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eixo

CAPIM PUBA requalificação urbana 2|2

Katia Simas


COLABORADORES:

Ana Luiza Prata Ramos, Antônio R. Simas, Bráulio Romeiro, Erika Kneib, Felipe Sandri, Frederico Rabelo, Kássia Simas, Lorraine Miranda, Michael Weitzer, Samuel de Jesus, Terezinha Simas.


Universidade Federal de Goiás

Trabalho de Conclusão de Curso

Faculdade de Artes Visuais

Arquitetura e Urbanismo

eixo capim puba requalificação urbana

2/2

Por: Kátia Simas Orientador: Bráulio Romeiro

Goiânia, Brasil Junho . 2017


Eixo Capim Puba requalificação urbana volume 1 https://issuu.com/katiasimas/docs/eixo_capim_puba___volume_1_issu

3º Prêmio {CURA} rios urbanos 3º lugar http://www.archdaily.com.br/br/868529/3o-premio-cura-rios-urbanos-busca-propostas-que-qualificam-a-relacao-entre-os-rios-e-as-cidades


“O inferno dos vivos não é algo que será; se existe, é aquele que já esta aqui, o inferno no qual vivemos todos os dias, que formamos estando juntos. Existem duas maneiras de não sofrer. A primeira é fácil para a maioria das pessoas: aceitar o inferno e tornar-se parte deste até o ponto de deixar de percebelo. A segunda é arriscada e exige atenção e aprendizagem contínuas: tentar saber reconhecer quem e o que, no meio do inferno, não é inferno, e preservá-lo e abrir espaço”

- Italo Calvino, Cidades Invisíveis.


Aos meus pais, por me guiarem atĂŠ aqui.


ABSTRACT This book is the secound part of a graduation project in Architecture and Urbanism. It contains a preliminary study of the project Capim Puba Axis, an urban intervention on the borders of the stream Capim Puba in Goiânia. The project is divided in four parts (A,B,C and D) and this volume is the development of part A. Here, specific guidelines for part A and the detailing of the Capim Puba Park will be presented. The project gives a solution to a problem that the cities have been struggling to solve, it’s relationship with the water courses. Nowadays the urban rivers are a big problem for Brazilian cities. However, this conflict rivers versus cities was a conflict built up throughout the years. Understanding and valuing the scenic and environmental benefits that the water courses can bring to the cities is the first step to resolve this conflict. Furthermore, history has proven that locking the waters in water shafts hasn’t reached the expected results. Therefore, it is crucial to reflect on the drainage systems used today in our towns. The intervention modifies the relationship between Goiânia and its stream and uses the water course as an organizer of the urban realm and a catalyser for qualifications of the public spaces along the stream.

keywords: urban park; public space; urban revival; river fronts; green corridor.


RESUMO Este caderno contém a segunda parte de um trabalho de conclusão de curso em Arquitetura e Urbanismo. Através dele, é apresentado um estudo preliminar do projeto Eixo Capim Puba, uma intervenção urbana as margens do córrego Capim Puba em Goiânia. O projeto é dividido em quatro trechos (A,B,C e D). Este volume contém a proposta para o trecho A, através de diretrizes específicas para a área e o detalhamento do Parque Capim Puba Este projeto apresenta soluções para um embate. Os rios urbanos são atualmente um problema para as cidades brasileiras. Entretanto este conflito entre os rios e as cidades foi um conflito construído ao longo dos anos. Entender os benefícios paisagísticos e ambientais que os cursos d’água podem trazer para a cidade e valoriza-los é o primeiro passo para descontruir este conflito. Além disso é preciso refletir sobre a infraestrutura utilizada atualmente para a contenção destes rios. A história já mostrou que o aprisionamento das águas por muros de concreto, por exemplo não atinge o resultado esperado em muitas situações. A intervenção modifica a relação de Goiânia com seu córrego, utilizando o curso hídrico como ordenador do tecido urbano e catalisador de qualificações no espaço público do entorno do córrego. palavras-chave: parque urbano; espaço público; requalificação urbana; frentes de rios.


CONTEÚDO

o tema

I

01.

apresentação

15

02.

a cidade e seus rios

18

03.

capim puba e goiânia

22

a requalificação urbana

II

04.

eixo capim puba

26

05.

parque linear

30

trecho A: levantamento

III

06.

córrego

36

07.

áreas verdes

38

08.

centralidades

40

09.

mobilidade

42

10.

realocações

44


eixo capim puba: trecho A

IV

11.

densidade habitacional e mix de usos

50

12.

habitação de intresse social

52

13.

biovaletas

56

14.

vias

15.

ruas verdes

58

traffic calming

60

perfil das vias

62

infraestrutura elétrica

70

parque capim puba: trecho A

V

16.

5 princípios

78

17.

revegetação e paisagem

82

18.

proposta geral

84

19.

praças

86

20.

transposições

106

21.

percursos e acessos

118

22.

contato com a água

120

23.

equipamentos recreativos

122

24.

considerações finais

124

referêncial teórico

VI

25.

referências

128

26.

anexos

130


PARTE I O TEMA


14


01 apresentação

O tema deste trabalho surge a partir do desejo de transformar a cidade em que vivo em uma metrópole mais amigável as pessoas e ao meio ambiente. As inquietações acerca da qualidade de nossos espaços públicos e do direito a cidade faz parte de minha trajetória como aluna da Faculdade de Artes Visuais da Universidade Federal de Goiás. As vivências e experiências que tive enquanto aluna da Escola de Arquitetura da University College Dublin me instigaram a intervir nos espaços entre os edifícios e me mostraram como as relações espaço público-pedestre e cidade-rios podem ser mais qualificadas. Posso dizer que voltei ao Brasil com um olhar mais atento aos rios urbanos. Percebi então a dificuldade em se identificar estes elementos na paisagem de Goiânia. Após o levantamento dos córregos presentes na cidade encontrei no córrego Capim Puba um objeto instigante de estudo. Por sua posição geográfica, mas também por sua importância histórica e seu potencial em servir como modelo aos outros córregos da cidade. Este que curiosamente esteve presente por anos, imperceptivelmente, em meus trajetos diários para a faculdade, passa de objeto invisível a instrumento qualificador deste estudo em que pretendo ilustrar minha interpretação de uma cidade mais sustentável.

15


Figura 01 | Cรณrrego Capim Puba 2016.

16

em

Setembro

de


17


02 a cidade e seus rios Você sabe onde estão os córregos e rios da sua cidade? Suas margens são áreas seguras e agradáveis de se estar? A resposta a estas perguntas - se você vive em metrópoles brasileiras - na maioria das vezes será não. Por isso, o objetivo deste trabalho é investigar os cursos d’água urbanos, e entender porque as áreas circundantes a estes elementos são em sua grande maioria áreas de abandono. Será que é possível reinserir os córregos na paisagem urbana de uma forma mais positiva? Para responder esta pergunta é importante entender os motivos que os levaram a ser o que são hoje. O processo de ocupação e densificação das metrópoles brasileira se deu, em sua grande maioria, pós-revolução industrial. Desta forma, o carro era visto como o grande representante da modernidade. Assim, as cidades foram moldadas para atender às necessidades automobilísticas. A velocidade da máquina transformou de forma marcante a relação da cidade com os rios ( Entre Rios, 2009). No processo de implantação das cidades mais antigas brasileiras, elas estavam sempre associadas a cursos d’água, onde esses eram estruturas fundamentais para a subsistência das mesmas, sendo responsáveis pelo transporte, abastecimento da cidade e além de tambem serem espaço para atividades recreativas. Entretanto, com o crescimento das metrópoles, os rios se tornaram um limitante ao crescimento urbano. Após a revolução industrial, as cidades brasileiras passaram por um processo de urbanização e várias obras de infraestrutura começaram a ser realizadas. Os rios, que neste momento eram um problema começaram a ser

18

Figura 02 | Córrego Capim Puba canalizado e enterrado no trecho entre as ruas 16-B e P-7, no setor Aeroporto, em setembro de 2016.


