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EDIÇÃO 3 / ANO 1

SORVETE, NEGÓCIO RENTÁVEL OPORTUNIDADES E NEGÓCIOS


Editorial Conhecimento e informação ao setor Mercado aquecido, alinhamento com as tendências mais modernas da alimentação, formação de parcerias e alianças, matérias técnicas e mercadológicas de aplicabilidade, articulistas de renome e experiências teóricas e práticas, diagramação de elevado nível, equipe de produção e comercialização qualificada, presença de empresas mais representativas do setor, é assim que a Revista Mercado Sorveteiro se envolve e aponta a sua forma de ser o veículo de comunicação do setor de sorvetes do Brasil. Todo aparato vem sendo desenvolvido através das seguidas edições da Revista Mercado Sorveteiro e do Guia de Fornecedores. Além disso, a presença na TecnoSorvetes, Feira Internacional de

Tecnologia para a Indústria de Sorveteria Profissional, em sua 9ª edição será mais um passo na integração ao setor. Na TecnoSorvetes a Revista Mercado Sorveteiro estará juntamente com a Revista Confeitaria Brasil, compartilhando um local de demons­trações e encontro de técnicos e executivos dessas duas áreas, é o Espaço Confeitaria Brasil. Além da forte valorização dos sorvetes, o Espaço dará oportunidade para a sinergia existente entre os produtos de confeitaria e os sorvetes, atra­vés da confeitaria gelada. Serão quatro dias de intensa relação entre nossas revistas e as empresas expositoras dos segmentos de equipamentos, embalagens, refrigeração, armazenagem, logística e áreas relacionadas ao setor

sorveteiro, como também dos visitantes interessados nesses temas, e motivo maior de todos estarmos lá. Além da apresentação das edi­ ções anteriores e do guia de fornecedores, esta edição que lhe chega às mãos traz muitas novidades e entrevista interessante com o CEO da Mil Mix, Renato Duprat. Vale observar algumas empresas entrantes no setor de sorvetes, demonstrando que estas estão olha­ndo o grande potencial que o setor tem. Queremos recebê-los em nosso stand. Toda nossa equipe sob a coordenação da Edilene Niebuhr está esperando você. Boa leitura e bom aproveitamento do evento.

Executivos de Vendas Karen Ponce marketing@maxfoods.com.br Lídia Álvares lidiaalvares@maxfoods.com.br Karla Galante karla@maxfoods.com.br Edilene Niebuhr edilene@maxfoods.com.br J. C. Antonelli antonelli@maxfoods.com.br Atendimento ao Leitor Lidia Araújo sac@maxfoods.com.br Revisão Vivian Navarro Vargas Brandão assineja@maxfoods.com.br Direção de Arte Marusia Saraiva marusiasaraiva@gmail.com

Fotos Capa: Mil Mix Fale com a redação Rua Teodoro Sampaio, 352 cj 103 - Pinheiros CEP 05406-000 - São Paulo - SP (11) 2507-3916

Augusto Cezar

Expediente Edição 3 - Ano 1 Tiragem 15.000 exemplares Diretor Augusto Cezar de Almeida Neto Conselho Editorial Darcy Mendes Geraldo Dellano Luiz Farias Pery Carvalho Wagner Santana Jumar Pedreira Alexandre Pereira Marcio Rodrigues Coordenadora Edilene Niebuhr edilene@maxfoods.com.br

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Os artigos publicados são de direito reservado dos autores. Para a reprodução do todo ou parte consulte sobre pedido de autorização.


Foto: basykes

Sumário 04 06 12 16 20 22 25 28 30 32 34 38 42 45 52 53

Editorial/Expediente Mercado - Sorvete, um negócio rentável Entrevista - Renato Duprat Técnica - A busca pela qualidade Informe - Mil Mix Gestão - Gerenciando conflitos Informe - Agagel Máquinas e Equipamentos - Para Pequenos e Grandes Informe - Doremus Oportunidades e Negócios - Boas Sorveterias apostam em cafés gourmet Sorveterias no Brasil Lançcamentos e Novidades Notícias do Mundo Gelado Sucessão - Filhos empreendedores: Onde estão as competências? Franquias - Os erros cometidos na formatação de uma rede de franquias Receituário

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MERCADO

um negócio rentável Texto: Amadeu Gonçales Filho*

Foto: sunday driver

Sorvete,

“Na edição anterior nosso colaborador e especialista no mercado, Sr Amadeu, apresenta um cenário sócioeconômico brasileiro, a expansão da economia, a ascensão da classe C favorecendo o consumo, o potencial do mercado de sorvete e suas tendências no Brasil e no mundo, o fortalecimento das marcas regionais e os aspectos que influenciam seu crescimento. Esta primeira parte do artigo ele finaliza indicando as vantagens de investir no ramo de sorvete e como contornar os riscos do negócio. Agora, fala das características deste mercado e como obter resultados rentáveis.” (Edilene Niebuhr – coordenadora da revista Mercado Sorveteiro)

Mercado das Sorveterias

O

segmento de sorvetes é bastante sazonal, concentrando as vendas de outubro a março. Os picos de vendas ocorrem no período de verão. Principalmente Natal e Carnaval. E a retração do faturamento nos meses mais frios principalmente julho nas regiões sul e sudeste, quando chega a cair 50% a 80%. Porém o mercado tem modificado seu comportamento ultimamente, apre­

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sentando picos de vendas ine­s­ perados também nos meses considerados fracos. Dois aspectos têm contribuído para a alteração deste quadro; por um lado o inverno cada vez menos rigoroso nas regiões sudeste e sul, por outro lado as campanhas dos grandes fabricantes de sorvetes que visam mudar o hábito de consumo do brasileiro, procurando mostrar que o sorvete é também um excelente complemento alimentar.


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• A divulgação é feita através de panfletos, jornais de bairro, fai­ xas, etc. • Contando com um mercado promis­sor, o empreendedor poderá esperar um rápido retorno do investimento, desde que o empreendimento seja bem planejado quanto a instalações, localização, método de trabalho e época de abertura do negócio. • O empreendedor poderá optar pelo tipo de sorvete com o qual irá trabalhar; os industrializados, os de fabricação artesanal ou mesmo os expressos do tipo italiano (produzidos em pequenas máquinas “soft”). A diversidade do produto caracterizará o empreendimento. • Consideramos, face a multiplicidade de escolhas que o empreendedor terá diante de si algumas opções: - Sorveteria Tradicional - com ou sem fabricação de sorvetes; - Sorveteria “Self-service” ou “por quilo” – com ou sem fabricação de sorvetes; - Sorvete Expresso tipo “soft ita­ liano” – produção com venda direta, incrementando seu próprio negócio ou através de divisão de ponto comercial com outra atividade similar, como por exemplo, lanchonetes, bares, restaurantes, entre outros. • A decisão de produzir seu próprio sorvete deverá ser tomada após estudo aprofundado sobre os custos e a capacidade de venda de seu ponto comercial ou ainda de uma boa estrutura de vendas que irá distribuir o produto: bomboni­ eres, lanchonetes, bares, padarias, restaurantes, cantinas de escolas e faculdades, grêmios de empresas, restaurantes industriais, buffets em geral, clubes, entre outros. Recomenda-se atingir um volume de 700 kg por mês (100 baldes, aproximadamente 6.000 bolas de sorvetes de massa), para justificar a

implantação da área industrial.

Perfil do Consumidor

Pode-se considerar como consumidor final, pessoas de todas as idades e classes sociais, principalmente crianças e adolescentes que acabam fazendo da sorveteria um ponto de encontro e assim fortalecendo a fixação de seu negócio. A qualidade dos produtos, a originalidade na apresentação, os novos sabores, enfim qualquer novidade desperta o interesse da clientela. A localização é um fator preponderante para que o empreendimento se firme no mercado. A proximidade de escolas, clubes, condomínios, entre outros, pode atrair um grande público potencialmente consumidor. Para tanto, há que se observar a qualidade e uniformidade dos sabores.

Concorrência

O mercado é constituído de empresas de pequeno, médio e grande porte, com diferentes carac­terísticas quanto ao método de fabricação, não podemos esquecer que além dos grandes fabricantes, existem também vá­rias empresas traba­ lhando com um produto praticamente artesanal e de excelente qualidade, que estão se firmando cada vez mais no mercado. Quanto às sorveterias que tratam só da comercialização do produto, provavelmente seus concorrentes serão as padarias e supermercados que vendem picolés em potes por quilo, que são beneficiados pelas campanhas dos grandes produtores. Qualquer que seja a opção, o empreendedor deverá estar aten­ to às inovações na apresentação dos sorvetes, oferecendo produtos com preços atraentes e ao gosto de seus consumidores, além de um atendimento bem cuidado. A criatividade e o planejamento


balcão ou divisória de vidro. A área da loja será ocupada por pequenas mesas ou deverá ser providenciada a instalação de um balcão aparador com alguns banquinhos, o que pode ser uma boa solução para um melhor aproveitamento de Espaços reduzidos. Cores claras suaves costumam criar um ambiente agradável e compatível com o sorvete.

comercial do empreendimento farão o destaque frente à concorrência.

Infraestrutura

Independentemente da opção do empreendedor, o local para instalação do empreendimento deverá contar com infraestrutura básica de água, instalações elétricas adequadas e telefone, exceto no caso de divisão de ponto comercial onde estes detalhes farão parte da loja principal. O piso deverá ser nivelado para o perfeito funcionamento do equipamento, lavável (piso “frio”) e a paredes azulejadas na área de fabricação. Para conhecimento de todos os detalhes aconselhamos a consulta ao código sani­ tário. A sorveteria deverá apresentar-se bem iluminada, ventilada e mantida sempre limpa! Não pode­ mos esquecer que uma sorveteria, seja ela de qualquer porte, deverá contar com pias e, se possível, sa­nitários para uso dos consumidores. O espaço mínimo necessário para implantação de uma sorveteria comercial é de 20 m2, que deverá ser adequadamente planejado para garantir o aproveitamento racional, bem como a correta ins­ talação dos equipamentos. Para a implantação da área de produção recomenda-se uma área total de 50 m2 ou ainda em local dife­rente da loja. No caso de divisão de ponto comercial, este espaço míni­ mo reduz-se a 4 m2.

A área de produção deverá ficar separada daquela destinada ao atendimento ao público por um

O número de empregados irá variar conforme o porte e opção de negócio esco­ lhida pelo empreendedor. Contando com a supervisão e o gerenciamento do próprio empreendedor, poderemos sugerir um ou dois empregados na área de produção e o empreendedor ou mais alguns empregados para atendimento e vendas. Em ambos os casos, isto é, independente da área em que trabalharão, será fácil recrutá-los e poderão ser treinados pelo empreendedor ou através de cursos com alguns de seus futuros fornecedores. No caso de divisão de ponto, o próprio empreendedor poderá ser responsável pelo atendimento e manuseio da máquina.

Processo de Trabalho

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Arranjo Físico

Mão de obra

Normalmente o horário de trabalho adotado é de Segunda a Domingo das 10:00hs às 22:00hs exceto nos períodos de baixa, onde o empreendedor deverá reestruturar-se para o horário comercial mais conveniente. Diariamente o empreendedor deverá verificar, antes da abertura da casa as condições de funcionamento, como: higiene, organização do material de trabalho e reposição dos produtos. O controle de vendas poderá ser feito

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sua concorrência e alavancar suas vendas. • Como exemplo para nosso estudo apresentaremos uma receita básica de sorvete. Sorvete de massa: para produção média de 10 Litros (ou balde). Cada balde de 10 litros equivale a aproximadamente 60 bolas. • O empreendedor poderá optar por incrementar esta receita ou possuir uma receita própria, nestes casos os dados serão alterados. • O processo de trabalho é simples. • O primeiro passo é separar e dosar os ingredientes. Em seguida coloca-se todos os ingredientes no liquidificador e bate-se até obter uma calda homogênea. Depois leva-se a calda para a máquina de sorvete até atingir a consistência desejada. O controle de qualidade é efetuado no decorrer do processo produtivo e a embalagem é feita manualmente.

