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Dicas de Orientação para o Challenger 2014

Aproxima-se uma grande actividade cheia de emoção e aventura, em que os conhecimentos de orientação vão ser postos à prova. De forma a uniformizar os meios e métodos para que esta atividade ocorra sem grandes confusões, a Equipa ERFAAL decidiu utilizar os meios e sistema de Coordenadas que mais à frente serão explicados. Para a actividade de orientação o Escuteiro apenas necessita da Carta Topográfica; Bússola com régua (ou régua à parte) e os conhecimentos que a seguir expomos. O sistema de coordenadas que será utilizado será as Coordenadas UTM, Vamos deixar as coordenadas militares para os militares. Para se falar de orientação, teremos de começar por falar no que está na base de tudo isto, a Carta Topográfica e conseguir interpretar os símbolos, o significado das cores, as curvas de nível e as informações que poderemos retirar dela.

Significado das cores Os sinais convencionais para serem mais facilmente identificados, são desenhados com diferentes cores que lhes dá uma aparência e um contraste mais natural, conforme a seguir se indica: 1. A Castanho (sépia): temos tudo o que está relacionado com diferenças de altitude – montanhas, ravinas, depressões, pontos de cota (curvas de nível) e vértices geodésicos; 2. O Verde: representa áreas ou objectos relacionados com a vegetação, bosques, pomares, vinhas e sebes; 3. A Azul: aparecem as áreas ou objectos relacionados com cursos de água, linhas de água, lagos, regiões pantanosas, arrozais, linhas de alta tensão ou comunicação e a respectiva toponímia; 4. A Preto: representa diversos objectos e diferentes características do terreno, geralmente artificiais ou rochosos – aterros, desaterros, estradas, caminhos, construções, toponímia, caminhos-de-ferro; 5. A Vermelho: temos o nome dos marcos geodésicos, pormenores especiais em alvenaria e estradas principais. Legenda Aparece na margem inferior, contendo vários elementos de carácter técnico e informativo, bem como a lista de todos os símbolos usados na carta (Sinais convencionais).


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Figura 1 – Legenda das Cartas Topográficas.

Interpretação das curvas de nível A chave de uma carta topográfica é o conjunto das curvas de nível. Uma curva de nível resulta da união de todos os pontos que tenham a mesma altitude sobre o nível do mar, permitindo representar de modo exacto as formas geométricas, bem como, é sugestivo para permitir imaginar a forma do terreno. Cada curva de nível representa uma altitude distinta e a diferença de altura entre curvas nas cartas é constante, a esta diferença se chama equidistância. A cada cinco curvas de nível consecutivas representa-se por uma curva com um traço mais grosso a que se chama Curvas Mestras e são interrompidas, por vezes para se inscrever o valor da cota respectiva. As curvas compreendidas entre elas chamam-se Curvas de Nível Intermédias e são representadas por uma linha mais fina do que as mestras e não têm normalmente indicação das cotas. A tua capacidade para interpretar as curvas melhorará cada vez mais se comparares o terreno real com a sua representação na carta. O objectivo é conseguir que com uma olhadela na carta ter uma imagem nítida mental do aspecto que terá o lugar. Através das curvas de nível, podemos ter uma melhor percepção do terreno. Quando as curvas de nível: 1. São igualmente espaçadas e bastante afastadas, temos um DECLIVE SUAVE E UNIFORME.


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Figura 2 – Declive suave e uniforme

2. São igualmente espaçadas e muito juntas, temos um DECLIVE ACENTUADO MAS UNIFORME.

Figura 3 – Declive acentuado mas uniforme.

Orientação de uma Carta Quando falamos em orientação de uma carta, e queremos utilizar esta da melhor forma para identificar um local, ponto, um pormenor natural ou artificial, teremos que ter a carta orientada. Ela está orientada quando as meridianas estão paralelas à direcção do Norte Cartográfico e todas as direcções da carta são paralelas às suas correspondentes no terreno.

Utilizando uma bussola


Dicas de Orientação para o Challenger 2014 Colocamos a bússola em cima da carta de forma a que a linha de fé da bússola esteja situado sobre uma das linhas das meridianas. Roda-se com cuidado o conjunto carta e bússola, até que a seta indicadora da bússola esteja alinhada com a agulha magnética da bússola. Desta forma ficamos com a carta orientada.

Uma linha meridiana

Figura 4 – Orientação da carta utilizando a bússola

Sistema de Referenciação A Quadrícula UTM O método mais usado é a Quadricula UTM (Universal Transversa de Mercator), que relativamente a outros métodos é mais simples de compreensão e utilização. Esta quadrícula é formada por dois conjuntos de linhas rectas paralelas e equidistantes entre si intersectando-se segundo ângulos rectos, dando assim origem a uma malha de quadrados.


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Figura 5 – Designação das quadrículas UTM

Regras de referenciação A referenciação de um ponto na quadrícula UTM, faz-se de acordo com as seguintes regras: Para uma referenciação completa, são utilizados um grupo de letras e algarismos que indicam (fig. 6): 1. 2. 3. 4.

O fuso; A zona; O quadrado de 100 Km, de lado pertencente à zona em que se situa a referência; As coordenadas rectangulares da quadrícula UTM, com a precisão desejada.

Uma vez que este sistema de coordenadas é métrico, nunca podemos esquecer da escala da carta e como tal temos de ter sempre presente a seguinte ideia: 1 mm = 25 metros 1 cm = 250 metros 4 cm = 1000 metros Exemplo: 29T 548200E 4547600N Sabemos que o 29 é o fuso e que o T é a zona, que a quadrícula de 100 Km é a 5E - 45N e a de 1Km de lado é a 48E – 47N. Os últimos três algarismos de cada um dos números correspondem ao nº de metros que distanciam das respectivas linhas. Ou seja 200 metros a Este da linha 548E e 600 metros a Norte da linha 4547N.


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Figura 6 – Referenciação de um ponto na quadrícula UTM

Agora para localizar este ponto na carta, teremos de converter à escala (1/25 000) estas distâncias: - 200 metros = 0,8 cm - 600 metros = 2,4 cm

Figura 7 – Localização na carta do ponto dado

O ponto de intercessão dos dois segmentos de reta traçados, correspondem à coordenada 29T 548200E 4547600N.


Orientação Challenger 2014