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Voz da Escola E sc ol a Sec und á ri a Henri q ue Med i na N º 7 — J un h o d e 2 0 0 9

EDITORIAL

SARA ESTEVES Medalha de Ouro no Sprinter Medalha de Bronze no Salto em Comprimento

ESCOLA EM MARCHA O inconsolável, invencível e eterno gigante Cronos devora os filhos do Tempo para justificar a História do mérito, do êxito e da fortuna; para garantir a saudade e a nostalgia; para motivar a optimização do futuro fundamentado na ciência do passado irreversível, qual pagão Jano com duas caras. A escola, paraíso dos alunos, laboratório dos estudantes, centro dos formandos (razão de ser dos professores e auxiliares da acção educativa), marcha centrada na condução dos seus caminheiros a partir da realidade individual, em direcção ao melhor ser, ao melhor fazer e ao superar do indivíduo para engrandecer a sociedade. A célula tem de superar o bom, depois, o muito bom e perseguir o excelente,...continuado, solidário e cada vez mais exigente (é que «até a mudança mudou!» Camões), para robustecer o Corpo. O êxito individual, ultrapassado a cada hora, incomodado com a incerteza, com a insegurança do amanhã pela falta de luz no labiríntico túnel da existência, é uma auto-estrada infinda, uma obra faraónica e/ou o objectivo eterno. O diversificado, extenso e consequente plano anual de actividades da Escola Secundária Henrique Medina, complemento da acção educativa, lago colector de rios, riachos e ribeiros, destinado, prioritariamente, à nata escolar os alunos - enche a História, ocupa o Cronos e optimiza o futuro de todos os intervenientes (alunos, professores, funcionários, pais, autarquia e os eternos esquecidos!), intra e extra-muros, numa marcha de concomitante entreajuda, sinal dos modernos e desafiantes tempos. As notícias, os relatórios, os artigos de opinião, os comentários, os testemunhos, mais ou menos avaliados, que deixamos nestas benevolentes e singulares páginas, qual muro com pequenas e grandes pedras, menos leves e mais pesadas, menos belas e mais bonitas, mas todas necessárias, oportunas e funcionais, levantam o véu do esquecimento para refrescar a sequiosa História, que cresce, alimentada pela mais suculenta e nobre ementa. A saudade e a nostalgia de pessoas, espaços e tempos complementa o silêncio do que nunca fará História geral, enche a alma do indivíduo que ainda está, vai-se ansiosa e brevemente ou já foi, tantas vezes com vontade de voltar para superar os tempos idos. É pela Primavera da escola que o poeta grita, quando recordada ao lusco-fusco ou ao pôr-do-sol no Inverno da vida. Porque quando «Deus quer, o homem sonha, a obra nasce» (Fernando Pessoa), sonhemos, a dormir ou acordados, de noite e de dia, na cidade e no campo, para que nasçam as Obras, surjam os Homens e a História, repleta de saber e saber fazer, motive a superação dinâmica do «eu», do «nós» e de todos no contexto da eterna «Criação». Américo Martins

É considerada a 4ª melhor júnior de sempre de 60m em pista coberta, revelação do mês de Março da revista Atletismo. “ Qualquer treinador gostaria de ter atletas como a Sara, muito humilde, com a cabeça no seu lugar” Joel Maltez, o seu treinador. (página 13)

Ficha Técnica Propriedade: Escola Secundária Henrique Medina Coordenação: Equipa coordenadora da biblioteca Impressão: Graficamares Nesta edição: Secções

págs.

Secções

págs.

Editorial

1

Clubes/ Projectos

12-14

EMRC

2

História

Línguas

3

Geografia

16-17

15

Literatura/ Poesia

4-7

Ciências Experimentais

18-21

Biblioteca Escolar

8-9

Matemática

22-23

Desporto

10-11 Última

24


EMRC CAMPANHA DE SOLIDARIEDADE – ―CABAZ DE NATAL - 2009‖

QUANDO O NATAL ACONTECE

―Ao longe há uma chama que se acende no interior do coração que galga as Se tens tristeza, alegra-te estradas da vida, sozinho pedindo o pão, de terra em terra se arrasta fazendo O Natal é alegria. da vida andar. Junto formamos família, somos do mundo união. Vamos levar amor Se tens inimigos, reconcilia-te ao mundo, dar a conhecer o perdão.‖ Joaquina Couto O Natal é paz.

O grupo de Educação Moral e Religiosa Católica, juntamente com os alunos do 10º , 11ºAno e 1º Ano TAP, matriculados na disciplina de EMRC e Curso Profissional de Técnico de Apoio Psicossocial, levou a efeito pelo 7º ano consecutivo, uma campanha de solidariedade que teve este ano como lema: „dá um alimento a quem precisa‟. Estes alunos contaram com a ajuda de toda a comunidade escolar, bem como, com amigos e desconhecidos que quiseram contribuir. O resultado desta campanha teve como destinatários as famílias mais carenciadas do Concelho de Esposende, apoiados pelos Serviços Sociais da Câmara Municipal de Esposende.

Se tens amigos, busca-os O Natal é encontro. Se tens pobres a teu lado, ajuda-os O Natal é dom. Se tens trevas, acende o teu farol O Natal é luz. Se tens erros, reflecte O Natal é verdade. Se tens ódio, esquece-o

Alunos do 10º Ano de EMRC

A Campanha de Solidariedade obteve o seguinte resultado: 29 kg de arroz, 25 unidades de massa, 3 unidades de farinha, 7 unidades de açúcar, 35 pacotes de bolacha, 2 L de óleo/ 1L de azeite, 14 unidade de esparguete, 8L de leite e 18 unidades de alimentos diversos.

VISITA DE ESTUDO AO CAMPO AVENTURA – QUINTA DO CRESTELO - SEIA No dia 26 de Março de 2009, pelas oito horas e vinte minutos, a minha turma juntamente com as turmas A, B, D e E fomos à Quinta do Crestelo em Seia, Serra da Estrela, acompanhados pela nossa professora de EMRC, Fátima Cardoso e pelos professores Hermenegildo Correia, Domingos Carvalho e Hipólito Maia. Partimos às nove horas em direcção a Seia. Por volta das onze e meia parámos na estação de serviço de Vouzela para tomar um pequeno lanche. De seguida partimos rumo a Seia. Quando lá chegamos partilhamos os nossos almoços que tínhamos trazido de casa. De seguida dirigimo-nos à Quinta do Crestelo onde nos indicaram as nossas camaratas. Depois de instalados fomos apresentados aos nossos monitores, Pipoca e Vegeta, dois homens destemidos e dedicados, que muito contribuíram para a boa disposição. Iniciamos as actividades fazendo escalada, tiro ao alvo, zarabatana e andar de cavalo. No final de todas as actividades, dirigimonos para a piscina do Hotel da Quinta onde tivemos a oportunidade de nos deliciar com as àguas gélidas da Serra. Seguiu-se o jantar e o jogo nocturno – a caça ao tesouro. Fomos divididos em seis grupos. O grupo nº 4 ganhou e simpaticamente dividiram o prémio por todos. No final fomos ao mini-disco onde nos divertimos imenso. No dia seguinte levantamos cedo, tomamos o pequeno almoço pois queríamos estar prontos para mais um dia cheio de aventura, riscos e adrenalina. Recebemos a notícia que iríamos participar em duas actividades emocionantes: slide e kayake. Por fim aproveitamos a última refeição na Quinta. Com um pouco de tristeza à mistura despedimo-nos do Pipoca e do Vegeta e regressamos a Esposende onde os nossos pais nos esperavam já com alguma saudade. (Excertos dos relatórios dos alunos EMRC do 8º Ano)

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CONFERÊNCIA – “PÁSCOA – MORTE E RESSUREIÇÃO” pelo Dr. Padre Abílio Cardoso (Actividade dirigida aos alunos do 10º e 11º Ano de EMRC)

“Páscoa (do hebraico Pessach) significa passagem. Celebra e recorda historicamente a libertação do Povo de Israel do Egipto, conforme é narrado no Livro do Êxodo. O povo teria pela frente a grande provação do caminho e tentação de olhar para trás, de estar quase a desistir por achar que a opressão no Egipto era preferível ao penoso caminho que conduzia à terra prometida. O Êxodo, a Páscoa, representa na história pessoal de cada um o apelo incontido de um futuro maior, a uma vida com sentido, à coragem de romper com a submissão, a uma existência alienada, acomodada. O Êxodo projecta e redimensiona, em última análise, um ser humano que assume a sua condição e se reconhece a si próprio sobre os caminhos que há no mundo, na porção de tempo que lhe é dada a viver. É na consciência de que tudo passa, na consciência de que somos de passar, que enfrentamos a ininteligibilidade da morte, em busca de um sentido para a vida. Para o cristão o sentido da vida, para além de todos os caminhos que é chamado a percorrer sobre a terra e sob este céu, define-se no horizonte da vida eterna, que implica essa transformação em Deus e que resulta da consciência de que „Deus preparou-nos no céu uma outra habitação, não uma casa como as que os homens fazem, mas uma habitação eterna‟ (2 Cor 5,1).” n: Alicerces – Um sentido para a vida.


