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novos Mercados para o Mel p�gina 46

Minas inovadora p�gina 20


Agora o Sebrae � vai ate � ^ voce. O Sebrae pode ajudar voc� a ganhar mais sem que voc� precise ir ao Sebrae. Agende uma consultoria. Nossos profissionais ir�o at� voc� e far�o uma an�lise diretamente no seu neg�cio. E

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Quem tem conhecimento vai pra frente.


Nossas empresas s�o as que mais iNovam O sucesso no competitivo mundo dos neg�cios depende muito da inova��o. J� orientadas pelo Sebrae-MG para o risco de repetir o erro de s� copiar produtos, processos e servi�os bem aceitos no mercado, as micro e pequenas empresas (MPEs) de Minas Gerais s�o as mais inovadoras da regi�o Sudeste e superam a m�dia brasileira de investimentos em ideias originais. A lideran�a mineira foi constatada pela �ltima Pesquisa de Direcionamento Estrat�gico, numa consulta a 594 MPEs no estado, onde, entre as 359 clientes do Sebrae-MG, 81,1% inovaram. Nesta edi��o, Passo a Passo dedica reportagem especial ao tema, para contar hist�rias de empres�rios que, desafiando a falta de incentivos governamentais, criam ou melhoram produtos que garantem novos horizontes a seus neg�cios. A inovadora linha de cosm�ticos de um casal de Belo Horizonte e o sistema de rastreamento de carne bovina de uma empresa de Itajub� s�o exemplos de iniciativas bem-sucedidas, com apoio do Sebrae-MG, cuja atua��o abrange programas de forma��o, de ambi�ncia e de consultoria, todos ao alcance dos micro e pequenos empreendedores mineiros. Outra reportagem mostra a import�ncia dos Arranjos Produtivos Locais (APLs), polos inovadores de empresas do mesmo setor econ�mico, mundialmente denominados de clusters. Mais de 6 mil MPEs participam das redes de integra��o do conhecimento e de atividades espalhadas pelo estado, o que motiva a realiza��o, na hist�rica Ouro Preto, do 6� Congresso Latino-Americano de Clusters (Clac), de 23 a 27 de maio de 2011. Promovido pela primeira vez no Brasil, com organiza��o do Sebrae-MG, o 6� Clac reunir� gestores de todo o continente, no debate dos desafios ao desenvolvimento de APLs, para apresentar sugest�es que estimulem o aumento da competitividade e a sustentatibilidade dos pequenos neg�cios.

Carta ao Leitor

Foto: Miguel Aun

RobeRto Sim�eS PReSidente do conSelho delibeRativo do SebRae-mG 3


expediente

Passo a Passo � uma publica��o do Servi�o de Apoio �s Micro e Pequenas Empresas de Minas Gerais (SEBRAE-MG). Registro no Cart�rio Jero Oliva n� 931. Conselho Deliberativo do SEBRAE-MG BB, BDMG, CDL-BH, CEF, Cetec Ciemg, Faemg, Fapemig, Fecom�rcio-MG, Federaminas, Fiemg, Indi, Ocemg, Sebrae e Sede Presidente do Conselho Deliberativo do SEBRAE-MG: Roberto Sim�es Superintendente: Afonso Maria Rocha Diretor T�cnico: Luiz M�rcio Haddad Pereira Santos Diretor de Opera��es: Matheus Cotta de Carvalho Conselho Editorial Albertino Corr�a, Aline de Freitas, Andr�a Avelar, Luciana Patr�cia Rezende da Silva, Carolina Xavier, Daniela Almeida Toccafondo, Danielle Fantini, Edelweiss Petrucelli, Victor Ant�nio de Almeida, Gustavo Moratori, Jefferson Ney Amaral, Jos� M�rcio Martins, Karinne Mendes, L�a Paula Fonseca Ribeiro, Lilian Botelho, M�rcius Marques Mendes, Maria Gorete Cordeiro Neves, Paulo C�sar Barroso Ver�ssimo e Regina Vieira. Assessor de Comunica��o: Lauro Diniz Jornalista respons�vel: Andr�a Avelar Gest�o Editorial: Margem 3 Comunica��o Estrat�gica Editor Executivo: Frederico Alberti Editores adjuntos: Frederico Machado e Juliana Garcia Chefes de reportagem: Frederico Alberti e Juliana Garcia Colaboraram nesta edi��o: Alessandra Iacomini, Carla Medeiros, Frederico Machado, Lilian Lobato, Marco Ant�nio Corteleti e Michelle Leal Oliveira Projeto Gr�fico e Diagrama��o: Carla Marin / Jumbo Fotografia � capa: Gustavo Black Ilustra��es: Lucas Costa Val / Jumbo Impress�o: Del Rey Periodicidade Bimestral Tiragem: 15mil exemplares Cartas para a reda��o passoapasso@sebraemg.com.br Endere�o: AV. Bar�o Homem de Melo, 329 Nova Sui�a � Belo Horizonte � Minas Gerais CEP: 30460-090 � Telefone: 0800-5700800 www.sebraemg.com.br 4 ago�set�2010


�ndiCe

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14 pingue-pongue: Fabrinni Santos fala sobre a certifica��o das empresas do ramo aliment�cio 16 Cultura: A tradi��o das fiandeiras do vale do Urucuia contada em um espet�culo de m�sica e circo 20 artesanato: Museu de Inhotim serve de inspira��o para um grupo de artes�s de Brumadinho atividade

26 reCiClagem: Catadores de pl�stico se unem para fortalecer 38 artigo: Marcelo Miyashita fala da import�ncia do p�s-venda

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40 inova��o: Com apoio do Sebrae-MG, empresas mineiras s�o as que mais investem em produtos e servi�os inovadores 46 apiCultura: Projeto do Sebrae-MG capacita produtores de mel para ganharem novos mercados 52 entrevista: Mercado das classes C e D � o tema da conversa com o especialista em comportamento do consumidor F�bio Mariano Borges 26 56 Qualidade : Empresas do polo de eletr�nica de Santa Rita do Sapuca� buscam a certifica��o ISO 9000 62 agroneg�Cio: Agricultoras prosperam com empresa de processamento de hortali�as

68 Feira do empreendedor: Cem mil pessoas s�o esperadas na edi��o 2010 do evento, que come�a em 31 de agosto 72 polos: Ouro Preto sediar� o pr�ximo Congresso Latinoamericano de Clusters

76 perFil: O vigor econ�mico e cultural da regi�o Central do estado 56 82 artigo: Alanni Castro fala das Sociedades de Garantia de Cr�dito 5


Notas M�sica Desde o in�cio de agosto, 20 artistas e bandas mineiras selecionadas pelo Sebrae-MG participam do programa Solu��es Estrat�gicas para o Segmento da M�sica. Erika Machado, Marku Ribas, Tom Nascimento e Wilson Sideral s�o alguns dos participantes. Durante o programa, que tem dura��o de 18 meses, eles receber�o consultorias e capacita��es para prepar�-los para os desafios do mercado. Ser�o debatidos temas como distribui��o musical, direitos autorais, gest�o financeira de projetos culturais, cria��o e gest�o de cooperativas musicais.

S�nia Vasconcelos

Sinh� Recicla Sinh� Recicla � um projeto que ensina mulheres de Uberl�ndia a confeccionar pe�as artesanais a partir dos res�duos das ind�strias de vestu�rio e material reciclado. A iniciativa � comandada desde 2008 pela ex-banc�ria S�nia Vasconcelos e tem o apoio do Sebrae-MG. Uma vez por semana, Vasconcelos e outras 13 mulheres se re�nem para ensinar uma variedade de 60 t�cnicas artesanais de croch�, bordado, tric�, cestaria e tecelagem a 200 artes�s da regi�o. O grupo produz 1.500 pe�as por m�s. Erika Machado

Embalagens subsidiadas Micro e pequenas empresas poder�o aumentar a competitividade de seus produtos por meio da cria��o ou reformula��o das embalagens. Este � o objetivo do conv�nio entre Sebrae e Associa��o Brasileira de Embalagens (Abre) que subsidia 50% do valor do investimento em design para as empresas que participam pela primeira vez do projeto. Para aquelas que j� participaram do conv�nio, o subs�dio ser� de 30% do valor total do projeto.

Projeto Sinh� Recicla Incubadora de Empresas da UFU Avenida Francisco Vicente Ferreira, 560, Santa M�nica, Uberl�ndia Aulas �s quartas-feiras, das 14h �s 17 horas 6

Mais informa��es: www.embalagemparatodos.com.br ago�set�2010


notas Acesso ao cr�dito As micro e pequenas empresas de Governador Valadares e regi�o ter�o acesso facilitado a cr�ditos banc�rios j� nos pr�ximos meses. A facilidade � resultado da instala��o da primeira Sociedade de Garantia de Cr�dito (SGC) de Minas Gerais, que na cidade chamar� Garantia dos Vales. A entidade ter� condi��es de atender 1.530 empresas e avalizar empr�stimos que totalizem R$ 16 milh�es nos pr�ximos cinco anos.

Mais SGCs a caminho At� o final do ano, duas outras Sociedades de Garantia de Cr�dito ser�o constitu�das em Minas Gerais. No sul do estado, a SGC vai atender as cidades de Jacutinga, Monte Si�o, Pouso Alegre e Santa Rita do Sapuca�. No Alto Parana�ba, a Sociedade vai operar em Arax� e Patos de Minas. Um diagn�stico do Sebrae-MG com 400 empresas de Belo Horizonte, em andamento, vai avaliar a demanda para instala��o de um SCG tamb�m na capital. A previs�o � que o trabalho esteja conclu�do em outubro e, caso seja verificada a necessidade, a SGC de BH come�a a funcionar j� no in�cio de 2011.

Rodada de neg�cios l�cteos Aproximar empresas fornecedoras e compradoras � o objetivo da Rodada de Neg�cios promovida pelo Sebrae-MG. Em Juiz de Fora, a segunda rodada do setor l�cteo foi realizada no �ltimo dia 14 de julho. O encontro reuniu 26 fornecedores de latic�nios da regi�o e 15 empresas compradoras (�ncoras). As ofertantes aproveitaram a oportunidade para apresentar produtos como queijos, iogurtes, doce de leite e leite em p�, entre outros. Ao todo foram agendadas 134 reuni�es entre as partes, e a expectativa de neg�cios a partir dos contatos criados no encontro � de R$ 52 milh�es, cerca de 20% superior ao registrado no ano passado.

Central de Atendimento em Divin�polis A popula��o de Divin�polis j� pode usufruir, desde o in�cio de agosto, da nova Central de Atendimento do Sebrae-MG na cidade. O escrit�rio disp�e de salas de atendimento com acesso a m�dias digitais (consultoria online e chat), treinamento com videoconfer�ncia, espa�o para reuni�o e recep��o. As novas instala��es permitir�o a amplia��o

do n�mero de atendimentos aos que desejam abrir, diversificar ou ampliar seu neg�cio. No local tamb�m ser�o oferecidas consultorias, palestras, cursos e programas de atualiza��o. A nova central atende 16 munic�pios do Alto Parana�ba.

Central de Atendimento do Sebrae-MG Rua Coronel Jo�o Notini, 304, Centro Divin�polis Mais informa��es: (37) 3213- 2080 7


notas Meu Primeiro Neg�cio As cinco edi��es do evento Meu Primeiro Neg�cio realizadas em 2010 reuniram cerca de oito mil pessoas nas cidades de Uberaba, Governador Valadares, Pouso Alegre, Muria� e Conselheiro Lafaiete. Ao todo foram 525 atividades e 13.721 capacita��es. O Meu Primeiro Neg�cio oferece oportunidades para potenciais empreendedores e tamb�m para empres�rios com projetos de expans�o, como o propriet�rio da Sorvetes Beijo Frio, Jos� Geraldo Groppi. "O encontro do Sebrae-MG me deu suporte para aumentar meu neg�cio. Muitas pessoas me procuravam interessadas n�o apenas em sorvetes, mas tamb�m nas m�quinas. Percebi a demanda e comecei a produzir para venda. Hoje forne�o meus produtos para v�rias cidades do sul de Minas Gerais", resume. Daniele Consentino tornou-se empreendedora individual em mar�o deste ano, logo ap�s participar da edi��o de Ipatinga do evento. A nova empres�ria trabalha com a personaliza��o de chinelos e sua empresa, a Fruta Cor Chinelos Personalizados, atende a diversos cerimoniais."Por meio do Meu Primeiro Neg�cio, o Sebrae me ajudou a perceber que mesmo empreendedores iniciantes podem ser vision�rios, eficientes e bem-sucedidos", afirma.

Daniele Cosentino

Programa��o 05 e 07 de outubro - Ita�na 13 e 15 de outubro - Montes Claros

100 melhores

O Sebrae-MG est� entre as 100 melhores empresas para se trabalhar no Brasil. O resultado foi divulgado em S�o Paulo (SP) no dia 16 de agosto. A pesquisa nacional foi realizada pelo Instituto Great Place to Work e divulgada pela revista �poca. Os funcion�rios responderam de forma volunt�ria e an�nima a um question�rio sobre o ambiente de trabalho. A empresa tamb�m passou por auditorias e por uma avalia��o que detalhou as melhores pr�ticas e benef�cios para a excel�ncia do ambiente de trabalho. Essa � uma classifica��o in�dita no Sistema Sebrae.

cr�dito em Foco ano 0 - n�mero 1 - de Julho � setembro de 2010

InformatIvo trImestral sobre cr�dIto para mIcroempresas e empresas de pequeno porte de mInas GeraIs

Acesso ao cr�dito As micro e pequenas empresas (MPEs) e empreendedores enfrentam diversas barreiras para ter acesso ao cr�dito. O segmento tem dificuldade para oferecer garantias solicitadas pelos bancos; tem problemas para comprovar sua capacidade de pagamento; encontra taxas e prazos inadequados � sua realidade; muita burocracia e pouca informa��o sobre produtos e servi�os oferecidos no mercado financeiro. Para atender �s determina��es da Lei Geral das Micro e Pequenas Empresas (Lei n� 123, de 14/12/2006), as institui��es financeiras criaram ou aperfei�oaram linhas de cr�dito direcionadas �s MPEs. Por�m, essas medidas nem sempre s�o percebidas pelos empres�rios. Com a proposta de divulgar informa��es sobre o acesso das MPEs ao cr�dito, o SEbrAE-MG, em parceria com banco do brasil, banco de Desenvolvimento de Minas Gerais, banco do Nordeste do brasil e Caixa Econ�mica Federal, criou o boletim Cr�dito em Foco. O informativo ir� mostrar informa��es e estat�sticas consolidadas sobre o acesso das micro e pequenas empresas e empreendedores mineiros aos servi�os financeiros, linhas de empr�stimos e financiamento, al�m de apresentar dicas e novidades relacionadas ao assunto. Nesta primeira edi��o voc� vai encontrar informa��es sobre linhas de cr�dito para o Empreendedor Individual, estat�sticas de cr�dito em Minas Gerais e diferen�as entre cr�dito para capital de giro e investimento. boa leitura!

Empreendedor Individual Desde 1� de julho de 2009, profissionais aut�nomos como sapateiros, manicures, pintores, marceneiros, entre outros, passaram a desfrutar dos benef�cios da Lei Complementar n� 128, que criou a figura jur�dica do Empreendedor Individual. A lei beneficia o empres�rio individual, sem s�cios e com receita bruta anual de at� r$ 36 mil/ano. Quem aderir ter� direito a aposentadoria por idade ou invalidez, aux�lio acidente de trabalho, aux�lio doen�a, licen�a-maternidade ou paternidade, entre outros benef�cios. A lista de atividades que podem ser registradas est� no site da receita Federal.

lInhas de cr�dIto o registro como empresa permite ao empres�rio obter linhas de cr�dito com juros mais baixos. mas o simples fato de se registrar e obter um cnpJ n�o significa que o cr�dito ser� liberado. conhe�a algumas exig�ncias do sistema financeiro: 7 documenta��o completa conforme

exig�ncia do agente financeiro; 7 situa��o fiscal e credit�cia em dia; 7 capacidade de pagamento; 7 Garantias.

onde encontrar um escrIt�rIo de contabIlIdade InscrIto no sImples nacIonal 7 no site da fenacon 7 no portal do empreendedor

www.fenacon.org.br; www.portaldoempreendedor.gov.br

Informa��es 7 central de atendimento ao empreendedor Individual

rua bernardo monteiro, 1.903 � bairro lourdes � bh/mG; 7 nas unidades do sebrae-mG no interior do estado; 7 pelo site portal do empreendedor � www.portaldoempreendedor.com.br; 7

central de relacionamento do sebrae-mG: 0800 570 0800.

