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Design Sustentรกvel Fateb 2011

site de aluguel e troca


Quem fez Quem

fez

Juliana Lima

Kátia Alessandra

Luiz Roberto

«Por mais ardua que seja a luta, por mais distante que um ideal se apresente, por mais dificil que seja a

«Por mais ardua que seja a luta, por mais distante que

caminhada, existe sempre uma maneira de vencer:

um ideal se apresente, por mais dificil que seja a

A Nossa Fé." uma maneira de vencer: caminhada, existe sempre A Nossa Fé."


site colaborativo de aluguel e troca

Desenvolvimento do Projeto do Produto III

Juliana de Castro Xavier Lima Kátia Alessandra Pereira Luiz Roberto da Silva Santos Orientado por Prof. Me. José Eduardo Zago

Design Sustentável


design

SUSTENTÁVEL R AMBIENTE

meio

eduzir eutilizar eciclar

ECO sistemas RECURSOS

biodiversidade NATURAIS

ASPECTOS CULTURAIS AMBIENTAIS

culturalmente aceito

SOCIAIS

ecologicamente correto ECONÔMICOS socialmente justo economicamente viável

S O C I E DA D E


Juliana de Castro Xavier Lima Kátia Alessandra Pereira Luiz Roberto da Silva Santos Orientado por Prof. Ms. José Eduardo Zago

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Trabalho de conclusão do curso de Desenho Industrial - Desenvolvimento do Projeto do Produto III co m o re q u i s i to à o b te n çã o d o t í t u l o d e B a c h a re l e m D e s e n h o I n d u st r i a l .

Banca Examinadora:

Presidente: Prof. Me. José Eduardo Zago Instituição: FATEB - Faculdade de Ciências e Tecnologia de Birigui

Assinatura:_______________________

Titular: Prof. Dra. Renata de Freitas Gois Instituição: FATEB - Faculdade de Ciências e Tecnologia de Birigui

Assinatura:_______________________

Presidente: Prof. Me. Claudemilson dos Santos Instituição: FATEB - Faculdade de Ciências e Tecnologia de Birigui

Design Sustentável

Assinatura:_______________________


DEDICATÓRIA Dedicamos este projeto aos nossos amigos e pais, professores e ao nosso orientador Prof. Me. José Eduardo Zago, por ter nos ajudado e mostrado este novo e longo caminho.

Design Sustentável


AGRADECIMENTOS Agradecemos primeiramente a Deus, que estรก acima de tudo, especialmente aos que estiveram e estรฃo ao nosso lado durante todo momento.

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‘Precisamos acreditar que a tarefa que estamos a realizar seja importante e signicativa’. John Thackara

Design Sustentável


RESUMO RESUMO

ABSTRACT ABSTRACT

Desenvolvimento do projeto CasaLeve, que propõe encontro virtual entre as pessoas a fim de compartilhar informação e produtos. Juliana de Castro Xavier Lima, Kátia Alessandra Pereira e Luiz Roberto da Silva Santos. Trabalho de Conclusão do Curso de Desenho Industrial FATEB Birigui SP. Este artigo é sobre Design Sustentável. O conceito de sustentabilidade abrange três aspectos: ambiental, social e econômico; possibilita diversas áreas de atuação e iniciativas para melhorias na vida da sociedade e do meio ambiente. Estamos acabando com o mundo, com as nossas parafernálias e lixo, que estão sendo produzidos e liberados sem levar em consideração para onde eles vão e o que será feito deles após serem inutilizados. Este projeto é importante para o mundo e principalmente ao meio ambiente, permitindo às pessoas se envolverem em atitudes habituais e rotineiras de novas maneiras, deixando de acreditar que para estar bem devemos consumir mais ‘coisas’. Para tanto foi proposto um estudo sobre como poderíamos diminuir o consumismo desenfreado e o seu impacto no meio ambiente, criando e desenvolvendo um produto/serviço leve e sustentável, baseado na ‘economia da solidariedade’, cooperação e compartilhamento de recursos utilizando um sistema socialmente integrado, capacitado por comunicações em rede em uma comunidade colaborativa. Foram apresentadas alternativas que pudessem solucionar os problemas encontrados e definidos através de pesquisas. O artigo fundamenta-se nas obras de John Thackara (2008), com o Plano B, e Thierry Kazazian (2005), Haverá a Idade das coisas leves: Design e Desenvolvimento Sustentável, que direcionaram o desenvolvimento do projeto.

Development of the Light house Project, which offers virtual meeting between people in order to share information and products. Juliana Xavier de Castro Lima, Katia Alessandra Pereira and Luiz Roberto da Silva Santos. Wo r k C o m p l e t i o n C o u r s e o f I n d u s t r i a l Design FATEB Birigui SP. This article is about Sustainable Design. The concept of sustainability encompasses three aspects: e n v i r o n m e n t a l , s o c i a l a n d economic; enables several areas of activity and efforts to the improvement in the life of the society and of the environment. We are destroying the world with our gadgets and garbage, which are being produced and released regardless of where they go and what will become of them after being destroyed. This project is important for the world and mainly for the environment, allowing people to engage in usual and routine attitudes in new ways, no longer believing that we should be fine consuming more ‘stuff’. To this end has been proposed a study on how we could reduce the uncontrolled consumerism and its impact on the environment, creating and developing a product / service light and sustainable, based on a ‘solidarity economy’, cooperation and sharing of resources using a socially integrated system, enabled by network communication in a collaborative co m m u n i t y. T h e a l te r n a t i v e s t h a t w e r e submitted could solve the problems found and defined through research. The article is based on the works of John Thacker (2008), with Plan B, and Thierry Kazazian (2005), there will be the Age of Light Things: Design and Sustainable Development, which directed the development of the project.

Palavras-chave: Sustentabilidade. Comunicação em rede. Consumismo. Compartilhamento. Meio ambiente. Leveza.

Key w o r d s : S u sta i n a b i l i t y. N et w o r k communication. Consumerism. Sharing. The environment. Lightness.


Lista de de figuras Lista figuras 15

Fig. 1 - Os três pilares da sustentabilidade

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Fig. 6 - Desertificação

24

Fig. 11 - Catadores de lixo

34

Fig. 16 - Computadores

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Fig. 21 - Site KJP Andaimes e Máquinas

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Fig. 2 - The story of stuff

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Fig. 7 - Degelo

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Fig. 12 - Consumismo

35

Fig. 17 - Prazos de entrega

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Fig. 22 - Site netmovies

19

19

20

Fig. 4 - Mãe e filho

Fig. 5 - Emissão de gases poluentes

21

21

23

Fig. 8 - Governantes

Fig. 9 - Consumismo

25

26

Fig. 3 - The story of stuff Ciclo de Produção

Fig. 13 - Dia sem compras

35

Fig. 18 - Lixo seletivo

41

Fig. 23 - Site netmultimidia

Fig. 14 - Internet

Fig. 10 - Campanha contra o consumismo

34

Fig. 15 - Lei

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40

Fig. 19 - Site Econtra Birigui

Fig. 20 - Site iLocal

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Fig. 24 - Site Casa do Construtor

Fig. 25 - Agenda com caneta


43

Fig. 26 - Chaveiro

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Fig. 31 - Display Shopping 2

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Fig. 36 - Página email

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Fig. 41 - Layout o que você procura

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Fig. 46 - Layout login

63

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Fig. 27 - Agenda

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Fig. 28 - Flyers

43

Fig. 29 - Sacola Ecológica

45

45

45

Fig. 32 - Outdoor faculdade

Fig. 33 - Outdoor praça

Fig. 34 - Outdoor avenida

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56

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44

Fig. 30 - Display Shopping 1

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Fig. 35 - Outdoor centro

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Fig. 37 - Layout página Fig. 38 - Layout projeto Fig. 39 - Layout troque Fig. 40 - Layout alugue ‘Plante você também’ inicial

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Fig. 43 - Layout Fig. 42 - Layout últimos produtos cadastrados proprietário e locatário

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Fig. 47 - Layout cadastro

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Fig. 51 - Layout política Fig. 52 - Layout termos e condições de privacidade

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Fig. 48 - Layout como funciona

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Fig. 44 - Layout detalhes do produto

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Fig. 49 - Layout anuncie aqui

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Fig. 45 - Layout detalhes do proprietário

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Fig. 50 - Layout fale conosco


Sumário Sumário Resumo Abstract Lista de figuras 1.Introdução 2.Desenvolvimento 2.1.Pesquisa 2.1.1.Sustentabilidade 2.1.2.Três campos de domínio da sustentabilidade 2.1.2.1.Ambiental 2.1.2.2.Social 2.1.2.3.Econômico 2.1.3.Projetos de sustentabilidade ambiental 2.1.3.1.Projetos de sustentabilidade ambiental - Eficiência ambiental 2.1.3.2.Projetos de sustentabilidade ambiental - Sustentabilidade 2.1.3.3.Projetos de sustentabilidade ambiental e empresarial 2.1.3.4.Projetos de sustentabilidade ambiental - Produção mais limpa (P+L) 2.1.4.Natureza e produção 2.1.5.Sustentabilidade empresarial 2.1.6.Consumismo exagerado e falta de reciclagem 2.1.7.O consumismo é o maior inimigo da natureza 2.1.8.Quanto mais você compra, mais lixo você acumula 2.1.9.Dia sem compras 2.1.10.O avanço do consumo ‘inconsciente’ 2.1.11.Aspectos históricos 2.1.11.1.História da Internet 2.1.11.2.Histórico 2.1.11.3.Histórico da Internet no Brasil 2.1.11.4.O surgimento de um mercado comercial 2.1.11.5.O novo jeito de vender 2.1.11.6.Pontos importantes do e-commerce 2.1.11.7.Conceito e origem da web 2.1.11.8.Origem do nome 2.1.12.Propósitos dos sites 2.1.12.1.Instrumento de publicidade 2.1.12.2.Porquê ter um site

09 09 10 14 15 15 15 15 16 16 16 17 17 17 18 18 19 22 23 23 25 25 26 26 26 27 28 28 28 30 31 31 32 32 32


2.1.12.3.Site interativo 2.1.13.Satisfação do cliente virtual 2.1.13.1.Aja sempre de acordo com a lei 2.1.13.2.Forneça sempre informação adequada e precisa 2.1.13.3.Garanta que os prazos sejam cumpridos 2.1.13.4.Aposte na responsabilidade social 2.1.13.5.Encare um problema como oportunidade 2.1.14.Aspectos usuais 2.1.14.1.Elaboração de perfis 2.2.Problematização 2.2.1.Definição do problema 2.2.2.Análise de similares 2.2.3.Lista de requisitos 2.3.Marketing e Publicidade 2.3.1.A construção de uma identidade 2.3.2.Produto final 2.3.3.Projeto ‘Plante você também’ 3.Conclusão

Referências

34 34 34 34 35 35 36 37 37 38 38 38 42 43 47 49 64 65 66


1.Introdução Sustentabilidade é um tema que está mobilizando muitas empresas e pessoas a viverem de formas diferentes, novos hábitos e rotinas que prejudiquem cada vez menos o meio ambiente, enxergando e sentindo a necessidade de produzir e consumir produtos que revertam a situação atual de degradação da natureza, do mundo que nos é essencial a vida. Não é mais uma opção, o design sustentável, produtos ecologicamente corretos são uma obrigação, pois se não tomarmos uma atitude e nos conscientizarmos o mundo vai acabar antes que percebamos que deveríamos ter convertido nossos caminhos e atitudes e a tarefa do designer é substituir recursos materiais por informação e evoluir de criador de objetos para capacitadores de mudança e conscientização envolvendo a sociedade. Estamos viciados em comprar e encher o mundo com as nossas parafernálias, sem dar conta de que a cada produto que produzimos, consumimos e descartamos de maneira incorreta, tem um efeito drástico no meio ambiente.

