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A Unçáo traz mudança e transformação. Creia que uma vez ungido por Deus, sua identidade é trocada. De filho do Hom em , você se torna um filho de Deus. De pecador, você é declarado justo. De maldito, você é abençoado.

A crise é um espírito maligno, que nos leva a ver as coisas por uma perspectiva errada. A crise mente a respeito de Deus, de nós e das circunstâncias. Mas Deus não deseja que você pereça no deserto, mas que triunfe. Prossiga para o alvo! N ão se deixe abater! Olhe para o Senhor!


Unção CriseSie

I d e n tid ad e

Valnice Milhomens


As citações bíblicas foram extraídas da tradução de Jõao Ferreira de Almeida, Edição Revista e Atualizada (ARA), da Sociedade Bíblica do Brasil (SBB).

Coelho, Valnice Milhomens C672u Unção e Crise de Identidade /Valnice Milhomens Coelho. São Paulo: Palavra da Fé Produções, 2002 84p. - Unção e Crise de Identidade 1. Evangelização 2. Vida Espiritual I. Título. II. Série. CDD 269.2

4a Edição - Direitos Reservados à Autora

Coordenação Editorial e Capa: Pra. Marina Dellias Felicio C apa: N a com po siçã o d a capa pod em os perceber d ois estágios distintos: 1- N a parte inferior num am biente escuro a borboleta e a flor sem cor, sem vida, com o qu e petrificadas, representando a crise d e identidade. 2 - D o alto para baixo o azeite escorrendo, representando a U nção vinda d a parte d e Deus, geran do uma grande transformação na mesma borboleta e flor qu e agora coloridas e cheias de vida juntamente c om mais algumas borboletas em v ô o , representando a n o va vida, a liberdade e a n o va identidade qu e temos em Cristo Jesus.

Coordenação de Produção: Cíntia Benintendi Vianna Revisão: Roberta Simone Barros, Katia Lopes Paixão e Neusa Maria Garcia Vieira Proj. Gráfico / Editoração: Jorge Alberto Mazer de Souza / Luis Henrique de Paiva Barros Foto da Autora: Willian Israel

P ALAVRA D A FÉ PRODUÇÕES LTDA. Av. Marquês de São Vicente, 576 - Barra Funda CEP 01139-000 - São Paulo - SP - Brasil Fone: (O xxll) 6238-5757 - Fax: (O xxll) 6236-7099 E-mail: palavra.da.fe@uol.com.br Home page: www.palavradafé.com.br


SUMÁRIO INTRODUÇÃO

...08

Crises de Identidade ...14

A UNÇÃO

...16

A Unção no Velho Testamento ...17 A U nção no N ovo Testamento ... 17 Realidades Espirituais da Unção ...18 Definindo a Unção ...19 O Agente da Unção . 19 A Abrangência da Unção ...21 O Propósito da Unção ...22 Separar ...22 Transformar ...24 Ensinar ...25 Consolidando a Unção ...26

UMA N O V A IDENTIDADE

...30

Relacionamento de Aliança ...31 Identidade Implica em Filiação ...32

CRISE DE IDENTIDADE ...36 Príncipe de Deus ...37 Um Príncipe Escravo ...38 Um Príncipe Liberto ...39


Um Príncipe em Crise ...40 Visão de Gafanhoto ...41 Realidades que se Confrontam . 42 Conclusões Opostas ...43 Visão das Promessas ...44 Visão dos Sentidos .. .44 Sua Real Identidade ...45 Manifestação da Crise ...46 A Mentira da Crise ...47 A Raiz da Crise ...48 Tu És o Que Tu Vês .. .49 Visão A Luz das Promessas ...49 Visão A Luz das Circunstâncias ...52 Tu Tens o Que Tu Dizes ...52 Saindo da Crise ...55

A U N Ç ÃO GERA A IDENTIDADE ...58 A Unção de Saul ...59 Agindo Fora da Unção .60 Limitando a Unção 61 Perdendo a Unção ...63 A Unção de Davi ...64 A Atitude Diante da Unção ...65 Enfrentando o Inimigo ...66 O Medo de Saul ...67 Davi Manifesta Sinais de Unção ...67 O Desafio de Satanás ...69 Saul e Davi se Encontram ...71 A Tática do Desprezo e da Intimidação ... O Nome do Senhor dos Exércitos ...76 O Significado do Nome ...78 A Vitória Estabelecida ...79


Prefácio

Crise... Será que existe conceito mais difundido, nos dias atuais, d o que este? N ão creio. As crises têm se instaurado na vida das pessoas, das formas mais diversas, em todas as áreas e em amplitudes cada vez mais assustadoras. H á um esforço coletivo no sentido de tentar driblá-las, há m ovim ento quase desesperado, em todas as áreas do conhecimento humano, visando minimizar seus efeitos. Mas é com o se nada funcionasse. Parece impossível conter seus tentáculos... Afinal de contas o que é crise? Onde ela está instaurada? S erá que nós c o m p re e n d e m o s o p rocesso qu e a crise desencadeia? Será que temos atacado os pontos onde ela tem origem? Unção e Crise de Identidade é um livro que responde ao problema da crise do indivíduo. Talvez você ache impossível que um livro tão pequeno possa trazer uma resposta tão grandiosa. Mas isto não muda o fato de que este livro contém esta grande resposta. Sua


d escon fian ça até contribui para tornar esta leitura mais fascinante. As verdades simples, contidas em seu texto, irão ajudálo a reformular sua própria identidade. Você aprenderá a se ver numa outra perspectiva. Será capaz de se perceber pelo ponto de vista de Deus. Com eçará a se enxergar através do olhar dAquele que estabeleceu referenciais de visão para que você se veja. E, acredite, isto causará uma verdadeira revolução em sua vida. E a unção? O qu e p o d e lev a r a autora a atrelar concepções de unção e de crise? V ocê quer descobrir a resposta? Então mergulhe nesta leitura. N ã o se contente com pingos de óleo... D eixe-se encharcar pela unção que Deus reservou para você, através da vida da Ap. Valnice Milhomens. Deus quer construir algo novo, enquanto você deixa que Ele lhe toque pelas palavras aqui escritas. Permita que Ele faça isto. C om o alguém que tem tido sua identidade afetada, pelo privilégio de estar em contato direto com estas verdades, através da convivência com a autora. Por ter sido inserida por Deus, num espaço ministerial onde unção é uma experiência tão real, posso lhe garantir que vale a pena!

Louise Madeira Pastora e Psicóloga


Introdução

Quem sou eu? Será que esta pergunta já se levantou dentro de você? E possível que diante de tal indagação você descreva sua identidade em termos de nome, nacionalidade, raça, profissão e religião.

Unção e Crise de Identidade

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N ã o é disso que quero falar. Estou pensando em com o você se vê por dentro, na sua real identidade. Você já teve um encontro com Cristo? H o u v e u m a o c a s iã o em sua v id a em q u e v o c ê reconheceu o seu pecado, tomou conhecimento do amor de Deus por você, e da oferta de salvação, feita por Jesus? N ã o estou falando de religião. Falo de uma experiência, na qual uma pessoa é capaz de ver seu pecado, sua culpa e sua condenação na cruz, onde Jesus morreu em seu lugar, a fim de dar-lhe o perdão e a vida eterna. C om o resultado disso, esta pessoa se arrepende dos seus pecados e convida Jesus a entrar na sua vida, com o seu único Senhor e Salvador. A isso chamamos n ovo nascimento. Você já nasceu de novo? Você entrou no mundo pelo nascimento físico, trouxe a herança e o nom e dos seus pais. Você tem uma identidade. O govern o lhe con ced e uma Carteira de Identidade, que o identifica com o cidadão. Nela estão registradas informações a seu respeito. Através dela, ficamos sabendo seu nome, data do seu nascimento, o nome dos seus pais, e assim por diante. Mas isto não é tudo. Sua vida na Terra durará apenas poucos anos, comparada com a eternidade que aguarda a cada um de nós. Só o fato de você ter nascido, já o identifica com o pecador, embora esta informação não conste no seu RG. N a Palavra de Deus, o nosso Criador, porém, é dito a respeito de você e de mim: “ Eu nasci na iniquidade, e em pecado me concebeu minha m ãe” (Salmo 51:5). A in d a n o v e n tre m a tern o, p o rta n to , a n atu reza pecaminosa dos nossos pais foi entretecida em nosso ser. Por isso mesmo, em chegando à idade da razão, a coisa mais simples para nós é fazer coisas erradas. A isto a Bíblia chama de pecado.

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Pecar é errar o alvo. É não ser o que Deus planejou que fôssemos. E não há hom em que não peque. A Palavra de Deus declara: “Todos pecaram e carecem da glória de Deus” (Rom anos 3:23). Esta identidade de pecadores nos coloca numa posição de culpa e condenação. Nossa própria consciência, que serve de lei em nosso coração, nos acusa, conform e diz o Apóstolo Paulo: “ Estes mostram a norma da lei gravada no seu coração, testem u n h a n d o-lh es tam b ém a c o n sc iê n c ia e os seus pensamentos, mutuamente acusando-se ou defendendo-se” (Rom anos 2:15). A implicação disto é que não apenas temos a identidade de pecadores mas, com o tal, nosso destino final é a morte eterna. Morte significa separação de Deus. A Bíblia declara: “ Porque o salário do pecado é a m orte” (Romanos 6:23). Apesar de tudo isto, temos uma b oa notícia: “ Porque Deus am ou ao mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigénito, para que todo o que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna” (João 3:16). “ O Dom gratuito de Deus é a vida eterna em Cristo Jesus, nosso Senhor” (Rom anos 6:23). Q ue alívio! N osso destino p od e ser mudado. C om o? Mudando de identidade espiritual. E disso que Jesus fala quando conversa com Nicodem os, um hom em extremamente religioso: “ Em verdade, em verdade te digo que, se alguém não nascer de novo, não p ode ver o reino de Deus. Perguntou-lhe N icod em os: C o m o p od e um hom em nascer, sendo velh o? Pode, porventura, voltar ao ventre materno e nascer segunda vez? Respondeu Jesus: Em verdade, em verdade te digo:

à Unção e Crise de Identidade

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quem

n ã o n a scer d a á g u a e d o E sp írito n ã o p o d e

entrar no reino de Deus. O que é nascido de carne é carne; e o que é nascido do Espírito é espírito. N ã o te admires de eu te dizer: importa-vos nascer de novo. O vento sopra onde quer, ouves a sua voz, mas não sabes donde vem , nem para onde vai; assim é todo o que é nascido d o Espírito” (João 3:3-8). V ocê p od e perguntar, à semelhança de N icodem os: C o m o p o s s o n a scer d e n o v o ? Tem isto a v e r com reencarnação? Absolutamente não. Jesus fala de dois nascimentos: Nascido da carne - nascimento físico, do qual você recebeu uma Certidão Civil. Nascido do espírito - nascimento espiritual, que acontece quando você abre o coração para a Palavra de Deus e o Espírito Santo. “Nascer da água e do Espírito” é isto: assim como, para que você viesse à Terra, foi necessário ser gerado no ventre de sua mãe pela semente do seu pai, espiritualmente, a semente de Deus, que é Jesus, a Palavra viva, representada pela água, é plantada em seu coração. Ali o Espírito Santo trabalha, e algo acontece em seu interior: o n ovo nascimento. Da união entre o Espírito Santo e a Palavra, dentro de você, a vida de Deus é gerada em seu coração. Assim com o você sente o vento e não sabe de onde ele vem ou para onde vai, quando você nasce de novo, percebe uma mudança interior, em bora não saiba explicar com o as coisas aconteceram. A lgo n ovo v eio à luz. Deus se tornou presente e real. Está dentro de você. Você não sabe com o sabe, mas sabe que sabe que Ele veio morar em seu coração. Surge um n ovo dia, uma nova esperança, há uma sensação de plenitude! Introdução

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Você nasce de novo! Passa, então, a fazer parte do registro de nascim entos d o L iv ro da Vida, o que lhe garante a prerrogativa de ser cidadão do Reino de Deus, com todos os direitos e deveres. Recebe um n ovo nome: Filho de Deus. V ocê adquire uma nova identidade. A Palavra de Deus agora o chama de santo, eleito, justo, crente, membro da família de Deus, herdeiro de Deus e coherdeiro com Cristo. O Céu é o seu destino final, por direito de n o vo nascimento. V ocê passa a estar em aliança com Deus. Isto implica no fato de que tudo quanto é seu, torna-se dEle, torna-se seu. Glória a Deus! E mui linda a sua herança! Este tipo de experiência já aconteceu na sua vida? Se não, por que esperar? A gora mesmo, saiba que Jesus está diante de você. O Espírito Santo também. Jesus olha para você e diz: “ Eu vim buscar e salvar o que se havia perdido. Eu m e coloco à porta do teu coração e bato. Posso entrar? Ninguém tem maior am or do que este, de dar a vida pelos seus amigos; mas Deus provou o Seu amor para contigo quando Eu morri em teu lugar a fim de pagar a tua dívida, o teu pecado. De graça te ofereço a vida eterna, porque com amor eterno te amei e com cordas de amor te atraí” . Responda agora a tão grande demonstração de amor. Olhe para a cruz e veja a maior expressão de graça e misericórdia que você poderia jamais encontrar. Jesus ali, assumiu o seu lugar, sua velha identidade em Adão, a fim de dar-lhe uma nova identidade em Deus. Ele se tornou filho do homem, para que você se torne filho de Deus; Tornou-se pecado, para que você se torne justiça de Deus; Tornou-se doença, para que pelas Suas pisaduras você seja sarado;

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Tornou-se pobre, desprovido de tudo, para que você tenha toda a provisão; Tornou-se maldição, para que você seja herdeiro de toda bênção; Nasceu na Terra dos homens, tornando-se semelhante em tudo aos homens, para que você nasça no Reino de Deus e seja conforme a Sua imagem, que é a imagem de Deus. Fale com Ele agora, dizendo: “Senhor Jesus, eu aceito a Tua oferta de am or. R e co n h e ço qu e vieste m e buscar. Encontraste-me perdido(a) e condenado(a), mas pagaste o preço da minha salvação na cruz do Calvário. Ali levaste meu pecado, minha culpa, minha condenação e minha maldição. Tu és o Filho do Deus vivo, o Salvador do mundo. Escancaro a porta do meu coração e Te recebo com o meu único Senhor e Salvador. Renuncio o pecado, o mundo e o Diabo. Voltome para T i e encontro a minha verdadeira identidade em Ti, meu Senhor” . Você fez a oração de entrega? Aleluia! Eis o que a Palavra de Deus diz a seu respeito: E o testemunho é este: que Deus nos deu a vida eterna; e esta vida está no seu Filho. Aquele que tem o Filho tem a vida; aquele que não tem o Filho de Deus não tem a vida. “ Estas coisas vos escrevi, a fim de saberdes que tendes a vida eterna, a vós outros que credes em o nom e d o Filho de Deus” (1 João 5:11-13). A gora que v o c ê se entregou a Jesus, está pronto a prosseguir. Nas próximas páginas você descobrirá com o viver de acordo com sua N o v a Identidade em Cristo.

