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Voz da Escola E s c o l a S e c u n d á r i a c/ 3 º C i c l o H e n r i q u e M e d i n a Nº 10 — Janeiro 2011

EDITORIAL

Estamos de volta! Como tem sido prática do VE, continua a ser nosso intuito fazer deste jornal um portal convidativo à reflexão, à partilha e à construção de opiniões entre toda a comunidade educativa, cujo ponto comum é a educação para os valores da cidadania. Neste número e, indo de encontro a esta filosofia, os nossos leitores terão oportunidade de reflectir, ler, conhecer um pouco do trabalho que diariamente preenche a vida escolar, inserida num contexto global, ao qual não podemos ficar indiferentes. E para provar que não viramos as costas a esta realidade que nos circunda, apresentamos contributos de alunos e professores sobre temas como violência, discriminação, literatura, desporto, política e educação. O VE espera, desta forma, servir de motor para a construção de uma Escola do Século XXI, atenta ao mundo que a rodeia e consciente do seu papel formativo de cidadãos responsáveis, criativos e interventivos. VE

Concurso Nacional de Leitura — 1ª Fase Pelo segundo ano consecutivo, a BE organizou a 1ª Fase do Concurso Nacional de Leitura, destinado aos alunos do 3º Ciclo do Ensino Básico e do Ensino Secundário. As obras seleccionadas para esta fase foram “ O Casamento da minha Mãe” de Alice Vieira, “Cartas a uma Jovem Matemática” de Ian Stewart e “O Anjo Branco” de José Rodrigues dos Santos. (Continua na página 24)

Lembrar Rosa Lobato de Faria ( 2 de Fevereiro 2010 -1º aniversário da morte ) O VE não quis deixar de homenagear a escritora, apresentando o excerto de uma entrevista realizada pelo Jornal de Letras. (ver mais na página 13)

Ficha Técnica Propriedade: Escola Secundária c/ 3º Ciclo Henrique Medina Coordenação: Equipa Coordenadora da Biblioteca Escolar Nesta edição: Secções Editorial

págs.

1

Secções Opinião

págs.

14-15

Educação

2-3

Ciências Experimentais

Línguas

4-7

Desporto

17-19

Biblioteca Escolar

8-9

Clubes/ Projectos

20-23

Literatura

10-13 Última

16

24


Educação ACESSO AO ENSINO SUPERIOR 2009/10 No final de cada ano escolar, para os alunos que frequentaram o 12º ano de escolaridade, surge, como o culminar de uma longa jornada de estudo, trabalhos, projectos e desafios, o acesso ao Ensino Superior. Em Setembro de 2010, foram conhecidos os resultados das colocações nas diferentes instituições e cursos superiores. Na 1ª Fase de acesso ao Ensino Superior, apresentaram candidatura 190 alunos da Escola, dos quais 164 foram colocados numa Universidade ou Instituto Politécnico (86%). Dos alunos que conseguiram “entrar para a faculdade”, nesta primeira fase, 49% foram admitidos na sua primeira opção de candidatura, 19% na segunda, 14% na terceira, 9% na quarta, 6% na quinta e 3% na sexta. Nesta 1ª fase de candidatura, os cursos onde se verificaram mais entradas foram: - Engenharia (41 alunos, 25%); Educação (17 alunos, 10%); - Contabilidade e Administração (9 alunos, 5,5%). No seguimento do que se vem verificando em anos lectivos anteriores, um número significativo de alunos é colocado em cursos da área de saúde, nomeadamente Farmácia (7 alunos), Medicina (4 alunos), Enfermagem (4 alunos), Análises Clínicas (2 alunos) e Medicina Veterinária (1 aluno). As instituições do Ensino Superior onde se verificou maior número de colocações foram: - Instituto Politécnico do Cávado e Ave (IPCA), 33 alunos; - Instituto Politécnico de Viana do Castelo, 31 alunos; - Instituto Politécnico do Porto, 21 alunos; - Universidade do Minho, 20 Página 2


Ciência

Educação alunos; - Universidade do Porto, 16 alunos. Verifica-se um nítido equilíbrio entre as colocações nos Institutos Politécnicos e nas Universidades.

Na 2ª fase de acesso ao Ensino Superior, apresentaram candidatura 76 alunos, dos quais 36 ficaram colocados (47%). Relativamente à colocação por opção, destaca-se que metade dos alunos ficou colocada na 1ª opção (50%), 8 na 2ª (21%), 6 na 3ª (16%), 2 na quarta (5%), 1 na 5ª (3%) e 2 na 6ª (5%). Tal como se havia verificado na candidatura da 1ª fase, também na 2ª, os cursos superiores de Engenharia e Educação foram os que integraram maior número de alunos da Escola, com 13 e 8 alunos, respectivamente. O curso de Enfermagem recebeu dois alunos da nossa Escola, seguindo-se os cursos de Medicina Veterinária, Cardiopneumologia, Psicologia, Farmácia, Multimédia, Solicitadoria, Gestão, Design, Arquitectura, Turismo, Secretariado, Direito, e Ciências da Comunicação, nos quais ficou colocado 1 aluno por curso. Relativamente às instituições onde ficaram colocados os alunos nesta 2ª fase destacam-se os seguintes estabelecimentos: Institutos Politécnico de Viana do Castelo e de Bragança, logo seguidos da Universidade do Minho. Observatório da Qualidade da Escola (OQE)

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Ciência

Línguas The Global Language American English, British English, Australian English, Canadian English, South African English and Caribbean English are just some of the varieties of this language spoken all around the world: it’s considered to be the Universal language. It is very important that there is a language that everyone knows how to speak and understand with each other. Many people think that the more early we learn English, the more success we will have in life, and we strongly believe in that. Although English is not the first widely spoken language in the world, it is estimated that there are over 300 million native speakers worldwide. Everyone knows that English is used in different kinds of areas such as in science, aviation, computing, diplomacy and of course tourism which makes English very popular. In our opinion, although we should preserve the rich linguistic variety of Europe and of other countries, if we all think about it, talking English makes communication much easier in all different kinds of levels. ….. The way the European Union makes easier for European citizens to travel, do business and communicate around European Union consolidates the need for a lingua franca. We live in a world ruled by business, technology and communication and all those are universally bounded in English. That demonstrates the need to know how to speak English and that should be regarded as a Universal language so that everyone could speak to people from other countries without having to learn another language. ….. Each country has the right to preserve its own language. All over the world there are many countries and many languages, each one is the reflex of each culture, traditions and identity, It’s important to protect each language so that people can feel proud of their own nation, feel good in their own motherland and know the history evolution and its effects in the language of their country. In conclusion, native language enriches the “nature” of plurilingualism and, on the other hand, only one language prejudices the linguistic repertoire. Prof. Eduardo Silva

“Mastering the English language is an essential skill to be part of the 21 st century. Being monolingual is a limitation” I completely agree with the statement. Today we live in a global village and a standard language is required. English plays a central role in this globalization because it has the political, scientific, economic and cultural power. In fact, English is the dominant international language in communications, science, business, air traffic, entertainment, diplomacy and on the Internet. Furthermore, English is used as a second language in several countries. Lots of people around the world are learning it because it is an opportunity for a better life and also for a better job. More and more people need to be bilingual, that is, they have to speak their mother tongue and also the English language. On the one hand, English can be very difficult to learn. On the other hand, learning English can be very rewarding because speaking this language is an essential skill to be part of the 21 st cen(Continua na página 5)

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Ciência

Línguas (Continuação da página 4)

tury. For me, learning English is very fun because it is versatile enough to express every thought. I am sure that the English language will be very helpful and important for my future professional career. To conclude, English represents hope for a better future, a future where the world has a common language to solve its common problems. Ana Sofia Ferreira, 10ºD

I have been learning English since I was in the 5th grade so the English language isn’t strange for me. In my country learning English is compulsory because it is the language of globalization and it is used for everything from international business and social and cultural affairs to popular music lyrics. It is the language of computers and the internet. Besides, English is used between native speakers and foreign speakers to discuss global problems in global conversations. Like Portugal, many countries around the world have English as a second language because it gives them the opportunity of a better life with a good job. In the 1300s, the English language was only spoken by the “low people” of England. Now, with the globalization of English and with the importance that is has gained, it is predicted that very soon half the world will be more or less proficient in it. In conclusion, even if it follows different directions, the English language is an essential skill to be part of the 21st century. António Amorim, 10ºC Página 5