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20


vistos como uma oportunidade para o desenvolvimento viário. A canalização do rio Tamanduateí, em São Paulo por exemplo, data do início do século XX. Estas medidas, eram defendidas como medidas sanitaristas, visto que as cheias dos rios causavam problemas de saúde pública, contribuindo para a proliferação de doenças e ao dano em edificações lindeiras. Essas áreas eram também um espaço para o crescimento urbano e especulação imobiliária.( Entre Rios, 2009). Entretanto, a canalização dos córregos e rios, e inserção de vias para automóveis em suas margens não sanou os problemas do passado. A super impermeabilização das cidades apenas contribuiu para que os “transbordamentos” desses rios se tornassem constantes, fazendo com que os estragos causados por suas cheias se tornassem um evento anual. O rio, é o vilão da cidade contemporânea. Porém, todo esse conflito entre os cursos d’água e estruturas urbanas foi um conflito construído, de acordo com a arquiteta Luciana Schenk. Assim, todo conflito construído pode ser desconstruído. É a partir do momento em que valorizamos as margens dos rios, como um espaço público único, como áreas de respiro entre o todo o cinza da cidade é que tranformamos o convívio entre cidade e cursos hídricos em uma relação mais harmônica.

Figura 03 | Córrego Capim Puba canalizado no trecho entre as ruas 16-B e av. Independência, no setor dos Funcionários, em setembro de 2016

Algumas cidades já começaram a reestruturar sua relação com os rios urbanos como: Seul, na Coréia do Sul, com a revitalização do córrego Cheong Gye Cheon; Stamford, nos Estados Unidos, com o corredor verde do rio Mills e Chicago, também nos Estados Unidos, com o “Chicago Riverwalk”. Todos esses projetos buscam apresentar os rios como elementos marcantes da paisagem urbana e tratam suas margens como um espaço público qualificado, incentivando a pratica de atividades esportivas, a preservação da fauna e da flora. Estas experiências, já provaram que a requalificação dos rios urbanos pode trazer diversos benefícios sociais, ambientais, ecológicos e até econômicos, conforme discutido no volume 1 deste estudo.

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03 capim puba e goiânia

O córrego Capim Puba é localizado entre as regiões Central e Campinas de Goiânia e possui largura média de 7,5m em 3,5 km de extensão. Com nascente localizada no Parque Lago das Rosas, no setor Oeste, ele passa por 8 bairros até desaguar no córrego Botafogo, entre os setores Criméia Leste e Criméia Oeste. Goiânia é uma cidade jovem, fundada em 1933. Localizada em meio ao cerrado brasileiro, a cidade tem como característica geográfica a presença de diversos córregos. Seu projeto inical foi desenvolvido por Atíllio Correia Lima, e sugeria a implantação de parques lineares nas margens dos córregos Capim Puba e Botafogo (figura 04). Armando de Godoy substitui Lima no projeto da cidade e fez alterações importantes em seu trançado, como mostra a figura 05, porém ele ainda manteve as áreas lindeiras aos dois córregos como parques lineares. A ocupação da cidade se deu incialmente nos setores Central e Norte (bairro popular). Até este momento as águas do Capim Puba eram límpidas e por vezes utilizada para banho. Porém a partir de 1950 começa a ocupação do setor Aeroporto (área do antigo Aeroporto), mudando drasticamente a situação do córrego Capim Puba ( DE OLIVEIRA, A., s.d.). O córrego começou a ser poluído, foi canalizado e suas margens ocupadas por residências e comércios que não possuem conexão com o mesmo. Além disso, em um de seus trechos o curso d’água é enterrado por cerca de 300m, para a implantação de uma subestação de energia elétrica (Estação Aeroporto).

22


4

Figura 04 | Planta da Cidade de Goiânia, por Attílio Correia Lima, 1935. Considerada o primeiro Plano Diretor de Goiãnia prevê parques lineares nas margens dos córregos Capim Puba e Botafogo.

5

3 2

1

1. Córrego Capim Puba 2. Córrego Botafogo (Hoje: Parque Mutirama)

3. Aeroporto (Hoje: setor Aeroporto)

4. Praça Cívica 5. Bosque dos Buritis

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Figura 05 | Planta da Cidade de Goiânia, por Armando de Godoy, 1937. Apresenta a configuração dos setores Central, Norte (bairro popular) e Sul. A imagem ainda mostra as áreas lindeiras aos córregos Capim Puba e Botafogo como parques lineares e indica a ocupação futura do setor Oeste. 4 5

1. Córrego Capim Puba 2. Córrego Botafogo 3. Aeroporto 4. Praça Cívica 5. Setor Oeste 6. Av. Anhanguera 7. Av. Goiás

6

7 2

3

1

24


P A R T E II A REQUALIFICAÇÃO URBANA


04 eixo capim puba O projeto do Eixo Capim Puba transforma a hidrologia na ordenadora do espaço urbano. Desta forma, o córrego Capim Puba é um catalizador de melhorias e qualificações urbanas. A requalificação da área segue diretrizes, conforme lista abaixo. Essas diretrizes alteram a relação vigente entre a cidade e o curso d’água, valorizando-o como paisagem, espaço público e infraestrutura urbana. O projeto também busca melhor integrar as regiões Central e Campinas de Goiânia - as duas regiões mais antigas - , interligando-as de forma mais clara e facilitando conexões urbanas.

DIRETRIZES GERAIS 1. desidade habitacional e mix de usos 2. fortalecimento da comunidade local 3. unidades básicas de comércio (UBC) 4. mobilidade urbana 5. reestabelecimento da A.P.P. e revegetação (Parque Capim Puba) 6. relocação de estruturas de infraestrutura urbana 7. habitação de interesse social

O projeto do Eixo Capim Puba tem como metodologia de concepção o desenvolvimento do projeto em trechos. Com base no levantamento geral - caderno 1 - foram demarcadas três áreas com características distinas e esboçado um partido para todas elas. Neste volume é feito o levantamento mais detalhado de um destes trechos e com base nele o deselvovimento de diretrizes específicas e o projeto preliminar do Parque Linear.

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córrego capim puba córrego capim puba córregocórrego capim puba capim puba região campinas região campinas região campinas região campinas

região central região central região central região central limite entre regiões limite entre regiões limite entre regiões limite entre regiões

malha urbana malha urbana malha urbana malha urbana

D D D

D C C C

hidrologia hidrologia hidrologia hidrologia A permeabilidade visual A permeabilidade e valorização do visual curso A visual Ao permeabilidade e permeabilidade valorização curso d’água tornadoem um visual e valorização do curso e valorização do curso d’água o torna em um elemento da d’água o tornaoem um d’água torna elemento da infraestrutura urbana,em um elemento da elemento da infraestrutura ordenador do urbana, espço infraestrutura urbana, infraestrutura urbana, ordenador do espço público, e qualificador ordenador do espço ordenador do espço público, e qualificador da paisagem. público, e qualificador público, e qualificador da paisagem. da paisagem. da paisagem.

