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Balanço de um mandato em tempos exigentes

Estamos a meio de um mandato muito exigente, mas que, pelo dinamismo e acompanhamento constante das intervenções realizadas e dossiers existentes, tem-se pautado por realizações interessantes do ponto de vista do trabalho desenvolvido, nestes dois anos de mandato autárquico à frente dos destinos da Junta de Freguesia de Loureiro. Quando se refere exigente, tem a ver com a quantidade de solicitações complexas que surgiram após as últimas eleições de Outubro de 2009. A reorganização dos centros de saúde, o serviço de CTT, os agrupamentos escolares, a reforma da administração local com a possível agregação de freguesias, a crise internacional e os constrangimentos que daí advêm, o crescimento das carências sociais, a rede viária muito degradada são exemplos reais de um mandato cheio de dificuldades, que se podem transformar em oportunidades. Esta realidade, não deve servir, como muitos a utilizam, como desculpa para se disseminar o pessimismo, nem tampouco, cairmos na tentação de justificar sempre com factores exte-

riores à nossa actuação política. Não estamos em tempo de abundância financeira, mesmo assim, 70% do vasto programa eleitoral que sufragamos em 2009 está cumprido. Fomos realistas nessa altura porque não prometemos o que sabíamos ser impossível pôr em prática. É óbvio que existem sempre situações incontroláveis que podem fazer perigar algumas promessas. Não aconteceu até agora, mas, se suceder, saberemos aqui explicar, não para nos justificarmos, antes para clarificar prioridades e prestar contas do mandato. Tudo é aceitável quando agimos com empreendedorismo e explicamos a realidade. Na revista de 2010 enumerámos várias intervenções a aguardar resolução. Algumas foram já executadas, outras continuam à espera ou em fase de preparação, sabendo nós que o nosso intuito é faze-las o mais rápido possível, para bem de todos nós. Neste espaço de informação aos loureirenses, lembramos as mais diversas obras e actividades desenvolvidas ao longo de 2011. Assim, mais facilmente pode avaliar o trabalho que está a ser desenvolvido pela Junta de Freguesia de Loureiro.

A JUNTA DE FREGUESIA DE LOUREIRO DESEJA A TODOS


Neste início de século a satisfação das necessidades essenciais da população continua, ainda, a ser um problema de difícil solução e, como tal, exige a racionalização das respostas existentes a nível local. A Freguesia de Loureiro, consciente de que o desenvolvimento social ocorre a partir do estabelecimento de políticas que facilitem a interacção de todos os sectores, tem vindo a investir num esforço de envolvimento da comunidade na identificação e resolução dos problemas e necessidades sentidas pela sua população. Desta forma pretende-se a construção de uma freguesia cada vez mais empenhada e solidária, consciente das suas necessidades mas, também, das suas potencialidades e recursos. É neste trabalho em rede que se situa a colaboração entre o Centro de Apoio Familiar Pinto Carvalho e a Junta de Freguesia de Loureiro, constituindo-se como uma mais valia para a definição de estratégias de intervenção na freguesia.

Mais uma vez e, com a expectativa de superar o sucesso do ano passado, a Junta de Freguesia de Loureiro, organizou uma Feira de Artesanato no Auditório local. A data escolhida para esta segunda edição foi no fim-desemana de 10 e 11 de Dezembro. Conforme o que aconteceu em 2010, deu-se preferência a artesãos loureirenses, no entanto, participaram também de outras localidades, para que a oferta fosse mais diversificada.

Desde o primeiro momento o executivo da Junta de Freguesia aderiu à proposta do CAF Pinto Carvalho, mobilizando a comunidade para a participação na actividade “Word Café”. Na sequência do convite efectuado, realizou-se uma primeira sessão com a participação de 20 pessoas, a maioria representantes de diversas colectividades e instituições da freguesia e, algumas, em nome individual. Nesta sessão, foi lançado o desafio aos presentes de identificar as principais carências e potencialidades de Loureiro. A estratégia proposta pelas dinamizadoras foi considerada muito interessante e frutuosa, na medida em

A afluência das pessoas, que tiveram nesta feira uma oportunidade de comprar algumas das suas prendas de Natal foi razoável. A animação de Sábado à noite esteve a cargo do grupo pop/rock “All Animals Are Equal”, um grupo que apresenta composições maioritariamente instrumentais e que conta na sua formação com o loureirense Pedro Godinho (bateria). Ag r adecemos ao g r upo ter-se disponibilizado gratuitamente para animar o evento. No Domingo à tarde, por volta das 15 horas, chegou num carro antigo o Pai Natal, que fazendo a delícia das mais de 100 crianças distribuiu uma prenda a cada uma. Um bonito momento de confraternização e sonho. Obrigado ao Pai Natal e a todos os artesãos que possibilitaram mais uma vez o sucesso desta segunda Feira de Artesanato.