O sorvete expresso Tipo Italiano não é congelado e sim cremoso. Sua preparação é diferente dos demais. Os ingredientes são essência, açúcar, estabilizante, água que poderá ser acrescida de leite e suco de frutas. Cabe destacar que cada equi­ pamento poderá apresentar particularidades deste processo genérico apresentado. Enfatizamos a consulta ao código sanitário, também quanto às especificações e normas de resfriamento, congelamento e conservações. Continuação: Na próxima edi­ ção, este artigo falará do investimento inicial, como obter crédito e quais os equipamentos, acessórios e sabores de sorvete são necessários para montar o seu negócio. *Sr. Amadeu Gonçales Filho - diretor da Artegel

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através de pagamento antecipado, com ou sem utilização de tíquetes, ou como no caso das sorveterias self service, onde o cliente primeiro se serve para depois pagar. Para uma loja operando com come­rcialização, será importante o controle das compras evitando a falta de produto ou seu desperdício. Para uma sorveteria que produz seu próprio sorvete será importante o planejamento e a programação de produção, com a definição dos sabores e complementos, para efetuar as compras de matérias-primas nas quantidades necessárias e épocas oportunas. Este ponto é fundamental!! A qualidade esperada e mantida, tanto no sabor como na consistência dependerá da receita, ingredientes e equipamentos utilizados. Este é o segredo do negócio. Aprimorar sua receita po­d erá, com certeza, diferenciá-lo de

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ENTREVISTA

Renato Duprat CEO

MIL MIX Food Service Solutions Revista Mercado Sorveteiro - Como iniciou a Indústria de Alimentos MIL MIX? Renato - A Mil Mix tem mais de 10 anos de história. Começou no segmento de sorvete para pré-misturas. Nosso grupo de investimentos que se chama Grupo Live fez sua aquisição em 2010, que estava começando a entrar no mercado de frozen. Ela foi pioneira no Brasil e hoje é líder de mercado nesse segmento. Depois da primeira aquisição em 2010, quando assumimos a empresa, mudamos um pouco seu foco estratégico e ampliamos o raio de atuação para fazer uma indústria de alimentos. Com isso veio a compra da ZIMASE, seis meses depois que completou mais de 25 anos de tradição no mercado de confeitaria e panificação. Hoje a Mil Mix abrange tanto o mercado de sorvete, frozen, como o mercado de confeitaria e panificação. E como foco estratégico ela está voltada para a indústria de alimentação e food service. Mercado Sorveteiro - Quais são as linhas de produto da Mil Mix? Renato - Hoje temos uma hierarquia dividida: o SF (Sorvete e Frozen) e o CP (Confeitaria e Panificação). Falando do SF temos, hoje, as linhas voltadas para Frozen Yogurt onde somos líder de mercado e onde temos a marca MIX FROZEN. Temos também a marca SOFT SHAKE que é uma linha voltada para sorvete soft. Temos a linha de sorvetes com novos lançamentos que estão sendo feitos este ano, abrangendo coberturas e recheios, a calda pronta e saborizantes para sorvete. Fora isso, temos a linha FRUTTA MIX que é usada como cobertura e recheio, tanto para o lado de confeitaria e panificação como para o lado de sorvete. Explicando sobre o sorvete SOFT Sorvete usado pelo McDonald’s, pelo Bob’s. Aquele mais tradicional, é um sorvete feito na máquina. To-

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dos os nossos produtos são em drymix, ou seja, fornecemos o pó, a matéria prima, coloca o leite ou água, bate e coloca na máquina, e aí sai o produto. Esse é o nosso soft tradicional. O frozen é uma novidade de 2 anos para cá, que não existia. Ele é diferente do soft por ser um produto mais saudável e com 0% de gordura e de baixa caloria. O soft é um produto mais popular e mais barato. O frozen é um produto que veio com um foco para ser mais saudável. Mercado Sorveteiro - Quais são os segmentos de mercado que a MIL MIX fornece? Renato - Os segmentos, hoje, estamos na confeitaria e panificação e no sorvete frozen. Temos como plano entrar num 3º segmento que é o homeline, que são todos os produtos irem direto para o vare­ jo. Nesses dois segmentos que eu falei (CP e SF) atuamos diretamente para o food service, ou seja, vendemos para sorveterias, padarias, confeitarias, restaurantes, hotéis, cafés e frozen store onde atuamos diretamente. Esses são os segmentos que atuamos hoje, e o homeline que futuramente será direto no varejo. Mercado Sorveteiro - Quais são os produtos específicos para o setor de sorvetes e frozen yogurt? Renato - Para o sorvete, separamos em duas categorias: o soft e o sorvete artesanal. Para o sorvete artesanal estamos lançando, este ano, a marca SECRETTA que é a calda pronta. Montamos um combo para o sorveteiro. Isso é uma novidade da Mil Mix para a Feira. O combo é o seguinte: com a Calda Pronta + o POP MIX que é o sabo­ rizante + o FRUTTA MIX, o sorve­ tei­­ro faz o sorvete dele. A Calda

Pronta, para quem não sabe, é um composto onde equilibra todos os compostos do sorvete, como ligas, emulsificantes, e as commodities usadas para preparar uma receita padronizada para o sorveteiro ter uma qualidade, a qualquer hora do dia, a qualquer momento, com qualquer pessoa que fizer, por isso é uma novidade. O sorvete ainda é muito artesanal e perde muito o padrão de acordo com quem faz, tem uma receita muito picada, então estamos criando uma facilidade para o sorveteiro, um padrão de qualidade da Mil Mix. Resumindo, o SECRETTA com o POP MIX e com o FRUTTA MIX que é cobertura e recheio, formam o sorvete. O MIX FROZEN é um drymix a base de leite ou água, que misturado e colocado na máquina, formam o frozen. É a mesma forma de preparação do soft. Estas são as 3 linhas da parte do SF. Mercado Sorveteiro - Quais são os produtos específicos para o setor de panificação e confeitaria? Renato - Para o setor de panificação e confeitaria temos mais de 400 itens. A nossa linha é uma das mais completas do mercado. Separamos o nosso mix em três: a ZIMASE Tradicional que são os produtos bem tradicionais – prémisturas para bolos (cremosos, especiais, tradicionais, e os de nozes que fazem muito sucesso); linha completa para biscoitos (pré-misturas para biscoitos e salgados); linha para coberturas, recheios e mesclas para bolos. Fora isso temos uma linha específica que é a ZIMA Health, é a linha de pães e bolos saudáveis, como o pão sem glúten; os bolos light; os pães de grãos. Essa linha ZIMA Health é muito diferenciada. E a ZIMA Premium que tem produtos mais premium, para

algumas confeitarias que querem um negócio mais refinado. Mercado Sorveteiro - Nos fale um pouco sobre a ZIMASE adquirida pela Mil Mix. Renato - A ZIMASE é uma empresa de 25 anos de tradição e tem uma das linhas mais completas. Porque adquiri a ZIMASE? Porque ela não tem nenhuma rejeição de produtos. Qualquer técnico que faz a degustação dos produtos da ZIMASE adora, não quer deixar de usar. Era uma empresa que tinha uma capacidade de desenvolvimento de produtos muito grande, muito diferenciada, uma linha muito extensa pelo histórico dela. As outras empresas são muito mais novas. A experiência que a ZIMASE vinha adquirindo em desenvolvimento foi muito grande. Mas ela estava, de uma certa forma, deficitária na parte de distribuição e serviço, por uma simples questão de foco. Todo mundo lembrava dela como uma empresa de grandes produtos, só que estacionada no mercado, em termos de distribuição, serviços aos distribuidores, serviços técnicos de campo. Então esse foi exa­tamente o trabalho que estamos fazendo quando assumimos essa empresa, explorando essa capacidade dife­ renciada de produtos e desenvolvimento com o que sabemos fazer bem, distribuição e serviço ao cliente. Hoje em dia temos todo um serviço de campo que antes não era muito explorado. Isso faz uma diferença muito grande para as pessoas aprenderem a usar o produto. Sem isso você não conse­ gue crescer e sem a distribuição você não consegue estar nas padarias, e não consegue dar a facilidade. É todo um composto para uma marca crescer e subir nesse segmento. É um conjunto de coisas que tem de estar atrelada com o

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produto, serviço, marca, qualidade, entrega. Essas pontas todas estamos amarrando agora com essa aquisição. A aquisição foi feita em julho de 2011, mais ou menos 8 meses depois da aquisição da Mil Mix. Mercado Sorveteiro - A Mil Mix vai participar da 9ª TecnoSorvetes 2012 simultaneamente com a feira Fispal Food Service. Neste ano de 2012, quais são os planos da Mil Mix e quais novidades e lançamentos que atendem o mercado food service? Renato - Vou falar todas as novidades da Mil Mix neste ano. Estamos focados em novas tendências, novidades para o nosso cliente, sempre criando possibilidades diversas para eles. Este ano vamos trazer três grandes novidades para o mercado. A 1ª delas é o nosso novo sócio que está entrando agora para fazer parte da nossa equipe e liderar o setor de desenvolvimento de produtos, que é o apresentador Edu Guedes. O Edu é referência na culinária brasileira e entra para somar junto ao grupo. O apresentador e chef apre­senta mensalmente nas bancas sua revista “Na cozinha com Edu Guedes” com mais de quatro mi­ lhões de revistas editadas, mais de três milhões e meio de livros, mais de três mil receitas feitas na televisão, também é sponsor da marca Tupperware no Brasil e possui mais de 500 produtos licenciados. Ele está entrando numa hora onde a criatividade e o refino que ele tem, mais as ideias para criar novas tendências, novos produtos, trazendo visões de fora, pode­remos criar diferenciais para nossos clientes. O nosso foco aqui dentro é estar sempre criando mecanismos dos nossos clientes, ou seja, sorve­terias, padarias, confeitarias, para estarem na frente no mercado. Temos

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que dar essa possibilidade para eles de terem nossos produtos. O Edu vem numa hora perfeita para começar a fazer esse trabalho para nós. Nessa hora ele já entra com o pé refinando algumas linhas que já tínhamos, e participando dos nossos dois lançamentos que serão feitos na feira. O primeiro lançamento é o FRUTTA MIX, que é a nossa linha super esperada pelo mercado de coberturas e recheios. Era um negócio que todo mundo, todos os nossos clientes pediam, reclamavam que não focávamos. Estamos trazendo esse produto novo como top de linha. O Frutta Mix vai envolver cobertura, mesclas e recheios. A se­gunda novidade é uma quebra de paradigma do mercado, porque é um produto totalmente diferente e novo. Pouquíssimos sorveteiros teriam acesso a isso, que é o SECRETTA, uma Calda Pronta. O sorveteiro, em vez de fazer um composto entre ligas, emulsificantes e commodities vamos fornecer para ele de uma maneira padronizada, para que tenha a qualidade perfeita do sorvete em qualquer momento que ele fizer, com qualquer pessoa que for fazer. A padronização e a facilidade são duas coisas que vamos proporcionar com o SECRETTA nesse composto, onde fizemos um balanceamento totalmente criterioso dessa receita. Foram vários meses de desenvolvimento para chegar nesse equilíbrio final para que todos os sorvetes feitos pelos sorveteiros, seja de manhã, a noite, no final de semana, na baixa temporada de vendas, seja um sorvete de qualidade. O SECRETTA será a nossa grande novidade de produto para o mercado que pretendemos ensinar as pessoas a usarem, e vai trazer essa facilidade e qualidade do produto para o mercado. Mercado Sorveteiro - E quanto a

refrigeração e o preço na hora de vender o sorvete pronto? Renato - O SECRETTA vai chegar tudo em drymix, tudo em pó. A receita é bater esse pó com água ou com leite. Colocando na máquina o SECRETTA, o POP MIX que é o saborizante e, se quizer colocar o recheio que é o FRUTTA MIX. Tudo isso é fácil de armazenar, não estraga. A ideia é poder fazer com o SECRETTA o sorvete fresco, muito mais fácil, gastando muito menos em espaço, em tempo e em mão de obra especializada. O SECRETTA cria um padrão para o sorveteiro profissionalizar sua sorveteria. O preço vai ser super acessível em relação ao custo benefício. Estamos apresentando o preço por quilo, vamos mostrar o cálculo para ele. Além da profissionalização e da qualidade o custo benefício é incomparável. Mercado Sorveteiro - A Mil Mix presta algum serviço técnico para seus clientes? Quais são? Renato - Com certeza, isso é fundamental. A nossa filosofia hoje é estar 100% alinhados com a necessidade do nosso cliente. Quais são as necessidades do nosso cliente? Eles querem, primeiro, novas receitas, novas tendências, novos produtos, e eles querem o serviço. Porque não adianta nada eu mostrar o nosso produto em pó e falar para o cliente se virar, ler no verso e fazer. Eu tenho que mostrar para o sorveteiro, ensina-lo a fazer para que aprenda o jeito certo de manipular o produto. Então hoje, nós temos esses técnicos distribuidos. Estamos formando uma equipe muito forte de distribuidores no Brasil que a empresa não tinha. Antes a empresa era muito focada em atender o varejo direto, principalmente pela tendência do mercado de frozen, no qual o lojista


compra o produto direto da indústria, essa é a cultura. Hoje estamos fazendo uma distribuição no Brasil, credenciando mais de 30 distribuidores parceiros que vão atuar em cada estado, cada cidade ou cada município em si. Cada parceiro vai ter um apoio de um suporte técnico nosso. Então hoje temos os heads, os cabeças da área técnica que treinam ou­tros técnicos para darem o serviço, o suporte para os nossos clientes. Assim conseguimos dar um serviço técnico para qualquer cliente, em qualquer lugar do Brasil. Esse é o nosso projeto, de até setembro estar estabelecido o serviço todo para o cliente Mil Mix, tanto da confeita­ria/panificação quanto do sorvete/frozen. Fora isso vamos estar sempre realizando cursos, alguns deles são cursos especiais com a presença do Edu Guedes, trazendo novidades e novas receitas. Cada vez mais o nosso foco é estar próximo dos nossos clientes e entrando no problema deles, no dia a dia, nas dificuldades que eles têm, porque esse é o nosso papel como indústria, estar desenvolvendo o mercado e ferramentas para eles venderem. Vamos até o cliente; ou através dos distribuidores chamamos todos os clientes e damos cursos; ou através de visitas agendadas para os técnicos que estiverem à disposição nesses distribuidores; ou ainda do nosso showroom e dos nossos cursos em São Paulo. Pretende­mos dar uns cursos em hotéis também. Estamos montando um cronograma com uma agenda bem cheia para cursos, deixando-os à disposição, para a agenda do padeiro e do sorveteiro ficar com muitas opções. Mercado Sorveteiro - Como é a atuação da Mil Mix no Brasil e no exterior? Renato - Hoje no Brasil temos mais de 300 atacadistas que aten­dem

mais ou menos mil pontos de vendas diretamente do varejo, principalmente de lojas de frozen e da grande São Paulo. O nosso foco está cada vez mais em aten­der através dos distribuidores, para que possamos focar e fazer um trabalho mais voltado para o desenvolvimento e ter uma parceria muito forte com es­ ses distribuidores. Estamos forman­do 30 DCs que é uma novidade nossa, é o nosso Distribuidor Conceito. O DC Mil Mix é o parceiro ideal, que trabalha com 100% da linha e que tenha a nossa filosofia. Com esses parceiros damos um suporte muito grande, damos o serviço técnico, para que atra­vés deles aten­damos os clientes finais de uma forma eficiente. Esses DCs (Distribuidores Conceitos) nossos são fundamentais para conseguir­mos isso em todas as regiões do Brasil. No exterior já temos muita demanda, e já aten­demos Peru, Uruguai, Paraguai e, praticamente, todos os paises da América do Sul compram alguma coisa da Mil Mix. Estamos fortalecendo algumas parcerias com os distribuidores de fora. Existe muito interesse no mercado de frozen, no mercado de sorvete. Fora a Argentina, os ou­ tros países são ainda muito pouco desenvolvidos nesse mercado, então tem um potencial muito grande para exploração. Estamos começando a fazer este trabalho de uma forma mais focada. É um mercado que acreditamos muito, o da América do Sul, de estar explorando. Esse é o nosso sistema de distribuição onde pretendemos estar 100% distribuidos até setem-bro com todos os parceiros firmes, próximos, e vamos usar bastante a Feira para concretizar e finalizar algumas dessas parcerias. E queremos poucos e bons parceiros para fazer esse tipo de trabalho, e que tenham essa mesma filosofia de agradar o cliente, dando uma aten­ ção de 200% para eles.