Línguas L’ ABC de la qualité de vie

K – kyoto (respecter le protocole de…)

A – aérosols (ne pas utiliser les…)

M – marées noires (éviter les…)

B – biodiversité (respecter la…)

N – nature (la… est malade)

C – containers (utiliser les…)

O – ozone (attention à la couche d’…)

D – déchets (trier les…)

P – pluies acides (réduire les…)

E – environnement (protéger l’…)

Q – qualité environnementale (viser la…)

F – fumées (réduire les …)

R – recyclage (augmenter le…)

G – gaz des pots d’échappement ( réduire les…)

S – serre (éviter l’effet de …)

H – humanité (protéger l’…)

T – terre (respecter la…)

I – incendies (éviter les…)

U – ultraviolets (se protéger des rayons…)

J – jeunes (éduquer les…)

V – verts (augmenter les espaces…)

L – lutte (… contre toute forme de pollution)

My favourite hobby My favourite hobby is handball. I started playing handball five years ago. My hobby is very fun but very difficult. I do my hobby in S. Bartolomeu do Mar. To play handball you need trainers, shorts, a t-shirt and knee pads. Playing handball is my life because in my handball team I have my friends and my coach. For me handball isn’t a sport: handball is life. Catarina Pereira, 8ºA

My favourite hobby is dancing. I started dancing four years ago - in 2004 - because I love this hobby. I have dancing classes in Braga once a week. Each class lasts two hours. We dance several rhythms (classical and Latin rhythms). For dancing we need a pair of dancing shoes, light clothes and some music. I enjoy my hobby because it is funny and it helps me relax. It is very important in my life. Bruna Vilarinho, 8ºA

My hobby is horse riding. I really love it. I started my hobby in 2004 because I had a problem in my foot and horse riding helped me correct this problem. My hobby consists of riding a horse and training a lot for various competitions. I need a pair of riding boots, a white sweatshirt, a black jacket, riding breeches and a riding cap. I go horse riding three times a week. Each lesson lasts 45 minutes. I practise my hobby in "Clube Hípico do Norte". There are many stables, one indoor horse-gear area, one outdoor horse -gear area, a bar, lots of trees and fresh air. I enjoy my hobby because I love horses, but, above all, I enjoy entering competitions every month. Ana Rita Castro, 8ºA

I usually spend my holidays camping in Covas because I like to have free time to listen to the birds in the morning, to enjoy the fresh air and to listen to the river near the camping site. I go camping with my parents and the weather is usually very nice, but it sometimes rains, and then I can’t go to the swimming pool in the camping site! I usually wear t-shirts, skirts, dresses, sandals and, for the night, jeans, trainers and jackets… I don’t do many activities in the camping site because it’s very calm there. I like camping very much because I spend special moments with new friends and I have time to relax. Joana Regado, 8ºA

My favourite hobby is swimming. I started doing it when I was 3 years old because my parents wanted me to learn it. I do my hobby at the town’s pool. I practise to be better and better and I show my results in the final competition. I need a swimming costume, glasses and a swimming cap to swim. I like my hobby because I love being underwater and I can do exercise without making much effort. I love swimming! Ana Abreu, 8ºA

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Literatura/Poesia A melhor das vivências O entardecer alastra uma brisa cálida que me brinda de uma nostalgia secreta. Ao mesmo tempo, há um refrear de emoções, ecoando um sentimento de inadaptação numa sociedade dominada pela ignorância medíocre e silêncios persistentes. Em tantos outros espaços, um fim de tarde semelhante, dotado de uma inquietação palpitante, própria de todos aqueles que não conseguem aceitar a vida sem a questionar. Mas desses, há muito que se perdeu o rasto. Perguntas-me quem são os poetas, escritores, contadores de histórias. Apenas seres de aparecem a horas imprevistas e dizem coisas surpreendentes. Seres que alcançam o infinito e tocam o horizonte através das palavras. Uma vivência sem nunca deixar que a sombra esmoreça autenticidade. Uma forma de vida? Talvez a forma de vida. Por vezes, uma audácia de intervir e de tentar conciliar o real com o ideal. Uma vontade de denunciar verdades que ainda permanecem debaixo de escombros, provar uma liberdade inteira, simples. Porém, nem sempre as palavras são divulgadas por vozes audazes e as suas vivências persistem invisíveis, como se os seus dias fossem viagem de ninguém. Quem sabe, porque é duro atentar em pormenores, por-

que a sociedade tem confrontar-se com o vazio e por isso minoriza oportunidades de reconhecimento, afirmação e propagação. Afinal, fugimos todos quando uma vida louca e inesperada bate à nossa porta. Mar por mais que o amanhecer nos traga um sabor fugidio, fazendo-nos sentir dispensáveis, por mais que a rectidão dos planos e a horizontalidade das ideias impulsionem monotonias, por mais que o carácter intransmissível das sensações faça acreditar que somos ridículos, não desistimos. Não nos deixamos desistir. Ansiamos mais do que um papel passivo, indiferente e conformista. Desejamos o mundo na palma das mãos. Os pormenores somos nós. Nós-Nós. Que queremos sentir escutados e tantas vezes passamos despercebidos. Nós que desprezamos contextos aborrecidos e pouco consistentes. Nós que olhamos a vida de fundo, o mundo de frente. E nem por isso a sociedade se apercebe que somos vivos. Daniela Marques Cardoso, 12º E PS: Escrevi este texto em nome de todos aqueles que se sentem anónimos e invisíveis numa sociedade egocêntrica, em especial, os escritores a quem não são reconhecidas oportunidades de divulgarem o seu valor perante as injustiças mundanas.

Vivências / Evidências Ó! Tempus. Ó! Mores. Ó! Vivências. Ó! Décadas perdidas. Ó! Como era saudável, sermos aquilo que éramos, que queremos ser mas não somos. Para quê essas vivências, despidas de evidências evidentemente vividas se o presente não existe? Para quê olharmos o passado, se o futuro sem presente é passado? Evidente, é que as vivências nem sempre são evidentes, Por mais que as queiramos evidenciar .

Cansamos com tantas evidências. Quiçá um dia manuscritos poemas continuaremos a escrever, Com a evidente certeza, que poucos os saberão ler. Saudemos as boas VIVÊNCIAS, que sem querer nos moldaram, Como o barro de um «cacharro», por onde tantos, seiva da boa beberam, cresceram e FRUTIFICARAM. Prof. Ernesto Teixeira

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Literatura/Poesia O NOSSO DIÁRIO 27 DE MARÇO DE 2009 Hoje vivemos um dia muito importante pois fomos ao encontro de Miguel Torga. Foi um dia de descobertas de lugares, de novas identidades e sobretudo de novas formas de viver e sentir a poesia. Ao vaguearmos pelos espaços torguianos, descobrimos a profundidade da natureza enlaçada em montes e vales tranquilos onde impera apenas a paz. Tivemos o prazer de estar sentados na cadeira onde muitas vezes Torga se sentou talvez para tratar dos corpos enfermos ou para macerar versos… Será sem dúvida alguma um dia memorável para todos nós. A viagem foi cansativa passada entre o calor abrasador do sol mas também do calor humano que foram suavizados pela recitação” in loco“ de textos torguianos. Por tudo o que foi dito, certamente ficamos com vontade de lá voltar. Até sempre Miguel Torga! POEMA COLECTIVO As montanhas esplenderosas, situadas no Norte de Portugal, têm a marca de Torga. Nesse lugar ainda hoje se poder sentir o bater do coração Daquele poeta telúrico, Fragoso e enfurecido. Seu apego à terra é mais forte do que a razão E até mais forte do que a raiz da torga. O cheiro de S. Martinho de Anta, misturado com esta poesia De sabor ancestral, E de Torga ao peito, Tal como Orfeu, Convidou-nos a entoarmos rimas sem preconceitos Na terra do verdadeiro “Anteu”. Poema colectivo dos alunos do 10º I

Crepúsculo - Twilight Crepúsculo. É este o fenómeno que tem vindo a crescer um pouco por toda a parte do Mundo. A história de amor entre um vampiro, Edward Cullen (Robert Pattinson), e entre uma humana, Bella Swan (Kirsten Stewart), tem vindo a apaixonar miúdos e graúdos. O ingrediente que torna esta saga tão especial é o amor impossível entre um jovem vampiro de 17 anos (que os terá para sempre), e uma simples humana de 17 anos (e que como mortal, um dia acabará por morrer. Ou talvez não!). Crepúsculo, Lua Nova, Eclipse e Amanhecer são os livros que compõem esta magnífica saga que tem fãs por todo o lado! Com cenas fantásticas, efeitos especiais impressionantes e um elenco espectacular, Crepúsculo promete continuar a prender os fãs (e não só!) ao ecrã. Se queres continuar a acompanhar esta saga, não percas o próximo filme, Lua Nova, que tem estreia marcada para dia que irá despertar novas emoções (e amores!) e revelar um segredo que uma das personagens guarda. Também podes comprar os livros que já estão á venda nas livrarias de todo o país ou o CD e DVD de Crepúsculo. Segue a Crepúsculomania e não percas pitada de empolgante amor vampiresco! Aqui fica a letra de uma das músicas composta pelo próprio Robert Pattinson! Daniela Eiras Novo, 11º B

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Literatura/Poesia Encontro com Richard Zimler No dia 22 de Abril de 2009, realizou-se na Biblioteca Municipal Manuel Boaventura, em Esposende, o encontro com o esritor Richard Zimler, actividade que contou com a participação de quatro turmas da Escola Secundária Henrique Medina e de algum público que não perdeu a oportunidade de conhecer o escritor norte-americano. O encontro iniciou-se com uma breve apresentação do autor, seguida do comentário emocionado da professora de português, Catarina Brito, àquilo que sentiu ao ler as suas obras. Após agradecer o convite da Biblioteca Municipal de Esposende e as palavras da professora, seguiramse duas horas de boa disposição, em que Zimler respondeu às perguntas colocadas não só pelos jovens, como também pelos professores e restante público presente. Foram abordados vários temas, incluindo a religião (presente na sua obra), o mundo complexo das relações entre as pessoas, a experiência de viver em Portugal e as surpresas que encontrou durante os primeiros anos. No final do encontro, o escritor foi aplaudido de pé pelos jovens, seguindo-se uma sessão de autógrafos. Margarida Lima 10º I

Já experimentaste?!... No âmbito da disciplina de Português, é abordada, no 11º Ano, a obra ―Frei Luís de Sousa‖, de Almeida Garrett. Não optámos pelo tradicional estudo, antes decidimos por dar uma dimensão muito maior ao nosso trabalho, tendo colhido óptimos resultados. Inicialmente, a turma dividiu-se em grupos pequenos para estudar cada uma das personagens da peça. Posteriormente, dividiu-se em três grandes grupos, para se dedicar à apresentação dos três actos. Esta apresentação, de acordo com o gosto de cada um dos grupos, repartiu-se por dramatizações, fantoches, vídeos, powerpoints, música..., não esquecendo um cenário adequado e muito bem decorado. No final, cada grupo entregou aos colegas um pequeno resumo do seu trabalho, de forma muito original: o palácio de Almada, as flores dormideiras de Maria, os pergaminhos e os jogos. Se ainda não experimentaste fazer algum trabalho deste género, não percas essa oportunidade, pois estimula a nossa criatividade, a oralidade e a responsabilidade, favorece as relações intra-turma e proporciona, ainda, momentos bastante divertidos. Tatiana, 11ºC

E, tomado o gosto… Ora, como quem come cerejas, tomámos-lhe o gosto e repetimos a ideia, mas, desta vez, com Os Maias e os seus Episódios da Vida Romântica. O resultado? Novas apresentações em Powerpoint, novos cenários, novas ideias, mas, sobretudo, mais momentos divertidos e um maior “à vontade” nestas andanças de comunicar com plateias (ainda que pequenas). Agora que começámos, vamos embalados e prometemos: havemos de continuar a comer as “cerejas”. Andreia Patrícia Machado Fino, 11ºC

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Literatura/Poesia Grandes autores … um pequeno grande palco No âmbito da promoção da leitura das obras Memorial do Convento de José Saramago (leccionada no 12º ano do ensino secundário) e Frei Luís de Sousa de Almeida Garrett (leccionada no 11º ano do ensino secundário), a Escola Secundária Henrique Medina, com a colaboração da Câmara Municipal de Esposende, proporcionou aos alunos dos referidos anos lectivos a possibilidade de assistirem a duas peças de teatro baseadas nas obras anteriormente referidas.