Introdução

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CRISES DE IDENTIDADE

A despeito da realidade de sermos crentes da N o v a Aliança, tendo à nossa disposição os tesouros da graça de Deus, muitas vezes vivem os aquém das promessas divinas. Isto p ode acontecer por duas razões principais: primeiro, a incredulidade, que nos faz julgar que estas promessas sempre se referem a outros e não a nós; segundo, p elo fato de ignorarmos aquilo que se tornou nosso, em Cristo Jesus, nossos direitos de redenção. Incredulidade e ignorância, portanto, são responsáveis por esta situação. A este m odo de viver aquém do que realmente somos em Cristo, chamaremos crise de identidade. Unção e Crise de Identidade é uma mensagem que lida com este problema. Ela foi primeiro ministrada num acampamento de jovens, e agora vem em form a de livro em uma Série chamada Unção, da qual Unção e Crise de Identidade é o primeiro. Estudaremos algumas experiências bíblicas que retratam tais crises, buscando de Deus a graça para aprender a viver acima delas, andando na realidade d o que Deus fez por nós, em Cristo Jesus. Que tal parar um pouco agora e dizer:” Pai, abro-te meu coração e me deixo ser m oldado(a) por Ti. Fala-me enquanto leio e habilita-me a entrar na plenitude de tudo quanto tens para mim em Cristo, meu Senhor. Disponho-me a apropriarm e da Tua unção em minha vida e, com Tua graça, a andar de acordo com ela. A m ém !”

Unção e Crise de Identidade

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A Unção

Fala-se muito hoje sobre unção. Expressões com o “pregador ungido” , “ culto ungido” , “unção liberada” , “é a unção que quebra o jugo” , “ unção de cura” , tornaram-se comuns em nossa linguagem. Mas o que vem a ser a unção?

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A UNÇÃO NO VELHO TESTAMENTO

Ungir, prim ariam ente, significa untar com ó le o ou ungüento. N o Velho Testamento, encontramos a unção usada para conferir autoridade, estabelecer numa posição. Figurativamente, ungir com óleo era um sím bolo de capacitação do Espírito de Deus para a execução dos deveres de um ofício, para o qual alguém era consagrado. Três classes de pessoas no Velho Testamento recebiam a u n çã o com ó le o : o R ei (1 S a m u el 2 4 :6 ); o P ro fe ta (1 Reis 19:16) e o Sacerdote (Êxodo 30:30). Juntamente com a unção, vinha o Espírito Santo sobre eles, capacitando-os para o exercício de suas funções.

A UNÇÃO NO N O VO TESTAMENTO

N o N o v o Testamento, a unção com óleo é usada para o enfermo, enquanto a unção para o serviço é conferida pelo Espírito Santo, sem a necessidade de qualquer símbolo físico. A figura central é Jesus, o Messias (Ungido), sobre quem o Espírito desce em forma de pomba, na inauguração do Seu ministério público. Jesus é referido com o o Ungido de Deus. O próprio termo Cristo, é a tradução grega da palavra hebraica que significa “ ungido” . Ele mesmo declara: “ O Espírito do Senhor está sobre

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mim, pelo que me ungiu...” (Lucas 4:18). O

A p óstolo Pedro testifica: “ Deus ungiu a Jesus

Nazaré com o Espírito Santo e com poder, o qual andou por toda parte, fazendo o bem e curando a todos os oprimidos do diabo, porque Deus era com ele” (Atos 10:38). Jesus tran sp orta em Si as três u n çõ es d o V e lh o Testamento: Ele é Profeta, Sacerdote e Rei. O Espírito está sobre Ele, sem medida. João Batista disso dá testemunho: “ Eu não O conhecia; aquele, porém, que me enviou a batizar com água me disse: Aquele sobre quem vires descer e pousar o Espírito, esse é o que batiza com o Espírito Santo. Pois eu, de fato, vi e tenho testificado que Ele é o Filho de Deus” (João 1:33-34). Jesus também é enfático, ao dizer: “ O Espírito do Senhor está sobre m im ” . (Lc. 4:18).

REALIDADES ESPIRITUAIS DA UNÇÃO

O

cerim onial da unção transmite algumas verdad

espirituais que devem os considerar: A unção é um elem ento divino de separação de alguém, para uma determinada missão. A u n çã o tran sm ite a h a b ilid a d e d iv in a p a ra o cumprimento da missão confiada. A unção traz um elem ento de mudança de posição e de qualidade do ser.

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DEFININDO A UNÇÃO N o que concerne ao ofício, poderíam os dizer que a u n ção é o ato de Deus separar um a pessoa para uma determinada função, investindo-a de autoridade para ocupar a posição, e habilitando-a para seu exercício. A unção, portan to, fala de p o s iç ã o , h a b ilid a d e e identidade. Deus investe, capacita e transforma. Q u a n d o um a p e s s o a era u n gid a ,

a

p rim e ira

conseqüência era a mudança de identidade. Ela deixava de ser o que era, a fim de se tornar aquilo para o que estava sendo ungida: Profeta, Sacerdote ou Rei. Em segundo lugar, vinha a habilidade divina sobre ela, para a execução da tarefa.

O AGENTE DA UNÇÃO Antes que Jesus consumasse Sua obra de redenção na cruz do Calvário, Ele fez uma assombrosa promessa: “ E eu rogarei ao Pai, e ele vos dará outro Consolador, a fim de que esteja para sempre convosco, o Espírito da verdade, que o mundo não pode receber, porque não o vê, nem o conhece; vós o conheceis, porque ele habita convosco e estará em vó s” (João 14:16-17). Que maravilhosa promessa! N a N o v a A lia n ç a to d o s os d is cíp u lo s seria m privilegiados, recebendo o Espírito Santo, não apenas sobre

a unçao

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eles, mas dentro deles. H á d ois incid en tes ap ós a ressurreição de C risto (O Ungido), que ilustram as três referidas facetas da unção: Separação, habilidade e identidade. Primeiro, no cenáculo: “ Disse-lhes, pois, Jesus outra vez: Paz seja convosco! Assim com o o Pai m e enviou, eu também vos envio. E, haven do dito isto, soprou sobre eles e disse-lhes: Recebei o Espírito Santo” (João 20:21,22). Aqui, os discípulos se tornam os primeiros da família de Deus, a serem recriados no espírito, pelo poder regenerador do Espírito Santo. Nascem de novo, são separados do mundo e ocupam uma nova posição. Assumem uma nova identidade: são feitos “filhos de Deus” . Cinqüenta dias depois, o Espírito Santo é derramado, conform e o relato de Atos dos Apóstolos, capítulo 2: “Todos ficaram cheios d o Espírito” . Esse era o cumprimento da promessa de Jesus: “ mas recebereis poder, ao descer sobre vós o Espírito Santo, e sereis minhas testemunhas tanto em Jerusalém com o em toda a Judéia e Samária e até aos confins da Terra” (Atos 1:8). A gora os discípulos recebem a habilidade divina para o cumprimento da missão. O

Espírito Santo é o agente da unção divina. Ele un

a Jesus, ungiu os apóstolos e continua a liberar Sua unção. Se no Velho Testamento, o óleo era o símbolo de que o Espírito Santo era derram ado e vinha sobre o ungido, hoje após a obra de redenção efetuada por Jesus - o próprio Espírito é o agente, o veículo d o Pai, através d o qual a unção é conferida.

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A ABRANGÊNCIA DA UNÇÃO

I '(>i c<iusa de Cristo (o Ungido), todos os crentes da N ova A!lnn<„.i são chamados a receber a unção que separa para I Hni\ gera uma nova identidade, em Cristo, e confere uma Imbllldade condizente com esta nova posição. Na primeira Epístola de João, capítulo 2, versículo 20, l<*111<>s: “ E vós possuís unção que vem d o Santo, e todos tendes i onhecimento” . Se eu tenho alguma coisa, ela se torna minha 24 horas por dia! Se eu d igo “ Eu tenho uma Bíblia” , ela é minha propriedade. João está escrevendo para os cristãos. Que realidade tremenda! Todos possuem a unção! E não apenas temos a unção que nos transforma em nova criação, mas ela permanece em nós, habilitando-nos a viver e a agir em conformidade com a vida de Cristo, porque Ele se torna residente no espírito de lodo aquele que é regenerado pelo Espírito Santo. Você já nasceu de novo? A unção é sua. A unção do Santo repousa sobre você! Quando Jesus Cristo se tornou o Senhor de sua vida; quando o Espírito de Deus o selou, você recebeu a unção, tornou-se propriedade do Deus Todo-Poderoso. O selo do Espírito de Deus repousou sobre você! Naquele momento, você se tornou parte da família de Deus, recebeu um n o vo nome. Foi-lhe conferida uma nova identidade, foi-lhe concedida a habilidade para viver de acordo com ela. Aleluia! a unção

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O PROPÓSITO DA UNÇÃO S eparar

Unção significa separação. Você foi separado para Deus. C onform e Êxodo 30:22-30, quando pessoas e objetos eram ungidos, estabelecia-se que estavam separados para o serviço de Deus. Por essa razão eram cham ados “ santos” , isto é, separados para o uso exclusivo de Deus. A unção era feita para separar alguém para uma d eterm in ad a p o s iç ã o ou tarefa. Era um a cerim ôn ia de consagração, dedicação. Tudo quanto era ungido, se colocava em uma nova posição, fossem pessoas ou objetos, eram santos ao Senhor. Veja alguns exemplos: Jacó unge uma coluna com o Casa de Deus - “Tendo-se levantado Jacó, cedo, de madrugada, tomou a pedra que havia posto por travesseiro e a erigiu em coluna, sobre cujo topo entornou azeite... e a pedra, que erigi por coluna, será a Casa de Deus” (Gênesis 28:18,22). A unção do Tabernáculo e seus utensílios, os tornam santos - “ E tomarás o óleo da unção, e ungirás o Tabernáculo e tudo o que nele está, e o consagrarás com todos os seus pertences; e será santo. Ungirás também o altar do holocausto e todos os seus utensílios e consagrarás o altar; e o altar se tornará santíssimo. Então, ungirás a bacia e o seu suporte e a consagrarás” (Ê xodo 40:9-11). Arão e seus filhos são ungidos e se tornam sacerdotes

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do Senhor - “ Farás também chegar A rão e seus filhos à porta da te n d a d a c o n g r e g a ç ã o e os la v a rá s co m águ a. Vestirás A rã o das vestes sagradas, e o ungirás, e o consagrarás para que me oficie com o sacerdote. Também farás chegar seus filhos, e lhes vestirás as túnicas, e os ungirás com o ungiste seu pai, para que me oficiem com o sacerdotes; sua unção lhes será por sacerdócio perpétuo durante as suas gerações” (Ê xodo 40:12-15). B arn ab é e S a u lo são u n gid os, sep a ra d o s para o apostolado - “ E, servindo eles ao Senhor e jejuando, disse o Espírito Santo: Separai-me, agora, Barnabé e Saulo para a obra a que os tenho cham ado” (Atos 13:2). Um outro propósito da unção é Habilitar. Vemos isto de m od o claro na vida de Jesus, conforme relato do profeta Isaías, repetido por Lucas 4:18-21: “ O Espírito do S E N H O R Deus está sobre mim, porque o S E N H O R me ungiu para pregar boas-novas aos quebrantados, enviou-me a curar os quebrantados de coração, a proclamar libertação aos cativos e a pôr em liberdade os algemados; a apregoar o ano aceitável do S E N H O R e o dia da vingança do nosso Deus; a consolar todos os que choram e a pôr sobre os que em Sião estão de luto uma coroa em vez de cinzas, óleo de alegria, em vez de pranto, veste de louvor, em vez de espírito angustiado; a fim de que se chamem carvalhos de justiça, plantados pelo S E N H O R para a sua glória” (Isaías 61:1-3). “Deus ungiu a Jesus de Nazaré com o Espírito Santo e com poder, o qual andou por toda parte, fazendo o bem e curando a todos os oprimidos do diabo, porque Deus era com ele” (Atos 10:38). O m esm o ocorreu em relação aos discípulos: “ mas recebereis poder, ao descer sobre vós o Espírito Santo, e sereis minhas testemunhas tanto em Jerusalém com o em toda a Judéia e Samaria e até aos confins da Terra” (Atos 1:8).

