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Ano 1 - Edição nº1 - 2011 - São José do Rio Preto/SP

SACOLINHAS

COM OS DIAS

CONTADOS

PROENÇA SUPERMERCADOS

51 ANOS na

BATALHA TABLÓIDES PROMOCIONAIS

RESULTADO IMEDIATO E

BAIXO CUSTO Revista Núcleo Varejista - Julho 2011

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Revista NĂşcleo Varejista - Julho 2011


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Proença faz 51 anos

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Mercado Bilionário

Índice

Ímpar 12 13/ Página dá “nova 14 cara” à Arco Iris

De Paula entregando folhetos desde 1992

fim das 16/ Osacolas 17 plásticas Revista Núcleo Varejista - Julho 2011

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EXPEDIENTE

editorial

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Ano 1 - Edição nº1 - 2011 - São José do Rio Preto/SP

palavra de ordem no mundo dos negócios é parceria. E uma parceria pode ser feita de várias maneiras, entre elas cada um colocando o seu potencial à disposição para que todos cresçam e alcancem os objetivos esperados e planejados. Com a comunicação cada vez mais acessível ao consumidor, que a cada dia tem maior informação, é preciso que haja troca de dados entre todas as empresas que compõem a rede de negócio varejista. É com este pensamento que a Editora Núcleo Graf lança a revista Núcleo Varejista, possibilitando que todos os empresários que fazem parte deste segmento possam mostrar seus potenciais. É um veículo para se comunicar, se falar, se mostrar. Os industriais terão, a partir de agora, um meio para “conversar” com o dono, com o diretor e com o gerente dos supermercados de uma região que cresce acima da média nacional. É a grande oportunidade para se discutir as estratégias e apresentar as novidades que começam a entrar no mercado. A Editora Núcleo Graf montou uma equipe especializada na produção de revistas, tanto editorial quanto gráfica, para levar ao leitor todas as informações de uma maneira dinâmica e objetiva, afinal um texto técnico não precisa ser de difícil digestão. A proposta é falar com o público alvo (donos, diretores e gerentes de supermercados) com um texto agradável e uma proposta gráfica diferenciada, pois sabemos que o tempo é precioso e os diretores têm sempre o relógio como determinante para fazer a sua agenda diária, sobrando pouco tempo para leituras. Por isso é preciso ser objetivo e dinâmico. Com este primeiro número, a Editora Núcleo Graf deixa o convite a todos os empresários do setor para participar deste novo meio que chega ao mercado varejista, a revista Núcleo Varejista, que apenas quem dirige as empresas terá o acesso privilegiado das informações. Uma boa leitura.

SACOLINHAS

COM OS DIAS

CONTADOS

PROENÇA SUPERMERCADOS

51 ANOS na

BATALHA TABLÓIDES PROMOCIONAIS

RESULTADO IMEDIATO E

BAIXO CUSTO Revista Núcleo Varejista - Julho 2011

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A Revista Núcleo Varejista tem como objetivo informar o supermercadista com artigos e matérias do setor varejista com conteúdo resumido e diversificado.

Direção Geral Geraldo Magela Santana Direção de Produção Wilson Bicalho Direção Financeira Flávia Pitangui Redação e fotografia Marcelo Ferri José Carlos Pontes Diagramação Eduardo M. Freitas Pré Impressão/Impressão Nucleograf - Gráfica e Editora LTDA & ME. Tiragem 1.000.000 Revista impressa em Rotativa Heat Set em papel lwc 60g, pré impressão CTP Kodak Trendsetter 400 e acabamento com fio de cola. Proibida a reprodução e a transcrição parcial ou total. Todos os direitos reservados. Nucleograf - José Juca Buchala, 201 Dist. Industrial São José do Rio Preto/SP (17) 3222-2653 - www.nucleograf.com

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Atendendo o mercado com eficiĂŞncia

