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62 Era a noite do seu casamento. Com o colarinho da camisa desabotoado e as mangas enroladas, Stephen sentou-se numa das poltronas bergères de seu quarto, com os pés apoiados em uma mesinha baixa. Tomava pequenos goles de xerez, enquanto dava tempo à noiva para trocar de roupa e dispensar a criada. Noite do seu casamento… Sua noiva… Ergueu a cabeça, surpreso, quando seu criado de quarto entrou. —Posso dar-lhe assistência esta noite, milorde?— sugeriu Damson, estranhando a surpresa do patrão por seu aparecimento, uma vez que o fazia todas as noites. Assistência? Stephen teve que sorrir diante do imediato pensamento de que nada no mundo, nem mesmo a preciosa assistência de seu criado de quarto, iria atrapalhar a deliciosa tarefa que iria desempenhar nessa noite. O riso alargou-se ao imaginar Sheridan junto da penteadeira, com a escova de cabelos na mão, aguardando que Stephen desse a calça ao criado de quarto para que a pendurasse com perfeição e depois fosse pegando cada peça que o patrão tirasse… —Milorde? Ao som da voz de Damson o conde percebeu que estava olhando através dele, enquanto sonhava de olhos abertos. Imaginou que, com certeza, devia estar com um sorriso idiota nos lábios. —Não respondeu,— afinal, com polida firmeza.— Obrigado e boa noite. Damson observou com ar de reprovação a camisa aberta e as mangas enroladas: —Posso pegar o robe de brocado, talvez? Stephen pensou, divertido, o que iria fazer com um robe nessa noite, e percebeu que estava rindo outra vez. —Não, creio que não. —O de seda cor de vinho, então?— insistiu Damson. —Ou o verde-escuro? De repente, o lorde lembrou-se que seu criado de quarto, de meia-idade, nunca se casara e que devia estar preocupado, temendo que o patrão não fizesse bonita figura diante

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Até Você Chegar - Judith McNaught  

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