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M arce l o Re be l o d e S o u sa


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1934

A

história da Garrett começou em 1934, já o Estoril era uma realidade em expansão, depois do arranque sonhado e concretizado

por Fausto de Figueiredo. Mais concretamente, essa história iniciou-se no cartório de Armando Vieira de Sousa, na Travessa das Flores, número 4, em Cascais. No dia 12 de Dezembro. Nessa data, Dona Maria Tereza Chagas, viúva, proprietária, moradora no Estoril, que havia comprado, em 1932, o prédio da Avenida de Nice, números 2 a 6, arrendou o rés-do-chão, esquerdo e direito, à firma Pereira & Lopes, gerida por Joaquim Pereira, Pedro d’Oliveira Lopes e Abel Francisco da Costa. A firma, uma sociedade comercial em nome colectivo, tinha sede no Monte Estoril e os dois primeiros gerentes viviam na futura Costa do Sol, um no Monte Estoril, o outro em Cascais. O arrendamento era por um ano, a acabar em 31 de Dezembro de 1935. Destinava-se “ao exercício do comércio de pastelaria e confeitaria” e “ao exercício da indústria de restaurante”.

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A renda ficava em mil escudos. A inquilina poderia sublocar a casa arrendada para o mesmo ramo de negócio e era autorizada, desde logo, “a construir um fôrno ou máquina para o fabrico de artigos de pastelaria”. Testemunharam, na escritura, dois cortadores, de seu nome Silvério Graça e António Real Júnior. P or curiosidade se dirá que Dona Maria Tereza Chagas tinha pago, por todo o prédio – na altura com mais de cinquenta anos – cento e oito mil escudos. E o vendedor fora Figueiredo e Sousa Limitada, ou seja, uma sociedade ligada à família de Fausto de Figueiredo. E se recordará que o mesmo prédio era descrito como tendo “três corpos sendo o central saliente e composto de rez do chão e primeiro andar com seis divisões em cada pavimento, tendo o rez do chão três portas servidas por duas escadas laterais com varandim à frente, e nos corpos laterais tem rez do chão com vinte divisões”.

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1935

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Pereira & Lopes abre, então, a Garrett em 1935 e, durante mais de sessenta anos, os seus clientes conhecerão a família Lopes, designadamen-

te Pedro d’Oliveira Lopes, sua mulher, Dona Engrácia, e, mais tarde, seu filho, António Pedro Ramos Lopes. Só não saberão que, entretanto, o prédio passara a ser propriedade do Estado, ou, com mais rigor, da Fazenda Pública. E isto porque a anterior proprietária, Dona Maria Tereza Chagas, o doara ao Estado, ao abrigo do Decreto-Lei n.º 31121, de 3 de Fevereiro, destinando-se o seu rendimento líquido ao Museu Nacional de Soares dos Reis, no Porto, para aquisição de obras de arte ou de móveis artísticos, realização de trabalhos ou melhoramentos do mesmo Museu, constituindo o Fundo João Chagas.

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1940 Quem eram, no princípio da década de 40, os seus inquilinos? Pedro d’Oliveira Lopes sucedera a Pereira & Lopes, continuando com a Garrett no n.º 4, rés-do-chão esquerdo e direito, pagando mil escudos. A antiga senhoria, agora inquilina, pagava seiscentos escudos. No n.º 2, rés-do-chão e primeiro andar, vivia a viúva de Francisco Rodrigues da Silva, com renda de seiscentos e cinquenta escudos. No n.º 6, primeiro andar, vivia e tinha consultório médico o Dr. Joaquim d’Abreu Loureiro, pagando setecentos escudos. No mesmo n.º 6, Alfredo & Antonino Limitada, ocupava o rés-do-chão do lado Norte, com cabeleireiro de senhoras e perfumaria, e Oliveira & Pimentel tinha drogaria, no rés-do-chão B, pagando aquele seiscentos escudos e este quatrocentos. Finalmente, Saul Cunha e Silva morava no 1.º andar e em parte do rés-do-chão do n.º 6 A, com renda de quinhentos escudos.

