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A qualidade da educação brasileira

São Paulo SP 19/10/2012

Atualmente, considera-se a educação um dos setores mais importantes para o desenvolvimento de uma nação. É através da produção de conhecimentos que um país cresce, aumentando sua renda e a qualidade de vida das pessoas. Embora o Brasil tenha avançado neste campo nas últimas décadas, ainda há muito para ser feito. A escola (Ensino Fundamental e Médio) ou a universidade tornaram-se locais de grande importância para a ascensão social e muitas famílias tem investido muito neste setor.

Q

uadro da educação nacional

Pesquisas na área educacional apontam que um terço dos brasileiros frequentam diariamente a escola (professores e alunos). São mais de 2,5 milhões de professores e 53 milhões de estudantes matriculados em todos os níveis de ensino. Estes números apontam um crescimento no nível de escolaridade do povo brasileiro, fator considerado importante para a melhoria do nível de desenvolvimento de nosso país.Uma outra notícia importante na área educacional diz respeito ao índice de analfabetismo. O Censo de 2010 (IBGE) mostra uma queda no índice de analfabetismo em nosso país nos últimos dez anos (2000 a 2010). Em 2000, o número de analfabetos correspondia a 13,63% da população (15 anos ou mais de idade). Esse índice caiu para 9,6% em 2010. Ou seja, um grande avanço, embora ainda haja muito a ser feito para a erradicação do analfabetismo no Brasil. Outro dado importante mostra que, em 2006, 97% das crianças de sete a quatorze anos frequentavam a escola. Esta queda no índice de analfabetismo deve-se, principalmente, aos maiores investimentos feitos em educação no Brasil nos últimos anos. Governos municipais, estaduais e federais tem dedicado uma atenção especial a esta área. Programas de bolsa educação tem tirado milhares de crianças do trabalho infantil para ingressarem nos bancos escolares. Programas de Educação de Jovens e Adultos (EJAs) também tem favorecido este avanço educacional. Tudo isto, aliado a políticas de valorização dos professores, principalmente em regiões carentes, tem resultado nos dados positivos. Outro dado importante é a queda no índice de repetência escolar, que tem diminuído nos últimos anos. A repetência acaba tirando muitos jovens da escola, pois estes desistem. Este quadro tem mudado com reformas no sistema de ensino, que está valorizando cada vez mais o aluno e dando oportunidades de recuperação. As classes de aceleração também estão dando resultados positivos neste sentido. A LDB (Lei de Diretrizes e Bases da Educação), aprovada em 1996, trouxe um grande avanço no sistema de educação de nosso país. Esta lei visa tornar a escola um espaço de participação social, valorizando a democracia, o respeito, a pluralidade cultural e a formação do cidadão. A escola ganhou vida e mais significado para os estudantes. Outros dados da educação brasileira: Taxa de abandono (2008): 4,8% Taxa de reprovação (2008): 12,1% Taxa de aprovação (2008): 83,1% Matrículas na Educação Básica (2009): 52.580.452 Fonte: MEC/Inep

A qualidade da educação brasileira Esse fato é resultado direto do que acontece na estrutura educacional brasileira, pois praticamente todos os que atuam na educação recebem baixos salários, professores frustrados que não exercem com profissionalismo ou também esbarram nas dificuldades diárias da realidade escolar, além dos pais que não participam na educação dos filhos, entre muitos outros agravantes. As avaliações implantadas pelo governo para avaliar a educação brasileira apresentam números desanimadores, isso se tornou uma situação insustentável que não pode continuar. Em setembro de 2006, um grupo de empresários e políticos, com a participação dos meios de comunicação em massa, firmou um compromisso denominado de Todos pela Educação. Nessa mobilização ficaram definidas algumas metas a serem alcançadas até 7 de setembro de 2022. São elas: - Todo indivíduo com idade entre 7 e 17anos deverá estar na escola. -Todo indivíduo com idade de 8 anos deverá dominar a leitura. - Os alunos deverão ter acesso a todos os conteúdos correspondentes a sua série. - Todos os alunos deverão concluir as etapas de estudo (fundamental e médio). - Garantia de investimentos na Educação Básica

