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EDITORIAL Para você leitor, nesta edição inédita da Hemisphere, mostraremos uma viagem pela esplendida Grécia. Os assuntos abordados são de interesse para variados tipos de viajantes e turistas que pretendem explorar e conhecer esse país exótico e com uma cultura riquíssima. Dessa forma, esta revista irá mostrar a Grécia como um todo, incluindo seus pontos turísticos, as belas ilhas, sua história, curiosidades, gastronomia e muito mais. Além disso, esta edição serve como um roteiro de viagem, onde você poderá montar seu próprio guia de viagem por este país, abrangendo variadas preferencias de roteiro. Desejamos a você uma prestigiosa viagem pela Grécia! Autora: Juliana Vidal

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EDITOR E DIRETOR RESPONSÁVEL Juliana Vidal e Andreia Menezes EDITORA Juliana Vidal e Andreia Menezes PRESIDENTE EXECUTIVO Carlos Alzugaray

DIRETOR EDITORIAL Juliana Vidal e Andreia Menezes DIRETOR EDITORIAL ADJUNTO Luciano Suassuna DIRETORA DE NÚCLEO Gisele Vitória Texto Editoras: Juliana Bianchi, Luciana Franca e Marina Monzillo Editora Assistente: Ana Carolina Soares Repórteres: Aina Pinto, Bianca Zaramella e Thaís Botelho Editor Executivo: Cesar Itiberê Editor: Edu Lopes Editor-adjunto: Juca Rodrigues Editor-assistente: Max G. Pinto Repórteres fotográficos: Alexandre Sant’anna, Roberto Castro Produção: José Carlos Vieira, Luiz Tersarioli, Maria Célia Pereira de Almeida e Thatiana Debiagi Pesquisa: Eduardo A. Conceição Cruz Digitalização: Fortunato Siciliano Arte Projeto gráfico: Juliana Vidal e Andreia Menezes. Diretor de arte: José Pereira de Godoy Chefe de arte e ilustrador: Emerson Luís Cação Diagramadores: Juliana Vidal e Andreia Menezes. Chefe: Rosangela Honor Repórteres: Camilla Gabriella, João Bernardo Caldeira e Macedo Rodrigues Secretária: Sheila Marques Assistente de Produção: Fernando C. Fonseca Colaboradores Christian Petermann, Daniel Schenker Wajnberg, Elaine Guerini,Gabriel Debia,Marcelo Lyra, Mauro Ferreira, Paula Alzugaray e Suzana Uchôa Itiberê Serviços gráficos: Gerente Industrial: Fernando Rodrigues Coordenadora Gráfica: Josefa Alves Teixeira MARKETING Gerente Geral: Patrícia Augusto Corrêa Coordenadora de Marketing Publicitário: Priscilla Zelice Analista de Marketing: Ana Paula Santos Assistentes: Luciana Médici e Julien Viapiana PUBLICIDADE Gerente de Publicidade: Marcelo Strufaldi, Tel.: (61) 3223-1205, 3223-1207, fax (61) 3223-7732. BELO HORIZONTE/ MG: Célia Maria de Oliveira - 1.a Página Publicidade Ltda. - Tel./Fax: (31) 3291-6751. CURITIBA/PR: Maria Marta Craco M2C Representações Publicitárias - Tels.: (41) 223-0060 e 9962-9554. PORTO ALEGRE/RS: Roberto Gianoni - RR Gianoni Comércio & Representações Ltda. - Tel./Fax: (51) 3388-7712. RIO DE JANEIRO: Diretor de Publicidade: Expedito Grossi Gerentes Executivas: Adriana Bouchardet, Arminda Barone e Silvia Maria Costa. Coordenadora de Publicidade: Dilse Dumar. Assistente de Publicidade: Edilson Trajano - Fones: (21) 2107-6667. Tel./Fax: (21) 2107-6669 SALVADOR/ BA: Ipojucã Cabral - Verbo Comunicação Empresarial & Marketing Ltda. Tel.: (71) 351-4561, Fax: (71) 358-0478. RECIFE/PE: Abérides Nicéias - Nova Representações Ltda. - Tel./Fax: (81) 3227-3433. CONTATO: publicidade@ editora3.com.br


CULTURA

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COSTUMES

29

TURISMO

35

GASTRONOMIA

46

CURIOSIDADES

50

ECONOMIA

53

CAMINHOS MARÍTIMOS

58

PRODUTOS TÍPICOS

77

MODA

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ESPORTE

86

HISTÓRIA

92

ARQUITETURA

98

MITOLOGIA

101

PERSONALIDADE

115

ENTREVISTA

120

JANELA FOTOGRÁFICA

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HEMISPHERE

CULTURA

A Grécia Antiga é considerada pelos historiadores como uma civilização de grande esplendor cultural. Os gregos desenvolveram a filosofia, as artes, a tecnologia, os esportes e muito mais. .

A cultura grega é valiosa e para que se possa conhecê-la melhor, é preciso ver ela em diferentes aspectos. Para isso, será mostrado a música, a dança, a literatura e o teatro, de forma que cada uma delas demonstre seu lado e influencias culturais, que são ricas e lembrada sempre.

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A cultura da Grécia antiga (c. séculos VII a I a.C.) contribuiu em larga medida para a origem da presente civilização ocidental. Mas, ao contrário da arquitetura e da escultura, por exemplo, que preservam grande número de exemplares em estado de conservação suficiente para serem bem estudados e compreendidos, a música da Grécia Antiga não pôde manter uma continuidade direta até os dias de hoje, mas não deixou de exercer influência significativa na cultura romana subseqüente, dali se transmitindo à Idade Média através da

teoria, com suas escalas, modos e noções de harmonia. O que hoje subsiste da música daquela época são uma multiplicidade de referências literárias, inúmeras representações visuais de músicos em ação com seus instrumentos, e um sistema teórico, mas das obras propriamente ditas resta apenas um punhado de fragmentos com notação, cujo deciframento exato ainda é objeto de controvérsia.

Safo e Alceu (Sappho and Alcaeus, (1881) - Walters Art Museum, Baltimore, EUA.

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ORIGENS DA Música grega A música entre os antigos gregos era um fenômeno de origem divina, e estava ligada à magia e à mitologia, havendo várias histórias místicas relacionadas à origem da música e suas capacidades e funções. Alguns instrumentos e modos eram associados especificamente a certas divindades, como o aulos a Dionísio, e a kithara a Apolo. Além disso, registros diversos indicam que a música era parte integral da percepção grega de como o seu povo teria vindo à existência e de que continuava a ser regido pelos deuses. Por exemplo, Anfião teria aprendido música com Hermes e teria construído Tebas através do poder do som; Orfeu podia tocar com tamanha doçura que até as feras quedavam absortas; Hermes teria inventado a lira, dada a Apolo em troca do gado que havia dele roubado. O próprio Apolo, depois assumindo o papel de Deus da Música e líder das Musas (das quais Euterpe tutelava a Música), é mencionado em competição com Mársias e Pã. Assim, estando presente em alguns de seus principais mitos, a música invariavelmente era usada nos ritos religiosos, nos Jogos Olímpicos e Pítios, nas festas cívicas, nas atividades de lazer e subsidiando outras formas de arte.

Apolo com aulos.

FILósofos da música grega O grande teórico da música grega antiga foi Pitágoras, considerado o fundador de nosso conhecimento de harmonia musical - a relação física entre as diferentes freqüências sonoras (notas) e o efeito de suas combinações. Também foi ele o sistematizador da associação de cada modo com determinado estado de alma, imbuindo-os de uma ética especial. Por exemplo, o modo dórico era considerado capaz de induzir um estado (ethos) pacífico e positivo, ao passo que o modo frígio era considerado subjetivo e passional, uma sensibilidade hoje em grande parte perdida, mas que pode ser vagamente comparada ao efeito das modernas escalas maior, convencionalmente usada para produzir uma impressão animada e alegre,

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e menor, usada para descrever estados melancólicos ou introspectivos. Também a ele se deve a análise da música sob a ótica de uma matemática transcendental, relacionando-a à constituição íntima do universo, concebido como uma estrutura criada e sustentada através de relações numéricas perfeitas que produziam a chamada música das esferas, a qual, entretanto, só poderia ser inteligível através do pensamento superior. Daí a ligação da música com a filosofia e a conseqüente codificação de uma série de regras éticas para composição e execução musical, a fim de que a música humana ecoasse a ordem perfeita do cosmo.

instrumentos A lira, um instrumento de cordas tangidas afinadas segundo as notas de um dos modos, e fixadas em um arcabouço formado com o casco de tartaruga. Era usada como acompanhamento para recitativos e canções.

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A kithara, também um instrumento de cordas, mais complexo que a lira, possuindo uma caixa de ressonância. As cordas era tocadas com um plectro e podiam ser afinadas em diferentes alturas.


Há ainda registro de muitos outros instrumentos, como a concha marinha perfurada, um tipo de trompete (Salpinx), uma flauta transversal chamada Photinx, címbalos, sistros e tambores, e diversos mais.

A flauta de Pã, também conhecida como Syrinx, constituída de uma série de tubos fixos juntos, de comprimentos diferentes, através dos quais o ar era soprado pela extremidade superior.

O hidraulos, um instrumento de teclado, precursor do órgão moderno. Empregava água sob pressão para produzir som através de movimento do ar nos tubos.

música grega na atualidade A música é uma das marcas registradas do espírito do povo grego. A própria palavra música é de origem grega, relacionanada com as nove musas, deusas que na antiguidade eram evocadas para inspirar os artistas. A arte musical está em todos os lugares e em cada momento da vida do povo grego, acompanhando desde cerimônias de casamento, a momentos festivos e despedidas de entes queridos. Há, é claro, ritmos musicais em número suficiente para a expressão de todo o sentimento grego. De norte a sul da Grécia, das cidades às vilas e ilhas, há uma diversidade muito grande de formas musicais, instrumentos e formas de cantar. Essa diversidade é percebida não só no espaço, mas

também na passagem do próprio tempo. Desde a Grécia Antiga, a música evoluiu bastante, refletindo os aportes culturais dos vários povos que viveram ali, conviveram com os gregos ou os conquistaram. Com o objetivo de apresentar um pouco dessa diversidade musical, especialmente para quem ainda não

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conhece muito a música grega, apresentamos abaixo os principais ritmos, com uma pequena explicação sobre suas características. O objetivo da lista é meramente didático, não tem caráter definitivo (e nem poderia!).

Rebetiko

O rebetiko é muito conhecido fora do país como o blues grego. Ele tem uma história muito particular, marcada fortemente pelos acontecimentos que sacudiram a história do país desde a sua independência. É, por isso, um dos estilos musicais mais estudados da música grega. O rebetiko é essencialmente um tipo de música urbana, surgido do seio das classes trabalhadoras, que nasceu em fins do século 19 e desenvolveu sua forma musical até mais ou menos a década de 1930. Inicialmente apareceu entre os trabalhadores dos portos de grandes cidades e depois moveu-se para os grandes centros urbanos. As canções geralmente falavam sobre violência, pobreza, injustiças, prisões ou abuso de drogas, quase sempre acompanhados pelo som do bouzouki, instrumento mais característico da música grega. O nome rebetiko é de origem sérvia, palavra usada para designar sujeitos rebeldes e indisciplinados. As canções que pavimentaram o caminho para o surgimento do rebetiko apareceram na Grécia ainda no início

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do século 19, por volta da década de 1830, e eram chamadas de “mourmourika” (as canções murmuradas). Ao passo que a classe ricas e burguesas se divertiam com ritmos importados (como a polka), as classes trabalhadoras cantavam as mourmourika, expressando todo o seu descontentamento e posições políticas.

Banda grega tocando ao estilo rebetiko. Os maiores compositores desse estilo musical são Vassilis Tsitsanis, Markos Vamvakaris, Bayanderas, Perpiniadis, Tsaousakis, Giorgos Ksintaris, Giannis Papaioannou, Manolis Chiotis e outros. Uma das melhores formas de conhecer uma parte da história desse rico estilo musical é assistir ao filme “Rembetiko”.


laiko Laiko é o nome que se dá à canção popular grega (laiko = popular, plural laika). Podemos dizer que, ao lado do rebetiko, é o estilo musical mais característico da Grécia, principalmente para quem não é grego. De certa forma, as canções laika são uma evolução do estilo rebetiko, sendo mais “fáceis de ouvir” e de apelo mais comercial que aquele. Podemos identificar uma série de outros ritmos e danças que compõem esse gênero, como o nisiotiko, o syrtos, o hasapiko, o kalamantiano, o zeimbekiko, o syrtaki e o tsifteteli. Boa parte delas é embalada pelo som característico do bouzouki. Diferentemente das canções do repertório rebetiko, as canções laika não chegam a tocar em temas mais pesados. A maioria delas fala de amor, mas também pode abordar temas como a dor, a angústia e as separações amorosas, temas bem mais amenos do que os tratados pelo rebetiko. Justamente por não ter uma identificação única com a classe trabalhadora, esse tipo de música conseguiu se expandir, especialmente com o crescimento do cinema, da indústria fonográfica (que procurava por canções com letras mais amenas e músicas mais refinadas) e das emissoras de rádio no pós-guerra.

Dimitris Mitropanos cantor grego e do estilo laiko.

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entechno

Após a década de 1980, o estilo assiste a uma espécie de renovação, passando a ser chamado de moderna laika (ou laiko-pop), considerada a corrente principal da música grega atualmente. Surgem novas vozes ao lado das já consagradas, que angariam grande número de seguidores, apresentando-se nos palcos mais importantes do país e com sucessos executados nas principais rádios e clubes noturnos (especialmente os chamados ellinadika, onde os DJs tocam essencialmente as canções laika contemporâneas). Algumas das grandes vozes incluem Dimitris Mitropanos, Eleftheria Arvanitaki, Haris Alexiou, Paschalis Terzis, Giorgos Dalaras, Giannis Kotsiras, Alkistis Protopsalti, ou Anna Vissi, Natassa Theodoridou, Antonis Remos, de sucesso mais recente. Alguns deles são considerados importantes artistas também dentro de outro universo musical, o chamado entechno. Entechno significa literalmente “canção artística”. É um gênero musical surgido no final da década de 1950, fortemente embasado em composições musicais mais rebuscadas, ora com acompanhamento orquestral, ora apresentando elementos dos ritmos folclóricos, e letras poéticas. No início da história do gênero, houve mesmo letras escritas por grandes poetas gregos, como Odysseas Elytis. Os primeiros e mais renomados compositores e letristas do gênero foram Manos Hatzidakis e Mikis Theodorakis, seguidos por outros como Manos Loizos, Dimos Moutsis, Stavros Kouyoumtzis e Manos Eleftheriou. Dando voz à música e às letras produzidas por esses artistas estavam grandes intérpretes como Maria Farantouri e Nana Mouskouri. Ao longo das décadas, o gênero foi evoluindo, diversificando seus temas e recebendo influências de outros estilos musicais. Na década de 1960, artistas como Dionysis Savvopoulos começaram o movimento neo kyma (nova onda), misturando o entechno e a chanson francesa. Na mesma década, especialmente durante a Junta que governou a Grécia de 1967

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a 1974, surgiram as canções políticas com compositores como Mikis Theodorakis, Manos Loizos e Giannis Markopoulos. Já na década de 1980, entrou em cena uma mistura do estilo com o pop rock. Atualmente, uma das maiores representantes da canção artística é a letrista Lina Nikolakopoulou. Suas letras têm características bastante peculiares, sempre carregadas de muito simbolismo e interpretadas por importantes vozes como as de Eleftheria Arvanitaki, Alkistis Protopsalti ou Haris Alexiou. Na composição musical, destacam-se nomes como Nikos Antypas, Giorgos Andreou, Stamatis Spanoudakis, Evanthia Reboutsika, dentre outros.

Lina Nikolakopoulou, letrista do estilo entechno.


Dança tradicional grega.

dança Os gregos da antiguidade acreditavam que a dança era uma invenção dos deuses e mais tarde associaram-na com suas cerimônias religiosas e de adoração. Eles acreditavam que os deuses ofereciam esse presente apenas para alguns seletos mortais, que em retribuição ensinavam a dançar seus amigos. A mitologia grega atribui a origem da dança a Rea que ensinou essa arte a Kourites em Creta. Kronos havia destronado seu pai Uranos. Temendo ser igualmente destronado por seus próprios filhos, comia-os assim que nascessem. Sua mulher Rea, no entanto, desobedeceu Kronos quando seu último filho chamado Zeus nasceu. Ela escondeu seu filho Zeus em uma caverna escura em Creta e deu a Kronos uma pedra embrulhada em roupas para que a comece pensando ser seu filho. Ela também pediu a Kourites, que era um guerreiro semi deus, para fazer uma dança de guerra em volta da caverna, batendo forte escudos e espadas uns com os outros para que

Kronos não ouvisse o choro da criança. Quando mais tarde Zeus destrona seu pai, Kourites se torna um padre no novo mundo e seus descendentes continuariam a perpetuar aquela dança para as cerimônias religiosas.