Impressora Rotativa Revista NĂşcleo Varejista - Julho 2011

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mercado necessita de agilidade, preço justo e qualidade. Para entregar isto ao cliente é preciso investimento em tecnologia e estar sempre antenado com as mudanças e a evolução. E este é o foco da gráfica Núcleo Graf, que atua faz seis meses em Rio Preto, mas que existe há outros 12 anos em São Paulo. Experiência é o que não falta. Wilson Bicalho, diretor industrial da Núcleo Graf, explica porque a empresa escolheu São José do Rio Preto: “Percebemos que o interior é um mercado que vem crescendo muito, principalmente em investimentos na mídia impressa. É uma região que tem um grande potencial e também é bem localizada, permitindo o atendimento a clientes de muitas cidades não só da região, mas também de outros estados.” Para obter sucesso era preciso focar em um segmento. A Núcleo Graf resolveu investir em material com qualidade para atender clientes que precisam divulgar promoções com rapidez e baixo custo. Hoje a empresa é a única gráfica da cidade com máquina rotativa (heatset), que consegue produzir até 240 mil folhetos tamanho ofício por hora. O principal material escolhido é o papel LWC, que dá brilho e mais vida às fotos e imagens inseridas no folheto. Mas a máquina imprime também papel jornal, couchê e sulfite (off set). Com preço acessível e boa qualidade, a Núcleo Graf atende clientes no Paraná, Mato Grosso do Sul, Goiás, Minas Gerais e grande parte do interior de São Paulo. Cada vez mais clientes são incluídos no rol da empresa porque a gráfica oferece qualidade top de linha com extrema rapidez na entrega do material. Os diretores da Núcleo Graf estão satisfeitos com o mercado em que a empresa atua. Wilson justifica dizendo que “o interior de São Paulo tem um PIB equivalente a países do Primeiro Mundo”. Apesar da Núcleo Graf atuar em vários segmentos, os supermercados são seus principais clientes. Hoje representam 80% do faturamento. Mas lojas de vários ramos estão começando a investir em folhetos cada vez mais. O importante é que a gráfica atende desde clientes considerados pequenos, que consomem cerca de cinco mil folhetos, até grande grupos que passam de cem mil impressos. O volume de trabalho cresce a cada ano, mas Wilson afirma que “está longe de atingir a capacidade máxima, pois o nosso equipamento é muito eficiente e consegue rodar com rapidez muito material.” Esta máquina é importada dos Estados Unidos e seu custo é de cerca de US$ 1,5 milhão. É um bom investimento que está valendo a pena. E os investimentos não param por aí, pois a Núcleo Graf oferece aos seus clientes o trabalho também de pré-impressão, com muita tecnologia. Hoje a gráfica utiliza o processo CTP de impressão de chapa que elimina os filmes, dando agilidade e maior qualidade, pois a arte vai direto do computador para a chapa. Assim o cliente não precisa fazer o fotolito em outro lugar. A única coisa que a Núcleo Graf não faz é a criação do folheto. Este é um trabalho reservado a agências de publicidades ou birôs de criação. E é possível fazer trabalhos de todas as medidas como tablóides, germânico, ofício, revistas, jornais, filipetas e o que o cliente desejar. Com o equipamento que a Núcleo Graf possui, os clientes atendidos têm a mesma qualidade de gráficas de grandes centros, com a vantagem da rapidez por estar muito mais próximo. E há uma equipe que faz o atendimento para que todas as dúvidas sejam sanadas sem que haja prejuízo no negócio da empresa.

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Wilson Bicalho Diretor de Produção da Núcleograf


Pré Impressão - CTP

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Tablóides crescem como meio de divulgação

