que transportam até 40 toneladas de carga, pelos VUCs (veículos urbanos de carga), que comportam até quatro toneladas. A mudança do perfil de veículos começou a ocorrer em 2008, quando todo o centro expandido da capital passou a ser restrito das 5h às 21h, e intensificou-se com as proibições nas marginais Pinheiros e Tietê e em outras 27 vias. A venda desse tipo de veículo comercial foi a que mais cresceu na fabricante Iveco, por exemplo. No último ano, aumentou 45%. Na Kia Motors, o VUC respondeu por 28% das vendas na cidade em 2011 —em 2009, era 15%. Segundo Celso Salgueiro Filho, diretor administrativo da Expresso Mirassol, transportadora com sede em Guarulhos, desde que começaram as restrições, a empresa investiu cerca de R$ 20 milhões acrescentando 120 VUCs e outros 80 utilitários à frota de então 400 caminhões pesados. O consumo de combustível na empresa aumentou em três vezes. Agora a transportadora estima que trocará de 20% a

COMO É HOJE A circulação dos VUCs é permitida das 10h às 16h na ZMRC*. Em algumas vias, como Rebouças, Nove de Julho e 23 de Maio, o tráfego é proibido. Em outras, como as marginais Tietê e Pinheiros, não há restrição a esses veículos O QUE ESTÁ POR VIR Liberação da circulação dos VUCs em toda a cidade nas próximas semanas O QUE PEDEM AS TRANSPORTADORAS Autorização para o tráfego de veículos de até 7,3 m, que comportariam 7 toneladas

JOSÉ LUIZ PORTELLA

Capacidade: até 4 toneladas

espeCIal paRa a FOLHA

Largura máxima: 2,20 m

Comprimento máximo: 6,30 m

PARA COMPARAR... Os caminhões têm em média 20 toneladas de capacidade

KM RODADO

A cobrança por km rodado em São Paulo, que entrará em testes em abril, deverá estar implantada até o final de 2014. Os 2,5 milhões de veículos que usam o modelo hoje vendido com o nome de Sem Parar pela STP terão de janeiro de 2013 a novembro de 2014 para trocar o chip. Segundo Trindade, a troca

Essa carga equivale a 5 VUCs

*Zona Máxima de Restrição à Circulação, no centro expandido

30% dos caminhões por VUCs para o abastecimento dentro da cidade, principalmente se o prefeito Gilberto Kassab (PSD) mantiver a promessa de liberar o trânsito desse veículo em todos os horários. pRós e cOntRAs

Especialistas divergem sobre a vantagem da troca de caminhões pesados pelos de menor porte. Horácio Figueira, consultor em engenharia de tráfego e transporte, calcula que um caminhão com capacidade média de 20 toneladas tenha que ser trocado por cinco

VUCs. “Vai criar um efeito multiplicador que só tende a aumentar trânsito, poluição, acidentes e o valor do frete.” Já o especialista Sergio Ejzenberg diz que outras vantagens do veículo mais leve compensam, como a facilidade que eles têm para estacionar e o fato de não ocuparem mais de uma faixa das ruas. A Secretaria Municipal de Transportes vê a substituição com bons olhos, porque os VUCs são menores, mais ágeis e têm acidentes de menor impacto para a cidade, segundo a pasta.

Tecnologia será implantada para monitorar toda a frota do país será gratuita e o motorista que já tem o serviço poderá receber o novo chip em casa. O preço da habilitação, afirma, deverá cair dos atuais R$ 66 para cerca de R$ 15. Para ela, reduzir o valor é fundamental na estratégia do governo de atingir 100% da frota paulista com o sistema. O dispositivo vai permitir a incorporação de outros serviços. Segundo Trindade, em outros países, é possível fazer pagamentos em posto de combustíveis ou drive-thru de lanchonete usando o chip.

COMO SERÁ a TroCa PRAZO Aparelhos serão substituídos entre janeiro de 2013 e novembro de 2014 ENTREGA Cliente do Sem Parar pode receber o aparelho em casa PORTABILIDADE O motorista de São Paulo poderá usar o chip federal

oficinadeidéias

O motorista do Estado de São Paulo poderá pagar pedágio utilizando o mesmo chip que o governo federal planeja instalar em toda a frota do país a partir deste ano. O projeto do governo federal de instalar os chips de identificação vai sair da gaveta em julho, informou ontem o Ministério das Cidades. O novo chip, que integra o Siniav (Sistema Nacional de Identificação Automática de Veículos), vai permitir monitorar 70 milhões de veículos. Segundo Karla Bertocco Trindade, diretora-geral da Artesp (agência reguladora de transportes de SP), a tecnologia é a mesma utilizada para viabilizar a cobrança de pedágio por km rodado. “Faz muito sentido migrarmos para o mesmo sistema para que as pessoas tenham um só chip no veículo.”

Cultura do automóvel elimina efeito do veto a caminhões

COMO SÃO OS VUCs (veículos urbanos de carga)

Chip federal poderá ser utilizado para pagar pedágio via Sem Parar de são paulo

OPINIÃO

PESADA, MAS NEM TANTO Após restrições, empresários podem trocar caminhões por VUCs

TEM CONTA QUE DÁ PRAZER PAGAR

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Vai criar um efeito multiplicador que só tende a aumentar o trânsito, a poluição e o valor do frete

HOráciO FigueirA consultor em engenharia de tráfego

Os veículos menores têm mais facilidade para estacionar SergiO ejzenberg engenheiro especialista em trânsito e transporte

Restrições a veículos pesados não resolvem o problema de trânsito. Na av. Bandeirantes, na marginal Pinheiros, as restrições tiveram efeito por 12 meses, no máximo, 18. O espaço livre é ocupado por veículos que faziam outros trajetos. Mais os inúmeros veículos novos que entram em circulação todo dia, o esvaziamento de caminhões é anulado. A questão é a prioridade que se dá ao carro. E a carência de transporte público não pode ser usada como desculpa. Em Londres, Nova York e Paris, com imensas redes de metrô, o carro continua sendo um problema sério, a ponto de Londres adotar o pedágio urbano. Ou seja, não é real que, havendo transporte público em boa quantidade como nessas cidades, as pessoas deixem de usar seus carros. Uma boa parte não o faz. Não existe caminho fácil e com solução imediata para um problema que vem sendo gerado há anos. Além da expansão do metrô e dos corredores de ônibus, as melhores alternativas são as que diminuem as demandas de movimento de cargas e de uso de transporte público. O transporte de cargas pode ser reduzido com planejamento logístico e o importan-

te projeto do hidroanel de São Paulo, que pode eliminar cerca de 30% das 400 mil viagens por dia de caminhões na cidade. É um anel hidroviário formado pelos rios Tietê e Pinheiros, pelas represas Billings e Taiaçupeba e um canal entre as duas represas, circundando a cidade. A demanda por transporte diminuirá com a combinação do adensamento populacional da região central, onde há muito emprego e poucos habitantes, como a Barra Funda, e a criação de empregos na periferia, onde há pouca oferta de trabalho. pADRÃO

A dificuldade dessas medidas é a mudança de hábito. A quebra do “padrão carro” na cabeça de todos e dos interesses econômicos contrariados. Grande parte do lixo poderá ser transportada pelo hidroanel. Isso alteraria os contratos de coleta e transporte hoje existentes. A política de adensamento de regiões como a Barra Funda mexe com o mundo imobiliário. Derrubar esses velhos padrões é a grande batalha a ser vencida. JOSÉ LUIZ PORTELLA, 58, engenheiro civil, foi secretário-executivo dos ministérios do esporte e dos Transportes, secretário estadual dos Transportes Metropolitanos e secretário de serviços e obras da prefeitura de são paulo, além de presidente da Fundação de assistência ao estudante


Desde 1921

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DIRETOR DE REDAÇÃO: OTAVIO FRIAS FILHO

ANO 90 a

PRESIDENTE 40 A TRANSIÇÃO

Catia Seabra/Folhapress

UM JORNAL A SERVIÇO DO BRASIL

folha.com.br

QUARTA-FEIRA, 10 DE NOVEMBRO DE 2010 a Nº 29.806

EDIÇÃO SP/DF a CONCLUÍDA ÀS 23H a R$ 2,50

PF prende um dos chefes da Receita em Cumbica Grupo de 32 pessoas é acusado de suposto esquema de fraude em importações

A presidente eleita Rousseff na 1ª classe rumo a Frankfurt

NASNUVENS

Contra insônia, um “remedinho francês”. Ela não exagera nas refeições. Em 11 horas até a Alemanha, frutas, pão de queijo, croissant, água e café. Pág. A8

Governo diz que vai regular mídia mesmo sem consenso

Para senadora, MST fez o PT perder em área do agronegócio

O ministro Franklin Martins (Comunicação Social) afirmou que o governo está disposto a levar adiante a discussão de novas regras para o setor de mídia digital mesmo sem entendimento. Uma das propostas em estudo pelo governo é a criação de uma agência de controle de conteúdo. Pág. A12

A senadora Kátia Abreu (DEM) afirma em entrevista à Folha que o PT perdeu em regiões do agronegócio pela “insegurança jurídica” ligada às invasões do MST. Para ela, José Serra errou ao excluir aliados da campanha. Ela se diz otimista com Dilma Rousseff, mas firme na oposição. Pág. A14

A Caixa Econômica Federal anuncia hoje uma intervenção branca no PanAmericano, banco do qual detém 49% do capital votante. O Grupo Silvio Santos, sócio majoritário, foi obrigado a fazer aporte de R$ 2,5 bilhões, emprestados de fundo garantidor, para cobrir rombo contábil. Pág. A15

RODÍZIO EM SP Não devem circular carros com placas cujo final seja:

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56 ou

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Veja como entrar em contato com o serviço ao assinante, as editorias e a ombudsman fale.folha.com.br

ATMOSFERA

Pág. C2

Chove hoje na Grande SP Mínima 19ºC

Máxima 24ºC

Segundo a PF, o grupo usava caminhões “fantasmas”, que entravam em área restrita sem autorização, retiravam mercadorias —como notebooks e celulares— e deixavam o aeroporto sem pagar impostos.

com Dilma

Dilma Rousseff já teve medo de avião, mas se acostumou depois de “tanto tempo de voo”, e sempre viaja com três livros na bagagem, relata Catia Seabra.

Caixa Econômica intervém no banco de Silvio Santos

A Polícia Federal prendeu um dos chefes da Receita no maior aeroporto do país, em Guarulhos. Ao todo, 32 pessoas (23 ontem) foram detidas na operação, que investigava um suposto esquema de fraude em importações.