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danças folclóricas gregas A dança é uma das principais formas de expressão dos Gregos, é uma atividade comum tanto para mulheres quanto para homens, os gregos dançam por alegria, por tristeza, dor, amor, paixão, prazer, enfim, na Grécia há sempre um bom motivo para dançar! Temos aqui alguns exemplos de danças gregas, somente alguns pois seria impossível relacionar todas elas: Hassápiko, Hassaposérviko, Syrto Kalamatianô, Tsámiko, Sirtaki, Zeibekiko, Ballo e Tsifteteli.

Syrtaki (Zorba) Começa com um Hassápiko bem lento, os passos então vão ficando cada vez mais rápidos e a dança acaba transformando-se em Hassaposérviko. Todos em roda, com as mãos nos ombros uns dos outros, alternam chutes para esquerda e para a direita. Essa dança tornou-se mundialmente conhecida, pois a música “Zorba” escrita por Mikis Theodorakis, foi tema do filme “Zorba o Grego”.

ballo Ballo é proveniente da região do mar Egeu e dançada por todos, pois é muito simples, suas melodias são alegres e assim como o Kalamatianô são sempre dançadas em festas de noivados. Pode ser dançada em casais ou em roda e permite improvisações.

HASSÁPIKO

Hassápiko (hassápis = “açougueiro”, em turco), é uma dança relativamente moderna e muito popular na Grécia. Suas músicas tem uma melodia romântica, e é dançada em todo o país, principalmente em tavernas. As pessoas ficam lado a lado e mantém as mãos sobre os ombros umas das outras, o passo básico é uma seqüência alternada de movimento das pernas, havendo entre os passos básicos variações diversas.

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Gregos dançando ao estilo hassápiko.

kalamatiano

Kalamatiano é uma dança muito popular na Grécia, é a mais conhecida entre as variações do Syrto, e é sempre dançada em festas de noivados e casamentos, são rodas abertas, onde as pessoas dão as mãos e andam no sentido anti-horário com o ritmo forte, o primeiro da fila faz algumas “figuras”, como: dar voltas, fazer túnel e até saltos.


Dança grega no estilo kalamatiano.

tsamiko Tsâmiko é a dança dos antigos guerreiros, onde eles demostravam sua energia e performance através de saltos. Normalmente os homens é que dançam e a roupa típica associada a essa dança é o Tsoliá (a roupa do soldado grego).

Zeibekiko é uma dança muito comum, não só na Grécia, mas em todos os países com grande concentração de gregos. O Zeibekiko é uma dança individual e antigamente somente os homens a dançavam. Quando alguém se levanta para dançar um Zeibekiko, normalmente as pessoas fazem uma roda em sua volta e ficam de joelhos batendo palmas, o importante é, ninguém entrar na dança de ninguém, apenas se for convidado. É realmente uma dança individual e não tem passos certos, dependem da criatividade e da mobilidade do dançarino, muitos utilizam em suas performances copos, cadeiras, mesas, chegam até a carregá-las com os dentes.

ZEIBEKIKO

Estilo Zeibekiko.

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literatura

Odisseu e Nausícaa.

Durante um período de mais de mil anos, os gregos criaram uma literatura de tal qualidade que poucas vezes se igualou e nunca se superou até o dia de hoje. Os escritores gregos criaram obras, em poesía, tragédia, comédia ou história, que inspiraram, influenciaram e mudaram a seus leitores de todas as épocas. HEMISPHERE HEMISPHERE GRÉCIA GRÉCIA /// /// 11 88


épica Por volta do ano 700 a.C Homero escreveu duas épicas conectadas, a Ilíada e a Odisea. a Ilíada é a história da guerra de Troya, se centra em Aquiles que era o ideal de herói grego, é pura tragédia. E a Odisea é uma mistura de tragédia e comédia, é a história de Odiseo que depois de dez anos lutando na guerra, passou outros dez anos navegando de volta a casa. As duas obras se baseiam em lendas antigas e utilizam uma linguagem simples, direta e eloquente. Ambas ficaram tão interessantes hoje, como podiam ser naquela época. As épicas são poemas argos que contam a história de um herói. Uma épica do oeste da Asia, que se escreveu uns 2500 anos a.C, é a épica de Gilgamesh. Outra muito conhecida é a romana do século XIX a. C, a Eneida de Virgilio.

A Odisséia, por Homero.

poesia D o i s exemplos da poesia grega são: a Teogonía de Hesíodo, os trabalhos e os dias do ano 700 a.C aproximadamente. Também tem vários poemas curtos de Arquíloco e Safo por volta do ano 600 a.C. O primeiro dos poetas líricos foi Arquíloco de Paros em 700 a.C. Só se conservam alguns fragmentos de sua obra como é o caso da maioria dos poetas. Os dois poetas mais importantes foram Safo e Píndaro. Safo (610-580 a.C), a poetisa grega, era admirada pela beleza de sua escritura, seus temas sempre eram pessoais e sua obra é a única da literatura femenina que se conserva hoje em dia.

A Teogonia, por Hesíoso.

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alguns estudiosos têm defendido uma data do século VII a.C. Aqueles que acreditam que os poemas homéricos desenvolveram-se gradualmente durante um longo período de tempo, entretanto, geralmente dão uma data posterior para os poemas: de acordo com Pausânias, os textos foram compilados na época do tirano ateniense Pisístrato; de acordo com Gregory Nagy, tornaram-se textos fixos apenas no século VI a.C.

homero Os gregos antigos geralmente acreditavam que Homero era um indivíduo histórico, mas estudiosos modernos são céticos: nenhuma informação biográfica de confiança foi transmitida a partir da antiguidade clássica, e os próprios poemas manifestamente representam o culminar de muitos séculos de história contadas oralmente e um bem desenvolvido sistema já muitas vezes usado de composição poética. De acordo com Martin West, “Homero” não é “o nome de um poeta histórico, mas um nome fictício ou construído”. Para a ciência moderna, “a data de Homero” refere-se à data de concepção dos poemas tanto quanto à vida de um indivíduo. O consenso dos estudiosos é que “a Ilíada e a Odisseia datam dos últimos anos do século IX a.C., ou a partir do século VIII a.C., a Ilíada sendo anterior à Odisseia, talvez por algumas décadas”, ou seja, um pouco mais cedo do que Hesíodo, e que a Ilíada é o trabalho mais antigo da literatura ocidental. Ao longo das últimas décadas,

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A Ilíada, por Homero.


sobre diversas áreas do conhecimento: política, lógica, moral, ética, teologia, pedagogia, metafísica, didática, poética, retórica, física, antropologia, psicologia e biologia. Publicou muitas obras de cunho didático, principalmente para o público geral. Valorizava a educação e a considerava uma das formas crescimento intelectual e humano. Sua grande obra é o livro Organon, que reúne grande parte de seus pensamentos.

aristóteles O Filósofo grego Aristóteles nasceu em 384 a.C., na cidade antiga de Estágira, e morreu em 322 a.C. Seus pensamentos filosóficos e idéias sobre a humanidade tem influências significativas na educação e no pensamento ocidental contemporâneo. Aristóteles é considerado o criador do pensamento lógico. Suas obras influenciaram também na teologia medieval da cristandade. Aristóteles foi viver em Atenas aos 17 anos, onde conheceu Platão, tornando seu discípulo. Passou o ano de 343 a.C. como preceptor do imperador Alexandre, o Grande, da Macedônia. Fundou em Atenas, no ano de 335 a.C, a escola Liceu, voltada para o estudo das ciências naturais. Seus estudos filosóficos baseavam-se em experimentações para comprovar fenômenos da natureza. O filósofo valorizava a inteligência humana, única forma de alcançar a verdade. Fez escola e seus pensamentos foram seguidos e propagados pelos discípulos. Pensou e escreveu

Ética, por Aristóteles.

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“O verdadeiro discípulo é aquele que consegue superar o mestre.”

“Devemos tratar nossos amigos como queremos que eles nos tratem.”

frases de aristóteles

“O homem livre é senhor de sua vontade e somente escravo de sua própria consciência.” HEMISPHERE GRÉCIA /// 2 2

“O verdadeiro sábio procura a ausência de dor, e não o prazer.”


PLAtão

Este importante filósofo grego nasceu em Atenas, provavelmente em 427 a.C. e morreu em 347 a.C. É considerado um dos principais pensadores gregos, pois influenciou profundamente a filosofia ocidental. Suas ideias baseiam-se na diferenciação do mundo entre as coisas sensíveis (mundo das ideias e a inteligência) e as coisas visíveis (seres vivos e a matéria). Filho de uma família de aristocratas, começou seus trabalhos filosóficos após estabelecer contato com outro importante pensador grego: Sócrates. Platão torna-se seguidor e discípulo de Sócrates. Em 387 a.C, fundou a Academia, uma escola de filosofia com o propósito de recuperar e desenvolver as ideias e pensamentos socráticos. Convidado pelo rei Dionísio, passa um bom tempo em Siracusa, ensinando filosofia na corte. Ao voltar para Atenas, passa a administrar e comandar a Academia, destinando mais energia no estudo e na pesquisa em diversas áreas do conhec-

imento: ciências, matemática, retórica (arte de falar em público), além da filosofia. Suas obras mais importantes e conhecidas são: Apologia de Sócrates, em que valoriza os pensamentos do mestre; O Banquete, fala sobre o amor de uma forma dialética; e A República, em que analisa a política grega, a ética, o funcionamento das cidades, a cidadania e questões sobre a imortalidade da alma.

Gorgias, por Platão.

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“O que mais vale não é viver, mas viver bem”.

“O amor é uma perigosa doença mental”.

frases de platão

“Vencer a si próprio é a maior de todas as vitórias”.

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“Praticar injustiças é pior que sofrê-las”.


fábulas de esopo As fábulas de Esopo são uma coleção de fábulas creditadas a Esopo (620—560 a.C.), um escravo e contador de histórias que viveu na Grécia Antiga. As fábulas de Esopo tornaram-se um termo branco para coleções de fábulas brandas, usualmente envolvendo animais personificados. As fábulas remontam uma chance popular para educação moral de crianças hoje. Há muitas histórias incluídas nas fábulas de Esopo, tão como A raposa e as uvas (de que a expressão idiomática “uvas verdes” foi derivada), A Cigarra e a Formiga, A tartaruga e a lebre, O vento norte e o sol e O menino que gritava lobo, O Lobo e o Cordeiro são bem conhecidas pelo mundo afora. Assim, podemos dizer que em toda parte, a fábula é um conto de moralidade popular, uma lição de inteligência, de justiça, de sagacidade, trazida até nós pelos nossos Esopos.

Fábulas de Esopo.

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teatro Um dos aspectos mais significativos da cultura grega antiga foi o teatro. Os gregos o desenvolveram de tal forma que até os dias atuais, artistas, dramaturgos e demais envolvidos nas artes cênicas sofrem a influência suas influências. Diversas peças teatrais criadas na Grécia Antiga são até hoje encenadas. Durante o período clássico da história da Grécia (século V a.C.) foram estabelecidos os estilos mais conhecidos de teatro: a tragédia e a comédia. Ésquilo e Sófocles são os dramaturgos de maior importância desta época. A ação, diversos personagens e temas cotidianos foram representados nos teatros gregos desta época. Nesta época clássica foram construídos diversos teatros ao ar livre. Eram aproveitadas montanhas e colinas de pedra para servirem de suporte para as arquibancadas. A acústica (propagação do som) era perfeita, de tal forma que a pessoa sentada na última fileira (parte superior) podia ouvir tão bem a voz dos atores, quanto quem estivesse sentado na primeira fileira. Os atores representavam usando máscaras e túnicas

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de acordo com o personagem. Muitas vezes, eram montados cenários bem decorados para dar maior realismo à encenação. Os temas mais representados nas peças teatrais gregas eram: tragédias relacionadas a fatos cotidianos, problemas emocionais e psicológicos, lendas e mitos, homenagem aos deuses gregos, fatos heróicos e críticas humorísticas aos políticos. Os atores, além das máscaras, utilizam muito os recursos da mímica. Muitas vezes a peça era acompanhada por músicas reproduzidas por um coral.


Os gregos nos são, até os dias de hoje, uma constante referência, tanto do ponto de vista artístico quanto do ponto de vista filosófico e, sem dúvida alguma, do sistema social, que hoje nos é quase impossível de compreender em função de tamanha desestrutura que passamos, principalmente no que diz respeito à ordem do pensamento vigente. Foram os gregos que criaram, dentro do universo artístico, a Tragédia Grega, que fala sempre sobre realidades e mitos. As histórias das tragédias sempre eram conhecidas de todos, falava de heróis legendários, em luta com o austero e implacável destino; e dos deuses, sempre participantes no sentido de recompensar a coragem e punir a rebeldia. E assim, a partir da forma comportamental do herói diante das imposições do destino, organizava-se a ação dramática. O teatro grego teve como característica principal ser um teatro cívico, sobretudo a tragédia, um teatro como define Barthes que era “sociedade restrita e mundial”.

Teatro de Dionísio, Grécia.

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HEMISPHERE

COSTUMES

Grécia é um país com costumes e cultura extremamente rica. Com certeza isso se deve ao fato de que a história da Grécia se estende por vários mihares de anos antes de nossa era, e os dias de glória da cultura helênica, que é antiga Grécia, é um exemplo do desenvolvimento da civilização. É claro, hábitos evoluir, mudar e, por vezes, desaparecem, e em seu lugar são novos. No

entanto, é uma coisa para os gregos constante: o respeito de cada aspecto, outras por estranhos, o respeito pelos anciãos, e respeito as conquistas da civilização: a arte e cultura.

É através deste princípio básico, poderia desenvolver e sobreviver a todos os costumes dos gregos.

Grego utilizando o meio de transporte típico de Santorini, o burro.

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As aldeias do tempo livre é gasto falando com um café preto e tubulação de água, nas cidades, é claro, de escolher primeiro lugar entretenimento moderno: cinemas, teatros, discotecas, pubs, o que você pode pensar.

A família é extremamente importante para os gregos, daí a muitos momentos que passamos juntos, e para nós isto é importante porque muitas vezes a bondade que ele gregos para alimentar suas próprias

KARAGIOZI

É uma forma tradicional de teatro de marionetes, muito importante na vida cotidiana dos gregos. Estes são mini-fantoche cenas apresentadas não só viver, mas também na televisão ou na Internet.

Teatro de marionetes A família é extremamente importante famílias, também se mudou para os outros convidados, para alugar um quarto particular ou uma casa, um muito muitas vezes vai ter a oportunidade de se reunir com os anfitriões em refeições compartilhadas.

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Em relação ao respeito à família e valores que lhe estão associados, mesmo a parte secular do casamento civil grega oferece, considerando-a como uma condição da vida adulta, e divórcios são raros aqui, então não devemos alardear seu futuro constância nos afetos de uma para os gregos quase tão característica como a hospitalidade.


• Embora a Grécia esteja associada com o vinho é bebido vale a pena a maior condenação, também é considerado desrespeitoso para o povo e cultura. Além disso, o vinho que se bebe na Grécia a quase toda a refeição, normalmente é diluído em água, e cultura de beber em si é algo que os poloneses devem ter em seu solo.

Vinícola Santotini Em áreas turísticas, alguns hábitos desapareceram, e algumas tomou uma forma pequena demonstração caricaturado,. Para conhecer a verdadeira cultura da Grécia, você deve deixar as paredes do hotel e ir para uma caminhada solitária ao redor da cidade. Gentileza e vontade de ajudar ainda bateu o para um propósito particular é tão grande que, às vezes, não enfrentá-lo, ele pode interferir com o seu excesso. Por outro lado, este é um dos fatores que fazem tão feliz de deixar para a Grécia. Costuma-se dizer que a Grécia não é apenas a fonte e origem da ciência, arte e arquitetura, mas também também kindersztuby, que até hoje muita gente deve aprender com os mestres gregos. Moradora da ilha de Karpathos

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Os gregos possuíam uma alimentação extremamente saudável, e a divisão das tarefas se dava da seguinte forma: enquanto as compras cabiam ao marido, a comida era preparada pela esposa e pelas filhas. Já as famílias mais ricas contavam com cozinheiros treinados e escravos para trabalhar na cozinha. Uma prática comum e que consiste até hoje é comer fora, sendo que existem estabelecimentos, como a taverna e o estiatorio, que servem comida grega tradicional com preços acessíveis. É também comum esses estabelecimentos oferecerem, como gentileza, um prato com frutas variadas para a sobremesa.

Pelos ingredientes utilizados na comida grega, tempos de crise como os que contavam com guerras ou com aumento brusco da população, culminavam na escassez de alimentos. Junto ao Parlamento grego, fica em exposição a guarda, e que oferecem aos turistas um verdadeiro show, pois os mesmos movimentam-se não de hora e hora como aconteceu com a guarda inglesa junto ao palácio de Buckingham, mas de tempo menor, onde é feito movimentos lentamente, levantando o pé até altura da cintura, com o fuzil em punho, e movimento são realizados para frente e para trás, de um lado a outro, todo ele sincronizado, que ocorre com os dois guardas, que ficam em prontidão o tempo todo em frente ao parlamento, junto ao mausoléu do soldado desconhecido.