Pobre Educação A educação no Brasil é precária. Talvez seja coincidênciaser um país subdesenvolvido. De uns tempos pra cá, um leve investimento na educação vem surgindo. Tais como Fundef (Fundo de Manutenção Desenvolvimento do EnsinoFundamental e valorização do Magistério) e o Programa Bolsa-Escola. Um dos maiores problemas é a desvalorização do professor. São poucos os professores que ganham um salário digno de seu trabalho. No ensino fundamental por exemplo, estima-se que mais da metade dos professores não tenham Ensino Superior ou nem mesmo o Ensino Médio completo. Assim é difícil exigir que alunos tenham uma boa formação para enfrentar processos seletivos, uma faculdade, em fim, a vida.Claroque existem exceções, em que escolas e professores são de boa qualidade e qualificação, na rede pública de ensino. Contudo é em escolas privadas que o professor ganha mais, o aluno aprende mais, e podem contar com uma infra-estrutura boa. O que em escolas públicas não acontece com freqüência, devido à falta e ao desvio de verbas, em fim, investimentos na educação. Os pais também são de grande importância para a formação profissional de seus filhos. Incentivo a leitura, ajuda, apoio moral e a presença dos pais na vida escolar do filho é fundamental. Mas geralmente não é isso que se vê por aqui.

Afinal, qual é o problema na educação

HISTÓRIA DA EDUCAÇÃO NO BRASIL - Um breve resumo A história da educação no Brasil começou em 1549 com a chegada dos primeiros padres jesuítas, inaugurando uma fase que haveria de deixar marcas profundas na cultura e civilização do país. Movidos por intenso sentimento religioso de propagação da fé cristã, durante mais de 200 anos, os jesuítas foram praticamente os únicos educadores do Brasil. Embora tivessem fundado inúmeras escolas de ler, contar e escrever, a prioridade dos jesuítas foi sempre a escola secundária, grau do ensino onde eles organizaram uma rede de colégios reconhecida por sua qualidade, alguns dos quais chegaram mesmo a oferecer modalidades de estudos equivalentes ao nível superior.