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ablóides e folhetos com ofertas são hoje a principal arma para o setor supermercadista na divulgação de suas promoções. Esta mídia supera a TV e o Rádio. Um dos motivos que levam o supermercadista a escolher os folhetos é a variedade de formatos, estilos e ideias que pode ser utilizada e muitas vezes é o único veículo de comunicação da empresa, já que ele chama a atenção do público e é muito eficiente. A discussão é o que se deve levar em conta quando se pensa em um tablóide, também conhecido como jornal de ofertas ou panfleto. É que o tablóide deixou de ser, já faz tempo, um simples informativo com promoções e passou a ser um “veículo de comunicação”. Profissionais de marketing atentam para o fato de que o tablóide pode ser muito mais do que uma ação meramente comercial, mas também pode agregar valores culturais e educativos. Nágela Chaves, gerente de RH e Marketing do supermercado Casa Rena, explicou como surgiu o atual formato de divulgação do tablóide: “Os clientes recebiam muito bem as informações divulgadas, tudo que era veiculado repercutia muito na comunidade. Foi aí que surgiu a idéia de fazer do tablóide um canal mais amplo de informação, que contribuísse com o cliente, agregando valores que vão além dos comerciais: valores culturais e educativos. Passamos então a levar dicas, receitas, divulgar campanhas de utilidade pública e muito mais”. A dica de Nágela é ser criativo na hora de se montar um tablóide, não esquecendo de colocar também informações que sejam importantes para o consumidor. É importante, segundo a profissional, incluir dicas, receitas e até campanhas educativas. O tablóide de um supermercado pode servir como um elo de comunicação entre o consumidor e os órgãos públicos. Ele é, por exemplo, um meio eficiente para deixar informado o seu consumidor das decisões que estão sendo tomadas quanto ao uso das sacolas plásticas, já que esta discussão é de grande importância, pois vai atingi-lo diretamente. Não se deve esquecer também que uma receita vista no tablóide pode levar o cliente a comprar um determinado produto. É importante tomar algumas precauções na hora de elaborar o tablóide ou o panfleto, como focar o consumidor, colocando promoções e produtos que sejam de interesse do cliente. Utilizando a mensagem corretamente os produtos

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anunciados têm menor probabilidade de encalhar nas prateleiras. Outra alternativa é utilizar o folheto para elaborar vendas “casadas”, muito eficiente quando mostra vantagem ao cliente. Produtos sazonais são importantes serem anunciados e podem ser alinhados com outros de primeira necessidade. Nunca se deve esquecer que o que for anunciado deve ir ao encontro do anseio do consumidor. Por isso é eficiente que o tablóide tenha variedade de produtos, atingindo assim um maior número de pessoas. Mas a diversidade também deve ser observada na forma de se confeccionar o tablóide, variando o número de páginas, o formato e a sua maneira de se comunicar. A mesmice pode cansar o consumidor, afastando-o do material produzido. O ponto alto de um tablóide é o preço. Por isso ele precisa ter valores diferenciados dos concorrentes. Antes de se escolher os produtos anunciados é preciso que a decisão seja tomada em união com os departamentos comercial e de marketing. As duas áreas podem definir com maior precisão os produtos considerados ideais para serem anunciados no momento e também qual estratégia usar para atrair o consumidor. É preciso atentar também para quantidade de produtos anunciados. O cliente tem atração, primeiramente, pelo número de itens que estão no tablóide. É importante também que os produtos sejam agrupados em categorias, facilitando a pesquisa do consumidor. Nélson Júnior, da rede Bahamas de Supermercados, também afirmou que, “na primeira página do tablóide vão os produtos considerados mais fortes e de maior apelo junto aos consumidores. Nesse caso, os produtos sazonais também têm prioridade”. A periodicidade do tablóide tem grande importância no impacto da campanha. Não importa se ele será mensal, quinzenal, semanal ou até diário, o importante é que ele seja discutido dentro da estratégia de se atingir o consumidor. Esta periodicidade passa também pelas negociações com os consumidores. Exemplos podem se ter com Adriano Gonçalo, gerente de compras da Rede Cergran, que explica que uma loja da rede que possui seis check outs e uma área de venda de 750 m² tem contado com 40 mil tablóides por mês – 10 mil por semana. Já o Supermercado Bahamas tem seis tipos de tablóides, entre sazonais, diários e quinzenais. Por mês são produzidos em torno de 3 milhões de exemplares, sendo que 90% destes são distribuídos nas residências, ficando o restante na entrada da loja. A Casa Rena, de Itaúna, imprime uma média de 240 mil tablóides por mês – 60 mil por semana. A cidade de Itaúna tem 77 mil habitantes, que dá uma média de três tablóides por habitante. Os supermercados precisam ficar atentos às datas e os tablóides temáticos são de grande importância, como na Páscoa, dia das mães, dia dos pais, dia dos namorados e outros, já que o consumidor está disposto a comprar e estas datas, com um tablóide bem definido, trazem um considerável aumento nas vendas. Revista Núcleo Varejista - Julho 2011

