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Jornal dos Bairros

Janeiro 2014 Ano 18 Nº 01

Publicação da União das Associações de Bairros de Caxias do Sul - Filiada à FRACAB e à CONAM

Educação: Impasse na compra de vagas Foto: Karine Endres

Prefeitura Municipal entrou com recurso na Jusiça, contestando valor de R$ 600 para mensalidades nas escolas particulares. Compra de vagas na rede privada de educação infantil só deve acontecer após o julgamento deste recurso. Saiba mais na reportagem especial Págs. 08 e 09

Assembleia Geral da UAB Dia 01 Fevereiro Sábado 14 Horas Sede da UAB

Confira os principais fatos de 2013 para o movimento comunitário caxiense, na retrospectiva do Jornal dos Bairros. Págs. 06 e 07


Jornal dos Bairros Janeiro 2014

Opinião

Editorial Mais um ano de Jornal dos Bairros Finalizamos mais um ano do Jornal dos Bairros com a conquista de continuar sendo o único jornal comunitário e uma das maiores longevidades da imprensa impressa de Caxias do Sul. Em 2013 consolidamos a impressão totalmente colorida e as novas editorias “Espaço Comunitário” e “Bem Estar”, além da manutenção da regularidade mensal que nos permitiu sermos os fiéis guardiões da história do movimento popular, ao narrar os principais acontecimentos do movimento comunitário caxiense e gaúcho. O Jornal dos Bairros é o único jornal de Caxias que mantêm em sua pauta espaço aberto para a ação das associações de moradores. Todo o mês nas páginas deste jornal circulam assuntos de interesse das Amobs das diversas partes da cidade, trazendo desde as festas que movimentam e integram as comunidades até a pauta de luta de cada localidade, sempre com a visão das lideranças comunitárias, reconhecendo estes importantes atores sociais da luta popular, dando-lhes vez e voz. A ação da UAB também está retratada nas páginas do Jornal dos Bairros. Todas as atividades desenvolvidas pelos departamentos, desde as atividades políticas até as de integração, como os campeonatos esportivos e o Mais Bela Comunitária são acompanhados de perto. Assim, pegando as 12 edições do ano, você tem um apanhado geral de toda a ação desenvolvida pela União das Associações de Bairros. A pauta comunitária tem uma grande relevância, mas não são apenas matérias de comunidades que você encontra no jornal dos Bairros. Ações do Poder Público que dizem respeito à melhoria de

qualidade de vida da população, como por exemplo o fim dos pedágios privados foram amplamente pautados aqui. Além disso, não esquecemos as atividades de integração da cidade como a Festa da Uva e o Carnaval de Rua de Caxias, que também recebem espaço privilegiado, demonstrando que o Jornal dos Bairros é um jornal de necessária leitura para quem não quer mais do mesmo. Os desafios para a manutenção de um veículo de comunicação como o Jornal dos Bairros são imensos. Contamos com uma equipe reduzida que se desdobra para finalizar mensalmente este jornal que é inteiramente escrito dentro da UAB. A liado a isso ainda temos a dificuldade de captar patrocínios, pois como não pertence aos grande grupos de comunicação é visto com desconfiança por parte de empresários que tem resistência a se associar a um jornal de movimento popular. Este ano foi mais difícil que o costumeiro, pois a Prefeitura Municipal não patrocinou uma edição sequer. Pra quem não sabe, em todo o lugar é o poder público que mantêm vivos os veículos de comunicação com seus gastos em mídia. Os desafios fazem parte da caminhada. Construir um jornal com a força e a representatividade do Jornal dos Bairros não é fácil, mas é gratificante. Mais um ano se encerrou e podemos olhar para trás e ver as 12 edições de 2013 que narram uma conjuntura de luta e inquietação social. Que mais anos venham para o nosso Jornal dos Bairros, que mais anos venham para a luta popular. Vida longa ao Jornal dos Bairros. Vida longa ao movimento comunitário.

Jornal dos Bairros Expediente: Veículo da União das Associações de Bairros de Caxias do Sul – UAB - Rua Luiz Antunes, 80, Bairro Panazzolo – Cep: 95080-000 - Caxias do Sul Filiada à Federação Riograndense de Associações Comunitárias e de Moradores de Bairros (FRACAB) e a Confederação Nacional de Associações de Moradores (CONAM) Presidente: Valdir Walter Diretor de Imprensa e Comunicação: Cláudio Teixeira - claudiosteixeira@gmail.com Editora: Karine Endres - MTb. 12.764 - karine.endres@gmail.com Editoração e Design Gráfico: Karine Endres Reportagem: Karine Endres e Luana Reis E-mail: jornaldosbairroscx@gmail.com Telefone: 3238.5348 Tiragem: 10.000 exemplares Conselho Editorial: Antonio Pacheco de Oliveira, Cláudio Teixeira, Flávio Fernandes, Karine Endres, Paulo Saussen e Valdir Walter Email: uabcaxias@gmail.com Comercial: 3219.4281 Os textos assinados são de inteira responsabilidade de seus autores.

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Há vagas para aulas de informática na UAB No dia 20 de janeiro reiniciam as aulas de informática básica do Ponto de Inclusão Digital da UAB. E ainda existem vagas para as quatro turmas que serão abertas. Duas turmas realizam aulas na segunda e quarta-feira, sendo uma das 14h às 16h e outra das 16h às 18. Nas terças e quintas, mais duas turmas têm aulas, nos mesmos horários. Os interessados em participar po-

dem garantir uma vaga ligando para a UAB, pelo telefone 3219.4281. As inscrições serão aceitas até o dia 27 de janeiro.

Inscreva-se: 3219.4281 Aulas gratuitas na UAB

Festa da Uva já recebe currículos para trabalho temporário Já está aberto o período de contratação das pessoas interessadas em trabalhar na Festa da Uva 2014. A empresa Performance Trabalhos Temporários Ltda foi a vencedora da licitação e fará a contratação do pessoal para o setor de hospitalidade. Conforme divulgado pela secretaria de Turismo (SEMTUR), os currículos devem ser encaminhados para os e-mails turismo@caxias.rs.gov.br ou festadauva@poa.performance.com.br e também podem ser entregues pessoalmente na SEMTUR (Rua Ludovico Cavinatto, 1431, casa branca, Réplica de Caxias do Sul) até o dia 25 deste mês, das 8h às 18h. Os candidatos devem ter idade mí-

nima de 18 anos. Também será oferecido trabalho para cadeirantes e idosos, que tenham perfil para receber os turistas. No dia 27 de janeiro, das 9h às 19h, será feita a seleção do pessoal, no salão paroquial da Festa da Uva, localizado atrás da réplica. A secretária Drica de Lucena solicitou à direção da empresa Performance que também contrate pessoas que dominem a linguagem de libras e que falem outros idiomas. “Queremos uma equipe ágil, harmoniosa e que tenha prazer em trabalhar”, disse. A secretária adianta que todo o processo de seleção será de responsabilidade da empresa.Em caso de dúvida, o telefone é (51) 2108-2188.

Currículos serão aceitos até o dia 25 de janerio!

Inicia o alargamento da rua Moreira César A rua Moreira César, entre a Sinimbu e Os 18 do Forte, estará fechada por cerca de 15 dias, se não chover, devido às obras de alargamento da via. Após esse período, a rua terá liberação parcial. Os trabalhos iniciaram no dia 20 de janeiro, com a demarcação e a sinalização do trecho. Nesta primeira etapa, uma escavadeira e dois caminhões começam os trabalhos de escavação do solo em 90

centímetros, profundidade necessária para a remoção dos materiais inadequados, como lixo e solo de má qualidade. Depois, será colocado um rachão (tipo de pedra britada) de 30 centímetros e uma base de brita, divididas em duas camadas de 15 centímetros. Num segundo momento, começam os trabalhos de pavimentação. Finalizada, a rua deverá ter 12 metros de largura e aproximadamente 96 de extensão.

Mande seu recado Escreva para o Jornal dos Bairros. Mande sua sugestão, reclamação ou comentário. Entregue na sede da UAB até a última semana de cada mês ou pelo e-mail jornaldosbairroscx@gmail.com


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Movimento

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Conselho Tutelar e Defensoria Pública vêm à AG A primeira Assembleia Geral da UAB em 2014 contou com duas entidades importantes para os moradores de bairros. No dia 11 de janeiro, representantes do Conselho Tutelar de Caxias do Sul e da Defensoria Pública estiveram na sede da UAB. O Conselho Tutelar veio trazer informações sobre o papel do órgão e formas de acionar a entidade. Já a Defensoria trouxe um importante projeto para beneficiar as famílias carentes que precisam da Justiça. “Papel do conselho é proteger a criança” A função protetiva do Conselho Tutelar foi um dos aspectos mais ressaltados pelas cinco conselheiras presentes na Assembleia da UAB. Fabiana Teresinha de Macedo, Rosane Formolo, Loci Almeida Prux, Giane Neitzke Kunh e Marjorie Monique Sasset Aver deixaram claro em suas falas que não cabe ao Conselho tomar medidas punitivas ou de repressão em relação aos jovens. “Muitos pensam que nós podemos intervir quando os

Foto: Karine Endres

atende às crianças, aplica medidas protetivas sempre que os direitos dos menores forem ameaçados ou violados, por omissão da sociedade ou do Estado, dos pais ou dos responsáveis ou ainda pela conduta dos pais. Suas decisões somente poderão ser revistas pelo Judiciário. As denúncias podem ser feitas por telefone ou presenciais e quando realizada passa a ser sigilosa. A documentação a respeito do assunto só pode ser obtida através da Justiça. “Se não há atendimento na saúde para uma criança, estaremos solicitando para o município que providencia o atendimento para que aquela criança ou adolescente”, fala Rosane. Ela também ressalta que o conselho sempre vai trabalhar para