‘...uma obsessão por objetos está sendo substituída por um fascínio pelos eventos...’ ( Thackara, 2008)

14

O objetivo do projeto é desenvolver um produto/serviço que possibilite uma nova forma de fechar ciclos nos fluxos de matéria e energia, proporcionar maior proximidade das coisas em redes e não em cadeias estendidas e conexões entre pessoas e conhecimento. Permitir às pessoas se envolverem em atividades cotidianas de novas maneiras, deixando de acreditar que para estar bem e ser importante devemos consumir mais. Esse novo produto/serviço é importante, pois pretende atender aos três pilares da sustentabilidade: ecologia, economia e sociedade. Propõe um encontro virtual entre pessoas que estão disponibilizando produtos diversos a outras pessoas, diminuindo a necessidade ou apenas o desejo de ‘ter’, e substituindo pela oportunidade de compartilhar esses produtos através do maior sistema de comunicação desenvolvido pelo homem, a Internet, de uma forma que os usuários conectados possam usufruir de serviços e comunicação de alcance mundial, porém, grandes projetos surgem de pequenas ações, e não é necessário ir muito longe para identificar muitos problemas em relação a sustentabilidade nos dias atuais.

‘...a eliminação do consumismo deveria ser das tarefas principais a serem efetuadas pela humanidade, pois só assim se poderia salvar o planeta para a catástrofe que se avizinha...’ (Página consultada em 16 de junho de 2011, <http://www.consumismo.kit.net/cons.htm>) No futuro, a característica mais importante necessária nos produtos será a leveza.


2.Desenvolvimento 2.1.Pesquisa 2.1.1.Sustentabilidade Com certeza, nunca se ouviu falar tanto de sustentabilidade como na última década. Hoje, apesar do termo fazer parte do nosso cotidiano, ele é, na maioria das vezes, associado somente à questões ambientais. No entanto, o conceito de sustentabilidade abrange três aspectos: ambiental, social e econômico. Sendo assim, uma ação sustentável é aquela que promove, ao mesmo tempo, atividades economicamente viáveis, socialmente justas e ecologicamente corretas. Algumas ações sustentáveis podem sim ter um vínculo maior ou menor com somente um dos pilares contanto que não dê prejuízo a nenhum deles. Segundo Dr. Peter Nijkamp, professor holandês da Vrije Universiteit de Amsterdam, na Holanda – eleito o 32° melhor economista do mundo pelo Ideas/RePEc – o chamado ‘triângulo da sustentabilidade’ envolve a aquisição de rendimento suficiente para o custo da vida em sociedade, os valores socioculturais e à justiça na distribuição de custos e benefícios, a manutenção dos ecossistemas do planeta em longo prazo. Logo, ser sustentável vai além do que somente tentar diminuir o consumo de energia ou fazer a separação do lixo da maneira correta. É necessário uma grande mudança de comportamento. 2.1.2.Três campos de domínio da sustentabilidade Desde os estudos do Clube de Roma na década de 1970, o tema da sustentabilidade tem entrado em discussão na mídia. A sustentabilidade abrange três campos distintos:

Ambiental Ambiental

Fig. 1 - Os três pilares da sustentabilidade.

Social Social

Econômico Econômico

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Na esfera ambiental, a sustentabilidade está ligada à maneira como os recursos naturais são utilizados pelo homem. Os recursos naturais não renováveis devem ser preservados para que as gerações futuras também possam ter direito à eles. A preservação pode vir por meio da reciclagem, por exemplo. A poluição ambiental também está relacionada à sustentabilidade. Grande parte dos resíduos industriais e residenciais têm sido sumariamente descartados nos mananciais, poluindo-os, apesar de empresas de saneamento básico e desentupidoras se esforçarem para evitar esse processo de degradação.

Ambiental

2.1.2.1.Ambiental

2.1.2.2.Social

2.1.2.3.Econômico O foco atual do mundo capitalista é a economia. Tirar a economia do foco e colocar o ser humano e o ambiente nesse espaço é uma tarefa que ainda não atingiu plenamente a consciência de todos os cidadãos, apesar dos terríveis desastres ambientais mostrados pela mídia. O capitalismo não é bom para o Planeta Terra porque ele privilegia o lucro que, por sua vez, só tem sido possível por meio da exploração das pessoas, bem como pela exploração dos recursos naturais. Dessa maneira, a sustentabilidade atinge três campos distintos que acabam se interligando: o campo ambiental, o social e o econômico. Eles formam os três pilares da sustentabilidade que devem ser equilibrados para que o Planeta Terra possa continuar existindo por um longo tempo, até que os seres humanos sejam capazes de colonizar outros planetas.

Econômico

16

Mas a sustentabilidade deve ultrapassar a mera discussão e se tornar uma prática, um hábito, entre as pessoas. Ao se tornar um costume, a sustentabilidade se enraizará nas pessoas, tornando-se efetivamente social.

Social

A educação para a sustentabilidade é um tema social. Ela deve ser discutida em salas de aula, nas comunidades, nos bairros, nas universidades, etc. Sem essa participação social em torno do tema, ela não terá vez no mundo.


2.1.3.Projetos de sustentabilidade ambiental Os projetos de sustentabilidade ambiental visam à satisfação das necessidades da geração presente sem comprometer a capacidade das futuras, enquanto preservando a característica custo-benefício às empresas e empreendimentos. Sustentabilidade é de fato um conceito sistêmico, relacionado com a continuidade de aspectos econômicos, sociais, culturais e ambientais da sociedade humana que, preservam a biodiversidade e os ecossistemas naturais, planejando e agindo em sua manutenção. Estes projetos de sustentabilidade ambiental são um meio de configurar as atividades humanas, de tal forma que a sociedade e as suas economias possam satisfazer as suas necessidades e expressar o seu maior potencial no presente. Um empreendimento sustentável deve obedecer a quatro requisitos básicos de projetos de sustentabilidade ambiental: 1. Ser ecologicamente correto; 2. Economicamente viável; 3. Socialmente justo; 4. Culturalmente aceito.

Para uma melhor compreensão sobre projetos de sustentabilidade ambiental é necessário distinguir eficiência ambiental e sustentabilidade. 2.1.3.1.Projetos de sustentabilidade ambiental - Eficiência ambiental Condição necessária dos projetos de sustentabilidade ambiental para maximizar o bem-estar humano sem superar a capacidade de carga da natureza. A eficiência ambiental se refere ao impacto ecológico da unidade de produto ou serviço final, de forma que quanto maior ela seja mais elevada poderá ser a oferta de serviços a disposição dos cidadãos. 2.1.3.2.Projetos de sustentabilidade ambiental – Sustentabilidade Enquanto a sustentabilidade constitui o indicador que garante a sobrevivência da espécie humana sem risco de catástrofes ecológicas, a eficiência ambiental constitui a variável de referência para melhorar os níveis econômicos de vida ou o incremento da população sem declínio de níveis. Logo, não se trata somente de reciclar ou apoiar uma instituição não governamental (ONG), mas de um ciclo contínuo de melhoria, tratando da elaboração de projetos de sustentabilidade ambiental para que o empreendimento (funcionários, clientes, fornecedores, etc.) sempre busque a sustentabilidade sem sobrecarregar os recursos utilizados.

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2.1.3.3.Projetos de sustentabilidade ambiental e empresarial Esta prática é fundamental às empresas que valorizam seu papel na sociedade, isto é, que possuem projetos de sustentabilidade ambiental. É aplicável a todos os níveis hierárquicos e deve ser integrado à cultura corporativa do negócio para o benefício máximo de todos os envolvidos. No entanto, não basta apenas realizar projetos de sustentabilidade ambiental, mas é necessário comunicar a importância de sua prática e conscientizar a sociedade, público externo e interno, da sua relevância, das ações necessárias e de benefícios possíveis. A ECP poderá elaborar Projetos de Sustentabilidade Ambiental, visando conscientizar a empresa e a sociedade de que preservar o meio ambiente e contribuir socialmente (exercer a cidadania) garantem lucratividade, redução de desperdício e boa imagem. 2.1.3.4.Projetos de sustentabilidade ambiental - Produção

mais Limpa (P+L)

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Produção Mais Limpa significa a aplicação contínua de projetos de sustentabilidade ambiental integrados aos produtos, a fim de aumentar a eficiência no uso de matérias-primas, água e energia, através da não geração, minimização ou reciclagem de resíduos gerados. A busca por novas tecnologias de P+L é parte essencial dos projetos de sustentabilidade ambiental em qualquer negócio. A melhoria constante da utilização dos recursos naturais significa a redução constante de desperdícios, ou seja, minimização de custos desnecessários e o incremento da lucratividade com melhor competitividade. Alguns exemplos desta tecnologia incluem a reutilização de garrafas PET para confecção de outros produtos, utilização do bagaço da cana como fonte de energia, controle de qualidade evitando desperdícios, reutilização de subprodutos de processos, adoção de materiais biodegradáveis, entre outros. A ECP pode desenvolver projetos de sustentabilidade ambiental P+L de acordo com as necessidades de cada empresa, além de treinar e coordenar toda a implantação, incluindo o monitoramento e avaliação de resultados.


2.1.4.Natureza e produção

Os professores de CLC projectaram em aula um vídeo bastante interessante cujo título é ‘History of Stuff’ (História das Coisas) realizado por Annie Leonard que, pela pesquisa, é uma ativista que tem viajado pelo mundo alertando para os problemas do meio ambiente. O vídeo é simples, muito elucidativo e recomenda-se. Fig. 2 - The story of stuff

Com efeito, o filme ilustra bem como é a Economia das Matérias (Extração-ProduçãoDistribuição-Consumo-Tratamento de Lixo). É um sistema linear, falido e com graves consequências para o planeta e seus habitantes. Um dos pontos focados é o envenenamento do leito materno, pelos gases tóxicos (CO2 e outros) lançados na atmosfera.

