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63 surf a superação de Derek rabelo running 10 dicas para treinar com cachorro ciclismo a Praticidade das bikes dobráveis outdoor Os 5 melhores lugares para escalada

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capa a história de quem faz o nome da Kanui skate montando seu Longboard tecnologia GoPro - a mais famosa do mundo moda entrevista com Karen Jonz

EXpEDiEnTE edição felipe freitas felipe sulimam

texto e produção aline Croce Camila ribeiro Luiz bellini marcelo finisguerra maria Luiza fratini yuri facioli

revisão Pedro Cunha direção de arte allan sena

r e V i s ta K a n U i

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eDiçãO 01

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setembrO - 2013

impressão Central Graf edição felipe freitas felipe sulimam


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mUiTo mais qUE Um E-CommErCE Já estava na hora de colocar no papel o que já fazemos na internet. inspirada nos nossos blogs: sem salto, Cena surf, Hiperativos, skate4life e transpiração, chega em suas mãos a revista Kanui nº 1, trazendo conteúdo de qualidade e exclusivo, pensado por e para os amantes dos esportes outdoor e radicais, aqueles que vivem e gostam de estar ao ar livre, na natureza, nas ruas, nas montanhas e no mar. Para solidificar a parceria com aqueles que a abraçaram desde o início, a primeira edição é temática e traz o surfe e o skate em destaque, nas matérias principais, nas entrevistas, nos editoriais. Tudo que a Kanui vem fazendo para fomentar o crescimento dos esportes que amamos. Os atletas da Kanui na capa e no recheio, falando sobre as expectativas, os desafios, as curiosidades de ter a profissão dos sonhos de muitos: viajar para competir nas melhores ondas e pistas do mundo. e, para complementar, trazemos reportagens sobre os outros esportes, onde estamos cada vez mais presentes: corrida de rua, corrida de aventura, bike, montanhismo, mergulho... e muito mais. A revista está aí, nas suas mãos. Esperamos que goste e que ela seja daquelas revistas que você leva na mochila. A Kanui quer estar perto, a cada superação, a cada desafio e conquista de seus clientes e parceiros. Porque a gente entende sua paixão. entende o seu esporte.

aLoHa! Camila ribeiro editora

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programa Transpiração para incentivar o esporte e a qualidade de vida ao ar livre. Em junho, a Kanui, referência em esportes de ação e outdoor do Brasil, e o site Catraca Livre, apresentaram o projeto “Transpiração“. O programa abriu as portas das cidades para aqueles que cansaram de ficar apenas sentados no sofá de casa e resolveram gastar um pouco da energia para cuidar da saúde, ao ar livre, nas academias, onde quer que seja.

Programa traz conteúdo especializado, informação e benefícios aos leitores.

A pauta do programa é variada, mas com foco no lifestyle do esporte: dicas e entrevistas com especialistas e atletas, matérias sobre comportamento, histórias inspiradoras, artigos sobre saúde, nutrição e qualidade de vida, treinos especiais, agenda do esporte na cidade, além de benefícios aos leitores, por meio de descontos e promoções dos parceiros, e muito mais. “Sair de casa e praticar algum esporte, seja skate, surf, escalada, passeio com cachorros, corrida de rua ou bike, não importa. Queremos incentivar as pessoas a cuidar da saúde praticando alguma atividade física”, explica Felipe Freitas, responsável pelo marketing da Kanui. O programa foi facilmente aceito pelo desenvolvedor do Catraca Livre, o jornalista Gilberto Dimenstein, por se encaixar na missão do site, que começou em 2008 e visa incentivar a sustentabilidade das cidades. “Na parceria Kanui e Catraca Livre, vemos as cidades não só como problemas, mas soluções. Vamos selecionar conteúdos relevantes que estimulam as pessoas a se moverem das mais diferentes formas, apostando na sustentabilidade não apenas coletiva, mas individual”, explica ele. Hoje, o Catraca Livre atua em São Paulo e no Rio de Janeiro e agrega mais de 2 milhões de fãs no Facebook. Além do apoio de parceiros de peso, como as revistas Runner’s e Sportlife e o site Webrun, a produção de conteúdo é feita em casa, por uma equipe que entende muito dos esportes e do lifestyle Kanui. Acesse, acompanhe e confira tudo que acontece por lá: http://catracalivre.com.br/geral/editoria/ar-livre/transpiracao/ Se tiver alguma história com o esporte que valha a pena ser contada, envie pra gente (assessoria@kanui.com.br)! Sugestões são sempre bem-vindas. 45


TOP 5 ONDAS PERIGOSAS

P o r : lu i z b e ll i n i

Você irá conhecer um pouco mais sobre as maiores ondas perigosas, uma aventura que pode se tornar mortal!

Todo esporte tem seu risco, isso ninguém duvida. Lesões e estresse são os mais comuns, mas no âmbito dos esportes radicais os riscos acabam se tornando maiores. Os obstáculos e as provas geralmente são mais perigosos e arriscados, como as ondas perigosas ou até mesmo a mega rampa do skate. Mas agora é a vez de conhecer as 5 ondas perigosas mais famosas do mundo. Tubarões, coral, pedras, correnteza, tudo quanto é problema você irá encontrar por aqui, mas isso não significa que as pranchas de surf irão parar de surfar por lá.

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PIPELINE / HAVAI Umas das ondas mais famosas do mundo, Pipeline tem a fama de ser extremamente complicada de se surfar. Isso acontece pelo fato da onda quebrar numa bancada conjunta de pedras e coral, a 3 metros de profundidade. Além do coral raso, a praia está quase sempre lotada de surfistas, ocasionando uma pressão que pode ser fatal. Pipe tem média de uma morte por ano!

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Shipsterns Bluff / Tasmânia, Austrália Os australianos são apaixonados pelo surf, mas esta onda gigante assusta até mesmo o mais fanático. O local é recheado de tubarões e apresenta um coral raso, além de uma água muito gelada. Para completar o perigo, a onda ainda quebra de um jeito nada comum, parecendo que há outra onda arrebentando junto, dificultando o equilíbrio.

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Maverick’s / Califórnia Imagine surfar diante de um muro de pedras pontiagudas! Assustador, não é? Para “melhorar” o clima, os tubarões brancos adoram passear por Maverick’s. A correnteza fortíssima costuma jogar os surfistas para as pedras, ocasionando todo e qualquer tipo de acidente. Mark Foo, surfista profissional, morreu em 1994 após tomar um caldo mortal.

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Jaws / Ilha de Maui, Havaí Apesar do nome sugestivo, o problema aqui são as pedras e o volume imenso de água. Dizem que tomar um caldo em Jaws é igual a ser jogado em uma máquina de lavar roupa gigante. Um penhasco cerca de 800 metro do pico completa o perigo. Por outro lado, foi em Jaws que foi surfada a maior onda do mundo até hoje, pelo havaiano Pete Cabrinha, em 2004. Segundo lugar para este grande exemplo de ondas perigosas.

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Teahupoo / Taiti Esta é definitivamente a onda perigosa mais famosa e tenebrosa de todo o surf. O maior problema desta big wave é a bancada de coral extremamente rasa, que aumenta o risco de você se ralar por inteiro ou até mesmo ficar preso em alguma fenda. O volume de água é outro risco, fazendo a onda crescer mais em largura do que altura, formando tubos mortais!

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os Três sonHos DE ToDo sUrfisTa Já vou avisando que essa matéria vai deixar qualquer surfista com água na Boca. preparem-se para começar a sonHar acordados.

não que precise-se dar mais motivos dos que os amantes desse esporte já tem para morrer de vontade de cair na água a qualquer momento, mas não custa deixar um gostinho de “quero mais”, e porque não, algumas dicas, no ar. Quem pega onda sabe o quanto é importante a presença dos parceiros em uma session de surf. agora imagine se toda essa galera estiver em um barco nas ilhas mentawai, sumatra, pegando as ondas incríveis que rolam por lá. E o melhor de tudo, sem crowd!

sonho da galera que procura o mar ideal. Mas se você é da galera que se identifica com esse sonho, pode comemorar, ele já se tornou real. e para ajudar a realizar o sonho do mar perfeito, foram criados relógios com as famosas tábuas de maré, que auxiliam o surfista a prever como estará a condição das ondas de acordo com a maré. O sonho da onda perfeita é reflexo do surf ser um esporte que se apoia no ideal da simplicidade, o que o torna um dos estilos de vida mais almejados do mundo e qualquer praticante não apenas um surfista, mas também, um amante do mar e da natureza, talvez não compartilhando os mesmos sonhos citados, mas sempre com outros em vista. Até porque, as águas nunca são as mesmas.