Em 1759, os jesuítas foram expulsos de Portugal e de suas colônias, abrindo um enorme vazio que não foi preenchido nas décadas seguintes. As medidas tomadas pelo ministro D. José I, o Marquês de Pombal, sobretudo a instituição do Subsídio Literário, imposto criado para financiar o ensino primário, não surtiu nenhum efeito. Só no começo do século seguinte, em 1808, com a mudança da sede do Reino de Portugal e a vinda da família Real para o Brasil-Colônia, a educação e a cultura tomaram um novo impulso, com o surgimento de instituições culturais e científicas, de ensino técnico e dos primeiros cursos superiores, como os de medicina nos estados do Rio de Janeiro e da Bahia. Todavia, a obra educacional de D. João VI, importante em muitos aspectos, voltou-se para as necessidades imediatas da corte portuguesa no Brasil. As aulas e cursos criados, em diversos setores, tiveram o objetivo de preencher demandas de formação profissional. Esta característica haveria de ter uma enorme influência na evolução da educação superior brasileira. Acrescentase, ainda, que a política educacional de D. João VI, na medida em que procurou, de modo geral, concentrar-se nas demandas da corte, deu continuidade à marginalização do ensino primário. Com a independência do país, conquistada em 1822, algumas mudanças no panorama sócio-político e econômico pareciam esboçar-se, inclusive em termos de política educacional. De fato, na Constituinte de 1823, pela primeira vez se associou apoio universal e educação popular - uma como base do outro. Também foi debatida a criação de universidades no Brasil, com várias propostas apresentadas. Como resultado desse movimento de idéias, surgiu o compromisso do Império, na Constituição de 1824, em assegurar "instrução primária e gratuita a todos os cidadãos", confirmado logo depois pela lei de 15 de outubro de 1827, que determinou a criação de escolas de primeiras letras em todas as cidades, vilas e vilarejos, envolvendo as três instâncias do Poder Público. Teria sido a "Lei Áurea" da educação básica, caso tivesse sido implementada. Da mesma forma, a idéia de fundação de universidades não prosperou, surgindo em seu lugar os cursos jurídicos em São Paulo e Olinda, em 1827, fortalecendo o sentido profissional e utilitário da política iniciada por D. João VI. Além disso, alguns anos depois da promulgação do Ato Adicional de 1834, delegando às províncias a prerrogativa de legislar sobre a educação primária, comprometeu em definitivo o futuro da educação básica, pois possibilitou que o governo central se afastasse da responsabilidade de assegurar educação elementar para todos. Assim, a ausência de um centro de unidade e ação, indispensável, diante das características de formação cultural e política do O governo culpa os professores pela má qualidade do ensino, mas não salas de ginástica, biblioteca, materiais para uso em sala de aula, etc. Um país, acabaria por comprometer a política imperial de educação. enxerga o verdadeiro problema e tenta resolvê-lo com receitas prontas e ambiente agradável com uma estrutura impecável é imprescindível para A descentralização daque educação básica, em 1834, foi mantida São muitos os problemas que estão presentes na educação brasileira, especialmente na educação pública. São diversos os fatores que proporcionam resultados negativos, um exemplo disso são as crianças se encontram no instituída 6ºano do ensino fundamental e nãopela dominam h acabadas. Em São Paulo o governo criou a progressão continuada, os que o aluno aprenda.Terceiro, o problema da educação é também social. Os República, impedindo o governo central de assumir posição estratégica de ciclos, a avaliação contínua, a recuperação paralela, deu um novo sentido problemas educacionais refletem as contradições da própria sociedade. Na formulação e coordenação da política de universalização do ensino ao conceito de escola (a escola aprendente), deu também um novo sentido base da educação há uma família geralmente carente material e fundamental, a exemplo do que então se passava nas nações européias, nos ao papel do coordenador. Contudo, nenhuma dessas ações surtiu efeito. As intelectualmente. Pobreza, fome, falta de trabalho e falta de perspectiva Estados Unidos e no Japão. Em decorrência, se ampliaria ainda mais a avaliações externas como Saresp, Saeb, Prova Brasil demonstram são fatores que minam a educação. O Brasil é um das dez maiores distância entre as elites do País e as camadas sociais populares. resultados pífios. O governo se exime da culpa e diz que o problema está na economias do mundo, mas em indicadores sociais ela está ao lado de Na década de 1920, devido mesmo ao panorama econômico-cultural e político formação dos professores. Desde então tem feito esforços para dar uma Botsuana e Moçambique: 30 milhões vivem em estado de miséria; 80 que se delineou após a Primeira Grande Guerra, o Brasil começou a se melhor formação aos professores através de cursos e de uma prática milhões não conseguem consumir as 2240 calorias mínimas exigidas para repensar. Em diversos setores sociais, as mudanças foram debatidas e reflexiva nas HTPCs. Para o governo, os problemas educacionais são uma vida normal; 60% dos trabalhadores no Brasil ganham até um salário anunciadas. O setor educacional participou do movimento de renovação. constantemente reduzidos a questões que podem ser resolvidas no âmbito mínimo. 50% da riqueza concentram-se nas mãos de 10% da população Inúmeras reformas do ensino primário foram feitas em âmbito estadual. Surgiu do indivíduo, do esforço pessoal do professor. O professor é visto como o que ganham mais de dez salários. São Paulo, a cidade mais rica do Brasil, a primeira grande geração de educadores, Anísio Teixeira, Fernando de Messias da educação; é um ser dotado de inesgotável força de vontade que não foge a estes dados. O subemprego é uma realidade da grande maioria Azevedo, Lourenço Filho, Almeida Júnior, entre outros, que lideraram o deve estar permanente disposto a se superar no cumprimento de sua das famílias paulistas: faxineiras, camelos, lavadores de carro, pedreiros, movimento, tentaram implantar no Brasil os ideais da Escola Nova e missão. O importante é que cada um faça sua parte para que a educação pintores, eletricistas ocasionais são comuns. Tais pessoas apresentam divulgaram o Manifesto dos Pioneiros em 1932, documento histórico que melhore. O que o governo ainda não enxergou, por miopia, é que os baixo nível de consumo e renda e baixo nível educacional sendo incapazes sintetizou os pontos centrais desse movimento de idéias, redefinindo o papel problemas da educação são problemas políticos, sociais e