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Surf magazine

R$14. 99

Sugar ray Andando na prancha!

#1

JACK JOHNSON O melhor do surf e da mĂşsica.

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The infinity is nothing.

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Editorial

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Direção_Nathan Fletcher Dir. Marketing_Patrícia Andrade Comercial_Rodrigo Augusto Dir. de Arte_Kawan Hartkamp Editor chefe_Kawan Hartkamp Editor_Kawan Hartkamp Design_Kawan Hartkamp Redação_Caio Pires Editora_Pipeline

Desde que o homem se conhece por si próprio e às ondas, o surf já existia, mesmo que fosse em sua cabeça. contemplar o mar e sua fúria, dominá-la era só questão de tempo, aqui estamos em pleno século 21 aonde o homem não apenas domina as ondas mas faz campeonatos e competições em cima da água, deslizando sob a espuma e claro sonhando. A revista Intro é dedicada a todos os amantes do surf e da música relacionada, sejam os praticantes, os profissionais, os amadores e claro você, caro leitor, tentamos lhe inspirar ao máximo! Intro não é apenas uma introdução ao surf, mas uma coleção sobre o esporte, sobre a música, em especial Surf-Music e até mesmo à arte, tudo esta interligado e em perfeita conexão, e é isso que este exemplar reune, um pouco de tudo com um tema em comum. Fazer a revista foi tão simples quanto dar um backwash: você tenta, mas caí tantas vezes que perde a conta, mas uma hora ele saí, se voce se dedicar e treinar, colocar a alma naquilo. Intro é o nome para qual se da a introdução ao surf e para mim próprio, um editorial com rotatividade mensal no qual percebe-se elementos gráficos com pesos diferentes, fotos em tamanhos diversos, infográficos, títulos e afins que estão presentes nesse exemplar foram devidamente pensados, seguindo uma identidade visual e apresentando ao leitor um design mais diversificado, porém com doutrinas mais modernas. Seja lá aonde você estiver lendo isso, numa praia ou até mesmo em uma banca de jornal, recomendo que assim que terminar pegue pegue sua prancha e se aventure nas ondas.

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Correio

Leitor do mês Sempre inspirando! Compro a Intro já fazem três meses e queria agradecer, pois mesmo morando na selva de Pedra de São Paulo, estando longe da Praia, tomei coragem para comprar minha prancha nova, há anos não surfava e agora desço quase todo final de semana para a praia. A ideia surgiu depois que vi a matéria de capa de dois meses atrás, o jeito com que ele descreve as ondas me lembrava de minha infância, quando costumava ir com meus primos surfar, hoje posso dizer que a Intro me “salvou“, para me levar um pouco pra fora do Caos da capital paulista. _Fábio Blakney Lopes

Twitter_ #introsurf

@LanaCrossfade _ Estou anciosa demais para ver a próxima edição com Jack Johnson e Sugar Ray! (: @paaty_chan _ Me identifico muito com as matérias sobre SurfMusic, mesmo estando a muitos km do mar kkk’ @MaxBuriti _ Espero que os resultados do Reef saiam logo, primeira edição sem o Irons. ):

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Sumário 08 REEF HAWAIIAN PRO resultados e baterias

10 Jack Johnson o melhor do surf E da música

#1

14 Sugar Ray

Andando na Prancha!

16 David Carson e seu wave design!


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Marty Thomas, diretor do Vans Triple Crown of Surfing, solicitou aos governantes da cidade de Haleiwa que o prazo do evento seja estendido até domingo, 24 de novembro. Se as condições estiverem ruins e neste sábado, dia oficial para o término do evento, não for decidido o fim da etapa, esta será a primeira vez que a espera será prolongada na história da Tríplice Coroa. A competição está paralisada desde o dia 16 por falta de ondas, na praia de Haleiwa.