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Este rol de inquilinos tem que se lhe diga, já que, durante mais de meio século, conviveriam pastelaria, cabeleireiro e drogaria, enquadrados por habitação, sob a presença protectora – que se expandiria mais tarde – do médico de família mais famoso do Estoril. Não foram, no entanto, sempre, pacíficas as relações entre a bem sucedida Garrett – que se converteu em lugar da moda durante a Segunda Guerra Mundial – e os seus vizinhos, por um lado, e a Fazenda Pública, por outro. Cabeleireiro e drogaria queixavam-se da afirmação imperial da Garrett. A Fazenda Pública ordenou despejo, em 6 de Novembro de 1943, por não realização de obras. Despejo logo suspenso a pedido de Pedro d’Oliveira Lopes, na altura já morador no Chalet Cecília, na Avenida dos Bombeiros Voluntários, no Estoril. Quem o conheceu recorda a sua determinação. E, para explicar os atrasos nas obras, invocou, além da “falta de materiais de construção”, a “distância a que se encontra o estabelecimento do centro da cidade”. E levou por diante a sua obra e o seu projecto, ficando na Garrett até morrer.

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alando em Garrett, ou “Garrett do Estoril”, como era igualmente chamada, há que lembrar que outra Garrett existia, na mesma ocasião, e existiria

durante mais algumas décadas: a “Garrett dos Estoris”, café e bar situado na Avenida Sabóia, no Monte Estoril. As duas “Garrett”, bem como o “Café Central” – também localizado na Avenida Sabóia –, haviam pertencido à Pe-

reira & Lopes, até que, em 1938, por dissolução da sociedade, Pedro d’Oliveira Lopes ficara – como vimos – com a do Estoril, que celebra os seus 75 anos, e Joaquim Pereira com a do Monte Estoril, que fecharia portas nos anos 60. O mais engraçado é que o relacionamento entre as duas casas se manteria cordato, ainda que a segunda – a da Avenida Sabóia – muito mais pequena e modesta, nunca tinha ombreado com a primeira, em prestígio e clientela, como pastelaria e restaurante.

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1945 Regressemos aos anos 40. Desta feita, a 1945. Infatigável, Pedro d’Oliveira Lopes – o Senhor Lopes, como era, respeitosamente, tratado – quis remodelar a Garrett. Para o efeito, alargou a zona do restaurante, instalou um bar – com fogão de sala –, ampliou a cozinha, remodelou o que “em requerimento” chamava de “lavabos”, reforçou a cave e redecorou o estabelecimento. Tudo com o traço do arquitecto Luiz Benavente. Contando com as diligências burocráticas e os trabalhos previstos, foram seis meses até à abertura em Junho de 1946, aproveitando o Estado para elevar para mil quatrocentos e cinquenta escudos a renda de 1934. E, porque continuava igual a si mesmo, o Senhor Lopes, logo em 1948, reconstruiu barracão que servia de armazém, situado nas traseiras, desde 1936. Barracão reconstruído que seria ampliado em 1951.

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1950

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que tinha sido novidade em 1935, firmado créditos na década de 40 – com o Estoril regorgitante de exilados, refugiados, espiões,

e, depois, novos proprietários a juntar aos das origens –, convertia-se, nos anos 50, em movimento imparável.

Situada junto aos já históricos Hotel Palácio, Hotel das Termas e Hotel de Inglaterra, ao cosmopolita clube de ténis, com novas unidades vizinhas a nascerem – como o Hotel Cibra –, e dotada de clientela fiel e exigente, a Garrett tinha de se alargar, de novo. Mais obras, agora em 1954, para melhorar a pastelaria, que precisava de ampliação. E, uma vez mais, para retocar a barraca do quintal, passando-a de lusalite a tijolo. Na Primavera de 1955, qualquer comparação com a Garrett de 1935 revelaria aumento substancial de espaço e de requinte. Sinal da prosperidade no negócio. Neste passo, é devida uma menção especial a uma família excepcionalmente paciente ao longo desses infindáveis melhoramentos da pastelaria – a família Abreu Loureiro.