Defensoria apresentou projeto na primeira AG do ano

adolescentes apresentam um comportamento inadequado, mas não é esse nosso papel”, afirma a conselheira Rosane Formolo. Sua principal função é zelar pelo cumprimento dos direitos da criança e do adolescente. Ele

Saiba como encontrar o Conselho: Conselho Norte Telefones: 3901.1517 ou 3901.1521 Rua Visconde de Pelotas, nº 449 Conselho Sul Telefones 3901.1518 ou 3901.1519 Rua Os Dezoito do Forte, nº 998

que o menor esteja com sua família natural. “A rede trabalha para fortalecer os vínculos daquela criança ou adolescente com sua família, para que ela permaneça na sua casa, desde que não haja maus tratos ou abuso sexual”, afirma. “Sempre que o adolescente comete um ato infrancional, ameaçando, roubando, matando, a vítima deve fazer um registro policial e este adolescente irá responder por seus atos. Mas quem cuida disso são as forças policiais não o Conselho”, completa Marjorie Monique Sasset Aver. “Nosso papel é agir quando o menor tem um direito violado e não quando ele infringe as normas ou leis. Nós protegemos quando a criança é a vítima”, explica ainda Marjorie.

Comunitaristas questionam “Estou preocupado porque a comunidade não tem conhecimento de como encontrar os conselheiros. Não sabemos o telefone nem os endereços”, afirma Natal Fonseca da Silva, presidente da Amob São Victor Cohab. Ele também pediu que o Conselho Tutelar esteja mais presente nas comunidades, fazendo contato com os líderes comunitários e com a comunidade escolar. A presidente do Lotea-

mento Jardim América, Francisca Oliveira Araújo, também afirmou a importância do Conselho estar na comunidade, dialogando, mas para explicar aos pequenos que eles também têm deveres. “As crianças precisam entender que elas também têm deveres. Eles apenas cobram os direitos, mas não sabem quais são seus deveres para com os pais e sociedade”, disse. “A educação tem que vir de dentro de casa”, afirmou a vice-presidente da UAB, Joce Barbosa, em sua fala. “Muita

gente acha que é o Conselho Tutelar que tem que educar, mas educação tem que ser dada pelos pais”, completa a comunitarista. Ela colocou a União à disposição dos conselheiros para desenvolver um trabalho nos bairros buscando a conscientização dos pais em relação ao seu papel de formadores. “Se nós, enquanto pais e mães, não dermos limite para nossos filhos, não será o Conselho Tutelar que fará isso”, diz ainda Joce.

Defensoria Pública quer apoio para levar Justiça aos bairros Os defensores públicos Arion Escorsin de Godoy e Domingos Barroso da Costa vieram até à UAB expor o que é a “Defensoria das Famílias” e se propor a buscar a solução dos conflitos entre as partes, evitando assim acionar o Judiciário.Eles se propuseram a organizar mutirões de atendimento nos bairros, buscando que as partes de um conflito dialoguem e tentem uma solução extrajudicial para o problema. Segundo Domingos da Costa, a Defensoria está aberta aos comunitaristas que desejam o serviço. “Quem tiver interesse, podemos ir até o bairro para tentar solucionar estas ques-

apreensão de criança e adolescente, entre outros temas familiares”, fala Domingos. Estes mutirões terão por objetivo ajudar que as partes encontrem a solução das disputas entre sim, e assim se tornem protagonistas da cidadania. “O Brasil se mantém numa lógica paternalista querendo que o governo resolva tudo. Mas na verdade, a gente se faz cidadão. E Defensoria Pública podemos nos faRua Luiz Antunes, nº 133, bairro zer atores das soPanazzolo luções dos nossos Telefones: 3228.9566 / 3228.2298 problemas, sem um familiacaxias@dpe.rs.gov.br Juíz, sem um proDe segunda à quinta-feira motor ou defenDas 9h às 12h e das 13h às 18h sor”, explica.

tões. Para isso, precisamos que o presidente compareça na Defensoria e agende um dia para irmos ao bairro”, disse Domingos. “Fazemos o atendimento especial naquelas questões que envolvem famílias, como divórcio, pagamento de pensão alimentícia, reconhecimento de paternidade, união estável, internação compulsória, busca e

“Vocês são as autoridades mais legítimas para decidir a vida de vocês e não precisa ser o governo a decidir suas vidas através de um Juiz”, afirma ainda Domingos. “Democracia só existe quando há responsabilidade. Responsabilidade é a capacidade de responder pelos seus direitos, mas também por seus deveres”, argumenta o defensor. Os acordos entre as partes envolvidas podem chegar à Defensoria que tem poder atribuído por lei para confirmar a validade desse tipo de acerto, com a mesma força de uma decisão de juiz. Além disso, caso seja necessário o processo, seu an-

damento será bem mais rápido e facilitado, já que ao Juiz caberá apenas verificar a legalidade e garantir a força do acordo, sem a necessidade de contestação, produção de provas, audiências, por exemplo. Ele defende que enquanto líderes, os comunitaristas podem traduzir para a população essa responsabilidade. “Antes de pedir para o juiz, a pessoa precisa se engajar e tentar resolver a questão através do diálogo”, explica ainda. “Através de palestras queremos mostrar para as pessoas que elas mesmas possam resolver seus problemas”, fala Domingos.


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Movimento

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Avaliadores do transporte conhecem o SIM Caxias Os avaliadores do transporte público de Caxias conheceram detalhes do Sistema Integrado de Mobilidade (SIM Caxias) no dia 14 de dezembro, durante o Fórum dos Usuários. O evento aconteceu na sede da UAB e contou com a presença do secretário de Trânsito e Transportes, Zulmir Baroni Filho, do Diretor Executivo de Transportes da secretaria, Oswaldo Della Giustina, do engenheiro e servidor Juliano de Ross, e também do gerente operacional da Visate, Sérgio Benetton. O SIM Caxias promete dar preferência para o transporte coletivo, pedestres e bicicletas no caótico trânsito da cidade. Segundo dados da Prefeitura Municipal, já existem R$ 32 milhões oriundos do PAC e mais R$ 8 milhões de contrapartida do município para serem investidos nas obras que darão viabilidade ao projeto. A ideia é que as obras iniciem depois da Festa da Uva, talvez com a própria presidente da República, Dilma Rousseff, assinando a ordem de início, na sua visita à festa. O secretário Zulmir Baroni Filho lembrou do início da troncalização do transporte coletivo e da importância da viagem do Prefeito à Colômbia. “O Prefeito contribuiu muito com a nossa área técnica. A viagem e a experiência trazida por ele de Bogotá e demais cidades foi muito importante para a atua-

lização desse projeto, que teve os seus primeiros estudos em 1997. De lá pra cá foram sendo implantadas novas paradas de ônibus, a bilhetagem eletrônica, entre outras ações, culminando em 2011 com a construção das novas estações principais de integração (EPI) Floresta e Imigrante, de onde parte o projeto da troncalização do eixo leste/oeste, e de quatro estações centrais que também já estão sendo implantadas”, explicou. Esta etapa do SIM Caxias vai englobar 19 linhas que fazem hoje o percurso de leste a oeste da cidade. Para isso, além do transbordo de passageiros nas duas EPIs, serão implantados dois corredores de ônibus da rua Sinimbu, faixa compartilhada de ônibus/automóveis na Pinheiro Machado, pavimentação em concreto rígido dos corredores da Sinimbu e Pinheiro Machado (e outros quatro corredores em 2015), regramento para as conversões da área cen-

Mudança foi idealizada ainda em 1997 Confira um histórico com as principais mudanças no transporte público de Caxias, buscando a integração e troncalização do Sistema. O projeto iniciou ainda em 1996, na gestão do ex-prefeito Pepe Vargas, e assumiu novos contornos com o SIM Caxias. O histórico foi apresentado pelo secretário Zulmir Baroni, na AG.

Fórum dos Usuários em 2014 Confira a data dos próximos Fórum dos Usuários: >> 15 de Março >> 14 de Junho >> 13 de Setembro >> 13 de Dezembro

Foto: Karine Endres

tral, nova sinalização e contratação de mais fiscais de trânsito. “A partir de agora teremos dois novos conceitos: o serviço expresso e o semi-expresso, triplicando a velocidade comercial (tempo de percurso) dos ônibus que atravessam a cidade de leste a oeste. O expresso parará em algumas paradas centrais e o semi-expresso em outras, agilizando o ser‘SIM Caxias’ promete diminuir tempo de viagem para as região leste e oeste viço e aumentando a vecomo a construção de novas “Como teremos a EPI Imilocidade de deslocamento de estações no São Ciro e na Zona grante próxima é um incentivo um ponto a outro da cidade”, Norte (Centenário). “O sistema para os moradores do bairro explicou o engenheiro da SMTde troncalização leste/oeste Cruzeiro e arredores a irem de TM, Juliano De Ros. tem previsão de funcionamenbicileta até a estação. Lá vai No projeto também está to no segundo semestre do ano haver bicicletários”, ressaltou prevista a implantação de uma que vem. Até lá estamos nos o engenheiro. ciclovia na rua Luiz Michielon reunindo e mostrando o projeSerão necessárias obras e a implantação de mão únito para diversos segmentos da complementares e também ca desde a rua Simão Cembracomunidade”, informou o seestão previstas outras etapas ni (entroncamento com a rua cretário Baroni. de implantação a médio prazo Rodrigues Alves) até a BR-116.