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ransform ar

A unção traz con sigo um elem en to transform ador. C on fere-n os um a n o v a iden tidade, para que possam os desenvolver a missão que temos aqui na Terra. A unção do Espírito de Deus v eio sobre a nossa vida com este ob jetivo: m udar a nossa identidade, para que possamos realizar aquilo para o que Deus nos chamou. São muitos os exemplos bíblicos do poder transformador da unção. Dois deles serão examinados mais adiante: Saul e Davi.

O relato bíblico informa: Saul é ungido e tem o coração mudado. “Tomou Samuel um vaso de azeite, e lho derramou sobre a cabeça, e o beijou, e disse: N ã o te ungiu, porventura, o S E N H O R por príncipe sobre a sua herança, o p ovo de Israel?” (1 Samuel 10:1). “ O E sp írito d o S E N H O R se a p o s s a rá d e ti, e profetizarás com eles e tu serás m udado em outro hom em ” (1 Samuel 10:6). “Sucedeu, pois, que, virando-se ele para despedir-se de Samuel, Deus lhe mudou o coração; e todos esses sinais se deram naquele m esm o dia” (1 Samuel 10:9). Davi é ungido e o Espírito d o Senhor se apodera dele “Tom ou Samuel o chifre d o azeite e o ungiu no m eio de seus irmãos; e, daquele dia em diante, o Espírito do S E N H O R se apossou de D avi” (1 Samuel 16:13). Ele era pastor. Via-se com o tal. Tinha a identidade de pastor. Mas no m om ento em que o Espírito de Deus veio sobre ele, por causa da unção, dentro do seu coração foi transformado em rei, adquiriu uma nova identidade. Os discípulos são transformados em testemunhas, pela

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unção do Espírito Santo - “Mas recebereis poder, ao descer sobre vós o Espírito Santo, e sereis minhas testemunhas tanto em Jerusalém com o em toda a Judéia e Samaria e até aos confins da Terra” (Atos 1:8). “ T en d o eles orado, trem eu o lugar on d e estavam reunidos; todos ficaram cheios d o Espírito Santo e, com intrepidez, anunciavam a Palavra de Deus” (Atos 4:31).

E n s in a r

Embora no m om ento em que nos vem a unção, sejamos le g a lm e n te s e p a ra d o s p a ra D eu s; a p e s a r d e serm os considerados santos ao Senhor; a despeito de provarmos uma transform ação e de, legalm ente, adquirirm os um a n ova identidade, conviver com a unção requer aprendizado. Precisamos da habilidade divina e ela está presente na unção, através do ensino. Eis a garantia: “Quanto a vós outros, a unção que dele recebestes perm anece em vós, e não tendes necessidade de que alguém vos ensine; mas, com o a sua unção vos ensina a respeito de todas as coisas, e é verdadeira, e não é falsa, perm anecei nele, com o também ela vos ensinou” (1 João 2:27). “ E vós possuís unção que vem do Santo e todos tendes conhecimento” (1 João 2:20). Temos o conhecimento! O que é isto? A Fonte de toda a sabedoria vive dentro de nós! O

Espírito conhece as coisas de Deus, e o nosso espírito

nos conhece (1 Coríntios 2:10,11). Quando somos recriados, o Espírito de Deus passa a habitar em nosso espírito. Ele recebe de Deus a informação, transmite-a ao nosso espírito, este a passa à nossa mente, e,


então, abrim os a b o c a e com unicam os aquilo que vem diretamente do Trono da graça, agindo de acordo com a informação. Temos o conhecim ento! Todo aquele que nasceu de novo, tem uma unção, tem um conhecimento, pode entender as coisas do Espírito, e tem um testemunho dentro d o seu coração.

CO NSOLIDANDO A UNÇÃO

A esta altura é preciso salientar, que nada é automático. A tra n s fo rm a ç ã o g e ra d a p e la u n çã o n ã o o c o rre automaticamente. Nossa atitude é que vai determinar o que a unção fará em nossa vida. Entre cada promessa de Deus, e o seu cumprimento, há um deserto. H á um lugar onde há probabilidade de dúvidas e recuos. Assim, o tem po entre a promessa e o seu cumprimento, dependerá de nossa atitude. Israel tinha a promessa de entrar na terra. A o fim de dois anos, acampou em suas fronteiras, mas perm aneceu 40 anos para tomar posse da promessa. Isso aconteceu, não p òrqu e Deus quisesse que o deserto se prolongasse por 40 anos, mas porque o p o v o falhou em assumir a nova identidade. P od eríam os analisar a vid a d e dez crentes que se entregaram a Cristo no m esmo dia. Todos receberam a mesma unção inicial que os fez filhos de Deus, no entanto verificaremos que cada um se encontra num diferente nível de unção, experiência e crescimento. Unção e Crise de Identidade

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Por quê? Será que Deus olhou mais para um, do que para outro? Não. A atitude de cada um para com a unção é que foi

i llíerente.

Saul e Davi foram ambos ungidos para serem reis, mas 0 que cada um fez com a unção, determinou o curso de suas vidas. De Davi a Bíblia diz: “um hom em segundo o coração de Deus” (Atos 13:22). N ão é que fosse perfeito, mas am ava profundamente a 1)(’us e O servia com integridade de coração. Por causa disto o I íspírito com eçou a formar dentro de Davi uma identidade condizente com a unção. Entre a unção e o assumir o trono passaram-se muitos anos. O que Deus estava fazendo em sua vida durante aquele período? Formando dentro dele a identidade de um ungido de Deus, com quem Ele estabeleceria uma aliança de que o Messias viria da sua descendência. O que dizer de Saul? A despeito de ter passado pela mesma experiência de Davi, termina seus dias em total fracasso. C om o veremos mais adiante, ele não soube lidar com a unção. Olhemos para Moisés. Ele nasceu com uma unção divina para libertar Israel da escravidão egípcia. Aos 40 anos, quis cumprir a missão de Deus, mas falhou, pois ainda não sabia usar as armas espirituais e lançou m ão do braço de carne. Deus, então, o levou ao deserto por mais quarenta anos. Fez isso porque o rejeitara? Mil vezes não. Fê-lo para que, na Sua econom ia divina, pudesse formar dentro de Moisés a identidade de um Estadista, capaz de liderar o p o vo na libertação da escravatura e de levar esse p o v o a se organizar com o uma nação teocrática.

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Paulo é outro exem plo que poderíam os trazer à tona. Encontrou-se com Jesus no caminho de Damasco e teve uma dramática experiência de conversão. Ali foi ungido apóstolo aos gentios, conforme as palavras d o Senhor a Ananias: “Vai, porque este é para mim um instrumento escolhido para levar o meu nom e perante os gen tios e reis, b em c o m o p eran te os filhos de Israel” (Atos 9:15). N o entanto, depois desse chamado, Paulo ficou três anos na Arábia, depois foi para Tarsis. Por quê? Uma nova identidade tinha que ser formada, para que a unção tivesse seu livre curso. Deus tem um plano para v o c ê ; tem um m inistério específico a ser desenvolvido em sua vida, mas até que a p le n itu d e d este m in istério seja a lca n ça d a , um a n o v a identidade terá que ser formada dentro de você. O tem po que Deus vai levar, form ando esta identidade, pelo Seu Espírito, depende de sua atitude. N osso grande problem a não é com a unção. A maior dificuldade é destruir as pontes que nos ligam ao passado, renunciar e esquecer a velha identidade, e assumir a nova. Temos consciência de que nascemos de novo, de que o Espírito de Deus está em nós, de que somos herdeiros de todas as promessas, mas vindo os desafios, as circunstâncias, as crises, as ameaças... Quando nos deparamos com os gigantes das dificuldades que se colocam em nosso caminho, a tendência é agir de acordo com a velha identidade. Isto faz parte dos hábitos passados e parece mais seguro, mais natural ser o que sempre fomos. N ã o podemos, porém, esquecer que houve um marco em nossa vida, uma experiência que se tornou um divisor entre o passado e o presente. E aqui que sôm os chamados a assumir uma posição Unção e Crise de Identidade

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firme de renunciar o passado, pois “se alguém está em Cristo, é nova criatura; as coisas antigas já passaram; eis que se fizeram novas” (2 Coríntios 5:17). Rom per com a velha identidade e assumir integralmente ■11tova, pode ser um processo, mas é imperativo tomar a atitude para desencadeá-lo agora. O

inimigo já teve muito terreno em nossa vida. Chega!

I )cus nos chama para que nos vejam os com o Ele nos vê, em Cristo. H á um m undo a ser conquistado e Ele levanta um exército em armas, que marcha para a vitória. Este exército é composto por ungidos, que viram quebradas todas as cadeias, c entraram na liberdade da condição de filhos de Deus. Você faz parte deste exército. Você tem a unção. Tome posse ,dela, e afronte tudo quanto vem d o reino inimigo. Ande na plenitude da unção de Deus em sua vida!

a unçao

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Uma Nova Identidade

O Espírito de Deus Se m ove na Terra! N ã o há dúvidas de que nós vivem os na geração dos tempos finais! Por esta razão, o Espírito de Deus Se apressa a preparar o Seu p o vo para o regresso de Jesus! Unção e Crise de Identidade

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11 nesta preparação divina, Ele está levantando um p ovo que assume sua real identidade, a fim de que possa levar a I m>in termo a missão que lhe foi confiada, de levar este I A/wngelho a todas as nações do planeta, antes que Ele volte. 0 Espírito Santo está liberando, de forma abundante, Sun unção. A unção vem para formar dentro de nós uma identidade! 1’( 'I causa disto, posicionalmente, nós nos tornamos filhos de Deus! 0

grande problema, porém, é que nós nos chamamos

'‘ íilhos de Deus” e, na maioria das vezes, nem sequer sabemos

(> que significa ser filho. Ser filho de alguém é ter a sua natureza, ser gerado pela nun semente. Cada pessoa tem um pai, e um só. Por quê? Pelo lat'0 de que uma só semente o trouxe à luz. A qu ele cuja sem ente o gerou , é seu pai. D ele receb e o n om e. Sua identidade está ligada aos pais que o trouxeram ao mundo. Quem está em Cristo tem uma nova identidade! Deus nos criou com o “filhos” . A d ão foi cham ado “filho de Deus” porque procedeu de Deus, foi gerado por Ele (Lucas 3:38). É interessante notar, no capítulo cinco de Gênesis, versículo três, a declaração de que A d ã o “ gerou um filho à •tiin semelhança, conforme a sua imagem, e lhe chamou Sete” . Ora, A d ão fora gerado conforme a imagem e semelhança (Ir Deus. N o entanto perdeu a glória dessa im agem divina. Perdeu sua id en tid ad e com Deus, e, agora, seus filhos lirrdavam sua própria identidade: de homens pecadores, rebeldes, de naturezas corrompidas, que não conheciam a I >eus. Seu espírito morreu: o princípio de morte entrou dentro d e le. Suas e m o ç õ e s , sua m en te , sua v o n ta d e fo ra m corrompidas. Mas não q u erem os falar d a qu eda. Falarem os de redenção.

uma nova identidade

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RELACIONAMENTO DE ALIAN Ç A

Em várias passagens na Bíblia, Deus é conhecido com o o “ Deus de Abraão, Deus de Isaque e Deus de Jacó...” . O que significa isto? E o Deus da Aliança! E o que é uma aliança? E o mais sagrado de todos os compromissos entre duas pessoas, que não deve ser quebrado e pelo qual, todas as coisas se tornam comuns: bens e dívidas. Se entrarmos numa aliança, conform e o costume dos p ovos antigos, isto implicará no fato de que tudo o que é meu é teu, e tudo o que é teu, é meu. Meus bens são teus e teus bens são meus. Minhas dívidas são tuas e tuas dívidas são minhas. Teus filhos são meus e meus filhos são teus. Um dos ritos, no estabelecimento de uma aliança entre duas pessoas, era a troca de nomes: cada parceiro recebia parte do nom e do outro. O nom e representa o que somos e temos. Portanto, quando um recebia o nome do outro estava dizendo: “ eu tenho direito a tudo quanto o teu nom e tem direito” . Quando Deus entrou em aliança com Abraão, mudou seu nome. Por quê? O nom e fala da identidade! Deus mudou a identidade de Abraão. N o hebraico, a língua em que foi escrito o V elho Testamento, é fácil de verificar isto. D o nom e de J eová (Y H W H ), Deus tirou o “ H ” (no que corresponde às nossas letras) e o colocou no nom e de Abrão, e este se tornou Abraão (Avraham). Em português, com o o “ h” é mudo, não se usa. Mas em outras línguas, com o o inglês, ele se faz presente com um som que se assemelha a um sopro (Abraham). A mesma

Unção e Crise de Identidade

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È i


letra é introduzida no nome de Sarai, que passa a ser ' inmh. I ' quanto a Deus? Ele também recebeu um n o vo nome, o de Avraham (n o m e em h e b ra ic o ). S e A v ra h a m receb eu um a n o va Identidade, ao atrelar ao seu nom e parte do nom e de Deus, i".lc lambém assumiu uma nova identidade ao chamar-se I )cus de A braão” . “ Esse é o meu N om e: Eu sou o Deus de aquele com quem tenho uma aliança!” Mais tarde a aliança foi renovada com Isaque e Jacó, e I )i‘us se apresenta com o o “ Deus de Abraão, de Isaque e de Jocó". Ele é também chamado o “ Deus de Jesus Cristo” . Hoje, por m eio de Jesus Cristo, você está em aliança com )cus (Gálatas 3:29; 1 Coríntios 11:25). Portanto, em sua nova Identidade está o nom e de Deus, pois o Espírito Santo veio habitar em você. E Deus agora, também pode ser conhecido com o o Deus de (acrescente o seu nom e).