C B B B

B A A A

A

desapropriações desapropriações desapropriações desapropriações as edificações às as edificações às margens do córrego as edificações às as às margens doedificações córrego são desapropriadas margens do córrego do docórrego são a margens desapropriadas para implantação são desapropriadas desapropriadas para a são implantação do parque linear. As para a para implantação do a implantação do parque linear. As famílias residentes parque linear. As linear. As famíliasparque residentes nesta área são famílias residentes residentes nesta famílias área são realocada nas nesta área área são nesta são realocada nas habitações de interesse realocada nas realocada nas habitações de interesse social contidas na área habitações de interesse habitações de interesse social contidas na área de intervenção. social contidas na áreana área social contidas de intervenção. de intervenção. de intervenção.

27


28


alteração do perfil da vias alteração do perfil da vias o novo perfil prioriaza o pedestre, o ciclista e o transporte coletivo. do perfil o novoalteração perfil prioriaza o da vias Além disso também pedestre, o ciclista e o aumenta área transporte a coletivo. permeável urbana. novo perfil prioriaza o Além odisso também pedestre, e o aumenta a o ciclista área transporte coletivo. permeável urbana. Além disso também aumenta a área permeável urbana.

adensamento o aumento do gabarito adensamento das edificações de uso misto, mantém o nível o aumento do gabarito da ativo e densifica dasrua edificações de adensamentouso os misto,centros mantémurbanos. o nível Diretrizes quee limitam o aumento do gabarito da rua oativo densifica gabarito colaboram das edificações os centros urbanos.de uso para a permeabilidade eo nível misto, Diretrizes que mantém limitam o evitam a colaboram intesa da rua ativo e densifica gabarito exploração os imobiliária centros urbanos. para a permeabilidade e que limitam o evitam Diretrizes a intesa gabarito colaboram exploração imobiliária para a permeabilidade e evitam a intesa exploração imobiliária

habitação de interessse social habitação de interessse realaoca ossocial moradores da margem do córrego habitação de de e garante a inserção realaoca os moradores interesssemenor social famílias da margemdedo córrego poder aquisitivo à areas e garante a inserção de com infraestrutura moradores famíliasrealaoca de os menor urbana qualificada. da margem do córrego poder aquisitivo à areas a inserção de com e garante infraestrutura menor urbanafamílias qualificada.de poder aquisitivo à areas com infraestrutura urbana qualificada.

29


05 parque linear

A implantação do parque linear é uma das diretrizes do Eixo Capim Puba. O projeto do parque consiste na recuperação da mata ciliar e inserção de diversas atividades recreativas e ambiências que incentivem a permanência no espaço público. As transposições do curso d’água são de grande importância pois estas áreas trazem permeabilidade ao parque. Projetadas como praças de acesso, elas são estruturadas a partir de equipamentos que dão suporte a mobilidade urbana e espaços que incentivem a permanência, fortalecendo a comunidade local. As vias marginais, projetadas com faixas exclusivas para ônibus e ciclovia garantem maior acessibilidade ao parque, assim como colaboram para a vitalidade e fluxo de pessoas em seu entorno.

30


córrego e recuperação da mata ciliar

mobilidade BRT (eixo anhanguera) BRT (em implantação) linhas de ônibus linha de ônibus a implantar ciclovia ciclovia a implantar

transposições passarelas pontes para pessoas e veículos

31


32


praças de acesso areas de prmanência trazem permeabilidade ao parque e dão acesso aos percursos e áreas internas.

atividades cultural playground esportes educacional

C

B

A

trechos o trecho A conecta os setor dos Funcionários, Setor Aeroporto e setor Oeste.

33


P A R T E II TRECHO A :LEVANTAMENTO


06 o córrego

córrego canalizado

córrego canalizado e subterrâneo lago na nascente do córrego

36


Figura 06 | a esquerda. diagrama: o curso do córrego atualmente

Hoje, o córrego é canalizado e subterrâneo em mais de 50% de seu curso no trecho A. A canalização é feita por blocos de pedra com altura de aproximada 3 metros. A área onde o córrego é subterrâneo é utilizada para a implantação da subestação Aeroporto e das estruturas de distribuição de energia elétrica em alta tensão que ligam esta subestação a subestação Norte Ferroviário, a norte do córrego.

Figura 07 | a baixo. ao fundo a área do córrego é ocupada pela subestação aeroporto.

37


07 รกreas verdes

38


Figura 08 | a esquerda. o diagrama mostra a área do parque, no trecho A, e a proximidade à outras areas verdes.

Figura 09 | a esquerda. praça na rua 32-A (setor aeroporto) em área predominantemente residensical. Bancos são os únicos equipamentos existentes, é utilizada como estacionamento. Há também lavadores de carro no local.

Figura 10 | a esquerda. praça em frente ao atual corpo de bombeiros e hospital gastro salustiano. A calçada danificada dificulta a acessibilidade e muitos bancos são locados em áreas não sombreadas. Há a presença de quiosque e vendedores informais de comida.

No trecho A está a área do parque linear que se conecta ao Parque Lago das Rosas. Este parque é um dos maiores e mais antigos parques da cidade e é onde está a nascente do córrego Capim Puba. Existem pequenas áreas verdes lindeiras às margens do córrego. Este é o trecho do Eixo Capim Puba com a maior concrentração destas pequenas praças, como mostra o diagrama ao lado - destaque para as praças do setor Aeroporto. Um total de 109.000,00 m2 são convertidos em parque linear nestre trecho, aumentando a área permeável urbana e ampliando a oferta de espaços públicos.

39


08 centralidades hospital gastro salustiano

colĂŠgio agostiniano

hospital materno infantil

senai

eixo anhanguera

HOG

HGG zoolĂłgico

40


O trecho A traz bastante legibilidade ao parque por sua localização, lindeira a av. Anhanguera. Entretanto, outros fatores, contribuem para a legibilidade deste trecho, como a presença de importantes equipamentos da infraestrutura urbana, garantindo um fluxo diurno constante de pessoas. As porções a leste (setor Aeroporto) e sudeste (setor Oeste) do trecho A são uma centralidade municipal e estadual em estruturas hospitalares, com diversos hospitais e clinicas. Figura 11 | a esquerda. o diagrama mostra os pontos geradores de atividades próximos ao parque.

Ao sul deste trecho está uma das paradas dos Eixo Anhanguera e o Zoológico de Goiânia, localizado no Parque Lago das Rosas. Este equipamento atrai um número considerável de pessoas, sobretudo crianças, principalmente aos fins de semana.

41


09 mobilidade

parada de Ă´nibus

via ciclavel aos domingos BRT eixo anhanguera

42


Figura 12 | a esquerda. o diagrama mostra a rede de transporte público próxima ao parque. A ciclofaixa existente é apenas periódica, mas liga a área à ciclovia da av. T-7

Existem 3 vias com linhas de ônibus neste trecho, como mostra o diagrama ao lado. É importante destacar a presença do BRT da av. Anhanguera (ligação LesteOeste), com um ponto localizado entre o Parque Lago das Rosas e a porção sul do parque linear. A Alameda das Rosas, rua que percorre o entorno do parque Lago das Rosas possui uma via que se torna ciclofaixa aos domingos e liga esta estrutura a praça Joaquim Curado (parte do trecho A) e ambas à ciclovia da av. T-7, como mostra o diagrama ao lado.