que permitiu a participação activa de todos, incentivando o debate de opiniões e o respeito pelo contributo de todos. A riqueza da sessão levou a que se agendasse uma segunda sessão para permitir um maior desenvolvimento e discussão das conclusões dos trabalhos dos grupos. Nestas conclusões pode ler-se a consciência de que é necessário potencializar os recursos humanos e aproveitar as sinergias existentes. Após este primeiro momento de diagnóstico é necessário agora investir na definição de estratégias de intervenção por forma a tentar pôr em prática as propostas apresentadas. A parceria entre o Centro de Apoio Familiar Pinto Carvalho e a Freguesia de Loureiro não está de modo nenhum terminada, apenas foi dado mais um passo numa relação que, da parte do Executivo da Junta de Freguesia, se tem demonstrado profícua.

A Junta de Freguesia lembra aqui o seu colaborador Orlando José Marques Gonçalves, falecido a 31 de Outubro último, aos 58 anos de idade. Um homem responsável e sempre disponível para o serviço a que estava adstrito. O seu companheirismo, boa disposição e educação deixaram em todos um enorme sentimento de perda. A Junta de Freguesia apresenta publicamente as suas condolências à família. Até sempre, Sr. Orlando!


Assembleia Municipal em Loureiro Realizou-se no dia 30 de Setembro de 2011, uma Assembleia Municipal em Loureiro. Um momento de debate concelhio que já não passava na freguesia desde o mandato 2001 - 2005. Com início às 18 horas, além do Período Antes da Ordem do Dia, discutiu cerca de 40 pontos da Ordem do Dia, tendo terminado cerca das 22 horas, depois de não ter existido qualquer pedido de intervenção do público.

quero que Loureiro possa crescer sustentávelmente. Quero sempre mais para Oliveira de Azeméis…” Também não perdeu a oportunidade para tocar no tema da reorganização administrativa, depois de se conhecer a vontade do Governo em reduzir Juntas de Freguesia. Assim sendo, lembrou que “estamos numa Assembleia Municipal, num mandato que pode ser o último deste velho formato, quase com

Como anfitrião da reunião política, Rui Luzes Cabral, abriu a sessão com um discurso que começou com as boas vindas a todos, seguido de diversas mensagens políticas. Fez questão de lembrar que “D. Afonso III passou por aqui, D. Frei Caetano Brandão saiu daqui, o Dr. Albino dos Reis sempre foi um dos que gostaram de aqui estar, a agricultura já foi aqui uma grande actividade e o Partido Socialista também aqui ganhou eleições.” Mais à frente, apelando a uma boa convivência alertou que “nós, que aqui estamos, cada um respondendo por si em primeiro lugar e, respondendo pelos cargos políticos ou sociais que se ocupam num determinado momento, temos o dever e a obrigação de contribuir. Eu assim faço e luto para que se contribua e não se obstrua.” Apelou ao esforço que é preciso fazer para se realizar um bom trabalho e puxou pela dignificação da política dizendo que gosta “da política e isso, para mim é uma virtude, embora reconheça que muitas outras virtudes existam. Sou no entanto um mero trabalhador. Semeio e quero colher frutos. Trocando por outras palavras,

quarenta anos de vigência. Talvez em 2013 as regras sejam já outras, tanto na eleição, tanto nas competências, tanto na composição, assim como nas freguesias representadas. Está aí a discussão para uma nova reorganização do poder local. Peca por tardia, é certo, mas mais vale tarde que nunca.” A terminar, pediu mais funcionários para a Junta de Freguesia de Loureiro e numa tentativa de marcar uma posição sobre o relacionamento entre Juntas e Câmara Municipal, foi subtil ao dizer que “espero sempre que a política vença a politiquice. Espero que a Câmara Municipal de Oliveira de Azeméis seja cada vez mais pró activa e não espera conselhos da Troika. Espero que descentralize funcionários e competências. Espero que os critérios de relacionamento com as juntas estejam a ser todos iguais. Dizer-se e repetir-se várias vezes que têm tratamento igual não chega e não faz lei. É preciso irmos mais longe. As minhas posições são conhecidas e não posso fazer muito mais, sou um simples Presidente de Junta de Freguesia.”