culturais. São de acompanhar seus filhos e dar uma boa assistência a eles.Quarto, é um do Estado em matéria educacional. vários os fatores que levam o aluno a um déficit de aprendizagem. problema de política salarial e de valorização do professor. Os baixos Surgiram nesse período as primeiras universidades brasileiras, do Rio de Citaremos apenas alguns deles: salários, o descaso, o desrespeito, a imposição de políticas pedagógicas; Janeiro em 1920, Minas Gerais em em 1927, Porto Alegre em em 1934 e Primeiro, é um problema de política pedagógica, pois institui a progressão tudo isso somado têm reflexos na educação. Os bons salários de alguns Universidade de São Paulo em 1934. Esta última constituiu o primeiro projeto continuada, que em termos práticos torna-se progressão automática. O grupos de funcionários públicos, como os de juízes, promotores e políticos consistente de universidade no Brasil e deu início a uma trajetória cultural e aluno perde a motivação para aprender, pois sabe que não precisará fazer é provocado pelo subdesenvolvimento de outros grupos, como o de científica sem precedentes. esforços para passar de ano. O professor torna-se impotente diante dessa professores. Para que alguns grupos possam receber melhores salários e A Constituição promulgada após a Revolução de 1930, em 1934, consignou situação e perde sua autoridade, pois a nota que ele aufere do aluno não acumular patrimônios outros grupos necessitam ser explorados e avanços significativos na área educacional, incorporando muito do que havia tem valor Em conseqüência disso, a indisciplina se institucionaliza. A sacrificados. O acesso aos benefícios está desigualmente repartido. Em sido debatido em anos anteriores. No entanto, em 1937, instaurou-se o escola torna-se o local do encontro, da amizade, do namoro, da conseqüência dos baixos salários e dos descasos com a classe, o professor Estado Novo concedendo ao país uma Constituição autoritária, registrando-se sociabilidade, mas quase nunca do ensino. Outro problema ligado à perde a motivação, não tem prazer em dar aulas, resigna-se, não fazendo em decorrência um grande retrocesso. Após a queda do Estado Novo, em progressão continuada é fato de as crianças chegarem ao final do primeiro um bom trabalho. Quinto, é um problema cultural, pois a sociedade não faz 1945, muitos dos ideais foram retomados e consubstanciados no Projeto de ciclo sem saber ler e escrever ou chegar ao ensino médio analfabetos cobranças à escola. Nas escolas públicas não há colegiados, não há Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional, enviados ao Congresso funcionais, sendo incapazes de interpretar um texto. Isso ocorre porque o conselhos, não há grêmios escolares. As desvalorizações por parte da Nacional em 1948 que, após difícil trajetória, foi finalmente aprovado em 1961, aluno não consegue aprender novas competências por causa de déficits de sociedade brasileira em relação ao saber e ao conhecimento têm reflexos Lei nº 4.024. aprendizagem em séries anteriores. O aluno sente dificuldade de em toda estrutura educacional. Uma sociedade que não valoriza o No período que vai da queda do Estado Novo, em 1945, até a Revolução de desenvolver novos esquemas mentais e conhecimentos necessários conhecimento é uma sociedade sem história, sem memória. A participação 1964, quando se inaugurou um novo período autoritário, o sistema exigidos. Dessa forma, ele não consegue assimilar os conteúdos e da sociedade como um todo nas questões educacionais deve ser o cimento educacional brasileiro passou por mudanças significativas, destacando-se habilidades necessários para seguir em frente. que constrói a nossa cultura, que defende as sociedades locais, que entre elas o surgimento, em 1951, da atual Fundação CAPES, que é a Segundo, o problema da educação é também um problema estrutural. A preserve nossa memória e consciência contra as ameaças de grupos , de Coordenação do Aperfeiçoamento do Pessoal do Ensino Superior, a ideologias e de interesses políticos. A participação da comunidade na escola pública no Brasil tem um modelo arquitetônico prisional. Michel instalação do Conselho Federal de Educação, em 1961, campanhas e escola é imprescindível para melhorar a qualidade do ensino e para gerar a Foucault, filósofo Francês, já havia estudados os males que este tipo de movimentos de alfabetização de adultos, além da expansão do ensino consciência política e reflexiva sobre os fatos. arquitetura causa ao indivíduo. Para ele, este tipo de arquitetura é uma primário e superior. Na fase que precedeu a aprovação da LDB/61, ocorreu Como vimos, O problema da educação não pode se resolvido no âmbito do arquitetura de esquadrinhamento, da observação, da disciplina, do um admirável movimento em defesa da escola pública, universal e gratuita. microcosmo da escola e do esforço individual de cada um. O governo reduz O movimento de 1964 interrompeu essa tendência. Em 1969 e 1971, foram controle, cujo único objetivo e controlar os indivíduos criando seres dóceis o problema da educação em termos operacionais, ao voluntarismo. “Escola aprovadas respectivamente a Lei 5.540/68 e 5.692/71, introduzindo mudanças e serviçais ao mercado de trabalho. O aluno da escola pública vive numa da família”, “amigo da escola”, “escola para todos” são termos que nos significativas na estrutura do ensino superior e do ensino de 1º e 2º graus, mostram que cabe a comunidade e as professores resolver os problemas da prisão. A falta de comprometimento nos estudos, a desmotivação, a falta cujos diplomas vieram basicamente em ardor até os dias atuais. educação. As idéias vinculadas à TV de um professor esforçado, de interesse do aluno é em boa parte criada por esta estrutura prisional, A Constituição de 1988, promulgada após amplo movimento pela voluntarioso, feliz, decidido a resolver os problemas da educação não onde as aulas tornam-se monótonas e chatas. Falta a escola pública uma redemocratização do País, procurou introduzir inovações e compromissos, condiz com a realidade. Educação não é auto-ajuda Os problemas estrutura material para que o aluno goste de estudar, como áreas verdes, com destaque para a universalização do ensino fundamental e erradicação do educacionais não podem ser resolvidos apenas no âmbito do individuo, da quadras, equipamentos, salas de estudo, salas de teatro, salas de vídeo, analfabetismo. comunidade e do esforço pessoal do professor. O problema da educação é salas de ginástica, biblioteca, materiais para uso em sala de aula, etc. Um antes de tudo um problema político e social. ambiente agradável com uma estrutura impecável é imprescindível para que o aluno aprenda.