43


10 realocações

remover edificações da A.P.P: total de edificações: 147 residênciais: 123 comerciais: 24

44

realocar a subestação area: 3.700 m2

batalhão do corpo de bombeiros (antiga estação rodoviária) remover acréscimos e recuperar estrutura original do edifício. A nova estrutura será convertido em área de exposições. area(edifício original): 3.700 m2


Figura 13 | a esquerda. o diagrama mostra a rede de transporte público próxima ao parque. A ciclofaixa existente é apenas periódica, mas liga a área à ciclovia da av. T-7

Com base no que é descrito no Código Florestal Brasileiro e no Plano Diretor de Goiânia, que estabelecem a área de entorno de córregos e rios Áreas de Proteção Permanente (APP), as edificações na faixa de 50 metros para ambos os lados do córrego são desapropriadas e as famílias realocadas em habitações de interesse social localizadas em faixas ao longo do curso do córrego (ver pág. 48). O Batalhão do Corpo de Bombeiros com sede no edifício da antiga estação rodoviária de Goiânia, é removido desta localidade, e o edifício utilizado como elemento do circuito cultural proposto para a requalificação da Praça Joaquim Curado (ver projeto pag. 82)

45


P A R T E IV EIXO CAPIM PUBA: TRECHO A


trecho

A

parque linear

recuperação do canteiro central vias verdes

novo perfil das vias setor dos Funcionários


setor Aeroporto

densidade habitacional e mix de usos

habitação de interesse social bio valetas

fiação subterrânea

setor Oeste


11 densidade habitacional e mix de usos

acesso ao bloco residêncial e área interna

bloco residêncial torre de 4 pavimentos, respeitando recuos mínimos área interna espaço comunitário da quadra e área permeável.

comércio os blocos comerciais são erguidos sobre os recuos frontais, aproximando-os do passeio público.

passeio acessivel e arborizado

50


Figura 14 | a esquerda. o diagrama mostra um estudo de massa e gabarito das edificações para a o eixo capim puba.

As edificações de uso misto têm como objetivo garantir o fluxo constante de pessoas no Eixo Capim Puba. A inserção de comércio no pavimento térreo mantém o nível da rua ativo enquanto a elevação do gabarito existente amplia a oferta de moradias em uma área com infraestrutura urbana qualificada, contribuindo para o adensamento do centro urbano. O limite do gabarito das edificações é um incremento às diretrizes do plano diretor de Goiânia, que define esta área como área adensável. Entretanto, a falta de diretrizes específicas do gabarito dessas edificações permite que grandes torres sejam construídas sem maiores critérios. Como permeabilidade e conexões visuais são duas grandes norteadoras da proposta de intervenção. Propomos que edificações de até 5 pavimentos sejam construídas, uma vez que edificações com este gabarito mantém a conexão com o nível da rua, como mostra o estudo do arquiteto Jan Gehl (figura 15). Para viabilizar o aumento do gabarito local de 1 para 5 pavimentos (4 habitacionais e 1 comercial) é necessário o remembramento de alguns lotes. Com a união destes lotes em grupos de três são formados novos terrenos com área média de 1.100 m2.

Figura 15 | acima. estudo do arquiteto Jan Gehl mostra as conexões visuais possiveis de acordo com a latura dos pavimentos.

51


12 habitação de interesse social

O plano diretor da cidade de São Paulo (PL688/13) tem como instrumento de planejamento urbano e habitacional as ZEIS (Zonas Especiais de Interesse Social). Este instrumento assegura terrenos estratégicos para a produção de Habitações de Interesse Social (HIS). Com a tentativa de trazer esta mesma política ao planejamento urbano de Goiânia, são definidos terrenos em áreas lindeiras ao Parque Capim Puba como ZEIS. Esta medida busca garantir o direito a cidade a famílias carentes assim como funciona como uma estratégia para a realocação das famílias residentes na área do parque (APP). A metodologia utilizada para a escolha dos terrenos categorizados como ZEIS leva em consideração dois aspectos. Primeiro aspecto é a ocupação dos lotes. O levantamento de lotes vazios e áreas subutilizadas na malha urbana existente ajuda a identificar terrenos potenciais. Para efeito deste estudo são considerados terrenos subutilizados lotes ocupados por garagens, estacionamentos, depósitos e fábricas. Segundo aspecto é o tamanho dos terrenos. São consideradas áreas potenciais aquelas que possuem tamanho igual ou maior a 2.000 m2. Logo, as áreas que atendem à estes dois critérios são categorizados como ZEIS, como mostra a figura 16. Fatores como a proximidade com a rede de transporte público, escolas, hospitais e polos comerciais também foram considerados para a escolha destas áreas.

52


Figura 16 | Mapa Zonas Especial de Interesse Social

QD. 71-A zeis cursos d’água parque capim puba áreas verdes vias importantes linhas de ônibus areas verdes

0

zeis

cursos d’água

parque capim puba

areas verdes

500m

vias importantes

53


RUA 16-A

5

1

1

1

1

1

5

1

1

1 RUA 29-A

4

1 ALVES

2 1

ANI A L. I R

1

1

1

1

2

1 2

3

1

1

1

1 1

2

1

5

1

1

1

1

1

1

RUA 16-B

quadra 71-A Tร‰RREO _ 1:1.000

6 6

2 2 2

2 6

2 2

6

2

2 2 2

2

2

6

1. area comercial 2. apartamento (60m2) 3. quadra poliesportiva

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4. playground 5. estacionamento 6. terraรงo-jardim

quadra 71-A 1 PAV _ 1:1.000


Figura 17 | Perspectiva com estudo de massas na quadra 71-A. O térreo, em azul, é destinado a comércio e serviços.

O estudo feito na quadra 71-A, localizada no setor Aeroporto apresenta um modelo de ocupação para os lotes demarcados como ZEIS. Este estudo é uma adaptação da tipologia ja proposta para habitação de interesse social em Brasilia, promovida pelo CODHAB/DF (RAMOS, Ana Luiza Prata et al). Esta quadra é escolhida por sua representatividade para a inserção de habitação de interesse social. O estudo propõem uma quadra permeável, com

equipamentos recreativos, area verde e comércio locado no térreo. Além das áreas comuns no térreo os apartamentos de 60 m2 tambem possuem terraços jardim no primeiro pavimento. Estas estratégias visam manter o nível da rua ativo e dinâmico reduzindo problemas como falta de segurança (JACOBS, J. 1961). Ja o aumento de áreas verdes contribuem para maior permeabilidade do solo urbano.