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Fig. 3 - The story of stuff - Ciclo de Produção

Efetivamente o nosso planeta tem sofrido, nos últimos anos, contínuas agressões que desencadearam um processo de deterioração do meioambiente e redução dos recursos naturais.

Fig. 4 - Mãe e filho


Fig. 5 - Emissão de gases poluentes

O excesso de dióxido de carbono (CO2) libertado na atmosfera pela queima de combustíveis fósseis provocam o efeito de estufa. As chuvas ácidas. A redução da biodiversidade.

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A desertificação devido aos desmantamentos das florestas com consequências drásticas para as populações locais que se vêm privadas do seu habitat natural e do seu meio de sustentação. A escassez de água principalmente nas zonas mais quentes do planeta. O excesso de lixo. O aquecimento global. Degelo.

Fig. 7 - Degelo

Fig. 6 - Desertificação


Tudo situações provocadas pelo excesso de produção aliado ao excesso de consumo. Todos temos que ter consciência desta realidade e parar de pensar que o que está longe de nós não nos afeta, porque este pensamento está errado e demonstra uma profunda apatia perante o problema que é de todos. Os governantes de cada país não podem ignorar a gravidade da situação. Fig. 8 - Governantes

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Não quero dizer com isto, que tenhamos de abandonar a produção, até porque seria impossível na sociedade atual. Temos sim, que acabar com a forma excessiva como o fazemos e tomarmos consciência de que devemos acabar com o consumismo, o desperdício e o inútil. O consumismo, como qualquer outro sistema existe porque nós o alimentamos.

Fig. 9 - Consumismo


É necessário que comecemos a considerar a natureza e a produção como dois ciclos distintos. O desenvolvimento da produção e das técnicas começou a ameaçar, destruir o meio ambiente que as suporta. O nosso meio ambiente, do qual depende a nossa existência. Os recursos naturais, deixaram de poder ser pensados como algo inesgotável. É preciso repensar a produção. O ambiente, e a diminuição dos recursos naturais assim o exigem.

22

A solução também passa por cada um de nós. Está na hora, de cada um de nós colocarmos um grão de areia nas rodas dentadas desta engrenagem destruidora que é a produção/consumo desmedidos e sem critérios pois o consumo deve ser sustentável, devemos adquirir apenas o necessário, reciclar sempre, economizar energia e combustíveis, desta forma cada habitante do planeta poderá contribuir para um mundo melhor. Um planeta com FUTURO um planeta onde a consciência ecológica seja UNIVERSAL.

Consumismo: Sistema econômico e social que favorece o consumo exagerado; tendência para consumir exageradamente (Dicionário de Língua Portuguesa Porto Editora)

Consumismo Sustentável: forma de consumo que visa satisfazer as necessidades da geração atual sem prejuízo das gerações futuras. Mais Soluções: ‘As tecnologias de energias renováveis como os painéis solares, micro-turbinas eólicas e aquecimento a biomassa estão a tornar-se cada vez mais populares. Assumem-se como alternativas efetivas aos combustíveis fósseis e permitem a auto-produção de energia permitindo reduzir as emissões de dióxido de

carbono. A energia renovável deriva de fontes inesgotáveis como o sol, o vento e água. A utilização destas fontes de energia permite reduzir a nossa dependência de combustíveis fósseis que contribuem para as alterações climáticas. 2.1.5.Sustentabilidade empresarial As empresas de hoje são agentes transformadores que exercem uma influência muito grande sobre os recursos humanos, a sociedade e o meio ambiente, possuindo também recursos financeiros, tecnológicos e econômicos. Diante disto, procuram colaborar de alguma forma para o fortalecimento destas áreas, com posturas éticas, transparência, justiça social. Os empresários, neste novo papel, tornam-se cada vez mais aptos a compreender e participar das mudanças estruturais na relação de forças nas áreas ambiental, econômica e social. O novo contexto econômico caracteriza-se por uma rígida postura dos clientes, que passa a privilegiar não apenas preço e qualidade dos produtos, mas principalmente o comportamento social das empresas fabricantes desses produtos, nisso ele continuará penetrando cada vez mais nas empresas, numa escalada progressiva, na qual a sua solicitação sinalizará as decisões do executivo nas empresas, que buscará meios de passar uma boa imagem institucional no mercado e atuar de forma ecologicamente responsável. As organizações que tomarem decisões estratégicas integradas à questão ambiental e ecológica conseguirão significativas vantagens competitivas, quando não, redução de custos e incremento nos lucros a médio e longos prazos. Nisso, muitas empresas tem buscado na gestão ambiental e na responsabilidade social, importantes instrumentos gerenciais para capacitação e criação de competitividade para as organizações, qualquer que seja seu segmento econômico.


Os consumidores cada vez exigentes pressionam as empresas que se desejarem serem lucrativas e rentáveis terão que padronizar-se ao conceito da responsabilidade social e reduzir de sua produção efeitos que venham prejudicar o meio ambiente. Então, segundo, ‘uma pesquisa realizada pela CNI, SEBRAE e BNDES revela que metade das empresas pesquisadas realizou investimentos ambientais nos últimos anos, variando cerca de 90% nas grandes a 35% nas microempresas. Essa mesma pesquisa revelou que as razões para a adoção de práticas de gestão ambiental (quase 85% das empresas pesquisadas adotam algum tipo de procedimento associado à gestão ambiental) não foram apenas em função de legislação, mas principalmente, por questões que poderiam ser associadas à gestão ambiental: aumentar a qualidade dos produtos, aumentar a competitividade das exportações, atender a reivindicação da comunidade, atender à pressão de organização não governamental ambientalista, estar em conformidade com a política social da empresa e melhorar a imagem perante a sociedade.’ (Takeshy achizawa, 2006).

2.1.6.Consumismo exagerado e falta de

reciclagem

Fig. 10 - Campanha contra o consumismo

‘Eu quero que você gaste muito, para provar que você ama sua família’

Vivemos em um tempo onde há demasiado consumismo por todo o planeta, porém eu quero me referir especificamente ao nosso país, o Brasil. É notável que o Brasil vem passando por uma transformação grande nesses últimos anos, muita gente deixou a classe baixa, para classe médiabaixa, com isso é obvio que haverá normalmente o aumento de consumo por parte dos brasileiros. Mas o que me preocupa com isso é a alienação feita por parte do nosso governo que necessita das verbas retiradas dos impostos das empresas, você trabalha o dia todo e chega cansado, assiste a sua televisão e é induzido a consumir mais, depois você trabalha muito mais pra pagar o seu consumo, e ao chegar cansado outra vez, você é novamente induzido a consumir exageradamente, criando assim um ciclo inacabável. O pior desse consumismo é a criação de resíduos, como no Brasil somente 1% do nosso lixo é reciclado, a situação fica ainda pior. O fim desses lixos provavelmente será o aterro (um grande buraco) que além de poluir o solo, polui também o lençol freático, ou pior ás vezes o lixo é incinerado (queimado), lançando no oxigênio grandes quantidades de toxinas, uma delas muito perigosa, á Dioxina, o gás mais poluente já criado pelo homem. Se continuar nesse ciclo, provavelmente o Brasil se tornará brevemente em um dos maiores poluidores do planeta, o que seria trágico já que o Brasil é hoje o país com maior número de recursos naturais do mundo.

23


2.1.7.O consumismo é o

maior inimigo da natureza

Fig. 11 - Catadores de lixo

24

O

consumo invade diversas esferas da vida social, econômica, cultural e politica. Tem passado a ser encarado como um dever do cidadão. Assim, a problemática ambiental relaciona-se com os altos padrões de consumo e estilos de vida. O século XXI está a ser marcado por profundas inovações que afetam as nossas experiências de consumo, como a globalização, o desenvolvimento de novas tecnologias de comunicação, o comércio através da Internet, a biotecnologia, o debate ambientalista etc. Ao mesmo tempo, novos tipos de protestos e reações ao consumismo emergem, exigindo uma nova postura do consumidor. Já em 1992 se realizou no Rio de Janeiro uma cimeira onde se definiu que a eliminação do consumismo deveria

O consumismo é uma das características da sociedade contemporânea que produz os impactos mais preocupantes no meio ambiente, tais como a poluição de recursos naturais e desaparecimento de espécies animais e vegetais, b e m co m o, a l te ra çõ e s climáticas.

ser das tarefas principais a serem efetuadas pela humanidade, pois só assim se poderia salvar o planeta para a catástrofe que se avizinha. Já se passaram 16 anos desde a realização daquela cimeira convocada pelas Nações Unidas, e descontando as centenas de discursos, o incumprimento de compromissos e as mil promessas dos governantes dos países ricos e industrializados, a verdade é que muito pouco se fez. Enquanto isso, a consciência do perigo mortal vai crescendo e os efeitos da deterioração ambiental multiplicam-se. Precisamos passar de uma sociedade de Produção Industrial, consumista e individualista, que sacrifica os ecossistemas e penaliza as pessoas, destruindo a sócio-biodiversidade, para por uma Sociedade de Sustentação de Toda a Vida, que se oriente por um modo socialmente justo e ecologicamente sustentável de viver.


2.1.8.Quanto mais você compra, mais lixo você

acumula O processo é longo. Você se apaixona por um produto, não resiste ao design, compra, leva para casa, usa e descarta. Para onde ele vai? ‘O lixo parece mágico’, diz Valéria Rodrigues Garcia, diretora de estudos e pesquisas do Procon-SP. ‘Você joga fora e seu metro quadrado está limpo, mas as ruas não.’ As vias reúnem coisas que vão de cocô de cachorro a sofás que não prestam para estar dentro de casa. ‘O consumidor deveria perguntar ao fabricante por que o sofá não dura mais que dois anos’, afirma Valéria. Fig. 12 - Consumismo

Segundo a diretora da entidade, para mudar a alta produção de lixo, o consumidor deveria planejar suas compras e ter uma ideia de quanto vai consumir para evitar o desperdício. Outras saídas, no plano individual, seriam ‘exigir que os comerciantes apresentassem alternativas melhores para as embalagens, que os produtos tivessem maior qualidade e durabilidade’, de acordo com Valéria. ‘No plano coletivo, é preciso haver uma política pública que faça as empresas serem responsáveis pelo lixo que produzem.’ O tempo de decomposição de cada resíduo varia de fonte para fonte e, como diz Valéria, não é muito confiável. Sobre o vidro, as informações vão de quatro mil anos até um milhão de anos. Os dados sobre embalagens PET também variam: de cem anos a tempo indeterminado. 2.1.9.Dia sem compras No último sábado do mês de Novembro é celebrado todos os anos a nível mundial o DIA SEM COMPRAS (Buy Nothing Day), uma forma de nos manifestarmos contra o consumismo insustentável nas sociedades de consumo dos países industrializados. Nesse dia, pessoas de todo o Mundo decidem não comprar nada! É incentivada a reflexão sobre o modo de consumo na atuais sociedades capitalistas. Promove-se uma postura de consumo responsável, alertando-se a sociedade para a escassez dos recursos naturais e para a necessidade de todos nós, enquanto consumidores, termos consciência da pegada ecológica originada pela produção e transporte dos produtos que temos à nossa disposição nas superfícies comerciais. Defende-se a sustentabilidade do planeta, promovendo o consumo responsável e local, o comércio justo e a reutilização e troca de bens. Fig. 13 - Dia sem compras

