Page 1

ELMER TOWNS L

f

i

i

V

n

r

a

rbncl^ndo os 1Tcü 5s do Espírito _ i O r o r Í i o r 1. ^ podem ajudá-lo a eus intim am ente


O

s

/ l i â

m

e

s

f a

£ I m c v X . ^ L sO w n s

ß

*


Todos que são beneficiados pelo que faço, fiquem certos que sou contra a vencia ou troca de todo material disponibilizado por mim. Infelizmente depois de postar o material na Internet não tenho o poder de evitar que “ a/guns a/oroveifac/or&s’' tirem vantagem do meu trabalho que é feito sem fins lucrativos e unicamente para edificação do povo de Deus. Criticas e agradecimentos para: mcrz/nhoroc/r/guesC^y/cihoo. com. h>r Att: Mazinho Rodrigues.

OS NOMES DO ESPÍRITO SANTO Elmer L. Towns ISBN 85 85 773-22-7 Categoria: Estudo Bíblico I a Edição: Outubro/1996 Traduzido do inglês: The Names of The Holy Spirit By Elmer L. Towns © 1994 Published by Regal Books GLINT, P.O. Box 4060 Ontario, CA 91761-1003 USA Todos os direitos na língua portuguesa requeridos por Editorá e Publicadora Quandrangular © 1995 Tradução: Neyd Siqueira Editoração: Associação Religiosa Imprensa da Fé Preparação de texto: Rosa Maria Ferreira Revisão: Adriana Gärtner Capa: Rick Empresa filiada à

QUADRANGULAR Av. Gal. Olímpio da Silveira, 180 — Barra Funda — SP — Brasi] CEP 0 1150-000 Fone Fax: (011) 825-9500


O i PiôÊHÛS ?â

ósf?ífiíô £ a n

t c


jD n ò ícc Introdução P rim e ira P a r t e

flesHí e. ô âjfítU ú £ a n tô 1.

O Ajudador: Nome Favorito de Jesus para o Espírito Santo Jesus usou o term o P aracleto , sign ifican d o "Ajudador", para descrever o Espírito Santo aos discí­ pulos. Talvez mais que qualquer outro, este nome des­ creve consistentemente o caráter do Espírito Santo em Sua relação conosco antes da nossa conversão, por ocasião da nossa conversão e depois da nossa con­ versão. Segunda P a rte

O /lílnlstétlô òspúMe £ a n te m C-teule 2.

Termos de Expiação para o Espírito Santo Certos term os para o Espírito Santo tendem a enfatizar o Seu papel na salvação dos indivíduos. Esses nomes salvadores incluem a Unção, o Espírito Eterno, o Dom de Deus, o Ajudador (Consolador) , um Novo Espírito, o Óleo da Alegria, Um Espírito, os nomes da Promessa, o Mesmo Espírito de Fé, os nomes do Selo, o Espírito de Adoção, o Espírito de Temor do Senhor, o Espírito da Santidade, o Espírito


da Graça, o Espírito dAquele que Ressuscitou Jesus, o Espírito da Vida e Minha Testemunha. 3.

4.

Termos para a Obra Amadurecedora do Espírito Santo Certos nomes e frases atribuídos ao Espírito Santo descrevem Sua obra no amadurecimento dos cristãos. Estes nomes incluem o Ajudador(Consolador), o Es­ pírito Santo que Está em Vós, um Novo Espírito, o Espírito de Graça, o Espírito de Glória, o Espírito de Súplica e, novamente, Minha Testemunha. Termos para o Ministério de Ensino do Espírito Santo Certos nomes atribuídos ao Espírito Santo tendem a enfatizar o Seu papel no ensino da verdade espiri­ tual. Estes nomes incluem a Unção, o Espírito de Re­ velação, o Espírito da Mente Sadia e o Espírito da Verdade.

47

59

T e rc e ira P a rte

ftalute.ua 2a éspítlie £ a n te 5.

6.

Termos Descrevendo a Identidade do Espírito Santo Estes termos identificam a personalidade do Espírito Santo e/ou descrevem a Sua divindade. São referên­ cias que incluem Ele/Ele mesmo, o Mesmo Espírito e vários nomes associados aos nomes de Deus no Antigo Testam ento — Elohim , Jeovah, Shaddai, Shekinah e Elyon. Descrições Dadas por Deus Pai Certos termos atribuídos ao Espírito Santo na Escri­ tura são usados por Deus Pai para expressar a rela­ ção entre o Espírito Santo e o Pai. Estes nomes in­ cluem a Promessa do Pai, o Espírito do Teu Pai e uma variedade de títulos do Espírito Santo que incluem o pronome possessivo.

73

87


7.

Referências ao Espírito e a Jesus Certos termos para o Espírito Santo na Escritura são usados por Jesus ou outros para descrever a relação entre Jesus e o Espírito Santo. Estes nomes incluem o Dom dc Deus, o Consolador, o Espírito de Cristo, o líspírito de Jesus, o Espírito de Jesus Cristo, o Espíri­ to do Seu Filho e o Espírito da Verdade.

8.

Descrições do Caráter do Espírito Certos atributos conferidos ao Espírito Santo na Es­ critura tendem a descrever o Seu caráter e responder à pergunta: Como é o Espírito Santo? Estes termos fazem referências específicas a vida, eternidade, ge­ nerosidade, bondade, santidade, graça, juízo, conhe­ cimento, amor, força, poder, verdade, compreensão, sabedoria e fidelidade. Q u a rta P a rte

/4 Of>ta

ia £sf>í*Ue £a n to

9.

Nomes do Espírito Santo na Autoria da Bíblia Certas características atribuídas ao Espírito Santo ten­ dem a enfatizar Seu papel na inspiração e preserva­ ção da Escritura. Estes nomes incluem a Unção, a Plenitude de Deus, o Consolador, o Espírito do Deus Santo, o Espírito de Profecia, o Espírito dos Profetas, o Espírito da Revelação, o Espírito da Verdade e o Vento.

10.

Nomes do Espírito Santo na Criação Certos nomes atribuídos ao Espírito Santo enfatizam Seu papel na criação e preservação da vida na terra. Estes nomes criadores incluem os nomes do Sopro, o Dedo de Deus, os nomes da Vida e os nomes da Voz do Espírito Santo.

11.

O Ministério Equilibrado do Espírito Santo No que pode ser a discussão mais completa do a­ póstolo Paulo sobre o ministério do Espírito Santo,


vários nomes descritivos para Ele são declarados ou subentendidos na Epístola aos Efésios para descre­ ver o ministério equilibrado do Espírito Santo. Estes nomes incluem o Espírito da Promessa, o Espírito de Sabedoria, o Espírito de Acesso, o Espírito de Habi­ tação Interior, o Espírito de Revelação, o Espírito de Poder, o Espírito de Unidade, o Espírito de Sentimen­ to, o Espírito do Selo, o Espírito de Frutificação, o Espírito de Plenitude, o Espírito de Vitória e o Espíri­ to de Oração. 12.

13.

Nomes de Reavivamento para o Espírito Santo Certos nomes ou títulos para o Espírito Santo descre­ vem Sua obra no reavivamento. Estes termos in­ cluem a Unção, Minha Bênção, o Sopro da Vida, Or­ valho, o Revestimento de Poder, o Dedo de Deus, Inundação da Terra Seca, a Plenitude de Deus, a Gló­ ria do Senhor, o Óleo da Alegria, o Poder do Alto, Chuva, Rios de Água Viva, Chuvas que Molham a Terra, o Espírito de Glória, o Espírito de Vida, o Espí­ rito de Poder e Água. Nomes Pictóricos do Espírito Santo Certos nomes ou títulos do Espírito Santo podem ser vistos como emblemas que descrevem os vários as­ pectos de quem o Espírito Santo é e o que Ele faz. Entre estes retratos do Espírito Santo estão a Unção, Minha Bênção, um Depósito, o Orvalho, o Porteiro, uma Pomba, um Revestimento, o Dedo de Deus, Fogo, Fonte, a Garantia, o Óleo, Chuva, Rios, Água e o Vento.

159

173

a p ên d ices 1.

Os Nomes, Títulos e Emblemas do Espírito Santo Uma lista dos 126 nomes, títulos e emblemas descri­ tivos do Espírito Santo, encontrados na Escritura.

187


2.

Os Sete Nomes do Espírito Santo O Espírito Santo é identificado por Isaías como o Es­ pírito do Senhor, o Espírito de Sabedoria, o Espírito de Entendimento, o Espírito de Conselho, o Espírito de Fortaleza, o Espírito de Conhecimento e o Espíri­ to de Temor do Senhor (veja Is 11.2).

3.

Nomes, Termos e Títulos de Cristo na Escritura Uma lista de 671 nomes e títulos descritivos de Cris­ to encontrados na Escritura.

4.

Pronomes Preeminentes Relativos a Cristo na Escritura . Uma lista de 56 expressões baseadas no uso de um pronome pessoal para descrever quem Jesus é.

5.

Os Nomes do Senhor Deus (Jehovah Elohim; Kurios ho Theos) na Escritura Uma lista de 36 nomes de Deus usados na Escritura, com base na raiz Jehovah El.

6.

O nome de Deus (Elohim) na Escritura Uma lista de 66 nomes de Deus usados na Escritura, base na raiz Elohim ou El.

7.

Os nomes do Senhor (Jehovah) no Antigo Testamento Uma lista de 42 nomes de Deus usados no Antigo Testamento, com base na raiz Jehovah.

8.

Os Nomes de Deus no Livro de Salmos Uma lista de 232 nomes e títulos descritivos de Deus nos Salmos, o livro bíblico que contém mais referên­ cias ao nome de Deus do que qualquer outro livro na Escritura.


£ n itô b $ iç ã e s nomes foram sempre fascinantes para mim, talve^ porque meu nome — Elmer — não seja comum. Des­ de pequeno eu gostava e não gostava do meu nome, Lembro-me de alguns amigos rindo dele na escola. Parece que havia um comediante no rádio chamado Elmer, de quem todos; caçoavam — ele era considerado um bobalhão. Quando per­ guntei à minha mãe porque me dera esse nome, ela respondeu; "Porque amava seu pai". Recebi o nome dele. A partir de en­ tão comecei a gostar do nome, sem me importar com o que as pessoas diziam. Minha fascinação por nomes levou-me a escrever o livro The Names o f Jesus ("Os Nomes de Jesus") (Accent Books, 1988). Nos Apêndices 3 e 4 listei mais de 800 nomes, títulos e referên­ cias a Jesus. A seguir escrevi My Father's Names ("Os Nomes de Meu Pai") (Real Books, 1991), analisando principalmente os nomes de Deus no Antigo Testamento. Listei nos Apêndices 5 ,6 e 7 mais de 100 dos Seus nomes e títulos. Em virtude de o Espírito Santo ser a Terceira Pessoa da Trindade, desejei naturalmente escrever um livro sobre o Seu nome. Este livro termina a trilogia. Listei mais de 100 nomes, frases descritivas e títulos para o Espírito Santo no Apêndice 1. Você vai aprender, porém, neste estudo, mais do que os nomes do Espírito. Aprenderá também sobre a Sua personali­ dade e o que Ele faz por você hoje. Este livro é, portanto, mais tio que um estudo doutrinário dos nomes do Espírito Santo.

O


Quero que aprenda a respeito dEle, que O conheça e O experi­ mente em sua vida. As pessoas geralmente não pensam no termo "Espírito Santo" como um nome. Em vez disso, pensam na frase como uma descrição. Isto talvez se deva ao fato d e elas não pensa­ rem no Espírito como uma pessoa. Pensam nele como uma influência e Lhe dão um título, da mesma forma que dão no­ mes a barcos, carros ou furacões. Pensam nEle como uma in­ fluência, como "o espírito da democracia" ou "o espírito da república". Pelo fato de orarem ao "Nosso Pai que está no céu", ou "Jesus Amado", elas conhecem o Pai e o Filho como pessoas. Mas quase ninguém nunca ora ao Espírito Santo, talvez por não O julgarem uma pessoa. Alguns acham que a ordem: "Rogai, pois, ao Senhor da seara" (Mt 9.38) é dirigida ao Espíri­ to Santo, e também: "O Senhor é o Espírito" (2 Co 3.17). A Escritura mostra exemplos de oração ao Senhor como o Espíri­ to presente entre o Seu povo — instâncias em que o Espírito responde às orações oferecidas (veja Lc 2.25-29; At 10.9,13-15,19; 11.5,7,8,12; 13.2; 15.28). Não posso escrever sobre os nomes do Espírito Santo sem ao mesmo tempo escrever sobre a Trindade. Ao descrever a Trindade, gosto de usar a declaração escrita pelos primeiros pais da igreja no Credo de Atanásio: "Adoramos a um Deus na Trindade, e à Trindade na unidade, sem confundir as pessoas nem dividir a substância". Para explicar como funciona a doutrina da Trindade, uso a seguinte declaração: "Os membros da Trindade são iguais na natureza, separados na pessoa, mas submissos no dever". Neste livro enfatizei, portanto, três coisas. Primeiro, ele enfatiza a divindade do Espírito Santo em igualdade com Deus Pai e Deus Filho — todos têm a mesma natureza, atributos e caráter. Segundo, este livro separa a personalidade do Espírito Santo da personalidade do Pai e do Filho — a Divindade con­ siste em três pessoas distintas. Terceiro, este livro enfatiza os deveres do Espírito Santo,


que foi enviado pelo Pai e o Filho para executar a obra de Deus no mundo. Quando pedi a certas autoridades que lessem este livro, a maioria ficou surpresa. Afirmaram que nunca haviam visto todos esses nomes do Espírito Santo reunidos em um só lugar. Ensinei esta série na Classe Bíblica de Pastores na Thomas Road Baptist Church em Lynchburg, na Virgínia, onde aproximada­ mente mil pessoas se reúnem semanalmente para estudar a Escritura. Da mesma forma que nos meus dois livros anterio­ res, The Names of Jesus eM y Father's Names, a congregação ficou fascinada pelo conteúdo, querendo saber mais. Acredito que os meus melhores livros foram testados na receptividade de uma classe antes de serem oferecidos ao editor. O alvo deste livro vai além do estudo de fatos bíblicos. Quero que sinta o Espírito Santo vivendo através de você. Es­ crevi este livro com a finalidade de suprir mais do que a sim­ ples curiosidade acadêmica. Ele deve ajudá-lo a viver com su­ cesso para Deus. Cada capítulo conclui, portanto, oferecendo princípios práticos para a vida. Um nome ou título está faltando neste estudo: o termo "espectro ou fantasma" (ghost, em inglês). A Versão do Rei Tiago original (1611) traduziu a palavra pneuma como "espectro" em alguns versículos (At 1.5; 1.8, por exemplo). Isto resultou em confusão para alguns. Certas pessoas pensam que o termo se refere a um "fan­ tasma", como os "fantasmas do Dia das Bruxas". Mas a pala­ vra pneuma deve ser traduzida "Espírito" (como acontece no português). A palavra "espectro" tinha em 1611 um significa­ do diferente do de hoje e esta diferença obscurece a personali­ dade da Terceira Pessoa da Trindade para alguns. A solução para esta confusão é simples. Toda vez que o termo "Espectro Santo" for encontrado na Versão do Rei Tiago original, ele deve ser traduzido como "Espírito Santo". Se preferir usar o nome Espectro Santo, pode fazê-lo, desde que compreenda o signifi­ cado do nome que está usando. O Espírito Santo, na verdade, está bem longe de ser um fantasma. Ele é muito real. Seu nome principal, Espírito Santo, tem uma dupla


implicação. Primeiro, quando recebemos o Espírito Santo em nossas vidas, Ele deve tornar-nos santos, como o Seu nome in­ dica. "Acaso não sabeis que o vosso corpo é santuário do Espí­ rito Santo que está em vós, o qual tendes da parte de Deus, e que não sois de vós mesmos?" (1 Co 6.19). Segundo, quando vivemos de acordo com os princípios do Espírito Santo, Ele nos toma espirituais, porque passamos a ser como Ele. Você deve tomar-se santo e espiritual, à medida que estuda o Espírito San­ to. Quero agradecer às inúmeras pessoas que me ajudaram a compreender o Espírito Santo. Minha teologia do Espírito San­ to foi transformada com a leitura do livro He That Is Spiritual ("Aquele que É Espiritual"), de Lewis S. Chafer (Zondervan, 1964), fundador do Dallas Theological Seminary. Antes disto, eu tinha medo do Espírito Santo por causa de alguns extremismos que observei em certas igrejas. Tive uma experiência infe­ liz no início da vida cristã e tomei-me resistente a qualquer ênfase sobre o Espírito Santo desde então. Quero também agradecer a John R. Rice por me conven­ cer de que o poder no serviço vem do Espírito Santo. Ele me incentivou a buscar o Seu poder. Aprecio como Larry Gilbert esclareceu meu modo de pensar sobre os dons do Espírito San­ to. O Dr. Douglas Porter, ex-aluno e formado pelo Liberty Baptist Theological Seminary, desafiou-me a pensar nos mui­ tos nomes de Deus. Discutimos esses assuntos durante horas e ele me ajudou na pesquisa para este livro. Muitos contribuíram para minhas idéias sobre o Espírito Santo, mas, em última análise, todos somos produtos de nos­ sos professores e amigos. Assim como a banheira deve assen­ tar-se sobre a sua própria base, cabe-me aceitar a responsabili­ dade por todos os defeitos e omissões deste volume. Que Deus possa tomar você mais santo e espiritual en­ quanto estuda estes títulos para o Seu Espírito Santo. Elmer L. Towns Lynchburg, Virgínia Verão, 1994


P r im eir a P arte

flû S H S

A 6

é s fítlic £ a n tô ❖


C a p ít u l o 1

O /4 fu à a à â t : /V ô M te ^ a o e t í t ú

?e. /fasus pata c éspítlle £a n tõ

*


■Ministério Pré-Conversão 1. Ajudador/Advogado de Acusação

Seu papel em convencer-nos do pe­ cado.

2. Ajudador/Guarda de Trânsito

Seu papel em evitar que pequemos.

Ministério na Conversão 1. Ajudador/Decorador de Interiores

Seu papel em renovar a vida espiri­ tual.

2. Ajudador/Zelador do Prédio

Seu papel em habitar no crente.

3. Ajudador/Tabelião

Seu papel em garantir a nossa sal­ vação.

Ministério Pós-Conversão 1. Ajudador/Assistente Administrativo

Seu papel em nos preparar para ser­ vir.

2. Ajudador/Comitê de Pesquisas

Seu papel em nos preparar para Deus.

3. Ajudador/Professor

Seu papel em explicar a verdade.

4. Ajudador/Advogado

Seu papel em apresentar nossas ora­ ções ao Pai.

ual o nome favorito de Jesus para o Espírito Santo? — perguntei a um ministro quando estava escrevendo este capítulo.

Q

— Nunca pensei nisso antes, — meu amigo pastor res­ pondeu. Expliquei-lhe então este livro e o que eu queria alcan­ çar com ele. A seguir, meu amigo me disse: — Penso que o nome favorito de Jesus é "Espírito Santo". Ele pensou evidentemente na Terceira Pessoa da Trinda­ de como o Espírito Santo, por causa do Seu título. Mas um título é a mesma coisa que um nome? O título "Pai" para a


Primeira Pessoa da Trindade é um nome designado (veja Jol7.1). Este era o nome favorito de Jesus para Deus. ASegunda Pessoa da Trindade é Jesus: "...lhe porás o nome de JESUS" (Mt 1.21). Todavia, o nome favorito de Jesus para Si mesmo era "Filho do Homem", título que Ele usou mais que qualquer ou­ tro. O nome ou título "Espírito" é usado aproximadamente 500 vezes nas Escrituras em referência à Terceira Pessoa, e o termo combinado "Espírito Santo" é usado cerca de 100 vezes. A expressão "Espectro Santo", usada 91 vezes na Versão do Rei Tiago, deve ser traduzida "Espírito Santo". Meu nome é Elmer, mas quando meus filhos nasceram o nome favorito deles para mim era Papai. Minha mulher me chama de "Meu Bem". Este deve ser o título favorito dela para mim. Meu amigo ministro disse-me que o nome favorito de Je­ sus para a Terceira Pessoa da Trindade era "Espírito Santo". Ele pensava assim por esse nome ser usado tantas vezes na Es­ critura. Mas eu discordo. O nome favorito de Jesus para o Espírito Santo era prova­ velmente "Ajudador". Dentre todas as coisas que o Espírito Santo faz, Ele nos ajuda a obter a salvação pessoal que foi alcançada para nós na Cruz. Na Versão do Rei Tiago, o nome "Ajudador" foi traduzido "Consolador".1 Jesus prometeu: "E eu rogarei ao Pai, e ele vos dará outro Consolador, a fim de que esteja para sempre convosco" (Jo 14.16). O termo grego "ajudador" é parakletos, e pode ser traduzido como "ajudador, consolador, advogado ou alguém que fica junto". Este termo é relacionado com o verbo composto do prefixo para, que signifi­ ca "junto de", mais a base verbal kaleo, que significa "chamar". Embora o nome "Ajudador" para o Espírito Santo ocorra apenas quatro vezes, penso que é o nome favorito de Jesus por­ que se identifica melhor com o que o Espírito Santo faz. Cada vez que este nome é empregado na Bíblia, é Jesus quem faz uso dde (veja cf. Jo 14.16,26; 15.26; 16.7). Jesus repetiu o nome I N.T.: ’lambém na Bíblia Atualizada de João Ferreira de Almeida, em português.


Ajudador/Consolador no discurso no Cenáculo, talvez o mais íntimo de todos os sermões registrados de Cristo. Penso que é o nome favorito de Jesus para o Espírito Santo porque está as­ sociado à salvação. Depois de ter feito a meu amigo a pergunta: — Qual é o nome favorito de Jesus para o Espírito Santo? — ele finalmente acabou dizendo: — Não pensei no Espírito Santo como tendo um nome. P or Q ue N ão R eco n h ecem o s

os

S eu s N o m es

Meu amigo se parece com muitas pessoas que pensam no Espírito Santo como uma influência, uma atitude ou uma opi­ nião corporativa. Alguns dos títulos na Versão do Rei Tiago con­ tribuíram para a desinformação sobre o nome do Espírito Santo. O nome "Espectro Santo" faz com que as pessoas pen­ sem nEle como um fantasma do Dia das Bruxas, e o nome "Consolador"2 faz as pessoas pensarem nEle como uma cober­ ta sobre a cama, ou alguém que aparece para consolar as pes­ soas num funeral. As pessoas talvez não reconheçam os nomes do Espírito Santo por causa de certas implicações na Escritura. Primeiro, Jesus prometeu que o Espírito Santo viria, mas também enfatizou que um dos principais objetivos do Seu ministério seria glorificar a Cristo (veja Jo 16.14). Em vista do Espírito Santo falar mais de Jesus do que de Si mesmo, muitos cristãos concluíram que não devem glorificar o Espírito Santo. Não falam com Ele e não O conhecem. Como Terceira Pessoa da Divindade, o Espírito Santo deve, porém, receber tanta glória quanto o Pai e o Filho. Outra razão de as pessoas não reconhecerem o nome do Espírito Santo é por causa da Sua tarefa. O Pai inicia o processo da salvação e o Filho o executa no Calvário. Mas o Espírito San­ to opera no coração do crente para efetuar aquilo que o Filho fez. Esta obra do Espírito pode ser comparada à construção 2. N.T.: Também significa "acolchoado", em inglês.


de um grande edifício. Os proprietários do prédio que iniciam a construção são lembrados, assim como os engenheiros e ar­ quitetos. A maioria das pessoas, no entanto, não se lembra dos trabalhadores que na verdade executaram a obra. Da mesma forma, quase ninguém dá atenção ao Espírito Santo, que na verdade é quem aplica a salvação aos nossos corações. Outro motivo pelo qual o Espírito Santo não é reconheci­ do é por não ter vindo na carne. Ninguém duvida de que Jesus era uma pessoa nem de que tinha um corpo físico na terra. A manifestação física mais evidente que vemos do Espírito Santo é quando Ele desceu como pomba sobre Jesus por ocasião do Seu batismo (veja Mc 1.10), e como línguas de fogo no Dia de Pentecostes (veja At 2.3). No Antigo Testamento, porém, o Espírito Santo é identi­ ficado com a coluna de nuvem e fogo, por meio da qual o Se­ nhor guiou os israelitas no Êxodo e nas peregrinações no de­ serto (veja Ex. 13.21; 19.16-19; Is 63.11-14; Hb. 12:29). Além disso, Paulo identifica o Espírito do Senhor como a fonte da glória e esplendor vistos no rosto de Moisés após ele ter estado na presença do Senhor, na nuvem que cobria o Sinai (veja Ex 19.9; Dt 31.15; SI 99.6,7; 2 Co 3.17,18). Ezequiel mostra o Espírito de Deus se manifestando em glória, esplendor e fogo (veja Ez 1.27-2.2). Enquanto lê este livro, peça pelos "olhos do Espírito San­ to", a fim de que possa vê-10 na Escritura. Você vai encontrar mais de 100 referências a nomes, títulos e descrições do Espíri­ to Santo no Apêndice 1. Alguém me disse: — Puxa! Não sabia que Ele tinha tantos nomes! — Isto talvez aconteça por não es­ tarmos habituados a procurá-los. Muitos cristãos têm "ceguei­ ra do Espírito Santo". Estão cegos para o Espírito Santo por causa da natureza da tarefa que Ele executa ou por causa de algum preconceito gerado por sua própria experiência. PARE antes de continuar a ler, e faça esta oração: Senhor, dê-me olhos para ver o Espírito Santo em minha vida e nas Escrituras. Em nome de Jesus, Amém.


P or Q ue U m N

ome

F a v o r it o ?

Quase todos gostamos do nome que melhor nos descre­ ve. Certas mulheres gostam de ser chamadas de "mãe" porque consideram a criação dos filhos a sua principal tarefa. Quando com ecei a pregar, pastoreava a Igreja Presbiteriana de Westminster em Savannah, Geórgia, durante o segundo e o ter­ ceiro anos da faculdade bíblica. Eu era evidentemente jovem demais para os títulos bíblicos que descrevem um pastor, tais como ancião, presbítero ou ministro. Não era ordenado e, por­ tanto, não podia ser chamado de "Reverendo". Todos na igreja chamavam-me de "Pregador". Como gosto de pregar, e acha­ va que estava fazendo um bom trabalho, sentia prazer em ser chamado de "Pregador". Após minha formatura no seminário, tornei-me profes­ sor de educação cristã no Midwest Bible College de St. Louis, Missouri. Gosto também de ensinar. Todos meus alunos cha­ ma vam-me de "Prof." Eu apreciava o título por ser uma des­ crição do que me agradava fazer. Quando as pessoas nos cha­ mam por nomes que refletem o que fazemos melhor, em geral gostamos da designação. Certo vendedor foi transferido de Chicago para Atlanta e, por considerar-se um bom vendedor, decidiu vender sua casa sem a ajuda de uma imobiliária. Ele anunciou e alguns interes­ sados foram ver a casa. O vendedor fez uma boa propaganda para cada candidato. Mas suas táticas agressivas não deram resultado. Depois de seis meses de frustração e perda de tem­ po e dinheiro, ele finalmente cadastrou a casa numa imobiliá­ ria. O que o vendedor não sabia é que o corretor aconselha seus clientes antes de mostrar-lhes um imóvel. O agente classi­ ficou os clientes e só mostrou a casa do vendedor aos que ti­ nham condições financeiras para comprá-la. O corretor procu­ rou também pessoas que desejassem uma moradia semelhante à do vendedor. Uma vez mostrado o imóvel, o corretor conti­ nuava a conversa, mencionando as vantagens da propriedade e respondendo às perguntas do interessado.


O E s p ír it o S a n t o A ju d a V Pré-conversão

ocê

Pós-conversão

Conversão

1. Reprovar/Converter 1. (veja Jo 16.7-10) 2. Refrear (veja 2. 2 Ts 2.7) 3.

N a S alva çã o

Regeneração (veja 1. Plenitude (veja Ef 5.18) Tito 3.5) Habitação interior 2. Santificação (veja 2 Co 3.18) (veja ICo 6.19) Selo (veja Ef 4.30) 3. Iluminação (veja 1 Co 2.12) 4. Oração (veja Rm 8.26,27)

A obra do Espírito Santo na salvação é semelhante à do corretor imobiliário. O Espírito Santo convence o coração dos não-convertidos muito antes de eles irem a um culto de evangelismo. Ele dá testemunho à pessoa das razões positivas da salvação e adverte contra os adiamentos. O Espírito Santo é o Ajudador (paracleto) que consegue a decisão e sela o contra­ to. Embora esta analogia não possa ser aplicada a todos os aspectos da obra do Espírito Santo na salvação, ela ilustra o processo. O A ju d a d o r N a N

o ssa

C o n versão

Antes de voltar ao Pai, Jesus prometeu que enviaria "ouIro Consolador", usando o termo grego allos para "outro", que significa "outro do mesmo tipo". Jesus poderia ter empregado a palavra heteros para "outro", significando "outro de um tipo diferente". Mas ele fez uso deallos, que significa que o Espírito Santo é outro Ajudador, assim como Jesus é nosso Ajudador. M in istério s de P ré-C o n v ersão

() quadro acima mostra nove ministérios de ajuda do Espírito Santo. Primeiro Ele reprova o pecado (veja Jo 16.7-10). Isto significa que Ele é uma espécie de promotor público que ajuda


o estado a provar um crime. Segundo, o Espírito Santo é o inibidor (veja 2 Ts 2.7), significando que Ele é como o guarda de trânsito que protege as crianças a caminho da escola. Ele aju­ da, refreando os males e o perigo. Ministérios de Conversão Em Seu ministério de conversão, o Espírito Santo regenera (veja Tito 3.5), o que significa que Ele é como um decorador de inte­ riores que restaura um ambiente antiquado, tornando-o novo. O Espírito Santo também habita em nós (veja 1 Co 6.19), ou seja, ele é como o zelador de um prédio de apartamentos, al­ guém que mora nele para protegê-lo, verificando se todos os equipamentos funcionam. Finalmente, o Espírito Santo é nos­ so selo (veja Ef 4.30), o que significa que Ele é nosso tabelião. Ele ajuda a garantir a exatidão da assinatura e, se necessário, presta testemunho no tribunal. Nomes Pós-Conversão Em Seu ministério de pós-conversão, o Espírito Santo enche a pessoa (veja Ef 5.18). Ele é como um assistente administrativo que entra para ajudar a fazer o trabalho. A seguir, Ele é o santificador (veja 2 Co 3.18), servindo de presidente do comitê de pesquisas que ajuda o grupo a escolher um líder, separa o líder e coloca essa pessoa num lugar de destaque. O Espírito Santo é o iluminador (veja 1 Co 2.12), como o professor que ajuda os crentes a compreender e aplicar a Palavra de Deus às suas vidas. O Espírito Santo ajuda então os crentes a orar (veja Rm 8.26,27), da mesma forma que o advogado assiste os clien­ tes, apresentando seus casos diante do magistrado. C omo

o

E sp ír it o S a n t o A ju d a

Ajudador/Advogado de Acusação O Espírito Santo é enviado para ajudar as pessoas a se tomar cristãs. Antes de poderem ser salvas, porém, elas devem com­ preender que estão perdidas. O Espírito Santo ajuda os nãosalvos, revelando a eles os seus pecados. Neste papel, o Espírito


Santo poderia ser chamado de persuasor, ou censor. Como um advogado de acusação, Ele convence as pessoas do seu pecado, capacitando-as a buscar a salvação. Como ajudador/advogado de acusação, o Espírito Santo nos ajuda a convencer-nos do nosso pecado de três formas. Primeiro, Ele ajuda as pessoas a ver o seu pecado. Jesus disse que o Espírito Santo convencerá as pessoas "do pecado, por­ que não crêem em mim" (Jo 16.9). Antes da salvação, as pesso­ as têm dificuldade em crer em Deus. Jesus disse: "Quem nele crê (no Filho) não é julgado; o que não crê já está julgado, por­ quanto não crê no nome do unigénito Filho de Deus" (Jo 3.18). Portanto, o Espírito Santo ajuda as pessoas a aceitar a salvação, apontando a incredulidade e levando-as a Cristo. Segundo, o Espírito Santo ajuda a convencer as pessoas da justiça. Jesus disse que o Espírito Santo convenceria "da justiça, porque vou para o Pai, e não me vereis mais" (Jo 16.10). Desta forma, o Espírito Santo ajuda as pessoas a ver a si mes­ mas em relação a Jesus Cristo. O homem não pode compararse a Jesus Cristo, que é o padrão justo de Deus, e, portanto, o Espírito o ajuda a ver as suas deficiências. Terceiro, o Espírito Santo ajuda as pessoas a se achegar a Cristo, convencendo-as "do juízo, porque o príncipe deste mundo já está julgado" (Jo 16.11). Este juízo não é o mesmo que o juízo vindouro de todos os crentes no Grande Trono Bran­ co, mas o julgamento de Satanás e do pecado na cruz de Cristo (veja Jo 12.31). Ajudador/Guarda de Trânsito Por piores que as coisas estejam no mundo, não são tão terrí­ veis quanto poderiam ser se o Espírito Santo não estivesse pre­ sente na Terra para restringir a influência persuasiva do peca­ do. No papel de refreador do pecado, o Espírito Santo é como um guarda de trânsito que impede as crianças de correr para a frente dos carros. Ele ajuda as crianças, protegendo-as do peri­ go. Como Refreador ou Guarda de Trânsito, ele "...aguarda somente que seja afastado (na volta de Cristo) aquele que ago­ ra o detém" (2 Ts 2.7).


Ajudador/Decorador de Interiores O Espírito Santo nos ajuda em nossa nova vida quando somos salvos. O termo grego traduzido por "regeneração" é usado ape­ nas uma vez na Bíblia no contexto da salvação e se relaciona com o ministério do Espírito Santo. "Não por obras de justiça pratica­ das por nós, mas segundo sua misericórdia, ele nos salvou medi­ ante o lavar regenerador e renovador do Espírito Santo" (Tt 3.5). Regeneração é o termo teológico para "nascer de novo". Jesus disse a Nicodemos: "Quem não nascer da água e do Espírito, não pode entrar no reino de Deus" (Jo 3.5). Esta regeneração do Espí­ rito Santo nos dá nova vida, faz-nos participantes da família de Deus e nos concede a vida eterna. Esta não é só uma vida sem fim, mas uma nova qualidade de vida (isto é, a vida de Deus). O Espí­ rito Santo é como um decorador de interiores que restaura e deixa como nova uma casa antiga e arrumada. Ajudador/Zelador do Prédio A habitação interior do Espírito Santo compara-se à do zelador de um prédio de apartamentos. Ele mora no edifício para cui­ dar dos problemas, garantindo que o prédio não seja danifica­ do e ajudando as pessoas a gostar da sua moradia. Um dos propósitos de Deus desde o princípio foi viver com as Suas criaturas. Ele andou com Adão no Jardim, morou no tabernáculo entre os filhos de Israel no deserto e no templo de Salomão. O Espírito Santo também vem habitar nos cris­ tãos para ajudá-los em sua vida cristã. "Acaso não sabeis que o vosso corpo é santuário do Espírito Santo que está em vós, o qual tendes da parte de Deus, e que não sois de vós mesmos?" (1 Co 6.19). O Espírito Santo usa o nosso corpo como templo. Esta habitação interior é a base para a Sua ajuda em qualquer outra área da nossa vida. Quando compreendemos que o Espírito Santo habita em nós como nosso Ajudador, devemos primeiro entregar nossos corpos a Deus (veja Rm 12.1). Segundo, devemos colaborar com Ele, cuidando adequadamente de nosso corpo físico, man­ tendo-o puro e limpo. Terceiro, devemos glorificar a Deus em nossos corpos, fazendo aquilo que seja agradável a Ele.


Ajudador/Tabelião O Espírito Santo nos sela com Ele mesmo para garantir a nossa salvação. A Bíblia ensina que o Espírito Santo é mais do que Aquele que nos sela; Ele é o nosso selo. "Fostes selados com o Santo Espírito da promessa; o qual é o penhor da nossa heran­ ça até ao resgate da sua propriedade" (Ef 1.13,14). Nossa vida consiste em muitos selos. Quando um ho­ mem e uma mulher ficam noivos, o homem geralmente dá à mulher um anel de noivado, que é o selo do seu compromisso com ela. No mundo antigo, a pessoa selava uma carta com cera e depois apertava o sinete do anel na cera derretida como selo. Quando o destinatário recebia a carta, o selo intacto na cera endurecida garantia que o conteúdo era genuíno e que a correspondência não fora violada. Do mesmo modo, o Espírito Santo é o nosso Tabelião, garantindo a "assinatura" de Deus. Ele sela a salvação que Deus nos concedeu até o dia em que iremos experimentá-la plena­ mente no céu. E importante não entristecer "o Espírito de Deus, no qual fostes selados para o dia da redenção" (Ef 4.30). Aj udador/Assistente Administrativo Sempre que pedimos, o Espírito Santo vem encher-nos para servir, como o assistente administrativo se dispõe a realizar um trabalho até que seja completado. O Espírito Santo habita em nós e, quando permitimos, Ele nos ajuda em nossa vida e servi­ ço cristão. A Bíblia chama esse processo de encher-se com o Espírito Santo (em outros pontos neste livro, ele é chamado de unção). Paulo encoraja: "E não vos embriagueis com vinho, no qual há dissolução, mas enchei-vos do Espírito" (Ef 5.18). Este imperativo tem o aspecto de presente, indicando que Deus or­ dena que nos enchamos continuamente com o Espírito Santo para servir eficazmente. Muitas pessoas pensam que encher-se com o Espírito é como encher um copo vazio na torneira da pia. Em um certo sentido, já temos o Espírito Santo em nossa vida por causa da Sua habitação interior na experiência da conversão. Quando o Espírito Santo nos enche, Ele nos concede graça e poder. Isto


significa que Ele nos enche com a Sua habilidade de realizar muito para Deus. Jesus prometeu aos discípulos poder para testemunhar (At 1.8), e no dia de Pentecostes eles foram cheios com o Espírito (veja At 2.4). Em outra ocasião, Pedro precisou ser cheio (veja At 4.8). Numa reunião de oração, mais tarde, o prédio tremeu e as pessoas ficaram cheias do Espírito Santo (veja At 4.31). Estes versículos indicam que podemos ser chei­ os várias vezes. Ajudador/Comitê de Pesquisas O Espírito Santo é o nosso santificador, Ele nos ajuda a ser san­ tos. A palavra "santificar" significa na verdade separar. Uma ação dupla ocorre quando o Espírito Santo santifica. Primeiro, Ele nos separa do pecado. Neste ato, Ele opera em nossos cora­ ções para motivar nosso arrependimento e nosso afastamento do pecado. No segundo ato, o Espírito nos separa para Deus. Somos motivados a buscar Deus e a Sua justiça. O Ajudador/Comitê de Pesquisas faz o trabalho de nos sondar, da mesma maneira que o comitê para a descoberta de um pregador procura a pessoa adequada à posição. A seguir, o comitê de pesquisas recomenda a pessoa e prepara o caminho para que o candidato obtenha o cargo. O Espírito Santo ou o Comitê de Ajuda e Pesquisa trabalha internamente em nossas vidas para nos tornar santos, e externamente no céu para asse­ gurar nossa posição diante de Deus. No céu somos declarados justos (justificados), aparecendo perfeitos perante Deus. Ajudador/Professor O Espírito Santo ilumina o crente para que ele veja a verdade espiritual. Neste papel, Ele é o professor da verdade espiritual. "O deus deste século cegou os entendimentos dos incrédulos" (2 Co 4.4). Isto quer dizer que o indivíduo não-salvo não pode compreender a verdade espiritual. Mas, quando a pessoa é convertida, o Espírito Santo torna-se o ajudador para ensinar ou iluminar, a fim de que ela possa entender a verdade espiri­ tual. O trabalho de ensinar ou iluminar o crente tem vários


nomes no Novo Testamento. Num lugar é chamado de "un­ ção". "A unção que dele recebestes permanece em vós, e não tendes necessidade de que alguém vos ensine" (1 Jo 2.27). Isto não significa que o crente não deva ter professores humanos, mas que o Espírito Santo é o Professor que faz o crente compre­ ender, esteja ou não um professor humano envolvido no pro­ cesso de aprendizado. O apóstolo Paulo notou: "Ora, o ho­ mem natural não aceita as coisas do Espírito de Deus...porque elas se discernem espiritualmente" (1 Co 2.14). Em contraste: "Ora, nós não temos recebido o espírito do mundo, e, sim, o Espírito que vem de Deus, para que conheçamos o que por Deus nos foi dado gratuitamente" (1 Co 2.12). Voltando à ilustração do Ajudador/Professor, o apóstolo João associa os dois: "Mas o Consolador, o Espírito Santo, a quem o Pai enviará em meu nome, esse vos ensinará todas as cousas e vos fará lembrar de tudo o que vos tenho dito" (Jo 14.26). Ajudador/Advogado O Espírito Santo é nosso advogado, apresentando o nosso caso diante do juiz. O advogado é em geral consultado pelo réu porque, (1) conhece a lei; (2) conhece o sistema legal; e (3) tem a habilidade de defender (apresentar logicamente) sua causa diante do juiz. O Espírito Santo é também o Intercessor que ora pelo cren­ te, com o crente e em lugar do crente. Por quê? "Porque não sabemos orar como convém, mas o mesmo Espírito intercede por nós sobremaneira com gemidos inexprimíveis" (Rm 8.26). Nem sempre sabemos como nos aproximar conveniente­ mente de Deus em oração. Talvez supliquemos, quando deve­ ríamos oferecer adoração a Ele. Somos humanos e Deus é infi­ nito. O Espírito Santo garante então que o crente sempre ore da forma adequada. Isto significa que, não importa a maneira como o crente ore ou o que peça em oração, o Espírito Santo torna certas as suas palavras quando apresentadas ao Pai no céu. "O Espírito...nos assiste em nossa fraqueza...intercede por nós sobremaneira com gemidos inexprimíveis" (Rm 8.26). Qual


o resultado da obra do Espírito Santo como nosso Ajudador/ Advogado? "Segundo a vontade de Deus é que ele intercede pelos santos" (Rm. 8.27). V iv e n d o C o m

a

D iv in d a d e C o m plet a

Muitas vezes, depois de conhecer alguém por algum tem­ po, vemos essa pessoa num novo ambiente e aprendemos al­ guma novidade sobre o nosso amigo. Talvez descubramos al­ gum novo interesse em comum, uma experiência compartilha­ da ou semelhança em certas habilidades. Nosso novo conheci­ mento ajuda-nos a conhecer melhor essa pessoa e pode contri­ buir para um relacionamento mais harmonioso. Muitos conheceram a Deus e andaram com Ele, mas não conhecem o Espírito Santo e como Ele pode tomar suas vicias completas. Informar-se sobre o Espírito Santo é o primeiro passo para conhecê-lO e permitir que Ele opere em sua vida. Muitos cristãos limitam sua compreensão do Espírito San­ to a uma única experiência ou a uma determinada obra dEle. Este indivíduo talvez enfatize os dons, o enchimento ou a ilu­ minação do Espírito Santo. Esta é, evidentemente, uma com­ preensão estreita do Espírito Santo. O Princípio da Habitação de Deus Como o Espírito do Senhor, o Espírito Santo é a chave para termos um relacionamento vital com Deus. Desde o princípio dos tempos, Deus desejou permanecer com os homens e ter comunhão com eles. No começo, Ele preparou um jardim onde aparentemente se encontrava com Adão e Eva de maneira re­ gular. Mais tarde, deu a Moisés os planos para o tabernáculo, e a Sua glória pousou no Lugar Santo, no centro do Seu povo. Quando o tabernáculo foi-se desgastando, Salomão construiu um templo, que veio também a ser cheio com a glória de Deus. Depois, vindo a plenitude do tempo, "o Verbo se fez carne e habitou entre nós" (Jo 1.14). Ao aproximar-se a Sua partida, Jesus prometeu que enviaria outro Ajudador. Em nossos dias, o Espírito Santo é o meio pelo qual Deus habita nos cristãos e


entre eles. O nome "Espírito do Senhor" ocorre 25 vezes no Antigo Testamento. Em cada caso, uma relação entre o Espírito Santo e uma pessoa específica é claramente estabelecida ou fortemente indicada. O uso deste nome para o Espírito Santo ilustra o de­ sejo de Deus de ocupar um lugar significativo no meio do Seu povo. Princípio do Discernimento para a Vida Um segundo princípio sugerido pelos nomes do Espírito Santo é que Ele concede discernim ento para a vida. O nome Ajudador/Professor sugere que o Espírito Santo está disposto a dar-nos discernimento e ajuda para tomar decisões. Este nome também deixa implícita a orientação e direção do Espírito em nossas vidas. Os cristãos acham às vezes difícil discernir a vontade de Deus com respeito a uma determinada decisão. Deus dirige os cristãos de duas maneiras principais na tomada de decisões. "O coração do homem traça o seu caminho, mas o Senhor lhe dirige os passos" (Pv 16.9). Primeiro, Deus nos guia para to­ mar a decisão dando-nos a capacidade de considerar todos os aspectos do assunto e chegar a uma conclusão. Segundo, Deus se reserva o direito de intervir em nossas circunstâncias, mediante aconselhamento com outros, ou, de alguma outra forma, Ele redireciona nossos passos para tomar­ mos uma decisão melhor. Em ambos os casos, o Espírito Santo que habita no cristão ajuda-o a discernir a vontade de Deus. Princípio de Poder para Servir O princípio de poder para o serviço está implícito no nome Es­ pírito de Poder. Alguém disse: "Você não pode fazer o trabalho de Deus com o poder humano". Infelizmente, muitos cristãos sabem, por experiência própria, que podem de fato testemu­ nhar, dar aulas na escola dominical e envolver-se em outras formas de ministério sem sentir o poder de Deus na sua vida. Mas o ministério feito para Deus na carne não produz o tipo de resultados que poderiam ser obtidos de outra forma. Esse


também não é um ministério tão satisfatório pessoalmente quanto o que é feito no poder do Espírito Santo. O Ajudador/ Assistente Administrativo faz-nos lembrar do poder para o mi­ nistério que está disponível quando nos enchemos diariamen­ te com o Espírito Santo. Este princípio de poder para servir acha-se também im­ plícito no nome Ajudador/ Comitê de Pesquisas; as 25 ocorrên­ cias do título Espírito do Senhor no Antigo Testamento descre­ vem o trabalho que as pessoas fazem para Deus quando têm o Espírito Santo. A Bíblia geralmente descreve o Espírito do Se­ nhor descendo sobre as pessoas e capacitando-as a fazer uma obra para Deus. Os poderes espirituais resultam da santificação e enchimento com o Espírito Santo. Princípio da Reverência por Deus A frase Ajudador/Zelador descreve a habitação do Espírito í Santo em nós. A função Ajudador/Advogado é Seu trabalho por nós. Embora a Escritura se refira muitas vezes ao desen­ volvimento de intimidade pessoal com Deus (isto é, conhecer a Deus), num certo sentido devemos sentir temor por Ele. Este princípio de reverência influenciará nossa fé em Deus, nossa vida de oração e nossa adoração; na verdade, ele influenciará tudo que fizermos. Ter a devida reverência por Deus nos aju­ dará a vê-lO na Sua majestade. Veremos a Sua grandeza como Aquele que é tanto digno de confiança como merecedor da nossa adoração. O princípio de reverência por Deus irá também ajudarnos a um melhor autoconhecimento. Em toda a Escritura, sem­ pre que indivíduos ou grupos de indivíduos chegaram a co­ nhecer melhor a natureza de Deus, alcançaram um conheci­ mento melhor de si mesmos. Em virtude do homem ter sido feito à imagem de Deus, quando a pessoa consegue enxergar melhor o principal objeto (Deus), ela passa a compreender me­ lhor o reflexo no espelho. Esta compreensão pode ser geral­ mente acompanhada de arrependimento pessoal ou de uma revitalização da vida espiritual. A reverência por Deus resulta em compreendermos quem somos.