Memorial do Convento, a cargo da companhia de teatro Casa dos Afectos, e Frei Luís de Sousa e Outras Coisas, da responsabilidade do grupo teatral Há Cultura, vieram a cena, no Concelho, nos dias 27 de Março de 2009 pelas 21 h e 30 min e 15 de Abril de 2009 pelas 14 h e 30 min, respectivamente.

Memorial do Convento desempenhou na maior perfeição a tarefa de dar a conhecer aos alunos a obra, já que se revelou bastante minuciosa e pormenorizada. São de felicitar as interpretações das personagens de Belimunda e de sua mãe, pela carga dramática que conseguiram transmitir perante o público, e de louvar a funcionalidade atingida pelo cenário simples e pela caracterização da perspectiva do povo relativamente à construção do Convento de Mafra. No entanto, a peça foi demasiado extensa e pouco dinâmica quando comparada com outra interpretação feita há cerca de dois anos pelo mesmo grupo teatral. Também as interpretações de Baltazar e do Padre desiludiram um pouco em comparação com essa anterior apresentação, o primeiro pela excessiva rudeza e o segundo pela passividade. No que diz respeito A Frei Luís de Sousa e Outras Coisas, é de louvar a ideia genial com que apresentaram uma perfeita conexão entre as obras Viagens da Minha Terra e Frei Luís de Sousa, ambas de Almeida Garrett. São também de evidenciar como aspectos positivos o enorme à-vontade com que os actores interagiram com o público, os improvisos e as constantes reflexões sobre o teatro. Por outro lado, apesar da ideia e do trabalho “extra-palco” terem sido magnificamente desenvolvidos e incrementados, a dramatização não surtiu o efeito pretendido – a caracterização das duas obras - pois os dois únicos actores em cena deveriam ter encarado o seu trabalho com maior seriedade. Em suma, assistir a ambas as peças representou uma experiência bastante positiva para alunos e professores. Contudo, Memorial do Convento foi aquela que melhor caracterizou a obra a que se reportava, apesar de ter sido Frei Luís de Sousa e Outras Coisas a eleita pela generalidade do público assistente, precisamente pelo carácter descontraído dos actores em cena. Francisca Gaifém,11ºE

“Não ir ao teatro é como fazer a toilette sem espelho” Imaginar, recordar, reviver, contactar com outras formas de vida, com outras vivências, eis apenas algumas vertentes próprias do Teatro. É como se todos entrássemos, irracional e inconscientemente, numa história tecida na trama, nas roupas, nas luzes, nos adereços, nas vozes... Confortavelmente instalados, somos chamados a reflectir, a rir, a fruir em êxtase, e, assim, crescemos interiormente sem que disso nos apercebamos. Por isso, e como “não ir ao teatro é como fazer a toilette sem espelho”, fomentar o gosto por esta arte é por demais importante na formação de cada pessoa. Aqui, cabe à escola desempenhar um importante papel. Em parceria com a autarquia, várias foram as actividades desenvolvidas ao longo do corrente ano no exercício dessa sua função. A tanto se fica a dever o facto de alunos do 11.º ano, assistindo a obras como “Os Maias”, “Memorial do Convento” e “Frei Luís e outras coisas”, levadas à cena pelo TEP, Casa dos Afectos e Há Cultura, respectivamente, poderem penetrar nesse mundo alucinante e sempre novo que é o Teatro. Margarida Capitão, 11ºA

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Biblioteca Escolar Algumas das actividades realizadas ao longo do ano lectivo...

Dia 17 de Outubro Dia Mundial da Erradicação da Pobreza Para que este dia não passasse sem que reflectíssemos um pouco sobre as condições de vida de muitos milhões de Seres Humanos no mundo - a nossa “casa” comum - e para que essa reflexão nos impulsione a agir, por iniciativa da Biblioteca Escolar, e com a colaboração de alguns professores de Português, os alunos do Ensino Secundário foram às salas de aula ler um poema do escritor moçambicano, Jorge Rebelo, intitulado... “Os Senhores Sabem que Existo?” Os senhores conhecem-me? Sabem Que eu existo? Repararam em mim Alguma vez? Não? Eu sou aquela que na berma da rua Vos acena quando passam E vos convida a comprar. Todos os dias Quando a manhã desponta Saio do meu casebre Percorro a rua comprida

- a trouxa pesada à cabeça – Procuro na berma um lugar Desço a trouxa Estendo a capulana E arrumo em montinhos um a um: Cebolas, batatas, maçãs, alho, feijão. Depois sento-me Na espera lenta e paciente. Quanta angústia nesta espera! Em casa estão treze bocas (Treze!) que a guerra trouxe fugidas E que me aguardam Ansiosas e famintas. Quando não vendo, é a fome E o desespero... Por vezes penso Revoltar-me. Viver assim À margem da vida Quando o luxo e a opulência Passeiam à minha volta Como uma provocação… Mas p’ra mim as tempestades Perderam o fascínio, Mesmo as que se diz que purificam, Que projectam e modelam o destino. Por isso vou vivendo Resignada – Para alívio dos senhores. É esta a minha vida. Contei-a na esperança Que quando por mim passarem A minha presença vos perturbe Como uma acusação. B.E.

Visita dos alunos do 1º Ciclo e de uma contadora de histórias “Era uma vez...”, assim começou a contadora as suas histórias de encantar aos pequenos ouvintes do 1º Ciclo, no dia 26 de Outubro, durante a Feira do Livro da nossa escola. Muitas foram as histórias. Histórias de encantar, lendas ou histórias reais... o que é certo é que o entusiasmo e a expressividade, com que a Dr.ª Vitória contava, conseguiu, facilmente, prender a atenção destes jovens, de maneira a que interagissem com ela, respondendo a perguntas e completando as histórias. Contar histórias é uma tradição que se vem perdendo ao longo dos tempos. Felizmente ainda há (independentemente da idade) quem se apaixone por esta tradição e passe, a outras gerações, a imaginação, o encanto e a expressividade do saber contar. Foi um dia cheio de encanto e entusiasmo, tendo a contadora de histórias terminado a sua participação com “Vitória, Vitória, acabou a história” . B.E.

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Biblioteca Escolar João Pedro Messeder

―Como elaborar um trabalho de pesquisa‖

No dia 28 de Novembro de 2008,

WORKSHOP

o escritor João Gomes, com o

Decorreu na nossa Biblioteca Escolar, entre os dias 17 e 23 de Março, um pequeno Workshop no âmbito da formação de utilizadores, destinado aos alunos do 7º ano de escolaridade. Com esta iniciativa, pretendeu-se fornecer aos alunos algumas orientações sobre a realização de trabalhos de pesquisa. Durante a sessão, foi apresentado um powerpoint, seguido de um exercício de consolidação das informações dadas, realizado em pequenos grupos de trabalho. B.E.

pseudónimo de João Pedro Messeder, veio à biblioteca da Escola Secundária Henrique Medina falar sobre si e a sua carreira. Esta iniciativa começou com a apresentação do escritor pelo nosso colega, Tomás Barbosa. Estiveram presentes alunos de várias turmas que leram poemas e, seguidamente, colocaram perguntas às quais o escritor respondeu, contando histórias do seu passado. Ficámos, assim, a conhecer melhor este escritor! Gostámos muito de o ouvir: era muito simpático e fez com que esta palestra não se tornasse fastidiosa. Foi muito interessante e esperamos voltar a ver muitos escritores portugueses para saber mais sobre literatura portuguesa. Catarina Abreu e Teresa Barbosa, 8ºC

5º SARAU CULTURAL Aconteceu no dia 24 de Abril na Escola Secundária Henrique Medina...Como tem vindo a acontecer nos últimos anos, a Biblioteca Escolar realizou o 5ª Sarau Cultural na Henrique Medina, subordinado ao tema “VIVÊNCIAS”. Este Sarau envolveu centenas de alunos, funcionários e professores desta escola em diversas actividades, como poesia, teatro, música, canto e dança. A multiplicidade de sentimentos e emoções que marcam as várias etapas das nossas vidas, como o Amor, a Amizade, a Tristeza, a Alegria, a Coragem, estiveram presentes neste sarau com o intuito de levar os espectadores a reflectirem sobre a importância destes sentimentos para nos sentirmos vivos. Foi com imensa alegria que a escola se pôs “bonita” para receber os Pais e Encarregados de Educação, cuja afluência vem aumentando de ano para ano, para assistirem ao espectáculo que se caracteriza pela criatividade e talento dos nossos alunos, funcionários e professores. É de realçar o esforço e a disponibilidade de todos os intervenientes nesta iniciativa, que deixaram os seus afazeres pessoais e profissionais, para se dedicarem, de corpo e alma, à preparação deste evento. Assim, a Equipa da Biblioteca agradece a todos os que contribuíram para o sucesso desta actividade e espera que, no próximo ano, toda a comunidade escolar continue a contribuir para que o Sarau da Escola Secundária Henrique Medina seja um evento de todos e para todos, com qualidade, talento e conhecimento. B.E.

