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esplendor do gozo que ele lhe dava. Só então ele se permitiu chegar ao clímax também, estremecendo e lançando-se nela. Fossem quais fossem os pensamentos de vingança pelo orgulho ferido que o haviam levado ao quarto de Sheridan, foram esquecidos no momento em que ele se deitou de lado e, com um braço passado pelas costas dela, outro pelos quadris, ajeitou-a de frente para si. Ela era magnífica demais para ser usada como vingança, encaixava-se perfeitamente bem entre seus braços, por isso não deveria estar em nenhum outro lugar do mundo. Desde o primeiro momento em que seus lábios se haviam tocado, ele compreendera que era uma combinação combustível, explosiva. Mas ficara longe da realidade: os momentos que tinham acabado de viver constituíam o encontro sexual mais selvagemente erótico e delicioso de sua vida. Imóvel enquanto ela adormecia em seus braços, ele admirava a impetuosa e primitiva sensualidade dela. O que Sheridan sentira enquanto se amavam tinha sido real… Essa era uma das poucas coisas a respeito dela sobre a qual não tinha dúvida. Fora real, verdadeiro. Mulher nenhuma do mundo poderia, fingindo, responder como ela àqueles apelos, a não ser que tivesse anos de prática, e, agora tinha certeza, ela não tinha prática alguma. Sheridan acordou sozinha em sua cama, o que pareceria normal, e no entanto… não era. Seus olhos abriram-se de repente, ela o viu sentado na cadeira ao lado da cama, e então um doce alívio a envolveu. Ele estava todo vestido, com a camisa meio desabotoada na frente, o rosto bonito indecifrável. Num gesto inconsciente, ela puxou as cobertas para cobrir os seios e sentou-se recostada no travesseiro, pensando com certa angústia como era possível Stephen se mostrar tão tranquilo depois do que havia se passado entre eles. Em algum lugar, no fundo de sua mente, começou a surgir a ideia de que haviam feito coisas vergonhosas, mas afastou-a. Os olhos dele fixaram-se no lençol que cobria os seios dela, depois subiram para seu rosto, demonstrando claramente que achara engraçado aquele gesto de pudor. E ela não podia censurá-lo por isso, mas desejou que ele não a olhasse com tanta calma, que não parecesse estar se divertindo, que não se mostrasse tão distante… Ela tentava mas não conseguia considerar normais as coisas que tinham feito juntos. Por outro lado, compreendeu, ele não estava se mostrando frio, nem cínico, nem zangado, e isso já era uma grande mudança. Firmando o lençol embaixo dos braços, ela dobrou as pernas e abraçou os joelhos.

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Até Você Chegar - Judith McNaught  

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