Em outras palavras, esse sonho nada mais é que: estar com os amigos em um paraíso, pegando ondas animais e sem muita gente para atrapalhar. Um sonho apenas baseado nas melhores ondas, e também nos caldos, já que no fim as melhores histórias surgem deles. Outro pote de ouro no fim do arco-íris de todo surfista é um dia viajar para o famoso Hawaii para explorar todos os tipos de onda que rolam por lá. talvez o pico mais desejado seja a Pipeline que, devido a sua bancada muito rasa, tem os tubos mais desejados do mundo. O Pipe Masters é um campeonato que rola nesse paraíso e que já teve nomes bem conhecidos do surf como seus campões, entre eles temos o surfista 11 vezes campeão mundial, Kelly Slater. Os fãs de surf já devem ter lido muita matéria sobre os melhores lugares para surfar no Brasil, porém o terceiro e último sonho vai muito além disso, já que por mais que esses lugares indicados sejam bons para pegar uma onda, ainda não são perfeitos para satisfazer o 45


A SUPERAÇÃO DE

DEREK RABELO

Não é todo dia que o fantástico se mostra presente. O garoto Derek Rabelo nasceu cego e hoje encara todas as ondas, quebrando barreiras e paradigmas. P o r : lu i z b e ll i n i

Dizem que a paixão do pai passa para o filho e Derek Rabelo pode comprovar esta afirmação. Seus pais eram apaixonados pelo surf e o seu nome é uma homenagem ao lendário surfista havaiano Derek Ho. Natural de Guarapari, Espírito Santo, aos dois anos de idade Derek ganhou sua primeira prancha de surf, mas o garoto possuía glaucoma congênito e já criança estava completamente cego. A história poderia tomar contorno de tragédia, ou quem sabe, ser apenas mais um caso de uma criança com deficiência visual. Mas existem pessoas que realmente nascem predestinadas a alcançar o topo e superar seus limites. Derek Rabelo persistiu durante toda a sua vida e na adolescência começou a prática do surf, tornando-se um exemplo de superação para qualquer pessoa, fazendo “milagres” no mar. Mas a história não parou aí, pois o maior sonho do jovem era surfar no Havaí e principalmente em Pipeline, local sagrado do esporte. Certamente alguns podem pensar que isso é apenas uma ficção ou até mesmo mentira, mas Bruno Lemos, fotógrafo e cinegrafista residente no Havaí, ficou impressionado com a história do jovem e percebeu o tamanho do potencial que ela possuía. Com isto, juntou-se a ele Luiz Werneck, e desta Julho 2013

forma deu-se o início do documentário “Além da Visão”, que narra a história de Derek Rabelo e principalmente sua viagem pelo Havaí. Mas não foi só a dupla de cinegrafistas que se apaixonou pela superação do brasileiro. Grandes nomes do surf ficaram impressionados e foram até Derek para conhecer um pouco


É inspirador. Tenho muito respeito pelo que ele faz. Ele nunca viu, só sente a onda. Surfe é uma atividade muito visual e é impressionante o que ele consegue!

mais sobre o jovem cego, que além de pegar ondas, já encarou a poderosa Pipeline. Kelly Slater foi um deles e chegou a surfar junto ao garoto na Califórnia. O atleta tentou surfar com uma venda nos olhos e adivinha: não dropou nenhuma onda! Outros medalhões como Joel Parkinson e Taj Burrow também foram conhecer o jovem e também ficaram admirados. Laird

Hamilton, o rei das ondas gigantes, foi atrás pra conferir de perto o extraordinário e por que não, aprender. O diretor do documentário relata que o principal objetivo é motivar as pessoas a serem felizes, encarando os problemas de frente, sem jamais desistir. Até mesmo o casca grossa Eddie Rothman, criador do Da Hui, a mais famosa gangue do surf, assumiu ficar de boca aberta com a determinação de Derek. O filme está previsto para ser lançado ainda neste ano. Vamos esperar ansiosamente para conferir com detalhes a batalha de Derek, o garoto que não precisa de olhos para enxergar a alma do surf!

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10 DICAS

PARA TREINAR CORRIDA COM SEU CACHORRO Seu cãozinho pode ser uma ótima companhia para os treinos de corrida, mas existem alguns cuidados que você deve tomar antes de leva-lo para a rua. P o r : lu i z b e ll i n i

Assim como você, seu animal de estimação não vê a hora de sair de casa para uma corrida. Assim como você, ele se sente mais saudável e disposto depois de treinar. E assim como você, ele precisa tomar alguns cuidados antes de começar a jornada. Os fãs do esporte sabem o quão relaxante é a pratica de uma corrida. No caso do seu companheiro de quatro patas, não é diferente. Apesar de não enfrentar dias complicados no escritório, ele tem necessidades referentes ao condicionamento físico, saúde e qualidade de vida. Levá-lo aos treinos na rua pode ser uma boa solução para suprir todas elas, além de ser uma grande oportunidade de estreitar os laços e fortalecer a amizade entre vocês. Confira as dicas:

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Verificar com um veterinário se ele pode acompanha-lo. Qualquer restrição cardíaca ou ortopédica é contra indicada para essa prática;

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Seu animal não usa tênis de corrida, portanto trace rotas que não prejudiquem muito suas patas. Grama, terra e areia são os terrenos mais indicados;

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Seu treino começa em casa, com uma boa alimentação. O caso de seu dog não é diferente;


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A coleira também é um ponto importantíssimo. As mais indicadas são aquelas que se ajustam ao corpo. Evite coleiras que possam prejudicar a respiração de seu cão;

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Treinos de corrida devem aumentar sua dificuldade gradativamente, seja para humanos ou para cães;

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Hidratação é indispensável;

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Cachorros grandes devem usar focinheira, mas isso pode prejudica-lo. Fique atento a qualquer sinal de dificuldade de respiração que ele demonstre.

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Não comece correndo logo de cara. Você e seu fiel companheiro precisam esquentar o corpo. Caminhe cerca de 10 minutos antes de começar o treino pesado;

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Algumas raças são mais resistentes que outras. Leve seu dog ao veterinário para saber mais sobre suas possíveis limitações;

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Chega uma hora que a idade pesa nas costas. Sendo assim administre o tempo de treino de acordo com a idade de seu cão.

Corrida é um esporte maravilhoso. Suar a camisa e acelerar os batimentos cardíacos trazem benefícios incríveis para a saúde. Não deixe de se exercitar e, sempre que possível leve seu animalzinho com você. Quem sabe ele não acabe curtindo. 45


E quem disse que cerveja faz mal à saúde? A cerveja e seus benefícios na corrida

P o r : M a r c e lo F i n i s gu e r r a

Consumir até duas latas da bebida por dia não engorda e nem é a razão da tal “barriguinha de chope”

Já é sabido por muita gente que beber uma taça de vinho tinto, diariamente, faz bem à saúde. Para os pesquisadores da Universidade de Granada, na Espanha, a cerveja segue o mesmo caminho. Estudos comprovaram muitos benefícios que uma gelada, antes ou depois do treino, pode fazer por você. De acordo com os estudiosos que participaram do VI Simpósio Europeu de Cerveja e Saúde, o açúcar, os sais minerais e o gás carbônico contidos na cerveja estimulam uma melhor assimilação de líquidos. Também descobriram que a cerveja em propriedades antioxidantes, pode ajudar a prevenir osteoporose, problemas cardiovasculares, arteriosclerose e até distúrbios da menopausa. E pra quem acreditava que a cerveja era a vilã da barriguinha sarada, surpresa! Segundo a revista Popular Science Brasil, beber cerveja também não faz mal para a boa forma. Consumir até duas latas da bebida por dia não engorda e nem é a razão da tal “barriguinha de chope”. Um copo de 200 ml tem aproximadamente 82 Kcal, o mesmo que um iogurte light. A questão é que os consumidores da cerveja dificilmente consomem duas latinhas e, muitas vezes, alguns alimentos não muito saudáveis acompanham a gelada na mesa de bar. Julho 2013

Pastel, amendoim, churrasco, frituras, alimentos calóricos e ricos em gordura. A sede aumenta, o consumo aumenta, e os benefícios vão embora. Em maratonas internacionais, os corredores já recebem um copo de cerveja enorme para comemorar a conquista dos 42 km. No Brasil, essa prática não é tão comum, mas grandes marcas de cerveja já estão de olho nos corredores. Para Aulus Sellmer, proprietário da assessoria esportiva 4any1, em São Paulo, o hábito de beber cerveja ou vinho moderadamente deve sempre ser acompanhado por uma dieta saudável e exercícios físicos. “Ainda temos muitos estudos pela frente, mas fico aliviado em saber que o consumo de cerveja não faz tão mal, pelo contrário,melhora e muito a nossa relação com a vida - desde que não seja consumida de forma exagerada”, avisa o treinador. Pelo jeito os benefícios que o vinho e a cerveja também trazem à saúde são consequência das substâncias presentes nas bebidas que combatem os radicais livres, melhoram o bom colesterol e previnem doenças cardiovasculares. Mas não se engane. Tudo em exagero faz mal e o consumo de mais de duas latas por dia pode anular os benefícios.