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Desporto A actividade física na Escola Secundária

T

INICIADOS FEMININO

MASCULINO

1º- ANA CATARINA DIAS – 9ºE 2º- JOANA RODRIGUES – 8ºA 3º- ANA PEIXOTO – 9ºA

1º- DIOGO FIGUEIREDO – 9ºB

Henrique Medina! al como vem acontecendo ao longo dos anos, mais

uma vez os alunos aderiram com grande entusiasmo às actividades desportivas propostas pela Secção de Edu-

2º- OCTÁVIO FIGUEIREDO – 9ºE 3º- JOÃO FIGUEIREDO – 9ºD

JUVENIS

cação Física.

FEMININO

MASCULINO

É com grande satisfação que os Professores desta disci-

1º- ALICE – 10ºF

1º- FABIO REINA – 10ºC

plina vêem, ano após ano, crescer o número de alunos

2º- PAULA – 11ºA

2º- MARCO NORTE – 10ºB

participantes nas actividades desportivas e observam um

3º- ANA CATARINA – 11ºA

3º- NUNO VIAMONTE – 10ºE

aumento na qualidade do desempenho desportivo de

JUNIORES

todos os alunos participantes. A estes factos não serão alheios dois aspectos: por um lado, o empenho que a maioria dos alunos coloca na aprendizagem, exercitação e consolidação dos diferentes conteúdos trabalhados durante as aulas de Educação Física, e, por outro lado, a

FEMININO 1º- BRUNA NUNES – 12ºG 2º- MÁRCIA RIBEIRO – 12ºE 3º- MARIA – 11ºC

MASCULINO 1º- CEDRIC FIGUEIREDO – 12ºA 2º- ANDRÉ FLORES – 11ºB 3º- LUÍS NETO – 12ºF

existência de um Clube de Desporto Escolar com uma

Todos os participantes estão de parabéns e contamos

oferta desportiva bastante diversificada e com uma activi-

com a vossa participação e esforço no próximo corta-

dade significativa, quer a nível de escola, quer extra

mato escolar. Estes alunos representaram dignamente a

escola.

escola no corta mato distrital realizado em Guimarães no passado dia 12 de Fevereiro. O voleibol foi responsável por mais um dia extraordinário de convívio e actividade física. Este ano participaram 362 alu-

O corta-mato escolar destina-se a todos os alunos da

nos, divididos por 21 equipas masculinas e 19 femininas,

escola e contou com a participação de 442 alunos, dividi-

tendo-se realizado ao longo do dia 61 jogos (35 masculi-

dos por 4 categorias (infantis, iniciados, juvenis e junio-

nos e 26 femininos). No final, a classificação ficou assim

res) de acordo com o ano de nascimento, tendo-se verifi-

organizada:

cado os seguintes resultados:

ANO 10º

MASCULINO 1º - Turma E 2º - Turma B

11º

1º - Turma C 2º - Turma F

12º

1º - Turma D 2º - Turma C

INFANTIS FEMININO 1º- SIMONE FERNANDES – 7ºA

MASCULINO 1º- JUAN COSTA – 7ºB

2º- INÊS CAMPOS – 7ºB

2º- DIOGO CARDOSO – 7ºA

3º- ANA SOUSA – 7ºA

3º- RUI SOUSA – 7ºB

Página 10

FEMININO 1º - Turma D 2º - Turma H 3º - Turma C

1º - Turma E 2º - Turma C 3º - Turma D


Desporto O Dia da Floresta aconteceu no dia 24 de Março e des-

Os espaços destinados às acti-

tinou-se aos alunos do 7º ano de escolaridade. Como

vidades de dança (ginástica

habitualmente, foi celebrado com a realização de uma

aeróbica e danças de salão,

caminhada até ao Castro de S. Lourenço e com uma

―Salsa‖ e ―Chá-chá-chá‖) tam-

visita guiada com o auxílio dos Serviços de Património

bém estiveram muito concorridas, quer por alunos, como

Histórico-Cultural da CME. Para além da visita ao Castro

também por professores e demais funcionários da esco-

de S. Lourenço, os alunos e professores acompanhan-

la. Foi muito agradável observar o empenho e satisfação

tes tiveram oportunidade de participar em inúmeros

com que todos tentavam executar os movimentos pre-

jogos tradicionais. Houve também um piquenique e mui-

tendidos e construir diferentes coreografias.

ta diversão… Foi, sem dúvida, um dia diferente!!!

Este ano, tivemos uma novidade! A convite do Campo de Golfe da Quinta da Barca, os professores da escola tiveram oportunidade de conhecer mais de perto a modalidade de Golfe. Foi

No último dia de aulas do 2º período, mais uma vez a

uma manhã bem passada, divertida e onde foi possível

actividade física esteve em destaque, com a concretiza-

tomarmos contacto com uma actividade desportiva cada

ção de mais um dia do “Fato de Treino”. Apesar de

vez mais em voga e que proporciona aos seus pratican-

muitos alunos e professores não estarem na escola por

tes momentos de convívio, contacto com a natureza e

se encontrarem a participar em visitas de estudo, os que

que contribui para a melhoria da nossa capacidade físi-

ficaram não deixaram de participar entusiasticamente

ca.

nas actividades de ginástica aeróbica, danças de salão,

Até ao final do ano, vamos ainda realizar, no dia 9 de

voleibol de praia, futsal, ténis e nas exibições de ginásti-

Junho, um torneio dirigido a alunos dos 7º, 8º e 9º anos

ca acrobática. Nos jogos de futsal, voleibol de praia e

de escolaridade. Neste torneio, os alunos terão oportuni-

ténis participaram 230 alunos e realizaram-se 36 jogos

dade de aplicar os conhecimentos adquiridos nas aulas

naquelas 3 modalidades desportivas. As classificações

de Educação Física nas modalidades de andebol (7º

finais ficaram assim ordenadas:

ano), voleibol (8º ano) e basquetebol (9º ano). Não se

Voleibol de Praia

Futsal masculino

Futsal feminino

esqueçam de PARTICIPAR!

1º - 12º B

1º - 12º D

1º - 12º E

Não podemos deixar de terminar este espaço destinado

2º - 11º TC

2º - 11º D

2º - 11º A

3º - 12º F

3º - 9º F

3º - 12ºA

à actividade física para agradecer a todos os que ajudam a tornar a nossa escola mais dinâmica desportiva-

As turmas D e E do 12º ano

mente, quer como participantes, quer como assistentes,

também estiveram de para-

organizadores e árbitros. Fazemos votos para que haja

béns pelas fantásticas coreo-

cada vez mais participantes a mexerem-se pela sua

grafias de ginástica acrobática

saúde…

que exibiram. Página 11

A Secção de Educação Física


Clubes/Projectos CLUBE DE DESPORTO ESCOLAR DA HENRIQUE MEDINA 2008-2009 A importância que o Projecto do Desporto Escolar assumiu junto da Comunidade Escolar é motivo de satisfação para todos os professores da Secção de Educação Física. A avaliação que fazemos é muito positiva pois conseguimos proporcionar aos alunos um conjunto variado de actividades. Sentimos que começa a existir uma cultura desportiva de escola, onde são promovidos estilos de vida saudáveis indispensáveis para a sua formação equilibrada. O clima à volta do Projecto é bom. As actividades proporcionadas, de nível interno e externo, sem quadro competitivo e com quadro competitivo, foram ao encontro dos interesses dos alunos. Escolhemos duas modalidades para as raparigas, Voleibol e Andebol e duas para os rapazes, Basquetebol e Futsal. O Golfe foi uma actividade para os dois sexos e diferentes idades. O Ténis de Campo e de Mesa, o Badmington e a Natação puderam ser praticadas por todos. Alem disto, houve ainda um conjunto de iniciativas desportivas ao longo do ano, destacando aqui o Corta Mato Escolar Distrital, o Projecto Mega e os muitos Torneios de diversas modalidades. Um aspecto a realçar é a participação de todos os professores de Educação Física neste Projecto. O Professor Luís Veloso foi responsável pelas modalidades de Badmington e Futsal; o Professor Maurício Ribeiro envolveu-se nas actividades de Ténis de Mesa e de Campo; a Professora Maria João desenvolveu a actividade de Natação; o Professor António Campos deu seguimento ao projecto de Golfe, envolvendo, este ano, a Escola Correia de Oliveira; o Professor José Vilassa liderou a equipa de Basquetebol; a Professora Cláudia Pinho liderou a de Voleibol e a Professora Conceição Couto a de Andebol. A preparação de exames práticos de acesso ao ensino superior em Educação Física ou militares ficou a cargo da Professora Rosa Viveiros. A Professora Manuela Ferreira, como coordenadora do Departamento de Expressões e Tecnologias e da Secção de Educação Física, colaborou em todo o processo de forma muita activa. O Empenho de todos foi importante para o sucesso do Projecto e para os resultados desportivos de muito bom nível de todos os alunos envolvidos nos quadros competitivos ao longo do ano e do seu comportamento social exemplar. Os alunos participantes nos quadros competitivos de Basquetebol, Andebol, Futsal,. Golfe, Voleibol e Atletismo, tiveram um comportamento exemplar social e desportivamente. As principais dificuldades relacionaram-se com os Transportes e com o Apetrechamento. Aqui a Câmara Municipal de Esposende teve uma boa prestação; transportando duas vezes por semana, os nossos alunos para o campo de golfe da Quinta da Barca e disponibilizando o autocarro para as muitas viagens das equipas com quadro competitivo, oferecendo também 3 conjuntos de equipamentos para as equipas de Basquetebol, Voleibol e Futsal e uns obstáculos em pinho tratado para a implementação de um Circuito de Treino na escola. A colaboração do concelho Executivo foi excelente. As verbas disponibilizadas e o incentivo dado às diversas iniciativas ajudaram ao sucesso das mesmas. Os Professores Avelino Santos e Eduardo Abreu foram incansáveis no apoio. A Equipa de Apoio às Escola do Distrito de Braga disponibilizou, do seu orçamento, as verbas necessárias para que tudo corresse com normalidade Uma palavra de agradecimento à Associação de Estudantes e aos colaboradores senhor Pimentel e Dona Ana por todo o apoio dado à iniciativa. Página 12


