Page 1

DE ACORDO COM A BÍBLIA,QUANTOS CÉUS EXISTEM? A medida que estudamos a Palavra de Deus, novas dúvidas tendem a surgir, e uma delas, levantadas nos estudos do Apocalipse foi: Afinal são 3, 7 ou apenas um céu? Daí, a postagem que deixamos aqui, como esclarecimento bíblico sobre o assunto. Como diria um conhecido: "Comecemos pelo início...". Deus criou os céus e a terra. no texto original hebraico a palavra para céus é (“shamayim”). A terminação “im” indica o plural. Isso pretende mostrar (e mostra) que há mais do que somente um céu.

Na Bíblia distingue-se pelo menos três céus; o céu inferior (auronos), o céu intermediário (mesoranios) e o superior (eporanios).

(a) Céu inferior. Por céu inferior entendemos o céu atmosférico. Isto é o (“alto”): onde sobrevoam as aves e os aviões, passam as nuvens, desce a chuva, se processam os trovões e relâmpagos. Deus o chamou de “...a face da expansão dos céus”. Gn 1.20 e Jesus, de “...extremidade inferior do céu”. Lc 17.24.

(b) Céu intermediário. Por céu intermediário entendemos céu estelar ou planetário, chamado também o céu astronômico. A Bíblia o chama de a (“altura”).

(c) Céu superior. Esse é chamado de as (“alturas”). Sl 93.4; At 1.9; Hb 1.3. É declarado em 2Co 12.2, como sendo “...o terceiro céu”, o “Paraíso”; podemos chamá-lo de “o espiritual”, e de “céu dos céus” por estar acima de todos (Ne 9.6; Jo 3.13). É o lugar onde habita Deus (Sl 123.1), Cristo (Mc 16.19), o Espírito Santo em seu retorno (Ap 14.13), os anjos (Mt 22.30; Jd v.6); será também a morada dos salvos em Cristo (Jo 14.3).


A grande confusão que ronda o mundo evangélico em relação a quantos céus existem, e por conta da cultura judaica, pois de acordo com os ensinamentos Judaicos no Talmud o universo é composto de sete céus, como abaixo: 1.

Vilon (‫)וילון‬, veja também (Isaías 40:22)

2.

Raki'a (‫)רקיע‬, veja também (Gênesis 1:17)

3.

Shehaqim (‫)שחקים‬, veja (Salmos 78:23)

4.

Zebul (‫)זבול‬, veja (Isaías 63:15, I Reis 8:13)

5.

Ma'on (‫)מעון‬, veja (Deuteronômio 26:15, Salmos 42:9)

6.

Machon (‫)מכון‬, veja (I Reis 7:30, Deuteronômio 28:12)

7. Araboth (‫)ערבות‬, o sétimo céu onde os Ofanins (ou Tronos na mitologia cristã) e os Hayyoth (ou Serafins na mitologia cristã) residem.

A literatura Judaica Merkabah e Heichalot discutiu detalhes destes céus, algumas vezes conectada às tradições relacionadas com o Livro de Enoque. Não somos seguimos dogmas ou ritos judaicos, antes, seguimos os ensinamentos de Cristo, por isso o nome de cristãos, daí a nossa única regra de fé e conduta ser a Bíblia, e não ensinamentos baseados em culturas ou tradições pontuadas pelo misticismo ou idolatria.

Apocalipse 21:1: “Vi novo céu e nova terra, pois o primeiro céu e a primeira terra passaram, e o mar já não existe”.

“Céu” é o termo bíblico para designar o lugar de habitação de Deus (Sl 33.13-14; Mt 6.9), o lugar de sua presença para onde o Cristo glorificado retornou (At 1.11). A Igreja militante e a Igreja triunfante se unem ali para o culto (Hb 12.22-25), e, um dia, o povo de Deus estará ali com Cristo para sempre (Jo 17.5,24; 1Ts 4.16-17). O céu é o lugar de descanso de Deus (Jo 14.2). É descrito como uma cidade (Hb 11.10) e uma pátria (Hb 11.16. Pensar no céu como um “lugar” é mais correto do que errado, ainda que a palavra (lugar) possa enganar. As Escrituras descrevem o céu como uma realidade espacial que toca e interpenetra o espaço criado. Segundo a Carta aos Efésios, o trono de Cristo à direita do Pai (Ef 1.20) e a vida dos cristãos em Cristo estão ambos nos “lugares celestiais” (Ef 1.3,20; 2.6). Paulo alude à sua experiência no “terceiro céu” ou “paraíso” (2Co 12.2,4). Um corpo ressurreto, adaptado à vida do céu, nos espera (2Co 5.1-8). Enquanto estamos em nosso corpo atual, as realidades do céu são invisíveis para nós, e só as conhecemos pela fé (2Co 4.18; 5.7). A esperança fundada sobre o que a fé vê dá-nos coragem para perseverar (Rm 8.25; conforme Gl 5.5; 1Jo 3.3). Podemos formar uma idéia da perfeita vida do céu baseados naquilo que conhecemos imperfeitamente agora (1Co 13.12). Nossa comunhão com Deus e com outros cristãos jamais se quebrará (Sl 23.6). Segundo o Apocalipse, lá não haverá lágrimas, tristeza ou morte (Ap 21.4). Segundo a Carta aos Romanos, a própria terra, com a vida sobre ela, “está sujeita à


vaidade” por causa do pecado (Rm 8.20). Através do Espírito, sabemos que esta corrupção será destruída, e as possibilidades vagamente percebidas na criação decaída serão realizadas na “liberdade da glória dos filhos de Deus” (Rm 8.21). Segundo o Breve Catecismo , fomos criados “para glorificar a Deus e gozá-lo para sempre”. As coroas, festas e celebrações da vitória descritas nas Escrituras colocam um aspecto dessa alegria diante dos nossos olhos. O triunfo do Cordeiro que foi morto e de seus santos com ele (Ap 5.6; 14.1) é outro aspecto. No centro está a união de Deus com seu povo (Ap 22.4). Esta era a promessa da aliança (Jr 30.22), e está destinada a ser realizada de um modo que vai além da nossa imaginação (Ef 2.7; 3.9; conforme 1Co 2.9).

De acordo com a bíblia  
De acordo com a bíblia  
Advertisement