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QUINTA-FEIRA, 18 DE AGOSTO DE 2011

cotidiano C3

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União cobra consórcio do Enem na Justiça

Advocacia-Geral pediu ressarcimento por prejuízo causado pelo vazamento do exame nacional em 2009 MEC afirma que esgotou todas as possibilidades administrativas de cobrar o consócio; grupo não quis se manifestar

A Advocacia-Geral da União entrou com uma ação no Judiciário, neste mês, pedindo ressarcimento do prejuízo que o MEC teve na aplicação do Enem 2009. Quando a prova vazou, R$ 38 milhões já haviam sido pagos ao consórcio responsável pela aplicação do exame, o Connasel. Hoje, o valor atualizado do prejuízo é de cerca de R$ 46 milhões. O MEC diz que esgotou todas as possibilidades de cobranças administrativas ao consórcio. Procurado na noite de ontem, o grupo disse que só se manifestaria hoje. Às vésperas do Enem 2009, a prova foi roubada. A fraude foi revelada pelo jornal “O Estado de S. Paulo”. Anteontem, a Procuradoria divulgou que quatro dos cinco acusados de participar do crime foram condenados. Felipe Pradella, apontado pela PF como mentor da fraude, foi condenado a cinco anos e três meses de prisão por violação de sigilo funcional e corrupção passiva. Filipe Ribeiro e Marcelo Sena, também ex-funcionários do consórcio, foram condenados a quatro anos e seis meses pelos mesmos crimes. Segundo a denúncia, Pradella, Ribeiro e Sena furtaram a prova da gráfica Plural (parceria do Grupo Folha e da Quad Graphics), que imprimia os exames, e Gregory Camillo e Lucas Rodrigues ajudaram a intermediar o contato com a imprensa para vender a prova. Camillo foi condenado a dois anos e quatro meses de reclusão —a pena foi substituída por prestação de serviços comunitários. Rodrigues foi absolvido. Todos os defensores disseram que vão recorrer. O ministro da Educação, Fernando Haddad, disse que, do ponto de vista administrativo, o processo está concluído. Falta agora o ressarcimento. “Queremos que os prejuízos sejam ressarcidos à União”, disse ele, segundo a Agência Brasil. Para a advogada de Pradella, Claudete da Silva, o ministro “deve responder pelo prejuízo”. Ela questiona a veracidade da prova e diz que as penas foram aumentadas porque os acusados foram considerados funcionários públicos —e, diz, não eram. “Ficou patente que meu cliente e a maioria dos acusados não participaram de nenhuma negociação com os jornalistas”, diz Marco Aurélio Toscano da Silva, advogado de Marcelo Sena Freire. “O juiz já reconheceu a inocência em dois dos crimes, só falta um”, diz Ralfi Silva, advogado de Camillo. O Ministério Público também vai recorrer —pedindo o aumento das penas.

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S EXTA-FEIRA, 12 DE NOVEMBRO DE 2010 Q

Joel Silva/Folhapress

Estudantes reunidos no vão do Masp, centro de SP

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Estudantes protestam contra Enem, descaso e quase tudo CRISTINA MORENO DE CASTRO COLABORAÇÃO PARA A FOLHA

Não há dúvida de que eles querem protestar, mas a discussão se prolonga na hora de definir contra o quê. Os estudantes de ensino médio de São Paulo se reuniram na tarde de ontem para dar corpo a um movimento

que surgiu na internet, em uma comunidade do Orkut, por causa da indignação comum contra falhas no Enem. A “Proteste Enem 2010” foi criada na segunda à noite e, no início da noite de ontem, já possuía 5.345 membros. E são organizados: criaram tópicos e enquetes para marcar protestos em 19 Estados. No

Rio, será hoje, às 13h30. Os 35 estudantes paulistas de 17 a 22 anos que se reuniram por duas horas no vão do Masp, na Paulista, discutiram uma longa pauta sobre como será o protesto da próxima segunda-feira, às 15h. Eram principalmente de cursinhos particulares, como o Etapa, Objetivo e Anglo,

mas também havia representantes de escolas públicas. Dos tópicos votados, apenas a cara pintada (de amarelo, cor da prova que teve mais problemas) não foi bem acatada pelo grupo. Mas a maioria votou pelo uso de traje preto (“luto”), nariz de palhaço, mochila nas costas, hino (a música “Até quan-

do”, de Gabriel O Pensador) e o grito de guerra —“Contra o descaso na educação e dignidade para a população”— sinal da abrangência da causa. Fazem questão de frisar que, em relação ao cancelamento do Enem 2010, não são “contra nem a favor”, o que é a maior divergência do grupo. A maioria, no entan-

to, concorda que a ideia do exame é boa. Ambicionando parar a Paulista, com apoio de artistas e da imprensa —discutiram até o discurso a adotar com jornalistas—, eles vão descer a avenida Consolação e retornar ao Masp. “Queremos chamar a atenção do governo”, resume a criadora da comunidade do Orkut, Laryssa Valverde, 19. Colaborou FELIPE CARUSO , do Rio

Edital do Enem ajudou empresa, diz gráfica

Concorrente alegou que exigências não eram ‘imprescindíveis’ na disputa, mas Inep não aceitou argumentos Procurador federal investiga a licitação; RR Donnelley venceu todas as licitações do Inep neste ano FÁBIO TAKAHASHI DE SÃO PAULO

O processo de escolha da gráfica que imprimiu o Enem 2010 favoreceu desde o início a empresa vencedora, afirmou uma das concorrentes. Um procurador federal investiga essa licitação.

MEC afirma que exigências foram discutidas antes DE SÃO PAULO

www.

Em resposta ao pedido de mudança do edital para o Enem, a área técnica do MEC disse que as exigências não apresentavam “nada de extraordinário”. E que os critérios de segurança foram “amplamente debatidos” após o vazamento do Enem em 2009. A gráfica RR Donnelley foi procurada ontem, mas não retornou até o fechamento desta edição. Também ontem, em nota, o MEC disse que as exigências do edital foram discutidas em audiência pública. E que não houve contestações, “o que inclui a Gráfica Plural [parceria do Grupo Folha e da Quad Graphics]”. A pasta diz que estuda sanções à RR Donnelley devido aos problemas de impressão.

Logo após o lançamento do edital, em junho, a Posigraf (do Grupo Positivo) pediu impugnação do processo, alegando que parte das exigências não eram “imprescindíveis” para a disputa e que havia “fundado receio de que apenas a RR Donnelley” atenderia aos pedidos. A alegação não foi aceita pelo Inep (órgão de avaliação do Ministério da Educação), que entendeu que as exigências eram necessárias devido à segurança. A Posigraf desistiu do processo. Na disputa, a gráfica Plural [parceria do Grupo Folha e da Quad Graphics] ofereceu o melhor valor, mas o Inep alegou na Justiça que a empresa não conseguiu comprovar capacidade técnica para a impressão com “sigilo e segurança”. A Justiça aceitou a argumentação, e venceu a RR Donnelley. A multinacional admitiu que errou na impressão de 21 mil provas. Esse é um dos problemas que levou a Justiça a suspender o exame. Além do Enem, a RR Donnelley venceu mais duas licitações do Inep deste ano. Deve ganhar a quarta, em processo a ser finalizado hoje. Marinus Marsico, representante do Ministério Público junto ao Tribunal de Contas da União, pediu explicações ao MEC sobre dois dos contratos —o do Enem e dos pré-testes para o Enem. A licitação do segundo chegou a ser suspensa por 14 dias. “Foram processos um pouco conturbados. Quero avaliar o que ocorreu.” O Ministério da Educação e a RR Donnelley se aproximaram após o vazamento do Enem de 2009 (impresso na Plural). Escolhida emergencialmente, a RR Donnelley imprimiu a segunda versão. Antes do vazamento, o ministério contratava, por meio de licitação, um consórcio, que escolhia a gráfica.

LICITAÇÕES NO INEP Empresa que errou a impressão de parte das provas do Enem ganhou todas as licitações neste ano RAIO-X Prova

Vencedora

Pré-teste de itens para o Enem

RR Donnelley

Enem

Valor esperado pelo Inep Valor ganhador R$ 291 mil R$ 980 mil

RR Donnelley

R$ 70,8 milhões R$ 68,8 milhões

Enade

RR Donnelley

R$ 9,2 milhões R$ 7,5 milhões

Encceja (certificação de jovens e adultos sem diploma)

Resultado deve sair hoje (RR Donnelley ofereceu o melhor preço)

Não divulgado R$ 4,9 milhões (oferecido)

Como foi A Speed faz a melhor oferta, que é recusada. A Indústria Gráfica Brasileira (2º melhor preço) diz não ter condições de atender as regras e vence a RR Donnelley

FUNDAÇÃO Chicago,

Gráfica Plural faz a melhor oferta, mas o Inep recorre na Justiça. A VMI, 2ª colocada, diz não conseguir baixar seu preço e desiste; vence a RR Donnelley

UNIDADES Três no Brasil

Editora Paranaíba oferece melhor preço, mas desiste. Vence a RR Donnelley

45 mil funcionários

Duas empresas disputam o pregão. A RR Donnelley oferece o melhor preço. Inep pede diminuição dos custos e adia o pregão para hoje

Faturamento anual de

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AGU recorre de decisão da Justiça Polícia Federal não vê indício de Federal do CE de suspender a prova vazamento do tema da redação LARISSA GUIMARÃES DE BRASÍLIA

A AGU (Advocacia-Geral da União) recorreu ontem da decisão da Justiça Federal do Ceará de suspender o Enem. O órgão não informou quais argumentos usou no recurso, mas tem defendido que é contra convocar todos os 3,3 milhões de estudantes que fizeram a prova, mas apenas os “poucos” prejudicados pelos erros do exame. No sábado, primeiro dia da prova, parte dos exemplares saiu com folhas repetidas ou erradas. No cabeçalho da folha de respostas recebida por todos os alunos, o espaço para o gabarito das questões

de ciências da natureza estava incorretamente identificado como ciências humanas. O MEC diz que, entre 21 mil provas com problemas, só localizou, até agora, 200 estudantes em todo o país que não tiveram seus exames trocados de imediato. Para estes, o ministério programa a realização da nova prova —com mesmo grau de dificuldade, diz a pasta— nos dias 4 e 5 de novembro. Ontem, no Twitter, o ministério pediu desculpas “pelos termos pouco elegantes” usados em outra mensagem, na qual acusou participantes da prova “que já dançaram” de tentar tumultuar a aplicação do exame.

DE BRASÍLIA

FÁBIO GUIBU

ENVIADO ESPECIAL A PETROLINA (PE)

De acordo com a Polícia Federal, até o momento, não há qualquer indício de crime no suposto vazamento do tema da redação do Enem. Um estudante de Petrolina (780 km de Recife) relatou à Folha, na condição de não ser identificado, que quando chegou ao local onde faria a prova, se deparou com alunos dizendo que o tema da redação seria escravidão. O trabalho escravo foi o título de um dos textos de apoio da redação, cujo tema foi “O trabalho na construção da dignidade humana”.

A PF ouviu, desde anteontem, seis pessoas na cidade, entre alunos e professores. Ontem, o estudante se reuniu com a diretoria da escola onde estuda e, segundo a Folha apurou, reafirmou que soube do tema ao conversar com outros alunos. Ele foi acompanhado por seu pai na reunião. Assim como a escola, os dois se recusaram a dar entrevista. À Folha o aluno havia afirmado ter ouvido que o vazamento ocorreu no Piauí, em São Raimundo Nonato (546 km de Teresina). A coordenadora de aplicação do Enem no local, Rosa Maria de Oliveira, 55, negou o vazamento na cidade.


