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1. Análise estruturada ....................................................................................................................................... 4 2. Diagrama de fluxo de dados (d.f.d) ............................................................................................................... 5 2.1. Fluxo de Dados ...................................................................................................................................... 6 2.1.1. Processo / Função................................................................................................................................ 6 2.1.2. Agentes Externos ou Entidades............................................................................................................ 7 3. DICIONÁRIO DE DADOS .......................................................................................................................... 8 3.1. Notação para Dicionário de Dados.......................................................................................................... 8 4. DIAGRAMA DE CONTEXTO ...................................................................................................................10 5. ESPECIFICAÇÃO DE PROCESSO ............................................................................................................11 5.1. Tabelas de decisão ................................................................................................................................11 5.2. Árvores de decisão ................................................................................................................................12 5.3. Fluxogramas .........................................................................................................................................13 5.4. Português estruturado............................................................................................................................14


1. ANÁLISE ESTRUTURADA

Um grupo de normas e recursos gráficos de comunicação, permitindo que o analista de sistema substitua a especificação em linguagem natural por um tipo de especificação clara que os usuários possam realmente ler e entender. Para introduzirmos a técnica de análise estruturada é necessário que tracemos uma paralelo com a Análise Tradicional ou não estruturada. A Análise é a fase em que se especificam que informações o sistema deve fornecer para atender às necessidades de seus usuário, ou seja, define que o sistema deve fazer. A Análise de Sistemas tradicional geralmente especifica os requisitos de um sistema de forma narrativa, com textos contínuos e termos técnicos, e então é fornecida ao usuário para sua “validação”. As razões para a dificuldade do usuário com as especificações técnicas feitas pelos analistas são: abordagem multifuncional, onde o texto trata de diversos assuntos ou funções simultaneamente, abordagem monolítica, a forma narrativa geralmente não permite o melhor encadeamento das idéias, apresentandoas todas de

uma só vez; falta de uniformidade e padronização, uma simples

mudança nos requisitos do usuário pode acarretar mudanças em diversas partes da especificação funcional e ausência de padrão para avaliação de qualidade, o estilo pessoal de cada analista dificulta a interpretação de texto por parte do usuário.


2. DIAGRAMA DE FLUXO DE DADOS (D.F.D)

A técnica utilizada pela análise

estruturada baseia-se nos

diagramas de fluxos de dados. A grande vantagem da utilização dessa técnica é a de permitir a avaliação do modelo junto com os usuários, de forma a se identificar as falhas o mais cedo possível. Além do mais , esta técnica permite um comprometimento maior do usuário com o processo de desenvolvimento de sistemas. Duas técnicas principais são utilizadas, uma por GANE e SARSON, outra por De Marco e YOURDON e que nos conduzem pequenas diferenças na terminologia e simbologia das várias escolas de Análise Estruturada; ambas as técnicas são similares. Segundo GANE/830 propósito de um D.F.D é mostrar para um área de negócios ou um sistema ou parte dele, de onde os dados surgem, para onde vão, quando são armazenados, que processa os transformam e as interações entre armazenamento de dados e processos. É uma ferramenta “top-down” e se estende sucessivamente para os níveis de maior

detalhamento, são multidimencionais e utilizam-se de recursos

gráficos. Trata-se de uma técnica formal de modelagem de processos, que permite o compartilhamento do modelo entre questão e no seu refinamento.

a comunidade, possui o foco centrado na


2.1. Fluxo de Dados Representa os dados que fluem entre os componentes de DFD e podem ser utilizados para transporte de dados entre agentes externos e processos, entre processos, armazenamento de dados e processos. Não existe a passagem de dados de armazenamento para agentes externos e vice-versa.

2.1.1. Processo / Função São procedimentos predeterminados, que visam transformar os dados de entrada em dados de saída. Estes procedimentos podem ser quaisquer tipos de operação aritmética, lógica ou movimentação de dados e representam as coisas que acontecem aos fluxos, em seu percursso através do sistema. Em primeiro lugar, os processos são numerados, permitindo identificá-los

rapidamente,

principalmente

quando

eles

são

agrupados

hierarquicamente, o que é visualizado na ocasião do nivelamento. É necessário descrever a função de cada processo, para facilitar a referência, fornecer uma identificação única para cada um, possivelmente associado a um sistema físico. A partir do momento em que o processo recebe a identificação esta não pode ser modificada, exceto para desmembramentos ou agrupamentos, pois serve de referência para fluxos de dados para decomposição do processo em níveis inferiores.


2.1.2. Agentes Externos ou Entidades São todas as organizações, sistemas ou pessoas que interagem com o sistema através do envio ou recebimento ou fluxo de dados. Normalmente as entidades externas têm intencionalmente seu nome escrito em maiúsculo, para diferenciá-las de possíveis depósitos de dados com o mesmo nome. Quando o sistema enfocado recebe dados de um outro sistema ou fornecidos a ele, aquele sistema é considerado entidade externa. O termo sistema empregado aqui, refere-se a um conjunto de procedimentos, automatizados e manuais utilizados para efetuar um fim desejado.


3. DICIONÁRIO DE DADOS

A análise estruturada advoga fortemente a documentação de todos os fluxos de dados, armazenamento de dados e processos em um dicionário de dados. O uso do dicionário de dados fornece uma definição padrão desses dados para subsequente referência associada aos Diagramas de Fluxo de Dados. Fornece a informação de texto de suporte para complementar a informação gráfica mostrada no DFD. Um dicionário de dados é simplesmente um grupo organizado de definições, de todos os elementos de dados do sistema sendo modelado. Um ou mais arquivos, descrevendo a natureza, a estrutura e a localização de dados numa base de dados, de uma forma mais simplificada, é o registro dos arquivos com seus respectivos campos. Todas as ferramentas CASE, disponíveis têm um sistema de Dicionário de Dados, o que resulta em ganhos consideráveis, se estes forem a nível corporativo e que o Dicionário seja ativo, podendo ser acessado por todas as equipes de projeto.