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TÉCNICA

A busca pela qualidade

é uma jornada para todos - pequenos ou grandes Texto: Ellen Lopes e Pablo Laube*

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o competitivo mercado de produtos alimentícios, a qualidade dos produtos deixou de ser uma vantagem competitiva e se tornou um requisito fundamental para a comercialização dos produtos. O conceito da qualidade deve ser entendido e adotado por todos que estejam atuando e produ­ zindo, seja uma produção de 40 litros de sorvete/dia ou de 4000 litros/hora. Esta preocupação não está, e nem deve estar atrelada ao tamanho da organização ou ao volume de produção. Quem produz é responsável pelo que oferece ao seu consumidor, e portanto todos os aspectos devem ser bem cuidados, desde os ingredientes até a embalagem e no caso de sorvetes, até da temperatura de distribuição (fundamental para evitar o crescimento dos cristais de gelo e consequente degradação de sua textura). Quando a produção é artesanal e cuidada pelo dono, cuidar de tudo isso é mais fácil, porque ele conhece os ingredientes, sua origem e todas as etapas do preparo. Dependendo do caso, pode ser até que ele conhe­ça seus consumidores pelo nome e que, com um grande e franco sorriso ele mesmo cuide se servir seu consumidor boleando o sorvete e colocando-o numa casquinha, que só pelo tato ela já sente que está crocante e fresquinha.

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Mas à medida que o tamanho da produção vai aumentando, vai também aumentando a complexidade da tarefa de manter a quali­ dade. Mais gente é necessária, mais equipamento tem de ser ope­ rado, e cada equipamento deve ser bem lavado e bem desinfetado. Pouco a pouco, com o tamanho aumentando, o produtor artesanal vai perdendo o contato com cada ingrediente, cada equipamento e cada consumidor. Pouco a pouco vai se tornando um administrador de gente, de processos, de sistemas e - de custos! Já não dá mais para dar conta de tudo, e nem sequer de ter tempo de olhar todo dia o Diário Oficial para ver se mudou a legislação do seu produto. E aí é que alguns produtores “perdem a mão”, e perdem a qualidade! E nessa nova escala - de pequeno produtor, muitos dizem a respeito da qualidade “Isto custa muito, só as grandes empresas têm capital para isto”. Esta é uma argumentação muito comum, mas é importante entender que muitas vezes o que está sendo chamado de custo é na realidade investimento, o que é um trabalho contínuo, que traz melhorias ao processo, facilita a gestão e traz retornos, nem sempre tão imediatos, mas com toda certeza garantidos a médio e longo prazo, evitando perdas de produto, problemas de saúde para seu consumidor e consequentes prejuízos financeiros. O contínuo aperfeiçoamento da


qualidade é fundamental, seja por exigência de consumidores, da concorrência de mercado, da legi­slação, ou até para garantia de melhor resultados financeiros a médio e longo prazos. E como fazer isto? Quando se fala de qualidade, a primeira idéia é de que seja algo complexo, trabalhoso e difícil de ser “domado”. Mito! Claro que é algo que exige sim muita dedicação e

cuidado, mas a bem da verdade, complexidade não é sinônimo de dificuldade. Quem trabalha muito com sistemas da qualidade, sabe que dificuldade é criada por quem implanta o sistema, e não pelo sistema em si. Portanto é essencial criar sistemas inteligentes, que sejam os mais fáceis possíveis de serem ope­rados. Aqui vão algumas dicas. Um dos primeiros passos que pode ser dado por um pequeno produtor é começar a exercitar a gestão através do uso de uma “ferramenta” bem simples, chamada de 5S, chamada também de 5 sensos, ou por outras denominações. Esta ferramenta visa criar na equipe de trabalho uma melhoria da eficiência através do exercício diário dos cinco sensos: a destinação ou utilização ade­

quada de materiais, separando o que é necessário e descartando o que é desnecessário; organização e identificação de materiais e espaços para facilitar a rotina de trabalho; limpeza e desinfecção dos equipamentos e utensílios; disciplina de fazer tudo isso; e finalmente incutindo em todos a preocupação constante com sua própria saúde e a saúde de todos os seus consumidores. A aplicação dos 5S, embora simples, desenvolve a consciência de planejamento sistemático, permitindo pouco a pouco atingir maior produtividade, segurança, melhor clima organizacional e motivação dos funcionários, com consequente melhoria da competitividade. Em suma, é onde se começa a aprimorar o entendimento de como gerir de forma simples, mas mais sistêmica! Na maioria das vezes, estamos

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tão viciados com os maus hábitos corriqueiros do dia-a-dia, que não paramos para pensar como tudo seria melhor se nos dedicássemos um pouquinho de tempo por dia para melhorar nosso próprio ambiente. E quando conseguimos isso de toda a equipe de trabalho, é impressionante como um programa de fácil metodologia pode trazer inúmeros benefícios. Mas atenção! Alerta número 1: embora de fácil concepção, o líder responsável pela implementação do 5S deve ser muito perseverante, e ele mesmo entusiasmado e auto-motivado, porque mudar hábitos não é do dia para a noite que acontece. Alerta número 2: ele deve ser o exemplo em que os seus liderados vão se mirar! E ele tem de perseverar. Sempre!

Uma vez que a consciência dos 5S faça parte da rotina da empresa, para se atingir um bom padrão de qualidade, a empresa estará pronta para buscar a implantação do Programa de Boas Práticas de Fabricação – BPF, programa este obrigatório pela legislação do Ministério da Saúde. Composto por um conjunto de princípios e regras para o correto manuseio de alimentos, abrange desde as matérias-primas até o produto final, tendo como principal objetivo garantir a integridade do alimento e a saúde do consumidor. Envolve regras de higiene para o pessoal; para as instalações, equipamentos, utensílios; para a higiene operacional, ou seja, durante todas as operações envolvidas. A prática das BPF durante a fabricação de

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produtos alimentícios visa protegêlo das contaminações de qualquer natureza, seja química, microbiológica, ou de materiais estranhos indesejáveis, garantindo a segurança e a qualidade do produto e a confiança do consumidor. A aplicação das BPF é responsabilidade de todos aqueles envolvidos na cadeia de produção e de distribuição do sorvete.

Além das BPF, a legislação também exige que vários procedimentos operacionais padronizados – POPs sejam adotados: limpeza e desinfecção, potabilidade da água, manutenção preventiva, cali­bração de equipamentos, seleção de fornecedores, combate a pragas e manejo de resíduos. Com a implementação de BPF e dos POPs as empresas reunem as bases necessárias para a posterior implementação do sistema APPCC – Análise de Perigos e Pontos Críticos de Controle, também exi­gido por lei, sendo este o passo seguin­te no processo de evolução da sistemática da qualidade de um alimento. O sistema APPCC pode parecer complicado à primeira vista para quem não o co­nhece ainda, mas na realidade ele simplifica as ações de segu­ rança para proteção dos alimentos, identificando as poucas operações críticas que são chave do processo e como controlá-las e monitorizálas. Além de garantir maior grau de segurança ao sorvete produzido, a aplicação do sistema APPCC facilita o trabalho dos gerentes e de seus supervisores e orienta de forma mais clara o trabalho e a responsabilidade dos manipuladores. E o que é o sistema APPCC? Este sistema, em inglês chamado de

HACCP, é identificação sistemática de perigos potenciais de contaminação microbiológicos, químicos ou físicos, e das medidas para seu controle, objetivando a segurança do sorvete, com enfoque na prevenção. E o que são perigos potenciais de contaminação microbiológicos, químicos ou físicos? Para ficar mais claro, vamos dar exemplos destes três tipos de perigos. - perigo potencial microbiológico: se uma batedeira de sorvete não for limpa e desinfetada de forma adequada, e na frequência necessária, microrganismos patogênicos, aqueles que fazem mal à saúde, vão se aproveitar dos resíduos presentes e vão se multiplicar, podendo causar uma infecção no consumidor. Depen­ dendo do tipo de microrganismo presente, em vez de infecção, po­ derá causar uma intoxicação no consumidor. Deve-se descrever este procedimento por escrito, para que sempre seja feito da mesma

forma, independentemente de quem for fazer esta tarefa. Devese também registrar por escrito (ou em um computador) toda vez que esta limpeza e desinfecção for feita, registrando o nome de quem fez, já que é tarefa de alta responsabilidade. Isso é tão importante que o cuidado deve ser redobrado: recomenda-se que uma pessoa qualificada e treinada deva inspecionar a batedeira antes do seu uso para checar se de fato está bem limpa. Se a mistura de sorvete não for pasteurizada pelo tempo e temperatura mínimos para garantir que os microrganismos patogêni-


cos foram eliminados, é grande a chance do consumidor ter proble­ mas de saúde. Portanto estes parâmetros de tempo e tempera­ tura devem ser tão controlados, e é tão importante seu controle, que este ponto é chamado de Ponto Crítico de Controle – PCC. E claro que o termômetro deve ser cali­ brado, e que deve ser mantido registro com nome e assinatura do responsável por este PCC. - perigo potencial químico: se o leite utilizado no preparo do sorvete contiver antibióticos, estaremos diante do perigo antibiótico. Para que este perigo não esteja presente, a medida de controle está na mão do produtor de sorvete: ele só deve comprar leite de produtor que na criação do gado leiteiro tenha um veterinário que saiba como e quando administrar os medicamentos se necessário, e qual a carência antes de que o leite possa ser utilizado. Se o leite for em pó, os cuidados devem ser semelhantes. - perigo potencial físico: por exem­plo vidro: o produtor de sorvete deve evitar todo tipo de vidro na sua produção. Por isso luminá­ rias devem ter uma capa plástica de proteção para evitar que contaminem o produto se quebrarem. Vidraria de laboratório não deve entrar na produção, devendo ser utilizados utensílios plásticos. Mas mesmo plástico quebradiço deve estar sob controle, e ações devem ser tomadas para mapear a exis­ tência de materiais quebradiços devendo haver regras claras em caso de quebra, para não conta­ minar o produto. Nota: estes são apenas alguns exemplos, não se podendo assumir que estes perigos potenciais e estas medidas de controle sejam sempre iguais para todos os produtores. Cabe ao responsável maior da empresa garantir que seja feito um estudo adequado de APPCC

por profissional qualificado competente para isso, ou em outras palavras, isto é “responsabilidade da alta direção”. Se a empresa ainda não tiver um profissional qualificado para ser o gestor do sistema, caberá à sua alta direção contratar um profissional já qualificado, ou prover recursos para capacitar seu gestor da produção ou da qualidade. Se a empresa não tiver um técnico ou um profissional de nível superior, ou se este profissional não tiver tempo para realizar os estudos de APPCC, poderá ser buscada a ajuda de uma empresa de consultoria, pesquisando antes se a qualificação de seus consultores é apropriada. O sistema APPCC constitui-se hoje na ferramenta mais eficaz para garantir a produção de alimentos O sistema APPCC constitui-se hoje na ferramenta mais eficaz para garantir a produção de alimentos seguros à saúde dos consumidores, por ser lógico, prático, sistemático, econômico e dinâmico. seguros à saúde dos consumidores, por ser lógico, prático, sistemático, econômico e dinâmico. É importante para todos os setores da indústria de alimentos e independe do porte da organização, incluindo desde produtores primários, fabricantes, processadores, até prestadores de serviços ligados à cadeia de produção de alimentos. O produtor de sorvete pode então se perguntar: então aqui é o final? Não, porque para que o sistema APPCC se mantenha, é necessária melhoria contínua, recomendandose revisões periódicas, bem como auditorias internas para checar se tudo está funcionando conforme planejado. Qualquer desvio significativo que haja, deve ter suas causas detectadas e bloqueadas para evitar recorrência. Neste ponto, se

o produtor quiser, ele pode fazer uma certificação do sistema APPCC, certificação esta que é mais simples do que as certificações chamadas de “acreditadas”. Mas e se a produção aumentar mais ainda? Se a produção ficar ainda maior e mais complexa, é importante partir então partir para a implementação de alguma norma de gestão de segurança de alimentos, mais avançada que o APPCC. Há diversas normas para sistemas de gestão de segurança de alimentos disponíveis no mercado, permitindo mais robustez e certificação por sistema “acreditado”. No Brasil as normas de gestão de segurança de alimentos mais usadas são: a ISO 22000 – Sistema de Gestão de Segurança de Alimentos, FSSC 22000 – Esquema de Certificação de Segurança de Alimentos, a BRC – Food Safety e a IFS – Food, dentre outras. A “acreditação” garante um nível ainda mais exigente na certificação, sendo esta acreditação no Brasil supervisionada pelo Inmetro – Instituto Nacional de Metrologia Qualidade e Tecnologia, e em outros países e regiões por entidades que têm funções semelhantes às do Inmetro. Como visto, qualidade e segu­ rança de alimentos são essenciais e sua implementação pode ser gradativa, porém para que toda esta sistemática de qualidade seja obtida, precisa-se dar o primeiro passo, então vamos dar a largada? P.S. A Food Design pode auxi­ liar empresas de qualquer porte em todos estes sistemas e realiza certificação de APPCC. Para mais informações, a Food Design fica à disposição pelo e-mail: fooddesign@fooddesign.com.br *Ellen Lopes, PhD, Diretora Executiva da Food Design e Pablo Laube, Médico Vete­ rinário, Assistente da Gerência Técnica