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D OMINGO, 20 DE MARÇO DE 2011 Q

Fícus paulistanos adoecem e morrem misteriosamente

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DOMINGO, 20 DE MARÇO DE 2011 Fotos Rodrigo Capote/Folhapress

ANÁLISE

Sem diversidade de espécies, pragas causam grande estrago DEMÓSTENES FERREIRA DA SILVA FILHO

Árvore que se espalhou pela cidade a partir dos anos 80 sucumbe nas ruas Botânicos estudam fenômeno e alertam para risco que a perda de tantos exemplares pode trazer à metrópole CRISTINA MORENO DE CASTRO

DE SÃO PAULO

Uma epidemia misteriosa se espalha por São Paulo. As vítimas são um grupo restrito de indivíduos: os fícus, árvores de folhagem cerrada cuja altura chega a até 16 metros. Comuns nas ruas da cidade, elas costumam manter suas folhas verde-escuro vistosas mesmo em tempo seco. Daí a surpresa com o fenômeno: desde janeiro, os “indestrutíveis” fícus paulistanos estão morrendo. Primeiro, as folhas ficam amareladas, depois caem, formando um tapete no chão. Por fim, raiz e tronco são atingidos. Essas figueiras plantadas

nas calçadas, nas praças e nos parques se espalharam rapidamente e compõem boa parte das estimadas duas milhões de árvores da cidade. Importadas da Malásia, viraram moda a partir dos anos 80. Apesar de causarem problemas no pavimento e encanamentos, caíram no gosto dos moradores e foram adotadas em todos os bairros. Para especialistas, a morte em massa dos fícus pode causar forte impacto na biomassa verde paulistana, aumentando as ilhas de calor. O ambientalista Ricardo Cardim, mestrando em botânica na USP, tenta entender o

fenômeno. Ele acompanhou a Folha em vários bairros da zona oeste a fim de mostrar as várias fases da doença. Cardim também viu fícus desfolhados em bairros da periferia e até na beira da Serra da Cantareira. A reportagem constatou a doença nos nove bairros que visitou, nas regiões oeste e central. POSSIBILIDADES

Há suspeita entre botânicos que um fungo esteja causando as mortes, mas não se sabe qual, nem de onde vem. Em 2003, um fungo matou muitos fícus no Tocantins e em Minas Gerais.

A gente criou um problema ecológico ao trazê-la para cá [São Paulo] e a própria natureza está tomando conta

RICARDO CARDIM ambientalista e mestrando em botânica

Outra hipótese foi levantada por Joaquim Teotônio Cavalcanti Neto, agrônomo arborista da Plant Care, especialista em árvores urbanas. As análises das folhas chegaram a um agente, a mosca branca, que, numa possível infestação, suga a seiva insistentemente até o fícus desistir de rebrotar e sucumbir. Engenheiros agrônomos da prefeitura já enviaram amostras ao Instituto Biológico para determinar a causa do problema. Os resultados ainda não saíram. A prefeitura diz que as árvores mortas serão repostas e as doentes, tratadas, caso não apresentarem risco para a população. Em janeiro, um decreto municipal agilizou a remoção do fícus e de outras árvores que causam dano à infraestrutura urbana. “A gente criou um problema ecológico ao trazê-la para cá e a própria natureza está tomando conta”, afirma Cardim.

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ESPECIAL PARA A FOLHA

Fícus morto próximo à marginal Pinheiros; no detalhe, árvore sadia da espécie na mesma região

A soma de todas as copas de árvores de uma cidade deve ser capaz de diminuir o impacto das chuvas em áreas impermeáveis, reduzir a amplitude térmica, combater os efeitos negativos das ilhas de calor e filtrar poluentes atmosféricos, proporcionando melhoria sensível na qualidade de vida de seus habitantes. Uma praga ou doença pode dizimar uma comunidade arbórea inteira? Sim, pode, caso essa comunidade tenha poucas espécies, caracterizando uma homogeneidade. Na cidade de São Paulo, na década de 80, ocorreu uma “invasão” da espécie Ficus benjamina L., exótica, originaria da Ásia e da Oceania. O plantio pela população foi estimulado, entre outras razões, pela mídia, com uma novela em que um personagem cuidava de um fícus — “a árvore do Jorge Thadeu”. Os indivíduos da espécie possuem copas largas e pro-

duzem uma sombra densa. Essa bonita árvore é facilmente propagada por estacas e possui um excelente vigor —o que fez aumentar rapidamente sua quantidade na comunidade. O plantio excessivo transformou o Ficus benjamina em uma das espécies de maior ocorrência na cidade de São Paulo, caracterizando uma diminuição da diversidade arbórea com graves consequências para a conservação da arborização. Cerca de trinta anos depois temos árvores adultas, clo-

O PLANTIO EXCESSIVO TRANSFORMOU O FICUS BENJAMINA EM UMA DAS ESPÉCIES DE MAIOR OCORRÊNCIA EM SÃO PAULO

nes sem variabilidade genética, com copas enormes e problemas de saúde provavelmente devido ao ataque de fungo da espécie Phomopsis cinerescens, como descoberto por pesquisadores do Departamento de Fitopatologia da Universidade de Brasília, em Uberlândia. Tal doença poderá dizimar a frágil população de fícus da cidade, ocasionando uma drástica diminuição da cobertura arbórea. Isso mostra a importância na hora da escolha das espécies de árvores que vão ocupar as ruas da cidade. É preciso encontrar um equilíbrio entre homogeneidade e diversidade. Ao tentarmos obter um efeito plástico interessante produzido por copas idênticas na paisagem, não podemos nos esquecer da segurança que a diversidade arbórea nos dá. É justamente essa diversidade que permite uma cobertura arbórea mais durável. Isso porque uma comunidade diversificada não pode ser atacada pela mesma praga ou doença, o que assegura seus importantes serviços ambientais proporcionados. DEMÓSTENES FERREIRA DA SILVA FILHO é professor doutor do departamento de ciências florestais da Esalq/USP, especialista em silvicultura urbana


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DOMINGO, 5 DE JUNHO DE 2011

Cérebros, câncer e o desemprego

NA SEMANA EM que um anúncio da Organização Mundial da Saúde produziu um temor planetário de que o celular pode causar tumores no cérebro, um jovem chamado Omar Ali virou notícia por suas descobertas contra o câncer. Ele desenvolveu um minúsculo implante que ajuda o corpo a atacar os tumores. Como os resultados foram animadores com ratos, Omar Ali foi para uma empresa tentar aplicar sua vacina em humanos, atraindo o interesse da indústria farmacêutica. Para ter mais acesso a pesquisas, ele passou a trabalhar num laboratório de Harvard onde se misturam conhecimentos de engenharia e biologia. Essa combinação é tida como a mais promissora atividade profissional do futuro. A possibilidade de perder talentos como Omar Ali é hoje um dos maiores medos de uma parte da elite americana. O desemprego está produzindo uma onda de desconfiança e ressentimentos contra trabalhadores estrangeiros, deixando de atrair cérebros.

GILBERTO DIMENSTEIN

Adams Carvalho

Um recente editorial do “The Boston Globe”, um dos mais influentes jornais americanos, foi duro, quase

num tom apocalíptico. Os Estados Unidos, segundo o jornal, estão condenados a virar um país do passado, perdendo sua capacidade de inovar e competir se não conseguir atrair gente talentosa. Não se trata apenas de tolerar os imigrantes, segundo o jornal, mas caçá-los, oferecendo bolsas nas universidades e garantias para que possam trabalhar e montar negócios no país. O editorial foi motivado pela queda abrupta de mão de obra qualificada que procura um visto de trabalho nos Estados Unidos, incomodada com os empecilhos burocráticos.

Vê-se os estrangeiros com desconfiança; alvo de leis mais duras, são acusados de tirar emprego dos locais

O editorial tem muito a ver com uma questão geográfica. A região metropolitana de Boston sofreu muito pouco —comparada ao resto do país— com a crise econômica por ser um efervescente centro de inovações empresariais devido à proximidade com grandes universidades.

Por causa das universidades e dos centros de pesquisa, a região costuma atrair milhares cérebros estrangeiros, fazendo as mais inusitadas descobertas e abrindo inovadoras empresas. Periodicamente se produzem, na imprensa local, o ranking dos inovadores. É de tirar o fôlego. Há desde novos métodos de mapeamento genético para permitir um tratamento individualizado para cada paciente até baterias para carros elétricos. Quem acompanhou a reunião dos prefeitos das maiores cidades do mundo sabe o que significa dominar tecnologia para carros elétricos.

Prefeitos como Michael Bloomberg, de Nova York, fazem coro ao editorial do “The Boston Globe”. Um dos seus projetos é estimular, na cidade, arranjos voltados a negócios digitais, aproveitando a proximidade com financiadores e universidades. É o que eles batizaram de Silicon Alley, numa referência ao Silicon Valley da Califórnia. Há uma disputa das cidades americanas por empresas. Boston se incomoda com São Francisco, que, ao mesmo tempo, disputa com Nova York. Cada uma delas tenta oferecer vantagens, como a criação de incubadoras ou bairros que compõem arranjos econômicos locais. Daí que a falta de cérebros, venham de onde vierem, é vista como uma das sérias ameaças ao futuro. ★

PS- O que, porém, é ruim para os Estados Unidos pode ser bom para países emergentes como o Brasil. Desde que saibam reter talentos, assegurando espaço para pesquisa e financiamento para ideias inovadoras. Somos um país que, em sua maior cidade, São Paulo, não há um parque tecnológico, apesar de contar com a melhor universidade da América Latina.

‘Mosca-branca’ é causa das mortes de árvores em SP

Instituto Biológico constatou que praga está matando exemplares de fícus, espécie comum nas ruas da cidade Plantas infestadas que são transportadas em caminhões abertos podem contaminar áreas não atingidas CRISTINA MORENO DE CASTRO

DE SÃO PAULO

O mistério foi resolvido: uma praga chamada moscabranca é a causa da morte dos fícus paulistanos— árvores comum nas ruas da cidade, com folhagem cerrada e cuja altura chega a 16 metros. O mais grave é que a disseminação deve estar ocorrendo pelas mãos dos técnicos da prefeitura, diz o pesquisador Francisco José Zorzenon, do IB (Instituto Biológico). “A praga pode se alastrar se as plantas infestadas— transportadas em caminhões abertos— forem levadas para locais ainda não atingidos. A disseminação se dá, principalmente, dessa forma”, diz. O vento também piora a situação, ajudando a espalhar a praga, diz o pesquisador. A prefeitura ainda não tem um plano de ação e informa que aguarda o relatório completo do IB para “definir causas, estratégias e metodologias de combate” à praga. Em março, quando a Folha revelou o problema, a prefeitura enviou três amostras da árvore para o IB. O resultado indica que es-

tá havendo “severa infestação por moscas-brancas”, principal causa-mortis. A mosca-branca suga a seiva das folhas, causando desfolhamento contínuo da árvore, que insiste em rebrotar algumas vezes, antes de acabar sucumbindo. Conforme a Folha constatou em março, as mortes já estão ocorrendo em todas as partes da cidade, e até em outros municípios paulistas— Campinas, por exemplo. ALERTA CONTRA PRAGA

A praga continua se alastrando e já atingiu outras espécies. Em alguns casos, as árvores também são atacadas por fungos e doenças. Para Zorzenon, a melhor maneira de evitar a infestação é não transportar as partes de plantas podadas infestadas para locais ainda livres

A praga pode se alastrar se as plantas infestadas, transportadas em caminhões abertos, forem para locais ainda não atingidos. A disseminação se dá, principalmente, dessa forma

FRANCISCO JOSÉ ZORZENON, pesquisador do Instituto Biológico

da mosca-branca. Ele diz que ainda não há produtos químicos registrados para controle da praga em áreas urbanas. “Há que se deflagrar uma ação governamental para esse controle e também um alerta sobre a praga e suas consequências”, cobra Joaquim Teotônio Cavalcanti Neto, agrônomo arborista da consultoria Plant Care. “A solução poderia ter sido a prefeitura buscar meios urgentes de tecnologia, e não a letargia e a falta de informação para o cidadão”, afirma. Os fícus são árvores exóticas consideradas um problema para a infraestrutura urbana. “Independentemente de ser ou não exótica, haverá um prejuízo ambiental muito grande caso elas pereçam de uma só vez”, diz Joaquim. O botânico Ricardo Cardim defende que se “aproveite a chance” para substituir os fícus por árvores nativas. “É uma oportunidade para equilibrar a ecologia da cidade com árvores adequadas no meio urbano. Mas precisam ser substituídas de forma imediata e colocando mudas de qualidade.” Para Joaquim, é impossível fazer o replantio, porque a maioria dos fícus está dentro de casas. “E é impossível repor a área de uma copa de 30 metros de diâmetro de árvores centenárias. É um grande prejuízo.”