55


13 biovaletas Os cursos d’água são elementos das estruturas de drenagem das águas pluviais urbanas. Entretanto, a superimpeabilização do solo urbano e a redução da área de alagamento dos rios fazem com que transbordamentos sejam mais constantes e danosos à infraestrutura urbana. Logo, é necessário um sistema de drenagem mais sustentável. O aumento da área permeável com a inserção de biovaletas (bioswales), por exemplo, aumenta a área de infiltração das águas pluviais. As biovaletas funcionam como mostra a figura abaixo, e são implantadas na área permeável dos passeios públicos. Enquanto isso, a recuperação da mata ciliar aumenta a área permeável marginal ao córrego ampliando a espaço onde o curso d’água pode transbordar sem trazer danos a infraestrutura urbana. Assim, o sistema de drenagem se torna mais sustentável e a relação entre cidade e cursos d’água passa a ser mais harmônica. Conforme ilustra a figura 18.

bioswale

duto coleta a agua não infiltrada e transfere para o córrego

56

coleta á agua das chuvas e coletada e filtrada pelas raizes das plantas 2a camada de filtragem (area, brita e outros)

Figura 18 | a direita. diagramas mostramo perfil do rios nao periodo das seca e das chuvas, antes e após a intervenção

Figura 19 | a baixo. sistema de funcionamento de um bioswale (biovaleta)


córrego: perfil atual

período de seca

area inundável sem prejuizo as edificações

a partir deste ponto á água invade as edificações e a rua

córrego: perfil proposto

período de seca

area inundável em período de chuvas

57


14 vias 1. vias verdes Existem algumas áreas verdes próximas ao parque. Elas são pequenas praças situadas principalmente no setor Aeroporto. Com a intensão de integra-las ao parque, propomos a criação de vias verdes. Estas vias ligam o parque às praças - figura 20 - criando a possibilidade de incremento da biodiversidade enquanto provem espaços caminháveis qualificados.

Figura 20 | Mapa Praças e Vias verdes 1. Praça P-13 area: 1.165,00 m2 2. Praça P-16 area: 2.400,00 m2 3. Praça 30-A area: 1.100 m2 4. Praça Franscica Tita

diretrizes para as ruas verdes

area: 1.200 m2

pavimentação diferenciada da via; limite de velocidade: de 30 km/h; calçadas acessíveis; redução da lagura da faixa p/ carros para 3,2 m; aumento da largura dos passeios; aumento da arborização (médio e grande porte); redução de vagas de estacionamento. Além de priorizar os pedestres e estimular a biodiversidade, as ruas verdes também aumentam a área permeável urbana - figura 21 - , contribuindo para a recarga do lençol freático do córrego Capim Puba.

5. Praça Dr. Silvio Melo area: 1.200 m2 6. Praça 32-A area: 1.100 m2 7. Praça Francisco A. area: 1.200 m2 8. Praça Maria Olinda area: 1.200 m2 9. Praça das Crianças area: 1.100 m2 10. Praça 10-A area: 1.480 m2 11. Praças Santos Dumont area: 18.000 m2

praças parque capim puba cursos d’água ruas verdes corredor verde (parque)

11

3 4

5 8

6 7

10

2 1

58

9


rua em pavimento diferenciado (zona 30)

x

acesso veículos

aumento da calçada estacionamento

rua verde - antes

rua verde - depois

Figura 21 | Croqui das ruas verdes antes e após requalificação

59


2. traffic calming As vias na área de intervenção devem ter como prioridade o trânsito de pedestre e de outros modais de transporte, assim como determina o Plano Diretor de Goiânia. Portanto, são desenvolvidas diretrizes, com base no Manual de Traffic Calming da BHTRANS e do Urban Street Design Guide da NACTO para reduzir a velocidade dos automóveis, qualificar o percurso a pé e tornar as travessias mais seguras e incentivar o uso de outros modais de transporte como a bicicleta e o transporte coletivo. As diretrizes são: 1.

estreitamento das faixas para automóveis para 3,15 m;

2.

redução do raio de giro de 7m para 2,0 m;

3.

reorientar vias para sentido único;

4.

redução da oferta de estacionamento;

5.

implantação de estacionamento);

6.

implementar zona 30 (limite de velocidade);

7.

faixa exclusiva para ônibus;

8.

ciclovia e bicicletas compartilhadas;

9.

travessia em nível para o parque, em trecho compartilhado e com mudança de pavimentação;

10.

iluminação das calçadas;

11.

aumento de área permeavel e sombreamento das calçadas;

zona

azul

(cobrar

por

As vias marginais ao parque possuem trechos com algumas características distintas com base em seu tipo: com travessia para o parque e sem travessia para o parque, conforme ilustram os diagramas ao lado.

60

Figura 22 | a direita. Os diagramas ilustram a aplicação de algumas das medidas de traffic calming próximas ao parque


passeio iluminado, acessível e com sombreamento constante via em sentido único e faixas com largura reduzida ciclovia sombreada e em sentido único

travessia em nível plataformas que conectam o parque ao entorno imediato em superfície compartilhada. Elas colaboram para a acessibilidade e é uma medidade de redução da velocidade de veículos.

travessia sinalizada vertical e horizontalmente curva de giro redução da curva de giro reduz a distãncia percorrida na travessia

zona azul redução das vagas de estacionamento e implantação de zona azul são medidas de incentivo ao uso de transportes alternativos. calçada original aumento das calçadas e arborização qualificam o percurso do pedestre e são elementos paisagísticos da via.

61


3. perfil das vias A alteração no perfil das vias tem como objetivo priorizar o pedestre, o ciclista, o transporte coletivo e a permeabilidade urbana. O projeto propõem: aumentar a área permeável; reduzir a oferta de vagas de estacionamento; qualificar os passeios públicos; ordenar o tráfego e reduzir a velocidade dos veículos.

62

Figura 23 | ambiência do paseio da alameda p-2.


63


a) Alameda P-2 e Av. Irani Alves

Alameda P-2 Av.Irani Alves

areas verde

64


ALAMEDA P-2

a maioria das residências utiliza dos 5m de recuo como garagem

ALAMEDA P-2 a via possui trafego nos dois sentidos e estacionamento dos dois lados da rua.

a maioria das residências utiliza dos 5m de recuo como garagem

a via possui trafego nos dois sentidos e estacionamento dos dois lados da rua.

3,0

9,5

3,2

calçada

via carroçavel

calçada

3,0

9,5

3,2

calçada

via carroçavel

calçada

muitos estabelecimentos utilizam o passeio público como estacionamento. Deixando pouco ou muitos nenhum acesso estabelecimentos para a circulação utilizam o passeio público como estacionamento. Deixando pouco ou nenhum acesso para a circulação

ALAMEDA P-2 aumento da calçada e inserção de area permeável

via em um sentido estacionamento

1,5

1,5

2,5

3,2

PARQUE

ciclovia

faixa exclusiva de ônibusciclovia

via em um sentido

3,0

PARQUE

ALAMEDA P-2 estacionamento

aumento da calçada e inserção de area permeável

as casas dentro da APP apresentam, em sua maioria, nível inferior ao nível da rua. as casas dentro da APP apresentam, em sua maioria, nível inferior ao nível da rua.