fotografia_ Kelly Cestari Realização_ VANS

O brasileiro

Semifinais

Miguel Pupo e seu aéreo. Acesse o site do campeonato_

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o melhor do surf E da música Cantar, surfar, escrever, não necessariamente nesta ordem, essa seria a rotina de um dia perfeito no repertório de Jack Johnson, 38 anos, casado e apaixonado, não só por sua esposa e filhos, mas pelo o mar e o violão. Tanto que a possibilidade de visitar cidades com praias e reservar algum tempo para o surf é um dos critérios para suas turnês. Pelo menos, em sua viagem este mês ao Brasil, com escalas previstas em Brasília, São Paulo e Belo Horizonte, o cantor fez questão de passar também pelo litoral brasileiro, em cidades como Recife, Fortaleza, Rio de Janeiro e no sul em Florianópolis. Criado na famosa North Shore da ilha de Oahu, no Havaí, Filho de Jeff Johnson, famoso surfista da ilha, obviamente o oceano e o surf tiveram uma grande influência em sua vida. Jack praticamente aprendeu a surfar ao mesmo tempo em que aprendia a andar e tornou-se excepcionalmente bom no esporte. Aos 17 anos, já contava inclusive com o patrocínio da gigante Quiksilver, fazendo história ao passar as triagens e correr no evento principal Pipe Masters. No entanto, sua carreira como surfista profissional teve nesse mesmo evento o seu principal revés. Johnson sofreu um acidente grave para sua carreira durante o campeonato Pipe Masters, o ocorrido o deixou seriamente machucado, aposentando-o do surf. Reavaliando sua vida em algo totalmente diferente, mas sem deixar jamais o surf e a sua cultura de lado. Para legiões de fãs, seu fracasso fora o estopim de seu sucesso mundial na Surf Music e no Beach Rock, reunindo em seus shows mais de dezenas de milhares de ouvintes e passando a imagem de um homem que venceu na vida em uma mudança e um recomeço, em um novo mundo, aonde reuniou as duas doutrinas que mais gosta.

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"Estou com 38 anos, mas acho que o sucesso veio na hora certa", afirma com serenidade o cantor havaiano e ex-surfista profissional Jack Johnson e hoje um dos reis do Beach Rock e a Surf Music em si. A carreira de Jack Johnson é, de fato, uma bela metáfora desse equilíbrio. Nos discos, a banda é chamada de Jack Johnson and His Friends (e seus amigos). Seu som é tranqüilo, uma junção da tradição do folk acústico americano com um sentimento de surf music, ou talvez o Beach Rock. O resultado é um som que agrada tanto adolescentes quanto adultos. Agora, até as crianças de língua inglesa farão parte do público de Johnson, uma vez que a trilha sonora do longa animado "Curious George", do macaquinho animado, foi composta por ele mesmo. Foi uma experiência que Johnson

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gostou, mas que lhe apresentou o desafio de se comunicar com o público-alvo do desenho sem se transformar numa caricatura de si. "Tive de ter um pouco mais de tato na escolha das palavras, embora não tenha mudado quase nada no meu som. O legal é que músicas como "Upside Down" acabaram fazendo sucesso com platéias mais crescidas. Quando a gente toca essa, o público recebe com entusiasmo." Segundo ele pouca coisa mudou da época em que se apresentava na faculdade para o momento atual de uma megaturnê. Ele continua se apresentando com três amigos --e, nos discos, sempre assina Jack Johnson and His Friends. "É bom contar com o apoio deles", diz Johnson, que foi descoberto por Ben Harper, que também tocou em "Curious George". O grupo tem baixo, bateria, piano e Johnson.

Como sempre espera uma questão sobre seu passado surfista --quando tinha patrocinador e ganhava provas em Pipeline-, pergunto a Johnson se ele pretende pegar onda no Brasil. "Já me informei com alguns amigos brasileiros que surfavam comigo. Vou tentar", responde ele, que, em seus dois últimos CDs de carreira, contou com a produção do brasileiro Mário Caldato.

O surfista já vendeu mais de 15 milhões de albums ao redor do mundo


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Seu mais novo album chegou em primeiro lugar da parada Billboard 200, que lista os álbuns mais vendidos da semana, com seu novo título, FROM HERE TO NOW, que vendeu 117 000 cópias em sua primeira semana após o lançamento, segundo levantamento da Nielsen SoundScan. Esta é a quarta vez que Johnson está no topo da lista. A primeira foi com a trilha sonora do filme animado George, O Curioso, em 2006, a trilha “Upside Down” o fez abrir uns pontos de vantagem e inclusive ganhar reconhecimento mundial. Depois foi a vez dos discos Sleep Through the Static (2008) e To the Sea (2010). Jack Johnson disse que ter um álbum em primeiro lugar pela quarta vez é ‘surreal’. “From Here To

acompanhe a linha do tempo do autor, exibindo seus principais singles.

Now To You” sucede “To The Sea”, de 2010, “Sleep Through The Static”, de 2008, e a trilha sonora de “George, O Curioso”, de 2006. “Nunca tenho ideia de como o álbum vai ficar quando começo a gravar”, diz Johnson, “mas chega uma hora em que você precisa decidir o que quer. Essa é a parte mais divertida, porque eu sempre acabo aprendendo um pouco mais sobre minhas escolhas”. Parece que suas escolhas dão muito certo, já que o álbum vendeu 117.000 cópias na primeira semana.