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a praTiCiDaDE Das BiCiCLETas DoBrávEis

P O r : y U r i fa C i O L i

as Bicicletas doBráveis são uma Boa solução para fugir do trânsito das grandes cidades.

Nos tempos de hoje, o trânsito nas grandes cidades já se transformou em rotina, e a prática do ciclismo foi mais além que um esporte, passou a ser um estilo de vida para muitos cidadãos que pretendem escapar do congestionamento de maneira saudável e ecológica. tanto que existem bicicletas desenvolvidas para esse tipo de ciclista. são as bicicletas dobráveis que estão invadindo as ruas e os transportes públicos de são Paulo. Conhecidas desde a época da Primeira e Segunda Guerras Mundiais, por cumprirem as funções básicas de qualquer bicicleta, locomover-se, e também por sua leveza e praticidade quanto a locomoção enquanto estão dobradas. agora as bicicletas dobráveis voltam com tudo em pleno século XXi para facilitar o dia a dia de todos que utilizam bicicletas para ir ao trabalho, faculdade e escola. assim como celulares, computadores e carros, as bicicletas também estão seguindo a tendência de ficarem menores, compactas e práticas. E foi seguindo essa tendência que as bicicletas dobráveis voltaram à tona. Claro que bem menores e mais modernas que as da época da guerra. Além dos motivos para comprar uma bike mais conhecidos, as bicicletas dobráveis têm outras vantagens como, por exemplo, a possibilidade de serem transportadas em trens e metrôs a qualquer dia nesses locais. Outra grande vantagem das bicicletas dobráveis para os ciclistas do dia a dia é seu peso. Geralmente são mais leves e menores que bicicletas convencionais, o que facilita mais ainda seu transporte quando dobradas. algumas bicicletas dobráveis vêm com rodinhas menores, como de malas de viagem, para auxiliar no seu transporte manual. entretanto, vale a pena lembrar que as bicicletas dobráveis são uma ótima opção para o transporte diário, diferente de bicicletas que são feitas para ciclistas que buscam o melhor desempenho durante as pedaladas. isso por que o aro de suas rodas é um pouco menor e, portanto, não garante a perJULHO 2013

formance total do ciclista. essas bicicletas estão cada vez mais presentes nas ruas e vagões do Brasil por serem perfeitas para o transporte diário. Portanto se você é uma pessoa que se preocupa com o meio ambiente e com sua saúde, as bicicletas dobráveis são uma ótima opção! Visões da bicicleta dobrada e pronta para uso.


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No car, Yes bike! A liberdade em duas rodas

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P o r : a l i n e c r oc e


Ganhar um carro, pegar estrada e sair por aí atrás do volante compõem um cenário ideal rumo à liberdade. Certo? Errado. Até bem pouco tempo atrás, essa frase faria mais sentido. Nos anos 1990, o sonho de todo jovem era comprar o seu carro e ser livre. Porém, parece que não é essa a tal liberdade que a geração de hoje busca quando o assunto é mobilidade. Antes, o automóvel era visto como um símbolo de independência. Com o passar dos anos e o surgimento de vários agravantes, como o trânsito, a violência, as doenças respiratórias e a falta de espaço nas ruas, o carro não faz mais parte dos sonhos da grande maioria dos jovens de 2013. Recentemente, a General Motors (GM) encomendou uma pesquisa para a MTV Scratch, canal de pesquisa e relacionamento com jovens, da emissora norte-americana, para tentar entender esse mercado e criar estratégias para reconquistar o público jovem. Mas, parece que essa tendência não é fácil de reverter. Parece mesmo que os jovens mudaram. Segundo a pesquisa, essa geração chamada de “Millennials” (a famosa Geração Y) valoriza a vida saudável e o esporte; são jovens entre 18 e 24 anos que acreditam na sustentabilidade e buscam construir um mundo melhor por meio de atitudes positivas. Dessa forma, jovens trocando carros por bikes, e as ruas sendo tomadas por ciclistas é algo cada vez mais comum. No Brasil, a onda dos bikers parece uma tendência que veio pra ficar. Em São Paulo, as ciclofaixas que são liberadas aos domingos e feriados, têm ficado lotadas de paulistanos que só precisavam de uma desculpa para tirar as bikes da garagem. O empresário e atleta Lucas Laurentys não larga a bike por nada

vou para qualquer lugar num raio de 15 km de bike, sempre que posso evito pegar o carro; pedalo para o treino, médico e trabalho. Ir de carro significa mais trânsito, muita demora e menos diversão.

As cidades e o governo vêm se adaptando também a aqueles que realmente se locomovem por meio da magrela como um meio de transporte, mas o caminho ainda é longo. Hoje é lei: qualquer novo empreendimento imobiliário deve ter um bicicletário para os moradores. Mas acidentes entre ciclistas e motoristas ainda são constantes nos noticiários e faz-se necessário levantar a bandeira do respeito e da tolerância no trânsito, mais do que nunca. O Hoteleiro Raphael Pazos, ciclista, atleta amador e presi-

dente na CSCRJ - Comissão de Segurança no Ciclismo da Cidade do RJ, acredita no movimento das bikes como uma “revolução”, que mobiliza o governo, e cria novos projetos de proteção e respeito aos ciclistas. O assunto bicicleta como meio de transporte chegou num ponto onde o momento de transição deve ser encarado como revolução. Uma revolução não apenas no que tange as alterações nas leis do CBT como também uma revolução interna feita por cada um de nós como cidadãos. Cabe principalmente a nós termos consciência de que assumimos tanto o papel de ciclista, motorista e pedestre durante nosso dia a dia e, por isso, antes de cobrarmos do poder publico ações em prol da bicicleta, temos que cobrar de nós mesmos mais respeito ao próximo e deixar de lado o individualismo. Foi pensando dessa forma que criamos a CSCRJ – Comissão de Segurança no Ciclismo na Cidade do Rio de Janeiro após o acidente fatal de meu amigo triatleta Pedro Nikolay em 30 de Abril. A CSCRJ tem como propósito assegurar o uso da bicicleta de forma segura, independente de sua forma de utilização (lazer, transporte, turismo, esporte e a trabalho) cobrando a aplicação das leis já existentes e propondo alterações ou implementações que resultem na almejada educação e conscientização da população da Cidade do Rio de Janeiro, garantindo assim o direito de ir e vir de todos os motoristas, ciclistas e pedestres. Dessa forma, em parceria com o poder publico, contribuindo com informações e dados importantes que conquistamos uma pequena vitória em prol do ciclismo de competição. Foi criada na Cidade do Rio de Janeiro em 20 de Maio a primeira APCC – Área de Proteção ao Ciclismo de Competição no Aterro do Flamengo. Sem duvida alguma um marco importante para a história do ciclismo no Brasil, por se tratar da 1º ação efetiva e concreta da Prefeitura em prol do ciclismo de alto rendimento, em vias publicas. Nada mais justo uma vez que iremos sediar os Jogos Olímpicos. Esse projeto piloto já esta servindo de exemplo para varias outras cidades de todo o Brasil. Essa foi apenas uma pequena conquista, sabemos que temos um longo e árduo caminho pela frente com muitas pedaladas ainda a serem dadas.”

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OS 5 MELHORES LUGARES PARA ESCALADA NO BRASIL

P o r : y u r i f a c i ol i

Preparem seus braços e equipamentos de escalada porque reunimos os 5 melhores lugares para escalar no Brasil. Vai ser difícil ficar em casa depois de ver os paredões naturais que te esperam por todo o território brasileiro.

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Para aqueles que moram em São Paulo e no momento não podem viajar para os próximos lugares que indicarei, sem problemas. Apesar de São Paulo não disfrutar de muitas paredes naturais para escalar, ainda é possível praticar a escalada indoor na Casa de Pedra, melhor ginásio do país para essa prática.