Abraão,

I

IDENTIDADE IMPLICA EM FILIAÇÃO

Muitos versículos na Bíblia falam da nova identidade do n ovo nascimento, pelo qual o homem se torna filho de Deus. Aqui estão alguns exemplos: “Mas, a todos quantos o receberam, deu-lhes o poder i lc serem feitos filhos de Deus, a saber, aos que crêem no seu nome; os quais não nasceram do sangue, nem da vontade da carne, nem da v o n ta d e d o h om em , m as d e D eu s” (.João 1:12,13). “ Porque não recebestes o espírito de escravidão, para

crente, alcançada através do

â uma nova identidade

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viverdes, outra vez, atemorizados, mas recebestes o espírito de adoção, baseados no qual clamamos: Aba, Pai. O

próprio Espírito testifica com o nosso espírito que somos

filhos de Deus. Ora, se somos filhos, somos também herdeiros, herdeiros de Deus e co-herdeiros com Cristo; se com ele sofremos, também com ele seremos glorificados” (Romanos 8:15-17). “ E, porque vós sois filhos, enviou Deus aos nossos corações o Espírito de seu Filho, que clama: Aba, Pai! De sorte que já não és escravo, porém filho; e, sendo filho, também herdeiro por Deus” (Gálatas 4:6,7). “pelas quais nos têm sido doadas as suas preciosas e mui grandes promessas, para que por elas vos torneis coparticipantes da natureza divina...” (2 Pedro 1:4). Se você já nasceu de novo, pode declarar:’’Todos estes versículos estão falando a meu respeito. Nasci de novo, gerado da semente divina, que é a Palavra Eterna e do Espírito Santo, sou filho de Deus, m em bro de Sua família, logo, tenho uma nova identidade, um n ovo nome, uma nova filiação, uma nova herança. E com o a unção do Espírito Santo é residente em todo aquele que Ele gerou, sou um (a) ungido(a) de Deus e viverei com o tal” .

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Crise de Identidade

N ada é automático. Q u a n d o olh a m os para a P a la vra de Deus, e nos debruçamos sobre suas promessas que nos dizem respeito; quando meditamos sobre as implicações da obra redentora de Cristo na cruz d o Calvário; quando recebemos, pela fé, as

Unção e Crise de Identidade

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I" n^ios que se tornaram nossas em Cristo Jesus, ficamos • I. ihIík los e muitas vezes parece demais para ser verdade. Mas, comparando a realidade do que acabamos de dizer, i oi li a experiência do dia-a-dia de muitos cristãos, ficamos t "tlm i«ridos. Há uma grande distância entre a posição em Cristo i' a experiência. 0 que está errado? H á uma crise de identidade que iiiiill.is ve/,es se faz presente na vida do cristão. 1 )eus ungiu, separou um p o v o - Israel. Querem os tomáli m om o exemplo, a fim de entendermos melhor a unção do ' mulo (|ue repousa sobre nós.

1’K’iNCIPE

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DE DEUS

Olhemos para Israel. Qual o significado do seu nome? Os estudiosos da Bíblia o definem com o “ Ele reinará tino I )eus” ; “Príncipe com Deus” ; “Tendo poder com Deus” ;

I ulndor de Deus” . I ste nome foi dado numa experiência de luta com o Anjo < l<» ‘ u'nhor, quando Jacó se recusa a deixá-lo, sem que este o

nbençoe. I:ntão, disse: Já não te chamarás Jacó, e sim Israel, pois »mo p rín cip e lutaste com D eus e com os h o m en s e 1 ti evüleceste” (Gênesis 32:28).

ii

Os descendentes de Israel tomam o seu nom e com o I » >\'i > Assim, ostentam a identidade de Príncipes com Deus, ' |i »vei nantes, lutadores e vencedores. I spiritualmente o crente se torna também Israel de Deus. I ui.ui declare em voz alta: “ Eu sou príncipe (princesa) de I »eus"! crise de identidade

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UM PRÍNCIPE ESCRAVO

Notem os, porém, um problema: o príncipe de Deus se torna escravo. Israel, no Egito, conhece a escravidão e se torna impotente. Gerações nasceram com a identidade de escravos, subjugados pela tirania de Faraó, apesar de declararem, através do seu nome, serem príncipes e princesas com Deus. Em m eio a essa humilhante situação, algo acontece, conform e o relato bíblico: “ Decorridos muitos dias, morreu o rei do Egito; os filhos de Israel gem iam sob a servidão e por causa dela clamaram, e o seu clamor subiu a Deus. Ouvindo Deus o seu gemido, lembrou-se da sua aliança com Abraão, com Isaque e com Jacó. E viu Deus os filhos de Israel e atentou para a sua condição” (Êxodo 2:23-25). Deus escolhe Moisés e confidencia-lhe: “ Disse mais: Eu sou o Deus de teu pai, o Deus de Abraão, o Deus de Isaque e o Deus de Jacó... Certamente, vi a aflição d o meu povo, que está no Egito, e ouvi o seu clamor por causa dos seus exatores. Conheço-lhe o sofrimento; por isso, desci a fim de livrá-lo da m ão dos egípcios e para fazê-lo subir daquela terra a uma terra b oa e ampla, terra que mana leite e mel... Pois o clamor dos filhos de Israel chegou até mim, e também vejo a opressão com que os egípcios os estão oprimindo. Vem, agora, e eu te enviarei a Faraó, para que tires o meu povo, os filhos de Israel, d o Egito” (Ê xodo 3:6-10).

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UM 1’RÍNCIPE LIBERTO Com

m ão forte e poderosa Deus cumpre Sua Palavra. I ■■..il l«i I <iraó e leva-o a se dobrar, através das dez pragas que, I »1(il lê. iinente, destroem o Egito. Deus manifesta Seu favor para i otn Seu povo, Israel, livrando-o de todos os males, fazendo-o hlunl.it sobre Faraó e seus exércitos, e até sobre as águas do iiifir, Q p ovo parte do Egito, saqueando suas riquezas; uma i olmui de fogo e nuvem o separa dos seus inimigos e o guia l n*l() deserto abrasador. Paulo, referindo-se ao incidente, declara: “ Ora, irmãos, não quero que ignoreis que nossos pais . -.1Iveram todos sob a nuvem, e todos passaram pelo mar, tendo ild o todos batizados, assim na nuvem com o no mar, com m-.peito a Moisés. Todos eles com eram de um só manjar i \|ilnlual e beberam da mesma fonte espiritual; porque bebiam ' li1 uma pedra espiritual que os seguia. E a pedra era Cristo” ( I ( oríntios 10:1-4). Eles provaram a glória de Deus! Viram o m o ver d o Seu poder, conduzindo-os p elo i li ".filo, em segurança, fazendo brotar água da rocha, chover |M<> do céu e repousar sobre eles todas as boas promessas Ifil.ts aos seus pais. O mesmo ocorre conosco, os que nos encontramos com < i Isto: a glória nos tocou um dia; o poder de Deus se m oveu nobre nós, rom p e n d o o ju g o da escravid ão d o “ E gito” , l.tm,ando-nos nesta “nuvem ” de glória, fazendo-nos deixar a lf ira” da escravidão para dirigir-nos à “terra” da promessa! Somos livres para entrar na plena posse de nossa herança espiritual. crise de identidade

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UM PRÍNCIPE EM CRISE O que aconteceu com o Príncipe de Deus, Israel? Esse p o v o que provou o poder e a glória de Deus?! Esse p o vo que viu o maná caindo do céu?! Esse p o vo que viu a água brotando da rocha?! Esse p o v o que viu a coluna de nuvem trazendo sombra durante o dia, e de fo g o iluminando o caminho durante a noite?! Esse p o vo que ouviu a voz de Deus no monte, viu os relâ m p a g os e os trovões, a rea lid a d e da m an ifestação sobrenatural da presença do Senhor de toda a Terra, e recebeu a Sua Palavra escrita pelos Seus próprios dedos em tábuas de pedra?! Esse p o vo cuja fama se fez ouvir entre os povos, com o a nação que tinha seu Deus vivendo pessoalmente no m eio dele, poderoso para salvar, diante de quem todos tremiam?! P ovo liberto do governo mais poderoso da terra, que marchou triunfante rumo à plena posse das promessas do Senhor dos Exércitos?! Esse p ovo chegou ao limiar da Terra prometida! Chegou ao limiar da possessão das promessas... Porém... Que tragédia! Depois de tudo isso, foi retido. Por quê? Enfrentou uma terrível crise e não soube com o lidar com ela. Que crise? De identidade. Com certeza, aqui está uma das mais terríveis causas de derrota na vida de qualquer cristão. A crise de identidade.

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VISÂO DE GAFANHOTO I:m Números, capítulo 13, encontramos o relato da crise i Ir Israel. Moisés enviara representantes das suas tribos à terra pioinelida, a fim de a espiarem, trazendo informações que •i)u<lariam na sua conquista. D everiam v e r tu do a q u ilo qu e fo i a lv o d e tantas I ui iinrssas de Deus. Mas, quando os espias regressaram, eis o i|iir ,i Bíblia relata: “A o cabo de quarenta dias, voltaram de ■ piai a terra, caminharam e vieram a Moisés, e a Arão, e a lo( l,i íi congregação dos filhos de Israel no deserto de Parã, a < nde.s; deram-lhes conta, a eles e a toda a congregação, e ii Kislraram-lhes o fruto da terra. Relataram a Moisés e disseram: Fomos à terra a que nos rnvlaste; e, verdadeiramente, mana leite e mel; este é o fruto i Iria. O povo, porém, que habita nessa terra é poderoso, e as i liI. h Irs, mui grandes e fortificadas; também vimos ali os filhos i Ir Anaque... I ntão, Calebe fez calar o p o vo perante Moisés e disse: I i.t* Subamos e possuam os a terra, porque, certamente, |nrv.\lcceremos contra ela. Porém os homens que com ele llnham subido disseram: N ã o poderem os subir contra aquele IH iv< >, porque é mais forte do que nós. I d i a n t e dos filhos de Israel, infamaram a terra que 11. ivlam espiado, dizendo: A terra pelo m eio da qual passamos • fliplar é terra que devora os seus moradores; e todo o p o vo ( |i u* vimos nela são homens de grande estatura. Também vimos . iln |i( jantes (os filhos de Anaque são descendentes de gigantes), r n,ti nos, aos nossos próprios olhos, com o gafanhotos e assim l,ii nliri u o éramos aos seus olhos” (Números 13:25-33-G rifo s III IVÍOS).

crise de identidade

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REALIDADES QUE SE CONFRONTAM

Estavam diante de um impasse! H avia duas realidades conflitantes. Um a espiritual, outra física. Os espias constatam as duas, e dez deles chegam a uma conclusão que se coloca em oposição frontal a Deus. A primeira é a realidade espiritual. A Palavra de Deus com respeito ã condição da terra, comprovou-se verdadeira: Ali estava o seu fruto indicando que ela m anava “leite e m el” . “ Depois, vieram até ao vale de Escol e dali cortaram um ramo de vide com um cacho de uvas, o qual trouxeram dois homens numa vara, com o tam bém romãs e figos” (Números 13:23). Seus olhos contem plaram o que a Palavra de Deus garantira. Esquecem-se, contudo, de que as informações divinas sobre a terra estavam atreladas à promessa feita aos pais, de que tudo aquilo era de Israel por herança. A constatação, portanto, de que tudo correspondia à descrição dada por Deus, deveria ser o suficiente para fortalecer a fé, quanto à promessa de posse. Mas não foi isso o que aconteceu. Dez deles falharam em captar a visão espiritual. Fracassaram por não conseguirem ver as coisas p elo prisma do seu Deus, que tinha feito a promessa. A segunda realidade é a física. Os espias se deixaram dominar pela visão dos sentidos, daquilo que seus olhos físicos contemplaram. Em sua linguagem: p o vo poderoso, cidades grandes e fortificadas, terra que devora os moradores, p o vo de grande

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• I. ilura, gigantes... Diante de tal visão, esqueceram-se de que Aquele que liv <is promessas é o Todo-Poderoso, Criador dos Céus e da U'i i.i, que vela sobre Sua Palavra para a cumprir, o Supremo ' ifnhor de tudo quanto existe ou venha a existir... “A o S E N H O R pertence a Terra e tudo o que nela se

1'ontém,

o mundo e os que nele habitam” (Salmo 24:1).

CONCLUSÕES OPOSTAS

Temos aqui dez contra dois. <)osué e Calebe dizem: “Subamos e possuamos a terra, porque, certamente, prevaleceremos contra ela” . Os outros dez protestam: “N ã o poderem os subir contra • ti io d e povo, porque é mais forte do que nós” . Onde está o porquê de posições tão opostas, entre os i |iir rucebem de Deus as mesmas promessas e vêem a mesma liMin?

