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CAPÍTULO 11 Stephen relanceou os olhos pela carta que lia e cumprimentou com um aceno de cabeça o homem de cerca de trinta anos e cabelos loiros que se aproximava dele. —Peço que me desculpe por ter interrompido suas férias em Paris —disse a Matthew Bennett, —mas trata-se de um caso urgente e delicado o bastante para requerer sua atenção pessoal. —Fico feliz em ser-lhe útil sempre que possível, milorde respondeu o advogado, sem hesitar. O conde fez um gesto para uma das poltronas de couro diante de sua escrivaninha e Matthew sentou-se, sem demonstrar aborrecimento nem surpresa pelo fato de o homem que lhe interrompera as tão necessárias férias continuar lendo a correspondência, como se ele não estivesse ali. Havia muitas gerações os advogados da família Bennett tinham o privilégio de ser os procuradores da família Westmoreland, e, como Matthew bem sabia, essa honra e sua enorme recompensa financeira exigia a obrigação de estar sempre disponível, quando e onde o conde de Langford desejasse. Se bem que Matthew fosse o advogado mais jovem do escritório, estava completamente a par dos negócios da família Westmoreland e fora solicitado havia muitos anos pelo duque de Claymore, irmão do conde, para cuidar de uma delicada questão pessoal. Nessa ocasião, o jovem sentira-se um tanto intimidado e inseguro ao responder às perguntas do duque; para coroar a situação, perdera lamentavelmente a compostura ao conhecer a natureza do caso que teria de tratar. Agora, no entanto, mais velho e experiente, sentia-se capaz de enfrentar todos os casos com tranquilidade e confiança, e tinha certeza de poder lidar com qualquer problema ”delicado” do conde que exigisse sua atenção… e sem sequer piscar de surpresa. Portanto, aguardou com a maior calma para saber que caso”urgente” exigia sua presença, pronto para dar conselhos sobre os termos de um contrato ou mudar as cláusulas de um testamento. Devido ao uso da palavra ”delicado”, Bennett inclinava-se a pensar que se tratasse de uma questão particular, talvez a destinação de uma soma em dinheiro, ou de uma propriedade, para a atual amante do conde; ou alguma doação beneficente e

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Até Você Chegar - Judith McNaught  

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