Evzones Membros da Guarda Presidencial Grega

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TURISMO

Venha conhecer uns dos lugares mais vizitados do mar mediterrâneo

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Ilha de Rodes, localizada no Arquipélago do Dodecanes, a cidade medieval dos Cruzados é simplesmente apaixonante. Cidade nova, com seu jeitão de balneário dos Anos 50. Sem contar que aqui o mar é tão bonito que chega a dar um nó na garganta. A ilha também abriga a preciosa Lindos, uma vila de casinhas brancas, penduradas na escarpa sobre águas muito azuis. Lá no alto, uma acrópole belíssima e um visual de sonho. Rodes também é uma ótima base para explorar as ilhas menores do arquipélago e algumas cidades da costa da Turquia, que fica bem pertinho. Lanchas e ferry boats partem o tempo todo daqui, entre abril e outubro. Aproveitei a deixa para um bate e volta à fofíssima Ilha de Sými, onde visitei o Mosteiro de São Miguel, na minúscula vila de Panormitis, local de peregrinação de homens do mar de toda a Grécia, e caí de paixão pelas cores da vila de Symi, divididos em “Cidade Alta” (Choriós) e “Cidade Baixa” (Gialós, a área do porto). Sem contar que a praia é um absurdo, de tão gostosa. Para estímulo da juventude há clubes de diversão onde se cultiva altamente a solidariedade, o que faz os gregos uma nação forte que o inimigo nunca pode vencer. Podem haver discórdias, cada um tem uma opinião, mas, na hora precisa todos se unem em um corpo e vencem aquêle que ousar atacá-los.

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Pôr-do-sol em Oía - Grécia

A Grécia, um dos países de maior riqueza histórica e cultural do mundo. A civilização grega antiga deixou para a humanidade uma infinidade de palácios, templos, monumentos, teatros entre outras construções. Nos museus da Grécia, podemos conhecer uma infinita quantidade de esculturas, pinturas e outros elementos artísticos criados na Grécia Antiga. À cultura da região soma-se a beleza natural das ilhas e da Grécia continental. Beleza e cultura aliam-se para quem escolher a Grécia como rota de turismo. Eis uma das características do povo grego. O menino que nasce, ainda na primeira infância encontra um meio que o estimula a crescer intelectualmente e quando moço já tem noções gerais de tudo quanto se passa pelo mundo.

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Grécia, a pérola do Mar Mediterrâneo e muito invejada pela sua posição geográfica, sobressai pelas outras pela sua beleza que a natureza não lhe poupou. Com suas montanhas majestosas, suas planícies, nas quais a vista humana se perde na imensa vastidão de terras tôdas bem cultivadas com processos modernos; os vales - cujo solo muito fértil vem nutrindo, por tantos milênios, milhares de pessoas - na primavera se tornam um imenso jardim de flores cuja fragrância enche os ares de suave odor. Vista aérea da ilha

As cidades mais famosas da Grécia é a sua capital, Atenas, conhecida por ter sido o centro cultural e artístico da Grécia antiga, com monumentos que estão em pé até os dias de hoje. E a cidade de Esparta, lembrada pela educação destinada aos homens Espartanos, que recebiam dura educação militar e só eram considerados cidadãos Espartanos depois de se tornarem verdadeiros soldados. Na hora de traçar um roteiro pra uma viagem a Grécia, o ideal é programar bem o tempo da viagem, pois existe uma infinidade de lugares para conhecer na Grécia, e quem faz esta viagem certamente quer ver o máximo de atrações possíveis. Santorini: um dos mais belos lugares para se conhecer na Grécia, o Santorini consiste em um arquipélago vulcânico de formato circular, localizado no extremo sul do grupo de ilhas gregas das Cíclades, no mar Egeu, e fica a 200 km a sueste da cidade de Atenas. Um local que proporciona aos turistas uma paisagem espetacular, e certamente inesquecível. Santorini - Grécia

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Ilha de Mikonos á beira mar

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De acordo com uma pesquisa realizada na China em 2005, a Grécia foi votada como a escolha número um do povo chinês para destino turístico. Além disso, a Grécia tem tentado ativamente obter uma grande parcela anual de turistas chineses, com destaque para a grande presença de informativos turisticos gregos na Beijing International Tourism Expo, em 2006. A Grécia teve a maior participação de um país na Beijing Tourism Expo com um espaço total de exposição de mais de 1.152 m², mais do que o de qualquer outra nação. Em novembro de 2006, a Áustria, como a China, anunciou que a Grécia era o destino favorito para o turismo, o que trouxe esperanças otimistas para o futuro. De acordo com estas observações, o Ministro do Turismo da Grécia Aris Spiliotopoulos anunciou a abertura de um escritório da GNTO em Xangai até 2010. A fim de promover o fluxo de turistas chineses à Grécia, a Air China tem agora estabelecido voos diretos provenientes da China à Grécia. Além de cidades e monumentos históricos, a Grécia possui muitas ilhas e belas praias. O turismo na Grécia contribui com 15% do Produto Interno Bruto (PIB) nacional, e atrai mais de 16 milhões de turistas a cada ano. O país tem atraido visitantes estrangeiros desde a Antiguidade pela sua rica e longa história e, mais recentemente, pelas suas magníficas praias mediterrânicas. Em 2005, somente a capital, Atenas, recebeu mais de seis milhões de turistas. E’ lá que vive um povo sadio, corajoso e forte, porém, humilde e nobre. Entrega-se ao cultivo da terra com dedicação, enquanto sua inteligência sempre viva e apta para aprender, procura decifrar problemas profundos e filosóficos que a envolvem e dêles tirar conclusões para a aplicação prática da vida. E’ um povo que tem por índole não descansar em coisa alguma, antes, prossegue em buscas de novos conhecimentos, alargando seus horizontes na medida do possível.


Belíssima Nafplio, antiga cidade veneziana, às margens do Golfo da Argólida, que se revelou a base perfeita para explorar os sítios arqueológicos do entorno, como Argos (uma das cidades mais antigas do planeta, com cerca de 6 mil anos de ocupação humana ininterrupta), Micenas (centro de uma poderosa civilização, muito antes da ascensão de Atenas e Esparta), Epidauros e Tirinto.

Fortaleza de Palamidi, em Nafplio

Rua Florenza, em Nafplio

De Nafplio também partem embarcações para as ilhas do Arquipélago Argo-Sarônico, bom aproveitar para conhecer as lindas Hidra e Spétses, Maria Quitéria grega, a almirante Laskarina Bouboulina, que transformou seus navios mercantes numa armada a serviço da Independência da Grécia, no século XIX. E que praia deliciosa tem Spétses. Difícil ir embora de Nafplio. Bastam alguns dias por lá e a cidade vira sua casa, de tanto perambular por suas ladeiras, escadarias e ruelas estreitas, sombreadas por bougainvilles de todas as cores e parreiras generosas.

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Conhecida como “o berço da civilização” expressão que surgiu devido à fama de Atenas, importante cidade da Grécia é um dos destinos mais procurados por turistas de todo o mundo. Uma viagem com alto nível cultural e histórico, recheada de palácios, templos, monumentos, teatros, entre outras atrações de beleza única, como as ilhas e as praias imperdíveis que o turista só encontra na Grécia. O turismo na Grécia tem grande importância para o PIB do país, geralmente a Grécia costuma receber por ano em média 16 milhões de turistas. As cidades mais famosas da Grécia é a sua capital, Atenas, conhecida por ter sido o centro cultural e artístico da Grécia antiga, com monumentos que estão em pé até os dias de hoje. E a cidade de Esparta, lembrada pela educação destinada aos homens Espartanos, que recebiam dura educação militar só eram considerados cidadãos Espartanos

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e depois de se tornarem verdadeiros soldados. Na hora de traçar um roteiro pra uma viagem a Grécia, o ideal é programar bem o tempo da viagem, pois existe uma infinidade de lugares para conhecer na Grécia, e quem faz esta viagem certamente quer ver o máximo de atrações possíveis. É impossível falar em Grécia sem pensar nos deuses, heróis e lendas da sua riquíssima mitologia e no avanço e na cultura de uma civilização que concebeu a república e a democracia, foi pródiga em todos os gêneros de arte e criou a filosofia. Acha pouco? Os antigos gregos inventaram o teatro, a poesia e uma língua da qual muitas palavras em diversos idiomas contemporâneos são derivadas. A Grécia é formada por um território continental, onde fica sua capital, Atenas, e por uma infinidade de ilhas. A nova Grécia é uma continuação da velha Grécia.


Acrópole de Atenas, é acrópole mais popular e famosa do mundo, localizada em Atenas, é considerado um dos mais importantes pontos turísticos na Grécia. A acrópole de Atenas consiste em uma colina rochosa de topo com 150 metros acima do nível do mar, onde ficam localizadas algumas das mais famosas edificações do mundo antigo, como o Partenon e o Erecteion. Este monumento foi erguido por volta do ano 450 a.C. Esta construção foi idealizada e feita pelos atenienses em homenagem à deusa Atenas (protetora da cidade). Em 2007, foi eleita como uma das Sete Novas Maravilhas do Mundo. Acrópole de Atenas

O templo de Zeus está um pouco aparte das outras ruinas gregas do centro de Atenas. Demoras uns 30 minutos a pé desde a Agora até lá. Abre às 8 da manhã, mas não é o templo mais visitado, então não é preciso chegar cedo. Está tranquilo a maior parte do dia, a não ser que coincidas com um autocarro de turistas. As vistas para o Partenão e a Acrópole ao fundo são lindíssimas. A entrada vem incluída no bilhete global das ruinas do centro, com a antiga Agora, o cemitério... Do templo em si não resta muito, mas as colunas são impressionantes. Dedicado a Zeus, o rei do Olimpo, o templo é do século VI a.c. Ia ser o maior templo do mundo, mas acabaram por não o terminar, a não ser com o imperador romano Hadrian, 7 séculos mais tarde.

Templo de Zeus

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O Museu Arqueológico Nacional - Atenas

O Museu Arqueológico Nacional é o maior museu da Grécia e um dos maiores do mundo. Seu propósito original era garantir a segurança dos objetos encontrados nas escavações ao redor de Atenas, no século 19, mas gradualmente ele se tornou uma importante instituição cultural e seu acervo foi enriquecido por objetos vindos de todo o país. Em suas galerias, mais de 20 mil itens são expostos, oferecendo ao visitante um panorama do desenvolvimento da civilização grega, desde o começo da Pré-História até o fim da Antiguidade. O museu tem sede em um imponente prédio de estilo neoclássico, construído no final do século XIX O espaço de exibição tem oito mil metros quadrados e cinco grandes coleções permanentes. Todos os anos, o museu recebe milhares de visitantes.

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Além de expor seus próprios tesouros, organiza exposições temporárias e empresta objetos para exibições na Grécia e no exterior. Também funciona como centro de pesquisa para cientistas e estudantes de todo mundo e participa de programas especiais de educação, com destaque para a visita guiada para pessoas com problema de audição. O Museu Arqueológico Nacional possui um rico acervo de fotografias e uma biblioteca com muitas publicações raras, além de laboratórios de conservação preparados para lidar com metal, cerâmica, pedra e materiais orgânicos. Como centro de pesquisa e estudos, o museu tem como propósito estudar e ensinar arqueologia, propagar o conhecimento arqueológico e cultivar a admiração pelas belas artes.


Igreja Católica Ortodoxa - Padras A Grécia é um pequeno país que abriga alguns dos lugares mais lindos do mundo, já que é banhada pelo Mar Mediterrâneo, mar Azul e de águas claras. Nela nasceram os principais ideais democráticos que encabeçam nossa liberdade atual, e ainda as primeiras artes como o teatro, nos gêneros de comédia e drama. O Monte Licabeto está localizado em Atenas, situada na região do Peloponeso, capital da Grécia, e tem a altura média de 277 metros acima do nível do mar. Este monte é o mais alto que há na capital, com vegetação em seu pico e ainda a Capela de São Jorge, construída no século XIX, além de restaurante e teatro. Na base do monte está o Bairro de Kolonaki, uma dos mais chiques e estilosos da cidade, com diversos restaurantes e boutiques.

Uma das dicas de viagem para Grécia é conhecer também a cidade de Pátras, que possui diversos pontos turísticos impressionantes, como: Porto de Pátras; Museu Arqueológico de Pátras; Teatro Apollon; Catedral Agios Andreas, entre outros. Esta pequena amostra de pontos turísticos na Grécia não deixa duvidas de que é um lugar extremamente valioso e interessante de se conhecer. Embora a Grécia tenha sido sempre um destino turístico popular, tem sido muitas vezes criticada por ficar atrás de outras nações da Europa Ocidental, em termos de infraestrutura turística. No entanto, esta foi muito melhorada desde os Jogos Olímpicos de Atenas, em 2004.

Monte Licabeto O Monte Licabeto é palco de várias lendas locais, devido à sua beleza e também à distância da cidade, que segundo o povo do lugar era refúgio de muitos lobos, o que afugentava qualquer tipo de visita. Daí a origem do nome: aquele morro que repleto de lobos, ou o local onde os lobos andam. Partindo da Mitologia Grega, o Monte Licabeto fora criado por Athena, quando esta caíra da montanha e carregava Pallene durante a construção da Acrópole.

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O Peloponeso é uma península extensa e montanhosa ligada ao sudeste da Grécia Central por uma estreita faixa de terra, o Istmo de Corinto. Limita-se ao norte com o Golfo de Corinto, a oeste com o Mar Jônio, a leste com o Golfo Sarônico e o Mar Egeu e, ao sul, com o Golfo da Messênia, o Golfo da Lacônia e a ilha de Citera.

As mais importantes regiões peloponésicas são, do norte para o sul: Acaia, Élida, Coríntia, Argólida, Arcádia, Messênia e Lacônia. Há três grandes ilhas próximas às costa: Cefalênia e Zacinto (noroeste) e Citera (sul). A Megárida, que compreende parte do Istmo de Corinto, é tratada aqui por conveniência.

Vista do Poloneso

Acaia e Élida A Acaia compreende o extremo norte da península, entre a encosta setentrional dos montes Erimanto e Cilene, ao sul, e o Golfo de Corinto; no extremo sul, em no limite com a Arcádia, ficava o famoso Lago Estínfale, drenado em tempos modernos. Nas pequenas, numerosas e férteis planícies encravadas entre as montanhas e o mar há vestígios de cidadelas e cemitérios do Período Micênico. Mais tarde as principais comunidades da região foram Patrai e a cidade de Hélike, sede de famoso santuário consagrado a Posídon.

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A Élida, situada no extremo noroeste do Peloponeso, é constituída por uma planície fértil, própria para pastagens e, nas terras altas, por florestas. Três rios irrigam a região: o Peneu, o Alfeu e o Neda; assim como na Acaia, a pluviosidade é bem maior que a de outras regiões gregas. Na Antiguidade os lugares mais famosos eram o porto de Cilene e as a cidade de Élis e Olímpia. No Altis, nome do bosque próximo de Olímpia onde ficava um famoso santuário dedicado a Zeus, eram celebrados os Jogos Olímpicos.


Arcádia

Coríntia e Megárida

A Arcádia se localiza no centro do Peloponeso e não tem contato direto com o mar; é constituída, basicamente, por um extenso e fértil platô, o planalto de Trípolis, próprio para a criação de animais, e por planaltos menores, como o de Megalópolis. Altas montanhas recobertas de florestas cercam a região, especialmente ao norte; as mais elevadas são o Monte Erimanto (2224 metros), o Monte Cilene (2376 metros) e o Monte Khelmos (2355 metros). O rio Alfeu corta a região em direção ao oeste. As comunidades arcádicas mais importantes foram a cidade de Tegéia, sede do santuário de Atena Aléia; Bassae, na encosta do Monte Licaion (1398 metros), onde se localiza o famoso templo de Apolo Epicúrio e as cidades de Mantinéia, Aséia e Megalópolis.

A Coríntia, localizada no extremo nordeste do Peloponeso, limita-se com a Acaia, a Arcádia, a Argólida e o Istmo de Corinto. A região é constituída, basicamente, pela fértil Planície de Corinto. A cidade de Corinto, a mais importante da região, ocupa posição estratégica na entrada do Istmo e, com isso, sempre controlou o acesso terrestre ao Peloponeso e teve acesso direto ao mar através do Golfo de Corinto. Outras cidades importantes na Antiguidade foram Sicíon e Ístmia; em Peracora, perto de Ístmia, havia um importante santuário dedicado a Hera. O Istmo de Corinto se estende no sentido sudoeste-nordeste. A Megárida é uma pequena região que abrange a parte leste do istmo e uma pequena planície situada a oeste da

Argólida A Argólida é uma grande península de forma triangular que forma o extremo nordeste do Peloponeso e avança dentro do Golfo Sarônico. A parte norte da região, separada da Coríntia por maciços de pedra calcárea, é constituída pela fértil Planície Argiva (de Argos), com cerca de 250 m2, irrigada pelos rios Ínaco e Erasino; a parte sul, por montanhas não muito elevadas, as Adheres, e por pequenos planaltos irrigados por numerosas fontes. A costa da parte sul tem excelentes portos. As comunidades mais importantes foram, na parte norte, Argos, Epidauro (sede de um celebrado santuário de Asclépio), Lerna, Midéia, Micenas, Náuplion, Tirinto e Trezena; na parte sul, a Caverna Franchti, Mases, Halieis, Hermíon e Metana, perto de um vulcão extinto de mesmo nome.

