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A lei do dízimo

Introdução O dízimo é uma prática muito conhecida em nossa sociedade, pessoas de diferentes lugares, pensamentos e crenças sempre tem sua opinião na ponta da língua sobre a prática de dizimar. O que acontece na verdade, é que mesmo com a correria do dia-a-dia, as pessoas percebem que vivem em um país que, apesar de ser rico em recursos naturais, a maioria da população vive “com as sobras”. E quando resolvemos fazer uma análise rápida do cenário cristão atual, logo vemos dois grupos de pessoas: Os líderes e Os fiéis. Uma variedade pastores e “funcionários de Deus”, enriquecendo de maneira rápida e vasta, enquanto um mar de fiéis financiam estas instituições e seus beneficiados. Acredito de coração que, se você frequenta um templo hoje, que te instrui nas sagradas escrituras, e faz o possível para seguir, ensinar e anunciar o evangelho, o mínimo que você deve fazer é contribuir para o sustento do local. Pois é pago aluguel, luz, água e etc. Chame esta contribuição de oferta, colaboração, doação ou de que lhe parecer bem. Mas dízimo... O dízimo citado na bíblia? Não! Neste ano de 2014 estive estudando sobre o livro do profeta Daniel, com um grupo de homens que iniciavam uma instituição de ensino bíblico aqui no estado do Espirito Santo. O professor, que eu admiro muito, me ensinou e me incentivou a estudar e buscar as coisas de Deus como se não houvesse o amanhã. E ali eu e meus irmãos aprendemos, e lemos juntos, foi uma experiência ótima e edificante. Mas um detalhe que me chamou a atenção foi o professor – muito experiente por sinal – afirmar com veemência a seguinte frase em algumas aulas: “Quem não entrega o dízimo está roubando a Deus”. Ora, quem já leu com atenção o livro do profeta Malaquias, sabe que as palavras foram ditas diretamente para a nação de Israel e que Deus estava fazendo uma exortação aos sacerdotes e não aos fiéis. Os ladrões neste contexto era quem recebia o dízimo e não quem entregava. Porém, as pessoas presentes (na aula) soltavam um “é verdade” ou um “Amém”, concordando plenamente com a colocação do professor/pastor. Outro caso que me chamou a atenção foi um fato que ocorreu neste mês de março de 2014, em que uma irmã veio me contar como foi o culto no templo em que ela congrega. Segundo ela, como testemunha ocular, viu o pastor falando sobre o dízimo, e além de citar a velha desculpa do versículo isolado de Malaquias, o “homem de Deus”, insatisfeito, disse as seguintes palavras: “Olha, tem vezes que a irmã X tem que completar o meu salário que são somente quatro salários mínimos, isto é um absurdo! Vocês tem que entregar o dízimo por que o devorador vai prejudicar sua vida financeira, e sua vida não prosperará”. Após o sermão, no dia seguinte se formou uma fila dos que estavam irregulares na receita federal celestial para entregar o dízimo. Este tipo de indagação é aceitável no meio evangélico porque até nas musicas gospel o povo é manipulado enganosamente com coisas que não existem. Um exemplo vergonhoso é uma música do grupo FOGO NO PÉ que se chama “Vai ser comida de bicho”, há um trecho na música que diz: “E quem não gosta de dar o dízimo, vai ser comido de bicho”. É lamentável o nível de persuasão.

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(https://www.youtube.com/watch?v=ATNENdkG5B4)

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A maneira que o dízimo é cobrado direta ou indiretamente de todos os fiéis que estão dentro de um desses milhares templos que formam o sistema religioso, não foi, não é, e nunca será da maneira que Deus um dia pediu para o seu povo. E neste estudo vamos aprender porque isto está errado, e desmistificar os falsos argumentos usados pelos mercadores da fé.

“Se uma pessoa lhe disser que hoje, você tem o dever entregar o dízimo. Certamente ela está enganada ou está enganando”.

Conteúdo 1.