Loureiro aumentou a sua população O ano de 2011, mais precisamente no primeiro semestre, “fotografou” a população nacional em vários aspectos, recolhendo muitos dados, que permitem avaliar em que ponto estamos e, onde podemos intervir no futuro. Com estes dados melhor se podem direccionar as políticas públicas, tanto no ordenamento do território, como em todas as áreas da administração pública. Este foi o XV Recenseamento Geral da População e o V Recenseamento Geral da Habitação. Loureiro contou com o trabalho de 4 recenseadoras. A Vanessa Ferreira, a Licínia Santos, a Ana Filipa Rosa e a Maritza Quintinha. Fizeram um excelente trabalho, de forma minuciosa e atenta, conseguindo recolher todos os dados exigidos, actualizando dessa forma os dados da freguesia de Loureiro. Quantos somos, como e em que condições vivemos, o que fazemos profissionalmente, entre muitas outras informações. O dia 21 de Março foi o DIA CENSITÁRIO, ou seja, o preenchimento dos questionários tiverem como referência os dados desse dia. É como que “congelar” o país nesse momento, como que, “fotografar” a realidade conforme ela está nesse dia. Em termos de população Loureiro aumentou em 41 habitantes, passando de 3491 registados em 2001 para 3532 em 2011. Foi uma das poucas freguesias do concelho a aumentar a sua população. Obrigado às recenseadoras pelo profissionalismo e ajuda prestada e aos loureirenses pela colaboração e compreensão demonstrada.


As Festas de Loureiro 2011, um conjunto de actividades que aconteceram entre 18 de Maio e 21 de Junho, incluíram ainda o desfile das marchas populares no dia 26 de Junho, integradas nas festividades do padroeiro de Loureiro, S. João Baptista.

A EXPOSIÇÃO DE FOTOS ANTIGAS

II ENCONTRO DE “2 RODAS” ANTIGAS

OUTRAS ACTIVIDADES

Dando continuidade ao que já tinha sucedido o ano passado, esta edição juntou bicicletas e motorizadas antigas no Domingo de manhã, 19 de Junho. E para surpresa de muitos, o número de participantes quase que triplicou em relação a 2010, tendo-se inscrito cerca de 95 participantes, entre bicicletas e motorizadas. Este ano existiram 2 percursos, um mais longo para as motorizadas que passaram pelo parque molinológico de Ul, tendo-se concentrado ainda em frente à Câmara Municipal de Oliveira de Azeméis para tirarem uma foto de conjunto. As bicicletas fizeram um percurso interno, tendo visitado o Clube Equestre de Loureiro, dando depois uma volta à freguesia. Ambas, as duas rodas antigas, juntaram-se na sede do clube de caça e pesca de Loureiro, onde confraternizaram.

Outras actividades aconteceram no Clube Equestre de Loureiro, actividades já bastante divulgadas e que foram também um sucesso. Os espectáculos de teatro do TAL, a palestra sobre agricultura, o desporto, a homenagem à loureirense mais idosa, as sessões de abertura e de encerramento e as marchas populares integradas na Festa do padroeiro, S. João Baptista, que cada vez atraem mais pessoas. A terminar a referência à cerimónia de encerramento onde foi apresentado o livro do Padre Bastos “MARGARIDA REI E SEUS PARES NO REINO DOS CANTADORES”, que vai ser editado pela Junta de Freguesia e que cumpre com uma promessa constante no programa eleitoral que o actual executivo submeteu em 2009 ao voto popular. Por fim, é justo reconhecer e agradecer todo o trabalho de pessoas e associações envolvidas nas Festas de Loureiro 2011. A todos a Junta de Freguesia de Loureiro deixa um muito obrigado.

II ENCONTRO DE GASTRONOMIA

No ano de 2010, a exposição das Festas de Loureiro fez uma retrospectiva do historial das associações de Loureiro, momento importante de partilha e de recordação. Este ano de 2011 a Junta de Freguesia fez um apelo aos loureirenses, no sentido de partilharem fotos anteriores a 1950, facto que resultou numa mostra de cerca de 50 imagens do nosso passado colectivo que muito interesse despertou nos visitantes.

A segunda edição do Encontro de Gastronomia aconteceu a 18 e 19 de Junho no Largo de Alumieira. Oito associações com as suas “tasquinhas” serviram diversos e deliciosos pratos gastronómicos, juntando num espaço de confraternização centenas de loureirenses. A Banda de Música actuou no Sábado à noite e os Cantares Populares da ACREFA subiram ao palco no Domingo à tarde.


Junta de Freguesia não deixou que os CTT encerrassem a estação de Loureiro e deu-lhe nova vida

