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Apostila do Curso de Internet e Comunicação INTRODUÇÃO Hardware x Software Hardware é a parte física do computador. Corresponde ao conjunto de componentes eletrônicos, circuitos integrados e placas que se comunicam através de barramentos. De forma bastante simplificada, podemos dizer que hardware é toda a parte que podemos tocar como, por exemplo: memória, fonte, placa mãe, HD, etc. Software é a parte lógica do computador. Corresponde a um programa (conjunto de instruções e dados) que realiza funções dentro de um sistema computacional. O software é o complemento do hardware, ou seja, um não funciona sem o outro. Ele interage com o hardware para transformar o computador em algo útil para o ser humano. Temos como exemplos de softwares os sistemas operacionais (Windows, Linux, Mac OS, etc), os drivers que controlam o funcionamento de alguns hardwares, os editores de texto, as planilhas eletrônicas, os navegadores de internet, os processadores de imagens, dentre outros. HARDWARE É A PARTE QUE VOCÊ CHUTA

SOFTWARE É A PARTE QUE VOCÊ XINGA O termo hardware não se refere apenas aos computadores pessoais, inclui também o conjunto de equipamentos acoplados em produtos que precisam de algum tipo de processamento computacional (sistemas embarcados), como os dispositivos encontrados em equipamentos hospitalares, automóveis, aparelhos celulares, etc.

Software Proprietário X Software Livre Um software é uma estrutura lógica desenvolvida por programadores. Podemos dizer que o software tem duas faces: uma para a máquina que é a linguagem binária (bits 0's e 1's) e outra para o programador, o código fonte (uso das linguagens de programação: C, C++, Java, Pascal, etc). Sendo assim, quem quiser modificar um programa precisa ter o código fonte já que 0's e 1's não são compreendidos pelo homem. Durante muito tempo, sempre que um programador precisava de alguma coisa que outro já tinha criado era só pedir que recebia o socorro necessário. esse hábito era comum até que um dia um programador decidiu que seus softwares não podiam ser mais copiados. Surgiu então o software proprietário com código fonte secreto que limitava as possibilidades de utilização. Mesmo após comprado por exemplo, o programa só podia ser instalado em uma única máquina. Se tinha duas


que comprasse de novo. Neste cenário o usuário só recebia o programa em 0's e 1's, o que tornava possível a utilização do software, mas não mais a modificação. O cliente não era dono do software, apenas comprava uma licença de uso cheia de restrições (proibida a modificação, cópia e distribuição do software). Além disso, tais licenças são mais caras do que deveriam e como consequência, a conhecida pirataria está presente na maioria dos lares do mundo em que há um computador. Tudo permaneceu assim até que alguns programadores, se rebelaram contra essa situação que consideravam injusta. Começaram a escrever programa de um novo jeito: com código fonte aberto, permitindo toda forma de estudo e utilização para qualquer finalidade. Chamaram esses programas de softwares livres. Um dos programadores, Richard Stallman, enfurecido pela monopolização do conhecimento, fundou em 1984, o Projeto GNU visando criar uma plataforma de software totalmente livre. Assim, se alguém usa um programa que é interessante, pode fazer cópias para outras pessoas. É permitido copiar, estudar, modificar e passar adiante o software livre, porque é LIVRE! A sigla GNU significa GNU is Not Unix. Ou seja: não há significado – entenda quem puder.

O que é Software Livre? O termo Software Livre se refere à liberdade que o usuário tem de executar, distribuir, modificar e repassar as alterações sem, para isso, ter que pedir permissão ao autor do programa. Pode ser entendido mais claramente pelas quatro liberdades asseguradas aos usuários e estabelecidas pela Free Software Foundation (FSF) como os requisitos mínimos para que um software seja considerado livre. São elas: • • • •

Liberdade nº 0 - A liberdade de executar o programa, para qualquer propósito; Liberdade nº 1 - A liberdade de estudar como o programa funciona, e adaptá-lo para suas necessidades; Liberdade nº 2 - A liberdade de redistribuir cópias de modo que você possa beneficiar o próximo; Liberdade nº 3 - A liberdade de aperfeiçoar o programa, e liberar os seus aperfeiçoamentos, de modo que toda a comunidade se beneficie.

Para que o usuário possa usufruir de algumas dessas liberdades (liberdades nº 2 e 4) é necessário acesso ao código fonte. Note que em nenhum dos itens se fala de preços ou custos. É um erro comum achar que Software Livre é software gratuito. É verdade, sim, que a maioria dos Softwares Livres é distribuída gratuitamente, mas esta é uma consequência esperada da terceira e da quarta liberdades, que permitem distribuir o programa com ou sem modificações.