Informa��es sobre cr�dito

O que os funcion�rios mais valorizam? 1. Desenvolvimento profissional...............58,84% 2. Qualidade de Vida ...................................20,68% 3. Remunera��o e Benef�cios ....................17,07% 4. Outros ............................................................3,41%

O Sebrae-MG ir� lan�ar o boletim Cr�dito em Foco, uma publica��o produzida em conjunto pelas unidades de Intelig�ncia Empresarial e Acesso a Servi�os Financeiros. O informativo tem como proposta divulgar as a��es, produtos e servi�os que as institui��es conveniadas direcionam �s micro e pequenas empresas e aos empreendedores. Ele estar� dispon�vel no site do Sebrae-MG e a previs�o � permitir o acesso tamb�m pelos sites das entidades que integram o F�rum Permanente Mineiro das Microempresas de Pequeno Porte (Fopemimpe). ago�set�2010

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notas

Design Cinco projetos classificados na segunda edi��o do Pr�mio Sebrae Minas design 2010 em breve estar�o dispon�veis no mercado: a mesa de centro twister, a banheira Icon(vencedora da categoria ard�sia), a poltrona Aqva, a chaise libra e o banco exo, todos desenvolvidos pela Kvar Design, de Belo Horizonte. A Global A�o Inox, de Minas Gerais, produzir� a chaise. A L�der Interiores, a Cia do Acr�lico e Gold Vision fabricar�o a poltrona Aqva, que possui sensor de presen�a para acionamento autom�tico da ilumina��o em led. A banheira, feita com placas de ard�sia e vidro, ser� exportada para Espanha e It�lia, o banco ser� fabricado pela Dragma M�veis e a mesa ser� produzida pela Scarazzato M�veis, do Paran�.

Cooperativas de Cr�dito Foz do Igua�u, no Paran�, sediar� o 2� F�rum Nacional de Cooperativas de Cr�dito de MPEs, no pr�ximo dia 25 de agosto. O F�rum, realizado pelo Sebrae em parceria com a Confedera��o Brasileira das Cooperativas de Cr�dito (Confebras), reunir� executivos, lideran�as de cooperativas, donos de MPEs e profissionais do setor p�blico. O evento � gratuito e os interessados devem se inscrever pelo e-mail forumcoopcredito@sebrae.com.br.

Programa��o Bloco I � Talk show sobre cooperativismo de cr�dito e microfinan�as Bloco II � Mesa redonda sobre governan�a corporativa em Cooperativas de Cr�dito Bloco III � talk show sobre produtos, servi�os e plataformas diferenciadas para atendimento das MPEs

Servi�o Data: 25/08/2010 Hor�rio: 8h �s 17h30 Local: Mabu Thermas & Resort Hotel, Foz do Igua�u (PR) Temas: -Cooperativismo de cr�dito e microfinan�as - Governan�a corporativa em cooperativas de cr�dito - Produtos e servi�os Mais informa��es: www.uasf.sebrae.com.br 9


ConsuLtoria

CoNsultoria

Como fazer um

O primeiro passo consiste na defini��o do melhor regime tribut�rio para a empresa: lucro real, lucro presumido ou arbitrado, simples nacional ou valores fixos (Empreendedor Individual). "Para saber qual o regime ideal para cada neg�cio � preciso elaborar um organograma que inclua claramente as etapas de todo o processo operacional e do fluxo financeiro da empresa e, em seguida, estabelecer metas e a��es para um prazo de aproximadamente cinco anos. Isso vai ajudar o empres�rio a comparar a previs�o de redu��o de impostos entre diferentes regimes", ensina o analista de atendimento do Sebrae-MG Haroldo Santos Ara�jo, que ressalta tamb�m a import�ncia de se conhecer os benef�cios fiscais federais, estaduais e municipais incidentes sobre os produtos ou servi�os da empresa. Ara�jo explica que, uma vez escolhido o regime de tributa��o, o empres�rio deve dedicar-se ao planejamento das opera��es da empresa em conson�ncia com o modelo escolhido e, a partir da�, determinar onde h� espa�o para a��es de redu��o de custos tribut�rios, seja pela redu��o da base de c�lculo e percentuais dos impostos, encargos e taxas, seja pela recupera��o dos impostos via empr�stimos subsidiados.

planejamento tribut�rio?

A estrat�gia adotada pela empresa para tornar sua marca mais conhecida no mercado � crucial para o sucesso dos neg�cios. Aumentar a visibilidade e a prefer�ncia por seus produtos ou servi�os requer investimento e cuidado na elabora��o das a��es de divulga��o. S�o cinco as etapas quem comp�em uma a��o promocional: comunica��o, campanhas, plano de promo��o, meios de comunica��o e merchandising no Ponto de Venda.

Campanhas promoCionais?

Como elaborar

Para uma a��o eficiente, � preciso analisar e definir com clareza os objetivos da campanha e a estrat�gia escolhida, as t�cnicas e o plano de promo��o, a escolha dos meios de comunica��o que ser�o utilizados (plano de m�dia) e o modelo de avalia��o de resultados. Ao conhecer e desenvolver alguns destes segredos da propaganda, voc� saber� por que ela � considerada "a alma do neg�cio", independentemente do tamanho que a empresa possa ter. E, a partir da�, saber� por que ficar� dif�cil prosseguir sem ela. 10 ago�set�2010


ConsuLtoria

Como elaborar um planejamento O setor de recursos humanos tem sido percebido como �rea cada vez mais estrat�gica nas empresas. Afinal, � por meio das pessoas que se alcan�am resultados nos �mbitos de qualidade, produtividade e atendimento. O empres�rio precisa cuidar para que a empresa tenha sempre uma equipe de trabalho comprometida em desempenhar suas atividades com foco nos objetivos do neg�cio. A gest�o de pessoal come�a ainda no recrutamento. Quanto mais delineada a forma de sele��o aos requisitos exigidos pela empresa, maiores s�os as chances de se incorporar profissionais adequados � fun��o. Aos colaboradores � preciso fornecer capacita��o e a��es de desenvolvimento profissional, como forma de mant�-los motivados e em constante evolu��o. E, por fim, o empres�rio deve ser cioso quanto � pol�tica de remunera��o, ou seja, a composi��o dos sal�rios e dos benef�cios diretos e indiretos.

de reCursos humanos?

A pesquisa de mercado � uma ferramenta importante para que o empres�rio e o empreendedor obtenham informa��es valiosas sobre o setor em que atuam ou pretendem atuar.

pesquisa de merCado?

Como realizar uma

Atualmente, ela est� ao alcance das pequenas empresas e pode ser realizada a partir de institutos de pesquisas contratados, empresas juniores compostas por estudantes universit�rios ou pelo pr�prio empres�rio e seus colaboradores. Dependendo da complexidade da pesquisa, � fundamental que se contrate uma institui��o capacitada. S�o nove os passos que o empres�rio e o empreendedor devem seguir: defini��o do p�blico-alvo e objetivos da pesquisa; escolha do sistema de coleta de dados; defini��o do m�todo de pesquisa de dados prim�rios; delimita��o da amostra; elabora��o dos instrumentos de pesquisa; aplica��o da pesquisa; tabula��o dos dados; elabora��o do relat�rio final e, por fim, a tomada de decis�o.

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ateNdimeNto sob medida Sebrae-MG cria programa em que a institui��o oferece solu��es em gest�o empresarial com abordagem individualizada PoR caRla medeiRoS FotoS: GuStavo black

nego�Cio a neg�Cio

O Programa Neg�cio a Neg�cio passa a compor a carteira de projetos do Sebrae-MG no atendimento �s micro e pequenas empresas. A institui��o realizar� diagn�sticos junto aos empres�rios para trocar informa��es, e a partir da�, oferecer gratuitamente orienta��es e consultorias. Lan�ado em julho, o programa tem como objetivo estimular o desenvolvimento e o fortalecimento das empresas, bem como ampliar o n�mero de atendimentos em Belo Horizonte e em onze cidades da regi�o metropolitana (Contagem, Betim, Rio Acima, Nova Lima, Ibirit�, Sabar�, Santa Luzia, Vespasiano, Ribeir�o das Neves, Pedro Leopoldo e Lagoa Santa).

Any Myuki: relacionamento de longo prazo com as empresas

Sebrae-MG realizar� diagn�sticos junto aos empres�rios da RMBH ago�set�2010

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neg�Cio a neg�Cio Gratuito e personalizado

De acordo com Any, a metodologia do programa se caracteriza por tr�s atendimentos para cada empres�rio. Na primeira fase, pesquisadores de empresas contratadas pelo Sebrae-MG v�o at� as empresas aplicar o question�rio "Diagn�stico Situacional", com 37 quest�es relativas � empresa. No segundo atendimento, os t�cnicos do Sebrae-MG analisam os dados coletados, criam perfis individuais e elaboram o chamado Relat�rio de Orienta��o Empresarial. Ap�s conclu�-lo, encaminham uma c�pia aos empres�rios, acompanhada de sugest�es dos produtos e servi�os da institui��o mais adequados � realidade espec�fica de cada neg�cio. Na terceira e �ltima etapa, realizada no m�nimo 30 dias ap�s o envio do documento, os pesquisadores das empresas contratadas pelo Sebrae-MG retornam �s empresas para aplicarem novos question�rios.

Credibilidade

A administra��o e credibilidade dos dados confidenciais tamb�m � uma preocupa��o do Programa Neg�cio a Neg�cio. Os dados coletados s�o avaliados por t�cnicos do Sebrae-MG, permitindo o desenvolvimento do Relat�rio de Orienta��o Empresarial. "Houve muitas reuni�es para nivelar as informa��es de toda a equipe. Os t�cnicos acompanhar�o detalhadamente os dados para que n�o chegue nenhuma informa��o errada e n�o ocorra equ�voco na execu��o da meta", revela a coordenadora do programa. Camiseta e crach� identificam os pesquisadores

A din�mica se baseia na constru��o de um sistema de dados que possibilite o acesso a informa��es gerais e espec�ficas das empresas, a fim de identificar os pontos fortes e fracos e prestar consultorias de gest�o empresarial focada na realidade de cada neg�cio. A analista da �rea de Atendimento, Any Myuki, afirma que o Sebrae-MG ter� um volume de informa��es sem paralelo na hist�ria da institui��o, o que permitir� oferecer atendimentos ainda mais eficientes. "Esperamos que o programa seja apenas o in�cio de um relacionamento de longo prazo e que as empresas encontrem no Sebrae-MG as solu��es de gest�o empresarial que precisam para terem melhores resultados no mercado", comenta. Em Minas Gerais, a meta do programa � atender 90 mil micro e pequenas empresas at� o final do de 2010. No Brasil, a estimativa � atender 700 mil empreendedores. O programa vai focar micro e pequenas empresas de todos os segmentos de atua��o (com�rcio, ind�stria e servi�os).

Segundo Any Myuki, outra preocupa��o do Sebrae-MG � quanto � resist�ncia de algumas empresas. "Queremos que elas confiem em nosso trabalho e que se interessem em receber as orienta��es. Acreditamos que, ap�s os primeiros resultados do programa, cada vez mais empresas estejam abertas a nos receber".

Vantagens para todos

O programa come�a destinado a 12 munic�pios da regi�o metropolitana, mas na pr�tica todas as micros e pequenas empresas de Minas Gerais ser�o beneficiadas. Any Myuki explica que os dados coletados e avaliados pelo Neg�cio a Neg�cio possibilitar�o que o Sebrae-MG tenha informa��es completas para construir um "retrato" dos desafios enfrentados pelos empreendedores. "Este relat�rio servir� de base para estudos mais aprofundados sobre os pequenos neg�cios em Minas Gerais e nos ajudar� no desenvolvimento de novos projetos, servi�os e produtos", afirma.

Receptividade

O empres�rio Luiz Rocha Filho, propriet�rio da Siprede Equipamentos de Inc�ndio, diz que h� tempos pensa em procurar o Sebrae-MG para receber orienta��es e capacita��o, mas nunca encontra tempo na corrida rotina da empresa. "Estou ansioso para receber os pesquisadores e, ap�s a avalia��o do perfil do meu neg�cio, receber sugest�es para melhorar minha gest�o. Atualmente, iniciar uma atividade empresarial pela lei � relativamente f�cil, mas a organiza��o da empresa requer conhecimentos e a sua aus�ncia muitas vezes gera problemas graves e at� insuper�veis. As orienta��es e o apoio do Sebrae-MG s�o muito importantes para a sobreviv�ncia dos micro e pequenos neg�cios". 13


pingue-pongue

CresCimeNto seguro e CertifiCado Fabrinni SantoS edidas de controle de qualidade e de seguran�a dos alimentos elevam os padr�es das micro e pequenas empresas e garantem vantagens competitivas no mercado. Os empreendedores, al�m de manterem seus produtos e servi�os em conformidade com a legisla��o, est�o cada vez mais atentos a diferenciais na �rea, como a certifica��o conquistada pela implanta��o de normas volunt�rias da Associa��o Brasileira de Normas T�cnicas (ABNT). Esta � uma medida que vem ganhando for�a no setor, conforme observa o assessor t�cnico nacional do Programa Alimentos Seguros (PAS) e consultor do Sebrae para o desenvolvimento de projetos de seguran�a de alimentos em cadeias produtivas locais, Fabrinni Santos. Nesta entrevista, ele explica os caminhos e as vantagens de se obter a certifica��o das normas volunt�rias. 14 ago�set�2010

M

Empresas do ramo aliment�cio buscam ampliar mercado investindo em diferenciais que atestem a qualidade dos produtos e servi�os oferecidos


pingue-pongue PoR caRla medeiRoS Foto: GuStavo black

Quais s�o as normas brasileiras espec�ficas para seguran�a dos alimentos? Atualmente, duas normas est�o em vigor no Brasil. Uma � a ABNT NBR ISO 22.000 � Certifica��o do Sistema de Gest�o da Seguran�a de Alimentos. De origem internacional, ela abrange as empresas da cadeia produtiva e de fornecimento de insumos com a sugest�o de implanta��o de ferramentas para garantir a seguran�a dos alimentos. � uma norma ampla que atende tamb�m os aspectos de gest�o de produ��o e o Sistema APPCC (An�lise de Perigos e Pontos Cr�ticos de Controle), al�m dos requisitos para exporta��o. A segunda � a ABNT NBR 15.635 - Requisitos de Boas Pr�ticas Higi�nico-Sanit�rias e Controles Operacionais Essenciais em Servi�os de Alimenta��o. Esta � nacional, publicada em 2008, e prop�e �s empresas de servi�os de alimenta��o, com foco no mercado local, a ado��o de princ�pios legais, regulados pela Anvisa, cumprindo tamb�m alguns regulamentos do Sistema APPCC.

neg�cios; e a responsabilidade social, que coloca a empresa de acordo com as pol�ticas de sa�de p�blica dos cidad�os.

O que s�o as normas volunt�rias de seguran�a dos alimentos? S�o documentos aprovados pela Associa��o Brasileira de Normas T�cnicas (ABNT) que se fundamentam no interesse da sociedade como um todo e est�o de acordo com a lei de seguran�a de alimentos. Estes instrumentos estabelecem os padr�es necess�rios para as empresas nos seus processos de seguran�a de alimentos, com credibilidade, �tica e reconhecimento. Qual � a principal vantagem das normas volunt�rias? A vantagem principal destas regras � a certifica��o das organiza��es e, consequentemente, seus reconhecimentos perante a sociedade na realiza��o de um servi�o de excel�ncia. Os empres�rios est�o aderindo? Muitos j� percebem estas normas como um investimento que gera retorno para seus neg�cios, e n�o mais como um custo adicional. Com rela��o � ISO 22.000, as empresas com contratos de fornecimento de servi�os de alimenta��o e exporta��o de produtos, por for�a destas rela��es comerciais, buscam implantar e se certificar para garantir competitividade. As empresas de servi�os de alimenta��o tamb�m j� se mobilizam para a implanta��o da NBR 15.635. A

norma ainda � considerada nova, mas vem ganhando for�a, desde 2009, com um dos projetos do Programa Alimentos Seguros (PAS). Esse programa, uma parceria do Sebrae, Senac, Senai, Sesc e Sesi e ABNT, visa, entre outras coisas, facilitar a implanta��o e certifica��o desta norma, com metodologias de linguagens acess�veis e capacita��o pessoal.