Rodrigo Capote/Folhapress

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Fícus doente no parque do Povo (zona oeste); espécie é atingida por praga na capital

ATAQUE AOS FÍCUS Como a mosca-branca mata a árvore ANTES

DEPOIS

A mosca-branca, um inseto sugador, branco amarelado, suga a seiva do fícus (árvore muito comum em São Paulo, o que facilita a propagação da praga) pelas folhas

As folhas caem; a árvore tenta rebrotar, mas o ataque às folhas se repete; então os ramos começam a secar progressivamente, até que a árvore morre

Fotos Francisco José Zorzenon/Instituto Biológico

Na sexta-feira passada, foram anunciados mais números ruins sobre o mercado de trabalho nos Estados Unidos. A economia está até voltando a crescer, mas com menos trabalhadores. Uma empresa pode valer, literalmente, bilhões, mas ter poucas centenas de funcionários. Os números de desemprego se traduzem em pânico eleitoral. Como mostram os fatos, um presidente não se reelege aqui se o desemprego estiver alto pelo menos desde Roosevelt. Nesse clima, olha-se os estrangeiros, acusados de tirar emprego dos locais, com desconfiança.

Não é por outro motivo que o Google escolheu Boston para ter um braço financeiro destinado a patrocinar ideias inovadoras. O Google, aliás, está investindo cada vez mais em projetos alternativos, inclusive em novos modelos de carros, que andam sem motorista. Peguem as maiores empresas inovadoras americanas e sempre se encontrará um estrangeiro numa posição relevante. No caso do Facebook, por exemplo, um brasileiro. É assim no Google, Yahoo, Intel, Sun, e assim por diante.


danilo Verpa/Folhapress

EF Domingo, 4 DE DEzEmbro DE 2011

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Prédios são ‘repaginados’ para aumentar a garagem Mudança na planta e até elevadores mecânicos estão entre as medidas aumento de vagas tenta por fim à ‘guerra’ entre condôminos que querem cada vez mais espaço para os carros cristina moreno de castro

de são paulo

Condôminos de um prédio no Jardins investiram R$ 500 mil no projeto e na obra que redesenharam o estacionamento e o térreo e abriram mais 12 novas vagas. Num prédio com 700 moradores, na Pompeia, as vagas eram travadas. Para resolver o problema, contrataram uma empresa que mantém nove manobristas em turnos, encarecendo em 12% o valor do condomínio. No Parque São Domingos, vizinhos deixam as chaves uns com os outros ou o carro desengatado, o que facilita a manobra e não tem custo. Soluções não faltam, mas estão se tornando cada vez mais criativas e sofisticadas para tentar resolver um pro-

o síndico Wilson Favieri Filho, na Pompeia; prédio contratou nove manobristas para cuidar da garagem

GARAGEM EM CONDOMÍNIOS Lei estabelece regras para vagas

O QUE DIZ A LEI RESERVAS 2% ou pelo menos uma das vagas dos estacionamentos devem ser reservadas a deficientes físicos e ficarem próximas aos acessos do condomínio (entrada principal ou elevador)

VAGAS DETERMINADAS O morador é proprietário da vaga desde a compra do imóvel e nada pode mudá-la de lugar VAGAS INDETERMINADAS (hoje maioria) Vaga é vista como acessório do apartamento. Definição do espaço está sujeita a sorteio, que costuma ocorrer a cada um ou dois anos Ilustração: Elder Galvão

Fontes: Marcio Rachkorsky, advogado, e Lello Condomínios

blema eleito o número um para quem vive em prédios: a falta de espaço suficiente para todos na garagem. A questão está entre as principais queixas dos moradores, segundo quatro administradoras de condomínio em São Paulo consultadas pela Folha, que gerenciam, juntas, 2.000 prédios na capital. Hoje, os projetos em con-

domínios residenciais respondem por 30% da demanda no escritório da arquiteta especializada em garagens Fadva Ghobar. A maioria em prédios de bairros como Higienópolis e Jardins, que têm construções mais antigas, quando era comum haver uma vaga por apartamento ou até mesmo menos. Embora, às vezes, seja im-

possível melhorar alguma coisa, ela diz que consegue abrir mais vagas. Em alguns casos, a simples mudança na demarcação da pintura no chão da garagem é o suficiente. Noutros, porém, é preciso fazer reformas mais drásticas. O projeto varia de R$ 8.000 a R$ 80 mil, dependendo das modificações necessárias. As mudanças levam de um a seis

meses para ficarem prontas. Para João Crestana, presidente do Secovi-SP, desde a construção dos prédios está havendo maior preocupação com as garagens. “Há 25 anos nunca tinha ouvido falar de especialista em garagem, comum hoje.” O problema, diz, é que as famílias estão com mais carros, e os terrenos disponíveis, mais raros.

CRITÉRIOS Definição de vagas e possíveis reservas (para grávidas ou idosos, por exemplo) devem estar estabelecidas em convenção

Nesse caso, uma alternativa em voga é a de duplicadores de vagas e elevadores automotivos, antes restritos às oficinas mecânicas. O grupo Krebs, por exemplo, desenvolveu um duplicador de vaga. A engenhoca ocupa o espaço de uma vaga e custa, em média, R$ 12 mil.

» LEIA MAIS na pág. C3


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SOLUÇÕES PARA A DISCÓRDIA Condomínios buscam alternativas para evitar conflitos

Morador falsifica até identificação de carro de são paulo

Na semana passada, reunião sobre garagens em um prédio de 134 apartamentos no Tatuapé, na zona leste, durou três horas e meia de muita confusão. O tema que consumiu mais energia entre os condôminos não poderia ser outro: garagem. Segundo síndicos e administradoras de condomínios ouvidos pela Folha, esse é o assunto mais popular. Ele é o único que consegue atrair um quórum de quase 100% nas assembleias realizadas nos prédios paulistanos. As reuniões que discutem sorteio de vagas são as que demandam mais tempo de discussão. E, muitas vezes, acabam em bate-boca. No prédio do Tatuapé, cada um dos moradores tem direito a uma vaga, mas, para estacionar dois carros, teve caso de gente que chegou a clonar o crachá de identificação do carro. Já aconteceu algumas vezes de um morador chegar mais tarde e, sem encontrar vaga livre, parar no meio da entrada, obstruindo a circulação, num gesto de irritação. bate-boca

“As discussões entre moradores pelo uso da garagem são cada vez mais frequentes, principalmente em condomínios onde as vagas não são demarcadas”, diz Ana Paula Puertas, sócia-diretora do Grupo Light Administração de condomínios, que administra o prédio e outros 148 espalhados por São Paulo. Naquele prédio, o mau uso da garagem rende ao menos 30 advertências por mês. Em outubro, por exemplo, sete moradores foram multados. Geralmente o perfil do infrator é parecido com o do briguento no trânsito: homem, jovem e solteiro. Um desses, morador de Moema, chegou a receber três multas do prédio, a última de R$ 1.500, após várias advertências por parar na vaga do vizinho. O condomínio dele tem mais de cem unidades, o que é um agravante a mais para os conflitos entre moradores. “Em condomínio de menor tamanho há maior convivência e o bom senso acaba prevalecendo”, explica Daniel Santos, gerente da Lello que já participou de cerca de 300 reuniões de condomínio —a empresa tem uma carteira de 1.180 edifícios em São Paulo. É o que acontece em um edifício de Higienópolis (região central de São Paulo), com 24 andares, que Eugênia Tonidandel, 45, administra. Ele tem 36 vagas, mas nem todos possuem carro, então os vizinhos alugam as vagas para aqueles que precisam. “Tento resolver bem politicamente”, explica a administradora. “O condomínio é pequeno, e as pessoas se dão muito bem. São moradores antigos”, conta Tonidandel. Já em prédios imensos, como aquele de alto-luxo da Pompeia, com 700 moradores, nem a área de convivência com restaurante-bar, piscina, ofurô e lan house seria suficiente para conter os ânimos de quem precisasse sair e tivesse o espaço de manobra bloqueado pelo vizinho. “Era um caos”, lembra o síndico, Wilson Favieri Filho, 59. “Garagem é um problema em qualquer condomínio. Mas nos maiores é impossível ter espaço para todo mundo. Manobrista era a única solução”, defende. (CMC) Leia análise do arquiteto Kazuo Nakano na folha.com/no1015982

TERCEIRIZAÇÃO Convênio com estacionamento próximo ao prédio para colocar mais carros Fontes: Marcio Rachkorsky, advogado, e Lello Condomínios

SORTEIO Escolha periódica das vagas; geralmente, é a reunião mais lotada

HHH Ilustrações: Elder Galvão

Condôminos levam multas por parar em vagas alheias

Domingo, 4 DE DEzEmbro DE 2011

DESAPEGO Entrega de chaves para vizinho manobrar o carro ou contratação de manobrista

ELEVADORES Compra de equipamentos para colocar um carro sobre o outro

cotidiano C3

EM CASO DE PROBLEMAS Se um vizinho invadir sua vaga ou cometer alguma outra irregularidade (como danificar o veículo), faça o registro no livro de reclamações do prédio, informando a data e a hora da ocorrência e, se possível, com foto PENALIDADE O infrator está sujeito a advertência e multa, conforme previsto no regimento do condomínio. Infrações reiteradas podem acarretar multas de até dez vezes o valor do condomínio


C4 cotidiano

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Domingo, 17 DE Junho DE 2012

Reprodução/TV Globo

Em abrigo há 2 anos, menino haitiano está perto de rever a mãe Governo do Haiti concederá passaporte para o garoto, que, em 2009, foi abandonado por coiotes no metrô

Menino haitiano, que está em abrigo de SP, aguarda passaporte para reencontrar a mãe

Justiça poderá pedir Renato Machado colaboRação paRa a Folha, de poRTo visto para o menino ir pRíncipe para a Guiana Francesa, Após mais de dois anos de onde a mãe dele vive impasse, está chegando ao

fim o drama do menino haitiano encontrado na estação Corinthians-Itaquera do Metrô em dezembro de 2009. O governo do Haiti decidiu conceder um passaporte ao garoto, hoje com 13 anos, que assim poderá deixar o abrigo onde vive em São Paulo e se juntar à família na Guiana Francesa, departamento ultramarino da França. O governo do presidente Michel Martelly informou à Folha que o documento do adolescente já está pronto e que será encaminhado nos próximos dias para a embaixada do Brasil no país. Com o documento em mãos, o juizado da infância na capital paulista poderá pedir o visto para entrada do garoto na Guiana Francesa. A mãe do adolescente é uma imigrante clandestina que deixou o Haiti para tentar uma vida melhor. Em 2009, ela pagou coiotes para levá-lo até a Guiana Francesa, onde ela estava instalada com novo marido e filhos. Na época, o garoto tinha 11 anos de idade. No entanto, os coiotes começaram a exigir novos pagamentos pelo serviço. Na cidade de São Paulo, após uma nova tentativa de extorsão, a criança foi abandonada no metrô. Ela foi recolhido para um abrigo de menores, local onde está até hoje. obstáculos