TIME FOR POETRY

“NON SUM QUALIS ERAM BONAE SUB REGNO CYNARAE” TRANSLATION: “ I AM NOT AS I USED TO BE UNDER THE REIGN OF GOOD CYNARA” “ Não sou como era sob o reino da boa Cinara “ LAST NIGHT, AH, YESTERNIGHT, BETWIXT HER LIPS AND MINE Ontem à noite, ah , na noite de ontem, entre os seus lábios e os meus THERE FELL THY SHADOW, CYNARA! THY BREATH WAS SHED Caiu a tua sombra, Cinara! A tua respiração foi derramada UPON MY SOUL BETWEEN THE KISSES AND THE WINE; Sobre a minha alma entre os beijos e o vinho; AND I WAS DESOLATE AND SICK OF AN OLD PASSION E eu estava desolado e doente por causa de uma velha paixão YEA, I WAS DESOLATE AND BOWED MY HEAD: Sim, estava desolado e inclinei a minha cabeça: I HAVE BEEN FAITHFULL TO THEE, CYNARA! IN MY FASHION. Tenho-te sido fiel, Cinara! À minha maneira. ALL NIGHT UPON MINE HEART I FELT HER WARM HEART BEAT Toda a noite sobre o meu coração senti o seu quente bater do coração NIGHT-LONG WITHIN MINE ARMS IN LOVE AND SLEEP SHE LAY Noite adentro, bem nos meus braços em amor e sono fica ela SURELY THE KISSES OF HER BOUGHT RED MOUTH WERE SWEET Certamente que os beijos da sua boca vermelha e paga eram doces BUT I WAS DESOLATE AND SICK OF AN OLD PASSION Mas eu estava desolado e doente por causa de uma paixão antiga WHEN I AWOKE AND FOUNDTHE DAWN WAS GRAY: Quando despertei e descobri que a madrugada era cinzenta: I HAVE BEEN FAITHFUL TO THEE, CYNARA! IN MAY FASHION. Tenho-te sido fiel, Cinara! Do meu jeito. I HAVE FORGOT MUCH, CYNARA! GONE WITH THE WIND, Esqueci muito, Cinara! Levadas pelo vento, FLUNG ROSES, ROSES RIOTOUSLY WITH THE THRONG, Rosas arremessadas, rosas desenfreadamente com a multidão, DANCING, TO PUT THY PALE, LOST LILIES OUT OF MIND; Dançando, para pôr os teus pálidos lírios fora do pensamento; BUT I WAS DESOLATE AND SICK OF AN OLD PASSION, Mas eu estava desolado e doente por causa de uma velha paixão, YEA, ALL THE TIME, BECAUSE THE DANCE WAS LONG: Sim, todo o tempo, pois a dança era longa; I HAVE BEEN FAITHFULL TO THEE, CYNARA! IN MY FASHION Tenho-te sido fiel, Cinara! Do modo que sei. I CRIED FOR MADDER MUSIC AND FOR STRONGER WINE Gritei por música mais louca e por vinho mais inebriante BUT WHEN THE FEAST IS FINISHED AND THE LAMPS EXPIRE Mas quando a festa se acaba e a candeia se apaga THEN FALLS THY SHADOW, CYNARA! THE NIGHT IS THINE; Então a tua sombra cai, Cinara! A noite pretence-te; AND I AM DESOLATE AND SICK OF AN OLD PASSION, E eu estou desolado e doente por causa de uma paixão antiga; YEA, HUNGRY FOR THE LIPS OF MY DESIRE; Sim, faminto pelos lábios do meu desejo; I HAVE BEEN FAITHFULL TO THEE, CYNARA! IN MY FASHION. Tenho-te sido fiel, Cinara! Como sei. BY Ernst Dowson 1867-1900, ENGLIS POET Translation by Eduardo Silva,


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Línguas Les professeurs de Français de cette école vous souhaitent une très Bonne Année 2011! Gateau au chocolat - Smarties

Dans mon cartable Refrain (bis) Dans mon cartable y'a des livres et des cahiers une gomme introuvable et des crayons cassés… Mais je peux trouver Une feuille de papier Où j'ai dessiné Un grand soleil doré Refrain Mais je peux trouver Une feuille de papier Où j'ai dessiné Une grande maison carrée Refrain

Une tarte festive et colorée, facile à réaliser ! Une recette rapide qui ravira les papilles des gourmands et réveillera les pupilles de tous les invités. Succès garanti ! Préparation : 35 min Cuisson : 20 min - 180°C Ingrédients : 120 g de beurre mou 100 g de sucre glace 1 pincée de sel fin 1 oeuf entier 230 g de farine 200 g de chocolat noir dessert 20 cl de crème liquide 2 grosses poignées de Smarties Préparation : 1. Dans un récipient, mélanger le beurre mou avec le sucre glace et la pincée de sel. - Ajouter l’oeuf entier puis la farine. - Former une boule de pâte puis la mettre au réfrigérateur couverte d’un film alimentaire pendant environ 30 minutes.

Refrain

2. Cuire la pâte : - Préchauffer le four à 180°C sur thermostat 6. - Etaler la pâte avec précaution dans un moule à tarte beurré fariné ou recouvert de papier sulfurisé. - Faire cuire le fond de tarte pendant 20 minutes environ.

Mais je peux trouver Une feuille de papier Où j'ai dessiné Un oiseau coloré

3. Le chocolat: - Hacher grossièrement le chocolat, le mettre dans un saladier. - Porter la crème à ébullition, la verser sur le chocolat et bien mélanger. - Laisser reposer pour que la ganache devienne moins liquide.

Mais je peux trouver Une feuille de papier Où j'ai dessiné Un sapin décoré

Refrain Mais je peux trouver Une feuille de papier Où j'ai dessiné Un bonhomme avec un gros nez

4. La tarte prend forme ! - Verser la ganache sur le fond de tarte refroidi, bien l’étaler. - Attendre quelques instants, puis répartir les Smarties dessus. 5. Réserver la tarte au réfrigérateur pendant 1h avant de servir. Un gâteau aussi beau que bon !

Astuce du chef Momes Astuce déco : Avec les Smarties, on peut écrire l'âge, les initiales de l'enfant ou faire un dessin ! Página 6


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Línguas Pompom de Noël Ce que c'est mignon un pompom ! Et dire qu'il suffit d'un simple bout de laine pour obtenir cette belle boule de noel ! Matériel : laine carton épais ciseaux Réalisation : - Commencez par couper deux cercles de la même taille troués en leur mileu. Pour le diamètre du cercle, prenez un gros verre par exemple. Pour le trou central, prenez une pièce d' 1 euros - (image 1). Dites-vous que plus le cercle sera grand plus vous obtiendrez un grand pompom. - Coupez un très grand bout de laine - (3-4 mètres minimum). Superposez les 2 cartons puis enroulez la laine autour une fois et faites un noeud. - Continuez d'enrouler jusqu'à ce que vous ne puissiez presque plus passer la laine dans le trou du milieu - (image 2). - Maintenant, il faut couper la laine au niveau du carton - (image 3) C'est assez dur, il faut de la force ! - Une fois la découpe de la laine terminée, passez entre les deux cartons un bout de laine. Faites plusieurs tours et faites un noeud bien solide qui permettra de maintenir le tout. - Vous pouvez maintenant déchirer les bouts de cartons pour les enlever du pompom. Donnez une belle forme à vos pompoms, coupez au ciseaux les bouts de laine qui dépassent, en gardant un grand bout pour fixer votre pompom au sapin !

DÉCOUVRE, DANS LE DESSIN PRÉSENTÉ, SIX DIFFÉRENCES:

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Fr ancop ho nies

Biblioteca Escolar A nossa BE em revista...