faixa exclusiva de ônibus

3,2

3,5

1,6

2,0

2,0

4,0

6,0

16,0

6,0

calçada

via carroçavel

calçada

3,0

1,5

1,5

2,5

3,2

3,2

3,5

1,6

2,0

2,0

4,0

6,0

16,0

6,0

calçada

via carroçavel

calçada

65


b) Rua 16-B

Rua 16-B

areas verde

66


RUA 16-B

PRAÇA J. C U R A D O

estacionamento

SUBESTAÇÃO

via em um sentido

córrego canalizado e subterrâneo

+ 10.0

2,0

1,5

3,5

3,5

3,5

2,4

3,2

9,1

calçada

3,2

via carroçavel

calçada

RUA 16-B

PRAÇA J. C U R A D O

PARQUE

area verde (revegetação)

aumento da calçada e sombreamento contInuo aumento da calçada e sombreamento contInuo

quiosque

faixa exclusiva de ônibus

ciclovia

parada de ônibus

via em uma direção

+ 10.0

+ 10.0

+ 7.0

+ 5.0

2,0

3,0

1,7

3,2

3,2

3,5

2,0

1,0

5,0

11,6

6,0

calçada

via carroçavel

calçada

3,0

67


c) Rua 29-A

Rua 29 - A

areas verde

68


RUA 29-A estacionamento do corpo de bombeiros

fiação em alta tensão

estacionamento

afastamento frontal

vias em um sentido

PRAÇA JOAQUIM CURADO

2,0

9,0

3,5

calçada

via carroçavel

calçada

RUA 29-A aumento da área da calçada e inserção de área permeável

ciclovia

aumento da área permeável da calçada

aumento da calçada em areas semi-publicas

vias em um sentido

remoção dos muros frontais

+ 18,0 + 16,0

1,5

2,5

1,0

2,6

3,2

3,2

2,0

1,5

5,0

5,0

9,0

8,5

calçada

via carroçavel

calçada

69


15 infrestrutura elétrica

A fiação elétrica aérea presente na região passa a ser subterrânea. Embora existam argumentos contrários, devido a seu custo, estudos mostram que a maior demanda por este tipo de estrutura tem reduzido o seu preço. Além disso, a manutenção quase inexistente deste tipo de estrutura, quando comparada a fiação aérea, compensa o investimento inicial, a longo prazo. Estudos realizados em 2003 ainda apontam que o investimento para a fiação subterrânea equivalia, na época, a 1% do custo dos imóveis atendidos por ela. (VELASCO, 2003) Assim, fiações subterrâneas contribuem para a harmonia paisagística, são mais seguras e requerem menor manutenção. Além disso, são ideais para áreas de parque onde o conflito entre arborização e rede elétrica (quando aérea) é eminente.

70

Figura 24 | a direita. os diagramas ilustram a alteração na paisagem com mudança na tipologia da infraestrutura elétrica.


Poste com fiação aérea e iluminação da via

caixa para manutenção da fiação subterrânea (1,50 x 2,40 m) iluminação do passeio

antes

depois

71


PARTE V PARQUE CAPIM PUBA: TRECHO A


trecho

A

praças com suporte ao transporte público

contato com a água

transposições

setor dos Funcionários

playground

percursos internos

espaç recreat


setor Aeroporto

acesso em nível

atividades físicas

ços tivos mirantes

portões de acesso

praças de acesso e área de permanência setor Oeste


76


77


16 5 princípios

áreas verdes como referência urbana

permeabilidade visual

PARQUE

CAPIM

contato com a água

PUBA

conectar destinos

78

diversidade de percursos


1. Áreas verdes como referência urbana Esta proposta entende os parques e áreas verdes como estruturas marcantes na cidade por três fatores principais: Visual, por serem contraste em relação a rigidez das áreas urbanas. Climático, por melhorarem a qualidade climática local, aumentado a umidade, reduzindo a temperatura e a poluição atmosférica. Espacial, por qualificarem os espaços públicos urbanos proporcionadas áreas de permanência e práticas esportivas. Sobre o fator espacial, vale destacar a importância das áreas verdes urbanas no aumento da qualidade de vida das pessoas. Estudos como os de Jennifer Wolch (2014) mostram a relação entre o aumento de áreas para práticas esportivas com a redução de mortes causadas por doenças como obesidade, diabetes e hipertensão. Assim, o Parque Capim Puba deve ser uma referência visual, ambiental e espacial na cidade, contribuindo para a preservação do córrego e para a melhora da qualidade de vida urbana.

79


2. Contato com a água

As pessoas possuem uma tendência a se conectar com a natureza – biofilia. (WILSON, O. Edward, 1984). Os cursos d’água qualificam esta interação por seu valor paisagístico, ambiental e ecológico. O contato com a água traz a sensação de tranquilidade e contribui para a saúde mental das pessoas, reduzindo os níveis de ansiedade e depressão, por exemplo. (JACKSON, Richard J., et al. 2014). . O Parque Capim Puba deve então facilitar o contato com água, principalmente nas áreas mais próximas a hospitais e espaços de saúde. A valorização desta interação contribui, sobretudo, para a preservação do córrego, o uso efetivo do parque e para uma alteração na cultura local, para a valorização da água como um elemento urbano, e não apenas com um estorvo na cidade, algo a ser escondido. O córrego tem uma extensão relativamente pequena. É possível, e bastante provável, a instalação de emissários que conduzam o esgoto jogado no córrego. Uma vez despoluído, o córrego irá agregar um enorme valor de paisagem e de uso aos bairros do seu entorno.

3. Diversidade de percursos O projeto irá conectar os pontos de interesse existentes, qualificando os percursos atuais. Entretanto novos trajetos serão propostos, diversificando as conexões urbanas. Percursos em variados níveis topográficos, por exemplo, propiciam diferentes percepções da cidade. Esta nova rede de espaços caminháveis, conectadas a áreas de permanência tornam o espaço público acessível e seguro (JACOBS, 2011)

80


4. Conectar destinos No Eixo Capim Puba, a hidrologia é o grande ordenador da malha urbana. Assim, o córrego é naturalmente um conector Norte-Sul. A sua intersecção por eixos perpendiculares o torna permeável e potencializa a costura urbana que interliga suas faces leste e oeste. Desta forma, o parque é um instrumento estruturante de mobilidade urbana. Priorizando o transporte coletivo e qualificando o percurso do pedestre, o projeto garante a acessibilidade e dinamiza o espaço público.

5. Permeabilidade visual O córrego como paisagem urbana positiva foi a diretriz norteadora de todo o projeto. A garantia de sua permeabilidade visual o torna mais legível, acessível e seguro, criando conexões com o entorno e trazendo identidade ao parque. As ambiências locadas a partir de pontos focais já existentes, como o eixo das vias perpendiculares, facilitam a localização pelo parque, a identificação do espaço público e a interação com o córrego.

81


17 revegetação e conceito paisagístico C A P I M: denominação comum a várias plantas gramíneas e herbáceas em geral forraginosas.

P U B A: terreno úmido, coberto de capim.

O cerrado é um dos principais biomas do planeta e está em constante ameaça de extinção. Hoje, aproximadamente 90% da sua biodiversidade já sofreu alteração de fauna e flora no estado de Goiás. O projeto de revegetação proposto tem como base a valorização deste ecossistema como paisagem urbana através do reestabelecimento da mata ciliar que deu nome ao córrego (Capim Puba = terreno úmido coberto de capim). A grande maioria dos parques existentes que visam proteger este ecossistema são localizados fora dos centros urbanos. A recuperação da paisagem de fundo de vale em um ambiente urbano, utilizando de espécies nativas do cerrado, traz identidade ao parque, contribuindo para a preservação deste ecossistema. Ao longo do córrego, em áreas úmidas e alagáveis são propostas massas arbóreas densas, com árvores com copa que forneçam sombreamento leve à área. Árvores com este tipo de copa caracterizam-se por manter a permeabilidade visual, assim, parcela da luz solar que insede na copa consegue atingir o solo. Este tipo de sombreamento, além de garantir a sobrevivência de

82


diversos tipos de vegetação sob a copa das árvores, também colabora para a permeabilidade visual nas áreas internas ao parque. A vegetação média e rasteira é feita com gramíneas, que trazem cor e textura para a paisagem, além de retardarem o fluxo da água pluvial, evitando grandes alagamentos. A vegetação das vias marginais utilizará, preferencialmente, espécies também nativas do bioma local. Entretanto, será critério de escolha a compatibilidade das espécies com o tipo de espaço onde são utilizadas, levando em consideração a manutenção e possíveis danos causados à infraestrutura urbana.