Lacônia A Lacônia, conhecida na Antiguidade por Lacedemônia, abrange toda a região sudeste do Peloponeso. Limita-se ao norte com a Argólida e a Arcádia, a oeste com a Messênia e ao sul e a leste com o Mar Egeu e a ilha de Citera. O terreno é montanhoso e compreende basicamente a planície do vale do Rio Eurotas, que corre em direção ao Golfo da Lacônia, ao sul.

Messênia A Messênia compreende a parte sudoeste do Peloponeso, separada da Lacônia pelo Monte Taígeto; limita-se ao norte com a Élida e a Arcádia e, ao sul e a oeste, com o Mar Jônio. A parte oeste do território, montanhosa e dominada pelo Monte Egaleu, é habitável apenas ao longo da costa. A área central e oriental é irrigada pelo Rio Pamisos.

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GASTRONOMIA

Trazendo desde a antiguidade particularidades na culinária, a Grécia fez com que vários de seus pratos predominassem em toda a Europa até os dias de hoje.

Vinho acompanhado de folhas recheadas com ervas e arros, juntamente com azeitonas, um belo prato típico grego.

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REFEIÇões diárias Para a primeira refeição do dia podemos citar o iogurte grego caracterizado por ser suave e encorpado. Pode estar acompanhado de frutas e coberto pelo delicioso mel produzido na Grécia. Sucos naturais também fazem parte desta refeição. Massas folhadas para tortas também fazem sucesso, e estão entre as especialidades. As tortas podem ter um único tipo de queijo como recheio, ou ter vários tipos do mesmo, como as “tiropitas”. Existe, por exemplo, a “spanakopita”, feita com recheio de spinafre, entre outras, como as que possuem um recheio doce. Um lanche rápido pode ter como base o “giros pita”, feito com carne de carneiro ou pernil; é temperado e fatiado. Pode ser servido

Iogurte grego.

no prato com salada e outros acompanhamentos, como por exemplo, cebola e iogurte. Pode também ser enrolado na “pita”, que é similar a um pão sírio. Assim, come-se com a mão, como um sanduíche. Já as sobremesas, geralmente são feitas no local de venda, e temos como exemplo: “loukoumádes”, que são bolinhos fritos, com mel e canela e “bougátsa”, que é um doce de creme ou queijo, com canela e açúcar. Podemos citar outros doces: “halvá”, “baklavás”, “kadaífi”. Há também o arroz doce, conhecido como “rizogalo” e a torta de leite, conhecida como “galaktobúreko”. Completando as sobremesas, temos as frutas como os figos, que estão por toda parte nas ilhas entre agosto e setembro.

Loukoumades.

Spanakopita.

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IGREDIENTES Típicos A Grécia é privilegiada através de sua posição geográfica próxima ao Mar Mediterrâneo e seu clima propício, ela produz ingredientes extremamente saborosos. Como exemplo é possível citar as frutas e hortaliças que amadurecem sem umidade e com todo o esplendor, agradam ao paladar de todos, e contam também com aromas únicos, muito intensos. Também são cultivados na Grécia: vagem, okra, pimentões e cebolas, além de outros exemplos. Para compor a alimentação básica, os gregos contavam com pães, leite, azeitonas e uvas. Entre os ingredientes utilizados na cozinha grega podemos mencionar: berinjela, ervilha, abóbora, pimentão, pepino, alho, arroz, quiabo e cebola. Porém, grão-de-bico e lentilha merecem destaque. Outros ingredientes como nozes e gergelim também aparecem em várias receitas. Utilizado também, principalmente nas regiões costeiras, é o peixe. Já o trigo é considerado o cereal básico, embora a cevada também seja comum. Outro ponto importante, é que a utilização de elementos doces e

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salgados é normal na Grécia. O limão também está presente em diversos pratos gregos, como por exemplo, no avgolemono, que é uma sopa popular no país, com sabor marcante e que tem como base arroz, ovos e limão. Há também o molho avgolemono, que também conta com a combinação de limão e ovos, é utilizado com vários tipos

de carne, embora devido à criação de cabras e ovelhas ser favorecida pelo terreno do país, pratos com carne, bovina, são raros. Utilizam mel em diversos pratos, visto que antigamente o açúcar não existia, e o mel fora a melhor alternativa para suprir a ausência do açúcar. É extraído do néctar de árvores frutíferas e cítricas, como limoeiros por exemplo. Há também o mel do tomilho, e o produzido a partir das pinhas que são originadas pelas árvores

coníferas. Não podemos esquecer o azeite de oliva, elemento antigo da culinária grega, responsável pelo toque especial de sua comida e que é produzido a partir das oliveiras, características da costa mediterrânea. Conforme descrito em publicações médicas em revistas de cardiologia, o consumo do azeite grego e de vinho em pequenas doses compõe uma alimentação preventiva às doenças cardíacas. Ervas e temperos são utilizados na culinária grega, mais do que em outras culinárias. Temos como exemplo, orégano, alho, cebola, folhas de louro, manjericão. Entre outros como, endro, menta, tomilho e funcho. É comum também a utilização de cravo e canela em receitas gregas, oriundas do norte do país. O sabor da comida grega costuma ser marcado pela utilização de noz-moscada.


o que experimentar nas ilhas da grécia?

Mel, um dos igredientes mais utilizados nas receitas gregas.

Não há nada melhor que se deliciar com peixes e frutos do mar recém-pescados, fritos ou grelhados, em uma taverna na praia ou em frente ao Prato de frutos do mar, com peixes e porto, com o Egeu brilhando temperos, muito apreciado nas ilhas. ao sol em sua frente. Nas tavernas das praias faça um aperitivo com octapodi (polvo) ao molho vinagrete e kalamarakia (lulas fritas). No almoço experimente a Barbúnia (trilha) e o Lavráki (robalo) ou , se preferir, os excelentes garides (camarões) e astakós (lagostas). Os camarões da ilha de Limnos e as lagostas da ilha de Fourni são os melhores. Nas cidades, escolha o polvo ou o peixe que vai para a grelha. Os ouriços do mar, dizem os gregos, são afrodisíacos. Difíceis de serem encontrados em Atenas, são servidos nas ilhas no horário do pôr-do-sol, temperados com azeite e limão, junto com outros mezédes e ouzo. Nada mais delicioso do que apreciar o imenso sol se pondo a sua frente, com paisagem de casinhas brancas e muitas flores, com esse aperitivo. Prato típico de frutos do mar.

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CURIOSIDADES

De onde vem o costume grego de quebrar pratos? Restaurante Azzolin

Ninguém sabe ao certo como o hábito surgiu, mas os especialistas dizem que ele já fazia parte da cultura grega há quatro mil anos. Uma das possíveis explicações seria o fato de os gregos antigos acreditarem que o barulho afastava os maus espíritos. “Mas, além disso, quebrar pratos é prova do desapego aos bens materiais”, diz a pedagoga Alexandra George Stavracas, diretora do Instituto Educacional, em São Paulo. Nos tempos modernos, a quebradeira também adquiriu sentidos mais simples, sendo usada para demonstrar apreciação do público por um cantor ou para animar um grupo de pessoas que estivesse dançando.

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Por volta da década de 1930, quebrar pratos havia se tornado uma prática tão comum que os restaurantes costumavam comprar cerâmicas especiais para serem espatifadas no final da noite. Hoje, porém, esse hábito é ilegal nos restaurantes, clubes noturnos e tavernas na Grécia. O tradicional costume foi substituído pelo ato de atirar flores.Tudo por causa da grande quantidade de pessoas que acabavam se ferindo com os pedaços de cerâmica quando a festa ficava muito animada.


Isso pra mim é grego!

Desde a Idade Média, o grego foi sempre visto como coisa difícil. Até hoje dizem: “Isso pra mim é grego, não entendo”, ou seja, “não percebo nada disso, não ligo”. Aceitar desafios, inovar, viver a diversidade, servem exatamente para incentivar a entender suas próprias atitudes e rever seus valores, criam situações que o ajudam a ver conexão entre ações e resultados, aumentando sua capacidade de superação. Isso é desfiar sua visão de mundo, desafiar a si mesmo, crescer. O que pra você é grego? Em 99% dos lugares que você vai, se você quiser ver o cardápio, você tem que pedir. Principalmente nas cafeterias. Todo mundo já sabe mais ou menos o que tem no lugar, e não varia muito de um lugar pro outro, então quando o garçom vem (este que está sem uniforme, vestido como uma pessoa normal, e você tem que conhecer a cara pra saber quem é na hora que quiser chamar, pois confundir algum outro cliente com o garçom é gafe total!!), ele já anota todos os pedidos (geralmente de cabeça!). Por falar nisso, aqui nas lojas e restaurantes quase todo mundo fala inglês, principalmente os jovens. E boa parte dos cardápios e avisos é também é escrita em inglês. E na hora de pagar, você deixa o dinheiro certinho na mesa e vai embora, sem precisar ir pra fila do caixa ou esperar o garçom! E ninguém tem medo de ser sacaneado, eles confiam que, se a pessoa saiu, ela pagou direito. A não ser que você precise de troco, daí você chama o garçom, e Cardápio restaurante Hellenikon

é a única vez que as pessoas levantam o braço pra chamá-lo. Pra sermos atendidos, temos que esperar o garçom vir (por mais que demore), e é deselegante chamar a não ser pra pagar. Parte boa: não tem 10% e não tem gorgeta!

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Andar na calçada na Grécia é coisa de turista! O normal é andar na rua mesmo, encostado nos carros estacionados, ou atravessar no meio da rua correndo, parar no meio de pista de mão dupla... Mas depois de um tempo, você percebe por que evitar as calçadas: o pavimento é quase sempre torto, com piso ondulado, algumas rachaduras, lixo, tangerinas podres caídas das árvores, cocô de cachorro... e muita gente! (provavelmente, turistas).

Caminhada pelas ruas gregas

Conforto e excelência no transporte público Transporte público TRAM

O transporte público é excelente! Existe um passe único pra qualquer tipo de transporte (ônibus, metrô ou TRAM), que é válido por 1h30min! Ou seja, você compra um ticket, valida ele numa máquina dentro ou fora do veículo (que coloca a hora e a data), e você tem 1h30mim pra rodar por aí em qualquer meio de transporte, quantas vezes quiser! E pra estudantes, a tarifa é só 0,50€, sem contar que você pode comprar um ticket semanal ou mensal, que ainda sai mais em conta! Além disso, embora às vezes esteja lotado de gente (e disso acho que nenhum país tem como fugir muito), o transporte público aqui é muito fácil, você fica pouco tempo esperando na estação,

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as rotas são simples, tudo é bem informado, e às vezes ainda é escrito e anunciado (metrô e TRAM) em inglês.


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ECONOMIA

Transporte público TRAM Partenon, grande ponto turístico de Atenas.

Como a Grécia se comporta em termos econômicos, um país rico em cultura movimentado pelos turistas de todo o mundo. HEMISPHERE GRÉCIA /// 5 3


O turismo é a atividade mais importante do setor, sendo responsável por 15% do PIB.

A economia dos gregos era de acordo com as possibilidades e condições geográficas, a metrópole exportava azeite vinho e artigos de cerâmica. As colônias forneciam madeiras, peles, metais, lãs e cereais. O relevo montanhoso era o obstáculo para as comunicações c omerciais isso fez com que pequenas comunidades surgissem.

Mosteiro da Santíssima Trindade

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A Economia da Grécia inclui-se entre as economias desenvolvidas. É capitalista do tipo misto, com grande participação do setor público (40% do PIB) e renda per capita de aproximadamente 2/3 daquela registrada nos principais países da Eurozona. A indústria responde por 17,9% do PIB e a agricultura por 3,3%, enquanto que o setor de serviços responde por cerca de 78,8%, com destaque para o turismo que gera cerca de 15% do PIB do país. Por outro lado, apresenta um déficit comercial constante, em 2009 as importações totalizaram 64 bilhões contra exportações de 21 bilhões.

A Grécia é um dos países que mais se beneficiaram da união dos países europeus. Obteve um crescimento de 3,3% em sua economia após a união e vem obtendo taxas de crescimento na casa dos 4% desde o ano 2000, excedendo em mais de 1% a média da União Europeia.

A população ativa é de 4,93 milhões de pessoas. Em 2006, 17% estavam no setor primário, 20% no secundário e 63% no terciário. Em abril de 2010, o governo socialista, eleito em outubro de 2009, pediu ajuda do Fundo Monetário Internacional (FMI) e da Zona Euro para enfrentar a crise. Em maio, anuncia um plano de austeridade, visando reduzir o deficit público. No setor primário os principais produtos são, o trigo, milho, cevada, açúcar de beterraba, azeitona, vinho, tabaco, batata, carne, tomate e banana; laticínios; pão, ovos e leite e no setor secundário as indústrias da Grécia estão ligadas aos setores de: têxteis, produtos metálicos, petróleo, gás.

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CAMINHOS MARÍTIMOS

As ilhas gregas merecem a fama que têm e são repletas de atrações turísticas. Não se pode generalizá-las: são muitas, e cada uma é única em cenário, história e encantos.

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A melhor época para se visitar as ilhas gregas é de abril até a primeira quinzena de outubro. Depois acaba a festa, tudo fecha e, em algumas ilhas gregas você não encontra viva alma nas ruas. Em agosto, entretanto, faz um calor excessivo, todas as ilhas estão entupidas de turistas e os preços disparam.

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M IK O N O S M ik on os é famos a e conheci da por suas bal adas. Mas se você busca um pouc o de paz , t ambém encontrará sossego na bel a i l ha. De luxuosos hotéis a charmosos albergues, a porção de terra mais famosa da Grécia agrada a todos os gostos e bolsos. Costumava ser odestino preferido de gays, mas hoje se caracteriza pela diversidade de público. Desde famílias inteiras a jovens mochileiros, a ilha encanta qualquer um. Saindo do porto de Pireus, o tempo gasto até a ilha é de cinco horas de ferryboat e três horas nos barcos rápidos.

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Mikonos, que significa “ilha branca”, pertence ao grupo das Cíclades – assim chamadas as ilhas que formam uma espécie de circunferência à volta de Delos, ilha sagrada dos gregos no Mar Egeu. Mikonos, a mais famosa das ilhas da Grécia, recebe visitantes há mais de meio século. As ruas estreitas formam uma espécie de labirinto. Os bem preservados moinhos acrescentam um sabor de cultura e costumes, ainda mais reforçados por museus e o histórico sítio arqueológico em Delos, pequena ilha sob a jurisdição de Mikonos, a apenas 2 km a oeste da ilha. O lugar é facilmente alcançado por meio de excursões diárias que partem do porto principal e de algumas das praias mais movimentadas. Chora é a capital e, logo ao chegar, seu imaginário do que é uma ilha grega tem as expectativas preenchidas: o mar azul de cor incrível, transparente, areia clara e peixes nadando à sua volta, além das típicas casinhas brancas de portas e janelas azuis. A vontade, muitas vezes, é ficar somente contemplando o visual. Ao desembarcar no porto, prepare-se para ser abordado por uma série de guias locais que oferecem todos os tipos de serviços possíveis: transporte para as praias da ilha, alojamento e pacotes de passeios para um dia. Caso

não tenha nada programado, aproveite para comparar os preços e checar o que cada serviço oferece. São comuns em todas as ilhas gregas ofertas desse tipo de serviço no desembarque dos barcos. A maior parte deles é confiável. De toda forma, o ideal é ter reserva efetuada em algum hotel, albergue ou “casas de locais” que são alugadas durante o verão – e que oferecem a infra-estrutura necessária, apesar de pouco conforto. A maior parte dos hotéis e albergues disponibiliza serviço gratuito de traslado que sai do porto ou do aeroporto. É importante checar esses detalhes na hora da reserva.

Uma curiosidade: os

albergues nas ilhas se assemelham às pousadas brasileiras. Os banheiros não são compartilhados, o café da manhã é incluso em alguns deles e os melhores têm ainda uma piscina para relaxar no final da tarde.

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pr a i as em mik onos A diversidade e a quantidade de praias em Mikonos são suas principais características. Vale a pena alugar uma motoneta ou um carro para poder explorar as praias mais escondidas e desertas. A diversidade e a quantidade de praias em Mikonos são suas principais características. Vale a pena alugar uma motoneta ou um carro para poder explorar as praias mais escondidas e desertas. Há opções para todas as idades e gostos. A Praia de Elia é a mais longa e povoada da ilha. As dezenas de guarda-sóis, cadeiras ou espreguiçadeiras espalhadas por toda a extensão da areia são disputadas pelo grande número de turistas no verão – e são pagas. É importante sempre checar com antecedência o preço de cada item para evitar abusos. A Praia Platys Gialos é o destino preferido das famílias que vão visitar a ilha por sua excelente infraestrutura turística. Como de praxe por lá, a fantástica cor do mar pode ser observada no alto do caminho que leva à praia. Sempre movimentada, conta com bons restaurantes – e os guarda-sóis e espreguiçadeiras também podem ser alugados. Outra praia “familiar” é a Agios Stefanos, que fica ao norte da cidade. Se você quer paz e tranqüilidade, também vai encontrar em Mikonos: algumas boas opções

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são Agrari, Ftelia, Panormos e Angios Sostis. Apesar de menos concorridas, todas oferecem um barzinho ou restaurante para beber e comer algo. Uma boa dica é perguntar aos locais se há ainda outras belas praias na região. Eles explicam como se chega lá e você pode descobrir a praia dos seus sonhos. Agora, se quer entender por que Mikonos é famosa por suas baladas, então o seu destino deve ser a Praia Paradise. A mais popular da ilha tem a origem do nome nos hippies e mochileiros que a descobriram na década de 1960. Como em outras, o nudismo é permitido. Essa bela praia de grande extensão oferece infraestrutura voltada para o público jovem, com festas que duram o dia todo. As baladas na beira da praia lembram um pouco aqueles hotéis de Porto Seguro (BA), com música alta, muita gente bonita e agitação. As praias Paraga e Super Paradise também agradam aos festeiros. A última é a única das três que não tem boas opções de acomodação.