1997 – Poder público inicia o estudo da troncalização e integração do sistema de transporte público em Caxias 1998 – Ano da primeira audiência pública apresentando

as mudanças que seriam implementadas para a comunidade: integração do sistema e troncalização do modelo. Também foi o ano da primeira experiência prática de integração tarifária de Caxias, trazendo a possibilidade do usuário trocar de ônibus para linhas de terminais que passavam pela estação rodoviária, sem a necessidade de pagar uma nova tarifa (para quem aderisse ao cartão integração). 1999 – O modelo tronco alimentado foi incorporado à concorrência pública para o transporte coletivo urbano, com aprimoramento das exigências de integração tarifária, que permitiu os transbordos entre linhas

troncais e alimentadoras com o gasto de uma única tarifa. 2001 – Concessionária vencedora da concorrência passa a operar a primeira bilhetagem eletrônica no RS. 2002 – Implantadas duas estruturas fundamentais para o sistema: Estação Principal Ópera e Estação Principal Catedral. 2003 – Município contrata consultoria técnica “Oficina Consultores”, com o objetivo de elaboração do projeto operacional da troncalização e do detalhamento técnico das estações principais centrais e secundárias de integração. O projeto tinha um horizonte de dez anos, isto é, previa as mudanças que seriam

necessárias até o ano passado. 2006 – Implantação das estações principais centrais Dante Marcucci e Pompéia, em conjunto com outras estações secundárias. Implementou a primeira mudanças nas linhas, que deixaram de percorrer todo o centro. Neste ano, linhas do Desvio Rizzo passaram a ter o ponto final na Estação Pompéia e não mais o Imigrante. 2011 – Iniciou a construção das Estações Principais de Integração Floresta e Imigrante, que em conjunto com outras medidas possibilitam a implantação do SIM. 2014 – Apresentação do SIM Caxias.


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Segurança

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Caxias chega a 22 núcleos da Polícia Comunitária Caxias entrou em 2014 com mais dez bairros sendo atendidos pelo policiamento comunitário. No dia 20 de dezembro, através de um um investimento de R$ 650,00 mil, oito novos núcleos foram lançados, abrangendo as comunidades de Vila Cristina, Jardim Eldorado, Adorado, Serrano, Planalto, Ana Rech, Desvio Rizzo, Esplanada e Fátima. Ao todo, o município, que foi pioneiro no projeto, já conta 35 bairros e 22 núcleos do policiamento comunitário em operação, abrangendo uma

Confira os novos núcleos >> Vila Cristina >> Jardim Eldorado >> Serrano >> Planalto >> Ana Rech >> Desvio Rizzo >> Esplanada >> Fátima

Foto: Karine Endres

Oito novos núcleos custaram R$ 650,00 mil para o Estado

população de cerca de 220 mil moradores. Segundo dados da Secretaria Estadual da Segurança Pública, após a implantação, os homicídios nos bairros com policiamento comunitário diminuíram mais de 50%. O secretário adjunto da Segurança Pública do RS, Juarez Pinheiro, disse que “Caxias do Sul é nosso primeiro grande case da Polícia Comunitária. Os resultados já demonstram que o projeto veio para fi-

car e crescer em todo o Estado”. Juarez representou o secretário Airton Michaels no lançamento. Pinheiro informou, ainda, que no ano que vem será feita uma avaliação detalhada do desempenho do policiamento comunitário nos municípios onde o projeto já está em funcionamento. O secretário da Segurança Pública de Caxias do Sul, Roberto Soares Louzada, lembrou que o município é entusiasta do projeto e sempre ofe-

receu apoio ao Estado. “Não se consegue fazer segurança pública hoje sem a parceria dos três entes federados, União, Estado e municípios”, ponderou. Para Valdir Walter, presidente da UAB, a comunidade de Caxias abraçou a causa desde o começo. “Antes era difícil haver segurança nos bairros, pois até uma ocorrência ser atendida poderia ser tarde. Hoje, a sensação é de segurança, pois os policiais estão inseridos nos bairros”.

Números do Policiamento Comunitário em Caxias: >>22 núcleos >> 35 bairros >> 66 policiais >> 220 mil moradores atendidos

O projeto A Polícia Comunitária - implantada do Rio Grande do Sul pela Secretaria da Segurança Pública - traz um conceito inédito no Brasil, de aproximar os policiais da população, alimentando a sensação de segurança pública a partir dessa convivência. Caxias do Sul foi pioneira na implantação do

projeto Policiamento Comunitário em 2012. Hoje, o Estado conta com 68 núcleos em 12 municípios, num convênio em que o Estado disponibiliza os policiais militares, viaturas e os equipamentos como armas, coletes e algemas e os Municípios repassam o auxílio moradia para os policiais participantes do projeto.


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Especial

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Grandes conquistas marcam 2013 para o movimento 2013 foi um ano de superação para o movimento comunitário caxiense. Em março, a Radio Comunitária UAB FM 87,5 entrou no ar, realizando um sonho antigo do movimento. Já maio foi um mês para as festas. No dia 19 daquele mês, a entidade comemorou seus 50 anos de atuação comunitária e também a inauguração do tão desejado ponto de cultura “UAB Cultural” No dia 2 de junho, os moradores de bairros puderam escolher a nova diretoria das suas Amobs e também da UAB. Valdir Walter garantiu sua reeleição com um amplo acordo unifican-

JAN

do o movimento comunitário. Este também foi o primeiro ano da gestão de Alceu Barbosa Velho (PDT). O governo demorou para conseguir imprimir sua marca, mas ao fim de 2013 já conseguimos notar algumas de suas prioridades. Um exemplo é a preocupação com as principais vias de acesso aos bairros que estão recebendo as necessárias melhorias. No âmbito estadual, finalmente os contratos de pedágios com as concessionária privadas foram encerrados. A luta de mais de 15 anos de diversos segmentos, entre eles o comunitário, enfim obteve sucesso.

OC Desequilibrado

Em janeiro de 2013, o Jornal dos Bairros voltou a discu-

tir os desequilíbrios no Orçamento Comunitário. Enquanto algumas comunidades recebiam diversas obras, outras pareciam esquecidas. Assumindo a pasta, José Dambrós prometeu que não haveria distinções e que o único critério seria o número de participantes. A lista de obras indicadas e aprovadas relativas às reuniões de 2013 ainda não foram divulgadas. Este material que mostrará se a prática mudou como prometido.

MAR

É dada a largada paras as eleições comunitárias

Em março, durante a Assembleia Geral, do dada a largada para o processo eleitoral comunitário em 2013. Os comunitaristas aprovaram o regimento eleitoral e definiram as principais datas do pleito. Este também foi um mês de perdas para a esquerda latinoamericana, com o falecimento do então presidente da Venezuela, Hugo Cháves, no dia 5 daquele mês. As políticas chavistas foram responsáveis pela diminuição da miséria e da desigualdade no país ‘hermano’. E um grande sonho dos

ABR

Moradores querem fim dos pedágios

Caxias realiza um grande debate sobre o modelo de pedagógico que a população deseja, no dia 11 de abril. Promo-

MAI

O movimento comunitário comemorou os 50 anos da União das Associações de Bairros no dia 19 de maio. Uma grande festa foi organizada, com direito à 50 metros de torta e A

JUN tos interbairros de futebol e a luta por melhores condições de vida. Também em fevereiro, os comunitaristas tiveram a oportunidade de conhecer ao vivo toda a equipe de governo de Alceu Barbosa Velho, durante a AG da UAB.

vido pelo Conselho de Desenvolvimento Econômico do RS, o ‘Conselhão’, o encontro contou com a presença do governador do RS, Tarso Genro, e de diversos representantes da sociedade civil organizada. Logo em seguida, no dia 16, foi o momento

das entidades tomarem as ruas e protestarem contra as tentativas de prorrogação do modelo de pedagiamento privatizado através da Justiça. A atividade aconteceu na Sociedade Linha Julieta, em Farroupilha, e terminou com uma carreata que obstruiu o trânsito na RS 122. Também em abril, no dia 29, foi realizada a primeira edição do “Câmara Vai aos Bairros”. Com uma grande participação da comunidade, o evento aconteceu no Belo Horizonte.

UAB comemora 50 anos e fim do pedágio

FEV UAB na Avenida do Samba A UAB esteve na Avenida do Samba em 2013. A escola São Vicente elegeu a entidade como tema de seu samba enredo e levou para a Sininbú as principais atividades desenvolvidas pela União. Sob o samba enredo “Bandeiras entrelaçadas para brilhar”, desfilaram as Mais Belas Comunitárias de 2012, a embaixatriz da Festa da Uva de 2012, Shânia Pandolfo, o Jornal dos Bairros, os campeona-

comunitaristas se realiza: a rádio comunitária UAB FM 87,5 entrou no ar em caráter experimenta no dia 22 de março, marcando assim o início das operações da emissora. O departamento de Habitação da UAB realizou um grande seminário nos dias 22

e 23 de março, buscando discutir os principais problemas da área em Caxias. E março também foi o mês escolhido para o lançamento do livro biográfico do presidente de honra da UAB, “Luiz Pizzetti: Uma Consciência que Pulsa”. Outra boa notícia entregue no dia 27 deste mês foi a eleição de Juçara Quadros para a presidência do Conselho Municipal da Comunidade Negra (Comune). Juçara é a diretora de Etnias da UAB e coordenadora do Movimento Negro Unificado.

alegria era ainda maior porque na data foi inaugruado o ponto de cultura “UAB Cultural”. Maio trouxe mais uma boa notícia: finalmente foram abertas as cancelas da praça de

pedágio entre Caxias e Farroupilha, marcando o fim do contrato no dia 31 daquele mês.