Dia do Diploma Centenário da República

Formação de utilizadores Filosofia para Crianças

Exposição “ Dois Olhares ” Homenagem a Rómulo de Carvalho

Feira do Livro Noite Cultural

Festa de Natal Página 8

Encontros com escritores


Fr ancop ho nies

Biblioteca Escolar

Formação de docentes

Concurso Nacional de Leitura

Chá com Livros

Para saber mais sobre estas e outras actividades, consulte o blogue da BE em becomletras.blogspot.com

Feira do Livro Anualmente, realiza-se a Feira do Livro, na Biblioteca Escolar, na Escola Secundária Henrique Medina. Este ano decorreu do dia 6 de Dezembro até ao dia 10. Nesse mesmo dia, para finalizar a Feira do Livro, houve um encontro com o autor Nuno Higino. Este autor escreveu o livro “A Maçã Vermelha”. As turmas do 7ºano leram e analisaram este livro, preparando actividades para receber o prestigiado autor. A Feira do Livro tem como finalidade incentivar os jovens à leitura e valorizar a importância da escrita. Assim, toda a comunidade escolar teve o direito a visitar a Feira do Livro e os Encarregados de Educação também puderam comparecer. Joana Moreira, 7ºA

A Nuno Higino… Nasceu numa pequena aldeia, Onde foi muito feliz. Jogava à bola nos campos E também nos jardins. Era ainda bebé Ainda não andava E o seu caminho Já começava. Num seminário andou Mas depressa desistiu Preferiu a escrita, Que se reflectiu. Passados muitos anos Ainda acredita na fé, Que sempre o acompanha, Nos textos que relê. Beatriz Boaventura, Cláudia Rodrigues e Joana Silva, 7ºA Página 9

A Maça Vermelha “Com essa tua pele, aveludada mente, vermelha Eu me rendo aos teus encantos Sacio o meu desejo E imagino-te nos campos. Que mais belo existe do que contemplar-te na Natureza? Tu, que tal como eu és filha dela, Gostas do frio! Mas maravilho-me ao ver-te quando os raios de sol te procuram! Muitos gostam de ti e fico com essa fiel certeza. Tu és o meu maravilhoso ser da terra És o meu sol ao acordar A minha lua ao deitar. Desapareceste mas deixaste-me na memória Não me consigo esquecer de ti Da tua maravilhosa cor Da tua flor! És possível de não relembrar Mas impossível de esquecer Pois só em ti (Continua na página 10)


Literatura/Poesia (Continuação da página 9)

Eu sabia o que era a doçura de te querer.

Apenas uma flor Num vasto campo colorido. Sou uma gota do suor De um riacho escondido.

Bebia da tua alma E crescia através de ti Eras-me tudo O que eu sempre quis.

Se já nasci, quero viver Se vivo, quero-me libertar. Mas não viverei sem entender Se vale a pena respirar.

Agora, só tenho a saudade Que ainda me resta Ficará sempre no meu coração Cheio de paixão.”

Se sou luz, quero ser Sol E se sou força, ser explosão. Se sou amor, quero fazer mais Do que bater um coração.

Quando acabou de ler A mensagem de Gusanito Já se fazia ver A lágrima no seu olhito.

Se sou pessoa, quero-me atirar Desta asfixiante ponte. Se sou ave, quero voar Para além do horizonte.

Pobre da maçã que sofri por amor Queria tê-lo ao seu pé Mas a distância era tanta Que perdera toda a sua fé. Beatriz Boaventura, Cláudia Rodrigues e Joana Silva, 7º A (baseado no livro “A Maça Vermelha”, de Nuno Higino)

Eu era o mar e sou tempestade Que quer derrubar barreiras. Eu sou o sorriso com vontade De destruir nossas fronteiras. Ana Carolina, 11ºB

Perturbam mil pés o quieto chão, Avançam, Perdidos, Contra a razão. Seguem e seguem, levantando o pó Ele grita, Sem medo, Pois não está só. Revolução!

Acróstico Pessoano

Respira os silêncios da Natureza Percorre, Sozinho, Com toda a certeza. EntregaEntrega-se ao mundo, faz dele seu ser Caminha, Num trilho Que tende a desaparecer. Pureza!

Alto e moreno é. Longe do passado poético, Vive o agora pleno de sensações fortes Até à exaustão. Resolveu “modernizar-se” e Odes futuristas escreveu. Cada verso seu Apresenta um turbilhão de apóstrofes Manifestado no elogio da máquina. Procura emoções fortes Ora sentindo, ora pensando Sempre num estado nervoso e febril.

Vingam os ideais já esquecidos. Confia em si, Nos rumos escolhidos. Renunciam à rotina, apelam ao irmão. Bastante mais fácil é Segurar o comando na mão. (Des)Temidos!

Prof. Ulisses Mota

Inês Areia, 11ºA Página 10

Eu sou…


Literatura/Poesia Impressões de leitura: “O Bom Inverno” Este livro foi-me dado a conhecer pelo professor Ulisses e relata uma sucessão de crimes envoltos em mistério onde o amor se mistura com a literatura. O livro é da autoria de João Tordo e foi publicado recentemente, mais, precisamente, em Agosto deste ano. A obra fala sobre um escritor, bastante semelhante ao doctor House, que leva uma vida decadente e frustrada, pois vende poucos livros. No entanto, o destino prega-lhe uma partida. Numa noite recebe um telefonema onde o convidam para uma conferência de escritores na Hungria. Depois de hesitar, vê que não tem nada a perder e resolve aceitar. Lá encontra um grupo de amigos: Vicenzo e a sua namorada Olívia e Nina. Depois de se tornarem amigos, ele fica a saber que o pai de Vicenzo é um homem que mantém. Um desses seus conhecidos é Don Metzger, um produtor bastante famoso que vai tornar o livro do namorado de Nina num filme. Mas tudo isto acontece num sítio chamado Sabaudia, que ficou parcialmente abandonado depois da morte de Mussolini. Os quatro embarcam nesta viagem sem saber o que os espera. Porém, depois de chegarem a Sabaudia, dão-se conta que quem os espera são os empregados de Don tal como aos restantes convidados. Mas nessa noite Don aparece morto no seu carro, em circunstâncias anormais. O fiel empregado de Don, Bosco não se conforma com a forma como morreu o patrão e jura justiça. Mas quem era Don Metzger? E qual a verdadeira profissão de Bosco? Qual o objectivo de Vicenzo? O escritor entra num mundo infindável de questões, mortes e jogos macabros, corpos abandonados, armadilhas, amores e desejo. É um livro incrível e inigualável que incita o leitor a utilizar a sua criatividade e seu raciocínio para desvendar o enredo. É um romance que prende do início ao fim em contínuo suspense. Liliana Ferreira, 12ºH

A propósito do romance “O Anjo Branco” “O mal é a incapacidade de imaginar os sentimentos do outro e de os sentir como se pudéssemos ser nós.” “O bem é pormo-nos no lugar do outro. E actuar em conformidade, claro.” Citações da obra “O Anjo Branco” de José Rodrigues dos Santos

O mal vem da fonte do egoísmo; o bem vem do imenso lago dos afectos. Concordo com as citações de J. R. dos Santos – foram longe o suficiente. Ser mau é ver com palas nos olhos, sendo que só olhamos para a frente, – e só contemplamos a nossa imagem no espelho – sem sequer pensar que, se nos virarmos para o lado, encontraremos outras formas de viver. O mal é profundamente egocêntrico: dá-nos a ideia que o mundo somos nós; mas não é assim. Por outro lado, o bem é a capacidade de nos colocarmos no lugar dos outros, é o altruísmo da acção. O bem são os gestos, a comunicação universal – se agirmos “(…) em conformidade, claro.”. Em suma, para mim, o mal guia-se por Louis XIV: “Eu sou o Sol!”; o bem, por sua vez, vem da frase de Gandhi: “Quando o Sol nasce, nasce para todos.” Maria Esteves - 12ºG

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Literatura Esposende, 13 de Janeiro de 2011 Querida amiga, Escrevo-te esta carta com o objectivo de te falar do último livro que li, livro esse que alterou a minha perspectiva de vida. Conta a história de um grupo de meninos aparentemente ingénuos, que vivem para lá do imaginário, num mundo de tormentos. São os Capitães da Areia! Terão que assumir o papel de homens e as suas lágrimas libertam ódio. Rezam para comer e falam para não ter medo. Contudo, são meramente crianças. Sim, são apenas crianças! Pedro Bala era o chefe dos Capitães da Areia. Era corajoso e respeitado por todos os outros meninos do grupo. Era a ele que todos ouviam, que todos aclamavam. Coordenava todos os planos de assalto que haveriam de garantir dinheiro para os dias vindouros. Tinha claramente um discurso motivante e clarificador; porém quem olhasse nos seus olhos de menino, percebia a mágoa e a dor que o assombravam. Tenho a certeza de que, quando leres a obra, ficarás tão tocada como eu, pois é impossível não repensarmos na nossa vida. E tu, que sempre foste uma pessoa sensível e humana!... Houve um episódio que me marcou mais ainda do que todos os outros e foi precisamente quando li a ida de Pedro Bala para um reformatório, que me lembrei de ti. Adoras crianças e, com certeza, agradar-te-ia a ideia de ler este livro. Entre uma confusão absoluta, o menino é levado. No reformatório, sofre ainda mais. Sente, na pele, a raiva dos habitantes de São Salvador da Bahia. Quando estava a ler a obra, imaginava todos aqueles meninos e sentia-me num mundo de injustiças, mas, ao mesmo tempo, de amizade. No final, fiquei ansiosa por ajudar outros meninos. E lembrei-me também da sorte que tenho em ser tua amiga. Estou certa de que ficarás extremamente motivada e te decidirás a ler este livro. Lê-o, então e, assim poderás compreender o que se passa na cabeça destas crianças, destes meninos de rua, dos Capitães da Areia. É uma história fantástica que, com certeza, será do teu agrado. Um beijinho, Estefânia (carta elaborada em Oficina de Escrita no âmbito do Projecto Individual de Leitura do 2º período)