Em carta enviada aos CTT em 2010, aquando do início das negociações sobre a possível passagem da Estação Loureirense para a alçada da Junta de Freguesia, lembramos na altura que é muito importante para Loureiro este serviço, tendo na altura sido referido o seguinte: a) Um grupo significativo de loureirenses, foram durante todo o século XX emigrando para vários pontos do mundo. Primeiro para países do Continente Americano, nomeadamente América do Norte, Canadá, Brasil e Venezuela. Mais tarde para a Europa, para países como a França, Alemanha, Suíça e Luxemburgo; b) Em todo esse período as comunicações eram incipientes, a troca de conversações entre familiares era muito espaçada no tempo e o meio mais generalizado era a Carta que seguia pelos Correios; c) Loureiro, uma freguesia do Litoral, agora com uma das melhores localizações da região, servida pelas mais importantes vias rodoviárias e ferroviárias do país, era à altura uma freguesia (à semelhança de outras) isolada. Para enviar uma carta pelo correio era necessária uma deslocação a Oliveira de Azeméis ou Estarreja. Efectuar um telefonema, em meados do século XX era um luxo dispendioso e demorado, devido à rudimentar tecnologia disponível;

d) Assim sendo, um povo empreendedor e com vontade de encurtar distâncias resolveu, com muito esforço, muito engenho e investindo muito dinheiro colocar mãos à obra e construir um edifício de raiz, para nele instalar um Posto de Correios. Depois de muitos peditórios e a influência de loureirenses inconformados, tornou-se o sonho realidade e os correios tornaram a freguesia mais moderna e apelativa. Na altura, liderou todo este projecto inovador, o Presidente da Junta de Freguesia, Prof. António Sousa Dias; e) Desta forma, e com esta proactividade, os loureirenses, além de prestarem um bem, possibilitaram que este serviço público estivesse mais próximo; f) A actual Junta de Freguesia de Loureiro, representante de todos os loureirenses, honra o esforço de todos

os seus antecessores na prossecução desta valência e não pode, de modo algum, colocar em risco as conquistas dos últimos 50 anos. Nesse sentido e, com a convicção de que este é um serviço necessário à freguesia, que a actual Junta de Freguesia não deixou que encerrassem a Estação de Correios. Agora, e já desde 03 de Novembro de 2011, que o mesmo está sob a gestão da Junta de Freguesia. A passagem foi tranquila e de acordo com alguns responsáveis da empresa pública, Loureiro conseguiu negociar um bom acordo. E no caso loureirense há uma vantagem que outras freguesias não têm, ou seja, o facto do imóvel ser pertença da Freguesia. Desta forma não foi necessário proceder-se à mudança do local, conseguindo manter-se com a mesma imagem gráfica e com o mesmo mobiliário. Os mais distraídos ainda não se aperceberam da mudança o que indicia que o serviço se manteve com a qualidade conhecida no passado. Tirando um ou outro serviço, como o caso dos serviços financeiros que agora não podem ser subscritos em Loureiro, quase todas as outras operações podem ser aqui realizadas. Neste momento de mudança e de nova vida para o serviço de correios em Loureiro, aproveitamos para pedir à população para acarinhar o nosso Posto de Correios, escolhendo-o preferencialmente no seu dia-a-dia. Só assim conseguiremos continuar a prestar um bom serviço à população.


A Comissão Social de Freguesia é um órgão de âmbito local de articulação e congregação de esforços previstos na Resolução do Conselho de Ministros n.º 197/97, de 18 de Novembro, baseado na adesão livre de pessoas inseridas no meio, das entidades públicas e privadas sem fins lucrativos, constituindo-se como espaço privilegiado de diálogo e análise com vista ao planeamento da intervenção social. Esta é uma valência no apoio social que facilita o apoio aos mais necessitados, aos mais esquecidos da sociedade. Várias instituições da freguesia uniram esforços e decidiram fazer o que já existe em muitas freguesias, ou seja, a Comissão Social de Freguesia, conforme já aqui noticiamos no boletim do ano passado. A Comissão Social de Freguesia não foi criada para substituir as instituições que já trabalham no apoio social. A Comissão Social de Freguesia existe para ajudar estas instituições a melhor prestarem o seu apoio, a melhor conhecerem a realidade existente. Reúne ordinariamente 1 vez por mês através de um representante de cada instituição envolvida, proporcionando um conhecimento mais aprofundado da realidade local. Desta forma gerem-se melhor os recursos existentes e permite-se um apoio mais justo. Para que tudo isto seja possível, foi realizado um grande investimento para a pintura interior e exterior desta casa, para o tratamento de toda a caixilharia de madeira, para a abertura de um espaço para estacionamento, para colocação de paredes falsas em diversas salas, para a compra de mobiliário expositivo, para a montagem de uma casa de banho, para os arranjos exteriores, entre outras infra-estruturas. Neste momento a Casa Social Maria da Silva Figueiredo é o rosto

visível da aposta que a Comissão Social de Freguesia fez em 2010 e em 2011 para dotar um imóvel da paróquia com condições para aí se desenvolverem as actividades sociais necessárias. Foi inaugurada a 29 de Maio de 2011. A Comissão Social Freguesia de Loureiro tem como objectivos: a) Contribuir para a erradicação da pobreza e da exclusão social na freguesia de Loureiro; b) Definir estratégias de intervenção activas e articuladas, potenciando sinergias, competências e recursos das entidades envolvidas; c) Garantir uma maior eficácia e uma melhor cobertura e organização do conjunto de respostas e equipamen-

tos sociais existentes a nível concelhio e local; d) Promover o recurso aos mecanismos de apoio às iniciativas de intervenção local; e) Criar canais regulares de comunicação e informação entre os parceiros e a população em geral. Para a prossecução destes objectivos, a Comissão Social Freguesia de Loureiro propõe-se: a) Recolher informação para a produção de um diagnóstico social concreto e eficaz das situações mais graves de pobreza e de exclusão social existentes na freguesia; b) Propor e analisar propostas de solução a partir dos recursos locais ou,


