Issuu on Google+

Alternativas à viajologia: Crônicas de viagem Reflexões de viajante Viagens de Viagem 1. Afinal, o que é uma viagem, quem é o viajante, o que é viajar, para quê viajar? O senso comum Basta uma breve pesquisa no que se diz por aí para se perceber que, assim como 'loucura',  'viagem' é um termo usado das maneiras mais diversas e contraditórias. Diz­se que uma coisa é muito  louca como sinônimo de “muito legal”, mas também como sinônimo de “muito doentio”, “estranho” ou  “ruim”. O mesmo acontece com viagem. “Eu estive viajando sobre o que é viajar” pode ser entendido  tanto no sentido de “Eu estive pensando sobre o que é viajar” quanto no sentido de “eu estive achando  coisas absurdas sobre viajar”. Assim, na linguagem mais corriqueira, uma viagem pode ser tanto uma  coisa boa quanto outra coisa completamente diferente, digna de repreensão. Dependendo do contexto, se você diz “ISSO é uma viagem” pode ser entendido tanto no sentido  de “Isso é muito legal” quanto no de “Isso é absurdo”. Independente, porém, do fato de um uso ser mais  apropriado que o outro, já uma coisa pode ser percebida em comum tanto no uso de elogio quanto no  pejorativo: é o destaque da normalidade, da banalidade, do cotidiando. Seja no “bom” ou no “mal”  sentido, uma viagem traz sempre algo de fora do comum, de novo, de inusitado. Claro que estamos ainda num plano de investigação bem básico, e essa conclusão pode ser  facilmente   contestada.   Dirão   que   uma   viagem   pode   ser   também   o   xingamento   para   algo   banal   e  cotidiano como uma mania, ou uma ideologia, ou algo assim. Dirão : e a viagem da droga, a viagem do  comunismo, a viagem do amor perfeito etc. Ainda assim, parece­nos, algo de movimento, de mudança,  de fora do comum parece soar sempre que se ouve dizer... “Viagem”.


conceito