Este princípio de reverência por Deus mudará também nosso estilo de vida. O Novo Testamento toma claro que o Espírito Santo vive no interior do crente. Quando sentimos reverência pelo Espírito Santo de Deus, tomamos cuidado com o que fazemos e para onde levamos nosso corpo, o Seu templo. Muitos cristãos mudariam a sua linguagem, seus atos e os lu­ gares onde vão se tivessem reverência íntima pelo Espírito Santo que habita neles.


S eg u n d a P arte

O /k in ls lfru ?4> ó s p ít U

e £ ? a n tô

nó CpêftéÊ


C a p ít u l o 2

<~

L e .* m

es

2> e

é.xf>Ucaçãc pata ô èspírttô £a n tó


Provendo Salvação 1. O Espírito Eterno

Seu papel sacerdotal na intercessão pelos não-salvos. Seu dom da vida eterna para os não2. O Dom de Deus salvos. 3. O Espírito dAquele que Seu papel na ressurreição, ressuscitou Jesus dentre os mortos Efetuando a Salvação Aceita o pecador para a salvação. 1. O Espírito da Graça 2. O Mesmo Espírito de Fé Capacita o pecador para crer. 3. Um Espírito Novo Dá ao pecador arrependido uma nova natureza. 4. O Espírito da Vida Torna vivo para Deus o convertido. 5. O Espírito de Adoção Torna-nos herdeiros de Deus.

s Escrituras foram dadas para que as pessoas possam ter fé em Cristo e receber a salvação. João explicou: "Estes, porém, foram registados para que creiais que Jesus é o Cristo, o Filho de Deus, e para que, crendo, tenhais vida em seu nome" (Jo 20.31). O capítulo anterior enfatizou o papel do Espírito Santo como Ajudador em nossa conversão. Conversão é o que capacita a pessoa a receber a vida eterna. Mas a porta da salvação tem dois lados: o do homem e o de Deus. Este capítulo descreve o papel do Espírito Santo ao pro­ ver salvação. Este é o lado de Deus da porta. Este capítulo também descreve vários nomes e títulos do Espírito Santo quan­ do Ele realiza a Sua obra na expiação operada por Cristo.

A


O E s p ír it o S a n t o N a O b r a

de

E x p ia ç ã o

O Espírito Santo participa de dois aspectos da expiação. Primeiro, Ele participou da morte expiatória de Cristo, tornan­ do possível a salvação (veja Hb 9.14). Segundo, Ele ajudou a atrair pessoas para a fé em Cristo (veja Jo 16.8-11) e a aplicar os resultados da salvação. Em vista do papel multifacetado do Espírito Santo na sal­ vação, muitos nomes descrevem aspectos dos Seus ministérios de salvação. Estes nomes incluem o Espírito Eterno, o Dom de Deus, um Espírito Novo, o Mesmo Espírito de Fé, os nomes de Selo, o Espírito de Adoção, o Espírito da Graça, o Espírito dAquele que Ressuscitou Jesus, o Espírito da Vida e Minha Tes­ temunha. O primeiro envolvimento do Espírito Santo na salvação é o Seu papel de torná-la possível. Embora o foco das Escrituras esteja na ação de Cristo em Sua morte expiatória, um exame mais acurado do ensinamento bíblico torna claro que a salva­ ção foi um ministério trino (isto é, envolvendo os três membros da Trindade). Três nomes são usados para associar o Espírito Santo à natureza sacrificial da morte de Cristo, Sua descida ao inferno e Sua ressurreição vitoriosa para a vida. !

N

o m es d o

E s p ír it o S a n t o

A ss o c ia d o s A E x p ia ç ã o

;

1. O Espírito Eterno 2. O Dom de Deus 3. O Espírito dAquele que Ressuscitou Jesus O Espírito Eterno No Antigo Testamento, o sacerdote oferecia a Deus como expiação o sangue do animal a ser sacrificado. Na morte sacrificial de Cristo, o Espírito Eterno agiu claramente nesta função sacerdotal. O escritor da Epístola aos Hebreus afir­ ma:


"Portanto, se o sangue de bode e de touros, e a cin­ za de uma novilha, aspergida sobre os contamina­ dos, os santifica, quanto à purificação da carne, muito mais o sangue de Cristo que, pelo Espírito eterno, a si mesmo se ofereceu sem mácula a Deus, purificará a nossa consciência de obras mortas para servirmos ao Deus vivo!" (Hb 9.13,14). O Espírito Santo foi o agente (ativo) que ofereceu o Cor­ deiro (passivo) a Deus. O Dom de Deus Entre a morte e ressurreição de Jesus, a Bíblia O descreve des­ cendo ao inferno (Hades). Isto foi feito para libertar os santos do Antigo Testamento do cativeiro de Hades, para que pudes­ sem gozar da presença de Deus (veja SI 68.18; Ef 4.8). No con­ texto em que esta obra é descrita, observa-se também que Cris­ to concedeu dons aos homens. Embora esta declaração tenha alguma referência aos dons do Espírito Santo (veja Ef 4.11), ela provavelmente se refere também aos dons da vida eterna (veja Rm 6.23). Todos estes dons estão ligados ao dom supremo de Deus, o Espírito Santo (veja Jo 4.10; At 8.20). Todos estes dons estão nEle — o Espírito Santo — e receber o Espírito é recebêlos. Sem este Dom de Deus, seria impossível ao cristão gozar dos dons espirituais, da vida eterna ou de quaisquer outros dons e bênçãos de Deus na vida cristã. O Espírito dAquele que Ressuscitou Jesus Ao descrever o Espírito Santo como o Espírito dAquele que ressuscitou Jesus (veja Rm 8.11), Paulo associou o Espírito San­ to à ressurreição de Jesus. Esta associação foi também feita antes, no livro de Romanos, mediante o uso de outro nome, o Espírito de Santidade. Em seus comentários iniciais, Paulo descreveu Jesus como aquele "designado Filho de Deus com poder, se­ gundo o espírito de santidade, pela ressurreição dos mortos" (Rm 1.4). Estes dois nomes deixam implícito o envolvimento do Espírito Santo na ressurreição de Jesus.


A p l ic a ç ã o D a O

bra

D e E x p ia ç ã o

P elo E s p ír it o S a n t o

O Espírito Santo não participa apenas da obtenção dos meios para tomar possível a salvação. Ele também se envolve ativamente para efetuar esta salvação na vida dos que aceitam o evangelho. Os nomes de expiação do Espírito Santo tendem a enfatizar este aspecto do Seu ministério. N

o m es

D

o

E s p ír it o S a n t o A o

E fetuar

a

S alva çã o

1. O Espírito da Graça 2. O Mesmo Espírito de Fé 3. Um Espírito Novo 4. O Espírito da Vida 5. O Espírito de Adoção O Espírito da Graça Em vista de a salvação ser inteiramente um produto da graça (veja Ef 2.5,8), não devemos surpreender-nos com o fato de um dos nomes salvadores do Espírito Santo ser o Espírito da Graça (veja Zc 12.10). Graça é o favor imerecido de Deus para com o pecador que se arrepende. A graça foi descrita deste modo: Riquezas de Deus à Custa de Cristo. O Espírito da Graça é o meio pelo qual o favor imerecido de Deus é aplicado ao crente na conversão. O Mesmo Espírito de Fé Paulo descreveu igualmente o Espírito Santo como, "o Mesmo Espírito da Fé" (2 Co 4.13). A Bíblia ensina que as pessoas não podem ser salvas sem fé (veja Ef 2.8,9). Certos professores con­ sideram que este dom da graça é concedido soberanamente. Outros afirmam que Deus deu a todos a capacidade de exercer fé em Cristo em resposta ao evangelho (veja Jo 1.12). Sem levar em consideração a crença do indivíduo sobre a extensão deste


aspecto do ministério do Espírito Santo, o título Espírito de Fé sugere o envolvimento do Espírito Santo na resposta da pessoa à salvação. Implícito também neste nome está um meio de cres­ cermos em nossa fé em Deus. A medida que desenvolvemos nosso relacionamento com o Espírito da Fé, aumentaremos a nossa fé, desde que vivamos pela fé em Deus (Rm 1.17; G12.20). Um Espírito Novo O profeta Ezequiel falou de uma época em que Deus salvaria os israelitas dando-lhes um Espírito Novo (veja Ez 11.19). Quan­ do a pessoa é salva hoje, ela recebe também este Espírito Novo. No ato da salvação, Deus faz de nós novas criaturas e nos aju­ da em nossa vida cristã. "Dar-lhes-ei um só coração, espírito novç porei den­ tro neles; tirarei da sua carne o coração de pedra, e lhes darei coração de carne; para que andem nos meus estatutos, e guardem os meus juízos, e os exe­ cutem; eles serão o meu povo, e eu serei o seu Deus" (Ez 11.19,20). O Novo Espírito torna a pessoa uma "nova criatura" (2 Co 5.17). O Espírito da Vida Outro nome salvador do Espírito Santò descrevendo seu papel na salvação é "Espírito da Vida". Paulo explicou: "Porque a lei do Espírito da vida em Cristo Jesus te livrou da lei do pecado e da morte" (Rm 8.2). Antes da salvação, as pessoas são descri­ tas como mortas em seus "delitos e pecados" (Ef 2.1), mas, quan­ do se convertem, ficam vivas "para Deus em Cristo Jesus" (Rm 6.11). A diferença é efetuada pelo ministério do Espírito da Vida na salvação. O Espírito de Adoção O Espírito de Adoção refere-se ao ministério do Espírito Santo ao nos nomear como herdeiros na família de Deus. "Porque


não recebestes o espírito de escravidão para viverdes outra vez atemorizados, mas recebestes o espírito de adoção, baseados no qual clamamos: Aba, Pai" (Rm 8.15). No primeiro século, a adoção era um meio comum de colocar a criança legalmente na família como herdeira. Embo­ ra a obra do Espírito Santo na regeneração nos torne parte da família de Deus, Sua obra na adoção garante nossa posição na família como herdeiros. Pela regeneração, o Espírito Santo dá ao crente uma nova natureza e um novo desejo espiritual em relação a Deus. Pela adoção, o Espírito garante todos os direi­ tos e privilégios de pertencer à família de Deus. Isto também significa que temos a responsabilidade de viver de acordo com essa honra. R eg en er a ç ã o

A doção

Nascido de Novo Tornando-se Filho Experimental Recebe a Natureza de Deus

Colocado como Filho Tornando-se Filho Legal Recebe Direitos como Herdeiro

G

ozan do

D

'

Os N o m es D a E x p ia ç ã o o

E s p ír it o S a n t o

Os nomes da expiação do Espírito Santo servem para lem­ brar a grandeza da provisão da salvação de Deus. A salvação é um dom de Deus, algo que Ele quer que gozemos, em vez de termos de nos esforçar para alcançá-lo. Os nomes salvadores do Espírito Santo devem ser então uma fonte de gozo em nossas vi­ das. Isto provavelmente acontece quando compreendemos e apli­ camos quatro princípios derivados destes nomes salvadores. Princípio da Provisão Completa Quando uma criança vai acampar, ela aproveita mais a experi­ ência ao ver que a mãe mandou tudo de que ela precisa para ter


uma viagem agradável e uma experiência satisfatória no acam­ pamento. Os nomes salvadores do Espírito Santo lembramnos que a provisão de Deus na salvação é completa. O Pai pre­ parou provisões completas para cada emergência na jornada da vida. A Bíblia Usa pelo menos 131 expressões diferentes para des­ crever a experiência da salvação. Por que tantas são utilizadas? Uma razão relaciona-se ao que está envolvido na completa provi­ são de Deus, que chamamos de salvação. Assim como a lista de suprimentos numa viagem para o acampamento deve incluir muitas coisas que podem ser resumidas como suprimentos neces­ sários, a lista da salvação de Deus contém muitas expressões indi­ viduais de salvação resumidas na palavra "salvação". Considere algumas das provisões do Espírito Santo na salvação. Para a nossa culpa, Ele oferece perdão (veja Ef 1.7). Para o nosso sentimento de rejeição, Ele oferece aceitação (veja Ef 1.6). Para o nosso afastamento, Ele nos leva para junto de Deus (veja Ef 2.13). Ele substitui a nossa morte por vida (veja Ef 2.1). Nosso cativeiro é trocado pela liberdade (veja G1 5.1). / Nossa pobreza é substituída por Suas riquezas (veja Ef 1.3). E a lista continua para satisfazer cada necessidade humana. Há certamente muito a ser desfrutado na provisão completa da salvação do Espírito Santo. Princípio da Segurança Familiar Um segundo princípio implícito nos nomes salvadores do Es­ pírito Santo é o da segurança familiar. Estes nomes indicam a capacidade do Espírito Santo para completar a boa obra da sal­ vação que Ele começou em cada crente (veja Fp 1.6) e Seu po­ der sobre tudo que possa ameaçar o crente (veja Jo 17.2). Nossa segurança espiritual é garantida pela pessoa e pela obra de Deus. Se Deus tirasse a vida eterna de alguém, isso seria uma nega­ ção da Sua natureza e obra. Deus é fiel e justo. Ele não pode negar a Si mesmo. Portanto, quem tem a vida eterna a terá para sempre. Além da natureza de Deus, os cristãos têm a pro­ messa de que nada pode separá-los do amor de Deus (veja Rm 8.33-39).


Quando meus filhos estavam crescendo, eu sempre os esti­ mulava a comportar-se bem, dizendo: "Você é um Towns". Eu os fazia lembrar de que sua avó quase sempre me motivava com a mesma advertência. Alguns fazem objeção à doutrina da nos­ sa posição eterna na família de Deus, temendo que isso possa levar as pessoas a estilos de vida pecaminosos. Na verdade, acon­ tece exatamente o inverso. A maioria das pessoas não vive ati­ vamente para desonrar a sua família. Elas sabem que têm o nome da família e não querem arrastá-lo na lama. A honra da família é uma motivação, encorajando os indivíduos a corresponder ao nome com nobreza. Portanto, a compreensão de nossa posição na família de Deus deve incentivar-nos a viver de acordo com a honra dessa grande família. Princípio da Identidade Familiar Estes nomes também indicam o princípio da identidade fami­ liar. Muitos estudam a árvore genealógica da sua família para descobrir se são parentes distantes de um ancestral renomado. Quando confirmam isto, podem mudar seu estilo de vida, ao começarem a viver subconscientemente como viveu esse antepassado famoso. Os nomes salvadores do Espírito Santo referem-se ao fato de termos entrado na família de Deus e à nossa identificação com o Filho de Deus. Em pelo menos um sentido, a vidã cristã é simplesmente deixar Jesus viver a Sua vida através de nós (veja G12.20). Princípio de Apoio Contínuo O princípio final derivado dos nomes salvadores do Espírito Santo é erdo apoio contínuo. Embora muitos destes nomes re­ firam-se a vários aspectos da salvação, alguns, como o nome Ajudador, indicam que aquilo que o Espírito começou na sal­ vação Ele continuará a fazer nos Seus ministérios de ensino e amadurecimento em nossas vidas. Estes ministérios do Espíri­ to Santo são considerados em maiores detalhes nos capítulos seguintes, sendo, porém, introduzidos nos nomes salvadores do Espírito Santo.


❖ ?£

Q iu v g

lW £ 9 7 9 *W £ l? M r)/ * * 9 Q V

v * v d

s e n

u t v ' i,

£ o in iid v j


T erm o s P ara A O bra A m adurecedora Do E s p í r i t o S a n t o Nomes da Habitação Interior do Espírito

3. Espírito de Súplica 4. Minha Testemunha

Dá ao crente a vida cheia do Espírito. Ajuda o crente a andar pela graça e não pela lei. Motiva o crente a orar. Dá testemunho da salvação do crente.

5. Ajudador (Consolador)

Ajuda o crente a crescer em Cristo.

1. Espírito Novo 2. Espírito da Graça

A vida de Deus na vida do ser humano 1. União com Deus 2. Comunhão com Deus

Coloca o crente em Deus. Ajuda a comunhão do crente com Deus.

propósito de Deus em nossa vida cristã é transformar­ nos à imagem de Cristo (veja Rm 8.29). Esta mudança de caráter e de vida é realizada mediante o ministério de amadurecimento (crescimento) do Espírito Santo. C vimos em outros ministérios do Espírito Santo, vários nomes tendem a descrever esta obra. Cada um desses nomes enfatiza o ministério da habitação interior do Espírito Santo no proces­ so de santificação. A palavra "santificação" significa "separar". Quando os professores bíblicos usam este termo para descrever o ministé­ rio do Espírito Santo, eles estão se referindo às Suas tentativas de "separar" o cristão do mundo e torná-lo "espiritual" (refle­ tir o caráter de Deus). A palavra "santificação" é usada em três tempos verbais. Primeiro, os cristãos foram santificados, isto é, foram perdoados

O


e separados para Deus na salvação. Segundo, os cristãos estão sendo constantemente separados do pecado, mediante a obra do Espírito Santo em suas vidas. Terceiro, os cristãos serão com­ pletamente santificados no arrebatamento, ou ao se apresenta­ rem diante de Deus por ocasião da morte, quando estarão com­ pletamente livres do pecado. Os nomes do Espírito Santo no amadurecimento são aqueles que chamam atenção para o fato de que o Espírito Santo habita nos cristãos e os torna amadure­ cidos. A palavra "maduro" significa inteiro, completo. Embo­ ra muitos aspectos do processo de amadurecimento estejam evidentes na vida cristã, seu segredo é a vida de Deus vivida através das vidas humanas. Esta intimidade com Deus é expe­ rimentada pelo cristão quando ele passa a compreender a habi­ tação do Espírito Santo no crente. T r ês T e m p o s V er b a is D a S a n t if ic a ç ã o Passado : Posição Santificação posicionai Fui santificado Hebreus 3.1 N

o m es

Presente Experiência Santificação progressiva Estou sendo santificado

Futuro Consumação Santificação almejada Serei santificado

1 Tessalonicenses 5.28

1 João 3.2

D a H a b it a ç ã o I n t e r io r D o E s p ír it o S a n t o

Um dos resultados do Espírito Santo na nossa conversão é que Ele passa a habitar em nós. Vários nomes do Espírito Santo enfatizam este aspecto do Seu ministério, inclusive Espí­ rito Novo (veja Ez 11.19), Espírito da Graça (veja Hb 10.29), Espírito de Súplica (veja Zc 12.i0), Minha Testemunha (veja Hb. 10.15) e Ajudador (Consolador) [veja Jo 14.26]. Espírito Novo Quando a pessoa se toma cristã, Deus coloca nela um Espírito Novo que, então, efetua outras mudanças na sua vida (veja Ez 11.19). Todo crescimento em direção à maturidade na vida


cristã é resultado do Espírito Novo vivendo a Sua vida através do cristão. Esta nova vida é algumas vezes chamada de vida vitoriosa, ou vida cheia do Espírito. O cristão deve ceder o controle ao Espírito Novo. Quando isto é feito, o crente cresce em direção à maturidade. Espírito da Graça Outro nome de amadurecimento para o Espírito Santo é Espíri­ to da Graça. As Escrituras descrevem a salvação como vindo unicamente pela graça (veja Ef 2.8), e o Espírito da Graça é o meio pelo qual a graça de Deus é comunicada às pessoas (veja Hb 10.29). Mas o processo de amadurecimento na vida cristã depende também do ministério do Espírito da Graça. Paulo advertiu os gálatas: "Sois assim insensatos que, tendo começa­ do no Espírito, estejais agora vos aperfeiçoando na carne?" (G13.3). Desta forma, ele os lembrou de que o mesmo Espírito da Graça que lhes trouxe a salvação era também a chave para a maturidade que estavam buscando. Espírito de Súplica O termo Espírito de Súplica (veja Zc 12.10) lembra o cristão da importância da oração no processo de amadurecimento na vida cristã. Muitos professores bíblicos descrevem o estudo bíblico pessoal e a oração como os dois elementos essenciais no pro­ cesso do crescimento espiritual. Os nomes do Espírito Santo no ministério de ensino nos ajudam a crescer, à medida que lemos as Escrituras, e o Espírito de Súplica nos ajuda a crescer em nossa vida de oração. Algumas vezes, o Espírito de Súplica ora por nós quando não sabemos como orar. "Não sabemos orar como convém, mas o mesmo Espírito intercede por nós sobremaneira com gemidos inexprimíveis" (Rm 8.26). Minha Testemunha Um quarto nome do Espírito Santo no amadurecimento é Mi­ nha Testemunha (veja Jó 16.19; Hb 10.15). Junto com o Pai e o Filho, o Espírito Santo dá consistentemente testemunho no céu (veja 1 Jo 5.7). O Espírito Santo dá testemunho da nossa salvação


por causa da obra de Cristo. Mas o Espírito Santo também dá testemunho na lerra, usando o testemunho da nossa salvação para faiar aos náo-saivos (veja 1 Jo 5.8-10). A ju d a d o r (C o n solad or)

O ipiinlo nome do Espírito Santo no amadurecimento é Ajudador (Consolador) [veja Jo 14.26]. Como já notamos, Je­ sus usou este termo para descrever o ministério multifacetado do Espírito Santo. Parte deste ministério envolve ajudar-nos a crescer para tomar-nos tudo que Deus quer que sejamos. Sem­ pre que enfrentamos um novo desafio para crescer espiritual­ mente, podemos confiar no ministério do Ajudador interior para assistir-nos em nossos ajustes e guiar-nos em nossas decisões. A V id a D

e

D eu s N a s V id a s H

um anas

No próprio âmago da vida cristã está a união e a comu­ nhão do cristão com Deus. A união com Deus refere-se àquela relação de salvação entre Deus e o cristão que acontece no mo­ mento da conversão. A comunhão com Deus refere-se à nossa experiência contínua de reconhecer e gozar a presença de Deus. Tanto na união como na comunhão, o Espírito Santo está em­ penhado em ajudar-nos a amadurecer em Cristo. União com Deus A situação do cristão ou sua nova posição no céu é descrita na Bíblia pela frase "em Cristo". Esta expressão é usada 172 vezes no Novo Testamento em relação a praticamente todos os as­ pectos da experiência cristã. A experiência de ser colocado em Cristo ocorre na conversão, quando o Espírito Santo nos coloca no Senhor Jesus Cristo e gozamos da perfeição de Cristo nos céus. Não é só senão muito mais tarde, porém, que inúmeros cristãos experimentam a realidade deste fato. Estar "em Cristo" é uma descrição do cristão, não só na conversão, mas também durante toda a sua vida cristã. Ao identi ficar a posição do crente "em Cristo", Paulo sugere a intimida­ de que existe entre o cristão e Cristo. Como a criança no útero da


mãe é uma personalidade individual, embora fazendo parte in­ tegrante da mãe, o cristão retém igualmente a sua personalidade individual enquanto está em Cristo. Esta expressão descreve a intimidade da relação Cristo/cristão mais do que qualquer ou­ tra expressão ou ilustração bíblica desse relacionamento. Comunhão com Deus A comunhão com Deus é como a maré; ela vem e vai. Este é outro termo para estar na presença de Deus. O cristão pode sentir, às vezes, uma comunhão mais profunda com Deus do que em outras ocasiões. Embora todos os cristãos estejam uni­ dos com Deus, relativamente poucos experimentam a comu­ nhão ou relacionamento com Cristo característico da vida cris­ tã mais profunda. Nossa união com Deus é realizada na con­ versão, mas nossa comunhão com Deus é uma experiência que geralmente envolve muitos passos. Os seis passos seguintes para a comunhão sugerem como esta experiência ocorre. O primeiro passo para experimentar comunhão com Cris­ to é o conhecimento. O apóstolo Paulo sempre usou a fórmula "não sabeis" ou "ignorais" ao apresentar algum aspecto da ex­ periência cristã (veja Rm 6.3). Para alguns, simplesmente com­ preender aspectos da união do crente com Deus é o início de uma comunhão mais profunda com Cristo. Não é possível apre­ ciar plenamente qualquer verdade que não seja pelo menos em parte compreendida intelectualmente. O arrependimento dos pecados conhecidos é o segundo passo para entrar numa comunhão mais profunda. O arrependimento envolve afastar-se do pecado e ser purificado dele. Ao arrepen­ der-se, o cristão (1) sonda o seu coração para ver se há algum pe­ cado bloqueando a sua comunhão com Deus; (2) pede perdão pelo pecado (veja 1 Jo 1.9); (3) pede que Deus perdoe com base no san­ gue de Jesus Cristo (veja 1 Jo 1.7); e (4) promete aprender as lições da experiência, para que isso não aconteça de novo. O terceiro passo para a comunhão com Deus é o passo de fé. Muitas vezes, entrar em comunhão é questão de agir con­ forme a Palavra de Deus. Os cristãos apropriam-se da vi­ da mais profunda da comunhão pela fé, assim como a pessoa


apropria-se da vida eterna da salvação pela fé. O quarto passo no processo é render-se ou entregar-se com­ pletamente a Deus. Render-se é a resposta de uma vez para sem­ pre a Deus, que governa todas as respostas futuras a Ele. A entrega inicial da sua vida a Deus é seguida por uma repetição diária dessa entrega, mediante a obediência aos estímulos do Espírito Santo em sua vida. Isto foi descrito como dizer um grande SIM!, seguido de um sim diário a Deus. O quinto passo é expresso em obediência. A atitude de render-se a Deus é expressa em obediência ativa à vontade co­ nhecida e revelada de Deus. Os cristãos usam às vezes a entre­ ga como uma desculpa pela sua atitude passiva no serviço para Deus, mas os que se entregam verdadeiramente a Deus dese­ jam trabalhar para Ele. O sexto passo para experimentar comunhão com Deus é crucificar a si mesmo ou levar a sua cruz. A Bíblia ensina que a velha natureza foi crucificada com Cristo (veja G12.20). O cris­ tão deve agir agora de acordo com o que aconteceu. Deste modo,, quando tentados a pecar, devemos responder como se estivéssemos mortos; mas, quando instigados pelo Espírito San­ to, devemos mostrar que estamos vivos para a Sua orientação (veja Rm 6.11). C o m o O E s pír it o S a n t o O p e r a N A m a d u r e c im e n t o D o C r is t ã o

o

Os nom es do E sp írito Santo n o a m a d u r e c im e n to enfatizam a Sua obra de nos tornar mais semelhantes a Jesus. Mas como Ele realiza esta obra? O Espírito Santo amadurece o cristão apoiando os processos que levam ao crescimento, da mesma forma que os pais contribuem para o crescimento físico v dos filhos alimentando-os, insistindo para que tenham descan­ so suficiente, encorajando-os em suas atividades físicas etc. Embora o Espírito Santo possa fazer muitas coisas específicas na vida do cristão para ajudar o processo de amadurecimento, alguns princípios gerais mostram como Ele nos ajuda a nos tor­ nar mais parecidos com Jesus.


Princípio de Crescimento da Árvore O princípio de crescimento da árvore começa no interior e se manifesta exteriormente. O salmista notou: "O justo florescerá como a palmeira, crescerá como o cedro no Líbano" (SI 92.12). A comparação entre estas árvores e o cristão enfatiza que o cres­ cimento deste tem sua origem na vida interior e não nas cir­ cunstâncias externas. As palmeiras podem suportar muitas ----- ---------------------------- y ------------------- J „ . .------a

parte interna da palmeira apodrece, ela começa a murchájS e morrer. O princípio de crescimento da árvore é tambér nado no Novo Testamento. Jesus advertiu os discíp\ iÍés;J''Pe­ los seus frutos os conhecereis" (Mt 7.20). Jesy^jtòs^dfl zer com isto que eles podiam discernir entre os vá^dMÍ)ms e os falsos mestres pelo fruto produzido em suá§\£id;\ Mais tarde, Ele usou a imagem de uma videira e seuáfkihhà para incentivar os discípulos a dar fruto (veja Jo 153í8)>~Jl2) apóstolo Paulo tam­ bém descreveu o caráter cíísfap corrio fruto do Espírito Santo (veja G1 5.22,23). O Espírito Santo/ámàdurece os cristãos segundo o princí­ pio de crescimeát4dá; arvore, sendo aquela vida interior que produ; _ i eágtímiai na vida exterior dos crentes. Quando permitimos ql<' ÍMEspírito Santo viva através de nós, o fruto espirituíír ri^fòrma de caráter espiritual aparecerá. Quando itraYlftflüênci as predominam em nossa vida, uma espécie ie fruto em breve se tornará evidente. rincípio da Graça Conforme Necessário um segunao principio que governa o ministério ae amadure­ cimento do Espírito Santo é o da graça conforme necessário. Muitos cristãos gostariam de ter uma experiência instantânea com o Espírito Santo que eliminasse todo pecado e imaturida­ de em suas vidas. Muitos desejariam a maturidade instantâ­ nea, mas o Espírito Santo não pretendeu realizar Sua obra des­ ta forma. Pelo contrário, o Espírito da Graça dá constantemen­ te graça conforme necessário para cada passo no processo de maturação.


Um pai não traria um bebê recém-nascido da maternida­ de para casa, dando-lhe uma porção de alimento de uma vez e esperando que amadurecesse completamente em uma sema­ na. O amadurecimento das crianças leva anos; alguns pais che­ gam até a imaginar se um dia completarão essa tarefa. Deus, do mesmo modo, não espera que os cristãos se transformem em gigantes espirituais da noite para o dia. Pelo contrário, o Espírito Santo dá graça aos cristãos conforme necessário, dia a dia, no decorrer de muitos anos, à medida que Ele os amadure­ ce. Princípio da Glória em Glória Quando Paulo escreveu aos coríntios sobre o ministério de amadurecimento do Espírito Santo, ele notou: "E todos nós com o rosto desvendado, contemplan­ do, como por espelho, a glória do Senhor, somos transformados de glória em glória, na sua própria imagem, como pelo Senhor, o Espírito" (2 Co 3.18). / O princípio da glória em glória reconhece um dos proces­ sos usados pelo Espírito Santo na maturação dos crentes. Ao que parece, a maturidade não era naquele tempo uma experi­ ência única com o Espírito Santo que transformava instantanea­ mente os cristãos carnais em gigantes espirituais. Pelo contrá­ rio, era um processo pelo qual os cristãos se tornavam cada vez mais semelhantes a Cristo, ao focalizarem sua atenção na gló­ ria do Senhor. Paulo se refere também a este princípio em sua Epístola aos filipenses. Ele expressou ali sua confiança: "Estou plena­ mente certo de que aquele que começou boa obra em vós há de completá-la até ao dia de Cristo Jesus" (Fp 1.6). Este cresci­ mento espiritual prático, em direção à maturidade, faz parte da vontade de Deus para cada cristão (veja 1 Ts 4.3). Estas mudanças para uma semelhança maior com Cristo não pode­ riam ser feitas em separado do ministério de amadurecimento do Espírito Santo.


Principio do Encorajamento Mediante Confirmação Um quarto princípio de amadurecimento usado pelo Espírito Santo é o do encorajamento mediante confirmação. Quando um aluno se esforça para aprender uma nova matéria, o pro­ fessor muitas vezes chama sua atenção para o progresso já fei­ to. O professor mede o progresso no crescimento para motivar o aluno a continuar dominando novos conhecimentos. Da mesma forma, o Espírito Santo nos encoraja a tornar-nos mais parecidos com Cristo fazendo-nos compreender ocasionalmente quanto já nos transformamos. Este é um princípio importante a ser lembrado, à medida que nos esforçamos para quebrar hábitos nocivos ou desenvol­ ver disciplinas espirituais sadias em nossas vidas. Algumas vezes, reconhecer a enormidade de uma mudança significativa que precisa ser levada a efeito em nossa vida pode fazer com que desanimemos em n osso crescimento espiritual. Nestas ocasiões, especialmente, precisamos fazer uma pausa e com­ preender o que o Espírito Santo tem feito nesta obra de tornarnos mais semelhantes a Jesus. Na maioria dos casos, o grande desafio à nossa frente torna-se mais real quando reconhecemos a mudança maior que já ocorreu. Princípio da Ajuda Disponível O quinto princípio de maturação que governa este aspecto do ministério do Espírito Santo é o princípio da ajuda disponível. Nenhum cristão precisa sentir que deve lutar sozinho contra o mundo, a carne e o diabo. O Espírito Santo vive em cada cristão e opera constantemente para ajudar-nos a nos tomar como Jesus. "Não vos sobreveio tentação que não fosse huma­ na; mas Deus é fiel, e não permitirá que sejais tenta­ dos além das vossas forças; pelo contrário, junta­ mente com a tentação, vos proverá livramento, de sorte que a possais suportar" (1 Co 10.13). Este versículo ilustra duas maneiras pelas quais o princípio da ajuda disponível opera em nossas vidas. Primeiro, o Espírito


Santo colocou limites razoáveis aos problemas que permitirá em nossas vidas. Isto é ilustrado na experiência de Jó no Anti­ go Testamento, que foi protegido por Deus (veja Jó 1.10). Mes­ mo quando Deus permitiu que Satanás introduzisse problemas na vida de Jó, Ele estabeleceu limites — sabendo o que Jó podia suportar (veja Jó 1.12; 2.6). Segundo, o Espírito Santo também oferece soluções para quaisquer dificuldades que permite que enfrentemos. Sempre que encontramos um problema que parece insuperável, pode­ mos confiar em que o Espírito Santo já preparou um meio de fuga para tomá-lo mais suportável. Os nomes do Espírito Santo no ministério de amadureci­ mento enfatizam a nossa responsabilidade como cristãos de continuar crescendo na graça. No Antigo Testamento, os pro­ fetas muitas vezes chamaram Israel para considerar as suas origens e compreender quanto Deus fizera por eles como na­ ção. Esta é uma boa prática para os cristãos hoje. Ao concluir este capítulo, tome alguns minutos para fazer uma lista das evidências de crescimento na sua vida enquanto recapitula o ministério de amadurecimento do Espírito desde que se tor­ nou cristão.


C a p ít u l o 4

^ T m h m ôs 'P a ta

O/ Hinlslétlc ?)« ÓhsIhô 'Dô é-sftítUó £anlõ


N o m es D o E s p ír it o S a n t o N o M in is t é r io D e E n s in o 1. Unção 2. Espírito de Revelação 3. Espírito da Verdade 4. Espírito de Conheci­ mento 5. Espírito de Moderação

Remove a cegueira espiritual. Revela a verdade espiritual. Comunica o conteúdo da verdade. Faz com que os crentes conheçam fatos sobre Deus. Remove o medo e permite o pensamento racional.

uando você lê as Escrituras e um versículo parece "pu­ lar da página", mostrando uma verdade que nunca ti­ nha notado antes, esse é o ministério do Espírito Santo com que veja essa verdade. Em outras ocasiões, você pode estar ouvindo um sermão ou lição bíblica e um pensa­ mento se ilumina. Você vê Cristo claramente. Essa é a obra do Espírito Santo. O Espírito Santo é o Iluminador, o Professor, Aquele que remove sua cegueira espiritual. Ao orar: "Desvenda os meus olhos, para que eu contem­ ple as maravilhas da tua lei" (SI 119.18), você está pedindo que o Espírito Santo lhe mostre coisas novas na Bíblia. O Espírito Santo é o seu Ajudador. Assim como o profes­ sor do jardim-da-infância ajuda os alunos a aprender as letras do alfabeto ou a somar dois mais dois, o Espírito Santo ajuda os bebês em Cristo a reconhecer a verdade cristã básica, ou os cren­ tes amadurecidos a compreender a vida cristã mais profunda. O Espírito Santo é nosso professor. Jesus prometeu enviar o Espírito, acrescentando: "Esse vos ensinará todas as cousas e vos fará lembrar de tudo o que vos tenho dito" Qo 14.26). Embora esta referência possa estar diretamente ligada aos discípulos, ela certa­ mente se aplica a nós hoje. A seguir, Jesus prometeu que o Profes­ sor "vos guiará a toda a verdade" 0o 16.13). Paulo identificou também o ministério de ensino do

S


Espírito Santo quando lembrou aos coríntios: "Disto também falamos, não em palavras ensinadas pela sabedoria humana, mas ensinadas pelo Espírito, conferindo cousas espirituais com palavras espirituais" (1 Co 2.13). Mais tarde, João enfatizou também o ministério de ensino do Espírito Santo, lembrando aos cristãos: "Quanto a vós outros, a unção que dele recebestes permanece em vós, e não tendes necessidade de que alguém vos ensine; mas, como a sua unção vos en­ sina a respeito de todas as cousas, e é verdadeira, e não é falsa, permanecei nele, como também ela vos ensinou" (1 Jo 2.27). Nesta passagem, a "unção" ocorre quando o Espírito Santo desce sobre o crente e o unge com a Sua própria Pessoa. O crente recebe o Espírito Santo, que lhe ensina as coisas espirituais. Pensamos geralmente em Jesus como o Mestre; este foi o nome usado para dirigir-se a Ele, mais do que qualquer outro nome. O título Mestre não é aparentemente usado para descre­ ver o Espírito Santo como o foi para Jesus, mas o Espírito Santo desempenha todos os deveres de um professor: Ele guia, reve­ la, ensina, fala, mostra, lidera e, como faz o professor humano, reprova, corrige e convence. O E s p ír it o S a n t o C o m o P r o f e s so r

Este capítulo descreverá o Espírito Santo em Seu ministé­ rio de ensino, empregando vários nomes. N o m es D o E sp írito S a n t o N o M in is t é r io D e E n sin o

1

1. Unção (veja 1 Jo 2.27)

2. Espírito de Conselho (veja Is 11.2) 3. Espírito de Revelação (veja Ef 1.17) 4. Espírito da Verdade (veja Jo 14.17)

'


Unção Quando João descreveu o Espírito Santo como a Unção, ele enfatizou Seu ministério de ensino direto (veja 1 Jo 2.27). Al­ guns usaram esta declaração para justificar sua recusa em apren­ der de professores humanos. Na verdade, João não disse que é errado aprender com professores humanos (ele mesmo estava ensinando outros enquanto escrevia essas palavras), mas ape­ nas que os professores não eram incondicionalmente necessá­ rios para ajudar os cristãos a distinguir a verdade do erro. A m aioria dos professores bíblicos concorda que João escreveu esta epístola para advertir os cristãos sobre os falsos ensinos dos mestres heréticos. Ao fazer isso, ele lembrou aos leitores que a Unção ensina a verdade, e não mentiras, sendo, portanto, mais confiável do que os professores humanos que podem ou não ensinar a verdade. O Espírito Santo impediu muitas vezes que os cristãos novos se envolvessem num culto religioso, advertindo-os de algum erro na doutrina da seita. Algumas vezes, eles não en­ tendem este ministério direto da Unção até que façam um retrospecto anos mais tarde e vejam como o Espírito Santo os ajudou a discernir entre a verdade e o erro ao estudarem as Escrituras. Além da proteção contra lições negativas, o Espírito San­ to irá ensinar pela Sua unção. Ele remove a cegueira espiri­ tual daqueles "nos quais o deus deste século cegou os enten­ dimentos" (2 Co 4.4). O mundanismo cegou-nos para o plano de Deus e não conseguimos entender os princípios da salva­ ção. O Espírito Santo é o Professor que nos mostra o signifi­ cado da cruz. Como Professor, o Espírito Santo também ensina sobre Jesus Cristo. Alguns foram cegados "para que não lhes res­ plandeça a luz do evangelho da glória de Cristo, o qual é a imagem de Deus" (2 Co 4.4). O Espírito Santo exalta Jesus Cris­ to, para que possamos vê-lO. Jesus explicou: "Porque não fala­ rá por si mesmo...Ele me glorificará" (Jo 16.13,14). O tema prin­ cipal do currículo do Espírito Santo é o Senhor Jesus Cristo.


Espírito de Revelação Quando Paulo orou para que os efésios pudessem ter o Espírito da Revelação (veja Ef 1.17), Ele enfatizou o ministério de ensino do Espírito Santo ao mostrar-nos coisas que não saberíamos de outra forma, em separado do Seu ministério. Um bom professor comunica não só os fatos de uma lição, mas também sugestões que ajudem o aluno a compreender e apreciar as associações que ligam esses fatos. O Espírito de Revelação ensina aos cristãos critérios sobre a vida, ajudando-os a compreender as forças que operam nela. Os crentes que aprendem por meio do ministério de ensino do Espírito Santo terão uma idéia melhor do que Deus está fazendo na vida e através da vida deles. Espírito da Verdade Outro nome do Espírito Santo no ministério de ensino, que enfatiza o Seu ensino, é o título Espírito da Verdade (veja Jo 14.17). Como Espírito da Verdade, tudo o que o Espírito Santo ensina é caracterizado pela verdade. Isto significa que as lições do Espírito Santo são corretas e Seus alunos podem ter completa confiança no que aprendem. Ensinei em faculdades e seminários cristãos durante 33 anos. Gostaria de poder dizer que nunca cometi um erro, mas não posso. Outro dia mesmo, apontei para um pronome num versículo e afirmei à classe que era uma referência a Paulo, quan­ do na verdade ele se referia a Cristo. Percebi meu erro, corrigio e continuei a aula. Mas o Espírito Santo é exato e jamais se contradiz, porque Ele é o Espírito da Verdade. O E s p ír i t o A j u d a

Espírito - ►

no

j

Professor

E n s in o

P ro fesso r

ju d a n o

A

p r e n d iz a d o

Q

2 Bíblia

C o m u n ic a ç ã o A t iv a do

O E s p ír i t o A

Bíblia

B Aluno

R e c e p ç ã o e A p l ic a ç ã o P o r P a r t e d o A lun o


F u n ç ã o D o E spír it o S a n t o N

o

A p r e n d iz a d o

Na seção anterior, o Espírito Santo foi enfatizado como Professor. Devemos notar aqui que alguns dos nomes do Espí­ rito Santo no ministério de ensino aparentemente enfatizam o aprendizado, e não o ensino. O alvo de todo ensino é aprender. Defini ensino como "orientação das atividades de aprendiza­ do". Nenhum professor ensinou realmente até que o aluno te­ nha aprendido a lição. Estes são alguns dos termos aplicados ao Espírito Santo que enfatizam o aprendizado: !