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Quem pensa que o Rio de Janeiro só tem o carnaval para oferecer está muito enganado, com mais de 400 rotas de diversos graus e estilos a poucos minutos de casa, esta cidade é considerada um dos melhores lugares da Terra para a prática de escalada em ambiente urbano. Quando falamos de paredes naturais para escalar na cidade maravilhosa logo pensamos nas rotas e big-walls do Pão de Açúcar e Corcovado. Mas isso não é a toa, o Pão de Açúcar conta com mais de 50 rotas para seguir. Uma das mais famosas e difíceis é a Via dos Italianos que, entre o quinto e sexto grau, surpreende não só por suas subdivisões, ou popularmente, enfiadas, mas também por toda a paisagem que é possível ver lá de cima.

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O Dedo de Deus, também no Rio de Janeiro, é mais uma das grandes maravilhas naturais do Brasil. Porém para escalar a parede de 1692m de puro granito não é fácil. A via mais conhecida do Dedo de Deus é a Maria Cebola, famosa por sua grande exposição (grampos distantes uns dos outros) e por ser uma subida em aderência (rocha sem grandes agarras, onda você tem que se aderir a pedra).

Um outro lugar ótimo para a prática desse esporte é a Agulha do Diabo, no Parque Nacional da Serra dos Órgãos, também no Rio de Janeiro. Esse lugar reúne os melhores escaladores de todo o mundo para passar por suas 6 enfiadas até alcançar o cume de 2.050m. A graduação da subida é 3° III + C. O acesso para a Agulha do Diabo é feito pelo Caminho das Orquídeas e a maior atração de todo o trajeto, desde a trilha até a subida ao cume, é a beleza natural que pode ser apreciada pelo parque.

Prepare seus mosquetões e não esqueça o saco de magnésio para encarar a Pedra do Baú. Também conhecida como Complexo do Baú, esse conjunto de rochas com paredes de até 400m é considerado um dos mais importantes para a prática da escalada esportiva ou de longa duração. Entre maio e setembro o clima da região é muito favorável para a prática da escalada e, portanto, chama a atenção de escaladores profissionais e amadores de diversos lugares do mundo.

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SKATE OLD SCHOOL:

Os skates que voltaram para revolucionar.

Esqueça todos os skates que você costuma ver por ai. Estão voltando os mini cruisers, skates old school que, nos anos 70/80, mudaram a cara do skateboarding. Para você que costuma usar o skate como um meio de transporte nas cidades, os mini cruisers são a opção mais prática. Esses “skatinhos” vêm na onda da reconstrução de artigos que fizeram (muito) sucesso no passado e que mereceram uma repaginada, sendo relançados agora, com outra cara e ainda mais funcionais. O formato de seu shape lembra muito os skates que surgiram nos anos 70 para saciar a época de poucas ondas na Califórnia. Esses mini cruisers eram utilizados em roles em bowls, downhill, slalom e também para roles pela cidade. Para você entender melhor o quanto esses skates foram revolucionários e viraram febre, vale a pena assistir ao filme Lords Of Dogtown, que conta a história dos Z-boys, skatistas que revolucionaram a cena do skateboard através desses mini skates. Os Z-boys foram um grupo de skatistas de Santa Mônica e Venice, cidades da Califórnia, que se iniciaram no esporte como surfistas, mas devido ao intenso crescimento do merJulho 2013

P o r : y u r i f a c i ol i

cado de skate e as poucas ondas nas praias da Califórnia na época, migraram para o esporte street. A história dos menios pode não parecer tão impressionante até agora, mas com o decorrer do tempo eles se tornaram uma lenda do skate, causando furor na época e ajudando a personalizar o estilo do skate atual, com a implementação de manobras vindas do surf e a ascensão de grupos mais pobre e rebeldes no skate, que até então era considerado um esporte exclusivo para competidores mais “almofadinhas” Esses mini cruisers chegam aos dias de hoje com uma proposta um pouco diferente do passado. Sem deixar de lado as manobras que podem ser executadas em bowls e em ladeiras, esses skates old school são perfeitos para quem prefere utilizar o skate como meio de transporte nas cidades. Isso porque esses mini cruisers contam com rodas maiores, perfeitas para garantir maior desempenho no asfalto esburacado, com rolamento ABEC 7, para proporcionar grandes velocidades, e também com um truck mais estreito, que ajuda a fazer curvas mais fechadas que as de longboard. Outra


vantagem encontrada nos mini cruisers é o seu tamanho, eles tem 58cm de comprimento, e podem ser guardados em mochilas sem ocupar muito espaço. E caso as características técnicas não tenham sido o suficiente para provar que estes skates old school voltarão a fazer muito sucesso, aqui estão mais duas características para fechar com chave-de-ouro:

a) Resistência:  Uma dúvida que vem a cabeça de todos que vêem pela primeira vez um mini cruiser é quanto a sua resistência. Será que um skate com o shape de plástico é capaz de suportar um dia de role? A resposta é fácil: sim, os mini cruisers surgiram justamente com o intuito de se criar um skate mais resistente que os fabricados na época, que tinham até rodinhas de cerâmica e possuíam tanta mobilidade. Hoje em dia os mini cruisers suportam até o peso de um carro. teste de resistência da marca kronic skateboards

b) Estilo:  Esses mini cruisers se diferenciam um pouco dos skates dos anos 70 pelo fato de contarem com cores inovadoras. Os shapes tem uma variedade de até 11 tipos de cor, e as rodinhas podem ser encontradas em até outras 7 cores diferentes.

variedades de cores do modelo bantam da Marca globe

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Montando seu longboard

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Conheça as modalidades e saiba como montar o seu:

Downhill slide

O skate longboard está sendo muito procurado ultimamente. Graças a isso, o downhill slide ganhou espaço no mundo do skate e, o que antes era considerado hegemonia no skateboard, ser um mestre no street não é o único sonho dos skatistas. Como o nome já diz, o downhill slide consiste, basicamente, em descer ladeiras em altas velocidades mandando slides. O que você precisa para praticar o downhill slide da maneira correta:

1. Skate apropriado Os skates longboard são ótimos para a prática do downhill slide. Shape: Os shapes de long possuem vários formatos e tamanhos, para um shape ser considerado longboard ele deve ter 40 polegadas (100 centímetros). O concave também influencia muito, pois faz com que o pé se encaixe melhor no skate, facilitando a realização de curvas. No caso específico do downhill slide, não é bom optar pelos maiores shapes, o de 40 polegadas é o ideal. Truck: Para a maioria dos longs, os trucks recomandados são os de 180mm, os específicos para downhill slide possuem 160mm. Mas lembre-se, tente sempre optar por trucks proporcionais ao skate. Rodas: O mais importante na hora de escolher seu jogo de rodinhas é a dureza, que pode ser identificada pela letra A. Por exemplo: uma roda de dureza 83 é marcada pelo s��mbolo 83A.

Para slide, quanto mais dura, menos aderência ao asfalto. Uma roda 83A já é excelente para mandar slides, porém você pode optar por uma 86A, para os slides sairem mais facilmente.

imagem: sergioyuppie.com.br

2. Equipamentos de proteção Essenciais: Luvas, cotoveleiras, joelheiras e capacete. Uma curiosidade: o brasileiro pentacampeão mundial de downhill slide, Sergio Yuppie, não anda de long. O board preferido do downhilzeiro é um skate com polegada maior que shape convencional de street, com trucks um pouco maior que o convencional de e rodinhas um pouco maiores também. Um skate nessas características também é uma opção, e você ainda pode utilizá-lo para andar em bowls e se arriscar no street, tendo um multifuncional em casa.


Freeride

Como o nome já diz, o freeride é uma “volta livre” no skate. Você pode fazer o que quiser em cima do long, como o surf, dancing e diversas manobras. Diferente do downhill slide, você pode realizar o freeride no plano, porém na ladeira é mais emocionante. Esta é a modalidade do long que possui uma grande variedade de manobras. Entre elas, diversos tipos de slide, grab tricks (manobras com o auxílio da mão) e flip tricks. O long recomendado para a prática do freeride é algum que tenha tail e nose. O Shape deve ter no mínimo 40 polegadas e o truck pode variar entre 160mm e 180mm. Caso você queira implantar o slide em seu freeride, deve optar por rodas mais duras. Se você não tem a intenção de mandar slide, escolha rodas mais macias, pois darão mais estabilidade para fazer um “surf” no asfalto.