A Casa Social possui agora um banco de recursos para roupa, alimentos e outros bens ou equipamentos necessários e, gere todas estas trocas, através da LOJA SOLIDÁRIA que funciona às Quartas-Feiras, das 17:00 às 19:00 horas e ao Sábado, entre as 09:30 e as 12:30 horas. Abriu ao público a 22 de Outubro, sediada na Casa Social Maria da Silva Figueiredo, na Rua Dr. Albino dos Reis. Casa onde presentemente recebe a sede da Comissão Social de Freguesia e da Conferência Vicentina. Um espaço solidário e de partilha, para que, toda a freguesia possa entrar num patamar social mais alto, mais próximo daqueles que têm mais dificuldades. Um sonho que diversas pessoas perseguiam há bastante tempo e que agora se tornou realidade. Sonho que foi possível com o contributo de muitas pessoas e empresas que gratuitamente muito deram para que em cerca de 10 meses, este espaço, abandonado há cerca de 20 caso não seja possível, encaminhar as situações para outras entidades e níveis de intervenção; c) Identificar e analisar os problemas existentes ao nível da freguesia que possam, de alguma forma, ter influência a nível social; D) Difundir a informação pertinente pela população e pelos agentes locais.

1 - Casal César Alves de Pinho e Maria da Silva Figueiredo, doadores da casa à paróquia; 2 - Sessão de Inauguração da Casa Social

anos, tenha renascido e seja mais um local das e para as pessoas. A paróquia, proprietária do imóvel, desde sempre aliada do projecto, ganha também mais um espaço para desenvolver a sua actividade religiosa. Na Loja Solidária podemos adquirir roupa, brinquedos, mobília, entre outros artefactos para a casa. Este é um espaço para todos, dos mais ricos aos mais pobres. Todos são chamados a envolver-se no projecto, para que, todos ganhem com ele. O pior que poderia acontecer à Loja Solidária era ser confundida com uma Loja assistencialista. Não, esta Loja pretende ser simplesmente um espaço de partilha. Cada um dá o que pode, cada um recebe o que precisa. Já sabe, em qualquer um dos horários referidos, pode fazer-nos uma visita e ajudar a ajudarmos…


Promessa de 17 anos é cumprida

O Natal de 2011 tem outro significado para António Pinheiro Soares e para Helena Figueiredo. A casa prometida na altura que se construiu a EB 2,3 D. Frei Caetano Brandão foi agora disponibilizada pela Junta de Freguesia de Loureiro. Tudo isto porque nos terrenos onde está agora a referida escola, existia uma casa onde viviam o Sr. António Pinheiro Soares e o seu pai, que entretanto faleceu. A eles juntou-se já nessa altura a Helena Figueiredo. A História desta Promessa A Junta de Freguesia comprometeu-se, na altura, a realojar essas duas pessoas, cedendo a título definitivo e gratuito uma casa, havendo para isso um acordo “de cavalheiros” (não há nada escrito), em que a Junta de Freguesia e a Câmara Municipal se responsabilizaram em tratar do realojamento com a brevidade que a situação exigia. Mas o tempo foi passando e o caso chegou até 2011 sem ser resolvido. Em

todos estes anos o Sr. António Pinheiro Soares viu a sua situação remediada através da disponibilidade de duas famílias loureirenses, que lhe cederam alojamento temporário. O último alojamento do Sr. António Pinheiro Soares foi a casa pertencente ao Sr. Manuel Bessa, antigo funcionário da autarquia, tendo este falecido em Julho 2010. O Sr. Bessa deixou em testamento essa casa, de condições já sofríveis, à Associação de Solidariedade Social de Loureiro. A Junta de Freguesia, há uns anos, aquando do início da construção do seu armazém, no lugar do Pinhal, incluiu nesse espaço umas divisões com o objectivo de aí acolher o Sr. António Pinheiro Soares. A Junta de Freguesia de Loureiro, independentemente dos seus eleitos, deverá cumprir com a sua palavra, para bem da nossa população, para bem da confiança que se deve ter nas instituições públicas, para bem da política. Promessa cumprida.