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Proença faz 51 anos

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m julho de 1960, Fernando Lopes Farinha abria sua loja de secos e molhados em Pereira Barreto/SP. Ele mal sabia que era o início de uma empreitada de sucesso e que 51 anos depois teria uma rede de supermercados de dez lojas espalhadas por seis cidades e com perspectivas de crescer ainda mais. A próxima cidade será Votuporanga. Batizado com o nome de Proença, a primeira loja com características de supermercado foi inaugurada em Auriflama/SP em 1969. Em Rio Preto a empresa chegaria em 2004. Atualmente

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existem supermercados Proença em Três Lagoas, Pereira Barreto, Ilha Solteira, Jales, Auriflama e São José do Rio Preto. Ao todo são 910 funcionários. Fernando Lopes Farinha Jr., diretor da empresa e filho do fundador, dá a receita do sucesso: “O sucesso não tem uma fórmula única. Ela advém do resultado de um conjunto, como atendimento, qualidade dos produtos e preço competitivo, além de um bom esquema de divulgação”. Não basta ter preço e qualidade e ficar no anonimato.

Por isso Fernando investe em propaganda, na sua maioria com promoções. A publicidade institucional quase inexiste na rede de supermercados Proença. Fernando tem a opinião de que o consumidor precisa saber o preço dos produtos. Para ele é isso que o levará até uma de suas lojas. Como chegar até o consumidor? No Proença o principal veículo é o folheto. Fernando diz que “não tem como ficar sem o panfleto. Ele representa 50% do meu investimento em publicidade. Os outros 50% eu divido com TV, rádio


e carro de som”. Fernando completa dizendo que “hoje o meu cliente chega nas lojas e já procuram pelos panfletos, onde eles podem verificar os preços dos produtos e as promoções da semana. Já virou uma marca registrada. Se eu ficar uma semana sem folheto na loja, os clientes vão reclamar”. O panfleto é um forte aliado dos supermercados Proença. Além do consumidor poder encontrálo nas lojas, também é feita a distribuição de porta em porta. Com isso sempre é possível buscar novos clientes, além de fidelizar os que já compram normalmente. Um dos segredos da divulgação é a rapidez em falar com o consumidor. As peças publicitárias precisam ser produzidas rapidamente e chegar até o cliente com eficiência

Fernando Lopes Farinha Jr. - Dir. Administrativo da Rede Proença de Supermercados

e variedade de promoções. Para isto é preciso estar sempre atento, independentemente em qual veículo será feita a divulgação. Neste ano, as lojas do grupo Proença terão um mês de

julho especial, pois a rede estará comemorando 51 anos de fundação. Por enquanto Fernando não divulga o que será feito, mas garante que será um mês especial para todos. Revista Núcleo Varejista - Julho 2011

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De Paula entregando folhetos desde 92

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m 1992, José Carlos de Paula da Silva e sua esposa Marisa abriram a empresa De Paula Distribuidora de Folhetos, Revistas e Jornais. O casal deixava um longo período trabalhando no jornal Diário da Região e se embrenhava nesta difícil empreitada de distribuir folhetos, revistas e jornais na região de São José do Rio Preto. Atualmente a empresa é uma das mais conceituadas do segmento e tem como forte a distribuição de folhetos de supermercados. José Carlos diz: “O grosso do nosso trabalho são os supermercados, que fazem distribuição com grande frequência. Praticamente toda semana os maiores supermercados de Rio Preto distribuem folhetos com preços e promoções. Depois vem o segmento de automóveis. Mas, hoje todo mundo usa o folheto para vender seus produtos”. O trabalho tem seus segredos e é preciso muito empenho para que o material do cliente não seja desperdiçado e chegue às mãos dos clientes. Detalhes são levados a sério como não colocar numa mesma região dois supermercados concorrentes no mesmo dia de distribuição. A equipe precisa ser entrosada e a experiência conta muito. José Carlos afirma que um entregador experiente entrega dois mil folhetos num único dia. Mas ele esclarece: “O entregador trabalha das 8h às 15h. Ele não pode trabalhar mais que isto porque vai se cansar muito e no outro dia o seu desempenho será menor”. Diante deste número é fácil concluir que é preciso mesmo uma grande equipe, pois são entregues cerca de 30 mil folhetos diariamente. Às vezes chega a 50 mil ou mais. Tudo depende da necessidade do cliente. José Carlos afirma que a divulgação através de folhetos vem crescendo muito. As razões são várias: “Primeiro que é uma divulgação barata. Nós cobramos R$ 30,00 o milheiro. É claro que com grandes clientes há uma negociação neste valor. O folheto traz informações rápidas, como preço, endereço e dados que a pessoa pega na mão e já memoriza. É também uma divulgação rápida. Em um dia colocamos na casa dos consumidores as promoções do cliente”. O raciocínio de José Carlos vai de encontro com a lógica de que não há desperdício, pois o cliente define a região que quer atingir, diferentemente de outras mídias