Quais as expectativas para as certifica��es? Vale lembrar que teremos no Brasil dois eventos de grande import�ncia internacional: a Copa do Mundo, em 2014, e as Olimp�adas, em 2016. Haver� um enorme fluxo de pessoas no pa�s e a seguran�a dos alimentos � uma exig�ncia constante dos Comit�s Organizadores. As micro e pequenas empresas ter�o que se adequar � legisla��o e a chegada da NBR 15.635 facilita esta certifica��o. Como a ABNT acompanha o desenvolvimento das normas dentro das empresas? O acompanhamento � feito por meio de auditorias anuais. Caso seja comprovado o n�o cumprimento de qualquer requisito, as empresas podem perder a certifica��o concedida. Quais os impactos na sa�de da popula��o? Esse � o ponto chave de todo o processo, pois a falta de medidas de seguran�a alimentar pode causar aos consumidores doen�as de origem alimentar desde leves at� mortais. 15

Por que as micro e pequenas empresas devem investir em normas de seguran�a alimentar? As empresas devem investir nestes instrumentos por diversos fatores. Os principais s�o a padroniza��o dos processos produtivos, facilitando a gest�o e reduzindo custos de produ��o, o que maximiza a lucratividade; a utiliza��o das normas implantadas e dos selos como fator de marketing, ampliando os


Cena do espet�culo da Companhia Nosconoscosmesmos

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CuLtura

Hist�rias teCidas Com Espet�culo musical e circense valoriza tradi��o das fiandeiras do Vale do Urucuia PoR caRla medeiRoS FotoS: iGn�cio coSta

taleNto F iar � uma tradi��o que passa de gera��o em gera��o no Vale do Urucuia, no noroeste de Minas. Mas quem v� apenas o produto final dessa arte � base de fios de algod�o n�o conhece o trabalho das fiandeiras, que cantam enquanto dividem as tarefas e encantam com suas habilidosas m�os. Foi exatamente para retratar o cotidiano dessas talentosas sertanejas que foi criado o espet�culo "Respingos... de um sert�o reinventado", apresentado pela primeira vez no 3� Encontro dos Parceiros do Vale do Rio Urucuia, realizado com apoio do Sebrae-MG no final de junho, em Sagarana, distrito de Arinos.

O espet�culo, idealizado pela designer de moda e artista de circo Ana Paula Lage � encenado pelos artistas da Companhia Nosconoscosmesmos, da qual faz parte. A dire��o musical � do experiente m�sico Maur�cio Tizumba. A ideia do musical circense � resgatar, valorizar e divulgar o artesanato do Vale do Urucuia, al�m de fomentar o turismo e ampliar as vendas das artes�s.

Maur�cio Tizumba � respons�vel pela dire��o musical do espet�culo

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CuLtura O analista t�cnico do Sebrae-MG no Vale do Urucuia, Emerson Gon�alves, destaca a import�ncia do espet�culo para as artes�s locais. "A pe�a � muito importante, pois resgata e conta a hist�ria do p�blico-alvo de nosso trabalho aqui na regi�o. A narra��o do espet�culo � a devolu��o do resultado de um trabalho que estamos desenvolvendo h� 10 anos com o projeto de Desenvolvimento do Territ�rio Vale do Urucuia", afirma. Segundo ele, as artes�s se sentiram valorizadas, agradecidas pelo projeto. "N�o tenho d�vidas de que esta apresenta��o gerou um impacto muito positivo tanto na produ��o quanto no comprometimento com o artesanato, elevando a autoestima", acrescenta Gon�alves.

arinos

Inspira��o

"Respingos... de um sert�o reinventado" � fruto de um trabalho acad�mico de Ana Paula Lage no curso de Design de Moda da Universidade Fumec. A inspira��o veio das hist�rias e dos poemas de sua av�, que � artes� e poetisa. A aproxima��o com esta tradi��o do noroeste do estado come�ou em Belo Horizonte, durante a realiza��o de um congresso sobre biodiversidade. Foi quando conheceu tecel�s do Vale do Urucuia e, pela primeira vez, as viu cantar e fiar. "Resolvi, ent�o, montar esse espet�culo que mostra o dia a dia dessas trabalhadoras. Estrear a pe�a em Sagarana, local de pesquisa, s� foi poss�vel com o apoio do Sebrae-MG", esclareceu Ana Paula, que ressalta a participa��o das mulheres n�o apenas com depoimentos. "A confec��o do cen�rio e do figurino dos personagens foi toda produzida pelas pr�prias fiandeiras."

O espet�culo mescla arte circense com m�sica

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CuLtura O sertanejo em foco Fiar em mutir�o � uma tradi��o antiga das artes�s. A preserva��o desta cultura tem sido incentivada pelo projeto P�lo Veredas, promovido pela ONG Central ArteSol, e pelo Sebrae-MG. O projeto divulga a import�ncia do trabalho em formato de rede de produ��o. "As tarefas s�o divididas em forma de uma cadeia produtiva nas associa��es. Algumas t�m fun��es de fiar o algod�o, outras de tingir, de tecer e de finalizar", ressalta Emerson Gon�alves. Em Sagarana, esse projeto trabalha para manter a tradi��o viva. A iniciativa envolve 180 fiandeiras e 15 tecel�s, com um mesmo padr�o de produ��o. Este ano, o encontro de Parceiros do Vale do Urucuia teve como tema "Sagarana: feito Rosa para o Sert�o", em homenagem ao centen�rio de Guimar�es Rosa, completado em 2008. As obras do escritor abordam com particularidade o cotidiano do sertanejo, tamb�m tema da pe�a de Ana Paula Lage. O evento � uma das a��es do projeto de Desenvolvimento do Territ�rio Vale do Urucuia, formado por 11 munic�pios, entre eles Riachinho, Chapada Ga�cha, Urucuia, Uruana de Minas, Buritis, Bonfin�polis, Formoso, Cabeceira Grande, Arinos, Dom Bosco e Natal�ndia.

Territorial Urucuia O Sebrae-MG atua na regi�o do Vale do Urucuia desde 1998, desenvolvendo diferentes atividades de empreendedorismo e capacita��o de empres�rios. As iniciativas, somadas � implanta��o de pol�ticas p�blicas, possibilitaram, no ano 2000, a cria��o da Ag�ncia de Desenvolvimento Integrado Sustent�vel do Vale do Rio Urucuia. Para um dos idealizadores da iniciativa, Hildebrando Ferreira de Souza, a participa��o do Sebrae-MG foi essencial para o direcionamento de uma abordagem concreta para a regi�o. Os produtores rurais e artes�os puderam participar de semin�rios, cursos e aprender meios de aperfei�oar o trabalho com aumento da qualidade de produ��o e renda. Estimulada pela Ag�ncia, a primeira associa��o das fiandeiras da regi�o foi criada por incentivo de Luciana Risolia Navarro Cardoso Valle. A associa��o acabou se transformando na ONG Artesanato Solid�rio, com objetivo de resgatar a cultura e facilitar �s artes�s acesso a uma renda melhor.

As pr�prias fiandeiras confeccionaram o figurino das artistas

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m�os que geram Qualifica��o, uni�o e as belas paisagens de Inhotim s�o os segredos do sucesso de um grupo de artes�s de Brumadinho

reNda e CidadaNia

PoR lilian lobato FotoS: andR� mantelli e GuStavo black 20 ago�set�2010


artesanato

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artesanato

roduzir artesanato exige talento, empenho e muita inspira��o. Mais que isso, demanda mat�ria-prima com o mesmo patamar de qualidade do trabalho realizado. Requisitos que n�o faltam a um grupo de artes�s de Brumadinho, na Regi�o Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH), que utiliza o cobertor de campanha para colocar em pr�tica as ideias que surgem nas incans�veis mentes. E quando a inspira��o falta, a solu��o est� logo ao lado, no vizinho Inhotim, o maior museu a c�u aberto de arte contempor�nea do mundo. A analista do Sebrae-MG, Pollyanna Mara Gontijo, conta que o grupo surgiu no ano passado, atrav�s da articula��o da diretoria de inclus�o e cidadania do Inhotim, quando 19 artes�s foram capacitadas pelo Programa Sebrae de Artesanato e passaram a enxergar a atividade como neg�cio. "Imediatamente Inhotim foi escolhido como fonte de inspira��o para os trabalhos e a equipe do museu se disp�s a dar todo o suporte �s artes�s", afirma. Elas receberam orienta��es sobre gest�o, comercializa��o e treinamento nas �reas de inova��o, associativismo, finan�as, atendimento e mercado. "J� as oficinas de design propiciaram o encontro com as cores, formas e detalhes que poderiam ser explorados", relembra Pollyanna. As artes�s e o cen�rio inspirador do maior museu de arte contempor�nea a c�u aberto do mundo

P

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artesanato

Desde o in�cio do trabalho as artes�s exploram as cores e formas de Inhotim na confec��o das pe�as

A analista conta que os profissionais optaram por trabalhar com os cobertores por ser um produto que remete � realidade de Brumadinho, regi�o que sofre com baixas temperaturas no inverno. Al�m disso, � uma mat�ria-prima barata, que permite boa rentabilidade - um cobertor de solteiro custa em torno de R$ 14,00 e pode resultar em quatro bolsas, vendidas a R$ 50,00 cada. Tapetes, arranjos decorativos, bonecos e colares s�o outros produtos criados a partir do material. Em meados de 2009, o grupo adotou o nome Descoberta e continuou investindo em cursos de capacita��o. O pr�ximo passo das artes�s, segundo a analista, � se preparar para comercializar os produtos. Neste sentido, o Sebrae-MG j� realizou o Programa de Design do Artesanato � qualifica��o dos produtos e a qualifica��o em gest�o da atividade artesanal e empreendedorismo. Pollyanna Gontijo avalia que o projeto deu ao grupo uma nova percep��o de mercado. "O artesanato exige dedica��o e empenho e precisa ser encarado como um trabalho s�rio. O projeto conseguiu instigar a mudan�a de postura das artes�s que passaram a valorizar a atividade. As pessoas n�o apenas se qualificaram profissionalmente como resgataram a autoestima", comenta. O trabalho � todo elaborado a partir do cobertor de campanha, material farto em Brumadinho

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artesanato

As artes�s vislumbram um futuro pr�spero para os neg�cios Da paix�o aos neg�cios

O artesanato � uma das paix�es de Dalva Maria Cordeiro. Integrante do Grupo Descoberta, ela produz bonecas de diversos modelos. "Nunca imaginei chegar onde estou atualmente. A capacita��o ampliou meus horizontes e fez com que eu valorizasse o trabalho que realizo", afirma. De acordo com a artes�, as paisagens e obras de Inhotim inspiram a produ��o das bonecas, que hoje apresentam aspecto mais moderno. Dalva Maria se orgulha do trabalho e aponta um futuro pr�spero para os neg�cios. "Antes do projeto, vendia o artesanato a um baixo pre�o. Com os cursos, percebi que � preciso avaliar o tempo gasto, a mat�ria-prima utilizada e o resultado final", conta. A necessidade de um casaco para se proteger das baixas temperaturas fez com que Aparecida Maria Ferreira aprendesse croch�. Ap�s os primeiros pontos, a artes� n�o s� aprendeu como se apaixonou pela atividade, que acabou por se tornar sua principal fonte de renda. "Sempre tive interesse pela �rea, mas depois que passei a produzir percebi que poderia tranformar o artesanato em um neg�cio rent�vel", avalia. Segundo ela, o cachecol � hoje seu principal produto. Inicialmente, a artes� se inspirava em Inhotim, mas passou a dar espa�o tamb�m � criatividade advinda de outras paisagens. "O cachecol incrementa o visual e o torna mais moderno. � poss�vel criar diversas formas com cores variadas", garante. 24

Dalva: "a capacita��o ampliou meus horizontes"

Aparecida: da necessidade � paix�o ago�set�2010


artesanato Boas perspectivas

A artes� Maria de F�tima Viotti, que produz artigos de decora��o, tamb�m aposta no avan�o da atividade. Integrante de uma associa��o que atua em prol de melhorias para o trabalho artesanal, ela destaca a import�ncia do apoio do Sebrae-MG ao grupo Descoberta. "O projeto atendeu as demandas dos profissionais da regi�o de Brumadinho, que conseguiram se capacitar para fazer um trabalho ainda melhor", diz. Para ela, a qualifica��o � fundamental para o sucesso no ramo. "O curso de design mudou para melhor a maneira de criar e dar cores aos produtos. Al�m disso, a gest�o do neg�cio tamb�m fez a diferen�a, bem como ter bons relacionamentos", afirma. Viotti explica que seu pr�ximo passo � definir o valor dos produtos e buscar novos mercados. Ela acredita que neste segundo semestre as oportunidades v�o aumentar. "Sempre trabalhei com artesanato e adoro o que fa�o. As pe�as criadas tem um pouco de quem produz. Gostaria muito de ter um ponto fixo de vendas e em breve isso vai acontecer", aposta. Uma nova vis�o de mercado adquiriu a dona de casa Edna Geralda da Silva ao se unir ao grupo Descoberta. Produtora de pantufas e boinas, ela ainda � nova no ramo. "Al�m do aprendizado de uma nova atividade, criei bons la�os de relacionamento. Tenho muito o que aprender ainda , mas sei que � um come�o importante", avalia a nova artes�, que ainda busca tornar a atividade uma fonte de renda. De acordo com ela, � preciso continuar a qualifica��o e manter a criatividade a flor da pele. "Para quem ficava em casa, hoje me sinto �til no mercado e tamb�m para a minha fam�lia", acrescenta. 25

Para Maria de F�tima, a qualifica��o � fundamental para o sucesso no ramo

A novata Edna se sente mais �til no mercado


uNidos para iNovar Na

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reCiCLagem

Catadores de pl�stico de Belo Horizonte e regi�o se unem para fortalecer a atividade e resgatar a pr�pria cidadania

PoR lilian lobato FotoS: Saman Pahlevan

oc� j� parou para pensar na infinidade de artefatos que utilizam o pl�stico como mat�ria-prima? E no caminho que o recicl�vel precisa trilhar para se tornar um bem de consumo finalizado? Quando os itens est�o nas prateleiras, poucas pessoas imaginam que o produto final � resultado de um trabalho que come�a na outra ponta da cadeia produtiva, com os catadores de res�duos s�lidos que coletam o suprimento para ser processado e reutilizado pelas ind�strias.

V

A rede Cataunidos, de Belo Horizonte, foi criada precisamente com o objetivo de operar na fase inicial da cadeia do pl�stico. O grupo foi iniciado em 2007, por meio da articula��o de oito associa��es de catadores da regi�o metropolitana: Asmare (capital), Ascapel (Betim), Ascavap (Brumadinho), Asmac (Contagem), Apaig (Igarap�), Ascap (Nova Lima), Ascamp (Par� de Minas) e Astrapi (Ibirit�), al�m de uma cooperativa de reciclagem, a Coopert, de Ita�na. A rede come�ou pequena, mas cresceu rapidamente e hoje j� coordena 535 catadores espalhados pela regi�o. A r�pida expans�o exigiu um modelo de gest�o mais eficiente e um maior dom�nio do mercado da reciclagem, j� que o grupo decidiu investir tamb�m em uma unidade semi-industrial de processamento. No ano passado, em parceria com o Centro Mineiro de Refer�ncia em Res�duos (CMRR), o grupo criou um projeto para incrementar e consolidar a f�brica no mercado, a partir do plano de neg�cios do Sebrae-MG e da consultoria da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). O estudo indicou a viabilidade, as necessidades e, principalmente, o custo das novas mudan�as.

Cataunidos separa o pl�stico do alum�nio

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reCiCLagem

Segundo o coordenador de mobiliza��o do CMRR, Jos� Aparecido Gon�alves, a possibilidade de melhorias fortaleceu os catadores, que tamb�m se mostraram interessados em adquirir conhecimento do processo de beneficiamento (triagem, lavagem e forma��o do pellet � gr�o produzido pela unidade e vendido para a ind�stria de artefatos). "Com a consolida��o da f�brica, o produto gerado ter� maior valor agregado, o que vai refletir diretamente na renda dos trabalhadores da Cataunidos. Falta pouco para que a unidade opere a todo vapor. Estamos � espera da licen�a de opera��o e do capital de giro � cerca de R$ 350 mil � que tende a ser liberado pelo Banco do Brasil", revela. Jos� Aparecido explica que a rede tem papel fundamental na vida dos trabalhadores, uma vez que possibilitou o resgate da dignidade e tornou a profiss�o reconhecida pela sociedade. "Al�m disso, os catadores perceberam a import�ncia de zelar pelo meio ambiente e pela qualidade de vida, o que est� diretamente ligado � cata��o", avalia. O gerente de Inova��o e Tecnologia do Sebrae-MG, An�zio Dutra Vianna, acompanhou o trabalho desenvolvido pela Cataunidos e garante que a rede est� pronta para operar a unidade industrial. Segundo ele, os neg�cios a partir de res�duos s�o de grande valia para o mercado mineiro, que ganha em evolu��o e preserva��o ambiental. "H� uma grande demanda por gestores de res�duos, que � uma m�o de obra qualificada e de suma import�ncia no mercado global. Os catadores do grupo t�m a oportunidade de se qualificar, adquirir experi�ncia e emprego, e gerar renda, o que � fundamental tamb�m para a recupera��o da autoestima", afirma. ago�set�2010

Na f�brica da Cataunidos...