Uma aula diferente No dia 30 de Novembro, o 10ºE realizou a primeira oficina de oralidade sobre o conto lido no âmbito do PIL (Projecto Individual de Leitura). Cada aluno teve a tarefa de o apresentar da forma mais original, clarificadora, criativa e atractiva que conseguiu. As apresentações foram variadas, assim como os recursos utilizados: imagens ilustrativas, frases, powerpoints e até fantoches… Uma aula diferente, com a possibilidade de podermos lidar com contos curtos, mas com grandes lições de vida. Uma óptima oportunidade para conhecermos novos escritores. Esta nova experiência proporcionou-nos mais confiança e àvontade perante a turma, tendo-nos motivado para este novo ano envolto em surpresas e mudanças. Todos gostámos desta actividade! Estefânia Teixeira, 10ºE Página 12


Literatura || O processo de criação literária em Miguel Torga || Os processos de criação de um texto variam consoante o autor. No caso de Miguel Torga, o poeta explicita existência de três fases: “Inspiração”, “Razão” e “Milagre”. O autor acorda “inquieto”, “estremunhado” e “numa sonolência lúcida”. Cheio de uma “inspiração tumultuosa” que lhe surge durante o sono; começa a escrever; uns versos saem já “puros”, outros surgem ainda “agarrados ao cascalho”, necessitando de aperfeiçoamento. Na segunda fase, a sua “inspiração tumultuosa” é controlada por uma “razão clarificadora”; o autor faz um aperfeiçoamento necessário aos versos, estabelecendo relações de analogia com o trabalho de exploração mineira. Existe nesta fase uma grande valorização do texto, para tornar o texto um “todo” coeso, harmonioso e autónomo que atinja a “plenitude existencial”. Na terceira e última parte deste processo, Miguel Torga fica “estonteado” pela “evidência do milagre” da criação, encontra-se agora feliz sem o dar a entender e numa exaltação secreta, sente-se como se estivesse sido “bafejado por uma graça particular” que não tinha pedido nem merecido. O processo de criação do poema, associado antes à exploração mineira, é agora considerado um dom divino. João Pedro Meira, 10ºB

Lembrar Rosa Lobato de Faria ( 2 de Fevereiro 2010 -1º aniversário da morte ) Quando eu era pequena havia um mistério chamado Infância. Nunca tínhamos ouvido falar de coisas aberrantes como educação sexual, política e pedofilia. Vivíamos num mundo mágico de princesas imaginárias, príncipes encantados e animais que falavam. A pior pessoa que conhecíamos era a Bruxa da Branca de Neve. Fazíamos hospitais para as formigas onde as camas eram folhinhas de oliveira e não comíamos à mesa com os adultos. Isto poupava-nos a conversas enfadonhas e incompreensíveis, a milhas do nosso mundo tão outro, e deixava-nos livres para projectos essenciais, como ir ver oscilar os agriões nos regatos e fazer colares e brincos de cerejas. Baptizávamos as árvores, passeávamos de burro, fabricávamos grinaldas de flores do campo. Fazíamos quadras ao desafio, inventávamos palavras e entoávamos melodias nunca aprendidas. (…) E depois ainda havia infância para perceber o aroma do suco das maçãs trincadas com dentes novos, um rasto de hortelã nos aventais, a angústia de esperar o nascer do sol sem ter a certeza de que viria (não fosse a ousadia dos pássaros só visíveis na luz indecisa da aurora), a beleza das cantigas límpidas das camponesas, o fulgor das papoilas. E havia a praia, o mar, as bolas de Berlim. (As bolas de Berlim são uma espécie de ex-libris da Infância e nunca mais na vida houve fosse o que fosse que nos soubesse tão bem). Aos quatro anos aprendi a ler; aos seis fazia versos, aos nove ensinaram-me inglês e pude alargar o âmbito das minhas leituras infantis. Aos treze fui, interna, para o Colégio. Ali havia muitas raparigas que cheiravam a pão, escreviam cartas às escondidas, e sonhavam com os filmes que viam nas férias. Tínhamos a certeza de que o Tyrone Power havia de vir buscar-nos, com os seus olhos morenos, depois de nos ter visto fazer uma entrada espampanante no salão de baile onde o Fred Astaire já nos teria escolhido para seu par ideal. Chamava-se a isto Adolescência, as formas cresciam-nos como as necessidades do espírito, música, leitura, poesia, para mim sobretudo literatura, história universal, história de arte, descobrimentos e o Camões a contar aquilo tudo, e as professoras a dizerem, aplica-te, menina, que vais ser escritora. (Esta autobiografia foi escrita por Rosa Lobato de Faria, há três anos, e publicada no Jornal de Letras) Página 13


Opinião “A substituição de penas de prisão por serviços à comunidade” Nos dias de hoje, verificamos que o governo tem utilizado cada vez mais os serviços à comunidade como forma de fazer cumprir as penas de prisão. É certo que este facto é positivo não só para quem cumpre esses serviços, pois mantém-se ocupado, mas também para as comunidades alvo que, desta forma, encontram uma maneira de manterem limpos e organizados os espaços públicos. No meu ponto de vista, ver traduzida a pena de prisão em serviço ao bem comum tem imensas vantagens. O indivíduo que cumpre a pena de prisão desta forma tem aqui oportunidades de se instruir, de aprender a trabalhar em algo diferente do que alguma vez possa ter feito e, ainda, podem advir desta situação relações de amizade e partilha de experiências com outros presidiários. Para além disso, as comunidades sujeitas a este tipo de serviços ficam a ganhar, pois conseguem ter sempre alguém que mantenha limpos os jardins, as praças, as ruas… No caso das instituições serem as beneficiadas, penso que os presidiários se sentirão úteis ao praticar o bem e ao ajudar os outros. Ainda um dia destes vi uma reportagem sobre um caso relacionado com este tema e fiquei contente ao saber que a pessoa se mostrava feliz por ter terminado o 12º ano de escolaridade e por, agora, se sentir útil quando ajuda os outros. Por tudo isto, acho que a substituição de penas de prisão por serviços à comunidade se torna cada vez mais importante, visto beneficiar tanto quem cumpre, como quem é alvo desse serviço. Inês Rodrigues, 11ºE

estar, passo a transcrever o artigo de opinião do sociólo-

A discriminação

go A.G. na edição da revista de sábado: Apanhei o mau hábito de ler as revistas do fim para o início. E foi precisamente na última página da revista sábado que li um artigo já vezes sem conta, e de cada vez que o faço, fico ainda mais agoniado. Invademe a esperança de que o meio milhão de portugueses inscritos nas Novas Oportunidades não leram a última página e, logo, não se sentiram discriminados como eu. Estamos

tão

contagiados

pela

palavra

“globalização” que não nos apercebemos de um fenómeno cancerígeno que invade passivamente as sociedades modernas - a discriminação. Não é de bom tom ser racista, nacionalista exacerbado, hiteleriano, etc. … Mas o conteúdo não desapareceu; é cultivado simplesmente de maneira mais sofisticada, e logo pelas pessoas com “certificado”. É tão nobre evocar os princípios fundamentais da revolução francesa mas, na prática, cultivar a fraternidade e igualdade não dá jeito algum. Se todos têm um “certificado” de igual valor, que valor eu tenho? Mas para que melhor se entenda o meu malPágina 14

Velhos desperdícios Uma amiga professora viu-se recentemente “colocada” num curso das “Novas Oportunidades”. À chegada, a novinha e bem-intencionada docente inquiriu os colegas sobre os temas e manuais a leccionar. A galhofa que se seguiu durou meia hora: a pobre ignorava que as “Novas Oportunidades” não visam leccionar coisa alguma, mas fornecer habilitações literárias a iletrados e impressionar os rankings internacionais. Nisso, a iniciativa é um sucesso… percebe-se que o próprio Eng. Sócrates classifique cada inscrição nas “Novas Oportunidades” como “acto de coragem”. Não se percebe tão bem que julgue os respectivos “certificados” como cidadãos aptos a “melhor servir a família, a empresa e o País”. Parece-me mais provável o contrário: dado o radical analfabetismo que as “oportunidades” garantem, suspeito que, se não forem as famílias, as empresas e o país a cuidarem dos “certificados”, estes estarão condenados à indigência. Ou, na pior das hipóteses, a um cargo de nomeação polí-


Opinião tica.

sem ser parte interessada, mas a ser verdade o conteúdo Para ser assertivo não é preciso, necessariamen-

do artigo, confesso que tenho que rever a minha posição.

te, ser inconveniente. E assertividade é um conceito que

Afinal, há professores que sempre precisam da tal avalia-

se aprende nas “Novas Oportunidades”.