Slalom

O slalom é a modalidade onde o praticante desce a ladeira desviando de obstáculos. Para esta prática, o recomendável é que você utilize rodas macias, um shape flexível (ideal que tenha menos de 40 polegadas), um ótimo rolamento e trucks pequenos.

Speed

Com certeza o speed é a modalidade mais arriscada no skate. Nela o skatista desce a ladeira em linha reta, buscando atingir a maior velocidade possível. Nas competições de speed, os skatistas literalmente apostam uma corrida ladeira abaixo e, quem chegar primeiro, é o vencedor. O atual recorde mundial da modalidade é de Mischo Erban. O skatista natural de Praga, República Tcheca, atingiu 130.08km/h com seu skate. Caso você curta esta modalidade e esteja pensando em montar um skate para praticar, siga nossa dicas: escolha um shape de long rebaixado, sem tail e nose. Existem trucks específicos para speed, pesquise e opte por algum desses, pois em altas velocidades, nada pode dar errado. As rodas devem ser altamente aderentes, com durezas de 76A, 78A ou 80A. Proteções são importantes em todas as modalidades do skate, porém no speed, são completamente obrigatórias. Para pegar a ladeira, o skatista deve estar usando roupas reforçadas, semelhantes as utilizadas em competições de moto e, é claro, o capacete.

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ONGs de Skate

P o r : y u r i f a c i ol i

O skate como instrumento de educação social

Sempre reclamamos da falta de incentivo do governo para com o skateboard. São inúmeros os apontamentos feitos por skatistas sobre o descaso dos órgãos públicos com este esporte que já é o segundo maior do Brasil. E estão certos. O problema é que, na maioria das vezes, esquecemos que muitas coisas boas podem ser geradas a partir de iniciativas individuais ou de grupos. Estamos falando das ONGs que utilizam o skate como um meio de educação social. Cada uma possui projetos específicos e que beneficiam milhares de pessoas.

Skate Solidário

A ONG Skate Solidário é natural de São Bernardo do Campo. O projeto começou em 2005 e foi idealizado por Marcelo Azevedo, porém somente em dezembro de 2006 a ONG foi registrada com uma equipe de 12 pessoas e, desde então, vem promovendo e incentivando o skateboard como meio de integração social. A ONG tem como público alvo crianças e adolescentes e a missão deste projeto, que, diga-se de passagem, serve de exemplo, é a de “Contribuir para a formação social, educacional e cultural de crianças e adolescentes para que possam atuar com autonomia na transformação de suas realidades”. Isso se dá por meio de alguns projetos, que são:

Você pode consultar como participar dos projetos no site oficial da ONG Skate Solidário. Todos são de graça, só fique atento á idade, pois são ações para crianças e adolescentes. Endereços:

São Bernardo do Campo – Núcleo Planalto: Rua Doutor Cincinato Braga, 278. São Paulo – Núcleo Paraisópolis: Viela do Azevedo, 37

Social Skate

Essa ONG teve início em 2011, porém seu idealizador, Sandro Soares, o Testinha, iniciou esse projeto social em 2001. Foi na Fundação Casa (antiga FEBEM) que Sandro Soares viu que o skate pode ser usado não só como forma de esporte, e sim de integração e reintegração social. Durante sua primeira visita, para a realização de uma apresentação em cima

Casa do Skate uma casa onde as crianças e adolescentes aprendem ou aprimoram a leitura, possuem inclusão digital e audiovisual, oficinas de línguas, informática, musicalização e, é claro, skate.

Skate na Escola o skate na escola promove a interação entre alunos, professores, diretoria e sociedade por meio de palestras, demonstrações de atletas e oficinas de skate.

Arte sobre Rodas É praticamente uma escolinha de skate, porém o principal objetivo é o desenvolvimento físico, social, intelectual e emocional do aluno, além de poder formas futuros atletas. As aulas ocorrem duas vezes por semana com duração de uma hora.

o skatista rony gomes participando de uma das aulas da ong social skate

Julho 2013


foto por felipe puerta

das rodinhas, ele percebeu o tamanho do potencial daqueles jovens e retornou diversas vezes a instituição, o que acabou totalizando quatro anos de trabalho voluntário com o skate. Assim, ele recebeu a proposta de continuar com seu projeto, só que agora não mais como voluntário. Como contratado, realizou o projeto por mais seis anos, mas, graças a mudança de governo em 2010, o projeto foi encerrado e Testinha passou a idealizar outras formas de ajudar os outros por meio do skate. Em meados de 2011, o skatista idealizou e colocou em prática o projeto “Manobra do Bem”, criando a ONG Social Skate. “O trabalho de recuperação é mais caro e mais difícil que um projeto de prevenção” disse Testinha, por isso o foco da Social Skate é no público infantil. De início era bem simples, eles colocavam rampas na rua e preparavam uma mesa de café da manhã para receber a criançada, isso na região de Poá em São Paulo. Mas a ONG vem enfrentando alguns problemas, a rua onde eram realizadas as aulas de skate passou por uma reforma e seu piso foi trocado para evitar alagamentos na região, o que fez com que a ONG migrasse para outra quadra. Além de ensinar o skate, Testinha diz que cobra o estudo e boa convivência com a família de seus alunos. A educação ligada ao esporte pode contribuir muito para o desenvolvimento social e isso é a principal força do projeto, que visa criar bons cidadãos e não só bons atletas.

f eel i t tast e it ju i c e i t www . ju i ce i t . com . br

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P O r : m a r i a L U i z a f r at i n i

Para o curto tempo de vida, já tem muita história para contar. Com um histórico de crescimento, a Kanui tem cada vez mais se tornado referência no mundo do e-commerce esportivo, tomando decisões que a fazem superar, mês a mês, todas as metas estipuladas. e foi em meados de 2012 que a equipe Kanui iniciou sua busca por algo que inspirasse seus clientes e nos ornasse um espelho tanto para quem já comprava em nosso site, como também para os futuros consumidores. E encontramos essa vertente tão esperada e extremamente responsável pela ascensão e sucesso que temos passado, os nossos patrocínios. e tem melhor jeito de apresentar nossa empresa se não contando um pouco mais das histórias desses atletas que ajudam, dia a dia, a formar a identidade da Kanui? Não, né? então vem conhecer um pouco mais do mundo dos esportes radicais, por meio de histórias reais e emocionantes: Começamos fechando parceria com um dos maiores skatistas brasileiros, presente no mundo do esporte há mais de 10 anos e participante de diversos campeonatos internacionais, o rony gomes. Com apenas 21 anos, o atleta possui uma carreira curta, porém de muito sucesso, deixando sempre claro que a paixão pelas quatro rodinhas pode trazer tanto benefícios, quanto pontos negativos: “A melhor coisa da minha carreira é poder juntar o útil ao agradável, já que meu trabalho é também o que mais me diverte, o esporte que eu amo. Viajar e ficar longe de casa, dos amigos e da família para disputar campeonatos e treinar a megarampa é o ponto mais negativo JULHO 2013


da minha profissão, embora ter a vantagem de poder conhecer muitos lugares, pessoas e cultura pelo mundo afora, pesa bastante entre uma viagem e outra.” O atleta, que comemora seu crescimento esse ano no skate após participar dos X-Games de Barcelona, não fecha sua opinião sobre o esporte, que o tornou profissional, por aí, não. Quando questionado sobre qual é seu maior compromisso como skatista, acrescenta: “Agora, seguindo carreira de skatista profissional, o meu compromisso é o mesmo que a minha diversão, treinar e andar cada vez mais de skate”. E quando já tínhamos um skatista para representar e divulgar nosso nome pelos campeonatos a fora, nos faltava alguém que encarasse as ondas profissionalmente e se encaixasse em nossa filosofia de vida. E o escolhido valeu a busca, sempre centrado e amante do mar, Miguel Pupo entrou para nosso time. O surfista de 21 anos, natural do litoral paulista e dono de diversas medalhas é a nova promessa do surf brasileiro e, quando questionado sobre o pior e o melhor de sua profissão, leva a humildade como bandeira: “O melhor é poder conhecer o mundo tão novo, estar em lugares maravilhosos e amar tanto seu trabalho. Já a pior coisa, sem dúvidas, é praticamente viver no aeroporto e não sair daquela poltrona horrível do avião (risos)”. Quem imagina que Pupo já nasceu com a prancha nas mãos por ter nascido em família de surfistas e ter um pai ícone do surf brasileiro, se engana. Apesar de ter iniciado no esporte cedo, aos quatro anos, e ter participado da primeira competição aos oito, o surfista conta que houve dias em que viu o surf como uma obrigação, e não mais como diversão: “Apesar de ter começado a competir muito cedo e ter sentido que o surf era meu caminho, nem sempre foi fácil e muitas vezes me senti pressionado. Mas isso passou e hoje em dia o que me move é a competição, a paixão pelo meu trabalho e momentos importantes que vivencio com ele, como o dia que tive a oportunidade de entrar no WT junto com meu amigo de