Valdir Walter é reeleito e manifestações tomam o país No dia 2 de junho, as comunidades participaram do maior pleito voluntário de Caxias. As eleições para Amobs e UAB foram realizadas neste dia e mantiveram Valdir Walter na presidência da entidade. Ao todo, 12.623 eleitores

participaram do pleito, envolvendo mais de 180 Amobs. Valdir foi eleito com 10.732 votos, um percentual de 85%. As urnas eletrônicas foram a principal novidade nas eleições comunitárias de 2013, tendo sido utilizadas nas 30


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Especial

Janeiro 2014 comunidades com o maior número de votantes no pleito de 2011. Ainda em junho, um fato extraordinário espanta o país. Multidões tomam conta das ruas, em diversas cidades brasileiras. Em um primeiro momento, as manifestações são

Ainda nos primeiros dias de julho, as diretorias eleitas para Amobs e para a UAB tomaram posse. O ato aconteceu durante a AG realizada no dia 3 daquele mês. A atividade contou com a presença de inúmeras lideranças da região, como o Prefeito Alceu Barbosa Velho e a deputada estadual Marisa Formolo. Este também foi o mês de início das reuniões do Orçamento Comunitário2013, que foram acompanhadas de perto pela nova diretoria da UAB. A entidade também marcou posição para que pontos falhos do

processo em anos anteriores não fossem repetidos. No dia 30 de julho aconteceu a primeira reunião da diretoria da UAB, após as eleições comunitárias. O principal tema foi o OC e o debate gerou um documen-

E a Festa já tem sua Rainha

Agosto foi o mês em que Caxias conheceu a corte que representa a Festa da Uva 2014. Giovana Dannenhauer Crosa foi anunciada a Rainha, em uma grande festa, no dia 31 de agosto. Ainda acompanham a corte as princesas Gabrielle Debastiani e Karina Cristina Muniz Furlin. Este também foi um dia de impacto para o movimento comunitário gaúcho, com a notícia de que uma liminar suspendia as

SET

mares de gente nas ruas. Em Caxias não foi diferente e no dia 21 de junho, cerca de 35 mil pessoas tomam as vias centrais da cidade. A marca das manifestações também se repete aqui: conflitos muito violentos colocam policiais e manifestantes em uma praça de guerra.

OUT

25 anos da Constituição de 1988

Manifesto questiona OC

JUL

AGO

chamadas por setores sociais que questionam os altos investimentos na Copa de 2014 em oposição aos recursos insufientes em educação, saúde e infraestrutura. Em um segundo momento, diversas grupos se somam aos protestos, gerando verdadeiros

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NOV

Após 2 meses da data inicial, são realizadas as eleições da Fracab, em 9 de novembro. Antônio Carlos Damasceno Lima é eleito presidente, tendo Valdir Walter, da UAB,

amento, na região do Reollon. Com um investimento de R$ 36 milhões, o programa beneficia também outras 700 famílias com equipamentos públicos e tem financiamento do Governo Federal, via PAC 2.

DEZ

dade igualitária justa de fato. Ainda neste mês, foi realizada a 7º edição da Rústica Comunitária da UAB, com o apoio da Prefeitura Municipal.

Fracab finalmente tem nova direção

eleições para a Fracab, então marcadas para esta data.

Nova moradia para famílias da Rota do Sol

A Prefeitura Municipal anunciou no dia 16 de setembro um plano para remover as famílias que ocupam as margens da Rota da Sol. O programa “Rota Nova” pretende levar 300 famílias para um novo lote-

to público da entidade, questionando alguns pontos como a falta de regras transparentes no acesso às verbas, negligência quanto às reuniões regionais e o percentual do Orçamento do Município que é direcionado para o OC.

O dia 5 de outubro de 2013 marcou os 25 anos da promulgação da Constituição de 1988, um marco da redemocratização do país. O principal documento jurídico do país, que estabele direitos e deveres para todos os cidadãos brasileiros é um dos mais avançados do mundo. Agora, o principal desafio é tirar do papel estes avanços, para construirmos uma socie-

como seu vice. Além disso, Cleuza Moraes também passa a integrar a direção da Federação, como secretária geral. O ato de posse foi realizado no dia 27 de novembro, em Porto Alegre. Também em novembro, no dia 30, a comunidade do Euzébio Beltrão de Queiróz, a popular Vila do Cemitério, recebe autoridades públicas para

debater suas principais demandas. Uma audiênia pública foi chamada na comunidade, pela Comissão de Legislação Participativa e Comunitária, da Câmara de Vereadores. Lideranças locais, vereadores e secretários municipais estiveram presentes, ouvindo os problemas que afligem o bairro. Também neste dia 30. o departamento de Esportes da UAB premiou os melhores times, jogadores e treinadores dos campeonatos interbairros Série Prata e Veteranos, realizados no segundo semestre.

UAB tem melhor torcida no Mais Bela Comunitária Estadual

A torcida foi da UAB. Na escolha do Mais Bela Comunitária do RS, em 7 de dezembro, a UAB emplacou a melhor torcida. A eleição foi realizada em São Gabriel e teve Elisabeth Brenda Martins e Isadora Perotti representando o movimento comunitário caxiense. Coube à Elisabeth trazer mais uma faixa parar a cidade: a de segunda princesa da corte estadual No âmbito da segurança,

Caxias conquistou mais oito núcleos de policiamento comunitáiro no último mês de 2013. O anúncio foi feito no dia 20 de dezembro e contempla as comunidades de Vila Cristina, Jardim Eldorado, Adorado,

Jardim Iracema, Serrano, Planalto, Ana Rech, Desvio Rizzo, Esplanada e Fátima.


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Falta de vagas na educação inf Smed recorre da sentença e questiona valor determinado para compra de vagas na educação infantil Cerca de mil famílias que acionaram a Justiça buscando garantir o direito à educação infantil já estavam contando como certa a colocação de suas crianças em uma escola particular. Mas a Prefeitura Municipal questiona a decisão judicial e afirma que não pretende comprar as vagas de acordo com a atual sentença. Na decisão de novembro, o juiz da vara da Infância e Juventude determinou a compra das vagas pela mensalidade de R$ 600,00. Para a Smed, o reajuste é superior à

inflação de 2013. Ainda em dezembro, no dia 16, a Defensoria Pública realizou uma ação inédita, chamando uma audiência pública na Câmara de Vereadores para mapear as vagas ociosas na rede privada de educação infantil. Segundo o defensor público Sérgio Nodari Monteiro, que teve a iniciativa, a ideia era encontrar a vaga compatível (na turma definida pela idade) mais perto possível das crianças que acionaram a Justiça. Após encontrar a vaga, a Defensoria pretendia solicitar ao Juiz da Infância e Juventude que determinasse o pagamento judicial pelo município à escola indicada para determinada criança. Segundo Nodari, a ação da Defensoria está baseada em uma decisão judicial de novembro, que ordenou à Prefeitura que comprasse vagas na

rede privada para atender a fila de espera. Além disso, Nodari também explica que ainda em agosto foi firmado um acordo entre Defensoria Pública, Ministério Público, Justiça e Prefeitura Municipal, segundo o qual a Prefeitura se comprometia a proporcionar mais 560 vagas por ano, até 2016. Na audiência pública foram mapeadas mais de 1600 vagas ociosas na rede privada de educação infantil, que contemplaria as quase mil crianças que ingressaram na Justiça para obter o direito à educação gratuita. Segundo o defensor, a partir do dia 20 de janeiro, quando termina o recesso da Defensoria, uma equipe em Porto Alegre já deveria começar a ligar para as famílias, oferecendo as vagas disponíveis, com o critério de proximidade da residência.

Saiba mais: A ação civil pública que determina a compra de vagas foi movida pelo Ministério Público contra a Prefeitura ainda em 2007. Devido ao elevado número de ações individuais que representa, a Defensoria Pública foi nome-

ada assistente do MP na ação. Esta ação foi ganha pelo MP e Defensoria e já está na fase de execução da sentença. Segundo a sentença, o município deve criar um total de 2.242 novas vagas de educação infantil, no prazo máximo

de 4 anos, sendo no mínimo 25% desse número por ano, a partir de fevereiro de 2013 até o final de 2016. Esse número representa um total de 560 novas vagas que devem ser criadas pelo município por ano.

Prefeitura questiona decisão judicial Porém, a Prefeitura Municipal pode jogar por terra a iniciativa da Defensoria. Através da PGM, o município já entrou com um recurso de agravo contra a decisão do Juiz da Vara da Infância e Juventude. A prefeitura não questiona a determinação de compra de vagas, mas sim o valor estipulado pela decisão judicial. Segundo Gregory Braun, assessor técnico da PGM, em 2013 o município pagava R$ 500,00 para as vagas compradas por decisão judicial. Na sentença de novembro, o valor das mensalidades foi reajustado para R$ 600,00 – um percentual muito acima da inflação do período. E é neste ponto que a Prefeitura questiona a Justiça.