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INFORME MIL MIX

A Mil Mix

surpreende mais uma vez com o lançamento do Secretta e Frutta Mix A aposta da empresa é o lançamento de duas marcas para o mercado de sorvetes, frozens e confeitarias

Foto: Chico Audi

Edu Guedes

A

Mil Mix Indústria de Alimentos, após ser adquirida pelo Grupo Live Private Equity e de adquirir a Zimase, empresa com mais de 25 anos em Confeitaria e Panificação, traz mais uma grande novidade para balançar o mercado: nada mais nada menos que o apresentador Edu Guedes! O mais novo sócio entra na empresa para liderar o desenvolvimento de produtos e novas tendências. “Estou investindo e apostando na Mil Mix, pois gosto muito da linha de produtos e acredito na filosofia de gestão agressiva do Grupo Live”, revela o apresentador do programa matinal Hoje em Dia da Rede Record. Logo de início, Edu Guedes junto com a Mil Mix lançam o Secretta, uma nova base para sorvete (calda pronta), que vai revolucionar o mercado sorveteiro. A receita da base pronta sempre foi muito bem guardada pelos renomados sorveteiros

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italianos. A Mil Mix com sua tecnologia e com a expertise de Edu Guedes elaboraram a base para sorvete (calda pronta) em grande escala, nomeando o novo produto de Secretta. Este nome se deve ao mistério de sua fórmula, que

agora está sendo comercializada em todo o mercado brasileiro de maneira que seu sabor e textura foram preservados como nos tradicionais sorvetes artesanais. O Secretta é uma base que agiliza o preparo dos sorvetes, pois se trata

de um produto pronto que necessita apenas de saborizante POP MIX e água ou leite para preparar um delicioso sorvete com a mesma textura e qualidade em pouquíssimo tempo.

Outro lançamento da Mil Mix é o Frutta Mix, uma linha de Coberturas e Recheios para ser aplicado em bolos, tortas, mousses, sorvetes, frozen yogurt e muito mais. O Frutta Mix já vem pronto para o consumo. As coberturas e recheios foram preparados para se aproximar de uma calda caseira, com grandes pedaços de frutas e textura marcante. Foi projetado para trabalhar sob refrigeração, uma vez que suas características se sobressaem no frio. Muito próximo de uma calda feita em casa, porém com tecnologia que permite

um baixo custo. Outra novidade, agora não ape­nas para os confeiteiros e sorveteiros, mas também para o consumidor final é a Cobertura Pronta Frutta Mix. Os consumidores agora podem usufruir do segredo das grandes casas de doces e sorveterias no conforto de sua cozinha. O produto, feito em pequenas embalagens, é vendido pronto para o consumo, nos hi-

permercados de todo o país. Pode ser encontrado em dois tama­nhos, 1,3kg e 250g e nos sabores caramelo, chocolate e morango.


Imagem: www.sxc.hu

GESTÃO

Gerenciando conflitos Texto: José Ruy Alvarez*

O

conflito dentro das empresas muitas vezes é visto como um estado de tensão, que gera uma mobilização para operar mudanças e melhores resultados. Nos dias atuais o conflito é normal, às vezes desejável e em alguns casos deveria ser incentivado. As freqüentes modificações que são implementadas nas organizações, com alto grau de complexidade e

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especialização, fazem com que as situações conflituosas sejam uma constante no ambiente de trabalho. Lidar com pessoas nem sempre é algo fácil, mas identificar os perfis profissionais e saber se relacionar com cada um deles, com certeza é um dos caminhos de sucesso dos bons gestores. As corporações vivem em cons­ tantes modificações, e as melhoras, muitas vezes dependem do grau

de aceitabilidade e comprometimento com as mudanças de cultura, que às vezes são necessárias. Em fases de transição é possível identificar diferentes grupos dentro de uma corporação: o grupo dos COMPROMETIDOS, o grupo dos INDIFERENTES e o grupo dos INCONFORMADOS. Muitas vezes é necessário adotar modelos de gestão distintos com membros dos diferentes grupos:


COMPROMETIDOS

INDIFERENTES

INCONFORMADOS

O relacionamento com os COMPROMETIDOS é construído na troca de informações, de maneira transparente e objetiva, tendo como meta principal o crescimento ou retomada da rentabilidade da empresa (dependendo de cada situação). Este grupo tem consciência plena de que as mudanças muitas vezes são necessárias e apesar das dificuldades sempre estão prontos a experimentar novos caminhos e quebrar antigos paradigmas. Nesse caso o conflito é praticamente inexistente, o objetivo é claro e as discussões se dão em nível técnico. Não existem ressentimentos nem promessas não cumpridas, sempre se busca o me­ lhor para a empresa.

Os INDIFERENTES são aqueles que praticam a ciência do “muddling through”, ou seja, empurrar com a barriga, não estão muito interessados no futuro da empresa, tem baixo comprometimento e querem esticar a permanência na organização por razões meramente pessoais. Esses acabam fazendo política de bastidores e não são totalmente transparentes. O conflito nesse caso existe, é velado, e está baseado na cobrança por resultados com qualidade técnica e comportamento transparente, sempre questionando que caso a decisão fosse deles, qual seria o caminho a ser adotado.

Os INCONFORMADOS muitas vezes deixam claro que entendem a necessidade da mudança, mas que também possuem acesso a alta administração, e que qualquer mudança no “modus operandi” não seria fácil de ser viabilizada sem concordância. Este grupo apresenta certo comprometimento com a empresa, mas, não está disposto a abrir mão da “independência” adquirida. Também faz política de bastidores para manter o “status quo”, ou seja, prefere continuar na mesma situação. Obviamente, o conflito neste caso é declarado e neste contexto a cobrança por resultados palpáveis e de fácil medição torna-se incessante.

A incompetência em administrar os conflitos causaria: Sabotagem - aberta ou mascarada; Deslealdade - com a organização, chefes e colegas; Auto Preservação - não aceitação de ­responsabilidades omissão ou anonimato; Acomodação - renúncia altruísta em nome do interesse comum; Alienação - desligamento, busca de ou­tros interesses fora do traba­ lho, um indivíduo presente em corpo, porém, de “espírito ausente”; Segregação - a pessoa “deixa disso” que evita contato direto; Polarização Melodramática aquele que acha que tudo é culpa dos outros e ele está sempre certo.

Caso isto acontecesse, de maneira generalizada, os resultados dentro de uma empresa seriam desastrosos. Apesar das dificuldades, que são inerentes a qualquer relação, os conflitos podem criar ótimas oportunidades para mudança de percepção. Ter consciência de que a maioria dos gestores sabe com quem está lidando e que é de costume identificar cada perfil dentro de suas equipes pode propiciar alguns alertas e até incentivar a adoção de novas posturas, proporcionando cooperação entre as pessoas e, principalmente o estímulo para que exista transparência nas relações interpessoais.

*José Ruy Alvarez: Atualmente é CEO na Teikon Tecnologia Industrial; foi Consultor Associado na Magno Consultores Empresariais; COO na Norim, Diretor Financeiro e Controller na PepsiCo; Diretor Finaceiro e Administrativo na Dürr, Diretor Financeiro na Dedini, na Gazeta Mercantil e na Abril, entre outras posições.

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INFORME AGAGEL

Agagel

Capacitação e Negócios

são focos da Jornada do Sorvete 2012

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Jornada do Sorvete é o principal evento de negócios e de capacitação do setor sorveteiro no Rio Grande do Sul. Em 2012 chega à sua 13ª edição, a qual se realiza nos dias 18 e 19 de julho, no Weiand Hotel, em Lajeado. A realização é da Associação Gaúcha das Indústrias de Gelados Comestíveis (Agagel). A expectativa da entidade é de superar o público de 200 sorveteiros e fornecedores de máquinas e matéria prima, que acompanharam a edi­ ção de 2011. Os empresários vão poder conferir as novidades em produtos e serviços de cerca de 30 expositores, entre eles fornecedores de matéria prima e de tecno­logia para a indústria sorveteira. A capacitação também será foco do evento, por meio de três pale­s­ tras técnicas. O engenheiro químico Ivo Luiz Villetti vai apresentar o tema Questões Ambientais na Indústria do Sorvete; o mestre em Tecnologia de Alimentos, Irany Zollin, Boas Práticas de Fabricação; e o consultor Aldo Baccarin, Sorvetes Funcionais - Como

Será o Futuro. Além disso, o sorve­ teiro gaúcho Roberto Giordani, que possui cerca de 50 anos de expe­ riência no setor, vai apresentar alguns tipos de monoporções de sorvete, como são produzidas, suas vantagens e dificuldades. A Agagel também vai aproveitar a Jornada do Sorvete para realizar a assembleia da entidade com eleição da nova diretoria. Saiba mais O evento, pioneiro no país, teve sua primeira edição em 2000 e é referência na apresentação de novidades tecnológicas e tendências para o setor. Além da atualização técnica e profissional, a jornada é uma oportunidade para a troca de informações e fechamento de negócios, pois empresários de vários estados do País aproveitam a jornada para apresentar produtos e serviços focados no segmento. Outro aspecto importante é o reforço que o evento proporciona para o associativismo, o qual é de suma importância para a consolidação de empresas do setor.

Fotos: Simone Rockenbach Kamphorst

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Visite-nos na Fispal Tecnosorvete 2012 Passarela 2 - Estande 65


MÁQUINAS E EQUIPAMENTOS

Para Pequenos e Grandes Texto: Edilene Niebuhr

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xistem várias opções no mercado para se obter rentabilidade no setor de sorvete. O empresário pode começar com uma pequena produção artesanal ou iniciar no ramo com a venda de produto popular de baixo custo, adquirindo primeiramente uma independência financeira para depois galgar patamares de evolução, chegando a ser um grande produtor de sorvete. Aqui, dois fabricantes de equipamentos expõem suas máquinas para atender a estes dois perfis de investidores.

De artesanal à industrial

A Finamac Arpifrio é uma empresa brasileira geradora de tecnologia para fabricação de sorvetes, detendo mais de 40 patentes no setor. Possui uma linha completa de equipamentos para os mais variados níveis de produção. Seus equipamentos são classificados de acordo com o volume de produção, atendendo iniciantes, intermediá­ rios e grandes industriais. Este ano, na sua linha industrial, está lançando a SUPER C3.

SUPER C3

Produtora Contínua Modelo SUPER C3: 480 a 520 litros/hora com temperatura de extração de -5,5ºC a -4,0ºC e temperatura de entrada da calda a 4ºC. Para calda,

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a base de leite com composição aproximada de 9% de gordura, 15% de açúcares, 38 % de sólidos totais, pasteurizada, homogeneizada e maturada. Controle por painel digital e independentes. Facilidade de Limpeza: Entrada de calda pela parte frontal do cilindro, facilitando a limpeza e garantindo total higienização do cilindro e partes moveis;

Durabilidade e Resistência: Cilindro horizontal de alto rendimento, construído com tecnologia aeroespacial, totalmente em aço inox 304 SEM SOLDA, inclusive a parte externa, tornando-o imune a oxidação vazamentos. Bomba de pistão, corpo em aço inox 304 revestido com cromo duro, pistão em liga com classificação grau alimentício em Bronze DIN 68 D (Opcional em MONEL);


Qualidade do Sorvete: Posicionamento horizontal do cilindro, sistema utilizado pelas maiores empresas de equipamentos mundiais, garantindo textura mais fina devido à alta velocidade de raspagem do produto ao redor do mesmo, evitando formação de grandes cristais de gelo; Facilidade de Operação: partida automática, evita erros de opera­ ção, pois a sequência de partid da bomba, raspador e compressor é feita automaticamente. Controlador micro processado permite a operação do equipamento de ma-

CREMOGURT

Para produtores de sorvetes e novos empreendedores.