Clubes/Projectos CORTA MATO ESCOLAR EM GUIMARÃES 12 DE FEVEREIRO de 2009 INFANTIS B FEMININOS-49ª CL SIMONE FERNANDES-7ºA INÊS CAMPOS-7ºB ANA SOUSA-7ºA RITA CARDOSO-7ºA SANDRA FARIA-7ºC INICIADOS FEMININOS-6ªCL ANA DIAS-9ºE JOANA RODRIGUES-8ºA MÓNICA PILAR-8ºA SOLANGE INÊS-8ºE ANDRESA GONZALES-8ºA CARLA ROSA-9ºE JUVENIS FEMININAS-3ºCL ALICE ESCRIVÃES-10ºF PAULA LOPES-11ºA ANA FARIA-11ºA ANA FERREIRA-9ºE SARA COSTA-11ºA ANABELA NOGUEIRA-10ºD JUNIORES FEMININOS-3ªCL RAQUEL VELOSO-12ºF MARCIA RIBEIRO-12ºE DIANA ROSÁRIO-12ºF BARBARA BARBOSA-12ºF MAFALDA BRÁS-12ºA FÁTIMA CARVALHO-12ºF INFANTIS B MASCULINOS-56ºCL LUAN COSTA-7ºB DIOGO CARDOSO-7ºA RUI SOUSA-7ºB JOÃO LAGES-7ºC BRUNO FERREIRA-7ºB LUIS AREIAS-7ºC INICIADOS MASCULINOS-19CL DIOGO FIGUEIREDO-9ºB OCTÁVIO FIGUEIREDO-9ºE-Faltou JOÃO FIGUEIREDO-9ºD-Faltou JOSÉ VASCONCELOS-9ºA CARLOS FERREIRA-9ºA JOÃO FARIA-9ºE JUVENIS MASCULINOS-2º CL BRUNO QUEIRÓS-11ºA NUNO VIAMONTE-10ºE FÁBIO REINA-10ºC MARCO NORTE-10ºB JOSÉ CRUZ-10ºB FABIO PORTELA-10ºD JUNIORES MASCULINOS-2ºCL CEDRIC FIGUEIREDO-12ºA ANDRÉ FLORES-11ºB LUIS NETO-12ºF MÁRIO MENDONÇA-12ºD RAFAEL ALMEIDA-11ºA JOSÉ LINHARES-12ºA

Página 13

PROJECTO MEGA 2009—FASE DISTRITAL 28 De MARÇO-GUIMARÃES MEGA SPRINTER Inês Campos 7ºB Meia-final; 6,43 Luan Costa 7ºB Rui Sousa 7ºB 6.41 eliminatória Tatiana Botelho 9ºD eliminatória 6.80 Daniela Ferreira 10ºC (F) (6.37) 5ª Juv Tiago Carqueijó 11ºA (F) (5.65) 5º Juv Sara Esteves 11ºG, (5,70), 1ªCL Juv CAMPEÃ DISTRITAL

Alexandre Cunha 10ºD (F) (5.61) 2º Juv VICE CAMPEÃO DISTRITAL MEGA SALTO Inês Campos 7ºB (F) (4.09) 4ªno escalão de infantis Luan Costa 7ºB (F) (4.46) 6ºno escalão de infantis Rui Sousa 7ºB Mariana Mota 7ºA Tatiana Botelho 9ºD (F) ( 3.77) 11ª no escalão de iniciados (20) Alexandre Cunha 10ºD (F) (5.18) 6º no escalão de juvenis (14)

Sara Esteves 11ºG (4.93) 1ª no escalão de juvenis CAMPEÃ DISTRITAL

MEGA KM Diana Costa 8ºD (F) (4.28.79) 17ª no escalão de iniciados (20) Mariana Patrão 11ºG (F) (3.38.37) 3ª no escalão de juvenis Diogo Figueiredo 9ºB (F) (2.54.30) 2º no escalão de iniciados (11) VICE CAMPEÃO

Bruno Queirós 11ºA 1ºJuvenil CAMPEÃO DISTRITAL

(2.57.82)

PROJECTO MEGA 2009-FASE NACIONAL 8 e 9 DE MAIO DE 2009—Seixal SARA ESTEVES MEDALHA DE OURO NO SPRINTER E BRONZE NO SALTO CAMPEÃ NACIONAL DE SPRINTER 40m (Continua na página 24)


Clubes/Projectos O teatro e os mais variados papeis O teatro é uma arte inerente a qualquer existência. Vivemos numa época na qual todos temos um pouco de actores e todos representamos no palco da nossa existência. Desta forma, nada faria mais sentido do que a criação de um grupo de teatro amador na Escola Secundária Henrique Medina. Com um ano de existência, e o propósito de dar continuidade a anteriores experiências teatrais realizadas nesta escola, o grupo de artes performativas, ao longo do quase findo ano lectivo, marcou presença nos mais variados eventos realizados para deleite de membros da comunidade educativa. Enumeram-se a apresentação de Papalagui durante os Colóquios Juvenis de Arte, este ano a cargo da nossa escola, as participações no Sarau Cultural em Pierrot e Arlequim e Calcada de Carriche e a colaboração em Mui Dolorosa Paixão de Nosso Senhor Jesus Cristo . Não é possível deixar de agradecer a essencial parceria com o Gaterc (Grupo Amador de Teatro de Esposende e do Rio Cávado) que se revelou da maior importância para o sucesso da apresentação de Papalagui e a cargo do qual foi apresentada a Mui Dolorosa Paixão de Cristo. Para além da memória dos momentos inesquecíveis proporcionados pela experiência persiste o desejo da continuidade do projecto para os anos que se sucedem, pois não deixemos de reflectir acerca da importância do teatro na formação dos alunos como cidadãos e seres humanos e no aperfeiçoamento dos docentes, que fizeram deste projecto um êxito indiscutível. Francisca Gaifém,11ºE

Dia da Declaração Universal dos Direitos do Homem No dia 10 de Dezembro celebra-se o dia da Declaração Universal dos Direitos do Homem. Em nome da problemática dos Direitos Humanos, torna-se necessário consciencializar as pessoas para a realidade envolvente: o ainda desrespeito pelos direitos fundamentais e suas vítimas. Quotidianamente, deixamos que o individualismo tome conta de nós e pouco nos apercebemos da realidade nua do mundo onde vivemos. No âmbito da disciplina de Área de Projecto, propusemo-nos a trabalhar e melhor reflectir sobre esta problemática tão actual. Muitos são os seres humanos que são vítimas das mais diversas formas de discriminação; muitos são aqueles que são explorados sem se aperceberem; poucos são as acções que rumam no sentido contrário para construir um mundo mais justo, uma vez que são pouco apoiadas e reconhecidas. Por isso, cabe a nós enquanto jovens, sonhadores e lutadores, contrariar consciências extemporâneas e conformistas. Se o futuro do mundo está nas nossas mãos, precisamos de divulgar estas realidades para incitar á fraternidade, liberdade, igualdade, respeito e cooperação entre os povos. Em suma, muda, marca e preserva o mundo pois este precisa de ti! Grupo de A.P de 12º E

Página 14


História O GRUPO DE HISTÓRIA NO V SARAU CULTURAL DA ESCOLA A “Alusão aos feriados históricos” tem sido, ao longo dos anos, uma das actividades levadas a cabo pelos elementos deste grupo lectivo e o 25 de Abril de 1974 não podia ser esquecido. Assim, além de chamarmos a atenção, nas aulas, para o significado de “mais” um feriado nacional, e das principais alterações a nível político, social, económico e cultural, que esta Revolução permitiu, organizámos, com a dedicada e agradável colaboração da Associação de Estudantes desta Escola, a divulgação de poesia e música de intervenção dos autores e cantores mais significativos daquela época, bem como a projecção, no polivalente, de imagens musicadas, alusivas aos aspectos e características mais marcantes do Estado Novo, a culminar com o momento da viragem política, a 25 de Abril de 1974. Aos motivos que nos levaram a participar no Sarau organizado pela Equipa da Biblioteca desta Escola, alusivo ao tema “Vivências”, aliaram-se duas coincidências: o tema e a data, 24 de Abril, véspera da Revolução de 74. Mais do que a simples distribuição de cravos e a declamação do poema “Explicação do País de Abril”, da autoria de Manuel Alegre, a nossa participação, dedicada aos estudantes presentes, a quem nós procuramos dar a conhecer a multiplicidade de vivências do Homem ao longo dos tempos, teve também como objectivo procurar alertar, não só os mais jovens mas também aqueles que conhecem os dois regimes, para que o “25 de Abril de 74” não se transforme em mais uma data que se vai recordando todos os anos, ano após ano, até esquecer o que se comemora, mas que procurem fazer com que o espírito de Abril se mantenha vivo e se concretize todos dias, mês após mês, pois, “Esquecer é Repetir!” DIA DA HISTÓRIA E DA MULTICULTURALIDADE

fazemos a primeira paragem numa das ilhas do arquipélago de Cabo Verde onde nos é oferecida (...

O Grupo de História agendou esta actividade para o

mas aqui temos que a pagar!...) uma suculenta sopa

dia 05 do, já próximo, mês de Junho, pelo simples

de peixe.

facto de ser o último dia de aulas para os 11º e 12º

Retomamos a travessia do Atlântico Sul até final-

anos de escolaridade, permitindo-lhes assim assistir

mente chegarmos a Terras de Vera Cruz onde, agora

e/ou participar, como bem o entenderem.

com mais tempo, nos atiramos a uma valente feijoa-

A comemoração inicia-se por volta das 11.45 horas,

da à brasileira, seguida de um merecido repouso... .

no Polivalente, com a proposta de uma viagem no

Recompostos, descemos a costa até ao estreito, que

tempo, proporcionada através de uma mostra das

agora tem o nome do navegador e, depois de estudar

vestes mais usadas ao longo da História da Huma-

as coordenadas, iniciamos a longa travessia de

nidade, por diferentes povos e culturas, desde o

outro mar que, de Pacífico só tem o nome. Já do

tempo da Grécia e Roma do Mediterrâneo Antigo,

outro lado damos umas voltas por todos aqueles

até ao século XX (e, muito provavelmente, propostas

arquipélagos e acabamos por acostar a Macau onde

de vestuário a usar no futuro...) passeando pela Ida-

nos é servido um delicioso doce de coco e leite, ou

de Média, Renascimento e Idade Moderna, até à

“bagi”.

Revolução Francesa e outras Revoluções Liberais.