... os catadores separam todo o material

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ind�stria Rede coordena 535 catadores da regi�o

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reCiCLagem Hist�rias de supera��o O trabalho de catador mudou radicalmente a vida de Fernando Godoy Alves, que desde a juventude vivia nas ruas. H� 13 anos, Alves passou a fazer parte da Associa��o dos Catadores de Papel, Papel�o e Material Reaproveit�vel de Belo Horizonte (Asmare). A ocupa��o permitiu ao catador n�o apenas recuperar a dignidade como se estabilizar e constituir sua fam�lia. "Hoje minha realidade � completamente diferente e devo tudo isso ao trabalho feito como catador. Se deu certo pra mim, tende a dar certo para outras pessoas", revela. Para ele, o trabalho da Cataunidos � uma inova��o, por permitir aos catadores atuarem tamb�m no processamento do pl�stico e na gest�o da unidade. "O projeto consolida a rede no mercado, fortalece a classe e agrega valor ao trabalho realizado, gerando renda e visibilidade aos catadores", afirma. A catadora Maria das Gra�as Ma�al, associada � Asmare h� duas d�cadas, tamb�m tem orgulho do trabalho que desenvolve. Segundo ela, a atua��o na �rea come�ou na inf�ncia, quando a m�e, vinda do munic�pio do Serro, se instalou em Belo Horizonte. "Ela n�o conseguiu emprego quando chegou � capital, perdeu a autoestima e foi at� discriminada por estar nas ruas. Aos oito anos, comecei a trabalhar como catadora e nossa realidade mudou", conta. Hoje, aos 60 anos, Maria das Gra�as ressalta a import�ncia de seu trabalho. Para ela, ser reconhecida pela sociedade e pelo poder p�blico faz toda a diferen�a na atua��o junto � Cataunidos. "Atuo em um local organizado e sei que o meu trabalho est� ligado � preserva��o do meio ambiente e ao zelo pela qualidade de vida das pessoas", avalia. Gilberto Warley Chagas, um dos fundadores da Associa��o dos Catadores de Materiais Recicl�veis de Contagem (Asmac), conta que j� atuava como catador em companhia de outros trabalhadores quando o padre de uma igreja pr�xima incentivou o grupo a fundar uma associa��o. "A ideia deu certo e conseguimos nos organizar em busca dos direitos e tamb�m dos deveres da profiss�o", afirma. Para ele, mais que contribuir para o meio ambiente, o trabalho de catador � respons�vel pela inclus�o de pessoas, muitas vezes invis�veis para a sociedade. Chagas ressalta que o plano de neg�cios feito pelo Sebrae-MG mostrou � rede que � poss�vel avan�ar na �rea de processamento do pl�stico, al�m de aumentar o ganho final dos profissionais.

Maria das Gra�as, Fernando e Gilberto: mais renda e dignidade para os catadores

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reCiCLagem Ser reconhecida pela sociedade tamb�m � um dos objetivos de Maria Madalena Rodrigues Duarte Lima. Ela chegou a trabalhar em um lix�o na inf�ncia e hoje preside a Cooperativa de Reciclagem e Trabalho (Coopert), de Ita�na. "Tenho uma hist�ria de supera��o e valorizo o trabalho que fa�o e os resultados que s�o registrados", afirma a presidente, para quem a cria��o da rede foi vital para a uni�o entre os catadores, que hoje geram a pr�pria renda e ajudam a cuidar do bem-estar social da popula��o. "Os profissionais j� t�m o conhecimento da cadeia produtiva do pl�stico e entendem o mercado de recicl�veis, o que cria uma perspectiva de crescimento muito positiva", explica. Para ela, o plano de neg�cios do Sebrae-MG evidenciou as fragilidades da Cataunidos e os pontos que precisavam ser aprimorados. "Agora sabemos como reestruturar a f�brica. Aguardamos apenas o dinheiro para os investimentos em infraestrutura, que deve ser disponibilizado j� nos pr�ximos meses", comemora.

�ndices de reciclagem no Brasil* Aluminio Papel ondulado Garrafas pet Vidro A�o Papel de escrit�rio Longa vida Pl�stico 91% 79% 54% 47% 46% 44% 26% 21%

*Dados de 2008. Fonte: Compromisso Empresarial para Reciclagem (Cempre)

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em FoCo 1

em foCo 1 Afonso Maria Rocha e Carlos Alberto dos Santos, diretor t�cnico do Sebrae Nacional 2 Dival Schmidt, coordenador Carteira de Turismo Sebrae Nacional, M�rcia Dar�s e Agmar Campos 3 Comit� diretivo da Copa 2014/Sebrae 4 Analista de Turismo do Sebrae-MG, M�nica Stella, faz a abertura da reuni�o 5 Diretor-executivo do Inhotim, Hugo Vocurca, apresenta o Centro de Arte Contempor�nea 6 Diretores e gerentes integrantes do comit�

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em FoCo

Dirigentes das unidades do Sebrae nas 12 cidades-sede, gerentes e coordenadores de projetos de turismo se reuniram em Brumadinho, na regi�o metropolitana de Belo Horizonte, para discutir a��es que ir�o beneficiar micro e pequena empresas durante a Copa de 2014. Fotos: S�rgio Marques

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1 Diretores-superintendentes representam as cidadessede da Copa 2 Integrantes do comit� debatem o projeto 3 Tiago Lacerda, presidente do Comit� Municipal para a Copa 2014 de Belo Horizonte 4 Roberto Pascarella, t�cnico do N�cleo de Turismo da Funda��o Get�lio Vargas 5 Ricardo Guedes, gerente da Unidade de Com�rcio, Servi�o e Artesanato do Sebrae Nacional 6 Coordenador do comit� t�cnico do programa, Dival Schmidt 5 3

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em FoCo 1

em foCo

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1 M�sicos se preparam para dar in�cio � apresenta��o 2 Presidente do Conselho Deliberativo do Sebrae-MG, Roberto Sim�es, abre o evento. 3 P�blico de cerca de 400 pessoas 4 Orquestra Musicoop 5 Produtora musical Jane de Medeiros 6 In�cio da apresenta��o 3 5

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em FoCo

O Sebrae-MG completou 38 anos em julho. Para celebrar a data a empresa promoveu um concerto sinf�nico com a Orquestra Musicoop, regida pelo maestro Eliseu Barros. Os 32 m�sicos apresentarem can��es populares e eruditas no p�tio da institui��o, no bairro Nova Su��a. O evento teve a participa��o de funcion�rios, familiares, moradores da regi�o e membros da diretoria e do Conselho Deliberativo do Sebrae-MG. Fotos: Carlos Guilherme

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1 Integrantes do Conselho Deliberativo e da diretoria do Sebrae-MG 2 M�sicos apresentaram can��es populares e eruditas 3 Funcion�rios e membros da comunidade 4 Violinista Elias Barros 5 Maestro Eliseu Barros 6 Encerramento da apresenta��o 5 3

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em foCo 1 P�blico no hall de entrada, antes do lan�amento 2 Abertura com o diretor superintendente, Afonso Maria Rocha 3 Palestra durante lan�amento do programa 4 Jornalista e comentarista econ�mica Salete Lemos 5 Silvana Santiago (Sebrae-MG), Salete Lemos, Ricardo Pereira (Sebrae-MG) e Denise Sapper (Sebrae-MG) 6 Analista do Sebrae-MG, Adriana Sabione , atende empres�rios

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No dia 8 de julho foi lan�ado o Programa Sebrae para Empresas Avan�adas. A jornalista e comentarista econ�mica Salete Lemos fez uma palestra sobre macroeconomia e tend�ncias de mercado. O programa traz solu��es personalizadas para empresas. O participante da capacita��o fica mais tempo dentro do seu empreendimento que em sala de aula e aplica os conceitos aprendidos com o acompanhamento de um consultor. Fotos: Luciana Gama

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C

omo consultor de marketing e palestrante, viajo muito a trabalho. Hospedo-me em diversos hot�is, dos econ�micos aos sofisticados, recebendo, no geral, bom atendimento. Tenho um h�bito durante as hospedagens: preencher question�rios de avalia��o de servi�os. Busco fazer a minha parte como cliente, fornecendo informa��es, par�metros e refer�ncias � dire��o do hotel. E imagino que eu n�o deva ser o �nico. Acredito que muita gente, e, claro, n�o precisa ser especialista em marketing de servi�os para isso, preenche os question�rios.

� essa a impress�o que tenho, que ningu�m gabaritado ir� ler minhas respostas. Feedback para o cliente, que � bom, nada. De todas as vezes que eu preenchi question�rios e sempre marcando (quando h� a op��o) que gostaria de receber uma resposta, d� para contar nos dedos quando recebi uma liga��o ou e-mail. Parece que na hotelaria muito esfor�o � despendido para manter a opera��o rodando e pouco se trabalha no que chamamos de p�s-venda. O p�s-venda em qualquer opera��o de servi�os � fundamental. � a oportunidade para aprender com o cliente. E para aprender tem que conversar, fornecer feedback, abrir-se para o di�logo para aprofundar-se nas quest�es negativas e positivas. Afinal, uma coisa � saber que o atendimento da recep��o levou nota 6. Outra coisa � entender o porqu�. Quando se sabe o motivo, abre-se a possibilidade da repara��o, do ajuste de um processo e da melhoria nos detalhes. Pois clientes enxergam e d�o valor a detalhes que normalmente passam despercebidos pela gest�o. Question�rios de avalia��o n�o podem ser um fim em si mesmos. Tamb�m n�o podem ser o �nico canal de reclama��es, d�vidas, sugest�es e elogios. � preciso ter profissionais especializados cuidando dessa ponta do iceberg. Uma �rea de p�s-venda para receber as opini�es dos clientes, entrar em contato, ouvir, responder, explicar e agradecer. E aprender muito, funcionando como uma ouvidoria. Buscando solu��es e fazendo circular as opini�es dos clientes dentro da organiza��o para mobilizar e manter atentos todos os profissionais que atuam na linha de frente. Uma organiza��o para se tornar competitiva e inovadora precisa aprender com erros e acertos. Aperfei�oando e aprimorando. E n�o h� como fazer isso sem a ajuda de clientes que se disp�em a informar. At� porque, em tempos de internet, se a empresa n�o se dispuser a ouvir, o cliente encontrar� onde publicar sua vis�o, em f�runs, blogs, portais e comunidades. A�, j� viu. * conSultoR e PaleStRante da miyaShita conSultinG e PRoFeSSoR de maRketinG de SeRvi�oS em cuRSoS de P�S-GRadua��o e mba. ago�set�2010

Para as organiza��es hoteleiras s�o informa��es valiosas para avaliarem suas opera��es. Pois, �bvio, s�o os h�spedes que recebem os servi�os, usam e verificam sua efici�ncia. Diferentemente da venda de um produto, que pode ser testado e avaliado dentro da f�brica; na venda de servi�os � o cliente que cumpre essa fun��o. Por mais que o atendimento e uma ger�ncia pr�xima possam perceber varia��es de servi�os dentro da qualidade proposta, � o cliente que usa, testa e, sim, avalia. S� que a maioria dos h�spedes n�o tem essa mania. Mas tem opini�es. E amigos. E gostam de falar, bem ou mal. E assim v�o construindo pelo boca a boca a reputa��o do estabelecimento, influenciando colegas e fixando uma imagem no mercado. Por essas raz�es, do controle de qualidade e da reputa��o, os question�rios de avalia��o n�o podem ser tratados como subservi�os ou mera rotina administrativa. 38


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Ronaldo e Daniela Riccio, da Alva Cosm�ticos

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ago�set�2010


Capa PoR maRco ant�nio coRteleti FotoS: GuStavo black

iNovar A

� preCiso Gra�as ao apoio do Sebrae-MG, empres�rios conseguem transformar ideias inventivas em sucessos comerciais s micro e pequenas empresas mineiras inovam mais. Esse � um dos resultados mostrados na Pesquisa de Direcionamento Estrat�gico, divulgada pelo Sebrae em abril. A maioria (81,1%) das empresas atendidas pelo Sebrae em Minas Gerais investe em inova��o. O Estado � o primeiro colocado na regi�o Sudeste e ficou acima da m�dia nacional (77,7%). Mesmo entre as empresas que n�o s�o clientes do Sebrae-MG a inova��o � maior (67,7%), frente � m�dia nacional (65,4%).

Foram entrevistadas 594 empresas no estado, das quais 359 clientes do Sebrae-MG. Entre as empresas assessoradas pela institui��o que inovaram, cerca de 40% o fizeram em produtos, seguido pelo marketing (25%) e em infraestrutura/m�quinas (23%). "A pesquisa comprova como o Sebrae-MG auxilia na forma��o do empres�rio, permitindo a obten��o de subs�dio intelectual e financeiro para que produtos, processos e servi�os novos e melhorados possam chegar ao mercado", explica o analista de tecnologia da institui��o, Fl�vio Baeta Moreira. Segundo ele, a linha de atua��o da entidade � extensa, passando pelos programas de forma��o (Sebrae Mais, Empretec, semin�rios de sensibiliza��o, entre outros), de ambi�ncia (Programa Sebrae de Incubadoras, Parques Tecnol�gicos) e programas de consultoria (Sebraetec, Inventiva, Prumo, Design e Programa Alimento Seguro). E foi um desses programas, o Sebraetec, que proporcionou o empurr�o necess�rio para que o casal Ronaldo e Daniela Riccio, propriet�rios da Alva Cosm�ticos, de Belo Horizonte, pudessem desenvolver seu projeto inovador. Daniela cursava p�s-gradua��o em 2007 no Centro Universit�rio Newton Paiva quando decidiu colocar seu objeto de estudo, um novo alisante capilar, para concorrer ao programa de consultoria tecnol�gica financiada pelo Sebrae-MG. 41


Capa Com o projeto aprovado, Daniela trabalhou no desenvolvimento de uma nova metodologia, que incluiu inova��o at� na forma de realizar a pesquisa. "Fui a primeira pesquisadora da �rea de cosm�ticos a utilizar o laborat�rio de microscopia eletr�nica do departamento de f�sica da UFMG", revela. O resultado n�o poderia ter sido melhor: ela conseguiu comprovar cientificamente que a sua metodologia, patenteada em 2009, funciona. "A pesquisa nos fez perceber que poucos produtos inovadores v�o para o mercado, pois apenas as grandes ind�strias de cosm�ticos em geral se preocupam com isso. O restante s� est� interessado em copiar os que j� fazem sucesso", alfineta Ronaldo Riccio. Segundo ele, a empresa n�o precisa ser grande para fazer testes e avalia��es emp�ricas. "Sempre vamos atr�s do que h� de tecnologia dispon�vel, quando poss�vel. Por isso, sempre procuramos nos associar a entidades que possuem equipamentos aptos a realizar os experimentos que desejamos", explica. O produto desenvolvido pela Alva Cosm�ticos, chamado Novatec Lizz, � o carro-chefe da marca Brasil Ervas, linha da empresa para sal�es de beleza que lista um total de 50 produtos. O produto est� no mercado desde o segundo semestre de 2009 e j� representa de 15% a 17% do faturamento total. No momento, a empresa trabalha na cria��o de uma linha de varejo, com dez novos produtos, e planeja agora novas a��es em marketing, melhorando a rela��o com sua rede de distribuidores. Isso mostra que o casal pensa como a grande maioria dos entrevistados pela Pesquisa de Direcionamento Estrat�gico: 77% dos clientes do Sebrae-MG revelaram a inten��o de investir mais no bi�nio 2009-2010, e assim continuar inovando. O caso de sucesso da Alva Cosm�ticos � que encontrou em uma institui��o privada o impulso necess�rio para levar adiante um ideia inovadora � ainda est� longe de ser a regra em um pa�s que precisa investir mais em inova��o para alcan�ar uma posi��o sustent�vel e consolidada entre as principais economias globais. "Se por um lado o cen�rio econ�mico favorece o crescimento do Brasil, os investimentos em inova��es n�o s�o suficientes para sustentar este desenvolvimento", avalia Fl�vio Baeta. A falta de pol�ticas realmente aplic�veis j� apresenta impactos negativos. De acordo com o relat�rio Global Innovation Index 2010, que analisa o grau de inova��o de 132 pa�ses, o Brasil caiu da 50� para a 68� posi��o em 2010. "Para estimular as inova��es, � necess�rio que haja esfor�os conjuntos entre os setores p�blico e privado, ficando sob responsabilidade do governo o est�mulo � cria��o de polos tecnol�gicos e redes de coopera��o entre empresas e universidades", explica o analista do Sebrae-MG. Para ele, a fun��o das empresas � incentivar a supera��o das barreiras � inova��o por parte de seus executivos e demais colaboradores, al�m da utiliza��o dos recursos relacionados ao capital de risco. ago�set�2010