Para atender a necessidade do mercado em diversificação de produto e adequação da linha para atingir todas as classes econômicas de consumidores, a MAGOPAC lança o CREMOGURT, uma máquina de envase de bebidas lác-

neira extremamente simples, regu­ lagem de velocidade do bate­dor e de extração através de um simples toque no painel; Segurança: Controle de pressão do cilindro com sensor que avisa quando a pressão ultrapassou o limite de segurança e desliga automaticamente o equipamento caso o ope­ rador não diminua a mesma; Economia de Energia: Compressor de última geração, consumo de energia 20% menor que os similares de mesma potência;

teas em embalagem laminada. A Magopac Indústria e Comércio Ltda produz máquinas automáticas para envase de líquidos e pastosos. Localizada na cidade de Boituva, interior paulista, a empresa está no mercado desde 1993 e seu fundador tem mais de 30 anos de experiência no ramo de fabricação de máquinas automáticas. No início de suas atividades a produção era voltada para fabricação de máquinas para envase de leite e iogurte, tornando-a referência em fabricação deste tipo de máquina. Mas com a necessidade do mercado, foi desenvolvido máquinas para diversos segmentos, na área de produtos alimentícios e da indústria química, adequando tamanhos e formatos de acordo com a necessidade do cliente, resultando na satisfação de seus clientes. A MAGOPAC conta com assistência técnica própria, garantindo mais segurança ao cliente que adquire um de seus equipamen-

Versatilidade: pressão de trabalho de 2 ate 10 bar o que permite acoplar misturadores de frutas, dosadores ou máquinas automáticas de fabricação de copos sundae cones sem perda de carga, garantindo estabilidade na dosagem. Onde encontrar

Finamac 11 – 2135-6500 www.finamac.com.br

tos. Fornece todas as peças de reposição para as máquinas de fabri­cação própria e similares. Todos os projetos elaborados pela MAGOPAC são feitos de acordo com a necessidade do cliente, um estímulo indispensável para inovar e manter a qualidade de seus produtos. Todos os equipamentos da Magopac são confeccionados em aço inox 304, sistema automático de envase e de fácil manuseio. Os principais produtos são máquina para envase de geladinho, iogurte, polpa de frutas e leite. Onde encontrar

Magopac Indústria e Comércio LTDA Máquinas para líquidos e pastosos vendas@magopac.com.br (15) 3363-5375

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INFORME doremus

Doremus

entra no mercado de Sorvete

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undada em 1985, a Doremus Alimentos Ltda é uma empresa brasileira focada em ingredientes e soluções customizadas para diversos mercados da indústria de alimentos. Ao longo dos anos e seguindo seu planejamento estratégico, a Doremus ampliou suas áreas de atuação e portfólio de produtos, mantendo sua filosofia de pesquisa de soluções inteligentes e a qualidade na fabricação de seus produtos. A Doremus é divida por unidades de negócios e possui especialistas e técnicos em cada segmento da indústria para auxiliar seus clientes no desenvolvimento de produtos. Com uma operação comercial para atender todo o País e uma planta industrial projetada para seguir as normas de segurança e higiene de alimentos, a Doremus garante a fabricação e distribuição dos melhores aditivos, ingredientes e especialidades para toda indústria de alimentos e bebidas. Dentre sua excelência, a Doremus destaca-se nos seguintes mercados: bebidas; carnes, lácteos, snacks, sopas e molhos, food ser­ vice, panificação, suplementos nutricionais e agora Sorvetes! Lançada no final de 2011 a li­ nha de ingredientes para sorvetes nasce com um conhecimento de 27 anos de mercado, trazendo novas experiências em sabores e um amplo conhecimento em tecnologia.

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Contratado para assumir a Gerência Comercial da Divisão de Sorvetes da empresa, Fernando Justa, possui 20 anos de experiência no mercado de sorvetes, tendo já atuado em sorveterias próprias, consultoria e vendas de ingredientes para sorvetes. Fernando Justa, explica que a “linha de ingredientes desenvolvida na Doremus combina inovação e otimização de processos, proporcio­ nando sorvetes aparentemente iguais, mas com sabores sensivelmen­ te dife­rentes”. Segundo Fernando, “o portfólio da Doremus oferecerá a mais completa linha de ingredien­ tes no mercado, com sabores exclusivos e produtos que torna­ rão os sorvetes ainda mais desejados”. Dispondo de laboratórios com equipamentos de última geração e de um corpo de técnicos, engenheiros e químicos do mais alto nível, a Doremus busca a excelência em todas as fa­ ses do seu processo produtivo, desde o controle e análise de todas as matérias primas e ingredientes até a aprovação dos produtos finais.


As formulações são únicas e exclusivas e toda a tecnologia em seus processos de produção foi desenvolvida para proporcionar aos seus clientes a segurança de trabalhar com produtos do mais alto padrão de qualidade. Todos os produtos são rigorosamente testados em nossa planta de gelados comestíveis, onde são produzidos sorvetes e picolés simulando as condições reais de uma sorveteria. Dentre os produtos que a empresa comercializa para o mercado de sorvetes, destaca-se a linha de Pastas Saborizantes, Estabilizantes/Emulsificantes, Mesclas e Recheios, Coberturas Chocolates Premium, Melho­ radores de Calda, Iogurtes, Bases Prontas, Bases Zero e Coberturas. Pastas Saborizantes: Sabores em pastas e alta qualidade. Proporcionam ao sorveteiro a possibilidade de resgatar os autênticos sabores das melhores receitas. Estabilizantes e Emulsificantes: um ingrediente de fundamental importância para a produção de sorvetes e picolés de ótima qualidade. Ele proporciona ao sorveteiro a confiabilidade em oferecer a seus clientes um produto com verdadeiras características de um gelado comestível de excelente qualidade. Mesclas e Recheios: tecnologia em processos, qualidade assegurada e criteriosa seleção de ingredientes tornam únicos os sa­ bores das mesclas e recheios. O

sorveteiro tem a certeza de estar oferecendo a seus clientes um gelado comestível, além de belo, com muito mais sabor e qualidade. Coberturas Chocolates Premium: o sabor do melhor chocolate com a praticidade de uma cobertura tipo skimo, para cobrir um picolé ou fazer­ um sorvete com pedaços de cho­ colate ou simplesmente usar como cobertura no balcão da sorveteria. Melhoradores de Caldas: produtos que complementam o ba­ lanceamento de caldas para sorvetes e picolés. Iogurtes: utilizamos como ingrediente o próprio iogurte natural liofilizado, proporcionando ao consumidor a agradável sensação de saborear um gelado comestível com o autêntico sabor do iogurte natural.

qualidade dos gelados comestíveis de uma maneira geral, pois, somente assim o consumo “per ca­pita” no Brasil terá um considerável aumento nesse universo envolvente e delicioso que é o mercado de sorvetes.

Bases Prontas: bases em pó ba­ lanceadas, utilizadas na produção de massa e picolé de frutas (base água). Bases Zero: bases em pó para a produção de sorvetes e picolés com 0% de gordura e sacarose (açúcar), garante ao sorveteiro ofe­recer um produto diferenciado. Coberturas: textura densa e sabor intenso. Podem ser utilizadas no preparo de taças, no recheio de sorvetes de massa, no recheio de picolés e na produção industrial de mono-porções como sundae, copo decorados entre outros. A Doremus acredita que pode ajudar a promover a melhoria da

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OPORTUNIDADES & NEGÓCIOS

Boas Sorveterias

apostam em cafés gourmet

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saem xícaras de illy em espressos, cappuccinos e café com leite, entre outras opções. Outra gelateria que investe em cafés de qualidade é a Marco Polo, recém-inaugurada no Tatuapé. Ali, o café illy pode ser encontrado nas versões espresso e cappuccino. Sobre a illycaffè Sediada em Trieste, na Itália, a torrefadora italiana illycaffè produz e comercializa um único blend de café espresso composto por nove origens de café 100% arábica, sob uma única marca, líder em qualidade. Presente em mais de 140 países, o espresso illy está disponível em mais de 50 mil

dos melhores restaurantes e bares ao redor do mundo, onde, diariamente, são vendidas mais de 6 mi­ lhões de xícaras. A illycaffè compra café verde arábica da melhor qualidade diretamente dos cafeicultores, por meio de parcerias que se baseiam na sustentabilidade e reciprocidade. Por seu compromi­ sso com a excelência, conquistou diversos certificados, como o ISO 14001 e o Qualitè France (cujo objetivo é promover uma política de vigilância e controle da relação com o produtor) e o prêmio Emas Award, por se dedicar à melhoria de todos os aspectos ambientais da empresa.

Imagem: www.sxc.hu

endência nas principais sorveterias do país, o café de qualidade tem marcado forte presença nesses espaços. Cada vez mais, as casas especializadas no clássico gelatto se rendem e abrem seu cardápio para servir, além de bons sorvetes, bons espressos e cappuccinos, ou­ tros hábitos herdados dos italianos. O espresso da illycaffè, por e­xemplo, pode ser apreciado em algumas das principais sorveterias de São Paulo. É o caso da Bacio di Latte, instalada nos Jardins. Vencedora do prêmio “Comer & Beber”, da revista Veja SP, na ca­ tegoria sorveteria, a Bacio di Latte dedica uma pequena carta ao café da illy, com espresso, cappuc­­ c­ino, latte macchiato, entre outros. Um dos grandes sucessos da casa é o espresso, que vem acompanhado de uma pequena bola do ótimo sorvete de nata da marca. A rede de sorveterias Häagen Dazs também aposta na qualidade do café oferecido em suas unidades. Em todas, pode-se pedir um excelente espresso illy para acompanhar os sorvetes ou apenas para fazer uma pausa durante o dia. Na premiada Stuppendo, localizada em Moema, o irresistível balcão de sorvetes divide espaço com um cantinho dedicado a uma máquina de café espresso, de onde


SORVETERIAS NO BRASIL

Sottozero Açaí, a fruta típica brasileira compõe linha exclusiva de sorvetes da Sottozero. Pensando em enriquecer o menu de sorvetes com sabores irresistíveis, a Sottozero buscou a famosa fruta tradicional da Amazônia, conhecida pode ser servida na tigela e acompanhada por frutas, para compor mais uma linha de sorvetes. Para isso, a empresa criou uma linha exclusiva de sorvetes

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de açaí para atender os apaixonados pela fruta. Além disso, o açaí traz benefícios essenciais para vida, pois a fruta é rica em proteínas, fibras e minerais e por vitaminas C, A e E. A fruta é um ótimo energético natural recomendado para quem faz atividades físicas, já que a combinação de caloria e proteínas é ideal para repor todas as energias. Os sabores do tradicional açaí

natural, açaí com banana e açaí com morango são comercializadas individualmente em potes de 150ml e 500ml e picolés de 65ml para o consumidor se deliciar em qualquer lugar. Todos os sorvetes são livres de gordura trans, elaborados com ingredientes selecionados como: creme de leite fresco, polpa de frutas naturais, açúcar orgânico e bases importadas diretamente da Europa.


Aproveite a combinação do sabor do açaí com o verdadeiro gelato europeu, pois a Sottozero é referência em produtos de qualidades e com sabores inusitados. Encontre a linha açaí e todos os outros produtos nos freezers da Sottozero distribuídos

por toda capital ou por delivery, já que a partir de três sabores diferen­ tes em embalagens de 500ml, o consumidor pode receber os gelatos Sottozero em casa ou no escritório. Para quem preferir a Sottozero mantém a tradicional gelateria

em São Paulo, com um acervo de 48 sabores diferentes para aten­ der todos os gostos. A gelateria está localizada na Av. Sumaré, 840 – Perdizes.

e inverno com novas opções de sobremesas, sorvetes e bebidas. Uma das apostas da rede para aquecer as vendas nesse período do ano é um chocolate quente cremoso, que tem uma consistência mais encorpada do que as bebidas tradicionais e, por isso, dispensa acompanhamentos. As sobremesas servidas pela Casa do Sorvete também ganha­ rão reforço na temporada de frio. Além do Ice Cake, bolo de sorvete feito na hora, a rede passará a

oferecer para os clientes bolos e tortas da marca Mr. Bey, especializada em doces finos. O petit gateau, tradicional bolo francês com recheio quente, será servido nos sabores de doce de leite e chocolate, acompanhado de uma bola de sorvete. Brownies e tortas tradicionais, como a holandesa ou nos sabores chocoavelã, gianduia trufada, limão e chocolate, além de profiteroles, também vão fazer parte do novo cardápio. Para quem não abre mão de

Casa do Sorvete Casa do Sorvete incrementa cardápio com bebidas e novas sobremesas para o outono/inverno. Rede aposta em chocolate quente cremoso, sorvetes tipo soft e frozen iogurte em sabores quentes e nas tortas da marca Mr. Bey para manter vendas aquecidas Para driblar os efeitos da sazona­lidade, que costuma reduzir o consumo de sorvetes no período mais frio do ano, a Casa do Sorvete Jundiá preparou um cardápio especial para os meses de outono

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sorvetes em qualquer época do ano, a rede incluirá quatro novos sabores em suas unidades. O menu ganhará as versões soft de cappuccino e doce de leite, além das opções de frozen de chocolate e açaí, com 0% de gordura. Com unidades em operação nos bairros de Campo Limpo, Vila Formosa, Vila Carrão e Tatuapé, em São Paulo, e nas cidades de Jundiaí, Andradina, Várzea Pau-

lista, Penápolis, Piracicaba, Mauá e Ribeirão Preto, a Casa do Sorvete Jundiá tem lojas em implantação em Osasco, Jundiaí, Praia Grande, São Vicente, São Paulo, nos bairros da Saúde e Lapa, Maringá e Londrina (PR), Campo Grande (RJ), Lauro de Freitas (BA) e Catalão (GO). “Apostamos no sucesso da franquia porque nossas lojas oferecem produtos de qualidade a preços acessíveis. Além disso, a marca re­

presenta uma indústria tradicional, de forte presença no mercado, o que consolida ainda mais a credibilidade do negócio”, afirma José Carlos Semenzato, presidente da SMZTO Participações, holding que administra a Casa do Sorvete Jundiá. O investimento mínimo para abrir­ uma franquia da rede Jundiá é de R$ 76 mil, e o tempo do retorno do capital é de 10 a 20 meses.

detalhes está presente do começo ao fim do nosso processo. Em seu cardápio, uma ampla variedade de sabores que fogem do óbvio , que encantam e surpreendem o paladar. Oferecidos em formatos ade­ quados para cada segmento: monoporções, menus degustação, tortas e sorvetes salgados conside­ rados exótico por alguns.