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2.1.10.O avanço do consumo ‘inconsciente’ Apesar de ter mais informações sobre os problemas ambientais, o número de brasileiros que mantêm hábitos conscientes de consumo é cada vez menor, segundo pesquisa feita pela Federação do Comércio do Estado do Rio de Janeiro (Fecomércio-RJ). Para elaborar o levantamento, divulgado no dia 13 de junho, foram feitas entrevistas com mil consumidores de 70 cidades, incluindo nove regiões metropolitanas. Entre elas, Rio de Janeiro, São Paulo, Recife, Belo Horizonte e Salvador. De acordo com o levantamento, 57% dos entrevistados mantêm hábitos que levam em consideração a preservação do meio ambiente. Em 2007, quando a pesquisa foi realizada pela primeira vez, esse percentual era 65%. A queda desse grupo refletiu desde a escolha de produtos ecologicamente corretos nas gôndolas dos mercados, a preocupação em verificar se os produtos adquiridos eram geneticamente modificados ou transgênicos, até a reciclagem do lixo e a preocupação em fechar a torneira ao escovar os dentes. A pesquisa também mostrou queda no número de brasileiros preocupados com o desperdício, revelando que, enquanto, em 2007, 76% dos entrevistados verificavam os armários e a geladeira antes de fazer compras, este ano 72% disseram manter essa prática.

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Uma das questões importantes apontadas na pesquisa é que, em alguns casos, o custo mais alto de produtos ecologicamente corretos inibe a adesão de parte dos consumidores ao grupo do consumo consciente. E, nesses casos, acabam ocorrendo a velha máxima do dito popular: ‘O órgão mais sensível do consumidor é o bolso’. A pesquisa mostrou ainda que os consumidores estão menos preocupados com a saúde. De acordo com o levantamento, 25% dos entrevistados deste ano afirmaram que não verificam a data de validade do produto comprado (em 2007, eram 22%) e 72% disseram que checavam se a embalagem do produto estava danificada. A preocupação com a embalagem foi revelada por 78% dos entrevistados há quatro anos. Creio que um dos grandes desafios do século é, justamente, adequarmos a relação consumo x equilíbrio ambiental, de modo que possamos ajustar o consumo global do ser humano à produção de produtos e serviços que a capacidade do planeta pode suprir. 2.1.11.Aspectos históricos 2.1.11.1.História da internet

A Internet nasceu praticamente sem querer. Foi desenvolvida nos tempos remotos da Guerra Fria com o nome de ArphaNet para manter a comunicação das bases militares dos Estados Unidos, mesmo que o Pentágono fosse riscado do mapa por um ataque nuclear. Fig. 14 - Internet


Quando a ameaça da Guerra Fria passou, ArphaNet tornou-se tão inútil que os militares já não a consideravam tão importante para mantêla sob a sua guarda. Foi assim permitido o acesso aos cientistas que, mais tarde, cederam a rede para as universidades as quais, sucessivamente, passaram-na para as universidades de outros países, permitindo que pesquisadores domésticos a acessarem, até que mais de 5 milhões de pessoas já estavam conectadas com a rede e, para cada nascimento, mais 4 se conectavam com a imensa teia da comunicação mundial. Nos dias de hoje, não é mais um luxo ou simples questão de opção uma pessoa utilizar e dominar o manuseio e serviços disponíveis na Internet, pois é considerada o maior sistema de comunicação desenvolvido pelo homem. Com o surgimento da World Wide Web, esse meio foi enriquecido. O conteúdo da rede ficou mais atraente com a possibilidade de incorporar imagens e sons. Um novo sistema de localização de arquivos criou um ambiente em que cada informação tem um endereço único e pode ser encontrada por qualquer usuário da rede. Em síntese, a Internet é um conjunto de redes de computadores interligadas que tem em comum um conjunto de protocolos e serviços, de uma forma que os usuários conectados possam usufruir de serviços de informação e comunicação de alcance mundial. 2.1.11.2.Histórico Desenvolvida pela empresa ARPA (Advanced Research and Projects Agency) em 1969, com o objetivo de conectar os departamentos de pesquisa, esta rede foi batizada com o nome de ARPANET. Antes da ARPANET, já existia outra rede que ligava estes departamentos de pesquisa e as bases militares, mas como os EUA estavam em plena guerra fria, e toda a comunicação desta rede passava por um computador central que se

encontrava no Pentágono, sua comunicação era extremamente vulnerável. Se a antiga URSS resolvesse cortar a comunicação da defesa americana, bastava lançar uma bomba no Pentágono, e esta comunicação entrava em co l a ps o, to r n a n d o o s E sta d o s U n i d o s extremamente vulnerável a mais ataques. A ARPANET foi desenvolvida exatamente para evitar isto. Com um Back Bone que passava por baixo da terra (o que o tornava mais difícil de ser interrompido), ela ligava os militares e pesquisadores sem ter um centro definido ou mesmo uma rota única para as informações, tornando-se quase indestrutível. Nos anos 1970, as universidades e outras instituições que faziam trabalhos relativos à defesa tiveram permissão para se conectar à ARPANET. Em 1975, existiam aproximadamente 100 sites. Os pesquisadores que mantinham a ARPANET estudaram como o crescimento alterou o modo como as pessoas usavam a rede. Anteriormente, os pesquisadores haviam presumido que manter a velocidade da ARPANET alta o suficiente seria o maior problema, mas na realidade a maior dificuldade se tornou a manutenção da comunicação entre os computadores (ou interoperação). No final dos anos 1970, a ARPANET tinha crescido tanto que o seu protocolo de comutação de pacotes original, chamado de Network Control Protocol (NCP), tornou-se inadequado. Em um sistema de comutação de pacotes, os dados a serem comunicados são divididos em pequenas partes. Essas partes são identificadas de forma a mostrar de onde vieram e para onde devem ir, assim como os cartões-postais no sistema postal. Assim também como os cartões-postais, os pacotes possuem um tamanho máximo, e não são necessariamente confiáveis.

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Os pacotes são enviados de um computador para outro até alcançarem o seu destino. Se algum deles for perdido, ele poderá ser reenviado pelo emissor original. Para eliminar retransmissões desnecessárias, o destinatário confirma o recebimento dos pacotes. Depois de algumas pesquisas, a ARPANET mudou do NCP para um novo protocolo chamado TCP/IP (Transfer Control Protocol/Internet Protocol) desenvolvido em UNIX. A maior vantagem do TCP/IP era que ele permitia (o que parecia ser na época) o crescimento praticamente ilimitado da rede, além de ser fácil de implementar em uma variedade de plataformas diferentes de hardware de computador. Nesse momento, a Internet é composta de aproximadamente 50.000 redes internacionais, sendo que mais ou menos a metade delas nos Estados Unidos. A partir de julho de 1995, havia m a i s d e 6 m i l h õ e s d e co m p u ta d o re s permanentemente conectados à Internet, além de muitos sistemas portáteis e de desktop que ficavam online por apenas alguns momentos. (informações obtidas no Network Wizard Internet Domain Survey, http://www.nw.com). 2.1.11.3.Histórico da Internet no Brasil A história da Internet no Brasil começou bem mais tarde, só em 1991 com a RNP (Rede Nacional de Pesquisa), uma operação acadêmica subordinada ao MCT (Ministério de Ciência e Tecnologia). Até hoje a RNP é o ‘backbone’ principal e envolve instituições e centros de pesquisa (FAPESP, FAPEPJ, FAPEMIG, etc.), universidades, laboratórios, etc. Em 1994, no dia 20 de dezembro é que a EMBRATEL lança o serviço experimental a fim de conhecer melhor a Internet. Somente em 1995 é que foi possível, pela iniciativa do Ministério das Telecomunicações e Ministério da Ciência e Tecnologia, a abertura ao setor privado da Internet para exploração

comercial da população brasileira. A RNP fica responsável pela infra-estrutura básica de interconexão e informação em nível nacional, tendo controle do backbone (Coluna dorsal de uma rede, backbone representa a via principal de informações transferidas por uma rede, neste caso, a Internet). 2.1.11.4.O surgimento de um mercado

comercial No meio dos anos 80, havia um interesse suficiente em relação ao uso da Internet no setor de pesquisas, educacional e das comunidades de defesa, que justificava o estabelecimento de negócios para a fabricação de equipamentos especificamente para a implementação da Internet. Empresas tais como a Cisco Systems, a Proteon e, posteriormente, a Wellfleet (atualmente Bay Networks) e a 3Com, começaram a se interessar pela fabricação e venda de roteadores, o equivalente comercial dos gateways criados pela BNN nos primórdios da ARPANET. Só a Cisco já tornou-se um negócio de 1 bilhão de dólares. A Internet está tendo um crescimento exponencial no número de redes, número de hosts e volume de tráfego. Outro fator primordial que existe por trás do re c e nte c re s c i m e nto d a I nte r n e t é a disponibilidade de novos serviços de diretório, indexação e pesquisa que ajudam os usuários a descobrir as informações de que precisam na imensa Internet. A maioria desses serviços surgiu em função dos esforços de pesquisa das universidades e evoluíram para serviços comerciais, entre os quais se incluem o WAIS (Wide Area Information Service), o Archie (criado no Canadá), o YAHOO, de Stanford, o The McKinley Group e o INFOSEEK, que são empresas privadas localizadas no Vale do Silício.


2.1.11.5.O novo jeito de vender

Este é um tema moderno e ao mesmo tempo tradicional envolvendo televendas e teleatendimento. A principal questão está centralizada na nova filosofia de percepção de compra eletrônica, na definição de um internauta e sua percepção de realização da compra através de um novo canal de comunicação, a Internet. Para compreender a filosofia do comércio eletrônico é necessário entender o mecanismo de televendas e teleatendimento como sendo a primeira tentativa de venda ‘virtual’ que surgiu no início da década de 80 e procura incorporar os seguintes conceitos:

Desmaterialização: substituição do movimento e contato físico por informação telefônica ou via catálogos e um contato virtual.

Desintermediação: eliminação de um ou mais intermediários na cadeia de venda do produto.