Efeitos do alisante da Alva Cosm�ticos s�o comprovados cientificamente

Produtos da Alva Cosm�ticos: inova��o desde o processo de pesquisa

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Capa Vale da inova��o Com cerca de 130 empresas de tecnologia, o Vale da Eletr�nica, no Sul de Minas, � uma regi�o prop�cia para o desenvolvimento de produtos inovadores e que rapidamente conquistam mercado. Uma dessas empresas � a Safe Trace, de Itajub�, especializada em rastreamento de carne bovina e que tem seu sistema utilizado pelas redes de supermercados Verdemar e Super Nosso, de Belo Horizonte. De acordo com o diretor executivo da empresa, Vasco Varanda Picchi, o sistema de rastreamento foi pensado a partir de um dos grandes problemas enfrentados pelos frigor�ficos: por ser uma linha de desmontagem, os abatedouros n�o conseguiam manter o v�nculo entre o animal rec�m-chegado e as pe�as que sa�am para serem comercializadas. A solu��o para o problema, segundo Picchi, foi adaptar a tecnologia que o s�cio dele, Francisco Biasoto, pesquisava em 2005, quando ambos estudavam na Universidade Federal de Itajub�: a RFID (radiofreq��ncia), a mesma usada no ped�gio Sem Parar, na qual o chip do carro � lido � dist�ncia, antes de passar pela catraca. Nos primeiros meses de vida, o animal recebe um chip, na forma de brinco eletr�nico ou de c�psula para ser ingerida. "Ele passa, ent�o, a ser monitorado por radiofreq��ncia at� ser abatido. Dentro do frigor�fico, as informa��es que estavam na c�psula s�o transferidas para cart�es magn�ticos que identificam cada pe�a cortada. Na entrada da sala de desossa, os dados s�o enviados para uma etiqueta com c�digo de barra que identifica os produtos embalados que v�o para os supermercados", explica.

itajub�

Vasco Picchi mostra o rastreador que acompanha toda a trajet�ria do boi, das fazendas aos supermercados

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Capa

M�dia player da AGTecnologies opera pain�is eletr�nicos de publicidade � dist�ncia Cerca de 130 empresas de tecnologia do Vale da Eletr�nica investem no desenvolvimento de produtos inovadores

Para saber todas as informa��es sobre aquele animal, t�cnicos da Safe Trace, v�o a cada quatro meses �s fazendas para realizar a leitura dos dados. "Desta forma, � poss�vel saber a origem, o sexo, o peso, as vacinas recebidas, os donos, por onde pastou e at� seus parceiros sexuais", informa Picchi O potencial do neg�cio � enorme, pois, segundo Vasco Picchi, as fazendas, frigor�ficos e supermercados est�o cada vez mais interessados em ter seu produto rastreado. "Os fazendeiros precisam de uma empresa como a Safe Trace para confirmar que sua propriedade est� cadastrada no Minist�rio da Agricultura, Pecu�ria e Abastecimento como n�o sendo fruto de desmatamento; os frigor�ficos est�o sendo obrigados pelo governo a comprar a carne dessas fazendas e o varejista tem a fiscaliza��o do consumidor e um grande potencial de crescimento das vendas caso fa�a o rastreamento de toda a cadeia", afirma. Um exemplo � o Verdemar que, segundo Picchi, aumentou suas vendas em 20% depois que passou a rastrear a carne que vende nas suas lojas. J� o mercado externo est� cada vez mais exigente com a carne bovina comprada do Brasil, principalmente depois do surto de febre aftosa registrado em 2005. Hoje, apenas 1.800 fazendas brasileiras est�o habilitadas a exportar para a Uni�o Europeia. Este n�mero j� foi de 20 mil. "Por isso, estamos focando nossa atua��o tamb�m nos frigor�ficos e fazendas, que j� come�aram a demandar o servi�o. Atualmente, temos cinco equipes de t�cnicos que conseguem registrar at� dois milh�es de animais por m�s", informa Picchi. At� o momento, a Safe Trace e sua s�cia FIR Capital (fundo de investimentos de Belo Horizonte, que possui uma �rea de fomentos para empresas inovadoras) j� investiram R$ 3 milh�es na capitaliza��o da empresa e no desenvolvimento de produtos e pretendem investir outros R$ 3 milh�es at� 2011. O retorno esperado do neg�cio? R$ 85 milh�es nos pr�ximos cinco anos. 44

Equipamento da AGTecnologies gerencia qualquer painel publicit�rio do pa�s desde Santa Rita do Sapuca�

Opera��o remota

Maior facilidade para operar pain�is eletr�nicos de publicidade em corredores de shopping centers. Este foi o objetivo da AGTecnologies, de Santa Rita do Sapuca�, quando come�ou a desenvolver o m�dia player, no in�cio do ano passado. "Normalmente, esse servi�o � feito por meio de um PC, onde � desenvolvida a m�dia, que ser� rodada em flash (um software). Nosso equipamento descarta o uso do PC, funcionando com um cart�o de mem�ria, podendo ser disponibilizado na internet e gerenciado por um software localizado em Santa Rita do Sapuca� para qualquer painel do pa�s", explica o diretor de Opera��es da AGTecnologies, Anderson Dias. Al�m de pain�is de publicidade, a inova��o da empresa se aplica a outros meios em que o PC n�o consegue atender, como a propaganda dentro de �nibus. "Tamb�m estamos trabalhando em um sistema de comunica��o via 3G, que funcionar� por uma porta USB onde ser� plugado um modem que vai permitir gerenciar a m�dia remotamente do celular, desde que haja um ponto de internet, eliminando os cabos", relata Dias. O neg�cio, que conta com recursos da Fapemig, ainda est� em fase de projeto, mas a perspectiva � que o produto, o primeiro a ser fabricado no pa�s, chegue ao mercado no in�cio de 2011 pela metade do pre�o de um importado (em torno de R$ 1.200). O lote inicial de fabrica��o ser� de mil unidades e os clientes finais da empresa ser�o as ag�ncias de publicidade. ago�set�2010


Anderson Dias: inova��o � busca constante na AGTecnologies

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Minas Gerais � o maior exportador de pr�polis do pa�s

Assessorada pelo SEBRAE-MG, central de neg�cios Clube da Casa muda cultura organizacional de um grupo de empresas de constru��o civil do Sul de Minas, tornando-as mais competitivas e preparadas para o mercado

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doCe eNergia Alimento rico em nutrientes, o mel ainda � pouco consumido pelo brasileiro. Projeto do Sebrae-MG capacita api�rios para ganharem novos mercados, aproveitando o potencial de produ��o quatro vezes maior que o atual PoR maRco ant�nio coRteleti FotoS: GuStavo black

apiCuLtura

mportante fonte de energia e com alto valor nutricional, o mel ainda n�o faz parte da dieta alimentar da grande maioria dos brasileiros. De acordo com a Confedera��o Brasileira de Apicultura (CBA), a m�dia de consumo por habitante no pa�s � de apenas 128 gramas por ano, enquanto nos Estados Unidos e na Europa o consumo per capita gira em torno de 1,5 quilo a cada 12 meses. Diante deste cen�rio, os produtores brasileiros miram o mercado externo como forma de aproveitar a capacidade instalada nacional, estimada pela CBA em condi��es de processar quatro vezes mais mel que a atual produ��o, em torno de 50 mil toneladas anuais. Mas para crescer no com�rcio internacional, os api�rios precisam adequar seus processos produtivos as exig�ncias do Minist�rio da Agricultura Pecu�ria e Abastecimento (Mapa). Atento a esta quest�o, o Sebrae tem desenvolvido programas com as principais cooperativas de produtores do estado e do pa�s, com o objetivo de ajudar as empresas a implantarem medidas de controle sanit�rio mais r�gidas. Em Minas Gerais, s�o quase 150 produtores beneficiados. Uma das associa��es que contam com este suporte � a Aapivale, do Vale do A�o, que congrega 78 produtores. "A Aapivale est� readequando seu entreposto, que � o local onde o mel � processado, para voltar a exportar para a Europa", informa a analista do Sebrae-MG, Danielle Fantini. Segundo ela, o embargo europeu � Aapivale n�o � um caso isolado. "� t�o comum que o Minist�rio da Agricultura passou a exigir que os entrepostos em todo o pa�s fa�am modifica��es na estrutura f�sica e nos processos de produ��o para que eles possam se habilitar novamente a exportar para a Uni�o Europeia", acrescenta. 47

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Para auxiliar os apicultores da Aapivale a se adequarem �s novas exig�ncias e garantirem o controle de todo o processo, o Sebrae se baseia no Programa de Alimento Seguro (PAS-Mel), no qual s�o trabalhadas duas metodologias: Boas Pr�ticas de Fabrica��o (BPF) e An�lise de Perigos e Pontos Cr�ticos de Controle (APPCC), ambas desenvolvidas em parceria com o Servi�o Nacional de Aprendizagem Rural (Senar). De acordo com Danielle Fantini, o PAS-Mel atua tanto no campo quanto no entreposto. "No campo, ele foca a colmeia e a casa de mel, local onde o produto � preparado para ser envasado. A casa de mel, por exemplo, deve ser azulejada, possuir pia com sabonete l�quido e piso diferenciado. E os baldes que transportam o mel da colmeia devem estar sempre limpos e n�o podem ser utilizados para outro fim", explica. Segundo a analista do Sebrae-MG, o processo � lento porque requer investimentos por parte dos apicultores. "Poucos tinham casa de mel, com o processamento sendo feito na pr�pria cozinha. Para contornar o problema, muitos produtores t�m feito parcerias entre si para constru�rem estas unidades em conjunto", relata Danielle. Ela conta que a Aapivale est� em fase final de readequa��o das suas instala��es e que, em breve, ser� submetida a nova avalia��o do Minist�rio da Agricultura. Caso consiga a aprova��o, a associa��o poder� voltar a exportar para os pa�ses do velho continente. Detentora de uma certifica��o de mel org�nico de uma institui��o alem�, a Aapivale est� confiante de que conseguir� tamb�m a autoriza��o do governo brasileiro. Com isso, a associa��o poder� diversificar sua carteira de exporta��o, atualmente concentrada nos Estados Unidos. A expectativa � destinar 300 das 500 toneladas produzidas anualmente para o mercado externo. 48

O Programa de Alimento Seguro (PAS-Mel) � desenvolvido pelo Sebrae em parceria com o Servi�o Nacional de Aprendizagem Rural (Senar)

O programa auxilia apicultores a garantirem o controle de todo o processo ago�set�2010


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Nova Lima

Outra associa��o que tem se beneficiado do programa PAS-Mel � a Cooperativa Nacional de Apicultura (Conap), de Nova Lima, regi�o metropolitana de Belo Horizonte. De acordo com o presidente da cooperativa, Irone Martins Sampaio, a parceria com o Sebrae-MG come�ou em 2008 e tem sido muito prof�cua. Dos 200 produtores ligados � cooperativa, 40 est�o seguindo os preceitos do PAS-Mel. "O trabalho desenvolvido pelo Sebrae-MG, principalmente no que diz respeito � implanta��o da casa de mel e � ado��o de boas pr�ticas no entreposto, tem sido fundamental para que a Conap possa vislumbrar sua entrada no mercado europeu", afirma Sampaio. Segundo ele, a certifica��o, necess�ria para que a cooperativa se habilite a exportar para a Europa, poder� ser conseguida j� em setembro pr�ximo, quando uma equipe do Minist�rio da Agricultura ir� a Nova Lima auditar os produtos e processos da associa��o. Atualmente a Conap � a maior produtora de pr�polis do pa�s, com 12 toneladas anuais, o equivalente a 31,5% do total produzido no territ�rio nacional. A associa��o j� exporta para Jap�o, China, Coreia do Sul e Estados Unidos.

Preceitos do PAS-MEL do Sebrae j� s�o seguidos por 40 produtores de Nova Lima

Foto: M�rcia Goulthier

Foto: M�rcia Goulthier

Foto: Moraes Neto

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A implanta��o do PAS-Mel na Api�rios Casagrande, de Dom Silv�rio, ajudou a empresa a conquistar o pr�mio de destaque nacional da Confedera��o Brasileira de Apicultura (CBA).

Juliana Gomes: acompanhamento de todo o processo de produ��o rendeu pr�mio nacional do setor

Pr�mio nacional

Uma das empresas da Aapivale que implantou o PAS-Mel com o suporte do Sebrae-MG foi a Api�rios Casagrande, localizada no munic�pio de Dom Silv�rio, no Vale do A�o. Com 17 funcion�rios, a empresa, de propriedade de Geraldo Martins R�la e Juliana Maria Costa Gomes, produz 12 toneladas de mel por ano, podendo beneficiar at� 30 toneladas, captadas junto a apicultores parceiros, associa��es e cooperativas da regi�o. De acordo com Juliana Gomes, a implanta��o dos procedimentos do programa na empresa foi fundamental para garantir a qualidade higi�nico-sanit�ria dos seus produtos e mat�rias-primas e contribuiu para que a Api�rios Casagrande conquistasse o pr�mio "Destaque Nacional da Apicultura" no congresso brasileiro realizado pela Confedera��o Brasileira de Apicultura (CBA), em maio passado, em Cuiab� (MT). "O controle � feito desde a entrada da mat�ria-prima na empresa at� que o produto chegue ao com�rcio. Os lotes s�o registrados com o nome do produtor, data da colheita e de validade. Desta forma, conseguimos rastrear e acompanhar todo o processo de colheita e armazenagem do mel, do pr�polis e da cera", explica. Para a entrada da mat�ria-prima no entreposto, s�o necess�rios v�rios procedimentos, todos devidamente monitorados e registrados: a qualidade da �gua; o controle de insetos e pragas; a limpeza do entreposto de modo geral; os procedimentos na manipula��o e fabrica��o dos produtos e os cuidados na armazenagem da mat�ria-prima e embalagens; entre outros. Os funcion�rios passam por treinamentos cont�nuos, que incluem t�cnicas sobre contamina��o e manipula��o dos alimentos. O m�rito maior do PAS-Mel, segundo Juliana Gomes, � ajudar prevenir o erro, diminuindo o custo para a empresa e aumentando a seguran�a do consumidor. "S�o a��es necess�rias que asseguram que nenhum alimento com risco possa chegar ao mercado", afirma. 50

jo�o monlevade nova lima dom silv�rio ago�set�2010


apiCuLtura

Consumo do mel � tema de campanha nacional Para tentar aumentar o consumo de mel pela popula��o brasileira, o Sebrae Nacional, a CBA e a Funda��o Banco do Brasil est�o lan�ando a campanha "Meu Dia Pede Mel". Em Minas Gerais, o lan�amento ocorrer� na Feira do Empreendedor, entre os dias 31 de agosto e 5 de setembro, no Expominas, em Belo Horizonte (leia mat�ria na p�gina 68). De acordo com a analista de Agroneg�cios do Sebrae-MG, Danielle Fantini, o objetivo � aumentar o consumo de mel no Brasil. A campanha, segundo ela, ter� uma divulga��o massiva e foco em v�rios p�blicos, de atletas e usu�rios de produtos de beleza (o mel � muito usado na ind�stria cosm�tica, pois possui importantes propriedades adstringentes e suavizantes) at� crian�as e adultos em geral.

beneF�Cios

Ado�ante mais antigo usado pelo homem, o mel possui benef�cios atestados por estudos m�dicos. Natural e completo, o produto tem entre seus principais nutrientes a frutose, sacarose e a glicose, al�m de ser rico em pot�ssio, sel�nio cobre, f�sforo, ferro, vitaminas do complexo B, vitamina C e alguns tipos de amino�cidos. Suas fun��es terap�uticas variam de acordo com a planta de onde a abelha retira o n�ctar. O mel de laranjeira tem propriedades sedativas; o de eucalipto � indicado para as doen�as do aparelho respirat�rio como tosses, gripes e bronquites e o silvestre tem propriedades calmantes e desintoxicantes, por exemplo.

projetos apoiados pelo sebrae-mg � Nova Lima: 40 produtores da Conap � Vale do A�o: 78 produtores da Apivale � Microrregi�o do Cara�a (Jo�o Monlevade e regi�o): 30 produtores da Coopermel

Produ��o de mel: 5 mil toneladas/ano Apicultores: 6 mil Estado � o 6� maior produtor de mel no pa�s Produ��o de mel: 50 mil toneladas/ano RS: maior produtor nacional, com 7 mil ton./ano Fonte: CBA

minas gerais

brasil

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entrevista

oportuNidade em v�rias presta��es Aumento do poder de compra torna as classes C e D um atrativo segmento de mercado. Mas � preciso conhecer suas caracter�sticas espec�ficas antes de investir PoR FRedeRico machado FotoS aRquivo PeSSoal

F�bio borgeS

L

ucrar no mercado destinado �s classes populares � mais dif�cil porque o consumidor � de baixa renda. Para F�bio Mariano Borges, especialista em comportamento do consumidor, a afirma��o n�o passa de um mito. Professor de Ci�ncias do Consumo Aplicado na faculdade ESPM de S�o Paulo, Borges tem convic��o de que os empres�rios que souberem investir nesse segmento podem tirar enorme proveito. Segundo o especialista, esses consumidores das classes C e D possuem caracter�sticas bem particulares. Compreender como eles se comportam, seus valores familiares e os h�bitos na hora das compras � essencial para lucrar nesse mercado em franca expans�o.