Foto: Vitória Gobbi

Além disso, nesta mesma sentença, o juiz afirmava que se deveria esperar o término das matrículas na rede muSmed cadastrou todos interessados em setembro nicipal, o to maior. Apenas neste ano, a que só vai acontecer em feSmed recebeu 3.906 inscrições vereiro. nesta modalidade. “A ação judi“O município pretende cial apenas coloca na frente a comprar as vagas, mas não concriança que acionou a Jusitça, corda com o valor estipulado”, ‘furando a fila’. Direito ao enexplica Gregory. sino gratuito todas as crianTambém incomoda o fato ças inscritas têm”, argumenta de que a lista para matrículas na Gregory. educação infantil é ainda mui-

SMED recebeu mais de 3 mil inscrições para matrículas de educação in

Tribunal de Contas não Outro argumento da Smed é que o Tribunal de Contas do Estado (TCE) não aceita uma compra elevada de vagas na rede privada, mesmo que ordenada por ação judicial. “O TCE não considera que foi uma ordem judicial, considera que foi uma terceirização do serviço público e isto é um problema para o município. E esse é um problema que recai pessoalmente sobre o prefeito, que responde juridicamente pelo ato”, explica Gregory. “O Tribunal de Contas entende isso como uma terceirização da atividade fim do serviço público que deve ser prestado pela prefeitura. Isto é, o município está terceirizando uma atividade que cabe a ele suprir”, afirma ainda o servidor da PGM. Outro ponto da questão, desta vez apresentado pela secretária municipal de educação, Marléa Ramos Alves, é que o município não pode realizar compras de vagas sem um chamamento público prévio. “Não posso sair comprando vaga na

rede privada. Se houver algum vínculo de alguma escolinha com um servidor da Smed, por exemplo, pode gerar uma condenação por improbidade administrativa”, explica. Segundo ela, o TCE entende que pode haver beneficiamento privado com recursos públicos. Ela também afirma que a atitude da Defensoria passou por cima do acordo firmado com a Prefeitura e o Ministério Público em agosto. “Depois de muitas reuniões e discussões conseguimos costurar um acordo entre os envolvidos. A Smed se comprometeu a criar as 560 vagas anuais até 2016, a realizar um chamamento público para a compra de vagas, que já foi realizado, e a modificar os critérios de seleção das crianças na rede municipal”, explica Marléa. Ela ainda afirma que novas vagas somente poderão ser compradas depois que o processo de matrículas na rede municipal terminar. “Mas estamos ainda preenchendo as vagas e


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fantil ainda não foi solucionada Foto: Luiz Chaves

nfantil. Defensoria quer compra de vagas para quase duas mil crianças

o aceita compra elevada chamando as famílias. As matriculas no município só terminam em fevereiro”, explica. Durante o cadastramento realizado em setembro, foram cruzados dados sócios econômicos das famílias, buscando encontrar as mais carentes e necessitadas. “Cruzamos vários dados, inclusive utilizando as informações dos programas sociais do Governo Federal. Foi aplicado um questionário para as famílias e cada tópico tinha uma pontuação. Um programa de computador contabilizou a pontuação das crianças e assim tivemos uma lista que ordena as crianças, colocando as que mais precisam no topo”, esclarece a secretária. Além disso, ela lembra que com a mudança na Lei de Diretrizes e Bases da Educação, crianças de quatro e cinco anos já estão sendo atendidas na educação infantil de escolas de ensino fundamental. Como as escolas ainda estão se organizando e fechando as matrículas de primeiro ao

nono ano, o número ainda não está definido, mas a secretaria tem uma expectativa que abram em torno de mil vagas nessa modalidade. Em 2013, foram atendidas 1373 crianças nesta modalidade. “Um bom percentual deste número já migra para o primeiro ano, liberando vagas, e as escolas estão abrindo mais turmas de educação infantil”, assegura Marléa. 460 vagas compradas Em setembro e outubro do ano passado, a prefeitura realizou um chamamento público para compra de vagas na rede privada. Foram contratadas 460 vagas de educação infantil, com uma mensalidade de 450,00 ao mês. “Temos que ter cuidado ao definir um preço de compra do poder público, porque acabamos interferindo no mercado. O preço pago pela prefeitura acaba se tornando o valor mínimo cobrado pelas escolas, inflacionando todo o mercado”, diz Marléa.

Smed quer seis novas escolinhas ainda em 2014 Segundo a Smed, seis escolas infantis estão previstas para serem entregues em 2014: EEI Pôr do Sol, EEI Santo Antônio, EEI Cidade Nova, EEI Parque Oásis, EEI Mariani e EEI Charqueadas. A última será construída com verbas do município. As demais, com recursos do FNDE (MEC) e município. Além disso, ainda está sendo discutida a escola Marquinhos, que ficava no São Victor e foi transferida para o Bela Vista, devido à problemas estruturais. Um novo impasse devido à matrícula do terreno impede a continuidade do projeto. “Agora estamos dividindo o terreno que já foi repassado pelo Estado ao município entre a área que será usada para a escola infantil e outra para a UBS”, afirma a secretária. Segundo ela, a falta de uma matrícula única apenas para a escolinha Marquinhos está impedindo a ordem de início da obra. “O TCU está complicando com todos os investimentos feitos em escolas que estão em terrenos que o município não possui a matrícula. Antigamente, se construía escola em qualquer lugar. O terreno havia sido doado, mas não tínhamos a escritura e se construía. Hoje não podemos mais. Eu preciso

Foto: Karine Endres

Provisoriamente no Bela Vista, Marquinhos atende apenas 55 alunos

ter uma matrícula apenas para a escola”, afirma Marléa. O custo de construção de uma escolinha ultrapassa R$ 1 milhão, segundo a Smed. E a manutenção de uma EEI para 100 crianças gira em torno de R$ 550 mil ao ano, com um investimento de R$ 5.500 ao ano, por criança. Outro ponto ressaltado pela secretária Marléa e que Caxias já tem 15 projetos aprovados no MEC para a construção de escolas infantis, com 120 vagas em cada. “Este é um modelo diferente. A prefeitura entrega o terreno nas condições exigidas pelo Ministério da Educação e a obra é contratada e custeada pelo FNDE”, fala Marléa. “Isto deve agilizar a obra, já que a construtora inclusive já foi contratada através de pregão

eletrônico. Cabe à prefeitura, além do terreno, a fiscalização da obra”, diz. Há, porém, impecilhos. “As exigências sobre o terreno são muitas. Por exemplo, ele não pode ter um declive maior que 3 graus e precisa de 3 mil metros. É difícil encontrar terrenos nestas condições em Caxias”, explica. Segundo ela, sete terrenos estão sendo analisados e devem ser preparados para que iniciem as obras ainda este ano. Marléa também afirma que dará prioridade para os locais que não contam com escolas. Ela destaca as regiões do Fátima, Santa Fé, Serrano, Desvio Rizzo, Esplanada e Planalto como prioritários, devido às poucas vagas públicas existentes na região.

Números da educação infantil em Caxias >> 38 Escolas de educação infantil >> 3.633 Vagas em escolinhas >> 1.373 Vagas em escolas de ensino fundamental (turmas de 4 e 5 anos) >> 831 Vagas compradas pelo Mão Amiga e Educaritá >> 450 Vagas compradas via chamamento público em 2013 (resposta ao acordo com MP) >> 3.906 Inscrições para ingresso na educação infantil (matrículas para 2014) >> R$ 20 Milhões investidos em educação infantil em 2014 >> R$ 5,5 Mil investidos por criança ao ano >> 6 Escolas já estão sendo construídas e devem ser entregues em 2014 >> 15 Projetos no MEC aguardando indicação de terreno >> 7 Terrenos em estudo para indicação e inicio das obras em 2014 * Fonte: Secretaria Municipal da Educação de Caxias do Sul

‘Está tudo muito lento’ Para a diretora de Educação da UAB, Marilda Molinari, está tudo muito lento quanto às vagas da educação infantil. Marilda, que é a representante da UAB no Conselho Munici-

pal de Educação, afirma que a demanda sempre aumenta e a Smed acaba por não conseguir atingir os objetivos. “Embora tenha sido promessa de campanha do prefei-

to Alceu resolver essa demanda, ainda não vemos uma solução concreta para o problema”, diz. “A cidade cresce muito e não é fácil resolver, mas está tudo muito devagar”, afirma Marilda.


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Geral

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Prefeitura promete solução para alagamentos no Fátima Baixo Após cinco alagamentos na instituição de ensino infantil Criança Feliz, no Fátima Baixo, o prefeito Alceu Barbosa Velho (PDT) determinou que sua equipe busque soluções com urgência para o local. O anúncio veio no dia 15 de janeiro, após o gerente do Criança Feliz, Décio Agliardi, afirmar na imprensa que estudava acionar judicialmente a prefeitura, buscando indenização pelas perdas. Desde feve-

reiro de 2012, a instituição já sofreu cinco alagamentos com uma perda de R$ 300 mil para reparar os estragos. A situação no Fátima Baixo é denunciada pelos comunitaristas há um longo tempo. Segundo Sandra Maria dos Santos, presidente da Amob Victorio Trez, a região sempre sofreu com pequenos alagamentos, sobretudo no local onde foi construído o viaduto de acesso à Zona Norte, no fi-

nal da Moreira César. Mas a situação piorou muito com a construção do loteamento que preside, ainda em 2008. “As famílias que ocupavam a área onde hoje está o viaduto foram removidas para o Vitório Trez. Porém, com a construção desse loteamento, a situação piorou muito”, afirma. Segundo ela, houve a retirada da mata que ajudava a drenar a chuva e ainda mais

cobertura da terra com casas e asfaltamento. Assim, mais água passou a correr pelo Arroio Tega, que corta a região, gerando os alagamentos nas escolas Criança Feliz e João de Zorzi. Além da maior cobertura do solo, a prefeitura até hoje não concluiu as obras nas galerias que escoam estas águas. A tubulação instalada para coletar as águas do Victório Trez, canos com cerca de dois me-