I:stá no foco da visão. I .nquanto Josué e Calebe se enchem da visão gerada i H11)lano espiritual, os demais se voltam para o plano físico. Os dois se fortalecem na promessa de Deus, e isso faz h Hl.i ,i diferença.

crise de identidade

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VISÃO DAS PROMESSAS Sabendo quem Deus é, o que já fez no m eio do Seu p o v o e o que prometeu, o coração se enche da certeza daquilo que os olhos físicos ainda não contemplaram, mas o coração sabe, porque fiel é Deus, tanto no prometer quanto no cumprir. Josué e Calebe se vêem em Deus, aliançados com Ele e, portanto, dispostos a serem os canais, através dos quais, a conquista se daria. “ E Josué, filho de Num, e Calebe, filho de Jefoné, dentre os que espiaram a terra, rasgaram as suas vestes e falaram a toda a congregação dos filhos de Israel, dizendo: A terra pelo m eio da qual passamos a espiar é terra muitíssimo boa. Se o S E N H O R se agradar de nós, então, nos fará entrar nessa terra e no-la dará, terra que mana leite e mel. Tão-somente não sejais rebeldes contra o S E N H O R e não temais o p ovo dessa terra, porquanto, com o pão, os podem os devorar; retirou-se deles o seu amparo; o S E N H O R é conosco; não os temais” (Números 14:6-9 - G rifo nosso).

VISÃO DOS SENTIDOS Os outros dez espias são possuídos pela visão dos sentidos, daquilo que se vê, que se apalpa. E n qu an to o fo c o d os d ois está em Deus e Suas promessas, no reino espiritual, a dos dez está nas circunstâncias, no visível, no tangível, no reino da matéria. “ ... assim também o éramos, aos nossos olhos, com o

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iinldiihotos, e assim tam bém o éram os aos seus olh o s”

(Números 13:33).

Quem lhes disse que eles eram vistos com o gafanhotos? I lt". mesmos! Por quê? Pelo fato de que viam a si m esm os com o (.jnlnnhotos. Mas por qual motivo? ( 'rise de identidade, m otivada pelo foco errado da visão. I squeceram-se de quem eram em Deus, e se fixaram «mn i|uem era o inimigo. I alharam em assumir sua nova identidade.

MIA REAL IDENTIDADE

Quem, de fato, eram eles? Primeiramente eram escravos, nasceram com o escravos,

vlv/rram com o

escravos, foram explorados com o escravos... Porém, Deus os libertou com m ão forte e fê-los uma 11. ii,.H) de homens livres e poderosos no Senhor, herdeiros das l mmi nessas, revestidos de autoridade e habilidade divina para i lt "tlruir todos os inimigos que porventura se levantassem contra 0

.1 pirita

Altíssimo m esmo ia adiante d o Seu p o vo para levá-lo posse da terra e de todas as boas promessas que lhe

li

feitas. Ninguém os poderia resistir. A esmagadora derrota infligida a Faraó e seu exército »•i.i .i garantia de que o p o v o escolhido por Deus estava 11<- .11nado a triunfar, não apenas em uma batalha, mas em todas rlnN, crise de identidade

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A os olhos de Deus aquele era Seu p o vo em armas e em marcha, filhos da Aliança, herdeiros das promessas, portador de Suas revelações divinas, por m eio de quem toda a Terra seria abençoada, um p o v o vencedor.

MANIFESTAÇÃO DA CRISE

Apesar, p orém , d e tod a essa rea lid a d e em Deus, deparamo-nos agora com um p ovo assombrado, perplexo, que olha para dentro de si e nada mais vê, que gafanhotos im potentes num d eserto abrasador, diante de inim igos poderosos, de quem têm que fugir para salvar suas vidas, antes que seja tarde demais. Aqui estão, no limiar das bênçãos, da vitória final e do descanso, no estágio último da caminhada, no mom ento que Deus escolheu para se estabelecerem dentro de fronteiras seguras, com o uma grande e poderosa nação, objeto de louvor na Terra, mas... Que tristeza! Fisicamente, por fora, livres, todavia escravos por dentro. Aqui está a raiz do problema: espiritualmente eles ainda eram escravos! Dentro de si, onde toda experiência se cristaliza, eles não descobriram a nova identidade de homens livres, soldados valentes, homens ungidos por Deus para possuir a terra e rom per com todos os gigantes que nela houvesse. Resultado? A Bíblia testifica: “ Levantou-se, pois, toda a congregação e gritou em voz alta; e o p o v o chorou aquela noite. E por que nos traz o S E N H O R a esta terra, para cairmos à espada e para que nossas mulheres e nossas crianças sejam por presa? N ã o nos seria melhor voltarmos para o Egito? Unção e Crise de Identidade

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I ill/lrtiii uir< <ios outros: Levantem os um capitão e ■' iliiMMON |Jrtid o I ullo'

(Números 14:1,3,4).

A Ml NI IRA DA CRISE CJ» 1«■(|iindro desolador! li n I« 11H>r<iue falharam em assumir sua nova identidade. I i. i• . 11n rm i ilse. Crise de identidade. A ei Ist■ um espírito maligno, que nos leva a ver as coisas I Mii tiin.i perspectiva errada. I la vem para destruir, castrar a nossa fé. I l.i lorna as circunstâncias que nos cercam mais reais (|tie .r. promessas divinas, e nos rouba a visão espiritual das i olNns. I ,la tem o poder de nos amedrontar e paralisar nossos i ui ivimentos de fé, porque cresce tanto diante dos nossos olhos i Hii ■nos impede de ver Deus com o Ele é. Impede também de i ii is vermos com o Deus nos vê. A crise m en te a resp eito de Deus, de nós e das i In unstâncias. E um espírito sedutor. Enfeitiçados por ela, dominados pelo que nos cerca e esi |uecidos de Deus e Sua Palavra, a próxima visão deturpada •tei a a de nós mesmos. E se nos vem os à luz das crises, das circunstâncias e das ameaças reais ou fictícias, nada mais resta senão a auto-visão i li1*lafanhotos. Assim, com o com gafanhoto, não se conquista 11. ii la, o destino é perecer no deserto, o resultado final é uma vergonhosa derrota. A crise tem que ser tratada com o um inimigo e subjugada II mi firmeza e autoridade. crise de identidade

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A RAIZ DA CRISE C o lo q u e isto no seu espírito: a raiz das crises de identidade não está nas circunstâncias. Está na maneira com o vem os a Deus, com o vem os as coisas e com o nos vem os a nós mesmos. Nosso problem a não reside nos outros. Eu sou meu maior problema. Seu problem a é você mesmo. A derrota não depende do que está fora de nós, mas dentro de nós. Deus disse: “ Eis aqui a terra que eu pus diante de vós; entrai e possuí a terra que o SE N H O R, com juramento, deu a vossos pais, Abraão, Isaque e Jacó, a eles e à sua descendência depois deles” (Deuteronôm io 1:8). Mas eles olharam para dentro de si, e tiveram medo. Por quê? Porque não sabiam quem eram. Assumiram a identidade de gafanhotos. “ Éramos aos nossos próprios olhos com o gafanhotos” . Mais ainda: estavam convencidos de que essa era a visão que os inimigos tinham deles: “ e assim também éramos aos seus olhos” . Quem lhes deu tal informação? A crise. Toda informação da crise de identidade é falsa. Já vimos quem eram os israelitas aos olhos de Deus. Vejamos agora com o os inimigos os viam, no relatório de Raabe, a fim de demonstrar a mentira da crise: “ Bem sei que o S E N H O R vos deu esta terra, e que o pavor que infundis caiu sobre nós, e que todos os moradores


iIm lerrn

estão desm aiados. Porqu e tem os ou vid o que o ' .1 NI l( )R secou as águas do mar Verm elho diante de vós, ■inundo saíeis do Egito; e também o que fizeste aos dois reis i l<i't amorreus, Seom e Ogue, que estavam além d o Jordão, os destruístes. Ouvindo isto, desmaiou-nos o coração, e em ninguém in. ii'. hii Animo algum, por causa da vossa presença; porque o M III l()R , vosso Deus, é Deus em cima nos Céus e em baixo lia lenn" (Josué 2:9 -11).

IU f S O QUE TU VÊS /\ visão nos forma. Ninguém vai além de sua própria visão. Pela visão som os guiados, alim entados, im pelidos, los... A visão estabelece o curso da nossa vida. I ’( >r exemplo: alguém se vê com o um médico, portanto, i 'if nl.i Iodos os seus esforços e estudos para se tornar um .....Iic<) I \:rsegue a visão, até que ela se materialize. N o caso dos espias temos duas visões. IIM ill III!

VIS AO À LUZ DAS PROMESSAS Josué e Calebe se vêem entrando na terra prometida e seus moradores com o se devora um pedaço de

11*■**i ti.mdo I lAi),

crise de id en tid a d e

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Esta visão não se aparta dos seus olhos, mesmo quando a esmagadora maioria tem uma visão oposta. As promessas de Deus, confirmadas com sinais e maravilhas, tornam a visão da vitória mais real que a visão d o inimigo. Desde o m om ento em que Deus enviara Moisés ao Egito com as boas novas de que Ele se lembrara das promessas feitas a Abraão, Isaque e Jacó e que viera para libertar Israel, seus corações creram na Palavra do Senhor. As manifestações sobrenaturais no processo de libertação eram mais do que suficientes para conservar a visão das promessas. C om o serem esquecidas diante de muralhas e gigantes? Deus não os tinha trazido até ali para ver o seu fim. Ele é um bom Deus. Josué e Calebe só conseguem, portanto, ver o final da jornada à luz das promessas e jamais das circunstâncias. Qual o resultado final? C om o viram, assim lhes sucedeu. Josué se torna o líder da conquista, “devora com o p ã o ” rei após rei, e estabelece o p o v o vitorioso na terra da promessa. Seus olhos físicos contem plam a materialização das promessas que alimentavam a sua visão. Quanto a Calebe, eis o relato bíblico: “Chegaram os filhos de Judá e Josué em Gilgal; e Calebe, filho de Jefoné, o quenezeu, lhe disse: Tu sabes o que o S E N H O R falou a Moisés, homem de Deus, em Cades-Barnéia, a respeito de mim e de ti. Tinha eu quarenta anos quando Moisés, servo do SE N H O R, me enviou de Cades-Barnéia para espiar a terra; e eu lhe relatei com o sentia no coração. Mas meus irmãos que subiram com igo desesperaram o povo; eu, porém, preservei em seguir o SE N H O R , meu Deus. Então, Moisés, naquele dia, jurou, dizendo: Certamente, a terra em que puseste o pé será tua e de teus filhos, em herança Unção e Crise de Identidade

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I it*11li -111.»i Iu-nIe , pois perseveraste em seguir o SE N H O R , meu I »•'li'. I is, .i()ora, o S E N H O R me conservou em vida, com o I mi Miii'U'u; quarenta e cinco anos há desde que o S E N H O R lull hi , pnlavra a Moisés, andando Israel ainda no deserto; • |(».inom, sou de oitenta e cinco anos. Estou forte ainda hoje ....... . no (li.i em que Moisés me enviou; qual era a minha ton,n IKK infle dia, tal ainda agora para o combate, tanto para Mih ,i I'11* ( ( imo para voltar. A||< i m , pois, dá-me este monte de que o S E N H O R falou Iiiii |i I**it' tile, pois, naquele dia, ouviste que lá estavam os tiiiK noi c. c iji,indes e fortes cidades; o S E N H O R porventura, *hmíi (o m lg o , p a ra os d e sa p o s sa r, c o m o p r o m e te u ” (,lt mu»' 14:6 -12). (Jiu* lestemunho tremendo! A visão da conquista não se apartou de Calebe. Ele não iti'i|ou .1 rea lid a d e de que as cid ad es eram gran d es e li nlllli .idcis; de que seu p ovo era forte e tinha gigantes, mas ■I. n .1 m ovido pela visão gerada em Deus e Suas promessas. I If se via vencedor. Mi 'sino com oitenta e cinco anos, seu vigor para a batalha ......... deixou abater pelo longo tem po de espera. C om o ele in .iv.Im lhe sucedeu. im

• losué e Calebe viram-se vitoriosos em Deus, entrando I'li*ii.i posse de sua herança.

Quando?

N o m omento em que lhes chegaram as promessas. Porque creram, viram. Primeiro, a realidade espiritual, ..... .olhos da fé; depois a realidade tangível, com os olhos

lluli ( is, I )i*ixe isto penetrar em seu espírito: “Tu és o que tu vês” . I )(’ixe que as promessas de Deus em sua vida alimentem, I <i« l.i ( lid, a sua visão e, tão certo com o vive o Senhor, nenhum I li I*. (|iie nEle confiam será confundido.

crise de identidade

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VISÃO À LUZ DAS CIRCUNSTÂNCIAS A visão dos companheiros de Josué e Calebe foi ditada pelas circunstâncias. E com o é mais fácil alimentar-se uma visão física, facilmente o p o v o é contagiado, e abraça a visão de gafanhoto. Resultado: c o m o viu, assim lhe sucedeu. Ficou no deserto, porque lugar de gafanhoto é no deserto! G afanhoto não conquista terra, gafanhoto não enfrenta gigante! Os gafanhotos morrem no deserto, pelo que todos quantos assim se viram, ali foram consumidos. Quanta gente vive em derrota por causa de uma visão ditada pelas circunstâncias! Quantas pessoas escravizadas em áreas de suas vidas, porque não sabem quem são. Você p ode se expor a centenas de pregações e despertar as suas emoções até aos píncaros, mas enquanto não descobrir a sua identidade em Deus, enquanto não se vir à luz de Suas promessas, diante de cada desafio para uma nova conquista, terá uma crise de identidade. Será dom inado pela visão de gafanhoto e será consumido no “ deserto” da incredulidade. E aqui entra outro princípio espiritual.