O que é o dízimo?

2. Servindo pelas metades: O sábado 3. Uma hipótese que devemos entregar o dízimo 4. Porque Jesus não foi contra o dízimo? 5. Reflexão pessoal

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1. O QUE É DÍZIMO? O costume de dar 10% dos despojos das guerras para reis e sacerdotes (1 Mac 10:31; 11:35; 1 Sam 8.15,17) era um costume muito antigo entre as nações. Os Hebreus praticaram este costume antes mesmo da instituição da lei mosaica. No Pentateuco se encontra o registro da legislação do dízimo em três lugares:

1.

De acordo com Levítico 27:30-33, o dízimo era dado da semente da terra. Das colheitas, dos frutos das árvores e do rebanho.

2. Em Números 18:21-32 é registrado que o dízimo deveria ser pago aos levitas 3. Em Deuteronômio 12:5,6,11,18 é dito que o dízimo era levado até o lugar que o Senhor escolhera, fora isto há o registro de se vender o protudo para depois dizimar (Dt. 14:22-29).

Após o diluvio, por volta de 1.408 a.C. (bíblia digital GLOW S.B.B), após a morte de Moisés, Josué foi escolhido para ser o líder do povo de Israel após terem escapado das mãos de faraó no egito e peregrinado por quarenta anos no deserto (Dt 31.1-3). Israel conseguiu conquistar a terra que Deus prometera a seus pais, e foi dada uma parte da terra para cada tribo, exceto a tribo de Levi.

Cada tribo recebeu um pedaço de terra por herança, porém a tribo de Levi não teve herança em terras e foi escolhida para cuidar do Tabernáculo, portanto, não podiam sustentar-se e sua sobrevivência era bancada pelas demais tribos, através da entrega da décima parte dos alimentos que produziam (Números 18:24). Esses dízimos, que eram anuais ou trienais (e não meses), eram também usados para o sustento dos estrangeiros, órfãos e viúvas. É válido lembrar que em momento algum na história o dízimo fora entregue em dinheiro, mas sim com alimentos da terra. Alguns defendem que o dinheiro não existia, mas José a mais de quatrocentos anos antes da lei do dízimo ser fundada, foi vendido por vinte moedas de prata pelos seus irmãos para os Ismaelitas (Gn 37:28). Alguns versículos que comprovam a existência e o valor do dinheiro naquela época:

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Gênesis 17:12-13, 17:27, 31:15; 33:19; 42:27-28 Êxodo 21 : 11; 21 : 21; 21:34-35 Levitico 22:11; 25:37; 25:51; 27:15-19 Números 3:48; 3:49; 3:50-51; 18:16 Deuteronônmio 2:6; 2:28; 14:25-26; 21:14; 23:19 Juízes 16:18; 17:2-4 Dentre outros...

A única relação que o dízimo tinha com o dinheiro se dava quando o israelita morava muito distante e ficava difícil levar alimentos no local determinado (tabernáculo). Neste caso, poderia vender sua produção e usar o dinheiro para comprar alimentos e consumi-los com sua família (Deuteronômio 14:25,26). Essa era a terceira possibilidade de uso dos dízimos (o sustento dos levitas e o amparo aos necessitados eram as demais), em que o dizimista também poderia usufruir o que teria de entregar, já que os produtos eram dados em uma grande festa.