Praia Platys Gialos

Praia Super Paradise

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O QUE VOCÊ NÃO PODE PERDER EM MIKONOS Aproveite para visitar uma das 360 igrejas que existem em Mikonos. Uma missa típica da Igreja Ortodoxa Grega é diferente e bonita de ser vista pelo menos uma vez. A Igreja de Parapotiani é linda e merece uma olhadinha. Se quiser fugir das ruas mais movimentadas, vá até Ano Mero, que fica a 8 km do centro de Mikonos. Uma pracinha cercada por restaurantes e com famílias passeando – lembra um pouco uma cidade do interior brasileiro. Os simpáticos e hospitaleiros donos dos restaurantes criam um clima agradável para você degustar a deliciosa comida que lá é servida e por um preço razoável. Sentar embaixo daquelas árvores, acompanhado de um bom vinho típico, pode ser a melhor opção para uma noite calma e romântica. O centrinho da ilha, em Chora, também deve ser visitado, já que é servido pelos melhores restaurantes e lojas de artesanato e de roupas, entre outros. O point preferido dos turistas

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costuma ficar lotado nos meses de julho e agosto. Há muita gente bonita e italianos por todos os lados. Você pode jantar nos arredores do porto e ir para algum clube ou boate ali próximo mesmo. Se busca algo mais sofisticado, não deixe de freqüentar os bares ao redor da Enaplon Dinameon, como o Celebrities ou o Aroma.


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S AN TORI NI

a ilha na cratera de um vulcão Santorini forma com Mikonos a dupla das ilhas gregas mais conhecidas entre as Cíclades. Com uma beleza única e diversa, é parada obrigatória para quem vai à Grécia. O exuberante mar azul se mistura com as imponentes montanhas de origem vulcânica. Tudo isso se completa com o famoso pôr-do-sol em Oia.

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é necessário algum tipo de transporte. Logo na saída do porto, há agências para aluguel

Da mesma forma que em Mikonos, o fluxo de barcos com destino a Santorini que saem de Pireus é intenso e com horários variados. No barco noturno, o percurso dura cerca de 11 horas, pois pára de ilha em ilha. Se prepare para a viagem caso vá de classe econômica: as cadeiras são extremamente desconfortáveis e o ar-condicionado pouco funciona. Mas há três ou quatro opções de barcos velozes diários, que demoram somente quatro horas. O preço também é bem diferente. Santorini e as ilhas em volta são fruto de sucessivas erupções de vulcões submersos. A primeira teria ocorrido há cerca de 80 mil anos e deu origem a uma ilha circular. A segunda, datada de 1.450 a.C., criou uma grande cratera no centro dessa ilha e foi a razão da formação do arquipélago que tem Santorini como a maior porção de terra. A principal vila é Thera (ou Fira), também centro turístico. Belas praias são encontradas em Perissa,

Kamari, Perivolos, Vlihada e Red Beach. Em Perissa, Fira e Oia você encontra toda a infraestrutura necessária. Hotéis, albergues, restaurantes, mercados e farmácias, além de agências de turismo que organizam os passeios existentes. Semelhante a Mikonos, os turistas são abordados por guias locais na saída do porto, que oferecem acomodações, transporte e passeios. Há ônibus que ligam as duas partes da ilha. Fira (com vista para caldeiras vulcânicas) fica de um lado e Perissa (região das praias) do outro, mas para se chegar a ambos os lados

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gum tipo de transporte. Logo na saída do porto, há agências para aluguel de motoneta e carro. Vale a pena para se chegar às praias mais distantes, já que o transporte público é demorado. Há uma série de bares e restaurantes na orla de Perissa que oferece os mais variados tipos de comida, a preços diversos. Os guarda-sóis e espreguiçadeiras estão presentes em toda a extensão da praia e, a princípio, devem ser pagos. Mas tente pechinchar coma garçonete alegando que irá consumir algo no bar, que não sabia que era pago... e dessa forma pode conseguir um bom desconto. Ao circular pela ilha de um lado para outro, tenha na máquina fotográfica um cartão de memória de grande capacidade: a vista é lindíssima e única. Um exemplo é o pôr-dosol em Oia, tido como um dos mais belos do mundo, em que o azul do mar e as belas casinhas brancas gregas compõem o “quadro” de um tom laranja avermelhado. As “vagas” para assistir ao crepúsculo são disputadíssimas. É bom chegar cedo para conseguir um lugar estratégico. Há bares em que se pode sentar, acompanhado de um bom vinho, e assistir ao espetáculo. Mas ficam logo lota-

dos. Ao final, todos batem palma para agradecer à natureza pelo presente que acabaram de receber. Em Santorini, há mais de 250 igrejas com cúpulas e portas azuis. Uma das mais belas é a Anastasis, em Oia (pronunciá-se “ía”), uma vila charmosa e chique. Butiques, hotéis luxuosos, lojas que vendem roupas de estilistas locais e jóias de prata, além de simpáticos e coloridos bares e restaurantes, espalham-se pelas estreitas vielas.

A Praia de Perissa é uma das mais populares da ilha e as areias negras revelam sua origem vulcânica. Para entrar no mar é necessário um bom par de chinelos ou HEMISPHERE papete, GRÉCIA /// já6 8que as pedras estão presentes em toda a parte.


RUMO AO VULCÃO Há vários passeios de um dia que podem ser feitos nos arredores de Santorini. O mais conhecido deles é o que visita a caldeira vulcânica. Fique atento ao comprar as excursões, pois a diferença de preço pode ser até três vezes maior. Os hotéis e albergues costumam vender os passeios, mas opte pelas agências organizadoras que estão espalhadas pelas ruas das principais vilas. O passeio é lindíssimo e vale a pena fazê-lo. O tour é uma excelente opção para quem deseja visitar todos os importantes pontos turísticos de Santorini em um dia. A partir do antigo porto de Fira, a primeira parada será para conhecer a cratera de Nea Kameni. Prepare as pernas, pois o percurso até o topo das montanhas vulcânicas é um pouco longo. Não esqueça o protetor solar e um boné ou chapéu. A vista é incrível e você ainda observa a cratera pela qual ocorriam as erupções no passado. De volta ao barco, o próximo destino são as águas quentes do Palea Kameni, onde é possível nadar. Acredita-se que a lama que fica no fundo das águas é medicinal e muitos se arriscam a fazer uma máscara no rosto por alguns minutos. Em seguida, a ilha de Thirassia é a próxima parada para almoço, banho de mar e visita à vila de Manolas. O passeio termina no porto de Oia. Lá você pode se decidir

entre continuar a viagem pelo navio ao porto de Fira ou ficar em Oia para visitar a vila e apreciar o famoso pôr-do-sol. A subida para a vila pode ser feita a pé ou montado em mulas. Os animais sobem os quase 600 degraus com os turistas no lombo, ajudando os mais preguiçosos e dando um pouco de aventura ao passeio. De toda forma, o preço do percurso, que dura cinco minutos no máximo. A subida a pé também pode se transformar em um belo passeio, sem pressa, com fotos tiradas em todos os mirantes. O dia se completa com o espetáculo do pôr-do-sol em Oia. De lá, partem os ônibus que levam de volta à porta da agência de turismo.

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Pertence ainda à Grécia a histórica ilha de Rodes, perto da Turquia, ponto de encontro dos cruzados na Idade Média, quando foi ocupada pelos cavaleiros da Ordem de Malta. O centro histórico de sua maior cidade, também chamada Rodes, é extremamente bem conservado: rodeado por muralhas, tem antigas casas, praças, mesquitas e sinagogas em ruas de pedra. Na rua dos Cavaleiros, ainda existem as hospedarias que abrigavam os que partiam para as Cruzadas. O palácio dos Grãos-Mestres, também medieval, foi restaurado (e infelizmente um pouco “alterado”...) por Mussolini, que ocupou Rodes durante a Segunda Guerra Mundial. Na entrada do porto de Rodes, onde supostamente ficava o lendário Colosso, uma das sete maravilhas do mundo, há, hoje, as famosas estátuas da corça e do cervo. A cidadez-

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inha de Lindos, também em Rodes, tem duas grandes atrações: o templo de Diana, erguido pelos gregos no cume de um rochedo, e a baía de São Paulo, uma minúscula praia de águas azul-esverdeadas, cercada por falésias, cuja saída para o mar é tão estreita que dá a ilusão, para quem vê de longe, de ser uma lagoa.


Sem trocadilho, ambos são realmente lindos! De Rodes saem, todas as manhãs, barcos para várias ilhas próximas. A mais simpática é Symi, cujo pequeno porto fica em uma bonita baía cercada por casas e prédios de tons pastéis em estilo neoclássico.

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C O RFU “ Q u a n to m a i s e u v e j o d e s s e l u g a r, m a i s e u s i n to q u e n e n h u m o u t r o l u g a r n a Te r r a p o d e s e r m a i s c h e i o d e be l ez a ” , e s c r e v e u E d w a r d L e a r e m 1 8 6 3 p a r a d e s c r e v e r a i l h a d e C o r fu .

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Com o passar do tempo, a ilha pode ter mudado, mas ainda podemos sentir o espírito de um passado longínquo e glorioso. Sua rica herança multi-cultural , seus monumentos históricos, a sua magnífica paisagem natural, suas águas cristalinas, e seu excelente clima durante todo o ano, explicam porque Corfu é um dos destinos mais cosmopolitas do Mediterrâneo, tecendo um poderoso feitiço sobre seus visitantes. Corfu (Kerkyra), ao contrário do resto da Grécia, nunca caiu sob a opressão Otomana. Devido às sucessivas dominações dos Venezianos, dos Franceses e dos Britânicos, ao longo dos séculos, a ilha tem tornado-se principalmente parte do Ocidente, em vez do mundo do Levante. Sua cultura exerceu forte influência na cidade: foi aqui que a primeira Universidade Grega (a Academia Ionîca), a primeira Orquestra Filarmónica e a primeira escola de Belas Artes foram fundadas. Na bela e muito bem preservada Cidade Velha de Corfu, um património mundial da UNESCO, um “repertório” renascentista, barroco e clássico veio a ser aplicado com sucesso, em tradições artísticas locais. Palácios, fortalezas, austeros edifícios públicos do Estado Veneziano dominam exclusivamente com linhas de lavagem secagem, em vielas minúsculas e pequenas praças isoladas. Passeando por um complexo de estreitas ruas de paralelepípedos, comescadas e passagens abobadadas, o chamado “kantoúnia”, dá a sensação de se viajar para Gênova ou Nápoles.

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DESCOBRA OS LUGARES MAIS BONITOS DA CIDADE DE CORFU CAMINHANDO ATRAVÉS DE: SPIANADA A maior praça dos Balcãs, é o centro da cidade, decorada com notáveis obras da arquitetura francesa do século 19. Pode se assistir aos jogos de cricket, ou participar de concertos musicais organizados durante todo o ano.

LISTON Marca registrada da cidade, onde os aristocratas gostavam de passeiar a noite. As características arcadas formam um cenário mais romântico para uma xícara de café de boas-vindas em um dos acolhedores cafés da cidade.

OS SUBÚRBIOS INTELIGENTES Mandoúki, Garitsa e Sarókos.

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AS MAIS IMPORTANTES PONTOS DA CIDADE, ELOQUENTES TESTEMUNHOS DA SUA RICA HISTÓRIA: VISITE UM DOS FASCINANTES MUSEUS DA CIDADE:

A impressionante Fortaleza Velha do secúlo 15, bem como a nova Fortaleza. O Palácio de São Miguel e de Jorge na parte norte da Spianada, construídos durante a ocupação Inglesa. Um número considerável de igrejas. A mais imponente é a Catedral da cidade,a Igreja de São Spyridon, santo padroeiro da ilha, cujas relíquias estão aí guardadas. A torre do sino da igreja, imensamente alto, certamente lembra a de San Giorgio dei Greci em Veneza. Quatro procissões anuais são realizadas todos os anos, durante o qual o corpo de São Spyridon é carregado pelas ruas da cidade (no Domingo de Ramos e de Páscoa, em 11 de abril e no primeiro domingo de Novembro). Todas as bandas filarmónicas da cidade acompanham as procissões criando um imponente e notável espetáculo.

O Museu de Arte Asiática, único de seu tipo foi fundado em 1927após a doação de 10,500 itens por Gregorios Manos. Até 1974 era um museu de arte Chinesa e Japonesa, mas depois foi enriquecido com outras coleções particulares. Está localizado no Palácio de São Miguel e George. Museu Arqueológico, onde se pode admirar importantes achados do templo de Artemis e de escavações da antiga cidade de Corfu. Museu Bizantino, está situado na Igreja da Virgem Maria Antivouniotissa e abriga uma interessante coleção de ícones e itens eclesiásticos, do secúlo 15 ao século 19.

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ESTES QUATRO LUGARES LO- ACHILLEION CALIZADOS A VOLTA DA CIDADE DE CORFU COSTUMAVAM SER OS FAVORITOS DOS ARISTOCRATAS: MON REPOS PALACE Foi construído pelo Comissiónario Inglês Adams como presente para a sua esposa de Corfu. É um pequeno, mas belo palacío com elementos coloniais, que hoje em dia opera como um museu. Nesta luxuosa residência, nasceu o Principe Filipe, Duque de Edimburgo e marido de Isabel II. O parque á volta do palacío é ideal para longos e românticos passeios.

KANÓNI Oferece do seu terrace circular uma vista impressionante sobre a ilha de Pontikoníssi (significa a Ilha dos ratos), um dos mais fotografados lugares de Corfu! De acordo com a lenda, este ilhote pedroso era um navio Feácio que se tornou em pedra.

PALEOPOLIS Ergue-se onde a Ágora da cidade antiga de Corfu era localizada. Pode se admirar os vestígios de vários edifícios públicos instalados lá junto com santuários, oficinas e residências.

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Achilleion é um palácio de fadas construído entre os ciprestes e as murtas pela Imperatriz Elisabeth da Áustria, que desejava escapar da vida na corte Austríaca. Elisabeth realmente se apaixonou com a ilha, e dedicou este palácio a Aquiles como ela acarinhava a crença de que ele representava a própria alma e justiça da Grécia. A ilha onde Ulisses encontrou a princesa Nausica em uma das cenas mais célebre da Odysseia de Homero, é um destino mágico ao longo do ano: eventos musicais coloridos, festas culinária, festas religiosas, celebrações de carnaval – conhecidas pelas suas profundas influências Venezianas , e mais alegre Páscoa da Grécia formam um delicado mosaico de experiências.


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PRODUTOS TÍPICOS

O clima seco e solo árido garantem à Grécia os melhores azeites do mundo.

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Plaka é um bairro charmoso, a área mais antiga da capital grega, que fica a dez minutos a pé de Acrópole. Tem ruas estreitas de pedra e paralelepípedo. A maioria exclusiva para pedestres. Mas, se há poucos carros circulando, há que se ter atenção com as motos. Os gregos são tarados por elas. E por velocidade. Plaka é o centro de Atenas desde a Antiguidade e exibe construções até do século II a.C. Mas a maioria dos edifícios é dos séculos XVIII e XIX. Há dezenas de lojas. Calçados, roupas, artesanato e produtos típicos. Doces, vinhos, frutas secas e azeites.