ção, mas não por falta de conhecimento, mas por insufi-

Apetecia-me convidar o sociólogo, autor do

ciência de ética profissional.

artigo, a visitar a escola Henrique Medina. Não o faço

Quanto a mim vou continuar a trabalhar com o

porque o autor não iria aceitar o convite de alguém sem

mesmo afinco que tenho tido até aqui, quero merecer o

“certificado”, analfabeto. Afinal o “canudo” não ensina a

meu “certificado”.

diferença entre educação e ser educado.

Quero também sossegar o autor do artigo, dizen-

Facilitismo foi coisa que ainda não conheci na

do-lhe que não pretendo ingressar no ensino superior e,

escola. Pelo contrário, tenho sacrificado horas de sono

se o fizesse, de certeza que não optaria por sociologia.

para cumprir a tempo as tarefas.

Qualquer diplomado deveria saber que não pode compa-

Uma sociedade equilibrada e ordeira deverá ser

rar a sua sabedoria ou inteligência evidenciando a igno-

o objectivo de qualquer cidadão, e o exemplo deveria

rância dos outros. Continue a criticar o governo, mas não

começar pelos mais cultos, com horizontes vastos; ou

utilize como arma os indigentes. Eu nunca o faria porque

será que o conceito de igualdade é perigoso?

apesar de não ter a educação suficiente, sou educado.

Estou certo que este artigo em questão não exis-

Qualquer sociólogo deveria estar atento à ascensão laten-

tiria, ou então, seria de teor diferente, se o seu autor sou-

te, mas visível, dos novos grupos sociais, estudar as pos-

besse o verdadeiro significado de indigência, se tivesse

síveis rotas de colisão social; corrigindo os desvios e até

partilhado a pobreza com, ou no seio de uma família

as reais e diferentes assimetrias sociais. Veja-se se o

numerosa, em que os centavos eram recontados e o leito

recente caso da Grécia! Da Índia! ….

era um “colmo”. Não preciso de ter “certificado” para

Qualquer iletrado sabe que as experiências da

entender que “Novas Oportunidades” aumentam a auto-

vida fornecem um sem fim de conhecimento. Reconheci-

estima, alegria do sentir-se capaz, uma segunda oportuni-

dos, ou não, eles são reais. Quem não se lembra daquele

dade e talvez a reparação de um erro do passado.

competente professor de matemática, ainda a ser julgado,

O governo também tentou discriminar os maus condutores, com a imposição de um dístico identificativo,

que leccionava sem diploma. Afinal, o hábito não faz o monge.

mas não conseguiu. A sociedade discrimina tendências

Enquanto a escola de Beiriz tem sido louvada

sexuais não convencionais, seropositivos, alcoólatras, etc.

pelo seu método de avaliação interna, tenho a certeza que

E a avaliação dos professores? Sim, em minha opinião, a

a escola Henrique Medina vai ser conhecida pela serieda-

avaliação dos professores é também uma forma de discri-

de com que tem abordado todo o processo das “Novas

minação. Qual será o futuro do último, ou dos últimos da

Oportunidades”.

lista? Baixa médica? Cabeça baixa? Depressão? Que

Sinto-me deveras constrangido e sentido por

avaliação pode ter alguém que é profissional há mais de

meio milhão de colegas não serem tão privilegiados

20 anos? Que respeito pode impor aos alunos um profes-

quanto eu.

sor no último lugar da lista? Que pais confiam a educa-

António Pires de Boaventura, 2009

ção dos seus filhos a alguém incompetente? Das duas

Aluno do Centro Novas Oportunidades da Escola Secundária

uma, ou se demite, ou então ingressa nas “Novas Oportunidades”, na qualidade de docente ou então de aluno. Sempre fui contra a avaliação dos professores, mesmo Página 15

com 3º ciclo Henrique Medina


Ciência

Ciências Experimentais Visita de Estudo à Exposição ”O Corpo Humano Como Nunca o Viu”

Imagens da exposição “O corpo humano como nunca o viu” ( http://www.ocorpohumano.net/Lisboa2007/ExposiçãoLisboa/tabid/109/language/pt-PT/Default.aspx)

Nos dias 10 e 17 de Novembro, no âmbito da disciplina de Biologia e Geologia, os alunos do 10º ano de escolaridade, do curso das Ciências e Tecnologias, turmas A, B, C, D e E, realizaram uma visita de estudo à exposição “O Corpo Humano Como Nunca o Viu”, patente no Centro de Congressos da Alfândega, na cidade do Porto. Esta visita de estudo proporcionou uma excelente oportunidade para o ensino/aprendizagem da Anatomia Humana, Fisiologia e Biologia, uma vez que se observaram diferentes sistemas de órgãos que constituem o organismo humano - sistemas esquelético, respiratório, nervoso, digestivo, reprodutor, urinário, circulatório, tegumentário e muscular. Desta forma, foi possível uma melhor compreensão do funcionamento dos diferentes órgãos do corpo humano, através da leitura das placas informativas presentes nos expositores e nas vitrinas onde se encontravam os espécimes reais, numa situação comparável a um manual visual do corpo humano. No total estavam expostos 14 corpos humanos, mais de 200 fragmentos e órgãos divididos por nove galerias, todos eles conservados por um processo chamado polimerização, evitando, assim, a sua deterioração e decomposição natural. Segundo dados recolhidos, todos os corpos e órgãos presentes na exposição pertenciam a indivíduos que optaram por doarem os seus corpos à ciência médica para fins de estudo e educação. Um dos aspectos bastante importante desta exposição foi o facto de sensibilizar os visitantes para os problemas decorrentes de estilos de vida não saudáveis. A este propósito, salientamos a observação de um pulmão pertencente a um indivíduo fumador, de um coração “vítima” de um ataque cardíaco e de um fígado proveniente de uma pessoa que morreu com uma cirrose. A última galeria visitada, designada “Desenvolvimento fetal”, despoletou em todos nós uma grande emoção. Realmente, é impressionante observar corpos de bebés, “vítimas” de aborto espontâneo, com 7 a 12 semanas. Apesar do seu pouco tempo de vida intra-uterina, já era possível observar com nitidez muitos dos seus órgãos. Durante a visita, os alunos preencheram um questionário elaborado pelos docentes que abordava conteúdos devidamente explorados na referida exposição. Mais tarde, na sala de aula, esse questionário foi sujeito a análise e correcção criteriosa, constituindo um óptimo instrumento para consolidar as aprendizagens efectuadas. No final, podemos concluir que esta visita de estudo foi muito importante para a nossa formação científica, uma vez que permitiu uma visualização do corpo humano bastante pormenorizada. Assim, ficámos a conhecer melhor o que trazemos debaixo da pele, como funciona o nosso corpo, do que precisa para sobreviver, o que o destrói e o que lhe faz bem. Helena Boaventura, Joana Brás, Cátia André, André Boaventura, 10ºD

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Desporto O DESPORTO NA ESCOLA HENRIQUE MEDINA É UMA REALIDADE

Avaliação Geral Final das actividades realizadas pela Secção de Educação Física no ano de 2009-2010. No início de mais um ano de trabalho é importante reflectirmos sobre o que foi feito no ano anterior para assim podermos planear melhor as nossas actividades. O número total de participantes foi de 8.148 alunos: 3.755 do género feminino (46%) e 4.393 do género masculino (54%). O Projecto do Desporto Escolar foi o que envolveu mais alunos: 6,282, sendo 2.847 do género feminino e 3.435 do género masculino. Destacamos o número elevado de participação e a aproximação do número de participantes femininos dos masculinos.

Todas as actividades previstas foram realizadas. A competência dos colegas da Secção no planeamento e execução foi muito importante para o sucesso das mesmas. O número de alunos envolvidos superou todas as expectativas.