SERVINDO PELAS MEDATES: O SÁBADO Um grupo a ser analisado é a questão do cristão com a Lei. Quando penso em Lei, logo vêm em mente todos os mandamentos que Deus ordenou aos filhos de Israel por intermédio de Moisés. Uma delas é a guarda do sábado. Na maioria das igrejas evangélicas do Brasil, os líderes e os fiéis não adotaram esta doutrina seus templos e em suas vidas por ter sido ordenada no tempo da lei. De fato, Deus ordenou que Os filhos de Israel (Jacó) guardassem o sábado, caso contrário, seria “extirpado do povo”. Veja alguns exemplos: Êxodo: 20:8-11 “Lembra-te do sábado, para o santificar. Seis dias trabalharás, e farás toda a tua obra. Mas o sétimo dia é o sábado do Senhor teu Deus; não farás nenhuma obra, nem tu, nem teu filho, nem tua filha, nem o teu servo, nem a tua serva, nem o teu animal, nem o teu estrangeiro, que está dentro das tuas portas. Porque em seis dias fez o Senhor os céus e a terra, o mar e tudo que neles há, e ao sétimo dia descansou; portanto abençoou o Senhor o dia do sábado, e o santificou.” Êxodo 31:13-18 E falou mais o Senhor a Moisés, dizendo: Tu, pois, fala aos filhos de Israel, dizendo: Certamente guardareis meus sábados ; porquanto isso é um sinal entre mim e vós nas vossas gerações; para que saibais que eu sou o SENHOR, que vos santifica . Portanto guardareis o sábado, porque santo é para vós; aquele que o profanar certamente morrerá; porque qualquer que nele fizer alguma obra, aquela alma será eliminada do meio do seu povo. Seis dias se trabalhará, porém o sétimo dia é o sábado do descanso, santo ao SENHOR; qualquer que no dia do sábado fizer algum trabalho, certamente morrerá. Guardarão, pois, o sábado os filhos de Israel, celebrando-o nas suas gerações por aliança perpétua. Entre mim e os filhos de Israel será um sinal para sempre; porque em seis dias fez o SENHOR os céus e a terra, e ao sétimo dia descansou, e restaurou-se. E deu a Moisés (quando acabou de falar com ele no monte Sinai) as duas tábuas do testemunho, tábuas de pedra, escritas pelo dedo de Deus. ................................................................................................................................................................................................................ . Outros: Estes são dois, dos vários exemplos do velho testamento que deixa claro a vontade de Deus que seu povo descansasse no sábado, ou seja, não fazer nenhum tipo de trabalho, até mesmo não ascender fogo para cozinhar e etc... Agora vamos analisar argumentos que ensinam o “porque” não somos obrigados a guardar os sábados: Efésios 2:14-15

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"Porque ele é a nossa paz, o qual de ambos fez um; e, tendo derrubado a parede da separação que estava no meio, à inimizade, aboliu na sua carne a lei dos mandamentos na forma de ordenanças, para que dos dois criasse em si mesmo um novo homem, fazendo a paz." Esta passagem mostra que Cristo aboliu a "lei dos mandamentos". Romanos 7:4-7 "Assim, meus irmãos, também vós morrestes relativamente à lei, por meio do corpo de Cristo, para pertencerdes a outro, a saber, aquele que ressuscitou dentre os mortos, e deste modo frutifiquemos para Deus. Porque, quando vivíamos segundo a carne, as paixões pecaminosas postas em realce pela lei, operavam em nossos membros a fim de frutificarem para a morte. Agora, porém, libertados da lei, estamos mortos para aquilo a que estávamos sujeitos, de modo que servimos em novidade de espírito e não na caducidade da letra. Que diremos, pois? É a lei pecado? De modo nenhum. Mas eu não teria conhecido o pecado, senão por intermédio da lei; pois não teria eu conhecido a cobiça, se a lei não dissera: Não cobiçarás." Esta passagem claramente diz que morremos para a lei e estamos, portanto, "libertos da lei". A lei de que Paulo falava incluía os dez mandamentos, porque no versículo 7 ele citou: "Não cobiçarás" como uma das leis. Gálatas 3:19 "Qual, pois, a razão de ser da lei? Foi adicionada por causa das transgressões, até que viesse o descendente a quem se fez a promessa, e foi promulgada por meio de anjos, pela mão de um mediador”.