infância, o Gabriel Medina”. E o investimento em novos talentos só cresce, as novas apostas da Kanui são os skatistas Vi Kakinho e Felipe Foguinho, dois dos atletas mais jovens e talentosos do país, o primeiro bicampeão do campeonato The Number One of RTMF e filho do lendário skatista Leonardo Godoi Barbosa, o Léo Kakinho. Já o segundo tem mostrado que seu apelido faz jus a sua personalidade, conquistando aos poucos o tão sonhado lugar ao sol no esporte, com ótimas colocações em campeonatos como o Vans Bowl-a-Rama em Wellington, Nova Zelândia. A simpatia de Vi Kakinho é de berço, assim como o carinho com que fala do esporte que tem se tornado profissão: “O skate é meu destino. Eu amo skate, vivo fazendo isso, ganho dinheiro fazendo isso e todos ao meu redor também fazem. Já é praticamente parte da nossa cultura, está no sangue mesmo. Meu tio é um ótimo skatista, assim como meu pai e alguns dos meus primos”. Assim como seu colega de profissão, sempre com um sorriso no rosto, Felipe Foguinho conta que nem sempre tudo foi fácil: “Comecei a andar de skate aos 11 anos em Guaratinguetá, mas não tive muitas chances de viajar e competir como os outros skatistas da época. Então fiquei muito tempo só andando na minha cidade. Em 2012 tive a chance de vir para o RTMF tentar uma faculdade em Floripa e aí o skate veio de verdade como carreira. O Pedro (Barros, campeão mundial e considerado um dos melhores skatistas do mundo) me deu a maior força e, consequentemente, as coisas começaram a acontecer de verdade”. Que o skate é um esporte cada vez mais popularizado, e almejado como profissão por milhares dos skatistas amadores, todo mundo sabe. O que nem sempre é conhecido por todos são as fases ruins que um skatista profissional passa durante a carreira, e falando delas, nossos atletas compartilham também os momentos ruins: “Quando quebrei a perna tive que ficar muito tempo afastado do skate, e acabei ficando traumatizado por algum tempo também, o que me trouxe muita dor

Rony gomes, em um dos dias de treino na mega-rampa

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de cabeça” diz Vi Kakinho, seguido, quase instantaneamente pelo amigo Foguinho: “O lado ruim do skate é a dificuldade que o skatista tem de seguir carreira. Poucas empresas investem de verdade. Aqui no Brasil então é muito limitado e muitos skatistas bons acabam tendo que parar de andar para trabalhar. Para um esporte que é praticado por um universo de pessoas e com um consumo imenso, é absurdo ter tão pouco investimento”, e completa, “A minha pior fase foi ter ficado 7 meses sem andar de skate no ano passado. isso aconteceu em um momento muito bom na minha carreira e acabou retardando tudo”. Convenhamos, o mais legal do esporte é dividir momentos emocionantes com quem torce por nós, e os atletas da Kanui fazem isso muito bem, compartilhando histórias de campeonatos e também as situações mais felizes que vivenciaram fazendo o que mais gostam, como a conquista mais importante de Vi Kakinho: “ganhei um campeonato que foi muito importante para mim, o internacional de dezembro the number One of rtmf no ano passado. fui sem muita pretensão, já que o murilo Peres, meu grande amigo, anda muito e tinha muito mais chance de ganhar. mas a sorte acabou se voltando para mim e eu ganhei”. Já Felipe Foguinho brinca, ainda desacreditado, contando seu momento mais marcante no esporte: “O melhor momento com certeza foi ter ganho o Skate Generation ano passado, no mesmo time do Pedro barros, Christian Hosoi e Leo Kakinho. Sonho né? (risos)”.

pELo oLHar Dos aTLETas Se os momentos importantes são também os que mais emocionam, os atletas deixam claro que as datas em que fecharam todos os seus patrocínios são especiais e lembradas com muito carinho, já que a cada apoio o sonho de alcançar cada vez mais pódios fica mais próximo. E sabendo que todo atleta relaciona seu nome apenas com marcas que usa e acredita, resolvemos perguntar quais os motivos que levaram cada um deles a escolher a Kanui como parceira em sua carreira. ficou curioso? Então vem conferir: JULHO 2013

migUEL pUpo:

“A Kanui certamente e a líder no mercado virtual de esportes e completamente diferente de todas as outras empresas. após várias conversas, vi que a Kanui não quer apenas ganhar em cima do esporte, e sim ajudar, não só o surf mas todos os outros esporte radicais, a crescerem. Por esse motivo me identifiquei tanto com a empresa.”


Vi

Kakinho: “Primeiramente, a Kanui tem uma boa noção do que o skate é e do que o esporte busca, o que já foi muito importante para fecharmos a parceria! O que também foi determinante na hora de decidir me juntar ao time, foi a equipe que está sendo formada: Rony Gomes, Miguel Pupo e Felipe Foguinho, ótimos atletas e grandes parceiros. E também, claro, pela loja virtual que ela é, tem de tudo! Fiquei muito feliz e acredito que a Kanui vai ajudar muito o skate.”

Rony Gomes:

“Meus patrocinadores são meu alicerce, já que só é possível participar de todos os campeonatos internacionais que sou convidado com o apoio deles. E a Kanui além de me apoiar financeiramente, está desenvolvendo meu site e gerando conteúdo para ele. Hoje tenho gravado vídeos semanais patrocinados pela Kanui. Nunca tive esse tipo de apoio antes, que foi determinante para fecharmos o patrocínio, já que a proposta visa potencializar minha carreira por meio de ações nas redes sociais, viagens com fãns, sorteios de brindes, gravação de vídeos durante as viagens para campeonatos e treinamento, algo que era inédito na minha carreira até então está sendo muito importante”.

Felipe

Foguinho:

“Pô, é incrível como a Kanui quer ajudar o skate em si. Sinto que a equipe entende que o skate precisa de ajuda e que, quanto mais o esporte evoluir, mais eles evoluem também, e é assim que funciona. Para mim, a Kanui vai me ajudar muito a seguir meus sonhos, e para o skate, a Kanui vai contribuir com ações que podem revolucionar o esporte no Brasil.”

A equipe agradece imensamente os elogios dos atletas e compartilha com seus leitores que acredita, piamente, em cada um deles.

Go skate! Go surf! Go Kanui!

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gopro

a CÂmEra mais famosa Do mUnDo

vídeos filmados com gopro são os mais famosos no mundo dos esportes. mas você saBe como surgiu esta compacta câmera? a GOPrO foi criada em 2002 pelo norte americano nick Woodman. Nick viajava pela Austrália tentando capturar seus melhores momentos surfando, com câmeras descartáveis. Cansado dos resultados horríveis que as descartáveis proporcionavam, ele conseguiu convencer um amigo, chamado neil Dana a entrar com a grana para o desenvolvimento de uma câmera, que tornasse possível o sonho de fotos e vídeos de esportes extremos em alta qualidade, pelo ponto de vista do atleta. Dez anos se passaram desde então. Hoje, a GOPrO possui 280 funcionários, patrocina atletas de diversas modalidades esportivas e muitos campeonatos, se tornando um fenômeno no mundo inteiro.

os 3 passos que fizeram a gopro um sucesso. parceria “espontânea” com kelly slater: Em 2010 a equipe da GOPRO conheceu Kelly Slater em um pequeno evento de surf que ele e seus dois irmãos promovem, na Flórida. A empresa revolucionária deu a Kelly algumas câmeras, sem compromisso. Após um ano com os brinquedos, o surfista ficou impressionado com os resultados do produto e procurou a equipe para uma parceria, que dura até hoje. espaço para os usuários divulgarem seus vídeos: Diversas pessoas acreditam que os vídeos da GOPRO são feitos por uma equipe de profissionais, mas na verdade, a maioria deles são produzidos pelo usuário final da câmera. Normalmente acontece assim, o atleta grava o vídeo e manda para a equipe da GOPRO, a equipe seleciona os melhores vídeos e publica em seus canais na web e em outros lugares. diversos tipos de suporte: A GOPRO disponibiliza diversos tipos de suporte para a câmera. Com isto você pode colocá-la em seu capacete, prancha, skate, moto, diversas partes do corpo, nas paredes e em lugares inusitados, com a finalidade de criar filmes de diversos pontos de vista.