Manifestação dá visibilidade para o problema

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Ainda no dia 18 de dezembro, cinco Amobs da região se uniram e realizaram um protesto na avenida Doutor Mario Lopes, buscando chamar a atenção para o problema. A manifestação foi realizada em parceria com a escola infantil Criança Feliz e com a escola de educação fundamental, João De Zorzi, que também sofre com os alagamentos. A atividade foi chamada pelas Amobs Fátima Baixo, Victorio Trez, Parque Oásis, Jardim Embaixador e Milleniun, que trancaram o fluxo de veículos na Dr. Mário Lopes, em frente à Criança Feliz, por cerca de uma hora à partir das 18h30min. “Antes da manifestação, a prefeitura alegava que demoraria mais uns dois anos para concluir as galerias. Mas não temos como ficar tanto esperando, alagando tudo do jeito como está acontecendo”, fala Sandra. A presidente conta que três dias depois da manifestação, o secretário de Obras e Serviços Públicos, Adiló Didomênico, visitou o local. “Tentaram fazer uma contenção com um muro de pedra e terra. Isso

Foto: Valdir Walter

“Acho que a manifestação valeu a pena, porque já tínhamos nos reunido com a prefeitura várias vezes, e o problema não havia sido resolvido. Sempre alegam que havia muita burocracia para contratar uma nova empresa e liberar as obras nos terrenos particulares”, relata Sandra. Ela ressalta ainda que a atividade deu visibilidade para a situaMoradores querem que Prefeitura termine obras no arroio Tega ção nas comunidaajudou a diminuir os alagamenadiantou para o Criança Feliz”, des que não tinham conhecitos no João De Zorzi, mas não explica ela. mento do problema.

Medidas para conter as águas O Criança Feliz deverá mudar de endereço para o início deste ano letivo. A mudança será provisória, enquanto a Prefeitura Municipal realiza obras emergenciais de drenagem e canalização do arroio Tega, que transborda e inunda a escola

em dias de chuva. Estas intervenções buscam ampliar a vazão do sistema de drenagem existente. Além disso, durante a reunião no dia 15 de janeiro, o prefeito definiu que as obras definitivas para o problema, como a construção de um ‘pis-

cinão’ e uma nova galeria, deverão ser entregues até o final do ano. O ‘piscinão’ será construído pela secretaria de Obras e Serviços Públicos (Smosp) e a galeria já está contratada, com recursos do PAC.

tros de diâmetro, é maior que a antiga, tendo quase o dobro do tamanho. No ponto onde há a ligação entre elas, a antiga tubulação não dá conta da vazão, vertendo o excedente e contribuindo para os alagamentos. Segundo Sandra, a Prefeitura Municipal alega que a empreiteira abandonou a obra e que é necessário construir as galerias em terrenos privados, o que gera um impasse.

João de Zorzi também precisa de atenção No dia 30 de dezembro foi a vez da escola de ensino fundamental João De Zorzi ser alagada pela quarta vez em dois anos. Apenas em dezembro, a escola sofreu com o volume das águas por duas vezes: no dia 5 e 30. “Estou aguardando uma reunião marcada com a secretária da Educação, Marlea Ramos Alves, para juntas avaliarmos qual o risco que os alunos correm”, afirma Marisa Buzin, diretora da escola. Segundo ela, a secretária já informou que estão sendo estudadas medidas pensando no início do ano letivo, em 19 de fevereiro. Segundo a diretora, o alagamento que acontece na escola é assustador, pois uma enxurrada desce entre os dois prédios da escola, carregando “tudo que tem pela frente”. “Já vi árvores sendo arrastadas e tenho muito medo”, afirma Mariza.“Além da água vir carregada de esgoto, trazendo doenças, as crianças ficam tensas, é um fato que abala muito o emocional dos alunos”, diz ela.


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Geral

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UAB é reconhecida por dedicação ao esporte

Comunitaristas na nova diretoria do Corede Serra

Foto: Morgana Perini

Valdir Walter recebeu o troféu em nome de toda a União das Associações

O Mérito Esportivo 2013 consagrou os nomes que fizeram a diferença no esporte caxiense no ano. Entre eles, estava o da União das Associações de Bairros, que foi indicada e levou o troféu. A premiação contemplou seis categorias - administrativo, educacional, rendimento, técnico, destaque comunitário e especial - e teve como objetivo homenagear personalidades e entidades caxienses que se destacaram no esporte durante 2013. A atividade, que é promovida pela Prefeitura de Caxias, por meio da Secretaria do Esporte e Lazer (SMEL) e do Conselho Municipal do Desporto (CMD), foi realizada dia 16 de dezembro na Câmara de Vereadores. A UAB recebeu a maior votação no segmento comunitário, e assim, foi reconhecida pelo empenho em atividades que envolvem os bairros, proporcionando mais saúde e integração, para jovens e adultos. O líder comunitário Daltro da Rosa Maciel também foi homenageado na categoria especial, recebendo um certificado. O ex-presidente da UAB atuou por anos no planejamento de ações na área do esporte e da integração comunitária. A escolha dos homenageados é feita pelo próprio Conselho Municipal do Desporto, por meio de uma seleção após a avaliação de nomes que são indicados pela comunidade caxiense através da internet. O presidente do CMD, João Carlos Mariani, agradeceu em seu discurso a todos que proporcionam interação através do esporte em Caxias. Ele destacou a importância dos envolvidos em ações que educam, desenvolvem e reestruturam o dia a dia de cidadãos através da atividade esportiva. “Pessoas que tiram

crianças e jovens das ruas são superheróis. O CMD objetiva acrescentar e motivar cada vez mais o esporte na cidade”, afirma. UAB reconhecida Há mais de 20 anos a UAB realiza campeonatos interbairros e atividades esportivas, buscando integrar os moradores dos diversos bairros e loteamentos. O Departamento de Esportes é o responsável por organizar e promover essas atividades e uma das que mais crescem é o campeonato interbairros, nas suas diversas modalidades. Hoje os campeonatos reúnem mais de 300 equipes, ou seja, mais de três mil caxienses participam das atividades. Pedro Jardim, diretor do Departamento de Esportes, destaca que o reconhecimento dos esforços da entidade em realizar campeonatos ajuda o departamento a projetar, cada vez mais, atividades que proporcionem integração, saúde e entretenimento para as comunidades. Este foi o primeiro ano que a UAB recebeu o Mérito Esportivo Comunitário. Nos anos anteriores lideranças envolvidas no Departamento de Esportes foram indicadas, porém não levaram o troféu. “A premiação servirá como incentivo para que através desse reconhecimento consigamos projetar mais atividades e mobilizar ainda mais pessoas”, ressalta. O secretário estadual do esporte e lazer, Kalil Sehbe, também esteve presente nas homenagens e destacou os números positivos do investimento e dos resultados do esporte no Estado. Durante o evento também foi confirmada, por meio da prefeitura, a construção em 2014 do ginásio esportivo de Caxias do Sul.

O Conselho Regional de Desenvolvimento da Serra (Corede/Serra) possui uma nova diretoria desde o dia 11 de dezembro. A eleição foi realizada em Bento Gonçalves e levou José Adamoli à presidência do Conselho. A União das Associações de Bairros também está representada nesta nova diretoria. Valdir Walter, presidente da UAB, foi eleito 2º tesoureiro do Corede/Serra para a gestão 2013/2015. Participaram da eleição mais de 200 pessoas representando setores públicos, empresaria, cooperativo, além dos conselhos municipais e movimentos comunitários da região. José Adamoli, foi eleito para assumir o posto até então ocupado pelo reitor da UCS, Isidoro Zorzi, que renunciou ao cargo. O prefeito do município de Vista Alegre do Prata, Ricardo Bidese passa a ser o vice-presidente. A chapa tem como principais objetivos promover o desenvolvimento regional, a autonomia político-institucional e a regionalização das políticas de desenvolvimento.

Conforme José Adamoli, a função do Corede é reunir os municípios para juntos propor diretrizes com o objetivo de organizar os diferentes setores das políticas públicas e sociais, e exigir do Governo do Estado respostas dos compromissos assumidos, porém não cumpridos. Segundo ele, um dos principais gargalos que o Conselho pretende resolver é em relação à saúde. Já quanto à área do desenvolvimento, ele afirma que a região possui uma economia de primeiro mundo, no entanto, dispõe de uma infraestrutura de um país subdesenvolvido. Adamoli cita como exemplo o trabalho da Empresa Gaúcha de Rodovias (EGR), o qual afirma estar deixando a desejar. O novo presidente comenta ainda que as atividades desenvolvidas pelo Conselho em 2013 tiveram avanço significativo, principalmente em relação à parceria com o Ministério do Desenvolvimento Agrário, que progrediu consideravelmente. O Corede/Serra abrange 32 municípios da Serra Gaúcha, e tem sede em Caxias do Sul.