Aos poucos o Brasil vai melhorando e investindo mais

Educação no Brasil

Espera-se que a educação no Brasil resolva, sozinha, os problemas sociais do país. No entanto, é preciso primeiro melhorar a formação dos docentes, visto que o desenvolvimento dos professores implica no desenvolvimento dos alunos e da escola.

em educação. Aos poucos...

Ao propor uma reflexão sobre a educação brasileira, ano de escolarização ainda não conseguem ler (Todos pela Educação); 20% dos jovens que concluem o vale lembrar que só em meados do século XX o processo de expansão da escolarização básica no ensino fundamental, e que moram nas grandes país começou, e que o seu crescimento, em termos cidades, não dominam o uso da leitura e da escrita de rede pública de ensino, se deu no fim dos anos (Todos pela Educação). Professores recebem menos que o piso salarial (et. al., na mídia).Frente aos dados, 1970 e início dos anos 1980.Com isso posto, podemos nos voltar aos dados nacionais: O Brasil muitos podem se tornar críticos e até se indagar com qqqquesquestões a respeito dos avanços, concluindo ocupa o 53º lugar em educação, entre 65 países que “se a sociedade muda, a escola só poderia evoluir avaliados (PISA). Mesmo com o programa social que incentivou a matrícula de 98% de crianças entre com ela!”. Talvez o bom senso sugerisse pensarmos dessa forma. Entretanto, podemos notar que a faz Mesmo com o programa social que incentivou a matrícula de 98% de crianças entre 6 e 12 anos, 731 com que a escola se adapte para uma vida com que a escola se adapte para uma vida moderna, mas de mil crianças ainda estão fora da escola (IBGE). O maneira defensiva, tardia, sem garantir a elevação do analfabetismo funcional de pessoas entre 15 e 64 nível da educação Logo, agora não mais pelo bom anos foi registrado em 28% no ano de 2009 (IBOPE); 34% dos alunos que chegaram ao 5° ano senso e sim pelo costume, a “culpa” tenderia a cair

sobre o profissional docente. Dessa forma, os professores se tornam alvos ou ficam no fogo cruzado de muitas esperanças sociais e políticas em crise nos dias atuais. As críticas externas ao sistema educacional cobram dos professores cada vez mais trabalho, como se a educação, sozinha, tivesse que resolver todos os problemas sociais.Já sabemos que não basta, como se pensou nos anos 1950 e 1960, dotar professores de livros e novos materiais pedagógicos. O fato é que a qualidade da educação está fortemente aliada à qualidade da formação dos professores. Outro fato é que o que o professor pensa sobre o ensino determina o que o professor faz quando ensina.O desenvolvimento dos professores é uma precondição para o desenvolvimento da escola e, em geral, a experiência demonstra que os docentes

são maus executores das ideias dos outros. Nenhuma reforma, inovação ou transformação – professores de livros e novos materiais pedagógicos. O fato é que a qualidade da educação está fortemente aliada à qualidade da formação dos professores. Outro fato é que o que o professor pensa sobre o ensino determina o que o professor faz quando ensina.O desenvolvimento dos professores é uma precondição para o desenvolvimento da escola e, em geral, a experiência demonstra que os docentes são maus executores das ideias dos outros. Nenhuma reforma, inovação ou transformação – como queira chamar – perdura sem o docente. É preciso abandonar a crença de que as atitudes dos professores só se modificam na medida em que os docentes percebem resultados positivos na aprendizagem dos alunos. Para uma mudança efetiva de crença e de atitude, caberia considerar os professores como sujeitos. Sujeitos que, em atividade profissional, são levados a se envolver em situações formais de aprendizagem.Mudanças profundas só acontecerão quando a formação dos professores deixar de ser um processo de atualização, feita de cima para baixo, e se converter em um