3.1. Notação para Dicionário de Dados As diversas convenções de dicionário de dados variam de uma simples forma de anotação como a usada por DeMARCO, apropriada para o uso manual, passando por uma abordagem padronizada de dicionário de dados como a


usada por WEINBERG, até uma abordagem automatizada de dicionário de dados como a usada por GANE e SARSON. Há vários esquemas comuns de notações usadas pela análise de sistemas; a seguir, mostraremos uma das mais comuns e que usa um número de símbolos simples: =

É composto de

+

E

()

Opcional

{}

Iteração

[]

Selecione somente uma das alternativas

** Comentário @ Identificador (campo chave) para um dado |

Separador de alternativa na construção []


4. DIAGRAMA DE CONTEXTO

O Diagrama de contexto estabelece os limites entre o sistema em questão e o seu meio ambiente. É utilizado para mostrar as comunicações entre o sistema, o ambiente e as entidades com as quais se comunica. Representa o Diagrama de Fluxo de Dados de mais alto nível para um determinado sistema, definindo de forma quantitativa os limites Sistema – Ambiente.


5. ESPECIFICAÇÃO DE PROCESSO

Além dos Diagramas de Fluxo de Dados e de um Dicionário de dados, a Análise Estruturada produz uma série de especificações denominadas de “Minispecs”, literalmente, miniespecificações ou especificações de processo. As

Miniespecificações

podem ser

expressas

em linguagem

estruturada e documentem os processos e a lógica condicional representada nos Diagramas de Fluxo de Dados. Sua finalidade é permitir que o analista de sistemas descreva, rigorosamente e precisamente, a forma comercial representada por cada um dos processos “at micos” nos DFD de baixo nível. As especificações de processo podem ser escritas em uma série de formas: Tabelas de decisão. Árvores de decisão. Fluxogramas. Português Estruturado.

5.1. Tabelas de decisão As tabelas de decisão especificam políticas para a transformação de entradas em processamento em saídas, em vez de especificar as características operacionais do algoritmo que está por baixo dessa transformação. Elas se concentram nas condições e resultados, ao passo que os outros métodos de miniespecs, como os pseudocódigos e os Fluxogramas, concentram-se na implementação procedimental da política.


As tabelas de decisão são muito úteis na explicação das miniespecs para os usuários finais. São boas para clarearem as regras e políticas confusas. Também é comum uma tabela de decisão revelar discrepâncias ou lacunas nas políticas e procedimentos existentes, sendo que as pessoas gostam de tabelas bidimensionais porque estas são de fácil compreensão então são ambíguas, que resultariam em dificuldades para a sua compreensão.

5.2. Árvores de decisão Quando a lógica for complexa, para ser detalhada pela utilização de linguagens estruturadas, então podemos recorrer a outras ferramentas, entre elas a das Árvores de Decisão. A árvore de decisão é uma ferramenta “top-dow” que através da divisão das ações em diferentes ramos, consegue cobrir todos os possíveis desdobramentos de uma determinada lógica. As árvores de decisão são bem simples de modificar, de acordo com a evolução das especificações. A tarefa mais difícil é organizar os critérios de decisão para que cada teste ocorra somente uma vez, mas, uma vez executada, será fácil acrescentar novas condições de teste e atualizar a árvore. As miniespecs em árvore de decisão são fáceis para os programadores seguirem: a ramificação lógica do programa já está desenhada em forma diagramática.


5.3. Fluxogramas O fluxograma é também chamado de diagrama de blocos e é uma das mais antigas e conhecidas ferramentas de modelagem, mesmo com as críticas que sofre dos grandes autores de técnicas estruturadas. O fluxograma usa um conjunto de símbolos gráficos que descreve as etapas da resolução do problema e é normalmente usado antes de se escrever o programa final. Normalmente é utilizado pelo programador para a documentação do programa, apresentando com clareza e precisão o raciocínio e as operações envolvidas, de modo que possa ser imediatamente transcrito em forma de programa e sirva como meio eficiente de documentação do mesmo. Por

ser,

ainda,

amplamente

utilizado

ele

segue

algumas

padronizações como: Recomendação

R1028

da

“Intenational

Organization

for

Standardization” sobre os símbolos de fluxogramas para informações de processamento. Se por um lado ele auxilia na solução dos principais problemas de uma descrição formal em português, por outro não conseguia refletir a realidade do usuário dado a sua tecnicidade, por utilizar somente símbolos de processamento de dados.


5.4. Português estruturado O próprio nome já nos indica, um português com estrutura, e é mais uma ferramenta da Análise Estruturada utilizada para descrever os processos ou bolhas do DFD. O Português Estruturado utiliza uma notação muito parecida aos programas estruturados escritos numa linguagem de alto nível como o COBOL, através do emprego de quatro estruturas lógicas de especificação de processo: Seqüência. Repetição. Condicional. Acesso a dados. Com isso, apesar de ser uma linguagem simples torna-se simultaneamente rigorosa para definir como os fluxos de saída são produzidos a partir dos fluxos de entrada e como a memória do sistema é afetada ou usada. Deve existir uma especificação, em português estruturado, para cada primitiva funcional do DFD.

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