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ENCARTE I ANO 1 SETEMBRO DE 2010

O Foto: Arquivo Fundo Ver-O-Sol

lá Amigos! O Fundo Ver-O-Sol, sempre investindo e contribuindo para qualificar os micro-empreendedores de Belém, oferece pra você uma série de conceitos administrativos, processos de gestão e empreendedorismo como forma de estimular a qualidade administrativa para quem quer se aprimorar. Neste primeiro fascículo, vamos falar um pouco sobre trabalho e emprego, conceitos importantes para a atual gestão do FVOS/PMB. Com objetivo de contribuir para o melhor entendimento da relação entre os termos “trabalho”e “em-

prego”, por considerá-la de extrema importância, trazemos a você o texto da colega consultora Maria Bernadete Pupo. Quando se percebe a diferença entre os termos fica fácil entender a relação das pessoas com o mercado de trabalho e assim potencializar a decisão de como interagir e obter resultados importantes na vida profissional e na administração sustentável. Vamos ao nosso assunto. Helder Mello, Adm. Consultor Organizacional, Professor e Coordenador Geral do Fundo Ver-O-Sol/ PMB.

TRABALHO X EMPREGO TRABALHO E EMPREGO, COMO DIFERENCIAR?

T

rabalho é qualquer atividade executada, remunerada ou não. O emprego é um tipo de trabalho remunerado, de vínculo permanente e formal, prestado a uma organização ou pessoa (doméstico). Então emprego é carteira assinada ou emprego público.

fazer limpeza, capinar, etc. Todo trabalho autônomo é trabalho. Já emprego é aquele em que o cidadão tem carteira assinada, ou fez concurso e é estatutário, dentre outros.

O vínculo entre empregado e empregador é de natureza contratual. Ou seja, desde que a prestação Portanto, quem tem emprego de serviço tenha se iniciado sem trabalha (quase sempre) mas nem oposição do tomador, será consempre quem trabalha tem em- siderado existente o contrato de prego (carteira assinada). trabalho. De certo que ninguém Trabalho é tudo que você faz e re- será empregado ou empregador cebe na hora, ou também por con- senão em virtude de sua própria trato. Como por exemplo vender vontade. Mesmo assim, se uma manga, laranja, banana, macaxei- pessoa começar a trabalhar para ra; vender picolé, vender roupas, outra sem que nada haja sido pre-

viamente combinado, muito bem pode se originar um contrato de trabalho, ainda que não exista documento formal de contrato. A legislação contemporânea, diante dos problemas surgidos com a economia capitalista, tende a regulamentar cada vez de maneira mais rigorosa certos contratos, como atrás mencionado, numa luta contra o abuso do poder econômico. Isto não quer dizer que o contrato seja algo ultrapassado: aquele que adere às condições que lhe são propostas é livre para aceitá-las ou não. Há de se distinguir relação de emprego (também conhecida como


relação jurídica de trabalho), que sonhado e confortável emprego pressupõe contrato, com ‘relação veio sofrendo fortes alterações, de trabalho de fato’. em que as condições de estabiliÉ comum associar as palavras dade até então oferecidas foram emprego e trabalho como se tives- perdendo forças, resultado da globalização e dos próprios adventos sem o mesmo significado. tecnológicos, os quais acirraram a O “trabalho” surgiu no momen- competitividade, eliminando posto em que o homem começou a tos, níveis hierárquicos e deixando transformar a natureza e o am- milhões de pessoas desemprebiente ao redor com o auxílio do gadas, em grande parte do nosso artesão. Após o advento da Re- planeta. volução Industrial, configura-se a relação capitalista com a ne- Porém, é importante deixar recessidade de organizar grupos de gistrado que, enquanto o emprepessoas, processos, instrumentos go diminui, a possibilidade de tracriando-se a partir daí, a idéia do balho aumenta vertiginosamente. “emprego”, o qual sempre sugeriu E é nesse contexto que surge a relação estável, e mais ou menos figura do empreendedor. Nesse duradoura, entre a empresa e o sentido, no mundo do trabalho empregado. Desde então, as no- o profissional terá que se tornar ções de trabalho e de emprego fo- o administrador de sua própria carreira, sendo responsável pelos ram se confundindo. seus ganhos e perdas. O emprego se configurou ao longo do tempo como relação No mundo do trabalho a princiestável, porque existe um contra- pal manifestação ocorre através to com vínculo, carteira assinada do empreendedorismo em que o e sendo assim, instaura-se uma profissional deve ter a capacidade condição de conforto pelos bene- de transformar desafios em oporfícios do FGTS, 13º salário, férias tunidades de construir projetos e outros tantos; mas, por outro sociais de estimular a inovação e lado, também temos muitas ou- de buscar soluções para as necestras obrigações, pouco agradáveis sidades latentes. como bater cartão, submeter-se à O empreendedor vê no trabalho subordinação e muitas vezes cum- a oportunidade de realizar seus prir ordens e regras rígidas. sonhos, que não necessariamente Com o passar dos tempos, o tão estejam ligados restritamente ao lado financeiro. É importante que

o profissional empreendedor busque, além dos ganhos materiais, a transformação, identificando necessidades e inovando através de produtos, serviços e processos que agreguem valor aos consumidores e que, acima de tudo, lhes traga a alegria de “ser”. Diante desse contexto, cabe a você profissional decidir pela busca constante do emprego como sinônimo de conforto e de acomodação ou pela transformação de uma situação de incerteza como prelúdio ao incentivo para buscar e enfrentar as diversas formas que se apresentam de prestação de serviços. Descubra suas potencialidades e faça um teste! *Maria Bernadete Pupo é consultora e gerente de RH do Centro Universitário FIEO UNIFIEO), em Osasco, São Paulo, e autora do livro “Empregabilidade acima dos 40 anos” (ed. Expressão & Arte)

encarte  

encarte fundo verosol 27/10/2010

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