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Olhei-me no espelho e vi que estava bonita. Conheço o Higor já faz um tempo, mas essa é a primeira vez que topo fazer sexo com ele. Sempre o achei um pouco estranho, mas com o passar do tempo vi que era apenas timidez. Aceitei a proposta dele só por causa da minha “seca”. Parei na frente da porta e bati. Ele abriu com um belo sorriso no rosto. Eu tinha um plano na cabeça, assim que ele abrisse a porta eu daria um pulo em cima dele e começaríamos a nos beijar, mas quando vi a arrumação da casa fiquei impressionada. Ele havia preparado um jantar. -Estou impressionada. Achei que só seria sexo. –Ele me abraçou e deu um beijo na minha clavícula. -Nenhuma mulher deve ser tratada apenas como um objeto sexual. –Ele olhou fundo nos meus olhos. –Mesmo que ela espere ser tratada assim. –Nós rimos. –Pedi comida chinesa para nós. Estou morrendo de fome, é melhor nos servimos logo. Ele colocou o prato e fiquei impressionada com o tamanho e a quantidade de comida. -Calma, é melhor guarda um pouco desse apetite para mais tarde. –Disse fazendo uma piada. Ele riu. -Nada tira o meu apetite sexual. –Fiz uma careta de impressionada. Nós terminamos de jantar e então ele veio até mim. Seu rosto se aproximou do meu, passei minha mão por sua nuca e nos beijamos. Primeiro ternamente, depois ardentemente e com sede de sexo. As mãos dele passavam por minhas costas e as minhas por sua barriga. Ele me deitou na cama e tirou sua camisa. Olhei para o corpo definido dele e me ajoelhei na cama, para ficar da altura dele. Ele arrancou meu vestido e o jogou do outro lado do quarto. Seu corpo caiu sobre o meu e dei um leve gemido de prazer. Ele tirou sua calça e ficou apenas de cueca. Nós ficamos rolando na cama, enquanto nos beijávamos intensamente. Sua língua percorria minha boca e eu fazia o mesmo. Higor sempre foi misterioso e era esse o charme dele. Ninguém nunca sabia muita coisa dele. Só sabíamos o básico e mesmo assim, penso eu, que seja o resumo do básico. Porém era impossível negar o quão ele era bonito. De todos os caras que trabalhavam na nossa ala ele era o mais gato. Então nós estávamos finalmente fazendo sexo. Quando a detalhes físicos dele... Bem, não tenho do que reclamar. Ele era do tipo bruto na cama. Do jeito que gosto. Segurei nos seus cabelos. -Puxa. –Ele disse. Estranhei o pedido, mas fiz. Nunca havia transado com um homem masoquista. Assim que puxei com bastante força ele gemeu. Seu corpo estava todo suado e aquilo o estava deixando ainda mais sexy. O deitei na cama e sentei em cima do seu corpo. Eu queria dar as ordens agora. Fomos acabar o nosso serviço quase duas da manhã. Eu estava exausta e ele parecia só um pouco cansado. Deitei na cama e fechei meus olhos para dormir, mas antes o vi ir ao banheiro. Com certeza iria tomar banho. Senti algo na minha virilha, algo quente. Abri os olhos ligeiramente e vi algo laranja na ponta de uma barra de ferro. Fechei os olhos novamente e quando abri já havia sido tarde demais. Só senti o a ardência, minha pele sendo rasgada pelo ferro aquecido.


Gritei alto e ele colocou um pedaço de pano na minha boca. Tentei me levantar, mas ele havia me prendido com amarras. Contorci-me de dor. Ele retirou o ferro e olhou para mim. -Agora está com a minha marca. –Seus olhos estavam negros, ele havia mudado. – Vamos começar a brincar. Ele entrou no banheiro e por mais que ardesse a queimadura, fiz de tudo para me soltar. O pano começou a se rasgar e consegui soltar um braço. Para soltar o resto foi fácil. Assim que me levantei e peguei minhas roupas, ele saiu do banheiro. Ele tira um alicate de corte em mãos. Seus olhos foram da cama, direto para mim. Corri o mais rápido que pude, ele segurou o meu pé e me derrubou no chão. Eu estava desesperada e com medo. Então me agarrei à primeira coisa que vi quando ele me puxou. Por sorte foi uma cadeira, segurei a cadeira com força e quando estava perto o bastante dele bati em sua cabeça. Ele caiu por alguns segundo e foi o tempo que tive para correr. A porta estava trancada e procurei a chave, olhando sempre para Higor. Quando achei e fui em direção à porta ele me surpreendeu com um soco. -Não adianta fugir Kelly, não vai ter jeito. Nós vamos brincar do meu jeito. –Meu nariz sangrava e a queimadura ainda doía. Dei um chute em seu saco quando ele menos esperava e com a chave em mãos saí correndo pela rua. Apenas com um lençol cobrindo o meu corpo nu. Eu corria pela rua sem nem ao menos olhar para trás. Só queria fugir daquilo. Encontrei algumas pessoas andando na rua e gritei pela atenção delas. Elas correram até mim. -O que houve? –Perguntou uma mulher. -Ele... Quer me matar. –Disse entre suspiros. –Quero sair daqui, ele é louco. -Quem é? –O homem olhou para a rua e não encontrou ninguém. Ele com certeza deve estar com o saco doendo e não conseguiu vir atrás de mim. As pessoas me levaram para longe dali. Fui para a delegacia. Eu estava tremendo. O delegado me pediu para entrar na sala dele e fui. -O que houve senhora? –Ele olhava para os meus “trajes”. Contei a ele toda a história, do encontro até o momento tenebroso que se transformou minha noite. Mostrei a ele a queimadura e foi então que ele ficou surpreso. -O homem que fez isso em você trabalha no hospital? -Sim. O nome dele é Higor. –O delegado pegou o telefone e falou para todos os policiais ficarem atentos a qualquer Higor que tentasse sair pelas fronteiras. Ele falou algo sobre ser o criminoso que eles estavam procurando. –A senhora não sabe como nos ajudou. Estamos procurando esse homem há um ano. Desde a primeira pessoa que apareceu com essa marca. Ele pediu para que eu definisse como o Higor era e fiz toda a descrição. Eu queria o ver pagar por tudo o que me fez... E o que fez as outras pessoas também. -A senhora tem sorte de ter conseguido escapar, porque quando ele pega alguém, bem, ele a deixa completamente seca. Até os órgãos ele retira. Baixei a cabeça e então senti uma leve tontura. Lembrei de um dia, em que cheguei mais cedo e vi o Higor colocando alguns órgãos no local onde os guardávamos. E


quando perguntei a ele, senti que ele havia sido pego de surpresa, mas levou tudo tão bem que achei que tivesse sido paranoia minha. Logo depois dessa lembrança me veio outra. A lembrança da pequena Fabi recebendo o seu rim. A felicidade da menina ao descobrir que estava curada. Que poderia seguir sua vida normalmente a partir daquele dia. Higor estava matando pessoas e pegando os órgãos delas para dar as crianças que necessitavam deles. -Delegado, eu tenho mais uma coisa para contar.

Continua...


A última vítima