Comércio de Plaka

Azeites gregos. Esse deve ser um capítulo à parte numa visita à Grécia. Os azeites de Creta estão entre os melhores do mundo. E não há como sair de Atenas sem uns dois, três, cinco vidros de azeite. O clima seco e o solo árido garantem uma produção de 95% de azeite extravirgem. Você vai precisar de uma ajuda do vendedor para saber qual azeite escolher. Mas prefira sempre os de Creta. E, com os vidros de azeite na mochila, duas e meia da tarde, é hora de procurar um restaurante. Azeite de Oliva O calor faz com que as ruas e becos estejam quase vazios. Todos fugindo do sol. Geralmente escolhem o Psaras. É uma taverna com comida típica da Grécia. Mas há menu em grego e inglês. Os garçons são simpáticos. Logo trazem para a mesa uma porção de tzatizik. É um antepasto à base de iogurte natural, azeite de oliva, pepinos, sal e pimenta-do-reino branca costumeiramente é servido com pão grago . É refrescante. Delicioso. Tzatizik - Prato típico grego

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VINHOS GREGOS

Segundo a História, as vinhas e o vinho apareceram pela primeira vez na Grécia, por volta de 4000 A.C.. Dionísio, filho de Zeus, era o deus da vegetação e do vinho e era adorado com festas e eventos em várias ocasiões. Existem descrições detalhadas de processos de produção de vinho em inscrições que datam de 2500 a.C.. A mais antiga prensa de vinho do mundo foi conservada na ilha de Creta onde foram encontradas gravetos de parreira em túmulos muito antigos. Na Ilíada, Homero também descreve muitas cidades e regiões da Grécia como produtoras de vinho e elogia as suas tradições na produção desta bebida. Na Grécia Antiga, o vinho era utilizado não só como bebida, mas também como medicamento. Era servido em copos de várias formas e tamanhos, cada um com um nome diferente. Vasos como as ânforas eram utiliza-

para servir o vinho no Symposium. As Kratiras eram vasos largos, de excelente qualidade, usadas para armazenar o vinho. Uma das mais magníficas e também das mais bem conservadas, está exposta no Museu Arqueológico de Thessaloniki. Na Grécia são cultivadas cerca de 250 variedades de uvas em quase todo o continente e ilhas, de norte a sul, de leste a oeste. Os bons vinhos gregos são de excelente qualidade e considerados dos mais fascinantes da atualidade. São elegantes, com muita personalidade e têm encantado os enólogos de todo o mundo. As uvas autóctones conferem uma tipicidade única ao vinho grego, sendo a Agiorgitiko seu melhor exemplo. Os vinhos desta uva plantada principalmente em Neméa, no Peloponeso, têm um esplendoroso bouquet, paladar rico e intenso, semelhante ao Merlot, e aveludado no palato.

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Um bom exemplo de vinho desta uva é o Epilegmeni Nemea 1997. No norte da Grécia encontram-se muitas áreas de produção de vinho tinto: Naussa, Goumenisa, Amynteo, Siatista e Xalkidiki. Algumas das variedades produzidas na Macedônia são Xynomavro, Mosxomavro e Athiri, produzido nas vinhas do Monte Athos, sendo a Xynomavro muito estruturada e considerada uma das melhores da Grécia. Além disso a Grécia ainda planta as uvas Syrah, Cabernet e Merlot para a elaboração de muitos vinhos tintos. O Merlot 1997 da Ktima Kir Gianni, de Naussa, é um dos melhores vinhos já produzidos na Grécia. Alguns dos vinhos produzidos nas ilhas Creta, Paros e Rodes são, também, muito consumidos.

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Merlot 1997 da Ktima Kir Gianni

Existem vinhos brancos secos muito bons, especialmente os produzidos nas ilhas Kefalonia (Robola), Limnos e Santorini; desta última ilha, alguns vinhos são premiados na Europa e têm um paladar diferenciado por serem produzidos a partir de uvas assyrtico, de toque cítrico e maravilhoso frescor, com muita acidez, além das atiri e aidani, todas cultivadas em solo vulcânico. Outras uvas utilizadas para fabricação de vinhos brancos são a moschofilero, com aroma de rosas e a malagousiá, de sabor muito rico, além das conhecidas sauvignon blanc e chardonnay. Em Santorini produz-se também o Vin Santo, semelhante ao italiano, sendo um vinho tinto adocicado que deve ser tomado como aperitivo ou após a refeição, sempre bem gelado e de preferência a beira mar. Entretanto o vinho mais apreciado pelo povo grego, muito consumido no verão, é o “retsina”, feito com adição de resina de pinheiro ao vinho branco durante a fermentação, muitos deles de fabricação caseira. Quando fresco é suave e parece um vinho branco leve, apesar da maior graduação alcoólica. Tem um paladar único, bastante diferenciado, fornecido pela resina da madeira e refrescância.


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MODA

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A beleza e o asseio eram para os gregos qualidades humanas essenciais. Assim, o vestuário era simples, mas de acentuado valor estético. Compunha-se essencialmente de roupas de linho no Verão e de lã no Inverno, vestindo as mulheres mais abastadas sedas orientais. Estas peças podiam ser compradas na ágora ou confeccionadas artesanalmente pelas mais pobres. Essencialmente, a cor predominante era o branco, embora algumas fossem tingidas de púrpura e violeta.

Vestimentas gregas femininas

A indumentária feminina compunha-se essencialmente do peplo, manto preso por duas fíbulas, feito com dois rectângulos de tecido, usando-se longo até aos pés. Outra peça indispensável era o quiton, túnica feminina presa com cinco ou oito fíbulas. Era considerada a veste mais importante e era um rectângulo de tecido colocado no corpo, sendo seguro nos ombros e por baixo dos braços com uma das laterais abertas e outra fechada. Nos ombros era seguro com broches ou agulhas e na cintura era amarrado por um cordão ou cinto. O exômis, manto feito com um rectângulo de tecido atado apenas num ombro, com barras decorativas, era usado essencialmente para segurar os seios, existindo também com esta finalidade uma faixa de tecido, chamada strphion.

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Quanto ao calçado andava-se descalço em casa. Quando saíam, os gregos usavam sandálias, as krêpis, simples sola amarrada com correias, que deixava livre a parte superior do pé. As mulheres usavam sandálias de diferentes tipos, essencialmente de couro, ornamentadas com cuidado e elegância e pintadas com atraentes cores. Jóias, sobretudo de ouro e prata e muito trabalhadas eram atributos das mulheres mais ricas.

Penteados gregos

krêpis - Sandália grega

Os cabelos e os diferentes tipos de penteado, longos e encaracolados, eram muito apreciados pelas gregas, surgindo pela primeira vez na ilha de Creta, em 4000 a.C. o rabo-de-cavalo. Os cosméticos, óleos, pomadas, graxas e loções eram usados para dar brilho, sendo os cabelos loiros raros e admirados pelas mulheres e, naturalmente, pelos homens.

Talvez nada no mundo da moda tenha mudado com tanta freqüência através dos séculos quanto o estilo dos cabelos. Desde a antigüidade, tanto homens quanto mulheres, têm demonstrado grande preocupação com a saúde e beleza dos cabelos.

Penteados gregos atuais

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A evolução da

moda grega

Na Grécia Antiga criou-se o critério clássico de beleza: a harmonia pela simetria entre os lados esquerdo e direito do indivíduo. Para eles era mais importante o valor estético do que o erotismo. Estes tinham como constante nas vestimentas, decorações de origem arquitectónica e isso reflecte-se no corte retangular das roupas. A população grega utilizava uma túnica ornamentada com este corte. Os materiais Ensaio fotográfico uma modelo grega. mais utilizados nade elaboração desses mesmos trajes eram a lã artesanal, o linho e em algumas ocasiões a seda. A vestimenta principal era o Quiton, um rectângulo de tecido que se assemelha a uma túnica colocada no corpo, presa nos ombros e debaixo dos braços. Sobre os ombros era presa com broches ou agulhas de nome Fíbula e na cintura por um cordão ou cinto. Esta era bastante longa chegando, nos adultos, a bater no tornozelo e, no caso dos mais jovens, até aos joelhos. A vestimenta feminina era ligeiramente diferente da masculina. Resumia-se a um tecido rectangular, continha cordões ou correias ao nível da cintura como decoração e eram bastante decotados.

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Como vimos, o vestuário era parte integrante do ideal de beleza para a mulher grega. Razão tinha a estilista francesa Alix Grés quando afirmou que o vestuário da Grécia antiga foi o que mais influenciou a moda actual.

Influência grega na moda atual

Paris Hilton e Isabel Lucas e a moda grega Jessica Alba - vestido Inspirado na Moda Grega

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MODA ESPORTES

Por mais de mil anos, os gregos disputaram competições esportivas que inspiraram as Olimpíadas modernas como forma de se manterem alerta e preparados para as guerras. HEMISPHERE GRÉCIA /// 8 6


Festivais de honra a Zeus viram espetáculo moderno

A idéia de um festival esportivo nos moldes das Olimpíadas surgiu na Era Antiga, aproximadamente 2500 a.C., quando os gregos realizavam festivais em honra a Zeus. Conta a lenda que os Jogos foram criados por Hércules, que plantou a oliveira de onde eram retiradas as folhas para a confecção da coroa dos vencedores. O termo olímpico, chegaria quase dois mil anos depois. Em 776 a.C., quando os nomes dos vencedores começaram a ser registrados, Ifitos, o rei de Ilia, fez uma aliança com Licurgo, monarca de Esparta, e Clístenes, rei da Pissa. O acordo foi selado no templo de Hera, no santuário de Olímpia, surgindo assim o nome Olimpíadas. Esse tratado estabeleceu uma "trégua sagrada" em toda a Grécia enquanto os Jogos eram realizadas. Essa trégua era respeitada à risca. Na Guerra do Peloponeso, oponentes teriam parado o combate, competindo lado a lado e só após a declaração dos vencedores olímpicos, resumido a guerra. A vitória nos Jogos Olímpicos consagrava o atleta e proporcionava

Templo de Zeus, um dos símbolos das Olimpíadas.

a ele uma recepção de herói no retorno à sua cidade de origem. Na Olimpíada de 776 a.C., uma forte chuva desabou sobre Olímpia, limitando as competições a uma corrida pelo estádio. Dessa forma, após a única prova, foi conhecido o primeiro campeão olímpico: o cozinheiro Coroebus de Elis, vencedor de uma corrida de 192,27 metros. Após a primeira Olimpíada, ficou acertado que os Jogos seriam realizados a cada quatro anos, durante os meses de julho ou agosto. Aos poucos, o número de competições foi aumentando, até chegar a dez eventos no quinto século antes de Cristo: corrida, pentatlo, arremesso de disco, salto em distância, lançamento de dardo, luta, boxe, pancrácio, corrida de bigas e corrida de cavalos, tudo em cinco dias. Podiam competir gregos que fossem cidadãos livres e nunca tivessem cometido assassinatos ou outros crimes.

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Ritual da tocha olimpica, em Olimpia.

Excluídas, mulheres disputavam a Heraea Com exceção das sacerdotisas de Dêmetra, apenas os homens podiam assistir às disputas. Pouco antes dos Jogos Olímpicos, as mulheres, usando cabelos soltos e túnicas curtas e competindo no mesmo estádio de Olímpia, participavam de uma outra competição, a Heraea, em homenagem à Hera, mulher de Zeus. A decadência dos Jogos Olím-

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picos da Era Antiga começou em 456 a.C., quando os romanos invadiram e dominaram a Grécia. O espírito original de integração foi aos poucos sendo deixado de lado e as disputas, antes cordiais, passaram a ser encaradas como combates. A última Olimpíada da Era Antiga foi disputada em 393 d.C., quando o imperador Teodósio I proibiu a adoração aos deuses e cancelou os Jogos. Desde 776 a.C. foram realizados 293 Jogos. A celebração dos Jogos Olímpicos ficou adormecida por 1500 anos. Em 1896, graças aos esforços do francês Pierre de Coubertin foram realizados os primeiros Jogos Olímpicos modernos, na Grécia.


modalidades olimpícas surgidas na grécia

Corrida de 100 metros, Olimpíadas de Atenas, 2004.

lançamento de disco É uma modalidade muito antiga, documentada em relatos míticos. Nas competições, o peso do disco variava conforme a categoria, cujos critérios de classificação eram a força e o peso dos atletas. Os discos, inicialmente de pedra e depois de metal, eram redondos, chatos e bem polidos. Pesavam em média 5 quilos e tinham 21 cm de diâmetro. Para torná-los mais aderentes

às mãos, era permitido gravar neles círculos ou figuras. O lançamento era feito de um ponto determinado e o local onde o disco caía era marcado com uma estaca, para confrontar-se os diferentes resultados. Vencia a competição quem lançasse mais longe. Há um recorde registrado de 29,28 m de distância.

lançamento de dardo O dardo, arma corrente na caça e na guerra, media aproximadamente 1,70 m e era da grossura de um dedo, mas o usado nas práticas esportivas e nas competições não tinha ponta, a fim de evitar-se acidentes. Além disso, o dardo possuía um lastro na extremidade e, no seu cen-

tro de gravidade, um propulsor em forma de cordão de couro de aproximadamente quarenta centímetros. Esse cordão era enrolado ao longo do cabo e terminava por um anel, no qual o atleta introduzia o dedo indicador. Ao ser ativado, o propulsor imprimia ao dardo um movimento de rotação, potencializando seu alcance. Algumas pinturas de vasos

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sugerem também que o dardo podia ser usado numa prática de “tiro ao alvo”: traçava-se um círculo, à distância desejada, devendo o atleta fazer o dardo cair dentro dele.

pancrácio Essa modalidade só entrou no currículo olímpico em 648 a.C. O pancrácioera usado como base do treinamento de luta dos soldados. Historiadores relatam diversos tipos de pancrácio, incluindo formas de luta no solo, lembrando aspectos de artes marciais.

luta livre Na Grécia, ganhou regras para a Olimpíada, lembrando o esporte autal. Os lutadores ganhavam pontos por jogar o oponente de costas no chão e um combate terminava na terceira queda.

corrida de cavalos Esporte aristocrático, disputado em hipódromos como o de Olímpia. Com várias modalidades disputadas sobre cela, as corridas de cavalo são as únicas que previam a disputa feminina.

boxe

A modalidade chegou aos Jogos da Antiguidade 688 a.C. Os lutadores treinavam com luvas protegendo as mãos, mas lutavam com tiras de couro duro, para causar mais danos aos adversários durante o combate.

Representação da luta grega, conhecida como pancrácio, influenciou nas artes marciais.

corrida de bigas O hipódromo de Olímpia era gigante e podia abrigar até 60 bigas correndo ao mesmo tempo. As corridas tinham duas variáveis, com bigas puxadas por dois ou quatro cavalos.

Representação da luta livre, que influenciou o boxe, pintura em vaso, da Grécia Antiga.

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Corrida Primeiro e mais nobre esporte das Olimpíadas da Era Antiga, começou com o “stadium”, em que os atletas corriam nus uma distância do estádio (192,27 m) de Olímpia. Até a 13a edição, em 728 a.C, foi a única competição disputada. Representação da corrida grega, pintura da Grécia Antiga sobre vaso.

pentatlo Era considerado o evento mais importante dos Jogos e seus vencedores eram coroados campeões olímpicos. Eram disputados salto em distância, arremesso de disco, lançamento de dardo, pancrácio e corrida. Caso o atleta vencesse três das cinco disputas era considerado o campeão.

salto em distância Cada atleta competia com pesos nas mãos, usados para aumentar o momento do salta. No impulso, o saltador balançava os pesos para frente, acumulando energia. Durante o salto, voltava a balançar os braços para frente, para tentar ampliar o voo.

No final, movendo o braço, o atleta mudava seu centro gravitacional, para se esticar e potencializar sua marca.

Stadium em Olimpia, onde ocorriam as disputas de corridas, na Grécia Antiga.

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HISTÓRIA

A Grécia até hoje influencia o nosso cotidiano, seja pela filosofia, pelas artes, pela matemática ou pelo teatro, esse país foi uma grande referência para nossa história.

A importância de se conhecer a Grécia da Antiguidade (que se desenvolveu entre 2000 a.C. e 500 a.C.) é que a herança de sua cultura atravessou os séculos, chegando até os nossos dias. Foram influências no campo da filosofia, das artes plásticas, da arquitetura, do teatro, enfim, de muitas ideias e conceitos que deram origem às atuais ciências humanas, exatas e biológicas. No entanto, não podemos confundir a Antiguidade grega com o país Grécia que existe hoje. Os gregos atuais não são descendentes diretos desses povos que começaram a se or-

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ganizar a mais de quatro mil anos atrás. Muita coisa se passou entre um período e outro e aqueles gregos antigos perderam-se na mistura com outros povos. Depois, a Grécia antiga não formava uma nação única, mas era composta de várias cidades, que tinham suas próprias organizações sociais, políticas e econômicas. Apesar dessas diferenças, os gregos tinham uma só língua, que, mesmo com seus dialetos, podia ser entendida pelos povos das várias regiões que formavam a Grécia. Esses povos tinham também a mesma crença religiosa e


e compartilhavam diversos valores culturais. Assim, os festivais de teatro e os campeonatos esportivos, por exemplo, conseguiam reunir pessoas de diferentes lugares da Hélade, como se chama o conjunto dos diversos povos gregos.

AZEITE DE OLIVA O azeite é um dos mais antigos produtos produzidos pelo homem. Entre os vestígios mais antigos que fazem referência ao azeite, encontram-se assentamentos pliocênicos na Itália, além de restos, fossilizados, de 12000 anos AC, em plena era do Cromagnon. Há referências ao azeite em relevos, pinturas, ânforas e murais do Egito Antigo, Grécia Clássica e Roma Imperial. Segundo alguns registros históricos, o cul-

Hoje os gregos lideram o ranking de maior consumo de azeite no mundo: são cerca de 22 litros por pessoa/por ano.

tivo de oliveiras para a extração do azeite data da Síria Antiga sendo explorado pelos povos egípcios e armênios. Na Grécia Antiga, a oliveira tinha grande importância e algumas passagens mitológicas mencionam a oliveira e sua criação. Como a lenda da própria criação da cidade de Atenas. Diz a lenda que Atena, a deusa da sabedoria e inteligência, disputou com Posidon, o deus supremo dos mares, o apadrinhamento da cidade. Para isso, estabeleceu-se um concurso. Venceria aquele que desse o melhor presente à população local. Posidon criou um rio salgado, portanto, inútil. Já Atena criou a oliveira, que produzia alimentos, o azeite e a madeira. Com isso, venceu a disputa e deu seu nome à cidade...