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Que ocupava já todo o 1.º andar e partilhava com a Garrett a porta da entrada, constituindo como que uma segunda anfitriã – para além do Senhor Lopes – da agitada pastelaria. Agitada, é o termo. Porque, em 1956, novas obras. Para “construir um resguardo envidraçado para abrigar do frio e da chuva os clientes que utilizam os dois terraços que ficam ao lado da porta da entrada”. Projecto do arquitecto Raul Tojal. Quatro vãos, com janelas basculantes e bandeiras, com ferragem pintada a zarcão e tinta de óleo – eis a armação que, romanticamente, se admitia “poder ser retirada quando for conveniente, o que deve suceder no Verão”. Recorde-se que a frontaria da Garrett está virada a Oeste, mas os terraços eram também batidos pela nortada, canalizada pela Avenida de Nice. Se somarmos a esta estrutura amovível, que acabaria por se perpetuar fixa, mais alterações no bar – de onde desapareceria o fogão – e no salão de chá, em 1958, teremos a Garrett que os mais antigos clientes ainda vivos recordam com alguma precisão.

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1960

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ano de 1960 foi assinalado pela ideia de criar uma secção de charcutaria, pela substituição da armação de ferro dos terraços por outra de

alumínio anodizado, por exaustivas vistorias da Fazenda Pública –, visando realizar reparações mais urgentes, e, sobretudo, pela actualização da renda, que passaria para dois mil e duzentos escudos. E, durante toda uma década, serenaria o ímpeto de obras de Pedro d’Oliveira Lopes, sendo certo que se mantinha o prestígio da casa, que resistira a ofensivas bem directas, como a da instalação de pastelaria concorrente – a Valmar – mesmo ao atravessar a rua, a menos de cem metros de distância. Depois de tentativa, infrutífera, para suceder à drogaria, em 1971, desse modo ampliando a área da Garrett, entendem Pedro d’Oliveira Lopes e sua mulher, D. Engrácia Ramos Lopes, ter chegado o momento de começar a preparar a sucessão. Haviam corrido trinta e oito anos sobre a escritura de arrendamento e pedem à Fazenda Pública para os autorizar a trespassar o estabelecimento para sociedade a constituir sob a denominação de Pedro de Oliveira Lopes, Lda., da qual serão sócios conjuntamente com o filho, António Pedro Ramos Lopes.

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A autorização foi dada, em 29 de Junho de 1972, com actualização de renda para cinco mil escudos, aumentados para oito mil escudos, a partir da escritura da constituição da nova sociedade. Se, desde sempre, o Senhor Lopes fora apoiado por sua mulher, Senhora Dona Engrácia, a partir dos anos 60 ganhara progressivo protagonismo o filho, que assumira mesmo a posição de sócio gerente da Pedro de Oliveira Lopes, Lda.. Caber-lhe-á, assim, celebrar novo contrato de arrendamento, em 25 de Março de 1975. Desta feita, arrendamento por um ano, prorrogável.

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1970

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final dos anos 70 conhecera algumas vicissitudes na actividade económica em geral, e na vida da Garrett também.