83


18 proposta geral

12 10 9 5 11

8

6 7

CP6

CP4

84


1

2

CP2 CP1

3

4

Parque Capim Puba (trecho A) 1. Praça Joaquim Curado 2. Academia 3. Mirante 4. Jogos 5. Praça Buriti 6. Ponte Cerrado 7. Área de piquenique 8. Deck 9. Passarela Ipê 10. Playground 11. Praça Independência 12. Trecho B 0

25

100 m

85


86


19 praรงas 87


1. Praça Joaquim Curado A praça Joaquim Curado faceia a margem Sul do Parque Linear e está a montante do córrego Capim Puba. O terreno é delimitado por vias de grande fluxo de veículos, por estruturas comerciais, hospitalares, residenciais e por linhas de transporte coletivo A praça é um espaço de passagem, recreação e permanência. Nela, pátios com características distintas

88

Figura 25 | Vista da Praça Joaquim Curado, pelo passeio da Rua 29A.


Praça Joaquim Curado area: 30.000 m2

são locados e interligados a partir dos eixos de percursos. Nesses pátios, a água e a densa vegetação são elementos contínuos. A reutilização do edifício existente e conexão deste ao teatro InAcabado visa criar um circuito cultural para a divulgação do trabalho de artistas locais. As estruturas do café e restaurante, também dão suporte a este circuito.

89


parada do BRT leste-oeste (eixo anhanguera) estacionamento

sede do corpo de bombeiros (antiga estação ferroviária), requalificação da estrutura

parada de ônibus teatro InAcabado

pré existências

As estruturas existentes na praça não incentivam a permanência. Exceção para a quadra poliesportiva e academia Ela é apenas area de passagem.

acessos e percursos

existentes novos percursos existentes

90

parque lago das rosas


pátio 8 esporte

pátio 2 encontro + diversão (água - contato) pátio 1 suporte ao transporte eixo cultural

pátio 6 cores e cherios (conexão aos hospitais) pátio 3 cultural conexão estar nas calçadas e acesso ao nível da praça (água - reflexo) pátio 5 ordenação de fluxo e conexão aos hospitais (água - som)

conceito

Pátios com caracteristicas distintas

eixos secundários

eixos primarios

conexão com a nascente

eixos de percursos

conectam os pátios

91


13 12

+ 11.0 10 15 9

16 11

7 + 12.0

CP3

92


5

4

6 + 15.0 3 4

7

2 + 20.0

14

8

+ 18.0

1

+ 13.0

14

+ 20.0

+ 18.0

Praça Joaquim Curado planta

+ 18.0

1. Café 2. Restaurante 3. Carga e Descarga 4. Exposição 5. Acesso Estacionamento 6. Quadra Poliesportiva 7. Playground 8. Elevador 9. Laguinho 10. Quiosque 11. Ponto BRT (Eixo Anhanguera) 12. Ponto ônibus 13. Teatro InAcabado 14. Mirante 15. Deck 16. Fonte

0

25

50 m

93


Figura 26 | A perspectiva mostra a relação entre os dois níveis da praça. No nível inferior está o acesso a área de exposição, aos elevadores, escada e estacionamento. A grande área livre é extensão da galeria, é um espaço para eventos e intervenções artísticas.

94


95


Figura 27 | a direita. o laguinho é a área de passagem da água do Capim Puba na Praça JC. Em ambiência que mistura estruturas formais e naturais, a água é som, habitat, paisagem e elemento recreativo.

rua 29-A

96


rua 16-B

corte CP1 / sem escala anexo pag. 128

97


DET. 1 / 1:20

argila expandida camada de proteção impermeabilização laje de concreto molada in loco viga metálica perfil I viga de borda metálica perfil C forro metálico Baffle 200mm

Figura 28 | acima. Acesso ao mirante e ao Café.

DET. 1

rua 29-B

98


av. anhanguera

corte CP2 / sem escala anexo pag. 129

99


Figura 29 | a direita. A fonte próxima ao playground também é equipamento recreativo.

100


corte CP3 / sem escala anexo pag. 130

101


2. Praça Independência A Praça Independência é o principal espaço de permanência na intersecção do parque com a avenida de mesmo nome. Ela é um espaço articulador entre o transporte coletivo de duas avenidas (P-2 e Independência) e se configura em torno de um pavilhão central com quiosques, banheiro, telefone, bebedouro, e ponto de bicicletas públicas.

102

Figura 30 | Acesso entre a alameda P-2 e av. Independência.


Praça Independência area: 1.650 m2

103


revegetação recuperação das árvores do canteiro central original da av. independência.

vegetação em altura média traz privacidade para a área da de estar mantendo a permeabilidade visual.

+ 6.0 av. independência

104

acesso entre as paradas de ônibus da av. independência e da alameda p-2.


+ 1.0 CP8

+ 7.0 + 5.0 + 6.0

+ 6.0

Praça Independência planta 0

módulos equipamentos urbanos são locados sob a estrutura da cobertura. Quiosques, banheiros, bebedouros, caixas eletrônicos, mapas, etc. Feitos em uma estrutura modular, eles permitem variadas configurações.

grill

25

50 m

revegetação recuperação da mata ciliar.

WC

burguer

+ 6.0

PRAÇA INDEPENDÊNCIA

corte CP8 / 1:250

105


106


20 transposições 107


rua P-7

1. Ponte cerrado A estrutua utilizada atualmente nas pontes para automóveis traz pouca visibilidade ao córrego além de reduzir a área de livre curso ecológico, como mostra a figura 31. A mundança na tipologia de pontes utilizadas atualmente busca trazer mais permeabilidade para as transposições e indentidade as áreas de travessia do curso d’água. A estrutura em arco deixa ampla area para o livre curso ecológico sob a ponte. A travessia marcada pela presença de vegetação abundante e a materialidade do concreto e aço cortenho, molda a paisagem e facilita a orientação e localização pela cidade.

alameda p-2

108

Figura 31 | a direita. o croqui ilustra a relação entre as pontes e o córrego e as edificações vizinhas

Figura 32 | abaixo. seção do parque ilustra a paisagtem proposta e mostra a relação entre transposições e o curso d’água.


muro de contenção do córrego limite das edificações

acúmulo de sedimentos e lixo nas margens

CP5

av. irani alves

corte CP4 / sem escala anexo pag. 131

109


RUA P-7 (ponte cerrado passeio acessível e com iluminação para pedestres

v d

1.0

ciclovia

variável

+ 8.0

+1

estrutura composta de vigas arqueadas de concreto armado

110

revestimento em placas de de aço co


7 o) canteiros separam as faixas carroçáveis do passeio e da ciclovia e coletam a água da chuva.

revegetação recuperação da mata ciliar

via em duas direções

1.0

ortenho

guarda corpo em chapas perfuradas aumentam a permeabilidade a permeabilidade do córrego

corte CP5 / 1:100

111


passarela

2. Passarela Ipê

A passarela ipê é uma passagem para pedestres no prolongamento das ruas 27-A e P-10 que conecta os setor dos Funcionários ao setor Aeroporo.

