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A Verdade

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Itupeva

■ 02 a 08 de dezembro de 2016

De tráfico a prostituição; tem de tudo nos ‘pancadões’

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FÁBIO ESTEVAM (COLABORAÇÃO)

á duas semanas um pelotão de Força Tática do 49º Batalhão, composto por várias viaturas, confrontou milhares de participantes de um baile funk que era realizado na Rua Guilherme Augusto Baad, na Vila Esperança, em Jundiaí. A PM esteve no local de forma estratégica e planejada, em função de denúncias de moradores do bairro de que, nos “pancadões” – como são chamados essas festas -, do bairro, há casos de prostituição (adulta e adolescente), tráfico de drogas, menores consumindo bebida alcoolica, som alto, sexo ao ar livre, brigas, entre outros problemas. As denúncias, anônimas foram caindo no 190 durante toda a semana que antecedeu ao evento, o que permitiu que a PM se estruturasse para ir ao local, não apenas pelas denúncias, segundo o capitão Osvaldo, do 49°, mas principalmente para que a rua fosse desobstruída e o direito de ir e vir fosse preservado, além de impedir que o som alto e a bagunça incomodassem os moradores. Como não houve colaboração dos festeiros em dispersarem, a PM precisou usar da força, utilizando granadas de efeito moral e energia. A rua ficou parecendo praça de guerra. Pancadões como esse tem ocorrido com freqüência em Jundiaí e região, de acordo com o capitão,

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Pancadões como esse tem ocorrido com freqüência em Jundiaí e região, inclusive em Itupeva tornandos-se um problema social

sempre nos bairros de periferia. “Todos os finais de semana, sem exceção, tem pancadão” disse ele. Varjão, São Camilo, Jardim Tamoio e Vila Esperança são os bairros com maior realização dessas festas em Jundiaí. São José, em Campo Limpo, Vila Real e Jardim Paulista, em Várzea Paulista, e San Francisco, em Itatiba, também têm bailes. Também há registros desse tipo de evento em Itupeva. Os pancadões se transformaram em um grave

problema, segundo o capitão Osvaldo, em entrevista ao A Verdade. “É um problema social. O funk como gênero musical vem do Rio de Janeiro e, em São Paulo, se popularizou dentro da criminalidade, com letras de incitação ao crime. Isso sem contar as letras pervertidas”, analisou. “E quem consome isso certamente tem algum tipo de problema”, acredita ele. “Quando realizado de forma organizada e num espaço fechado, tudo certo. Mas o direito de uma pes-

soa acaba quando o direito de outras é cerceado. Fechar uma rua e impedir a circulação de carros, som alto e baderna, isso não pode. É um problema de educação, de falta de educação”. A PM, segundo ele, é o estado preservando a ordem pública. Ocorre que, quando as denúncias de que haverá um evento, chegam com antecedência, a corporação tem como se programar. Do contrário, e sem apoio (leia mais nesta página), “fica

difícil combater. Não temos como, com uma ou duas viaturas, combater uma festa aberta com mais de mil pessoas”. As denúncias recebidas pela PM dificilmente são confirmadas pelos policiais. Osvaldo explica que diante de uma situação de crise, fica difícil identificar. “Quando o policial vai para uma ocorrência dessas, ele primeiro pensa em sua proteção, mesmo porque geralmente é recebido a pedradas, ofensas e, em alguns casos, até tiros. E

olhando de longe, até conseguimos ver que há muitas pessoas bebendo, usando drogas e até possíveis situações de prostituição. O problema é que não há como combater. São milhares de pessoas e estamos ali para dispersar, retomar a ordem pública”, salientou. “No entanto, temos diversos relatos de que ocorre tudo o que é de ruim. Isso sem contar quando não saem correndo e abandonam carros, motos e outros produtos de furto e roubo”.

Movimento intersindical realiza seminário JV REGIONAL

O Movimento Intersindical Unificado de Jundiaí e Região continua se articulando em defesa dos trabalhadores. Após realizar um ato público no mês passado, que reuniu entidades de vários setores, o movimento volta a se reunir no dia 16 de dezembro para a realização de um seminário que tem como tema “Direitos Ameaçados”. O evento que contará com a presença do juiz do trabalho e professor da USP, Jorge Luiz Souto Maior, e do presidente do Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar (DIAP), Celso Napolitano vai discutir a reforma trabalhista, o panorama sindical e o impacto das PEC’s na vida dos trabalhadores. Segundo Rose Prado, diretora executiva do Sindicato dos Metalúrgicos, o evento tem como objetivo intensificar as ações estratégicas promovidas pelos sindicatos ao lado dos trabalhadores. “É de extrema importância que, sindicalistas e trabalha-

dores, estejam por dentro de todas as reformas e projetos que estão sendo colocados em pauta pelo atual governo. É muito provável que as lutas nas ruas e nas portas das fábricas se tornarão cada vez mais frequentes, e nós temos que estar preparados para isso”, disse. Serviço 1° Seminário do Movimento Intersindical Unificado de Jundiaí e Região – “Direitos Ameaçados” Data: Sexta-feira, dia 16 de dezembro, às 19 horas. Local: Associação dos Aposentados de Jundiaí e Região – Rua XV de Novembro, 1336 – Centro – Jundiaí. Entrada franca. Informações: (11) 45861129 ou intersindicaljundiai@gmail.com Retrocesso brasileiro Na quarta-feira (23), o auditório do Sindicato dos Metalúrgicos foi palco para o debate “Retrocesso Brasileiro”, promovido pelo Núcleo de Es-

Movimento Intersindical Unificado de Jundiaí e Região trm realizado várias ações pelos direitos trabalhistas

tudos Adamastor Fernandes (NEAF). Foi mais um evento do circuito “Diálogos e Conexões”, que tem como intuito trazer para Jundiaí os debates que estão nas grandes pautas nacionais. O evento contou com

a presença de vários diretores do Sindicato, além de outros representantes sindicais, lideranças populares e militantes em geral. Participaram do debate a advogada e secretária geral da 33ª sessão da

OAB, Thabata Fernanda Suzigan, a psicóloga Giany Aparecida Povoa, que mediou o debate, o advogado João Gabriel e o professor João Quartim de Moraes. “Temos que desmontar a falácia dessa PEC, pois ninguém está

falando do que ocorre no mercado financeiro, de como poderia se resolver esse problema por lá. A chamada crise fiscal surgiu com a queda de arrecadação”, analisou Quartim. O professor também alertou para a importância da luta. “Não devemos nos abater pela derrota, só não perde quem não luta de verdade, mas temos que ter o ânimo e enfrentar os desafios que se exemplificam nesta agressão à classe operária que é a PEC”. Durante o evento, também houve o lançamento do livro “A classe trabalhadora e a resistência ao golpe de 2016” e um dos autores, o advogado trabalhista João Gabriel Lopes, fez a apresentação e denunciou o caráter classista do golpe. “O desmonte da estrutura das leis trabalhistas e a tentativa de ocultar a reflexão acerca disso sob o jargão “não fale em crise, trabalhe” mostra os verdadeiros intentos da deposição da presidenta”, disse.

JV Itupeva ® - Edição 258 (02 a 08 de dezembro de 2016)  

Jornal semanário que circula nas cidade de Itupeva, distribuídos todas as sextas-feiras. Leia notícias diárias da região, do Brasil e do Mu...

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