Quais os benefícios de usar Software Livre? •

O Governo Brasileiro vem incentivando cada vez mais o uso de Softwares Livres nas repartições públicas, reduzindo drasticamente os custos com licenças de software proprietário. Essa verba pode ser redirecionada para investimentos em tecnologia nacional, treinamento de profissionais, aquisição de melhores equipamentos; ou até mesmo para setores mais problemáticos, como a saúde e a educação, minimizando a injustiça social;


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Não ficar dependente de novas versões com preços abusivos que eventualmente apresentam incompatibilidades com versões antigas; Ter o seu computador equipado com software de qualidade e a um custo baixo ou nulo e ficar livre da pirataria; Os programas podem ser adaptados de acordo com as necessidades específicas de qualquer usuário; Contar com estabilidade, segurança, e correções de falhas de forma ágil; Interagir e compartilhar soluções com sua comunidade, seja física ou virtual; Os recursos do hardware são mais bem aproveitados, prolongando assim a vida útil dos equipamentos; Lutar contra o monopólio de grandes corporações que buscam se apropriar do conhecimento intelectual coletivo para benefício privado.

Afinal, o que é Linux? Muita gente confunde o Linux com o sistema operacional, mas não sabe que na verdade, o Linux nada mais é do que o kernel do sistema operacional. O kernel é o componente central da maioria dos sistemas operacionais e serve de ponte entre o sistema operacional (a parte que você vê na tela) e o hardware (as peças do computador). O kernel Linux foi desenvolvido, em 1991, pelo finlandês Linus Torvalds e é mantido, atualmente, por vários desenvolvedores pelo mundo. Acontece que Linus desenvolveu apenas a parte central do sistema operacional e como ninguém vai utilizar um sistema operacional que só possui o kernel, era necessário desenvolver os aplicativos a serem executados. Enquanto Linus estava desenvolvendo o Linux, Richard Stallman objetivava a criação de um sistema computacional totalmente livre e (ao contrário de Linus) começou a desenvolvê-lo pelos aplicativos, como compiladores, editores de texto, etc. Da união dos aplicativos desenvolvidos pelo Projeto GNU (de Richard Stallman) com o kernel do Linux (criado por Linus Torvalds) surgiu o GNU / Linux, comumente chamado de Linux pela grande maioria das pessoas. O bom desempenho, aliado à segurança, melhoria das interfaces gráficas e à possibilidade de personalização do sistema devido ao código fonte ser aberto, está tornando o uso do GNU / Linux bem comum, levando-o a ser o alicerce de muitos projetos de inclusão digital.

E as distribuições, o que são? Uma Distribuição Linux (ou simplesmente distro) é composta do kernel Linux e um conjunto de aplicativos escolhido de acordo com os propósitos de determinada distribuição. Algumas distribuições focam o uso do sistema operacional para um fim específico, outras procuram ser o mais abrangente possível, oferecendo tudo o que pode ser necessário (e até o que provavelmente nunca o será), algumas enfocam a estabilidade, outras o moderno, outras a quantidade de opções, algumas querem ser a mais amigável ao usuário, com a intenção de tornar a instalação ou o uso mais fácil, entre tantas outras características. A distribuição ideal é aquela que satisfaça melhor as necessidades específicas do usuário. Cabe a cada um estabelecer quais são suas necessidades, e a partir daí buscar a distribuição que melhor atenda a seus desejos. São exemplos de distribuições:


O que é e por que usar Ubuntu? O Ubuntu é uma das várias distribuições Linux que existem, criada em 1994 e baseada no Debian. Todas as versões do Ubuntu são disponibilizadas sem custo algum e novas versões são lançadas semestralmente, inclui suporte técnico por no mínimo 18 meses, possui boa usabilidade, suporte a traduções e acessibilidade, de modo a tornar o Ubuntu útil ao maior número possível de pessoas e, além disso, é conhecido pela filosofia em torno de sua concepção. Segundo a Wikipédia, a Enciclopédia Livre, o nome Ubuntu deriva do conceito sul-africano também denominado Ubuntu, que, traduzido significa "Humanidade para com os outros" ou "Sou o que sou pelo que nós somos". "Uma pessoa com Ubuntu está aberta e disponível aos outros, apoia os outros, não se sente ameaçada quando outros são capazes e bons, baseada em uma autoconfiança que vem do conhecimento que ele ou ela tem o seu próprio lugar no grande todo." Arcebispo Desmond Tutu no livro “No Future Without Forgiveness” (em português: “Nenhum Futuro Sem Perdão”) A filosofia Ubuntu Um antropólogo fez uma brincadeira com as crianças de uma tribo africana chamada Ubuntu. Ele colocou um cesto cheio de frutas junto a uma árvore e disse para as crianças que a primeira que chegasse na árvore ganharia todas as frutas. Dado o sinal todas as crianças instantaneamente se deram as mãos e saíram correndo em direção à árvore com o cesto. Então sentaram-se juntas para aproveitar da recompensa. Quando o antropólogo perguntou porque eles haviam agido desta forma sabendo que uma entre elas poderia ter todos os frutos para si, elas simplesmente responderam: "Ubuntu, senhor. Como uma de nós poderia ficar feliz se todas as outras estivessem tristes?"


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