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dele, se existia, era gelado, que o conde era uma besta dominadora com quem ela não ia se casar, concluiu que não lhe importava o jeito como a olhava, nem seu modo suave de falar, nesse momento. Distante e altiva, observou: —Presumo que tenha alguma razão para exigir que eu viesse até sua augusta presença, milorde. Para surpresa dela, ele não se zangou. Ao contrário, pareceu divertido ao responder, com uma reverência: —Na verdade, tenho várias razões. —E elas são?— inquiriu Sherry, confusa. —A primeira de todas— sorriu Stephen— é que eu quero pedir desculpas. —Verdade? —Ela sacudiu os ombros. —Por quê? A perda desse primeiro assalto fez Lorde Westmoreland ficar sério. A moça era muito espirituosa e tinha uma boa dose de orgulho. Ele não conhecia nenhum homem, muito menos uma mulher, que se atrevesse a enfrentá-lo com a coragem e a inteligência com que ela o fazia. —Pelo modo brusco como interrompi nossa conversa naquela noite e por não ter ido vêla desde então. —Aceito seu pedido de desculpas. Posso subir, agora? —Não —respondeu o conde, de repente desejando que ela não fosse tão corajosa. —Eu preciso… Não, eu quero… explicar por que fiz aquilo. O olhar dela tornou-se desdenhoso: —Gostaria de vê-lo tentar. A coragem era uma qualidade admirável num homem. Em uma mulher, decidiu ele, era um atraso de vida. —Estou tentando avisou-a. Agora que ele perdera um pouco de sua altivez, Sheridan sentia-se muito melhor. —Então,— explique incentivou-o. —Estou ouvindo. —Não quer sentar-se? —Talvez. Depende do que vai me dizer.

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Até Você Chegar - Judith McNaught  

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