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De Paula

que chegam a centenas de cidades distantes da loja. Por isso o folheto é eficiente, segundo o empresário. Para se ter o retorno esperado é preciso ter algumas normas. José Carlos explica: “O panfleto precisa ser bonito, colorido, com papel e impressão de qualidade. Panfleto sem cor, mal feito, não dá resultado. Outra coisa: o panfleto precisa ter preço. Se não tiver preço, também não funciona”. O local de entrega também depende do tipo de panfleto. Se for pequeno, o ideal é que ele seja entregue nos semáforos, para quem está de carro. José Carlos lembra que “entregar um panfleto pequeno nas casas, ele se perde. O ideal é entregar para os motoristas, que vão guardá-lo”. Sem qualquer pesquisa científica na mão, José Carlos não pode dizer com certeza sobre a eficiência do folheto, mas ele afirma sem medo de errar: “Todos os meus clientes dizem que o retorno do folheto é maior, porque as pessoas pegam e leem. Todo mundo gosta de ver as promoções. É por isso que todos estão usando o folheto como forma de divulgação. Existem vários segmentos utilizando o folheto, como lojas de vídeo e escolas, que eram setores difíceis de se ver panfletos publicitários”.


Página Ímpar dá ‘nova cara’ à Arco Íris

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ara um produto fazer sucesso é preciso uma série de fatores que o levam a criar empatia com o consumidor, transformando esta relação em fidelidade. O primeiro passo é fazer com que o consumidor experimente o produto e para fazer isto é preciso uma boa aparência, uma embalagem que seja atrativa. A partir daí é preciso qualidade, preço e um bom posicionamento no mercado. A agência de publicidade Página Ímpar assumiu a responsabilidade de dar uma nova imagem a uma bebida tradicional da Arco Íris, a Vodka Matrioshka. O seu relançamento está sendo preparado com muito cuidado, pensando em novos consumidores e novos tempos. Para que todos os detalhes sejam elaborados dentro da história e da estratégia da empresa, a Página Ímpar trabalha ao lado dos departamentos comercial e de marketing da Arco Iris. A vodka Matrioska terá nova garrafa, novo rótulo e o produto teve uma sensível melhora na qualidade. O rótulo, segundo José Luís Rey, da Página Ímpar, diz que “a sua elaboração foi feita a partir das tendências mundiais desse tipo de produto, com formato e cores diferenciados, onde predominam os efeitos prateados e o azul roial laminado, e incorpora um ícone intimamente associado à bebida de origem russa: a águia bicéfala, símbolo do velho império da Rússia.” Antes da nova Matrioska chegar aos supermercados, a Arco Íris já está comercializando a sua água tônica Mr. Tonic, com sua embalagem também criada pela Página Ímpar. Rey afirma que “a mesma preocupação inovadora inspirou o lançamento, na versão lata, da água tônica Mr. Tonic, em embalagem cujo design é capaz de diferenciar o produto nas gôndolas.” O resultado vem sendo analisado com grande otimismo pela empresa. Oswaldo Gomes Cruz Junior, responsável pela área de marketing da Arco Íris, afirma com entusiasmo que “a resposta da ação foi imediata e a receptividade do público à nova embalagem ajudou também a alavancar as vendas da bebida em garrafa pet de 237ml, outra versão em que o produto é oferecido.” Nem a agência, nem a Arco Íris adiantam os novos produtos que serão lançados, mas o que se nota é que há uma grande movimentação para que os produtos da marca sejam destacados nas gôndolas e isto leva o consumidor a experimentar os produtos. Para se criar novas embalagens, ou revitalizar outras, em se tratando de uma marca já muito conhecida Revista Núcleo Varejista - Julho 2011