N

o m es

1. 2. 3. 4.

D

o

Espírito Espírito Espírito Espírito

E sp ír it o S a n t o N

o

A p r e n d iz a d o

de Conhecimento (veja Is 11.2) de Moderação (veja 2 Tm 1.7) de Entendimento (veja Is 11.2) de Sabedoria (veja Ex 28.3)

Espírito de Conhecimento Como Espírito de Conhecimento (veja Is 11.2), o Espírito Santo capacita Seus alunos a compreender os fatos básicos sobre Deus e o Seu mundo. Estas lições espirituais tornam-se o alicerce do restante do Seu ministério de ensino em nossa vida. O princi­ pal objetivo do ministério de ensino do Espírito Santo é au­ mentar nosso conhecimento experimental de Deus. Por exemplo, sabemos que mentir é errado, mas o Espíri­ to Santo revela a verdadeira natureza das nossas "lorotas", como gostamos de chamá-las. Ficamos então horrorizados com o que dissemos. Temos apenas um conhecimento teórico dos nossos atos até que o Espírito Santo revele a sua verdadeira natureza. O mesmo pode ser dito da verdade positiva. Alguém conhece Jesus por ter assistido a um filme de Natal ou Páscoa. Ouve um sermão ou lê um livro cristão, mas não tem um relaciona­ mento experimental com Jesus Cristo. O Espírito Santo revela então Jesus Cristo a esta pessoa, que está sofrendo por causa do pecado. Este é o ministério do Espírito Santo como Professor, que é também o Espírito de Conhecimento.


Da rtossa perspectiva como alunos do Espírito Santo, de­ vemos confiar nEle para ensinar-nos a ter maior compreensão intelectual de Jesus e maior comunhão com Ele. O Espírito Santo não sussurra em nossos ouvidos duran­ te uma prova, quando oramos por uma resposta que não foi decorada. O Espírito Santo ilumina as Escrituras quando estu­ damos e aprendemos a Palavra de Deus. Ele nos ajuda a apren­ der e reter o conhecimento de coisas espirituais. O Espírito Santo trabalha nas nossas habilidades, para podermos ter ilu­ minação espiritual. Espírito de Moderação Alguns cristãos portam-se irracionalmente, às vezes, enquanto afirmam estar sob a influência do Espírito Santo. A Bíblia, po­ rém, promete que Deus nos dará um "Espírito de moderação" (2 Tm 1.7). Esta moderação é comunicada a nossos espíritos pelo Espírito Santo. Ele nos impede de ter medo ou de sofrer outras pressões emocionais que nos fariam cometer tolices ou tomar decisões insensatas. Ele trabalha com o nosso espírito para nos dar confiança. Quando as pessoas se convertem a Cristo, o ministério do Espírito Santo em suas vidas quase sempre resulta numa capacidade acentuada de pensar racionalmente, sem que suas mentes fiquem obscurecidas pelo efeito de drogas, álcool, por­ nografia e assim por diante. Você talvez já tenha experimenta­ do o ministério do Espírito Santo em sua vida, levando-o a uma nova direção que o surpreendeu. Outras vezes, o Espírito de Moderação capacita-nos a aprender mediante a aplicação racio­ nal da verdade que já conhecemos. Ele espera que reflitamos sobre os assuntos envolvidos e cheguemos a uma conclusão, assim como o aluno universitário faz um curso de pesquisa in­ dependente. Esta é tanto uma experiência de aprendizado para o cristão como um ministério de ensino do Espírito Santo. Espírito de Entendimento Um terceiro passo no processo de aprendizado envolve rece­ ber discernimento do "Espírito... de entendimento" (Is 11.2).


Entender é a habilidade de discernir as leves diferenças envol­ vidas em duas ou mais opções. Não podemos simplesmente olhar para um problema e procurar chegar a uma conclusão racional com base no que é conhecido. Podemos confiar no Espírito de Entendimento para dar-nos uma idéia que de outra forma talvez não tivéssemos. O Espírito pode ter-nos ensinado outras lições e, portanto, no ato de tomar uma decisão, Ele nos ajuda a fazer a escolha correta. E sp írito de S ab ed o ria

Como o "espírito de sabedoria" (Ex 28.3), o Espírito Santo nos ensina a encarar a vida pela perspectiva de Deus. Sabedoria é a capacidade para aplicar corretamente todos os fatos ou co­ nhecimentos que aprendemos. Um jovem médico pode ter muito conhecimento, mas não possui a sabedoria de seu pai que nunca cursou a faculdade. O pai sábio sabe como aplicar os fatos que conhece. Como o Espírito de Conhecimento, o Espírito Santo toma os fatos que ensina e, como o Espírito de Entendimento, Ele ajuda o crente a aplicá-los em sua vida. Atese do livro de Pro­ vérbios pode ser parafraseada como segue: "Filho meu, procu­ ra o conhecimento para que possas obter sabedoria". Quando os cristãos se encontram numa situação na qual não sabem o que fazer, devem orar pedindo mais sabedoria (veja Tg 1.5). Uma das formas de Deus responder a tal oração é mediante o ministério do Espírito de Sabedoria. C omo

o

E s pír it o S a n t o E n sin a

Todos os bons professores compreendem que certas leis do ensino e do aprendizado realçam seu ministério de ensino se forem constantemente aplicadas. Da mesma forma, o Espí­ rito Santo nos ensina as verdades de Deus segundo determina­ dos princípios. Embora muitos princípios de ensino possam ser extraídos dos nomes do Espírito Santo neste ministério, os seguintes ilustram como o Espírito Santo nos ensina e como podemos ensinar mais eficientemente a outros.


P rin cíp io do P rep aro

O preparo como um princípio no ministério de ensino do Espí­ rito Santo é ilustrado na maneira como Ele revelou a vontade de Deus para os escritores humanos das Escrituras. O Espírito Santo usou 40 escritores num período de cerca de 1.600 anos para completar os 66 livros da Bíblia. O produto acabado pode ser lido pelo leitor comum em cerca de 80 horas. Um livro do tamanho da Bíblia poderia ter sido certamente escrito em me­ nos do que os 1.600 anos ou mais que o Espírito Santo levou para escrevê-lo. Afinal de contas, a própria Bíblia afirma que a Palavra de Deus está para sempre "firmada... no céu" (SI 119.89). E provável que o Espírito Santo pudesse ter ditado a Palavra de Deus para um datilografo eficiente que a transcreveria em questão de semanas ou meses, e não séculos. Uma das razões de o Espírito Santo ter levado tempo para ensinar as Escrituras às gerações de pessoas está ligada ao prin­ cípio do preparo. Antes de poder ensinar o ponto central das Escrituras, que é a salvação provida por Cristo na cruz, Ele pre­ cisou ensinar primeiro ao povo a lei do Antigo Testamento, mostrando a necessidade da salvação. As lições ensinadas por Ele, através dos profetas, serviram para reforçar nossa incapa­ cidade de cumprir a lei. Isto ajudou a preparar outras gerações para receberem a mensagem do evangelho. Depois de ensinar o meio de salvação, o Espírito Santo ensinou a viver a vida cris­ tã, mediante os apóstolos. Em cada caso, a lição não era ensi­ nada antes que a preparação tivesse sido feita. Se você já é cristão há algum tempo, compreende que o Espírito Santo ensina melhor quando você está preparado para aprender uma nova verdade. Já leu alguma vez uma passagem conhecida das Escrituras e aprendeu algo novo para aplicar à sua vida? Por que o Espírito Santo não lhe ensinou esse princípio quando você leu essa passagem pela primeira vez? Uma razão pode ter sido que você não estava preparado para aprender o princípio. Em nossa resposta ao ministério de ensino do Espírito Santo, precisamos estar aber­ los às instruções dEle e ficar preparados para aprender tudo que Ele quer ensinar-nos.


Princípio da Variedade O Espírito Santo revelou a verdade aos escritores bíblicos de vários modos, inclusive sonhos, conversas verbais, eventos his­ tóricos e processos racionais de pensamento. Em certas oca­ siões, o Espírito escreveu ou ditou a mensagem diretamente. Ele não confiou apenas em um método provado de ensino, uti­ lizando-se dele até se tornar ineficaz. Em Seu ministério de ensino na sua vida, você notou as vá­ rias maneiras como o Espírito Santo busca ensinar-lhe a verdade? Muitas vezes, Ele ensina enquanto lemos as Escrituras, ouvimos uma lição ou um sermão que está sendo pregado. Em outras oca­ siões, Ele pode permitir que certas circunstâncias da vida nos en­ sinem lições importantes. Algumas vezes, Ele fala por meio dos conselhos formais ou informais de outros, quando compartilham o que aprenderam do Espírito Santo. Numa outra ocasião, o Espí­ rito Santo pode usar a literatura cristã, o rádio ou a televisão para nos ensinar o que Ele quer que saibamos. Não devemos surpre­ ender-nos com os vários meios criativos pelos quais o Espírito Santo procura ensinar-nos lições importantes. Uma lição fundamental pode ser aprendida aqui por aque­ les que procuram transmitir aos próprios filhos ou aos de ou­ tros o que o Espírito Santo lhes ensinou. Não devemos confiar num único meio de ensino para comunicar a outros, mas com­ preender que variar os nossos métodos tornará nossas aulas mais interessantes e geralmente resultará num aprendizado melhor por parte dos alunos. Princípio de Reação à Vida Um terceiro princípio implícito nos nomes do Espírito no mi­ nistério de ensino é o princípio de reação à vida. O Espírito Santo não nos ensina simplesmente para expandirmos o nosso conhecimento, mas para comunicar verdades que devemos aplicar em nossas vidas. Quando Ele ensina, espera ver em Seus alunos uma reação à vida. De tempos em tempos, é bom que os cristãos avaliem até que ponto estão aplicando as lições ensinadas pelo Espíri­ to Santo. Nos seis últimos meses, que novas lições o Espírito


Santo lhe ensinou? Que diferença essas lições fizeram em sua vida? Que diferença elas poderiam fazer em sua vida se você fosse mais receptivo ao ensino do Espírito Santo? Este é também um princípio que deve caracterizar o nos­ so ministério de ensino. Quando ensinamos a outros, nossa principal preocupação deve ser mudar as suas vidas por meio da verdade, em vez de comunicar simplesmente o conteúdo como um fim em si mesmo. Isto se aplica especialmente quan­ do ensinamos a Bíblia, que foi escrita "a fim de que o homem de Deus seja perfeito e perfeitamente habilitado para toda boa obra" (2 Tm 3.17).

Princípio de Recapitulação Muitos versículos no manual do Espírito Santo, a Bíblia, ensi­ nam a importância da recapitulação como um princípio de ensi­ no. O estilo repetitivo de ensino do Espírito Santo pode ser ilus­ trado quando frases são repetidas para enfatizar um ponto: "Pre­ ceito sobre preceito, preceito e mais preceito; regra sobre regra, regra e mais regra; um pouco aqui, um pouco ali" (Is 28.13). Repetição e recapitulação são o segredo do aprendizado. O uso da recapitulação pelo Espírito Santo no Seu minis­ tério de ensino fica evidente na vida cristã. Certas coisas ensi­ nadas pelo Espírito Santo no início da nossa fé são repetidas periodicamente por toda a vida cristã. A maioria dos cristãos aprende bem cedo que precisa orar regularmente. Mas esta é uma lição que freqüentemente esquecemos. Precisamos ser então lembrados dela, se quisermos ter uma vida de oração efi­ caz. O mesmo aplica-se ao nosso estudo bíblico pessoal, do compartilhamento de nossa fé com outros e a muitas outras lições que o Espírito Santo tem de repetir para nossa edificação. O bom professor periodicamente tomará tempo para r ver as lições anteriores. Essas lições servem de base para ensi­ nar uma nova verdade. Se os alicerces de uma estrutura enfra­ quecerem, toda a estrutura desmoronará. Portanto, os profes­ sores devem recapitular as lições básicas com os alunos, a fim de assegurar que essas verdades fundamentais sejam bem aprendidas.


Princípio das Novas Fronteiras Por último, o princípio das novas fronteiras lembra-nos que o ministério de ensino do Espírito Santo é permanente em nos­ sas vidas. O Espírito Santo sempre pode ensinar-nós algo novo, e o fará se nos abrirmos para Ele. O aprendizado deve expan­ dir constantemente as nossas fronteiras. Os bons professores compreendem que seus alunos pre­ cisam ser constantemente desafiados com novas verdades. Embora a recapitulação seja importante, repetir sempre os fun­ damentos sem avançar para outros temas eventualmente frus­ trará os alunos no seu aprendizado, promovendo com freqüên­ cia problemas de disciplina no ambiente educacional (lar, esco­ la, igreja etc.). Mas, quando os alunos são desafiados com no­ vas fronteiras, eles reagem entusiasticamente em relação ao ensino. Os nomes do Espírito Santo no ministério de aprendiza­ do lembram-nos de um ministério significativo do Espírito em nossas vidas hoje. Nossa resposta a estes nomes deve ser du­ pla. Primeiro, se o Espírito Santo estiver ensinando, devemos ter ânsia de aprender. Aprender as lições que Ele ensina resulta numa vida transformada. Segundo, compreendendo que o Espírito Santo muitas vezes ensina indiretamente, através de outros, devemos estar dispostos a participar do Seu ministério de ensino na vida de outros. Uma razão para o Espírito Santo ensinar-nos essas li­ ções é equipar-nos para comunicá-las a outras pessoas (veja 2 Co 1.4; 2 Tm 2.2). Os nomes do Espírito Santo no ministério de ensino são tanto um convite para aprendermos pessoalmente como também uma motivação para que ensinemos a outros.


T er c eir a P arte

/4 /V a £tt*û a a 7

) *

òspitUô £ a n tó ❖


C a p ít u l o 5

^“C

qm hós

' D e s c t e o e t ià ô

/ 4 ^ b e n t lb u H é

T > e é s p ít U o £ > a n t ó


O 1. 2. 3.

Espírito Santo é uma Pessoa Ele é uma Pessoa. O pronome "Ele" Ele tem emoções. O Amor do Espírito Ele toma decisões independentes. O Mesmo Espírito

O Espírito Santo É Deus 1. O Espírito como Elohim 2. O Espírito como Jeová 3. O Espírito como Shekinah 4. O Espírito como Shaddai 5. O Espírito como El Elyon

Ele é o Deus do Antigo Testamento. Ele é o Senhor no Antigo Testamento. Ele é a glória de Deus. Ele é forte para sustentar o crente. Ele é o possuidor do céu e da terra.

m toda a Escritura, um dos meios de Deus revelar-se à humanidade é designando nomes significativos para Si mesmo. Em dois de meus livros anteriores, My Father's Names ("Os Nomes de Meu Pai") e The Names o f Jesus ("Os No­ mes de Jesus"), nomes selecionados de Deus e de Jesus foram considerados para aprender o que eles ensinavam sobre a iden­ tidade da Primeira e Segunda Pessoas da Trindade. Podemos igualmente aprender mais sobre a natureza e a identidade do Espírito Santo examinando os nomes que a Escritura atribui a Ele, a Terceira Pessoa da Trindade. Dois erros são geralmente cometidos ao considerar a iden­ tidade do Espírito Santo. Primeiro, alguns tendem a pensar nEle como uma espécie de influência ou conceito, em vez de uma pessoa distinta. Segundo, alguns tendem a pensar no Es­ pírito Santo como importante, mas como algo ou alguém infe­ rior a Deus Pai e Jesus. Embora muitos argumentos possam ser usados para discutir essas falsas opiniões sobre o Espírito Santo, entender os nomes da Sua identidade ajudará os cris­ tãos a compreender o Espírito Santo. Num certo sentido, todo nome atribuído a Ele na Escritura é uma identificação, mas os nomes considerados aqui identificam especialmente a

E


duzindo a frase como "the Spirit Himself" ("o próprio Espírito" ou "o mesmo Espírito", em português — SBB), que capta o signi­ ficado do apóstolo sem sugerir algo que jamais foi pretendido. A Bíblia diz "Quando Ele vier" ao identificar o Espírito Santo em João 16.8. A decisão de João de usar o pronome mas­ culino ekeinos ao referir-se ao Espírito Santo e o uso da tradu­ ção "Ele" em lugar do pronome neutro ("it" em inglês) demons­ tram um esforço para refletir a ênfase apostólica sobre a perso­ nalidade do Espírito Santo. Se Ele fosse apenas uma influên­ cia, o pronome neutro poderia ser usado. Mas, por ser uma Pessoa, é empregado o pronome masculino para Ele, assim como o é para Deus Pai e Jesus. Quando João utilizou este pronome para descrever o Espírito Santo, não foi por erro involuntário. O Espírito Santo é uma Pessoa, como demons­ trado em toda a Bíblia. Os vários atributos e atos da personali­ dade são atribuídos ao Espírito Santo. Personalidade implica a existência de certas característi­ cas: intelecto, emoção ou sensibilidade e volição ou livre-arbítrio. Paulo enfatizou a capacidade intelectual do Espírito San­ to de saber as coisas: "Por que, qual dos homens sabe as cousas do homem, senão o seu próprio espírito que nele está? assim também as cousas de Deus ninguém as conhece, senão o Espí­ rito de Deus" (1 Co 2.11). Paulo compreendeu também que a capacidade racional do Espírito Santo incluía sabedoria e co­ municação quando orou "para que o Deus de nosso Senhor Jesus Cristo, o Pai da glória, vos conceda espírito de sabedoria e de revelação no pleno conhecimento dele" (Ef 1.17). Um aspecto emocional do Espírito Santo é também evi­ dente nas Escrituras. Paulo descreveu as emoções positivas do Espírito Santo quando se referiu ao "amor do Espírito" (Rm 15.30). Ele falou também da habilidade do Espírito para sentir empatia com os nossos conflitos emocionais íntimos: "Também o Espírito, semelhantemente, nos assiste em nossa fraqueza; porque não sabemos orar como con­ vém, mas o mesmo Espírito intercede por nós sobre­ maneira com gemidos inexprimíveis" (Rm 8.26).


Uma das emoções negativas do Espírito Santo é a Sua capacidade de ser entristecido: "E não entristeçais o Espírito de Deus" (Ef 4.30). Isaías citou um exemplo de como Israel fez isso: "Mas eles foram rebeldes, e contristaram o seu Espírito Santo" (Is 63.10). O Espírito Santo tem a capacidade de respon­ der emocionalmente às idéias e experiências que encontra. O Espírito Santo possui vontade e capacidade para tom decisões. Na sua discussão dos dons espirituais na igreja de Corinto, Paulo usa o título "o mesmo Espírito" cinco vezes (1 Co 12.4-11) ao descrever a decisão independente do Espírito de distribuir diferentes dons a diferentes cristãos. Quando o termo grego autos é precedido de artigo, ele é traduzido "o mes­ mo", sendo distinguido de um pronome pessoal ou reflexivo, seja ou não seguido de substantivo. E também interessante notar que Paulo pode estar usando esta forma para identificar as ou­ tras pessoas distintas da Divindade neste contexto, embora os termos "o mesmo Senhor" e "o mesmo Deus" possam ser tam­ bém nomes do Espírito Santo (1 Co 12.5,6). Em outros pontos das Escrituras, o Espírito Santo é igual­ mente descrito como ensinando (veja Jo 14.26), testemu­ nhando (veja Jo 15.26), guiando (veja Rm 8.4), falando (veja 1 Co 2.13), esclarecendo (veja Jo 16.13), agindo (Gn 6.3), orde­ nando (veja At 8.29), intercedendo (veja Rm 8.26), enviando obreiros (veja At 13.4), chamando (vej Ap 22.17), consolando (veja Jo 16.7) e trabalhando (veja 1 Co 12.11). Estes atos não podem ser realizados por uma simples influência ou força. Só uma pessoa inteligente, emocional e ativa poderia fazer tudo que a Bíblia ensina que o Espírito Santo realiza. O E sp ír it o S a n t o É D

eu s

Os nomes que identificam o Espírito Santo também reve­ lam a Sua natureza divina. Os nomes atribuídos ao Espírito Santo, tais como Deus, o Espírito de Deus, o Sopro do Altíssimo, a Voz de Deus, o Espírito que Vem de Deus, o Senhor, o Espírito do Senhor e a Glória do Senhor, tendem todos a enfatizar a Sua divindade. Estes são apenas alguns dos vários nomes do


.

N o m e s Do E s p í r i t o S a n t o No A n t i g o T e s t a m e n t o

1. Elohim 2. Jeová 3. Shekinah

4. Shaddai 5. El Elyon

O Espírito Santo como Elohim/Deus Alguns dos nomes de identificação do Espírito Santo o asso­ ciam a Elohim, um nome do Antigo Testamento para Deus. Es­ tes nomes incluem o Sopro de Deus (veja Jó 27.3), o Dedo de Deus (veja Lc 11.20), a Plenitude de Deus (veja Ef 3.19), o Dom de Deus (veja At 8.20), Deus (veja At 5.4), o Espírito de Deus (veja 1 Pe 4.14), o Selo de Deus (veja Ap 9.4), o Selo do Deus Vivo (veja Ap 7.2), os Sete Espíritos de Deus (veja Ap 3.1), os Sete Espíritos de Deus Enviados por Toda a Terra (veja Ap 5.6), 0 Espírito de Deus (veja Gn 1.2), o Espírito do Nosso Deus (veja 1 Co 6.11), o Espírito que Vem de Deus (veja 1 Co 2.12), o Espí­ rito do Deus Santo (veja Dn 4.8), o Espírito do Deus Vivo (veja 2 Co 3.3) e o Espírito do Senhor Deus (veja Is 61.1). O nome Elohim no Antigo Testamento, geralmente tra­ duzido "Deus", é o mais comum para Deus na Escritura. Este nome é derivado do termo hebraico El, significando "Forte". Portanto, Elohim é o Deus Forte que manifesta a Si mesmo pela Sua Palavra. Este nome é usado mais de 2.500 vezes no Antigo Testamento, em geral para lembrar o leitor da força ou fideli­ dade de Deus. É o nome usado na primeira (veja Gn 1.1) e na última (veja Ap 22.19) referência a Deus na Escritura, sen d o empregado freqüentemente em relação ao governo de Deus sobre a Sua criação. Os vários nomes de identificação do Espírito Santo que o associam a Elohim tendem a enfatizar a Sua natureza divina, especialmente quando manifestada na força e fidelidade da Sua Palavra. Em vista de o Espírito Santo ser o Autor divino das Escrituras, estes nomes fazem-nos lembrar da fidelidade da Bíblia. Também está implícita nesses nomes a capacidade do


Espírito Santo para realizar a Sua obra em nossas vidas e cum­ prir as promessas das Escrituras. O Espírito Santo como Jeová/Senhor Alguns dos termos de identificação do Espírito Santo o asso­ ciam a Jeová, outro nome do Novo Testamento para Deus. Es­ tes termos incluem o Sopro do Senhor (veja Is 40.7), o Senhor (veja 2 Co 3.17), o Espírito do Senhor (veja Jz 3.10), o Espírito do Senhor Deus (veja Is 61.1) e a Voz do Senhor (veja SI 29.3-9). Várias outras referências ao Espírito Santo são dadas num con­ texto que sugere um relacionam ento com Jeová, em bora o n om e Jeo v á não seja parte específica do título. O nome Jeová, impresso como SENHOR em muitas tra­ duções bíblicas1, significa "OAuto-Existente", segundo muitos eruditos. Ele é derivado do verbo "ser" repetido duas vezes. Jeová identifica-se como "Eu Sou O Que Sou" (Ex 3.14), impli­ cando tanto a Sua auto-existência como a Sua eternidade. O nome Jeová para Deus é usado cerca de 4.000 vezes na Bíblia, geralmente ligado ao Seu povo. Ele foi chamado de "nome de aliança d e Deus", por ser freqü en tem ente empre­ gado para identificá-lo em Seus tratos com o homem (veja Gn 2.15-17; 3.14-19; 4.15; 12.1-3). Se Elohim (Deus) é o princi­ pal nome de Deus na Escritura, Jeová (SENHOR) pode ser con­ siderado como o nome pessoal de Deus na Escritura. Quando os nomes de identificação do Espírito Santo são associados com Jeová, lembramo-nos da função que o Espírito Santo tem em nosso relacionamento com Deus. O próprio nome indica o Seu desejo de relacionar-se de perto com o Seu povo. No Antigo Testamento, era o Espírito do SENHOR que vinha repetidamente sobre os juizes, quando Deus livrava o Seu povo (veja Jz 3.10; 6.34; 11.29; 13.25; 14.6,19; 15.14). No Novo Testamento, a liberdade do cristão está ligada 1. A pronúncia original pode ter sido Yahweh. A palavra vem de quatro consoan­ tes hebraicas transliteradas YHWH. O hebraico era originalmente escrito sem vogais. Mais tarde, as vogais de Adonai, vocábulo hebraico para "Senhor", fo­ ram inseridas. Portanto, o termo SENHOR (maiúsculas) denota o nome Jeová.


ao Espírito do Senhor. "Ora, o Senhor é o Espírito; e onde está o Espírito do Senhor aí há liberdade" (2 Co 3.17). O Espírito Santo como Shekinah/Glória Dois nomes de identificação do Espírito Santo o associam à gló­ ria Shekinah que foi manifestada nas peregrinações no deserto e no primeiro templo de Israel. Neste contexto, o Espírito Santo é identificado como a Glória do Senhor (veja 2 Co 3.18) e o Es­ pírito da Glória (veja 1 Pe 4.14). Outras referências, tais como Línguas Como de Fogo Distribuídas (veja At 2.3), as Sete Tochas de Fogo que Ardem Diante do Trono (veja Ap 4.5), o Espírito Purificador (Is 4.4) e o Ribombar do Teu Trovão (veja SI 77.18) poderiam estar também ligadas às manifestações da glória Shekinah de Deus. A glória Shekinah de Deus foi uma auto-revelação da pre­ sença de Deus em meio ao Seu povo. Originalmente, a coluna de fogo à noite e a de nuvem durante o dia foram o meio pelo qual Deus guiou Israel no deserto e protegeu-o dos egípcios. Quando a glória Shekinah encheu o templo construído por Salomão, os que haviam ido louvar e adorar o Senhor não pu­ deram senão ficar em silêncio reverente diante da presença ímpar de Deus entre eles. Através da história, os reavivamentos da igreja têm sido descritos como Deus manifestando a Sua gló­ ria entre o Seu povo. Quando os nomes de identificação do Espírito Santo o associam com a glória Shekinah de Deus, trata-se novamente de uma lembrança da Sua natureza divina. Implícitos também nestes termos estão os ministérios de direção e proteção do Es­ pírito Santo na vida do crente. O reavivamento pessoal e corporativo vem quando reconhecemos o Espírito Santo como Deus, arrependemo-nos dos pecados para os quais Ele chama a nossa atenção e nos entregamos à Sua direção, obedecendo à vontade conhecida de Deus. O Espírito Santo como Shaddai/Todo-Poderoso O Sopro do Todo-Poderoso (Jó 32.8; 33.4) e a Voz do Onipotente (Ez 1.24) são termos de identificação do Espírito Santo que O


associam ao nome de Deus no Antigo Testamento: Shaddai. Este nome significa "descanso" ou "provedor". Embora o nome de Deus no Antigo Testamento, El Shaddai, seja geralmente tradu­ zido como "o Deus Todo-Poderoso" (veja Gn 17.1,2), ele tam­ bém significa o "Deus Todo-Suficiente". As características de força e a capacidade de suprir nossas necessidades estão liga­ das ao nome Shaddai. Quando o nome do Espírito Santo Shaddai é usado na Escritura, trata-se de um lembrete de que o Espírito Santo é suficiente para satisfazer as necessidades em nossas vidas. E interessante notar que este título do Espírito Santo é dado no contexto das pessoas que precisavam ser encorajadas, consola­ das e fortalecidas, fazendo-as lembrar da completa suficiência do Espírito Santo. Eliú lembrou Jó de que o Sopro do TodoPoderoso lhe daria tanto entendimento (veja Jó 32.8) quanto vida (veja Jó 33.4). Ezequiel deve ter ficado abatido quando foi levado entre os cativos para a Babilônia. Todavia, o jovem Ezequiel ouviu a Voz do Onipotente (veja Ez 1.24). Da mesma forma, quando nos sentimos desanimados em nosso andar cris­ tão, reconhecer o ministério todo-suficiente do Espírito Santo em nossa vida deve ser uma fonte de encorajamento. O Espírito Santo como El ElyonlAltíssimo Duas vezes na Escritura um termo de identificação é atribuído ao Espírito, associando-o com El Elyon, geralmente traduzido como "o Deus Altíssimo". A referência à Sua Voz pelo salmista implica que ele está falando sobre a Voz do Altíssimo (SI 18.13). No Novo Testamento, Gabriel referiu-se ao Poder do Altíssimo para descrever o Espírito Santo quando ele explicou a Maria como ela iria conceber um filho e permanecer virgem (veja Lc 1.35). El Elyon é usado principalmente no contexto de conven­ cer os gentios de que o Deus verdadeiro de Israel estava acima de todos os seus falsos deuses. A primeira referência a este título na Escritura ocorre no contexto do encontro de Abraão com Melquisedeque (veja Gn 14.18). Nesta ocasião, o significa­ do deste título está ligado à idéia da propriedade legítima de


Deus sobre tudo que Ele criou (veja Gn 14.22). Antes deste encontro, o nome foi também usado por Lúcifer em sua per­ gunta para desafiar a autoridade de Deus no céu e ser "seme­ lhante ao Altíssimo" (Is 14.14). Talvez por causa da importân­ cia deste nome no começo de sua rebelião contínua contra Deus, o nome El Elyon parece ser o nome de Deus preferido pelos demônios para se dirigirem a Jesus (veja Mc 5.7). Os nomes de identificação do Espírito Santo que o associ­ am a El Elyon enfatizam a autoridade legítima do Espírito San­ to sobre toda a Sua criação. Também implícita nesses nomes está a idéia de que o poder do Espírito Santo é superior a qual­ quer poder que possa estar ligado ao de outros seres espiri­ tuais. Uma terceira implicação desses nomes do Espírito Santo é um lembrete aos cristãos de que fazemos parte de um confli­ to espiritual contínuo entre Deus e o diabo. Este conflito come­ çou com a recusa de Lúcifer em reconhecer a autoridade legíti­ ma de El Elyon sobre toda a criação e terminará quando o dia­ bo compreender que o poder supremo pertence a El Elyon. C o n s t r u in d o O Nosso R e l a c io n a m e n t o C o m O E s pír it o S a n t o

Quando compreendemos os termos para o Espírito Santo que enfatizam a Sua identidade, personalidade e divindade, devemos esforçar-nos para desenvolver nosso relacionamento com Ele. Assim como os cristãos são "chamados à comunhão de seu Filho Jesus Cristo nosso Senhor" (1 Co 1.9), somos tam­ bém chamados à "comunhão do Espírito" (Fp 2.1). A oração final registrada de Paulo para a igreja em Corinto foi: "A graça do Senhor Jesus Cristo, e o amor de Deus, e a comunhão do Espírito Santo sejam com todos vós" (2 Co 13.13). O Princípio da Integridade Um ponto importante em qualquer relacionamento é ser since­ ro nos seus tratos com a outra pessoa. Mentir sobre si mesmo, suas atitudes ou suas ações prejudicará a abertura de linhas de comunicação importantíssimas nas relações interpessoais.


A Bíblia registra a história de dois discípulos que ofende­ ram o Espírito Santo quando tentaram mentir para Ele (veja At 5.3). Ananias e Safira não eram obrigados a dar todo o valor da venda da sua propriedade a Deus, portanto qualquer quantia que dessem seria apreciada em circunstâncias normais. Mas a sua decisão de mentir sobre o que estavam dando teve graves conse­ qüências e lhes custou a vida. Os cristãos de hoje que desejam desenvolver um relacionamento com o Espírito Santo devem ter o cuidado de ser honestos diante de Deus em tudo o que fazem. O Princípio da Abertura Um segundo ponto importante para construir um relacionamento com outras pessoas é o da abertura às suas idéias. Quando os outros sentem uma resistência constante às suas opiniões, eles em breve abandonam qualquer esforço para manter o relaciona­ mento. Em suas palavras ao Sinédrio, Estêvão censurou os líde­ res religiosos por resistirem ao Espírito Santo: "Homens de dura cerviz e incircuncisos de coração e de ouvidos, vós sempre resistis ao Espírito Santo, assim como fizeram vossos pais, também vós o fazeis" (At 7.51). Os cristãos de hoje devem precaver-se para não resistir ao Espírito Santo em suas vidas. Os primeiros cristãos compreenderam este princípio da abertura e estavam dispostos a obedecer à orientação do Espí­ rito Santo. Pedro obedeceu ao Espírito quando foi enviado para a casa de Cornélio (veja At 10.19,20). Filipe seguiu as ordens do Espírito Santo em seu ministério (veja At 8.39). Contra seu melhor julgamento, Ananias procurou Saulo, obedecendo a0 que o Espírito Santo lhe revelara (veja At 9.10-17). Mais tarde, Paulo e Silas foram guiados pelo Espírito Santo em seu minis­ tério (veja At 16.7-10). O Princípio da Consideração Um terceiro elemento importante para o desenvolvimento de uma relação com outra pessoa é ter consideração pelos valores, interesses e preferências da mesma. Se um homem percebe que sua mulher prefere um tipo especial de flor, ele cultiva O relacionamento deles quando compra essa espécie de flor para


a esposa em vez de outra que prefira pessoalmente. Muitos re­ lacionamentos se corrompem e são eventualmente destruídos quando os casais recusam-se a considerar os valores do parcei­ ro com respeito às finanças, à criação de filhos ou quando negligenciam consistentemente os interesses mútuos ao plane­ jar suas férias ou mesmo refeições. Ser desconsiderado pode igualmente prejudicar nosso relacionamento com o Espírito Santo. Jesus advertiu sobre o pecado de blasfemar contra o Espírito Santo (Mt 12.31). Muitos professores da Bíblia acreditam que o "pecado imperdoável" da blasfêmia contra o Espírito Santo envolvia atribuir as obras de Jesus a Satanás, e só podia ser cometido por aqueles que testemunharam o ministério público de Jesus enquanto Ele es­ tava na terra. Mas os cristãos podem insultar e/ou ofender o Espírito Santo de outras formas hoje. Paulo advertiu os Efésios: "E não entristeçais o Espírito de Deus" (Ef 4.30). Paulo acres­ centou então alguns meios específicos de evitar este pecado contra o Espírito Santo. "Longe de vós toda a amargura, e coléra, e ira, e gritaria, e blasfêmias, e bem assim toda a malícia. Antes sede uns para com os outros benignos, compassivos, perdoan­ do-vos uns aos outros, como também Deus em Cristo vos per­ doou" (Ef 4.31, 32). O Princípio do Compromisso Um relacionamento significativo não pode ser desenvolvido sem um compromisso recíproco por parte das duas pessoas e também com o relacionamento em questão. Vários termos de identificação do Espírito Santo enfatizam o Seu compromisso conosco e nosso relacionamento com Ele. Quando reconhece­ mos isto, devemos responder de modo semelhante, compro­ metendo-nos a desenvolver um relacionamento sadio com o Espírito Santo. O Princípio da Reverência Os nomes que identificam o Espírito Santo revelam Sua natureza divina. Assim sendo, como Deus, o Espírito Santo deve ser tratado com toda a reverência e respeito que daríamos


ao Pai ou a Jesus. Tratar o Espírito Santo como inferior a Deus em resposta à Sua orientação nas nossas vidas, ao agradecer por Seus dons ou ao adorar a Sua Pessoa demonstra nossa fa­ lha em compreender as implicações dos nomes de identifica­ ção do Espírito Santo. O Princípio da Suficiência Quando alguém está formando um relacionamento com outra pessoa, é muito mais fácil responder positivamente a essa pes­ soa se ela estiver satisfazendo adequadamente às suas necessi­ dades. Os nomes de identificação do Espírito Santo são um lembrete da total suficiência dEle em Seu ministério nas nossas vidas. Alguns cristãos acham útil fazer ocasionalmente um in­ ventário e identificar necessidades específicas que Deus sa­ tisfez em suas vidas. Podemos apreciar melhor o valor do nos­ so relacionamento com o Espírito Santo observando como Deus respondeu às nossas orações, curou nossos males íntimos, ca­ pacitou-nos a ministrar eficazmente a outros e ajudou-nos a levar outros à salvação.


C a p ít u l o 6

'Desctições 'Dadas 'Pô* 'Deus 'Pai


D e s c r iç õ e s D o E sp ír it o D a d a s P elo P a i : 1. A Promessa do Pai 2. A Processão do Espírito Santo 3. O Espírito do Pai

Ele daria a salvação. Ele foi enviado ao mundo. Ele é idêntico em natureza ao Pai.

m qualquer relacionamento íntimo, como entre familia­ res, as pessoas tendem a ser chamadas por apelidos que lhes são dados por outros membros da família. Algu­ mas vezes esses nomes permanecem desconhecidos dos de fora e só têm significado especial no contexto do relacionamento em que foram designados. Em vista deste tipo de coisa aconte­ cer com freqüência nos relacionamentos humanos, tais como famílias, equipes de atletismo, organizações fraternas e igrejas, não deve surpreender que tanto Deus Pai como Jesus tenham nomes especiais para o Espírito Santo. Certos nomes do Espí­ rito também tendem a enfatizar o Seu relacionamento com os outros dois membros da Trindade. Este capítulo vai considerar alguns dos termos que associam o Espírito Santo a Deus Pai. Pelo menos uma dúzia de nomes do Espírito Santo é usa­ da para descrever a Sua relação com o Pai. (Alguns nomes fo­ ram incluídos para completar a referência, mas por já terem sido mencionados antes neste livro não serão discutidos aqui.) Estes nomes incluem: a Promessa do Pai (veja At 1.4), o Espíri­ to de Deus (veja Gn 1.2), o Espírito do SENHOR (veja Lc 4.18), o Espírito do Nosso Deus (veja 1 Co 6.11), o Seu Espírito (veja Nm 11.29), o Espírito do Senhor Deus (veja Is 61.1), o Seu Espí­ rito (veja SI 104.30), o Seu Espírito Santo (veja SI 51.11), o Espí­ rito de vosso Pai (veja Mt 10.20), o Espírito do Deus Vivo (veja 2 Co 3.3), Meu Espírito (veja Gn 6.3), e o Espírito dAquele que Ressuscitou Jesus (veja Rm 8.11). Além disso, variações desses nomes podem também indicar uma relação entre Deus Pai e o Espírito Santo.

E


Quando fazemos uma análise dos termos descritivos para o Espírito Santo, logo torna-se óbvio que muitos talvez perten­ çam a mais de um grupo. Isto é parcialmente verdade por cau­ sa da natureza dos nomes. Como Autor da Escritura, o Espíri­ to Santo jamais procurou exaltar a Si mesmo. Pelo contrário, Seu compromisso era glorificar Cristo (veja Jo 16.13ss). Duas conseqüências deste compromisso são em geral evi­ dentes. Primeiro, muito mais nomes de Jesus estão contidos nas Escrituras do que os nomes do Espírito Santo — entre sete e oito vezes mais. Segundo, muitos dos nomes do Espírito Santo são usados em mais de um contexto. Assim sendo, o mesmo termo poderia ser descrito como um nome de identificação, ou mostrar uma associação com o Pai e/ou o Filho, ou revelar algo do Seu caráter, ou ainda descrever um aspecto do Seu ministério. Quando os nomes do Espírito Santo são examinados em relação a outros membros da Trindade, não se deve concluir que o Espírito Santo seja inferior a Deus. A Bíblia reconhece na Divindade três Pessoas equiparáveis em natureza, separadas em pessoa, mas submissas nos deveres.

n

A T r in d a d e

i

Iguais em Natureza Separados em Pessoa Submissos nos Deveres Quando o Espírito Santo é descrito como se fosse uma possessão do Pai, esses nomes descrevem uma relação entre dois iguais, assim como dois irmãos podem usar o pronome possessivo para descrever sua relação mútua. Quando um fala do outro como "meu irmão", isto não indica inferioridade. São iguais em natureza (isto é, são ambos meninos). Todavia, são pessoas separadas. Na maioria dos casos, um irá submeter-se à perícia, discernimento ou autoridade percebida no outro no relacionamento. Neste sentido, um poderia ser descrito como submisso ao outro nas tarefas, pelo menos em certas áreas. Embora esta ilustração mostre como o Espírito Santo é separa­ do do Pai e de Jesus, ela não mostra a unidade da Divindade — Eles são Um.