Avaliação

feita pelos alunos. Do excelente Relatório apresentado pela

Equipa do Observatório da Escola, Equipa da Avaliação Interna, relativamente à Avaliação do Plano Anual de Actividades, podemos realçar o seguinte: na avaliação do Grau de Importância atribuído às actividades, 94,3% dos alunos consideraram as Actividades Desportivas como as mais importantes do PAA a seguir às visitas de Estudo (97,2%); Na avaliação da Divulgação das actividades, 83% consideram que as Actividades Desportivas foram bem divulgadas, seguidas da Festa do Natal (78,3%) e do Sarau Cultural (67,5%); na avaliação do Acesso à Participação, 84% dos alunos consideram que são as Actividades Desportivas que melhor lhes facultam a participação e onde existe mais democraticidade pois não existem entraves de número ou pré-requisitos quanto a talentos; Na avaliação do Tempo Despendido na preparação, 77,3% consideram as Actividades Desportivas como as que exigem mais tempo na sua preparação mostrando-se conscientes da complexidade de meios técnicos, materiais e humanos que são necessários reunir; Na avaliação do Tempo Despendido na execução, 78,3% consideram o tempo ocupado nas Actividades Desportivas como muito bem entregue; dão muito apreço a todas as realizações da Escola; Na avaliação do Interesse pelas Actividades, 89,1% dos alunos referem que as Actividades Desportivas suscitam-lhe muito inte(Continua na página 18)

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Desporto (Continuação da página 17)

resse a par das aulas no exterior e na avaliação da Influência das Actividades no Sucesso Escolar, 82,5% dos alunos reconhecem a importância das Actividades Desportivas no Sucesso Escolar a par das Visitas de Estudo; referenciam essa importância para a disciplina de Educação Física e para o seu equilíbrio global.

Projecto operacional do Desporto Escolar 2010-2011. Entramos no 2ºano

do ciclo de 2009-2013. Destacamos os principais objectivos que a Secção de Educação Física pretende alcançar com a realização das muitas actividades planeadas: fazer da escola não só um local de estudo, mas também um sítio onde se desenvolvem actividades lúdicas e desportivas; combater o insucesso e abandono escolar; promover a inclusão e a igualdade de oportunidades; melhorar a qualidade do ensino e da aprendizagem; aumentar a oferta das actividades de enriquecimento curricular; proporcionar actividades num quadro competitivo; aperfeiçoar as competências motoras e sócioafectivas através do treino e da competição; promover momentos de convívio e confraternização entre os elementos da comunidade; dinamizar as modalidades de Basquetebol, Voleibol, Badmington, Golfe, Ténis de Campo e de Mesa e Atletismo; sensibilizar os alunos para a importância do correcto desempenho da arbitragem; promover a aquisição de conhecimentos dos regulamentos das modalidades de Basquetebol, Voleibol e Ténis de Mesa; aplicar os conteúdos exercitados nas aulas curriculares de Educação Física; conhecer e exercitar alguns jogos tradicionais; sensibilizar a comunidade e principalmente os mais novos, sétimos anos, para os problemas ambientais, com vista a uma futura intervenção positiva na natureza; reciclar e aprofundar conhecimentos científicos e pedagógicos de diversas modalidades.

Plano Anual de Actividades de 2010-2011. São vinte e cinco as actividades que a Secção de Educação Física pretende realizar este ano. Umas no âmbito do Projecto do Desporto Escolar e outras no âmbito da disciplina de Educação Física. Há dez actividades que se desenvolvem regularmente ao longo do ano lectivo. Nível Interno: Torneios de Andebol de 5, Basquetebol de 3x3 e Voleibol 2x2; O Ténis de Mesa na Escola; Desportos de Raquetas; Actividades de Apoio a alunos com dificuldades de aprendizagem ou que pretendam ingressar nas Faculdades de Desporto ou Instituições Militares. Quadro Competitivo: Uma equipa de Juniores masculinos de Basquetebol; uma equipa de Iniciados masculinos de Ténis de Mesa; três equipas de Voleibol feminino, iniciados, juvenis e juniores. Uma equipa de Golfe para rapazes e raparigas de todos os escalões. A Formação de Juízes e Cronometristas, Corta Mato Escolar, Torneio de Voleibol, Projecto Mega, Caminhada a S. Lourenço, Actividades de Exploração da Natureza, Dia do Fato de Treino, Jogos Desportivos Escolares do Concelho de Esposende, Torneio inter turmas do 3ºCiclo e o Dia do Golfe, são as actividades ocasionais que completam este quadro.

Formação de Juízes Árbitros de Basquetebol e Voleibol. Esta actividade, desenvolvida pelos colegas Cláudia Pinho, António Veloso, Ricardo Campos e Albino Machado, teve como principais objectivos formar os alunos sobre os aspectos técnicos da arbitragem, promover a aquisição de conhecimentos dos regulamentos destas modalidades e sensibilizar os mesmos para o seu correcto desempenho. A competência destes colegas foi importante para o sucesso da mesma. Os alunos aprovados e seleccionados irão participar na fase distrital, a realizar em Braga, nos dias 19 e 20 de Janeiro.

Corta Mato Escolar 2010. Realizou-se no passado dia 15 de Dezembro. O número significativo de alunos que conseguimos envolver nesta actividade (511), num universo de 957, permite-nos considerá-la (Continua na página 19)

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Desporto (Continuação da página 18)

uma das mais bem conseguidas e mais participadas. As raparigas, 226, e os rapazes, 285, tiveram uma participação na ordem dos 43% para os primeiros e 66% para os segundos. A percentagem total de participação foi de 53%. Comparados estes resultados com o ano anterior, observamos um aumento da participação de 11%, sendo esse aumento de 9% nas raparigas e 14% nos rapazes. Os rapazes do 9ºano e as raparigas do 11ºano, foram os que mais participaram, os primeiros com 83% e os segundos com 69%. No Ranking de participação por turma, o 11ºA obteve o primeiro lugar em raparigas (100%) e o 8ºC o primeiro lugar em rapazes (92,8%). Nos totais por turma, rapazes e raparigas, o 11ºA foi a turma que ficou em primeiro lugar com 96%. O empenho colocado por todos os professores da Secção de Educação Física foi importante para que tudo corresse com normalidade. A competência de todos foi fundamental para o sucesso do mesmo. Projecto bem desenvolvido, enquadramento técnico competente e alunos motivados. Os objectivos estabelecidos foram alcançados. A avaliação é positiva. Os alunos participantes conseguiram ter uma prestação de qualidade. Nota-se, pelo número de participantes e pelo comportamento alegre e divertido, que é uma actividade do seu agrado. Os alunos participantes tiveram uma prestação desportiva de boa qualidade. Destacamos os seis primeiros classificados. Infantis B femininos (1998-1999): 1ª Marina Silva, 7ºC; 2ªMaria Dias, 7ºC; 3ª Catarina Araújo, 7ºA; 4ªIsabel Carneiro, 7ºB; 5ª Maria Afonso, 7ºA e 6ª Ana Fernandes, 7ºC. Iniciados femininos (1996-1997): 1ª Catarina Jardim, 9ºB; 2ª Mónica Filipe, 8ºC; 3ª Joana Filipe, 8ºC; 4ª Inês Campos, 9ºD; 5ª Tânia Vasco, 8ºC e 6ª Fátima Oliveira, 8ºC. Juvenis femininos (1994-1995): 1ª Solange Inês, 10ºE; 2ª Judite Viana, 11ºE; 3ª Paula Melo, 10ºG; 4ª Catarina Pereira, 10ºA; 5ª Ana Peixoto, 11ºA; 6ª Ana Lopes, 11ºD. Juniores femininos (1993 e mais velhos): 1ª Sara Miranda; 11ºE; 2ªAnabela Nogueira, 12ºC; 3ªElsa Neto, 11ºH; 4ª Liliana do Monte, 12ºA; 5ª Ana Arezes, 12ºA; 6ª Ana Carvoeiro, 12ºC. Infantis B masculinos (1998-1999): 1º Marcelo Rodrigues, 7ºA; 2ºTibério Lemos, 7ºC; 3º Lucas Tucker, 7ºB; 4ºMiguel Monteiro, 7ºD; 5ºAndré Gonçalves, 7ºD; 6º Miguel Venda, 7ºB; Iniciados masculinos (19961997): 1º André Gomes, 8ºD; 2ºRicardo Queirós, 8ºD; 3º João Cachada, 9ºA; 4º Luís Areias, 9ºC; 5º Carlos Pereira, 8ºA; 6ºJoão Lajes, 9ºC; Juvenis masculinos (1994-1995): 1º Diogo Figueiredo, 11ºA; 2º José Vasconcelos, 11ºA; 3º João Figueiredo, 11ºH; 4º Carlos Leal, 11ºG; 5º Sérgio Fernandes, 11ºD; 6º Rui Laranjeira, 11ºB; Juniores masculinos (1993 e mais velhos): 1º Nuno Viamonte, 12ºD; 2º José Tome, 12ºC; 3º Marco Norte, 12ºB; 4º Paulo Sousa, 12ºA; 5º Diogo Martins, 12ºE; 6º José Pilar, 11ºF. Estes alunos representarão a escola na Corrida de Estrada a realizar em Esposende no dia 4 de Fevereiro e no Corta Mato Escolar, a realizar em Guimarães, no dia 15 de Fevereiro de 2011.