Confira os eleitos: Diretoria Executiva

2ª secretária

>> José Antônio Voltan Adamoli – presidente >> Ricardo Bidese - 1º vicepresidente

>> Gabriel Ferreira Neves - 3º secretário -

>> Cláudia Schiedeck de Souza - 2ª vice-presidente

>> Valdir Fernandes Walter - 2º tesoureiro

>> Ademar Petry - 3º vicepresidente >> Analice Maria Antoniolli – secretária >> Mércia Maria Pessin Fugalli -

>> Cenair Gomes da Silva – tesoureiro

Conselho Fiscal Evandro Kuwer Luiz Carlos Zelinski Claudemir Antunes


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Bem Estar

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Faça seu adubo em casa Você sabia que não precisa comprar adubo para colocar em suas plantas e que pode fazê-lo em casa, mesmo em pequena escala? É através da compostagem caseira que se pode obter um adubo de ótima qualidade e ainda por cima com um custo muito baixo, para não dizer de graça. A compostagem orgânica é um processo de transformação de restos de materiais orgânicos, como folhas secas, podas, verduras e legumes, que após sofrerem um processo de decomposição se transformam em adubo. Necessitando de pouca mão-deobra, a compostagem pode ser realizada em qualquer escala, sem necessitar de grandes espaços, e o adubo é obtido de 2 a 3 meses após o início do processo. Além disso, quem defende a agroecologia ainda prega que este é o melhor adubo para a planta, pois auxilia na

melhora da capacidade de retenção de água no solo, enriquecimento em elementos minerais de grande importância nutricional para as plantas, o incremento da microfauna e microflora, o aumento dos processos microbiológicos de transformação dos elementos minerais nutritivos, facilitando sua utilização pelas plantas. Segundo a agroecologia, uma planta saudável e bem nutrida terá mais resistência e sofrerá menos ataques de pragas. E ainda mais. Decompondo em casa seu lixo orgânico, você ajuda a preservar o meio ambiente, na medida em que será um volume a menos a ser transportando pelos caminhões de lixo e a ocupar espaço nos aterros (onde a compostagem não é bem executada devido à mistura de diversos tipos diferentes de resíduos, como plásticos, papéis e lixo sanitário).

Lixo vira adubo Foto: zumzumverde.blogspot.com

O processo que ‘cria’ adubo ou húmus consiste em formar pilhas alternadas de restos de legumes, frutas e verduras, e material seco degradável, como papel jornal, folhas secas, serragem ou grama cortada. Para se obter uma escala maior de adubo, forme as Utilize bacias, potes e baldes usados ou novos para compostar pilhas diretamente no fundo, para que o chorume escorra e em buraco na terra (saiba mais na próxientre oxigênio. É preciso providenciar um ma edição do Jornal dos Bairros). Para outro recipiente para colocar em baixo de quantidades menores, podem ser utilionde se está produzindo o composto e zados potes, bacias, baldes, gavetários coletar o chorume produzido. Já no prode plástico, latas ou tonéis. cesso anaeróbico, não precisam ser feiEscolha o recipiente. Vamos supor tos furos, mas será necessário proteger que você opte por uma bacia. Coloque melhor a boca do recipiente, para evitar uma primeira camada de lixo orgânico a proliferação de moscas. Neste modo seco, como papel, folhas, grama, restos também ocorre mais mal odor do que de podas. Essa camada tem a finalidade no aeróbico. de absorver a água e manter a ventilaApós completar o volume deixe por ção adequada, pois o oxigênio é muito cerca de 15 dias em decomposição sem importante.Coloque uma segunda pilha mexer. Após, mistura-se um pouco todo de material orgânico úmido (restos de o material, para que entre oxigênio, pofrutas, legumes). Cubra novamente com dendo-se colocar mais material orgânico. material orgânico ‘seco’. Vá montando O tempo para ter o adubo final varia ‘as camadas’ de lixo orgânico úmido e em função da quantidade de lixo usado e seco, até completar o volume da bacia. pela forma como a compostagem é feita, De quando em quando acrescente água, mas em geral, acontece de dois a três mepara a temperatura da compostagem não ses após a colocação das últimas camaaumentar demais e sempre haver umidadas. Neste ponto, o adubo ou húmus terá de no composto. a aparência de terra. Outros indicadores Existem dois processos para a comsão: a temperatura do composto próxipostagem: o aeróbico, que precisa de ma à do ambiente, não exalar mal cheioxigênio. Neste caso, o recipiente desro e o adubo não sujar a mão ao toque. se ser furado tanto nas laterais quanto


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Duas comunidades compartilham centro comunitário no Esplanada Fotos: Karine Endres

optamos por cancelar as fesfaltavam e substituímos vidros Na região Esplanada há tas noturnas”, explica. O vaquebrados”, fala Luizão. Ele um centro comunitário com lor varia conforme a atividaexplica ainda que a diretoria uma história diferente da trade, entre R$ 100,00 para um pegou o centro com o caixa dicional. Lá, duas Amobs manchá de fralda ou de panela e zerado quando assumiu, em têm e compartilham o centro R$ 160,00 para um comunitário. Locaalmoço, e é cobralizado ainda em um Centro Comunitário do sempre adianterceiro loteamenBom Pastor / Esplanada tado, junto com a to, no Vila Lola, o taxa de limpeza, de centro é mantido Estrutura: churrasqueira, cozinha equipada R$ 40,00. “Quando pelas Amobs Escom freezer, geladeira e fogão. Banheiros a festa encerra, vieplanada e do Bom feminino e masculino. mos buscar a chave Pastor I. Aluguel: R$ 100,00 – para chá de fraldas e e fechar o centro. Se A obra, finade panela / R$ 120,00 – para aniversários à estiver limpo, devollizada em 2005, tarde / R$ 160,00 – para almoços. vemos a taxa de limfoi conquistada Endereço: Rua Darcy Narcísio de Oliveira, peza”, afirma o preem conjunto pelas 639, Vila Lola sidente. duas comunidades Segundo Luiatravés de recursos zão, o principal objetivo é conjulho do ano passado, mas do Orçamento Participativo e sertar um problema no telhaisso não impediu que fossem do Orçamento Comunitário. do, que provoca o alagamento feitos pequenos investimentos O presidente da Amob Esde parte do centro em dias de e melhorias. planada, Luiz Carlos de Oliveira chuva. “É um telhado compliO presidente explica ainda Ferreira, mais conhecido como cado, queremos consertar isso, que já foi realizada uma pres‘Luizão, o Metalúrgico’, conta é uma demanda urgente. Afitação de contas para diretoria que as duas diretorias se alternal, quando tu aluga, não sabe da Amob Esplanada no fim de nam na administração do cense vai chover. E se chove, fica 2013 e que pretende fazer uma tro, cada uma com um ano de muito difícil realizar o evento”, nova prestação na metade desresponsabilidade. explica Luizão. te ano, então também com a O centro possui louça para Além disso, ele também presença da Amob Bom Pas120 pessoas, cozinha equipapretende trocar as atuais metor I. “Queremos que eles avada com fogão, geladeira, chursas e cadeiras, que foram galiem nossa gestão e assim que rasqueiras, banheiro masculino nhas por doação e já estão a Amob Bom Pastor I reivindie feminino, além de uma sala desgastadas. car, passaremos a administrade reuniões. “Estamos buscanEle também relata que foi ção para eles”, promete Luizão. do fazer melhorias no centro, com muita insistência na preO centro é alugado para que estava em condições prefeitura que se conseguiu que o os moradores da região, mas cárias quando esta gestão asterreno ao lado do centro fosestão canceladas as festas nosumiu”, relata. se patrolado. Antes, o terreno turnas. “Tivemos alguns pro“Estamos ajeitando, comacabava sendo usado como blemas com os vizinhos, devipramos pia nova, freezer novo, depósito de lixo a céu aberto. do ao som muito alto, então, repusemos 12 lâmpadas que


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Cidade Nova quer obras Fotos: Karine Endres

“Estou descontente, porque é tudo uma enrolação e pouca solução”, inicia Acilio Saling, presidente da Amob Residencial Cidade Nova IV, ao falar sobre as demandas de seu bairro. O residencial é um conjunto habitacional popular que foi financiado pela Caixa Econômica Federal. Porém, a regularização ainda não foi concluída e mesmo os moradores tendo quitado seu financiamento, ainda não conseguiram a escritura de seus imóveis. Esse impasse implica na solução de demandas do bairro, como a instalação de equipamentos públicos, já que a Procuradoria Geral do Município (PGM) orienta que não sejam feitos investimentos em loteamentos sem regularização fundiária. Acilio relata que um dos problemas mais urgentes, e que não tem relação com a regularização, é o conserto de uma rua que afundou devido ao excesso de chuvas de novembro. “A rua afundou justamente na

Moradores construíram o centro e agora, com perigo de desabamento, não usam mais o espaço

esquina da Rua B com a Rua I, interditando o acesso. Nem o caminhão da Codeca consegue passar e precisa fazer muitas manobras para acessar a Rua B”, afirma Acilio. “Fui falar com a subprefeitura do Desvio Rizzo, mas