TU TENS O QUE TU DIZES As palavras dos nossos lábios refletem a visão d o nosso coração. E que influência elas têm! O sábio declara: “ estás enredado com o que dizem os Unção e Crise de Identidade

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Itóus lábios, estás preso com as palavras d a tua b o c a ”

(Provérbios 6:2). “A morte e a vida estão no poder da língua; o que bem a utiliza com e do seu fruto” (Provérbios 18:21). “Tu tens o que tu dizes” . Eis o que o p ovo disse: “Tomara Hv(’ssemos morrido na terra do Egito ou mesmo neste deserto!” (Números 14:2). A resposta d o Senhor veio de acordo com suas palavras: I Mze-lhes: Por minha vida, diz o SE N H O R, que, com o falastes .i<is meus ouvidos, assim farei a vós outros. Neste deserto, cairá ' i vosso cadáver, com o também todos os que de vós foram contados segundo o censo, de vinte anos para cima, os que i Irntre vós contra mim murmurastes; não entrareis na terra a rvspeito da qual jurei que vos faria habitar nela, salvo Calebe, lilho de Jefoné, e Josué, filho de Num. Mas os vossos filhos, •Ir que dizeis: Por presa serão, farei entrar nela; e eles conhecerão a terra que vós desprezastes. Porém , quanto ■i v ó s ou tros, o v o s s o c a d á v e r ca irá n este d e s e r t o ” (Números 14:28-32). E você? Que tipo de visão o está motivando? Que confissões estão saindo dos seus lábios? Deus tem uma visão para projetar em sua vida. Ele nos cm Cristo e deseja que sejamos com o Cristo. “ Porquanto, n< is que de antemão conheceu, também os predestinou para srirm conformes à imagem de seu Filho, a fim de que ele seja <i primogênito entre muitos irmãos” (Rom anos 8:29). Ninguém conseguirá entrar no domínio das promessas (Ir I )cus, se não conseguir assimilar, absorver e tomar posse i In sua identidade em Cristo Jesus! Precisamos ver-nos com o Deus nos vê, em Cristo, e nllnhitf a confissão dos nossos lábios a esta visão. Não adianta apenas ter uma experiência na mente, nas

crise de identidade

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em oções. O espírito tem que ser tocado! O espírito tem que ser transformado! O espírito tem que se manifestar, até que as nossas confissões reflitam a visão interior da nossa identidade, com o p o vo da aliança, p o v o de Deus. Foi este tipo de atitude que m otivou a declaração Divina: “ Porém o meu servo C alebe, visto que nele houve outro espírito... Eu o farei entrar a terra” (Números 14:24). Tom ando agora uma realidade de nossos dias. Nosso escritório, a cada dia recebe uma infinidade de cartas, onde constam m ilhares de p ed id o s de oração. S ã o inúm eros exem plos de corações partidos, derrotados, desesperados, d e b a te n d o -s e d ian te d e ob stácu los qu e lhes p a rec e m intransponíveis, problem as insolúveis, crises esmagadoras, becos sem saída... Em se tratando de vidas que nunca se encontraram com Cristo, que jamais fizeram uma oração de entrega a Deus, que n ã o c o n h e c e m o E v a n g e lh o d e C risto e ig n o ra m as maravilhosas promessas do Pai, até se justifica tal quadro, pois sem Deus o homem está fadado à destruição. Quando, porém, este estado deplorável é manifesto pelos que se dizem cristãos, então não há com o aceitar. O que está de fato acontecendo?” Uma Crise de Identidade. Temos provado o poder de Deus e a unção d o Espírito, a ponto de nossa carne tremer. Temos vivenciado as mais santas em oções geradas pela manifestação da presença de Deus. Temos visto a ação miraculosa de Deus, não apenas na H istória, mas tam bém em nossas vidas. N o entanto, à semelhança do p o vo de Israel, ao nos depararmos com um desafio que parece m aior do que nós, vem os o “gigante” , e tendemos a esquecer o que Deus é, e o que tem feito. Concentramo-nos, então, no problem a em vez de nos determos na promessa. Tiramos os olhos de Deus, e nos enchemos d o que nos cerca. Unção e Crise de Identidade

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A í vem o medo; com o medo, a dúvida; com a dúvida, a Incredulidade; com a incredulidade, o desespero; com o i li'sespero, a rebelião aberta contra Deus. Tal estado de coisas nos leva a falar e agir de um m odo (|U»‘ põe em jo g o a fidelidade de Deus e de Sua Palavra. A confissão dos nossos lábios e a atitude de nossas ações nli ontam o caráter de Deus. Que nos resta, então, a não ser provar a tirania destruidora

11.1 crise, retidos no deserto onde ela nos encontra, e provando 111 |ue nossas próprias confissões vaticinam?

SAINDO DA CRISE

Qual a sua situação hoje? 0 lugar do descanso e da vitória está a um passo de você. Desertos fazem parte da nossa peregrinação terrena, mas urto sáo o nosso destino. Todo deserto terá seu fim, se tão somente formos capazes < I•■•t|iropriar-nos do que já é nosso, em Cristo Jesus. 1 )eus não deseja que você pereça no deserto, mas que

lilimli! e entre na plena posse de sua herança.

Que herança? Todas as bênçãos, conform e Paulo testifica: “ Bendito o I ><ir. e Pai de nosso S en hor Jesus Cristo, que nos tem ídifiiçoado com toda sorte de bênção espiritual nas regiões ' *'l«".li.tis em Cristo” (Efésios 1:3). Tudo quanto é necessário para uma vida vitoriosa e mI mii Klante, já lhe foi provido em Cristo. Entre na posse de sua I umnnça. “Fiel é o que prometeu, o qual também o fará” . N o dia em que descobrirmos quem somos em Cristo crise de identidade

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Jesus, e entendermos que a unção d o Santo repousa sobre nós, e que perm anece em nós (1 João 2:27), não iremos viver essas crises de identidade. Iremos de fé em fé, de vitória em vitória e de glória em glória. N ã o ficaremos no limiar da terra, no limiar das promessas. E n tra rem o s e p o s s u ire m o s tu d o q u a n to nos fo i prom etido. Diante de cada obstáculo, recusar-nos-emos a contemplá-lo, pois estaremos dominados pela visão da ordem e da promessa: “ Possui a terra! A terra toda é vossa!” . Em nós, haverá a certeza inabalável de que Deus está conosco e adiante de nós; Ele m esm o nos conduzirá em triunfo. Saiba de uma coisa: Deus é infinitamente maior do que qualquer crise que venha a assolar a sua vida ou qualquer obstáculo que se interponha entre você e o que Ele deseja realizar. Ele não está im pressionado com suas lim itações e fraquezas pessoais, porque é capaz, não apenas de prometer, mas também de trazer à luz cada uma de Suas boas promessas. Levante, pois, sua cabeça e olhe para Jesus, o autor e consumador da fé. Ele é a suprema dádiva de Deus para você. C om Ele, o Pai lhe traz toda provisão, com o testemunha o Apóstolo: “Aquele que não poupou o seu próprio Filho, antes, por todos nós o entregou, porventura, não nos dará graciosam ente com Ele todas as coisas? Q uem intentará acusação contra os eleitos de Deus? E Deus quem os justifica. Quem os condenará? E Cristo Jesus quem morreu ou, antes, quem ressuscitou, o qual está à direita de Deus e também intercede por nós. Quem nos separará d o amor de Cristo? Será tribulação, ou angústia, ou perseguição, ou fome, ou nudez, ou perigo, ou espada?

Unção e Crise de Identidade

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C om o está escrito: Por am or de ti, somos entregues à morte o dia todo, fom os considerados com o ovelhas para o matadouro. Em todas estas coisas, p o ré m , s o m o s m ais qu e vencedores, por m eio daquele que nos amou. Porque eu estou bem certo de que nem a morte, nem a

Vida,

nem os anjos, nem os principados, nem as coisas do

I irusente, nem do porvir, nem os poderes, nem a altura, nem a piofundidade, nem qualquer outra criatura poderá separari u>s do amor de Deus, que está em Cristo Jesus, nosso Senhor” (Romanos 8:32-39).

â crise de identidade

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A Unção Gera a Identidade

“ Encontrei Davi, meu servo; com o meu santo óleo o ungi” (Salmo 89:20). A o estudarmos a vida dos personagens bíblicos, logo descobriremos que o segredo da vitória residia no fato de eles assumirem sua identidade com o filhos da Aliança e herdeiros

Unção e Crise de Identidade

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da promessa. Viam-se em Deus. Olhemos para a vida de dois homens que foram ungidos para serem reis sobre Israel e vejam os o que os tornam diferentes. Tratam-se de Saul e Davi. N o capítulo anterior, vim o s a questão da crise de id e n tid a d e

de

Israel,

d ia n te

de

um a

circu n stân cia

aparentemente adversa. Aqui destacaremos, para além da crise de identidade, o efeito da unção. ■

A UNÇÃO DE SAUL

“Tomou Samuel um vaso de azeite, e lho derramou sobre <i cabeça, e o beijou, e disse: N ã o te ungiu, porventura, o SI-N H O R por príncipe sobre a sua herança, o p o v o de Israel?” ( ISamuel 10:1). “ O Espírito do S E N H O R se apossará de ti, e profetizarás

COm eles e

tu serás m udado em outro homem.

Sucedeu, pois, que, virando-se ele para despedir-se de Samuel, Deus lhe mudou o coração; e todos esses sinais se

deram naquele

mesmo dia.

Chegando eles a Gibeá, eis que um grupo de profetas

lhes saiu ao

encontro; o Espírito de Deus se apossou de Saul,

• • ele profetizou no m eio deles” (IS am u el 10:6,9,10 - Grifo nosso). A unção form a a identidade. Em vindo a unção, o I pírito do Senhor se apodera de Saul e ele tem o coração

a unção gera a identidade

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m u d a d o e se torn a um n o v o h o m em . Tem um a n o v a identidade. Agora é rei, por força da unção. Mas, ao longo do caminho, Saul revela alguns problemas de identidade, que o levam a perder o trono.

A G IN D O FORA DA UNÇÃO O primeiro incidente tem a ver com a confusão de papéis. Saul fora ungido para ser rei. Samuel era sacerdote e profeta. Cumpria-lhe, pois, oferecer sacrifícios a Deus. Mas ele se demorava... “ e o p o v o que permaneceu com Saul, estando este ainda em Gilgal, se encheu de tem or” (ISam uel 13:7). Saul, em vez de assumir sua identidade de rei, ungido do Senhor, na sua impaciência diante da demora de Samuel, abdica de sua posição de rei e assume a posição de sacerdote, para a qual não fora ungido, e oferece holocaustos ao Senhor (1 Sm 13:8-12). Samuel aparece e traz a palavra: “Então, disse Samuel a Saul: Procedeste nesciamente em não guardar o mandamento que o SENHOR, teu Deus, te ordenou; pois teria, agora, o S E N H O R confirmado o teu reino sobre Israel para sempre. Já agora não subsistirá o teu reino. O S E N H O R buscou para si um homem que lhe agrada e já lhe ordenou que seja príncipe sobre o seu povo, porquanto não guardaste o que o S E N H O R te ordenou” (ISam u el 13:13,14). H á muitos que tentam se colocar num lugar de unção que não receberam. E um desastre! A unção de profeta faz o profeta, e a unção de sacerdote faz o sacerdote. Â Unção e Crise de Identidade

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Se alguém, por exemplo, recebe de Deus uma unção de evangelista, é nela que vai fluir. Ali terá cem por cento da bênção de Deus. Se ele se colocar na posição de outro, não lerá o mesmo sucesso, e poderá até perder a primeira unção. Cada um fique na unção para a qual foi chamado. Assuma sua identidade, e verá Deus a levando à plenitude.