TEC Confira recursos dos serviços para armazenar seus dados on-line

Entre os presos estão Francisco Plauto Moreira, chefe de trânsito aduaneiro da Receita, auditores do fisco e do Tesouro, dois policiais federais, empresários, seguranças e funcionários de companhias aéreas. Apu Gomes/Folhapress

Mala com US$ 722 mil apreendidos na Operação Trem Fantasma, na Polícia Federal em SP

Justiça proíbe que o MEC divulgue gabarito do Enem Para não “acirrar os ânimos” dos alunos, a Justiça Federal do Ceará proibiu a divulgação do gabarito das provas do Enem (Exame Nacional do Ensino Médio).

O Ministério da Educação vai entrar com pedido para que a juíza Karla Maia reconsidere a suspensão do exame. Se não der resultado, o governo vai recorrer.

A PF foi acionada para investigar suposto vazamento do tema da redação. Pág. C1 ELIO GASPARI Inep e ministro mostraram que um raio pode cair duas vezes no mesmo lugar. Pág. A6 Luiz Carlos Murauskas/Folhapress

Pág. F1

A Infraero pediu autorização à Anac (Agência Nacional de Aviação Civil) para reduzir as vistorias que determinam se aeroportos suportam pousos sem riscos de derrapagem, informa José Ernesto Credendio. Há dificuldade para contratar empresa que faça o monitoramento, um dos principais itens de segurança aeroportuária e que requer fechamento da pista. A Anac estuda o caso. Pág. C10

BOA NOTÍCIA

Técnica livra de ‘bombinha’ casos de asma grave “Bombinha” nunca mais. Está em estudo no país a termoplastia brônquica, nova técnica que trata casos graves de asma com uma pequena cirurgia. O tratamento deve ser aprovado pela Anvisa em 2011. Pág. C13

Lobby quer saída de secretário da Segurança em SP Está em curso um lobby para que Geraldo Alckmin mande para casa o atual secretário da Segurança Pública, Antonio Ferreira Pinto. O cerne da questão está na corregedoria, que investiga 900 delegados. Pág. A2

Págs. 4 e 5

CIÊNCIA Investimento em pesquisa dá menos retorno no país, diz ONU

EDITORIAIS

Pág. A19

Estão inclusas 8 páginas de Tec e 8 páginas do Fovest

Infraero quer reduzir vistoria feita em pistas dos aeroportos

FERNANDO DE BARROS E SILVA

FOVEST Rede pública vai bem na Unesp; primeira fase é neste domingo

90 páginas - 278.960 exemplares

A PF apreendeu US$ 1 milhão com os suspeitos. O prejuízo é estimado em R$ 50 milhões. Em um ano, foram 80 toneladas de produtos desviados. Advogado nega envolvimento de Moreira em fraudes. Pág. B1

d

SÓ O CAMPO É SANTO No Araçá, em São Paulo, túmulos ficam sem peças de bronze após onda de furtos atribuída a ‘carrinheiros’, que vendem metal a ferros-velhos Pág. C7

Pág. A2

Leia “Aumento do mínimo”, sobre reajuste salarial; e “O convite de Obama”, acerca do apoio dos EUA à entrada da Índia no Conselho de Segurança.


EF

QUARTA-FEIRA, 10 DE NOVEMBRO DE 2010

B1

mercado

COTAÇÕES/ONTEM Bovespa Dólar livre Dólar turismo Poupança (hoje) Euro em Londres

-1,35% R$ 1,697/1,699 R$ 1,610/1,750 0,5342% 1,3871 dólar

ENTREVISTA Gasto estatal é origem de desequilíbrios, diz Raul Velloso Pág. B3

h

PF prende diretor da Receita em Cumbica

Ação da polícia teve como alvo um suposto esquema de fraude em importações e levou 23 pessoas à prisão Segundo a PF, grupo usava esquema para burlar o sistema de transporte de cargas dentro do aeroporto

OPERAÇÃO TREM FANTASMA Como era um dos esquemas de desvio de carga no aeroporto de Cumbica TERMINAL

FISCALIZAÇÃO

MARIO CESAR CARVALHO

DE SÃO PAULO

CRISTINA MORENO DE CASTRO COLABORAÇÃO PARA A FOLHA

A Polícia Federal prendeu um dos chefes da Receita Federal no principal aeroporto do país, em Guarulhos, numa operação contra uma suposta quadrilha acusada de fraudar importações. O auditor Francisco Plauto Moreira, chefia de trânsito aduaneiro em Cumbica, foi um dos 23 presos ontem. Outras nove prisões foram feitas nos últimos meses, mas só divulgadas ontem. Entre os presos, há cinco auditores da Receita, três auditores do Tesouro Nacional, dois policiais federais, empresários e funcionários de companhias aéreas e de empresa de segurança. Um deles tinha loja na Galeria Pagé, um dos mais conhecidos pontos de venda de produtos contrabandeados de São Paulo.

Carga era atracada em

1 armazém de trânsito

aduaneiro, uma área restrita, onde só deveria entrar um caminhão

LOJA

Mas entravam dois,

2 um deles com carga

sem valor, mas com mesma quantidade e peso que a carga valiosa

O caminhão

3 que simulava a

carga valiosa passava normalmente pela fiscalização

Com ajuda dos fraudadores, o

4 caminhão, antes vazio, desviava

a carga, que era entregue a cinco lojas receptadoras, todas em São Paulo Fontes: Polícia Federal e Receita Federal

As prisões aconteceram em São Paulo, Rio de Janeiro e Pernambuco. A PF apreendeu cerca de US$ 1 milhão com os suspeitos. O delegado Vladimir Pacini Schinkarew, que chefiou a operação feita em conjunto com a Receita Federal, esti-

ma que as fraudes tenham causado um prejuízo de R$ 50 milhões à Receita. Em um ano, o grupo desviou 80 toneladas de equipamentos, segundo a PF. A operação foi batizada de Trem Fantasma, em alusão a um truque que o suposto gru-

po usava para desviar produtos importados dos Estados Unidos e da China, como celulares, lap tops e equipamentos hospitalares. O truque consistia no uso de dois caminhões para retirar as mercadorias —um autorizado, e outro, fantasma.

O sistema da Receita Federal controla o volume e o peso das cargas nos aviões. Os fraudadores, a partir desse sistema, montavam um caminhão fantasma, com mesma quantidade de carga que chegava dos voos internacionais, mas com produtos de baixo valor, como gabinete de microcomputadores. No setor de trânsito aduaneiro, onde a carga ficava armazenada até ser levada ao seu destino, o caminhão fantasma entrava junto com um caminhão vazio, que era preenchido pelas mercadorias contrabandeadas. O primeiro seguia para alguma estação aduaneira, era registrado normalmente e pagava um imposto de valor irrisório porque o produto tinha valor baixo. O segundo caminhão, com a carga valiosa, saía do aeroporto sem pagar imposto e se dirigia para cinco lojas receptadoras, todas em São Paulo. O grupo também falsificava documentos para que a carga constasse como “apenas em trânsito” no Brasil, o que a libera de fiscalização e pagamento de imposto, só cobrado no destino final. Nesses casos, a carga era desviada na pista do aeroporto.

OUTRO LADO

Acusação é infundada, diz advogado DE SÃO PAULO

O advogado Paulo Morais, que defende o auditor Francisco Plauto Moreira, diz que não tem fundamento a acusação da Polícia Federal de que seu cliente participava de fraudes em importações. Segundo ele, Moreira é chefe de trânsito aduaneiro, área em que não são feitas análises de preço nem de produto pois os funcionários que atuam ali não têm acesso à declaração de importação. A função desse setor, diz, é transferir produtos para o depósito alfandegário, onde é feito o controle de preço. “O meu cliente diz que fazia de 1.600 a 2.000 operações por dia. Com esse volume, nem dá para ler o que está escrito nos documentos. Se não via o que passava, como poderia participar de fraudes?” A Folha não conseguiu localizar os advogados dos outros presos.


EF

SÁBADO, 21 DE FEVEREIRO DE 2009 ★

C1

PRECONCEITO UNIÃO VAI OFERECER CURSO ANTIRRACISMO PARA POLICIAIS

CARNAVAL ) KASSAB PROPÕE ANISTIAR DÍVIDAS DE R$ 27 MILHÕES DE ESCOLAS

Pág. C3

Pág. C4

Marisa Cauduro/Folha Imagem

cotidiano

Tel.: 0/xx/11/3224-3402 Fax: 0/xx/11/3224-2285 E-mail: cotidian@uol.com.br Serviço de atendimento ao assinante: 0800-775-8080 Grande São Paulo 0/xx/11/3224-3090 Ombudsman: ombudsman@uol.com.br

Lívia Andrade, rainha da bateria da Gaviões da Fiel no auditório do Ibirapuera

Aprovaçãodaescolapública naUSPéamaiorem9anos Participaçãocorrespondea29,3%dosaprovadosnesteano;índiceéomaioraomenosdesde2001

VESTIBULAR DA USP Aumenta o número de aprovados do ensino médio público na universidade

24 2006

26

26

2007

2008

29,3 2009

Jorge Murata - 18.set.2008/”Jornal da USP”

Universidade ampliou a bonificação neste ano, que poderia render até 12% de vantagem em relação ao aluno da rede particular ................................................................................................

FÁBIO TAKAHASHI

DA REPORTAGEM LOCAL

A participação de estudantes formados na rede pública entre os aprovados no vestibular da USP aumentou 12,7% neste ano. O crescimento ocorreu após a universidade aumentar as bonificações a esses alunos no processo seletivo. No vestibular para ingresso neste ano, 29,3% dos aprovados cursaram o antigo colegial na rede pública. No exame anterior, o percentual foi de 26%. A participação do sistema público entre os aprovados neste ano é o maior desde ao menos 2001 (quando esteve em 24,6%), segundo o relatório da universidade que aborda apenas os últimos nove anos. O período pode ser maior, pois só em 1992 o percentual ficou acima do patamar atual —chegou a 31,3%. Mas, como a metodologia usada era diferente, pode haver distorção. As informações, às quais a Folha teve acesso, foram apresentadas anteontem pela próreitoria de graduação em reunião com representantes de unidades da universidade. Considerada elitista e pressionada por movimentos sociais a adotar as cotas (reserva de vagas), a USP passou a conceder, há dois anos, 3% de acréscimo na nota do vestibular a alunos de escola pública. A instituição avaliou que o sistema de cotas era muito radical. No primeiro ano do programa (2007), aumentou o per-

centual de aprovados dessa rede (foi de 24% para 26%). Mas no exame seguinte houve estagnação no percentual, que ainda estava longe da meta estipulada pela reitora Suely Vilela, de chegar aos 30% —o sistema público representa 85% das matrículas no Estado. Para o vestibular deste ano, a universidade ampliou a bonificação, que poderia render até 12% de vantagem dos alunos das escolas públicas em relação aos das particulares. Além de manter os 3% iniciais, a USP criou uma prova exclusiva para os estudantes da rede pública, que, dependendo das questões acertadas, poderia render até outros 3%. Além disso, passou a dar até 6% adicionais com base na nota do Enem (bônus também proporcional ao desempenho). Diversificação A assessoria da USP disse que a reitoria não se pronunciaria ontem, pois a divulgação oficial dos dados será na próxima semana. Segundo a Folha apurou, a universidade avaliou os dados como positivos na reunião com as unidades. “O aumento de alunos na rede pública é importante, pois traz mais diversidade ao alunado da USP”, afirmou a pesquisa dora El izabet h Balbachevsky, do Núcleo de Pesquisa de Políticas Públicas da USP. “Mas não se pode esperar que a universidade resolva o problema de inclusão social. O Estado forma cerca de 500 mil alunos ao ano, e a USP oferece apenas 10 mil vagas. A massificação do ensino superior precisa ser feito por outras vias.” Balbachevsky cita como opção a maior utilização das vagas nas universidades privadas.