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pelo público, José Luís Rey explica que “a idéia básica é aproveitar a força da marca Arco Iris – especialmente notabilizada pela sua linha de refrigerantes, entre os quais a Cotuba, a Zip Cola, o guaraná Arco Iris e os sabores limão, laranja e uva – para implementar a colocação de novos produtos que tornem cada vez mais completo o portfólio da empresa.” Oswaldo Junior endossa as palavras de Rey e acrescenta que “já podemos adiantar que vem vindo muita novidade boa por aí”. Falando em revitalização de rótulos e embalagens, Rey aponta a água mineral Arco Íris, que está com rótulos novos nas versões com e sem gás. “Os tons prateados ao lado de cores fortes,como o azul (sem gás) e o verde (com gás), passam a ressaltar a logomarca da empresa, antes ausente nesse produto. Os novos rótulos das águas Arco Iris chegarão rapidamente aos supermercados e demais pontos de venda”, conclui Rey.

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E quem não conhece a Caninha Arara? Marca registrada da empresa, que também terá novidades. José Luís Rey diz que “a marca que se tornou uma referência no mercado regional de aguardentes, também prepara novidades pra o seu público. Ainda este ano será lançada uma edição especial, cujos rótulo e caixa de embalagem terão ilustração artística e será acompanhada de uma gravura com reprodução limitada.” A Arco Íris tem um nome forte e bem posicionado na cabeça do consumidor, agora a empresa quer dar novas roupagens a vários de seus produtos, não apenas para se destacar entre os seus concorrentes, mas também para mostrar dinamismo e evolução, sem perder a tradição. A agência de publicidade Página Ímpar está com a tarefa de fazer com que os objetivos da empresa sejam alcançados. Isto é bom para a empresa e também para os supermercados que trabalham com a marca Arco Íris.


Mercado bilionário

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27ª edição do Congresso de Gestão e Feira Internacional de Negócios em Supermercados, realizado pela Associação Paulista de Supermercados, em maio, em São Paulo, teve um volume de negócios estimado em R$ 5 bilhões. O número representa crescimento de mais de 10% se comparado ao evento anterior, de acordo com a entidade, que atribui o incremento a internacionalização do evento, que neste ano recebeu 50 companhias de países como Alemanha, Turquia, Tailândia, Itália, Espanha, Portugal e Finlândia, além de mais de 150 visitantes de todo o mundo. No total, foram mais de 70 mil inscritos e 3,7 mil congressistas durante os quatro dias.   Outro aspecto que favoreceu os acordos comerciais foi o incentivo do governo paulista. Durante a abertura, o governador Geraldo Alckmin anunciou a extensão do prazo de recolhimento do ICMS - Imposto sobre Circulação de Mercadorias e prestação de Serviços, em 30 dias.

O tema do evento foi “Inovação simplificando a vida do consumidor”. Para tanto, além das palestras, foi apresentada a pesquisa “Tendências do Consumidor”, que indica o comportamento futuro do mercado e destaca os fatores que continuam alimentando o crescimento econômico. Esse novo tipo de análise auxiliará os supermercadistas a entenderem melhor as necessidades dos consumidores e a buscar a inovação que eles demandam. “Temos uma grande oportunidade nas mãos e quem ganha é o setor”, afirma João Galassi, presidente da Apas.   Um acordo firmado com o governo paulista promete qualificação profissional no setor. A iniciativa faz parte do programa estadual Via Rápida para o Emprego, anunciado por Geraldo Alckmin em 1º de maio. O projeto prevê cooperação entre o Centro Paula Souza, autarquia estadual responsável pela educação profissional, e a APAS para formação em diversas áreas do setor

supermercadista que demandam mão de obra especializada. O piloto, que será implantado em Campinas, deverá gerar 1.000 vagas.   Na mesma linha, foi oficializado com o Instituto IGA Coca-Cola Femsa, a disponibilização de 85 cursos online para funcionários de supermercados em geral.