Esgoto corre a céu aberto entre residências

nunca vi enrolação igual”, relata Acilio. “Uma das dificuldades que alegam é que o loteamento foi construído através de financiamento da Caixa Econômica Federal”, explica o presidente. Mas, segundo ele, o calçamento foi realizado com verbas próprias dos moradores e não contou com financiamento da CEF. Esgoto e crianças Neste mesmo ponto, segundo o presidente, há uma tubulação de esgoto rompida. O rompimento aconteceu em uma área verde que fica no fim do loteamento, mas ainda ao lado de algumas residências. Os moradores se propuseram a pagar a mão de obra do conserto, caso a prefeitura cedesse a tubulação. “Mas nem isso aconteceu. Um ser-

vidor fez uma vistoria no bairro e afirmou que a prefeitura aceitaria a parceria, mas nunca entregaram os canos de concreto”, relata. O problema é grave, pois o esgoto de toda o loteamento acaba correndo a céu aberto, entre as residências. “Aqui moram crianças, isto é um caso de saúde”, comenta o presidente. “Já vi ratos enormes saindo deste esgoto, é um perigo”, complementa. Falta um centro Outra demanda da comunidade é em relação ao centro comunitário, que está em péssimas condições, segundo Acilio. “O centro foi construído pelos próprios moradores e é de madeira. Hoje está com várias infiltrações e toda a madeirama está podre. Está peri-

goso de fazer qualquer coisa lá dentro, temos medo que venha um vento e derrube tudo”, explica ele. Porém, o quê os moradores mais desejam e foi eleito como prioridade na última reunião do Orçamento Comunitário é a construção de uma quadra de esportes, junto com a construção do novo centro comunitário. “Já tem tudo, o projeto está pronto, mas falta a conclusão da regularização. Temos os recursos conquistados via Orçamento Comunitário, mas não podemos utilizar porque o loteamento não é regular”, afirma o presidente. Segundo Acilio, já aconteceram diversas reuniões entre representantes do loteamento, da prefeitura, do cartório e da CEF, mas “sempre falta alguém”. “Eles precisam liberar a quitação dos financiamentos, mas sempre falta um deles nas reuniões, impedindo o encerramento do financiamento”, explica. “Não sei direito o que falta, mas a Caixa precisa liberar o residencial para que a prefeitura assuma a construção da infraestrutura e de equipamentos que necessitamos, como o calçamento de ruas e reforma do centro comunitário”. O fato do residencial ainda não estar completamente regularizado também implica na falta de serviços básicos, como a entrega das correspondências, já que as ruas não possuem CEP. “Temos apenas caixas postais em um comércio local, mas a correspondência sempre chega atrasada, com as contas vencidas”, relata Acilio.


C M Y K

Jornal dos Bairros Janeiro 2014

Bairros

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Vila Leon está carente de equipamentos públicos Foto: Karine Endres

O Vila Leon, na região Cruzeiro, parece estar esquecido do poder público. Ivanil Alves de Sales, presidente da Amob, tem uma longa lista de reivindicações. Ela relata que faltam muitos equipamentos públicos, desde o centro comunitário até mesmo uma praça de lazer para as crianças. No topo da lista de demandas da presidente está o centro comunitário. Segundo Ivanil, o equipamento é de grande utilidade para a comunidade, que não conta com um espaço de integração. “Temos diversos planos para colocar em ação, mas todos dependem de um espaço. Sem o centro fica muito difícil trabalhar com as crianças, para tirá-las das ruas. Temos o objetivo de desenvolver diversas ações, como artesanato, aulas de computação, disponibilizar acesso à internet, mas sem espaço não tem como”, afirma Ivanil. A construção de um cen-

tro comunitário já é considerada prioridade desde que Ivanil assumiu seu primeiro mandato, em 2011. Porém, desde lá, a comunidade vem direcionando suas verbas do Orçamento Comunitário para a cobertura da cancha de esportes da escola de ensino fundamental Vereador Marcial Pisoni. “A comunidade do Vila Leon abriu mão de suas prioridades para beneficiar a escola, já que era necessário cobrir a cancha de esportes. Essa obra era para ter começado, já que a verba era suficiente, mas até agora não foi feito nada”, relata Ivanil. Ela diz que o loteamento conta com uma boa área verde que poderia abrigar equipamentos de lazer, como uma quadra de esportes, uma Academia da Melhor Idade (AMEI), ou até mesmo uma área de convívio, desde que fosse feita a jardinagem. “Inclusive essa área verde corre o risco de ser inva-

dida se não for ocupada pela prefeitura”, explica. A presidente relata que, há muitos anos, a área já foi ocupada e as famílias retiradas, mas depois disso, o espaço ficou destinado para a construção de um espaço de laÁrea verde no Vila Leon poderia abrigar uma série de equipamentos zer. Inclusive já existe uma Segundo ela, faltam pouOutro equipamento que cancha de areia, mas que não cas ruas para serem calçadas faz falta na microrregião é uma recebe manutenção pois não se na comunidade. Em compencapela mortuária comunitária, pode mais construir esse tipo sação, uma parte do loteamenjá que as existentes são todas de cancha. “Gostaria de fazer to, conhecido como Binotto, de propriedade da igreja ou da alguma coisa que pudesse innão conta com nenhuma rua iniciativa privada. “Temos divertegrar a comunidade, onde os calçada. sos loteamentos na proximidamoradores pudessem tomar “Porém ali ainda é preciso de, e todos poderiam fazer uso um chimarrão no final da tarcolocar a rede de saneamento, da capela, já que aqui na região de, sentar e conversar”, deseja para depois pensar em calçanão tem nenhuma comunitáa presidente. mento”, explica. ria”, diz.


Jornal dos Bairros Janeiro 2014

Festas de Natal

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Alegria nos bairros para esperar o Papai Noel Fotos: Amob Parque dos Pinhais

Diversas comunidades de Caxias se organizaram para deixar dezembro mais iluminado para suas crianças. Zona Norte (imagens a baixo), Parque dos Pinhais (imagens ao lado), Ballardin, São Luiz e Colina do Sol são alguns dos locais onde o Papai Noel distribui doces e brinquedos para a garotada. Ballardin No loteamento Ballardin, na região de Ana Rech, o bom velhinho trouxe brinquedos e balas para as crianças no dia 15 de dezembro. Segundo o presidente da Amob, Luiz Carlos dos Santos da Silva, foram alugados cama elástica, pula-pula e piscina de bolinhas para a alegria dos pequenos. E para garantir energia para tanta atividade, foram servidos cachorros-quentes, refrigerante e algodão doce. “É emocionante ver a criançada feliz e se divertindo, não tem nada que pague o sorriso delas”, afirma Luiz. Parque dos Pinhais Duas camas elásticas e a distribuição de brinquedos, algodão-doce e balas fizeram a alegria das crianças no loteamento Parque dos Pinhais, em 21 de dezembro. Nilson José de Andrade, presidente da Amob, conta que cerca de cem crianças participaram da atividade, que já é tradicional na comunidade. “É um momento de confraternização dos moradores e também é muito bom ver as crianças se divertindo, não tem quem não goste disso”, diz Nilson.

Vila Amélia Na comunidade do Vila Amélia, região Desvio Rizzo, a festa para a garotada foi no dia 21 de dezembro. Cerca de oitenta crianças puderam comer muitas guloseimas, passando do tradicional cachorro-quente e refri, para as pipocas, sacolés, marias-mole, sorvete seco, balas, pirulitos e chocolates. “Nosso objetivo era proporcionar um momento de confraternização com as crianças”, afirma Zildani da Silva Correia, presidente da Amob Vila Amélia. Colina do Sol A Amob Colina do Sol realizou sua também já tradicional ‘carreata do Papai Noel’. É quando um Papai Noel desfila pelas ruas do bairro em uma pickup, distribuindo doces e brinquedos. Neste dia 20 de dezembro, os pequenos ganharam balas, pipocas, rapaduras e bolas de borracha. São Luiz Um mutirão envolvendo 17 Associações de Moradores da Zona Norte de Caxias construiu o 1º Natal Solidário e Ação Social, no dia 21 de dezembro. Esta primeira edição foi realizada no loteamento São Luiz e reuniu mais de duas mil crianças, para a surpresa dos organizadores. A atividade contou com o apoio do Conselho Local de Saúde. Os pequenos comeram cachorros-quentes, picolés, doces e refrigerantes e receberam os brinquedos das mãos de dois papais noéis. Além disso, as famílias mais carentes destas co-

munidades receberam cestas básicas e um kit de material escolar. Segundo Fernanda Goulart, presidente da Amob Colina do Sol, que teve a iniciativa, muitas vezes nas festas natalinas, as No Parque dos Pinhais, crianças crianças reganharam brinquedos e puderam cebem dobrincar em cama elástica ces e brinO ‘Mutiquedos, rão da Zona mas chegam em casa sem ter o Norte’ novaque comer. mente reuEla ressalta que Natal ‘não niu milhares é só brinquedo e cachorrode pessoas quente’. “ Temos que pensar na no Complexo família como um todo. E esse kit Esportivo da de material escolar, mesmo não Zona Norte, no dia 15 de dezemcontemplando toda a necessibro. Segundo Jairo Gomes, predade, já é um caderno ou um lásidente da Amob Belo Horizonpis que não vai precisar comprar te, a festa contou com mais de no início do ano letivo”, afirma 10 mil pessoas e iniciou ainda no Fernanda. dia 7 de dezembro, com um torJá Clori Bittencourt, presineio de futebol infantil. dente da Amob São Luiz, que No dia 15 de dezemsediou o evento, ressalta a parbro, data da festa, foi enticipação que surpreendeu os tregue a premiação dos organizadores. “Aguardávamos ganhadores pelas mãos em torno de mil crianças, mas o do jogador e ex-capitão público participante foi muito da Seleção Brasileira, maior. Foi uma festa muito granCafu . Ao todo, foram de e surpreendente a participadistribuídos cinco mil ção dos moradores”, completa. Helicóptero na Zona Norte Foto: Antônio Lorenzetti

Shows, distribuição de brinquedos e chegada do Papai Noel de helicóptero animaram a Zona Norte

brinquedos, seis mil cachorrosquentes, refrigerantes, balas e pirulitos. Em torno de 11 Amobs estiveram na organização do evento, que contou com o apoio da Prefeitura Municipal, Samae, Codeca e CDL.

Jornal dos Bairros | Edição Janeiro 2014  

Confira a matéria especial sobre a educação infantil em Caxias do Sul. Prefeitura Municipal recorre da decisão da Justiça, questionando valo...

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