RAIO-X DA USP

5.434 Professores

234 Cursos

54.361 Alunos graduação

125.707

Inscritos na Fuvest 2009

10.557 Vagas para 2009

6.896

Número de publicações científicas em 2007*

4,8

Nº de trabalhos por professor ativo em 2007 * Indexadas no Institute of Scientific Information

Vista da praça do Relógio, com prédio da antiga reitoria ao fundo

Apesar do aumento da participação dos alunos da rede pública entre os aprovados, caiu o interesse dessa rede para prestar o exame: de 32,9% para 31,3% em um ano. Além disso, a prova específica criada para os alunos da rede pública (a avaliação seriada) teve uma procura abaixo do esperado (cerca de 8.000 alunos, em uma rede que forma cerca de 500 mil alunos).

Após 1 ano, polícia ainda não concluiu investigação sobre trote na Uninove

Nãosepode esperarquea universidaderesolvaa inclusãosocial.OEstado forma500mil/ano,ea USPoferece10milvagas ELIZABETHBALBACHEVSKY pesquisadora do Núcleo de Pesquisa de Políticas Públicas da USP

AÇÕES PARA AUMENTAR O NÚMERO DE ALUNOS DO ENSINO PÚBLICO

>> 2007

Os estudantes da escola pública passaram a ganhar um bônus de 3% em cima da nota da primeira e da segunda fase

>> 2009

Além dos 3%, a universidade passou a dar mais dois tipos de bonificação

Fonte: USP www.sistemas.usp.br/anuario/tabelas/T01_01.pdf

Henrique Manreza/Folha Imagem

................................................................................................

COLABORAÇÃO PARA A FOLHA

Em seu primeiro dia de aula no curso de publicidade, Márcio Marques da Silva, 25, disse que foi espancado em uma sala da Uninove da Barra Funda (zona oeste de SP) por ter se recusado a participar do trote. Após um ano, o inquérito policial ainda não foi concluído e os agressores não foram punidos. A delegada Renata Corrêa, que conduz o caso, disse que três acusados da agressão já foram identificados, mas que ainda faltam ouvir algumas pessoas —o rapaz afirma que quatro alunos bateram nele. Ela disse que o inquérito foi para a Justiça no início do mês. O último registro do processo no fórum foi sua devolução para a delegacia em 17 de outubro. O conselheiro da OAB-SP Ricardo Cabezón diz que “não é normal ter uma dilação de prazo sem fundamento”. A lei prevê que os inquéritos sejam concluídos em até 30 dias, prorrogáveis até a prescrição do cri-

me. O ideal, disse, é que não haja prorrogação: “Fica uma sensação de impunidade”. O advogado do estudante, Rogério Honda, que entrou no caso em dezembro, disse que vai apurar a demora junto à Corregedoria da Polícia Civil. Além do processo criminal, ele também vai mover ação no próximo mês por danos morais e materiais contra a Uninove e os agressores, pelo “abalo psicológico” sofrido por Silva. O estudante diz que ficou um mês e meio fazendo tratamento psicológico, avaliações médicas e teve que ficar um semestre sem estudar. Ele pedirá cerca de R$ 300 mil de indenização. Sobre o andamento da ação, ele disse já esperar a demora, porque “a Justiça do Brasil é lenta”. Hoje, Silva estuda na UniSant’Anna, onde afirma não haver trote. “É que muitos policiais estudam lá, vão de uniforme mesmo e isso inibe.” Na segunda-feira, primeiro dia de aula dos veteranos da Uninove, não havia sinal de trote em frente à unidade Barra

Funda. Policiais militares no local disseram não ter visto trote nem no dia 10 —início das aulas para os calouros. A Folha falou com dez calouros. Cinco disseram ter visto veteranos pintando rostos de calouros na semana passada. Dois desconfiaram quando a Folha perguntou se eram calouros ou veteranos: “É trote?”. Só um calouro, da administração, descreveu uma recepção mais agressiva. “Saí pelos fundos porque uns veteranos falaram ‘vocês são calouros, sai [sic] fora, senão vão apanhar’.” Segundo ele, cerca de 20 veteranos forçavam as pessoas a beberem na porta da escola. “Vi algumas meninas chorando, bêbadas e pintadas, no metrô.” Com medo, ele não voltou às aulas entre quarta e sexta-feira. A Uninove disse que neste ano não foram registradas ocorrências de trote dentro e no entorno da universidade. Afirmou ainda que não pode se pronunciar sobre a punição aos supostos agressores de Silva pois o caso está “sub judice”.

De 40 denúncias contra trote na UEL, oito viram processo ................................................................................................

COLABORAÇÃO PARA A FOLHA

Rapazdisse ter sido espancado dentro dasalade aula; 3acusados foram identificados CRISTINA MORENO DE CASTRO

para alunos da rede pública. Um tem como base uma prova aplicada pela USP, que poderia render até 3% adicionais (percentual proporcional ao desempenho no exame). O outro teve como base o Enem, que poderia render outros 6% (também proporcional ao desempenho)

Márcio Silva, que disse ter sido espancado na Uninove em 2008

Apesar de proibir o trote desde 1999, a UEL (Universidade Estadual de Londrina) registrou 40 denúncias contra a prática no ano passado. Dessas, apenas oito se transformaram em processo —as outras 32 ou não ofereciam provas suficientes, ou foram interrompidas pela fiscalização da UEL. E mesmo quando um processo é instaurado, é rara a punição aos agressores: dos oito processos, seis foram arquivados e dois estão em tramitação. Isso porque, em alguns casos, os calouros que teriam sido agredidos disseram que não se sentiram agredidos, constrangidos ou humilhados e que participaram do trote por livre e espontânea vontade. “É a cultura do trote, difundida desde os cursinhos”, afirma Everson Cazarim, chefe da divisão de políticas de graduação e responsável pelo disque-trote. Em três anos do serviço, só dois estudantes envolvidos em trotes foram suspensos —por uma semana. “E ainda que o calouro se sinta agredido, ele agride no ano seguinte, por vingança”, conclui Cazarim. (CMC)


C8 cotidianoo

ab

Q UINTA-FEIRA, 17 DE FEVEREIRO DE 2011

Justiça condena Walmart por fazer ex-diretor rebolar Nas reuniões, funcionários tinham de fazer o movimento ao entoar ‘hino’ Ex-diretor diz que se sentia constrangido e que, muitas vezes, era obrigado a rebolar sozinho perante todos LEANDRO MARTINS

DE RIBEIRÃO PRETO

Maior rede varejista do mundo e terceira no ranking nacional de supermercados, o Walmart foi condenado a indenizar um ex-diretor que disse ter sido obrigado a rebolar enquanto entoava o “grito de guerra” da empresa em reuniões diárias. A sentença da 3ª Vara da Justiça do Trabalho de Barueri foi publicada no último dia 9. Cabe recurso. O Walmart foi condenado a pagar indenização equivalente a dez vezes o valor da última remuneração do exdiretor, cerca de R$ 140 mil. O autor da ação é Eduardo Grimaldi de Souza, 40, que trabalhou no Walmart de 2000 a 2009. Segundo ele, na abertura e no final das reuniões diárias, os funcionários tinham de cantar uma espécie de hino motivacional. Num trecho da música, [que diz: “Me dá um W, um A,

ANÁLISE

Legislação trabalhista vaga dá margem a abusos no Brasil JOSÉ RODRIGO RODRIGUEZ

ESPECIAL PARA A FOLHA

As leis do trabalho no Brasil são vistas como excessivamente protetoras, sempre favoráveis aos empregados. O assunto merece mais análise. A legislação brasileira afirma que o empregador pode punir o trabalhador que descumpre seu contrato. Mas, ao mesmo tempo, deixa de dizer que tipo de punição o empregador pode utilizar. Em que circunstância de fato deve ser aplicada uma advertência ou a suspensão do contrato? Faltar um dia implica falta leve, grave ou média? E dois dias? E três? A lei nada diz, e abre-se espaço para o exercício arbitrário do poder que a lei concede. Também para eventuais abusos dos empregados. Essa lacuna normativa produz efeitos perversos em um contexto como o nosso, marcado por relações sociais hierárquicas. Ora, o contrato de trabalho não é um instrumento para separar inferiores de superiores. Contratos são celebrados entre iguais. Sem o trabalho das duas partes, o capitalismo não funciona. O poder disciplinar do empregador pode e deve ser usado só para garantir a boa execução do trabalho. A atuação da Justiça é crucial para barrar práticas abusivas. Não faz muito tempo, a violência doméstica era vista como problema só do casal. Hoje há leis claras que punem esse tipo de violência. Da mesma forma, a relação cotidiana entre empregado e empregador ficava fora do alcance da Justiça. Mas as coisas não funcionam mais assim. A colher do Judiciário tem alcançado tais relações. O poder disciplinar do empregador precisa sair da idade das trevas. JOSÉ RODRIGO RODRIGUEZ é pesquisador do Cebrap, professor e editor da Revista Direito GV, mestre em direito pela USP e doutor em filosofia pela Unicamp

um L, Me dá um rebolado”, e assim segue] Souza afirma que aqueles que não fizessem o movimento eram levados até a frente de todos e obrigados a cumprir o rebolado de forma isolada. Ele diz que, por timidez e constrangimento, deixou de fazer o movimento várias vezes e, por isso, foi obrigado a rebolar na frente dos colegas —havia reuniões com até 300

funcionários no auditório. “Eu me sentia humilhado, constrangido e cheguei a ponto de querer me ausentar do trabalho. Tenho 1,75 m, peso cem quilos, não me sentia à vontade”, disse. ‘SERVOS DA GLEBA’

O juiz Diego Cunha Maeso Montes disse na sentença que o ato do Walmart é medieval e que a empresa tratou

os funcionários como “bonecos” e “servos da gleba”. “Mudos e calados, devem se submeter a todo tipo de ordens e caprichos de seu dono”, afirmou o juiz. “Na busca do melhor resultado de lucro, não deve haver por parte da empresa uma política de ferir a dignidade do trabalhador”, disse o advogado Eli Alves da Silva, que representa Souza.

o

ab

QUINTA-FEIRA, 17 DE FEVEREIRO DE 2011 Gabo Morales/Folhapress

OUTRO LADO

Empresa diz que participação não era obrigatória DE RIBEIRÃO PRETO

Em nota, o Walmart afirmou que, no caso específico que envolve o ex-funcionário Eduardo Grimaldi de Souza, vai recorrer da decisão. “O Walmart repudia incondicionalmente qualquer manifestação de assédio em todas as suas formas e está integralmente comprometido com os valores da ética, integridade, diversidade e respeito ao indivíduo”, diz. A rede de supermercados afirma ainda que, no caso do

grito de guerra, o objetivo é “descontrair o ambiente de trabalho antes das reuniões e integrar as equipes”. MOTIVAÇÃO

A empresa diz também que a ação não é obrigatória e que a prática segue os mesmos moldes usados por outras companhias, entidades esportivas e culturais. “Com idêntico caráter puramente motivacional”, ressalta. Sobre a condenação na Justiça de Barueri, o Walmart afirma que “a decisão não considerou uma série de fatos e argumentos relevantes, o que deixa a empresa confiante na reversão da sentença por parte do Tribunal Regional do Trabalho”.