Grupo de afinidades: são produtos e serviços que possuem similaridades (em termo de divulgação e consumo) e que oferecem ao consumidor soluções apenas visuais, cujas características são inquestionáveis em termo de qualidade, preços e garantias. Algumas empresas implementam o conceito e a infra-estrutura necessária para operar um centro de atendimento ao cliente, os chamados callcenters. Surgiram os sistemas de informação, os banco de dados, sistemas de telefonia com unidade de respostas audíveis, profissionais de teleatendimento e a interação entre comandos , dados e voz, que representa o ponto máximo de evolução do atendimento virtual.

Os recursos de telefonia integrados com sistemas de banco de dados aliados a uma filosofia de televendas proporcionam o início do comércio eletrônico que ‘acoplou’ os recursos de Internet, home page, browser, servidor Web e provedor de acesso. Este ‘mundo’ virtual, com filosofias de consumo próprias ainda não claramente estabelecidas e compreendidas, envolve basicamente a facilidade de manipulação de um browser interrelacionando às necessidades do cliente e a oferta de produtos e serviços até a efetivação da compra segundo: Learn: Como os clientes aprendem e adquirem informações gerais e institucionais sobre a empresa? São necessariamente informações correntes e consistentes, com foco e direcionamento nas necessidades dos usuários do browser. Shop: Como os clientes consultam e escolhem as ofertas de produtos e serviços? São informações baseadas nas preferências do consumidor e na seqüência de ações no browser, auxiliando o consumidor a tomar decisões. Buy: Como os clientes efetivam as transações de compras? Trata-se da facilidade do consumidor de preencher um pedido de compra onde não existe a necessidade de um contato do tipo face a face. Essas transações são suportadas por múltiplas formas de pagamento, devendo ser ágil e livre de erros no processamento do pedido de compras. Support: Como os clientes poderão ter um suporte técnico e um serviço de atendimento no pós-vendas? Neste caso, considera-se o atendimento 24 horas por 7 dias de vital importância, e também, toda a comunicação interativa (do tipo pergunta/resposta escrita), além de contar com uma organização de processos e profissionais que identificam um problema e encaminhamento da solução com agilidade.

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2.1.11.6.Pontos Importantes do e-commerce · Merchandising – Qualquer varejista sabe que um produto bem apresentado sai mais rápido da prateleira. Na Web isso significa boas imagens, preços claros e informações completas dos produtos expostos. Também não se pode ignorar a localização dos produtos. Clientes entram nas lojas atraídos pelos produtos expostos na vitrine. Na Web, esses produtos ficam na primeira página. · Promoção - Os tradicionais anúncios em jornais, revistas ou televisão são substituídos por banners animados, e-mails ou promoções hot sell. Sempre anuncie produtos com apelo forte de venda. Então, é necessário preparar um plano de marketing e separar a verba para executá-lo. · Atendimento a Clientes - O processo de venda, virtual ou não, envolve várias etapas. Em cada uma delas há interação entre o consumidor e um funcionário da loja. Sendo assim é necessário estabelecer um canal de comunicação preciso, transparente e ágil. Caso contrário, os consumidores desaparecerão rapidamente. · Vendas - Para ter sucesso nas vendas, é necessária uma equipe de vendedores bem treinada e motivada. Na Web, isso pode ser feito com muito mais consistência e menos custo. Os produtos e serviços oferecidos devem apresentar informações detalhadas, bem como seus principais diferenciais em relação aos concorrentes, análises de jornalistas ou consumidores sobre sua qualidade e outras informações que possam ajudar o cliente a decidir a compra mais rapidamente.

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· Pagamento - Como a cultura de usar cartão de crédito pela Internet ainda é pouco disseminada no Brasil, é necessário oferecer formas de pagamento alternativas, como carteiras eletrônicas, depósitos identificados e cheque eletrônico pré-datado. · Pós-venda - Todo pós-venda deve estar disponível para consulta na Web, incluindo normas para troca ou devolução de produtos, dados cadastrais da rede de assistência técnica, perguntas e respostas mais freqüentes e informativos periódicos por e-mail sobre novidades, lançamentos, etc. · Segurança - O ponto mais importante do comércio eletrônico. Qualquer pessoa tem medo de comprar algo com o cartão de crédito pela Web. Por isso, não poupar recursos de segurança para tirar essa preocupação de seus clientes, é um fator importante. Isso inclui a adoção do SSL e processos de encriptação de informações nas bases de dados e comunicar claramente os clientes sobre a segurança oferecida no site. · Estoque - Para ganhar eficiência nas vendas, é importante separar fisicamente o estoque dos produtos vendidos pela Web. Mesmo assim, o tratamento gerencial deve ser igual ao de um estoque normal, com informações precisas de giro, custo e tempo de reposição. · Logística – É necessário preparar-se para entregar produtos individualmente e com rapidez. E não esquecendo dos custos de transporte. Se forem muito altos, a empresa não terá clientes também. · Monitoramento - Manter sistemas de acompanhamento precisos e informatizados. Se a operação não for muito bem controlada, os custos com retrabalho de informações irão comer qualquer margem deixada pela venda dos produtos.


2.1.11.7.Conceito e origem da web Site, sítio, website, websítio, sítio na Internet, sítio web, sítio na web, sítio electrónico ou sítio eletrônico é um conjunto de páginas web, isto é, de hipertextos acessíveis geralmente pelo protocolo HTTP na Internet. O conjunto de todos os sites públicos existentes compõe a World Wide Web. As páginas num site são organizadas a partir de um URL básico, ou sítio onde fica a página principal, e geralmente residem no mesmo diretório de um servidor. As páginas são organizadas dentro do site numa hierarquia observável no URL, embora as hiperligações entre elas controlem o modo como o leitor se apercebe da estrutura global, modo esse que pode ter pouco a ver com a estrutura hierárquica dos arquivos do site. Alguns sites, ou partes de sites, exigem uma subscrição, com o pagamento de uma taxa, por exemplo, mensal, ou então apenas um registo gratuito. Os exemplos incluem muitos sites pornográficos, partes dos sites de notícias, sites que fornecem dados do mercado financeiro em tempo real e a Enciclopédia Britânica. 2.1.11.8.Origem do nome Quando a World Wide Web foi criada, ela recebeu esse nome de seu criador Tim Berners-Lee. Ele comparou a sua criação com uma teia, ‘web’ em inglês. Cada nó dessa teia é um local (virtual) onde há hipertextos. Como a palavra inglesa para local é site, quando as pessoas queriam se referir a um local da teia, elas falavam, web site. Assim um novo nome surgiu para designar esse novo conceito de nó onde há um conjunto de hipertextos: Web site. Batizada desta forma, a Web e seus Web sites tornaram-se mundialmente famosos e seus nomes empregados em diversas línguas. Em inglês foi necessário usar o qualificativo Web antes de site, para diferenciar de outros usos que

a palavra site tem nesta língua, onde significa local. Mas quando o contexto deixava claro que se estava falando da Web, dizia-se apenas ‘site’. Já na língua portuguesa, esse qualificativo não é necessário em momento algum, pois a palavra site é um anglicismo novo em nosso vocabulário e tem o único e mesmo significado de Web site. A palavra site em inglês tem exatamente o mesmo significado de sítio em português, pois ambas derivam do latim situs ("lugar demarcado, local, posição") e, primariamente, designa qualquer lugar ou local delimitado (sítio arquitetônico, sítio paisagístico, sítio histórico, entre outros). No português do Brasil, a palavra sítio designa, com maior frequência, uma propriedade rural de área modesta, frequentemente usada para lazer ou lavoura. Porém, em inglês, surgiu o termo website para designar um sítio virtual, um conjunto de páginas virtualmente localizado em algum ponto da Web. Acontece que, com poucos anos de uso, o termo website ganhou a forma abreviada site, que passou a ser uma segunda acepção do termo original. Site, portanto, em inglês, passou a designar alternativamente um lugar real (no campo) ou virtual (na Web). Em português, surgiram duas vertentes para a tradução do conceito. A mais difundida em Portugal respeita a dualidade do termo original, e traduz site por sítio - ou, se o contexto não for suficiente para o entendimento, por sítio na Internet, sítio electrónico, sítio na Web, sítio web ou, ainda, websítio (exatamente como no inglês). A segunda vertente, mais comum no Brasil, adotou simplesmente o estrangeirismo site, sem alterações, para se referir aos sítios virtuais, mantendo sítio para os reais. Uma terceira opção que começa a ser sugerida, utilizada pelo escritor brasileiro Millôr Fernandes, é saite. A pronúncia de site, tanto em inglês quanto em português, é /saIt/ pelo sistema SAMPA.

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2.1.12.Propósitos dos sites

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· Institucional: muitas empresas usam seus sites como ponto de contato entre uma instituição e seus stakeholders (clientes, fornecedores etc.). No caso de instituições comerciais, usam-se sites também para comércio eletrônico, recrutamento de funcionários etc. Instituições sem fins lucrativos também usam seus sites para divulgarem seus trabalhos, informarem a respeito de eventos etc. Há também o caso dos sites mantidos por profissionais liberais, para publicarem seus trabalhos. · Informações: veículos de comunicação como jornais, revistas e agências de notícias utilizam a Internet para veicular notícias, por meio de seus sites. Jornalistas freelancer e indivíduos comuns também publicam informações na Internet, por meio de blogs e podcasts. · Aplicações: existem sites cujo conteúdo consiste de ferramentas de automatização, produtividade e compartilhamento, substituindo aplicações de desktop. Podem ser processadores de texto, planilhas eletrônicas, editores de imagem, softwares de correio eletrônico, agendas, etc. · Armazenagem de informações: alguns sites funcionam como bancos de dados, que catalogam registros e permitem efetuar buscas, podendo incluir áudio, vídeo, imagens, softwares, mercadorias, ou mesmo outros sites. Alguns exemplos são os sites de busca, os catálogos na Internet, e os wikis, que aceitam tanto leitura quanto escrita. · Comunitário: são os sites que servem para a comunicação de usuários com outros usuários da rede. Nesta categoria se encontram os chats, fóruns e sites de relacionamento. · Portais: são chamados de ‘portais’ os sites que congregam conteúdos de diversos tipos entre os demais tipos, geralmente fornecidos por uma mesma empresa. Recebem esse nome por congregarem a grande maioria dos serviços da Internet num mesmo local. 2.1.12.1.Instrumento de publicidade O site é um dos instrumentos de publicidade mais eficientes que existem. Servem de apoio a campanhas de publicidade de outros meios de comunicação como o rádio, televisão, jornal, placas, folhetos, etc., podem constituir um empreendimento completo ou parcial prestando serviços, vendendo produtos ou simplesmente informando com custos reduzidos em relação ao negócio ‘não virtual’. É importante observar que os sites precisam estar referenciados em buscadores globais ou guia de busca local para que obtenham os desejados acessos. Sem eles, dificilmente seria acessado por novos usuários ou clientes. Para relacionar um site em um buscador, precisa ter vários outros sites apontando para ele, a quantidade de ligações (links) e a importância dos sites que apontam para ele definem em que posição ele ficará no buscador. Para divulgar um site e ter links em vários outros sites é comum o uso de mecanismos de troca de links. A troca de banners não servem para efeito de buscadores. 2.1.12.2.Porquê ter um site Existem inúmeros motivos para que você faça seu site na internet, seja para diversão ou trabalho, o que não faltam são bons motivos. Um dos melhores motivos, sem dúvida, é poder expor para milhares de pessoas seus produtos ou serviços. Se você possui uma empresa, ou faz trabalhos artesanais, através do seu site você poderá mostrar ao mundo quem você é, e o que sabe fazer e produzir.