......................................................................................................................................................................................... Agora sabemos alguns trechos da bíblia que faz a divisão de dois grupos no meio cristão; os que guardam o sábado e os que não o guardam. Mas, o que o sábado tem a ver com o dízimo? Tudo! As igrejas evangélicas espalhadas pelo Brasil não guardam o sábado por ser da lei, mas por que recebem e cobram o dízimo que também é da lei? Sim, isto se chama manipulação. “É evidente que há manipulação das sagradas escrituras nestes locais. Para sabermos se o dizimo deve ser entregue ou não, esta é a primeira classe que devemos riscar que são os que cobram o dízimo, e não guardam o sábado.”

UMA HIPÓTESE QUE DEVEMOS ENTREGAR O DÍZIMO As mais usadas

Como entregar o dízimo? Nós já aprendemos com os líderes dos templos: separe 10% do valor de sua renda todo mês (se seu ganho for mensal), e entregue ao pastor ou à tesouraria da igreja. Todo crente fiél tem a resposta na ponta da língua, mas de onde surgiu a prática de dizimar? E como era realizado? Abrão e Melquisedeque A primeira menção ao dízimo na bíblia está em Gênesis 14:18-20, texto que é citado e esclarecido em Salmos 110 e Hebreus 7. Nesses trechos, observamos que Abrão entregou o dizimo dos despojos de guerra (modo carinhoso de chamar os bens do exército que ele matou, e tomou para si) a Melquisedeque, sacerdote do Deus Altíssimo, que o abençoou. É um belo texto, em que o autor tem o objetivo de mostrar a superioridade do sacerdócio de Cristo (que era representado por Melquisedeque) em relação ao sacerdócio levítico (da Lei). Porém os religiosos capitalistas preferem pegar um fato pouco relevante da narração para ensinar sobre dízimos. Hebreus 7:5 diz: “E os que dentre os filhos de Levi recebem o sacerdócio têm ordem, segundo a lei, de tomar o dízimo do povo, isto é, de seus irmãos, ainda que tenham saído dos lombos de Abraão.” Ninguém além dos filhos de Levi tinha o direito de recolher os dízimos (seriam

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os pastores descendentes de Levi?). Está destacado também que era uma norma da Lei (que foi ab-rogada, como dizem os versículos 18 e 19, do mesmo capítulo). Jacó a caminho de Padã-Arã A segunda menção ao dízimo está em Gênesis 28:20-22, em que Jacó prometeu pagar o dízimo de tudo que ele conquistasse caso Deus o protegesse e o abençoasse em sua jornada. Porém, a bíblia não diz que Jacó pagou o dízimo (até porque, pagaria a quem, se não havia ordenanças sobre o assunto?). Podemos considerar que foi uma profecia, pois essa promessa foi cumprida posteriormente, pelo povo de Israel, que tinha o dever de entregar os dízimos (Êxodo 18:24). Estes são dois exemplos em que o dízimo é citado por um defensor desta prática. Comparando essas duas passagens dos patriarcas com o nosso cenário atual, não vemos nenhuma semelhança e nenhuma justificativa aceitável para dizer que uma pessoa tem o dever de dizimar.

O roubo a Deus – O livro de Malaquias Malaquias 3:8 é a passagem mais utilizada para a defesa desde “imposto divino”. Este texto é dito em vários espaços religiosos por pessoas influentes afirmando que, quem não entrega o dízimo está roubando a Deus, e a pessoa que estiver irregular fica vulnerável aos ataques do devorador em sua vida financeira. Será? 1. PESO da palavra do SENHOR contra Israel, por intermédio de Malaquias. (1.1) O começo do livro destaca que aquelas palavras eram para a nação de Israel e não para as demais.