Qual a import�ncia das classes populares para pa�ses tidos como emergentes, como Brasil, R�ssia, �ndia e China? A import�ncia � muito grande nesses pa�ses, j� que estamos falando em um n�mero gigantesco de consumidores. Na China, s�o cerca de 700 milh�es de pessoas nessa faixa. Na �ndia, cerca de 500 milh�es. Embora aqui esse n�mero seja menor, o consumidor popular brasileiro tem um potencial de consumo muito alto. Quais as tend�ncias do mercado popular para os pr�ximos anos? A tend�ncia � que esse mercado fique ainda mais forte. O crescimento ocorrer� principalmente no Brasil, um dos pa�ses mais promissores mundialmente. Alguns fatores justificam essa expectativa. Estabilidade econ�mica, bom desempenho na crise mundial, aus�ncia de conflitos religiosos e h�bitos n�o t�o pautados pela religi�o (como acontece na �ndia) s�o alguns deles. Al�m disso, temos dois epis�dios de grande apelo mundial que s�o a Copa do Mundo e as Olimp�adas, que v�o aquecer o mercado de baixa renda nos pr�ximos anos. 53


entrevista

Pensar que classes de baixa renda n�o movimentam o mercado � um erro. Algumas marcas atuam nesse nicho h� mais de cem anos, o que mostra a estabilidade desse mercado.

Como a Copa e as Olimp�adas podem aquecer esse mercado? S�o grandes eventos que estimulam micro e pequenos empreendimentos, aquecendo a economia. Al�m disso, com o cr�dito favorecido e com mais investimentos estrangeiros chegando, temos facilidades de pre�os e concorr�ncias, o que influencia diretamente na vida das chamadas classes C e D. Essa � mesmo a hora de lucrar com o mercado de baixa renda? Pensar que classes de baixa renda n�o movimentam o mercado � um erro. Algumas marcas atuam nesse nicho h� mais de cem anos, o que mostra a estabilidade desse mercado. Muitas empresas acreditaram no segmento em uma �poca sem estabilidade, sem cr�dito e ainda assim foram bem sucedidas. Imagine agora, com economia est�vel e cr�dito dispon�vel. Quais setores est�o em alta nas camadas mais populares? Talvez o principal seja o da constru��o civil. O governo vem facilitando a aquisi��o da casa pr�pria 54

com a disponibilidade de cr�dito. O setor imobili�rio est� aquecido e vai continuar assim por, pelo menos, mais vinte anos. O setor de eletroeletr�nicos continua bem, pois esse p�blico est� tendo acesso ao cr�dito e comprando bens antes distantes. A �rea de vestu�rios tamb�m tem boas perspectivas.

Quais as principais dificuldades dessa parcela da popula��o na hora das compras? N�o passa pela cabe�a desse p�blico comprar � vista. Essas pessoas s� pagam aquilo que cabe no or�amento do m�s. Por isso, precisam de parcelamento. Nesse sentido, a burocracia para aprova��o de cr�dito pode atrapalhar. Al�m disso, esses consumidores precisam parcelar em v�rias vezes. Estamos falando em parcelamentos a partir de 15 presta��es. Quais os principais desejos e aspira��es das pessoas das classes C e D? A educa��o tem papel importante, com os pais almejando para os filhos a educa��o que n�o ti-

veram. Isso fica n�tido com a atual prolifera��o de escolas, cursos t�cnicos e faculdades. Ter a casa pr�pria continua sendo um dos maiores sonhos dessas pessoas. Outro fator que tem me chamado a aten��o � a busca pela inclus�o digital, com a aquisi��o de computadores para as resid�ncias. Al�m disso, o setor de alimentos mais espec�ficos, como iogurtes, sucos e sobremesas, est� entrando na pauta, apesar da pouca oferta de linhas mais populares desses produtos.

No que as empresas devem ficar atentas para vender nesse ramo? Os pre�os t�m que caber no bolso do cliente. Isso n�o significa pre�o baixo. Significa cr�dito e financiamento. Sem isso n�o d� para uma empresa entrar nesse mercado. Engana-se quem pensa que o mercado popular aceita menos qualidade. Esse p�blico est� cada vez mais informado e exigente. A variedade tamb�m � muito importante, pois � um p�blico acostumado a pesquisar e a comparar pre�os. ago�set�2010


entrevista

Esses consumidores se importam muito com a pessoalidade na hora da compra. A venda tem que ser feita com a cara dos clientes, quase que personalizada.

Onde instalar lojas e disponibilizar produtos desse segmento? As empresas devem pesquisar as �reas de maior fluxo de pessoas. Muitos empres�rios pensam que devem montar suas lojas s� na periferia. Mas as classes populares transitam pela cidade e est�o em constante deslocamento. Uma �rea com facilidade de transporte p�blico local ajuda, pois poucos possuem carro pr�prio. Tamb�m vale a pena pensar nas vendas porta a porta? Esse tipo de venda est� em pleno crescimento no Brasil. Ao contr�rio do que se pensa, que a viol�ncia inibe as pessoas a receber vendedores em suas casas, as vendas porta a porta t�m crescido significativamente. Temos grande defici�ncia de transporte e locomo��o nas cidades, o que torna esse tipo de contato ben�fico para a popula��o. Existe alguma diferen�a entre homens e mulheres de baixa renda na hora das compras? N�o se trata de uma diferen�a

caracter�stica da baixa renda, mas do g�nero mulher no geral. Socialmente, a mulher ficou mais respons�vel pelo consumo. Antigamente, o homem sa�a para trabalhar e a mulher cuidava da casa, fazendo as compras no supermercado. Claro que isso est� mudando e j� mudou, mas inevitavelmente a mulher tem hist�rico maior de consumo. Ela pesquisa mais e � mais detalhista.

midores se importam muito com a pessoalidade na hora da compra. A venda tem que ser feita com a cara dos clientes, quase que personalizada. Vendedores que chegam, conhecem um pouco da hist�ria da pessoa que est� querendo comprar. Em outros pa�ses isso n�o acontece, mas aqui faz muito sucesso. V�rias grandes redes est�o treinando suas equipes para atender dessa forma.

E quanto �s a��es de marketing e propaganda? Trata-se de um p�blico que consome muito dessa informa��o, desde a m�dia de massa at� os panfletos de supermercado. N�o se atentar para isso seria desperdi�ar uma estrat�gia direta de contato. Basta ligar a televis�o para percebermos como grandes companhias exploram bem essa publicidade. Quais valores e sentimentos orientam a vida e comportamento das classes populares? S�o valores familiares, mais tradicionais. Al�m disso, esses consu-

Qual seu conselho para empres�rios que pensam que vender para camadas populares pode atrapalhar a imagem da empresa? Isso tem que ser estudado caso a caso. N�o conhe�o casos de empresas que perderam p�blico porque o cliente achou que a marca estava se popularizando demais. Para algumas marcas, n�o faz sentido vender para classes mais populares. Depende de como a imagem de marca foi constru�da. Caso perceba-se que a imagem da empresa est� sendo abalada, o primeiro conselho � desenvolver outra marca com apelo mais popular. 55


Vendas de Danton Ferreira Vallenich triplicaram ap�s certifica��o ISO

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QuaLidade

qualidade PoR maRco ant�nio coRteleti FotoS: GuStavo black

CertifiCada Projeto iniciado pelo Sebrae-MG h� cinco anos j� ajudou 50 empresas do Vale da Eletr�nica, no Sul de Minas, a conquistar a certifica��o ISO 9000

E

m um mercado em crescente competitividade, n�o basta apenas fabricar um produto e coloc�-lo nas prateleiras. O consumidor de hoje exige a comprova��o de que o bem a ser adquirido est� de acordo com os mais rigorosos crit�rios de qualidade. E uma das formas mais eficientes de se atestar a qualidade dos processos adotados na elabora��o de um produto ou servi�o � por meio de uma certifica��o criada h� mais de 60 anos na Europa e que ainda hoje � refer�ncia internacional no assunto: a ISO 9000.

Alarmes Santa Rita produz 300 rastreadores via sat�lite para ve�culos por m�s

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QuaLidade No Polo Eletr�nico de Santa Rita do Sapuca�, no Sul de Minas, a preocupa��o em certificar as empresas locais come�ou em 2005, quando o Sebrae-MG e o Sindicato das Empresas de Aparelhos El�tricos e Eletr�nicos de Santa Rita (Sindvel) se uniram para iniciar o processo de certifica��o pela ISO 9000. "H� cinco anos, ter a ISO 9000 era um diferencial importante para as empresas, pois poucas se preocupavam em comprovar a qualidade dos seus produtos. Hoje, � uma quest�o de sobreviv�ncia, pois quem n�o tem est� fora do mercado", afirma Rodrigo Ribeiro Pereira, analista do Sebrae-MG em Santa Rita do Sapuca�. As entidades come�aram, ent�o, a fazer um trabalho de conscientiza��o junto �s ind�strias sobre a import�ncia do certificado para o polo. "A primeira turma foi composta por uma dezena de empresas e todas conseguiram implantar a metodologia, o que motivou as demais. Desde ent�o, todos os anos, uma m�dia de dez empresas passam a integrar o grupo das certificadas", informa Pereira. Como todo ano s�o criadas de 10 a 12 empresas oriundas das duas incubadoras da cidade � sem contar as que v�m de fora �, o trabalho de certifica��o ser� sempre cont�nuo. O analista do Sebrae-MG destaca a import�ncia da ISO 9000 para toda a cadeia produtiva local. "Um produto que a empresa `A' comercializa no varejo passa, em m�dia, por outras 14 empresas durante todo o processo de fabrica��o, como fornecedores de mat�ria-prima, componentes e embalagens. Portanto, se um desses n�o usar a metodologia, a qualidade do produto fica comprometida", assegura. Com dura��o de um ano, o curso de capacita��o � ministrado pelo consultor do Sebrae-MG Adin� Beijo. "Como Santa Rita do Sapuca� � voltada para o empreendedorismo, � fundamental que as empresas estejam sempre preocupadas em qualificar seus produtos e certific�-los para que continuem conquistando mercado", afirma. Segundo ele, a ISO 9000 � ainda mais importante no contexto da cidade, que absorve muitos engenheiros que saem das faculdades apenas com conhecimento t�cnico, mas sem nenhuma no��o de gest�o administrativa e vis�o de mercado, dois temas bastante trabalhados nas aulas. "Outro aspecto importante � o fato de o curso ser realizado em grupos, o que estimula a troca de experi�ncias, permitindo visitas m�tuas nas empresas participantes para checar se o que foi aprendido na teoria est� sendo efetivamente implantado", revela o consultor. Ap�s a certifica��o dos processos pela ISO 9000, as empresas precisam deixar os produtos em conformidade com as exig�ncias do Inmetro, Anatel e at� da Uni�o Europeia, para o caso das exportadoras. "O fato de conquistar a ISO 9000 representa meio caminho andado para conseguir os demais certificados", afirma Rodrigo Pereira.

Todos os rastreadores da Alarmes Santa Rita s�o aferidos em laborat�rios reconhecidos

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QuaLidade Melhoria dos processos Participante do primeiro grupo que obteve a ISO 9000 no Vale da Eletr�nica, a Alarmes Santa Rita conseguiu melhorar seus processos e hoje o presidente da empresa, Roberto de Souza Pinto, n�o consegue imaginar a rotina do seu corpo t�cnico sem a metodologia. "A ISO 9000 d� estrutura � empresa e padroniza todo o processo, deixando-o mais limpo, sem erros e sem desperd�cio, al�m de permitir todo o rastreamento da cadeia produtiva e at� o recall, se necess�rio". Segundo ele, a metodologia tamb�m contribui para integrar a empresa, deixando a comunica��o mais f�cil. Outro ponto importante, segundo Pinto, que tamb�m preside o Sindvel, � o fato de haver auditoria a cada seis meses ap�s a primeira certifica��o, que tem validade de dois anos. A partir da�, as recertifica��es passam a ser anuais. "Quando o auditor volta, ele avalia a empresa a partir da base anterior e cobra os ganhos de melhoria. Desta forma, sempre estamos subindo mais alguns degraus em rela��o �s auditorias anteriores, em um processo crescente de melhoria da qualidade", relata. Mas o principal ganho da certifica��o, segundo ele, � a conscientiza��o pela qual passa o corpo de funcion�rios para que a qualidade do produto seja garantida e o cliente final fique satisfeito. De acordo com o presidente da Alarmes Santa Rita � que produz cerca de 300 rastreadores via sat�lite para ve�culos por m�s �, para implantar a metodologia em uma empresa pequena como a sua, com nove funcion�rios, � preciso investir em torno de R$ 35 mil, usados para adquirir os equipamentos necess�rios e aferi-los em laborat�rios reconhecidos. No setor de radiodifus�o, por exemplo, pode-se gastar at� R$ 5 mil apenas para aferir um aparelho. "Mas o retorno do investimento � garantido, pois, hoje em dia, sem a ISO 9000 n�o h� mercado", complementa.

"Hoje em dia, sem a ISO 9000 n�o h� mercado", afirma Roberto de Souza Pinto.

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QuaLidade Outra empresa que obteve a certifica��o, h� um ano, foi a Ativa Solu��es, que produz conversores de comunica��o digitais. Segundo Danton Ferreira Vallenich, s�cio da Ativa, a ISO 9000 representou uma grande mudan�a, pois modificou de forma positiva v�rios procedimentos entre os funcion�rios e inseriu a empresa em um contexto de evolu��o natural. O resultado mais evidente foi o aumento nas vendas. "Triplicamos a comercializa��o dos nossos produtos neste primeiro ano de certifica��o. Sei que a ISO 9000 n�o foi respons�vel sozinha por esse aumento, mas estou seguro que todo o benef�cio da certifica��o teve impacto nesse resultado", afirma. Para Danton, a metodologia da ISO 9000 � um excelente curso de administra��o, porque explica de forma detalhada como gerir qualquer neg�cio. "Isso trouxe um ganho muito grande, pois al�m do conhecimento t�cnico, o curso coloca alguns desafios para que a empresa possa conseguir a certifica��o", diz. Outro ponto favor�vel, segundo ele, � a troca de experi�ncia entre os participantes, "o que proporciona um interc�mbio importante, pois cada um pode aplicar a metodologia de acordo com a sua realidade."

santa rita do sapuCa�

saibamais ISO 9000 Organiza��o n�o governamental presente em 157 pa�ses, a ISO 9000 foi fundada em 1947 em Genebra (Su��a) e sua fun��o � promover a padroniza��o de produtos e servi�os, utilizando determinadas normas, de modo que a qualidade dos produtos seja sempre melhorada. No Brasil, o �rg�o que representa a ISO � a ABNT (Associa��o Brasileira de Normas T�cnicas). Esta fam�lia de normas estabelece requisitos que auxiliam a melhoria dos processos internos, a maior capacita��o dos colaboradores, o monitoramento do ambiente de trabalho e a verifica��o da satisfa��o dos clientes, colaboradores e fornecedores, num processo cont�nuo de melhoria do sistema de gest�o da qualidade. Podem ser aplicadas a campos t�o distintos quanto materiais, produtos, processos e servi�os.

reQuisitos

As empresas devem seguir alguns passos para serem certificadas. Veja quais s�o: � Padroniza��o de todos os processos-chave do neg�cio, que afetam o produto e, consequentemente, o cliente; � Monitoramento e medi��o dos processos de fabrica��o para assegurar a qualidade do produto/servi�o, atrav�s de indicadores de performance e desvios; � Implanta��o e manuten��o dos registros adequados e necess�rios para garantir a rastreabilidade do processo; � Inspe��o de qualidade e meios apropriados de a��es corretivas quando necess�rio; � Revis�o sistem�tica dos processos e do sistema da qualidade para garantir sua efic�cia. 60 ago�set�2010


QuaLidade

AG�NCIA SEBRAE D E N OT � C I A S H� 8 ANOS P R O PA G A N D O O D E S E N V O LV I M E N TO DA MICRO E PEQUENA EMPRESA Desde 2002, a Ag�ncia Sebrae de Not�cias divulga e acredita na for�a d o e m p r e e n d e d o r i s m o. U m a p a u t a completa que transforma a economia d o Pa � s e a v i d a d e m u i t o s b r a s i l e i r o s.

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Hortali�as Unidade de processamento rec�m-criada garante a qualidade das verduras que abastecem a regi�o de Juiz de Fora PoR michele oliveiRa FotoS: GuStavo black

� perfei��o

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agroneg�Cio

a comunidade Vila Almeida, em Juiz de Fora, saem grande parte das verduras que v�o � mesa da popula��o da regi�o. A produ��o mensal de hortali�as na localidade chega a 20 toneladas por m�s, cultivadas em uma �rea de 16 hectares por 160 agricultores familiares. Processar de acordo com os mais altos padr�es de qualidade e comercializar todo esse volume de alimentos foi a oportunidade vislumbrada pela agricultora S�nia Aparecida de Almeida e que resultou na Unione, a primeira unidade de processamento de verduras da cidade.