Azeite de oliva e vinagre.

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Fruta da oliveira.

civilização minóica Não se sabe exatamente qual é a origem da Civilização Minóica, mas sabe-se que a ilha de Creta foi ocupada por volta do ano 6000 a.C por povos neolíticos. Datam de três séculos depois as primeiras marcas de presença humana que são representadas através de peças de cerâmica, enquanto isso as características da arquitetura se assemelhavam muito com as do Egito e do Oriente Médio da mesma época e de períodos posteriores. Também é incerto o termo Minóico que é utilizado para caracterizar a civilização, foi um arqueólogo inglês que assim a chamou. Pode ser que a palavra Minos representasse alguém específico entre esse povo, mas como os minóicos se chamavam ainda é um mistério, o que se sabe apenas é que a palavra egípcia Keftiu e a semítica Kaftor são referentes aos habitantes da ilha de Creta. Um contingente humano se estabeleceu na ilha de Creta cultivando trigo e lentilhas e criando bois e cabras, a agricultura era favorecida pelo terreno e a pesca por se tratar de uma

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Palácio de Knossos.


Palácio de Knossos. por se tratar de uma ilha. Somente em torno de 3800 a.C. que o cobre tomou o lugar da pedra na elaboração de utensílios, mudando os hábitos dos habitantes. A Civilização Minóica propriamente dita só teve início por volta do ano 2700 a.C. quando os registros escritos eram utilizados e após se formar uma unidade política e um exército. Esse momento marca o começo da Idade do Bronze e um período de muita atividade na ilha de Creta. O apogeu da Civilização Minóica ocorreu ao redor do ano 1700 a.C. quando um grande terremoto assolou a ilha destruindo os palácios de Knossos, Festos, Malia e Kato Zakros. Após a tragédia, os palácios foram reconstruídos em maior escala, a população aumentou, construiu-se um sistema de esgoto, túmulos maiores e esculturas mais elaboradas. Esse momento é o começo do Período Neo-Palaciano, o qual denota o ápice da Civilização Minóica. \ Em meio ao próspero momento foram construídas naus rápidas e resistentes o suficiente

para transpor o Mar Mediterrâneo. Ocorreu a expansão comercial através da exportação de jóias, cerâmica, azeite e lã, assim como a expansão territorial e política com a fundação de colônias em ilhas do Mar Egeu e na Sicília. A decadência da Civilização Minóica aconteceu no final do Período Neo-Palaciano, quando a cultura ruiu e os palácios foram novamente destruídos. Mais tarde outro desastre natural contribuiu para a derrocada de tal povo, a explosão de um vulcão na ilha de Santorini fez com quetsunamis atingissem os portos de ilha de Creta. Os principais mercados dos Minóicos foram destruídos e abriu-se espaço para a chegada dos Dórios, tribo indo-européia, que conquistaram os decadentes Minóicos. Estes perderam a capacidade de sustentar comércio com outras culturas e nem conseguiam mais defenderem-se dos invasores, o resultado foi o surgimento de uma guerra civil fragmentando a civilização em vários grupos. Para colocar um fim à Civilização Minóica,

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os Dórios invadiram a ilha de Creta ocupando as cidades abandonadas e construindo sobre as cidades destruídas suas novas bases e assimilaram em 1380 a.C. os Minóicos restantes que se refugiaram no leste da ilha. A cultura Minóica foi muito significativa no Mar Egeu e gerou um legado que se associou com a cultura dos povos gregos gerando a Civilização Micênica. A Civilização Minóica é identificada como uma civilização matriarcal, a mulher tinha muita importância na sociedade e desenvolvia funções religiosas, administrativas e políticas. Era um povo pacífico, crente em vários deuses e seguros de que a mulher era elemento fundamental para a pacificação social, tanto que o principal símbolo religioso de veneração era uma deusa.

Palácio de Knossos.

Pintura no palácio de Knossos.

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ARQUITETURA

Vista da ilha Santorini Os gregos foram os primeiros artistas realistas da história, ou seja, os primeiros a se preocupar em representar a natureza tal qual ela é. Para fazerem isso, foi fundamental o estudo das proporções, em cuja base se encontra a consagrada máxima segundo a qual o homem é a medida de todas as coisas. Podem-se distinguir quatro grandes períodos na evolução da arte grega: o geométrico, o arcaico, o clássico e o helenístico. No chamado período geométrico, a arte se restrigiu à decoração de variados utensílios e ânforas. Esses objetos eram pintados com motivos circulares e semicirculares, dispostos simetricamente. A técnica aplicada nesse trabalho foi herdada das culturas cretense e micênica. Passado muito tempo, a partir do século VII a.C., durante o denominado perído arcaico, a arquitetura e a escultura experimentaram um notável desenvolvimento graças à influência

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dessas e outras culturas mediterrâneas. Também pesaram o estudo e a medição do antigo megaron micênico, sala central dos palácios de Micenas a partir da qual concretizaram os estilos arquitetônicos do que seria o tradicional templo grego. Entre os séculos V e IV a.C., a arte grega consolida suas formas definitivas. Na escultura, somou-se ao naturalismoe à proporção das figuras o conceito de dinamismo refletido nas estátuas de atle- tas omo o Discóbolo de Miron e o Doríforo de Policleto. Na arquitetura, em contrapartida, o aperfeiçoamento da óptica (perspectiva)

e a fusão equilibrada do estilo jônico e dórico trouxe como resultado o Partenon de Atenas, modelo clássico por excelência da arquitetura dessa época. No século III, durante o período helenístico, a cultura grega se difunde, principalmente


graças às conquistas e expansão de Alenxandre Magno, por toda a bacia do Mediterrâneo e Ásia Menor. Não resta dúvida de que o templo foi um dos legados mais importantes da arte grega ao Ocidente, devendo suas origens ser procuradas no megaron miscênico, aposento de morfologia bastante simples, apesar de ser a acomodação principal do palácio do governante, sendo este, no princípio, o esquema que marcou os cânones da edificação grega. Foi a partir do aperfeiçoamento dessa forma básica que se configurou o templo grego tal como o conhecemos hoje. No princípio, os materiais utilizados eram o adobe - para as paredes - e a madeira - para as colunas. Mas, a partir do século VII a.C. (período arcaico), eles foram caindo em desuso, sendo substituídos pela pedra. Essa inovação permitiu que fosse acrescentada uma nova fileira de colunas na parte externa (peristilo) da edificação, fazendo com que o templo obtivesse um ganho no que toca à monumentalidade. Surgiram então os primeiros estilos arquitetônicos: o dórico, ao sul, nas costas do Peloponeso, e o jônico, a leste. Os templos dóricos eram em geral baixos e maciços. As grossas colunas que lhes davam sustentação não dispunham de base, e o fuste tinha forma acanelada. O capitel, em geral muito simples, terminava numa moldura convexa chamada

Imagem do Pártenon nava numa moldura convexa chamada de equino. As colunas davam suporte a um entablamento (sistema de cornijas) formado por uma arquitrave (parte inferior) e um friso de tríglifos (decoração acanelada) entremeado de métopas. A construção jônica, de dimensões maiores, se apoiava numa fileira dupla de colunas, um pouco mais estilizadas, e apresentava igualmente um fuste acanelado e uma base sólida. O capitel culminava em duas colunas graciosas, e os frisos eram decorados em altos-relevos.

Templo de Poseidon

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Mais adiante, no período clássico (séculos V e IV a.C.), a arquitetura grega atingiu seu ponto máximo. Aos dois estilos já conhecidos veio se somar um outro, o coríntio, que se caracterizava por umcapitel típico cuja extremidade era decorada por folhas de acanto. As formas foram se estilizando ainda mais e acrescentou-se uma terceira fileira de colunas. O partenon de Atenas é a mais evidente ilustração desse brilhante período arquitetônico grego. Na época da hegemonia helenística (século III a.C.), a construção, que conservou as formas básicas do período clássico.

Altar do Templo de Zeus

Templo de Zeus

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As colunas de capitéis rica mente decorados sustentavam frisos trabalhados em relevo, exibindo uma elegância e um trabalho dificilmente superáveis. No mundo grego, os estilos eram identificados de acordo com as ordens arquitetônicas que regulamentavam toda a obra dos artistas. A ordem dórica é expressa por uma coluna simples, com caneluras profundas, sem base e encimada por um capitel. A jônica é mais fina e graciosa, tem coluna canelada e capitel com volutas. A ordem coríntia, por sua vez, tem coluna bem canelada e capitel profusamente decorado com folhagens, o que o faz bastante diferente dos outros.s.


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MITOLOGIA

Os gregos criaram vários mitos para poder passar mensagens para as pessoas e também com o objetivo de preservar a memória histórica de seu povo. Há três mil anos, não havia explicações científicas para grande parte dos fenômenos da natureza ou para os acontecimentos históricos. Para buscar um significado para os fatos políticos, econômicos e sociais, os gregos criaram uma série de histórias, de origem imaginativa, que eram transmitidas, principalmente, através da literatura oral. Grande parte destas lendas e mitos chegou até os dias de hoje e são importantes fontes de informações para entendermos a história da civilização da Grécia Antiga. São histórias riquíssimas em dados psicológicos, econômicos, materiais, artísticos, políticos e culturais.

Os gregos antigos enxergavam vida em quase tudo que os cercavam, e buscavam explicações para tudo. A imaginação fértil deste povo criou personagens e figuras mitológicas das mais diversas. Heróis, deuses, ninfas, titãs e centauros habitavam o mundo material, influenciando em suas vidas.

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principais seres mitológicos da grécia antiga

Heróis: seres mortais, filhos de deuses com seres humanos. Exemplos: Herácles ou Hércules e Aquiles.

Sátiros: figura com corpo de homem, chifres e patas de bode.

Ninfas: seres femininos que habitavam os campos e bosques, levando alegria e felicidade.

Centauros: corpo formado por uma metade de homem e outra de cavalo.

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Sereias: mulheres com metade do corpo de peixe, atraíam os marinheiros com seus cantos atraentes.

Quimera: mistura de leão e cabra que soltava fogo pelas ventas.

Górgonas: mulheres, espécies de monstros, com cabelos de serpentes. Exemplo: Medusa.

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minotauro

O Minotauro (touro de Minos) é uma figura mitológica criada na Grécia Antiga. Com cabeça e cauda de touro num corpo de homem, este personagem povoou o imaginário dos gregos, levando medo e terror. De acordo com o mito, a criatura habitava um labirinto na Ilha de Creta que era governada pelo rei Minos. Conta o mito que ele nasceu em função de um desrespeito de seu pai ao deus dos mares, Poseidon. O rei Minos, antes de tornar-se rei de Creta, havia feito um pedido ao deus para que ele se tornasse o rei. Poseidon aceita o pedido, porém pede em troca que Minos sacrificasse, em sua homenagem, um lindo touro branco que sairia do mar. Ao receber o animal, o rei ficou tão impressionado com sua beleza que resolveu sacrificar um outro touro em seu lugar, esperando que o deus não percebesse. Muito bravo com a atitude do rei, Poseidon resolve castigar o mortal. Faz com que a esposa de Minos, Pasífae, se apaixonasse pelo touro. Isso não só aconteceu como também ela acabou ficando grávida do animal. Nasceu desta união o Minotauro. Desesperado e com muito medo, Minos solicitou a Dédalos que este construísse um labirinto gigante para prender a criatura. O labirinto foi construído no subsolo do palácio de Minos, na cidade de Cnossos, em Creta. Após vencer e dominar, numa guerra, os atenienses , que haviam matado Androceu (filho de Minos), o rei de Creta ordenou que fossem enviados todo ano sete rapazes e sete moças

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deAtenas para serem devorados pelo Minotauro. Depois do terceiro ano de sacrifícios, o herói grego Teseu resolve apresentar-se voluntariamente para ir à Creta matar o Minotauro. Ao chegar na ilha, Ariadne (filha do rei Minos) apaixona-se pelo herói grego e resolve ajudálo, entregando-lhe um novelo de lã para que Teseu pudesse marcar o caminho na entrada e não se perder no grandioso e perigoso labirinto. Tomando todo cuidado, Teseu escondeu-se entre as paredes do labirinto e atacou o monstro de surpresa. Usou uma espada mágica, que havia ganhado de presente de Ariadne, colocando fim aquela terrível criatura. O herói ajudou a salvar outros atenienses que ainda estavam vivos dentro do labirinto. Saíram do local seguindo o ca minho deixado pelo novelo de lã. O mito do Minotauro foi um dos mais contados na época da Grécia Antiga. Passou de geração em geração, principalmente de forma


oral. Pais contavam para os filhos, filhos para os netos e assim por diante. Era uma maneira dos gregos ensinarem o que poderia aconteceu Ă queles que desrespeitassem ou tentassem enganar os deuses.

PalĂĄcio de Knossos, localizado na ilha de Creta. Abriga uma pintura representando o mito do labirinto do minotauro.

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medusa A Medusa é uma figura do mundo mitológico da Grécia Antiga. Representada por uma mulher com enormes serpentes na cabeça, possuía também presas de bronze e asas de ouro. As lendas e mitos gregos contavam que ela tinha o poder de transformar em estátuas de pedra as pessoas que olhassem diretamente em seus olhos. Era uma das três irmãs górgonas, porém, ao contrário das outras duas (Euriále e Esteno), Medusa era mortal. Era filha de Ceto e Fórcis (divindades marinhas). Assim como suas outras duas irmãs, foi transformada em monstro pela deusa Atena. Na Grécia Antiga, quase todas as pessoas tinham muito medo da Medusa. De acordo com a mitologia, ela habitava o extremo ocidente da Grécia, em companhia de suas irmãs. Na mitologia grega, Medusa foi morta pelo herói Perseu. Usando seu escudo de bronze bem polido, olhou para ela através do reflexo para não ser transformado em pedra. Após decaptá-la, entregou a cabeça à deusa Atena, que a fixou ao seu escudo.

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ZEUS Zeus é o principal deus da mitologia grega. Era considerado, na Grécia Antiga, como o deus dos deuses. O nome Zeus em grego antigo significava “rei divino”. Zeus era filho mais jovem do casal de titãs Cronos e Rea. Casou-se com a deusa e irmã Hera (deusa do casamento). Porém, de acordo com a mitologia grega, teve várias amantes (deusas e mortais) e vários filhos destes relacionamentos. Os filhos mais conhecidos de Zeus são: Apolo (deus da medicina e da luz), Atenas (deusa da sabedoria e da estratégia), Hermes (deus do comércio e dos viajantes), Perséfone (deusa do mundo subterrâneo), Dionísio (deus do vinho) , Herácles (herói grego) , Helena (princesa grega) , Minos (rei de Creta) e Hefesto (deus do fogo). De acordo com a crença dos gregos antigos, Zeus ficava no Monte Olimpo governando tudo o que acontecia na Terra. Era considerado também o deus do céu e do trovão. Era representado nas pinturas e esculturas num trono ou em pé, ao lado de um raio, carvalho, touro ou águia. Estas representações simbolizavam qualidades e poderes (rapidez, força, energia, comando) atribuídos ao deus.

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afrodite Na mitologia grega, Afrodite era a deusa do amor, da beleza corporal e do sexo. Para os gregos, ela tinha uma forte influência no desenvolvimento e prazer sexual das pessoas. Era considerada também a deusa protetora das prostitutas na Grécia Antiga. Foi cultuada nas cidades de Esparta, Atenas e Corinto. De acordo com a mitologia, Afrodite nasceu na ilha de Chipre. Filha de Zeus (deus dos deuses) e Dione (deusa das ninfas), casou-se com Hefesto (deus do fogo). Porém, em função de

suas vontades e desejos, possuiu vários amantes (homens mortais e outros deuses). Chegou a ter um filho, Enéias (importante herói da Guerra de Tróia) com o amante Anquises. Com Hermes (deus mensageiro) teve o filho Hermafrodito. Com Ares (deus da guerra) teve os filhos Eros (deus da paixão e do amor) e Anteros (deus da ordem). Com Apolo (deus da luz, da cura e das doenças) teve o filho Himeneu (deus do casamento). Com Dionísio (deus do prazer, das festas e do vinho) teve o filho Príapo (deus da fertilidade).

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poseidon Na mitologia grega, Poseidon era o deus dos mares. Representado como um homem forte, com barbas e segurando sempre um tridente. Era filho do titã Cronos e Rea, irmão de Zeus (deus dos deuses) e de Hades (deus das almas dos mortos, do subterrâneo). De acordo com a mitologia grega, Poseidon teve várias amantes e com elas vários filhos como, por exemplo, o gigante Órion e o ciclope Polifemo. Poseidon aparece em vários mitos da Grécia Antiga. Num deles, disputou com a deusa Atena o controle da cidade-estado de Atenas, porém saiu derrotado. Num outro mito ajudou os gregos na Guerra de Tróia. Fez isto para se vingar do rei de Tróia que não havia lhe pagado pela construção do muro na cidade.

hades

Na mitologia grega, Hades era o deus responsável por governar o mundo subterrâneo e as almas após a morte. Era filho de Cronos e de Réia, irmão de Zeus (deus dos deuses) e de Poseidon (deus dos mares). A passagem mitológica mais conhecida envolvendo o deus Hades é aquela em que ele rapta Perséfone, filha da deusa Deméter, para viver com ele no mundo subterrâneo, tornando-a sua esposa. Este mito é mais conhecido como o Rapto de Cora (como Perséfone era retratada na mitologia romana). Hades era um deus que provocava muito medo na Grécia Antiga. Como estava relacionado com a morte, os gregos evitavam falar seu nome. De acordo com a mitologia grega, Hades era muito quieto, intimidativo e impiedoso. Não gostava de oferendas e sacrifícios. Também não costuma interferir nos assuntos terrenos.