A cada dia mais pessoas compram pela Internet, o comércio online não para de crescer, são milhões de pessoas procurando por produtos, serviços, informações. Com a Internet as pessoas podem visitar quantas lojas quiserem, podem encontrar pessoas que fazem trabalhos específicos, artesãos, comunicarse com profissionais e empresas de outros estados, e até de outros países. Tudo isso sem perder tempo no trânsito, sem enfrentar filas, sem precisar sair de casa para saber qual é o menor preço. Seu site será sua vitrine que funciona 24 horas por dia, 7 dias por semana, 365 dias por ano, até durante os feriados, sua vitrine na Internet não precisa de descanço e não falta ao serviço. Mesmo que você esteja dormindo, sua vitrine estará funcionando, pessoas estarão vendo seus trabalhos, cursos, produtos, serviços, etc. Ter um site não é um luxo, não é privilégio, e nem algo restrito a algumas pessoas, é uma ferramenta de trabalho. Uma oportunidade única de expor e investir pouco. Nada se compara a uma vitrine que sempre está aberta, que você pode colocar informações sobre seus produtos, serviços, novidades, lançamentos, condições de pagamento, ajuda com as dúvidas que os compradores possam ter. Sem dúvida, é a maneira mais econômica de divulgação. Através de suas páginas na Internet, clientes conhecerão a sua empresa, seus produtos, as vantagens que você oferece, sem a necessidade de que você tenha que explicar um a um, ou então pagar para alguém fazer isso. O custo para se manter um site é muito baixo em vista dos benefícios que ele pode trazer.

Um site de Internet é um conjunto de páginas de informação que estão disponíveis na World Wide Web, através da Internet. Podem conter todo o tipo de informações: textos, imagens, animações, sons. Pode ser consultado de qualquer local do mundo, independente da sua localização, ou de quem quer consultá-lo. É a oportunidade de estabelecer sua presença, montar sua rede de relacionamentos. Você, seu produto, ou serviço, estarão sendo vistos por milhares de pessoas, que por sua vez podem tornar-se seus clientes, parceiros, fornecedores, funcionários, ou até fazerem a propaganda do seu negócio para outras pessoas. Seu catálogo de produtos ou serviços, você poderá atualizar sempre, a qualquer momento, colocar fotos e informações sobre o que você tem a oferecer. Você estará mostrando seu catálogo a muitas pessoas, sem que precise pagar pela impressão de cada um. Qualquer pessoa conectada à Internet poderá tornar-se um cliente. O site mostrará o produto, dará informações sobre ele, ajudará muito a tirar as dúvidas que um consumidor possa ter. As pessoas poderão visitar sua loja 24 horas por dia, sem sair de casa. Seu site será sua vitrine que será vista por seu bairro, sua cidade, pelo mundo todo, sem limites.

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2.1.12.3.Site Interativo Interatividade é a capacidade que um site tem de poder ter seu conteúdo atualizado em tempo real. Assim, um site interativo é muito útil para divulgar catálogos de produtos, últimos lançamentos, press-releases e outros casos que demandem agilidade. 2.1.13.Satisfação do cliente virtual As compras on-line caíram de vez no gosto do consumidor. Seja pela praticidade, seja pelo conforto, em 2010, de acordo com pesquisa da FGV-Eaesp, mais de 33% das transações entre varejo e consumidores foram feitas pela rede. Apesar desse crescimento e da explosão dos sites de compras coletivas, pouca gente conhece os reais direitos do consumidor no ambiente virtual. Para orientar tanto os consumidores como os próprios empresários que atuam na Internet, a advogada Gisele Friso, consultora jurídica na G.Friso Consultoria Jurídica, especializada em Direito do Consumidor e Direito Eletrônico, cita alguns dos principais fatores para garantir o sucesso do empreendedor e a satisfação do cliente virtual. 2.1.13.1.Aja sempre de acordo com a lei

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A legislação que protege o consumidor no Brasil é uma das mais modernas e completas do mundo. O Código de Defesa do Consumidor é um verdadeiro manual de procedimentos, estabelecendo todos os critérios que a empresa deve seguir para evitar a insatisfação do consumidor e, em alguns casos, problemas jurídicos.

Fig. 15 - Lei

2.1.13.2.Forneça sempre informação adequada e

precisa A elaboração de um manual de compras, com todos os procedimentos descritos de forma clara e precisa, contendo informações como prazo de entrega e política de devolução, é essencial nesta relação. A linguagem deve ser simples e objetiva. O cumprimento dessas medidas também é essencial, ou seja, o fornecedor deve cumprir exatamente aquilo que descreve. Do contrário, irá gerar incredibilidade.

Fig. 16 - Computadores


2.1.13.3.Garanta que os prazos sejam

cumpridos Há vários casos de sites que dispõem dos produtos, têm um marketing adequado e vendem muito bem, porém, falham no momento da entrega. Os prazos de entrega devem ser cumpridos à risca, para que o consumidor não tenha a sensação de insegurança em relação ao fornecedor. Fig. 17 - Prazos de entrega

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Fig. 18 - Lixo seletivo

2.1.13.4.Aposte na responsabilidade social O consumidor de hoje valoriza as empresas que investem nas questões sociais, entendendo esta postura como um sinal de ética e cidadania. E, para as empresas, atuar em prol de causas sociais é uma forma de aliar a sua imagem a questões politicamente corretas, proporcionando uma importante vantagem competitiva.


2.1.13.5.Encare um problema

como oportunidade Por mais que a empresa trabalhe com ética, transparência e de acordo com a lei, determinados problemas são inevitáveis. Lidar com a situação de forma adequada, justa e atenciosa é a melhor maneira de minimizar o problema, além de evitar maiores constrangimentos. O consumidor se encanta com a empresa que reconhece seu erro e não poupa esforços para se redimir.

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2.1.14.Aspectos usuais 2.1.14.1.Elaboração de Perfis O projeto CasaLeve, site de aluguel e trocas colaborativo buscou através do DCU (Design Centrado no Usuário), ferramentas que possibilitaram agregar características únicas e pessoais ao conceito do produto/serviço, baseando-se nos dados fornecidos pelo próprio usuário. Foi criado um banco de dados o qual foram catalogadas as preferências, hábitos e necessidades dos futuros usuários por meio de entrevistas. Compreender o perfil e as necessidades dos usuários direcionou o projeto a objetivos mais adequados, pois abrangeu não somente o indivíduo, mas também o contexto no qual ele está inserido. A partir da técnica ‘Sobre mim mesmo’, estabeleceu-se diversos perfis, onde as coletas de informações com os usuários foram feitas de maneira livre e espontânea para não direcionarem as respostas, mas na real necessidade de cada indivíduo ou grupo. De acordo com a estrutura conceitual buscou capturar os requisitos básicos para conhecermos os futuros usuários do projeto CasaLeve. Elaborou-se um questionário com perguntas objetivas afim de definir o nível estrutural dos dados recolhidos em nossa pesquisa, que implementaram os requisitos básicos essenciais ao desenvolvimento do produto/serviço. O publico alvo são pessoas de várias faixas etárias que possuem acesso a computador com conexão à Internet, interessadas em uma nova maneira de viver, com hábitos sustentáveis, que vivam um estilo de vida prático e moderno, que não desejam ter mais um produto sem uso dentro do seu espaço residencial e profissional e que de alguma forma queria ser beneficiado também economicamente. No primeiro momento buscou-se fazer uma abordagem ao tema principal, design sustentável, que tem sido nos dias atuais um assunto de grandes debates, sociais, filosóficos, científicos, históricos e geográficos de abrangência mundial. A entrevista foi organizada de forma a não exigir dos entrevistados conhecimento prévio sobre o assunto que estávamos tratando afim de obter respostas simples, práticas mas que possibilitassem um direcionamento e sentido ao projeto e mostrar a real necessidade e o perfil de cada indivíduo, ou seja, cada possível usuário. A partir desses dados percebemos que, muita vezes, quando ocorre à implantação de um novo site na Internet esse não possui divulgação por outros meios de comunicação e suas funções (interface) não possuem organização evolutiva, por isso contém grande nível de complexidade que acarreta a falta de interesse por parte do usuário. Após essa fase de agregação de conhecimento e descobertas sobre o consumidor, foi direcionado o desenvolvimento sobre a função ou de que maneira seria possível a utilização do produto/serviço. O Design centrado no usuário para o site de aluguel e trocas colaborativo deve ser desenvolvido para atender às necessidades e preferências da maioria da população (usuários coletivos), bem como os consumidores (indivíduo), responsáveis pela utilização, de forma que assim também respeite o planeta com preocupações sustentáveis.

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2.2.Problematização Atualmente enfrentamos e vivemos cercados de problemas relacionados à poluição, deterioração do meio ambiente, redução dos recursos naturais, e o mundo vem sofrendo essas agressões e reagindo à sua maneira, desencadeando diversas situações provocadas pelo excesso de produção aliado ao excesso de consumo; Aquecimento global; Efeito estufa, causado pela liberação de dióxido de carbono (CO2); Poluição e excesso de lixo; Degelo e chuvas ácidas; Desertificação e redução da biodiversidade; Destruição da camada de ozônio.

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Tudo isso e muito mais, causados pela falta de conscientização da sociedade, produtor e consumidor, em relação a produção super acelerada e variada de produtos, sem levar em consideração todas as suas fases, desde a fabricação (escolha dos materias, processos de fabricação, energia gasta etc), utilização e descarte. Cada fase pode provocar algum tipo de impacto na natureza e não podemos deixar de citar que grande parte dessa culpa também recai sobre o consumidor, que não pensa nas consequências de cada produto que compra e descarta de forma incorreta. Produzir e consumir deveria ser uma atitude consciente, procurar conhecer a história do produto que está prestes a adquirir, saber o que fazer quando aquele produto não for mais útil, descobrir se há coleta seletiva, posto de coletas de lixo e reciclagem. 2.2.1.Definição do problema O maior inimigo do meio ambiente é a produção em excesso e o consumo inconsequente. Esses dois fatores envolvem uma tarefa imprescindível para o futuro da sociedade, da economia e do meio ambiente, pois já está ficando tarde para reverter as condições que o mundo se encontra, mudar atitudes e hábitos são fundamentais para manter nosso mundo ‘vivo’. O objetivo desse projeto é diminuir o consumismo e como consequência a produção desenfreada. 2.2.2.Análise de Similares A análise de similares teve como objetivo a avaliação e caracterização dos produtos e serviços semelhantes ao projeto, utilizando-se de um processo de avaliação de aspectos favoráveis e desfavoráveis de diversos sites. As informações coletadas durante a análise de similares possibilitaram determinar como transmitir as mensagens, selecionar a mídia de veiculação, definir o público alvo, mas, essencialmente, diferenciar o produto/serviço em desenvolvimento com os disponíveis no mercado. Os sites analisados apresentaram alguns pontos positivos e negativos, que ajudaram a direcionar de forma mais inteligente e inovadora a interface do site CasaLeve.