D

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agroneg�Cio

Sem experi�ncia como empreendedora, S�nia Almeida associou-se a uma irm� e duas primas. Elas procuraram a Secretaria de Agricultura e Abastecimento de Juiz de Fora, a Emater e a Universidade Federal de Vi�osa para saber como implantar a unidade, como organizar o processo produtivo e obter a licen�a sanit�ria. Depois foram ao Sebrae-MG com o intuito de formalizar o neg�cio. Mas o quarteto conseguiu bem mais: o Sebrae-MG orientou as novas empres�rias sobre todo o processo que envolve a abertura e a gest�o de uma pequena empresa. Marcelo Rother, t�cnico do Sebrae-MG em Juiz de Fora, relembra a contribui��o da institui��o � Unione. "Demos o formato administrativo, ensinamos como gerir o empreendimento, como entender o mercado, conquistar clientes etc. A partir da�, acionamos tamb�m o Sebraetec, consultoria tecnol�gica, para desenvolver a logomarca e toda a identidade visual do neg�cio, bem como as embalagens", conta. Cientes das in�meras vari�veis que envolvem a administra��o de um neg�cio pr�prio, S�nia e suas s�cias optaram por se qualificarem e conhecerem o setor mais a fundo antes de colocarem a m�o na massa. As empres�rias participaram de diversos cursos, palestras e consultorias oferecidas pelo Sebrae-MG, como o programa Meu Primeiro Neg�cio. "Ficamos cerca de um ano s� estudando, planejando e nos capacitando para entrar no mercado", afirma S�nia. H� cinco meses a empresa enfim saiu do papel. E mesmo hoje as empres�rias n�o abrem m�o de recorrer ao Sebrae-MG sempre que surge uma dificuldade. "O Sebrae-MG nos apoia at� hoje em consultorias individuais, como nas negocia��es em que n�o conseguimos chegar no pre�o final de venda", acrescenta S�nia Almeida. 64

Unione profissionalizou o processamento e o processo produtivo da Vila Almeida

S�nia Almeida n�o abre m�o de procurar a ajuda do Sebrae-MG quando precisa ago�set�2010


agroneg�Cio

Rotina

A rotina da unidade de processamento come�a cedo. Os agricultores chegam no in�cio da manh� com as mercadorias, que s�o pesadas, selecionadas e acondicionadas. "Aproveitamos apenas 50% das verduras, porque n�o aceitamos folhas que tenham qualquer dano", explica S�nia. Ap�s a sele��o, as hortali�as s�o higienizadas, cortadas, sanitizadas em mais tr�s lavagens, centrifugadas e embaladas. J� na �rea de expedi��o, os produtos s�o etiquetados e armazenados em c�mara frigor�fica antes de serem enviados para comercializa��o. A rec�m-contratada Joyce Aparecida de Freitas integra a equipe da sele��o e lavagem das verduras. "� a primeira vez que trabalho com hortali�as. Nunca tive contato com agricultura antes, mesmo morando na regi�o. Aqui aprendi muitas coisas. Passei at� a comer mais verdura", brinca. Qualidade: A Unione s� aproveita folhas em perfeito estado Ap�s a sele��o, as hortali�as s�o higienizadas diversas vezes antes de serem embaladas e enviadas para o com�rcio

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agroneg�Cio

Atualmente a Unione processa cerca de quatro toneladas mensais de couve, alface, r�cula, agri�o, espinafre, cenourinha, cebolinha, salsinha, manjeric�o e hortel�. Segundo S�nia Almeida, a expectativa � aumentar o volume ainda mais no curto prazo, j� que a capacidade de processamento da empresa � quase tr�s vezes maior e um novo mercado potencial j� foi identificado. "Temos condi��es de colocar duas mil bandejas de 200 gramas de verduras no mercado todos os dias", calcula. A empres�ria conta que a meta � atuar no limite da capacidade instalada, estimado em 400 quilos por dia. Todas as hortali�as processadas pela Unione s�o adquiridas junto aos produtores da Vila Almeida. Com o aumento da demanda e do grau de exig�ncia da empresa, os agricultores passaram a caprichar mais na qualidade das verduras plantadas. "Eles t�m se empenhado mais porque nossa compra � condicionada ao n�vel de qualidade do produto in natura, a fim de evitar desperd�cios e manter o padr�o exigido por nossos clientes", explica a empres�ria Vanderl�ia Aparecida de Almeida, tamb�m s�cia da Unione, que ressalta ainda a preocupa��o da empresa em repassar o conhecimento adquirido com o Sebrae-MG a todos os produtores locais. � o caso dos irm�os Eduardo Barezi e Joaquim Ademir, que fornecem a produ��o pr�pria e as verduras que adquirem de agricultores menores de toda a regi�o. "A parceria com a Unione aumentou nossa renda e a qualidade das hortali�as. O neg�cio est� trazendo desenvolvimento para toda da comunidade", conta Barezi. Todas as hortali�as processadas pela Unione s�o adquiridas junto aos produtores da Vila Almeida.

juiz de Fora

A Unione se preapra para triplicar o processamento de hortali�as, hoje em torno de quatro toneladas mensais.

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agroneg�Cio

Mauro Cavaca, s�cio do Habib's e membro da diretoria da Abrasel de Juiz de Fora, ficou encantado com o trabalho da Unione

Clientes

Apesar de nova, a empresa j� possui uma invej�vel carteira de clientes, que inclui importantes redes como Subway e Habib's. Mauro Cavaca, s�cio do Habib's de Juiz de Fora, diz ter ficado encantado quando conheceu o trabalho da Unione. A lanchonete fazia a higieniza��o internamente, mas estava em busca de uma empresa que fornecesse o produto j� higienizado e processado, para agilizar o processo de prepara��o de pratos e lanches. "Foi fant�stico encontrar a Unione, uma iniciativa que precisa ser apoiada", afirma o empres�rio, tamb�m membro da diretoria da Associa��o Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel) na cidade. Ele faz quest�o de ressaltar a qualidade dos produtos adquiridos do novo fornecedor. "A qualidade � indiscut�vel. Eles s�o altamente selecionados, fui l� e vi os processos. S�o os melhores padr�es de higiene e qualidade", complementa. 67


Feira do empreendedor

feira dos soNHos, Neg�Cios de verdade Cem mil pessoas s�o esperadas na edi��o 2010 da Feira do Empreendedor do Sebrae-MG, que come�a no dia 31 de agosto PoR FRedeRico machado FotoS: Ronaldo GuimaR�eS

"Falar da Feira do Empreendedor � falar da minha hist�ria". A frase foi proferida por um empres�rio que conseguiu enfrentar a grande crise econ�mica global gra�as a um conselho que escutou durante a �ltima edi��o do evento, em 2008. Muitos outros bons conselhos e orienta��es ser�o dados durante a s�tima edi��o da feira, que ser� realizada pelo Sebrae-MG, de 31 de agosto a 5 de setembro de 2010. Abertura oficial da Feira do Empreendedor 2008

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Feira do empreendedor

Cem mil pessoas devem prestigiar o evento deste ano

Durante os seis dias do encontro, todas as atividades do Sebrae-MG ser�o transferidas para o Expominas, onde s�o esperadas milhares de pessoas que sonham em abrir seus neg�cios, registrar uma atividade informal ou aperfei�oar seu empreendimento com o que existe de mais atual no mundo dos neg�cios. Quem visitar a feira pode participar gratuitamente de ciclos de palestras, semin�rios, workshops, oficinas de aprendizado, jogos empresariais e mostras de oportunidades de neg�cio. Rodadas de neg�cio, atendimento personalizado, consultoria em gest�o e casos de sucesso tamb�m s�o atividades programadas. Quatro grandes temas norteiam a programa��o deste ano: novas ideias de neg�cios, oportunidades de mercado, a mulher empreendedora e o jovem empreendedor digital. Segundo a gerente de Atendimento do Sebrae-MG, Mara Veit, os temas s�o escolhidos de acordo com as tend�ncias percebidas no mercado e nas impress�es obtidas nas edi��es anteriores do encontro. "Para esta edi��o, tamb�m usamos como refer�ncia os dados obtidos na feira de 2008. Cerca de 50% dos participantes naquela oportunidade eram mulheres, por isso decidimos dar um destaque maior neste ano", explica. Para se ter uma ideia do crescimento do evento, s�o esperadas para esta edi��o da feira 100 mil pessoas, contra 62 mil participantes em 2008. S�o mais de 870 eventos programados e mais de 400 expositores promovendo suas marcas.

Como participar?

Para participar do evento, � necess�rio fazer a inscri��o pelo site www.sebraemg.com.br. "As inscri��es s�o gratuitas, tanto para a entrada quanto para atividades espec�ficas. Estamos buscando incentivar a inscri��o pr�via para as atividades, mas caso o participante chegue na hora, se interesse e ainda existam vagas dispon�veis, pode participar", explica a analista de Atendimento Michelle Chalub. "A cada dois anos lan�amos no mercado um produto novo, atrativo e que possa alcan�ar mais clientes. Esse nosso produto � a pr�pria feira, que se renova constantemente, com muitas atra��es interativas para encantar o p�blico visitante", diz Mara Veit. O empres�rio Carlos Roberto Diniz Paiva � o propriet�rio da Ponto do Bordado. Ele deu o depoimento inicial da mat�ria e confirma o sucesso do evento: "Falar da Feira do Empreendedor � falar da minha hist�ria. A Ponto do Bordado nasceu a partir da minha busca de conhecimento e oportunidade. Na edi��o de 2008, n�o sab�amos da crise que estava por vir e que afetou muita gente. Mas no evento tive a oportunidade de falar com um grande empres�rio do ramo de vidros de S�o Paulo, que abriu meus olhos para mudar o foco da minha empresa. Gra�as a essa tomada de decis�o n�o fechamos como muitos, resistimos, cortamos gastos e continuamos a crescer". 69


Feira do empreendedor

saibamais eventos interCalados No mesmo espa�o do Expominas, al�m da Feira do Empreendedor, outros tr�s eventos ser�o realizados simultaneamente: Encontro Mineiro de Neg�cios em Artesanato, Encontro do Jovem Empreendedor Digital wwY e a Feira de Oportunidades de Mercado.

Feira do Empreendedor nas m�dias sociais:

Feira virtual

Nesta edi��o, as inscri��es para a Feira do Empreendedor s� podem ser feitas via internet. "Criamos um site com a proposta de ter maior participa��o dos nossos clientes, mais interatividade. Al�m disso, nos preocupamos em atuar de forma mais agressiva nas m�dias sociais", explica Daniela Toccafondo, analista de Atendimento. Twitter, Orkut, Facebook, Youtube e Flickr est�o entre as ferramentas usadas para a divulga��o da Feira. Mesmo ap�s o encerramento do evento, o site da Feira do Empreendedor continuar� no ar. "Vamos emitir o certificado de participa��o pelo pr�prio site, com a lista das atividades que o cliente participou. Disponibilizaremos tamb�m as apresenta��es em PowerPoint de algumas atividades e v�deos para que os clientes possam assistir depois", revela Daniela.

twitter.com/SEBRAE_MG www.orkut.com.br/ Main#Community?cmm=56423681 pt-br.facebook.com/sebrae.minas www.flickr.com/photos/sebraemg/collections/ www.youtube.com/user/ AtendimentoSebraeMG?gl=BR&hl=pt

no twitter:

no orkut:

no FaCebook:

no FliCkr:

no youtube:

Servi�o: inForma��es e insCri��es no evento: www.sebraemg.com.br De 31 de agosto a 5 de setembro de 2010 Das 10h �s 22h* Expominas. Av. Amazonas, 6030 Gameleira - Belo Horizonte � MG * No domingo a Feira � de 10h �s 18h

palestrantes ConFirmados

Domenico de Masi � escritor e soci�logo italiano Gl�ria Kalil � consultora de moda Chico Pinheiro � jornalista Ronaldo Fraga � estilista Paulo Leite � jornalista Chieko Aoki � empres�ria do grupo Blue Tree Hotels Carlos Ferreirinha - consultor de gest�o e inova��o do luxo Paul Whelean � representante da Fifa no Brasil Gustavo Lins � ex-estilista da John Galleano e Dior Domenico de Masi

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Feira do empreendedor

Programa��o palestras magnas Abertura oficial da Feira � 31/08 � 20 horas � Palestrante: Domenico de Masi Soci�logo italiano da Universidade La Sapienz (Roma) e presidente da Escola de Especializa��o em Ci�ncias Organizativas, a S3 Studium. Escreveu diversos livros best sellers, alguns deles tidos como revolucion�rios: "Desenvolvimento Sem Trabalho", "A Emo��o e a Regra", "O �cio Criativo" e "O Futuro do Trabalho". Empreendedorismo e Inova��o � 01/09 � 20 horas � Palestrante: Silvio Meira Engenheiro Eletr�nico pelo Instituto Tecnol�gico de Aeron�utica, especializou-se em Ci�ncia da Computa��o, cursando o mestrado em inform�tica pela Universidade Federal de Pernambuco e o doutorado em computa��o pela University of Kent at Canterbury (Inglaterra). Autor de cerca de uma centena de artigos cient�ficos e tecnol�gicos publicados e de mais de duas centenas de textos sobre Tecnologia da Informa��o e seu impacto na sociedade. Painel Empres�rios Mineiros � 02/09 � 20 horas � Mediador: Paulo Leite Jornalista, foi diretor de reda��o de �poca e do Di�rio de S�o Paulo. Foi redator chefe da Veja, correspondente em Paris e em Washington. Empres�rios participantes: Rubens Menin Teixeira de Souza (MRV), L�cio Costa (Sugar) e Ricardo Nunes (Ricardo Eletro) Excel�ncia no Atendimento � 03/09 � 20 horas � Palestrante Chieko Aoki Formada em Direito pela Universidade de S�o Paulo (USP), com cursos em Administra��o na Universidade de Sofia, em T�quio, e de Administra��o Hoteleira, na Cornell University, nos Estados Unidos, Chieko Aoki fundou a sua empresa em 1992. Em 1997, lan�ou a bandeira Blue Tree Hotels. A empres�ria tem como miss�o consolidar a rede como a mais conceituada operadora brasileira de hot�is, com reconhecimento pela alta qualidade, eleg�ncia e estilo pr�prio de servi�os.

semin�rios

31/08 III Encontro Mineiro das Centrais de Neg�cio � 10h30 �s 19h � Audit�rio 2 Sonho de consumo - o que compra as classes sociais no Brasil � 14h30 �s 18h30 � Audit�rio 1 Semin�rio Empresa Formal, Turismo Legal � 14h30 �s 18h30 � Sala 2 01/09 Semin�rio de Inova��o � 14h30 �s 18h30 � Audit�rio 1 Encontro de Com�rcio Justo � 14h �s 18h � Audit�rio 2 Competitividade baseada em clusters � 10h30 �s 18h45 � Sala 2 02/09 O Mundo do Empreendedorismo como voc� nunca viu � 13h �s 18h � Audit�rio 1 Semin�rio Cultura e Mercado � 14h �s 18h 03/09 Moda, que neg�cio � esse? � 10h �s 18h � Audit�rio 1 04/09 Jovem Empreendedor Digital � 14h �s 19h 05/09 Jovem Empreendedor Digital � 14h �s 18h

outras atividades � Oficinas de artesanato � Cine Sebrae � Cl�nicas tecnol�gicas � Consultoria e orienta��o � Miss�es empresariais � Mostra Neg�cio Cor � Oficinas Como elaborar � Palestras � Rodadas de Neg�cios � Sal�o de Artesanato

Confira a programa��o completa: www.sebraemg.com.br/feiradoempreendedor 71


a Nova Capital dos Clusters Ouro Preto � confirmada como sede do pr�ximo congresso latinoamericano do segmento, em maio de 2011

Ouro Preto abrigar� o primeiro Clac a ser realizado no Brasil

PoR FRedeRico machado FotoS: aRquivo SebRae-mG * com inFoRma��eS de aline de FReitaS, enviada � medel�n

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s ladeiras de Ouro Preto est�o sempre repletas de turistas interessados em conhecer o maior conjunto de arquitetura barroca do planeta. Mas entre 23 e 27 de maio de 2011, a cidade patrim�nio da humanidade receber� gestores de toda a Am�rica Latina e do mundo no 6� Congresso Latinoamericano de Clusters (Clac), que pela primeira vez ser� realizado no Brasil, com organiza��o do Sebrae-MG. ago�set�2010