Figura 33 | a direita. diagrama dos conceitos espaciais e conexões propostas.

Ela é um elemento que traz identidade ao parque. É passagem, mirante e área de estar. O percurso se configura sob uma estrutura leve, que pousa sobre o solo, maximizando á area de livre curso ecológico.

CP6

112

Figura 34 | abaixo. situação da passarela ipê.


CONCEITO

cruzamento extenção do eixo das vias

permanência

permanência

vista

praça

vista

praça

113


CP7

alameda p-2

114


Figura 35 | abaixo. Desenvolvimento do conceito estrutural

av. irani alves

corte CP6 / sem escala anexo pag. 132

115


tirantes (cabo de aรงo)

guarda corpo (metรกlico)

+ 8.0

banco (madeira) laje (concreto) viga (concreto armado)

pilar (concreto armado)

+ 2.0

corte CP7 / 1:100

116


70 m

Figura 36 | a direita. planta da passarela sem escala

+ 8.0

Figura 37 | a baixo. a passarela como um marco na paisagem.

117


Figura 38 | acima. a Praça Buriti é uma área de permanência que também da acesso a parte interna do parque. ( As escadas contínuam atras do muro de pedras até atingir níveis inferiores)

118

Figura 39 | abaixo. os portões de entrada marcam o acesso ao parque. Nesta imagem a entrada rampada conecta a calçada a quadra poliesportiva e área de jogos.


21 percursos e acessos O terreno do parque possui topografia com declive em direção ao córrego. Portanto o acesso aos percursos internos se localizam em pontos específicos, como mostra o diagrama a abaixo. Os pontos de acesso tem duas tipologias: praças e portões de acesso como ilustram as figuras 38 e 39.

fig. 39 fig. 38

percurso em nível, com escada e com rampa (i= 8%), respectivamente pontos de acesso percurso nívelado desnível com rampa trajetos

119


fontes e cascatas

fig. 40

estruturas formais exploram as sensações na interação com a água

permeabilidade visual o córrego como paisagem (pontes, decks e mirantes)

córrego acesso e contato com o córrego

120


22 contato com a água A valorização da interação com a água contribui para a preservação do córrego e traz identidade ao parque. Na praça Joaquim Curado, a água aparece nos diversos pátios de forma distinta, em estruturas formais como cascatas e fontes de piso. Figura 40 | abaixo. Praça Joaquim Curado: o espelho d´água e cascata margeiam os acessos às estruturas hospitalares do setor Aeroporto. Neste pátio á água é som e reflexo

Ao longo do córrego a água aparece em ambiências mais naturais e é descoberta de diversas maneiras. Os mirantes e transposições dão permeabilidade visual ao curso d’água. Nestes espaços a água é um elemento paisagístico. Já os decks e os trajetos próximos ao nível da água permitem a interação com o córrego, nestes espaços a água é som, contato, paisagem e elemento recreativo.

121


23 equipamentos recreativos

Os espaços para a prática de atividades físicas e recreativas ao longo do parque possuem equipamentos ja utilizados nos projetos de espaços públicos na cidade mas tambem novas tipologias de equipamentos. Os Playgrounds com estruturas lúdicas exploram a topografia. Espaços com desgin específico para a área de implantação trazem identidade aos espaços infantis. Jogos como o xadrez humano e o ping pong são implantado junto as tradicionais quadras poliesportivas, dinamizando as opções de espaços recreativos.

122

Figura 41 | abaixo. A praça de esportes é estrutura a partir de um mirante central que divide dois espaços: a área de jogos (a esquerda) e a quadra poliesportiva (a direita).


fig. 41 atividades físicas jogos, academia, quadra poliesportiva e playground, respectivamente

alimentação café, restaurante quiosque e área para piquenique, respectivamente

123


124


24 considerações finais

O desenvolvimento deste projeto me fez compreender porque os córregos urbanos são o que são hoje, poluídos e marginalizados. Uma sequência de decisões urbanísticas negligenciou as qualidades ambientais, paisagísticas e ecológicas que os cursos hídricos trazem para as cidades. Este projeto foi desafiador em vários aspectos, sobretudo na mudança de escala de trabalho. As transições entre escala macro, meso e micro me fez ter maior consciência da importância desta área para a cidade e das consequências de diretrizes urbanas nas ambiências em escala micro. Acredito que o estudo apresentado aqui pode abrir as portas para novas discussões acerca dos córregos urbanos de Goiânia e encorajar intervenções que tragam mais vida as margens destes cursos hídricos. Concluo então que para a preservação dos cursos d’água é primordial que eles sejam despoluídos fundamental importância a valorização de seus leitos, favorecendo o contato com a água e garantindo a permeabilidade visual. Pois, a identificação das pessoas com estes espaços só será possível quando eles forem tratados como espaços públicos qualificados e acessíveis. Figura 42 | acima. Vista do deck, o córrego é qualificador espacial, climático e visual.

125


P A R T E VI REFERENCIAL TEÓRICO


25 referências __Google Maps < accessado de março a junho de 2017 > __Google Earth < accessado de março a junho de 2017 > __Plano Diretor da Cidade de São Paulo (PL688/13): Zonas Especias de Interesse Social Disponível em < http://gestaourbana.prefeitura. sp.gov.br/novo-pde-zeis/ > acessado em março de 2017. __FERRAZ, Caio, ABREU, Luana, SCARPELINI, Joana. (2009) Entre Rios. Direção: Caio Silva Ferraz .Trabalho de Conclusão do Curso de Bacharelado em Audiovisual do SENAC-SP. Disponível em < https:// vimeo.com/14770270 > acessado em abril de 2017.

__Landezine: Society for Promotion of Landscape Architecture Disponível em < http://www.landezine.com/ > acessado entre março e junho de 2017. __Norma Técnica CELG D (NTC-35): Critérios de Projetos de Redes de Distribuição Subterrâneas. Publicado em Dezembro/2016. Disponível em < https://www.celg.com.br/arquivos/dadosTecnicos/ normasTecnicas/NTC35.pdf > acessado em abril de 2017. __WOLCH, R. Jennifer, BYRNE Jason, NEWELL P. Joshua. Urban green space, public health, and environmental justice: The challenge of making cities ‘just green enough’ . Landscape and Urban Planing. Editora Elsevier. v. 125, p. 234-244, maio/2014. Artigo online publicado em 2 de março de 2014. Disponível em: < http:// escholarship.org/uc/item/8pf8s47q#page-1 > Acessado em 20 de abril de 2017. __JACKSON J. Richard, et al. Urban Rivers Parkways: an essential tool for public health. Center for Occupational & Environmental Health UCLA. Universidade da California, julho 2014. Disponível em < https://ehs.ph.ucla.edu/sites/default/files/downloads/Urban%20 River%20Parkways%20Full%20Report_1.pdf > acessado em 20 de abril de 2017.

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Eixo Capim Puba: requalificação urbana - vol. 2  

Este caderno é o volume 2/2 que produzi para meu trabalho de conclusão de curso em Arquitetura e Urbanismo. Discuto aqui a situação dos córr...

Eixo Capim Puba: requalificação urbana - vol. 2  

Este caderno é o volume 2/2 que produzi para meu trabalho de conclusão de curso em Arquitetura e Urbanismo. Discuto aqui a situação dos córr...

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