......................................................................................................................................................................................... Filhos de Israel ( ‫שאראל‬ ׂ‫ביני י ר‬ ּ , bene ̄ yisra'el ̄ ):̄ um termo muito comum, tanto no Antigo Testamento e no Novo Testamento, que se refere aos israelitas como os descendentes de um ancestral comum, Jacó, cujo nome foi mudado para Israel (ver Gen 32:24-32). Era usual designar os membros das várias tribos como os filhos de uma tribo de quem o originou (ver Nu 1:20-43; Esdras 2:3-61), e era natural as pessoas, que se gabavam de Israel como seu ancestral, se designarem como seus filhos. A primeira referência aos descendentes de Jacó é encontrada no relato da mudança do nome de Jacó para Israel, e o objetivo é conectá-los com a experiência da vida de Jacó que levou à mudança de seu nome: “Portanto, os filhos de Israel não comem o nervo do quadril, que está sobre a juntura da coxa, até este dia: porque ele tocou a juntura da coxa de Jacó no nervo do quadril.” No mesmo momento em que isso foi escrito, “os filhos de Israel” passou a ser uma frase que era comumente aplicada para os israelitas. Em 2 Reis17:34 eles são chamados “os filhos de Jacó”, e isso ocorre em conexão com o relato da mudança do nome de Jacó para Israel e destina-se a relacioná-los de perto com seu pai Jacó, que foi favorecido de Deus. Depois de um tempo, é bastante provável que a expressão “filhos de Israel” tenha perdido o seu significado peculiar e passado a ser simplesmente um dos termos populares para designar os habitantes da Palestina; mas a primeira foi concebida para conectar essas pessoas com o seu nome, cujo antepassado Jacó foi mudado para Israel. Os judeus dos tempos do Novo Testamento se relacionavam com Abraão e não com Jacó. (Veja João 8:39; Rom 9:7; Gal 3:7, τεκνα, ́ tekna ́ , or υιοι Αβρααμ, ́ huioí Abraam ́ ). Fonte: International Standard Bible Encyclopedia de James Orr, M.A., D.D.,

2. AGORA, ó sacerdotes, este mandamento é para vós. (2.1) No capítulo dois destaca que além da palavra ser para nação de Israel, agora era um recado específico para os sacerdotes. Quem estava roubando a Deus (desviando o que havia de melhor) eram os que recebiam os dízimos e não os que entregavam.

......................................................................................................................................................................................... SACERDOTE - No AT, descendente de ARÃO separado para servir como oficiante no culto realizado primeiro no TABERNÁCULO e depois no TEMPLO. O sacerdote era MEDIADOR entre Deus e o povo, oferecendo SACRIFÍCIOS e orando em seu favor (Êx 28—29; Lv 21; 1Cr 24). Antes de Arão já havia sacerdotes (Hb 7.1-3). No NT, todos os cristãos são sacerdotes (Ap 1.6; 5.10; v. SACERDÓCIO).

3. Trazei todos os dízimos à casa do tesouro, para que haja mantimento na minha casa, e depois fazei prova de mim nisto, diz o SENHOR dos Exércitos, se eu não vos abrir as janelas do céu, e não derramar sobre vós uma bênção tal até que não haja lugar suficiente para a recolherdes. E por causa de vós repreenderei o devorador, e ele não destruirá os frutos da vossa terra; e a vossa vide no campo não será estéril, diz o SENHOR dos Exércitos. E todas as nações vos chamarão bem-aventurados; porque vós sereis uma terra deleitosa, diz o SENHOR dos Exércitos. (3:10-12) Deus promete abrir as janelas do céu para derramar uma benção tal (chuva) para regar a terra. Também promete acabar com os gafanhotos (devorador) que provavelmente naquele tempo estava destruindo as plantações. ................................................................................................................................................................................................................. 1. Vamos a um texto interessante: "No ano seiscentos da vida de Noé, aos dezessete dias do segundo mês, nesse dia romperam-se todas as fontes do grande abismo, e as comportas dos céus se abriram, e houve copiosa chuva sobre a terra durante quarenta dias e quarenta noites." Gênesis 7:11-12 – Almeida Revista e