A P ro m essa

do

P ai

Jesus descreveu o Espírito Santo como "a promessa de meu Pai" (Lc 24.49) e "a promessa do Pai" (At 1.4). Em ambos os casos, o Espírito Santo é descrito no contexto do ensino pro­ fético sobre a vinda do Espírito em nossos dias. No Dia do Pentecostes, Pedro abreviou o título do Espírito Santo e disse aos ouvintes: "Pois para vós outros é a promessa, para vossos filhos, e para todos os que ainda estão longe, isto é, para quantos o Senhor nosso Deus chamar" (At 2.39). Esta promessa do Espírito Santo era importante no con­ texto do Antigo Testamento em que foi dada (veja J1 2.28). O ministério do Espírito Santo era largamente preparatório no Antigo Testamento. Só na era do Novo Testamento foi concre­ tizada a realidade da permanência do Espírito Santo nos cren­ tes e Seu ministério contínuo na vida deles. Isto não significa que o Espírito Santo não tivesse um ministério no Antigo Testamento. Na verdade, a Sua obra no Antigo Testamento era similar em diversos aspectos à de hoje. Primeiro, Ele capacitava as pessoas a se tornar espirituais e ser­ vir a Deus. Segundo, era ativo na restrição do pecado no Anti­ go Testamento, assim como faz no Novo (veja Gn 6.3; 2 Ts 2.7). Por mais semelhantes que sejam os ministérios do Espiri­ te Santc 50 Antigo e no Novo Testamentos, existem também diferençai significativas. O ministério do Espírito Santo no Antigo Testamento foi limitado em seu propósito, efeito e qua­ lidade. Relativamente poucas pessoas antes do Pentecostes ti­ nham percepção do ministério do Espírito Santo em suas vidas e, para as que tinham, não havia garantia da sua continuação. Pelo menos em uma ocasião, Davi orou: "nem me retires o teu Santo Espírito" (SI 51.11). Como a Promessa do Pai, o Espírito Santo veio no Dia de Pentecostes marcando o início de uma nova era na história hu­ mana, especialmente no que diz respeito ao relacionamento entre o cristão e o Espírito Santo. Quando o indivíduo se toma cristão, ele é regenerado, habitado, cheio e selado pelo Es­ pírito Santo. (Estes vários ministérios do Espírito Santo são


examinados mais detalhadamente no Capítulo 2). À medida que estes ministérios se relacionam com o títu­ lo "a Promessa do Pai", eles indicam uma continuação do mi­ nistério do Espírito Santo do Velho para o Novo Testamento, mas de maneira muito mais ampla e constante. O cristão do Novo Testamento não precisa compartilhar o medo de Davi de que a Promessa do Pai possa ausentar-se. Este Dom de Deus (veja Jo 4.10; At 8.20) é dado aos cristãos quando eles são con­ vertidos e permanece para sempre com eles. A P r o c e s s ã o D o E s p ír it o S a n t o Quando Jesus ensinou aos discípulos sobre a vinda do Espírito Santo, Ele lhes disse: "Q uando, porém , vier o Consolador, que eu vos enviarei da parte do Pai, o Espírito da verdade, que dele procede, esse dará testemunho de mim" (Jo 15.26). Muitos dos nomes do Espírito Santo incluem um pronome possessivo, indicando uma relação entre o Pai e o Es­ pírito Santo. Entre outras coisas, o uso desses pronomes pelo Pai pode indicar o que foi chamado de Processão do Espírito Santo, que se refere à ordem ou seqüência da obra do Espírito. Os teólogos têm usado o termo "processão" há séculos, a fim de explicar como o Pai e Jesus estão ligados ao Espírito Santo. O termo grego ekporeuomai, traduzido "procede", signi­ fica "em processo" ou "processo contínuo". Isto resultou na expressão "a processão eterna" para descrever o Espírito Santo como vindo eternamente, em lugar de Sua vinda apenas em um ponto da história. Embora Jesus só tivesse falado especifi­ camente do Espírito Santo como procedendo do Pai, Ele suge­ riu que o Espírito também procedia do Filho ao descrever o Consolador como Aquele "que eu vos enviarei" (Jo 15.26). O Espírito Santo está procedendo continuamente, a fim de ministrar às necessidades específicas em nossas vidas. Esta processão do Espírito Santo demonstra a preocupação compas­ siva que o Pai celestial tem por Seus filhos. Da mesma forma que o pai humano dá constantemente do seu tempo, dinheiro e orientação, a fim de ajudar os filhos a crescer até a maturidade,


nosso Pai celeste dá constantemente o Espírito Santo para aju­ dar-nos a alcançar a maturidade espiritual. A processão eterna do Espírito Santo deve ser um lembrete perene da compaixão eterna do Pai pelos cristãos. O E sp ír it o D

o

P ai

O Espírito Santo é também descrito pelo título "o Espíri­ to de vosso Pai" (Mt 10.20). Esta descrição, juntamente com os outros termos para o Espírito Santo que incluem o pronome possessivo, tende a enfatizar a semelhança de caráter entre o Espírito Santo e Deus Pai. Assim como as pessoas podem usar hoje a expressão "o espírito da liberdade" para descrever algo que é caracteristicamente o mesmo que liberdade, o termo o Espírito do Pai descreve o Espírito Santo como Alguém cuja natureza se assemelha à de Deus Pai. Tudo que é verdadeiro sobre o caráter essencial de Deus Pai é também verdade quan­ to ao Espírito do ?ai. Como é Denr Pai? A Bíblia deca'eve Deus Pai como Aque­ le que dá vida aob Seus filhos (veia Jo 1.13), ama Seus filhos (veja Rm 8.15), protege Seus filhos (veja Rm 8.31), dá boas coi­ sas à Sua família (veja Tg 1.17': - ensina e treina Seus filhos (veja Jo 14.26). Assim também, o Es* -rito Santo é retratado na Escritura como dando nova vida ao cristão (veja Jo 3.8), expressando amor ao cristão e através dele (veja G1 5.22), protegendo os cristãos mediante o oferecimento de desviá-los do perigo desnecessá­ rio (veja At 20.23), dando dons espirituais aos cristãos para equipá-los para um ministério eficaz (veja 1 Co 12.11), além de treiná-los e ensiná-los (Jo 14.26). Tudo o que Deus Pai faz para a família de Deus, o Espírito do Pai também faz para o crente. R e s p o n d e n d o A o E s p ír it o S a n t o D o P ai

Os nomes do Espírito Santo ligados a Deus Pai implicam diversos princípios na vida cristã. Quando consideramos o Espírito Santo como a Promessa do Pai, a vinda do Espírito no


Dia de Pentecostes é uma lembrança da confiabilidade das ou­ tras promessas de Deus nas Escrituras. A natureza da relação do Espírito Santo com os cristãos nesta era deve ajudar-nos a nos sentir mais seguros em nosso relacionamento com Deus. A processão eterna do Espírito Santo demonstra o interesse cons­ tante de Deus por nós. A semelhança entre o Espírito do Pai e Deus Pai é uma lembrança de que nós também devemos ser como o Pai celestial (veja Mt 5.48). Esta semelhança entre o cristão e Deus Pai deve estender-se a várias áreas da vida, e só é possível à medida que o Espírito do Pai aperfeiçoa a Sua obra em nós (veja Fp 1.6). Princípio das Promessas Confiáveis Quando Josué pediu a Moisés que repreendesse dois homens por não terem saído para profetizar fora do acampamento con­ forme havia sido ordenado, Moisés respondeu: "Oxalá todo o povo do Senhor fosse profeta, que o Senhor lhes desse o seu Espírito!" (Nm 11.29). Em todo o Antigo Testamento, esta ânsia por uma comu­ nhão mais completa com o Espírito Santo foi sentida por aque­ les que andavam com Deus em Israel. O ponto alto da profecia . de Joel foi a promessa: "E acontecerá depois que derramarei o meu Espíri­ to sobre toda a carne; vossos filhos e vossas filhas profetizarão, vossos velhos sonharão, e vossos jo­ vens terão visões" (J12.28). Esta promessa foi considerada tão importante que os escribas judeus quase sempre isolavam os cinco versículos que a continham como um capítulo separado na breve profecia de Joel. Pedro levantou-se no Dia de Pentecostes e anunciou: "Mas o que é ocorre é o que foi dito por intermédio do profeta Joel" (At 2.16). Muitos judeus podem ter imaginado se o desejo de Moisés e a profecia de Joel se realizariam futuramente na vida da nação. Mas, apesar da demora aparente, a Promessa do Pai


veio no tempo oportuno de Deus. Mais uma vez, as promessas de Deus provaram ser confiáveis. Inúmeros cristãos podem identificar-se com o anseio dos judeus pelo Espírito Santo prometido. Como eles, algumas vezes ficamos imaginando se a promessa divina será cumpri­ da, enquanto continuamos buscando o poder do Espírito San­ to. Temos de ser ocasionalmente lembrados: "Porque quantas são as promessas de Deus tantas têm nele o sim; porquanto também por Ele é o amém para glória de Deus, por nosso inter­ médio" (2 Co 1.20). Todo cristão tem o Espírito Santo, que é chamado de Promessa do Pai. Sua habitação interior é uma lembrança constante de que Deus cumpre as Suas promessas no Seu tempo exato. Nós, porém, em quem habita a Promessa do Pai, seremos tão confiáveis em nossa palavra quanto Ele? As circunstâncias, sobre as quais não temos controle, podem algumas vezes im­ pedir que cumpramos tudo que prometemos fazer. Quando isto acontece, queremos que as pessoas sejam compreensivas e não nos culpem. Mas e as outras vezes em que por razões me­ nos fortes esquecemos ou deixamos de cumprir o prometido? Quando esta prática torna-se um padrão em nossas vidas, ela indica que a Promessa do Pai está sendo impedida de fazer Sua obra em nós. Jesus advertiu os discípulos sobre tomarem com­ promissos além de suas possibilidades e insistiu com eles: "Seja, porém, a tua palavra: Sim, sim; não, não. O que disto passar, vem do maligno" (Mt 5.37). Princípio de Uma Comunhão Segura O cristão de hoje não tem de orar como Davi: "nem me retires o teu Santo Espírito" (SI 51.11). Avinda da Promessa do Pai no Dia de Pentecostes marcou uma nova era na obra do Espírito Santo no crente. Podemos sentir-nos seguros hoje em nossa comunhão com o Espírito Santo, sabendo que Ele habita em nós. Compreender a segurança de nosso relacionamento com o Espírito Santo deve influenciar a nossa vida para Deus e nos­ so serviço. Se tivéssemos de agradar constantemente a Deus, a


fim de manter nossa relação com Ele, esta obrigação iria esgo­ tar as nossas energias e em breve nosso serviço seria marcado por frustrações pessoais. Mas, quando sabemos que nossa co­ munhão com Ele é segura, ficamos livres para servir a Deus com gratidão em nossos corações. O resultado desta certeza íntima é uma motivação para fazermos mais para Deus. Um dos maiores impedimentos para desenvolver um re­ lacionamento interpessoal sadio com outrem é a pressão de vi­ ver de acordo com expectativas pouco razoáveis. Quando ba­ seamos nossa aliança com outros na condição de eles satisfaze­ rem as nossas expectativas, aplicamos pressão que inevitavel­ mente destruirá qualquer relação com essas pessoas. Pelo con­ trário, faríamos bem em seguir o exemplo do Espírito Santo, amando incondicionalmente aos outros. Quando eles se senti­ rem seguros nesse relacionamento, poderemos ser o tipo de amigo que os ajudará a desenvolver o seu potencial. Princípio da Demonstração de Interesse Consistente A processão eterna do Espírito Santo demonstra a preocupa­ ção consistente de Deus por nós. Lembramos que Jesus refe­ riu-se ao Espírito Santo como o parakletos, significando "alguém chamado para o nosso lado para ajudar". O Espírito Santo é nosso Ajudador constante, pronto, capaz e disposto a nos auxi­ liar em todas as áreas da nossa vida. Deus Pai não só ama Seus filhos, mas também demonstrou o Seu amor enviando o Seu Espírito para ajudar-nos. Podemos aprender novamente algo sobre como lidar com as outras pessoas mediante nossa comunhão com o Espírito Santo. Ninguém se convence de nosso amor até que veja a nos­ sa preocupação consistente demonstrada de maneira prática. Quando fazemos coisas por outros e os ajudamos sempre que possível, damos a eles a oportunidade de experimentar o amor de Deus fluindo através da nossa vida. Neste processo, estabe­ lecemos também credibilidade para o nosso testemunho. A seguir, quando explicamos o amor de Deus como revelado no evangelho, as pessoas ficam mais dispostas a aceitar Cristo como Salvador porque experimentaram o interesse concreto de um


cristão. Este é o meio mais eficaz de alcançar certas pessoas com o evangelho. Esta pode ser a razão para o apóstolo Judas ter pedido à Primeira Igreja que demonstrasse seu interesse consistente por outros: "E compadecei-vos de alguns que estão na dúvida" (Jd 22). Princípio da Semelhança Pai/Filho Quando um menino vai amadurecendo em sua família, não é incomum que desenvolva hábitos e maneirismos modelados pelo pai no lar. O mesmo princípio de semelhança pai/filho deve operar na família de Deus. Da mesma forma que o Espí­ rito do Pai é como Deus Pai, os cristãos devem tornar-se seme­ lhantes ao seu Pai celestial. Jesus disse aos discípulos: "Por­ tanto, sede vós perfeitos como perfeito é o vosso Pai celeste" (Mt 5.48). A palavra traduzida "perfeito" significa perfeito no sentido de completo, em vez de no sentido de sem pecado. De tempos em tempos, todo cristão deve fazer um inven­ tário do seu progresso em tomar-se como Deus Pai. A Bíblia descreve várias características morais de Deus, inclusive inte­ gridade (veja Nm 23.19), zelo (veja Na 1.2), misericórdia (veja SI 116.5), bondade (veja SI 73.1), santidade (veja SI 99.9), impar­ cialidade (veja At 10.34), fidelidade (veja 1 Co 1.9), justiça (veja Hb 6.10), amor (veja 1 Jo 4.8), longanimidade (veja Nm 14.18), graça (veja SI 111.4; 1 Pe 2.3) e compaixão (SI 145.8). Embora muitos outros atributos de Deus sejam identifi­ cados na Escritura, a lista anterior seria um bom ponto de par­ tida para determinar se você está permitindo que o Espírito de seu Pai desenvolva o caráter de Deus Pai em sua vida.


C a p ít u l o 7

7 Z & fie.*ên cU is / 4 ô é jp ú r t t â é .

/4 /}(LSUS ❖


......... ...■ ........................................ ..■■— R e f e r ê n c ia s A O Espírito de Jesus Cristo 1. O Espírito de Seu Filho 2. O Espírito de Jesus 3. O Espírito de Cristo 4. O Espírito de Jesus Cristo

O Consolador na vida de Jesus Cristo 1. O Espírito participou de...

o

E s p ír it o

—--------e a

J esu s

Tem a mesma natureza de Jesus. Faz a obra da salvação. Assiste no ministério ungido e triplo do Filho. Assiste no ministério equilibra­ do do Filho.

Seu nascimento virginal. Seu crescimento. Seu ministério. Seu fortalecimento na tentação. Seus milagres. Sua obra de expiação. Sua ressurreição dos mortos. Sua ascensão.

O Consolador na Vida de Jesus Cristo 1. O Espírito Santo está envolvido Ministério de Cristo para os cren­ no... tes.

ssim como certos modos de referir-se ao Espírito Santo enfatizam Sua associação com Deus Pai, outros termos para Ele tendem a descrever sua relação com Jesus. Al­ guns desses nomes ou descrições foram dados por Jesus ao Es­ pírito Santo. Outros foram usados pelos apóstolos para des­ crever a comunhão entre Jesus e o Espírito Santo. Estas refe­ rências incluem o Espírito de Cristo, o Espírito de Jesus, o Espí­ rito de Jesus Cristo, o Espírito de Seu Filho e o Consolador (Ajudador). Já notamos que "Consolador" talvez seja o nome mais conhecido que Jesus deu ao Espírito Santo (Jo 14.16,26). Em alguns aspectos os nomes do Espírito Santo dados por Jesus

A


podem ser resumidos neste nome. O Espírito Santo pode ser considerado como Consolador (Ajudador) em três sentidos. Primeiro, Ele é chamado de "ou­ tro Consolador" (Jo 14.16), em referência a Jesus, a quem é apli­ cado este mesmo nome (veja 1 Jo 2.1, termo "Advogado" — SBB). Segundo, Ele demonstrou ser um Consolador fiel duran­ te toda a vida de Jesus na Terra. Terceiro, Ele é prometido como o Consolador que nos ajuda hoje em nossa vida cristã. !

O E s p ír it o S a n t o C o m o C o n s o l a d o r (A ju d a d o r )

1. Outro Consolador como Jesus 2. O Consolador fiel na vida de Jesus 3. O Consolador prometido para os cristãos hoje O E s p ír it o D e J e su s C r ist o

Como já dissemos, quando Jesus falou do Espírito como outro Consolador, Ele usou o termo grego allos, que significa "outro d o m esm o tipo ou espécie". Esta palavra é em pregada na Escritura, por exemplo, para referir-se a diferentes corpos de carne ou corpos celestiais diferentes (veja 1 Co 15.39-41) — coisas ou pessoas da mesma espécie. Deste modo, quando este adjetivo é utilizado para descrever o Espírito Santo, ele afirma que são da mesma natureza. Jesus é o primeiro Consolador enviado e o Espírito Santo, o segundo. Vários outros títulos do Espírito Santo são usados nas Escrituras para lembrar aos cris­ tãos as semelhanças entre a Segunda e a Terceira Pessoas da Trindade. O Espírito de Seu Filho O título o Espírito de Seu Filho para o Espírito Santo ressalta a completa unidade da natureza da Trindade. As expressões "fi­ lho de" e "espírito de" são usadas na Bíblia para descrever a similaridade da natureza. Quando Jesus é chamado de Filho de Deus, este título implica que Ele é Deus pela Sua natureza. Quando o Espírito Santo é descrito como "o Espírito de Seu


Filho" (G1 4.6), o título implica que o Espírito Santo tem a mesma natureza que o Filho, que possui a mesma natureza que Deus Pai. Este é o nome mais trinitário de Deus na Escritura, aplicado individualmente a qualquer Pessoa da Divindade. Este título resume os ensinamentos da Escritura sobre a igualdade e unidade da natureza em Deus. Embora eu creia que o nome Espírito de Seu Filho se refi­ ra ao Espírito Santo, sei também que vários professores bíbli­ cos interpretam o título como uma descrição da natureza imaterial de Jesus Cristo. Assim como o indivíduo tem corpo, alma e espírito, alguns interpretam esta frase como significan­ do o espírito que pertence a Jesus e não o Espírito Santo. Eles interpretariam os nomes o Espírito de Jestfs o Espírito de Cris­ to e o Espírito de Jesus Cristo da mesma maneira. O Espírito de Jesus Quando o título "Espírito de..." é usado para descrever o Espí­ rito Santo, a palavra que se segue à preposição é geralmente a chave para compreender o sentido desse nome específico. O significado do título "o Espírito de Jesus" (At 16.7) está envol­ vido no do nome Jesus. Jesus significa "O Senhor é Salvador". Ele é usado para descrever a Segunda Pessoa da Trindade, prin­ cipalmente no contexto da Sua obra salvadora (veja Mt 1.21). O Espírito de Cristo O termo "o Espírito de Cristo" (Rm 8.9) precisa ser compre­ endido no contexto tanto do Antigo como do Novo Testamento. A palavra "Cristo" significa "o Ungido", e foi usada para descre­ ver o cargo tríplice do ungido (isto é, os ungidos para servir no cargo de profeta, sacerdote ou rei). Quando o título "Cristo" é aplicado a Jesus, confirma que Ele foi o cumprimento destes três cargos do Antigo Testamento. Neste contexto, o Espírito de Cristo implica que o Espírito Santo possui também este ministério tríplice do ungido. Trata-se de um ministério profético em que Ele revela a mensagem de Deus para a humanidade (veja 2 Pe 1.21); um ministério sacerdotal que oferece um sacrifício aceitável pelo pecado (veja Hb 9.14); e um ministério real em


que Ele reina no reino mais amplo de Deus (veja Rm 8.2). No Novo Testamento, a expressão "em Cristo" é geral­ mente utilizada para descrever a relação entre o cristão e Jesus como de união e comunhão. Este aspecto do significado do título Cristo está igualmente presente no título Espírito de Cris­ to. A união e a comunhão com Deus gozadas pelos cristãos são possíveis devido à habitação interior do Espírito Santo (veja 1 Co 6.19). Isto significa que o Espírito Santo é o membro da Trindade com quem os cristãos tendem a se relacionar mais diretamente em sua união e comunhão com Deus. O Espírito de Jesus Cristo Assim como o título "Jesus Cristo" é usado na Escritura para ilustrar o equilíbrio entre o Seu ministério de salvação e o messiânico, o mesmo acontece com o título "Espírito de Jesus Cristo" (Fp 1.19). Paulo empregou este título para enfatizar a plena provisão e suprimento de Jesus Cristo em sua vida e mi­ nistério cristãos. O C o n s o l a d o r N a V id a D

e

J esu s C r ist o

O Espírito Santo esteve envolvido em pelo menos sete aspectos da vida terrena e ministério público de Jesus. Primei­ ro, o Espírito Santo esteve envolvido no nascimento virginal de Jesus (veja Lc 1.35). Segundo, o Espírito esteve envolvido no processo de amadurecimento de Jesus, enquanto Ele crescia até a idade adulta (veja Lc 2.40,45). Terceiro, o ministério público de Jesus começou com a descida do Espírito Santo sobre Ele enfi Seu batismo (veja Lc 3.21,22). A seguir, o Espírito Santo levou Jesus para o deserto e encheu-O para que Ele pudesse resistir à tentação (veja Lc 4.1). Quarto, Jesus ministrou no poder e unção do Espírito San­ to (veja Lc 4.14,18). Quinto, Jesus atribuiu Seus milagres à obra do Espírito Santo (veja Mt 12.28). Em Sua morte, o Espírito Santo assistiu Jesus na Sua obra expiatória (veja Hb 9.14). Sex­ to, Jesus foi ressuscitado dentre os mortos pelo Espírito Santo (veja Rm 8.11). Finalmente, o Espírito Santo está envolvido na


glorificação pós-ressurreição de Jesus (veja Jo 16.14). O Novo Testamento usa cinco expressões diferentes para descrever o relacionamento entre Jesus e o Espírito Santo du­ rante o ministério de Jesus na Terra. Primeiro, Jesus foi guiado pelo Espírito (veja Lc 4.1). Segundo, Ele foi cheio com o Espíri­ to Santo (veja Lc 4.1; Jo 3.34,35). Terceiro, Ele foi ungido pelo Espírito (veja Lc 4.18; At 10.38; Hb 1.9). Quarto, Ele recebeu poder do Espírito Santo (veja Mt 12.18). Finalmente, Ele rejubilou-se no Espírito (veja Lc 10.21). Cada uma dessas ex­ pressões implica uma relação de apoio com o Espírito Santo. Quando os professores da Bíblia procuram explicar como Jesus tornou-se homem, eles usam a palavra kenosis para des­ crever o auto-esvaziamento de Jesus ao tomar a figura humana (veja Fp 2.7). Este esvaziamento inclui submissão às limitações da humanidade. Embora Jesus jamais deixasse de ser Deus durante a Sua vida na Terra, Ele mesmo assim dependia da Terceira Pessoa da Trindade para realizar grande parte da obra de Deus. Esta verdade ilustra a humanidade de Jesus, embora não negue a Sua divindade. O C o n s o l a d o r N a V id a D

o

C r is t ã o

O Espírito Santo está ativo no mundo hoje. Mesmo que às vezes nos perguntemos se há alguma coisa certa e pensemos que o mundo está em caos total, nada é tão mau quanto pode­ ria ser se o Espírito Santo fosse removido deste mundo. O Es­ pírito está trabalhando para reprimir o pecado na Terra e re­ provar o pecado no crente. No momento em que o indivíduo é salvo, várias coisas têm lugar na vida da pessoa. Ela nasce de novo pelo Espírito Santo, é habitada e selada por Ele, e tantas outras coisas ocor­ rem que é quase impossível descrever. Os cristãos geralmente só mais tarde percebem tudo que se passa quando são salvos, mas essas coisas acontecem no momento em que eles aceitam Cristo como Salvador pessoal. O Espírito Santo é o agente da regeneração. O ministério do Espírito Santo em nossas vidas não se


encerra na conversão, mas continua além dela. Ele enche os cristãos, à medida que estes se rendem a Ele e permitem que controle as suas vidas. Ele os guia e esclarece as Escrituras, ajudando-os a compreender melhor as coisas de Deus. Ele lhes dá o fruto do Espírito para integrar seu caráter e os dons do Espírito Santo para o serviço cristão. C o m o O E s pír it o S a n t o N o s A ju d a A V iv er P a r a D eu s

Em outros capítulos deste livro, alguns dos atuais minis­ térios do Espírito Santo são discutidos à medida que se relacio­ nam com outros nomes, títulos e emblemas específicos do Es­ pírito Santo. Os nomes do Espírito Santo dados por Jesus en­ volvem vários princípios que nos ajudarão a colaborar com o Espírito Santo enquanto Ele nos ajuda a viver para Deus. Princípio de Modelagem do Caráter Um meio do Espírito Santo ajudar-nos a viver para Deus é ser­ vindo de modelo do caráter que Ele quer desenvolver em nos­ sas vidas. Como notado no capítulo anterior, vários dos atri­ butos morais de Deus são característicos do Espírito Santo. Estes traços de caráter devem ser igualmente desenvolvidos pelos crentes na vida cristã. A Bíblia também os chama de fruto do Espírito Santo (veja G1 5.22-24), por serem características não só modeladas pelo Espirito Santo, mas também desenvolvidas por Ele em nossas vidas. Este é um dos ministérios de ajuda do Espírito Santo. Princípio da Convicção que Abre os Olhos Um aspecto do ministério de ajuda do Espírito Santo em nos­ sas vidas é a convicção. A palavra "convicção" procede de dois termos latinos significando "fazendo ver". Convicção é o meio pelo qual o Espírito Santo abre os nossos olhos para vermos o que está certo ou errado em nossa existência. Quando Jesus ensinou aos discípulos sobre a vinda do Consolador, Ele disse: "Quando ele vier convencerá o mundo do pecado, da justiça e


do juízo" (Jo 16.8). O pecado que impede a entrada das pessoas no céu é o da incredulidade. Todo pecado pode ser perdoado, mas ele não é perdoado se não houver fé. Os que se recusam a crer em Deus estão atacando o Seu caráter, e Deus não pode salvá-los em sua incredulidade. O Espírito Santo abre os olhos das pessoas para que possam ver o seu pecado de falta de fé "porque não crêem em mim (Jesus)" 0o 16.9). Jesus ensinou também que o Espírito Santo leva as pesso­ as a ver a justiça, "porque vou para o Pai, e não me vereis mais" 0o 16.10). Quando Jesus estava na Terra, Ele foi um exemplo e um reflexo da justiça de Deus. Sua vida sem pecado conven­ ceu as pessoas que viam sua própria injustiça. Hoje, o Espírito é quem faz com que as pessoas vejam a si mesmas em compa­ ração com a justiça de Deus. Quando isto ocorre em nossas vidas, respondemos como Isaías, que gritou: "Ai de mim! Es­ tou perdido! Porque sou homem de lábios impuros, habito no meio dum povo de impuros lábios, e os meus olhos viram o Rei, o Senhor dos Exércitos!" (Is 6.5). O Espírito Santo também nos faz ver o juízo que resulta do nosso pecado, "porque o príncipe deste mundo já está jul­ gado" (Jo 16.11). Algumas vezes tendemos a classificar certos pecados como piores do que outros. Dependendo dos nossos valores culturais, alguns pecados podem ser mais aceitáveis do que outros; mas todo pecado é repugnante para Deus. Nem todos cometem os mesmos pecados, mas o Espírito Santo con­ vence as pessoas do pecado de que são culpadas e as "faz ver" que o seu pecado já foi julgado. Desta forma, Ele lhes mostra a sua necessidade de um Salvador e as atrai para o lugar da sal­ vação. Princípio do Enchimento Interior Um terceiro meio pelo qual o Espírito Santo nos ajuda em nos­ sa vida e ministério cristãos é mediante o enchimento interior. Este enchimento é experimentado pelo cristão por causa de dois aspectos do ministério de ajuda do Espírito Santo. Primeiro, o ministério de habitação interior do Espírito Santo nos capacita


a experimentar e apreciar a nossa união com Deus. Como o "seu Espírito que em vós habita" (Rm 8.11), o Espírito Santo une Deus e o cristão em uma união misteriosa. Nossa união com Deus é a base de cada aspecto de nossa vida e ministério cristãos, que pode ser definida como Deus vivendo e minis­ trando a Sua vida através de nós. O segundo ministério de ajuda do Espírito Santo está implí­ cito na expressão "o Espírito de Cristo". O Espírito de Cristo ca­ pacita-nos a gozar da comunhão com Cristo. Deus tomou possí­ vel às pessoas adorá-lO e se alegrarem nEle para sempre. Isto significa que as pessoas terão uma sensação maior de satisfação pessoal na vida quando estão gozando da comunhão com Deus. Isto acontece quando os cristãos são cheios com o Espírito Santo e andam com Ele. Para experimentar a plenitude do Espírito Santo, o cristão deve arrepender-se dos seus pecados e obedecer a Deus. Como temos comunhão com Deus mediante o Seu Espírito Santo, gozamos da comunhão que o Senhor pretendeu que a humanida­ de experimentasse desde o princípio com Ele. Princípio da Disponibilidade Você já passou pela frustração de ir a uma repartição do gover­ no pedir uma informação, só para ter de esperar, ser transferi­ do de funcionário para funcionário, e terminar falando com alguém no departamento errado ou que não tem certeza da resposta para a sua pergunta? As seguintes descrições do Espí­ rito Santo feitas por Jesus enfatizam a Sua disponibilidade para o que for necessário em nossas vidas. Quando pedimos ajuda ao Espírito Santo, Ele nunca nos faz esperar ou nos transfere. Além disso, a ajuda provida pelo Espírito Santo é sempre justa­ mente aquela de que precisamos para resolver o problema à nossa frente. Uma das características do Espírito Santo é que Ele está sempre presente em toda parte e a todo tempo. Quando Davi perguntou: "Para onde me ausentarei do teu Espírito? Para onde fugirei da tua face?" (SI 139.7), ele teve de concluir que o Espí­ rito Santo era onipresente (veja SI 139.8-12). Este atributo do Espírito Santo garante que o Consolador enviado por Jesus está


sempre ao nosso lado para ajudar conforme necessário. Neste aspecto, o Espírito Santo cumpre um dos principais pré-requi­ sitos de um ajudador. Ele está disponível para ajudar quando precisamos. Princípio do Poder Pessoal O Espírito Santo ajuda-nos provendo poder espiritual para nos capacitar no ministério. Somos mais eficazes ao ministrar quan­ do usamos os dons que o Espírito Santo nos deu. Estes dons são concedidos para fazer a obra que Ele nos confiou no poder que pôs à nossa disposição. Jesus não deu aos discípulos a co­ missão de iniciar a tarefa do evangelismo mundial antes que estivessem revestidos com o poder do Espírito Santo (veja Lc 24.49). Às vezes as crianças ganham brinquedos marcados com palavras que prometem problemas: "pilhas não incluídas". Sem as pilhas para fazê-los funcionar, os brinquedos não fazem o que foram destinados a fazer. Embora pareçam iguais à figura da caixa, não funcionam como o brinquedo que nossos filhos vêem no comercial da televisão. Assim como os brinquedos sem pilhas, muitos cristãos deixam de empregar o seu potencial de eficácia por não esta­ rem energizados com o poder do Espírito Santo. Eles podem ter a aparência de um cristão, mas não têm o desempenho que um cristão deveria ter. Falta-lhes o poder do Espírito Santo para vencer o pecado em suas vidas e aumentar a sua eficiência no ministério. Só quando se rendem mais completamente a Deus e permitem que o Espírito Santo exerça maior controle é que eles podem ser energizados pelo poder que lhes é ofereci­ do.


C a p ít u l o 8

'Desctlgões 7) í C-atáte* ~Dõ ósftfoU â


Caráter Peculiar a Deus 1. Sopro da Vida 2. Espírito Eterno 3. Espírito de Justiça Caráter Reproduzido no C ' tã 1. Teu generoso Espírito 2. Teu Bom Espírito 3. Espírito Santo 4. Espírito de Graça 5. Espírito da Verdade 6. Espírito de Sabedoria 7. Espírito Inabalável

Sua função de dar vida às Suas criaturas. Sua função de dar a vida eterna. Sua função de discernir.

Sua natureza dadivosa. Seu atributo de bondade. Sua natureza santa. Sua natureza de perdoar e coi; çãos. Sua natureza aut ati a. . Sua onisciência. !x\ \U / Sua imutabilic

ma razãQ x^ospais escolherem certos nomes para os filhos bas^n-àe em sua expectativa ou desejo em relaçãp^o j :e esperam que o filho se tome. O significado de urnpeííwiMme pode enfatizar um traço particular de carátei^qiie'g \ tatriam le ver desenvolvido na vida do filho. Alguvmas^ezès o pai cristão irá escolher um nome bíblico para o \Sâno/esperando que ele cresça para tornar-se um homem ou mulher de Deus como a pessoa de quem tomaram o nome. CjU-dildo é dado L l l l L I L W i l l C U . C X a i l L l l i a d e li C lI L V y C l, KJ 1 L W 1 1 L C especial escolhido é muitas vezes selecionado por causa de al­ guma característica admirável na vida do parente em questão. Quando minha primeira neta nasceu, eu tinha só 45 anos e achei que era moço demais para ser chamado de avô ou vovô por quem quer que fosse, inclusive minha filha e minha mu­ lher. "Ninguém vai me chamar de vovô...ou de qualquer outro nome de velho", declarei vigorosamente. Minha filha ensinou minha neta a me chamar de "Dr.

U


Towns", evidentemente porque meus alunos da universidade me chamam assim. Quando minha neta começou a me cha­ mar de "Dr. Towns", as pessoas sorriam ou riam. Por ser sen­ sível, ela passou a sentir-se constrangida de me dar qualquer nome. Meu genro me chama de "D oc" ("doutor", em portu­ guês), e eu gosto. Sem qualquer ajuda, minha neta passou a chamar-me de "Papai Doc", e o nome ficou. O nome revela a minha ocupação e caráter, mostrando também o afeto de uma neta. Dar nomes às pessoas de acordo com traços de caráter discerníveis também leva com freqüência a apelidos. Quando um treinador começa a chamar um certo elemento do time de "Buldogue", ele quer com isso salientar a tenacidade do joga­ dor. Na igreja, uma mulher especialmente hospitaleira pode ganhar o apelido de "Sra. Hospitalidade". No trabalho, a criatividade de uma pessoa para lidar com problemas pode ser reconhecida quando outros se referem a ela como "quebra-ga­ lhos". Muitos dos nomes do Espírito Santo atraem a nossa aten­ ção para Seu caráter ou atributos. Estes nomes respondem à pergunta: Como é o Espírito Santo? Os nomes sobre o caráter do Espírito Santo incluem Sopro da Vida, Espírito Eterno, Teu Generoso Espírito, Teu Bom Espírito, Espírito Santo, Espírito de Graça, Espírito de Santidade, Espírito de Justiça, Espírito de Conhecimento, Espírito da Vida, Espírito de Amor, Espírito de Força, Espírito de Poder, Espírito da Verdade, Espírito de En­ tendimento, Espírito de Sabedoria e Espírito Inabalável. Estas descrições de caráter podem ser divididas em duas classes. Primeiro, alguns dos nomes do Espírito Santo chamam a atenção para atributos que pertencem exclusivamente a Deus — por exemplo, eternidade. Segundo, muitos nomes do Espírito Santo, que se referem ao Seu caráter, descrevem alguma caracte­ rística de Deus que deve ser reproduzida até certo ponto na vida do cristão. O caráter descrito por este segundo grupo de nomes é algumas vezes chamado de "fruto do Espírito", por ser o cará­ ter desenvolvido na vida do cristão pelo Espírito Santo.


C a r á t e r P e c u l ia r A D

eus

Quando os vários nomes do caráter do Espírito Santo são usados na Escritura, eles focalizam a atenção sobre uma parte da personalidade do Espírito Santo. A fim de compreender plenamente quem é o Espírito Santo, toma-se importante en­ tender que, embora um nome possa isolar uma característica específica, o Espírito possui todos esses traços de caráter entretecidos. Assim sendo, quando consideramos o Espírito Santo como o Sopro da Vida, não devemos esquecer que essa vida é também caracterizada pela eternidade, santidade, amor, bondade e todas as outras características identificadas nos no­ mes do caráter do Espírito Santo. Sopro da Vida Quando o Espírito Santo é descrito como "o sopro da vida" (Ap 11.11; "espírito de vida" na SBB) ou "o Espírito da vida" (Rm 8.2), estes títulos enfatizam a natureza de Deus na Sua autoexistência. Só Deus é capaz de viver por Si mesmo, indepen­ dente de outros sistemas de apoio da vida. Embora as pessoas possuam vida, a sua vida difere da de Deus porque a sua con­ tinuação depende da disponibilidade de oxigênio na atmosfe­ ra, de nutrientes no alimento que comemos e da saúde perma­ nente do corpo para digerir esse alimento e combater as doen­ ças. Mas, quando a Bíblia descreve o Espírito Santo como pos­ suindo vida, essa vida é sustentada por si mesma e representa uma qualidade de vida única dos membros da Trindade. Espírito Eterno O nome "Espírito eterno" (Hb 9.14) significa que, como Deus, o Espírito Santo não tem começo nem fim. Pelo fato de viver­ mos nos limites do tempo e do espaço, nossas mentes finitas têm dificuldade para compreender a natureza da eternidade. Todas as outras coisas tiveram um começo e a maioria delas tem um fim. Mesmo a "vida eterna" que possuímos como cris­ tãos teve um começo em nossa experiência, embora seja sem fim. Só Deus é "de eternidade a eternidade" (SI 90.2).


Espírito de Justiça O título "espírito de justiça" (Is 4.4) também identifica uma característica do Espírito Santo exclusiva de Deus — a capaci­ dade de julgar com independência. Várias palavras são usadas na Escritura para descrever diferentes tipos de julgamento. As pessoas podem exercer discernimento e fazer julgamentos em algumas áreas, mas a sua capacidade de julgar é severamente limitada. Quando fazemos julgamentos, eles só são válidos com base em algum padrão externo (ou seja, uma lei, princípio ou precedente bíblico). Embora possamos discernir certas coisas, julgar os motivos de outra pessoa ultrapassa também a nossa capacidade e é uma prerrogativa peculiar de Deus. Mas o Es­ pírito de Justiça pode tomar decisões acertadas ao julgar, sem apoiar-se num padrão externo. O C a r á t e r R e p r o d u z id o N o C r is t ã o Algumas das designações do caráter do Espírito Santo identificam características que se aplicam a Deus em seu senti­ do mais completo, mas também representam o caráter repro­ duzido até certo ponto na vida do cristão. Compreender cada uma destas sete descrições do Espírito Santo resultará num melhor entendimento da obra principal dEle na transformação do nosso caráter (veja Fp 1.6). Teu Generoso Espírito O Espírito Santo é chamado de "Espírito voluntário" no Sal­ mo 51.12 (significando "Espírito generoso"). A generosidade é um dos traços de caráter que Ele busca desenvolver em nos­ sas vidas. Ser generoso é ser liberal em dar ou compartilhar (veja Rm 12.8). Mediante o Seu generoso Espírito, Deus nos "dará graciosamente todas as cousas" (veja Rm 8.32). Como o Espírito Santo produz em nós este caráter, nós nos tornare­ mos cada vez mais generosos em nossa disposição de dar de nós mesmos e dar de nossos recursos para ajudar outros em necessidade.


Teu Bom Espírito A expressão "o Teu bom Espírito" (Ne 9.20) chama a atenção para a Sua bondade. Embora só Deus seja bom no sentido mais completo da palavra, a bondade é o único traço de caráter que aparece em ambas as listas bíblicas do fruto do Espírito Santo (veja G15.21,22; Ef 5.9). Isto sugere que a bondade é algo que o Espírito Santo está comprometido em reproduzir na vida do cristão. Espírito Santo O nome "Espírito Santo" é o mais freqüentemente usado quan­ to ao Seu caráter na Escritura, ocorrendo cerca de 94 vezes no Antigo e no Novo Testamentos. Além disso, o caráter santo do Espírito é enfatizado no nome "Espírito de santidade" (Rm 1.4). Em vista do significado original de santidade ser "sepa­ rar ou cortar", santidade implica separação. No contexto de nossas vidas, isto inclui tanto separação do pecado como sepa­ ração para Deus. A santidade é o mais comunicável de todos os atributos de Deus. Podemos tornar-nos santos porque fomos feitos à imagem e semelhança de Deus (veja Gn 1.26,27). Só podemos tomar-nos santos quando o Espírito vive a Sua vida em nós. Espírito de Graça Uma quarta característica transferível do Espírito Santo é a gra­ ça, traço este enfatizado no termo "Espírito de graça" (Zc 12.10). Só pela graça ou favor imerecido da parte de Deus é que as pessoas se tomam cristãs, sendo então razoável que os cristãos devam corresponder tratando os outros graciosamente. Quan­ do Deus e os cristãos tratam com graça os outros, fazem por eles o que é desejável, embora imerecido. Só Deus é a completa personificação da graça, mas os cristãos devem falar de modo a transmitir "graça aos que ouvem" (Ef 4.29). Espírito da Verdade "O Espírito da verdade" (Jo 14.17) identifica a verdade ou inte­ gridade como outra característica do Espírito Santo que Ele


prometeu desenvolver em nossas vidas. A verdade é listada como um aspecto do fruto do Espírito Santo (veja Ef 5.9). O Espírito da verdade é o título dado ao Espírito Santo no contex­ to de guiar os apóstolos à verdade quando escreveram o Novo Testamento. Uma das marcas de autenticação das Escrituras é a verdade. Por sua vez, verdade e integridade devem ser mar­ cas de autenticação nas epístolas que o Espírito Santo está es­ crevendo em nossas vidas (veja 2 Co 3.3). Espírito de Sabedoria As descrições "Espírito de entendimento" (Is 11.2) e "Espírito de sabedoria" (Ex 28.3) enfatizam a profundidade da sabedo­ ria e do entendimento característicos do Espírito Santo. Sabe­ doria é ver as coisas da perspectiva de Deus e envolve a aplica­ ção da verdade conhecida. O começo da sabedoria é o temor do Senhor (veja Pv 1.7), mas podemos também crescer em sa­ bedoria por meio da oração. "Se, porém, algum de vós necessi­ ta de sabedoria, peça-a a Deus, que a todos dá liberalmente, e nada lhes impropera; e ser-lhe-á concedida" (Tg 1.5). A sabe­ doria é também integrada em nossas vidas como resultado da obra do Espírito de sabedoria e do Espírito de entendimento, quando Ele nos orienta e nos guia em nossa vida diária. Espírito Inabalável No Salmo 51.10, Davi orou por um espírito inabalável, confi­ ando na perseverança do Espírito Santo. Isto indica a estabi­ lidade característica do Espírito. Os que se converteram no Dia de Pentecostes "perseveravam na doutrina dos apóstolos e na comunhão, no partir do pão e nas orações" (At 2.42). Os cristãos de hoje precisam desenvolver também a perseveran­ ça em seu compromisso de ensinar a Bíblia, ter comunhão uns com os outros, observar as ordenanças da igreja e ter uma vida de oração pessoal e corporativa. Esta estabilidade resulta do ministério do Espírito inabalável se reproduzindo em nossas vidas.


C o l h e n d o O F r u t o D o E s p ír it o

Quando os cristãos usam a expressão "fruto do Espírito Santo", eles estão geralmente referindo-se aos nove traços es­ pecíficos de caráter listados por Paulo e chamados de fruto do Espírito (veja G15.21,22). Paulo usou, na verdade, esta expres­ são descritiva para identificar outra lista de três traços de cará­ ter produzidos pelo Espírito Santo na vida do cristão (veja Ef 5.9). Quando as duas listas são comparadas, só um desses tra­ ços, a bondade, aparece em ambas. O termo "fruto" é usado na Escritura para descrever aquilo que é produzido por uma entidade viva. O fruto da videira é a uva, produzida num vinhedo sadio. O fruto do útero é usado para descrever uma criança. Nesta analogia, a expressão fruto do Espírito Santo inclui todo o caráter produzido pelo Espírito Santo na vida cristã, e não apenas os 9 ou 11 traços de caráter especificamente mencionados por Paulo. O uso do termo "fruto" feito por Paulo para descrever o caráter cristão sugere uma relação entre o desenvolvimento do caráter e a colheita da safra num pomar, fazenda ou jardim. A aplicação de cinco princípios específicos de jardinagem aos nomes do caráter do Espírito Santo nos ajudará a colher o fruto do Espírito em nossas vidas. O Princípio da Semelhança Produz Semelhança No princípio, Deus criou a vida na terra com capacidade de reproduzir vida. Mas essa habilidade é limitada. Uma plan­ ta ou animal só pode reproduzir "conforme a sua espécie" (Gn 1.12,24). O jardineiro que planta sementes no jardim sabe o que irá crescer, porque uma das leis da natureza dita que a planta só pode reproduzir-se "conforme a sua espécie". Como resultado, só batatas nascerão de batatas, ou melões das semen­ tes de melão. Esta lei da reprodução da natureza tem igualmente apli­ cação na colheita do fruto do Espírito Santo. Se a semelhança produz semelhança, então somente o Espírito Santo pode produzir fruto espiritual em nossas vidas. Isto significa que


precisamos render-nos à influência controladora do Espírito Santo em nossas vidas e resistir à influência do mundo, da carne e do diabo. O fruto que produzirmos em nossa vida será semelhante à semente que plantarmos (ou seja, àquele a quem nos oferecemos para obedecer [veja Rm 6.16]). Princípio da Composição do Solo Na parábola do semeador e da semente, Jesus notou uma rela­ ção entre o fruto produzido pela semente e o solo em que ela foi plantada (veja Mt 13.8). Os jardineiros sabem que certas plan­ tas crescem melhor em determinados tipos de solo. O cacto pode ser plantado numa mistura de solo composta em sua maior parte de cinzas e areia, mas os produtores de violetas africanas usam apenas marga da melhor qualidade. Assim como a planta produz fruto quando extrai o que necessita do solo em que é plantada, os cristãos também pro­ duzem fruto quando extraem o que precisam de Cristo, no qual permanecem (veja Jo 15.5-7), e do Espírito Santo, quando an­ dam no Espírito (veja G15.16). Quando deixamos de permane­ cer em Cristo e andar no Espírito, tornamo-nos como a planta que é arrancada de seu ambiente e solo ideais. Se a planta per­ manecer muito tempo nessa condição, murchará e morrerá. Se permanecer no solo adequado, florescerá e produzirá fruto. Produzimos então o fruto do Espírito Santo quando permane­ cemos plantados nEle. Princípio das Primeiras e das Últimas Chuvas Para ilustrar a necessidade de paciência, Tiago lembrou aos seus leitores: "Eis que o lavrador aguarda com paciência o precioso fruto da terra, até receber as primeiras e as últimas chuvas" (Tg 5.7). O princípio das primeiras e das últimas chuvas ensina que o fruto é produzido numa temporada de crescimento que inclui períodos de chuva e de sol. Se chover todo o tempo, as plantas apodrecem no campo. Se só fizer sol e calor, elas secam e morrem. Mas o equilíbrio entre chuva e sol em períodos dife­ rentes, na estação de crescimento, resulta numa planta produ­ tiva e numa colheita abundante.