O setor O setor de supermercados faturou R$ 201,6 bilhões em 2010, dos quais R$ 61,3 bilhões (30,4%) no Estado de São Paulo. Gera aproximadamente 1 milhão de empregos diretos e cerca de 3 milhões indiretos. Em São Paulo, o volume de empregos diretos é de 240 mil e indiretos 800 mil. São 81 mil lojas em todo o país, somando 19,7 milhões de metros quadrados de área de vendas. Serviço Site da Feira: www.feiraapas.com.br Portal da Apas: www.portalapas.org.br Twitter: http://twitter.com/infoapas

O diretor regional da Apas, Renato Martins (Supermercados Santa Cruz do Pozzobom), o deputado estadual Orlando Morando, diretor de comunicação da APAS, e prefeito de Rio Preto, Valdomiro Lopes, e o vice-presidente da APAS Ronaldo dos Santos, em evento na cidade de São José do Rio Preto. Revista Núcleo Varejista - Julho 2011

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Fim das sacolas

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m protocolo de cooperação foi assinado no início de maio entre João Galassi, presidente da Associação Paulista dos Supermercados e o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin para substituir em todo o estado as sacolas plásticas derivadas de petróleo por sacolas retornáveis. A ideia é promover a conscientização sobre os danos que o descarte de sacolas plásticas causam ao meio ambiente. Entopem bueiros, provocando enchentes. Matam animais por asfixia e, de acordo com os ambientalistas, a decomposição leva de 100 a 300 anos. “O objetivo é atender a demanda da sociedade cada vez mais atenta às questões ambientais”, explica Galassi. O dirigente começou, no final de maio, uma sequência de visitas às regionais da entidade com o objetivo de estimular a discussão e debater o fim das sacolas plásticas nos supermercados paulistas. Durante os encontros são apresentadas as etapas da campanha de conscientização do consumidor e de treinamento e capacitação dos funcionários. São José do Rio Preto, cuja regional da Apas congrega 105 municípios, foi a primeira cidade a receber a visita da associação para discutir o tema. Essa região representa 4,03% dos R$ 61,3 bilhões de faturamento do setor supermercadista no Estado de São Paulo em 2010. Neste encontro, o vice-presidente da entidade, Ronaldo dos Santos, se comprometeu a fazer de São Paulo o estado pioneiro a eliminar sacolas plásticas.

Em Jundiaí

No ano passado a organização desenvolveu em parceria com o município de Jundiaí a campanha “Vamos Tirar o Planeta do Sufoco”. Em seis meses, foram retiradas de circulação 480 toneladas de plástico e 132 milhões de sacolas distribuídas em supermercados. O município reduziu em 95% a distribuição. Anteriormente, Jundiaí produzia 22 milhões de sacolas/mês, o equivalente a 80 toneladas de plástico filme. O resultado foi possível com as sacolas biodegradáveis, que nesses seis meses já tiveram 12 milhões de unidades vendidas ao preço de R$ 0,19, e também com as bolsas em tecido TNT (um tecido produzido com fibras desorientadas e aglomeradas), capaz de acondicionar até 15 Kg, ao preço de R$ 1,85. Números - No Brasil, são produzidas 210 mil toneladas anuais de plástico filme, a matéria-prima das sacolas plásticas, resultando na produção de 18 bilhões de sacolas. Calcula-se que determinado número dessas sacolas plásticas acabam servindo de lixeiras ou viram lixo, o que representa um volume de 9,7% de todo o lixo do país.