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Atualizada. É oportuno lembrar, que a expressão hebraica ‫ב' ה‬ ָּ‫אר ' ה‬ ֻ‫א ּב‬ ֲ 'arubbah para "comportas (janelas) do céu" é exatamente a me sma encontrada em Malaquias 3:10. O que aconteceu quando a s comportas do céu s e abriram? Houve uma grande chuva. A chuva s erviria para a terra frutificar para eles continuarem a entregar o dízimo corretamente (já que era com alimentos da terra). 2. E o devorador? Uma leitura mais atenta de ste verso traz alguma luz sobre quem é o devorador mencionado por Deus. As frase s, "o fruto da terra" e a "vide no campo" nos dão a entender que o devorador e stá intimamente relacionado à s plantaçõe s e à s árvores. Isto porque os devoradore s eram os gafanhotos. Veja o que o profeta Joel disse: "Ouvi isto, vós, velhos, e e scutai, todos os habitantes da terra: Aconteceu isto e m vossos dias? Ou nos dias de vossos pais? Narrai isto a vossos filhos, e vossos filhos o façam a s eus filhos, e os filhos de ste s, à outra geração. O que deixou o gafanhoto cortador, com eu-o o gafanhoto migrador; o que deixou o migrador, comeu-o o gafanhoto devorador; o que deixou o devorador, comeu-o o gafanhoto destruidor." Joel 1:2-4 – Almeida Revista e Atualizada.

Resumindo: Deus estava falando com a nação de Israel (nota: nós éramos gentios e imundos na época), quem estava roubando do dízimo era quem recebia, e não quem entregava. E o devorador eram gafanhotos que destruíam as plantações. Ou seja, Malaquias não justifica a cobrança do dízimo em dinheiro nos templos hoje em dia.

PORQUE JESUS NÃO FOI CONTRA O DÍZIMO? Basta usar o bom senso, e o conhecimento que temos do contexto da vida de Jesus. O único texto que cita o dízimo no novo testamento está em Mateus 23:23 e Lucas 11:42 que diz: "Ai de vós, escribas e fariseus, hipócritas! pois que dizimais a hortelã, o endro e o cominho, e desprezais o mais importante da lei, o juízo, a misericórdia e a fé; deveis, porém, fazer estas coisas, e não omitir aquelas." Jesus era judeu, e cumpria as leis e os mandamentos. O dízimo era lei em Israel, Ele não podia ser um rebelde e simplesmente resolver não obedecer, pois se fizesse isto ele estaria se contradizendo. Usar este versículo como argumento para a defesa do dízimo é uma falha fatal, pois mostra a falta de conhecimento da origem do dízimo e para qual povo esta lei foi dada (exceto se o objetivo principal for enganar). ................................................................................................................................................................................................................. Era Jesus um judeu religiosamente? Ambos os pais de Jesus tinham "feito tudo o que era exigido pela Lei do Senhor" (Lucas 2:39). Seu tio e tia, Zacarias e Isabel, também eram judeus seguidores fiéis do Torá (Lucas 1:6), por isso podemos ver que provavelmente toda a família levava a sua fé judaica muito seriamente. No Sermão da Montanha (Mateus 5-7), Jesus sempre afirmou a autoridade da Torá e dos Profetas (Mateus 5:17), até mesmo no Reino dos céus (Mateus 5:19-20). Ele regularmente frequentava a sinagoga (Lucas 4:16), e Seu ensino era respeitado pelos outros judeus de Seu tempo (Lucas 4:15). Ele ensinou no templo judaico em Jerusalém (Lucas 21:37), e se não fosse um judeu, a Sua ida àquela parte do Templo simplesmente não teria sido permitida (Atos 21:28-30). Jesus também demonstrava os sinais exteriores de ser um judeu praticante. Ele vestia tzitzit (franjas do talit) em Sua roupa (Lucas 8:43, Mateus 14:36) para servir como um lembrete dos mandamentos (Números 15:37-39). Ele observou a Páscoa (João 2:13) e foi a Jerusalém (Deuteronômio 16:16) neste dia de festa muito importante da peregrinação judaica. Ele celebrava o Sucote, ou a Festa dos Tabernáculos (João 7:2,10), e foi a Jerusalém (João 7:14) como exigido pela Torá. Ele também observou o Hanucá (o festival das luzes, João 10:22) e provavelmente o Rosh Hashaná (a festa das trombetas, João 5:1), também visitando Jerusalém em ambas as ocasiões, embora não tivesse sido ordenado na Torá. Jesus claramente Se identificava como um judeu (João 4:22) e como o Rei dos judeus (Mc 15:2). Do Seu nascimento à sua última Páscoa (Lucas 22:14-15), Jesus viveu como um judeu devoto. (Extraído de: http://www.gotquestions.org/Portugues/Jesus-judeu.html#ixzz31RDgBDJd)