É uma ótima sugestão para uma entrada acompanhando salada ou como uma refeição leve.

Arte Freddo Marca referência no segmento de sorvetes em Porto Alegre, a Arte Freddo – Sorvetes Boutique foi eleita pela segunda vez o Me­ lhor Sorvete de Porto Alegre pela revista Veja Comer& Beber 2011 e 2012. A Boutique de Sorvetes produz sorvetes artesanais de maneira exclusiva, diferenciada e delicada. O cuidado com a qualidade nos

Arte Freddo Porto Alegre, RS, Brasil BOUTIQUE DE SORVETES Endereço: Rua Giordano Bruno,13 Fone:(51) 3028-6013

Sorveteria da Ribeira Sorveteria da Ribeira, faz parte do roteiro turístico de Salvador. A Sorveteria da Ribeira foi fundada por um italiano, Mario Tosta em 1931. Na década de 60, o espanhol José L. Hermida recém chegado a Salvador procurando emprego, foi contratado na Sorveteria da Ribeira por Mario Tosta e aprendendo com ele todos os segredos do preparo daquela iguaria especial. Depois que Mario Tosta mudou para o Rio de Janeiro, José Hermida assumiu a sorveteria dando continuidade a tradicional casa até o ano de 2008. A partir dessa data Francisco Lemos, um fiel e antigo cliente da

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sorveteria, realizou seu sonho de valorizar ainda mais o estabelecimento, comprou a sorveteria para preservando sua história e transformando em uma grife da cultura de Salvador. As mudanças não tocaram nas características típicas, como a técnica de fabricação dos principais sabores, como o de coco, chocolate, ameixa, tapioca, os exóticos jaboticaba, jaca, jamelão, sapoti e cupuaçu, o de biri-biri (fruta medicinal indicada para regulagem de colesterol) e ainda os campeões de venda: mangaba, cajá, pitanga e outros. Apesar do segredo desse preparo continuar guardado a

sete chaves, os mestres sorveteiros são estimulados por seu Francisco e por seu Filho Fafá a pesquisar e inovar diariamente esse cardápio. O sorvete de rambutã feito da milenar fruta da Malásia e o café italiano são deliciosos exemplos dos lançamentos mais recentes. Hoje quem vem à Sorveteria da Ribeira continua encontrando seu sorvete preferido mas sem dúvida vai encontrar também muita novidade, souvenirs especiais, sabores inéditos e ainda desfrutar de uma estrutura que agrada tanto os tradicionais clientes de Salvador quanto os turistas que chegam de outras cidades, estados e até de outros países.


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Mercado Sorveteiro

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LANÇAMENTOS E NOVIDADES

Turma da Mônica Jovem

ilustra novo lançamento da Sorvetes Jundiá A Sorvetes Jundiá apresenta uma novidade para os fãs da turma mais famosa das histórias em quadrinhos. A terceira maior empresa de sorvetes do país incrementa sua linha de licenciados Turma da Mônica e lança o Picolé Maçã do Amor Turma da Mônica Jovem. O lançamento é um produto cheio de surpresas, resultado de mais uma parceira da Jundiá com a Mauricio de Sousa Produções. O Picolé Maçã do Amor é feito com suco natural da fruta, sendo uma opção deliciosa e nutritiva para qualquer hora do dia. Cada embalagem, além de ser ilustrada pelos personagens Mônica e Cebolinha, conta com um adesivo temático. São 24 adesivos dife­ rentes com a carinha da Mônica, Cebolinha, Magali e Cascão. Adesivos ilustrados por Mônica, Cebolinha, Magali e Cascão in-

crementam a novidade da Sorvetes Jundiá. Com a novidade, o mix de sorvetes e picolés da Sorvetes Jundiá chancelados pela Turma da Mônica aumenta. Além do Picolé Maçã do Amor, os consumidores podem se deliciar com o picolé Algodão Doce, com o Jund Fruty Melancia e com o Sorvete de Paçoca de 2 litros. “Esta parceria aumenta a pro­ ximidade e confiança entre a Sorvetes Jundiá e a Mauricio de Sousa Produções. É muito importante termos personagens que fazem parte da infância de muitas pessoas agregando ainda mais valor aos produtos da nossa empresa”, afirma Thaíne Cal, gerente de marke­ ting da Sorvetes Jundiá. O Picolé Maçã do Amor Turma da Mônica Jovem já está disponí­ vel nos pontos de venda da Jundiá.

Sobre a Sorvetes Jundiá A Sorvetes Jundiá começou a produção de sorvetes artesanais há 35 anos, na cidade paulista de Jundiaí. Graças à qualidade do produto, sua presença no mercado não parou de crescer, e é líder na categoria impulso no interior do estado de São Paulo e a 3ª mais popular entre os potes de 2 litros em todo o Brasil. Hoje, a fabricação da Sorvetes Jundiá se concentra no município de Itupeva, a 70 quilômetros da capital paulista. Dali, a fábrica de delícias distribui seus produtos para os Estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e Paraná. Com mais de 80 sabores distribuídos em aproximadamente 10 linhas, a marca está presente em mais de 18 mil pontos de venda. www.jundia.com.br

9ª edição da TecnoSorvetes

terá Ilhas da Confeitaria e da Embalagem Em 2011, os brasileiros consumi­ ram 1167 litros de sorvete. A 9ª edição da TecnoSorvetes - Feira Internacional de Tecnologia para a indústria de Sorveteria Profissional traz novidades para os visitantes e profissionais do setor. Com os novos espaços, a Ilha Confeitaria Brasil e a Ilha da Embalagem, o público poderá acompanhar o preparo de receitas e a apresentação de produtos recémlançados pela indústria. O evento,

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promovido pela BTS Informa, será realizado de 25 a 28 de junho, no Expo Center Norte, em São Paulo. A Ilha da Confeitaria contará com uma arena para demonstrações de preparo de sobremesas, bolos, entre outras delícias. Criada em parceria com a revista Confeitaria Brasil, nove empresas do setor vão divulgar seus produtos em uma vi­ trine e fazer apresentações em uma arena com capacidade para 60 pessoas. Já a Ilha da Embalagem é

uma parceria da feira com a Abis, Associação Brasileira das Indústrias de Sorvetes, que contará com empresas especializadas em produzir embalagens para sorvetes. O setor de confeitaria ganhou espaço nas sorveterias e padarias por ser considerado de maior valor agregado, o que amplia as vendas das empresas. “Hoje, as sobremesas estão cada vez mais sofisticadas e o público procura por sorvetes e doces que chamem


atenção não só pelo sabor, mas também pela aparência do produto.” afirma Clélia Iwaki, gerente de divisão comercial da BTS Informa.

Em 2011, segundo a Abis - Associação Brasileira das Indústrias de Sorvetes, os brasileiros consumiram 1167 milhões de litros de sorvete.

O número representa um crescimento de 50 milhões em relação ao ano anterior.

Ricaeli

Base de frutas - todo o sabor da fruta cremosa e geladinha no palito Desenvolvida especialmente para sorveteria, com alto teor de frutas em sua composição a linha de Bases de Frutas da Ricaeli é ideal para

mesclas de sorvetes, tortas congeladas, além de principalmente manter a consistência cremosa quando usado como recheio de picolés.

Disponível nas versões Abacaxi, Açaí, Goiaba, Limão, Maracujá e Morango, em baldes de 13,5kg (açaí 11,5kg).

Preparados de frutas - O melhor sabor da fruta em seu sorvete Produzidos com grande quantidade de pedaços de frutas e qua­ lidade PREMIUM, os Preparados de Frutas Ricaeli possibilitam as mais diversas aplicações. Podem ser utilizados para mesclar, saborizar e também como coberturas sorvetes, milk shakes e frozen yogurt. A utilização do Preparado de Fruta da Ricaeli proporciona a máxima higiene nos processos de produção e manipulação de alimentos e por tratar-se de produtos naturais e com alto percentual de frutas em sua formulação pode haver variação de coloração e aparência. A linha é composta por: - Preparados de abacaxi com pedaços - Abacaxi triturado - Ameixa - Amora com pedaços - Blueberry (Mirtilo) - Framboesa - Frutas vermelhas - Maracujá com sementes - Morango com pedaços - Morango triturado - Pêssego com pedaços Além dos preparados, a linha conta ainda com: - Curau de milho verde - Creme de Açaí com guaraná - Doce de abóbora com coco - Goiabada cremosa

As embalagens são variadas sabor a sabor e vão desde latas de 900g a baldes de 14kg. Experimente, invente! E descubra como os Preparados de Frutas da Ricaeli vão revolucionar a sua receita. Sobre a Ricaeli A Ricaeli Alimentos tem destaque e qualidade em tudo aquilo que faz. Fundada em 1987 na cidade de Cabreúva/SP, a Ricaeli Alimentos é uma das maiores processadoras de frutas do Brasil. Há 25 anos surgiu como uma processadora de moran­ go congelado para a indústria de sorvetes, geleias e laticínios. A partir de então novas frutas como abacaxi, amora e maracujá, foram incorporadas ao portfólio e novas linhas de produtos surgiram, como as polpas de frutas congeladas para o mercado de refeições fora do lar. Desde então os investimentos no parque fabril com o aumento da capacidade produtiva e de estocagem não pararam, e hoje conta com um parque fabril de 13 mil m² e capacidade de estocagem de 8.000 toneladas. São mais de 100 produtos em linha distribuídos em 5 divisões comerciais: Polpas, Sucos, Gelados, Preparados

de Frutas e Vegetais. A linha de produtos é composta por polpas de frutas congeladas 100% naturais, frutas congeladas, preparados e doces de frutas para aplicação como coberturas e recheios para confeitaria, pani­ ficação e sorveteria. Além disso, destaca-se pelas linhas de sucos de frutas naturais e açaí com guaraná nas versões natural, com morango e com banana. Complementando o mix de produtos, conta ainda com vegetais congelados, polenta e massa de pão de queijo. Constantemente, novidades são desenvolvidas para atender as exigentes demandas de mercado. A Ricaeli Alimentos possui laboratórios próprios de análises físicoquímicas e microbiológicas, além de corpo técnico especializado, que garantem


aos produtos os melhores padrões de qualidade. Utilizando a frota própria ou através de transportadora terceirizada a Ricaeli Alimentos mantém um eficiente sistema de logística para atender a exigente demanda

de mercado, que tem conquistado dia após dia a credibilidade e confiança de clientes em todo Bra­ sil e diversos países. Reflexo de um trabalho competente a Ricaeli Alimentos é uma empresa de destaque no setor ali-

mentício atuando em todo Brasil e diversos países, com a qualidade de seus produtos reconhecida em todos os mercados em que atua sendo referência no mercado nacional e internacional. Conheça o novo site: www.ricaeli.com.br

A Casa Forte aprimorou

ainda mais a usina de pasteurização para o ano de 2012 O conjunto agora vem aco­plado com triblender para diluição de pós, e também com sistema de limpeza cip (como item opcional). Dessa forma a usina ficou muito mais funcional.

Todo projeto foi desenvolvido levando em conta aspectos funcio­ nais e de praticidade, para que o cliente tenha total comodidade. Conheça também as tinas de maturação, pasteurizadoras, desen-

formadores de picolés, cubas para banho-maria, tanques para chocolate e outros itens fabricados pela Casa Forte.

Blend

venha se surpreender com a Blend Coberturas A Blend esse ano estará com lançamentos incríveis que vão surpreender você. Após todo um planejamento, pesquisa, testes vamos trazer para o mercado um produto

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totalmente exclusivo: A Pasta Sabo­ rizante CONCENTRADA. Serão 15 sabores para você aproveitar. Para utilizar essa pasta basta adicionar apenas 10g para

cada litro em calda base e você pode utilizar para saborizar doces, sorvetes, tortas, bolos etc. Importante frisar que nossa base em pasta concentrada não contém


açúcar e pode ser usada tanto para a linha diet/ light quanto a normal. Outra novidade que vamos trazer para a Tecno Sorvetes são os novos sabores das Coberturas em calda linha normal, são os sabores: Uva, Tangerina e Frutas Vermelhas e

uma nova Cobertura com pedaços de fruta no sabor de Framboesa. E ainda não acabou, vamos lançar uma linha de base em pó para sorvetes em Massa, Picolé e Frozen para você montar sua sorveteria completa com produtos Blend.