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FOTO 2.0 25.0

FUNCIONÁRIOS 101, divididos em dez setores INSTÂNCIA Local funciona como área de transição para processos que irão para segunda instância

Serviços do TRT ficarão suspensos ao menos até o dia 25

cotidiano C9

Q

Com rachaduras, prédio do TRT é desocupado em SP

Laudo aponta vibração e afundamento das lajes no edifício da Consolação, alugado por R$ 100 mil ao mês

Imóvel abrigava 101 funcionários de setores administrativos; troca de prédio poderá causar atrasos em processos

CRISTINA MORENO DE CASTRO DE SÃO PAULO

Depois que um laudo técnico apontou problemas como fissuras, trincas, vibração

e afundamento das lajes, um prédio do Tribunal Regional do Trabalho na Consolação (região central) foi desocupado na tarde de anteontem. Ali funcionavam dez setores administrativos que cuidavam de processos em trâmite para segunda instância. Os serviços ficarão suspensos ao menos até o dia 25, quando os 101 funcionários irão para outros três prédios do TRT. Com isso, recursos para a segunda instância que passavam por esses setores poderão atrasar. O prédio era alugado pelo TRT por R$ 100 mil mensais. O tribunal conhecia os problemas, causados pela falta de duas vigas paralelas, mas permaneceu ali entre 1993 e 2008. O prédio voltou a ser utilizado em 2009. O TRT explica a permanência porque laudos feitos em 2000 e 2009 não recomendavam a retirada. Como a deformação era no centro das salas, o setor de engenharia do TRT orientava a colocar os processos próximos às vigas ou nas extremidades dos pavimentos —em alguns casos, nos banheiros. O Sintrajud (Sindicato dos Trabalhadores do Judiciário Federal de SP) recebeu várias denúncias de servidores que tinham medo que o prédio oferecesse risco de cair. O laudo da Imac Engenharia, contratado neste mês pelo TRT, foi o primeiro a recomendar a desocupação do prédio. Por isso, o TRT decidiu devolver o imóvel. Segundo o laudo, o prédio, que tem 40 anos e tinha vida útil de 60 anos, “já está excedendo o limite” e, por essa razão, é necessária “recuperação estrutural.” Por enquanto, os servidores vão trabalhar em prédios já ocupados pelo TRT, inclusive no Fórum Ruy Barbosa —obra célebre por ter rendido ao juiz Nicolau dos Santos Neto uma condenação pelo desvio de R$ 169,5 milhões. A Folha não localizou a Lugli Administração de Bens Ltda, proprietária do imóvel. ZONA SUL

Após entrega de carteiras, escola pôde ter aulas normais DE SÃO PAULO - As aulas na Es-

cola Estadual Roberto Mange, no Grajaú (sul de SP), voltaram ao normal ontem, com a chegada de 160 pares de cadeiras e carteiras que estavam faltando na unidade, afirma a Secretaria Estadual de Educação. Reportagem de ontem da Folha mostrou que as turmas se revezavam para assistir às aulas, já que não havia cadeiras e carteiras suficientes. O problema ocorreu na segunda e na terça. De acordo com a secretaria, por causa do problema, oito turmas ficaram sem aulas. Os alunos só eram avisados ao se depararem com um cartaz, fixado na porta da escola, que informava qual era a turma que deveria voltar para casa. No total, 320 dos 2.300 alunos da escola foram afetados. As aulas, de acordo com o órgão, serão repostas. Segundo a secretaria, os móveis chegaram na noite de anteontem. O órgão afirmou que a diretoria de ensino responsável pela escola só foi avisada do problema anteontem. A responsabilidade pelo caso será apurada.


cotidiano C7

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Q

QUINTA-FEIRA, 19 DE AGOSTO DE 2010

Congonhas terá táxi de luxo com tarifa maior Preço de corrida será 50% mais cara que a feita por um táxi comum

Alessandro Shinoda/Folhapress

Augustinho Ribeiro, motorista de luxo que concorrerá a vaga no ponto de táxi do aeroporto de Congonhas, em São Paulo

O ponto autorizado no aeroporto tem 4 vagas; 20 motoristas serão sorteados para atuarem ali com exclusividade CRISTINA MORENO DE CASTRO COLABORAÇÃO PARA A FOLHA

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A fila do táxi comum no aeroporto de Congonhas, zona sul da cidade de São Paulo, tinha 135 pessoas às 10h30 de ontem. Logo atrás, apenas 36 esperavam pelo táxi especial (vermelho e branco), com tarifa 22% mais cara. Nas próximas semanas, essas pessoas poderão optar por uma terceira fila —provavelmente mais curta— do ponto de táxi de luxo, hoje com tarifa 50% mais cara. O ponto, com quatro vagas, foi autorizado pela Prefeitura de São Paulo em abril e agora o Departamento de Transportes Públicos está finalizando o edital para sortear 20 taxistas que poderão atuar ali. Na capital, há aproximadamente 150 taxistas cadastrados na categoria. O taxista trilíngue Augustinho Ribeiro, 55, nessa categoria desde 1994, é um dos interessados pelo ponto. Ele dirige um Ford Fusion 2008, com GPS, poltronas de couro, vidros escuros. Aceita todos os cartões de crédito e débito e também agenda corridas pelo BlackBerry. Em troca dos benefícios, o cliente paga uma tarifa 50% mais cara que um táxi comum e 20% mais que o especial. Assim, se no táxi comum o cliente paga de R$ 19 a R$ 136 para corridas pré-pagas de até 48 km, no de luxo vai pagar de R$ 28,50 a R$ 204. De acordo com Augustinho, o perfil mais comum de seus clientes é de executivos, boa parte estrangeiros, que estão em São Paulo para turismo de negócios e querem sentir que o taxista é seu motorista particular. Em geral, são mais reservados e gostam da privacidade do vidro escuro para usar o laptop no banco de trás. Também podem ser apenas pessoas muito apressadas, dispostas a pagar a tarifa mais cara para evitar as filas maiores. Há 15 minutos na fila para pegar o táxi especial, o executivo Ricardo Garcia, 42, disse que estava com pressa e pagaria pelo táxi de luxo se ele estivesse ali. Já o economista Ricardo Haak, 35, na fila do táxi comum, disse que não pagaria a mais. “A fila anda rápido, gasto só 10 minutos aqui.”


EF Quarta-Fbeira, 30 De Maio De 2012

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cotidiano

VIOLÊNCIA três PMs da rota são presos acusados de tortura e morte

PEDÁGIO Desconto no Sem Parar não vale para quem usa estacionamentos

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‘Talão do valet’ começa a valer em julho Estabelecimento que não fornecer boleto a clientes levará multa de R$ 600 por veículo; ideia é ampliar fiscalização Eduardo Anizelli/Folhapress

Prefeitura diz não saber quantos valets existem; punição será aplicada para restaurante ou bar que contratar serviço

O CUPOM PARA VALETS Tíquete terá três partes destacáveis* 1 CANHOTO Para a empresa

CriStina Moreno de CaStro VaneSSa Correa

2 CUPOM Colocado no lado interno do parabrisa do veículo

3 COMPROVANTE DA ESTADA Fica com o cliente

A partir do dia 1º julho, todos os serviços de valet da cidade de São Paulo deverão trabalhar com cupons padronizados, emitidos pela prefeitura, aos moldes do talão de Zona Azul. O objetivo da nova regra é evitar a sonegação fiscal e, ao mesmo tempo, facilitar a fiscalização. Para os clientes, é uma garantia de que o serviço é legalizado e cumpre as regras municipais —a mais importante delas diz que os veículos não podem ser deixados nas ruas. Apesar de essas regras existirem desde 2004, ainda é comum ver os serviços “loteando” ruas de bairros para parar os carros, e há casos inclusive de manobristas sem carteira de habilitação. São comuns relatos como o da psicóloga Sandra Betti, 57: “Minha filha parou em um restaurante nos Jardins (zona oeste). Estacionaram o carro em qualquer lugar e ela levou multa. Nem o restaurante nem o valet pagou”. A prefeitura desconhece o número de valets na cidade e quantos estão legalizados. Se o serviço for oferecido sem o novo talonário, o consumidor poderá denunciar no site da Nota Fiscal Paulistana (nfpaulistana.prefeitu ra.sp.gov.br). Além disso, ele deve reclamar na subprefeitura e no Procon, para que os fiscais verifiquem não só a situação fiscal do valet mas também as condiçõesdesegurança—não há garantia de que o estabelecimento que obtiver o talão não vai parar o carro na rua. A fiscalização do uso dos boletos será feita pelos fiscais da Secretaria de Finanças e das subprefeituras, que são os responsáveis por checar se as regras de segurança estão sendo cumpridas.

93472345784

dE são pAulo

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A ideia da prefeitura é apoiada por Mariana Ferreira Alves, advogada do Idec (Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor). Segundo ela, os estabelecimentos que contratam o serviço de valet também são responsáveis pela reparação de danos ao consumidor.

★ Folha - Essas mudanças no cadastro de valets são garantia de que o serviço prestado está regular?