Desde então, apesar de a Justiça brasileira ter determinado que sua guarda fosse repassada para mãe, uma série de obstáculos burocráticos impediram o cumprimento — o maior deles foi a falta de um passaporte. O Brasil chegou a emitir um passaporte para estrangeiros ao garoto, mas a França, na ocasião, se recusou a conceder um visto nesse tipo de passaporte provisório, dizendo que não é aceito como oficial pela União Europeia. Por outro lado, o Haiti não lhe emitia um passaporte, pois sua família perdera todo o resto da sua documentação. Na semana passada, sem explicações de qual foi a solução, o Haiti informou que concederia o passaporte. “Esperamos que tenhamos conseguido flexibilizar o governo haitiano em relação a esse caso, que tem um grande componente humanitário”, disse o embaixador do Brasil no Haiti, José Luiz Machado e Costa. Segundo a Embaixada da França no Brasil, como o passaporte do Haiti é um documento oficial, “não haverá qualquer problema para dar um visto para o garoto”. “Se tudo tiver sido cumprido, o procedimento é imediato”, diz Stéphane Schorderet, conselheiro da embaixada. visita

A Folha apurou que um dos fatores que motivaram a concessão do passaporte é a ida do presidente Michel Martelly para o Brasil para participar da Rio+20, onde temiase que ele fosse questionado sobre o assunto. O juiz da Vara da Infância e Juventude que cuida do caso, Paulo Fadigas, diz que já consultou a Justiça francesa para saber se a reintegração familiar, determinada por ele, será cumprida. Ele autorizará a ida do garoto apenas se tiver garantia de que ele vai ficar com a mãe. colaborou CRISTINa MoRENo DE CaSTRo


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Tentativa anterior acabou em depressão

Agora, só com o passaporte liberado mãe e filho saberão do reencontro A intenção é não criar expectativas que frustrem os dois; ‘abrasileirado’, garoto esqueceu língua natal

colaboração para a Folha, de porto príncipe de são paulo

Obrigado a viver longe da família, o garoto haitiano já se “abrasileirou”. Esqueceu o creole—umadasduaslínguas oficiais do Haiti— fala português fluente, cursa o terceiro ano numa escola pública de São Paulo, torce pelo Corinthians e pratica capoeira. Ele vive em um abrigo com outras 20 crianças e fez três amigos “inseparáveis”, segundo o coordenador da casa, André Penalva, 35. Penalva acha que o garoto terá dificuldade de se adaptar à nova realidade, quando finalmente puder se reunir à família na Guiana Francesa. “Mas é o que ele mais quer.” Em duas ocasiões, eles foram informados de que a situação se resolveria e o garoto chegou a preparar as malas e a fazer um cartão de Dia das Mães — ele guarda o bilhete até hoje. Quando a tentativa fracassou, o adolescente chorou e chegou a ter momentos de depressão e dificuldade de se socializar com os outros. Para protegê-lo de nova decepção, Penalva diz que ainda não contou a ele sobre a obtenção do passaporte. O mesmo decidiu o consulado brasileiro em Caiena, para evitar frustrações da mãe. “Eu preferi não falar ainda para ela justamente para não criar expectativas. Vamos esperar o documento efetivamente sair”, disse a consulesa Ana Lélia Beltrame. Mãe e filho conversam a cada 15 dias em videoconferências, para estreitar os laços. As conversas duram até duas horas e precisam ser mediadas por um tradutor, já que o garoto se esqueceu da língua nativa. (renato machado e cristina moreno de castro)

leia a entrevista com andré Penalva:

folha.com/no1105626

Irmão do garoto também está longe da mãe de porto príncipe

Embora a situação do garoto haitiano esteja perto do fim, um irmão dele continua sem perspectivas de se reunir com a mãe. Ele deveria ter sido levado também pelos coiotes, mas acabou deixado para trás. O jovem tem 17 anos e mora com um tio em uma área rural de Anse-a-Veau, no interior do Haiti, a 130 km de Porto Príncipe. Tio do garoto, Mikelson Joseph disse, por telefone, que o sobrinho está bem e quer ir para a Guiana Francesa morar com sua mãe. Lacônico, afirmou ainda que o rapaz sente falta do irmão que está em SP.

Domingo, 17 DE Junho DE 2012

VIDA NOVA

cotidiano C5

Adolescente haitiano tenta encontrar a mãe há mais de dois anos

ABANDONADO NO METRÔ A haitiana Dieula Goin contrata coiotes para levar seu filho para a Guiana Francesa, onde passou a viver. Em SP, eles pedem mais dinheiro e deixam o garoto de 11 anos na estação de metrô Corinthians-Itaquera

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CONFUSÃO DIPLOMÁTICA Garoto é levado para abrigo. Ministério das Relações Exteriores localiza a mãe, mas em situação irregular, ela não pode deixar a Guiana Francesa. Brasil emite passaporte, mas França recusa emitir visto

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SEM DOCUMENTOS

A emissão de um novo passaporte é barrada pelo Haiti, porque garoto não tem documentos. Embaixada brasileira e tio dele tentam achar certidão de nascimento original, mas desconhecem até quando o garoto nasceu

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FIM DA ESPERA

Embaixada e tio localizam paróquia onde garoto foi batizado e conseguem registro de nascimento. Passaporte é pedido ao gabinete da presidência. Após mais de dois anos, Haiti fornece emite passaporte

HAITI

Porto Príncipe - SP 5.447km*

Guiana Francesa

SP - Caiena 3.226 km* BRASIL

São Paulo

* Valores aproximados de acordo com o site World Distance Calculator


C6 cotidiano

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Quarta-Feira, 11 De Julho De 2012

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Quarta-Feira, 11 De Julho De 2012 Reprodução TV Globo

c FOCO

Matuiti Mayezo - 6. set. 1991/Folhapress

Agora é oficial: largo da Batata vira largo da Batata de são paulo

Movimento no terminal de ônibus do largo da Batata, em Pinheiros, zona oeste, em 1991

Câmara de SP muda registro de presença Digitais serão usadas para impedir fraudes de são paulo

A partir de agosto, os vereadores de São Paulo só poderão marcar presença nas sessões por meio de biometria (impressão digital) ou usando o microfone do plenário. Hoje, os parlamentares podem fazer isso digitando uma senha, o que daria margem para fraudes —por exemplo, um assessor pode fazer o registro no lugar do vereador. Outra alteração é a retirada do terminal eletrônico para a marcação de presença instalado em um corredor privativo dos vereadores. A ideia é evitar que os parlamentares marquem presença ali e não compareçam ao plenário. O vereador que não comprova ter participado de uma sessão tem um desconto de R$ 465 nos salários. A mudança no sistema de registro foi aprovada ontem pela Mesa Diretora da Câmara, que está em recesso. Por se tratar de uma medida administrativa, não é necessária a aprovação em plenário. A decisão da cúpula da Casa ocorre nove dias após o jornal “O Estado de S. Paulo” publicar reportagens afirmando que assessores da mesa fraudavam o painel para garantir presença dos vereadores nas sessões ordinárias. OUTRAS MUDANÇAS

Também a partir de agosto, não será mais colocado na internet o resumo consolidado diário dos comparecimentos de vereadores nas sessões do dia (ordinárias e extraordinárias), mas sim a relação de presença em cada uma. Da maneira como é publicada hoje no site do Legislativo, a presença nas ordinárias basta —se ele faltar na extraordinária, por exemplo, a ausência não é registrada. Na semana passada, proposta de mudança feita pelo presidente da Casa, José Police Neto (PSD), incluía um quarto item, que obrigava o vereador a registrar presença até o fim da sessão ordinária. Isso acabaria com a permissão dada hoje para que o parlamentar marque presença até quatro horas após o início da sessão ordinária. Como ela dura geralmente cerca de meia hora, o parlamentar acaba registrando presença quando ela já se encerrou. Segundo Police, este item só poderá ser discutido com a volta do recesso, por não se tratar de medida administrativa. “Adotamos essas medidas junto com o colégio de líderes neste momento, mas outras mudanças podem ser discutidas ainda no período de julho”, disse Police Neto. O Ministério Público instaurou uma apuração preliminar para saber se há indícios de irregularidade.

O apelido, agora, virou nome oficial. A área ao lado da estação Faria Lima da linha 4-amarela do metrô, na zona oeste, chamada por todos de largo da Batata se transformou, oficialmente, em largo da Batata. Decreto aprovado na Câmara acatou o apelido quase centenário da região. Passa a ser oficialmente chamado de largo da Batata o trecho entre as ruas Martim

Carrasco, Fernão Dias, Teodoro Sampaio, dos Pinheiros e avenida Faria Lima. Aquela região da cidade passou por mudanças efervescentes por várias décadas. ORIGEM

Conhecida atualmente por ser um centro de comércio popular, nos anos 1920 funcionava no local um posto de venda da CAC (Cooperativa Agrícola de Cotia). A maioria dos comerciantes que trabalhava na região

era de descendência japonesa. E em seu dia a dia eles vendiam batatas. Apesar de a região ter sido transfigurada com a chegada do Metrô e, antes, com a abertura da avenida Brigadeiro Faria Lima, ainda se encontra algum tipo de comércio de origem japonesa na região em meio a casas noturnas. A chegada do Metrô e o término da revitalização da região, prevista para os próximos meses, está mudando novamente o local. Provavelmente, grandes prédios de escritórios devem começar a surgir mais perto do largo da Batata, área que passa por uma nova onde de especulação imobiliária.

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cotidiano C7

Passaporte de haitiano deve chegar ao Brasil até sexta Documento de menino de 13 anos foi entregue ontem à embaixada brasileira Embaixada da França diz que ‘não haverá problema para dar um visto ao garoto’, que irá para a Guiana Francesa de são paulo ColaBoRaÇão paRa a FOLHA, de poRTo pRÍNCIpe

Menino haitiano de 13 anos durante conversa com a mãe

Deve chegar ao Itamaraty

ainda nesta semana o passaporte haitiano concedido ao garoto de 13 anos que aguarda há quase três uma possibilidade para reencontrar a mãe, na Guiana Francesa. Conforme a Folha revelou no mês passado, o menino dependia de um documento oficial para obter o visto da França, que permitirá a reunião familiar. O governo haitiano decidiu concedê-lo e o

passaporte foi entregue ontem à embaixada brasileira. A embaixada da França no Brasil diz que “não haverá qualquer problema para dar um visto ao garoto”, quando o documento for enviado. Além disso, decisão judicial da semana passada determinou que o Ministério da Justiça concedesse a cidadania brasileira ao garoto. Essa é outra possibilidade para a

emissão do visto, através de passaporte brasileiro. À Folha,o juiz federal Ali Mazloum, da 7ª Vara Criminal em São Paulo, defendeu que a naturalização provisória —pelo menos até o garoto completar 18 anos— vai proteger o menor e “dar um fim à armadilha jurídica na qual ele se encontra”, sem prejudicar sua cidadania haitiana. A Advocacia-Geral da União diz que aguarda ser notificada da decisão para resolver se recorrerá. O juiz também decretou prisão preventiva de cinco haitianos acusados de atuar como coiotes e fazer o tráfico do garoto e outras 12 crianças, passando por São Paulo. Segundo a denúncia do Ministério Público, eles cobraram US$ 1.900 apenas para levar o garoto do Haiti à Guiana Francesa, onde a mãe dele vive desde 2009. Chegando em São Paulo, tentaram extorquir mais 1.000 euros da mãe. Como ela não tinha o dinheiro, abandonaram o menino no metrô Corinthians-Itaquera, às vésperas do Natal de 2009, onde ele foi encontrado. Os cinco acusados estão foragidos, provavelmente fora do Brasil, segundo o juiz, que determinou o acionamento da Interpol para a captura. Eles podem ser condenados a até 21 anos de prisão e, após cumprirem as penas, serão expulsos do país. O garoto foi colocado no Programa de Proteção a Vítimas e Testemunhas e o processo corre sob sigilo. André Penalva, coordenador do abrigo onde o menino mora, diz que, desta vez, tem “certeza” de que ele voltará para sua família. “Conversei com ele há uma semana e ele reafirmou que é o que quer.” (cristinA mOrenO de cAstrO e renAtO mAcHAdO)