verdadeiro processo de aprendizagem, como um ganho individual e coletivo, e não como uma agressão.Certamente, os professores não podem ser tomados como atores únicos nesse cenário. Podemos concordar que tal situação também é resultado de pouco engajamento e pressão por parte da população como um todo, que contribui à lentidão. Ainda sem citar o corporativismo das instâncias responsáveis pela gestão – não só do sistema de ensino, mas também das unidades escolares – e também os muitos de nossos contemporâneos que pensam, sem ousar dizer em voz alta, “que se todos fossem instruídos, quem varreria as ruas?”; ou que não veem problema “em dispensar a todos das formações de alto nível, quando os empregos disponíveis não as exigem”.Enquanto isso, nós continuamos longe de atingir a meta de alfabetizar todas as crianças até os 8 anos de idade e carregando o fardo de um baixo desempenho no IDEB. Com o índice de aprovação na média de 0 a 10, os estudantes brasileiros tiveram a pontuação de 4,6 em 2009.


Desempenho melhora na educação básica, mas ensino médio ainda patina Resultados do Ideb 2011, divulgados nesta terça-feira pelo Ministério da Educação, mostram que escolas das etapas finais têm mais dificuldades em atingir meta de qualidade2012 13:19

A educação melhorou no Brasil entre 2009 e 2011, segundo o desempenho das redes de ensino no Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb). As médias divulgadas nesta terça-feira pelo Ministério da Educação mostram que o País conseguiu atingir as metas de qualidade definidas para o ano passado pelo próprio governo e, pelo menos no aspecto global, tem razões para comemorar."Esses resultados são motivo de comemoração. Eu gostaria de parabenizar os professores que permitiram, com seu trabalho cotidiano, que alcançássemos esse resultado", afirmou o ministro da Educação, Aloizio Mercadante.

Qualidade da educação no Brasil ainda é baixa, aponta Unesco Relatório indica que índices de repetência e abandono da escola no País são os mais elevados da América Latina 19 de janeiro de 2010 | 15h 22 Eric Akita, do estadao.com.br Elevados índices de repetência e de abandono da escola no Brasil foram apontados em relatório da Unesco SÃO PAULO - Com índices de repetência e abandono da escola entre os mais elevados da América Latina, a educação no Brasil ainda corre para alcançar patamares adequados para um País que demonstra tanto vigor em outras áreas, como a economia. Segundo o Relatório de Monitoramento de Educação para Todos de 2010, da Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (Unesco), a qualidade da educação no Brasil é baixa, principalmente no ensino básico. Veja o relatório da Unesco O relatório da Unesco aponta que, apesar da melhora apresentada entre 1999 e 2007, o índice de repetência no ensino fundamental brasileiro (18,7%) é o mais elevado na América Latina e fica expressivamente acima da média mundial (2,9%). O alto índice de abandono nos primeiros anos de educação também Aloizio Mercadante, ministro da Educação, defende revisão curricular do ensino médio para melhorar qualidadeAlém dos números nacionais, a maioria dos Estados e municípios conseguiu atingir os objetivos propostos. Os números, no entanto, revelam que o crescimento do índice é mais lento nas etapas mais avançadas e há pontos frágeis que merecem atenção dos gestores educacionais.Criado em 2005 para mensurar o desempenho do sistema educacional do País, o Ideb varia de 1 a 10. Cada escola, município, Estado e o Brasil tem metas próprias para serem atingidas de dois em dois anos. A expectativa é de que, em 2021, as escolas das séries iniciais (até a 4ª série) alcancem nota 6, desempenho considerado semelhante ao de sistemas educacionais de países desenvolvidos.Nos anos iniciais do ensino fundamental, a média nacional ficou em 5. A nota é 0,4 ponto maior do que a atingida pelo Brasil em 2009. Naquele ano, o País já havia garantido o cumprimento da meta prevista para 2011, nota 4,6. Também nesta etapa, todos os Estados chegaram às suas próprias metas. E,

