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Edição Especial

Jornal do Sindicato dos Trabalhadores no Serviço Público Federal do Estado do Pará sintseppa.org.br

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Janeiro de 2012

Mobilizar os servidores contra o arrocho de Dilma O governo não cedeu às reivindicações do funcionalismo de reajuste no ano de 2011

A

presidente Dilma encerrou o ano mandando um recado aos trabalhadores do serviço público federal. Junto com o ministro da fazenda, Guido Mantega, saiu a declarar pela imprensa de que em 2012 não haverá reajuste salarial. Passando por cima dos debates na câmara e n o c o n g re s s o s o b re a proposta do governo de congelar o salário dos ser vidores por 10 anos (através do PL 549), Dilma tem pressa em impor um arrocho sobre o bolso dos trabalhadores. Em 2011 o governo fez um superávit (dinheiro retirado dos cofres públicos) de mais de R$ 120 bilhões para o pagamento de juros e amor tizações da dívida pública. Em 2012 a previsão é de 1.014 trilhão

0%$ (47,19% do orçamento) para o pagamento dessa dívida. Enquanto que para saúde o governo destinou apenas 3,98%, para educação 3,18% e saneamento 0,14%. Isto é, o governo brasileiro “combate” a crise da mesma forma que os países do norte do planeta:

cortando gastos sociais para salvar o setor financeiro. Enquanto o salário mínimo passa de R$545 para R$622 as tarifas e os preços vêm subindo. A inflação bateu a casa dos 6,36% em 2011 e as tarifas de serviços como energia, transportes e

telefonia seguem sendo reajustadas. Além do aumento na cesta básica, que aumentou em média 10% nas principais capitais do país de acordo com o Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos).

O arrocho é reflexo da crise econômica internacional A crise econômica atravessou o atlântico. As declarações de Mantega de que os próximos anos serão de baixo crescimento e a necessidade do governo manter seus “compromissos”

com o setor financeiro, são demonstrações claras de que o governo prepara terreno para um cenário em que será preciso retirar do bolso dos trabalhadores os recursos que irão garantir os lucros dos

bancos além de empréstimos às empreiteiras e aos multimilionários como Eike Batista, que são os financiadores das campanhas eleitorais do PT e seus aliados.


O que pensam agora os setores que apostaram na via negocial?

E

m nossos informativos, jornais do SINTSEP-PA, nas assembléias de base da categoria e nas nossas intervenções nacionais, sempre colocamos nossa posição de não confiar no governo Dilma e em seu processo de “negociação”. Além disso, aler távamos que a crise econômica mundial iria determinar o comportamento e o caráter do governo federal em defesa dos interesses da elite dominante. Afirmávamos que em 2011 a prioridade foi a via negocial em detrimento da mobilização dos servidores públicos para conquistar suas justas reivindicações. Agora, diante do discurso da presidente Dilma de arrochar salários, o que fazer? Quem apostou no processo de negociação, vai continuar nessa mesma linha em 2012? Não está na hora de mobilizar?

Parlamentares “afinados” com o governo

A CONDSEF e as negociações com o governo É preciso tirar conclusões sobre as tímidas mobilizações imprimidas pela CONDSEF em 2011 para que possamos avançar. A via da negociação, sem a realização de uma greve, como a realizada p e l o s t r a ba l h a d o re s d a s

universidades federais (que fizeram mais de 110 dias de greve), enfraqueceu de conjunto a luta contra o congelamento salarial e contra os ataques ao serviço público. Na prática, Dilma já está aplicando o arrocho e não existe espaço para negociação sem a mobilização do conjunto do funcionalismo público.

“... a presidente Dilma já deixou clara sua posição de não dar aumentos salariais e sinalizou que não quer ser desautorizada pela base aliada". O relator do Orçamento, deputado Arlindo Chinaglia (PTSP), afinado com o Planalto, adiantou que não acatará pedidos de reajuste”, (O Globo 19/12/2011). Os parlamentares que reajustam os próprios salários em mais de 60% já acataram a decisão de Dilma de garantir que não haja reajuste. Por isso antes de qualquer outra via, é preciso primeiro pensar na mobilização.

Reunião nos órgãos para construir um calendário de mobilização contra o arrocho de Dilma É n e c e s s á r i o urgentemente que os servidores de todos os órgãos realizem assembléias e discutam alternativas de mobilização que superem as negociações que nossa categoria conseguiu com o governo e que em nada avançaram. O SINTSEP-PA chama os servidores em nosso estado para um calendário de assembléias e reuniões nos órgãos e nas regionais para debater e decidir sobre novos rumos para a luta de nossa

categoria esse ano. Em tempos de crise, os trabalhadores da Grécia e de vários outros países da Europa deram o exemplo de que a saída para combater os efeitos da crise em seus países foi a mobilização e a greve geral. É preciso fazer como os bancários e os trabalhadores dos correios fizeram em suas campanhas salariais, quando as greves foram votadas à revelia das direções de suas federações nacionais. Caso contrário, passaremos mais um ano paralisados pelos “acordos” que não levaram a lugar nenhum.

EXPEDIENTE: Publicação do SINTSEP-PA. Tiragem 6.500 exemplares. Coordenação de Comunicação: Walciclea Cruz. Conselho Editorial: Cedício Vasconcellos, Neide Solimões, Walciclea Cruz, Michel Oliveira, Júlio Miragaia, Douglas Diniz Redação, diagramação e fotos: Michel Oliveira e Júlio Miragaia Revisão: Gerson Lima e Sheila Melo Diretoria: Coord. Geral: Cedício Vasconellos, Genival Rodrigues. Coord. De Administração: Ivo Pontes, Raimundo Gilberto. Coord. De Finanças: Rozemburgo Ferreira, Maria da Consolação. Coord. De Assuntos Jurídicos: Francisca Queiros, Emanuel Vitelli. Coord de Assuntos Sócio-Econômicos e Culturais: Alimar Barreiros. Coord. De Política Sindical: Neide Solimões, Eduardo Magno. Coord. de Aposentados e Pensionistas: Aguinaldo Barbosa, Miguel Angêlo. Coord. de Políticas Sociais: Regina Brito. Regionais – Sul do Pará: Alair Cardoso, Raimundo Germano. Sudeste do Pará: Francisco Pereira. Transamazônica: Marcos Rubens e José Raimundo. Baixo Amazonas: Francisco da Silva, Benedito Pantoja. Regional do Tapajós: Rubem da Silva, Luiz Otávio. Regional das Ilhas: Orlando da Cruz, Nivaldo Almeida. Regional Estrada e Salgado: Antônio Maria, Walmir da Silva. Contatos: Trav. Mauriti, 2239 (próximo a Duque) – Fones: 3210-0930/0800 280 8989. Email: sintseppa@secretaria.org.br Site: sintseppa.org.br Twitter: @sintseppa

JORNAL SINTSEP-PA ED. ESPECIAL  

JORNAL SINTSEP-PA EDIÇÃO ESPECIAL Janeiro 2012

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