JuSTiça

Pai é condenado por dar cintada em filha que errou lição escolar dE Foz do iGuaçu (PR) - O mecâ-

nico Ismael Vieira Dias, 33, de Foz do Iguaçu, foi condenado à prisão pelo Tribunal de Justiça do Paraná por ter, em 2010, batido na filha de dez anos com um cinto enquanto a menina fazia tarefas escolares. A pena de dois meses e 20 dias de prisão em regime aberto foi convertida em 150 horas de prestação de serviços à comunidade. À Justiça a menina afirmou que pediu para o pai ajudá-la com tarefas de matemática e que ele passou a agredi-la toda vez que ela errava. Laudos constataram lesões corporais leves. “Ela estava indo mal nos estudos e sendo mal-educada. Foi uma atitude para disciplinar”, disse o pai. A mãe, Marines Sabi, 31, que denunciou o caso, obteve a guarda da criança em razão do processo. “Estão na Justiça as provas que mostram que não foi uma simples batidinha”, disse.

texto Médicos-legistas de Alagoas encerram greve, mas Maceió fica sem necropsias d folha.com/no1118143 tWItteR Siga a editoria d twitter.com/folha_ cotidiano Facebook Curta o perfil do Cotidiano d facebook.com/ Folhacotidiano


EF Domingo, 11 DE DEzEmbro DE 2011

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cotidiano Hóspedes no Global Hostel, na vila mariana, na zona sul da capital

Fotos Juca Varella/Folhapress

São Paulo finalmente se rende aos hostels Em 2008, cidade tinha apenas quatro estabelecimentos; serão 34 até janeiro, espalhados por regiões mais nobres pelo menos mil leitos vão ser oferecidos; setor diz que metrópole precisa se preparar para lidar com turismo

os portugueses eliana Ferdandes, 20, e diogo nunes, 24, na galeria do telstar Hostel

cristina moreno de castro evandro spinelli de são paulo

Embora atraia muitos estudantes, não é república. A rotatividade é bem maior que a de uma pensão. Também é informal, mas não é uma pousada. Os quartos e até os banheiros são coletivos: definitivamente não é um hotel. E, para não ser confundido com abrigos sociais, deixou de ser conhecido como albergue. Assim é o hostel: uma hospedagem mais barata, cheia de espaços de interação, com ambiente descontraído que facilita as novas amizades e que vem ganhando espaço na maior cidade do Brasil. Comum em cidades da Europa, dos EUA, da Argentina e no Rio de Janeiro, agora quem visita São Paulo também busca cada vez mais esse jeito de se hospedar. Vamos aos números: até janeiro de 2008, havia apenas quatro hostels na cidade. Hoje, eles são 30. Ao menos outros quatro deverão abrir as portas até janeiro. Ao todo, eles vão oferecer cerca de mil leitos.

a gente tem potencial para ser maior, mas a cidade precisa ser preparada para o turismo

da esq. para a dir., os alemãs mateo, 20, louis, 19, e simon, 19, no sampa Hostel, na vila madalena

Sávio Mourão Henrique presidente da recém-criada Associação de Hostels de São Paulo

no hotel, você fica fechado dentro de um quarto. aqui convive com as pessoas, como se estivesse numa casa alugada por desconhecidos

padrão de exigência

“A cidade de São Paulo pode ser como Londres, que tem 17 mil leitos em hostels”, compara Sávio Mourão Henrique, dono do Casa Club Hostel e presidente da recémcriada Associação de Hostels de São Paulo. Henrique faz uma ressalva: “A gente tem potencial para ser maior, mas a cidade precisa ser preparada para o turismo”. O medo dos donos de hostels mais antigos é que o ritmo de turistas na cidade — que aumentou — não acompanhe o boom de novos hostels se abrindo, de olho na Copa. Mas nem todos concordam com isso. O holandês Frodo Eggens, 34, dono do 3 Dogs, acabou de abrir uma segunda unidade na Bela Vista, o

MicHele ono, 27 de Piracicaba, que se hospedou em um hostel pela primeira vez

Beats Hostel. Alan Nicoliche, um dos donos do hostel Go Backpackers, que tem temática de futebol, acha que faltam leitos na cidade. “Já recebemos executivos aqui porque não conseguiram lugar em hotel.” Para Luiz Sales, diretor de ações estratégicas da SPTuris, os empresários precisam

buscar um diferencial. Por exemplo, abrir hostels em regiões diferentes do eixo Vila Madalena-Vila Mariana-Paulista, que concentra 85% dos hostels paulistanos. Também não bastam café da manhã incluído na diária, roupa de cama e internet grátis. “O padrão de exigência aumentou com a concorrên-

cia. Temos que fazer reformas constantes”, conta Marina Moretti, dona do Ô De Casa. Dos 15 hostels visitados pela reportagem, quatro deles passavam por reformas. Cada um tenta encontrar um nicho: desde o que investe em segurança, o que faz “tour” pelos bares da cidade até os que têm piscina, sinu-

ca, churrasqueira e bar. O perfil dos hóspedes também mudou. Há quatro anos, 90% eram estrangeiros. Com a crise na Europa, os gringos passaram a vir menos. Ao mesmo tempo, os brasileiros, que já descobriram o sistema lá fora, engordaram a demanda.

» LEIA MAIS na pág. C3

cheguei ontem e já falei com americano, alemão, mexicano e espanhol Diego MoraeS, 23 biólogo que veio para São Paulo para uma entrevista de emprego

Quarto coletivo ainda é considerado aberração por alguns Maurício KiMura, 38 gerente do Okupe Hostel


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Domingo, 11 DE DEzEmbro DE 2011

Brasileiros descobrem novo tipo de hospedagem

cotidiano C3 Juca Varella/Folhapress

Para ‘hosteleiros’, boom se deve, principalmente, a turistas nacionais

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Av .S ão Joã o

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Parque Trianon Av .P au lis ta

Parque da Aclimação

Parque Ibirapuera

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BAIRROS TOP

Hostels por bairro

1º Vila Mariana

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2º Pinheiros e Vila Madalena

9

3º Bela Vista e Liberdade

7

4º Outros locais

3

R. Domingo s de Morais

QUEM VOCÊ DEVE ENCONTRAR > Metade brasileiros, metade estrangeiros > Gente que viaja sozinha ou em grupos de até 3 > A maioria conhece outros países, têm mente aberta para fazer amizades e compartilhar espaços > Ficam em média 3 dias para passeio e uma semana para estudo

R. Cerr

a ari g. F Bri Av.

CARACTERÍSTICAS > Boa localização > Preços em conta (diárias a partir de R$ 30 por pessoa) > Ambiente jovem > Funcionários que falam várias línguas > Ambientes coletivos e quartos de tamanhos variados, mistos ou não

Av. S umar é

GPS DOS HOSTELS Confira onde eles estão, o que oferecem e quem fica por lá

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Sentados nos pufes da recepção, um turco e um americano que tinham acabado de se conhecer combinavam de almoçar em um restaurante vegetariano na Vila Mariana (zona sul de São Paulo). Em um outro hostel, na Bela Vista (centro), seis hóspedes de diferentes países assistiam a um filme em inglês. “No hotel, você fica fechado no quarto. Aqui, convive com as pessoas como se estivesse numa casa alugada por desconhecidos”, descreve Michele Ono, 27, que veio de Piracicaba. Foi a primeira vez que se hospedou em um hostel. Indicação de um amigo. Os “hosteleiros” atribuem o crescimento do setor principalmente à descoberta dos brasileiros, que hoje representam 50% dos hóspedes. “É uma oportunidade de

A estudante coreana Eunji Lee, 22, circula pelas dependências do Alice Hostel, que fica na Vila Madalena (zona oeste)

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de são paulo

conhecer gente de tudo que é canto. Cheguei ontem e já falei com americano, alemão, mexicano e espanhol”, conta Diego Moraes, 23, biólogo. O tempo médio de permanência desses hóspedes (a maioria com até 30 anos) é de três dias, diz o setor. Muitos são atraídos por eventos, como a Mostra Internacional de Cinema, shows internacionais e, é claro, futebol. Foi para ver a final do Brasileiro que o nova-iorquino Dylan Stillwood, 31, chegou há 15 dias no Praça da Árvore Hostel — ele é corinthiano. A maioria encontra a hospedagem pelos sites HostelWorld, HostelBookers e Hostels.com. Neles, há apenas 11 hostels em cidades do litoral paulista (Guarujá, Ilhabela, Santos, Ubatuba, Caraguatatuba e Maresias). Sávio Mourão Henrique, presidente da Associação de Hostels de São Paulo, diz que no litoral o modelo que prevalece ainda é o de pousadas. “Quarto coletivo ainda é considerado aberração por alguns”, resume Maurício Kimura, 38, gerente do Okupe Hostel. (CMC)

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Visitantes, com idade média de 30 anos, são atraídos por grandes eventos e ficam na capital por três dias

O que faz a cabeça dos estrangeiros em SP > Restaurantes, com boas opções perto dos hostels > O sistema de metrô limpo, rápido e fácil de entender > Boa infraestrutura > Simpatia dos moradores > Cultura esportiva do brasileiro > Parques e museus > Bares e restaurantes da Vila Madalena O que precisa melhorar > Poucos lugares turísticos > Pobreza e insegurança dominam > Trânsito caótico > Cidade cara > Metrô não é tão abrangente > Dificuldade de encontrar cardápios bilíngues e alguém que saiba inglês, mesmo no aeroporto

Veja fotos dos hostels folha.com/fg5716

Conheça um arquiteto que desenha certo por linhas curvas. Coleção Folha Grandes Arquitetos. No próximo domingo, a Coleção Folha Grandes Arquitetos traz a imaginação de Alvar Aalto. Um dos nomes mais importantes do movimento moderno escandinavo, Aalto também é conhecido pela arquitetura orgânica, interesse pela natureza e uso da poética da linha curva. Neste volume você vai encontrar cerca de 50 imagens, incluindo fotografias, croquis, desenhos e plantas baixas, de projetos idealizados por Alvar Aalto ao longo de toda a sua carreira. Passe na banca e garanta o seu. Não dá pra não colecionar.

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Fico surpreso que tenham achado a saboneteira, porque ela é muito afetada pela poluição FLÁVIO PASSOS especialista da Unicamp em moluscos

Quanto maior a biodiversidade, maior a qualidade de vida das pessoas ANDRÉ FREITAS professor do Departamento de Biologia Animal da Unicamp

AJUDA À SAÚDE

O inventário pode ser útil para intervenções das equipes de saúde, segundo a bióloga Elisabeth Gonçalves. O mapeamento registrou, por exemplo, a existência de Aedes aegypti (mosquito da dengue) em cinco parques: Ibirapuera, Aclimação, Rodrigo de Gásperi, Luís Carlos Prestes e Trianon. “O que não significa que estejam infectados com o vírus”, ressalva. Também foram encontrados caramujos transmissores da esquistossomose no parque da Luz, no Shangrilá e no viveiro do Ibirapuera. Para André Freitas, professor do Departamento de Biologia Animal da Unicamp, o levantamento ainda é um primeiro passo, mas, no futuro, se for feito de forma contínua, será possível usá-lo para medir a saúde da cidade. “Quanto maior a biodiversidade, maior a qualidade de vida das pessoas”, diz. O último inventário, com 700 espécies, foi divulgado em maio do ano passado. Tinha até onça-parda e um raríssimo muriqui-do-sul.

Ricardo l. Simone/Folhapress

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Represa Guarapiranga

2 PARQUE DA ACLIMAÇÃO > Ampularia canaliculata É um tipo de caramujo aquático > Carrapato vermelho de cão Comum em cachorros > Aruá Caramujo aquático

Em janeiro de 2011, foram 3.069 suspeitas

Margin al Tietê

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DO RIO

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inh eir os

> Saboneteira Espécie ameaçada de extinção > Aedes albopictus Parente do mosquito da dengue, mas que não causa doenças no Brasil

4

Aeroporto de Congonhas

Represa Billings

Ricardo l. Simone/Folhapress

No parque que você frequenta pode haver um molusco de 15 cm envolto numa concha marrom, raro em São Paulo e ameaçado de extinção, conhecido popularmente como saboneteira. Também podem ser encontradas lagartas-de-fogo, tarântulas, mamangavas, marias-fedidas, escorpiõesmarrons, aruás e lacraias. Todos esses invertebrados sempre existiram em São Paulo, mas ainda não tinham sido catalogados. Desde anteontem, entraram no inventário da fauna da cidade, que agora tem 761 espécies. “Estamos sempre colhendo novas amostras, é um trabalho de formiguinha”, afirma Vilma Geraldi, diretora da Divisão de Medicina Veterinária e Manejo da Fauna Silvestre (da prefeitura). Por falar em formigas, seis novas espécies delas foram encontradas nos parques municipais da cidade: saú-

contrado em São Paulo, porque ela é muito afetada pela poluição”, diz Flávio Passos, professor da Unicamp especialista em moluscos.