O princípio das primeiras e das últimas chuvas ajuda-nos a compreender como Deus se utiliza das várias estações em nossa vida, algumas aparentemente boas e outras aparentemen­ te más, a fim de produzir o caráter espiritual que está desen­ volvendo em nós (veja Rm 8.28.29). Se a maioria dos cristãos fizesse a sua própria vontade, eles pediriam uma vida inteira de temporadas de sol, quando tudo parece ir bem. Muitos de nós ficam facilmente frustrados durante as estações chuvosas da vida. Quando o céu está escuro, parecemos afundar no loda­ çal dos detalhes mundanos da existência. Mas o Espírito Santo sabe quais as estações de que precisamos para amadurecer e pro­ duzir fruto espiritual. Assim como o lavrador que cuida de uma estufa pode escurecê-la quando o sol está muito forte, ou ligar o sistema de irrigação para regar as plantas, o Espírito Santo con­ trola o nosso ambiente para produzir fruto espiritual em nós. Princípio da Limpeza do Mato Quando Jesus contou a parábola do semeador e da semente, Ele notou que algumas sementes deixaram de amadurecer e produzir plantas frutíferas por terem sido sufocadas pelo mato que cresceu ao seu redor (veja Mt 13.7). Todo jardineiro do­ méstico sabe que é necessário capinar constantemente o jardim no período de crescimento, se quiser fazer uma colheita farta. Quando as ervas daninhas começam a predominar no jardim, é improvável que qualquer vegetal plantado se tome forte como deveria ser sem elas. Na parábola do semeador, Jesus comparou o mato aos "cuidados do mundo e à fascinação das riquezas" (Mt 13.22). Em outra parábola, Jesus falou do joio semeado pelo inimigo (veja Mt 13.24-30,36-43). Os cristãos que desejam colher o fru­ to do Espírito Santo em suas vidas devem capiná-las periodica­ mente, arrancando ansiedade, engano e outros pecados que possam prejudicar o desenvolvimento do caráter cristão. Princípio da Poda Uma tarefa incessante num vinhedo ou pomar é a da po­ da. Isto envolve cortar as partes da planta que não produzem


fruto, a fim de que o restante produza mais frutos ou frutos mais fortes. Quando Jesus descreveu a relação entre a Sua Pes­ soa e os discípulos no contexto de uma videira, Ele notou que o Pai podava periodicamente a videira para aumentar a produti­ vidade dos seus ramos (veja Jo 15.2). O sentido principal em que o termo "fruto" é usado neste contexto é o de ganhar pes­ soas para Cristo, mas um significado secundário pode ser apli­ cado na colheita do fruto do Espírito Santo. Deus pode podar partes de sua vida para ajudá-lo a de­ senvolver o tipo de caráter que Ele quer que você possua. Tiago lembrou aos primeiros cristãos que "a provação da vossa fé... produz perseverança" (Tg 1.3). Durante o período difícil da poda, faríamos bem em seguir o conselho de Tiago e permitir que a "perseverança seja completa, para que sejais perfeitos e íntegros, em nada deficientes" (Tg 1.4).


O uarta P a rte

/

4

O ita

e.taL

'D ô is p fo iiô £ a n

t ô


C a p ít u l o 9

flcm&s "Dó éspítltc £antó /Va fluletla 7 > a ' B íb U a


Como o Espírito Revelou e Inspirou a Escritura 1. 2. 3. 4. 5. 6.

Espírito do Deus Santo Espírito da Revelação Vento Espíritos dos Profetas Espírito da Profecia Espírito da Verdade

Sua revelação em sonhos e visões. Sua revelação da verdade. Sua energia na inspiração. Sua energia no processo de escrita. Sua confirmação da verdade. Sua revelação do conteúdo da Escri­ tura.

Como o Espírito nos Ajuda a Entender a Escritura 1. Unção 2. Plenitude de Deus

Ele remove a cegueira espiritual. Ele nos ajuda a compreender.

Bíblia é única na história da literatura religiosa. Ela afirma que o seu conteúdo é eterno e oferece o cami­ nho da vida eterna aos que crêem na sua mensagem. A Bíblia afirma ser a verdadeira palavra de Deus, e, portanto, perfeita, sem erros. Paulo escreve: "Toda Escritura é inspirada por Deus" (2 Tm 3.16). A palavra traduzida por "inspirada" é theopneustos, que significa "soprada por Deus" e descreve o ato divino de "soprar". As palavras da Escritura foram "sopra­ das" por Deus. Qual o resultado de Deus ter soprado ou inspirado as palavras da Bíblia? Um ponto de vista crítico da inspiração alega que os autores foram levantados por Deus para escreve­ rem além da sua capacidade, como Shakespeare escreveu no espírito da inspiração e produziu obras que estão entre as maio­ res de todos os tempos. Um ponto de viáta elevado da inspira­ ção afirma que a mensagem da Bíblia e as palavras usadas pelos autores são exatas e sem erros. Em vista de Deus ser perfeito e

A


infalível, Ele não escreveria um livro perfeito? A resposta é sim. O Espírito Santo é descrito como sendo o Sopro de Deus e o Vento de Deus. Como tal, quando Deus inspirou a Bíblia, Ele estava mesclando o Espírito Santo com os espíritos e palavras dos escritores bíblicos. Quando lemos a Bíblia, temos acesso a uma mensagem perfeita da história e doutrina. Quando lemos a Bíblia, fazemos mais do que gravar sua mensagem em nossas mentes. Colocamos o Espírito Santo em nosso coração, porque as palavras da Bíblia são as palavras de Deus e do Seu Espírito. Referindo-se à relação entre os autores divinos e huma­ nos da Escritura, Pedro explicou: "Porque nunca jamais qual­ quer profecia foi dada por vontade humana, entretanto ho­ mens falaram da parte de Deus movidos pelo Espírito Santo" (2 Pe 1.21). A frase "movidos pelo Espírito Santo" significa guiados e carregados pelo Espírito Santo. Quando os autores escreveram, estavam escrevendo as palavras que o Espírito San­ to queria que fossem escritas. Seres humanos não teriam escrito a Bíblia se pudessem e homens não poderiam ter escrito a Bíblia se quisessem. Os se­ res humanos não teriam escrito a Bíblia porque, ao fazer isso, criariam uma mensagem do Filho perfeito de Deus que conde­ na tudo, inclusive a eles mesmos. Pelo fato de Deus vir a julgar o mundo, ninguém de bom senso escreveria um livro que o condenasse ao inferno. Pelo contrário, as pessoas escreveriam um livro reforçando sua maneira de viver. Nenhum ente racio­ nal escreveria a Bíblia, se pudesse. Em segundo lugar, os seres humanos não poderiam escre­ ver uma Bíblia mesmo que quisessem. Em vista das limitações da humanidade imperfeita, é impossível para um ser humano imperfeito, com limitada habilidade racional, conceber um Deus ilimitado que seja Todo-Poderoso e eterno em Seus atributos. Portanto, as pessoas não poderiam ter escrito a Bíblia mesmo que tivessem capacidade para isso, e não teriam escrito a Bíblia mesmo que lhes fosse dada a oportunidade.


C o m o O E s p ír it o S a n t o F oi O A u t o r D a s E sc r it u r a s

Vários nomes do Espírito Santo ajudam a explicar como Ele produziu as Escrituras. Estes nomes estão diretamente re­ lacionados com o que os professores bíblicos chamam de "re­ velação" e "inspiração". Revelação é o ato pelo qual Deus dá às pessoas conhecimento a respeito de Si mesmo que elas não poderiam ter de outra forma. Inspiração é a orientação sobre­ natural do Espírito Santo sobre os escritores da Bíblia, median­ te a qual eles escreveram a divina Palavra de Deus, transcre­ vendo-a com exatidão e credibilidade. Em ambos os casos, es­ tes atos de Deus foram principalmente realizados pelo Espírito Santo. N o m e s A ss o c ia d o s C o m O A to D e E sc r e v e r A B íb lia

1. Espírito do Deus Santo 2. Espírito da Revelação 3. Vento

4. Espíritos dos Profetas 5. Espírito da Profecia 6 . Espírito da Verdade

Espírito do Deus Santo Nabucodonosor chamou de "Espírito do Deus Santo" (Dn 4.8) ao Espírito que revelou a verdade a Daniel. O Espírito do Deus Santo revelou a Daniel o significado das visões e sonhos, que não podiam ser compreendidos mediante adivinhação ou ape­ los a falsos deuses. Nabucodonosor confirmou sua confiança na capacidade de interpretação de Daniel quando disse: "Sei que há em ti o espírito dos deuses santos e nenhum mistério te é difícil" (Dn 4.9). Mais de 50 anos mais tarde, na véspera da destruição da Babilônia, lembraram a outro rei babilônio, Belsazar: "Há no teu reino um homem, que tem o espírito dos deuses santos; nos dias de teu pai se achou nele luz e inteligência, e sabedoria como a sabedoria dos deuses; teu pai, o rei Nabucodonosor, sim, teu pai,


ó rei, o constituiu chefe dos magos, dos encantado­ res, dos caldeus e dos feiticeiros" (Dn 5.11). Daniel foi novamente chamado para interpretar o senti­ do da revelação de Deus, desta vez o escrito na parede. Espírito da Revelação Um segundo nome de autoria do Espírito Santo é "o espírito da revelação" (Ef 1.17). O Espírito Santo é o Espírito da Revela­ ção por ter revelado a verdade aos apóstolos e profetas quando eles, juntamente com Ele, escreveram as Escrituras. A palavra para "revelação" significa "desvendar". Quando Paulo orou para que os efésios recebessem o Espírito da Revelação, ele es­ tava pedindo que o mesmo Espírito que lhe revelara a verdade que escrevera ajudasse o leitor a "desvendar" ou compreender a mensagem escrita. Vento Um terceiro nome para a autoridade do Espírito Santo é o em­ blema ou figura do Espírito Santo como "vento". Quando Pedro falou dos autores da Escritura sendo "movidos pelo Espírito Santo" (2 Pe 1.21), ele usou um termo que descrevia um navio sendo movido por sobre as ondas ao receber o vento em suas velas. Assim como o vento sopra as folhas ou uma pipa numa certa direção, o Espírito Santo "soprou" sobre os escritores hu­ manos dos livros da Bíblia em certas direções enquanto escre­ viam. O resultado desta influência do Espírito Santo foi que as palavras escritas pelos autores humanos eram as próprias pa­ lavras que Deus teria escrito se decidisse tomar Ele mesmo a pena e não envolver personalidades humanas no processo de escrever. Espíritos dos Profetas Deus não optou por excluir os homens no processo de escrita, mas usou-os para nos comunicar a Sua Palavra por escrito. Um dos princípios orientadores da revelação é expresso na declara­ ção bíblica: "Os espíritos dos profetas estão sujeitos aos próprios


profetas" (1 Co 14.32). Esta afirmação indica que o ministério do Espírito Santo de revelar a verdade e inspirar a Escritura esteve sempre sujeito à personalidade do autor humano da Es­ critura. Alguns podem interpretar este versículo como significan­ do que o espírito humano dos profetas estava sujeito ao contro­ le dos profetas. Muitos comentaristas notam, porém, que é mais provável que a expressão "espírito dos profetas" signifique "o Espírito da profecia nos profetas". O verso implica que a per­ manência do Espírito Santo nos profetas permitia que eles exer­ cessem certo controle. Ao transmitir a Escritura, o Espírito guiou sobrenaturalmente cada autor humano a escrever a Palavra de Deus corretamente e sem erros, mas permitiu que o estilo lite­ rário do autor humano transparecesse nessa Palavra. Isto ex­ plica como os quatro autores humanos dos quatro evangelhos puderam descrever um único evento, tal como a alimentação dos 5.000, e cada um contribuir de maneira diferente para a nossa compreensão do evento. Os quatro relatos foram igual­ mente inspirados e estão em perfeita harmonia, mas as perso­ nalidades dos diferentes autores fizeram com que tratassem o mesmo acontecimento de modo diverso ao escreverem p que lhes foi revelado pelo Espírito Santo. Espírito da Profecia O título Espírito da Profecia enfatiza o papel do Espírito Santo além do próposito de guiar os autores humanos para assegurar que a mensagem fosse inspirada. Um dos principais motivos do Espírito Santo é glorificar Cristo (veja Jo 16.14); portanto, "o testemunho de Jesus é o espírito da profecia" (Ap 19.10). Quan­ do lemos as Escrituras, nosso intuito deve ser o de aprender o que elas ensinam sobre Jesus (veja Lc 24.44). Espírito da Verdade Quando Jesus explicou aos discípulos a obra do Espírito Santo para ajudar alguns deles a escrever as Escrituras, Ele disse: "Quando vier, porém, o Espírito da verdade, ele vos guiará a toda a verdade" (Jo 16.13). Este título do Espírito Santo enfatiza


a infalibilidade e integridade das Escrituras. Em vista de o Es­ pírito da Verdade guiar os autores humanos a toda a verdade, os cristãos podem ler e estudar a Bíblia hoje, confiando em que a leitura que estão fazendo é exata e livre de erros. C o m o O E s p ír it o S a n t o N o s A ju d a A C o m pr e e n d e r A s E sc r it u r a s

O Espírito Santo não só escreveu a Bíblia como também está envolvido em ajudar-nos a entender o que Ele escreveu. Os professores bíblicos chamam este ministério do Espírito San­ to de "iluminação". Iluminação é o ministério do Espírito San­ to que nos capacita a compreender e aplicar a mensagem espiritual das Escrituras. Quando o cristão abre a Bíblia e co­ meça a descobrir as verdades da Palavra, este ministério do Espírito Santo o habilita a compreender a mensagem da Escri­ tura. N

o m es

R e f e r e n t e s A A ju d a D o E sp ír it o S a n t o N a C o m pr e e n sã o D a s E s c r it u r a s

1. Unção 2. Plenitude de Deus U n çã o

O título "Unção" é usado num contexto que enfatiza o auxílio do Espírito Santo para ajudar-nos a compreender a Bíblia: "E vós possuís unção que vem do Santo, e todos tendes conheci­ mento" (1 Jo 2.20). Alguns professores da Bíblia acreditam que o título se aplica ao Espírito num duplo sentido. Primeiro, te­ mos a unção do Espírito Santo na conversão, quando O recebe­ mos (veja o Capítulo 8 ). Segundo, podemos receber unções subseqüentes do Espírito Santo em ocasiões de reavivamento pessoal (veja o Capítulo 11). Em ambos os casos, o ministério do Espírito Santo como Unção ajuda-nos a entender a verdade das Escrituras.


Plenitude de Deus O Espírito Santo é também descrito como "plenitude de Deus" (Ef 3.19). Neste sentido, o Espírito Santo ajuda-nos a compre­ ender as Escrituras em nível experimental. Ao aplicar bons hábitos de estudo à leitura e ao estudo da Bíblia, qualquer um pode entender suas verdades e chegar a conclusões sobre o sig­ nificado do que está escrito. Mas isto não resulta necessaria­ mente em qualquer mudança na nossa vida cristã. A mudança tem lugar quando o Espírito Santo aplica as Escrituras à nossa experiência cristã. Quando o Senhor toma a Palavra de Deus real na vida dos cristãos, eles começam a compreender as Es­ crituras de maneira experimental. Isto só pode ser realizado pela Plenitude de Deus. C o m o L er E C o m p r e e n d e r O L iv r o D o E s p ír it o S a n t o

A maneira como as pessoas lêem e compreendem um li­ vro depende muitas vezes de suas idéias preconcebidas sobre o autor. Quando lêem outro livro do mesmo autor, tendem a lêlo com certas expectativas específicas. Em vez de o segundo livro ser julgado de acordo com os seus próprios méritos, ele é inevitavelmente comparado com o anterior. E então concluem: "O primeiro livro era muito melhor" ou "O segundo livro ga­ nha de longe do primeiro". Os leitores tendem a fazer julga­ mentos precipitados sobre os autores, baseados num único li­ vro deles. Em conseqüência, os autores são em breve coloca­ dos num molde que poucos conseguem quebrar, tais como: "Ela é escritora de livros de mistério", ou "Ele escreve sobre a vida cristã", ou ainda "Um livro desse autor só pode ser de ficção científica". Como cristãos, nossa compreensão dos nomes do Espíri­ to Santo como autor influenciará a maneira como nos aproxi­ mamos do Seu Livro, a Bíblia. Mas, ao contrário de muitos autores humanos, o Espírito Santo não está restrito em Seu Li­ vro a um único estilo literário ou assunto. A Bíblia contém algo de interesse e valor para todos. Quatro princípios relativos à


nossa apreciação do autor influenciarão a maneira como lemos e compreendemos a Bíblia. Princípio do Autor/Deus O primeiro princípio para ler a Bíblia é considerar o Autor, que, naturalmente, é Deus. Em vista de o Espírito Santo ser também Deus, a Bíblia que Ele inspirou é nada menos que a Palavra de Deus. Os que consideram a Bíblia como a Palavra de Deus irão lê-la de modo diferente dos que a vêem apenas como uma lite­ ratura comum ou como outro livro religioso. Quando os auto­ res escrevem um livro, investem nele algo de si mesmos. Quan­ do Deus, o Espírito Santo, escreveu a Bíblia, Ele investiu algo de Si mesmo neste livro. Como resultado, a Bíblia é um livro ímpar que deve ser discernido espiritualmente. Ao ler e estudar este livro espiritual, a Bíblia, os cristãos devem abordá-lo num nível espiritual de referência. Antes de buscar ouvir a Deus, tome um momento para consciente e deliberadamente render-se a Ele. Peça que Ele torne real em sua vida aquilo que vai ler. Ore com o salmista: "Desvenda os meus olhos, para que eu contemple as maravilhas da tua lei7' (SI 119.18). Depois, ao ler a Bíblia como um cristão submisso, ouça cuidadosamente a voz de Deus através das Escrituras. Deixe que Deus fale a você enquanto lê a Sua Palavra e permita que ela realize os seus objetivos na sua vida (veja 2 Tm 3.16). Princípio do Autor/Professor Muitos livros são escritos hoje por professores que compilaram as suas notas sobre um determinado assunto na forma de livro didático para uso em classe. Quando os alunos fazem um cur­ so em que a apostila foi escrita pelo professor, eles a lêem de modo diferente do que fariam se tivessem apenas apanhado um livro qualquer numa livraria. Ao lerem o livro do profes­ sor, lêem cada palavra com atenção, desejosos de compreender tudo que foi escrito pelo seu autor/professor. Quando possí­ vel, eles lêem revisões do livro ou artigos escritos por outros explicando a obra; mas lerão primeiro o livro à luz do que o professor está ensinando na classe.


O princípio do autor/professor sugere que os cristãos devem ler a Bíblia da mesma forma que os alunos lêem o ma­ nual escrito pelo professor. Isto inclui quatro coisas que devem afetar a maneira como a Bíblia é lida. Primeiro, leia a Bíblia antes de ler livros sobre a Bíblia. Estudar outros livros religio­ sos não é errado, a não ser que se trate de material ensinando doutrinas falsas. Mas estude primeiro a Bíblia para obter um fundamento sobre o qual as opiniões dos outros escritores pos­ sam ser acrescentadas mais tarde. Segundo, leia a Bíblia com toda a atenção. Medite sobre as palavras da Escritura e permita que ela se tome parte da sua vida (veja SI 119.15). Quando alguém pediu a R. A. Torrey que lhe dissesse numa palavra como estudava a Bíblia, este respon­ deu: "Com reflexão". Assim como o aluno lê o compêndio no contexto do que o professor está ensinando em sala de aula, o cristão deve ler também a Bíblia com reflexão, considerando atentamente o que o Espírito Santo tem ensinado a ele em ou­ tras áreas da vida. Terceiro, dê atenção cuidadosa às palavras usadas pelo Espírito Santo para escrever o Seu Livro. Se Deus inspirou as palavras da Escritura, elas são de grande importância. Os bereanos "receberam a palavra... examinando as Escrituras" (At 17.11). A palavra "examinar" significa investigar, interro­ gar, sondar ou peneirar. Originalmente, este termo referia-se ao ato de separar a palha do trigo. Ao estudarmos a Bíblia, devemos separar cada palavra e estudá-la cuidadosa e indivi­ dualmente. Quarto, leia a Bíblia para compreender o que ela está di­ zendo. Não leia a Bíblia para encontrar um texto que prove determinado sistema teológico. Pelo contrário, seja diligente em seu estudo da Escritura para permitir que a Bíblia fale por si mesma (veja 2 Tm 2.15). Princípio do Autor/Amigo Você talvez já tenha tido a oportunidade de encontrar e desen­ volver um relacionamento pessoal com algum autor. Ou, quem sabe, um amigo de longa data escreveu um livro e lhe deu um


exemplar. Tendemos a ler os livros escritos por amigos de ma­ neira diferente dos escritos por aqueles que não conhecemos. O princípio do autor/amigo sugere que nossa abordagem da leitura e estudo bíblicos pessoais é influenciada pelo nosso relacionamento pessoal com o Espírito Santo. Primeiro, quando consideramos a Bíblia como um livro escrito por nosso Amigo, planejaremos ler parte dela todos os dias e toda ela eventualmente. Alguns lêem apenas uma parte da Bíblia, mas o cristão deve estudá-la inteira, desde Gênesis até Apocalipse. A Bíblia inteira tem algo a nos ensinar sobre a Pessoa e obra de Jesus e como viver a vida cristã (veja Lc 24.27; 2 Tm 3.16,17). Os ensinos de Jesus abrangeram toda a Bíblia e Ele insistiu em que os discípulos fizessem o mesmo (veja Mt 5.17-19). A Bíblia inteira foi escrita por nosso Amigo, o Es­ pírito Santo, e devemos então desejar ler toda ela. Segundo, queremos ler o Livro do nosso Amigo sistema­ ticamente, a fim de assegurar que completemos a leitura e com­ preendamos o que está escrito. Os primeiros cristãos liam as Escrituras diariamente, estabelecendo um bom exemplo para os de hoje (veja At 17.11). Ler sistematicamente implica: (1) ler a Bíblia a cada dia; (2) ler na mesma hora todos os dias; e (3) seguir o mesmo padrão ou programa de leitura todos os dias. Terceiro, quando lemos a Bíblia como um livro da autoria de um Amigo, tendemos a lê-la permitindo que nosso conheci­ mento íntimo desse Amigo dê colorido à leitura. Uma certa expressão poderia talvez passar despercebida antes de você conhecer bem o autor, mas ela agora salta da página, com um significado especial. À medida que nossa amizade com o Espí­ rito Santo cresce, compreenderemos cada vez melhor o Livro do nosso Amigo. Princípio do Autor/Ajudador Algumas vezes temos a oportunidade de ir a um seminário, workshop ou conferência onde recebemos ajuda de um autor/ orador. Quando isto ocorre, não é incomum desejarmos com­ prar os livros do autor, especialmente os que escreveu tratando da área problemática em que já recebemos alguma ajuda. A


seguir, quando lemos o livro, não o lemos da mesma maneira como lemos outros livros, mas para obter perspectivas adicio­ nais que possam ser aplicadas em nossa vida. O princípio do autor/ajudador sugere que, quando experimentamos o ministério de ajuda do Espírito Santo em nossas vidas, devemos ser motivados a ler a Bíblia para aplicála em nosso viver diário. Tiago advertiu a primeira igreja: "Tomai-vos, pois, praticantes da palavra, e não somente ou­ vintes, enganando-vos a vós mesmos" (Tg 1.22). Ao ler as Es­ crituras, faça a si mesmo as seguintes perguntas: • • • • •

Há algum mandamento a ser obedecido? Há alguma promessa a ser recebida? Há algum pecado a ser evitado? Há alguma oração a ser feita? Há algum desafio a ser aceito?

O autor escreve um livro esperando que seja lido. O lei­ tor lê o livro, permitindo que o conhecimento do autor influen­ cie a sua compreensão do mesmo. O Espírito Santo escreveu a Bíblia, pretendendo que ela afetasse as nossas vidas. Ao ler a Bíblia esta semana, permita que o seu conhecimento crescente do Autor divino aumente a sua compreensão e a sua reação à sua mensagem.


C a p ít u l o 1 0

/S ta te s iô

é - s p ít U e

£ a n lõ na C t la ç ã â


O Espírito Santo como Criador 1. 2. 3. 4.

Pomba Protetora Dedo de Deus Voz do Senhor Sopro da Vida

Sua atenção constante à criação. Sua criação expressiva de beleza. Seu poder na criação. Sua vida na criação.

Obra do Espírito na Criação 1. Resultado da Sua obra:

Criação da ordem. Criação do desenho. Criação de beleza. Criação da vida. Preservação da criação. Renovação da criação.

uando Deus criou os céus e a terra, o Espírito Santo estava envolvido no processo da criação. Algumas vezes, a atividade do Espírito Santo na criação é des­ adamente como passiva. A primeira menção ao Espíri­ to Santo nas Escrituras descreve a Sua obra usando uma pala­ vra geralmente empregada para descrever um pássaro pairan­ do protetoramente sobre o ninho onde se encontram seus ovos ou filhotes: "O Espírito de Deus pairava por sobre as águas" (Gn 1.2). Mas outras declarações da Escritura, relativas à obra cria­ tiva do Espírito Santo, tornaram claro que Ele foi mais ativo do que passivo na criação. Em seu conselho a Jó, Eliú atribuiu a obra da criação da vida diretamente ao Espírito Santo. "O Es­ pírito de Deus me fez; e o sopro do Todo-Poderoso me dá vida" (Jó 33.4). As Escrituras usam várias metáforas em referência à obra criativa do Espírito Santo. Estes nomes incluem os de So­ pro, Pomba, Dedo de Deus, nomes da Vida e nomes da Voz do

Q


Espírito Santo. O simples fato de outras Escrituras identifica­ rem o envolvimento de outro membro da Trindade na mesma função criativa não minimiza o papel do Espírito Santo. Elas apenas ilustram a colaboração da Trindade no ato da criação. Neste capítulo, consideraremos vários desses nomes da criação para o Espírito Santo, a fim de compreender e apreciar melhor Sua obra específica na criação. Este ensino importante da Escritura tem implicações significativas para as nossas vi­ das hoje. O E s p ír it o S a n t o C o m o C r ia d o r

Como notado anteriormente, vários nomes do Espírito Santo sugerem Sua obra na criação do mundo, inclusive nomes como "o Espírito de Deus" (Gn (1.2). Embora todos os nomes do Espírito Santo incluam Seus atos como Criador, quatro de­ les em particular podem ser vistos como nomes abreviados enfatizando a Sua obra criadora. N o m es D e D

1. Pomba Protetora 2 . Dedo de Deus

eu s

N

a

C r ia ç ã o

3. Voz do Senhor 4. Sopro da Vida

P o m b a P ro teto ra

A primeira descrição do Espírito Santo na Escritura O descreve no contexto de uma pomba protetora ("pairando por sobre"). Embora a figura de uma pomba não seja especificamente men­ cionada no contexto da criação (veja Mt 3.16), Sua presença como pomba, na criação, é sugerida pelo uso de um verbo hebraico especial em Gênesis 1.2. O verbo merachepheth, traduzido como "pairava", ilustra o ato protetor da pomba que gentilmente bota seus ovos e os mantém quentes até que os filhotes saiam da casca. Ela continua depois a pairar sobre eles até que possam voar e alimentar-se sozinhos. Esta figura do Espírito Santo como Pomba Protetora des­ creve Sua obra de dar vida ao novo mundo. A primeira men­ ção do Espírito Santo no Novo Testamento também descreve a


Sua obra no contexto de dar à luz; as Escrituras descrevem Maria como "grávida do Espírito Santo". Algumas semelhanças en­ tre essas duas referências do Espírito Santo podem ser encon­ tradas, mas a obra do Espírito Santo na criação estendeu-se para além do que é normalmente considerado no contexto de ori­ gem. Dedo de Deus Jesus usou a expressão "dedo de Deus" (Lc 11.20) para alertar­ nos quanto a outro meio das Escrituras descreverem a obra do Espírito Santo na Escritura. Davi descreveu o mundo que Deus criou como "obra dos teus dedos" e "obras da tua mão" (SI 8.3,6). Outros nomes do Espírito Santo relacionados com este nome criativo incluem "a mão de Deus" (2 Cr 30.12), "a mão do Senhor" (Jó 12.9) e "a mão do Senhor Deus" (Ez 8.1). Assim como o artista usa as mãos ou os dedos para criar um quadro ou uma bonita peça de cerâmica, o dedo ou a mão de Deus é uma referência à natureza criativa do Espírito Santo que acrescenta beleza, escopo e dimensão ao mundo. O Espíri­ to Santo está trabalhando para tornar a criação atraente e agra­ dável à humanidade. Esta é uma linguagem "antropomórfica" — descrevendo o divino em termos humanos. A Escritura usa várias figuras de linguagem desse tipo, falando do Espírito Santo criando vida (veja Jó 12.9), fazendo existir a matéria (veja SI 102.25), mol­ dando os céus estrelados (veja SI 8.3), juntando a massa física da terra (SI 95.5), criando o homem (veja SI 119.73) e arranjando a geografia física do mundo (veja Is 41.18-20). O fato de enten­ der a obra do Espirito Santo na criação neste contexto deveria incitar um senso de celebração (veja SI 92.4) e a humilhação do nosso ego diante da mão de Deus (veja 1 Pe 5.6). Voz do Senhor Vários nomes para a "voz" do Espírito Santo também incluem Seu envolvimento na criação, não tanto nas frases em si como nas outras afirmações relativas à criação. Apreciar a obra criativa da Voz do Senhor é fundamental para uma fé sadia e


crescente em Deus. "Pela fé entendemos que foi o universo formado pela palavra de Deus, de maneira que o visível veio a existir das cousas que não aparecem" (Hb 11.3). Isto inclui o envolvimento do Espírito Santo na criação do mundo, tirado do nada (isto é, trazer a matéria à existência). É significativa neste aspecto a freqüência com que os vários nomes de vozes do Espírito Santo estão ligados às manifesta­ ções físicas na natureza (veja SI 18.13; 29.3-9; 77.18). Quando ouvimos a Sua Voz dirigindo as nossas vidas hoje, nossa res­ posta deve ser de obediência em vez de rebelião (veja SI 95.7; Hb 3.7). S o p ro d a V ida

O Espírito Santo é descrito como o Sopro (veja Ez 37.9), o Sopro do Todo-Poderoso (Jó 33.4), o Sopro de Deus (Jó 27.3), o Sopro da Vida (veja Ap 11.11), o Sopro do Senhor (veja Is 40.7) e o Sopro das Tuas Narinas (veja SI 18.15). Ele é também descrito como o Espírito da Vida (veja Rm 8.2) e por outros nomes enfatizando Sua capacidade de dar vida e sustentar a vida. Todos esses nomes chamam a atenção para aquele mo­ mento na história em que "formou o Senhor Deus ao homem do pó da terra, e lhe soprou nas narinas o fôlego de vida, e o homem passou a ser alma vivente" (Gn 2.7). A relação entre os nomes do Espírito Santo que mencionam Sopro e o início da vida humana foi especificamente identificada por Eliú quando disse: "O Espírito de Deus me fez; e o sopro do Todo-Poderoso me dá vida" (Jó 33.4). A O bra D

o

E s p ír it o S a n t o N a C r ia ç ã o

Como mencionado antes, o Espírito Santo esteve envol­ vido ativamente nos vários aspectos da criação do mundo. Uma comparação do ensino bíblico sobre este ministério do Espírito Santo revela Sua responsabilidade direta quanto a pelo menos seis aspectos da criação, preservação e renovação deste mun­ do. O Seu envolvimento na criação resultou na ordem, de­ senho, beleza e vida da criação em si. Sua função criativa


contínua assegura tanto a preservação atual como a renovação futura da criação. Criação da Ordem Como notamos, a primeira menção ao Espírito Santo na Escri­ tura descreve o fato de Ele pairar sobre o caos original e intro­ duzir ordem no mundo (veja Gn 1.2). Isaías descreveu o Espí­ rito do Senhor como medindo, calculando e pesando as partes do mundo ao trazê-lo à existência (veja Is 40.12-14). O Espírito Santo é igualmente descrito como Criador dos céus, que, tal­ vez mais do que qualquer outro aspecto da criação, demonstra a ordem do universo (veja SI 33.6). Criação do Desenho O Espírito Santo é aparentemente responsável pelo desenho na criação. "Pelo seu sopro aclara os céus, a sua mão fere o dragão veloz" (Jó 26.13). Muitos professores da Bíblia acreditam que Jó usou o título descritivo "dragão veloz" como uma referência à Via Láctea. Se esta conclusão for exata, a criação de desígnio nos céus é atribuída ao Espírito Santo. Embora o desígnio seja atribuído aos três membros da Trindade, o Espírito Santo apa­ rentemente compartilhou do planejamento da criação, da mes­ ma forma que uma equipe de engenheiros poderia comparti­ lhar do projeto de uma ponte ou edifício. Quando o engenheiro desenha a estrutura, ele faz isso com um objetivo particular em mente. Ele pretende que essa estru­ tura cumpra o propósito para o qual foi destinada. O propósi­ to do Espírito Santo é dar glória a Deus (veja Jo 16.14). O Espí­ rito Santo realizou o Seu propósito no desígnio da criação por­ que "os céus proclamam a glória de Deus" (SI 19.1). Criação da Beleza A declaração de Jó em Jó 26.13 também implica a responsabili­ dade do Espírito Santo pela beleza da criação. Neste sentido, a obra do Espírito Santo supera a do engenheiro projetista e vai até à do arquiteto. Quando o engenheiro projeta um prédio ou outra estrutura, ele está principalmente interessado na função.


Quando o arquiteto projeta um prédio, ele se preocupa tam­ bém com a forma. Ao aplicar certos regulamentos do código de construções, o engenheiro pode desenhar quatro paredes e um teto e preparar plantas para um edifício funcional. O ar­ quiteto pode usar esses mesmos regulamentos para desenhar um prédio similar; mas, mediante a disposição das portas e ja­ nelas, o emprego de materiais de construção específicos, o ar­ ranjo da paisagem circunvizinha e a escolha de cores específi­ cas, ele transforma esse prédio funcional em uma obra de arte. Como o responsável pela beleza da criação, o Espírito Santo tornou belo um universo funcional. Criação da Vida Como notado na discussão anterior sobre o Espírito Santo como o Sopro da Vida, Ele é também responsável pela criação da vida humana (veja Jó 33.4). Não é inconsistente considerar o Espíri­ to Santo como Aquele que moldou um punhado de terra no Jardim do Éden, do mesmo modo que o oleiro molda a argila. A obra do oleiro humano permanecerá inanimada para sem­ pre. Mas o Espírito Santo soprou o fôlego de vida no primeiro homem e ele se tornou alma vivente. Preservação da Criação O envolvimento do Espírito Santo na criação supera a criação original por incluir a preservação da mesma. O salmista afir­ mou: "Se ocultas o teu rosto, eles se perturbam; se lhes cortas a respiração, morrem, e voltam ao seu pó. Envias o teu Espírito, eles são criados, e assim renovas a face da terra" (SI 104.29,30). Isto inclui a obra do Espírito Santo em sustentar a vida na terra hoje. Se o Espírito Santo deixasse de trabalhar, a morte e a corrupção imediatamente se estabeleceriam. Por causa da obra do Espírito Santo na preservação da criação, a renovação contí­ nua e a sustentação da vida na terra estão acontecendo. Renovação da Criação O aspecto final da obra do Espírito Santo na criação envolve a renovação eventual da criação na volta de Cristo (veja Rm 8.21).


Num certo sentido, Ele está presentemente envolvido neste processo de renovação, transformando as pessoas em novas criaturas por ocasião da conversão (veja 2 Co 5.17) e operando na transformação contínua dos convertidos (veja Fp 1.6). To­ davia, num sentido mais específico, o Espírito Santo se envol­ verá na renovação da criação quando ela for libertada do cati­ veiro e da corrupção do pecado e for restaurada ao seu caráter original. Esta renovação da criação faz parte da esperança do cristão ligada à vitoriosa volta de Cristo. A O b r a R e c r ia d o r a Do E s p ír it o S a n t o Em N

o ssa s

V id a s

Quando o indivíduo se torna cristão, "é nova criatura: as cousas antigas já passaram; eis que se fizeram novas" (2 Co 5.17). Esta obra de recriação do Espírito Santo em nossas vidas está baseada na Sua obra na criação. Vários princípios derivados dos nomes da criação para o Espírito Santo ajudamnos a compreender como Ele realiza a Sua obra de recriação em nossa vida com Deus. Princípio da Renovação Espiritual O primeiro princípio é o da renovação espiritual. A vida espi­ ritual recriada é resultado do Sopro da Vida comunicando essa vida a nós. Assim como o Espírito Santo pôde transformar o barro sem vida em alma vivente, só Ele tem poder para trans­ formar um pecador arrependido e crente em um cristão que possua vida espiritual. Este princípio fica também implícito na figura da Pomba Protetora. O ovo fértil não dará à luz um filhote se o pássaropai não conservar os ovos aquecidos uniformemente durante o período de incubação. Por exemplo, alguém que ouviu o evan­ gelho e está disposto a arrepender-se de seus pecados e confiar em Cristo para a salvação só pode ser levado a esse ponto me­ diante o ministério do Espírito Santo. Embora outros fatores possam encorajar as pessoas a confiar em Cristo como Salva­ dor, o Espírito Santo é quem finalmente as transforma em uma


nova criatura em Cristo. Compreender este princípio de renovação espiritual deve afetar a maneira como oramos por outros e por nós mesmos. Primeiro, devemos orar para que o Espírito Santo opere atra­ vés de nós e de nossos esforços para alcançar nossos amigos com o evangelho, a fim de que nossas tentativas se mostrem eficazes. Segundo, devemos pedir ao Espírito Santo que use nossa leitura bíblica, confraternização com outros cristãos e exercício de outras disciplinas espirituais, tais como adoração, contribuição e assim por diante, em Sua obra contínua de recri­ ação em nossas vidas. Só então poderemos ficar certos de que essas práticas estão ajudando, e não prejudicando nosso cresci­ mento espiritual. Princípio dos Padrões Espirituais O termo Dedo de Deus subentende o princípio dos padrões espirituais que também influenciam a nossa vida cristã. Em­ bora inúmeras referências ao dedo ou mão de Deus nas Escri­ turas tenham a tendência de enfatizar o poder milagroso do Espírito Santo, pelo menos duas delas nos lembram deste prin­ cípio dos padrões espirituais. Primeiro, a lei de Deus (ou seja, os Dez Mandamentos) foi originalmente escrita pelo "dedo de Deus" (Ex 31.18; Dt 9.10). Segundo, quando Deus julgou a Babilônia, Ele fez com que a Sua mensagem de juízo fosse pri­ meiramente escrita na parede pelo Seu dedo (veja Dn 5.5). Um dos sermões mais famosos de D. L. Moody comparou esses dois eventos e pediu ao leitor que compreendesse que o juízo de Deus estava baseado nos padrões da Sua lei. O princípio dos padrões espirituais reconhece que o mes­ mo Dedo de Deus que moldou os céus registrou um padrão espiritual para governarmos as nossas vidas. O fabricante de qualquer máquina geralmente publica um manual, dando ins­ truções ao proprietário sobre como cuidar dela e mantê-la. Assim também, nosso Criador colocou nas Escrituras as infor­ mações e diretrizes necessárias para fazer "funcionar" as nos­ sas vidas — alcançando nosso maior potencial e experimen­ tando nossa maior sensação de realização.


Princípio da Espada do Espírito Um terceiro princípio derivado dos nomes do Espírito Santo para a criação é o princípio da Espada do Espírito. Se crermos que o mundo foi criado pela Palavra de Deus, tiraremos pro­ veito da "espada do Espírito, que é a palavra de Deus", e ire­ mos usá-la como um instrumento eficaz tanto para nosso cres­ cimento espiritual como em nossas batalhas para o Senhor (veja Ef 6.17). O termo grego rhema, traduzido "palavra" aqúi, refere-se à palavra específica que Deus traz à mente num contexto espe­ cífico. As vezes, ao ler a Bíblia, um versículo específico parece saltar da página, tendo um significado aplicável a uma deter­ minada necessidade em sua vida. Outras vezes, quando você luta para tomar uma decisão, o Espírito pode trazer à mente um versículo que o ajuda a esclarecer certos pontos e a tomar a decisão certa. Estes são exemplos da Espada do Espírito que é a Palavra (rhema) de Deus (veja Rm 10.8). Ao reconhecermos o valor deste princípio em operação nas nossas vidas, devemos ser motivados em nossa leitura e memorização da Bíblia. O Espírito Santo só pode fazer-nos lem­ brar de um versículo se já estivermos familiarizados com ele mediante a leitura bíblica e a memorização desse versículo. E, portanto, razoável concluir que nossa perseverança na leitura bíblica e memorização da Escritura irá assegurar maior eficiên­ cia da Espada do Espírito no processo de recriação das nossas vidas. Princípio de Orientação do Espírito Outro princípio derivado dos nomes da criação é o da orienta­ ção do Espírito. Este princípio é uma extensão dos dois ante­ riormente mencionados. Se reconhecermos os princípios dos padrões espirituais e da Espada do Espírito, desejaremos se­ guir a direção do Espírito em nossas vidas mediante o Seu tes­ temunho interior e por meio dos claros ensinamentos da Bí­ blia. O Espírito Santo também pode usar, e usa, os conselhos espirituais de outros, as circunstâncias especiais em que nos encontramos e outros meios para orientar nossas vidas.


Princípio da Intervenção Espiritual O último princípio derivado dos nomes da criação para o Espí­ rito Santo é o da intervenção espiritual. E lógico pressupor que nunca haveria mundo se este não tivesse sido criado pela pala­ vra de Deus. Parece, igualmente, que o mundo teria permane­ cido no caos se não fosse a obra do Espírito Santo na criação. Da mesma forma que Deus interferiu no passado para realizar a Sua vontade, Ele tem liberdade para intervir no futuro. O princípio da intervenção espiritual reconhece que houve e con­ tinuará a haver tempos em que Deus intervém a fim de realizar o que somente Ele pode realizar. Quando o indivíduo se torna cristão, uma mudança sig­ nificativa ocorre às vezes em sua vida que não pode ser explicada independentemente da intervenção de Deus. Os cris­ tãos também experimentam freqüentemente mudanças nas cir­ cunstâncias da vida que fogem ao seu controle, mas não esca­ pam ao controle do Espírito Santo (veja Pv 21.1). Terceiro, al­ gumas vezes a intervenção do Espírito Santo é tão sutil que pode não ser reconhecida como intervenção divina, mas sim­ plesmente como o passo lógico seguinte numa série de eventos (veja Atos 15.28). Reconhecer o princípio da intervenção espi­ ritual deve tornar-nos mais receptivos para permitir que Deus proceda a mudanças em nossas vidas.


C a p ít u l o 1 1

O/Hlnlstétlô è q u lU b t a ò e 2 *

é-spítlie £ a n te


O M

in is t é r io

E q u il ib r a d o D

Sete Descrições Gerais 1. Espírito de Acesso 2. Espírito de Habitação Interior 3. Espírito de Poder 4. Espírito de Unidade 5. Espírito de Frutificação 6. Espírito de Plenitude 7. Espírito de Vitória Entristecendo o Espírito Santo 1. Blasfemar contra o Espírito Santo 2. Mentir para o Espírito San­ to 3. Ultrajar o Espírito Santo 4. Resistir ao Espírito Santo 5. Apagar o Espírito Santo

o

E sp ír it o S a n t o

Sua função em nos ajudar a orar. Sua presença no crente. Sua ajuda para obedecermos à Sua vontade. Sua função em unir os crentes. Sua função em tornar os crentes produtivos. Sua função em dar-nos capacidade para servir. Sua função em ajudar-nos a vencer.

Rejeitar Jesus Cristo. Enganar a Deus. Adiar a salvação. Rejeitar a vontade de Deus. Afastar de sua vida a influência do Espírito Santo.