Venha nos visitar e se surpreender com que a Blend tem para oferecer a você. Estaremos no Pavilhão Azul, corredores C/D.

Full Gauge Controls

na Fispal Food Service Durante a Fispal Food Service, a Full Gauge Controls destaca o produto TIC-18Ri, instrumento de fácil ajuste e instalação que pode ser aplicado em balcões de sorvete. Possui bateria interna recarregável com duração aproximada de 50 horas sem energia, alarme sonoro (buzzer) e saída para discadora a

qual pode ser utilizada para sinalizar a falta de energia, temperatura fora da faixa ou sensor inoperante. Permite a configuração de dois setpoints (principal e secundário) e o registro das temperaturas máxima e mínima ocorridas. Utiliza uma única tecla para ajustar todas as suas funções e para fazer a desativação

manual das saídas. Possui alimentação tanto em 115/230Vac quanto em 12/24Vac/dc e relé de 16A para acionar direto motores de até 1HP ou resistências de até 3500W em 220Vac. Maiores informações em: www.fullgauge.com.br


NOTÍCIAS DO MUNDO GELADO

Restaurante Viena

agora tem sorvetes Brunella As sobremesas do Viena estão cada vez mais irresistíveis: agora são preparadas com o delicioso sorvete da marca Brunella. O objetivo dessa mudança é ofere­ cer mais sabor e qualidade aos clientes do Viena. As opções disponíveis são Crocante, Chocolate com pedaços, Morango, Coco, Creme, Creme Light e o exclusivo Crema Stracciatella (lembra Flocos, porém é elaborado com ingredientes especiais, receita guardada a sete chaves pela marca). Segundo a gerente de Marke­ ting da IMC, Fabiana Ribeiro, incluir o sorvete Brunella nas sobremesas reforça o compromisso do Viena em oferecer o que há de melhor para seus consumidores. “Estamos preocupados em sempre aperfeiçoar nossos produtos, mesmo quando eles já fazem sucesso, como as taças Viena e Brasil. Incrementamos nossas sobremesas com um ingrediente que encanta gera­ ções há anos e estamos animados

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com o resultado”. Sensação entre as sobremesas da casa, a Taça Viena tem agora quatro bolas de sorvete Brunella, salada de frutas, uma banana cortada ao meio, três coberturas, granola, chantili, suspiros e dois canudos de waffle. Ela serve duas pessoas e o preço sugerido continua R$ 25,00. O Viena oferece outras sobremesas refrescantes, como a Taça Brasil, preparada com sorvete Brunella de coco disposto sobre doce de leite cremoso, contrastando com a farofa crocante, por R$ 12,90. O Petit Gateau também está mais apetitoso com o sorvete de creme da Brunella, harmonizando perfeitamente com o bolo e a calda de chocolate ou frutas verme­ lhas (R$ 13). No cardápio do Viena há ainda diversas opções novas, a partir de R$ 5,30. Sobre o Viena O Viena é uma das marcas da International Meal Company (IMC)

e uma das redes de restaurantes mais tradicionais do País, com mais de 30 anos de mercado, quase 3 mil funcionários e mais de 100 unidades distribuídas em São Paulo, Rio de Janeiro, Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul e Distrito Federal. O cardápio variado e de qualidade, com cozinha aberta, farto buffet de saladas e receitas caseiras, rodízio de pizzas, salgados e sanduíches, combinado com a decoração moderna e o atendimento eficiente, faz do Viena uma marca de referência no segmento de comida rápida. Os restaurantes e cafeterias atendem públicos diferenciados em sete conceitos: Viena Delicatessen, Viena Gourmet, Viena Express, Viena Kasher Express (no hospital Albert Einstein), V.Café, Viena Snacks e Grano. Visite o portal www.viena.com.br, curta a fan page Restaurantes Viena e siga a marca no @VienaRestaurant..


Maksoud Plaza Hotel

Nada melhor todos os dias, mas especialmente em dias de calor, do que as sensações proporcionadas por um bom e gostoso sorvete: bom para os olhos e os sentidos, des­ cendo refrescante pela garganta, gelando e dando mais sabor a cada sensação, a cada colherada. Principalmente se for algum dos sorvetes artesanais e exclusivos oferecido em um dos hotéis mais luxuosos de São Paulo, referência em hotelaria e gastronomia, o Maksoud Plaza. Sorvete não é bom só porque é gelado, senão todo mundo ficava o tempo inteiro chupando gelo e estaria tudo bem, tudo bom. O sorvete tem de ser especial, gostoso, fresquinho e refrescante, de sabo­ res variados. Não é por menos que há 32 anos é uma estrela especial no cardápio do Maksoud Plaza Hotel (São Paulo – SP), sempre ganhando fãs e novos “compa­ nheiros”, como a torta de maçã, o petit gateau, ou o creme de papaia ou abacate, quando o sorvete de creme aparece batido junto. Mas agora vamos revelar um segredo que talvez você ainda não tenha descoberto, e que explica porque tanta gente vai lá no hotel às vezes só para tomar sorvete, só para comer sobremesa.

Além de entender porque tem hóspede que a primeira coisa que faz quando chega é pedir exatamente isso: sorvete. Fora o pessoal que frequenta o fitness center, onde também é servido, para a alegria dos esbaforidos com tanto exercício, ou pelas saunas. “Nossos sorvetes são todos artesanais, todos feitos aqui pelos nossos confeiteiros”, revela Henry Maksoud, o dono do hotel que desde a sua fundação abriga estrelas de todos os matizes. “Todo mundo adora e é uma das coisas que eu também adoro. Nosso sorvete é um de nossos diferenciais, sorvetes naturais e de qualidade, feitos em pequena quantidade, e que sempre estão frescos e saborosos, além de disponíveis 24 horas por dia, todos os dias, já que nossos restaurantes nunca fecham”, conta orgulhoso o empresário, sempre à frente do tempo e dos seus negócios. “As pessoas gostam de coisas exclusivas, que só encontram em um lugar, naquele”, afirma. Os sorvetes oferecidos no Maksoud Plaza estão disponíveis no amplo cardápio dos restaurantes, e feitos - a pedidos - também para os

grandes eventos realizados no hotel. Há o “sorbet” , de frutas naturais e à base de água, o que os torna menos calóricos e mais leves. Os sabores acompanham os das boas frutas das estações, entre eles morango, framboesa, manga, graviola, cupuaçu. Um dos maiores destaques é o sorvete light, feito com água de coco que é, como dizem na expressão popular, de comer ajoelhado. Os sorvetes propriamente ditos levam leite junto com a massa. Os mais pedidos são os de creme e os de chocolate, mas tem também de coco, banana, pistache, menta e sempre uma ou outra novidade de sabor. Sorvetes irresistíveis, nas frutas “O nosso confeiteiro é um craque. Sempre inventa alguma coisa nova”, comemora Henry Maksoud. Ele próprio - como já disse - fã confesso. “Adoro sorvete dentro das frutas. E aqui tem dentro do melão, do abacaxi, do coco, frutas frescas e saborosas. A gente olha e já dá vontade de devorar. De largar qualquer dieta. Nossos

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hóspedes adoram, elogiam e ainda costumam pedir a receita”, comenta, bem-humorado, brincando: “Vou começar a cobrar royalties”. PREÇOS - Os preços de taças e sobremesas que levam sorvetes estão entre R$15,00 e R$25,00. São taças com 3 bolas e coberturas de calda de chocolate, caramelo e morango, e não se cobra adicional pelas coberturas. Os tradicionais Sundae, Colegial e Banana Split, são feitos sob pedido, com preços girando em torno de R$18,00.

Alimento nutritivo para as férias,

sorvete em pote de 2 litros é prático, gostoso e agrada a turma toda Feitos à base de leite e com zero gorduras trans, os sorvetes da Jundiá são encontrados nos sa­bores Brigadeiro, Bombom, Napolitano e Flocos, entre outros. Pote com 2 litros de sorvete é uma das sugestões da Jundiá para as férias de julho. Apesar do inverno, o sorvete é uma delícia tão irresistível que não há frio que espante a vontade pelo gelado cremoso, ainda mais em um país tropical como o Brasil. Além de gostoso e prático, o sorvete da Jundiá é saudável e nutritivo, pois tem zero gordura trans e é feito à base de leite, o que o torna uma excelente opção para as crianças. A seguir, confira quatro sugestões tamanho família que vão agradar a turma toda! Brigadeiro – Não tem quem não goste de brigadeiro, e na versão sorvete o docinho fica ainda mais irresistível. Bombom – Bombom já é bom. Como sorvete fica ainda melhor. Napolitano – A combinação é democrática e vai bem em qualquer ocasião.

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Flocos – Tradicional, a combinação de sorvete de nata com raspas de chocolate é uma sobremesa coringa. Sobre a Sorvetes Jundiá A Sorvetes Jundiá começou a produção de sorvetes artesanais há 35 anos, na cidade paulista de Jundiaí. Graças à qualidade do produto, sua presença no mercado não parou de crescer, e é líder na categoria impulso no interior do estado de São Paulo e a 3ª mais

popular entre os potes de 2 litros em todo o Brasil. Hoje, a fabricação da Sorvetes Jundiá se concentra no município de Itupeva, a 70 quilômetros da capital paulista. Dali, a fábrica de delícias distribui seus produtos para os Estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Paraná e Mato Grosso do Sul. Com mais de 80 sabores distribuídos em aproximadamente 10 linhas, a marca está presente em mais de 20 mil pontos de venda. www.jundia.com.br


SUCESSÃO

Imagem: www.sxc.hu

Veja como despertar o lado empreendedor nas suas crianças, sejam filhos, alunos, sobrinhos ou netos.

Filhos empreendedores: onde estão as competências? Texto: Marcos Hashimoto

A

credito que a maioria dos meus leitores, a esta altura do nosso relacionamento, já deve saber que as competências empreendedoras não são inatas, mas podem ser desenvolvidas ao longo da nossa vida. Também já podem imaginar que as competências empreendedoras não são exclusivas para quem vai montar um negócio próprio, mas cada vez mais valorizadas em todas as circunstâncias, seja na vida pessoal ou profissional. Cresce a cada dia anúncios de empregos buscando jovens com perfil empreendedor. Isso não é novidade e é até esperado, uma vez que pessoas com perfil empreendedor promovem mudanças positivas, se arriscam a fazer coisas diferentes, são hábeis em identificar oportunidades, tomam iniciativas por conta própria e são auto-dirigidas, sabem construir boas redes de relacionamento,

procuram inovar em tudo que fazem e não se sujeitam às regras e à pura burocracia. Poucos talvez saibam que, embora algumas competências empreendedoras possam ser aprendidas em cursos e vivenciando algumas experiências, outras são tipicamente formadas ainda na infância. Não estou falando aqui da clássica imagem da criança que ganha uns trocados vendendo limonada na porta de casa, um ícone tipicamente americano. A maioria das características empreendedoras não diz respeito a negócios e sim a comportamentos típicos de quem detém este perfil e as escolas não estão preparadas para desenvolver estas competências. A seguir eu dou algumas dicas de como despertar o lado empreendedor nas suas crianças, sejam filhos, alunos, sobrinhos ou netos, por meio de atividades simples, criativas, diferentes e que po-

dem ser envolventes e ricas:

Para despertar o interes­se pela novidade

Vá com as crianças a um supermercado e diga que eles podem experimentar qualquer coisa que nunca tinham provado antes. Cada um pode trazer uma coisa di­ ferente para colocar no carrinho. Eles se divertem pelas gôndolas e trazem guloseimas com novos sabo­res. Nesta fase eles tomam gosto pela experimentação. O preço deste aprendizado é que eles vão experimentar algumas coisas e não vão gostar, levando a um desperdício de di­nheiro, pois jogam tudo fora. Depois que eles gostarem da brincadeira é a vez de colocar uma regra a mais. Agora eles não podem mais jogar fora o que compraram. Se não gostaram, tem que comer até o fim ou a brincadeira para. Eles até re­

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clamam na hora de engolir, mas não querem parar de brincar, já virou um passatempo que quebra a chatice de ir ao supermercado. Assim, aprendem a ser mais criteriosos na hora da escolha. Lêem o rótulo, pensam e aprendem a usar a informação para reduzir o risco da escolha errada e assim acabam criando o hábito de experimentar o diferente. Mas lembre-se, você não pode começar a brincadeira já colocando a penalidade ou eles não entram no jogo. Primeiro eles têm que gostar da brincadeira para só depois impor uma restrição.

Para identificar oportunidades

A melhor forma de aprender a identificar oportunidades é prestando atenção às coisas ao seu redor. Boas oportunidades estão em todo lugar e acontecem a qualquer momento. A maioria não percebe porque não está atenta. Para ajudar as crianças a ficarem mais atentas a brincadeira consiste em fa­ zer perguntas sobre percepção do ambiente. Ótimo para passar o tempo em locais públicos como restaurantes ou filas de espera, encontre um detalhe do ambiente e desafie-os a encontrar, coisas simples do tipo ‘onde tem uma vela’, ‘onde está escrito ‘fumar’’ ou ‘encontre uma criança com cabelos encaracolados’. Com o tempo, eles se acostumam a entrar em qualquer ambiente e logo prestar atenção em todos os detalhes do ambiente. Uma variá­vel desta brincadeira, em ambientes que eles já conhecem bem como a sua casa, é separá-los, mudar algum detalhe de lugar e chamá-los de volta, desafiando-os a descobrir o que você mudou.