Talvez por esse motivo, António Pedro Ramos Lopes – há muito tratado, afectuosamente, por Senhor António – repontou quando, em 1980, o Estado quis elevar a renda para dez mil e oitocentos escudos. Invocou que o prédio – dos mais antigos do Estoril – nunca tivera obras de conservação pagas pelo senhorio e que havia sido o inquilino a arcar com perto de trezentos mil escudos de obras internas, em 1979, preparando-se para mais obras externas, nos meses subsequentes. Nada demoveu o Património do Estado – que sucedera à Fazenda Pública – e que não só procedeu, em Agosto de 1980, ao aumento encarado, como, a partir de 1984 e até 1986, insistiu por uma actualização. A Repartição de Finanças de Cascais foi estudando, minuciosamente, o processo de avaliação, e a renda seria fixada, em Outubro de 1986, em vinte e quatro mil escudos. E viria a conhecer, entre 1987 e 1991, os acréscimos anuais, derivados da aplicação do coeficiente fixado nos termos da lei. Em 1991, o seu valor era de trinta e três mil cento e sessenta e um escudos.

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Até que o Estado decidiu vender, em hasta pública, o prédio da Avenida de Nice, n.ºs 2 a 6, no âmbito de uma nova política de gestão do seu património. No dia 20 de Fevereiro de 1991, foi arrematado em hasta pública, realizada na Direcção de Finanças do Distrito de Lisboa, por quarenta e nove milhões e cem mil escudos. Adquiriram Dona Maria José Miranda, Dr. Joaquim Abreu Loureiro, Eng.º José Carlos Guapo de Almeida, Oliveira & Pimentel, representada por Dona Joana Stucky de Quay de Coronel, Dr. Pedro Abreu Loureiro, Pedro Oliveira Lopes, Lda., representada por António Pedro Ramos Lopes (na permilagem de 270/1000 anos) e Jorge Figueiredo (também na mesma permilagem, o que fez dele, com Pedro Oliveira Lopes, Lda., donos de mais de metade do prédio).

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1970-80

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ronicamente, a Garrett passaria a ser propriedade da Família sua criadora no instante em que se avizinhava a hora de passagem irreversível de testemunho.

Vencera todos os desafios – o da fundação, o da afirmação, o da consolidação, os da concorrência, os das crises económicas nacionais das décadas de 70 e de 80, o do desaparecimento do fundador, o do reajustamento de padrões de comportamento. Com a manutenção da excelência da pastelaria (relevo à parte para as “pratas” e o bolo-rei), a constância da clientela do café, e, também, a crise do bar e da restauração. Mas muito tempo passara e o Senhor António e sua mulher, Dona Emília, sentiam já o peso dos anos e a vontade de descansar. Por outro lado, o final dos anos 80 e o começo dos anos 90 tinham lançado a moda das agências bancárias omnipresentes e mais de uma casa comercial de nome não resistira à tentação de uma choruda venda.

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A Garrett passou, então, a ser tema de conversa, especulando-se com potenciais compradores. E esboçaram-se grupos de amigos da Garrett, para ajudarem a resistir às imaginadas investidas bancárias. Foi esse um período novamente agitado para o sexagenário estabelecimento, numa Avenida de Nice pautada pela permanência das mesmas instituições de referência, como o vetusto Hotel de Inglaterra, a clássica Antique ou o também sempre resistente Saloio.

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1998

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uando muitos já temeriam o pior, António Casaleiro Ramos – que havia deixado a restauração a que estivera ligado, nomeadamente no

Visconde da Luz, em Cascais – comprou a Garrett. E, com a sua filha Vera Susana Ramos, logo a remodelou, profundamente. Primeiro, renovando pastelaria, cozinhas na velha cave totalmente refeita, bar e antigo salão de chá. Depois, alterando os terraços. Finalmente, adquirindo a moradia vizinha e unindo-a ao edifício originário, o que permitiu praticamente duplicar a área de bar e de restauração. Cotejando com a Garrett de 1935, a superfície quase multiplicara por cinco, incluindo o primeiro andar e a cave. Assistiu-se, então, a um fenómeno não muito frequente em Portugal: o somatório de clientelas muito diferentes, ultrapassando mesmo tempos áureos como os de 40 a 60. À cabeça, os fiéis dos anos 30 e 40, com a Família Abreu Loureiro a encimar (a mãe Isabel e os filhos Pedro e Isabel sempre incondicionais).