Espírito Santo é o Espírito de Cristo (veja Atos 16.7; Rm 8.9; G14.6; Fp 1.19; 1 Pe 1.11). O Espírito, portanto, glorifica a Cristo. Qualquer atenção dada a Ele glorifi­ ca Cristo. Jesus disse aos Seus discípulos que a ênfase do nistério do Espírito Santo era glorificar o Filho: "Ele me glorifi­ cará porque há de receber do que é meu, e vo-lo há de anun­ ciar" (Jo 16.14). Como resultado, grande volume de material e músicas bíblicas exaltam o nome de Jesus. Por outro lado, al­ guns acham que comparativamente menos atenção é dada à pessoa e obra do Espírito Santo, embora a Escritura chame freqüentemente a atenção para a Sua obra (veja Mt 10.19,20;

O


Lc 2.25-29; 12.11,12; Jo 7.39; 14.26; 16.13; At 2.2-4; 5.3,4; 10.9,13-15,19,44-46; 11.5,7,8,12; 13.2; 15.28; 19.6; Rm 8.5,16,26,27; 1 Co 2.13; 12.7-11; G14.6; 5.16-25; 6 .8 ; 1 Jo 2.27). Em conseqüên­ cia, os cristãos nem sempre dão a Ele Seu lugar de direito. No Livro do Espírito Santo, a Bíblia, provavelmente lere­ mos mais sobre os feitos da Primeira ou Segunda Pessoa da Trindade do que sobre a Terceira Pessoa. Isto não significa que o Espírito Santo seja menos importante que as demais Pessoas da Divindade. Pelo contrário, tal fato reflete a Sua intenção de exaltar Cristo e dar glória ao Pai. Parece que o Espírito Santo só menciona a Si mesmo em Seu livro quando Ele dá glória a Cristo. O livro de Efésios dá mais ênfase à obra prática e ministé­ rio do Espírito Santo em relação ao crente do que talvez qual­ quer outro livro da Escritura. (O livro de Atos é descritivo, e Romanos 8 é teológico.) O livro de Efésios contém talvez a dis­ cussão mais abrangente sobre o crescimento e maturidade do crente mediante o ministério equilibrado do Espírito Santo. Paulo descreve aqui a nova posição do crente "nas regiões celestiais", que só é possível por meio do ministério do Espírito Santo. No que pode ser a discussão mais completa do apóstolo Paulo sobre o ministério do Espírito Santo, vários termos descri­ tivos para Ele são declarados ou sugeridos em Efésios. Estes incluem o Espírito da Promessa, o Espírito de Sabedoria, o Espí­ rito de Acesso, o Espírito da Habitação Interior, o Espírito de Revelação, o Espírito de Poder, o Espírito de Unidade, o Espírito de Sentimento, o Espírito de Selo, o Espírito de Frutificação, o Espírito de Plenitude, o Espírito de Vitória e o Espírito de Ora­ ção. Alguns desses termos descritivos já foram discutidos. Nes­ te capítulo, sete títulos que contêm verdades adicionais para nosso ensino serão discutidos no contexto da obra do Espírito em equi­ librar e apoiar o processo de amadurecimento na vida cristã. M

in is t é r io

D e A po io D

o

E s p ír it o S a n t o

Em muitos aspectos, a discussão de Paulo sobre o Espíri­ to Santo em Efésios não passa de um resumo do Seu ministério


na vida cristã. Damos a seguir sete nomes ou títulos do Espíri­ to implícitos neste sumário. !

S et e N

1. 2. 3. 4.

o m es

I m p l íc it o s D

o

E spír ito S a n t o

Espírito de Acesso 5. Espírito de Frutificação Espírito de Habitação Interior 6 . Espírito de Plenitude Espírito de Poder 7. Espírito de Vitória Espírito de Unidade

Espírito de Acesso Para dar equilíbrio à vida terrena do cristão, o Espírito Santo supre a entrada nas "regiões celestiais". Seu nome implícito neste aspecto é Espírito de Acesso (veja Ef 2.18). Mediante o Espírito Santo, os cristãos têm acesso à família de Deus na sal­ vação e acesso a Deus por m eio da o ração. Quando oramos, fazemos isto por causa do ministério do "Espírito de graça e de súplicas" em nossas vidas (Zc 1 2 .1 0 ). Gozar da companhia de outros cristãos é também possível em vista da função do Espí­ rito Santo em nos dar uma nova vida quando nascemos de novo (veja João 3.5). Portanto, o Espírito Santo pode ser descrito como o Espírito de Acesso. Espírito de Habitação Interior O Espírito Santo pode ser também descrito como o Espírito de Habitação Interior (veja Ef 2.22). Quando a pessoa se torna cristã, ela passa a ser imediatamente habitada pelo Espírito San­ to. O ensino bíblico relativo à habitação interior do Espírito Santo deve motivar-nos à santidade pessoal (veja 1 Co 6.15-20). Este ensino revela igualmente como é possível para o cristão viver em santidade. A vida cristã é a vida de Deus vivendo através de nós (veja G1 2.20). O fato de o Espírito Santo viver em cada cristão possibilita uma vida santa. O que o Espírito Santo faz quando entra em nossa vida? Alguns acham que o efeito é simples sentimento ou excitação. É verdade que o Espírito traz grande alegria e paz às nossas vidas (veja G15.22). Mas os cristãos jamais devem buscar uma experiência ou sentimento sem um outro propósito em mente.


A vida cristã não é simples histeria emocional. Em vez de pro­ curar um sentimento, devemos buscar o próprio Jesus, pedin­ do que Ele entre em nossas vidas (cf. Jo 14.23; Rm 8.9 e G12.20). Sentimentos e excitação não são errados. São os subprodutos inevitáveis da obra do Espírito Santo em nossos corações. De­ vemos gozar das experiências concedidas pelo Espírito Santo, mas não buscá-las em separado dEle. O que o Espírito Santo traz quando habita em nós? Ele dá tudo que é bom e espiritual. O 1. 2. 3.

Q u e O E sp ír it o D

e

H a b it a ç ã o I n t e r io r D á

Vida Eterna Nova natureza Vida espiritual

4. Novo desejo

5. Fruto do Espírito 6. Amor e segurança

Espírito de Poder Paulo deixou implícito que o Espírito Santo podia ser descrito como o Espírito de Poder quando orou: "Para que, segundo a riqueza da sua glória, (Ele) vos conceda que sejais fortalecidos com poder, mediante o seu Espírito no homem interior" (Ef 3.16). Pelo fato de a vida cristã incluir Deus vivendo atra­ vés de nós, o Espírito Santo é a fonte de todo poder espiritual necessário para viver para Deus e servir a Ele. Assim como o motor elétrico não funciona se não for ligado, os cristãos fra­ cassarão em suas vidas se não estiverem ligados com o Espírito Santo, cheios do Seu poder, permitindo assim que Ele viva atra­ vés das suas vidas. Espírito de Unidade Outro título implícito do Espírito Santo em Efésios é Espírito de Unidade (veja Ef 4.3). O Espírito Santo torna possível a uni­ dade entre os cristãos de pelo menos duas maneiras. Primeiro, Ele é o mesmo Espírito Santo que habita em cada cristão, capa­ citando-o para a vida cristã. Isto dá a todos os cristãos algo em comum, uma base para a unidade. Segundo, foi Ele que colo­ cou todos os cristãos num único corpo, o Corpo de Cristo. "Há somente um corpo e um Espírito" (Ef 4.4). Desta forma, o


Espírito Santo estabeleceu as condições pelas quais a unidade pode ser gozada. Quando um sentimento de unidade está au­ sente num grupo de cristãos, o Espírito Santo fica anulado. Em tais casos, os^rentes podem estar lutando contra Deus, ou sim­ plesmente se recusando a permitir que o Espírito Santo contro­ le as suas vidas. Espírito de Frutificação Foi sugerido que o Espírito Santo poderia também ser chama­ do de Espírito de Frutificação porque Ele produz fruto espiri­ tual em nossas vidas. Em Efésios 5.9 lemos: "(porque o fruto da luz consiste em toda a bondade, e justiça, e verdade)". As­ sim como o fruto da árvore é o resultado do crescimento inte­ rior da mesma, o fruto na vida cristã é também resultado da obra do Espírito Santo em nós e através de nós. A forma como o Espírito Santo produz este fruto espiritual é discutida mais amplamente no capítulo sobre os nomes de amadurecimento do Espírito Santo (Capítulo 3). Espírito de Plenitude A descrição do Espírito Santo como o Espírito de Plenitude baseia-se na ordem de Paulo: "Enchei-vos do Espírito" (Ef 5.18). A plenitude do Espírito Santo é vital para a experiência de vi­ ver uma vida cristã normal. O tempo do verbo grego traduzi­ do "enchei-vos" tem o significado de "ser cheio continuamen­ te", demonstrando que experimentar a plenitude do Espírito Santo é uma experiência freqüente para os cristãos. Em lugar de ser controlado pela influência dos "espíritos" do álcool, Paulo insistiu com os efésios que permitissem que Deus controlasse as suas vidas por meio do Seu Espírito Santo. "E não vos embriagueis com vinho, no qual há dissolução, mas enchei-vos do Espírito" (Ef 5.18). Note o contraste entre ficar embriagado com os espíritos da garrafa e o encher-se do Espírito. Não é o cristão que recebe mais do Espírito, mas o Espírito Santo é que se apossa mais do cristão. Os cristãos são cheios com o Espírito Santo quando confessam seus pecados a Deus (ver 1 João 1.9) e se rendem completamente a Ele (veja Rm 6.13). Encher-se com


o Espírito Santo é um aspecto da vontade de Deus para cada cristão hoje. O E n c h im e n t o C o m O E s p ír it o É ...

1. Repetido 4 Disponível a todos os crentes 2. Para serviço e vida santa 5 poc[er para o serviço e a vida 3. Experimental Espírito de Vitória O Espírito de Vitória é um título do Espírito Santo implícito em Efésios 6.17,18. Na discussão de Paulo sobre a armadura do cristão, o Espírito Santo é mencionado duas vezes, mostrando as maneiras como mais provavelmente contribuirá para a vitó­ ria na guerra espiritual. Primeiro, a Palavra de Deus é descrita como a Espada do Espírito. Isto significa que a Bíblia é o ins­ trumento que o Espírito Santo usa para dar vitória aos crentes. A espada do Espírito é a única arma ofensiva mencionada—a maior parte do equipamento aqui descrito é para a defesa do crente. Todavia, nenhum exército vence se permanecer na de­ fesa. Daí a necessidade da Espada do Espírito. Segundo, Paulo conclui a sua ilustração com um apelo para orar "no Espírito". Paulo volta ao tema do conflito espiri­ tual, e orar no Espírito é guerra espiritual. "Porque a nossa luta não é contra o sangue e a carne, e, sim, contra os principa­ dos e potestades, contra os dominadores deste mundo tene­ broso, contra as forças espirituais do mal, nas regiões celestes" (Ef 6.12). E n t r is t e c e n d o O E sp ír it o S a n t o

De conformidade com o ministério de apoio do Espírito Santo na vida cristã, é importante que o cristão mantenha um relacionamento sadio com Ele. Paulo advertiu os efésios dos perigos de entristecer o Espírito Santo e insistiu para que não fizessem isso. Ele diz ao crente: "E não entristeçais o Espírito de Deus, no qual fostes selados para o dia da redenção" (Ef 4.30). Isto significa que o crente permite que o pecado


permaneça em sua vida. Pode ser um pecado oculto (para ou­ tros, mas não para Deus). Um pecado pode ser um hábito acei­ tável a outros, portanto não nos condena. Mas, quando o hábi­ to é errado, ele entristece o Espírito Santo. Num certo sentido, todo pecado entristece o Espírito San­ to, mas cinco pecados de um ou outro modo o entristecem es­ pecialmente. !

E n t r is t e c e n d o O E s p ír it o S a n t o

1. Blasfemar contra o Espírito 3. Ultrajar o Espírito Santo Santo 4. Resistir ao Espírito Santo 2. Mentir para o Espírito Santo 5. Apagar o Espírito Santo Blasfemar contra o Espírito Santo O pecado mais sério contra o Espírito Santo mencionado no Novo Testamento é blasfemar contra Ele (veja Mt 12.31,32; Lc 12.10). Este pecado é mais popularmente descrito como "pe­ cado imperdoável" ou "pecado que não se esquece". Nem to­ dos os professores bíblicos concordam quanto à natureza espe­ cífica deste pecado, mas uma pista pode ser que ele é mencio­ nado pela primeira vez quando os judeus que testemunharam o poder do Espírito Santo nos milagres de Jesus atribuíram es­ ses milagres a Satanás. Historicamente, o pecado de blasfemar contra o Espírito Santo envolvia a incredulidade daqueles que rejeitaram os mi­ lagres de Deus e a mensagem de Jesus que os milagres consubstanciavam. O pecado "imperdoável" hoje é a rejeição final de Cristo como Salvador durante esta vida. Deus pode perdoar qualquer pecado., mas não pode perdoar a "increduli­ dade", porque a fé é necessária para a salvação. Mentir para o Espírito Santo Um segundo pecado contra o Espírito Santo é descrito como mentir ou provar o Espírito Santo (veja At 5.4,9). Na Primeira Igreja, um casal vendeu suas terras e contribuiu generosamen­ te para a igreja com parte do seu lucro. Ao dar o dinheiro à igreja, porém, eles tentaram aparentar que estavam dando a


Deus todo o dinheiro da venda, quando na verdade tinham reservado parte dele para si mesmos. Foram culpados de cobi­ ça, de fraudar e mentir para Deus. Quando confrontados com o seu pecado, ambos caíram mortos. Este evento fez com que os outros discípulos levassem mais a sério seu relacionamento com Deus. Isto serve de advertência até hoje contra a tentativa de enganar o Espírito Santo. Ultrajar o Espírito Santo Um terceiro pecado contra o Espírito Santo é descrito como o de lançar insultos contra Ele. O escritor de Hebreus escreveu: "De quanto mais severo castigo julgais vós será con­ siderado digno aquele que calcou aos pés o Filho de Deus, e' profanou o sangue da aliança com o qual foi santificado, e ultrajou o Espírito da graça?" (Hb 10.29). Este pecado é identificado em uma das cinco passagens de advertência em Hebreus. Muitos professores da Bíblia crê­ em que essas passagens foram especificamente dirigidas a pes­ soas não-salvas que se tornaram parte da Primeira Igreja, mas não haviam entrado em relação pessoal com Deus por meio de Cristo. Este ensinamento serve como um aviso sobre as conse­ qüências da demora em aceitar o evangelho. Portanto, ultrajar o Espírito Santo pode envolver o adiamento desnecessário em obedecer ao evangelho, uma vez que a pessoa compreenda a sua necessidade e tenha sido atraída para Cristo pelo Espírito Santo. Resistir ao Espírito Santo Uma quarta maneira de entristecer o Espírito Santo é mediante o pecado de lutar contra ou resistir a Ele. Deus advertiu a gera­ ção anterior ao dilúvio: "Não contenderá o meu Espírito para sempre com o homem; porque ele também é carne" (Gn 6.3, IBB). No Novo Testamento, Estêvão acusou o Sinédrio: "Ho­ mens de dura cerviz e incircuncisos de coração e de ouvidos,


vós sempre resistis ao Espírito Santo, assim como fizeram vos­ sos pais, também vós o fazeis" (At 7.51). Este é um passo que vai além do ultraje e envolve oposição ativa à Sua orientação na vida da pessoa. Quando Deus torna a Sua vontade conheci­ da do Seu povo e ele se recusa a aceitá-la, ou a desafia e rejeita, está resistindo ao Espírito Santo. Apagar o Espírito Santo A permanência do pecado na vida do crente entristece o Espíri­ to Santo. Permitir que o pecado controle a vida do cristão e anule o seu testemunho a outros é chamado de apagar o Espíri­ to Santo. Paulo advertiu: "Não apagueis o Espírito" (1 Ts 5.19). A palavra "apagar" significa extinguir, como extinguir a sede, ou extinguir um incêndio. Em vista de o Espírito Santo ser Deus, num certo sentido, o Espírito Santo jamais pode ser apa­ gado ou lançado fora da vida da pessoa. Deus está em toda parte. Mas as pessoas podem minimizar a influência do Espíri­ to Santo em suas vidas. Assim como podemos derramar água sobre o fogo até que ele não queime mais, podemos extinguir gradualmente a influência de Deus nas nossas vidas. Isto é geralmente um sintoma de outros problemas, tais como o pe­ cado que está prejudicando o nosso relacionamento com Deus ou indiferença com as coisas que possam fortalecer-nos. Como resultado, a orientação do Espírito Santo não é mais tão impor­ tante em nossa vida como costumava ser. C o m o E v ita r P e c a r C o n t r a O E s pír it o S a n t o

No apelo de Paulo para não entristecermos o Espírito San­ to, ele também sugeriu várias coisas específicas que podem ser feitas para impedir que cometamos tais pecados contra o Espí­ rito. "Longe de vós toda a amargura, e cólera, e ira, e gritaria, e blasfêmias, e bem assim toda a malícia. Antes sede uns para com os outros benignos,


compassivos, perdoando-vos uns aos outros, como também Deus em Cristo vos perdoou" (Ef 4.31,32). Princípio de Procurar Ativamente as Barreiras O primeiro princípio que irá ajudar-nos a não pecar contra o Espírito Santo é examinar ativamente a nossa vida quanto a coisas que iriam destruir-nos. Os pecados contra o Espírito Santo são raramente cometidos isolados de outros. Na maioria das vezes, os cristãos tendem a entristecer o Espírito Santo em seu tratamento abusivo de outros irmãos. Portanto, Paulo com­ preende que o primeiro passo para restaurar a intimidade an­ terior com o Espírito Santo é procurar o pecado em nossa vida e arrepender-nos dele — especialmente qualquer pecado que tenha também prejudicado nosso relacionamento com outros cristãos. Princípio da Bondade — Aplicação Devemos buscar ser bondosos com outros, tanto com aqueles com quem temos um bom relacionamento como com os que nos ofenderam de alguma forma. Esta bondade foi ilustrada por Jesus na cruz em Seu modo de tratar o ladrão arrependido. Mais cedo, naquele dia, o ladrão arrependido acompanhara o outro ladrão ao zombar de Jesus enquanto Ele sofria na cruz. Quando o ladrão se arrependeu, Jesus mostrou-se bondoso com ele e a sua atitude parecia refletir a amizade entre dois velhos amigos. Ele foi bondoso com o ladrão, apesar do que devia estar sentindo no momento e dos comentários anteriores do homem. Princípio da Compaixão Nossa reação a outros deve ser caracterizada pela compaixão. A palavra "compaixão" dá a idéia de um coração cheio de pie­ dade por outros. A compaixão pelos outros foi uma forte moti­ vação na vida de Jesus (veja Mt 9.36), e deve também motivar Seus seguidores nas formas de lidar com outros. Quando co­ meçamos a reconhecer as pessoas que sofrem e a ajudá-las, is­ to mudará nossa atitude para com os que nos ofendem e nos


ajudará a evitar cometer pecado contra o Espírito Santo. Princípio do Perdão O princípio do perdão irá ajudar-nos a vencer a tendência de contristar o Espírito Santo. Devemos perdoar ao próximo "como também Deus em Cristo vos perdoou" (Ef 4.32). Só quando começamos a compreender como o pecado ofende a Deus é que podemos começar a entender a enormidade do Seu amor ao perdoar-nos. "Mas Deus prova o seu próprio amor para conosco, pelo fato de ter Cristo morrido por nós, sendo nós ainda pecadores" (Rm 5.8). Então, quando começarmos a com­ preender o amor de Deus, entenderemos que o Espírito Santo derramou esse mesmo amor divino em nossos corações (veja Rm 5.5). Assim sendo, devemos também expressar esse amor perdoando aos que praticarem o mal contra nós. Princípio dos Passos Deliberados Como podemos fazer todas essas coisas? A chave está em nos­ so andar com Deus. "Sede, pois, imitadores de Deus, como filhos amados" (Ef 5.1). As crianças com freqüência desejam ser como seus pais ou alguma outra pessoa importante em suas vidas. Elas imitarão deliberadamente os maneirismos peculia­ res de seu herói ou modelo. Como cristãos na família de Deus, devemos também desejar ser como nosso Pai do céu e buscar imitá-lO. Só quando nos rendemos e permitimos que Ele viva através de nós é que podemos vencer a velha natureza e aplicar estes princípios, evitando pecar contra o Espírito Santo. O Princípio de Edificar Outros O último princípio implícito no apelo de Paulo é edificar ou­ tros. Quando acontecem problemas entre cristãos, é bastante característico envolver-se em ataques sub-reptícios uns contra os outros. O apelo de Paulo, no entanto, é para que os cristãos se envolvam na tarefa de nutrir uns aos outros, com a idéia de edificar uns aos outros na fé. A inclinação do pecado é atacar aquilo que o ofende, por­ tanto, compreendemos que a nossa velha natureza atacará tudo


que possa ofendê-la. A nova natureza do cristão é perdoar tudo aquilo que possa atacá-la. Se nós, como cristãos, não quiser­ mos entristecer o Espírito Santo, o foco das nossas energias deve ser dirigido para a edificação de outros, inclusive os que nos ofenderam. A descrição do Espírito Santo na Epístola aos Efésios re­ trata Seu ministério equilibrado e enfatiza o Seu importante papel na vida cristã. Portanto, devemos ter cuidado para não entristecê-lO pecando contra Ele. Aplicar estes princípios em nossas vidas irá ajudar-nos a evitar cair nesses pecados.


C a p ít u l o 1 2

/V ô M tes

JZêaolaamaiiô 'Pata ú é jft á r t iô £ a n i â


Nomes do Reavivamento 1. Minha Bênção 2. Plenitude de Deus 3. Glória do Senhor 4. Espírito da Vida 5. Espírito de Poder Nomes de Derramamento 1. Nomes da Chuva 2. Unção

Sua função em derramar as bênçãos de Deus sobre os crentes. Sua função em tornar os crentes sensí­ veis à presença de Deus. Sua função em tornar os crentes cada vez mais semelhantes a Deus. Sua função em revitalizar a vida espiri­ tual vacilante. Sua função em energizar os crentes para o ministério. Derramamento sobre um grupo. Derramamento sobre um indivíduo.

u me converti num reavivamento ocorrido entre as igrejas presbiterianas de Savannah, Geórgia, no verão de 1950. Dois alunos da universidade bíblica estavam pastoreando uma igreja missionária no verão. Eles se encontravam para orar na varanda de um apartamento às cinco da madrugada, todos os dias. Uma pequena igreja que acomodava 200 pessoas tinha mais de 300 freqüentadores noite após noite. A eletricidade vi­ brava no ar quando os interessados se reuniam todas as noites. Eles esperavam que as pessoas se entregassem a Cristo, e isso acontecia. Converti-me no dia 25 de julho de 1950, aproximada­ mente às 23 horas, enquanto orava deitado em minha cama. Os observadores lhe dariam hoje o nom e de "reavivamento atmosférico". Todavia, ele teve uma influência profunda, porque a mudança em meu coração permanece até agora, 43 anos mais tarde. O ocorrido não foi apenas uma ex­ periência emocional, mas a unção do Espírito Santo sobre indi­ víduos e o derramamento do Espírito Santo sobre um grupo de pessoas. A palavra "reavivar" significa viver de novo, e neste

E


reavivamento senti que o cristianismo do Novo Testamento estava novamente vivo. O reavivamento evangélico é uma obra extraordinária de Deus na qual: primeiro, os cristãos se arrependem dos seus pecados quando se tornam intensamente sensíveis à Sua pre­ sença; e, segundo, as pessoas dão uma resposta positiva a Deus em obediência renovada à Sua vontade. Isto resulta tanto num ------- r

i ---------x._ j --------------------i n d i v i d u a l ---------------------------tiva

com Deus quanto no interesse acentuado no bem-estar es^r|tual do próprio indivíduo e de outros na comunidade. O Espírito Santo é o agente da nova vida espir reavivamento, não sendo então de admirar que y á £ m ;ã p s ter­ mos usados pela Escritura para descrevê-l(Xgí\raMz -tn a Sua obra no reavivamento. Estes nomes inclífem(a)Dnção (termo contemporâneo para o encher-se do Es^íô\ Sarfítí)', Minha Bên­ ção, Sopro da Vida, Orvalho, Concé^gãò^âe Poder, Torrentes sobre a Terra Seca, Plenitude de/piuSrJ^íória do Senhor, Óleo de Alegria, Poder doAltíssimí , GÍni^a que Desce Sobre a Cam­ pina Ceifada, Rios de Água Vf\?a>Aguaceiros que Regam a Ter­ ra, Espírito de Glória, /Espírito da Vida e Espírito de Poder. S a n t o E O R ea v iv a m en to

cada um desses meios de descrever o Espírito 5ua para a compreensão do reavivamento, cinco lem ser considerados como representativos para des­ cer Sua função de moldar o caráter do reavivamento. Estes lomes" são Minha Bênção (veja Is 4 4 .3 ) , Plenitude de Deus \v e jc t m 3 .1 9 ) , v jiu iic i u u D e im u i Vv c Ja 2 o . i o ;, ilsjjjljliuj u .a Vida (veja Rm 8 .2 ) e Espírito de Poder (veja 2 Tm 1 .7 ).


Minha Bênção O nome Minha Bênção para o Espírito está implícito em toda a Escritura quando se descreve o reavivamento (veja SI 24.5; 133.3; Ml 3.10). A expressão "bênção de Deus" é muito usada pelos cristãos para descrever os benefícios que Ele derrama sobre o Seu povo, mas, em última análise, a bênção de Deus é o próprio Deus. Nos períodos de reavivamento, os cristãos têm muitas vezes uma apreciação renovada de quem Deus é e das várias bênçãos associadas com a Sua pessoa e obra. Este é um resulta­ do da obra do Espírito Santo no reavivamento como a Bênção de Deus. Plenitude de Deus Quando os que experimentam o reavivamento tentam descre­ ver sua experiência para outros, não é incomum que confes­ sem: "O lugar parecia estar cheio com a presença de Deus" ou "Eu me senti tão cheio de Deus que parecia não poder conter mais nada". Como a Plenitude de Deus, o Espírito Santo torna os cristãos intensamente sensíveis à presença de Deus em épo­ cas de reavivamento. Os observadores contemporâneos cha­ mam isto de "reavivamento atmosférico". Paulo orou para que os efésios pudessem ser "tomados de toda a plenitude de Deus" (Ef 3.19). Num certo sentido, Deus está presente em todo lugar e em todo tempo. E fácil, entretanto, para os cristãos crerem na Sua onipresença, não re­ conhecendo, todavia, a Sua presença na vida diária. No reavivamento, é como se o Espírito Santo abrisse nossos olhos para ver a presença de Deus em nosso meio e permitir que Ele mude as nossas vidas. a P r e s e n ç a D e D e u s N o R e a v iv a m e n t o Crentes... 1. Esperam que Deus opere (fé). 2. São instigados a orar mais. 3. São motivados a realizar boas obras. 4. Examinam a si mesmos para descobrir pecados. 5. Arrependem-se e purificam a si mesmos. 6. Oferecem louvores a Deus.

R esu lta d o s D


Glória do Senhor Outra expressão de reavivamento para o Espírito Santo muito usada para descrevê-lo é Glória do Senhor. Paulo escreveu: "E todos nós com o rosto desvendado, contemplan­ do, como por espelho, a glória do Senhor, somos transformados de glória em glória, na sua própria imagem, como pelo Senhor, o Espírito" (2 Co 3.18). A Glória do Senhor está baseada na Shekinah do Antigo Testamento, uma manifestação da glória de Deus a Israel du­ rante as peregrinações no deserto e no Templo de Salomão. Durante o reavivamento, os cristãos ganham novamente uma visão renovada de Deus em Sua glória e majestade medi­ ante o ministério do Espírito Santo. Eles sentem que estão na presença de Deus em todo o Seu esplendor e respondem, como fez Isaías (veja Is 6) ou João (veja Ap 1), reconhecendo sua com­ pleta indignidade na presença dEle. Quando contemplam Deus na Sua glória, começam a ver suas próprias fraquezas (veja Rm3.23) e se arrependem dos seus pecados. A frase "de glória em glória" talvez seja a descrição real de um reavivamento em que Deus continua a derramar as Suas bênçãos (ou Sua presen­ ça) sobre os que aguardam por ele. Espírito da Vida Como Espírito da Vida, o Espírito Santo é o agente do reavivamento porque Ele dá nova vida aos que revivem. "Por­ que a lei do Espírito da vida em Cristo Jesus te livrou da lei do pecado e da morte" (Rm 8.2). A palavra "reavivamento" é de­ rivada de dois termos latinos que significam "viver de novo" e tem duas aplicações. Primeiro, reavivamento é a volta do cris­ tianismo do Novo Testamento a um grupo de pessoas. Segun­ do, o reavivamento é o crente voltando ao seu "primeiro amor" (Ap 2.5) — à época da sua conversão. Um dos term os hebraicos traduzidos como "reaviv am en to" no A ntigo Testamento é chayah, m ais freqüentemente traduzido como "viver". Reavivamento


significa a concessão de uma nova vida aos cristãos e igrejas mortos ou agonizantes por parte de Deus. Esta concessão de vida é um ministério do Espírito da Vida. Muitos cristãos ex­ perimentam esta vida renovada quando compreendem que o Espírito Santo os colocou "em Cristo", de modo a viver a vida cristã através deles. Espírito de Poder Notamos que embora a frase "espírito de poder" em 2 Timóteo 1.7 possa referir-se ao espírito do cristão, afonte deste poder é o Espírito Santo. Este termo teria feito Timóteo lembrar o reavivamento em Éfeso, quando "a palavra do Senhor crescia e prevalecia poderosamente" (At 19.20). Durante os períodos de reavivamento, os cristãos e as igrejas são energizados para rea­ lizar a obra de Deus de maneira muito mais intensa do que normalmente. Esta é uma razão de as igrejas experimentarem crescimento numérico durante os reavivamentos. Quando a energia do reavivamento é canalizada para o ministério produ­ tivo, Deus geralmente abençoa nossos esforços de evangelismo com resultados extraordinários. A chave para este su­ cesso no ministério é o Espírito de Poder operando em nossas vidas. O R e a v iv a m e n t o E O D

erram ar

D o E s p ír it o S a n t o

Dois termos são usados na literatura revivalista para des­ crever a experiência do reavivamento: "o derramar do Espírito Santo" e "a unção do Espírito Santo". Embora as experiências de reavivamento sejam descritas de muitas maneiras, a expres­ são "derramar do Espírito Santo" é geralmente uma referência ao espírito corporativo do reavivamento numa região ou entre um grupo de cristãos. Em contraste, quando o reavivamento vem sobre um indivíduo, é freqüentemente descrito como uma "unção do Espírito Santo".


O D erram ar D o E s p ír it o S a n t o

Reavivamento de um grupo

A U nção D o E s p ír i t o S a n t o

Reavivamento de uma pessoa

Os termos "derramar" e "unção" referem-se a graus dife­ rentes do mesmo ministério do Espírito Santo. Quando o Espí­ rito desce sobre alguém, é unção. Quando Ele desce sobre vári­ as pessoas, isso constitui um derramamento. Ambas as frases têm sua origem nas Escrituras e são constantemente usadas na literatura revivalista para descrever uma experiência intensa com o Espírito Santo. As duas expressões estão também liga­ das aos nomes de reavivamento do Espírito Santo. N

om es

D

o

D

erram am en to

1. Nomes da Chuva

D

o

E s p ír it o S a n t o

2. Unção

Nomes da Chuva Vários termos de reavivamento para o Espírito Santo estão li­ gados à idéia do Espírito molhando o solo. Estes termos des­ critivos incluem "orvalho" (Os 14.5), "torrentes sobre a terra seca" (Is 44.3), "fonte de água" (Jo 4.14), "chuva que desce so­ bre a campina ceifada" (SI 72.6), "rios de água viva" (Jo 7.38), "aguaceiros que regam a terra" (SI 72.6) e "água" (Is 44.3). Em cada caso, o Espírito Santo é descrito simbolicamente como o meio pelo qual Deus derrama Sua bênção para reavivar e refrescar os cristãos, da mesma forma que a chuva é o meio pelo qual a terra é refrescada. Estes nomes de reavivamento não devem ser tomados como negativas da personalidade do Espírito Santo, mas sim como descrições que retratam a Sua influência ao refrescar espiritualmente as pessoas sedentas, murchas ou agonizantes.


Unção Outro nome de reavivamento do Espírito Santo é "unção" (1 Jo 2.27), um termo que já consideramos antes. Alguns consi­ deram este nome como sendo exclusivamente um nome de sal­ vação do Espírito Santo, por sentirem que a unção faz as pesso­ as compreenderem a verdade espiritual. Neste caso, o termo se refere à iluminação pelo Espírito Santo. Mas a Unção pode ser também considerada como um nome de reavivamento. A unção do Espírito Santo é igualmen­ te uma experiência pós-conversão sugerida pelo contraste en­ tre a natureza e os efeitos da unção e da regeneração. Em vista de o Espírito Santo ser o agente da regeneração, é de se esperar que sejam encontradas semelhanças entre regeneração e outros ministérios do mesmo Espírito. Duas unções eram praticadas sob a lei levítica: a unção de sangue e a unção de óleo. Elas eram praticadas na purificação de um leproso (veja Lv 14) e na consagração de um sacerdote (veja Lv 8). Ambas têm aplicação típica para a vida cristã. O leproso purificado é um tipo do indivíduo purificado do peca­ do. E o Novo Testamento identifica o crente como parte de um "sacerdócio real" (1 Pe 2.9). Esta dupla unção representa a ex­ periência dupla dos crentes. Eles são primeiro ungidos com o sangue de Cristo (isto é, na regeneração), e depois com o "óleo" do Espírito Santo no reavivamento. O desejo de Davi de ser ungido com "o óleo fresco" (SI 92.10) sugere que a unção do Espírito Santo é uma experiência passível de repetição. S e t e P a s s o s Em D i r e ç ã o A o D e r r a m a r Do E s p í r i t o S a n t o

O que pode ser feito para encorajar um derramamento do Espírito Santo, a fim de podermos experimentar os Seus nomes de reavivamento? Alguns professores bíblicos acredi­ tam que jamais experimentaremos outro grande derramamen­ to do Espírito Santo ou, se um reavivamento mundial ocorrer, ele virá exclusivamente de Deus e não pode ser resultado de buscar a Deus através da oração.


Outros, porém, entendem que Deus responde às orações do Seu povo, governa as Suas atividades por certas leis e hon­ rará as promessas da Escritura se satisfizermos essas condições. Deus talvez envie um reavivamento maciço quando as Suas condições forem satisfeitas (veja 2 Cr 7.14). Uma pesquisa das referências bíblicas quanto ao derra­ mamento do Espírito Santo, ou o derramar de uma bênção de Deus sobre o Seu povo, sugere sete princípios associados com estas promessas. Quando o cristão satisfaz estas condições, ele pode experimentar a unção do Espírito Santo. Quando um gru­ po de cristãos satisfaz em conjunto estas condições, Deus então derramará sobre eles o Seu Espírito Santo. Princípio do Desejo A primeira pré-condição para o reavivamento é o desejo. O povo de Deus deve desejá-lo. Deus prometeu: "Porque derra­ marei água sobre o sedento, e torrentes sobre a terra seca; der­ ramarei o meu Espírito sobre a tua posteridade, e a minha bên­ ção sobre os teus descendentes" (Is 44.3). Aqui, como em ou­ tros pontos da Escritura, Deus usa o exemplo da sede para iden­ tificar um desejo intenso de reavivamento por parte do povo. Deus jamais enviou o reavivamento a qualquer povo que não quisesse primeiro o reavivamento e/ou os seus frutos. Princípio da Oração A oração constante e produzida pela fé é freqüentemente men­ cionada como uma pré-condição do reavivamento na Escritu­ ra. O profeta Zacarias usou a figura da chuva para descrever o derramamento do Espírito Santo, insistindo com o povo: "Pedi ao Senhor chuva no tempo das chuvas serôdias, ao Senhor, que faz as nuvens de chuva, dá aos homens aguaceiro, e a cada um erva no campo" (Zc 10.1; cf. J12.23; Tg 5.7). A oração que prevalece tem sido há tanto tempo parte dos reavivamentos históricos que alguns escritores consideram o reavivamento como um movimento de oração. O tipo de oração essencial para produzir a bênção do reavivamento é a


que prevalece, e pode ser caracterizada como a oração de fé. Princípio do Arrependimento O arrependimento de todo pecado conhecido, que envolve a humilhação do crente, é outra pré-condição essencial do reavivamento. "Atentai para a minha repreensão; eis que der­ ramarei copiosamente para vós outros o meu espírito e vos fa­ rei saber as minhas palavras" (Pv 1.23). As Escrituras também declaram: "Porque assim diz o Alto, o Sublime, que habita a eter­ nidade, o qual tem o nome de Santo: Habito no alto e santo lugar, mas habito também com o contrito e aba­ tido de espírito, para vivificar o espírito dos abatidos, e vivificar o coração dos contritos" (Is 57.15). Princípio da Entrega A pré-condição do reavivamento talvez mais mencionada na Escritura é a do reconhecimento do Senhorio ou Reinado de Cristo. Muitas das declarações proféticas relativas ao derra­ mamento do Espírito Santo se referem a uma época em que as pessoas reconhecerão Cristo, quando Ele vier para estabelecer o Seu Reino (cf. Is 32.15; J12.27,29; At 2.17,18). No Dia de Pen­ tecostes, Pedro afirmou o Senhorio de Cristo ao concluir o seu sermão: "Esteja absolutamente certa, pois, toda a casa de Israel de que a este Jesus que vós crucificastes, Deus o fez Senhor e Cristo" (At 2.36). Reconhecer o Senhorio de Cristo envolve geralmente a prática de buscar a Deus, render-se à Sua vontade e arrepen­ der-se do pecado conhecido. No Antigo Testamento, as pesso­ as buscavam a Deus para obter a Sua bênção, como alguém que procura conseguir o favor de um rei. Princípio da Comunhão A união dos irmãos é identificada como uma pré-condição da bênção do reavivamento no Salmo 133. Deus ordena a Sua bên­ ção na presença de um povo unido. Assim também, a unção de


Arão e o orvalho do Hermom são símbolos do derramar do Espírito Santo na Escritura. A expressão "unânim es" é freqüentemente usada para caracterizar a união da igreja reavivada no livro de Atos (veja at 1.14; 2.1). Princípio da Adoração O louvor está associado à bênção de Deus. Segundo a Peshitta (uma tradução síria antiga da Escritura), o salmista escreve: "Quem oferecer sacrifício de ações de graças glorifica a mim; e mostrarei a ele o caminho da salvação do nosso Deus" (SI 50.23, Peshitta, — tradução livre). Esta foi também a maneira como o versículo foi traduzido tanto na versão Septuaginta como na Vulgata do Antigo Testamento. Traduções inglesas mais recen­ tes, tais como a New International Version, também traduzem assim o verso. "O que me oferece sacrifício de ações de graça, esse me glorificará; e ao que prepara o seu caminho, dar-lhe-ei que veja a salvação de Deus" (SI 50.23, NIV, SBB). Isto significa que Deus envia a Sua bênção de reavivamento aos que O ado­ ram devidamente. Se esta leitura do versículo estiver correta, ele parece en­ sinar que o "sacrifício de ações de graça" (louvor) é uma précondição para Deus manifestar a Sua salvação. A palavra "sal­ vação" não deve ficar restrita ao seu sentido soteriológico, mas, como é geralmente o caso no Antigo Testamento, provavelmente se refere a uma bênção mais ampla de Deus, inclusive a do reavivamento. Esta ênfase condiz com uma declaração ante­ rior nos Salmos: "Contudo tu és santo, entronizado entre os louvores de Israel" (SI 22.3). Note que Deus vive na presença de um povo em adora­ ção. Seus louvores invocam a presença de Deus de maneira única. Na dedicação do templo de Salomão, os louvores do povo de Deus introduziram a presença dEle de maneira ímpar. "E quando em uníssono, a um tempo, tocaram as trombetas e cantaram para se fazerem ouvir, para louvar ao Senhor e render-lhe graças; e quando le­ vantaram eles a voz com trombetas, címbalos e


outros instrumentos músicos para louvar ao Senhor, porque ele é bom, porque a sua misericórdia dura para sempre, então sucedeu que a casa, a saber, a casa do Senhor, se encheu de uma nuvem; de ma­ neira que os sacerdotes não podiam estar ali para ministrar, por causa da nuvem, porque a glória do Senhor encheu a casa de Deus" (2 Cr 5.13,14). Princípio de Ofertar a Deus A Escritura também associa a promessa de que Deus derrama­ rá a Sua bênção com a prática de ofertar a Ele: "Trazei todos os dízimos à casa do tesouro, para que haja mantimento na minha casa, e provai-me nisto, diz o Senhor dos Exércitos, se eu não vos abrir as janelas do céu, e não derramar sobre vós bênção sem medida" (Ml 3.10). Embora o conceito de dar o "dízimo" (ou seja, dar 10 por cento de nossa renda a Deus) seja interpretado diferentemente entre os cristãos evangélicos hoje, a oferta sacrificial é uma con­ dição essencial a ser satisfeita na preparação para um derrama­ mento do Espírito Santo. Uma razão para os cristãos não ofertarem devidamente dos seus bens a Deus é que eles deixam de compreender a na­ tureza espiritual da mordomia bíblica. Receber uma oferta não é apenas um meio usado pelas igrejas para levantar dinheiro, embora este seja um propósito. As Escrituras identificam vá­ rios princípios essenciais da mordomia financeira. Primeiro, dar é uma questão espiritual e não apenas financeira (veja Ml 3.7). Segundo, deixar de dar dinheiro a Deus é uma afronta pessoal a Ele (veja Ml 3.8). E terceiro, Deus reterá muitas bên­ çãos do Seu povo se eles não lhe fizerem ofertas (veja Ml 3.9). Deus encoraja o Seu povo a prová-lO ou testá-lO na área financeira da sua vida (veja Ml 3.10). Quando fazem isso, eles descobrem que Deus os recompensa abundantemente. Primei­ ro, Ele recompensa a sua fé (veja Ml 3.10). Segundo, eles são


protegidos (veja Ml 3.11). Terceiro, Deus dá fruto em suas vi­ das (veja Ml 3.12). De tem pos em tem pos, os cristãos pedem um reavivamento a Deus. Eles buscam um significado renovado para a sua fé. Estes sete princípios fazem os crentes experi­ mentar a plenitude dos termos de reavivamento para o Espíri­ to Santo. Quando satisfizermos estas condições em nossas vi­ das, Deus nos ungirá com o Espírito Santo, resultando em reavivamento pessoal. Se outros se juntarem a nós em nosso esforço de encorajar o reavivamento, Deus derramará o Seu Espírito Santo sobre um grupo m aior e efetuará um reavivamento. Se quisermos experimentar reavivamento em nossas vidas pessoais, podemos fazer algo específico a este res­ peito.


C a p ít u l o 1 3

flôÈHVS 'PlclótUôS 7>õ

òsfftfUõ

*

ntó


R

etra tos

Galeria de Arte Religiosa 1. Unção 2. Minha Bênção 3. Fogo 4. Óleo

D

o

E s p ír it o S a n t o

Seu papel em nos separar para Deus. Seu papel em abençoar-nos com to­ das as bênçãos espirituais. Seu papel em apresentar nossa ado­ ração a Deus. Seu papel em nos consagrar a Deus.

Galeria de Costumes Sociais Sua função em garantir a nossa sal­ 1. Depósito vação. Sua função em nos levar ao Bom Pas­ 2.Porteiro tor. Sua função em nos vestir para o mi­ 3. Revestimento nistério. Galeria da Natureza Sua função em refrescar-nos diaria­ 1. Orvalho mente. Sua função em promover fruição. 2. Pomba Sua função de encher até transbordar. 3. Rios Sua função na regeneração. 4. Vento e Agua

lguns dos nomes do Espírito Santo têm uma natureza muito simbólica. Estes termos podem ser descritos como pinturas que ilustram diferentes verdades sobre o Espírito Santo. Estes retratos do Espírito Santo são pendura­ dos ao longo das Escrituras para ajudar-nos a compreender um pouco a natureza da Sua Pessoa e da Sua obra. Ao considerar esses nomes-retrato do Espírito Santo, devemos ter cuidado para não tirar conclusões que possam contrariar os ensinos claros da Escritura. Por exemplo, quadros do Espírito Santo como Óleo de Unção não devem levar-nos à idéia de que Ele é na verdade uma substância e não uma Pessoa. Apesar das suas limitações, os nomes-retrato do Espírito

A


Santo contribuem para nossa compreensão da Terceira Pessoa da Trindade. Estes nomes descrevem o Espírito Santo num con­ texto que nos é mais familiar do que conceitos abstratos como graça, amor e santidade. Entre os vários nomes pictóricos do Espírito Santo estão Unção, Minha Bênção, Depósito, Orvalho, Porteiro, Pomba, Revestimento (roupas), Dedo de Deus, Fogo, Fonte, Penhor, Óleo, Chuva, Rios, Agua e Vento. Cada um destes nomes foi atribuído ao Espírito Santo na Escritura num contexto específi­ co. Alguns professores bíblicos acrescentariam também a esta lista o nome de Eliezer, o servo que Abraão enviou para buscar uma noiva para Isaque (veja Gn 24). Eles vêem um paralelo entre o servo de Abraão e a obra do Espírito Santo ao reunir a Igreja, que é descrita como a Noiva de Cristo durante esta era. A melhor maneira de considerar os vários nomes pictóri­ cos do Espírito Santo talvez seja fazê-lo no contexto de um museu ou galeria de arte. Numa grande galeria de arte, vários artefatos podem ser arranjados em agrupamentos diferentes ao redor de um tema comum. Ao entrarmos neste museu dedica­ do ao Espírito Santo, estaremos vendo onze retratos arranjados em três galerias diferentes. N

om es

P ic t ó r ic o s D

Galeria de Arte Religiosa 1. Unção 2. Minha Bênção 3. Fogo 4. Óleo G

o

E s p ír it o S a n t o

Galeria de Costumes Sociais 1. Depósito 2. Porteiro 3. Revestimento

a l e r ia

D

e

A

rte

Galeria da Natureza 1. Orvalho 2. Pomba 3. Rios 4. Vento e Agua

R e l ig io s a

A primeira galeria neste museu pode ser descrita como galeria de arte religiosa. Alguns dos nomes pictóricos do Espí­ rito Santo são extraídos do cenário religoso da religião nacio­ nal de Israel. Quatro desses nomes-retrato religiosos são Un­ ção, Minha Bênção, Fogo e Óleo.


