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primitiva para ele, que, no entanto, queria, precisava saber se era boa para ela. O orgulho masculino exigia a certeza de que ela o quisesse com um desespero igual ao dele, por isso usou sua experiência erótica para derrubar as defesas de uma moça inexperiente, que não tinha a menor ideia do que e como fazer. Acariciou levemente com os dedos o sexo aveludado e úmido, lambeu e mordiscou os bicos enrijecidos dos delicados seios, até que ela começou a chorar, arqueando e colando o corpo contra o dele, enlouquecida também. Só então ele a possuiu, separando-lhe as coxas nacaradas com as duas mãos. Enquanto a penetrava, segurando-a pelos quadris, sentiu o corpo de Sheridan enrijecer, as unhas cravarem-se selvagemente em suas costas e ouviu-a soltar um grito abafado de dor. Imobilizou-se, gelado. Eu sei o que estou fazendo… Aturdido, confuso, ele abriu os olhos e fitou-lhe o rosto. Os olhos cinzentos, enormes, estavam abertos, cheios de lágrimas, mas não havia neles acusação nem triunfo por tê-lo levado a possuí-la, fosse qual fosse o motivo pelo qual o fizera. As palavras que ela murmurou a seguir combinavam com a expressão cheia de amor daqueles olhos e o carinho com que as mãos dela lhe acariciaram os ombros. —Faça-me sua —foi o sussurro mágico, doce como uma bênção.— Por favor… Stephen atendeu ao pedido, deixando-se levar pelo inefável convite. Abraçou-a com força, apoderou-se de sua boca num ardoroso, possessivo beijo, e sentiu as pequenas mãos afagando-lhe os ombros, enquanto o terno corpo dela o aceitava, o recebia, oferecendo aos dois um paraíso. Oferecendo… oferecendo mais… e mais… Cada centímetro do corpo dele clamava pelo gozo total, e Stephen arqueava-se para trás, penetrando-a mais profundamente, enquanto continha a explosão máxima do êxtase a duras penas, determinado a dar a ela o prazer que ia ter. Sheridan gemia, com os olhos apertadamente fechados, querendo com desespero algo que não sabia o que era, que não entendia, pelo qual ansiava, mas que sentia medo de ter. E tinha medo de não ter. Chorou de desejo, chorou de terror, querendo sentir-se segura. E ele deu-lhe essa segurança ao murmurar-lhe no ouvido, com a voz enrouquecida de paixão: — Daqui a um segundo… Antes que ele terminasse de falar, ela sentiu-se devorada pelas chamas do prazer. Seu corpo fundiu-se com o dele, e Stephen ouviu-a gemer mais alto, vibrando com o

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Até Você Chegar - Judith McNaught  

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