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27 de setembro : manifestação na Vila União de Curicica. Uma das comunidades mais ameaçadas de remoção por causa das Olimpíadas, a Vila União de Curicica se mobilizou para resistir. Moradores, que fazem parte do Comitê Popular, se organizaram e realizaram um ato nesse dia. O primeiro ato desse tipo na comunidade contou com cerca de 200 pessoas, que caminharam pelas ruas denunciando as ameaças da prefeitura para remover as casas para passar o traçado da TransOlimípica, corredor expresso para carros e ônibus. 7 de outubro de 2014: ato no encerramento do Festival de Cinema do Rio. O Estádio de Remo da Lagoa é um patrimônio do Estado, privatizado sem licitação na década de 90 e, desde então, destinado a usos distintos daqueles originalmente previstos, ou seja, a prática do esporte. Como forma de chamar atenção para as constantes reformas no estádio para o estabelecimento ali do Shopping Lagoon, com restaurantes e salas de cinema, atletas, militantes do Comitê Popular e demais usuários do equipamento, levaram faixas e distribuíram panfletos na sessão de encerramento do Festival relatando o caso. 7 de novembro de 2014: lançamento Dossiê Megaeventos e Violações de Direitos Humanos no Brasil. Lançado depois da Copa do Mundo, o dossiê nacional, produzido de forma coletiva, trouxe junto com a leitura crítica sobre as transformações das cidades em nome dos megaeventos, um balanço do que foi a Copa do Mundo e seus impactos nas cidades. O lançamento foi realizado em um grande debate, com a fala de atingidos não só do Rio de Janeiro, mas a participação de militantes de outros Comitês que compõe a ANCOP. 16 de dezembro: ato na entrega do prêmio Brasil Olímpico. A maior premiação do esporte nacional contou com uma ação do Comitê e outros movimentos. Em frente ao Theatro Municipal, os manifestantes colocaram faixas e entregaram panfletos, assim como questionaram autoridades como Aldo Rabelo e Luiz Fernando Pezão. O ato, puxado pelo Comitê, contou com a participação: Associação dos Atletas e Amigos do Célio de Barros - AACB; Associação dos Veteranos do Atletismo - AVAT; Comissão pelo Júlio Delamare; Federação de Ciclismo do Estado do Rio de Janeiro - FECIERJ; Movimento Golfe para quem?; e Movimento SOS Estádio de Remo.

2015 17 de março de 2015: lançamento do Dossiê Violações ao Direito ao Trabalho e à Cidade dos Camelôs no Rio de Janeiro. Realizado junto com a Plataforma Dhesca Brasil, esse relatório é o produto da missão de recolhimento de denúncias de violações cometidas contra os trabalhadores camelôs na cidade olímpica. O lançamento do relatório foi feito em um debate, que contou com a fala de integrantes do Comitê, camelôs e um professor universitário. 28 e 29 de março: missão dos equipamentos esportivos. Para documentar os problemas causados pelas obras dos equipamentos esportivos que serão utilizados nas Olimpíadas, uma equipe de membros do comitê visitou e conversou com atletas e usuários dos equipamentos, assim como outros militantes sobre os problemas ligados a obras como: Complexo do Maracanã, Campo de Golfe Olímpico, Estádio de Remo da Lagoa e Marina da Glória. O material serviu de base para um dossiê dos equipamentos (ainda a ser lançado) e para uma série de vídeos (em lançamento). 1º de abril de 2015: ato de fechamento da entrada da Vila Autódromo. No popularmente conhecido “Dia da Mentira”, moradores da Vila Autódromo, militantes do Comitê e demais apoiadores, fecharam o acesso da comunidade logo pela manhã, como forma de protestar pela transformação

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de terrenos vazios das casas demolidas pela prefeitura em um grande estacionamento para os trabalhadores da obra do Parque Olímpico, somando mais um ataque às condições de vida dos moradores que resistem na Vila Autódromo. 9 de abril de 2015: entrega dos dossiês de Vila União de Curicica e dos Camelôs à órgãos públicos. Moradores de Vila União, camelôs e militantes do Comitê protocolaram a entrega desses dossiês em uma série de órgãos públicos: gabinete do prefeito Eduardo Paes, comissão de direitos humanos da Câmara de Vereadores e da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro, ao Núcleo de Terras e de Direitos Humanos da Defensoria Pública do Estado do Rio de Janeiro, comissão de direitos humanos da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-Rio) e ao Ministério Público Estadual. 17 de abril de 2015: audiência Pública sobre a Marina da Glória no Ministério Público Federal. Audiência pública promovida pelo MPF para debater as obras na Marina da Glória. O objetivo era coletar informações para instruir inquérito civil público instaurado para apurar a regularidade do projeto. O Comitê Popular da Copa e Olimpíada participou em conjunto com outras entidades e movimentos (Associação de Usuários da Marina da Gloria, Aterro Vivo, FAM-Rio) que lutam em defesa da preservação ambiental e do projeto arquitetônico original da Marina da Gloria como parte indissociável do Parque do Flamengo, patrimônio público tombado pela União. Ao Comitê coube expor e denunciar a expansão ilegal da Marina da Gloria fora de sua área de concessão, com destruição de patrimônio publico e fechamento de acesso ao mar na área do Calabouço. 18 de abril de 2015: missão à Vila Autódromo. Integrantes do Comitê realizaram uma visita à comunidade para recolher denúncias de violações ao direito à moradia. As demolições de casas da comunidade e a visita constante de funcionários da prefeitura tem sido mais uma forma de pressão contra aqueles que resistem na comunidade, juntamente com o comprometimento do acesso aos serviços básicos, como água e luz, prejudicados pelas obras de demolição das casas feitas sem o cumprimento das exigências previstas. 18 de abril de 2015: lançamento do Dossiê sobre as Violações ao Direito à Moradia na Vila União de Curicica. O lançamento do dossiê foi realizado na casa de um dos moradores da comunidade de Vila União, com um café da tarde e roda de conversa. Estiveram presentes, além dos moradores, integrantes do Comitê Popular, da Pastoral de Favelas, parlamentares e demais apoiadores. 4 de maio: audiência pública da Marina da Glória. 2 de junho: audiência pública sobre a Vila Autódromo e a Vila União de Curicica, com lançamento do dossiê. Realizada na Câmara de Vereadores, a audiência contou com a presença dos moradores das comunidades, assim como outros atores da sociedade civil, como o Comitê Popular. Foi também o momento de lançamento do dossiê do Comitê sobre as violações ocorridas na Vila Autódromo 26 de maio de 2015: audiência Pública sobre Vila União de Curicica. Integrantes do Comitê Popular estiveram presentes na audiência pública sobre as remoções na comunidade de Vila União de Curicica e distribuíram cópias do dossiê de violações de direitos humanos na comunidade para os parlamentares presentes. 2 de junho de 2015: audiência pública sobre Vila Autódromo e Vila União de Curicica. Integrantes do Comitê Popular acompanharam as reuniões de construção da audiência pública, juntamente 165

Dossiê Olimpíada Rio 2016, os jogos da Exclusão  

Dossiê do Comitê Popular da Copa e Olimpíadas do Rio de Janeiro sobre as violações de direitos humanos no contexto dos megaeventos

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