Mariana Alves - A ideia da prefeitura foi exatamente regularizar a prestação desse serviço, que é muito irregular. Hoje o consumidor deixa o carro no valet, que acaba sendo estacionado na rua. A ideia da prefei-

VEÍCULO MARCA MODELO COR DATA

Número do cupom de serviço

Dados do veículo

VANTAGEM O cupom dá mais segurança ao cliente e serve como prova para casos de dano ao veículo e multas Valet em bar da Vila Madalena, na zona oeste de SP; empresas terão de entregar cupons Se algum valet for pego sem o talonário, terá de arcar com multa de R$ 600 por veículo. O bar ou restaurante que contrata o serviço também poderá ser responsabilizado com multa. O principal objetivo da prefeitura é regularizar a arrecadação do ISS (Imposto Sobre Serviço) em um setor altamente informal. O secretário da pasta, Mauro Ricardo Machado Costa, disse à Folha, em março, que espera aumentar a receita da prefeitura em R$ 100 milhões ao ano. As normas foram publicadas ontem no “Diário Oficial”. Os interessados terão que solicitar a impressão, sem custo, dos talonários, que vão conter dados da empresa e do valor estipulado pelo serviço —definido pelo próprio valet. Para os empresários do setor, apenas os valets que hoje estão ilegais e não pagam imposto deverão repassar o preço do novo custo aos clientes. “Para quem já pagava imposto, não muda nada”, diz Miguel Florêncio, gerente comercial da RB Park, há 20 anos no mercado.

c entreViSta Regra favorece consumidores, afirma advogada

Valet

tura, além de conseguir um controle melhor dos impostos, é dar mais segurança ao consumidor. Se o consumidor receber esse talão, vai ter uma segurança maior de que o carro dele não vai ser estacionado na rua. Mas o fato de o valet pagar impostos já significa que ele não vai parar o carro na rua?

Em tese sim, porque a prefeitura só deveria vender esse talão para os valets regulares. Mas se o consumidor verificar que o carro foi estacionado na rua, ele deve denunciar isso à prefeitura e também ao Procon. O consumidor deixa o carro no valet para que seja estacionado em local fechado. Restaurantes e valets podem ser responsabilizados. Mesmo que não tenha nada escrito no tíquete?

Sem dúvida. Se for estacionar na rua, isso deve ser informado ao consumidor previamente e ele deve pagar um preço proporcional.

*Modelo do documento não foi divulgado

PLACA HORA

Identificação do prestador de serviços, com nome ou razão social, CNPJ e inscrição na Secretaria de Finanças

Data e horário da prestação do serviço

ONDE RECLAMAR Caso não obtenha o cupom, o cliente pode reclamar no site da Nota Fiscal Paulistana (nfpaulistana.prefeitura.sp.gov.br)


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Quinta-Feira, 5 De Julho De 2012 alexandre severo/Folhapress

Carros em frente ao restaurante D.O.M., nos Jardins (zona oeste), onde o valet foi flagrado estacionando veículos na rua

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Blitz flagra valet parando carros na rua nos Jardins Veículos são de clientes de badalados restaurantes do chef Alex Atala Operação era para checar se os valets estão usando o cupom exigido pela prefeitura; 12 estavam irregulares de são paulo

Clientes do D.O.M. e do Dalva e Dito, badalados restaurantes do chef Alex Atala, pagaram ontem R$ 18 e R$ 17, respectivamente, pelo serviço de valet, mas tiveram seus carros estacionados na rua. O flagrante foi feito em blitz da Secretaria Municipal de Finanças, na hora do almoço. Os auditores compararam as chaves no guichê dos valets e placas anotadas e compararam com os carros parados. Viram cinco carros do D.O.M. e um do Dalva e Dito. A gerência das casas nega a prática. De acordo com lei de 2004, os valets devem parar carros em estacionamentos fechados e com seguro. Os fiscais vão notificar a Subprefeitura de Pinheiros, responsável por multar essa irregularidade,quevaiprogramarvistoriaprópriaparaconstatar os problemas. A multa, após prazo de 30 dias para regularização, é de R$ 5.000 para o valet e para o restaurante. 12 sem cupom

A blitz era para verificar se os valets já estavam adotando o cupom oficial da prefeitura, que atesta que o ISS (Imposto Sobre Serviços) foi pago e que o valet é regularizado. O valet que atende o D.O.M. e o Dalva e Dito, o GW Park, também estava sem o cupom. O valor da multa, nesse caso, é de R$ 639 por carro —ou R$ 3.834, mais o imposto devido. Dos 18 estabelecimentos vistoriados, 12 estavam sem o cupom. Um deles não será multado porque ainda não tinha atendido nenhum carro. Funcionários disseram que fizeram o pedido ainda em junho e foram informados de que, com o comprovante do pedido, não seriam autuados. O subsecretário da Receita, Ronilson Rodrigues, diz que a multa ocorrerá. “Todos que estão reclamando fizeram o pedido tarde demais.” São 14 dias entre o pedido e a retirada dos cupons. Ele diz que todos terão cerca de 30 dias para pagar ou tentar impugnar a autuação. Se o valet não pagar, a multa vai para o restaurante. ‘surpresa’

Wagner Brito de Jesus, responsável pela GWPark, que presta serviço para o D.O.M. e o Dalva e Dito, diz que foram “pegos de surpresa”. “Não explicaram que tinha que pagar bem antes para o cupom chegar até junho.” O pedido foi feito no último dia 26. Segundo ele, os carros na rua eram de funcionários do restaurante e o valet tem convênio com estacionamento. “É só uma notificação e serão feitos todos os ajustes necessários”, diz o gerente dos dois restaurantes, Eduardo Sodate, que defende o uso do cupom, embora ache que persistem “muitas dúvidas”. A secretaria já fiscalizou 52 valetsnazonaoeste—21foram autuadosporestarsemcupom. Sete paravam carros na rua.


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DOMINGO, 1º DE FEVEREIRO DE 2009

cotidiano

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Fernando Donasci/Folha Imagem

CidadeemMinasé tomadaporcrateras emáreamineradora

Votorantim negaquetenha geradoburaco .................................................................................

DA AGÊNCIA FOLHA DA AGÊNCIA FOLHA, EM VAZANTE

Buracos de até 10 metros de profundidade já chegaram à zona urbana de Vazante, município no noroeste do Estado MinistérioPúblicoFederaldiz quedanossãocausadospor mineração;GrupoVotorantim negaeserespaldaemlicenças dadasporórgãospúblicos ................................................................................................

CRISTINA MORENO DE CASTRO DA AGÊNCIA FOLHA, EM VAZANTE (MG)

GUSTAVO HENNEMANN DA AGÊNCIA FOLHA

Maior produtora de zinco do país, Vazante (noroeste de Minas Gerais) vem sofrendo danos ambientais causados pela atividade mineradora, segundo o Ministério Público Federal. Em ação civil pública, o MPF afirma que a exploração de minério de zinco pela CMM, do Grupo Votorantim, provoca crateras —que estão chegando à área urbana— e contaminação do rio Santa Catarina, que corta o município. O hidrogeólogo da PUC-RJ Antônio Roberto Barbosa, que pesquisa a região desde 1995, diz que “já devem ter surgido umas 1.500 dolinas [crateras]” em todo o município. A mineradora nega qualquer relação entre sua atividade e os danos ambientais apontados e se respalda em licenças concedidas por órgãos públicos. A ação pede o cancelamento imediato das licenças ambientais concedidas e também responsabiliza pelos danos a União, o Departamento Nacio-

nal de Produção Mineral, o Estado de Minas e o município de Vazante. Segundo a ação, o poder público é omisso e não foi prudente ao renovar as licenças de operação porque “não há conhecimento suficiente do subsolo” para determinar onde vão aparecer novas depressões. Técnicos da UFU (Universidade Federal de Uberlândia), que embasaram a perícia do MPF, atestaram que o bombeamento que drena o subsolo da mina causou depressões no solo e secou lagos e nascentes. À época do estudo, em maio de 2000, o bombeamento era de 8.000 m3 por hora, capaz de encher, em um dia, 77 piscinas olímpicas. Hoje, a vazão caiu para 5.000 m3 por hora, ainda considerada bastante elevada pelo geólogo Luiz Nishiyama, da UFU, um dos peritos. Nishiyama diz que o aparecimento de dolinas é um processo natural em rochas calcárias, “mas poderia levar milhares de anos”. “Todo processo natural pode ser acelerado. Por isso atribuímos à ação humana.” As rochas calcárias têm cavernas subterrâneas preenchidas com água que dão sustentação à superfície, afirma. Fazendeiros relatam que a maioria das dolinas apareceu na zona rural a partir de meados dos anos 90 —quando a mina subterrânea, de 354 metros de profundidade, já operava.

Na fazenda de 3.500 hectares da família Barreto, que também já explorou zinco, surgiram cerca de 50 crateras, diz Gilberto Barreto, 56. A Folha visitou o local e viu uma cratera de 8 m de diâmetro e 5 m de profundidade, com rachaduras na borda. A poucos passos de distância, há mais oito crateras. A lagoa da fazenda estava com dois palmos de profundidade em seu ponto menos raso. Barreto diz que ela “era perene, tinha até peixe”, e começou a secar no fim dos anos 90, quando parte de suas 1.200 cabeças de gado morreu —de acordo com ele, por contaminação. Na fazenda Mata dos Paulistas, também vizinha à CMM, a maior cratera tem cerca de 80 passos de largura e há árvores com as raízes suspensas. A situação se repete em outras propriedades da região. Na cidade, em 2006, uma das crateras derrubou um muro —hoje trincado de novo. Na casa da cabeleireira Jussara Assunção, 30, uma teia de trincas na parede deixa a família em alerta. Uma rachadura de cerca de 2 m sai da janela e corta o cimento até perto do piso. “É muito difícil entrar numa casa na cidade sem trincas”, diz.

