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passo para trás: seu sorriso extasiante era alegre demais. — Obrigada pela demonstração, milorde. Quando eu já tiver feito algumas comparações comunicarei o resultado. O lorde mal a escutou, nem tentou retê-la quando ela girou nos calcanhares e saiu, deixando-o junto da janela. Ele encostou a testa escaldante no vidro, segurou-se com as duas mãos no parapeito e ficou olhando sem ver as cenas na rua, enquanto murmurava selvagemente, para si mesmo: — Seu filho da puta! Tomando o cuidado de sorrir para cada servo que encontrava, a fim de que não percebessem como se sentia, Sherry subiu a escada com os lábios ardendo, machucados pelos beijos selvagens que a tinham destruído e que nada significavam para ele. — Queria ir para casa. Essa frase tornou-se um cântico ao ritmo de cada degrau que subia, até que por fim chegou à privacidade de seu quarto. Encolheu-se como uma bola sobre a enorme cama, os joelhos encostados no peito, os braços ao redor deles, sentindo que se faria em mil pedaços se os soltasse. Enfiando o rosto no travesseiro para abafar os soluços, Sheridan chorou o futuro que não podia ter e o passado que não podia recuperar. Quero ir para casa sussurrou chorando. Quero ir para casa. Papai soluçava perdidamente, por que está demorando tanto para vir me buscar?

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Até Você Chegar - Judith McNaught  

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