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Artigo Professor M. Sc. Fernando Mayer

Logística no pequeno e médio varejista: Desafios e Tendências

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mpresários e gestores de pequenos e médios supermercadistas nacionais já estão sentindo os impactos da convivência com as grandes redes multinacionais do setor. As ações dessas poderosas empresas baseiam-se no desenvolvimento de forte relacionamento com os clientes, ótima localização geográfica, grandes investimentos no gerenciamento de mercadorias e nas operações das lojas. O resultado disso é a multiplicação da oferta de produtos, forte guerra de preços e alto nível de serviço logístico oferecido. Diante desse novo contexto competitivo, como pode o pequeno e médio varejista melhorar o desempenho de suas atividades? Dentre todas as opções organizacionais, o aprimoramento das atividades logísticas tem dois apelos principais: um relacionado ao custo e o outro ao faturamento. Estudos internacionais apontam que cerca de 20% do faturamento dessas empresas são gastos com as atividades logísticas, incluindo os custos de manutenção de estoques e os custos com movimentação e transporte de cargas. De outra forma, é a atividade da logística que disponibiliza o pro-

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duto na gôndola e, assim, permite o faturamento. Nesse sentido, o principal desafio a ser enfrentado pelos pequenos e médios empresários é a conciliação da demanda com a oferta justa e regular. Justa porque não se pode oferecer bom nível de disponibilidade com altos investimentos em estoques. Regular porque o cliente requer a manutenção de altos níveis de serviço sempre que visitar a loja. Diante desse desafio, a primeira tarefa consiste na sincronização do estoque entre distribuidor/fabricante, depósito da loja e gôndola. Modernos sistemas de informação já permitem essa integração do processo entre os diferentes participantes da cadeia de suprimentos, permitindo a reposição eficiente. Nessa nova perspectiva, adotam-se conceitos e integração da informação de vendas e estoque entre parceiros de negócios, de forma a possibilitar a gestão de estoque no vendedor, ou seja, a implantação do VMI (Vendor Management Inventory). Esse modelo de gestão permite o melhor dimensionamento de cargas e sua consolidação para os pequenos varejistas. A troca de informações en-

tre indústria e varejista permite ainda a redução gradual do inventário, na medida em que se formulam estratégias baseadas no controle efetivo do tempo de entrega do fornecedor, do ritmo de vendas e de baixos níveis de estoques de segurança. Na gestão da movimentação e transporte de mercadorias é importante o uso de estratégias voltadas para a entrega loja a loja, o que implica na ausência de centrais de distribuição entre fabricante e varejista. Nesse novo modelo, há uma grande redução de custos de depósitos e estoques, o que poderá ser viabilizado pelo uso do Cross-docking, técnica que permite a transferência de cargas de grandes caminhões para pequenos equipamentos em plataformas. Os desafios são imensos. A tecnologia está disponível. Cabe aos gestores a capacitação de seu pessoal para essa nova perspectiva de negócios. Fernando Mayer Dias é Mestre em Engenharia de Produção pela Universidade Federal de São Carlos – UFSCar, professor e coordenador do Curso de Logística do Centro Universitário de Votuporanga – UNIFEV. (fernandomayer@uol.com.br)


Rua: João Pacheco de Lima, 54-11 - Centro - Auriflama/SP - Tel: (17) 3482-1177 Rua: Cyro Maia, 1283 - Centro - Pereira Barreto/SP - Tel.: (18) 3704-8400 Rua: Rodrigues Alves, 1900 - Centro - Pereira Barreto/SP - Tel.: (18) 3704-5337 Av. Brasil Norte, 506 - Centro - Ilha Solteira/SP - Tel.: (18) 3742-2041 Av. Atlântica, 1775 - Centro - Ilha Solteira/SP - Tel.: (18) 3743-1740

Av. João Amadeu, 3530 - Jd. Aclimação - Jales/SP - Tel.: (17) 3624-3100 Rua: Pedro Amaral, 3115 - Vila Ercília - São José do Rio Preto/SP - Tel.: (17) 3214-4670 Av. Anísio Haddad, 6889 - Jd. Palmeira - São José do Rio Preto/SP - Tel.: (17) 3201-1500 Av. Fortunato Ernesto Vetorasso, 710 - São José do Rio Preto/SP - Tel.: (17) 3236-7979 Av. Antônio de Souza Queiroz, 1060 - Três Lagoas/MS - Tel.: (67) 3521-2055 Revista Núcleo Varejista - Julho 2011

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revista nucleo  

revista ilustrativa de grafica rotativa de rio preto.

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