Uma das 50 crateras que se abriram na cidade de Vazante (MG)

EXTRAÇÃO Crateras se multiplicam em cidade com minas de zinco GO

ADRIANA KÜCHLER GUSTAVO FIORATTI DA REVISTA DA FOLHA

No princípio, era a música. E a Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo gravaria, a partir do dia 12, mais um CD para o selo sueco Bis, com a participação do trompetista norueguês Ole Edvard Antonsen. Mas esse importante compromisso da pré-temporada, agendado há um ano, foi cancelado. O motivo todos conhecem: a demissão do polêmico maestro e diretor artístico John Neschling, 61, anunciada em 21 de janeiro, da orquestra que comandava há 12 anos. Após a carta de demissão ao regente, assinada pelo ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, que encabeça a fundação, foi combinado um pacto de silêncio, que só seria quebrado

Vazante

COLABORAÇÃO PARA A FOLHA

Antes da reformulação da Osesp por John Neschling, em 1997, os paulistanos só ouviam boa música sinfônica quando orquestras estrangeiras se apresentavam pela Sociedade de Cultura Artística ou pelo Mozarteum Brasileiro. O salto qualitativo com a Osesp foi imenso e a história é longa. Eleazar de Carvalho morreu em 1996. Foi um dos grandes da regência brasileira, mas a Osesp em suas mãos, por 24 anos, foi uma orquestra desimportante e desprestigiada pelos sucessivos governos. Com Eleazar morto, o então secretário estadual da Cultura, Marcos Mendonça, contatou John Neschling, que vivia no Rio, e propôs conversar. Neschling impôs duas condições. A primeira: carta-branca para a seleção dos instrumen-

O QUE PEDE O MPF

MINAS GERAIS 12 linhas

Belo Horizonte

SP

ES

RJ

>> Cancelamento das licenças ambientais, paralisação da atividade, recuperação da área e indenização a moradores O QUE DIZ A VOTORANTIM

PERFIL A cidade: Vazante

(503 km a noroeste de Belo Horizonte) População: 19.300 habitantes

GILBERTO DIMENSTEIN Excepcionalmente, a coluna não é publicada hoje

>> As licenças ambientais concedidas pelos órgãos de fiscalização atestam a regularidade e segurança das atividades. Afirma que a água não está contaminada e que as crateras são “eventos geológicos naturais”

A T O

O destino da Sala São Paulo e da orquestra em três atos: presente confuso, passado glorioso e futuro incerto na última sexta-feira para o anúncio oficial do francês Yan Pascal Tortelier, 61, como maestro substituto para as temporadas 2009 e 2010. Filho do renomado violoncelista Paul Tortelier, Yan comandou a Filarmônica da BBC e é considerado um regente de primeira, como Neschling. “Tudo isso foi feito com um único propósito: preservar a qualidade da orquestra”, disse à Folha Fernando Henrique Cardoso. “O processo foi realizado com serenidade e pesar.” No comando da Osesp, o maestro carioca criou um pro-

A T O

Passadofoideautoritarismo, inovaçãoe buscaporexcelência JOÃO BATISTA NATALI

extração de zinco, feito por uma mineradora do grupo Votorantim, seca lagoas e nascentes e provoca crateras

DemissãodeJohnNeschlingda Osesp gerasinfonia desilêncioeespeculações

S E G U N D O

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>> O bombeamento de água para

DF

P R I M E I R O

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O QUE DIZ O MPF

BA

tistas. A segunda: sala de acústica impecável. O então governador Mário Covas concordou. O maestro exercia seu perfeccionismo de modo intempestivo e autoritário. Em setembro de 2001, enfrenta sua primeira crise interna. Mas seus destemperos, por mais que afetassem o clima entre os músicos, eram exercidos nos ensaios. O público testemunhava o produto final. Os “anos Neschling” na Osesp trazem uma última inovação na história brasileira da música sinfônica. O ex-diretor artístico e sua orquestra ampliaram o repertório à disposição do público. A verdade é que nenhuma instituição possui em seu comando alguém insubstituível. Neschling pode dar lugar a outro nome que mantenha a Osesp em seu atual padrão elevado. Mas o caminho é escorregadio, e os riscos, imensos.

jeto e uma nova forma de administrar. Profissionalizou e fez a orquestra reconhecida no cenário internacional. Exigiu a construção da Sala São Paulo, inaugurou a era das turnês internacionais e garantiu maio-

A Votorantim Metais diz, por meio de nota, que órgãos públicos competentes comprovaram que a mina de zinco não causa crateras nem contaminou o rio Santa Catarina. Sobre a formação de dolinas —as crateras—, a empresa diz que “são eventos geológicos naturais que ocorrem em regiões calcárias e dolomíticas”. Sobre o rebaixamento do lençol freático, a empresa diz que tem licença para captar até 13,6 mil m3 de água por hora. O Sistema Estadual de Meio Ambiente, que emite licenças, diz que, além de avaliações dos relatórios encaminhados pela empresa, foram realizadas quatro fiscalizações no local entre junho de 2006 e setembro de 2008. Segundo o órgão, as exigências estavam sendo cumpridas. “Se houver interrupção ou falsidade dos relatórios apresentados, a empresa também torna-se passível de punição”, diz o Sisema, por meio de nota. Segundo o procurador jurídico do município de Vazante, José Ferreira, a perícia de 2000 mostrou problemas temporários no rio, causadas por uma falha no depósito dos rejeitos da mina. “Queremos que uma nova perícia seja feita para comprovar que não há contaminação da água do rio”, diz. O DNPM foi contatado pela reportagem durante seis dias, mas não respondeu às questões.(CMC e GH)

res salários para os músicos e um orçamento que chegou a R$ 59,9 mi em 2008 —R$ 43 mi bancados pelo governo. “Neschlíngua” Enquanto aumentava a visiEvelson de Freitas/Folha Imagem

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bilidade internacional, Neschling cultivava a fama de autoritário e centralizador. Ganhou inimigos entre os músicos e o governo do Estado e o apelido maldoso de “neschlíngua”. Chegou a chamar o governador, José Serra, de menino mimado em um ensaio cujo áudio foi gravado e difundido pelo YouTube em 2007. Após uma série de troca de farpas, o maestro anunciou, em junho do ano passado, que não renovaria o seu contrato, que expiraria em outubro de 2010. Do tripé de apoio a um maestro, Neschling ainda tem um pi-

lar para sustentá-lo: os fãs. Em um dos últimos concertos do ano passado, os assinantes da Sala São Paulo organizaram um coro de apoio. “Fica! Fica!”, cantaram por dez minutos, num momento emocionante. Na comunidade musical, no entanto, as reações são diferentes. “Se há assinantes reclamando, também tem muita gente comemorando”, afirma Arthur Nestrovski, violonista e articulista da Folha. Procurado pela reportagem, o maestro não quis se manifestar. A questão agora é saber se a separação será de comum acordo ou litigiosa. A Fundação Osesp alegará rompimento de contrato? Terá de pagar indenização pela demissão? Uma sinfonia que ainda promete muitos atos e outros tantos acordes dissonantes. Mas nem sempre foi assim...

T E R C E I R O

A T O

Maestroassumecargodiante deplateia cheiadeincertezas ................................................................................................

DA REVISTA DA FOLHA

Neschling no concerto de abertura da Sala São Paulo em 1999 Jefferson Coppola/Folha Imagem

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Estátua de Eleazar de Carvalho, em frente a Sala São Paulo

Em 5 de março, quando o maestro levantar a batuta, uma nova fase da Osesp vai debutar. Entre músicos, críticos e amantes da música erudita, não faltam perguntas. “Mantive minha assinatura, mas com muitas dúvidas. A principal delas é se o grupo vai manter a excelência”, diz a professora Maria José Ferraz do Amaral. Entre especialistas, nenhuma aposta de declínio. “Yan Pascal Tortelier é um músico de reputação. Tenho certeza de que a orquestra vai crescer”, diz o oboísta Alex Klein. O currículo do regente francês não deixa dúvidas de que ele está apto. Tortelier foi maestro titular da Filarmônica da BBC entre 1992 e 2003. Já regeu orquestras imponentes, como a Sinfônica de Londres e a Orquestra de Paris. O futuro da Osesp estará nas

mãos e na competência de uma nova governança que ainda é uma incógnita. Principalmente, porque as funções exercidas por Neschling que acumulava também a de diretor artístico, que responde pela programação, serão exercidas por profissionais distintos. Confirmado o nome de Tortelier como regente da Osesp, a direção artística do grupo, por hora, deve ficar nas mãos de dois conselheiros contratados. Resta outra questão crucial: o quanto a Osesp estará disposta a pagar pela excelência de seu comando. O salário de Neschling era de R$ 100 mil. Tortelier costuma receber US$ 25 mil (R$ 57 mil) por programa. E a Fundação Osesp vai ter de bancar os consultores. Enquanto os músicos afinam os instrumentos para a nova temporada, a Osesp tem muitas contas a fazer e a prestar. (ADRIANA KÜCHLER e GUSTAVO FIORATTI)


Karime Xavier/ Folhapress

EF Sábado, 13 dE outubro dE 2012

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cotidiano

30% das queixas de barulho não existem, dizem síndicos Ruídos imaginários mais comuns são arrastar de móveis ou saltos de sapatos Psiquiatra atribui problema a estresse, angústia e depressão; ‘reclamão’ também pode ser multado

aldo Busuletti, que lida com reclamações sobre barulhos

ANTECIPE-SE AO LANÇAMENTO MORUMBI

Cristina moreno de Castro de são paulo

“Escuta! Escuta! Está ouvindo?”, insistia a moradora de um condomínio de Moema, zona sul paulistana. Mas só havia o silêncio absoluto. Das 2h às 4h da madrugada, o síndico profissional Aldo Busuletti, 49, se viu sentado no sofá do apartamento da moradora, à espera dos barulhos que o vizinho de cima sempre provocava, segundo ela. Não ouviu nada. Antes disso, Aldo já havia advertido e multado o morador de cima (R$ 380), atendendo às reclamações incessantes da vizinha. Como não funcionou, decidiu testemunhar os ruídos e se deslocou de Santana, a 14 km de distância, até aquele sofá. “Tive que pedir desculpas ao morador de cima, retirar sua multa e converter em advertência para a moradora que sempre reclamava.” Assim como ele, outros síndicos e administradoras responsáveis por 1.500 dos cerca de 20 mil condomínios na capital paulista ouvidos pela Folha estimam que até um terço das reclamações de barulho —as campeãs em todos os condomínios— sejam fruto da imaginação. “Acho que a pessoa trabalha o dia inteiro na rua, ouve tanta buzina e agito, que à noite sonha com barulho”, analisa Aldo, que gerencia 37 condomínios da cidade e atua como síndico profissional há 20 anos. “É estresse.” O psiquiatra Elko Perissinotti, do Hospital das Clínicas da USP, atribui os “ruídos fantasmagóricos” ao “estresse, angústia, depressão e frustrações” das pessoas.

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Os barulhos “imaginários” mais comumente ouvidos são o arrastar de móveis ou saltos de sapato batendo no chão, madrugada adentro. Mas a reportagem ouviu casos que vão de banheira de hidromassagem à TV em volume muito alto. Há vizinhos que chegam a chamar a polícia ou até brigam fisicamente. Para tentar contornar o problema, os síndicos apelam para várias táticas. Alguns chegam a inspecionar os apartamentos, em busca da fonte dos barulhos. Segundo Márcia Romão, gerente de relacionamento da Lello Condomínios, não é incomum que o “reclamão” acabe, ele próprio, multado por perturbação do sossego. José Roberto Iampolsky, diretor-geral da Paris Condomínios, diz que, quando o síndico não sabe como resolver o impasse, ele pode convocar uma assembleia extraordinária para que os condôminos julguem, após ouvir os envolvidos. “No fim, até os dois vizinhos podem ser multados”, explica.