1 PARQUE IBIRAPUERA

3 PARQUE DA LUZ > Caramujo Um dos transmissores da esquistossomose

PARQUE SÃO 4 DOMINGOS (Pirituba) > Escorpião marrom > É peçonhento 5 PARQUE TRIANON > Maria fedida É um tipo de percevejo de mato 6 PARQUE COLINA DE SÃO FRANCISCO (Rio Pequeno) > Lagarta de fogo Ela queima a pele 7 PARQUE CORDEIRO (Chácara Monte Alegre) > Aranha de teia (Nephila sp)

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Divulgação

DE SÃO PAULO

vas, quenquéns, lava-pés, formigas-loucas, carpinteiras e legionárias. Cada uma com características próprias —as legionárias, por exemplo, são nômades, nunca se fixam em uma só colônia. Foram registradas 43 espécies de artrópodes, entre vespas, lagartas, mosquitos, pernilongos e besouros. Também foram acrescentadas à lista 18 novas espécies de moluscos, como caramujos terrestres e aquáticos e a saboneteira. “Antigamente a saboneteira era encontrada com frequência em rios e lagos, mas fico surpreso que tenham en-

Casos de dengue no Rio dobram em um ano

FAUNA PAULISTANA Foram encontradas 61 espécies de invertebrados na cidade; veja onde encontrar algumas delas

Ma rgi na lP

Levantamento de cientistas lista mais 61 espécies no inventário da fauna de São Paulo, que tem agora 761

CRISTINA MORENO DE CASTRO

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SEXTA-FEIRA, 11 DE FEVEREIRO DE 2011

Parques de SP têm lacraias, tarântulas e moluscos raros Inventário pode ser útil para intervenções na saúde pública e para trabalhos acadêmicos sobre meio ambiente

cotidiano C7

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ab

O número de casos suspeitos de dengue dobrou no Estado do Rio em Janeiro, em comparação com o mesmo período de 2010. De acordo com a Secretaria Estadual de Saúde, em janeiro de 2010 foram 1.447 casos. No mesmo mês deste ano, 3.069. Desde o início do ano já são 3.582 suspeitas da doença no Estado. Desses, 1.473 (41,1%) foram classificados como dengue clássica e 28 (0,8%) como hemorrágica. A morte mais recente provocada pela doença no Estado foi da menina Laís Melo Miranda Soares, 10, que morava em Itaboraí, na região metropolitana do Rio. Ela foi enterrada na última terça-feira, dia em que completaria dez anos de idade. Em nota, a secretaria diz que a morte foi computada nos dados de 2010, já que ela adoeceu em dezembro. Segundo o superintendente, uma equipe se desloca para localidades onde há maior risco ou casos mais graves para fazer avaliações e intensificar as ações de combate ao mosquito. “Alguns municípios têm aumento de casos significativos, como Magé e São João de Meriti, mas ainda não configuram uma epidemia”, afirma o superintendente de vigilância ambiental e epidemiológica da secretaria, Alexandre Chieppe. (DIANA BRITO e GABRIELA CANSECO)


C4 cotidianoo

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T ERÇA-FEIRA, 15 DE JUNHO DE 2010 Q

Árvore podada na cidade é queimada de forma irregular

Apu Gomes/Folhapress

Caminhão com logo da Prefeitura de SP despeja galhos em terreno particular em vez de levá-los a aterro

CRISTINA MORENO DE CASTRO COLABORAÇÃO PARA A FOLHA

Pelo menos uma vez por semana, há mais de um ano, um caminhão com logotipo da Prefeitura de São Paulo despeja irregularmente galhos de árvores podadas em um terreno particular na região do Butantã (zona oeste). Em seguida, a lenha é serrada, empilhada e queimada, às vezes por vários dias seguidos, liberando fumaça que, segundo a vizinhança, já causou problemas respiratórios em várias famílias. Segundo a própria prefeitura, que diz desconhecer o despejo, a regra é que os galhos de árvores podadas sejam levados para um aterro em Guarulhos, na Grande SP.

O despejo no terreno, porém, foi testemunhado por vários moradores e confirmado à Folha pela mulher do caseiro do lote. Uma moradora também mostrou à reportagem e-mail com assinatura da Polícia Militar Ambiental. Segundo a mensagem, “trata-se de um terreno particular, onde são descartadas pela Prefeitura de São Paulo árvores e galhos decorrentes de quedas, desabamentos e podas efetuadas pela Secretaria de Obras da referida Prefeitura.” Procurada pela reportagem, a polícia não se manifestou sobre o problema. SAÚDE

Em todo o condomínio Jardim Amaralina, vizinho ao terreno, moram 600 famílias. Ao menos seis delas relatam que alguém na casa tem bronquite, rinite ou problemas alérgicos, geralmente as crianças. Segundo o pneumologista

PERGUNTAS E RESPOSTAS > Qual deve ser o destino das árvores podadas em SP? Um aterro que fica em Guarulhos, na Grande SP > O que ambientalistas sugerem fazer com essas árvores? Eles indicam a compostagem —decomposição natural da matéria orgânica— para reutilização em adubos. O processo leva cerca de seis meses

> É ecologicamente correto queimá-las? Não. A emissão do gás carbônico gera poluição atmosférica e causa problemas de saúde pública > Quais os problemas causados pela fumaça? A fumaça causa irritação nas vias respiratórias, nariz entupido e lacrimejamento. Crianças e idosos podem desenvolver doenças cardiorrespiratórias

Marcos Arbex, a fumaça pode ser a causa desses problemas e afetar mesmo quem não desenvolve doenças. É o caso da secretária Maria Fernanda Nóbrega, 32, grávida de três meses. “Acordo várias vezes à noite precisando respirar de novo”, diz. Seu vizinho, Paulo de Castro, 46, tem um filho de 1 ano e 7 meses com bronquite e que, durante um bom tempo, precisou de inalador. A reportagem esteve no bairro na última sexta-feira e viu troncos empilhados. Uma mulher que se identificou como Gislene disse que seu marido, o caseiro do terreno, recebe a madeira da prefeitura e a transforma em lenha para vender para pizzarias. “É árvore da poda.” Discordando dos moradores do bairro, que dizem que a última queimada foi no dia 7, ela diz que “tem mais de um mês que eles [os caminhões da prefeitura] não vêm” e que se queimam mais as folhas das árvores.

ONDE FICA Terreno onde árvores podadas estão sendo queimadas s po Ra . d Ro Rodoa nel

Lenha deixada pelo caminhão é incinerada; moradores dizem que fumaça causa vários problemas respiratórios

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Av. Engenheiro Heitor Antônio Eiras Garcia

BUTANTÃ

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São Paulo

Fonte: Pneumologista Marcos Arbex, ambientalista João Carlos Nagamura e Prefeitura de SP

POLÍCIA

FOTO 3.0 51.0

Moradores em frente ao terreno em que são despejados restos de árvores podadas

OUTRO LADO

Prefeitura nega problema e afirma que vai vistoriar o local COLABORAÇÃO PARA A FOLHA

Procurada desde sexta para esclarecer as queimadas, a prefeitura, responsável por contratar e fiscalizar as empresas que fazem poda e transporte de árvores da cidade, enviou uma nota oficial na noite de ontem afirmando que “jamais queimou qualquer árvore ou material

GUARULHOS

oriundo de árvore”. Segundo a prefeitura, todas as podas realizadas pelas subprefeituras vão para um aterro sanitário em Guarulhos —exceto nas regiões de Santo Amaro e Lapa, que fazem compostagem para reaproveitamento das árvores. O órgão disse que todos os caminhões que prestam serviços para as subprefeituras

são terceirizados, mas não confirmou nem negou que a empresa JC Remoções —identificada no caminhão por um dos moradores— presta serviços para ela. A prefeitura afirma que todas as entregas acontecem com comprovação impressa, emitida no aterro e devolvida à subprefeitura. Disse ainda que não tem registros das denúncias dos moradores e que pretende vistoriar o local e, “em caso de flagrante, acionará a Polícia Militar”.

RIO

Grupo que vendia habilitação é preso

Preso PM acusado de elo com quadrilha

PMs são afastados após morte em morro

O Ministério Público da Paraíba e as polícias Federal, Rodoviária Federal e Civil do Estado prenderam ontem 34 suspeitos de vender cerca de 50 mil carteiras de motorista irregu-

Apontado por Promotoria e Corregedoria da PM como um dos chefes do chamado “eixo do mal” da corporação, o sargento Cristiano Leite Guiron, 37, foi preso ontem em Guaru-

lhos. Ele é suspeito de ter furtar cerca de R$ 10 mil e uma arma irregular do também PM da Rota Emerson Barbosa da Silva Santos, 32. O advogado dele não foi localizado.

Policiais do 22º Batalhão (Complexo da Maré) foram afastados. Na sexta, eles haviam participado de um tiroteio que terminou com dois mortos e quatro feridos. Os fu-

zis que usavam foram apreendidos para exames de balística. Eles alegam que criminosos rivais entraram em confronto, mas moradores afirmam que os PMs atiraram.

ALCIDIA DO ROZARIO DE BARROS Aos 89, viúva de José Balbino de Barros. Deixa os filhos Maria Benedita, Diva, Natalino, César, Antônio e Sergio. Cemitério do Carmo.

Deixa irmãos, os filhos Theo e Eliane, e o neto Bruno. Cem. Jd. Vale da Paz.

cia, Giszele, Glauco e Grazielle. Cemitério Congonhas.

JOSÉ WILSON DE MIRANDA - Aos 63. Cemitério Jardim Vale da Paz.

MARIA MADALENA DE CARVALHO Aos 90. Filha de José Bispo de Carvalho e Josefa Ferreira de Carvalho. Deixa filhos. Cemitério Pq. dos Ipês.

JOSÉ ERICO REIS - Às 12h, na igreja S. José, r. Dinamarca, 32, Jd. Europa.

lares em todo o país. O grupo atuava havia cinco anos e cobrava até R$ 2.000. São suspeitos funcionários do Detran, proprietários de autoescolas e despachantes.

MORTES ANTÔNIO LOPES DE SÁ (1927-2010)

O produtivo contador que já atendeu 2.000 clientes ESTÊVÃO BERTONI

DE SÃO PAULO

Todos os dias, Antônio Lopes de Sá separava 16 horas para o trabalho. Isso explica como ele conseguiu escrever mais de 150 livros, 10 mil artigos e ainda atender, ao longo da carreira, 2.000 clientes. Filho de pai português e mãe brasileira, ficou órfão de pai bem cedo e foi criado pela mãe, uma pintora, na periferia de Belo Horizonte (MG). No começo, dividia-se entre os estudos e a ajuda ao tio, na funilaria. Como a família não tinha muitos recursos, usava os lápis até ficarem pequenos e não caberem mais nas mãos, de tão apontados. Sem dinheiro para adquirir livros, pegava alguns emprestados. Mal sabia que, no futuro, teria uma biblioteca com cerca de 10 mil títulos. Ainda jovem, trabalhou no setor administrativo de empresas como Mesbla e Esso.