Torneio de Voleibol para o Ensino Secundário. Realizou-se no passado dia 16 de Dezembro. Participaram 438 alunos, 217 femininos e 221 masculinos. Analisando a percentagem total de participação, verificamos que esta andou nos 68%, sendo 59% a percentagem feminina e 81% a masculina. Os rapazes do 11ºano (87%) e as raparigas do mesmo ano (77%) foram os que mais aderiram. No total os rapazes foram os que participaram mais (81%). Participaram 47 equipas, 23 femininas e 24 masculinas. Efectuaram-se 65 jogos, 32 femininos e 33 masculinos. Os vencedores do torneio foram, nos décimos anos, o 10ºJ feminino e o 10ºF masculino, nos décimos primeiros, 11ºE feminino e o 11ºF masculino, e nos décimos segundos anos, o 12ºB feminino e o 12º E masculino. Os objectivos previstos foram concretizados na totalidade. Mais uma vez, o empenho de todos os professores de Educação Física foi determinante para que tudo corresse dentro da normalidade. A competência destes na realização de tantos jogos (65), num dia, merece destaque.

Prof. Domingos Carvalho

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Clubes/Projectos Implantada a Entrevista No passado dia 8 de Outubro, a turma C do 10º ano da Escola Secundária Henrique Medina organizou, na disciplina de Português, uma actividade onde o tema principal foi a Implantação da República. Nesse âmbito, os alunos encarnaram verdadeiros jornalistas e verdadeiros entrevistados, com questões relativas ao feriado nacional que assinala a data. As perguntas formuladas foram das mais variadas: desde os últimos anos da Monarquia, passando pelo verdadeiro momento republicano e até aos acontecimentos vividos após a Revolução. “Foi uma actividade muito divertida. Alguns dos meus colegas encenaram mesmo que eram jornalistas de um canal televisivo.” – Relatou-nos um dos alunos do 10º C. Segundo a professora Rita Furtado, esta não será a única actividade temática durante o ano lectivo de 2010/2011. Marina Hipólito e Vânia Meira, 10ºC

“ APENAS DIFERENTE” No dia dezassete de Dezembro, realizou-se a festa de Natal da nossa Escola. Nela, participaram alunos, professores e funcionários, com peças de teatro, coreografias musicais e canções de Natal, como é tradicional. A nossa turma, o 10ºC, também participou com a peça “ Apenas Diferente”. No original, era uma obra dramática, com sentimentos profundos e que inspirava tristeza. A partir dela, decidimos pegar na ideia central e criar uma outra que satisfizesse as exigências de todos, proporcionando bons momentos e grandes gargalhadas. Com o grupo já organizado, juntámos ideias, projectos, e tudo foi nascendo… Era preciso mostrar que ser diferente sexualmente não deve ser sinónimo de discriminação. Fizemo-lo de forma divertida e divertimo-nos. Foi simplesmente uma óptima experiência da qual nunca nos vamos esquecer. Mas prometemos uma coisa… Não ficamos por aqui! Diana, Cláudia, Carlos, Jéssica, Marina e Vânia, 10ºC

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Clubes/Projectos

No âmbito da disciplina de Área de Projecto, decidimos, com a orientação e apoio da professora Conceição Saleiro, participar no Concurso “Parlamento dos Jovens” pois foi uma actividade que nos despertou muito interesse. Inicialmente, elaboramos uma pesquisa de modo a conhecermos, de uma forma mais vasta, o tema “ Violência em meio escolar. A partir daí, tínhamos uma nova tarefa: a criação de medidas para combater este problema. Após toda esta preparação, tivemos a oportunidade de assistir, no dia 17 de Janeiro, no auditório da Escola, a uma palestra com o deputado Pedro Rodrigues (Foto 1). Perante uma plateia de mais de cem alunos e alguns professores, o ilustre deputado respondeu a uma série de perguntas e esclareceu as dúvidas colocadas pelos jovens estudantes do Ensino Básico presentes sobre o funcionamento da Assembleia da República e sobre o tema proposto para este ano: “A violência em meio escolar”. A boa disposição deste representante do País foi algo que não passou despercebido a todos os que tiveram o privilégio de dialogar com ele.

No dia e 19 de Janeiro, depois de realizada a campanha eleitoral onde as treze lista do Ensino Básico apresentaram as suas propostas, realizaram-se as eleições no âmbito do Parlamento dos Jovens, para o Ensino Básico. A nossa lista - lista X- obteve 80 votos, num universo de 300 eleitores. Na fase seguinte – a Sessão Escolar -, os deputados eleitos puderam apresentar as três medidas pelas listas inscritas que procuravam responder à questão: “A violência em meio escolar”. Comprometidos com este processo de reflexão crítica, todos os deputados presentes demonstraram uma postura assertiva e capacidade argumentativa. Apresentaram as medidas que, depois de discutidas, permitiram eleger dois deputados efectivos e um suplente à Sessão Distrital: Ana Silva, António Torres e Ema Faria (Foto 2) e, de seguida, aprovar o Projecto de Recomendação da Escola à Sessão Distrital.

Importa referir que esta actividade temse revelado uma experiência gratificante que nos permitiu fazer uma abordagem diferente de um dos problemas que atormenta a nossa sociedade e necessita de ser resolvida! Permitiu-nos fazer parte de uma iniciativa da Assembleia da República, que decorre em todas as Escolas do país, tendo como grandes objectivos a Educação para a Cidadania e a promoção da consciência democrática. Ana Isabel, Ema Faria e Susana Marques, 9º A

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Clubes/Projectos “II Semana de Vivências” Decorreram, na semana de 13 a 17 de Dezembro, as actividades levadas a cabo no âmbito da “II Semana de Vivências” organizada pelo Centro Novas Oportunidades da Escola Secundária Henrique Medina, em Esposende. Para além de outros objectivos, o evento pretendia: promover o Centro Novas Oportunidades junto da Escola, da comunidade educativa e da região; criar espaços de reflexão e intercâmbio experiencial entre os vários interlocutores; assegurar a qualidade e os indicadores de referência da Carta de Qualidade para o Centro Novas Oportunidades; contribuir para a informação e orientação em matéria de qualificações. Para o efeito foi organizado um vasto e rico programa, com a participação de importantes personalidades do meio escolar, cultural e académico.

A abertura oficial, realizada pelo Director da Escola Secundária Henrique Medina, Dr. João Furtado, teve lugar no dia 13, pelas 20.00 horas, no Auditório do Bloco B, da referida Escola, seguindo-se um ciclo de palestras, destacando-se, nesse dia, as sessões intituladas “Aprendizagem ao Longo da Vida – um contexto local”, pelo Dr. António S. Fortunato Boaventura, e “A actualidade da educação de adultos na sociedade portuguesa”, proferida pelo Prof. Doutor Luís Rothes, IPP Porto (ESE), Docente e Investigador. Os oradores centraram a sua reflexão na necessidade de a educação de adultos se transformar no centro das preocupações dos adultos, da comunidade, das escolas e da sociedade em geral. O Dr. António da Silva F. Boaventura, na sua reflexão analisou as respostas que foram sendo dadas às exigências de formação dos adultos, sobretudo no período pós-revolucionário, e perspectivou uma dimensão notável dessa evolução, tendo em conta o riquíssimo painel de instituições e associações concelhias que foram envolvidas na educação de adultos. Página 22