Desmentido sobre a notícia do Correio de Azeméis de 06 de Dezembro Em notícia do semanário “Correio de Azeméis”, página 16, é referido a dada altura que “o presidente da Câmara mostrou-se surpreendido com a proposta do PS, porque o presidente da Junta de Loureiro “tem reunido com os vereadores do executivo em funções e nunca disse nada sobre isso”. Esclarece-se que deve ter havido um mau entendido em relação a essa questão pois o presidente da Junta de Freguesia de Loureiro em 2010 informou por escrito o Sr. Presidente do município do problema, explicando o percurso do problema, desde a construção da EB 2, 3 até à actualidade. Também vários técnicos da Câmara se deslocaram por várias vezes ao local para avaliar da possibilidade de a autarquia de Oliveira de Azeméis enviar materiais para a conclusão da casa. É por isso falsa a informação que o Correio de Azeméis noticiou, ficando aqui o esclarecimento relativo ao assunto em questão. O actual executivo, liderado por Rui Luzes Cabral sempre lutou bastante para que o problema fosse resolvido rapidamente. Agradecimento público A Junta de Freguesia de Loureiro, aproveita este espaço para agradecer a todas as pessoas e empresas, que, com o contributo voluntário e gratuito através de mão-de-obra, materiais e equipamentos, possibilitaram que a conclusão desta casa acontecesse em 2011. A todos o nosso muito obrigado.


Mais colaboração na limpeza de valetas Felizmente existem já alguns loureirenses que vêem na limpeza das suas valetas um trabalho cívico que contribui para uma freguesia mais limpa e arrumada. Apesar das valetas fazerem parte do domínio público, em frente a casa de cada um de nós, porque é que deixamos que outros venham fazer o trabalho por nós? Em frente a nossa casa, em meia dúzia de metros, que diferença faz disponibilizarmos meia dúzia de horas por ano para assegurarmos que somos tão limpos das nossas portas para dentro como para fora. Muitos, neste momento, estarão a questionar qual seria o papel da Junta de Freguesia na limpeza do espaço público que lhe está encarregue assegurar por lei. Sabemos que, para que as Ruas, Largos, Jardins, Fontes e Tanques da vila de Loureiro estivessem sempre bem limpos, era necessário que o fizéssemos, pelo menos 3 vezes ao ano. Já todos percebemos que no contexto em que vivemos isso é impossível. Assim sendo, o que temos feito é limpar alternadamente em lugares diferentes da freguesia, no sentido de haver alguma justiça na distribuição dos recursos afectos a esta tarefa. É compreensível que existam, também, espaços mais sensíveis, devido à passagem de água no Inverno ou espaços mais centrais da freguesia que tenham que ser limpos com maior regularidade. Por isso, seria uma boa ajuda, não em relação à Junta de Freguesia, mas à freguesia e a cada um de nós em particular, que mais loureirenses cuidassem da valeta que têm em frente a suas casas. Os funcionários da Junta de Freguesia poderiam concentrar-se nos troços de Rua onde não existem casas, podiam limpar mais frequentemente os Largos, Jardins, Fontes e Tanques. Poderiam ocupar-se de outros trabalhos a nível da construção de mais passeios e da sua manutenção, reparação de infraestruturas públicas, entre outras tarefas, que aumentariam significativamente a nossa qualidade de vida. Posto isto, deixamos aqui a sugestão para que colabore e limpe a valeta em

frente a sua casa, pelo menos duas vezes por ano. Um exemplo para todos nós Ao falar neste tema, é justo reforçar a ideia que várias pessoas já tratam da limpeza da valeta junto a casa. No entanto, queremos aqui destacar um loureirense que há anos tem desenvolvido um trabalho magnífico na limpeza das valetas contíguas à sua habitação, indo mais longe que a simples limpeza, tendo transformado a mesma num jardim. Este excelente exemplo de cidadania activa acontece na Rua Dr. António Duarte. Um exemplo a seguir e que aqui queremos elogiar.

O responsável por todo este trabalho é o sr. Albino Neto Vaz, a quem nós prestamos o nosso reconhecimento pelo seu trabalho e esperamos que muitos mais lhe sigam o exemplo. Já imaginaram se grande parte das ruas da freguesia tivessem a apresentação que esta tem naquele local. Certamente que seria falada no bom sentido e um motivo de notícia pela positiva. Vamos todos deixar de encontrar entraves à nossa participação para o melhoramento do espaço público que usufruímos diariamente. Vamos usufrui-lo bem…