Em 1946, formou-se em contabilidade e, 18 anos depois, doutorou-se em ciências contábeis, no Rio. Reconhecido internacionalmente por sua produção, acabaria se tornando um dos grandes nomes de sua área no Brasil. Fundou algumas entidades em BH, como o Conselho Regional de Contabilidade. Casou-se em 1949 com a primeira mulher, com quem teve três filhos. Seu segundo casamento veio em 1983. Fora daquelas suas 16 horas, gostava de cozinhar receitas italianas e era um profundo conhecedor de vinhos. Também foi um torcedor apaixonado pelo Cruzeiro. Ultimamente, fazia trabalhos de perícia e auditoria. Pelo site que tinha, respondia gratuitamente as consultas dos internautas. Morreu na segunda, 7, aos 83, de problemas cardíacos. Teve três filhos e seis netos. coluna.obituario@uol.com.br

AUREA MARIA DA CONCEIÇÃO CAVALLARI - Aos 83. Filha de Furtunata Maria da Conceição. Não deixa filhos. Cemitério Campo Grande. FRANCISCO DO NASCIMENTO BATISTA - Aos 78. Filho de Joaquim Henrique do Nascimento e Maria Izabel. Deixa filhos. Cem. Campo Grande. ISAAC MAYER MIELNIK - Aos 89, casado com Célia Mielnik. Deixa os filhos Otavio e Nelson, além de netos e bisnetos. Cem. Israelita do Butantã. JOSÉ FELICIO DA ROCHA - Aos 66, casado com Donata da Costa Rocha.

JUVITA FRANCISCA DE BARROS -Aos 79. Filha de João Francisco de Barros e Joana Maria do Espírito. Deixa filhos. Cemitério Pq. Cerejeira. MANOEL MONTEIRO BORGES - Aos 75, viúvo de Maria da Conceição Borges. Deixa os filhos Célia Regina, Wagner Marcelo, Manoel Roberto e Alia. Cemitério do Carmo. MARIA DAS MERCÊS ROMÃO - Aos 79, viúva de Antônio dos Santos Souza. Deixa filhos. Cem. Jd. Vale da Paz. MARIA DOLORES PENHA TAVARES (MARA) - Aos 68, casada com Ary Tavares. Deixa os filhos Gustavo, Gláu-

MARTINHO VIEIRA DE ALENCAR FILHO - Aos 54, casado. Era eletricista. Deixa quatro filhos. Cemitério de Vila Formosa REYNALDO JOÃO GUIDO CECCHINI Aos 85, casado com Carmen Terezinha dos Santos. Deixa uma irmã, a filha Helena, além de netos. Cemitério São Paulo.

7º DIA

ARMANDO DE SANT’ANNA - Amanhã, às 9h, no Santuário N. Sra. de Fátima, av. Dr. Arnaldo, 1.831, Sumaré.

A família do querido, amado e inesquecível

Dr. Nelson Baeta Neves agradece as manifestações de carinho e convida parentes e amigos para Missa de Sétimo Dia, quarta-feira dia 16/6 na Igreja São Pedro, São Paulo, na R. Circular do Bosque, 31 Pq. do Morumbi - Cid Jardim às 12:30 hs.

RUTH BULCÃO CARVALHO - Amanhã, às 19h, na igreja Sagrado Coração de Jesus, av. Morumbi, 8.825, Brooklin.

30º DIA

DULCE JUNQUEIRA DE ANDRADE Amanhã, às 18h30, na igreja S. Gabriel, avenida São Gabriel, 108, Jardim Paulista.

1º ANO

LUCIA MARIA CAMERA GIMENEZ Amanhã, às 19h, na igreja N. Sra. de Fátima, r. Barão da Passagem, 971, Bela Aliança. SERVIÇO VOCÊ DEVE PROCURAR O SERVIÇO FUNERÁRIO MUNICIPAL DE SP: tel. 0/xx/11/3247-7000 e 0800-10-9850 fax 0/xx/11/3242-1203 Serão solicitados os seguintes documentos do falecido: Cédula de Identidade (RG); Certidão de Nascimento (em caso de menores); Certidão de Casamento. ANÚNCIO PAGO NA FOLHA: tel. 0/xx/11/3224-4000 segunda à quinta, das 8h às 20h, sexta das 8h às 21h, sábados e domingos, das 9h às 17h. AVISO GRATUITO NA SEÇÃO: tel.: 0/xx/11/3224-3505 ou 0/xx/11/3224-3305 e-mail: necrologia@uol.com.br até as 15h, ou até as 19h da sexta-feira para publicação aos domingos. Se utilizar o e-mail, coloque um número de telefone para a checagem das informações. Aos domingos, ligue para 0/xx/11/3224-3602, das 15h às 18h.


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DOMINGO, 22 DE AGOSTO DE 2010

Meu preço é maior, diz moradora do Jardim Pantanal Mãe de três filhos recusa bolsa de R$ 300 da prefeitura e continua a viver em área inundada no último verão Segundo município, 1.200 casas já foram demolidas no bairro da zona leste; dique é arma contra nova inundação CRISTINA MORENO DE CASTRO COLABORAÇÃO PARA A FOLHA

Quando as chuvas de dezembro encheram as ruas do Jardim Pantanal (zona leste), a água invadiu em mais de um metro de altura a casa de Dagmar dos Santos, 36. Mesmo assim, ela não saiu dali. Tinha medo que invadissem a casa onde vive há 17 anos. Ela, o marido e três filhos ali ficaram durante os dois meses seguintes, enquanto a lama continuava expulsando os vizinhos. Quando os funcionários da prefeitura lhe ofereceram o bolsa-aluguel de R$ 300, ela se indignou. “Meu preço é maior.” Só sai dali se for indenizada por um preço “certo, digno e justo”, que não soube mensurar. Seu quarto, que ficava no térreo, foi, literalmente, para o brejo. Nos momentos mais críticos, no entanto, ela e a família continuaram dormindo na casa de dois andares da cunhada, que aceitou a oferta da prefeitura depois que a filha pegou leptospirose. Doralice Lima, 39, sua vizinha, também preferiu ficar. Na rua, a última antes do dique que está sendo construído pela prefeitura, sobraram quatro moradores. A auxiliar de limpeza se defende: “Por mais que seja área invadida, aqui é o suor da gente. Por que pagamos água, luz e esgoto, se não podemos ficar?”, questiona. A balconista Heloísa Ferreira da Silva, 29, ficou, mas sente medo. “Principalmente porque tenho um filho excepcional”, diz. Segundo ela, como paga aluguel, não recebeu oferta de dinheiro para sair dali. “As casas dos que saíram foram sendo todas demolidas.” Foi o que aconteceu com Neide Costa, 50, que foi para um apartamento da CDHU (Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano). Pouco depois, sua casa, comprada em 1993 sem documentos, foi demolida. AÇÕES

Segundo a prefeitura, cerca de 1.200 imóveis foram demolidos por causa do risco de inundação. Desde o último verão, 10.191 famílias foram cadastradas, sendo que 3.753 recebem o auxílio-aluguel. Em torno de 340 famílias foram para apartamentos da CDHU —prefeitura e Estado prometem construir 7.500 unidades habitacionais. A prefeitura e o governo de

Por mais que seja área invadida, aqui é o suor da gente. Por que pagamos água, luz e esgoto, se não podemos ficar?

DORALICE LIMA auxiliar de limpeza e moradora do Jardim Pantanal

Meu preço é maior DAGMAR DOS SANTOS moradora do Jardim Pantanal sobre a bolsa-aluguel de R$ 300 paga pela prefeitura

SP começaram em abril a construir um dique de 1.400 metros de extensão, que circunda a área sujeita a inundações —a obra ainda não foi concluída. Cerca de 110 poli-

cotidiano C5

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Eduardo Anizelli/Folhapress

FOTO 3.0 25.0

ciais militares patrulham a região para evitar invasões ou reocupações de imóveis por moradores antigos. Colaborou JOSÉ BENEDITO DA SILVA

Dagmar dos Santos estende roupas em sua casa no Jd. Pantanal, zona leste paulistana


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Segunda-Feira, 20 de Fevereiro de 2012

HHH

Adolescente em jet ski atropela e mata criança na areia em Bertioga Menina brincava de fazer castelinho quando foi atingida; o condutor fugiu de helicóptero Grazielly Lames, 3, era filha única e morava no interior de sP; tio diz que essa foi a primeira vez dela em uma praia Cristina moreno de Castro ENVIADA ESPECIAL A BERTIOGA

mariana PoLi DO “AGORA”

Uma menina de três anos foi morta após ser atingida por um jet ski desgovernado, guiado por um adolescente na praia de Guaratuba, em Bertioga (103 km de SP), na tarde de anteontem. O jovem fugiu do local do acidente. Segundo parentes de Grazielly Almeida Lames, o acidente aconteceu à beira-mar, enquanto ela brincava de fazer castelinho. A mãe da menina, Cirleide Rodrigues de Lames, estava de costas na hora e só notou o que tinha ocorrido após familiares gritarem o nome da menina. “O jet ski veio para cima dela em alta velocidade e desgovernado, atingindo-a na cabeça”, diz Edileir Rodrigues Lames, tio da vítima. Segundo ele, as testemu-

Arquivo pessoal

nhas que estavam perto do local relataram que um adolescente, entre 12 e 14 anos, pilotava o veículo. O socorro teria demorado cerca de 40 minutos. Médicos e uma enfermeira que estavam na praia tentaram ajudar até que o helicóptero Águia da PM socorresse a menina. Ela foi encaminhada ao Hospital Municipal de Bertioga, mas não resistiu. Segundo a polícia, o adolescente que conduzia o jet ski abandonou o veículo — que deve passar por perícia — e fugiu com o pai. Na confusão, ele não foi detido. O jovem e sua família, que têm casa no mesmo condomínio em que estavam hospedados os parentes de Grazielly, saíram do local de helicóptero, segundo testemunhas. A polícia não os encontrou em casa. O nome do jovem não foi divulgado. A família de Grazielly mora na cidade de Artur Nogueira (145 km de SP) e passava o Carnaval no litoral. Segundo o tio, a menina era filha única e estava conhecendo a praia pela primeira vez. “Era doce, amorosa e muito inteligente”, conta.

O jet ski veio em alta velocidade e desgovernado, atingindo-a na cabeça Foi um sonho que se acabou. Espero que não termine como mais um caso de impunidade EdilEir rodriguEs lamEs tio da vítima

EF

Grazielly, 3, que morreu após ser atropelada por um jet ski em Bertioga, no litoral de sP

reGras Para o uSo de jet Ski – É preciso obter, na Capitania dos Portos, habilitação para dirigir jet skis; para isso, é necessário que o interessado apresente atestado que comprove boa condição física e psicológica. O processo ainda inclui aulas práticas – Além do condutor, o jet ski também precisa estar devidamente inscrito na Capitania dos Portos

c saiBa mais Prefeitura do Guarujá restringiu uso dos veículos DE SãO PAuLO

A Prefeitura do Guarujá (litoral de São Paulo) cancelou mês passado os alvarás de empresas de aluguel de jet skis que atuam na areia das praias da cidades. A decisão foi tomada de-

vido ao grande número de condutores que não têm documentação adequada para dirigir o veículo. Segundo a Secretaria de Finanças, a decisão ocorreu após “esgotar todas as possibilidades para garantir segurança aos banhistas”. Em janeiro, uma adolescente ficou ferida após colisão entre jet skis. Os dois homens envolvidos no acidente haviam ingerido álcool, disseram testemunhas.

veículos / imóveis / negócios / empregos

classificados

cotidiano C9

Literatura

Escritor Ruy Castro passa mal e é internado no Rio do rio - O escritor e jornalista Ruy Castro, 63, colunista da Folha, foi internado ontem no Rio, após sofrer uma crise convulsiva. Castro estava no CTI (Centro de Terapia Intensiva) do Hospital São Lucas, em Copacabana (zona sul). Segundo o boletim médico, ele foi internado na unidade por volta das 23h. Antes, ele havia passado pelo Hospital Municipal Miguel Couto, no Leblon (zona sul). Até a conclusão desta edição, o quadro do escritor era estável. Ele estava lúcido e respirava normalmente. Autor de livros como “Chega de Saudade” (1990), “O Anjo Pornográfico” (1992), “Estrela Solitária” (1995) e “Carmen” (2005), o escritor começou sua carreira como repórter no jornal carioca “Correio da Manhã”. Depois disso, passou por todos os grandes veículos da imprensa carioca e paulistana.

jardins

Criminosos invadem e roubam a casa de Emerson Leão do “aGora” - Dois assaltantes roubaram na tarde de anteontem joias, dois relógios —um deles da marca Rolex— e dinheiro da casa do treinador do São Paulo, Emerson Leão, 62, no Jardim Paulista (zona oeste de SP). Ninguém foi preso. O treinador disse que se deparou com os ladrões ao chegar em casa. Ambos fugiram por escadas junto ao muro. Até ontem à tarde, Leão não sabia precisar o prejuízo. A polícia ainda não tem pistas dos ladrões.