Unção Era costume na religião dos judeus separar alguém ou alguma coisa para Deus, mediante a unção com óleo. Os utensílios do tabernáculo eram ungidos, assim como pessoas eram separa­ das para as funções de profeta, sacerdote ou rei. Em cada si­ tuação, essa unção significava que a pessoa ou coisa ungida estava separada para o serviço especial de Deus. No contexto do Antigo Testamento, só alguns crentes fo­ ram u ngidos com o E sp írito para serviço. No N ovo Testamento, num certo sentido, todo crente tem a "unção" (1 Jo 2.27). Isto significa que todo cristão hoje foi separado por Deus para algum serviço especial. Você pode fazer algo para Deus que só você tem condições de realizar. Os cristãos devem render-se à liderança da Unção em suas vidas e usar seus dons espirituais nas oportunidades únicas de ministério preparadas para eles. Minha Bênção O segundo retrato nesta galeria mostra o sacerdote com os bra­ ços levantados para abençoar a nação. Esta bênção é também um retrato do Espírito Santo (veja Is 44.3). Muitos pastores de hoje encerram o serviço de adoração levantando as mãos e reci­ tando uma bênção. Quando o sacerdote abençoava o povo, não era simplesmente para concluir algum aspecto da adora­ ção, mas também para mostrar-lhes o favor de Deus sobre eles. Mesmo quando esta bênção ocorria no final de uma cerimônia religiosa, ela era em geral o início da celebração sincera e ado­ ração a Deus por parte do próprio povo. Em nossa visita à galeria, este talvez fosse um bom ponto para fazer uma pausa e refletir sobre as muitas bênçãos que Deus nos concede além da Sua Bênção, o Espírito Santo. Um velho hino recomenda aos cristãos que "contem as suas bên­ çãos, uma a uma". Quando estes seguem o conselho do escri­ tor de hinos e começam a contar todas as coisas boas que Deus lhes deu, recapitulá-las é quase sempre o início de ações de gra­ ças espontâneas pelo que Ele fez.


Fogo O terceiro retrato do Espírito Santo nesta galeria é representa­ do pelo fogo queimando no altar de sacrifícios. A princípio, ele parece ser um altar do Antigo Testamento para oferecer sacrifí­ cios a Deus. Mas, no Dia de Pentecostes, línguas de fogo surgi­ ram sobre os que estavam reunidos no Cenáculo quando o Es­ pírito Santo foi derramado. O fogo de Deus sobre o altar era o meio pelo qual tudo que era oferecido a Deus subia até Ele e se tornava "aroma agradável ao Senhor" (Lv 1.9). Isto também se aplica à vida cristã. Os cristãos podem tentar servir a Deus de duas formas. Quando O servem na carne, o fruto resultante desses esforços pode ser descrito como corrompido: "fruto para a morte" (Rm 7.5). Mas, quando ser­ vimos a Deus no Espírito, então o Fogo Santo fará com que esses esforços subam para Deus, e nós O adoramos e Lhe agra­ damos. Óleo O retrato final que vamos considerar nesta galeria é o de um enorme barril de óleo. E o óleo santo da unção, misturado e fresco. Esta é também uma figura do Espírito Santo (veja Hb 1.9). Quando o Espírito Santo é comparado a este óleo da unção, várias semelhanças surgem imediatamente. Primeiro, ambos são únicos. Era proibido usar a mistura de perfumes e especiarias do óleo da unção em qualquer outra coisa. Assim, o Espírito Santo também é único. Segundo, note o tamanho do barril de óleo. Este óleo da unção nunca era misturado em pequenas quantidades. Havia sempre mais óleo disponível do que se esperava usar. O Espí­ rito Santo é também ilimitado em Seu suprimento. Terceiro, as pás úmidas no canto do quadro mostram que a mistura acabou de ser feita. O óleo da unção era sempre preparado conforme necessário, estando, portanto, sempre fresco quando usado. Assim também, frescor é evidente no ministério do Espírito Santo em nossas vidas.


A G

a l e r ia

D

os

C o s t u m e s S o c ia is

Ao deixarmos a galeria de arte religiosa, encontramos uma segunda galeria contendo retratos do Espírito Santo baseados nos costumes sociais. Três dos quadros nas paredes desta sala merecem atenção especial, à medida que continuamos nossa ronda. Eles retratam o Espírito Santo como Depósito, Porteiro e Revestimento. Depósito O primeiro quadro nesta galeria mostra duas pessoas sentadas à mesa, uma passando para a outra um documento e uma sa­ cola com moedas. Era costume no primeiro século oferecer um depósito como garantia do compromisso do indivíduo em hon­ rar um acordo contratual. O apóstolo Paulo apoiou-se nesta prática cultural quando descreveu "o penhor (depósito) do Es­ pírito em nossos corações" (2 Co 1.22). No momento em que a pessoa é convertida, o Espírito Santo é concedido como "o pe­ nhor da nossa herança até ao resgate da sua propriedade, em louvor da sua glória" (Ef 1.14). O ministério do Espírito Santo em nossas vidas é uma lembrança constante (garantia) das fu­ turas bênçãos que Deus pretende conceder-nos. Porteiro O segundo retrato é o de um porteiro na porta do redil. "Para este o porteiro abre, as ovelhas ouvem a sua voz, ele cha­ ma pelos nomes as suas próprias ovelhas e as conduz para fora" (Jo 10.3). Jesus é o Pastor chamando as Suas ovelhas. O portei­ ro é o Espírito Santo que abre a porta da salvação para que as pessoas possam tornar-se cristãs, e depois abre a porta do ser­ viço para que os cristãos possam levar outros a Cristo. Com relação a Lídia, a Bíblia diz: "o Senhor lhe abriu o coração para atender às cousas que Paulo dizia" (At 16.14). Este retrato tam­ bém ilustra a obra similar de Jesus como "aquele... que abre e ninguém fechará/e que fecha e ninguém abre" (Ap 3.7).


Revestimento O último retrato nesta galeria é o de um armário cheio com vários estilos de roupas. Jesus deixou implícito que o Espírito Santo era o Revestimento de Roupas quando disse aos discípu­ los: "Permanecei, pois, na cidade, até que do alto sejais revesti­ dos de poder" (Lc 24.49). Assim como nos vestimos de certa forma antes de um trabalho, os cristãos devem estar vestidos do poder do Espírito Santo antes de tentar servir a Deus. Ninguém esperaria que um mecânico usasse terno quando vai para a oficina trabalhar em um carro, ou que um gerente de banco presidisse uma reu­ nião usando macacão. Existem hoje trajes especiais para jogar tênis, golfe ou andar de bicicleta. As pessoas se vestem com roupas apropriadas para facilitar e não prejudicar o seu traba­ lho. O grande número de peças de vestuário mostrado neste quadro talvez sirva para lembrar como poucos cristãos levam a sério a necessidade de estar revestidos do Espírito Santo. A G a l e r ia D a N a t u r ez a A terceira e última galeria deste museu é a da natureza. Esta galeria inclui várias paisagens e quadros retratando as ma­ ravilhas da natureza que nos rodeia. Estes quadros têm igual­ mente algo a nos contar sobre o Espírito Santo. Orvalho O primeiro quadro é uma paisagem, mostrando uma campina na encosta da montanha, ao nascer do dia. Quando olhamos com mais atenção, podemos ver as grandes gotas de orvalho ainda penduradas nas folhas de relva e pétalas de flores no chão. Esse orvalho é um retrato do Espírito Santo. O Espírito Santo escreveu: "Serei para Israel como orvalho" (Os 14.5). Assim como o orvalho simboliza o frescor da manhã, o Espírito Santo torna todas as coisas frescas e novas em nossas vidas.


Pomba O quadro seguinte focaliza os galhos de uma árvore. Quando olhamos mais atentamente, vemos uma pomba em seu ninho. Embora os ovos estejam ocultos à nossa visão, é óbvio que a mãe-pomba está esperando que eles se abram. O Espírito Santo foi descrito como uma pomba no batis­ mo de Jesus. "Logo ao sair da água, viu os céus rasgarem-se e o Espírito descendo como pomba sobre ele" (Mc 1.10). Apomba, representação simbólica do Espírito Santo, desceu gentil­ mente sobre o Salvador. Muito antes desta cena, a Bíblia retra­ tou o Espírito Santo pairando sobre as águas da terra recémcriada: "... e o Espírito de Deus pairava por sobre as águas" (Gn 1.2). Este retrato da pomba serve para lembrar-nos do Seu papel na criação, Sua beleza e caráter amável. Rios O terceiro retrato nesta galeria é outra paisagem. Ela mostra um rio sinuoso cruzando um campo seco. A vegetação nas margens do rio tem uma aparência saudável e verde, embora o resto do campo pareça estar sofrendo os efeitos da seca. Jesus prometeu que o Espírito Santo seria como rios de água viva. "Quem crer em mim, como diz a Escritura, do seu interior fluirão rios de água viva" (Jo 7.38). Este quadro serve para lembrar-nos de que a fonte da vida é o Espírito Santo, que irá jorrar constantemente em nosso interior. Vento e Água O último quadro é o de uma tempestade. Quando refletimos sobre ele, vemos árvores frondosas curvadas pelo vento, e a chuva copiosa caindo das nuvens lá em cima. O vento e a água mostrados neste quadro são um retrato do Espírito Santo. Não vemos o vento, mas seus efeitos são evidentes. Não podemos ver o Espírito Santo na experiência da salvação, mas Seus efei­ tos são também evidentes. "Assim é todo o que é nascido do Espírito" (Jo 3.8). A chuva que cai sobre a terra nesta cena é o meio pelo qual a terra seca é refrescada, da mesma forma que o Espírito Santo refresca os cristãos. "Seja ele como chuva que


desce sobre a campina ceifada, como aguaceiros que regam a terra" (SI 72.6). O r g a n iz a n d o U m a G a l e r ia P e s s o a l D R etr a t o s d o E s p ír it o S a n t o

e

Muitas pessoas têm hoje passatempos que envolvem a coleção e a exibição de coisas importantes para elas. Essas co­ leções podem ser formadas por selos, moedas, cartões de bei­ sebol, antigüidades, saleiros ou bonecas de porcelana. Outros colecionam objetos de arte, tais como quadros a óleo, gravuras ou esculturas. Outros ainda colecionam slides ou retratos da família. A idéia de colecionar e exibir tais itens é governada por certos princípios que podem ser também aplicados à orga­ nização de uma galeria pessoal de retratos do Espírito Santo em sua vida. Princípio da Autenticidade Nada é mais frustrante para um colecionador do que adquirir algo que depois constata não ser legítimo. Isto pode ter efeitos devastadores quando formamos uma galeria pessoal de retra­ tos do Espírito Santo. Precisamos ter cuidado para que tudo que se manifeste em nossa vida seja produto do Espírito Santo, e não de algum outro espírito. Nosso cristianismo precisa ser genuíno. O conselho de João aos cristãos do primeiro século ainda tem valor hoje: "Amados, não deis crédito a qualquer espírito; antes, provai os espíritos se procedem de Deus, porque muitos falsos profetas têm saído pelo mundo fora" (1 Jo 4.1). O que for procedente do Espírito Santo confirmará o Senhorio de Jesus na sua vida e fará com que outros tenham maior consideração por Ele. Princípio do Arranjo Equilibrado Como fica evidente pelo estudo dos vários nomes do Espírito Santo, inúmeros ministérios do Espírito Santo se evidenciam em nossa vida. Assim como o colecionador arranja os objetos de arte, procurando equilibrá-los e posicioná-los artisticamente,


os cristãos devem dar atenção cuidadosa ao equilíbrio desses ministérios do Espírito. Eles ficam às vezes tão excitados com um aspecto do ministério do Espírito Santo que negligenciam outras áreas igualmente importantes. Ao considerar os vários ministérios do Espírito Santo, permita que Ele opere em cada área da sua vida. Isto faz parte da maturidade cristã. A pala­ vra "maturidade" significa completo ou acabado. O cristão deve ser completo ou equilibrado na doutrina, caráter, serviço, con­ tribuição, adoração e estudo bíblico. Princípio da Visibilidade O princípio da visibilidade reconhece o desejo dos coleciona­ dores de exibir a sua coleção para que outros possam admirála. Ao considerar o seu relacionamento pessoal com Deus, você sem dúvida reconhecerá grande parte da obra do Espírito. A pergunta é: O que o Espírito Santo fez em sua vida que é evi­ dente para outros? Ao colecionar retratos do Espírito Santo em nossas vidas, devemos viver de modo que esses retratos se tor­ nem visíveis para os demais. Princípio da Coleção Crescente Um fato consistente sobre os colecionadores é que todos cole­ cionam. Algo em seu íntimo os mantêm procurando adquirir novos objetos. Isto significa que fazem adições ocasionais à coleção, resultando em reorganizações periódicas da mostra. O mesmo acontece em nossa galeria do Espírito Santo. Ele continua trabalhando em nossas vidas, ajudando-nos a nos tomar como Jesus (veja Fp 1.6). Portanto, novos quadros serão sempre acrescentados enquanto continuarmos permitindo que o Espírito Santo mantenha o controle e enquanto continuar­ mos crescendo em Cristo. Com o que se parece a sua galeria do Espírito Santo? Paulo descreveu seus convertidos como "carta de Cristo, produzida pelo nosso ministério, escrita não com tinta, mas pelo Espírito do Deus vivente, não em tábuas de pedra, mas em tábuas de carne, isto é, nos corações" (2 Co 3.3). Estes estudos focalizaram os nomes do Espírito Santo


registrados na Palavra de Deus, a Bíblia. Se tivessem sido base­ ados naquilo que o Espírito Santo escreveu na sua vida, de que forma seriam diferentes? Que Deus ajude cada um de nós a preparar galerias únicas e pessoais do Espírito Santo.

Todos que são beneficiados pelo que faço, fiquem certos que sou contra a venda ou troca de todo m aterial disponibilizado por mim. Infelizm ente depois de postar o m aterial na Internet não tenho o poder de evitar que “alguns aproveitadores” tirem vantagem do meu trab alho que é feito sern fins lucrativos e unicam ente para edificação do povo de Deus. C riticas e agradecim entos para: m azinhorodrigues(*)ya h o o . com . b r

A tt: M a zin ho Rodrigues.


flp faih U es

â?&#x2013;


Os/Vemes, <TU*Us a ómèUmas ?â òsffíHiô £>antõ A Promessa (At 2.39) A Promessa de Meu Pai (Lc 24.49) A Promessa do Espírito Santo (At 2.33) A Promessa do Pai (At. 1.4) A Voz do Onipotente (Ez 1.24) A Voz do Senhor (SI 29.3,4,5,7,8,9) Água (Is 44.3) Aguaceiros que Regam a Terra (SI 72.6) Chuva que Desce sobre a Campina Ceifada (SI 72.6) Dedo de Deus (Lc 11.20) Deus (At 5.4) Divina Semente (1 Jo 3.9) Dom de Deus (Jo 4.10; At 8.20) Dom do Espírito Santo (At 2.38) Ele/O Mesmo (Jo 14.16,26; Rm 8.16,26) Espírito de Deus (Ef 4.30) Espírito de Vida (Ap 11.11) Espírito de...


Adoção (Rm 8.15) Amor (2 Tm 1.7) Conhecimento (Is 1 1 .2 ) Conselho (Is 11.2) Cristo (Rm 8.9; 1 Pe 1.11) Deus (Gn 1 .2 ) Deus Santo (Dn 4.8,9,18; 5.11) Deus Vivo (2 Co 3.3) Elias (2 Rs 2.15; Lc 1.17) Entendimento (Is 11.2) Entorpecimento (Rm 11.8) Esse Mesmo que Ressuscitou a Cristo Jesus (Rm 8.11) Fortaleza (Is 11.2) Glória (1 Pe 4.14) Graça (Zc 12.10; Hb 10.29) Jesus (At 16.7) Jesus Cristo (Fp 1.19) Juízo (Is 4.4) Meu Entendimento (Jó 20.3) Moderação (2 Tm 1.7) Nosso Deus (1 Co 6.11) Poder (2 Tm 1.7) Profecia (Ap 19.10) Profetas (1 Co 14.32) Purificador (Is 4.4) Revelação (Ef 1.17) Sabedoria (Ex 28.3; Dt 34.9) Santidade (Rm 1.4) Senhor (Jz 3.10) Senhor Deus (Is 61.1) Seres Viventes (Ez 1 .2 1 ) Seu Filho (G14.6) Sono Profundo (Is 29.10) Súplica (Zc 12.10) Temor do Senhor (Is 11.2) Verdade (Jo 14.17) Vida (Rm 8.2)


Vosso Pai (Mt 10.20) Espírito Eterno (Hb 9.14) Espírito Excelente (Dn 5.12) Espírito Inabalável (SI 51.10) Espírito Santo (Lc 11.13) Espírito Santo da Promessa (Ef 1.13) Espírito Santo Enviado do Céu (1 Pe 1.12) Espírito Voluntário (SI 51.12) Fonte de Água (Jo 4.14) Glória do Senhor (2 Co 3.18) Hálito do Senhor (Is 40.7) Línguas Distribuídas, como de Fogo (At 2.3) Mão de Deus (2 Cr 30.12) Mão do Senhor (Jo 12.9; Is 41.20) Mão do Senhor Deus (Ez 8.1) Meu Espírito (Gn 6.3) Minha Bênção (Is 44.3) Minha Testemunha (Jó 16.19; cf. Hb 10.15) O Consolador (Ajudador) (Jo 14.26) O Espírito (Nm 27.18) O Espírito Prometido (G13.14) O Espírito que Habita em Vós (1 Co 2.12) O Espírito que nos Deu (1 Jo 3.24) O Espírito Santo que Está em Vós (1 Co 6.19) O Espírito Santo que Habita em Nós (2 Tm 1.14) O Mesmo Espírito (1 Co 12.4,8,9,11) O Mesmo Espírito da Fé (2 Co 4.13) O Ribombar do Teu Trovão (SI 77.18) O Santo (Jó 6.10) O Selo de Deus (Ap 9.4) O Selo do Deus Vivo (Ap 7.2) O Senhor ( 2 Co 3.17) O Seu Selo (Jo 6.27; 2 Tm 2.19) O Teu Bom Espírito (Ne 9.20) Óleo da Alegria (SI 45.7; Hb 1.9) Orvalho para Israel (Os 14.5) Os Sete Espíritos de Deus (Ap 3.1; 4.5)


Os Sete Espíritos de Deus Enviados por Toda a Terra (Ap 5.6) Outro Consolador (Ajudador) (Jo 14.16) Outro Espírito (Nm 14.24) Penhor (Depósito) (2 Co 1.22) Penhor da Nossa Herança (Ef 1.14; cf 2 Co 5.5) Plenitude de Deus (Ef 3.19) Poder do Altíssimo (Lc 1.35) Pomba (Mc 1.10) Porteiro (Jo 10.3) Porteiro (Jo 10.3; cf. At 16.14) Resfolgar das Tuas Narinas (SI 18.15) Revestimento de Poder (Lc 24.49) Rios de Água Viva (Jo 7.38) Sete Chifres (Ap 5.6) Sete Espíritos que se Acham Diante do Seu Trono (Ap 1.4) Sete Olhos (Zc 3.9; 4.10; Ap 5.6) Sete Tochas de Fogo Diante do Trono (Ap 4.5) Seu Espírito (Nm 11.29) Seu Espírito que em Vós Habita (Rm 8.11) Seu Espírito Santo (Is 63.10) Seu Santo (Is 10.17) Sopro (Ez 37.9) Sopro de Deus (Jó 27.3) Sopro do Todo-Poderoso (Jó 33.4) Sua Voz (o Altíssimo — SI 18.13) Sua Voz (SI 95.7; Hb 3.7) Teu Espírito (SI 104.30) Teu Santo Espírito (SI 51.11) Torrentes sobre a Terra Seca (Is 44.3) Um Espírito (1 Co 12.13; Ef 2.18; 4.4) Um Novo Espírito (Ez 11.19) Um Som como de Vento Impetuoso Vindo do Céu (At 2.2) Unção (1 Jo 2.27) Vento (Jo 3.8) Voz Poderosa (SI 68.33) Total: 126


Os £ e iê /Vútites 7 ) í ósftfrUô £ a n iê

O s S ete N

1. Espírito do Senhor

E s p ír it o S a n t o I sa ía s 1 1 .2

o m es d o

Nome de identificação, descrevendo quem Ele é. , 2. Espírito de Sabedoria Sua capacidade para discernir pessoas e motivos. 3. Espírito de Entendimento Sua capacidade para distinguir o que é i autêntico do que é falso. 4. Espírito de Conselho Sua capacidade de tomar as decisões certas. 5. Espírito de Poder Sua capacidade de cumprir Suas deci­ sões e propósitos. 6. Espírito de Conhecimento Seu conhecimento sobre a Divindade. 7. Espírito de Temor do Se- Sua obra em ajudar as pessoas a se apronhor ximar de Deus.


Notamos neste livro que o Espírito Santo é a Pessoa es­ quecida ou desconhecida da Trindade. O Pai e o Filho são cla­ ramente enfatizados porque a maioria pode identificar-se com o Pai ou o Filho. Mas é difícil imaginar um espírito. As pessoas tendem a pensar em algo como Gasparzinho, o Fantasminha Camarada da TV, ou em uma influência como o "espírito dos tempos" ou "uma semana espiritual" na faculdade. As pesso­ as não pensam no Espírito como um ser real. Pense, porém, nEle como uma Pessoa. Por exemplo, visualize um construtor. A obra de Deus na salvação tem sido comparada à construção de um prédio. O Pai é o arquiteto ou engenheiro que prepara o projeto. O Filho é o capataz ou supe­ rintendente da construção que põe em execução o projeto. E o Espírito Santo é o obreiro que faz realmente o trabalho da sal­ vação. Isto significa que Ele prepara o solo (o coração) e depois constrói a casa (salvação) e faz os consertos no prédio (santificação progressiva). Embora os nomes ou títulos para o Espírito Santo consi­ derados neste livro tenham sido extraídos das Escrituras, gran­ de parte da organização é do autor. Todavia, pelo menos um agrupamento significativo dos nomes ou títulos do Espírito Santo foi organizado pelo próprio Espírito Santo. Isaías 11.2 cita sete nomes ou títulos dados ao Espírito Santo. Esta lista de sete nomes é mais do que tautologia ou simples repetição para ênfase. As sete descrições são propositalmente apresentadas para retratar o Espírito que pousaria sobre o Messias (isto é, Jesus Cristo): Repousará sobre ele o Espírito do Senhor, o Espírito de sabedoria e de entendimento, o Espírito de con­ selho e de fortaleza, o Espírito de conhecimento e de temor do Senhor. — Isaías 1 1 . 2 Note cuidadosamente que o Espírito que repousaria so­ bre o Messias é descrito como (1) o Espírito do Senhor; (2) o Espírito de Sabedoria; (3) o Espírito de Entendimento; (4) o Es­ pírito de Conselho; (5) o Espírito de Fortaleza (Poder); (6 ) o


Espírito de Conhecimento; e (7) o Espírito de Temor do Senhor, ou o Espírito de Reverência. Esta representação sétupla do Espírito Santo não é uma descrição completa de quem Ele é — mais de cem outros no­ mes do Espírito Santo estão listados na Escritura. Mas a lista dá uma idéia da pessoa e obra do Espírito Santo. Esta representação sétupla de nomes é única, pois, embo­ ra este "nome em grupo" ocorra no Antigo Testamento, os ple­ nos significados de cada nome são revelados no Novo Testa­ mento. Quase todos esperariam o oposto. Foi calculado que apenas 90 referências diretas ao Espírito Santo são citadas no Antigo Testamento, comparadas a 263 referências similares no Novo Testamento. Isto significa que o Novo Testamento, ten­ do três vezes mais referências ao Espírito Santo, geralmente O descreve melhor do que o Antigo Testamento. . O S ig n if ic a d o

dos

S ete N

o m es

No contexto da profecia de Isaías, estes nomes do Espíri­ to Santo têm referência específica à unção do Espírito, que re­ pousou sobre Jesus em Seu ministério público. Num sentido mais amplo, cada um destes nomes enfatiza algum aspecto do caráter e obra do Espírito Santo em nossas vidas hoje. Certos professores bíblicos compararam este arranjo sétuplo de nomes do Espírito Santo com o candelabro de ouro do tabernáculo (veja Ex 25.31-40). Nesta comparação, o pri­ meiro nome, o Espírito do Senhor, é comparado com a luz cen­ tral do candelabro. Os outros seis nomes são comparados com os três pares de braços que saem d o candelabro. N ote qu e dois destes nomes estão ligados à capacidade intelectual (o Espírito de Sabedoria e o Espírito de Entendimento), dois se relacionam com a atividade prática (o Espírito de Conselho e o Espírito de Poder), e dois têm relação com Deus (o Espírito de Conheci­ mento e o Espírito de Temor do Senhor).


Espírito do Senhor O Espírito do Senhor pode ser visto como o principal nome do Espírito Santo na lista de Isaías e, como tal, o nome que intro­ duz as outras seis descrições. Embora os outros nomes descre­ vam algum aspecto do que o Espírito faz, ou o Seu ministério/ o nome Espírito do Senhor descreve quem Ele é. Neste contex­ to, o uso deste título alerta o leitor para lembrar que cada um dos nomes seguintes deve ser compreendido no contexto da sabedoria, entendimento, conselho, poder, conhecimento e re­ verência a Deus, em lugar de aplicá-los ao homem. Espírito de Sabedoria Sabedoria é a capacidade de discernir a verdadeira natureza das coisas por baixo das aparências. Portanto, este título do Espírito Santo sugere a Sua capacidade para discernir a verda­ deira natureza das pessoas e seus motivos. E possível os cristãos ocultarem o pecado em suas vidas, servirem a Deus pelos motivos errados, enganando os que os rodeiam, levando-os a crer que estão vivendo em completa co­ munhão com Deus. Mas o Espírito de Sabedoria não pode ser enganado pelas imagens que retratamos. Em vez disto, Ele é capaz de ver através das nossas máscaras e discernir a nossa natureza e motivos íntimos. Quando o Espírito Santo ilumina a vida dos cristãos, estes fariam bem em confessar seu pecado e render-se ao Espírito em obediência, a fim de resolver o seu problema espiritual. Espírito de Entendimento Entender inclui a capacidade de distinguir as diferenças entre as coisas, apesar das suas semelhanças. Uma cópia falsa de uma obra de arte pode ser tão bem-feita a ponto de enganar os apreciadores da boa arte, mas um crítico de arte competente é capaz de perceber as diferenças sutis na cor, textura da tinta e toque do pincel que distinguem a cópia do original. O nome Espírito de Entendimento também parece sobre­ por-se ao significado do nome Espírito de Sabedoria e sugerir a habilidade do Espírito para discernir entre o que é genuíno e


falso em nossas vidas. Os cristãos devem fazer um inventário de suas vidas de tempos em tempos e pedir ao Espírito de En­ tendimento que exponha o que é falso em sua existência e os ajude a substituí-lo pela realidade em sua comunhão com Deus. Espírito de Conselho A palavra "conselho" refere-se à habilidade de tomar decisões certas e adotar as conclusões adequadas. O nome Espírito de Conselho lembra-nos da capacidade do Espírito Santo na to­ mada de decisões. Este termo leva os cristãos a pensar na ne­ cessidade de buscar a orientação do Espírito Santo ao tomar decisões pessoais em suas vidas. Quando isto é feito, o Espírito Santo nos guia em nossas decisões segundo os princípios da Palavra de Deus e Sua intervenção nas circunstâncias de nossa vida. O Espírito de Conselho pode também transmitir o Seu conselho para nós mediante outras pessoas que agem como canais para a Sua mensagem. Os cristãos devem tirar proveito de todos os princípios de tomada de decisão ao serem guiados diariamente pelo Espírito de Conselho. Espírito de Poder (Fortaleza) "Poder" refere-se à força ou energia necessária para pôr em prática as decisões tomadas com o auxílio do Espírito de Con­ selho. O nome Espírito de Poder lembra os cristãos da capaci­ dade do Espírito Santo para realizar o que Ele decidiu fazer. Considerar esta verdade é a base para desenvolver grande fé em Deus (veja Rm 4.21). Uma senhora cristã foi certa vez apre­ sentada pelo seu pastor como tendo grande fé em Deus; ela corrigiu a declaração dele e confessou: "Tenho uma fé pequena num grande Deus". Crescemos na fé à medida que reconhece­ mos a grandeza do Espírito de Poder na Sua capacidade de executar o que é prometido. Espírito de Conhecimento Alguns professores bíblicos acreditam que as palavras "do Se­ nhor" devem ser aplicadas aos dois últimos nomes do Espírito Santo nesta lista. Isto significa que o conhecimento referido


aqui é "o conhecimento do Senhor". Adquirir este conheci­ mento é um processo contínuo. Depois de passar três anos com Jesus, Filipe foi censurado com a pergunta: "Filipe, há tanto tempo estou convosco, enão me tens conhecido?" (Jo 14.9). Os cristãos de hoje crescerão no seu conhecimento de Deus à me­ dida que confiarem no ministério do Espírito de Conhecimen­ to do Senhor. Este conhecimento crescente de quem Deus é resultará também num maior discernimento espiritual em ou­ tras áreas da nossa vida (veja Pv 9.10). O Espírito de Temor do Senhor O último destes sete nomes do Espírito Santo é o Espírito de Temor do Senhor. A expressão "temor do Senhor" é uma frase do Antigo Testamento que descreve um estilo de vida de con­ fiança reverente em Deus (veja Salmos 34,37). Alguns profes­ sores bíblicos chamam isto de "Espírito de Reverência". O nome Temor do Senhor lembra aos cristãos a obra do Espírito Santo em ajudar-nos a nos aproximar de Deus com reverência em nossas orações e adoração a Ele. Quando temos o devido respeito por quem Deus é, isto irá motivar-nos a nos abster dos hábitos pecaminosos e atitudes ofensivas a Deus. Isto só é possível mediante o ministério do Espírito de Reve­ rência na vida cristã. O E s pír it o E O N ú m e r o " S e t e "

O fato de Isaías 11.2 incluir sete termos para o Espírito Santo não é coincidência. Através das Escrituras, que são de autoria do Espírito Santo, Ele é descrito por expressões tais como Sete Olhos, Sete Chifres, Sete Tochas de Fogo Diante do Trono, os Sete Espíritos que Estão Diante do Seu Trono, os Sete Espíri­ tos de Deus e os Sete Espíritos Enviados por Deus a Toda a Terra. Em toda a Escritura, certos números parecem ser usados de modo a sugerir uma importância maior que o uso aparente da contagem. A palavra hebraica shevah (sete) parece implicar pleni­ tude, satisfação ou ter o suficiente. Alguns professores bíblicos


descrevem o número sete como o número da perfeição, porque várias listas de sete aparecem na Escritura como representando aparentemente o todo. Isaías talvez tenha atribuído sete títulos descritivos ao Espírito porque Ele é perfeito em Si mesmo, é total, ou completa a Divindade como a Terceira Pessoa. Sete Chifres A descrição do Espírito Santo como Sete Chifres sugere a Sua força. O apóstolo João viu o Cordeiro no trono de Deus nos céus que "tinha sete chifres, bem como sete olhos que são os sete espí­ ritos de Deus enviados por toda a terra" (Ap 5.6). O chifre era considerado um símbolo de força no Oriente Próximo. Isto se devia provavelmente ao fato de os carneiros e o gado usarem os chifres para defender-se ou atacar outro animal. Quando Israel ia para a guerra, era costume convocar o exército para a batalha tocando um chifre de carneiro. Soprar o chifre talvez servisse como um desafio ao exército inimigo para demonstrar a sua força na batalha, assim como o carneiro de­ monstra a sua força com os chifres. Sete Olhos As palavras "sete olhos" são usadas para descrever o Espírito Santo tanto no Antigo como no Novo Testamento (veja Zc 3.9; 4.10; Ap 5.6). Embora Deus seja Espírito e não possua corpo físico, as Escrituras muitas vezes usam antropomorfismos para descrever como Deus é. Antropomorfismo é a descrição de Deus que O retrata como se Ele tivesse o corpo de uma pessoa (gr. anthropos). O foco nestas descrições é geralmente uma única parte do corpo que implique alguma verdade sobre Deus. Aqui, o termo "olhos" sugere o discernimento do Espírito Santo e Seu entendimento de tudo que Ele vê. Zacarias explicou: "Aqueles sete olhos são os olhos do Senhor, que percorrem toda a terra" (Zc 4.10). Sete Tochas Uma terceira descrição do Espírito Santo vista por João em sua visão foi: "e diante do trono ardem sete tochas de fogo, que são


os sete espíritos de Deus" (Ap 4.5). Esta imagem enfatiza a obra do Espírito Santo de sondar e expor tudo que é contrário à natureza de Deus. Tochas de fogo eram colocadas ao redor das casas no primeiro século, para prover luz no interior, da mes­ ma forma que as lâmpadas fazem nas casas contemporâneas. Quando alguém perdia alguma coisa, a pessoa usava uma tocha como lanterna para encontrar o artigo perdido. As tochas eram utilizadas para lançar luz sobre um objeto, para observá-lo melhor e expor defeitos ou falsificação. O título Sete Tochas implica a obra similar do Espírito Santo em nossas vidas. Sete Espíritos Quando João se referiu aos "sete Espíritos que se acham diante do seu trono" (Ap 1.4; 3.1; 4.5; 5.6), ele estava destacando o papel do Espírito Santo em sua plena função governamental. Os Sete Espíritos de Deus são identificados tanto no contexto de estar diante do trono de Deus no céu (veja Ap 1.4; 4.5) como no meio das igrejas na terra (veja Ap 3.1; 5.6). O trono repre­ senta o reinado de Deus no céu. Descrever os mesmos Sete Espíritos na terra sugere a extensão desse governo de Deus para a terra. Esta referência descritiva lembra-nos de que o Espírito Santo domina e governa as circunstâncias das nossas vidas.


flôM&s, ^Z^Afmes e. ^TrUulôs 2« C,tlsie n a é - s c fllH t a *

A ( 8 8 termos) A Bendita Esperança (Tt 2.13) A Benignidade de Deus (Tt 3.4) A Boca de Deus (Mt 4.4) A Brilhante Estrela da Manhã (Ap 22.16) A Consolação de Israel (Lc 2.25) A Criança de Belém (Lc 2.12,16) A Escada (Gn 28.12) A Esperança da Glória (Cl 1.27) A Esperança de Israel (At 28.20) A Esperança de Seus Pais (Jr 50.7) A Esperança do Seu Povo 013.16) A Face do Senhor (Lc 1.76, IBB) A Fenda da Penha (Ex 33.22) A Festa (1 Co 5.8) A Fonte das Águas Vivas (Jr 17.13) A Fraqueza de Deus (1 Co 1.25) A Galinha (Mt 23.37) A Glória de Israel (1 Sm 15.29)


A Imagem do Deus Invisível (Cl 1.15) A Loucura de Deus (1 Co 1.25) A Luz (Jo 1.7) A Luz da Cidade (Ap 21.23) A Luz da Manhã (2 Sm 23.4) A Luz da Verdade (SI 43.3) A Luz do Conhecimento da Glória de Deus (2 Co 4.6) A Luz do Evangelho Glorioso de Cristo (2 Co 4.4) A Luz do Mundo (Jo 8.12) A Luz dos Homens (Jo 1.4) A Pedra de Jaspe (Ap 4.3) A Pedra Principal, Angular (1 Pe 2.7) A Pedra que os Construtores Recusaram (Mt 21.42) A Pedra que os Construtores Rejeitaram (SI 118.22) A Porção da Minha Herança (SI 16.5) A Porção de Jacó (Jr 51.19) A Porta das Ovelhas (Jo 10.7) A Presença de Cristo (2 Co 2.10) A Primazia (Cl 1.18) A Raiz de Davi (Ap 5.5) A Raiz de Jessé (Rm 15.12; Is 11.10) A Ressurreição e a Vida (Jo 11.25) A Revelação de Jesus Cristo (Ap 1.1) A Rocha da Ofensa (Rm 9.33) A Rocha da Sua Salvação (Dt 32.15) A Rocha da Tua Fortaleza (Is 17.10) A Rocha de Israel (2 Sm 23.3) A Rocha que é Alta Demais para Mim (SI 61.2) A Rosa de Sarom (Ct 2.1) A Salvação da Minha Face (SI 42.11, IBB) A Salvação de Deus (Lc 2.30; 3.6) A Salvação de Israel (Jr 3.23) A Salvação de Sião (J12.32) A Serpente no Deserto (J0 3.14) A Testemunha Verdadeira (Pv 14.25) A Vara (Mq 6.9, IBB) A Verdade (Jo 14.6)


A Verdadeira Luz (Jo 1.9) A Vida (Jo 14.6) A Vida Eterna (1 Jo 1.2) A Videira Verdadeira (Jo 15.1) A Voz (Ap 1.10) Advogado junto ao Pai (1 Jo 2.1) Altíssimo (SI 9.2; 21.7) Amigo de Publicanos e Pecadores (Mt 11.19; Lc 7.34) Amigo Mais Chegado que um Irmão (Pv 18.24) Ancião de Dias (Dn 7.9) Âncora da Alma (Hb 6.19) Anjo da Aliança (Ml 3.1) Anjo da Sua Presença (Is 63,9) Anjo de Deus (Gn 21.17) Anjo do Senhor (Gn 16.7) Antes de Todas as Coisas (Cl 1.17) Apóstolo da Nossa Confissão (Hb 3.1) Aquele Embusteiro (Mt 27.63) Aquele que É, o Todo-Poderoso (Ap 1.8) Aquele que foi Manifestado na Carne (1 Tm 3.16) Árbitro entre Nós (Jó 9.33) Arca da Aliança (Js 3.3) Armadilha (Is 8.14) Aroma Suave (Ef 5.2) As Belezas da Santidade (SI 110.3) As Fiéis Misericórdias de Deus (Is 55.3: At 13.34) As Primícias (Rm 11.16) As Primícias dos que Dormem (1 Co 15.20) As Riquezas da Sua Glória (Rm 9.23) Autor da Nossa Fé (Hb 12.2) Autor da Salvação Deles (Hb 2.10) Autor da Salvação Eterna (Hb 5.9) Autor da Vida (At 3.15) B (5) Bebedor de Vinho (Mt 11.19) Bendito e Único Soberano (1 Tm 6.15) Bispo das Vossas Almas (1 Pe 2.25)


Bom Mestre (Mt 19.16) Braço do Senhor (Is 53.1) C (27) Carne (Jo 1.14) Castelo Forte (SI 31.2) Certo Homem Nobre (Lc 19.12) Certo Samaritano (Lc 10.33) Chuva que Desce sobre a Campina Ceifada (SI 72.6) Coisas Preciosas de Todas as Nações (Ag 2.7) Coluna de Fogo (Ex 13.21,22) Companheiro de Jugo (Mt 11.29,30) Concebido pelo Espírito Santo (Mt 1.20) Conhecido Antes da Fundação do Mundo (1 Pe 1.20) Consagrado (Lc 2.23) Conselheiro (Is 9.6) Conselheiro (Is 9.6) Consolador (Jo 14.16-18) Consolador da Tua Velhice (Rt 4.15) Construtor do Templo (Zc 6.12,13) Coroa de Glória (Is 28.5) Coruja das Ruínas (SI 102.6) Cristo (Mt 1.16) Cristo Crucificado (1 Co 1.23) Cristo Jesus (At 19.4) Cristo Jesus nosso Senhor (2 Co 4.5) Cristo Jesus, Homem (1 Tm 2.5) Cristo Rei (Lc 23.2) Cristo, nossa Páscoa (1 Co 5.7) Cristo, o Senhor (Lc 2.11) Cristo, Ressuscitado dentre os Mortos (1 Co 15.20) D (25) Davi (Mt 1.17) De Grande Compreensão (Is 11.3) Descendência de Davi (Rm 1.3; 2 Tm 2.8) Descendente da Mulher (Gn 3.15)


Descendente de Abraão (G13.16) Desconhecido aos Filhos de Minha Mãe (SI 69.8) Desprezado do Povo (SI 22.6) Deus (Ap 21.7) Deus Bendito para Todo o Sempre (Rm 9.5) Deus Conosco (Mt 1.23) Deus da Minha Fortaleza (SI 43.2) Deus da Minha Justiça (SI 4.1) Deus da Minha Salvação (SI 18.46; 24.5) Deus Está no Meio Dela (SI 46.5) Deus Eterno (Dt 33.27) Deus Forte (Is 9.6) Deus Justo (SI 7.9) Deus Perdoador (SI 99.8) Deus Único e Sábio (1 Tm 1.17) Deus Vivo (SI 42.2) Digno (Ap 4.11; 5.12) Digno de Ser Louvado (SI 18.3) Distinguido entre Seus Irmãos (Gn 49.26) Dom de Deus (Jo 4.10) Dono de Casa (Mt 20.1) E (24) É Maravilhoso aos Nossos Olhos (Mt 21.42) Eleito de Deus (1 Pe 2.4) Eliaquim (Is 22.20) Elias (Mt 16.14) Emanuel (Is 7.14) Emanuel (Mt 1.23) Entranhável Misericórdia do Nosso Deus (Lc 1.78) Escândalo (1 Co 1.23) Esconderijo contra o Vento (Is 32.2) Esconderijo das Tuas Asas (SI 61.4) Escudo (SI 2.7; 18.30) Escudo Nosso (SI 84.9) Espírito Vivificador (1 Co 15.45) Estaca em Lugar Firme (Is 22.23)


Estandarte aos que Te Temem (SI 60.4) Estandarte dos Povos (Is 11.10) Este Justo (Mt 27.24) Este Tesouro ( 2 Co 4.7) Estrela da Alva a Nascer (2 Pe 1.19) Estrela da Manhã (Ap 2.28) Estrela que Procede de Jacó (Nm 24.17) Eu Sou (Jo 18.6) Exaltado do Meio do Povo (SI 89.19) Expressão Exata do Seu Ser (Hb 1.3) F (41) Fiador de Superior Aliança (Hb 7.22) Fiel (1 Ts 5.24) Fiel Criador (1 Pe 4.19) Fiel e Verdadeiro (Ap 19.11) Fiel Sacerdote (1 Sm 2.35) Fiel Sumo Sacerdote (Hb 2.17) Fiel Testemunha no Céu (SI 89.37) Filho Constituído Perfeito para Sempre (Hb 7.28) Filho da Livre (G14.30) Filho de Abraão (Mt 1.1) Filho de Davi (Mt 1.1) Filho de Deus (Jo 1.49) Filho de José (Jo 1.45) Filho de Maria (Mc 6.3) Filho do Altíssimo (Lc 1.32) Filho do Deus Altíssimo (Mc 5.7) Filho do Deus Bendito (Mc 14.61) Filho do Deus Vivo (Mt 16.16) Filho do Homem (Jo 1.51) Filho do Pai (2 Jo 3) Filho do Rei (SI 72.1) Filho do Seu Amor (Cl 1.13) Filho pelo Espírito Santo (Mt 1.18) Filho Primogênito (Lc 2.7) Filho sobre a Sua Casa (Hb 3.6)


Filho Varão (Ap 12.5) Flecha Polida (Is 49.2) Fogo do Ourives (Ml 3.2) Fonte de Água Viva (Jo 4.14) Fontes da Salvação (Is 12.3) Forasteiro (Mt 25.35) Força de Davi (SI 132.17) Formoso Diadema (Is 28.5) Fortaleza da Minha Vida (SI 27.1) Fortaleza do Necessitado na Sua Angústia (Is 25.4) Fortaleza do Pobre (Is 25.4) Fortaleza no Dia de Angústia (Na 1.7) Forte (SI 24.8) Forte Alento (Hb 6.18) Fruto da Terra (Is 4.2) Fruto do Teu Ventre (Lc 1.42) G (10) Galardão Sobremodo Grande (Gn 15.1) Geração de Davi (Ap 22.16) Glória (Ag 2.7) Glória como do Unigénito do Pai (Jo 1.14) Glória de Deus (Rm 3.23) Glória do Pai (Mt 16.27; Mc 8.38) Glutão (Mt 11.19) Grande (Jr 32.18) Grande Luz (Is 9.2) Guia da Minha Mocidade (Jr 3.4, IBB)

H (6) Herdeiro de todas as Coisas (Hb 1.2) Homem Bom (Jo 7.12) Homem de Dores (Is 53.3) Homem Justo (Lc 23.47) Hóspede (Lc 19.7) Humilde de Coração (Mt 11.29)