E porque não temos tempo, nem provavelmente bar-

Passando do Polivalente à Cantina, que vai estar

riga, para mais, em jeito de homenagem ao navega-

convenientemente decorada com peças de artesana-

dor português, que entretanto foi morto nas Filipi-

to de diferentes povos e culturas, de diferentes

nas, ficamo-nos por aqui, até porque o resto da via-

regiões do mundo, vamos tentar, através de um

gem fica a cargo do almirante espanhol Sebastian

almoço multicultural, seguir a rota da 1ª viagem

d’Elcano que a conduz até Sanlúcar de Barrameda.

de circum-navegação, com Fernão de Magalhães.

Um dia agradável para todos.

Rumamos para sul, bordejando a costa africana e

Página Página15 15

O Grupo de História


Geografia CONCURSO “O MEU MAPA”

tivas foram a adaptação à gastronomia, à língua portuguesa e às rotinas diárias, referencia-

No âmbito do tema “População e povoamento”

das sobretudo pelos imigrantes asiáticos, do

aceitamos a proposta da nossa professora de

Leste europeu e dos países anglo-saxónicos.

Geografia, de realizar um pequeno estudo sobre a população imigrante no nosso conce-

Quanto às expectativas futuras, metade dos entrevistados ambicionam regressar um dia ao

lho.

país de origem, o que é particularmente eviIniciamos o estudo pela elaboração de um

dente nos imigrantes da Europa de Leste. Tam-

guião de entrevista que posteriormente sub-

bém ficou clara a ideia

metemos a uma amostra de população imi-

de que os imigrantes

grante a residir no concelho de Esposende.

dos PALOP´s adopta-

Com a colaboração dos alunos das turmas A, B

ram definitivamente o

e C, do 8º ano, foram entrevistadas 45 pessoas

nosso

e validadas de 39 entrevistas.

viver.

Com a ajuda da professora, sintetizamos num

A partir da análise do quadro-síntese elabora-

quadro as informações recolhidas nas entrevis-

mos mapas nos quais destacamos os países de

tas. Apuramos assim um conjunto de informa-

origem, a direcção e a intensidade dos fluxos

ções relativas aos países de origem, às motiva-

dos nossos imigrantes. Depois de fotografados

ções dos imigrantes, às dificuldades de inte-

e digitalizados os mapas foram submetidos ao

gração sentidas e às suas expectativas futuras.

concurso “O Meu Mapa” promovido pela FLUP

concelho

para

(Faculdade de Letras da Universidade do PorAlém da grande diversidade geográfica dos países de origem, concluímos que as razões económicas e laborais foram as motivações

to). Sabemos que vão participar alunos de todo o país, mas... temos esperança de ganhar um dos prémios!

mais significativas, logo seguidas pelas razões afectivas, principalmente as de cariz familiar,

Costa, Bruna Cunha, Cláudia Teixeira, David Passos, Gon-

e ainda a língua comum.

çalo venda, Inês Ribeiro, João Pinheiro, Mariana Lopes,

As dificuldades de integração mais representa-

Teresa Barbosa e Tomás Barbosa (8ºC)

Hidroeléctrica do Alto Lindoso e ao Parque Eólico

Visita de Estudo No âmbito das disciplinas de

de São Paio. Com esta visita ficámos a saber que o

Geografia e Educação Tec-

aproveitamento Hidroeléctrico do Alto Lindoso foi

nológica, as turmas D e E do

inaugurado em 1992. A característica mais saliente

8º ano realizaram, no dia 16

do Aproveitamento do Alto Lindoso é a potência dos

de Março,

seus dois grupos de geradores de 317 MW, facto que

estudo

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ALUNOS CONCORRENTES: Ana Catarina Abreu, Ângela

uma visita de

guiada

à

Central

(Continua na página 17)


Geografia

N

Uma abordagem inesperada à Pobreza‖

o dia 17 de Outubro de 2008, estávamos nós na aula de Português quando apareceram na nossa sala de aula duas alunas do 12º ano que nos surpreenderam com um poema muito bonito acerca da Erradicação da Pobreza do poeta Jorge Rebelo. Comemorava-se então, o Dia Internacional para a Erradicação da Pobreza. Como consequência disso, na parte final da aula, descemos até ao átrio do bloco B, onde estava uma exposição acerca do assunto organizada pelos alunos de Geografia do 9º ano (com ajuda dos respectivos professores) e apoiada pela Biblioteca da Escola. Nesta exposição, teríamos de escolher uma imagem para depois analisar. Foram várias as que me impressionaram e que poderia descrever, mas houve uma que realmente me abalou bastante, tocando-me de modo mais forte que as outras, talvez por ter dois irmãos bebés, por ter a sorte de ter algo que nunca vou querer partilhar com ninguém e que sei que dos quais não aguentaria me separar. Sei que no meio de toda a vasta exposição esta não será das mais impressionantes para o geral. Não se vê ninguém ferido, mal nutrido, despido, no meio de uma guerra... Mas custou-me ver esta imagem pois imaginei logo o desespero dos pais no momento em que deixaram ali a criança. Penso que não poderemos dizer que foi um abandono malicioso, fácil mas sim extremamente difícil. Digo isto pois a criança, por exemplo, tem umas pequenas luvas (ou algo com o mesmo efeito), o que para mim, isso foi, sinónimo de protecção. Os pais querem vê-la bem e sabem que não o conseguirão fazer, por isso entregaram a criança. Também me questiono sobre que porta a deixaram, mas pelo que vi nas minhas pesquisas penso que não seria uma de orfanato. Tentei perceber porquê e cheguei à conclusão que provavelmente conhecem a porta onde deixam o bebé, a porta que abrirá à futura criança um mundo em que nada, ou quase nada, lhe faltará. Tudo são suposições...e sobretudo, não os posso criticar pela sua atitude pois não sei em que condições viviam (se é que podemos chamar de viver, nestes casos). Mas quanto a mim, não sei realmente se conseguiria abandonar um filho meu. Mas o que me chamou ainda mais a atenção nesta imagem foi a expressão facial do bebé. Dorme sereno...ali descansado parece que nada à sua volta é mau ou perigoso, não sabe o futuro que o espera e a intriga em que vive. É, por isso, que penso que seja a altura ideal para pensarmos neste mundo em que vivemos e, a pouco e pouco, começar a ajudar quem está perto de nós. Porque sim, este problema está mais perto de nós do que pensamos! Tatiana Silva, 11ºC

os torna as mais potentes unidades de produção

na rede eléctrica nacional. Nesse edifício pudemos

instaladas em Portugal.

observar todo o equipamento de gestão e controle

Depois seguimos para a Escola Secundária de Ponte

dos aerogeradores e de todo o Parque. Lá ainda

da Barca onde nos foi servido o almoço. Durante a

pudemos ver o transformador de potência que ele-

tarde visitámos o Parque Eólico de São Paio de Vila

va a electricidade de 30 000 volt para 60 000 volt.

Nova de Cerveira. Chegados ao parque, foi-nos

Gostámos muito da visita de estudo! Ela proporcio-

explicada a sua constituição e o funcionamento

nou consolidar conhecimentos adquiridos nas aulas,

básico dos aerogeradores. A electricidade produzi-

aprender de forma diferente e conhecer paisagens

da por cada um dos aerogeradores é levada por

deslumbrantes!

cabos eléctricos subterrâneos até um pequeno edifício onde é controlada, transformada e injectada Página Página17 17

Os alunos do 8º E


Ciências Experimentais Visita de Estudo à Pedreira do Galinha e às Grutas de Santo António. No âmbito da disciplina de Biologia e Geologia, realizou-se, no dia treze de Fevereiro, uma visita de estudo à Pedreira do Galinha e às Grutas de Santo António, ambas localizadas na região do parque natural da Serra de Aire e Candeeiros. A actividade desenvolvida, que abrangeu os alunos do décimo ano, relacionou-se com os conteúdos programáticos leccionados durante o decorrente e próximo ano lectivo. Sendo assim, era pretendido que se explorassem competências já adquiridas ao nível da temática “A medida do tempo geológico e a idade da Terra” e se consolidassem as aprendizagens inerentes ao estudo do ciclo das rochas, da escala do tempo geológico e dos fósseis. Numa fase inicial, os estudantes visitaram a Pedreira do Galinha, monumento natural, que contém um registo fóssil único do período Jurássico, mais concretamente, as pegadas de dinossauros saurópodes.

Pedreira do Galinha

Após a visualização de um filme elucidativo acerca da formação da Terra, das transformações que nela ocorrem e dos seres vivos que a têm povoado, procedeu-se ao reconhecimento de um circuito pedagógico, o que permitiu a observação de alguns dos trilhos de dinossauros gravados na superfície calcária. Julgo que o visionamento deste geomonumento, um testemunho da história da Terra, o qual possibilita investigações científicas inerentes ao passado biológico e geológi-

co do planeta, é essencial, para que também nós, estudantes, possamos analisar, directamente, dados que conduzem à interpretação de fenómenos relacionados com a evolução da vida. Numa segunda fase da visita de estudo, deslocámonos às grutas de Santo António, consideradas as “mais belas grutas de Portugal”, visto que possuem exuberantes salas de estalagmites e estalactites.

Grutas de Santo António

A expedição de espeleologia permitiu a visualização de cenários naturais realmente deslumbrantes compostos por colunas, estalactites e estalagmites de variadas formas, que remetiam para objectos, animais e episódios do nosso quotidiano e, apresentando-se como expoente máximo da harmonia neste mundo subterrâneo, era possível vislumbrar o “Lago da Felicidade”, onde todo o panorama geológico era reflectido. A realização desta visita proporcionou uma aquisição mais espontânea e inteligível de noções e conceitos que integram o programa de Biologia e Geologia. Creio que, os momentos de convívio entre professores e alunos contribuíram para o sucesso da actividade, já que a aprendizagem só é possível se conjugarmos diverso factores, sendo a boa disposição um deles. Finalmente, considero substancial realçar o quão importante é a conservação e preservação do património natural, pois a sua preciosidade é ímpar e reflecte a pujança da vida e do dinamismo da Terra. Ana Catarina Pinto Carvoeiro, 10ºD

Visita de Estudo ao Vale das Buracas No passado dia 27 de Março, no âmbito das disciplinas de Biologia e Geologia e Física e Química, os alunos das turmas B e C do 11º Ano realizaram uma visita de estudo ao Vale das Buracas. Situado na Serra do Sicó, no Concelho de Condeixa-a-Nova, este é mais um local onde a geomorfologia do terreno permite um belo e espectacular contacto com a Natureza. Este maciço calcário é responsável por um sem número de formações geológicas, que caracterizam uma paisagem cársica, das quais o Vale das Buracas é um dos mais importantes exemplos. Até chegar ao fundo deste vale pode visualizar-se um espectacular campo de Lapiás. As buracas são formações geológicas que, pela sua dimensão, impressionam qualquer visitante. A fotogra(Continua na página 19)

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Ciências Experimentais Aula de campo de Biologia-Geologia dia 15 de Abril de 2009

Zona costeira de Esposende Durante os últimos anos, as praias arenosas de Esposende que ocupam uma faixa de cerca de 15km de comprimento segundo uma orientação geral N-S, desde a foz do rio Neiva até à Apúlia, têm sofrido erosão acentuada, e têm sido, gradualmente, substituídas por praias de seixos, cuja permanência é, agora, uma constante desde a praia Foz do Neiva até Cepães. Ao longo de toda a costa existem estruturas geológicas como cúspides, seixos, grandes cristas de seixos paralelas à arriba. Nestas zonas, como é comum, foram construídas diferentes construções que pretendem proteger da acção incisiva do mar, como paredões e esporões.