Não se desenrasque enrascando os outros Vivemos numa sociedade extremamente consumista e que por isso produz muito lixo. Se o produz deve também saber tratá-lo e permitir que não seja um factor de contaminação dos espaços. Também não devemos deixar que o mesmo seja atirado para o chão em espaços públicos e abandonado indevidamente em caminhos florestais. O que temos a mais em casa deve ser encaminhado para locais preparados para os tratar ou eliminar correctamente. Poluir o ambiente com o lixo que se produz é muito feio e não condiz com o respeito que se deverá ter com o ambiente e para com as outras pessoas com quem partilhamos o território. A Junta de Freguesia apela a todos os loureirenses que façam um esforço por não abandonarem lixo no meio dos pinhais e em caminhos de menor passagem. Não se desenrasque, enrascando os outros. E quando se deslocar de carro não lance papéis ou outros objectos pelo janela. Quando se desloca a pé faça um esforço para não atirar nada para o chão e procure sempre um caixote do lixo. Também quando vai depositar o seu lixo doméstico aos contentores confira sempre se o transporta em sacos seguros e não o deixe no chão à mercê de animais, dando além do mais, um aspecto de desleixo e falta de civismo. Se porventura o contentor estiver cheio, procure o que estiver mais próximo. Se todos colaborarmos, a nossa vila será certamente mais acolhedora, mais convidativa e um exemplo positivo para quem por aqui passa ou nos visita. Vá lá, colabore, não custa nada…


Em defesa das Autarquias locais Rui Luzes Cabral foi ao XIII Congresso da ANAFRE apresentar uma moção que defende maior clarificação do poder local A história do municipalismo português remonta praticamente ao início da nacionalidade. Uma administração do território assente numa desmultiplicação do Estado no território, para melhor servir as pessoas e, também, ajudar a equilibrar o país nas suas diversas funções. O nosso estado, sempre foi, felizmente, um Estado/Nação que se delimitou na alta Idade Média e que, daí para cá, conservou sempre a sua matriz de um só povo, independentemente dos períodos menos bem conseguidos do nosso desenvolvimento social, económico e político. Não discutamos ainda os modelos do municipalismo, anotemos primeiro que ele cruza as gerações lusitanas, não havendo forma de o abandonarmos drasticamente. Portugal não pode descontextualizar-se da sua história, nem tampouco apagar os ensinamentos do seu povo nesta área da gestão do Estado no território. Com isto, não pode também permanecer imutável a mudanças, a ajustamentos, a outras formas de servir mais e melhor a população. Um país sempre igual não responde às mudanças que acontecem ao seu povo, assim como um país sempre em mudança não possibilita que esse mesmo povo se sinta e se reconheça parte de um todo, neste caso Portugal. Assim sendo, há que encontrar equilíbrios. E isso não se busca quando se desrespeita a história do povo ou quando uma dúzia de governantes elaboram num papel o que quer que seja sem o conhecimento da realidade no terreno, nem quando se permite que as instituições em cada “presente” da evolução, obstruam em defesa de um corporativismo atávico e pouco visionário, aquelas que devem ser as propostas e depois as mudanças adequadas para se evoluir sustentadamente. O país é dinâmico mas também deve

garantir estabilidade. Deve entender e respeitar a história local do seu povo, valorizar as suas tradições, preservar o seu património e entender que a evolução traz dinâmicas que vão moldando os locais, tornando-os mais ou menos reconhecíveis, tanto maior ou menor for a compreensão das condicionantes ou oportunidades que vão surgindo. O Homem não nasceu para servir o território, nasceu para o ocupar com respeito e dele fazer uso sempre e

existe se discutida seriamente, para que, não resulte de uma medida fortemente penalizadora para as populações locais. A agregação de freguesias poderá fazer algum sentido em meio urbano, nomeadamente nas sedes de município, possibilitando com isso o aumento do perímetro urbano das cidades. Mas não se façam as reformas assentes em critérios quantitativos, “riscando” o território a régua e esquadra sem se conhecer as especificidades de cada local.

quando dele necessitar, sempre com a inteligência que o precisa de utilizar constantemente. Vem isto a propósito da Reforma da Administração Local que, através do “Documento Verde da Reforma da Administração Local” que este Governo preparou recentemente, pretende alterar a forma como o poder político local se distribui no território e como se organiza para o gerir. Um documento que tem levantado polémica e acessos debates no país, não por partir de uma exigência óbvia, antes por uma imposição distorcida. A exigência de alguma mudança

Rui Luzes Cabral esteve presente no XIII Congresso Nacional da ANAFRE Associação Nacional de Freguesias, onde apresentou uma Moção que defende uma maior clarificação para o poder local, nomeadamente para as Juntas de Freguesia. Esta reunião magna das freguesias portuguesas decorreu em Portimão a 2 e3 de Dezembro e foi marcada pela discussão em torno da reforma territorial que o Governo quer impor às freguesias portuguesas, reduzindo de 4259 para cerca de metade. Essa Moção pode ser consultada em www.junta-fregloureiro.com