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Sábado, 13 dE outubro dE 2012

Vizinho pode tornar a vida um inferno, diz alvo de reclamação

Eduardo Anizelli/Folhapress

Aline Braga, que usa chinelo em casa para evitar reclamações

Notificação do condomínio por excesso de barulho foi dada quando família de engenheiro estava viajando Em outro caso, uma moradora reclamou do ruído da TV, mas empresário não tem o aparelho em casa

ANÁLISE

PISANDO EM OVOS Como evitar barulhos incômodos em condomínio Evite andar pela casa de salto alto, especialmente após as 22h

DE São PAULo

Quando a polícia chegou ao apartamento, viu que todos estavam dormindo ALdO BusuLetti síndico que administra condomínio na Granja Julieta (zona sul de São Paulo), sobre vizinho que chamou a polícia alegando barulho dos moradores do apartamento vizinho

Crie regras para que suas crianças brinquem ou façam barulho apenas de dia

ELKO PERISSINOTTI ESPECIAL PARA A FOLHA

No mesmo horário, evite lavar roupas, porque muitas máquinas fazem barulho

Deixe os barulhos maiores (arrastar de móveis, furadeira, marteladas etc.) para o dia Caso tenha aparelhos de ginástica em casa, evite usá-los após as 22h. Para atenuar o ruído, coloque sempre um tapete, pano ou toalha grossos por baixo dos equipamentos

Evite dar descargas durante a madrugada

Eduque seu animal de estimação para evitar latidos fora de hora

REGRA GERAL Na maioria dos condomínios, a norma é que, após às 22 horas, os moradores respeitem o silêncio. Os fiscais do PSIU, da Prefeitura de São Paulo, não podem fiscalizar casas e apartamentos

Se achar conveniente, instale carpetes ou isolantes acústicos no chão da casa Affonso

“Eu me impressionei com o poder que um vizinho tem para tornar a vida da gente um inferno”, diz o engenheiro Luiz Souza, 27, morador de um prédio na Barra Funda. Ele recebeu uma notificação listando cinco datas em que supostamente incomodou o vizinho. “Em uma delas, não tinha ninguém em casa, estávamos viajando.” No caso do empresário Víktor Waewell, 27, a vizinha chegou a chamar a polícia e fez 20 reclamações em seis meses, por causa da “televisão alta demais”. Ele teve que explicar aos policiais que nem tinha televisão em casa. Outro que chamou a polícia foi um morador da Granja Julieta (zona sul), que já havia até brigado com o vizinho no elevador, segundo o síndico do prédio, Aldo Busuletti. “Quando a polícia chegou ao apartamento, viu que todos estavam dormindo.” “Diante da prova, mesmo vendo que estão erradas, é muito difícil as pessoas pedirem desculpas”, diz Busuletti. Enquanto isso, ambos vivem no incômodo: um, sofrendo com o barulho que “ouve”; o outro, sofrendo com a reclamação e “pisando em ovos” em casa. Foi o que aconteceu com a pesquisadora econômica Aline Braga, 25, moradora do Morumbi. “Estava um baita silêncio aqui. Eram 21h e eu estava apenas organizando a casa, quando a vizinha interfonou reclamando.” Ela agora só anda em casa de chinelos.

BARULHOS MAIS COMUNS Cachorro, criança, salto, som alto, guitarra, discussão entre marido e mulher, casais fazendo sexo, descarga, banho, arrastar de móveis, gritaria e palavrões (especialmente em dia de jogos), festas e reuniões

Quem tem menos prazer e lazer quer mais é destruir o prazer do outro

PUNIÇÃO Advertência verbal ou escrita MULTA Costuma ser igual ao valor do condomínio; em caso de reincidência, o valor dobra. Infrações reiteradas podem acarretar multas de até dez vezes o valor do condomínio

O QUE DIZ A LEI Valores das multas Variam conforme o estipulado na convenção de cada prédio, mas, segundo o Código Civil Brasileiro, podem chegar a até 10 vezes o valor da cota de condomínio mensal paga pelos moradores

Mudanças na convenção e no regimento São decididas em assembleia de moradores. Dois terços dos presentes devem aprovar a convenção. Em alguns casos do regimento, vale a maioria simples

Fontes: Lello Condomínios, Grupo Light, Paris Condomínios e Aldo Busuletti (síndico profissional)

Viver em condomínios não difere em nada da vida em família, no trabalho, no lazer. Os desentendimentos dizem respeito ao campo da cultura, da civilização, da história do homem e de seu tempo. Barulhos de quaisquer espécies, intensos ou pequenos ruídos, verdadeiros ou imaginários, ativam nossos focos de ira e intolerância; podemos dizer, egocentrismo e autoritarismo, ou ainda, narcisismo narcotizado com autoamputação existencial e inveja. Pouco importa se a festa do vizinho é escandalosa ou bem comportada, se é antes ou depois das 22h, o fato é que quanto menos prazer e lazer temos na vida, mais temos que destruir o do outro. Pior ainda, se forem jovens e mulheres bonitas festejando, pois aí nos vem a imagem da maconha e do bacanal que nunca tivemos; “toda uma vida que poderia ter sido e que não foi” (Manuel Bandeira). Nem sei se deveríamos falar das grandes importunações, uma vez que a falta de limites e respeito é tão óbvia que tangencia o comportamento psicopático perverso. Mas o que dizer das queixas do barulho do salto alto da moça do andar superior que está chegando de uma festa, ou mesmo indo para o trabalho? Quantos segundos dura esse ruído (invejado) entre o quarto e a porta de saída? Os maus-tratos da solidão e do inexorável sofrimento humano nos deixam enlouquecidos e quem paga a conta de nossas contradições é sempre o vizinho. Qualidade de vida sem pequenos ruídos (mesmo os das profundezas do inconsciente) não existe. ELKO PERISSINOTTI é psicanalista, psiquiatra e vice-diretor do Hospital-Dia do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP

MortES BARBARA AMARAL FeRRAZ ALViM Aos 56. Cemitério Congonhas.

sada com Claro José de Almeida. Deixa filhos. Cemitério Congonhas.

CARLOs HeNRiQue ROtH - Aos 50, casado. Deixa irmãs e sobrinhos. Crematório Vila Alpina.

MARiA MARCHesiNi Reis - Aos 96, viúva de Francisco Geraldo Reis. Deixa filhos. Cemitério Congonhas.

LuiZA ANGeLA de Jesus - Aos 93, ca-

ROMeu siQueiRA HORNOs - Aos 60,

casado com Lidia de oliveira Hornos. Deixa filhas e netos. Cemitério da Paz.

JOsÉ MANdACARu GueRRA - Hoje,às 9h, na igreja N. Sra. de Fátima, av. Dr. Arnaldo, 1.831, Sumaré.

7º diA

LuiGiA FONtANA PuGLiese - Amanhã, às 11h30, na paróquia N. Sra. Mãe da Igreja, al. Franca, 889, Jd. Paulista.

CLAudiA CRistiANe BuONO BusCHetti - Hoje, às 19h, na igreja N. Sra. do Patrocínio, Salto Grande (SP).

Da clandestinidade para as grandes redações

Com apenas 17 anos, em pleno Estado Novo, o alagoano Luiz Mario Gazzaneo filiou-se ao PCB (Partido Comunista Brasileiro). Anos depois, dava os primeiros passos no jornalismo como crítico de cinema do jornal “Notícias de Hoje”, editado pelo partido em São Paulo. De lá, seguiu para o Rio, onde em 1959 assumiu a chefia de redação de outra publica-

çãodoPCB,o“NovosRumos”. Permaneceu no cargo até o jornalserempasteladopeladitaduramilitar,em1ºdeabrilde 1964, um dia depois do golpe. Após anos na clandestinidade, foi, em 1971, para a revista “Domingo Ilustrado”, da editoraBloch.Passoutambém por “Fatos e Fotos” e “Cartaz”. Doisanosdepois,Gazzaneo entrou no “Jornal do Brasil”, onde chegou a editor-executivo. Em 1983, foi para “O Globo”, onde trabalhou até 1987.

Neide siMÕes dA CuNHA de CAPRiO - Amanhã, às 19h30, na paróquia S. Rafael, lgo. S. Rafael, S/Nº, Mooca.

30º diA

LuIz MARIO GAzzANEO (1927-2012)

Do RIo

MARiA CAROLiNA FRANCO BARBOsA FeRReiRA - Hoje, às 19h30, na Catedral Divino Espírito Sto., pça. Francisco Barreto, Barretos (SP).

Foi ainda diretor da agência Nova Press, especializada em notícias do Leste Europeu. Em 1991, deixou a agência para atuar em campanhas eleitorais. Quando já pensava em se aposentar, foi chamado para o departamento de comunicação social do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), que coordenou de 2000 a 2010. “Ele contribuiu de forma exemplar para tornar mais relevante a expressão ‘segundo

o IBGE’”, diz a atual presidentedoinstituto,WasmaliaBivar. Gazzaneo morreu na manhã de ontem, aos 84 anos, no Rio. Vítima de um infarto, ele estava internado no Instituto Nacional de Cardiologia desde segunda. Deixa mulher, cinco filhos e sete netos. O velório ocorrerá hoje, às 10h, na capela A do Cemitério São Francisco Xavier, no Caju, centro do Rio. O corpo será cremado à tarde. coluna.obituario@uol.com.br

CeCÍLiA dOs sANtOs siLVA BAsiLe - Amanhã, às 9h, na igreja S. Francisco de Assis, r. Borges Lagoa, 1.209, V. Clementino. KAsuYOsHi MAtsuKuMA (ANtONiO) - Amanhã, às 19h, na paróquia

SERVIÇO VOCÊ DEVE PROCURAR O SERVIÇO FUNERÁRIO MUNICIPAL DE SP: tel. 0/xx/11/3247-7000 e 0800-10-9850 fax 0/xx/11/3242-1203 Serão solicitados os seguintes documentos do falecido: Cédula de Identidade (RG); Certidão de Nascimento (em caso de menores); Certidão de Casamento. ANÚNCIO PAGO NA FOLHA: tel. 0/xx/11/3224-4000

S. Francisco de Assis, r. Borges Lagoa, 1.209, V. Clementino. MARiA esteLLA PRestes de FReitAs PRANZetti - Amanhã, às 19h, na paróquia S. Francisco de Assis, r. Borges Lagoa, 1.209, V. Clementino. MARiA LuCiA sAtRiANi de LuCCA - Amanhã, às 9h30, na paróquia Sta. Madre Francisca Cabrini, r. Chác. do Carvalho, Campos Elíseos.

10º ANO

MARiA isAuRA BRessANe NieLseN - Hoje, às 16h, na capela N. Sra. de Lourdes, pça. oiapoque, Barueri.

segunda à quinta, das 8h às 20h, sexta das 8h às 21h, sábados e domingos, das 9h às 17h. AVISO GRATUITO NA SEÇÃO: tel.: 0/xx/11/3224-3505 ou 0/xx/11/3224-3305 e-mail: necrologia@uol.com.br até as 15h, ou até as 19h da sexta-feira para publicação aos domingos. Se utilizar o e-mail, coloque um número de telefone para a checagem das informações. Aos domingos, ligue para 0/xx/11/3224-3602, das 15h às 18h.