“Isso é surreal!” exclama o cantor, “Na primeira vez que tive um álbum número um, foi bem bizarro. Mesmo agora, depois de dois outros álbuns, ainda é uma surpresa”. E quanto a continuar em primeiro lugar? “Vamos ver o que acontece”, disse Jack modestamente, “fico feliz com o segundo lugar também”.

Acesse com o leitor de QR Code de seu celular o videoclipe de “I Got You”, do album saído do forno: From Here to Now to You.

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Andando na Prancha! Formada na Califórnia, no final da década de 1980, a Sugar Ray só estourou em 1999, com as canções de 14:59, com estilo próximo do beach rock. Após o lançamento de In the Persuit of Leisure - álbum com músicas mais voltadas ao gênero pop e que acabou não alcançando o sucesso esperado -, em 2003, a Sugar Ray fez uma pausa de seis anos, retornando com Music for Cougars, seu album mais recente. — Estamos mais maduros, mais profissionais, temos novos músicos na banda, mas eu e Rodney conseguimos passar aos novos integrantes o espírito Sugar Ray — explicou McGrath. Amanhã, o grupo segue para São Paulo e, no domingo, voltam ao sul do país para a última apresentação, desta vez em Porto Alegre.

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No show de agora, os músicos Mark McGrath e Rodney Sheppard se juntam a Jesse, Justin Bivona e Al Keith para relembrar antigos sucessos ao lado dos mais recentes Girls are made to love e Love 101. A turnê do Music For Cougars também inclui passagens pelo Peru, Paraguai e nos Estado Unidos, seu país de origem. A banda ficou famosa na década de 90 com os hits “Every Morning”, “Someday” e “When It`s Over”. E agora eles confirmaram alguns shows na América do Sul, incluindo três datas no Brasil no mês de outubro. Os californianos se apresentam no dia 26 em Florianópolis, no Stage Music Park, depois seguem para São Paulo no dia 28 com show no HSBC Brasil e encerram a breve passagem pelo país no dia 28 de outubro em Porto Alegre,

no Pepsi On Stage. Na sequência, eles viajam para Lima, no Chile, e Buenos Aires, na Argentina. O Sugar Ray está percorrendo vários países com a turnê “Summerland”, que tem shows marcados até novembro, de divulgação do novo trabalho da banda, o estilo diferente adotado pelo conjunto de McGrath, o último disco lançado pela banda foi “Music for Cougars”, em 2009.


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David Carson e seu

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'Wave design'

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Internacionalmente considerado um dos designers gráficos mais influentes dos anos de 1990. conhecido pelo seu trabalho inovador em design de revistas. Foi director de arte da revista de rock RayGun e seu design relacionado ao surf e a música.

Sem recorrer à estética mais intelectual e refinada que encontramos em diversos trabalhos de design, o ex-surfista Carson aposta no facilismo relaxado de quem não tem nada a perder e tudo a ganhar.

gráficos impacta à primeira vista – para logo entediar à segunda. Os esquemas de David Carson são repetitivos e pouco originais. No fim dos anos 70, quando Carson dividia seu tempo entre a actividade como docente de sociologia e o surfing. Um workshop de duas semanas introduziu-o ao design gráfico. Tão simples como isso.

Se inspirando no modo de pensar do surfista e levando à prancheta e consequentemente ao meio impresso seu design fora de série. O seu modo ‘despreocupado de li- O estilo pelo qual o californiano dar com tipografia e com arranjos optou é, de certo modo, desen-


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volveu-se durante seus trabalhos de diretor de arte. Uma junção de surf-arte se desenvolveu durante o ínicio de sua carreira, quando decidiu deixar o surf como profissão e ingressar no design gráfico, logo em seus primórdios começou a participar na parte gráfica de uma pequena revista de surf e a partir de 1983 até 1987 passou a trabalhar na edição da revista Transworld Skateboarding,

o que lhe deu experiência a atuar nesta área que já lhe despertou a sua curiosidade e na qual ele demonstrou, posteriormente, seu notável talento.

mudando sua periodicidade, agregando assuntos e conceitos e então passaram a chamar a publicação de Beach Culture, da qual de 1889 até 1991 foi o diretor de arte.

Em 1988 foi o responsável gráfico pela revista Musician. Após isto ele foi contratado como free-lancer para fazer um catálogo anual de moda da Surfer Publications e assim conheceu o editor Neil Feineman, com quem redirecionou tal projeto,

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Descubra, Personalize, Surfe.

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