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Bata de frente – escolha o padrão que seu filho deve seguir (REDAÇÃO ESCRITA NA PROVA DO SARESP/2010) Com certeza, em 1920, a mesma criança que está usando cachimbo para o uso do crack hoje, estaria a polir os sapatos de um senhor, que lhe pagaria com uma pequena moeda. As diferenças nesses 90 anos não são só essas, além disso, a cultura e o corpo machucado diferem a criança daquela época e a de hoje, que denunciaria o pai em tal situação. As formas de governo, mudanças na abordagem da imprensa e popularização de métodos recomendados por psicólogos, foram as principais causas da grande diferença, entre as crianças que vivem em épocas diferentes, mas no mesmo país. A indignação causada pelo regime militar no Brasil talvez tenha sido o estopim para a mudança da educação em casa, pois ninguém queria ser comparado aos rigorosos ditadores no que se refere à disciplina dos filhos. Bastam algumas palavras para que os hoje senhores lembrem com carinho da tão famosa ‘vara de marmelo’ e soltem, em maioria, junto uma lágrima cheia de saudade dos tempos da infância, a frase “ainda bem que meu pai me bateu”. Não há ódio ou ressentimento aos pais que seguiam à risca os conceitos jesuítas da época de Cabral. Segundo esses anciãos de hoje, durante o castigo eles aprendiam que iriam responder pelos seus atos e que não poderiam fazer tudo o que desejavam. Os que defendem nenhum tipo de castigo físico, zelam pelo fim da violência domestica, mas não consideram que, se os pais não colocarem limites, o tal “mundo lá fora” irá colocar. Um argumento forte é que, quem não apanha dos pais vai apanhar da policia ou dos bandidos, e é melhor apanhar dos pais, que amam e têm carinho pelos filhos, do que de pessoas desconhecidas que não se preocupam com o quanto podem ferir psicologicamente e fisicamente uma pessoa desconhecida. Por fim, o argumento mais forte, é o que é dito nos cursos de pedagogia a fim de formar a teoria de que alguém tem que disciplinar a criança, pois ela tem a energia de um aeroporto internacional, a única diferença é que não tem torre de comando. A comparação é quase perfeita, considerando que, como o governo não cuidou direito dos aeroportos, eles cresceram e os problemas que eles causam, parecem não ter solução. Se cuidarmos das nossas crianças com amor e respeito, as palmadas serão meros detalhes. Punir sim, de forma física, sem espancamento ou raiva, acenando assim para eles, que há limites e regras a serem cumpridos e se assim não forem ocorrerão punições. Assim, evitaremos talvez, um delinquente no futuro. Para melhor avaliação, basta comparar a geração atual, afundada em drogas, preconceitos e sem limites, com a de 50 anos atrás, que tinha respeito e disciplina, obedecia por medo. A solução é, sem dúvida, o meio termo entre as duas gerações totalmente diferentes. HUGO ANTONELI JUNIOR


ESTUDANTE DO 3ยบ ANO DO ENSINO Mร‰DIO-NOV/2010


Redação sobre lei da palmadinha