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apps DE CELULar ajUDam a praTiCar EsporTEs.

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aplicativos de celular tiram você de casa e propõem uma vida mais saudável. Aplicativos de celular tiram você de casa e propõem uma vida mais saudável. Em pleno século XXi tem algumas coisas que não podemos mais negar. Estar 24 horas conectado à internet é uma delas. Valendo-se disso, muitas empresas estão criando aplicativos de celular para as mais diferentes finalidades. Esses aplicativos, também conhecidos com Gadgets, foram criados para facilitar nossa vida. Hoje em dia, ter um smartphone pode ser um incentivo para praticarmos mais esportes. Você duvida? Então confere alguns exemplos. switch: esse aplicativo, que nasceu da parceria entre o studiofabrica105 e a revista Cem por cento sKate, está chegando para quebrar o galho de muitos skatistas. ele funciona como um guia interativo de pisas de skate para smartphones. nele o usuário pode conhecer novos lugares para arranhar seus shapes, além de tirarem fotos e gravarem vídeos pelo próprio app. Outro lance legal é que os skatistas poderão “pinar” novos locais a hora que desejarem.

mais popular de corrida. Se você está querendo superar seus limites, controlar seu tempo e interagir com amigos enquanto gasta a sola dos tênis de corrida, esse é o aplicativo ideal. Nele você encontrará: • Monitoramento de distâncias, velocidade, tempo e calorias queimadas com o auxílio do GPS. • Avaliações em áudio durante a corrida • incentivos de amigos em tempo real durante as corridas.

waves

nike+ running: a nike sempre surpreendeu seus clientes, mas esse aplicativo de celular foi muito além. Se você já era fã da Nike e amava praticar corrida de rua, agora o útil e o agradável se uniram em forma do aplicativo JULHO 2013

Depois de comprar novos equipamentos em uma surf shop, durante finais de semana ou feriados, ou mesmo em uma hora de folga durante a semana, o que faz os amantes do surf mais felizes é cair no mar. Mas essa felicidade pode se tornar muito deprimente se as ondas decidirem desaparecer justamente quando são mais desejadas. É por isso que o site da Waves lançou seu próprio aplicativo de celular que, além de notícias sobre o esporte, conta com tábuas de maré e o Wavecheck. Assim você poderá conferir as condições do mar, com o auxilio de fotos de mais de 180 lugares, antes mesmo de vestir seu wet suit.


runtastic mountain Bike: Não vá pensando que a galera da magrela está de fora. Os fãs de ciclismo também têm um leque de aplicativos de celular à disposição. Mas o Runtastic Mountain Bike é sem dúvidas o mais diferenciado. nesse app o ciclista pode compartilhar suas aventuras com quem quiser. as trilhas podem ser postadas nas redes sócias para os amigos incentivarem a descida em tempo real. Além disso, o aplicativo tem uma função que mostra as condições climáticas antes de sair de casa. Se você curte encarar montanhas e trilhas, esse app será um grande companheiro.

tony Hawk: trick tips: E pra fechar esse time de aplicativos de celular eu escolhi o “Tony Hawk: Trick Tips”. Esse app é ideal para quem está começando a andar de skate e quer aprender manobras iradas. Nele é possível ver vídeos, fotos e dicas dos movimentos que devem ser feitos para bater algumas manobras. Aprender mais de 50 manobras de skate com a ajuda do seu smartphone. Quem diria que isso seria possível, não é mesmo? Por isso esse é um dos aplicativos de celular que todo skatista iniciante deve ter. E não é que muitas pessoas temiam o avanço da tecnologia? Alguns diziam que isso faria as pessoas saírem cada vez menos de casa. Que deixaria as pessoas mais sedentárias e que, em muitos casos, deixaria as pessoas menos sociais. Em resposta a essa negatividade toda: Só fica preso em casa quem quer. Aplicativos de celular que estimulam exercícios físicos e interagem com a internet ao mesmo tempo, têm aos montes, basta você decidir qual o ideal para você.

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o mUnDo DE

KarEn jonz desde o skate até a moda, descuBra todas as paixões da campeã mundial Linda, loira, educada e coloca muito marmanjo no chinelo quando o quesito é o skate. Apesar de ter começado relativamente “tarde” no esporte, mostrou que veio para ficar, colecionando medalhas desde 2006, entre elas um ouro na categoria vertical feminino, no campeonato internacional X-games. A opinião é tão forte e a gargalhada tão gostosa, que é impossível não se sentir envolvido durante uma conversa com a campeã mundial, e número um no skate brasileiro feminino, Karen Jonz. e não precisa nem gostar de skate para conferir a entrevista descontraída com a santista, radicada no ABC desde os 5 anos e andreense de coração, já que é fácil de descobrir que por mais que seja apaixonada pelo shape e as quatro rodinhas, guarda um lugar no coração para a moda e as causas sociais:

como o skate entrou na sua vida? Comecei a andar mesmo de skate no final do colegial, quando eu decidi ser rebelde e não querer mais fazer as coisas “comuns” na época, como aula de piano clássico, que hoje acho incrível e antes não dava o mínimo valor (risos), achava coisa de patricinha. A vontade de ser o oposto foi surgindo, como já surfava com meu pai em santos, o esporte já era algo presente na minha vida, e quando mudei para São Paulo ficava muito na rua com os meninos, fui percebendo que tudo que eu gostava tinha a ver com o skate, resolvi tentar, montei o meu e sai andando. Fui aprendendo sozinha até conhecer mais gente, e participar de campeonatos. eu era muito ruim no começo, mas eu pensava: “eu não posso ser tão ruim assim”, e aí fui me empenhando mais, melhorando bastante, até conseguir ganhar a primeira competição.

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qual sua visão soBre o skate feminino? O skate feminino está em um momento muito único, andando pelas próprias pernas e ajudando a mudar o conceito de mulheres no esporte. O apoio da mídia, por exemplo, ajuda muito as meninas a se interessarem mais e perderem o medo de andar. Quando eu comecei era muito raro ver meninas andando de skate, e como faço parte da segunda, terceira geração que lutou muito para estabelecer um patamar mínimo para as meninas que estão vindo agora se depararem com um esporte mais livre, quando vejo essas meninas, ainda pequenas, fazendo manobras super difíceis, acho incrível. Eu sempre esperei o dia que fosse presenciar essa evolução do skate feminino, e fazer parte disso é muito gratificante.

na sua opinião, qual a relação entre o skate e a moda? Acho que esse é o maior momento da moda street, de ver as patricinhas usando toca e boné. Como sempre vivi nesse mundo, não consigo enxergar direito fora disso, mas eu vejo como meninas que nunca se imaginariam usando esse tipo de acessório, agora adoram. e tudo bem se elas só usam pela moda, porque para a gente que vive esse estilo, é ótimo. Uma moda que, se tudo der certo, vai ficar, e nos permitir ainda mais possibilidades para trabalhar com o que a gente gosta e já faz há anos.

como começou sua relação com a moda? Desde pequena a moda sempre me chamou muito a atenção. eu era bem pequena e já pedia para a minha avó fazer roupas diferentes pra mim, o que é uma prova de que desde cedo eu já tinha um gosto muito definido. O skate acabou potencializando, pois no começo só usava roupa de moleque, por falta de opção mesmo. Até que um dia eu cansei e comecei a pensar que as roupas seriam melhores de outro jeito, acrescentando ou tirando coisas, foi aí que comecei a fazer as peças. Como já tinha patrocinadores, e esses me davam muita liberdade para criar peças para eles, comecei a me animar e investir na criação cada vez mais. Um momento bem legal, e histórico também, da minha trajetória com a moda é eu ter tido a oportunidade de ser a primeira mulher a lançar uma linha de tênis no Brasil, focada na necessidade das meninas skatistas, já que foi a primeira linha toda focada em modelos para as meninas andarem de skate.

já que eu usava calça masculina, que era muito grande pra mim. Nenhuma das opções de lingerie me agradava, ou eram muito grandes ou muito vulgares, então comecei a fabricar as minhas próprias, cortando tecido e fazendo o processo todo. Já que esse era um setor muito carente, outras meninas que tinham o mesmo problema que eu, viram e passaram a comprar, e foi a partir daí que a Monstra Maçã começou a crescer.

