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A música tocava alta, eu e minhas amigas aproveitávamos para beijar alguns caras. Nada sério, apenas por uma noite. Eu estava usando essa noite para esquecer os meus problemas. O Daniel. Tudo. Fui ao bar pegar uma bebida. -Um cosmopolitan, por favor. –Ele preparou e então me entregou a taça. Encostei-me no bar olhando para todas as pessoas que estavam dançando. Quem seria minha próxima vítima? Não vi quando ele se aproximou de mim. Era um homem com cabelos castanhos compridos, batiam até o seu ombro. Ele estava com uma bela roupa e estava cheiroso. O que é difícil estar depois de horas de balada. Olhei para ele de relance e vi a tatuagem em seu pescoço, era um símbolo estranho, nunca vi na minha vida. Os olhos âmbar dele se encontraram com os meus e senti um arrepio. -Olá! –Sua voz era grave. Ele esticou sua mão. –Sou Higor. -Sou Tathiana! –Já estava decidido ele seria minha próxima vítima. Ele aproximou-se de mim e sussurrou em meu ouvido: -Quer dançar? –Dei uma leve roçada dos meus lábios em sua bochecha e disse: -Adoraria. Ele me guiou para o meio do clube e nós dançamos loucamente. Ele me segurava com uma precisão e beijava a minha clavícula com muita vontade. Eu já estava cheia de tesão e pelo volume em sua calça, ele também estava. A melhor maneira de se esquecer um ex-namorado, pelo menos para mim, é transar com outro cara. -Vamos sair daqui? –Sugeri a ele. Seus olhos percorreram o meu corpo e ele riu. Um sorriso safado e tenho certeza de que ele já estava planejando o nosso sexo. -Tenho uma ótima ideia. Sai do clube sem nem ao menos me despedir das minhas amigas. Elas estavam com uns caras e com certeza não queria ser interrompidas. Ele me levou até o carro dele. A rua estava deserta, o que já era de se esperar, já que eram três horas da manhã. Ele sentou no banco do motorista e sentei em seu colo, de frente para ele. Fiz movimentos para que ele ficasse cada vez mais excitado. Nós nos beijamos mais e foi quando ele passou a mão na minha virilha. Senti um tremor de prazer percorrer o meu corpo e me entreguei a ele. Só queria ter uma bela noite de puro sexo. Sempre tive fantasias de fazer sexo em um carro, mas Daniel nunca quis. Então tentei realizar com Higor. Ele me deitou no banco de trás e tirou a minha calça. Arranquei sua camiseta de botões e joguei no banco da frente. Ele deitou o seu corpo sobre o meu. Passei os meus dedos por suas costas. -Quero que me arranhe. –Ele disse. Não entendi bem o porquê, mas fiz. Eu sempre achei sexy fazer isso. Ele gemeu quando minhas unhas arranharam suas costas e gemi junto. Ele desabotoou sua calça e abaixou sua cueca, deixando o seu pênis a mostra. Eu já estava pronta para fazer sexo oral, como a maioria dos homens gosta, mas ele não pediu foi direto ao ponto.