1995 2003 2009 Durante a última década, a orla costeira teve uma taxa de recuo superior a 3m/ano, chegando, mesmo, a atingir a dezena de metros nas zonas de galgamento de Belinho e de Mar. A pouc a areia existente n a praia d e

S.Bartolomeu do Mar tem vindo a desaparecer gradualmente.

Praia do Ofir fia, ao lado, dá uma noção da dimensão destas formações. Os alunos acharam o local da visita muito interessante devido à beleza e grandiosidade das suas paisagens. Referiram como marcante a experiência de encontrar fósseis. O agradável contacto com a natureza e o consolidar de aprendizagens anteriormente obtidas no decorrer das aulas foram os aspectos mais marcantes desta visita de estudo. A visita conseguiu despertar nos alunos a curiosidade perante o mundo natural, a sua valorização e consequentemente o reconhecimento da importância de o preservar, contribuindo, deste modo, para a sua formação como alunos e como cidadãos. Os alunos consideraram a actividade de tal forma interessante, enriquecedora, agradável que sugerem a sua realização em anos lectivos futuros para os alunos do 11º ano. Professora Ernestina Falcão

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Ciências Experimentais Curso Profissional “Técnico de Processamento e Controlo de Qualidade Alimentar” Desenvolvimento em ligação com o exterior No início do presente ano lectivo, os professores das disciplinas da componente técnica do Curso Profissional "Técnico de Processamento e Controlo da Qualidade Alimentar" (TPCQA) delinearam um conjunto de visitas de estudo de forma a permitir uma aquisição mais eficiente das competências visadas em diferentes módulos curriculares. Assim, tendo por base as propostas da Direcção-Geral de Formação Vocacional, vertidas nos programas de apoio às diferentes disciplinas deste curso profissional, procedemos a uma planificação atenta, onde projectámos várias actividades com o objectivo de criar situações de aprendizagem mais enriquecedoras e significativas para os alunos, futuros técnicos de processamento e controlo de qualidade alimentar. Neste sentido, a docente da disciplina de Microbiologia, simultaneamente directora de Curso, bem como os docentes das disciplinas de Controlo de Qualidade Alimentar (CQA) e Processamento Geral dos Alimentos (PGA), efectuaram um trabalho de pesquisa de forma a sinalizar um conjunto de empresas/ laboratórios que constituíssem locais privilegiados para a prossecução do objectivo acima referido. Inicialmente, os planos das visitas de estudo foram aprovados na Equipa Pedagógica do Curso em referência, a qual deu sempre o seu aval, na certeza de que os professores, directamente envolvidos nas actividades, estavam a enveredar por uma estratégia de ensino - aprendizagem vocacionada para a futura inserção qualificada destes alunos na vida activa. Durante as diferentes visitas, os discentes tiveram a oportunidade de observar o funcionamento de indústrias alimentares e laboratórios de análises de alimentos, criteriosamente seleccionados, obedecendo a um factor comum, a grande qualidade dos serviços prestados e dos produtos obtidos. Das entidades visitadas, destacamos as seguintes: Indústria Alimentar de Tostas ―DIATOSTA‖, em Aveiro; Indústria de Conservas ―Ramirez‖, em Matosinhos; fábrica de queijo e manteiga, Lacticínios das Marinhas; Exploração Agrícola de Produção de Leite, em Vila do Conde; Laboratório Interprofissional do Sector do Leite e Lacticínios, em Lousada; Laboratório de Microbiologia da Escola Superior de Biotecnologia da Universidade Católica do Porto; Empresa ―PAM‖Produção e Distribuição Hortícola do Litoral, em Laúndos e cozinha do McDonald´s, no Porto. Todas as visitas foram devidamente acompanhadas e supervisionadas por técnicos dos departamentos de qualidade das empresas/laboratórios, permitindo aos alunos uma proveitosa envolvência com contextos reais de trabalho. Nas indústrias alimentares, os alunos acompanharam todas as etapas dos fluxogramas referentes à produção de manteiga, queijo, tostas, conservas e produtos hortícolas. Em consonância com este aspecto, de importância fulcral para alunos de Processamento Geral dos Alimentos, houve também o cuidado de realçar, durante as visitas, os aspectos referentes ao Controlo de Qualidade Alimentar, nas vertentes dos parâmetros microbiológicos e físico-químicos no âmbito da legislação e normas aplicáveis à indústria alimentar. Para os alunos e docentes foi fundamental a passagem por estas entidades, pois, trata-se de contextos que estão a implementar o sistema HACCP (Análise dos Perigos e Pontos Críticos de Controlo), método internacionalmente reconhecido Página 20

como sendo o mais eficaz para garantir a segurança dos géneros alimentícios, cumprindo o estipulado no Regulamento (CE) n.º 852/04 e no Codex Alimentarius. Em todas as situações procurámos consciencializar os alunos para a importância da higienização como factor de saúde e segurança no trabalho, enquanto objectivo transversal a todos os cursos de cariz profissional. No final de cada visita, os alunos procederam a uma reflexão sobre a importância da actividade para o seu futuro profissional e elaboraram trabalhos/relatórios que evidenciaram as suas percepções durante as actividades ora em apreço. Consideramos que o facto de termos proporcionado aos nossos alunos este contacto diversificado com as entidades acima mencionadas, constituiu uma mais valia, contribuindo para uma formação plena destes jovens, indo ao encontro do estipulado para o perfil de desempenho do ―Técnico de Processamento e Controlo de Qualidade Alimentar”.

Lacticínios das Marinhas

Exploração agrícola de produ ção de leite—Vila do Conde

Laboratório de Microbiologia da Escola Superior de Biotecnologia do Porto

Laboratório Interprofissional do Sector do Leite e Derivados – Lousada-

PAM- Produção e Distribuição Hortícola do Litoral - Laúndos Professora Ana Maria Pinto


Ciências Experimentais UERES FAZER MANTEIGA CASEIRA ? Os alunos do Curso Profissional de Técnico de Processamento e Controlo da Qualidade Alimentar, no âmbito das disciplinas de Processamento Geral dos Alimentos e Controlo da Qualidade Alimentar procederam ao processamento e controlo da manteiga caseira, pelo que se dá a conhecer a receita e o quadro de resultados da análise da manteiga.

bem lavadas, esprema a manteiga para remover a água. Repita a lavagem (fig.4) (use uma média de 3 litros para 500g de nata ou mais) até que a água saia transparente (se deixar leitelho na manteiga ele azeda e a manteiga fica com mau gosto). Figura 3 Figura 4

INGREDIENTES: 500g de nata de leite 3 colheres de chá de sal ou a gosto PREPARAÇÃO: Passo 1: Na batedeira ou liquidificador, a velocidade máxima, bata a nata até passar do ponto de chantilly (fig.1), até a massa se tornar grossa, quando isto acontecer, continue a agitação, mas com menos força, velocidade mínima, o soro começará a soltar-se (em cerca de 15 min). Dentro de segundos, a massa grossa vai se tornar amarela, endurecer, e separar completamente do leite (fig.2). Pare de bater quando a manteiga formar pedaços firmes. Muita agitação depois disso faz a manteiga ficar muito dura. Figura 1 Figura 2

Passo 4: Agora pode adicionar a quantidade de sal que quiser (fig.5). Uma vez que colocar o sal na manteiga, misture com as mãos espremendo e formando a manteiga. Passo 5: Coloque numa manteigueira/folha de papel vegetal (fig.6) e guarde no frigorífico. Figura 5 Figura 6

Passo 2: Dica: você também pode colocar outros sabores na manteiga ao seu gosto, como por exemplo, tomates secos e manjericão fresco, alho e salsa, etc. Nota: Por não levar conservantes a validade é menor. Pode congelar. Escorra o leitelho (fig.3), use uma peneira ou um escorredor de macarrão. Depois de escorrido, lave a manteiga com água fria Passo 3: Coloque a manteiga numa tigela, e com as mãos

Professor Dinis Silva, Caroline Ferreira e Kátia Morgado, 2º ano de TPCQA

RESULTADOS DA ANÁLISE DA MANTEIGA Parâmetro

Amostra 1 Amostra 2 EXAME FISICO-QUÍMICO 31ºC

31ºC

pH

4,9

5,2

Densidade relativa

0,88

0,85

Temperatura de fusão

% de humidade (teor de água) Teor de cloretos (% de NaCl) Acidez

Aspecto Consistência Aroma Página 21

14,1% 14,3% 2,4 1,2% 0,63% 0,68% EXAME ORGANOLÉPTICO Não homogéneo; Não homogéneo; bicolor; gotas de bicolor; gotas de água visíveis água visíveis Fácil de barrar Fácil de barrar A leite em pó A leite em pó

Valores de referência mín.: 32ºC máx.: 38ºC 4,3 – 6,7 mín.: 0,922 máx.: 0,939 máx.: 16% máx.: 2% máx.: 5 mmol/100g

Sem humidade visível Fácil de barrar Perfeitamente puro e perfeito


Matemática Curiosidade Matemática! Que conceitos Matemáticos se podem “encontrar” numa receita de bolo de chocolate?