5 coisas que você não consegue viver sem: Jeans, camiseta, moletom, saia rodada e tênis.

5 produtos da Element, patrocinador da Karen.

como surgiu a ideia da sua marca, a monstra maçã? eu desenho desde sempre, mas a primeira concretização da marca veio por conta da minha briga com as calcinhas (risos). Comecei a andar de skate e a calcinha ficava aparecendo, 45


o BonÉ CErTo para voCê conHeça cada estilo de Boné e saiBa como escolHer o seu

Os bonés se tornaram um acessório indispensável quando se pensa em estilo. Muito utilizados pelos atletas no geral, principalmente por surfistas e skatistas, os bonés possuem modelos masculinos e femininos, aba reta e aba curva, snapback ou fechados. Com tantas opções, sempre surge a dúvida de qual boné comprar. Entenda melhor a especificação de cada modelo e veja como escolher o tamanho certo, além de algumas dicas de como usar cada boné.

BonÉs aBErTos - snapBaCK

Os snapback são um dos mais procurados para quem pensa em comprar um boné. Além de possuírem o ajuste na parte traseira, que permite o encaixe a qualquer formato de cabeça, este boné é uma referência de estilo no mundo dos esportes. Graças a essa grande popularização dos snapbacks, marcas como starter e new era investem fortemente na confecção deste tipo de boné e você pode encontrar milhares de estampas diferentes.

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BonÉs fECHaDos

O boné fechado talvez seja o que fez mais sucesso nestes últimos anos. Antes unanimidade, os bonés fechados pararam de ser os únicos utilizados pela maioria, graças ao grande investimento em bonés Snapback, mas continuam aí. A peculiaridade dos bonés fechados é que você precisa ficar atento ao tamanho, pois possuem medidas específicas para cada tipo e cabeça. Esse tipo de boné é separado em dois estilos, os bonés com elástico e os sem elástico. Os melhores bonés com elástico, em sua maioria, são produzidos pela flex fit e ficam bem em qualquer formato de cabeça. Nos sem elástico, os mais populares são os new era, que criou uma tabela de tamanhos que praticamente é universal, e você tem que ficar atento a ela para comprar um boné fechado.

BonÉs aBa rETa E aBa CUrva

Tanto os bonés fechados, quanto os Snapbacks possuem modelos com aba reta e aba curva. Os bonés com aba curva são mais utilizados para a prática de esportes ou para sair durante o dia. Já os bonés aba reta, caracterizam-se como um acessório que componha o visual e incremente seu estilo. Este modelo é muito utilizado para sair à noite, principalmente em bares e baladas.

w w w. r i d e s k at e B o a r d s . c o m . B r

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estilo skatista

o lado feminino do estilo de vida street O skate se popularizou, e hoje em dia não é novidade pra ninguém, admiradores ou praticantes, que o esporte não é mais uma exclusividade masculina, as meninas estão sim subindo no shape e fazendo as quatro rodinhas rolarem até todo mundo ficar no mesmo patamar. E com essa igualdade, o skate deixou de ser apenas um esporte para se tornar também um estilo de vida de jovens de todos os sexos. E como estilo nos remete diretamente a roupas, a popularização do esporte fez com que peças que os skatistas já usavam passassem a influenciar tanto o seu estilo de vida quanto o de diversas tribos, e assim, tornando-se tendência. Hoje em dia é muito fácil andar pelas ruas e ver como meninos descolados, amantes de outros segmentos do esporte e até a galera que cresceu a “leite com pêra”, se rendendo a esse estilo, e também, incrementando-o com seus próprios conceitos. Exemplos disso? Podemos ver tanto nas passarelas quanto nas vitrines do dia-a-dia: muita cor, estampas étnicas, calças skinny ou coloridas, transparência e até vestidos que ornam com toucas, bonés, tênis, moletons, coturnos, bermudas pluz size e shorts “surrados”, misturando todos os Julho 2013

estilos, e por sua vez, transformando a moda em uma mistura maluca. A mistura é tanta que fica meio difícil de entender o que surgiu já com o movimento do skate e o que foi criado baseando-se nele. O fato é que as  marcas  e  estilistas  que têm como principal inspiração o universo do skatista, mostram cada vez mais sua cara e como esse estilo tem tomado conta do universo jovem. Deu pra perceber que as tendências bombam até no mundo dos esportes radicais né? E o mais incrível é que tanto as meninas quanto os meninos conseguem fazer essa mistura de estilo alternativo com o que está bombando no momento, mostrando que o legal da moda é ela alcançar todo mundo, possibilitando que a gente brinque com diferentes formas de se vestir.


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A febre dos tênis

Ele já estava em cena, mas só agora se tornou personagem principal Eles estão fazendo a cabeça, e principalmente os pés, de todo mundo! Faça o teste e pare para olhar os pés das pessoas à sua volta em um dia comum, descartando parques e lugares propícios a atividades físicas, olhe no metrô, no trabalho e também em ambientes mais casuais, como um barzinho ou uma balada, e então me diz se sua conclusão não é parecida com a minha: os tênis tomaram conta das ruas. Clássicos, com cano alto, mais caros, com o preço mais em conta, básicos ou modernos, esse calçado está presente na vida de diversos cidadãos, sem exclusão de idades e de odos os modelos imagináveis. E a pergunta do porque o tênis tem tomado conta de diversas vitrines que antes nem o cogitariam, e sempre presente nos pés de pessoas que nunca se imaginariam usando-o, tem uma resposta tão simples que parece até brincadeira, o conforto. Conforto em primeiro lugar, e estilo logo em seguida. Sim,

hoje em dia tênis é sinônimo de estilo, e quase sempre, combina com qualquer visual que você queira adotar. Focando mais no guarda-roupa feminino já que as meninas nem sempre tiveram a sorte de esse artigo ser algo comum e trivial em seus “looks”, o tênis encaixa tanto com o seu shorts, para subir em cima do skate, quanto com um vestido mais elaborado ou uma saia rodada, tornando um visual antes mais pesado, agora tão feminino quanto, porém ainda mais leve e moderno. Interessante, né? E o mais legal disso é que quanto mais o tênis fica popular, mais as marcas investem em novos modelos, fazendo com que cada tribo tenha, pelo menos, uma marca ou estilo de tênis com a sua cara. Um exemplo que simplifica essa mudança das marcas, e mostra que o interesse pelos tênis vem crescido muito e o massificado, é o da Converse. A marca, que já foi exclusiva de esportistas, desde os praticantes de basquete até os skatistas, e febre nos anos 90,


voltou com tudo. Tenho a lembrança de, ainda criança e pré-adolescente, me ver usando o, na época, conhecidíssimo All Star, todos os dias no colégio, os modelos tradicionais: preto, vermelho, branco. Mesmo não sabendo onde esse conceito de usar um tênis  extremamente confortável se perdeu, é admirável a volta por cima que a marca deu, principalmente com a ajuda dos skatistas, que não só continuaram usando a marca, como acabaram proporcionaram a ela a possibilidade de criar um segmento de calçados destinado a eles, mas que se tornou um presente para todo mundo. Digo que foi um benefício para todos os amantes de skate, por um motivo muito simples, o conceito de “tênis específico para esse grupo de pessoas” e “tênis especial para esse gênero”, caiu por terra. Os tênis casuais se misturaram com os esportivos, criando modelos novos e neutros, e o melhor de tudo, assexuais. Sabe aquela sensação de achar um tênis lindo, mas muito masculino? Acabou quando esse calçado, assim como algumas peças de roupa, passaram a ser mais, digamos, unificados. E os tênis não caíram apenas no gosto de pessoas comuns e esportistas, diversos modelos têm sido desfilados até no

tapete vermelho, sem contar pelas ruas em dias comuns, portados por celebridades. Essa alta dos tênis é tão intensa que diversos estilistas o incluíram em seus desfiles, mostrando que a moda passarela está deixando de ser tão específica e fazendo como a moda dia-a-dia, abrindo os horizontes. Mas, a pergunta que não quer calar: quando, onde e como eu uso meu tênis? A mesma resposta se repete três vezes: quando, onde e como você quiser. A moda é livre, assim como o seu estilo, o tênis se encaixa em todos os momentos, e o modelo que você escolher, seja mais esportivo ou casual, tenha estampas, muita cor e até tecido diferenciados, tem uma só regra: que seja sua cara e mostre sua personalidade. Depois disso, o que vale é sair provando como você se sente mais bonito e confortável, já que no final, é isso o que importa.


Julho 2013


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Revista Kanui nº1