Aspectos positivos: · Links ‘recomendar este site’ com possibilidade do usuário indicar o site por email á um amigo. · Breve descrição dos produtos. · Opção de ver o site em inglês. · Experimente grátis por um mês. · Aspectos negativos: Muitas propagandas na pagina principal Muitas animações confundindo o olhar. Falta de seqüência lógica. Links sem conteúdo. Imagens de baixa qualidade e resolução. Visualização incompleta das informações. Falta de imagens. Itens desnecessários no menu. Disposição confusa das propagandas. Predomínio de cores quentes cansando a vista do usuário.

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WebSite

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Fig. 19 - Site Econtra Birigui


WebSite Fig. 20 - Site iLocal

WebSite

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Fig. 21 - Site KJP Andaimes e Mรกquinas


WebSite Fig. 22 - Site netmovies

WebSite

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Fig. 23 - Site netmultimidia


WebSite Fig. 24 - Site Casa do Construtor

42 2.2.3.Lista de Requisitos Acessar computador com conexão à Internet; Programar site próprio; Efetuar cadastro; Expor produtos; Elaborar contrato; Condições de pagamento; Uso de embalagens e sacolas retornáveis; Serviço de manutenção; Agir de acordo com o código de defesa do consumidor; Fornecer informações adequadas e precisas; Garantir prazos; Valorizar a responsabilidade social.


2.3.Marketing e Publicidade Foi criado e desenvolvido algumas peças suporte de divulgação do CasaLeve, a fim de acelerar o processo de conhecimento da existência e eficiência do site, e principalmente passar ao consumidor confiabilidade, segurança, e tranquilidade para se tornar um membro do CasaLeve. Os produtos de divulgação escolhidos foram os de maior visibilidade; flyers, displays para shopping e pontos comerciais de grande rotatividade de pessoas, outdoors e email marketing. Foram desenvolvidos também, materiais de incentivo, como os brindes fidelidade, que carregam a marca CasaLeve; chaveiros, agendas e bolsas ecológicas, além de incentivar a maior utilização do site, agrega o valor de sustentabilidade. Esses estarão disponíveis também para compra, a custos simbólicos.

Canetas Canetas

Fig. 25 - Agenda com caneta

Agendas Agendas Fig. 26 - Chaveiro

Chaveiros Chaveiros

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Fig. 27 - Agenda

Flyers Flyers

Sacolas Ecológicas Sacolas Ecológicas Fig. 28 - Flyers Fig. 29 - Sacola Ecológica


Fig. 30 - Display Shopping 1

Displays

Displays

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Fig. 31 - Display Shopping 2


Fig. 32 - Outdoor faculdade

45 Fig. 33 - Outdoor praรงa

Fig. 34 - Outdoor avenida

Outdoors

Outdoors

Fig. 35 - Outdoor centro


Email Marketing

Email Marketing

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Fig. 36 - Pรกgina email


A construção A construção dede uma identidade uma identidade 2.3.1.O Briefing CasaLeve é um evento que tem como objetivo mostrar a importância de ser sustentável nas pequenas e simples atitudes, como comprar e permitir às pessoas se envolverem em atividades cotidianas de novas maneiras, deixando de acreditar que para estar bem e ser importante devemos consumir mais. Possibilitar uma nova forma de fechar ciclos nos fluxos de matéria e energia, proporcionar maior proximidade das coisas em redes e não em cadeias estendidas e conexões entre pessoas e conhecimento.

De onde veio o nome CasaLeve? Consideramos que a marca é a vida de uma empresa e como todo ser vivente, também necessita ser adaptada para habitar nos diversos ambientes em que é inserida. CasaLeve veio da necessidade de mostrar que uma nova forma de viver, uma maneira sustentável de encarar o cotidiano seria deixar sua casa mais leve, menos produtos sem utilização, lixos e parafernálias. Como base para a criação o logo foi escolhido para representar a continuidade, movimento e equilíbrio. Como sinônimo de um item indispensável na utilização dos serviços na Internet, o arroba (@), dele retiramos a coroa que envolve a inicial 'a' e estilizamos, da forma obtida foi desenhado uma casa e uma nuvem que compõe a marca e os elementos que formam a identidade. O componente fundamental de uma marca são as cores. Elas devem ser utilizadas de forma a tornar o reconhecimento visual mais rápido e eficaz. A marca CasaLeve possui 3 cores essenciais (amarelo, verde e azul).

Casual A linguagem, assim como na Internet, deve ser de fácil compreensão. Dinâmico Movimento, pró-atividade em utilizar diversos meios para atingir um objetivo. Harmonia Adaptação, coerência e conforto entre os elementos.

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2.3.2.Produto final ALUGUEL CasaLeve é o seu site de consumo colaborativo. Um serviço online que facilita o aluguel e troca de produtos e serviços entre amigos, familiares e comunidades. Nele você pode colocar a disposição, sem custo algum, seus produtos que serão alugados para pessoas que necessitam deles. Desta forma você ganha dinheiro e ainda ajuda o planeta evitando que outros produtos sejam produzidos com extração de novos recursos naturais, se torna mais sustentável , promove o reuso dos seus produtos compartilhando-os através do aluguel, gera uma renda adicional, testa os produtos antes de partir para a compra, porque alugar é mais barato que comprar. No CasaLeve existem os ‘proprietários’ e os ‘locatários’.Os proprietários listam os produtos e serviços que queiram alugar. Os locatários procuram o que precisam e alugam os itens. Todo o processo é feito online e de forma segura, tanto para os proprietários dos produtos quanto para os locatários. Para os proprietários, o CasaLeve permite que seja colocado um valor de garantia para evitar que os produtos desapareçam ou sejam mal cuidados pelos locatários. Para os locatários, como em qualquer serviço online, o CasaLeve proverá um sistema de avaliação onde você poderá ter referências da comunidade sobre a procedência dos produtos e de seus proprietários. Para cada aluguel será fornecido um contrato entre proprietário e locatário para garantir ainda mais segurança na transação. E para aumentar a segurança, o CasaLeve fornece uma senha de retirada e outro de devolução que apenas os envolvidos terão acesso. Esta senha será usado como item de segurança na hora do encontro para a retirada e entrega do produto. PAGAMENTO Após a aceitação da proposta de aluguel feita pelo locatário, será disponibilizado o sistema de pagamento do aluguel combinado. O locatário efetua o pagamento e recebe o acesso para impressão do contrato e senha de retirada. Após o uso do produto emprestado o locatário devolve o item conforme combinado com o proprietário. O proprietário verifica se o produto se encontra no mesmo estado do momento do empréstimo. Estando tudo em ordem, o proprietário fornece a senha de devolução e dá o processo como finalizado. O CasaLeve cobra uma taxa de 8% do valor do aluguel. A taxa será automaticamente descontada do valor a ser recebido pelo propritário. CADASTRO O cadastro é totalmente gratuito. Após o cadastramento, o usuário poderá cadastrar seus produtos e deixar disponível para que os outros membros aluguem e/ou troquem. Também poderá procurar itens de que precisa e começar a alugar. É necessário que o usuário seja maior de 18 anos para o cadastramento.

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PERDA, DANO DO PRODUTO, NÃO APARECIMENTO NO LOCAL DO ALUGUEL Em qualquer sistema de aluguel, tanto real como virtual, um contrato de aluguel é gerado e firmado entre as partes. No contrato todos os termos do aluguel são descritos e precisam ser aceitos pelas duas partes envolvidas. Para ler o termo de uso é necessário estar logado ao site CasaLeve. Ele irá aparecer em várias situações, como no cadastramento de produtos ou no momento da proposta de locação. AVALIAÇÃO DE UM MEMBRO Para todo processo de aluguel entre o proprietário e locatário é necessário uma avaliação positiva ou negativa, como em vários sites de compra disponíveis no mercado. Também é necessária uma pequena descrição de como foi o processo, se o produto emprestado estava dentro da descrição do proprietário e se o locatário cuidou bem do produto emprestado. Esta avaliação permitirá que em próximas locações o histórico dos usuários sirva como mais um ponto de garantia e confiança. O CasaLeve parte do pressuposto que todos fornecerão informações verdadeiras e que construiremos uma comunidade do bem. LOCATÁRIOS

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Criar uma conta e usar o site como locatário é livre de taxas. O valor de aluguel será pago para o proprietário através do sistema de pagamento escolhido, que repassará o valor descontando a taxa de transação cobrada pelo CasaLeve. Na retirada do produto, o locatário é o único que possui o senha de retirada. Este código só deve ser entregue ao proprietário se o produto real estiver dentro da expectativa apresentada no site. Se por alguma razão o produto real não for o divulgado, o locatário deve solicitar o cancelamento do aluguel explicando os motivos. Todos os pagamentos são feitos de forma segura. Esta é uma das maneiras que o CasaLeve entende que pode garantir a segurança dos membros em caso de algum imprevisto no processo. Além do pagamento virtual, a geração do contrato por locação e as senhas são os outros diferenciais de garantia do modelo criado. Como em qualquer processo de aluguel, existem regras que devem ser seguidas. No caso de danos aos produtos alugados, a garantia cobrada do locatário é acionada. Este valor é pré-determinado pelo proprietário antes do processo de aluguel ser fechado. DADOS CADASTRAIS Todos os dados que o CasaLeve solicita como obrigatórios seguem a política de privacidade. Também utilizaremos os endereços para estabelecer o contrato de locação entre as partes. O CasaLeve usa um sistema de geo-localização que facilitará a busca de um produto mais perto de você. O CasaLeve.com localizará o usuário pelo CEP do endereço cadastrado em sua conta. O seu endereço nunca será revelado para um possível locatário antes do fechamento da transação financeira. Informações pessoais (nome, RG, CPF, profissão, data de nascimento, endereço, e-mail, telefone residencial, comercial e/ou celular) serão necessárias para o cadastro completo de sua conta. Estas informações serão usadas para a geração de contratos de aluguéis e serão preservadas.