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A seguir as crianças e jovens dos anos 50 e 60, hoje avós, que criaram filhos e netos no hábito da Garrett (ao sábado ou ao domingo, à hora de almoço, vários logo a seguir às diversas missas; ou, ainda, para um salto durante a semana, também ao almoço ou ao fechar da loja). Os que a conheceram nos anos 70, 80 ou 90 e a integram na sua volta dominical ou “passeio dos tristes” vindos de Lisboa. Os muitos, mais novos, que chegaram nos últimos 10 anos. Até os alunos de escolas próximas (como os Salesianos e o Amor de Deus), os que trabalham nas redondezas, os turistas que são alertados para essa tradição estorilense. Os próprios bancários dos variados bancos ao virar da esquina, que, eles próprios, ganham com a Garrett não ter virado banco.

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2009

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porque a História é feita de fluxos e refluxos, a Garrett, renovada pelos seus 75 anos, vai testemunhar a reabertura do Hotel das Termas, que

viu prosperar, definhar e morrer, para, agora, renascer. Tal como testemunha, a dois passos, a evocação dos exilados ilustres da Segunda Guerra Mundial no centro camarário instalado nos antigos Correios. Ela que viu entrar muitos desses exilados para tomar um café, ou um chá, comer um jesuíta, um palmier ou um pastel de nata, levar “pratas” ou reservar um bolo-rei. Nada do que se passou à sua volta – entre 1934 e 2009 – lhe é estranho. Viveu tudo isso. Os primeiros anos da Constituição de 33. Carmona no Hotel Palácio. Depois, Hiroito a passar nele a sua lua de mel. A morte do Casino do Monte Estoril. O Hotel Atlântico e o English Bar e as espionagens inglesa e alemã durante a guerra. Os ex-monarcas ou futuros monarcas pelos Estoris (com destaque para o Conde de Barcelona e o jovem Juan Carlos). Os corsos carnavalescos, as gincanas automóveis e as exposições caninas no parque.

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A concessão do jogo, primeiro à Família Figueiredo, depois à Família Teodoro dos Santos, mais tarde a Stanley Ho. O nascimento da Escola Salesiana e sua expansão. O EstorilSol e a estupefacção de Salazar. O Tamariz das várias épocas. As noitadas no Mr. Pickwick. As ascensões e metamorfoses de Caixote, Ronda, Palm Beach, Frolic e reaparecido Vangôgo. Os sempre presentes Bombeiros e o seu cinema ao ar livre. Os sucessivos Casinos. Os torneios de ténis e a partida do clube para a auto-estrada. Os concertos de jazz nos Salesianos e as reuniões de capitães do MFA em Cascais. As passagens do Cibra a Real, e do Paris a Sana. A criação da Junta de Turismo da Costa do Sol, a sua passagem a Costa do Estoril, a sua morte, por integração na Região de Lisboa. Tudo isto, e muito mais, viveu. Daí a sua memória. Daí, também, a sua juventude. M arce l o Re be l o d e S o u sa Estoril, 2009

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António Casaleiro Ramos

a garrett em números fábrica: 10 (pasteleiros e forneiros) cozinha: 11 (cozinheiros e ajudantes) balcão pastelaria: 6 empregadas mesas e bar: 11 empregados porteiro / segurança: 2 escritório: 2 lugares sentados: 160

ficha técnica Título: Garrett do Estoril Texto: Marcelo Rebelo de Sousa Design Gráfico: Atelier Kahn Fotografias: Arquivo Histórico Municipal de Cascais (p. 2, 44) Ana Paula Carvalho (p. 4, 8, 10, 13, 14, 18, 21, 25, 29, 30, 34, 36, 39, 40) Evelyn Kahn (p. 7, 17, 22, 26, 33, 42, 46, 48) Impressão: M2 Artes Gráficas Dezembro 2009 Interdita a reprodução total ou integral do texto ou imagens por quaisquer meios.


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