Eu sabia que era arriscado fazer sexo sem camisinha com um homem que nunca vi na vida, mas o momento estava ótimo que eu não iria parar e pergunta se ele tinha uma. Ele era ótimo e estava me fazendo ir às nuvens. Nunca havia feito um sexo como aquele. Procurei algum lugar para apoiar a minha mão e vi uma mala no chão do carro, decidi colocar minha mão ali. Assim que nós terminamos eu senti que queria mais. Ele também sentiu, pois recolocou sua calça e sua camisa e foi para o banco da frente. -Vou te levar para um lugar onde poderemos continuar com isso. –Ele ligou o carro e começou a dirigir. Eu estava estagnada e não me levantei. Continuei deitada sem calça e calcinha, não estava ligando para nada. Fui vendo os postes passando pela janela e logo depois vi árvores. Sexo na floresta, outra fantasia minha. Parecia que ele estava adivinhando todas as minhas fantasias sexuais. Quando o carro parou, recoloquei a minha calça e desci. Estávamos no meio de uma floresta, próximos a uma cabana. Ele me puxou para perto do seu corpo e nos beijamos. Sua língua percorria toda a minha boca e senti que ele já estava ficando excitado outra vez. Nós fomos entrando na cabana, ele me deitou na cama e foi para o lado de fora. -Fique aqui, preciso pegar algo no carro. –Ele olhou para mim e logo depois para a minha virilha. –Vá se aquecendo. –Entendi muito bem o que ele queria dizer. Assim que ele saiu, retirei minha calça e comecei a me masturbar. Quando ele voltou, mal olhou para mim e foi par ao banheiro. Deixei para lá, talvez ele estivesse com pressa. Passei um tempo me masturbando e quando senti que já estava prestes a ter um orgasmo diminui o ritmo. Foi então que ele saiu, apenas de toalha. Seu corpo todo definido caiu sobre o meu e retirei sua toalha. Ele segurou os meus pulsos e encostou perto da cabeceira da cama, um braço seu retirou algo do colchão e quando vi a algema, soltei os meus pulsos. -O que houve? –Ele me perguntou. Eu estava assustada. -Não gosto disso. Minhas experiências com algemas não são boas. Acho melhor nós fazermos um sexo normal. –Ele abaixou a cabeça e sussurrou. -Acontece que não gosto de sexo normal. –Ele levantou sua cabeça e vi os olhos negros dele me fitando. Ele havia mudado, tinha uma feição violenta. Levantei-me da cama e fui correndo para a porta. Ele segurou o meu pé e me derrubou no chão. -Você não vai a lugar nenhum. –Tentei dar um chute nele com a minha perna livre. Ele desviou e prendeu as minhas pernas no chão. –Você agora é minha. Prometo que vamos nos divertir bastante. –Ele sorriu. -Não quero me divertir desse jeito. Podemos fazer um sexo diferente, mas sem algemas. Eu topo qualquer coisa, menos algemas. Ele me ergue e me segurou pelos pulsos. Fiquei de frente para ele, seus lábios foram de encontro aos meus e logo depois ele me jogou no chão. Minha cabeça bateu em um prego da parede e senti o sangue escorrer pela minha nuca. -Você me machucou. –Disse a ele. –Só espera eu ir ao banheiro ver como tá. –Ele olhou


sério, mas não tentou me impedir. Fui ao banheiro e encontrei uma banheira e uma pia, estava escuro e eu mal conseguia ver o que estava a um palmo do meu nariz. Abri a torneira e a água fraca saiu de lá. Lavei minha cabeça e ardeu um pouco, mas nada demais. Ouvi alguns barulhos no outro cômodo, mas não dei importância, ele deveria estar se preparando. Mesmo com o comportamento estranho que ele teve agora a pouco resolvi dar uma segunda chance. Olhei para a pia e, com a vista mais acostumada a escuridão, vi algumas manchas nela. Passei a mão nas manchas e senti um líquido viscoso e me parecia familiar. Parecia... sangue. Abri a porta correndo, decidida a sair daquele lugar, mas fui atingida por um soco no meio do rosto. O sangue escorreu pelo meu nariz. Higor me empurrou contra a parede e um rastro de sangue ficou impregnado lá. Gritei por ajuda, mas não havia ninguém ali perto. Uma certeza veio em minha mente, eu morreria. -É melhor ficar quieta, senão tudo vai ser mais doloroso. –Levantei-me um pouco tonta pela pancada na parede, porém meu instinto de sobrevivência falou mais alto, então o empurrei contra a cama, mas ele era muito mais forte que eu. Seus braços fortes me empurraram em uma parede e então tudo ficou escuro. Abri meus olhos e torci para ter acordado daquele pesadelo, mas infelizmente não. Eu estava deitada na cama da cabana e Higor olhava para mim, ele estava completamente nu. -O que vai fazer comigo? -O que acha de brincarmos de médico. –Eu sabia que a brincadeira de médico que ele estava dizendo não era aquele que eu brincava quando era pequena. Olhei para a casa e vi que ele tinha alguns materiais que médicos usam. Senti minha perna ardendo, então vi um pequeno símbolo gravado nela. Ele havia me marcado com ferro. Como seu eu fosse um animal. -É sempre bom um artista deixar suas marcas. –Ele disse quando me viu olhando para a queimadura. Ele estava com uma tesoura de Kilner em sua mão, eu reconheci a tesoura da minha última cirurgia plástica. Ele pegou um líquido avermelhado e passou em minha barriga. Foi então que percebi que ele havia tirado a minha roupa. Com um bisturi ele fez uma pequena incisão na minha barriga e cortou em H. A dor era insuportável. Gritei e tentei me soltar dali, mas não dava ele havia me prendido. Então com a tesoura de Kilner ele foi cortando minha pele, mais profundamente, como se fosse um papel. Minhas forças foram se acabando e não consegui gritar. Ele abriu minha barriga como se fosse uma janela e olhou para os meus órgãos e disse: -Isso aqui ajudará muitas pessoas. –Então meu último sopro de vida foi retirado de mim. Isso foi a última coisa que ouvi.


A última dança.