LOCALIZAR O PRODUTO DESEJADO Você pode utilizar as seguintes formas para localizar os produtos de seu interesse: Na aba ‘EU QUERO’ escreva o nome do produto e/ou CEP de onde você está para que nosso sistema localize o produto ideal de acordo com a sua localização. Você também pode localizar pelas categorias disponíveis no menu principal. Após o proprietário aceitar sua solicitação de aluguel, você receberá uma mensagem via e-mail e através do portal solicitando o procedimento de pagamento do aluguel. Efetue o pagamento e você receberá uma senha de retirada do produto para entregar ao proprietário quando encontrá-lo. CANCELAMENTO O cancelamento pode ser feito da seguinte maneira: - Quando o proprietário aceita sua solicitação de aluguel, você receberá uma mensagem via e-mail e pelo portal para confirmar o aluguel ou se mudou de idéia. Click no link que mudou de ideia e o aluguel será cancelado. - Você efetuou o pagamento e na hora de retirar o produto, percebeu que o produto real é diferente do virtual. NÃO entregue a senha de retirada e retorne para sua conta, clicando em minhas locações - cancelar. Você cancelará o pagamento e será necessário uma explicação do motivo do cancelamento. Para contatar o proprietário diretamente, basta clicar no produto e enviar uma mensagem. Após a finalização do aluguel, você receberá um código secreto de entrega do produto. Insira o código para finalizar o processo e depois avalie o proprietário e produto alugado. PROPRIETÁRIO A ideia do site é que você possa disponibilizar qualquer tipo de produto que poderá ser útil para um outro usuário. Na barra de categorias encontram-se as sugestões para facilitar seu cadastro. Primeiro é necessário que você preencha o cadastro e crie uma conta (sem custo algum). Depois da conta aberta, você poderá cadastrar quantos itens quiser. O processo é muito simples e auto explicativo, basta clicar no botão ‘passo a passo’. O CasaLeve permite duas formas de garantia para o proprietário: - Cheque caução: onde o proprietário escolhe o valor a ser caucionado que mais se adeque ao produto ofertado. No momento de entrega do produto, o locatário entrega um cheque bancário para o proprietário. Este cheque ficará sob a responsabilidade do proprietário e apenas será utilizado se for identificado algum dano ao produto no final do processo de aluguel. - Depósito: após definido o valor da garantia, o mesmo será cobrado do locatário e pago ao proprietário. Após o uso do produto, este valor deverá ser estornado da conta Paypal do proprietário. O serviço CasaLeve cobra 8% do valor do aluguel. Para estabelecer seu perfil e criar uma conta no CasaLeve é essencial que tenhamos suas informações de endereço. É muito importante termos o endereço para podermos utilizar o sistema de geo-localização e facilitar o aluguel de seus produtos. Lembre-se que suas informações só serão disponibilizadas ao locatário quando o pagamento for concluído.

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O seu endereço não será disponibilizado no mapa, apenas uma localização estima será usada para que o locatário possa decidir sobre o aluguel do produto ofertado. Quando o locatário efetue a reserva e receba o aceite do proprietário, o aluguel será cobrado. Neste momento 10% do valor do aluguel será descontado e transferido para o CasaLeve.com Quando receber uma solicitação de aluguel você poderá avaliar o locatário por suas transações passadas. Caso você entenda que por alguma razão não poderá alugar seu produto para este locatário, basta recusar a proposta. Inicialmente os pagamentos serão feitos pelo sistema Paypal e cartões de crédito. Buscamos sempre modelos seguros para os envolvidos. TROCAS

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Os proprietários listam os produtos e serviços que queiram trocar. Os interessados pelos produtos procuram o que precisam e oferecem seus produtos em troca. É então enviado uma mensagem via e-mail e via sistema de mensagens do portal alertando o proprietário que tem alguém interessado pelo produto oferecido. O proprietário analisa as ofertas, escolhe um dos produtos oferecidos em troca e dá o aceite, os usuários efetuam o pagamento da taxa de administração de R$1,50 e pronto, agora é só combinar a entrega do produto. Todo o processo é feito online e de forma segura, tanto para os proprietários dos produtos quanto para os interessados. Neste momento o CasaLeve abre os contatos dos usuários para que combinem onde e como irão entregar os produtos. Após a entrega, os usuários farão uma avaliação mutua, que pode ser negativa ou positiva. Esta avaliação é fundamental para que os outros usuários tenha acesso ao histórico de trocas destas pessoas, ajudando a construir uma comunidade colaborativa de confiança. Após o aceite do produto ofertado pela outra parte interessada pela troca, o site abrirá a página para o pagamento da taxa de administração de R$1,50 por transação. Este pagamento é feito pelo sistema seguro de pagamento PayPal. Simples e seguro. O cadastro usado em Trocas e Aluguel será o mesmo, ou seja, o usuário usará o mesmo cadastro para acessar a área de aluguel e trocas do portal. Para todo processo de trocas entre os usuários é necessário uma avaliação positiva ou negativa. Também é necessária uma pequena descrição de como foi o processo, se o produto trocado estava dentro da descrição colocada pelos usuários. Esta avaliação permitirá que em próximas trocas o histórico dos usuários sirva como mais um ponto de garantia e confiança. Pagamentos, dados cadastrais, localização, cancelamento e busca por produtos será o mesmo processo para aluguel e trocas. PROPRIETÁRIO A ideia do site existir é que você possa trocar produtos diversos.

Leitura Leitura

Filmes Filmes

Entre outros... Entre outros...

Diversão Diversão

Música Música


... www. .

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com.br ...


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Novo

Servi

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Entre >

site de aluguel e troca


Fig. 37 - Layout página inicial

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Fig. 38 - Layout projeto ‘Plante você também’


Fig. 39 - Layout troque

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Fig. 40 - Layout alugue


Fig. 41 - Layout o que você procura

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Fig. 42 - Layout últimos produtos cadastrados


Fig. 43 - Layout proprietรกrio e locatรกrio

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Fig. 44 - Layout detalhes do produto


Fig. 45 - Layout detalhes do proprietรกrio

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Fig. 46 - Layout login


Fig. 47 - Layout cadastro

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Fig. 48 - Layout como funciona


Fig. 49 - Layout anuncie aqui

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Fig. 50 - Layout fale conosco


Fig. 51 - Layout política de privacidade

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Fig. 52 - Layout termos e condições


2.3.3.Projeto 'Plante você também' Esse projeto foi pensado e criado com o propósito de conscientizar os consumidores e membros do CasaLeve, que precisa-se tomar atitudes, mesmo que pequenas, para preservar os recursos naturais do planeta, e a cada cem novos cadastros o CasaLeve plantará uma nova árvore, demostrando sua preocupação com o meio ambiente e a responsabilidade social.

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3.Conclusão

O projeto proposto permite uma nova forma de consumo, baseado na colaboração e compartilhamento de produtos, em uma comunidade segura e sustentável, socialmente integrada, capacitada por comunicação em rede. Proporciona às pessoas se envolverem em atividades cotidianas e rotineiras de uma nova maneira, sem contribuir com o consumismo excessivo. O site CasaLeve, atende aos três pilares da sustentabilidade. Ambiental: ajuda o planeta evitando que outros produtos sejam produzidos com extração de novos recursos naturais; Social: consumo colaborativo, nele você pode colocar a disposição, sem custo algum, seus produtos que serão alugados ou trocados por pessoas que necessitam deles; Econômico: o membro do CasaLeve, além de ajudar o meio ambiente, ainda ganha dinheiro disponibilizando para aluguel seus produtos. As principais dificuldades foram encontrar modelos e similares que possibilitassem análises dos pontos favoráveis e desfavoráveis de cada produto/serviço, pois ainda não existem sites de aluguel e troca de produtos diversos, usados e de utilização no cotidiano, a maioria dos portais de aluguel são de caráter industrial que mantém um estoque em um espaço físico, e atendem um público muito específico, e geralmente não atendem as necessidades do dia a dia. ‘As perspectivas de continuidade do projeto são grandes, pois acredita-se ter desenvolvido não apenas um novo produto, mas um produto aliado a um serviço significativo em relação a oportunidade de alcance mundial e principalmente um conceito inovador de grande contribuição ao futuro do planeta’. CasaLeve 2011

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4.REFERÊNCIAS ANDRADE, Maria Margarida. Introdução à Metodologia do trabalho científico. 6ed. São Paulo: Atlas, 2003. GONSALVES, Elisa Pereira. Iniciação à pesquisa científica. Campinas: Alínea, 2001. KÖCHE, José Carlos. Fundamentos de metodologia científica: teoria da ciência e iniciação à pesquisa. Petrópolis: Vozes, 1997. LIMA, Manolita Correia. Monografia: a engenharia da produção acadêmica. São Paulo: Saraiva, 2004. MARCONI, Marina Andrade; LAKATOS, Eva Maria. Metodologia científica. 4ed. São Paulo: Atlas, 2004. MEDEIROS, João Bosco. Redação Científica: a prática de fichamentos, resumos, resenhas. 4ed. São Paulo: Atlas, 2000. p.73, 88-91,118-136. SALOMON, Délcio Vieira. Como fazer uma monografia. 10ed. São Paulo: Martins Fontes, 2001. TURABIAN, Kate L. Manual para redação: teses e dissertações. São Paulo: Martins Fontes, 2000.

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KAZAZIAN, Thierry. Haverá a idade das coisas leves | Design e desenvolvimento sustentável. 2ed. São Paulo: Senac, 2005. THACKARA. John. Plano B: O design e as alternativas viáveis em um mundo complexo. 1ed. São Paulo: Saraiva e Virgília. SACCOMANI, Vinícius. O que é sustentabilidade? Disponível em: <http://reporter.outrosolhos.com.br/oque-e-sustentabilidade/> Acesso em 15 de jun. 2011. Três campos de domínio da sustentabilidade. Disponível em: <http://www.aquarelladesentupidora.com.br/blog /tres-campos-dominio-sustentabilidadedesentupidora/> Acesso em 15 de jun. 2011. Projetos de sustentabilidade ambiental. Disponível em: <http://www.consultoriaambiental.com.br/Projetos-De-Sustentabilidade-Ambiental.asp> Acesso em 16 de jun. 2011. Natureza e produção. Disponível em: <http://efabclc.wordpress.com/2009/01/06/natureza-e-producao/> Acesso em 16 de jun. 2011. Sustentabilidade Empresarial. Disponível em: <http://facasuaparte2010.blogspot.com/2010/05/os-trespilares-da-sustentabilidade.html> Acesso em 15 de jun. 2011. Consumismo exagerado e falta de reciclagem. Disponível em: <http://leaofilipe.blogspot.com/2011/03/consumismo-exagerado-e-falta-de.html> Acesso em 16 de jun. 2011.


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site de aluguel e troca


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