Para avaliar riscos

Pais são normalmente avessos à exposição dos filhos a qualquer tipo de risco. Professores e babás são menos to­lerantes ainda, pois são responsáveis pela segurança das crianças. Isso faz com que invo­ luntariamente criemos nossas crianças em ‘bolhas de segurança’ que não permitem que elas vivam algumas experiências enriquecedoras. Correr um risco, desde que moderado, avaliado e controlado, sempre traz um aprendizado. O importante aqui é que os pais se perguntem: ‘Se algo der errado, o aprendizado decorrente do erro vai compensar o prejuízo?’ Em muitas situações você pode expô-los a um risco no qual eles sentem a adrenalina, mas você tem o controle. Uma vez, levando eles para a escola, eu falei que iria dirigir seguindo as orientações deles. Eles é que iriam dizer em qual rua virar e qual caminho seguir para chegar à escola. No começo eles adoraram ter o controle da situação, mas acabamos nos perdendo e

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eles ficaram muito nervosos. Claro que eu sabia o caminho certo e acabei chegando a tempo na escola, mas eles nunca se esqueceram da experiência. Tentamos mais três ve­zes depois, mas só na quarta eles acertaram o caminho. E celebraram muito!

Para quebrar regras

Esta é a mais difícil e não pode ser aplicada em qualquer idade. No começo eles precisam entender porque existem regras e como elas nos ajudam a viver de forma civilizada e ordenada. Porém, depois que isso é assimilado, eles precisam entender que exis­te um mundo fora do quadrado e que nem todas as regras fazem sentido ou são necessárias. O importante é não desrespeitar as leis ou os princípios éticos. Fora isso, se algo não faz sentido, pode e deve ser questionado. Na fase da adolescência se pode dar vazão ao espírito rebelde que se instala entre eles, dando foco e atenção aos seus questionamentos. Uma brincadeira que faço com eles é, durante uma conversa sobre um determinado assunto de interesse deles, antecipar que vou falar uma grande besteira, mas eles não vão saber qual nem quando vou falar. Continuamos a conversa e, no final, eu pergunto qual foi a grande besteira que eu falei. Eles devem adivinhar e geralmente acertam. Com o tempo eu começo a praticar isso sem avisar antes e só falo depois que eu falei uma besteira. Se eles aprenderam a prestar aten­ ção, vão identificar logo. Com isso vão alimentando o seu espírito crítico, não acei­ tando mais passivamente tudo o que ouvem ou lêem. Hoje, mesmo que eu não fale nenhuma besteira, eles duvidam de algumas coisas que falo, e até conseguem me provar que eu falei uma coisa errada mesmo! Este é o lado ruim da história, ruim para nós, mas ótimo para a vida deles.

Para ser criativo

Criatividade é o alimento da inovação. Somos tão condicionados a buscar a con-


cordância e a aceitação pública que acabamos nos esquecendo do que nos torna diferentes e únicos. Todos querem ser iguais e os diferentes são discriminados por não se encaixarem nos padrões de ‘conformidade’ impostos pela sociedade. Existem várias brincadeiras para estimular a criatividade e elas são mais efetivas quanto mais jovens forem as crianças, pois menos amarras possuem ainda. Uma que gostava de fazer quando eles eram pequenos era o passatempo preferido nas viagens de carro. Um de nós conta uma história e, no meio dela, interrompemos para que o outro continue e dê um novo rumo. Assim, vamos nos alternando, passando de uma para outra, até que alguém a termine e é claro que ela termina totalmente diferente de como foi iniciada. Outra coisa que eles se divertiam era pegar histórias conhecidas e invertê-las totalmente, dando novas ca­racterísticas aos personagens, mudando o roteiro ou imaginando novos finais inu­sitados e divertidos.

Para exercitar a autonomia

Muitas vezes achamos que nossos fi­lhos não estão maduros o suficiente para assumirem algumas res­ponsabilidades. Puro preconceito nosso, eles são mais espertos do que imaginamos. Assumir a res­ ponsabilidade de alguma coisa é importantíssimo para a formação deles. O exemplo clássico é ter um animal de estimação. O bichinho vai morrer se ele não cuidar, mas a responsabilidade acaba sendo tão grande que, no final das contas, nós é que acabamos alimentando e cuidando. Entre uns 10 e 12 anos, uma brincadeira simples é dar a eles a liberdade de programarem o que fazer em família no domingo. A liberdade é total e os pais vão cumprir tudo o que eles definirem. Eles ficam muito entusiasmados e no começo acabam se excedendo, ou com muitas atividades, ou com coisas que nem todos vão curtir. Com o tempo, eles vão aprendendo a escolher melhor as atividades, a se planejar para tudo dar certo, a Imagem: www.sxc.hu

ouvir o que as pessoas querem e a arcar com as conseqüências quando não acontece o que eles previram. O exercício da liberdade é uma droga viciante, da qual, uma vez experimentada, não se pode mais viver sem. Por isso, o aprendizado seguinte é exercer a liberdade, mas com responsabilidade.

Para ter iniciativa

As crianças têm iniciativas natural e espontaneamente. Tudo o que precisamos fazer é apoiálas e incentivá-las. Pode ser coisas simples, como começar um blog ou receber os amigos para assistir um filme. Pode ser coisas maiores, como organizar um mutirão de ação social ou montar uma banda. O importante é sempre dar o primeiro passo, pois a empolgação cresce na mesma medida que o envolvimento na atividade. Não critique e nem repri­ma, pelo menos no começo. Se algo pode dar errado, alerte, acon­selhe, mas não insista. Se for alguma coisa que não vá gerar muito impacto e pode ser contornado, deixe acontecer e dar errado, até estas experiências são válidas e úteis para o aprendizado. Pesquisas indicam que os pais exercem grande influência na formação de algumas características empreendedoras. Um vídeo que retrata bem isso é comercializado pela Siamar e se chama ‘Lemonade Stories’. Produzido pela Babson College, conta a história de 7 empreendedores como Richard Branson (Grupo Virgin) e Arthur Blank (Home Depot) e como suas mães os influenciaram. Como podem ver, há várias coisas que podemos fazer com as crianças, algumas podem dar trabalho, mas é recompensador ver os resultados, ver como eles crescem espertos, ativos, maduros. Sempre que possível, tente dar um aspecto lúdico à atividade, uma brincadeira, um jogo, um desafio. Vai ser mais divertido e eles se envolvem mais. Tome um cuidado especial em não forçar a barra. Apesar de alguns aprendizados requererem um esforço não natural, somos diferentes uns dos outros. Se uma pessoa é naturalmente tímida e introvertida, não a force a se expor em público, o tiro pode sair pela culatra. Alguns comportamentos são condicionados e podem ser modificados, mas traços de personalidade não. Eu mesmo procuro praticar isso o tempo todo com meus três filhos. Não sei se eles vão montar seu pró­ prio negócio no futuro, mas tenho certeza que estarão mais bem preparados para enfrentar o mundo do que muito de seus amiguinhos.

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FRANQUIAS

os erros cometidos

na formatação de uma rede de franquias Texto: Patrícia Barreto Gavronski*

U

ma rede de franquias para ser bem-sucedida necessita de experiência e, para isso, é justo afirmar que uma expansão através do sistema de franchising deve ser realizada dentro de padrões seguros, tanto nos aspectos operacional, administrativo, mercadológico e financeiro, como nos moldes jurídicos. A Lei de Franquia é bem clara ao determinar suas regras e é a partir delas que as partes envolvidas - franqueador e franqueado - estarão seguras no caso de futuras desavenças. Antes de iniciar o processo de franquia, a empresa deve fazer uma análise profunda de viabilidade do empreendimento, para posteriormente elaborar a documentação jurídica e daí partir para uma expansão. Vale destacar que um dos erros mais freqüentes cometidos nas muitas empresas que migraram subitamente para o mercado de franchising é a utilização de “contratos padrão de franquia”,

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muitas vezes desenvolvidos por profissionais não habilitados, colocando a empresa em um alto grau de risco. É preciso considerar que cada negócio possui suas particularidades e cada contrato deve contemplar essas particularidades. É comum também acreditar que ao aumentar o número de unidades - neste caso, franqueadas - a equipe já existente na empresa franqueadora será capaz de suprir o atendimento e a supervisão necessária para um bom desempenho do franqueado. Na prática, isso não é verdade, já que todo franqueado necessita de atenção, dedicação e muito treinamento. O suporte adequado ao franqueado é um dos itens que irá ditar o sucesso ou fracasso do empreendimento. Ter uma marca forte e transformá-la em uma franquia não é garantia de sucesso. O sucesso vem de um planejamento e, para que seja elaborado de forma eficiente, existe uma fórmula: investimento. O investimento em uma consulto-

ria jurídica especializada na formatação de franquias e na elaboração de documentos (Circular de Oferta e contratos ), em profissio­ nais competentes que conheçam a área e suas vertentes, em sistemas de informação ágeis, plano de expansão, programas de treinamento e suporte ao franqueado farão com que uma empresa séria se torne vencedora no segmento de franchising. Para aquelas empresas que ainda não estão preparadas para esse investimento, o melhor a ser feito é continuar com o­perações próprias e aguardar o momento oportuno para uma nova empreitada. Pois é fato: a cada ano aumenta o número de franqueados entrando na Justiça contra fran­ queadores despreparados. *Patrícia Barreto Gavronski é especialista em franchising e planejamento tributário para franquias e sócia do Grupo Machado


Receituário Mil Mix

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55 Semifreddo de Pistache União

56 Sorbet de Manga Itaiquara

57 Wraps de maçã ao creme pâtissier

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Tira de Bolo Capuccino Ingredientes: 650g de Artim Cake 300g de ovos 350g de água 150g de óleo 50g de açúcar mascavo 5g de canela em pó 30g de capuccino solúvel instantâneo 20g de cacau em pó Cobertura: 200g de Creme Fácil nozes 500g de Chantily montado 10g de Brilho caramelo

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Modo de Preparo: Em um vasilha misture com batedor manual o Artim Cake e os demais ingredientes até obter um massa homogenia. Despeje a massa em formas de bolo apropriadas e untadas. Asse a 180° em forno de lastro ou 150° em forno turbo por aproximadamente 30 minutos. Montagem: Misture o Creme Fácil de Nozes com o chantily e cubra a torta Espalhe o Brilho de Caramelo, corte em porções no tamanho desejado e decore a gosto.


Semifreddo de Pistache O Semifreddo é um estilo de doce tipicamente italiano. Ele é uma derivação do sorvete e compreende todo o universo de tortas geladas. Pode ser preparado de duas maneiras básicas: para ser exposto e vendido a -14C ou + 5C. Ele permite apresentações muito bonitas uma vez que se adapta muito bem à formas de policarbonato e silicone. A Montebianco possui produtos especiais para semifreddos, como a Semifreddo Neutro, que proporciona um preparo simples, rápido e sempre com resultados perfeitos. Ingredientes Base: 350g Semifreddo Neutro Montebianco 1 litro de creme de leite fresco 35% 100g de pasta de pistache puro “Gran Pistacchio” Montebianco Pão de ló Gelly Montebianco Pistache Granulado para decoração Preparo: 1 - Em uma plantetária misturar o Semifreddo Neutro, o creme de leite e a pasta de pistache até montar. 2 - Corte o pão de ló em discos no tamanho da forma. 3 - Revestir as laterais da forma com uma fita de acetato. 4 - Rechear com o Semifreddo, deixando uma cavidade. 5 - Colocar a granella de pistache dentro da cavidade. 6 - Completar a forma com o Semifreddo até fechar. 7 - Colocar no freezer ou no ultracongelador para endurecer. 8 - Colocar Gelly por cima para dar brilho e cor. 9 - Desformar e servir.

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Sorbet de Manga Ingredientes: 800g de purê de manga 140g açúcar liquido invertido 50g suco de limão Raspas de meio limão Modo de preparo: Misture todos os ingredientes e coloque na sorveteira ou freezer (esse por 3 horas antes de servir).

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Wraps de maçã ao creme pâtissier Ingredientes: 2kg Mistura Itaflex Itaiquara 4 Ovos 600ml Água 120g Fermento biológico fresco Itaiquara Cobertura: Fondant Itaiquara Recheio: 3,5kg Creme de confeiteiro Itaiquara 10 Maçãs gala picadas 300g Uva passas Canela em pó a gosto. Rendimento: 29 unidades.

Modo de preparo: Bata a mistura itaflex Itaiquara seguindo as ins­truções da embalagem. Corte a massa em peças de 100g e deixe descansar por 50 minutos. Abra a massa como pão sírio. Leve assar em forno lastro a 210°C ou turbo a 190°C, por no máximo 2 minutos ou até virar uma bolha, reservar. Montagem: Coloque o creme confeiteiro Itaiquara espalhando no disco, e em seguida coloque a maçã, a uva passas e canela a gosto. Enrole tipo rocambole e faça cortes. Leve assar em forno lastro a 180°C ou turbo a 150°C por 10 minutos. Deixe esfriar, e decore com o fondant Itaiquara.

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