B2 mercadoo

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S ÁBADO, 21 DE AGOSTO DE 2010 Q

cifras & letras

LANÇAMENTOS Marcelo Justo/Folhapress

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Repórteres disputam a atenção de candidatos à Presidência após o debate Folha/UOL, na quarta-feira, em São Paulo

CRÍTICA CARREIRA

Manual destaca persistência para entrar em uma Redação

‘A Vaga É Sua’ aborda dificuldades de jornalistas ao ingressar no mercado JÚLIO VERÍSSIMO

COORDENADOR DA AGÊNCIA FOLHA

Uma das lacunas existentes nos cursos de jornalismo ainda é, sem dúvida, mostrar o caminho das pedras aos universitários para aquele momento tão esperado: a hora de enfrentar a selva do mercado de trabalho e como se dar bem nele. Como identificar uma oportunidade de emprego? Como preparar o currículo? Que roupa usar numa entrevista, quando, além do conhecimento, até a postura de um candidato é avaliada? São perguntas que ouvimos constantemente de jovens jornalistas. As respostas para essas e outras questões podem ser encontradas em “A Vaga É Sua - Como Se Preparar para Trabalhar em Jornalismo”, de Ana Estela de Sousa Pinto (editora de Treinamento da Folha) e Cristina Moreno de Castro (repórter de Cotidia-

no e colaboradora do blog “Novo em Folha”). O livro não é um curso rápido de etiqueta profissional nem exibe fórmulas mágicas para ajudar a atuar no jornalismo a driblar bancas exigentes ou testes. Trata-se de um manual com orientações preciosas para quem pretende obter uma vaga num mercado tão concorrido. No capítulo 8, por exemplo, há dicas para preparar um currículo e, principalmente, do que ele não deve ter. Oferece até modelos. Nenhum editor, afinal, tem tempo a perder para ler a história da sua vida. Nem é esse o objetivo. Outra informação importante está no capítulo 9, “As seleções nos grandes veículos”: o leitor verá o método de seleção dos principais veículos de comunicação do país. Um bom começo. Na verdade, em pouco mais de 160 páginas, numa linguagem simples e direta,

Ana e Cristina contam que, antes de tudo, é preciso se preparar —e bem— para a atividade de redator, repórter ou até mesmo free-lance. E que, ainda no banco escolar, deve aproveitar todas as oportunidades possíveis de aprimoramento. TRANSPIRAÇÃO

Como tudo na vida, o primeiro passo é “traçar um plano, um objetivo”. A partir daí, transpirar muito —receita de jornalistas calejados no dia a dia das Redações. Nessa “transpiração” está embutido um hábito que, infelizmente, não tem sido praticado por estudantes das universidades: a leitura. Em vários momentos do livro, as autoras ressaltam a importância de ler, principalmente jornais. E têm razão. Ler um livro, um jornal ou uma revista tornou-se uma atividade secundária, pasmem, até para alunos de jornalismo. E essa atitude é

inadmissível para quem pretende ser justamente um contador de histórias. “A Vaga É Sua” também traz em suas páginas pequenas entrevistas com jornalistas que contam como foram seus primeiros passos e como quebraram as primeiras pedras no início da carreira. Mas a publicação não é apenas para quem pretende ingressar numa redação. Como escreveram as autoras, “no fundo, este livro é menos sobre jornalismo e mais sobre força de vontade, reflexão, foco, entusiasmo e envolvimento”. E, como elas ressaltaram, “nenhuma escolha é definitiva. Nunca é tarde para voltar atrás ou recomeçar”. Boa leitura e boa sorte na busca por uma vaga. A VAGA É SUA

Ana Estela de Sousa Pinto e Cristina Moreno de Castro EDITORA Publifolha QUANTO R$ 29,90 (176 págs.)

NÃO É...

TRATA-SE DE...

Empresa comum

Organização sem fins lucrativos

Negócio social

$

CRIANDO UM NEGÓCIO SOCIAL Autor: Muhammad Yunus Tradução: Leonardo Abramowicz Editora: Campus-Elsevier Quanto: R$ 65 (232 págs.)

NÃO É...

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> Visa o lucro > É criada pela livre iniciativa

> Presta um serviço beneficente > Depende de doações externas

POLÍTICA FISCAL A Reforma Tributária e a Federação Fernando Rezende EDITORA FGV QUANTO R$ 32 (168 págs.)

INTERNET A Era do Twitter Shel Israel EDITORA Campus-Elsevier TRADUÇÃO Sabine Höller QUANTO R$ 69,90 (276 págs.)

O professor da Fundação Getulio Vargas critica a falta de sintonia entre a arrecadação e a distribuição de recursos fiscais entre União, Estados e municípios. Para combater a “crença na inviabilidade de uma reforma tributária”, propõe diretrizes para novos modelos de transferências e políticas regionais.

Repleto de casos envolvendo o uso do Twitter em jornalismo, em festas e na política, exemplifica como a colaboração na web pode ser mais forte que campanhas de marketing ou de repressão à informação. Inclui conselhos de utilização do site e considerações sobre o futuro influenciado por ele.

CONJUNTURA Estado, Empresariado e Desenvolvimento no Brasil Wagner Pralon Mancuso, Maria Antonieta Parahyba Leopoldi e Wagner Iglecias (org.) EDITORA Editoria de Cultura QUANTO R$ 42 (320 págs.)

ADMINISTRAÇÃO As Cinco Fases da Comunicação na Gestão de Mudanças Nancy Alberto Assad EDITORA Saraiva QUANTO R$ 34,90 (144 págs.)

Pesquisadores analisam a nova “ordem pós-neoliberal”. A crítica ao Consenso de Washington, o paradigma asiático de Estado desenvolvimentista e a situação institucional na América Latina estão entre os temas abordados, com ênfase em empresas brasileiras.

NEGÓCIOS Cem Maneiras de Criar Riqueza Steve Chandler e Sam Beckford EDITORA Sextante TRADUÇÃO Renato Rezende QUANTO R$ 19,90 (176 págs.)

Em cem capítulos independentes e anedóticos, os palestrantes norte-americanos apresentam e desenvolvem conselhos como “fazer agora é mais importante do que fazer direito”, “transforme um negócio entediante em arte” ou “não comece buscando dinheiro”.

Mistura citações filosóficas e noticiário ao discorrer sobre estratégias da comunicação (dividida em conhecimento, persuasão, decisão, experimentação e confirmação). Descreve brevemente tipos de discurso e sua utilidade na passagem “da era da informação à era do conhecimento”.

GOVERNANÇA Manual de Compliance Marcelo de Aguiar Coimbra e Vanessa Alessi Manzi (org.) EDITORA Atlas QUANTO R$ 45 (168 págs.)

Quinze autores esmiuçam o conceito de “compliance”, relacionado ao cumprimento das leis, à transparência e à reputação das organizações. O manual propõe um método para a estruturação e a implementação de programas de “compliance”, incluindo considerações sobre o custo e o monitoramento do programa.

INTERNACIONAIS

AUTORAS

BIBLIOGRÁFICO O NEGÓCIO DA PAZ Muhammad Yunus, ganhador do Nobel da Paz em 2006 por seu trabalho no banco de microcrédito Grameen, diz que os “negócios sociais” serão responsáveis por um novo capitalismo

NACIONAIS

> Busca resolver problemas da sociedade > Gera receita para se sustentar, mas não paga dividendos: o excedente é reinvestido na empresa

EXEMPLO PRÁTICO Problema: subnutrição infantil Solução: vender iogurte enriquecido a preços baixos Produzido e comercializado em Bangladesh desde 2007, o iogurte da Grameen Danone a princípio não tinha o retorno financeiro esperado. Yunus dedica um capítulo do livro à superação das dificuldades nessa empresa social, hoje considerada em equilíbrio

INOVAÇÃO Gamestorming Dave Gray, Sunni Brown e James Macanufo EDITORA O’Reilly QUANTO US$ 29,99 (R$ 53, 288 págs.)

GESTÃO The Corporate Lattice Cathy Benko e Molly Anderson EDITORA Harvard Business Press QUANTO US$ 29,95 (R$ 53, 224 págs.)

Ilustrado com gráficos em estilo de “rabisco”, o livro pressupõe que problemas no mundo do trabalho nem sempre têm uma solução clara. Propõe 83 jogos, como estabelecer em grupo uma lista de prioridades ou preencher lacunas para resumir as características de um produto.

Para as autoras, pensar as relações corporativas como “escada”, com hierarquia rígida e apenas um caminho a galgar, está ultrapassado. Propõem em seu lugar a ideia de entrelaçamento: modelos de organização que incentivem a multiplicidade de maneiras de atingir o sucesso.

q por ERNANE GUIMARÃES NETO

OS MAIS VENDIDOS DE MERCADO

A lista é feita a partir de amostra das vendas das livrarias Argumento, Cultura, Curitiba, Fnac, Laselva, Livraria da Folha, Livraria da Travessa, Livraria da Vila, Martins Fontes, Nobel, Saraiva e Submarino entre 9/8 e 15/8 *Posição na semana anterior

TEORIA E ANÁLISE

PRÁTICA E PESSOAS

1º(-)* Código de Defesa do Consumidor - várias editoras 2º(2º)Fundamentos de Economia - Marco A. Vasconcellos e M. Garcia (Saraiva) - R$ 72 3º(3º)Introdução à Economia - N. Gregory Mankiw (Cengage) - R$ 125,90 4º(-)Macroeconomia - Olivier Blanchard (Prentice Hall) - R$ 119 5º(-)Microeconomia - Robert S. Pindyck e Daniel L. Rubinfeld (Pearson) - R$ 137

1º (1º) O Monge e o Executivo - James C.Hunter (Sextante) - R$ 19,90 2º (2º) Mentes Brilhantes, Mentes Treinadas - Augusto Cury (Academia) - R$ 19,90 3º (6º) A Arte da Guerra - Sun Tzu - várias editoras 4º (4º) Os Segredos da Mente Milionária - Harv Eker (Sextante) - R$ 19,90 5º (9º) 7 Hábitos das Pessoas Altamente Eficazes - S. Covey (Best Seller) - R$ 12,90

6º (3º) O Verdadeiro Poder - Vicente Falconi (INDG) - R$ 40 7º (5º) Quem Pensa Enriquece - Napoleon Hill (Fundamento) - R$ 28,60 8º (8º) Não Tenha Medo de Ser Chefe - Bruce Tulgan (Sextante) - R$ 19,90 9º (-) Fordlandia - Greg Grandin (Rocco) - R$ 56 10º (-) O Segredo de Luísa (Sextante) - R$ 39,90

Parte 9 do portfólio de Cristina Moreno de Castro  

Reportagens selecionadas publicadas originalmente na "Folha de S.Paulo", no portal G1 e no jornal "O Tempo", de 2008 a 2013. Na "Folha", fiz...

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