REFLEXÃO PESSOAL Sem dúvida alguma, o modelo de entrega de dízimo atual, não segue o exemplo que filhos de Israel praticaram no velho testamento. No novo testamento também houve alguns casos de recolhimento de dinheiro da parte dos apóstolos como em Atos 4:34-35. É um belíssimo texto que mostra em prática o mandamento do amor ao próximo, assim como o Salvador nos ensinou, pois eles vendiam suas propriedades e colocavam toda quantia aos pés dos apóstolos para que todo dinheiro fosse dividido igualmente entre todos os membros, até que não houve um necessitado entre eles (propor isto em uma igreja hoje seria entendido como uma piada). Paulo também organizou contribuições para ajudar os irmãos na Judéia que estavam passando por necessidades. Os irmãos da macedônia são elogiados por Paulo em 2Coríntios 2:8 por reconhecerem a pureza e simplicidade do evangelho, e mesmo com poucos recursos, contribuíram voluntariamente para ajudar os que estavam mais necessitados na Judéia. Este é mais um exemplo lindo de amar o próximo. Não seja mais um dos que sustentam preguiçosos e estelionatários, pois estes quando seu líder é desmascarado diante da população pela mídia, com a mente totalmente condicionada e manipulada pelo sistema religioso o 26 de fevereiro de 2014 www.oamordeyeshua.net


8 A lei do dízimo membro diz: “Se o líder roubou, é um problema dele com Deus, eu entrego o dízimo, sempre estou na igreja adorando a Deus, estou fazendo a minha parte. Se ele roubou, Deus irá cobrar dele”. A responsabilidade de amar o próximo está sobre a verdadeira Igreja que somos cada um de nós, que deve ser praticado diariamente com prazer. Depositar uma quantia mensal determinada pela religião e esperar que o pastor e sua equipe façam o trabalho e aplicação dos recursos adquiridos é uma transferência de responsabilidades, com prática herética sem nenhum respeito ao contexto histórico das escrituras. Provavelmente irás se misturar com a religião ao longo da vida, porque a maioria opta em estar na igreja porque alí encontram e conhecem pessoas que compartilham a mesma fé em nosso salvador Jesus, e como toda assembléia legislativa gospel regida por cabeças humanas terás que obedecer algumas regras de convivência dogmática determinada pela instituição escolhida. Plante a semente do evangelho genuíno alí dentro, instrua os desavisados "E até importa que haja entre vós heresias, para que Como Perder Barriga os que são sinceros se manifestem entre vós" (1 Co 11:19). Ame o Criador, ame o próximo, não deixe que seus irmãos em Cristo sejam explorados violentamente por falsos profetas e mercadores da fé. O dízimo nunca foi dinheiro, nunca foi mensal, não foi ordenado para nós (brasileiros). Este documento não foi feito para acabar com o dízimo, somos seres pensantes, então vamos praticar com consciência, o objetivo maior deste texto é trazer informações para os que sofrem em sua conciênca porque por algum motivo (seja por não ter, ou por não concordar) não é dizimista em um templo que é chamado popularmente de casa de Deus.

E indo, pregai, dizendo: É chegado o reino dos céus. Curai os enfermos, limpem os leprosos,

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