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EF Domingo, 30 DE outubro DE 2011

A4

poder PAINEL RENATA LO PRETE

painel@uol.com.br

Seis por meia dúzia? Uma vez trocados seis ministros, muita gente no governo começa a duvidar das condições de Dilma Rousseff para realizar uma reforma ministerial ampla no início de 2012. Haverá trocas, mas vai se desenhando um quadro no qual a presidente terá margem de manobra reduzida para promover, como gostaria, um reequilíbrio das forças partidárias na Esplanada —vide a resistência do pequeno PC do B em abandonar o filé no qual se transformou o Esporte com a Copa e a Olimpíada. Aeleiçãomunicipal,queobrigaráasubstituiçãodos ministros candidatos, exigirá cuidado extra para não melindrar aliados do petismo em praças estratégicas. Prancheta Além da Educação, caso se concretize a candidatura de Fernando Haddad (PT) em São Paulo, as pastas cotadas para entrar na reforma são Cidades, Trabalho, Cultura e Desenvolvimento Agrário, além de algumas secretarias com status de ministério. Isso se nada acontecer antes com seus titulares, bem entendido. Pause A queda serial de ministros e a perspectiva de reforma em breve vai paralisando a Esplanada. O compasso é de espera total.

Infantaria 1 Quemacompanha o bastidor das prévias do PT para a prefeitura paulistana, agendadas para o dia 27, avalia que Marta Suplicy “está bem de soldados, mas mal de sargentos”. Infantaria 2 Para grãopetistas, se houvesse uma urna em cada rodada das caravanas que o partido realiza, a senadora lideraria as citações entre os cinco pré-candidatos. O colégio eleitoral da disputa, contudo, é controlado pelas lideranças, progressivamente mais alinhadas a Fernando Haddad. Na dúvida... Na direção do partido há quem aposte que Marta, diante das incertezas do cenário, pode desistir, pois sabe que eventual derrota representaria um vexame em seu currículo.

Maratona O novo ministro do Esporte, Aldo Rebelo, programou para este fim de semana um mergulho nos principais assuntos da pasta. Assim seja Dilma deverá sancionar a lei de Acesso à Informação sem vetos. Vai nessa A Infraero estuda um pacote de incentivos para os funcionários que se dispuserem a deixar a estatal para trabalhar nas concessionárias dos aeroportos de Brasília, Guarulhos e Campinas, que serão explorados pela iniciativa privada. Voando A despeito dos indicativos contrários do Planalto, São Bernardo do Campo entrou na briga pelo terceiro aeroporto de São Paulo. Na empreitada, Luiz Marinho (PT) diz contar com o apoio de Lula, que mora na cidade.

Sucessão A mudança no comando do comitê paulista da Copa, precipitada pela saída do secretário Emanuel Fernandes (Planejamento), traz embutida uma disputa velada entre estatais pela coordenação operacional dos preparativos para o evento. Lista tríplice À mesa de Geraldo Alckmin, três empresas são listadas como candidatas à absorção da equipe que terá dedicação exclusiva ao Mundial de 2014: a Companhia Paulista de Turismo, sob controle do aliado PSB, a CPOS e a Emplasa, ambas da cota do PSDB. Cinturão verde Gilberto Kassab (PSD) pleiteia R$ 400 milhões do Fundo Municipal de Saneamento e Infraestrutura, sobretudo para investimentos no Parque Linear do Rio Verde, que permitirá remoção de favelas nas cercanias do Itaquerão.

d com LETÍCIA SANDER e FÁBIO ZAMBELI

Graças ao inquérito da PF sobre a quebra do PanAmericano, descobrimos que a ‘bolinha de papel’ da campanha eleitoral foi a mais cara da história. DO DEPUTADO JUTAHY JÚNIOR (PSDB-BA), relacionando a operação de socorro ao banco de Silvio Santos à cobertura marcadamente governista feita pelo SBT no episódio do tumulto de rua envolvendo José Serra no segundo turno.

O insaciável Na reunião inaugural do Conselho de Desenvolvimento Metropolitano, terça passada, o prefeito Gilberto Kassab aproveitou a frugalidade do lanche servido —duas barras de cereal por convidado— para provocar o secretário estadual Edson Aparecido, tido como pão-duro: —Pelo menos podemos levar para casa? O criador do PSD brincou também com Andrea Matarazzo (Cultura), pois o evento ocorreu na Sala São Paulo: —Você bem que poderia ter providenciado um almoço. Duas barrinhas não saciam o nosso apetite...

SÃO PAULO gabriel Chalita diz que deixou o PSDb porque Serra o perseguia

Para cientista político, quem faz faxina é a ‘lógica mafiosa’

Pág. A12

folha.com/no998789

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Lula tem câncer na laringe e tratamento começa amanhã Petista passou por exames em São Paulo, após queixas sobre rouquidão Segundo médico que cuida do tratamento, chances de cura são excelentes; uma das causas pode ser o fumo ELIANE CANTANHÊDE colunista da folha

O ex-presidente Lula, que acaba de completar 66 anos, foi diagnosticado com um tumor na laringe, após exames feitos no hospital Sírio Libanês, em São Paulo. O tratamento, com sessões de quimioterapia, terá início amanhã cedo. O ex-presidente vinha se queixando de rouquidão e incômodo na garganta. O tumor foi descoberto após exames feitos nos dois últimos dias. Segundo o oncologista Artur Katz, que está entre os profissionais que atendem Lula, o estado de saúde dele é “muito bom”. “Deseja-se que ele possa levar uma vida normal em quantidade e qualidade”, afirmou o médico. Ontem, Lula foi sedado e fez uma endoscopia para retirar material para a biópsia. Ele passou o dia no hospital e, à noite, foi para sua casa, em São Bernardo do Campo. Os médicos preferiram tratar o câncer com quimioterapia, em vez de fazer uma cirurgia para retirar o tumor. A Folha apurou que o nódulo tem cerca de 3 cm e está situado acima das cordas vocais. Uma operação para sua retirada teria de ser muito extensa e provavelmente acarretaria prejuízos à voz de Lula, um de seus principais instrumentos como político.

LULA E O CÂNCER Tumor de laringe costuma atingir pessoas com mais de 50 anos O QUE PODE CAUSAR Tabagismo > Principal causador da doença. Quando associado ao consumo de álcool, os riscos aumentam Vírus > Relação com o papilomavírus (HPV) está sendo estudada

entre 2 cm e 3 cm

GRAVIDADE Depende do tamanho e das ramificações do tumor. Nas fases iniciais, a chance de cura é de 75%, em média. Nas mais avançadas, de 50%. Como o tumor de Lula não se espalhou, ele não atingiu as fases mais avançadas TRATAMENTO Estágio inicial Cirurgia para retirar tumor ou radioterapia (a voz é preservada) Estágio intermediário > Quimioterapia e radioterapia

epiglote

Estágio avançado > Remoção total da laringe, o que prejudica a voz

região onde está o tumor

cordas vocais

Laringe

Órgão responsável pela voz, onde ficam as cordas vocais

Opção de tratamento no caso de Lula, para preservar a voz

cartilagem da tireóide

traqueia

FUMO

De acordo com Katz, uma das causas para o câncer na laringe é o fumo. Ex-fumante de cigarros, Lula gosta de cigarrilhas, hábito que dividia com o seu vice, José Alencar, morto em março deste ano, após lutar por mais de 15 anos contra um câncer. Os dois também costumavam tomar “uns golos”, como dizia Alencar. O álcool é um fator de risco a mais para a evolução da doença. “As chances de cura são excelentes”, garantiu Katz. O diretor-geral do Centro de Oncologia do Sírio, Paulo Hoff, afirmou que a doença é “perfeitamente tratável”. “Câncer é sempre preocupante, mas se trata de tumor localizado, sem ramificações, e perfeitamente tratável”, disse à Folha. A intenção é que Lula faça o tratamento sem que precise ficar internado. Ele receberá doses de quimioterapia a cada 20 dias e, provavelmente, passará por radioterapia. Um prognóstico mais definitivo dependerá de como o paciente reagirá à quimio. Hoff classifica a rouquidão de Lula como “sintoma clássico de câncer de laringe”. Os exames constataram a ausência de metástase, ou seja, de ramificação do tumor original para outros órgãos. Ele também se submeteu a testes cardíacos que não mostraram anormalidades. Segundo Hoff, Lula fez os exames acompanhado da mulher, Marisa. Partiu do próprio ex-presidente a deci-

TAMANHO REAL DO TUMOR

PROBLEMAS DE SAÚDE DE LULA Hipertensão Crise, em jan.2010, o obrigou a cancelar ida ao Fórum Econômico Mundial

Bursite No ombro direito, em 2003. Fez fisioterapia e acupuntura

Pólipo nasal Em fevereiro de 2005, fez operação para retirar carne esponjosa

CÂNCER E PODER

Fidel Castro ex-ditador de Cuba Intestino

Dilma Rousseff presidente do Brasil Linfático

José Alencar ex-vice-presidente do Brasil Estômago, próstata

Hugo Chávez presidente da Venezuela Não divulgou*

Fernando Lugo presidente do Paraguai Linfático

quadro clínico não divulgado

sem sinal de retorno do tumor

morreu

diz ter controlado sem sinal de o tumor retorno do tumor

Fontes: Aline Lauda Freitas Chaves, presidente da Sociedade Brasileira de Oncologia Clínica em MG e especialista em cabeça e pescoço; Enaldo Lima, oncologista membro da Sociedade Brasileira de Oncologia Clínica; Instituto Nacional de Câncer *especula-se que seja próstata

são de não esconder nada sobre a doença. O petista sugeriu que o hospital divulgasse uma nota sobre sua saúde. Na quinta-feira à noite, durante as comemorações de seu aniversário, Lula queixou-se sobre a garganta ao amigo e médico da família, Roberto Kalil Filho. Kalil, um dos coordenadores da equipe médica que atende o ex-presidente, sugeriu a realização dos exames. Após visitar Lula no hospital, o ministro Guido Mantega (Fazenda) contou que ele usava máscara de oxigênio, mas perguntou baixinho se o ministro estava bem.

“Dona Marisa, Lula estão tranquilos, confiantes, porque o problema tem cura”. A presidente Dilma também foi vítima de um câncer, descoberto em 2009, e foi tratada pela mesma equipe médica de Lula. Ela se declarou oficialmente livre do câncer linfático em 2010. Dois irmãos de Lula já morreram de câncer: Marinete Leite Cerqueira da Silva, 72, com câncer de pulmão, e João Inácio da Silva Neto, 41, que teve tumor no ouvido. colaboraram MARIANA SCHREIBER, GIULIANA MIRANDA, CRISTINA MORENO DE CASTRO, JULIANA VINES E TATHIANA BARBAR, de são Paulo

Câncer é sempre preocupante, mas se trata de um tumor localizado na laringe, sem ramificações, e perfeitamente tratável. O tratamento será com intuito curativo paUlo hoff diretor-geral do Centro de Oncologia do Hospital Sírio Libanês

Parte 3 - portfólio de Cristina Moreno de Castro  

Reportagens selecionadas publicadas orifinal na "Folha de S.Paulo", no portal G1 e no jornal "O Tempo", de 2008 a 2013. Na "Folha", fiz 680...

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