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Circuito Cultural reúne criações artísticas produzidas dentro e fora da Universidade

Gaya Dança Contemporânea, Grupo Parafolclórico, Sexteto Potiguar, Pau e Lata, Grupo de Dança da UFRN, Projeto Encantos da Vila, Grupo de Teatro Arkétipos, Grupo Musical Potibones. Todas são ações artísticas de extensão da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN). Com o objetivo de preservar e difundir as artes produzidas por esses projetos, além de promover a formação do público e abrir espaços para novas produções, o Núcleo de Arte e Cultura (NAC) da UFRN desenvolveu o Circuito Cultural Universitário (Une)Versos da Arte, projeto de extensão que busca o encontro entre as ações culturais produzidas dentro e fora da Instituição. Iniciado em 2012, com o nome Circuito Artístico Cultural Mestre Zé Correia, o projeto se materializou e desenvolveu suas ações em 21 escolas de Natal. Foram realizadas oficinas e cursos de dança, teatro, música e pintura com os estudantes, com o apoio das secretarias de Educação do estado e do município. A primeira instituição na qual o Circuito atuou foi a Escola Estadual Castro Alves, localizada no bairro de Lagoa Nova, onde o grupo Gaya apresentou danças contemporâneas para professores e alunos do colégio. No ano passado, já rebatizado como (Une)Versos da Arte, o projeto foi aprovado no edital do Programa de Extensão Universitária do Ministério da Educação (PROEXT/MEC/SESU). A troca do nome justificou-se pela ampliação da proposta feita pelo NAC, que, segundo a coordenadora do Núcleo, Teodora de Araújo Alves, propõe levar as produções artísticas para os campi do interior, em prol da intensificação da cultura norte-riograndense. Foi, então, a ideia de “unir” os “versos” de cada lugar que inspirou a nova denominação. Entre as ações promovidas pelo Circuito, estão apresentações artísticas produzidas no Campus Central da UFRN e nas unidades acadêmicas do interior do estado, oficinas e cursos sobre temas culturais relacionados às demandas de cada cidade, assim como rodas de conversas entre artistas, estudantes, professores e população urbana e rural acerca dos processos criativos apresentados pelo artista local e pela academia. A primeira de várias ações de 2013 já aconteceu. Em abril, alunos da Faculdade de Ciências da Saúde do Trairí (FACISA) e professores e estudantes da rede


básica de ensino de Santa Cruz puderam acompanhar oficinas e espetáculos desenvolvidos por Projetos de Extensão da UFRN. “Queremos a preservação, a fruição, a divulgação e a inovação de bens culturais e artísticos, juntamente com parceiros sociais”, explica a coordenadora do NAC. Formado em 2008 por professores e alunos do curso de música, o Potibones, projeto de Extensão da Escola de Música da UFRN, foi um dos grupos que se apresentou durante o Circuito Cultural Universitário (Une)Versos da Arte na FACISA, em Santa Cruz. Para o professor e coordenador do projeto, Gilvando Pereira da Silva, a oportunidade de se apresentar para estudantes, professores e outros artistas no interior do RN foi única. “Essa experiência com certeza vai dar mais visibilidade ao Potibones. É mais uma abertura que temos para divulgar nosso trabalho e compartilhar com o povo potiguar a música instrumental”, diz. Para Gilvando, é importante essa troca de informação: "tomar conhecimento das coisas é essencial”, afirma. Teodora Alves destaca que, antes de o projeto ser desenvolvido nas escolas de Natal ou ir para alguma cidade do interior, é feita uma visita diagnóstica, a fim de entender a vida cultural do lugar. “Também são feitas reuniões com os coordenadores dos polos e, assim, definimos onde iremos trabalhar. Essas são reuniões de planejamento”, explica Teodora, acrescentado que a próxima unidade a receber o Circuito será o Centro Superior de Ensino do Seridó (CERES) de Caicó. Ação Social De acordo com o edital do PROEXT 2013, a que o Circuito (Une)Versos se submeteu, as sugestões do projeto devem seguir diretrizes específicas, tais como serem de natureza acadêmica e terem relação com a sociedade. No que diz respeito à academia, as propostas são avaliadas quanto à consideração do preceito de união entre ensino, pesquisa e extensão, à interdisciplinaridade e ao impacto na formação do estudante. Já no que tange as relações com o público de fora da Universidade, os projetos são examinados de acordo com seu impacto social, sobretudo quanto à inclusão da comunidade, e com o nível de interação do conhecimento e experiência acumulados na academia com o saber popular. Por conta dessas características, o coordenador do grupo Potibones, Gilvando Pereira, destaca a iniciativa do Circuito. “Trabalhar com unidades de ensino mais carentes dentro de Natal é um diferencial, porque existe uma necessidade entre essas


pessoas de ouvir música instrumental”, ressalta. “A partir do momento que se escuta a música, a comunidade se propõe a aprender mais sobre música instrumental”, afirma o professor. Cláudia Moreira, estudante de Artes Visuais, participou da produção do projeto à época em que ele ainda se chamava Mestre Zé Correia. “Fazemos a intermediação. Levamos a Universidade ao colégio e vice-versa”, conta. A estudante também participou das atividades do (Une)Versos da Arte desenvolvidas em abril em Santa Cruz. Cláudia faz parte do Grupo de Aquarela e Pastel da UFRN (GUAPE) e, durante o Circuito, ministrou uma oficina de pintura para uma turma de 15 alunos. “Apresentei aos alunos técnicas básicas da aquarela, como misturar cores, e qual a noção que eles deviam ter a respeito dessa arte”, diz. Para a Cláudia, a união de vários projetos dentro do Circuito faz-se necessária para dar retorno à sociedade sobre os trabalhos desenvolvidos dentro da Instituição Federal. “A Universidade deve servir à comunidade, levando sempre o conhecimento”, defende.


Circuito Cultural reúne criações artísticas produzidas dentro e fora da Universidade