1(4) Igual a Deus (Fp 2.6) Incorrupto (Hb 7.26) Inculpável (Hb 7.26) Isaque (Hb 11.17,18)

J (14) Jeremias (Mt 16.14) Jesus (Mt 1.21) Jesus Cristo (Hb 13.8) Jesus Cristo Vindo na Carne (1 Jo 4.2) Jesus Cristo, o Filho de Deus (Jo 20.31) Jesus Cristo, o Senhor (Rm 7.25) Jesus da Galiléia (Mt 26.69) Jesus de Nazaré (Jo 1.45) Jesus de Nazaré, o Rei dos Judeus (Jo 19.19) João Batista (Mt 16.14) Juiz das Viúvas (Sl 68.5) Juiz de Vivos e de Mortos (At 10.42) Justiça (1 Co 1.30) Justiça de Deus (Rm 10.3) L (10) Laço e Armadilha aos Moradores de Jerusalém (Is 8.14) Ladrão (Ap 16.15) Leão da Tribo de Judá (Ap 5.5) Lírio dos Vales (Ct 2.1) Lírio entre os Espinhos (Ct 2.2) Lugar do Nosso Santuário (Jr 17.12) Lugar do Seu Repouso (Jr 50.6, IBB) Luz para os Gentios (Is 49.6) Luz para Revelação aos Gentios (Lc 2.32) Luz Perpétua (Is 60.19,20) M (58) Magnificente (Sl 104.1)


Magnífico (SI 8.1,9) Mais Excelente Nome (Hb 1.4) Maior (1 Jo 4.4) Maior que Nosso Pai Jacó (Jo 4.12) Maior que Nosso Pai Abraão (Jo 8.53) Maravilhoso (Is 9.6) Maior e Mais Perfeito Tabernáculo (Hb 9.11) Manso (Mt 11.29) Maior que o Templo (Mt 12.6) Maior que Jonas (Mt 12.41) Maior que Salomão (Mt 12.42) Maná (Ex 16.15) , Malfeitor (Jo 18.30) Mediador (1 Tm 2.5) Mediador da Aliança com o Povo (Is 42.6; 49.8) Mediador da Nova Aliança (Hb 12.24) Mediador de Superior Aliança (Hb 8 .6 ) Mediador do Novo Testamento (Hb 9.15) Médico (Lc 4.23) Melquisedeque (Gn 14.18) Messias (Dn 9.25) Mestre (epistates; Lc 5.5) Mestre (Mt 10.25) Mestre (ràbbv, Jo 4.31) . Mestre Vindo da Parte de Deus (Jo 3.2) Meu Amado (SI 22.20) Meu Amparo (SI 18.18) Meu Auxílio (Hb 13.6; SI 30.10) Meu Baluarte (SI 94.22) Meu Cântico (Is 1 2 .2 ) Meu Castelo Forte (SI 31.2) Meu Companheiro (Zc 13.7) Meu Esconderijo (SI 32.7) Meu Filho Amado (Mt 3.17) Meu Forte Refúgio (SI 71.7) Meu Libertador (SI 40.17) Meu Novo Nome (Ap 3.12)


Meu Pai (Sl 89.26) Meu Pastor (Sl 23.1; Is 40.11) Meu Redentor (Jó 19.25) Meu Senhor e Meu Deus (Jo 20.28) Meu Servo (Is 42.1) Meu Servo, o Justo (Is 53.11) Meu Servo, o Renovo (Zc 3.8) Minha Cidadela (Sl 18.2) Minha Cidadela (Sl 18.2) Minha Força (Is 12.2) Minha Glória (Sl 3.3) Minha Porção (Sl 119.57) Minha Salvação (Sl 27.1) Minha Testemunha (Jó 16.19) Ministro da Circuncisão (Rm 15.8) Ministro do Pecado (G12.17) Ministro do Santuário Celestial (Hb 8.1-3) Misericordioso e Fiel Sumo Sacerdote (Hb 2.17) Morada da Justiça (Jr 50.7) Muro de Fogo (Zc 2.5) N (14) Nazareno (Mt 2.23) Nome Acima de Todo Nome (Fp 2.9) Nome Eterno (Is 63.12) Nome Glorioso (Is 63.14) Nossa Esperança (1 Tm 1.1) Nossa Páscoa (1 Co 5.7) Nossa Paz (Ef 2.14) Nossa Revelação (Is 53.1) Nosso Deus para todo o Sempre (Sl 48.14) Nosso Guia Até à Morte (Sl 48.14) Nosso Irmão (Mt 12.50) Nosso Refúgio (Sl 46.1) Nosso Refúgio (Sl 90.1) Novilha Vermelha, Sem Defeito (Nm 19.2)


O (157)

^

O Alfa e o Ômega (Ap 1.8) O Alto e Sublime que Habita a Eternidade (Is 57.15) O Amado (Ef 1.6) O Amém (Ap 3.14) O Bálsamo de Gileade (Jr 8.22) O Bode (Pv 30.31) O Bode Expiatório (Lv 16.8; Jo 11.49-52) O Bom Nome (Tg 2.7) O Bom Pastor (Jo 10.11) O Cabeça de Todo Homem (1 Co 11.3) O Cabeça de todo Principado e Potestade (Cl 2.10) O Cabeça do Corpo, a Igreja (Cl 1.18) O Caminho (Is 35.8) O Caminho (Jo 14.6) O Caminho Santo (Is 35.8) O Carpinteiro (Mc 6.3) O Cetro de Israel (Nm 24.17) O Cetro do Teu Reino (SI 45.6) O Começo e o Fim (Ap 1.8) O Consumador da Fé (Hb 12.2) O Cordeiro (Ap 17.14) O Cordeiro de Deus (Jo 1.29) O Cordeiro que Foi Morto (Ap 5.12) O Cordeiro que Foi Morto desde a Fundação do Mundo (A p 13.8)

O Cordeiro que se Encontra no Meio do Trono (Ap 7.17) O Criador (Rm 1.25) O Criador dos Fins da Terra (Is 40.28) O Cristo (1 Jo 5.1) O Cristo de Deus (Lc 9.20) O Cristo do Senhor (Ap 11.15) O Defensor do Órfão (SI 10.14) O Deus da Glória (SI 29.3) O Deus da Minha Misericórdia (SI 59.10, IBB) O Deus da Minha Vida (SI 42.8)


O Deus de Israel (Sl 59.5) O Deus de Jacó (Sl 46.7) O Deus Desconhecido (At 17.23) O Deus que Por Mim Tomou Vingança (Sl 18.47) O Deus Verdadeiro (Jr 10.10) O Dia (2 Pe 1.19) O Dom Gratuito (Rm 5.15) O Dom Inefável (2 Co 9.15) O Dono da Casa (Mt 20.11) O Dono da Casa (oikodespotes; Lc 13.25) O Enigma (Jz 14.14) O Ente Santo que Há de Nascer de Ti (Lc 1.35) O Enviado (Jo 9.7) O Escolhido de Deus (Lc 23.35) O Esplendor do Nosso Deus (Is 35.2) O Eternamente Bendito (2 Co 11.31) O Filho (Mt 11.27) O Filho de José (Lc 4.22) O Filho do Carpinteiro (Lc 4.22) O Fim da Lei (Rm 10.4) O Fundamento que foi Posto (1 Co 3.11) O Grande Deus (Tt 2.13) O Grande Pastor das Ovelhas (Hb 13.20) O Grande Profeta (Lc 7.16) O Grande Sumo Sacerdote (Hb 4.14) O Grão de Trigo (Jo 12,24) O Herdeiro (Mc 12.7) O Homem (Jo 19.5) O Homem Cujo Nome é Renovo (Zc 6.12) O Inocente (Mt 12.7) O Juiz de Toda a Terra (Gn 18.25) O Justificador Daquele que Tem Fé (Rm 3.26; At 13.39) O Justo ( l j o 2.1) O Justo (At 7.52) O Legislador (Tg 4.12) O Mais Distinguido Entre Dez Mil (Ct 5.10) O Mais Formoso dos Filhos dos Homens (Sl 45.2)


O Maná Escondido (Ap 2.17) O Manancial da Vida (SI 36.9) O Menino (Mt 2.11) O Menino Jesus (Lc 2.27,43) O Mesmo Deus da Paz (1 Ts 5.23) O Mestre (didaskalos; Jo 11.28) O meu Escolhido (Is 42.1) O Mistério de Deus (Cl 2.2) O Noivo da Noiva (Jo 3.29) O Oleiro (Jr 18.6) O Ômega (Ap 22.13) O Pão da Vida (Jo 6.35) O Pão de Deus (Jo 6.33) O Poder de Deus (1 Co 1.24) O Poder na Casa de Israel (29.21) O Poderoso de Jacó (Is 49.26; 60.16) O Preço do Seu Resgate (Lv 25.52) O Precursor (Hb 6.20) O Primeiro e o Último (Ap 1.8) O Primogênito (Ap 1.6; 12.23) O Primogênito de Toda a Criação (Cl 1.15) O Primogênito dos Mortos (Ap 1.5) O Primogênito entre Muitos Irmãos (Rm 8.29) O Princípio (Cl 1.18) O Princípio da Criação de Deus (Ap 3.14) O Profeta (Jo 7.40) O Profeta de Nazaré (Mt 21.11) O Próprio Altíssimo (SI 87.5) O Que Abre o Caminho (Mq 2.13) O que Exalta a Minha Cabeça (SI 3.3) O Rei na Sua Formosura (Is 33.17) O Renovo (Zc 3.8; 6.12) O Renovo das Raízes de Jessé (Is 11.1) O Renovo do Senhor (Is 4.2) O Resgatador (Rt 4.14) O Resplendor da Glória (Hb 1.3) O Resplendor que Te Nasceu (Is 60.3)


O Rochedo da Nossa Salvação (SI 95.1) O Rochedo em que me Abrigo (SI 94.22) O Sacrifício pelos Pecados (Hb 10.12) O Santo de Israel (SI 89.18) O Santo e o Justo (At 3.14) O Santuário (Jo 2.19) O Segundo Homem (1 Co 15.47) O Semeador (Mt 13.4,37) O Senhor da Glória (1 Co 2.8) O Senhor da Seara (Mt 9.38) O Senhor de Toda a Terra (Js 3.11) O Senhor Deus que a julgou (Ap 18.8) O Senhor dos Exércitos (SI 24.10) O Senhor Magnificado (SI 40.16) O Senhor Todo-Poderoso (Ap 16.7) O Senhor, Deus da Verdade (SI 31.5) O Senhor, Deus de Israel (SI 41.13) O Senhor, Deus dos Santos Profetas (Ap 22.6) O Senhor, Deus Todo-Poderoso (Ap 19.6) O Senhor, é do Céu (1 Co 15.47) O Senhor, Forte e Poderoso (SI 24.8) O Senhor, Poderoso nas Batalhas (SI 24.8) O Senhor, que nos Criou (SI 95.6) Ó Senhor, Senhor nosso (SI 8.1,9) O Superior (Hb 7.7) O Testemunho de Deus (1 Co 2.1) O Testemunho de Deus (1 Jo 5.9) O Último (Is 44.6) O Último Adão (1 Co 15.45) O Ungido de Deus (1 Sm 2.35; SI 2.2) O Unigénito do Pai (Jo 1.14) O Urim e o Tumim (Ex 28.30) O Verbo (Jo 1.1) O Verbo da Vida (1 Jo 1.1) O Verbo de Deus (Ap 19.13) O Verdadeiro Pão do Céu 0o 6.32) O Véu (Hb 10.20)


Obra de Deus (Mt 21.42) Oferta de Manjares (Lv 2.1) Oferta de Paz (Lv 3.1) Oferta e Sacrifício a Deus (Ef 5.2) Oferta Movida (Lv 7.30) Oferta pela Culpa (Lv 5.6) Ontem, Hoje e para Sempre (Hb 13.8) Opróbrio dos Homens (SI 22.6, IBB) Orvalho de Israel (Os 14.5) Os Caminhos da Vida (SI 16.11) Outro Rei (At 17.7) Outro Rei (At 17.7) P (40) Pai da Eternidade (Is 9.6) Pai dos Órfãos (SI 68.5) Pão da Vida (Jo 6.51) Passarinho Solitário no Telhado (SI 102.7) Pastor de Israel (SI 80.1) Pavilhão (SI 31.20, IBB) Pecado (2 Co 5.21) Pedra Angular (Ef 2.20; 1 Pe 2.6) Pedra Cortada do Monte (Dn 2.45) Pedra Cortada Sem Auxílio de Mãos (Dn 2.34) Pedra de Israel (Gn 49.24) Pedra de Sardônio (Ap 4.3) Pedra de Tropeço (1 Pe 2.8) Pedra Espiritual (1 Co 10.4) Pedra Já Provada (Is 28.16) Pedra Preciosa, Angular (Is 28.16) Pedra Rejeitada por Vós (At 4.11) Pedra Solidamente Assentada (Is 28.16) Pelicano do Deserto (SI 102.6) Perfeito Varão (Tg 3.2) Plantação Memorável (Ez 34.29) Plena e Poderosa Salvação (Lk 1.69) Pobre (2 Co 8.9)


Poderoso (SI 89.19) Portador de Glória (Zc 6.13) Potassa dos Lavandeiros (Ml 3.2) Preciosidade (1 Pe 2.7) Preço (1 Co 6.20) Príncipe da Paz (Is 9.6) Príncipe do Exército do Senhor (Js 5.14,15) Príncipe dos Príncipes (Dn 8.25) Príncipe e Governador dos Povos (Is 55.4) Príncipe e Salvador (At 5.31) Profeta Sem Honra (Mt 13.57) Profeta, Poderoso em Obras e Palavras (Lc 24.19) Propiciação pelos Nossos Pecados (1 Jo 2.2) Propiciatório (Hb 9.5) Prudente Construtor (1 Co 3.10) Purificador de Prata (Ml 3.3) Puro (1 Jo 3.3) Q (l) Quem Governa as Nações (SI 22.28) R (47) Rabi (Jo 3.2) Raboni (Jo 20.16) Racimo de Flores de Hena (Ct 1.14) Raiz duma Terra Seca (Is 53.2) Raiz e Geração de Davi (Ap 22.16) Recompensa para o Justo (SI 58.11) Recôndito da Tua Presença (SI 31.20) Redenção (1 Co 1.30; Lc 21.28) Redenção das Suas Almas (SI 49.8) Refúgio (Is 4.6) Refúgio (SI 61.3) Refúgio contra a Tempestade (Is 25.4) Refúgio Contra a Tempestade (Is 32.2) Refúgio nas Horas de Tribulação (SI 9.9) Refúgio para o Oprimido (SI 9.9)


Refúgio Salvador do Seu Ungido (SI 28.8) Rei da Glória (SI 24.7,8) Rei da Justiça (Hb 7.2) Rei da Paz (Hb 7.2) Rei de Israel (Jo 1.49) Rei de Salém (Hb 7.2) Rei de Toda a Terra (SI 47.7) Rei dos Céus (Dn 4.37) Rei dos Judeus (Mt 2.2) Rei dos Reis (Ap 19.16) Rei dos Santos (Ap 15.3, IBB) Rei dos Terrores (Jó 18.14) Rei Eterno (1 Tm 1.17) Rei Eterno (SI 10.16) Rei Imortal (1 Tm 1.17) Rei Invisível (1 Tm 1.17) Rei que Vem em Nom c 19.38) Relva (2 Sm 23.4) Removedor de Pe< Renovo (Is £3.2) Renovo de _ Ren yp msm {jx 21 5) Renov- >Saído das Raízes (Is 11.1) tóbí>r Muitos (Mt 20.28) cesgate por Todos (1 Tm 2.6) Sstaurador da Tua Vida (Rt 4.15) Reto (Dt 32.4) Reto (SI 92.15) Reto Juiz (2 Tm 4.8) Reverenciado (SI 111.9) Rico (Rm 10.12) Rocha (Mt 16.18) S (54) Sabedoria (1 Co 1.25) Sabedoria de Deus (1 Co 1.24) Sábio (Pv3.19)


Sacerdote do Altíssimo (Hb 7.1) Sacerdote para Sempre (SI 110.4) Sacrifício a Deus (Ef 5.2) Salvador (Tt 2.13) Salvador de Todos os Homens (1 Tm 4.10) Salvador do Corpo (Ef 5.23) Salvador do Mundo (Jo 4.42; 1 Jo 4.14) Sangue Inocente (Mt 27.4) Santo (Is 57.15) Santuário (Is 8.14) Saquitei de Mirra (Ct 1.13) Segredo (Jz 13.18) Senhor (despotes; 2 Pe 2.1) Senhor (kurios; Jo 13.13) Senhor (rabboni; Mc 10.51) Senhor da Paz (2 Ts 3.16) Senhor da Vinha (Mt 20.8) Senhor de Mortos e de Vivos (Rm 14.9) Senhor de Toda a Terra (SI 97.5) Senhor dos Senhores (1 Tm 6.15) Senhor e Salvador (2 Pe 1.11) Senhor Jesus (Rm 10.9) Senhor Jesus Cristo (Tg 2.1) Senhor Justo (SI 11.7) Senhor Poderoso (SI 89.8) Senhor Também do Sábado (Mc 2.28) Senhor, Santo e Verdadeiro (Ap 6.10) Separado dos Pecadores (Hb 7.26) Servo dos Tiranos (Is 49.7) Seu Esposo (Ap 21.2) Seu Filho Unigénito (Jo 3.1$) Seu Filho, dos céus (1 Ts 1.10) Shoshannim ("lírios"; Salmos 45 e 69) Siló (Gn 49.10) Siloé 0o 9.7) Sinal de Deus (Is 7.11) Soberano dos Reis da Terra (Ap 1.5)


Socorro Bem Presente nas Tribulações (SI 46.1) Sol da Justiça (Ml 4.2) Sol Nascente das Alturas (Lc 1.78) Sombra contra o Calor (Is 25.4) Sombra contra o Calor do Dia (Is 4.6) Sombra de Grande Rocha (Is 32.2) Sombra do Onipotente (SI 91.1) Sua Dignidade (Jó 13.11) Sua Misericórdia e Sua Verdade (SI 57.3) Sumo Sacerdote (Hb 5.5) Sumo Sacerdote para Sempre (Hb 6.20) Sumo Sacerdote, Segundo a Ordem de Melquisedeque (Hb 5.10) Supremo Pastor (1 Pe 5.4) Sustentador de Todas as Coisas (Hb 1.3) T (16) Tabernáculo de Deus (Ap 21.3) Testador (Hb 9.16,17) Testemunha (Jz 11.10) Testemunha da Fidelidade entre Nós (Jr 42.5, IBB) Testemunha Fiel (Ap 1.5) Testemunha Fiel e Verdadeira (Ap 3.14) Testemunha para o Povo (Is 55.4) Teu Protetor (SI 12.15) Teu Santo (At 2.27) Teu Santo Filho Jesus (At 4.27, IBB) Torre Forte (Pv 18.10) Torre Forte contra o Inimigo (SI 61.3) Torrentes de Águas em Lugares Secos (Is 32.2) Totalmente Desejável (Ct 5.16) Trono de Glória Enaltecido desde o Princípio (Jr 17.12) Tudo em Todos (Cl 3.11) U (13) Um Altar (Hb 13,10) Um dos Profetas (Mt 16.14)


Um Filho Se Nos Deu (Is 9.6) Um Filho Se Nos Deu (Is 9.6) Um Judeu (Jo 4.9) Um Líder (Is 55.4) Um Mais Valente que Ele (Lc 11.22) Um Pecador (Jo 9.24) Um Rei (Mq 5.2) Um Samaritano (Jo 8.48) Um Varão Que (Ele) Destinou (At 17.31) Ungüento Derramado (Ct 1.3) Único Soberano (1 Tm 6.15) V (7) Varão Aprovado por Deus (At 2.22) Verme, e não Homem (SI 22.6) Veste Nupcial (Mt 22.12) Videira (Jo 15.5) Vitória (1 Co 15.54) Vivo pelos Séculos dos Séculos (Ap 1.18) Vosso Guia (Mestre) (kathegetes; Mt 23.10)

.

X (2) X (como uma Quantidade Desconhecida; veja Ap 19.12) X (Letra grega Chi, o símbolo tradicional de Cristo, já que é a primeira letra do título "Cristo" em grego.) Z (4) Zafenate-Panéia (Gn 41.45) Zelo da Tua Casa (Jo 2.17; SI 69.9) Zelo do Senhor dos Exércitos (Is 37.32) Zorobabel (Zc 4.7,9) Total de Nomes e Títulos: 667 * Do livro The Names of Jesus ("Os Nomes de Jesus") de Elmer L. Towns, Co: Accent Publications, 1987), adaptado.


'P*ônômes 'PtéUHlnêHlés

TZaU iüoôs a O tlsle na éscHlMa *

Aquele a Quem Enviaste (Jo 17.3) Aquele que a Tudo Enche em Todas as Coisas (Ef 1.23) Aquele que Abre (Ap 3.7) Aquele que Anda no Meio dos Sete Candeeiros (Ap 2.1) Aquele que da Cova Redime a Tua Vida (SI 103.4) Aquele que Dá Testemunho (Ap 22.20) Aquele que Domina a Fúria do Mar (SI 89.9) Aquele que é Santo (Ap 3.7) Aquele que é Verdadeiro (Ap 3.7) Aquele que Estava para Vir (Lc 7.19; Mt 11.3) Aquele que Estende o Céu como uma Cortina (SI 104.2) Aquele que Faz das Nuvens o Seu Carro (SI 104.3, IBB) Aquele que Faz dos SeusAnjos Espíritos (SI 104.4; Hb 1.7) Aquele que Fecha (Ap 3.7) Aquele que foi Avaliado (Mt 27.9) Aquele que Habita nos Céus (SI 2.4) Aquele que Lançou os Fundamentos da Terra (SI 104.5) Aquele que Nos Ama (Ap 1.5) Aquele que Põe nas Águas os Vigam entos da Suas


Câmaras (SI 104.3, IBB) Aquele que Salva os Retos de Coração (SI 7.10) Aquele que Santifica (Hb 2.11) Aquele que se Assenta no Trono (Ap. 6.16) Aquele que Sonda (Ap 2.23) Aquele que Tem a Espada Afiada de Dois Gumes (Ap 2.12) Aquele que Tem Autoridade Sobre Estes Flagelos (Ap 16.9) Aquele que Tem os Sete Espíritos de Deus (Ap 3.1) Aquele que Vive (Ap 1.18) Aquele que Vive pelos Séculos dos Séculos (Ap 10.6) Aquele que Voa nas Asas do Vento (SI 104.3) Coberto de Luz (SI 104.2) Ele é Quem Nos Fez Subir (Js 24.17) Este que Perdoa Pecados (Lc 7.49) O Mesmo que Criou (Ap 10.6) O Que Conserva na Mão Direita as Sete Estrelas (Ap 2.1) O que Desce do Céu Qo 6.33) O que Devia Vir ao Mundo (Jo 11.27) O Que é Mais Alto do que os Céus (Ec 5.8, IBB) O que Tem a Noiva (Jo 3.29) O que Vem Depois de Mim 0o 1.15,27) O que Vem em Nome do Senhor (Mt 21.9) Ó Tu que Escutas a Oração (SI 65.2) Os Pés do que Anuncia Boas-Novas (Na 1.15) Que Esteve Morto e Tomou a Viver (Ap 2.8) Que Habita em Sião (SI 9.11) Que Me Aconselha (SI 16.7) Que Me Revestiu de Força (SI 18.32) Que Tem os Olhos como Chama de Fogo (Ap 2.18) Que Tem os Pés Semelhantes ao Bronze Polido (Ap 2.18) Quem Enche a Tua Boca de Bens (SI 103.5, IBB) Quem Peleja por Vós (Js 23.10) Quem Perdoa Todas as Tuas Iniqüidades (SI 103.3) Quem Sara Todas as Tuas Enfermidades (SI 103.3) Quem Te Coroa de Graça e Misericórdia (SI 103.4) Salvador dos que à Tua Destra Buscam Refúgio (SI 17.7) Tu que És e que Eras (Ap 16.5)


Tu que me Levantas das Portas da Morte (SI 9.13) Total: 56 * ExtraĂ­do do livro The Names o f Jesus ("Os Nomes de Jesus") de Elmer L. Towns (Denver, Co; Accent Publications, 1987), adaptado.


O s /Vômas "bó^enhó* 'D a u s ( Q i ô o a k é .U > h lm ;

fCntles he ^Tshws) na òsctUuta O Deus dos Deuses, o Senhor (El Elohim Jehovah; Js 22.22, IBB) O Senhor Deus (Jeovah Elohim; Gn 2.4) O Senhor Deus Compassivo (Ex 34.6) O Senhor Deus de Abraão, Isaque e Israel (1 Rs 18.36) O Senhor Deus de Israel (Jehovah Elohe Yisra'el; Ex 5.1) O Senhor Deus do Céu e da Terra (Gn 24.3) O Senhor Deus dos Exércitos (Jehovah Elohim Tseba'oth; 2 Sm 5.10) O Senhor Deus que a Julgou (Ap 18.8) O Senhor Deus, o Todo-poderoso (Ap 19.6) O Senhor Deus, o Todo-Poderoso (Ap 4.8) O Senhor Deus...Clemente (Ex 34.6) O Senhor Deus...grande em Fidelidade (Ex 34.6) O Senhor Deus...grande em misericórdia (Ex 34.6) O Senhor Deus...Longânimo (Ex 34.6) O Senhor é Deus de Justiça (Is 30.18) O Senhor é Deus dos Montes (1 Rs 20.28)


O Senhor é o Deus da Recompensa (Jehovah El Gemuloth; Jr 51.56, IBB) O Senhor é o Deus da Sabedoria (1 Sm 2.3) O Senhor é o Deus Supremo (SI 95.3) O Senhor É...Deus dos Vales (1 Rs 20.28, implícito) O Senhor, Deus da M inha Salvação (Jeh ov ah E lohe Yeshu'athi; SI 88.1) O Senhor, Deus da Verdade (Jehovah El 'Emeth; SI 31.5) O Senhor, Deus de Elias (2 Rs 2.14) O Senhor, Deus de meu Senhor Abraão (Gn 24.12,27,42,48) O Senhor, Deus de Sem (Gn 9.26) O Senhor, Deus do Céu (Gn 24.7) O Senhor, Deus do Rei meu Senhor (1 Rs 1.36) O Senhor, Deus dos Espíritos de Toda a Carne (Nm 27.16; IBB) O Senhor, Deus Eterno (Jeovah El Olam; Gn 21.33) O Senhor, este Deus Santo (1 Sm 6.20) O Senhor, o Deus Altíssimo (Jehovah El Elyon; Gn 14.22) O Senhor, o Deus de Davi, teu pai (2 Rs 20.5) O Senhor, o Deus de Todos os Viventes (Jr 32.27) O Senhor, o Deus de Vossos Pais (Jeovah Elohe 'Abothekhem; Ex 3.15) O Senhor, o Deus dos Hebreus (Ex 3.18) O Senhor, o Deus dos Santos Profetas (Ap 22.6; IBB) Total: 36 nomes


O/VetMê 7)ms (é-Lúhlm) na dsctUufa

Deus Eterno (Dt 33.27) Eterno Deus (Is 40.28) Deus de Abraão (Gn 31.42) Deus de Betei (Gn 31.13) Deus de Abraão, Teu Pai (Gn 26.24) Deus, o Deus de Israel (EI Elohe Israel, Gn 33.20, alt.) Deus de Isaque (Gm 28.13) Deus de Jerusalém (2 Cr 32.19) Deus de Jesurum (Dt 33.26, IBB) Meu Deus, Meu Rei (Eli Malki;SI 68.24) Deus de Naor (Gn 31.53) Deus do Meu Louvor (SI 109.1) Deus Santo (Elohim Qedoshim; Js 24.19) Deus Poderoso (El Gíbbor; Jr 32.18) Deus da Verdade (Dt 32.4) Deus de Davi, Seu Pai (2 Cr 34.3) Deus da Casa de Deus (El Bethel; Gn 35.7, alt.) Deus da Minha Vida (El Kahyyay; SI 42.8)


Deus, Minha Rocha (El Sela’; SI 42.9) Deus da Minha Fortaleza (Elohe Ma'uzi; SI 43.2) Deus que é a Minha Grande Alegria (El Simchath Gili; SI 43.4) Deus é o Meu Ajudador (Elohim 'Ózer Li; SI 54.4) Deus Altíssimo (Elohim 'Elyon; SI 57.2) Deus que Julga na Terra (Elohim Shophtim Baarets; SI 58.11) Deus da Minha Misericórdia (Elohe Khasdi; SI 59.10) Deus é o Nosso Refúgio (Elohim Machaseh Lanu; SI 62.8) Deus dos Exércitos (Elohim Tsabaoth; SI 80.7) Deus de Todas as Tribos de Israel (Jr 31.1) Deus Todo-Poderoso (Gn 28.3) Deus da Glória (El Hakabodh; SI 29.3) Deus de Meu Pai (Gn 31.5) Deus (Elohim; Gn 1.1) Deus de Toda Consolação (2 Co 1.3) Deus de Nosso Senhor Jesus Cristo (Ef 1.17) Deus em Cima nos Céus (Elohim Bashamayim; Js 2.11) Deus do Juízo (Ml 2.17) Deus Vivo (El Khay; Js 3.10) Deus dos Gentios (Rm. 3.29) Deus dos Judeus (Rm 3.29) Deus de Sadraque, Mesaque e Abede-Nego (Dn 3.29) Deus da Minha Justiça (Elohe Tsidqi; SI 4.1) Deus dos Hebreus (Ex 5.3) Deus de Toda a Graça (1 Pe 5.10) Deus dos Céus e da Terra (Ed 5.11) Deus dos Céus (Ed 5.12) Deus de Daniel (Dn 6.26) Deus Fiel (El Emunah; Dt 7.9) Deus dos Deuses (Dt 10.17) Deus Grande (Dt 10.17) Deus da Terra (Ap 11.4, IBB) Deus de Amor (2 Co 13.11) Deus Altíssimo (El 'Elyon; Gn 14.18) Deus de Paciência (Rm 15.5) Deus da Esperança (Rm 15.13)


Deus da Paz (Rm 15.33) Deus-Que-Me-Ve (El Roi; Gn 16.13) Deus Todo-Poderoso (El Shaddai; Gn 17.1) Deus da Terra (2 Rs 17.26) Deus dos Exércitos de Israel (1 Sm 17.45) Deus da Minha Salvação (Elohe Yish'i; SI 18.46) Deus que me Vinga (El Nekamoth; SI 18.47) Deus Zeloso (El Qanna; Ex 20.5) Deus de Vivos (Mt 22.32, implícito) Deus de Jacó (Elohe Ya'akob; 2 Sm 23.1) Deus de Israel (Elohe Yisra'el; Ex 24.10) Deus Perdoador (El Nose'; SI 99.8) Total: 66 nomes


O i /fe r n e s ?ô ^ e n h e t

(/}&heoak) ne flntlQ ô ^ L t s ia m M iô *

Adonai Jeovah—Senhor Deus (Gn 15.2) Hamelech Jeovah—O Senhor, o Rei (SI 98.6) Jeovah 'Elyon—O Senhor Altíssimo (SI 7.17) Jeovah 'Immekha—O Senhor é Contigo (Jz 6.12) Jeovah 'Izuz We Gibbor— O Senhor, Forte e Poderoso (SI 24.8) Jeovah 'Ori—O Senhor, Minha Luz (SI 27.1) Jeovah 'Oz-Lamo—O Senhor, Força do Seu Povo (SI 28.7) Jeovah Adon Kol Ha'arets—O Senhor, o Senhor de Toda a Terra (Js 3.13) Jeovah Bore—O Senhor Criador (Is 40.28) Jeovah Eli—O Senhor, Meu Deus (SI 18.2) Jeovah Gibbor Milchamah—O Senhor Poderoso nas Batalhas (SI 24.8) Jeovah Go'el—O Senhor, o Teu Redentor (Is 49.26; 60.16) Jeovah Hashopet—O Senhor, o Juiz (Jz 11.27) Jeovah Hoshe'ah—O Senhor Salva (SI 20.9, IBB) Jeovah Jiré—O Senhor Proverá (Gn 22.14) Jeovah Kabodhi—O Senhor, Minha Glória (SI 3.3)


Jeovah Keren-Yish'i—A Força da Minha Salvação (SI 18.2) Jeovah Khereb—O Senhor...A Espada (Dt 33.29) Jeovah Ma'oz—O Senhor, Fortaleza Minha (Jr 16.19) Jeovah Machsi—O Senhor é o Meu Refúgio (SI 91.9) Jeovah Magen—O Senhor, Meu Escudo (Dt 33.29) Jeovah Maginnenu—O Senhor, Nosso Escudo (SI 89.18) Jeovah Makheh—O Senhor que Fere (Ez 7.9) Jeovah Ma'oz Khayyay—O Senhor, Fortaleza da Minha Vida (SI 27.1) Jeovah Melech 'Olam—O Senhor, Rei Eterno (SI 10.16) Jeovah Mephalti—O Senhor, Meu Libertador (SI 18.2) Jeovah M eqaddishkhem — O Senhor, Meu Santificador (Ex 31.13) Jeovah Metsudhathi—O Senhor, Minha Cidadela (SI 18.2) Jeovah Misgabbi—O Senhor, Meu Baluarte (SI 18.2) Jeovah Moshi'ekh—O Senhor, o Teu Salvador (Is 49.26; Is 60.16) Jeovah Nissi—O Senhor, Minha Bandeira (Ex 17.15) Jeovah Qanna—O Senhor, Deus Zeloso (Ex 34.14) Jeovah Ro'i—O Senhor é o Meu Pastor (SI 23.1) Jeovah Rophe—O Senhor que Te Sara (Ex 15.26) Jeovah Sal'i—O Senhor, Meu Rochedo (SI 18.2) Jeovah Sebaoth—O Senhor dos Exércitos (1 Sm 1.3) Jeovah Shalom—O Senhor, Nossa Paz (Jz 6.24) Jeovah Shammah—O Senhor Está Ali (Ez 48.35) Jeovah Tsidqenu—Senhor Justiça Nossa (SI 23.6) Jeovah Tsuri—O Senhor, Rocha Minha (SI 19.14) Jeovah Úzam—O Senhor a Sua Fortaleza (SI 37.39) Jeovah—O Senhor (Ex 6.2,3) Total: 42 nomes * Extraído de The Names of Jesus, de Elmer L. Towns (Denver, Co: Accent Publications, 1987), adaptado.


Osflômts ?£ 'Deus nô Alotú ?e p a lm e s Esta lista de nomes e títulos descritivos atribuídos a Deus no Livro de Salmos baseia-se na Versão do Rei Tiago. Como dife­ rentes tradutores podem usar várias palavras inglesas para tra­ duzir o texto hebraico, esta lista pode diferir da compilada por aqueles que fazem uso de outra tradução. Esta lista inclui tam­ bém só a primeira vez em que o nome é usado para identificar claramente a Deus ou pode ser considerado como um título descritivo de Deus sem infringir seriamente as regras normais de interpretação bíblica. Em vista de o nome ser geralmente repetido em outros salmos, alguns destes salmos não estão re­ presentados na lista. O nome de Deus aparece em cada Salmo, mas esta lista não tenta incluir cada referência para cada nome. Ela inclui 232 nomes e títulos descritivos de Deus. 1.6 2.4 3.2 3.3

SENHOR (Jeovah) Aquele que habita nos céus Deus (Elohim) o meu escudo a minha glória o que exalta a minha cabeça


4.1 5.2 5.11 7.1 7.9 7.10 7.11 7.17 8.1 9.2 9.9 9.13 10.14 10.16 14.6 14.7 16.5 17.7 18.1 18.2

18.3 18.18 18.30 18.32 18.46 18.47 19.14 20.1 20.5 20.7 20.9 22.1

Deus da minha justiça (Elohe Tsidqi) Rei meu Teu nome Senhor, Deus meu (Jeovah Elohim) o justo Deus que salva os retos de coração justo juiz o nome do Senhor Altíssimo (Jeovah 'Elyori) Senhor, Senhor nosso (Jeovah Adonai) Altíssimo (Elyon) alto refúgio para o oprimido refúgio nas horas de tribulação Tu que me levantas das portas da morte defensor do órfão o Senhor é Rei Eterno (Jeovah Melech 'Olam) o Senhor é o seu refúgio a salvação de Israel a porção da minha herança meu cálice Salvador dos que à tua destra buscam refúgio Senhor, força minha Senhor, minha rocha (Jeovah Sel'i) minha cidadela (Metsudhathi) meu libertador (Mephalti) meu Deus, meu roche­ do meu escudo a força da minha salvação meu baluarte (Misgabbi) digno de ser louvado meu amparo escudo para todos os que nele se refugiam o Deus que me revestiu de força o Deus da minha salvação (Elohe Teshu'athi) o Deus que me vinga (El Nekamoth) Senhor, rocha minha (Jeovah Tsuri), redentor meu o nome do Deus de Jacó o nome do nosso Deus o nome do Senhor nosso Deus Salva-nos, Senhor (Jeovah Hoshe'ah, IBB) Deus meu, Deus meu (Eli, Eli)


22.3 22.9 22.19 23.1 24.8

24.10 27.1

28.1 28.7 28.8 29.3 29.10 30.4 30.10 31.2 31.5 32.7 33.20 35.3 35.5 37.39 38.22 40.17 41.13 42.8 42.9 43.2 43.4 45.3 46.1 46.7 47.2

o que habita entre os louvores de ^Israel o que me tiraste do ventre força minha o Senhor é o meu pastor (Jeovah R*o'i) o Rei da Glória o Senhor forte e pcoderoso (Jeovah Tzuz We Gibbor) o Senhor poderosso na guerra (Jeovah Gibbor Milchamah) o Senhor dos Exércitos (Jeovah Sebsaoth) o Senhor é a minha luz (Jeovah 'Or-i) a minha sal­ vação o Senhor é a força da min'ha vida (Jeovah Ma'oz Khayyay) Ó Senhor, Rocha minha (Jeovah Tstur) o Senhor é a força do seu povo (Jecjvah 'Oz-Lamo) o refúgio salvador do seu ungido O Deus da glória (El Hakaboãh) Rei para sempre o seu santo nome meu auxílio firme rocha (IBB) cidadela fortíssiirna que me salve Senhor, Deus da verdade (Jeovah 'Emeth) meu esconderijo nosso auxílio e nosso escudo sou a tua salvação o anjo do Senhor a sua fortaleza no dia da tribulação ('Uzam) Senhor, salvação minha (Aãonai) meu amparo e o meu libertador o Senhor Deus de Israel (Jeovah El'ohe Yisra'el) o Deus da minha vida (El Hayyay Deus, minha rocha (El Sela') o Deus da minha fortaleza (Elohe Jvia'ozi) o Deus que é a minha grande alegria (El Simchath Gilt) Herói Socorro bem presente nas tribulações o Deus de Jacó (Elohe Ya'akob) o grande rei de toda a terra


47.9 48.14 50.1 50.6 53.6 54.4 57.2 58.11 59.5 59.9 59.10 59.11 59.16 59.17 60.12 61.2 61.3 62.7 62.8 65.2 65.5 65.6 65.7 66.20 67.6 68.4 68.5 68.8 68.19 68.24 68.33 68.35

o Deus de Abraão o nosso Deus para todo o sempre (Elohenu 'Olam) o Poderoso, o Senhor Deus Juiz o livramento de Israel Deus é o meu ajudador (Elohim 'Ozer Li) Deus Altíssimo (El Marom) Deus que julga na terra (Elohim Shophtim Ba'arets) Senhor Deus dos Exércitos (Jeovah Elohim Tseba'oth) o Deus de Israel (Elohe Yisra'el) minha alta defesa (IBB) o Deus da minha misericórdia (Elohe Yisra'el) ó Senhor, escudo nosso proteção no dia da minha angústia o Deus da minha misericórdia ele mesmo calca aos pés os nossos adversários a rocha que é alta demais para mim refúgio para mim torre forte contra o inimigo a rocha da minha fortaleza (IBB) Deus é o nosso refúgio (Elohim Machaseh Lanu) Ó tu que escutas a oração esperança de todos os confins da terra que por tua força consolidas os montes que aplacas o rugir dos mares que não me rejeita a oração Deus, o nosso Deus Louvai aquele que vai sobre os céus, pois o seu nome é YAH Pai de órfãos Deus, o Deus de Israel (El Elohe Yisra'el) o Senhor, que de dia em dia nos cumula de bene­ fícios (IBB) meu Deus, meu Rei aquele que vai montado sobre os céus dos céus (IBB) que dá fortaleza e poder ao seu povo (IBB)


71.7 71.16 71.22 72.18 72.19 73.26 74.12 76.1 76.12 77.14 78.35 80.1

81.10 83.18 84.2 84.11 86.5

86.15

88.1 89.17 89.26 90.1 91.1 91.9

meu forte refúgio Senhor Deus Ó Santo de Israel o Senhor Deus, o Deus de Israel, que só ele opera prodígios o seu glorioso nome a fortaleza do meu coração meu Rei desde a antigüidade grande tremendo o Deus que opera maravilhas o Deus Altíssimo o seu redentor Ó Pastor de Israel Tu, que guias a José como a um rebanho Que te assentas entre os querubins (IBB) Eu sou o Senhor, teu Deus que te tirei da terra do Egito a quem só pertence o nome de Jeová és o Altíssimo sobre toda a terra (IBB) o Deus vivo sol e escudo bom pronto a perdoar abundante em benignidade (IBB) Deus compassivo cheio de graça paciente grande em misericórdia Senhor, Deus da minha salvação (Jeovah Elohe Yeshu'athi) a glória da sua força meu Pai a rocha da minha salvação o nosso refúgio Altíssimo O Senhor é o meu refúgio (Jeovah Machsi)


93.4

94.2 95.3 95.6 97.5 98.6 99.8 103.3 103.4 103.5 103.8

104.2 104.3 104.4 104.5 106.21 106.48 108.13 109.1 109.21 113.5 113.6 114.8 115.15 118.14

o Senhor nas alturas mais poderoso do que o bramido das grandes águas (mais poderoso) do que os poderosos vagalhões do mar Ó juiz da terra o Deus supremo o grande rei acima de todos os deuses o Senhor que nos criou o Senhor de toda a terra o Senhor, que é rei (Jeovah Hamelech) Deus Perdoador (El Nose') Quem perdoa todas as tuas iniqüidades Quem sara todas as tuas enfermidades Quem da cova redime a tua vida (Quem) te coroa de graça e misericórdia Quem enche a tua boca de bens (IBB) misericordioso e compassivo longânimo grande em benignidade coberto de luz como de um manto Tu estendes o céu como uma cortina tomas as nuvens por teu carro voas nas asas do vento Fazes a teus anjos ventos (espíritos) Lançaste os fundamentos da terra Deus, seu Salvador que, no Egito, fizera coisas portentosas o Senhor, Deus de Israel Ele mesmo calca aos pés os nossos adversários Ó Deus do meu louvor Senhor Deus cujo trono está nas alturas que se inclina para ver...no céu o qual converteu a rocha em lençol de água o Senhor que fez os céus e a terra minha força e o meu cântico


119.57 121.4 121.5 123.1 124.1 124.6 132.2 135.5 135.21 136.2 136.3 136.4 136.6 136.7 136.10 136.13 136.16 136.17 136.23 136.25 136.26 140.7 142.5 144.1 144.2

144.10 146.6 146.7

minha porção o guarda de Ismael quem te guard_a tua sombra à tnia direita A ti, que habitsas nos céus o Senhor, que Esteve ao nosso lado o Senhor que r^ão nos deu por presa aos dentes deles o Poderoso de Jacó acima de todo^ os deuses o Senhor desdee Sião, que habita em Jerusalém (IBB) Deus dos deustes Senhor dos ser^hores o único que op&era grandes maravilhas aquele que estoendeu a terra sobre as águas aquele que fez os grandes luminares aquele que fe riu o Egito nos seus primogênitos aquele que separou em duas partes o Mar Ver­ melho' aquele que cor^duziu o seu povo pelo deserto aquele que feriu grandes reis quem se lembtrou de nós em nosso abatimento que dá alimentto a toda a carne o Deus dos céius força da mirvh^. salvação o meu quinhão na terra dos viventes que me adestra as mãos para a batalha minha miseric*órdia fortaleza minl\a meu alto refúgio submete o mem povo quem dá aos r»eis a vitória quem livra da espada maligna a Davi, seu servo que guarda a verdade para sempre (IBB) que faz justiça aos oprimidos e dá pão aos q^ie têm fome


147.8

149.2

que cobre de nuvens os cĂŠus prepara a chuva para a terra faz brotar nos montes a erva seu Criador

Karmitta101  

Seneadores da Palavra

Read more
Read more
Similar to
Popular now
Just for you