Receita de bolo de chocolate

sua vez está “partido” em 60 partes e cada parte corresponde a 1 segundo. 8-10 pessoas. E se mais pessoas forem convidadas? Lá temos de aplicar conhecimentos de proporções! Duplicar, triplicar, etc. Ou então dividir em n partes iguais ou não! Voltando aos números aparecem as fracções! Tão fáceis de manipular! 6 é metade de 12, ou seja,

6 3 1   12 6 2 100 é a décima parte de 1000, ou seja,

100 10 1   1000 100 10 125 é a oitava parte de 1000, ou seja,

Tempo de cozedura: 25 minutos INGREDIENTES: (8-10 pessoas) 125g + 1 colher de chá de manteiga 1 tablette de chocolate amargo de 200 g 250 g de açúcar 100 g de farinha 1 colher de chá de fermento em pó 6 ovos Manteiga e farinha q.b. Retire duas barras à tablette e reserve-as. Derreta o restante chocolate, juntamente com os 125 g de manteiga em banho-maria. Bata as gemas com o açúcar até obter uma mistura cremosa. Misture-lhe o chocolate e manteiga derretidos, a farinha, previamente misturada com o fermento, e as claras em castelo, mexendo sempre. Vaze o preparado numa forma untada com manteiga e polvilhada com farinha e leve ao forno a cozer. Entretanto, prepare a cobertura derretendo o restante chocolate e a restante manteiga em banho-maria. Uma vez o bolo cozido, deixe esfriar e cuba-o com este creme. (Receita retirada do livro “TESOUROS DA COZINHA TRADICIONAL PORTUGUESA” das Selecções do Reader,s Digest). Que conceitos Matemáticos se podem “encontrar” numa receita de bolo de chocolate? Ora vejamos! Os números: 1, 6, 25, 100, 125, 200, e 250, referem as quantidades dos vários ingredientes. A unidade de peso utilizada é a grama (g) O tempo de cozedura: 25minutos. Os minutos! 1hora está dividida em 60 minutos, ou seja, está”partida” em 60 partes e cada parte corresponde a 1 minuto que por Página 22

125 25 5 1    1000 200 40 8 200 é a quinta parte de 1000, ou seja,

200 20 2 1    1000 100 10 5 250 é a quarta parte de 1000, ou seja,

250 25 5 1    1000 100 20 4 E a forma em que o bolo é cozido? Que sólidos pode encontrar? Se é “redonda, sem chaminé ou buraco”, um cilindro! Se é “quadrada” um prisma quadrangular! Se é “rectangular” um paralelepípedo! Se é hexágono um prisma hexagonal! ... Diâmetros, perímetros, áreas, volumes, secções,...! É só imaginar e fazer contas! Na cobertura pode desenhar figuras geométricas, polígonos regulares ou não, tais como: triângulos, quadriláteros (trapézios, paralelogramos, losangos, rectângulos, quadrados,...), pentágonos, hexágonos, etc. Sugestão: deixando a cobertura lisa, pode decorar com groselhas, e então terá umas esferas “pequeninas” ; se optar por decorar com uma cereja no “centro” da base superior ( terá que o “localizar”, por exemplo, definindo um referencial cartesiano), terá uma esfera com um raio maior! Eu encontrei estes conceitos mas de certeza que encontrará outros! Procure-os! Bom apetite! E divirta-se a fazer este bolo. É óptimo! Nota final: utilize chocolate 70 % de cacau. Percentagens! Ufa! Lá está a Matemática! Prof. Conceição Torres


Matemática A Matemática pode ser para muitos (ou quase todos) o xarope amargo e intragável que a avó nos empurra pelas entranhas ou a imperativa e instantaneamente interminável dor que assola o dedo mindinho quando somos pisados mas, no fundo todos sabemos matemática. É claro que uns sabem como aplicar as transformadas de Laplace, falam em derivadas e ouvem falar de integrais, enquanto que há muitos que já ouviram falar do teorema de Pitágoras. Mas, de uma forma ou de outra, todos conhecemos o pi. Porque sabemos como foi calculado e descoberto ou porque vimos “ um til com perninhas“ num qualquer panfleto e o simbolo até parecia engraçado. O pi, um dos mais elementares caracteres associadas à matemática, continuará a representar por muito tempo, não só a área ou o perímetro de um círculo ou esfera, mas, acima de tudo, a intrínseca OLIMPÍADAS DE MATEMÁTICA No dia 12 de Novembro, realizou-se a 1ª eliminatória das Olimpíadas, com a participação de 46

relação entre esta área do saber dita “estratosférica“ e o dia-a-dia quer do engenheiro civil, quer da Bina da mercearia. Francisca Gaifém,11º E

alunos. Foram seleccionados 7 alunos desta Escola para a 2ª eliminatória, que se realizou no dia 14 de Janeiro. A saber: João Pinheiro (categoria A), Carla Longas, Daniel Passos, Diogo Viana, Mariana Barbosa, Paulo Sousa e Sara Gonçalves (categoria B). Relativamente à categoria de Pré, aos alunos que obtiveram as cinco melhores classificações, foram entregues, na Festa de Natal da Escola, os respectivos diplomas. Parabéns a todos os participantes!

TORNEIO DE RUMMIKUB Decorreu, no dia 20 de Maio, na Biblioteca desta Escola, o IV Torneio de Rummikub Inter-Escolas. A Secundária Henrique Medina foi representada pelos alunos Ana Carreira, André Santos, Pedro Carreira e Rui Carreira, apurados no V Torneio de Rummikub, promovido por esta Escola e realizado no dia 25 de Março. Estes alunos participaram no 1º Torneio Inter-Escolas do Instituto Nun’ Alvres de Santo Tirso, a 27 de Maio. Página 23


Última Decorreu no Seixal, Complexo Municipal de Atletismo Carla Sacramento, nos passados dias 8 e 9 de Maio, a Fase Nacional do Projecto Mega, que inclui provas de Velocidade, (40m), Salto em Comprimento e Corrida de Resistência, (1609m). Nesta iniciativa participaram 890 alunos em representação das 28 Comitivas das Equipas de Apoio das Escolas, (EAE), do Continente e da Região Autónoma dos Açores. Da nossa Escola foram seleccionados 3 alunos que representaram o Distrito de Braga. A Sara Esteves, (11ºG), o Bruno Queirós, (11ºA), e o Alexandre Cunha, (10ºD). O Bruno Queirós e o Alexandre Cunha tiveram excelentes prestações nas provas em que participaram, o primeiro no Mega KM e o segundo no Mega Salto e Mega Sprinter. A Sara Esteves esteve BRILHANTE, ao subir ao pódio por duas vezes, a primeira para receber a Medalha de Bronze no Salto em Comprimento e a segunda para receber a Medalha de Ouro, sagrando-se Campeã Nacional do Mega Srinter no escalão de Juvenis, Sara Esteves. O Coordenador do Desporto Escolar, Domingos Carvalho

Parlamento dos Jovens

escolas secundárias. As restantes eram colégios ( 3 externatos) e 15 escolas profissionais. Estas acabaram por ser as grandes perde-

Pela primeira vez a nossa escola participou neste “concurso”. E

doras. Apesar de já serem conhecedoras dos “meandros” do pro-

podemos afirmar que fomos dignamente representados pelos nos-

grama, não conseguiram levar até ao fim um pacto de aprovação

sos deputados – a Ana Filipa, o Diogo e o Paulo.

dos projectos que, ao que parece, haviam sido preparados em con-

Este programa é uma iniciativa da Assembleia da Republica, dirigida

junto.

aos alunos do Ensino português. Desde o básico até ao Secundário –

O projecto de participação cívica da nossa escola obteve treze

modalidade em que a nossa Escola se inscreveu e participou. Trata-

votos e ficou em quinto lugar. Como só um podia ser aprovado e as

se de um programa a nível nacional, no qual nos confrontámos

propostas que apresentámos não estavam no horizonte dos restan-

detentoras de experiências anteriores. Elas tinham experiência, nós

tes deputados por serem de tipos de ensino diferente, o nosso

audácia e vontade de vencer.

projecto ficou registado apenas na acta da Assembleia Regional.

A sessão distrital decorreu no auditório do IPJ, em Braga, durante

De tarde, teve lugar o verdadeiro debate em que, mais uma vez, os

todo o dia 3 de Março. Estava presente um deputado – o Manuel

nossos deputados tiveram um desempenho brilhante, defendendo as

Mota, que, depois de aberta a sessão, esteve ao dispor dos alunos –

teses apresentadas.

deputados - para responder às perguntas colocadas pelos mesmos.

Antes de terminar a sessão, procedeu-se à eleição das quatro

Embora algumas das questões fossem bem incómodas, ele respon-

escolas do distrito de Braga que irão participar na Sessão Nacional,

deu sempre com clareza e frontalidade às que considerou pertinen-

na Assembleia da República, tendo a escola Henrique Medina ficado

tes. Colocou-se, depois, ao dispor deste parlamento para as acções

como suplente.

que considerasse relevantes para a promoção dos valores sociais.

Ficamos satisfeitos com este resultado em virtude de ser esta a

Decorreu, de seguida, a apresentação dos projectos elaborados em

primeira vez que participámos num evento desta natureza. Como

sessão escolar, que decorreu durante o mês de Janeiro. E foi um

para o ano há mais, lá estaremos. Desta vez foi um abrir os olhos e

momento digno de ser apreciado, tal era a capacidade de argumen-

o tomar contacto com realidades que, às vezes tão próximas, nos

tação que muitos dos jovens deputados demonstravam. Foi uma

passam completamente ao lado.

excelente aula de retórica. Pelo brilho da sua exposição, a nossa

Se gostas de desafios, de defender as tuas ideias e tens capacidade

deputada Ana Filipa esteve em plano de destaque. Com total à-

de argumentação, vai-te preparando para, no próximo ano, forma-

vontade e determinação, expôs os temas que foram tratados e

res a tua lista e te submeteres ao escrutínio eleitoral. Podes ser tu

aprovados em Assembleia de Escola; o seu discurso, sendo claro e

a representar a nossa Escola, no Parlamento dos Jovens ou na

objectivo, não se desviou para outros assuntos que, todos nós sabe-

Euroescola.

mos, não levam a nada, ou seja, exercícios mera retórica. Estavam a participar no programa 22 escolas, das quais só 6 eram Página 24

O professor Manuel Mariz Neiva, Coordenador do programa “O Parlamento dos Jovens”

Jornal Voz da Escola 2009  

Jornal Voz da Escola 2009