Na sua intervenção, o Prof Doutor Luís Rothes realçou a centralidade que a educação de adultos adquiriu no sistema de educação nacional mercê do projecto Novas Oportunidades. Pela primeira vez, disse, Portugal, nas questões de educação de adultos, ocupa um lugar significativo e reconhecido por várias entidades: frisou a esse respeito a equipa de avaliação externa liderada pelo Eng. Roberto Carneiro, da Universidade Católica, e o relatório da OCDE. Para o Prof. Doutor Luís Rothes, a Educação de Adultos tem de moldar-se às necessidades da sociedade em mudança e o facto de Portugal pertencer ao pelotão da frente ao nível industrial é razão mais que suficiente para exigir dos vários actores um outro esforço para além daquele que tem sido realizado até hoje. Os Centros Novas Oportunidades têm um papel a desempenhar na nossa sociedade, mas a eles exige-se desde já outros e diversificados tipos de respostas às exigências dos adultos deste país. O segundo dia da “II Semana de Vivências” foi vivido com a realização de 3 júris, 2 de Nível Secundário e um de Nível Básico e cujos resultados foram do agrado dos adultos e dos seus familiares e amigos que assistiram às sessões de júris em elevado número. O programa para o dia 15 de Dezembro previa a realização de um colóquio “Novas Oportunidades a Ler+” e para isso estavam convidados quatro oradores, a Prof. Doutora Maria de Lourdes Dionísio, o Prof. Doutor Alexandre Parafita, a Drª Paula Luís do PNL (Plano Nacional de Leitura) e o Dr Domingos Raposo. Problemas de saúde com progenitora inviabilizaram a participação, no colóquio, da Prof. Doutora Maria de Lourdes Dionísio. O Centro Novas Oportunidades, atento à realidade sócio-cultural da comunidade esposendense e sensível à necessidade de se elevar os níveis de literacia decidiu-se pela realização deste colóquio no sentido de sensi-

(Continua na página 23)


Clubes/Projectos (Continuação da página 22)

bilizar a população em geral para a importância da leitura e, ao mesmo tempo, para demonstrar que o povo, na sua cidadania activa, na sua vivência diária, é também agente de mudança e de preservação, que influencia a cultura e o “modus vivendi” de uma comunidade e de uma região. Com a assistência a encher o auditório, o programa do dia 15 iniciou-se com a saudação e as boasvindas por parte do Sub-Director, Dr Avelino Santos. O Colóquio foi moderado pela Prof. Isabel Pires, docente da Escola que, após palavras de regozijo pela presença dos convidados, deu início aos trabalhos. A Drª Paula Luís, representante do Plano Nacional de Leitura, iniciou a sua intervenção para afirmar que o Plano Nacional de Leitura tem como objectivo central elevar os níveis de literacia dos portugueses e colocar o nosso país aos níveis dos nossos parceiros europeus, por isso pretende-se que o PNL se assuma como um desígnio nacional. Referiu-se que o PNL inicialmente não previa a participação estratégica dos Centros Novas Oportunidades mas que, sob proposta do Doutor Luís Capucha, presidente da ANQ, os Centros Novas Oportunidades foram envolvidos por serem considerados um espaço favorável à disseminação e reforço dos hábitos de leitura. A intervenção do Prof Doutor Alexandre Parafita, escritor com cerca de duas dezenas de obras que integram o Plano Nacional de Leitura, centrou-se no modelo da sua escrita e na forma que encontrou para transmitir as heranças do imaginário popular na literatura infantil. Embora a sua escrita se dirija a um público jovem, não se cansou de lembrar que pelas características e sabores populares, a sua escrita se dirige a adultos e crianças. As inúmeras recolhas de “histórias” e “lendas” populares, com especial sabor transmontano, são reescritas para as crianças de modo a transmitir as heranças e a cultura do povo simples que as manteve intactas até aos nossos dias, exemplificando com alguns exemplos e passagens das suas obras. Na última intervenção da tarde, o Dr. Domingos Raposo, estudioso da Língua Mirandesa, fez saber que a Língua Mirandesa ganhou o estatuto de língua apenas e só porque o povo, numa região restrita de Trás-osMontes, soube preservar o seu linguajar e transmiti-lo oralmente de geração e geração, cabendo aos estudiosos, como ele e muitos outros, o trabalho de fixação desse registo para a escrita no sentido da sua identidade e autonomia. Página 23

Terminadas as intervenções, e após o período de questões colocadas pelo público presente, a moderadora, Dr.ª Isabel Pires, em forma de síntese, realçou a qualidade das comunicações dos oradores que vincaram, uma vez mais, a necessidade de elevar-se o nível de literacia da população através da valorização da leitura e o respeito pela sábia cultura popular, mesmo do povo simples que através do seu imaginário vai alimentando páginas e páginas do nosso belo. Com o Polivalente da Escola Secundária completamente cheio de adultos e familiares, decorreu o quarto grande momento da “II Semana de Vivências”: a “Noite do Diploma”.

Pelas vinte horas e trinta, após breves palavras de circunstância e de explicação do programa da “Noite do Diploma” pelo Dr Augusto Silva, Coordenador do Centro Novas Oportunidades, o Director da Escola, Dr. João Furtado, deu as boas vindas aos presentes. Dada a oportunidade de poder dirigir-se a cerca de três centenas de adultos, entre familiares e amigos, o Sr. Director realçou o esforço que a Escola Secundária Henrique Medina tem feito, através da Direcção e do seu Centro Novas Oportunidades, em prole da Educação de Adultos. Aproveitou, ainda, para desafiar os presentes a inscreverem-se e a divulgar, aos amigos e à comunidade em geral, o Centro Novas Oportunidades da Escola Secundária Henrique Medina e o trabalho de rigor e de exigência que vem sendo implementado.

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Despor t o

Última (Continuação da página 23)

Finda a intervenção do sr Director, foi a vez da assistência vibrar com a actuação da Orquestra de Sopros da BBVE e o Coral Amigos da Banda de Antas. Sob a direcção técnica do Maestro Valdemar Sequeira, a Orquestra executou “The North Face”, “I do it for you”, “A Christmas medley” e a “Swinkling Christmas”. Na II parte da actuação musical, já acompanhada pelo Coral Sinfónico dos Amigos da Banda de Antas, a assistência interagiu com a orquestra nos trechos “Adeste Fidelis”, “Natal de Mendelssohn”, “Natal d’Elvas” e “Trilogia de Natal”. O silêncio absoluto e as calorosas palmas atestaram não só a satisfação da assistência mas também o êxito da actuação da Orquestra de Sopros da BBVE. Após os momentos musicais, os presentes participaram nas “Conversas à Mesa” onde a gastronomia local, oferta dos adultos e da equipa Técnico-Pedagógica do CNO, marcou presença. Já depois da meia noite, os adultos abandonaram a escola registando com agrado a qualidade e excelência da “II Semana de Vivências”. À Equipa Técnico-Pedagógica, aos adultos do Centro Novas Oportunidades, aos nossos parceiros, de modo especial à Banda dos BBVE, o nosso muito obrigado pela partilha e participação desinteressada no sucesso da “II Semana de Vivências” promovida pelo Centro Novas Oportunidades. O Cromeleque

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No concurso participaram 107 alunos, dos quais saíram vencedores: Ana Ferreira, 10ºD, Beatriz Cunha, 12ºA e Sara Azevedo, 12ºD (no Ensino Secundário) Ana Silva, 9ºA, André Gonçalves, 8ºD e Xavier Fernandes, 8ºD (no Ensino Básico) Estes alunos vão representar a nossa Escola na 2ª Fase do CNL, a realizar a nível distrital. PARABÉNS… E BOAS LEITURAS!!

A Tânia foi internada a 26 de Outubro de 2009. Desde esse dia passou pouco mais de um ano e um mês. Durante este período, a nossa querida amiga resistiu à doença com uma atitude louvável. Foi uma lutadora incansável perante todas as situações. Apesar de tudo, a vida foi injusta para alguém tão bom e lamentamos profundamente este fim. Para além da SAUDADE imensa, é o seu sorriso que perdura, é a serenidade angelical, a vontade de viver genuína, apesar de todo o desgaste físico e emocional que os tratamentos exigiram. Partiste mas nunca te esqueceremos, nos momentos mais difíceis lembraremos a tua luta contra a doença e todos os nossos problemas tornam-se insignificantes. Ficarás para sempre no coração de quem te conheceu e serás uma estrelinha que nos guiará. A Tânia faleceu a 4 de Dezembro de 2010 sem ter realizado o transplante de medula óssea, para o qual já havia sido encontrado um dador compatível. Até sempre, querida Tânia.

A turma 11ºE Página Página24 24

Jornal Voz da Escola nº 1 de 2011  
Jornal Voz da Escola nº 1 de 2011  

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