crescimento dos índices das séries finais do ensino fundamental e do ensino médio para o País não acompanham o aumento das médias nacionais nas séries iniciais, apesar do cumprimento das metasIdeb 2011/Inep/MECO nóA etapa em que as médias das redes ficaram mais baixas e alcançaram o menor crescimento é o ensino médio. Com metas mais modestas – sair de 3,4 em 2005 para 3,7 em 2011 –, o Brasil conseguiu cumprir exatamente o combinado na época da criação do Ideb, que faz parte do Plano de Desenvolvimento da Educação (PDE), para o ano passado."Essa precisa ser uma prioridade estratégica para o País. É um grande desafio, mas acredito que estamos em um caminho para o ano passado."Essa precisa ser uma prioridade estratégica para o País. É um grande desafio, mas acredito que estamos em um caminho promissor", ponderou o ministro. As desigualdades entre os Estados, no entanto, são mais evidentes nessa fase. Dos 27 Estados, 11 não alcançaram as embora o Norte e Nordeste ainda não estejam notas propostas para o ano passado. São dentro da média nacional, conseguiram evoluir. eles: Acre, Roraima, Pará, Amapá, Rio Piauí e Ceará se destacaram, superando as Grande do Norte, Alagoas, Sergipe, Minas Gerais, Espírito Santo, Rio Grande do Sul próprias metas em 0,8 e 0,9 ponto, e Distrito Federal. Alguns, ainda perderam respectivamente.Para o ministro, o aumento da notas em relação à última avaliação, como obrigatoriedade de ensino, a partir dos seis anos, Alagoas (que caiu de 3,1 para 2,9), o Espírito Santo (caiu de 3,8 para 3,6) e o o aumento dos recursos para a educação nos Rio Grande do Sul, que caiu de 3,9 para últimos anos, o investimento na formação dos 3,7. Somente três Estados têm médias professores e a cultura de avaliação criada a partir superiores a 4: São Paulo, Santa Catarina do Ideb explicam os bons resultados dessa e Paraná. A rede privada, responsável por 12% das matrículas dessa fase, chegou ao fase. A façanha, no entanto, não se repete nas Ideb 5,7. A nota é inferior à meta – 5,8 –, séries seguintes avaliadas pelo Ideb. Nas séries finais mas esse foi o primeiro aumento da rede do ensino fundamental (de 5ª a 8ª série), cujas metas já privada desde a criação do índice.Na são menores, nem todos os Estados brasileiros opinião de Reynaldo Fernandes, exconseguiram alcançar seus objetivos. Sete ficaram com presidente do Inep e conselheiro nacional notas inferiores às previstas: Rondônia, Roraima, de Educação, um dos criadores do indicador, os números revelam um Amapá, Pará, Sergipe, Espírito Santo e Rio Grande do fenômeno percebido já em outras edições: Sul.A média superou em 0,1 ponto a última nota (de é mais fácil crescer quando se tem uma 2009) e em 0,2 ponto a meta prevista pelo Instituto nota muito baixa. “O crescimento das Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio cidades que estavam piores mostra que é Teixeira (Inep). A previsão era chegar a 3,9 e a média mais difícil melhorar quando já se tem boa nacional ficou em 4,1. O Estado que mais se destacou qualidade”, diz.Fernandes acredita que os positivamente nesse quesito foi o Mato Grosso, que dados do ensino médio precisam ser melhor avaliados para compreender o que superou a meta em 1 ponto e ficou com 4,5.De acordo com relatório do Inep, a maioria dos municípios (77,7%) acontece com essa etapa do ensino. “Talvez, quando as crianças que estão obteve o desempenho esperado para 2011 nos anos melhores nas séries iniciais chegarem lá iniciais do ensino fundamental. Número que cai para no ensino médio, a melhora será mais 62,5% nas redes que atendem os finais dessa etapa Em rápida”, diz.O ex-ministro da Educação Roraima, nenhum dos 14 municípios que tiveram nota Fernando Haddad, responsável pela criação do indicador, acredita que é calculada nesta edição do Ideb tiveram a nota “importante valorizar o trabalho das redes esperada. O crescimento dos índices das séries finais de ensino que geraram esse resultado do ensino fundamental e do ensino médio para o País acima do previsto para o Brasil”. Ele não acompanham o aumento das médias nacionais nas ressalta o cumprimento das metas no séries iniciais, apesar do cumprimento das metasIdeb brasil Ele ressalta o cumprimento das

para explicar que o lento crescimento do ensino médio já era esperado. “A metade do caminho foi cumprida”, diz.Os dados divulgados pelo Inep também revelam que a quantidade de estudantes brasileiros matriculada nas escolas municipais com notas mais baixas diminuiu. Em 2005, 7,1 milhões de alunos estudavam em colégios da 4ª série com notas até 3,7 no Ideb. Agora, são 1,9 milhão nessa faixa. A maioria está nas escolas com Idebs que variam de 3,8 a 4,9 (4,8 milhões de estudantes). Nas melhores (com média 6 ou mais), há 847,4 mil alunos.Nos anos finais, a queda de matrículas nas redes com pior desempenho também caiu. Em 2005, 7,6 milhões de estudantes estavam em sistemas educacionais com índice de até 3,4. A maior parte está concentrada na faixa de desempenho que varia de 3,4 a 4,4 (6,6 milhões). Nas melhores (com Ideb superior a 5,5), o número é mínimo, 33,6 mil estudantes.Redes estaduaisPara os especialistas, as greves nas redes estaduais podem explicar grande parte das quedas nos desempenhos dos Estados no ensino médio.