Área de Acolhimento Empresarial Ul-Loureiro Com um Investimento de 14,5 milhões de euros é sonho antigo tornado realidade A Câmara de Oliveira de Azeméis assinou com o Programa Operacional Regional do Norte (ON.2 - O Novo Norte) o contrato de financiamento para a construção da Área de Acolhimento Empresarial de Ul-Loureiro (AAE), um investimento de 14,5 milhões de euros. O projecto, com uma comparticipação de 70% do Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional (FEDER), assenta na partilha de serviços e equipamentos avançados, numa gestão de tipo condominial e no reforço da relação com a unidade de transferência de tecnologia e promoção de novas empresas da Universidade de Aveiro, capaz de valorizar a eficiência da actividade económica gerada no concelho.

de actividade mas temos de criar condições para fixar as empresas e atrair outras ligadas às áreas da investigação e do desenvolvimento mas isso só se consegue criando áreas de acolhimento empresarial de excelência”, disse o autarca. A AAE de Ul-Loureiro irá proporci-

“A autarquia está a concretizar um sonho muito antigo que é a criação de uma zona de acolhimento empresarial de qualidade que fixe as empresas no município e atraia novas unidades”, afirmou o presidente da autarquia, Hermínio Loureiro. O concelho de Oliveira de Azeméis, caracterizado por uma forte componente empresarial, é o sétimo município mais exportador da Região Norte, uma posição que Hermínio Loureiro quer reforçar ainda mais com a conclusão da nova área de acolhimento empresarial. “Hoje somos competitivos e os empresários oliveirenses são dos melhores do mundo em vários sectores

onar a oferta de solo industrial qualificado para empresas de média e grande dimensão, assim como de start-ups tecnológicas, num total de 27 lotes em 40 hectares. “Ao criarmos melhores condições para os empresários, gerarmos mais emprego e mais riqueza e tornar o tecido industrial mais competitivo estamos a pensar o futuro”, defendeu Hermínio Loureiro, anunciando existir já Texto: Jornal online Entre Aspas “empresas interessadas em se instalar http://www.entreaspas.info na área de acolhimento empresarial”. O autarca lembrou a integração ambiental e paisagística da AAE e a sua posição geográfica estratégica que potenciará as exportações para todo o

mundo, incluindo o norte de Espanha e a zona de Salamanca. O financiamento da AAE de UlLoureiro foi o primeiro, das oito candidaturas aprovadas pelo ON.2 em Abril, a ser contratualizado deixando satisfeito o autarca de Oliveira de Azeméis. A assinatura do financiamento teve a presença do responsável pelo ON.2, Mário Rui Silva, e do presidente da CCDR-N, Carlos Lage. O dirigente recordou que “a região norte é a mais exportadora de Portugal” e que as “novas áreas de acolhimento empresarial vão ser o motor de novas indústrias competitivas”. O projecto de Oliveira de Azeméis integra-se num conjunto de outras sete AAE da Região do Norte aprovadas pelo ON.2 que irão promover uma oferta de solo industrial a preços controlados e oferecer às entidades aí instaladas uma nova lógica de gestão empresarial, em rede e segundo critérios de eficiência e sustentabilidade. Segundo a Comissão de Coordenação do Desenvolvimento Regional Norte “esta nova lógica dotará o tecido empresarial de uma maior ligação às universidades e outras instituições de ensino da região, favorecendo a transferência da inovação e tecnologia do sistema científico e tecnológico para as empresas e para a sociedade envolvente”.


1 - Colocação de bancos nas paragens de autocarro; 2 - Beneficiação de uma passagem inferior em Arrota; 3 - Colocação de dezenas de grelhas devido ao roubo; 4 - Equipa dos Censos 2011; 5 - Construção de diversos passeios; 6 - Construção de valetas; 7 - Encaminhamento de águas pluviais; 8 - Arraial da Páscoa 2011; 9 - Encaminhamento de lixo para tratamento; 10 - Limpeza de caminhos florestais;

11 - Limpeza de rios; 12 - Marchas populares; 13 - Participação numa conferência sobre biodiversidade com o prof. Jorge Paiva; 14 - Participação no Azeméis é social; 15 - Sessão sobre boa alimentação na EB 1 Alumieira; 16 - Substituição do sistema de rega em Alumieira; 17 - Carrinha para transporte de crianças; 18 - Construção de muro no armazém do Pinhal; 19 - Colocação de portão no armazém da JFL; 20 - A JFL distribui vários Cabazes de Natal.

Junta de Freguesia de Loureiro Rua Padre Manuel Laranjeira, n.º 1043 Apartado 21 3721-903 LOUREIRO OAZ Telefone e Fax: 256 692000 E-mail: junta.freg.loureiro@sapo.pt http://www.junta-freg-loureiro.com

Boletim da Junta de Freguesia de Loureiro 2011  
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