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hera

Na mitologia grega, Hera representava a divindade do casamento, protetora das mulheres e dos nascimentos. Esposa e irmã de Zeus (deus dos deuses), ela possuía uma personalidade forte, marcada pela agressividade, orgulho e pelo ciúme. Este comportamento fazia com que ela ficasse perseguindo as amantes de Zeus. Num dos mitos, Hera tenta matar o herói grego Heracles (Hércules), quando este ainda era apenas um bebê. De acordo com os mitos, Hera mostrava apenas os olhos para os mortais e apresentava-se sempre com uma coroa de ouro na cabeça. Ela marcava os locais que protegia com penas de pavão (seu pássaro favorito). Hera possuía sete templos na Grécia, que, de acordo com a mitologia, foram destruídos pelo herói Heracles que a aprisionou num jarro de barro. Conforme a mitologia, Hera tinha como principal rival a deusa Afrodite (do amor). Muito vaidosa, Hera tinha raiva de Afrodite, pois queria ser mais bonita do que a deusa do amor.

Zeus e Hera.

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APOLO

Na mitologia grega, Apolo era o deus das artes, da música, da profecia, da verdade, da poesia, da harmonia, da perfeição e da cura. Considerado um dos mais importantes, versáteis e venerados deuses da Grécia Antiga, pois era um dos deuses olímpicos. Era também muito importante na mitologia romana. Era filho de Zeus (deus dos deuses) e Leto (deusa do anoitecer) e irmão de Ártemis (deusa da caça). Era pai de Asclépio (deus da Medicina e da cura) e Aristeu (deus da agricultura e vegetação). Possuia vários atributos e funções, tais como: - Tornar as pessoas conscientes dos pecados cometidos; - Agia na purificação dos

pecados cometidos pelas pessoas; - Responsável pelas leis religiosas; - Tinha comando sobre as musas (entidades mitológicas que inspiravam as atividades artísticas); - Responsável e patrono do Oráculo de Delfos; - Iniciar os jovens no mundo dos adultos. Um dos fatos interessantes deste deus é que ele podia agir de forma positiva ou negativa. Ele tinha poder para criar pragas e doenças, mas também podia trazer a cura e a proteção contra as forças maléficas.

também a imagem de Ártemis rodeada de ninfas em um lindo bosque.

ARtemis Na mitologia grega, Ártemis era a deusa da caça, da luz suave e da vida selvagem. Era filha de Zeus com Leto (deusa da noite clara). Era considerada, na mitologia grega, como a mais pura de todas as deusas. Era representada nas pinturas e esculturas sempre vestida com uma túnica branca, trazendo ao seu lado um cão ou um animal (geralmente um veado) representando a caça. Aparece também com arco e flechas de prata (presentes de seu pai Zeus). De acordo com a mitologia grega, Zeus deu de presente à filha Ártemis uma corte repleta de ninfas, tornando-a a rainha dos bosques. É comum

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ares

Ares, na mitologia grega, era o deus da guerra. Filho de Zeus (deus dos deuses), Ares e Hera (deusa do casamento, irmã e esposa de Zeus). De acordo com a Ilíada (poema de Homero), Ares tinha uma quadriga (carroça puxada por 4 cavalos). Os garanhões, de acordo com o poema, eram imortais e soltavam fogo pelas narinas. Os gregos costumavam fazer sacrifícios de animais, na noite anterior aos combates, para conseguir a ajuda do deus Ares. Conforme os mitos gregos, o deus Ares teve vários filhos e filhas. Entre eles, podemos citar: Cicno (ladrão de estradas que foi assassinado pelo herói Heracles); Anteros, Deimos e Phobos (filhos de Ares com Afrodite) e Hipólita

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(filha de Ares com a rainha amazona Otréra).

atena

Atena era a deusa grega da sabedoria e das artes. Os romanos a chamavam de Minerva. Foi concebida da união de Zeus e da deusa Métis. Era uma deusa virgem, linda guerreira protetora de seus heróis escolhidos e também de sua cidade Atenas. Era a filha predileta de Zeus, porém quando Métis ficou grávida, Zeus a engoliu a esposa com medo de sua filha nascer mais poderosa que ele e lhe tirar o trono, mas para que isso acontecesse convenceu Métis a participar de uma brincadeira divina, onde cada um se transformava em um animal diferente e Métis pouco prudente acabou se transformando em uma mosca, e Zeus a engoliu e Métis foi

para a cabeça dele. Mas com o passar dos anos, Zeus sentiu uma forte dor de cabeça e pediu para Hefesto lhe desse uma machadada, foi então que Atena já adulta saltou de dentro do cérebro de seu pai, já com armadura, elmo e escudo. Ela leva uma lança em sua mão, mas que não significa guerra e sim uma estratégia de vencer, também foi a inventora do freio, sendo a primeira que amansou os cavalos para que os homens conseguissem domá-los. A cidade Atenas era sua preferida já que levou seu nome e onde também se fazia cultos em sua homenagem.


que ele comeu sem perceber. Ao crescer, Zeus libertou os titãs e com a ajuda deles fez Cronos vomitar os irmãos (Hades, Hera, Héstia, Poseidon e Deméter). Zeus, com a ajuda dos irmãos e dos titãs, expulsou Cronos do Olimpo e governou como o rei dos deuses gregos. Como tinha derrotado o pai Cronos, que simbolizava o tempo, Zeus tornou-se imortal, poder estendido também aos irmãos.

cronos

Na mitologia grega, Cronos era o deus da agricultura e também simbolizava o tempo. Filho de Urano (céu) e Gaia (terra) era o mais jovem da primeira geração de titãs. De acordo com a mitologia, Cronos tirou seu pai do poder, casou-se com a irmã Réia e governou durante a Idade Dourada da mitologia. Seu poder perdurou até ser derrubado pelos filhos Zeus, Poseidon e Hades. De acordo com a mitologia, Cronos temia uma profecia segundo a qual seria tirado do poder por um de seus filhos. De temperamento violento e negativo, Cronos passou a matar e devorar todos os filhos gerados com Réia. Porém, a mãe conseguiu salvar um deles, Zeus, escondendo-o numa caverna da ilha de Creta. Para enganar Cronos, Réia deu a ele uma pedra embrulhada num pano

da história da Grécia (entre 700 a.C e 500 a.C) na região da Península do Peloponeso. De acordo com os mitos mais antigos, Hermes, em seu primeiro dia de vida, realizou vários feitos: criou a lira (instrumento musical), criou o fogo, os sacrifícios em homenagem

hermes Na mitologia grega, Hermes era o deus mensageiro, dos pesos e medidas, dos pastores, dos oradores, dos poetas, do atletismo, do comércio, das estradas e viagens e das invenções. Era considerado, na Grécia Antiga, o patrono dos diplomatas, dos comerciantes, da ginástica e dos astrônomos. Hermes era filho de Zeus (deus dos deuses) e de Maia (uma das plêiades). A crença em Hermes espalhou-se por várias regiões da Grécia Antiga. Após a Grécia ser conquistada pelo Império Romano, a figura e o mito de Hermes sofreu um sincretismo com o deus romano Mercúrio (deus do lucro, do comércio e também o mensageiro dos deuses). De acordo com relatos literários, o mito de Hermes surgiu no período arcaico

aos deuses, etc.

Ele foi muito popular na Antiguidade Clássica. Vários templos foram construídos em sua homenagem em várias regiões da Grécia. Como era patrono da ginástica e da luta, havia estátuas de Hermes espalhadas por vários ginásios da Grécia Antiga. Teve muitos amores e filhos. De acordo com a mitologia, foram filhos de Hermes: Hermafrodito (com Afrodite), Pã (com a ninfa Dríope), Evandro (com

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Karmentis) e Dáfnis (com uma ninfa não identificada).

hefesto

Na Mitología Grega , Hefesto era o deus do trabalho, do fogo, dos artesãos, dos escultores e da metalurgia. Era muito importante na religião grega, principalmente nas cidades onde a prática da manufatura era intensa como, por exemplo, a cidade de Atenas. Era filho de Hera (deusa do nascimento e do casamento) com Zeus (de acordo com Homero, na Ilíada, Zeus era o pai de Hefesto). Com relação a aparencia, Hefesto era feio, coxo e manco. Ele andava carregando vasos pintados e um bastão. Em algumas imagens, ele aparece com os pés na posição contrária. Aparece também quase

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sempre trabalhando em uma bigorna, suado e com a barba por fazer. Dizem os mitos gregos, que sua aparência era tão horrível que sua mãe o atirou do Monte Olímpo quando viu seu rosto. Foi neste momento que ficou com o problema físico na perna. De acordo com os mitos gregos, Hefesto era casado com Afrodite, porém não teve filhos. Hefesto tinha uma grande capacidade de criação. De acordo com a mitologia, foi ele quem fez o escudo de Zeus, usado na batalha contra os titãs. Ele também construiu pra si um lindo e grandioso palácio de bronze. Entre suas criações está Pandora, a primeira mulher mortal.


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PERSONALIDADES

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Sákis Rouvás é o cara completo, é grego, cantor pop , ator, modelo e atleta. Na internet, ele ganhou o título de "O homem mais bonito do mundo". Ele é considerado como o Ricky Martin da Grécia!

Ensaio fotográfico, Sákis Rouvás.

Anastácius Sakis Rouvas nasceu em 05 de Janeiro de 1972, em Corfu, Grécia, é cantor, ator, atleta e modelo grego. É cantor , Ator e Modelo profissional já fez vários trabalhos pelo mundo passando Estados Unidos e Todo continente Americano e Europeu. Foi eleito o homem mais bonito do mundo em 2009 Em 2004 representou a Grécia na 49ª edição do Festival Eurovisão da Canção, em Istambul, Turquia, alcançando o terceiro lugar no pódio com o hit Shake it. Ele é ganhador de vários álbuns de platina e tem colaborado com inúmeros nomes da indústria fonográfica não só na Grécia, mas

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também com compositores famosos internacionalmente como Desmond Child. Em 2006, foi apresentador do Festival Eurovisão da Canção em Atenas, juntamente com a atriz greco-americana Maria Menounos. Em 2009, participou do concurso Eurovision com a música "This is our night", e acabou ficando em sétimo lugar no pódio. Em setembro de 2010 Sakis Rouvas apresentou juntamente com outros artistas como Henrique Iglesias e Pamela Anderson o concurso europeu Eurovoice.


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Yanni nasceu em Kalamata, na costa do Mediterrâneo, em 1954. Filho de Sotiri e Felitsa Chryssomallis. Segundo de três filhos, Yanni tem um irmão e uma irmã mais nova. Compartilhando um amor profundo pela música, a família passou a maior parte de seu tempo tocando e cantando juntos. Os pais de Yanni deram uma típica vida grega para o menino. Ele cresceu pescando, nadando, e indo à escola como qualquer outro garoto de sua cidade, com uma exceção: Yanni nasceu para compor música. Começou a tocar piano aos seis anos de idade, mas se recusou a ir à aulas de piano formal. Quando criança, Yanni ouvia uma música em sua cabeça e ele simplesmente queria ouví-la sair do piano também, assim ele precisou aprender a tocar para que isso acontecesse. Ele sentiu uma certa liberdade com as teclas que poderia ter sido esmagada sob o peso da aprendizagem estruturada.

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Aos 18 anos, mudou-se para os Estados Unidos, onde cursou psicologia na Universidade de Minnesota por três anos e meio. No entanto, ao terminar a faculdade, decidiu abandonar a carreira de psicólogo antes mesmo de iniciá-la, resolvendo dedicar-se apenas à música. Aos 21 anos, Yanni aprendeu a tocar teclado sozinho e passou a fazer parte de uma banda de rock local intitulada Chameleon. Alguns anos depois, decidiu mudar-se para Los Angeles com o baterista Charlie Adams, que conhecera na época do Chameleon, e começou a gravar suas próprias composições pelo selo Private Music. Em 1986 lançou seu primeiro álbum, Keys To Imagination. O álbum trouxe a Yanni um impressionante séquito de fãs. A partir daí, não demorou muito para o tecladista estabelecer-se como um conceituado músico de estúdio, compositor de jingles e produtor. Pouco tempo depois, Yanni tornou-se um dos artistas mais vendidos do selo Private Music. Considerado um dos nomes de maior destaque no segmento instrumental, a fama de Yanni aumentou a partir de seu relacionamento com a atriz americana Linda Evans, no início da década de 1990. Por ser muito popular nos Estados Unidos na época, Evans foi a maior responsável pelo grande interesse da mídia pelo tecladista. Eles tiveram um relacionamento de amor que durou nove anos. Por ser autodidata, Yanni não sabe ler ou escrever músicas do modo tradicional. Ao invés disso, inventou uma maneira própria de compor ainda na infância e continua criando suas músicas usando a mesma técnica até hoje, depois de quase vinte anos de carreira e mais de vinte e dois discos. Sua sonoridade é ao mesmo tempo acessível e elaborada, sempre

“Lembro quando eu era jovem e meu pai me levava para longas caminhadas pelas montanhas da Grécia. E durante estes passeios ele tentava me ensinar sobre a vida. Ele sempre estava tentando nos ensinar simplicidade e apreciação pela natureza. Gostava de dizer que as melhores coisas na vida estão à disposição de todos, porque estão dentro de nós, como Verdade, Imaginação, Criatividade, Amor, Gentileza, Compaixão. Então, vocês compreendem, grandeza não tem nada a ver com sucesso, ou dinheiro, ou bens.”

unindo o pop e a música clássica. As composições de Yanni também ficaram famosas nos Estados Unidos após terem sido usadas em programas de televisão e na abertura dos Jogos Olímpicos.

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ENTREVISTA

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Paulo Coelho realizou uma festa de comemoração do recorde de suas vendas do seu livro “O Alquimista”, e para festejar essa grande conquista, a festa foi em um apartamento em Atenas, no esplendor da Grécia. Atenas a cidade da coroa de violetas e do manto verde água, o por do sol sobre a cidade e a orla do mar que a rodeia. Abrindo a varanda, a Acrópole e o majestoso Partenón estão à nossa frente... Impressionante, Fídias! Posso passar por Atenas mil vezes, mas sempre tenho que subir a Acrópole. Nem me preocupo muito com o Monte Likabetus aqui ao lado, que bem vale uma subida, primeiro vem esta colina sagrada. E então Patmos, você não vai acreditar, mas nesta mesmíssima ilha de Patmos São João Evangelista sentou-se e escreveu nada menos que o Apocalipse... Sim, Patmos era conhecida como a Jerusalém do Ocidente... O Mosteiro e a gruta onde o Livro foi escrito ainda estão

“Será uma boa maneira de chamar a atenção para outro lado da Grécia. As pessoas falam apenas de crise, de desespero, mas esquecem que ali estão pessoas com esperança, trabalhando e tentando sair da crise com muita dignidade.” Conta Paulo Coelho.

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o Continente perdido da Atlântida? Como é que esta ilha vulcânica colonizada pelos minóicos em 3000 a.C. entrou em erupção em 1450 a.C. e ganhou a forma de uma lua crescente? Pois é, mistérios da meia noite. Mas ela também pertence às Cíclades, o tal círculo sagrado. Olha, sagrada mesmo é a paisagem. Vai ser linda assim... Mar azul profundo, céu azul turquesa, casinhas brancas, flores coloridas... Pronto, acabaram os adjetivos. Porque o nome “Santorini”? Porque os venezianos amavam Santa Irene e pronto, ficou Santorini, Santa Irene. Uma semana aqui equivale a uma eternidade no paraíso, assino em baixo. Saudações vulcânicas.

numa paz serena sob o céu inimaginavelmente azul e poderoso. O porto abaixo da encosta coalhado de barcos, barquinhos e barcões... Uma paisagem que não se esquece. Mikonos, aqui então são as célebres Ilhas Cíclades! “Cíclades” vem de “círculo”, uma série de ilhas à volta da ilha sagrada de Delos. Cara, chique, popular, sofisticada, pelicanos caminhando pelas ruelas empedradas. Sua

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Alefkándra, área conhecida por “pequena Veneza” é absurdamente encantadora... À beira mar suas casas compõe um quadro ao por do sol, junto com os moinhos de vento, caramanchões de flores, joalherias faiscantes, butiques sofisticadas, cafés e restaurantes, polvos secando ao sol... Mikonos vale uma semana de dolce far niente, com certeza! Fale a verdade, é aqui que é


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JANELA FOTOGRÁFICA

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Nesta edição trazemos e mostramos fotografias exclusivas do Flickr clicadas por pessoas que já visitaram a Grécia. Se você quiser enviar suas imagens, crie uma conta no flickr e envie os links para o nosso site, para que sejam públicadas futuramente! E boa viagem!

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