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no que fazia. Concentrou-se nessa impressão, procurando forçá-la a tomar forma e revelarse, mas nada aconteceu: não combinava com os inegáveis impulsos que tinha em relação ao seu prometido, em relação a tudo, aliás. Num momento odiava o que vestia, seu noivo, a perda de memória, desejando estar muito longe dali, dele e dessas coisas todas. Em outro, esse homem conseguia modificar seus sentimentos com um sorriso cálido, um olhar luminoso… ou um beijo. Com um simples sorriso ele conseguia fazê-la sentir-se vestida como uma princesa, dava-lhe a certeza de que era linda e que não havia perdido a memória. Não conseguia entender o motivo disso tudo, principalmente porque havia momentos em que não queria lembrar-se. E, Santo Deus, o jeito como ele a beijara! Seu corpo inteiro parecera derreter-se, queimar, e amara aquela sensação, que a fizera sentir-se perturbada, confusa e incerta. Num esforço para explicar isso tudo a ele e talvez pedir-lhe um conselho, Sheridan respirou fundo e falou, com o rosto quase oculto no peito de Stephen: —Não sei que tipo de pessoa você pensa que eu sou, mas parece que tenho um… um gênio terrível. Acho que até se pode dizer que meu gênio é… é completamente imprevisível. Perdidamente encantado pela candura de Sherry, Stephen segurou-lhe o queixo e ergueu-lhe o rosto, forçando-a a enfrentar seu olhar: —Já percebi— afirmou ele, em voz baixa. Os olhos cinza tornaram-se atentos: — E isso não o incomoda? Havia muitas outras coisas que ”incomodavam” Stephen nesse momento e nada tinham a ver com a disposição dela. Os seios macios encontravam-se pressionados contra seu peito, os cabelos sedosos roçavam-lhe a mão apoiada nas costas dela e os lábios cheios, bemfeitos, pareciam exigir que um homem os beijasse. O nome ”Sherry” combinava perfeitamente com ela: era doce, cálida, perigosa e traidoramente inebriante. Não era noiva dele, não era amante dele: merecia seu respeito e proteção, não sua luxúria. Sua mente sabia disso, mas seu cérebro parecia paralisado pelo sorriso, pela voz dela, e o macio corpo dela despertava o seu de maneira dolorosa. Não sabia se ela percebia e não entendia o que significava seu sexo rígido, ou se o notara e, por algum motivo, não se importava. De qualquer modo, ele estava contente com o resultado e respondeu: —Você me ”incomoda” muito, sim. —De que modo?— indagou ela, sentindo o coração disparar ao ver que ele lhe fitava os

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Até Você Chegar - Judith McNaught  

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