9 greve de professores com mais de 100 dias de duração em 2011, a nota baixou. Nos anos iniciais, porém, a rede estadual alcançou o Ideb mais alto entre as escolas estaduais. A rede mineira ficou com 6,0, índice que o Brasil tem como meta para 2021, seguida de Santa Catarina, com 5,7, e Distrito Federal e São Paulo empatados em terceiro com índice 5,4.Nos anos finais, a rede de Santa Catarina figura com o Ideb mais alto entre as estaduais, 4,7, seguida por Minas Gerais, 4,4, e São Paulo e Mato Grosso empatados em terceiro, com 4,3. Em 2009, as mesmas redes haviam alcançado os maiores Idebs. O maior crescimento foi registrado por Santa Catarina, nos anos iniciais, de 5,0 para 5,7.Veja ainda: Exlanterna do Ideb, escola com Criança Esperança melhora nota na avaliaçãoNa outra ponta da tabela, com Idebs 40% menores, estão redes estaduais do Nordeste e Norte. Alagoas teve o menor desempenho entre os Estados nos anos iniciais (3,4) e finais (2,5) e foi a única rede a cair 0,2 pontos nos anos finais, pois teve Ideb 2,7 em 2009 – o Paraná foi o outro Estado a regredir nesta etapa, de 4,1 para 4,0.Nos anos iniciais, Rio Grande do Norte (3,7), Bahia (3,8) e Amapá (3,9) também tiveram resultados baixos. Nos anos finais, os Estados de Bahia, Sergipe, Paraíba e Rio Grande do Norte estão empatados em penúltimo lugar, com índice 2,9. Em 2009, estes mesmos Estados ocupavam as últimas posições, no entanto, todos registraram crescimento em 2011. O maior crescimento foi o da Bahia, nos anos iniciais, que deixou a última posição em 2009 (3,2) e atingiu 3,8, o terceiro menor resultado.

alimenta a fragilidade do sistema educacional do Brasil. Cerca de 13,8% dos brasileiros largam os estudos já no primeiro ano no ensino básico. Neste quesito, o País só fica à frente da Nicarágua (26,2%) na América Latina e, mais uma vez, bem acima da média mundial (2,2%).

Na avaliação

da Unesco, o Brasil poderia se encontrar em uma situação melhor se não fosse a baixa qualidade do seu ensino. Das quatro metas quantificáveis usadas pela organização, o País registra altos índices em três (atendimento universal, igualdade de gênero e analfabetismo), mas um indicador muito baixo no porcentual de crianças que ultrapassa o 5º ano. Problemas que a educação brasileira ainda enfrenta, a estrutura física precária das escolas e o número baixo de horas em sala de aula são apontados pelos técnicos da Unesco como fatores determinantes para a avaliação da qualidade do ensino. Crise financeira A crise financeira que ainda reprime o desenvolvimento de países em todo o mundo poderá também ter um reflexo bastante negativo na educação, alerta o relatório da Unesco. De acordo com a organização, o aumento da pobreza e os cortes nos orçamentos públicos das nações podem comprometer os progressos alcançados na educação na última década, principalmente nos países pobres. "Enquanto os países ricos já estão criando as condições necessárias para sua recuperação econômica, muitos nações pobres enfrentam a perspectiva imediata de uma degradação de seus sistemas educativos", alerta Irina Bokova, diretora-geral da Unesco. "Não podemos permitir o surgimento de uma "geração perdida" de crianças privadas da possibilidade de receber uma educação que lhes permita sair da pobreza." Com este cenário, a Unesco avalia que a comunidade internacional não deverá alcançar nenhum dos seis objetivos estabelecidos em 2000, em Dacar, no Senegal, que, juntos, visam a universalização do ensino fundamental até 2015. Segundo o relatório, seria necessário cobrir um déficit de US$ 16 bilhões para atingir essas metas, acabando com o analfabetismo, que hoje atinge cerca de 759 milhões de adulto no mundo, e possibilitando que as mais de 140 milhões de crianças e jovens que continuam fora da escola tenham a oportunidade de estudar.

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