I IMITANDO A UNÇAO O s e g u n d o in cid en te r e v e la d o r d o p ro b le m a de Identidade na vid a de Saul é descrito no capítulo 15 do I irimeiro livro de Samuel. A unção de rei tinha um propósito. “Disse Samuel a Saul: Enviou-me o S E N H O R a ungir-te rui sobre o seu povo, sobre Israel; atenta, pois, agora, às Palavras .lo SENHOR. Assim diz o SE N H O R dos Exércitos: Castigarei Am aleque I m'I<>que fez a Israel: ter-se oposto a Israel no caminho, quando ♦••.li* subia do Egito. Vai, pois, agora, e fere a Am aleque, e destrói totalmente que tiver, e nada lhe poupes; porém matarás homem • ti iiilher, meninos e crianças de peito, bois e ovelhas, camelos ti Jumentos” (IS am u el 15:1-3). Deus tinha uma vingança contra Am aleque, que seria

.1 lt Hlo o

executada através d o Seu ungido. Ele dissera a Moisés: I .(reve isto para m em ória num livro e repete-o a Josué; porque eu hei de riscar totalmente a memória de Am aleque ilw de baixo do céu” (Ê xodo 17:14). "Lembra-te do que fez Am aleque no caminho, quando ii. r. ( lo Egito; com o te veio ao encontro no caminho e te atacou lie it'laguarda todos os desfalecidos que iam após ti, quando


estavas abatido e afadigado; e não temeu a Deus. Quando, pois, o SE N H O R , teu Deus, te houver dado sossego de todos os teus inimigos em redor, na terra que o SE N H O R , teu Deus, te dá por herança, para a possuíres, apagarás a m em ória de Am aleque de debaixo do céu; não te esqueças” (Deuteronôm io 25: 17-19). Para isto, Saul recebera a unção, e Samuel o instruíra a agir de acordo. N o m om ento, porém , de assumir sua identidade de ungido, e destruir o rei amalequita, com tudo quanto possuía, poupa-lhe a vida, juntamente com o m elhor do seu gado (1 Samuel 15:8,9). Am aleque é um tipo de Satanás. Deus disse que haveria guerra contra ele de geração em geração. Deus mesmo o destruiria. Por outro lado Ele ordena: “ Apagarás a memória de Am aleque...” . Fica patente que o juízo de Deus contra Am aleque seria executado por Deus, através do seu ungido. A unção visa habilitar-nos a enfrentar o inimigo e derrotálo no cam po de batalha. N ã o há lugar para aliança entre o ungido do Senhor e Am aleque. A unção de Deus, em nossa vida, form a em nós a identidade de guerreiros do Senhor, e, com o tal, jam ais pouparem os A m alequ e e seus pertences, p elo contrário, em preen derem os guerra renhida contra ele, até que sua m em ória seja apagada. Você foi ungido para vencer Satanás e suas hostes, e nunca para ser vítima de seus ardis. Enquanto andar no caminho da obediência, executando a vingança do Senhor, através de uma vida que Lhe agrade, você estará fazendo guerra contra Am aleque e vencendo suas forças. Unção e Crise de Identidade

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N ã o limite a unção de Deus em sua vida. N ã o poupe o inimigo, nem faça aliança com ele. A unção que você recebeu, quando veio a Cristo, é que o habilita a vencer.

PERDENDO A UNÇÃO

O mau uso da unção pode colocá-la em risco. E o que aconteceu com Saul. Em vez de abraçar por completo o mandamento daquele que o ungiu, e ater-se ao propósito da unção, escolheu seguir seu próprio raciocínio, desprezando assim a palavra d o Senhor. N ã o assumiu sua identidade de canal executor do juízo divino sobre Am aleque e tudo quanto lhe dizia respeito. Isso levou Deus a confidenciar a Samuel: “Arrependome de haver constituído Saul rei, porquanto deixou de me seguir e não executou as minhas palavras...” (1 Samuel 15:11). Samuel transmitiu a Saul o sentimento de Deus em relação ao ocorrido: “ Porventura, sendo tu pequeno aos teus olhos, não foste por cabeça das tribos de Israel, e não te ungiu o SE N H O R rei sobre ele? Enviou-te o S E N H O R a este caminho e disse: Vai, e d estrói to ta lm en te estes p e c a d o re s , os amalequitas, e peleja contra eles, até exterminá-los. Por que, pois, não atentaste à voz do SE N H O R , mas te lançaste ao despojo e fizeste o que era mal aos olhos do S E N H O R ? ’ (1 Samuel 15:17-19). Saul tenta justificar-se (1 Samuel 15:20-21). “Porém Samuel disse: Tem, porventura, o SE N H O R tanto prazer em holocaustos e sacrifícios quanto em que se obedeça '<i sua palavra? Eis que o obedecer é melhor do que o sacrificar,

a unção gera a identidade

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e o atender, melhor d o que a gordura de carneiros. Porque a rebelião é com o o pecado de feitiçaria, e a obstinação é com o a idolatria e culto a ídolos do lar. Visto que rejeitaste a palavra d o SE N H O R , ele também te rejeitou a ti, para que não sejas rei” (1 Samuel 15:22-23). Porque Saul falhou em assumir a identidade que a unção lhe conferia, perdeu-a. Por fora poderia ser rei coroado, mas por dentro estava derrotado. Retirou-se dele o Espírito do Senhor, agente da unção.

A UNÇÃO DE DAVI Deus escolhe Davi e envia Samuel a ungi-lo na casa do seu pai Jessé. Quem era Davi? Um simples pastor de ovelhas, o mais m oço entre os seus irmãos, e por eles desprezado. Curioso é notar que quando toda a família se reúne com Samuel para o sacrifício, Davi é o único filho ausente, porque está cuidando das ovelhas d o seu pai. A maneira com o seus irmãos mais velhos o tratavam não parecia muito agradável, conforme relato de Samuel 17:28: “ O u vin d o -o Eliabe, seu irm ão mais velho, falar àqueles homens, acendeu-se-lhe a ira contra Davi, e disse: Por que desceste aqui? E a quem deixaste aquelas poucas ovelhas no deserto? Bem conheço a tua presunção e a tua maldade; desceste apenas para ver a peleja” . Mas quando todos os filhos de Jessé passam diante do profeta, vã o sendo rejeitados um a um, pelo que Samuel lhe Unção e Crise de Identidade

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pergunta: “Acabaram-se os teus filhos? Ele respondeu: Ainda falta o mais moço, que está apascentando as ovelhas. Disse, p ois, S am u el a Jessé: M an d a cham á-lo, p ois n ão nos assentaremos à mesa sem que ele venha” (ISam uel 16:11). Davi é introduzido à presença do profeta e o Senhor fala: “Levanta-te e unge-o, pois este é ele. Tom ou Samuel o chifre do azeite e o ungiu no m eio de seus irmãos; e, daquele dia em diante, o Espírito d o S en h or se apossou d e D a v i” . (1 Samuel 16:12,13). Onde Deus ungiu Davi? N o m eio dos seus irmãos. Por que, no m eio dos seus irmãos? Porque Deus ia formar em Davi, uma nova identidade, e todos veriam que a unção estava sobre ele. Daquele m om ento em diante, O Espírito do Senhor Se apoderou dele. Era agora um ungido de Deus. Por fora ainda tinha a identidade de um pastor de ovelhas, mas por dentro era rei.

A ATITUDE DIANTE DA UNÇÃO

Agora temos uma situação peculiar. Saul ocupa o trono, mas Davi é quem tem a unção. Ambos foram separados e ungidos para serem reis. Sobre ambos desceu o Espírito que os mudou e lhes deu uma nova identidade. Será que a unção de Davi era superior à de Saul? Não. 1)eus não tem favoritos! A unção de Saul não foi inferior à de I )avi. A diferença estava na atitude dos dois diante da unção!

a unção gera a identidade

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D avi era maleável nas mãos de Deus. Quando recebeu o óleo sobre sua cabeça, abriu o seu coração para aquela nova unção, e assumiu interiorm ente a identidade que ela lhe conferia.

ENFRENTANDO O INIMIGO

Os filisteus guerreavam contra Israel, e Saul convocou os homens de guerra para a batalha. “Então, saiu do arraial dos filisteus um homem guerreiro, cujo nom e era Golias, de Gate, da altura de seis côvados e um palmo. Parou, clamou às tropas de Israel e disse-lhes: Para que saís, form ando-vos em linha de batalha? N ã o sou eu filisteu, e vós, servos de Saul? Escolhei dentre vós um homem que desça contra mim. Se ele puder pelejar com igo e me ferir, seremos vossos servos; porém, se eu o vencer e o ferir, então, sereis nossos servos e nos servireis” (1 Samuel 17:4,8,9). Que desafio! Quem deveria enfrentar Golias? Certamente o U ngido do Senhor. Cumpria-lhe ir à frente do exército, estabelecer o exem plo de fé em Deus e coragem na batalha. Cabia-lhe a incumbência de agir, demonstrando certeza da vitória, pois o Senhor dos Exércitos era o Comandante em Chefe de Israel e o rei, apenas seu canal. C om o Saul, porém, reage? As Escrituras testificam.

h Unção e Crise de Identidade

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O MEDO DE SAUL “ Ouvindo Saul e todo o Israel estas palavras d o filisteu, espantaram-se e temeram muito” (1 Samuel 17:11). Por que Saul temeu? Porque perdera a identidade de rei e o Espírito d o Senhor já não estava com ele. N ã o se v ia em Deus; p erd era a visão d a aliança; esquecera as vitórias dos primeiros dias, quando a unção era bem presente. Agora, diante do perigo, m esm o rei coroado, o temor e o espanto que dom inavam o povo, paralisavam também seu rei. Estava em crise! Golias crescia aos seus olhos e o Deus de Israel saía de cena. A mesma síndrome que atacara os espias, no limiar da terra prometida, se apodera de Saul. Instaura-se nele a crise de identidade, que agiganta o problem a, apaga a lem brança de Deus e de Seus feitos poderosos. A crise, que lança a alma em m edo e faz brotar o sentimento de impotência.

DAVI MANIFESTA SINAIS DE UNÇÃO Saul está nesse empasse, quando Davi é enviado por seu pai à guerra, para saber com o iam seus irmãos, no campo de batalha.

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C ed o testemunha a cena: “ Estando Davi ainda a falar com eles, eis que vinha subindo do exército dos filisteus o duelista, cujo nom e era Golias, o filisteu de Gate; e falou as mesmas coisas que antes falara, e Davi o ouviu. Todos os israelitas, ven d o aquele hom em , fugiam de diante dele, e temiam grandemente” (1 Samuel 17:23,24). Deus já havia mostrado ao p ovo que estava em aliança, que Ele era seu Deus; portanto, quem lutava contra Israel lutava contra Ele mesmo. Ninguém tinha o que temer. Mas Saul estava com medo, era um rei sem identidade. Quando, porém, Davi ouve os impropérios, sua unção aflora. O Espírito de com bate se levanta. D ian te d o q u a d ro d esolad or, a u n ção de D avi é despertada e, apesar da aparência de um jovem pastor, que jamais usara escudo ou lança, sua identidade em Deus, de guerreiro ungido, se manifesta. A disposição para o combate arde em seu interior, já reina por dentro, e a visão do seu Deus é d o Todo Poderoso, Senhor e guardião de Israel. Davi menospreza o inimigo. Diante da visão de Golias, ele se enche da visão de Deus e exp lod e, m ovid o p ela fé, e pela coragem gerada pela identidade que a unção lhe conferira: “ Quem é, pois esse incircunciso filisteu, para afrontar os exércitos do Deus vivo?” (1 Samuel 17:26). D avi vê a situação pelo prisma da Aliança. Ele olha para G olias e não v ê um gigante. V ê um incircunciso! Ê Unção e Crise de Identidade

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O que isto quer dizer? A circuncisão era um sinal físico de aliança com Deus. A aliança implicava em que Deus era a defesa e proteção do Seu povo. Deus estava no m eio do p o v o e era pelo povo. Ninguém poderia destruir Israel, enquanto fosse fiel à Aliança. E o Deus da Aliança é o Senhor de toda a Terra, a quem ninguém jamais poderá resistir. Diante, pois, da ameaça, o zelo de Deus cresce em Davi, e as lembranças dos Seus feitos poderosos em defesa dos eleitos, aflora com ímpeto em seu jovem coração. A autoridade da unção está sobre ele. Mais ainda: Davi não vê nas palavras de Golias apenas uma ameaça pessoal, mas uma “ afronta aos exércitos d o Deus v iv o ” , o que eqüivale dizer, ao próprio Deus. Ai de Golias! O Todo Poderoso se levantará d o Trono em defesa do Seu p o v o e do Seu grande N om e!

O DESAFIO DE SATANÁS Golias dissera: “ Escolhei dentre vós um hom em que desça a m im ” . E ainda: “ Desafio hoje as fileiras de Israel; Daime um homem, para que nós dois pelejem os” . Aqu ela era a própria voz de Satanás, que se gabava de que Deus não tinha alguém que o pudesse derrotar. Satanás, por boca de Golias, pede um homem. Deus prometera no dia da queda de Adão: “ Porei inimizade entre ti e a mulher, entre a tua descendência e o seu descendente. Este te ferirá a c a b eça , e tu lhe ferirás o c a lc a n h a r” (Gênesis 3:15).

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Entretanto milênios se passaram, e parecia, aos olhos de Satanás, que Deus não encontrava o descendente, a semente, em condições de enfrentá-lo e esmagar sua cabeça, conforme prometera. Parecia não haver um homem adequado em Israel para enfrentar o inimigo. Quem é um verdadeiro homem? Aquele que se vê em Deus, pois ele foi feito à imagem de seu Criador. Se alguém não conhece a Deus, não sabe quem é. E destituído de sua real identidade. S ó p o d e m o s c o n h e c e r a nós m esm os, q u a n d o conhecem os a Deus. As regras do jo g o são estabelecidas pelo emissário de Satanás: “Dai-me um homem... Se ele puder pelejar com igo e m e ferir, seremos vossos servos; porém, se eu o vencer e o ferir, então, sereis nossos servos e nos servireis” (1 Samuel 17:9). Deus tinha um hom em que, “na plenitude dos tem pos” enfrentaria Satanás, Jesus, o descendente, nascido de mulher, conform e a promessa. Ele o venceria em lugar do Seu povo, bem com o a todos os seus dem ônios. Assim, todo o reino satânico lhe seria sujeito. Os filhos de Deus, o p ovo da Aliança, se colocaria acima de todos os principados, por causa da vitória dAquele HOMEM, Ele só. Davi é o homem de Deus que enfrentará Golias. Nesta condição ele se torna uma figura que aponta para o que há de vir, Jesus Cristo (o Ungido), o Rei dos reis. Representará todo o Israel e, em seu lugar, conquistará não só Golias mas todo o reino filisteu. Davi assume a postura de ungido. Veja sua atitude e linguagem. E bem diferente da de Saul! Manifesta ser senhor da situação e saber para onde vai. Davi tem algo a dizer. Está pronto para assumir o controle da batalha.

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Por quê? Porque sabe quem é em Deus. O óleo da unção descera sobre sua cabeça e o Espírito do Senhor se apoderara dele. Davi não está falando com o um simples pastor. Embora quem olhe para o aparato externo, o identifique com o pastor, por dentro ele já é rei e agirá de acordo com a identidade da unção.

SAUL E DAVI SE ENCONTRAM

Saul tom a conhecim ento da disposição de D avi em enfrentar Golias e o chama. Com a convicção e ousadia dos que conhecem a Deus e suas promessas, Davi declara: “N ã o desfaleça o coração de ninguém por causa dele; teu servo irá e pelejará contra o filisteu. Porém Saul disse a Davi: Contra o filisteu não poderás ir para pelejar com ele; pois tu és ainda moço, e ele, guerreiro desde a sua mocidade. R espondeu D avi a Saul: Teu servo apascentava as ovelhas de seu pai; quando veio um leão ou um urso e tomou um cordeiro do rebanho, eu saí após ele, e o feri, e livrei o cordeiro da sua boca; levantando-se ele contra mim, agarrei-o pela barba, e o feri, e o matei. O teu servo m atou tanto o leão com o o urso; este incircunciso filisteu será com o um deles, porquanto afrontou os exércitos do Deus vivo. Disse mais Davi: O S E N H O R me livrou das garras do leão e das do urso; ele me livrará das mãos deste filisteu. Então, disse Saul a Davi: Vai-te, e o S E N H O R seja contigo” (1 Samuel 17:32-37).

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Ali estão dois homens ungidos. Um experimentado na vida e na guerra; outro, um jovem envolvido apenas com ovelhas. Um coroado rei e outro chamado a ser rei. Diante do mesmo problema, um se enche de medo, o outro de coragem. O nde jaz a raiz da diferença? N a visão. Saul vê o gigante Golias; Davi v ê Jeová, o Senhor dos Exércitos, vencedor de todas as batalhas. Saul vê as am eaças inimigas; Davi v ê as promessas Divinas. Saul se vê à luz das circunstâncias; Davi se vê à luz da aliança. Saul, ao contemplar o problema, se sente impotente; D avi, a o con tem plar o Deus v iv o se sente m o tiv a d o e encorajado a lutar. S au l a n te v ê a d e rro ta ; D a v i a n te v ê um a v itó ria espetacular. O foco da visão faz a diferença. N aquele m om ento Saul, que detém a autoridade da posição de rei, entrega-a a Davi, que detém a identidade da unção. E de fato ali que o reino, espiritualmente falando, é transferido a Davi. Vencido pela convicção do jovem , Saul entrega-lhe sua espada e armadura. Simbolicamente aquela era uma abdicação do trono a favor de Davi. Este, porém não consegue se m over com as armas de guerra de Saul (1 Sm 17:39). Usará o que tem. A vitória não dependerá das armas de Saul, mas de Deus; a qualificação para a batalha não dependerá de experiências

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passadas, mas da unção. E aqui está uma diferença entre os dois: Saul depende da qualificação humana e D avi da habilidade divina. A experiência que tenho, com parada com a do inimigo, não importa. Quem sou em Deus, isto sim. A identidade da unção faz toda a diferença. Davi parte para a batalha com o que tem na mão: seus instrumentos de pastor. Ele sabe que o livramento de Deus não depende d o que temos em nossas mãos, mas das mãos de Deus, usando o que temos. “Tom ou o seu cajado na mão, e escolheu para si cinco pedras lisas do ribeiro, e as pôs no alforje de pastor, que trazia, a saber, no surrão; e, lançando m ão da sua funda, foi-se chegando ao filisteu. O filisteu também se vinha chegando a Davi; e o seu escudeiro ia adiante dele. O lh a n d o o filisteu e v e n d o a D avi, o d esp rezou , porquanto era m oço ruivo e de boa aparência. Disse o filisteu a Davi: Sou eu algum cão, para vires a mim com paus? E, pelos seus deuses amaldiçoou o filisteu a Davi. Disse mais o filisteu a Davi: Vem a mim, e darei a tua carne às aves do céu e às bestas-feras do cam po” (1 Samuel 17:40-44). Golias, que representa o desafio de Satanás, estava convencido de que não haveria hom em em Israel que pudesse travar um duelo com ele. Estava seguro de que seria bem sucedido. Mas algumas surpresas lhe estavam reservadas. N ã o sabia ele que assinara sua sentença, quando condicionara a vitória de todo um povo, ao triunfo de um único homem, que tomaria o lugar da nação.

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Foi o que aconteceu quando Cristo, o Ungido de Deus, nosso substituto, enfrentou Satanás na cruz e destruiu o poder da morte. Pela vitória de um só, toda a família de Deus triunfou. Aleluia!

A TÁTICA DO DESPREZO E DA INTIMIDAÇÃO Golias usa a velha tática do Diabo. Vai ao encontro de Davi com desprezo, ameaças e intimidação. „ Desta vez, porém, ele vai se deparar com um homem que se vê em Deus e não em suas limitações humanas; que está mais consciente do poder de Deus, do que do perigo de uma ameaça; que está mais dom inado pela grandeza d o seu Senhor, do que pelo tamanho do inimigo. Um homem que não se deixará intimidar, pois a certeza da vitória ressoa em seu espírito com tanta intensidade, que não dá para escutar outra voz. E vencer, ou vencer! Você pensa que Davi se sentou na primeira esquina e com eçou a chorar? Nunca! Quantos cristãos são assim! A o se depararem com o inimigo, ouvindo toda sorte de impropérios, ao darem ouvidos às suas acusações, desprezo e afrontas, sentam-se paralisados e com eçam a chorar. Quantos obreiros com eçam o ministério, mas quando vêm as críticas, as am eaças internas ou externas, ficam p ertu rb ad os e recuam intim idados, esqu ecid os da sua identidade em Cristo. Oh, quando você sabe quem é em Cristo, não importa o Unção e Crise de Identidade

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que digam a seu respeito, você não se identifica com o que ouve, mas com Cristo, em quem você está. Você tem uma identidade e não responderá, quando chamado por outro nome. Por exem plo: Seu nom e é Paulo. Se alguém chamar Pedro, v o c ê n ão resp on d e. Este n ão é seu n o m e, sua identidade. O que importa que alguém o chame de louco, derrotado, incapaz ou coisas semelhantes? Deus o chama filho, herdeiro, vencedor, santo, eleito, Sua propriedade exclusiva, reino sacerdotal, corpo de Cristo, Sua noiva querida, destinada a reinar com Ele em glória. Precisamos de um p ovo assim, que desafia o inferno, não importando o que o mundo diga. E esta palavra se dirige agora aos pastores, aos líderes: saiba que, sempre que você começar a responder ao cham ado de Deus em seu espírito, para uma nova dimensão de vitória, o inimigo haverá de usar alguém para trazer o desânimo, a fim de impedir a sua carreira. N ã o ouça o seu relatório! Olhe para cima, veja quem você é em Deus! Relembre o cham ado de Deus para a sua vida, a unção que está sobre você! Prossiga para o alvo! N ã o se perturbe! Olhe para a frente! Caminhe com Deus! Se você foi ungido por Deus para realizar uma tarefa, terá inevitavelmente inimigos. Mas se você não olhar para os seus relatórios, e sim para o que o Espírito ordena em seu coração, você verá a manifestação da Sua glória e há de triunfar. Deus lhe falou. E quando Deus fala, você tem segurança naquilo que está fazendo. Então, não importa o que o mundo diga, não importa o

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O SIGNIFICADO DO NOME D e acordo com os cerim oniais de aliança nos dias bíblicos, a troca de nomes significava que cada parceiro tinha direito ao que o nom e d o outro tinha direito. Em nossa sociedade a aliança mais próxima deste espírito é o casam ento. Pensem os, p or exem plo, numa senhora chamada Débora Oliveira. Antes de se casar, ela tinha um outro s o b re n o m e . C o m a a lia n ç a d o casa m en to, p e rd e u o s o b r e n o m e d o seu p a i e a d q u iriu o d o seu m arid o . Perguntaríamos: Ela usa “ Oliveira” ou tornou-se “ Oliveira” ? Você usa o nom e de família ou tornou-se o nome? Você já havia parado para pensar sobre isto? Pois pense agora! Você usa ou torna-se? Torna-se! Para todos os efeitos Débora tornou-se “ Oliveira” . E quanto ao seu nom e de família, você é, por direito de nascimento. Pois bem, pelo n ovo nascimento em Cristo, não apenas recebem os um nom e, mas nos tornam os o que o nom e representa. “Mas, a todos quantos o receberam, deu-lhes o poder de serem feitos filhos de Deus, a saber, aos que crêem no seu nom e” (João 1:12). Assuma, pois, o Nom e. Se você é filho de Deus, não usa simplesmente Seu N om e: você é parte dele. N ã o é isso que diz a Bíblia, que somos participantes da natureza divina? (2 Pedro 1:4).

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“Mas aquele que se une ao Senhor é um espírito com ele” (1 Coríntios 6:17). E tem po de assumirmos nossa identidade. E neste espírito, portanto, em nom e de Jeová, que Davi desafia o inimigo: “ H oje mesmo, o SE N H O R te entregará nas minhas mãos; ferir-te-ei, tirar-te-ei a cabeça e os cadáveres d o arraial dos filisteus darei, hoje mesmo, às aves dos céus e às bestas-feras da terra; e toda a terra saberá que há Deus em Israel. Saberá toda esta multidão que o S E N H O R salva, não com espada, nem com lança; porque do S E N H O R é a guerra, e ele vos entregará nas nossas m ãos” (1 Samuel 17:46-47). O coração de Davi está inflamado! Que gloriosa certeza! D o Senhor é a guerra! Sou dEle e Ele é meu, estamos ligados por uma Aliança eterna, pelo que estenderá Seu braço forte e desbaratará os nossos inimigos. N ão amanhã. H oje mesmo! E tal tipo de sentimento que impele Davi. Se Saul se assusta com o tamanho do gigante, e diz: “ai de m im !” Davi se anima e pondera: “Que maravilha! Meu alvo é tão imenso que não há jeito de errá-lo. Até de olhos fechados dá para acertar. Vamos à luta!”

A VITÓRIA ESTABELECIDA

“Sucedeu que, dispondo-se o filisteu a encontrar-se com Davi, este se apressou e, deixando as suas fileiras, correu de encontro ao filisteu” (1 Samuel 17:48).

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“ Davi meteu a m ão no alforje, e tom ou dali uma pedra, e com a funda lha atirou, e feriu o filisteu na testa; a pedra encravou-se-lhe na testa, e ele caiu com o rosto em terra. Assim, prevaleceu Davi contra o filisteu, com uma funda e com uma pedra, e o feriu, e o matou; porém não havia espada na m ão de Davi. Pelo que correu Davi, e, lançando-se sobre o filisteu, tomou-lhe a espada, e desembainhou-a, e o matou, cortandolhe com ela a cabeça. Vendo os filisteus que era morto o seu herói, fugiram” ( 1 Samuel 17:49-51). C om Deus à frente, não há ensaio, nem espera, nem recuo. E atacar rápida e decididamente! Davi corre ao encontro de Golias e o ataca de pronto, antes que ele tenha tem po de reagir ou chegar perto. A vitória se materializa diante dos filisteus e de Israel. Os filisteus debandam sem rum o e os israelitas os perseguem. Pela vitória de um só, todo o p o vo triunfa, se levanta, se alegra e vai ao encalço dos inimigos em debandada. E importante notar aqui que a vitória fora ganha muito antes de ser travada a batalha. N o reino do espírito ela foi estabelecida quando Davi, diante da visão da ameaça, assumiu sua identidade em Deus, e proclamou alto e bom som: “Quem é, pois, esse incircunciso filisteu, para afrontar os exércitos do Deus vivo? ” (1 Samuel 17:26). Sim , a vitória foi alcançada na visão e na confissão de D avi. E aqu i lem b ram os os dois prin cípios a b ord ad os anteriormente: Tu és o que tu vês! Alimenta-te, portanto das visões de Deus manifestas em Suas promessas, olhando sempre para Jesus, o “ autor e consumador da tua fé ” . Tu tens o que tu dizes! Alinha, portanto, a confissão dos


teus lábios com as visões do teu espírito. Fala a prom essa e não a am eaça, retendo firm e a confissão da fé. O caminho da vitória está diante de ti. “ O Deus eterno é a tua habitação e, por baixo de ti, estende os braços eternos; ele expulsou o inimigo de diante de ti e disse: Destrói-o” (Deuteronômio 33:27). “Mas o p o vo que conhece ao seu Deus se tornará forte e fará proezas” (Daniel 11:32).


na mensagem que aborda o modo de viver aquém das promessas divinas, não ando mão dos tesouros da graça de Deus que estão ã disposição de todos os ddos de novo. A este modo de vida distanciado do que realmente somos em io, chamamos crise de identidade. Através de verdades simples, este livro irá á-lo a reformular sua própria identidade, na perspectiva das referências da -vra de Deus, pelo exame de algumas experiências bíblicas que retratam tais :s, buscando em Deus a graça para aprender a viver acima delas, andando na «dade do que Ele fez por nós, em Cristo Jesus. ISBN 85-87477-14-5


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