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O Clac � promovido anualmente pelo Instituto TCI (sigla em ingl�s para Instituto de Competitividade), rede global em conhecimento sobre gest�o, governan�a e avalia��o de iniciativas dos chamados "clusters", um modelo de organiza��o com foco em polos produtivos formados por empresas de um mesmo setor da economia concentrados em uma regi�o geogr�fica espec�fica. O Sebrae-MG se filiou ao TCI em 2008, para ter acesso ao que h� de mais eficiente e moderno no que se refere �s pr�ticas mundiais de desenvolvimento de polos produtivos. Em menos de dois anos conseguiu a autoriza��o para organizar a 6� edi��o do congresso, a primeira sediada em uma cidade brasileira. O tema central j� est� definido: "Desafios para o Desenvolvimento de Clusters na Am�rica Latina". A proposta � criar um ambiente din�mico para a discuss�o da competitividade dos clusters e modelos de sucesso que possam ser adotados pelos pa�ses participantes, respeitando as caracter�sticas regionais e a estrutura de cada um. Durante os cinco dias de evento, congressistas de v�rios pa�ses da Am�rica Latina e do mundo ter�o a oportunidade de visitar clusters da Regi�o Metropolitana de Belo Horizonte. Dessa forma, poder�o conhecer mais a realidade e a diversidade dos polos econ�micos do estado e seus desafios na busca de resultados mais eficazes e sustent�veis. Para o diretor de Opera��es do Sebrae-MG, Matheus Cotta de Carvalho, o interc�mbio de informa��es com empres�rios e parceiros de outros pa�ses pode ser muito ben�fico para os polos brasileiros. "A cria��o de mecanismos de integra��o � essencial para o desenvolvimento dos clusters no Brasil, uma vez que nosso pa�s tem uma economia relativamente fechada, ainda pouco integrada � economia mundial", afirma. 73

Representantes de v�rios pa�ses trocaram informa��es sobre clusters

Diretor do Sebrae-MG em entrevista para a TV colombiana


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Sebrae-MG esteve presente no congresso deste ano, na Col�mbia

Integra��o � a chave

Matheus explica que, por meio dos clusters, fica mais f�cil integrar as empresas em torno de uma estrat�gia comum de desenvolvimento empresarial, o que acaba facilitando a inser��o dos micro e pequenos neg�cios na din�mica da competitividade mundial. "Formamos redes inovadoras, que unem o conhecimento e a compet�ncia de universidades, organismos mundiais, governo, entidades empresariais e institui��es de fomento e pesquisa. Alinhados em um mesmo modelo de atua��o, os empres�rios conseguem absorver mellhor o conhecimento gerado nessas redes", explica Carvalho, que integrou a comitiva do Sebrae-MG enviada ao congresso deste ano, realizado em Medel�n, na Col�mbia, no final de junho. A gerente de Acesso a Mercados e Rela��es Internacionais do Sebrae-MG, Lina Volpini, tamb�m esteve na Col�mbia, onde apresentou aos presentes a estrat�gia de interven��o da institui��o mineira nos polos produtivos do estado. Ela destacou a necessidade de identifica��o e mobiliza��o dos parceiros e suas responsabilidades em cada projeto. "A complementaridade de pap�is e compet�ncias � condi��o essencial para o sucesso. Com uma dire��o comum em torno de um projeto bem estruturado, cada parceiro percebe sua import�ncia no processo e o ambiente do trabalho se torna mais cooperativo", destaca. 74

"Desafios para o Desenvolvimento de Clusters na Am�rica Latina" ser� o tema do encontro de Ouro Preto, em 2011

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poLos

Organiza��o em clusters facilita a integra��o das empresas em torno de uma estrat�gia comum de desenvolvimento empresarial

Polos mineiros mais fortes Criado em 2008 para aumentar a competitividade, a sustentabilidade e a lucratividade dos pequenos neg�cios no Estado, o Programa Foco Competitivo do Sebrae-MG ganha f�lego a cada dia nos Arranjos Produtivos Locais (APLs), tamb�m conhecidos como clusters. Os APLs s�o formados por empresas do mesmo segmento reunidas em um mesmo espa�o geogr�fico. Estima-se que mais de seis mil empresas estejam reunidas nos chamados APLs espalhados pelo Estado e � para elas que se dirigem as a��es do programa. Com uma metodologia e indicadores pr�prios, o Foco Competitivo procura desenvolver solu��es de orienta��o estrat�gica para os projetos de atendimento �s micro e pequenas empresas, reduzindo a duplicidade de esfor�os nos APLs. Confira os locais em que o programa j� foi implantado: Confec��o de lingerie em Juruaia

Produ��o de m�veis em Ub�

APLs de Minas Gerais 2008 2009 Cal�ados (Nova Serrana) Frutas (Ja�ba) M�veis (Ub�) Eletroeletr�nicos (Santa Rita do Sapuca�) Turismo das �guas (Sul de Minas)

2010

Tecnologia da Informa��o (Uberl�ndia) Confec��o de moda �ntima (Juruaia) Turismo (Monte Verde) Caf� das Matas de Minas (Manhua�u) Polo de eletroeletr�nicos em Santa Rita do Sapuca�

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Belo Horizonte

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perFiL PoR michele oliveiRa

o Cora��o R espons�vel por 44% do Produto Interno Bruto (PIB) do estado, a divis�o regional Macro Centro do Sebrae-MG � rica e diversificada em atividades econ�micas, gra�as � forte concentra��o industrial, tendo como base os setores de extra��o mineral, metalurgia, transportes, qu�mica e constru��o civil, aliada ao peso do desenvolvido setor de servi�os. A Macro Centro abrange 135 munic�pios divididos em oito microrregi�es: Belo Horizonte, regi�o metropolitana, Conselheiro Lafaiete, Curvelo, Divin�polis, Ita�na, S�o Jo�o del Rei e Sete Lagoas, cada uma com suas potencialidades econ�micas pr�prias. A mais vigorosa � a metropolitana, constitu�da por trinta munic�pios. Belo Horizonte, Betim, Confins, Contagem, Pedro Leopoldo, Santa Luzia e Vespasiano est�o entre os mais ativos. Esta regi�o � fortemente marcada pelos setores automotivo, metalmec�nico, com�rcio varejista, presta��o de servi�os, constru��o civil, biotecnologia, tecnologia da informa��o, turismo, petr�leo e g�s. Mais ao centro-oeste, onde est�o Divin�polis, Ita�na e S�o Jo�o del Rei, destacam-se os segmentos de m�veis, fundi��o, confec��es, fogos de artif�cio, cer�mica vermelha e agroneg�cio, al�m do polo cal�adista de Nova Serrana. Em Sete Lagoas e outros 26 munic�pios, como Ara�a�, Concei��o do Mato Dentro, Cordisburgo e Paraopeba, destacam-se a siderurgia, a produ��o de hortifrutigranjeiros, cimento, ard�sia, turismo e setor automotivo.

produtivo do estado Quase metade de toda a riqueza produzida em Minas Gerais � gerada na regi�o Central do estado. A for�a da economia local � resultado da uni�o entre um setor de servi�os desenvolvido e alta concentra��o industrial

"Trabalhamos com mais de 30 projetos coletivos e com o atendimento a empreendedores e micro empres�rios. Nossa proposta � contribuir para o aumento da produtividade, da competitividade e da inova��o de nossos clientes", afirma o gerente da Macro Centro, Ant�nio Augusto Vianna de Freitas. 77


perFiL Turismo Uma das for�as econ�micas da regi�o � o turismo. No territ�rio da Macro Centro est�o inseridos nove circuitos: Belo Horizonte, Grutas, Guimar�es Rosa, Lago Tr�s Marias, do Ouro, Parque Nacional da Serra do Cip�, Trilha dos Inconfidentes, Trilha dos Bandeirantes e Vilas e Fazendas. Um dos mais destacados � o Circuito do Ouro, que abrange 17 munic�pios, como Bar�o de Cocais, Congonhas, Mariana, Ouro Preto, Sabar� e Santa B�rbara. Monumentos atestam a riqueza hist�rica e art�stica deste circuito. As obras-primas de Aleijadinho na Igreja de S�o Francisco de Assis, em Ouro Preto, e no Santu�rio de Bom Jesus de Matosinhos, em Congonhas, simbolizam toda a criatividade da arte colonial mineira. Em Sabar� est� outra joia do barroco mineiro: a capela de Nossa Senhora do �. E na Catedral da S�, em Mariana, est� uma das mais preciosas pe�as do acervo hist�rico do estado: um �rg�o Arp Schnitger, de 1701. Al�m de monumento e arquitetura, o circuito � not�rio pelas manifesta��es art�sticas e religiosas, como os festivais de inverno e de congado e a celebra��o da Semana Santa com tapetes de serragens coloridas nas ruas principais das cidades. O Circuito Tur�stico do Ouro �, tamb�m, um destino perfeito para os adeptos do turismo ecol�gico. Cortada pela Serra do Espinha�o, a regi�o guarda verdadeiras riquezas naturais como os parques do Cara�a, do Itacolomi e a Serra da Piedade. Congonhas integra o Circuito do Ouro, um dos principais destinos tur�sticos do estado

Turismo hist�rico segue como uma das principais for�as do setor no estado

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perFiL Polo Biotecnol�gico Sede da primeira empresa de base biotecnol�gica brasileira � Biobr�s, em 1976 �, Minas Gerais tem visto o setor crescer e se expandir ainda mais desde a d�cada de 1990. Hoje s�o mais de 80 empresas, al�m de universidades e centros de pesquisa com foco na biotecnologia. A regi�o metropolitana de Belo Horizonte � um dos principais p�los da Am�rica do Sul, com concentra��o nas �reas de sa�de humana e animal. Levantamento do arranjo produtivo local (APL) Biotec aponta o faturamento do setor em torno de R$ 3,8 bilh�es anuais, gerando cerca de quatro mil empregos. Mas ainda h� grandes desafios a serem superados, entre eles o acesso a servi�os especializados e capital empreendedor, o suporte governamental e a coopera��o, colabora��o e consenso entre os parceiros, inclusive empresas tidas como fundamentais para o desenvolvimento do polo.

Belo Horizonte se firma como polo de biotecologia

Faturamento do setor de biotecnologia chega a quase R$ 4 bilh�es por ano

oportunidades para o setor

� Em Minas Gerais, o segmento sa�de humana representa 74% das vendas das dez maiores empresas de base biotecnol�gica; � A biodiversidade brasileira corresponde por quase 20% das plantas do planeta; � A biodiversidade mineira contabiliza dez mil esp�cies vegetais; � Entre os 252 medicamentos listados como essenciais pela Organiza��o Mundial de Sa�de, 11% originam-se de novas mol�culas bioativas de plantas.

Polo cal�adista

Com cerca de 65 mil habitantes, Nova Serrana � conhecida como a "capital nacional do cal�ado esportivo". O polo � composto por mais de 850 empresas do setor, das quais 80% especializadas no segmento esportivo. S�o produzidos na regi�o mais de 77 milh�es de pares por ano, o que representa 55% da produ��o nacional e a firma como o segundo principal p�lo de cal�ados do pa�s. Al�m disso, Nova Serrana vem tamb�m se destacando pelo investimento em novas tecnologias, qualidade e designs originais. A ind�stria cal�adista de Nova Serrana gera 41 mil empregos diretos e indiretos e representa 46% dos estabelecimentos e 38% dos empregos formais do setor no estado. A t�tulo de compara��o, Belo Horizonte, segundo maior polo mineiro, representa apenas 9,2% dos estabelecimentos e 14% dos empregos formais.

Al�m de participar de feiras, mostras e f�runs do setor, Nova Serrana tamb�m realiza eventos de grande porte, como a Nova Serrana Feira Moda (maior feira de cal�ados do estado) e a Febrac (feira de m�quinas e componentes para cal�ados). As duas mostras t�m o apoio do Sebrae-MG, que tamb�m d� suporte a outra iniciativa local: implantado em 2010, o projeto Refor�o da Competitividade tem o intuito de aumentar a participa��o das empresas da regi�o no mercado a partir do desenvolvimento de produtos, tecnologias, inova��es, compras e gest�o.

perFil do polo de nova serrana

Empresas fabricantes de cal�ados esportivos: 691 Empresas fabricantes de cal�ados masculinos: 53 Empresas fabricantes de cal�ados femininos: 110 Fonte: APL de cal�ados de Nova Serrana.

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perFiL O mercado da Tecnologia

Belo Horizonte e Nova Lima v�m se firmando como centros com voca��o para as �reas de softwares e TecnoIogia da Informa��o, ao lado de cidades do tri�ngulo e do sul do estado. Elas concentram o maior em n�mero de empresas, faturamento e profissionais. De acordo com o estudo "Software e Servi�os de TI: A Ind�stria Brasileira em Perspectiva", publicada pela Sociedade Brasileira para Promo��o da Exporta��o de Software (Softex), Minas Gerais possui cerca de oito mil empresas da �rea � 12% do total nacional - e est� entre os tr�s estados com maior n�mero de organiza��es do setor no Brasil, ao lado de S�o Paulo e Distrito Federal. Em Belo Horizonte, a ind�stria de software responde, hoje, por mais de R$ 2,5 bilh�es em faturamento, gerados por 1.300 empresas que atuam nos diversos segmentos da cadeia produtiva. O promissor polo de TI, um dos principais do pa�s, tamb�m � palco de iniciativas de sucesso apoiadas pelo Sebrae-MG. A empresa ATS nasceu em 1992 pelas m�os do empres�rio Geovanne Teles. Ao observar que apenas grandes e m�dias empresas faziam o uso da tecnologia da informa��o para controlar seus neg�cios, o empres�rio decidiu desenvolver um sistema informatizado de gest�o para micro e pequenas empresas. Hoje a ATS atua em todo o Brasil, com cinco unidades pr�prias e mais de 15 revendas autorizadas. "Temos solu��es voltadas para com�rcio, servi�os e pequenas ind�strias. S�o quase 140 colaboradores diretos e mais de 3.000 clientes ativos", conta. Teles explica que a falta de experi�ncia do in�cio foi superada com o apoio do Sebrae-MG. "O primeiro contato com a institui��o foi pelo Empretec, um divisor de �guas na minha jornada como empreendedor. Integrei a segunda turma no Brasil, em 1994", relembra. O empreendedor diz j� ter participado de mais de trinta rodadas de neg�cios do Sebrae-MG e do programa Sebrae em A��o, al�m de ter recebido apoio log�stico e financeiro em diversas feiras e eventos do setor. "Vejo a entidade como uma parceira fundamental e de vis�o de longo prazo. Em resumo, sem a participa��o do Sebrae-MG minha trajet�ria teria sido muito mais dif�cil", completa. 80

Geovanne Teles, da ATS: tecnologia da informa��o para micro e pequenos empres�rios

Polo de g�nios Das cidades que constituem a Macro Centro sa�ram alguns dos maiores nomes das artes e do esporte do Brasil. Cordisburgo � a terra do m�dico e escritor Guimar�es Rosa, autor de Grande Sert�o: Veredas, umas das principais obras da literatura brasileira e mundial. De Belo Horizonte saiu o clube da esquina, movimento musical que come�ou nas ruas do bairro Santa Tereza e se espalhou pelo Brasil, tornando famosos nomes como Milton Nascimento, Flavio Venturini e Tavinho Moura. A capital tamb�m � a terra do jogador Tost�o, tricampe�o mundial de futebol em 1970. Ouro Preto � ber�o dos inconfidentes e tamb�m de Ant�nio Francisco Lisboa, o Aleijadinho, cuja obra embeleza outras cidades mineiras, como Congonhas, Sabar� e S�o Jo�o del Rei. O "mineiro do s�culo XX", Chico Xavier, tamb�m � da regi�o. Embora tenha vivido em Uberaba, no tri�ngulo mineiro, o m�dium nasceu em Pedro Leopoldo, na regi�o metropolitana de Belo Horizonte. ago�set�2010


perFiL

Principais projetos do SEBRAE-MG na Macro Centro � Adensamento da Cadeia Produtiva do Petr�leo, G�s e Energia no Estado de Minas Gerais. � Adensamento da Cadeia Produtiva do Setor Automotivo na RMBH � Apicultura na Regi�o Metropolitana de Belo Horizonte � Apicultura na Regi�o Metropolitana de Belo Horizonte para o Mercado Asi�tico � Ard�sia de Papagaio e Regi�o � Artesanato de Com�rcio Justo da Cooperativa Dedo de Gente em Curvelo � Artesanato de Couro em Prados � Artesanato de Prata com Gemas em Santo Ant�nio do Leite � Comercializa��o de Tomates da Regi�o de On�a do Pitangui � Com�rcio Varejista da Constru��o Civil na Regi�o Metropolitana de Belo Horizonte � Confec��es da Moda Casual de Divin�polis � Est�mulo � Competitividade das Ind�stiras de Panifica��o e Confeitaria da RMBH � Fortalecimento da Cadeia Produtiva da Constru��o da Macro Regi�o Centro � Fundi��o de M�veis em Ferro e Alum�nio de Cl�udio, Divin�polis, Carmo do Cajuru e Carmo da Mata � Fundi��o de Utens�lios Dom�sticos de Divin�polis, Cl�udio, Carmo do Cajuru e Carmo da Mata � Iniciativa de Refor�o da Competitividade do Segmento de Diagn�stico e Tecnologias M�dicas da RMBH � Iniciativa de Refor�o da Competitividade do Setor Cal�adista da Regi�o de Nova Serrana � Leite em Lagoa de Prata e Regi�o � Leite em On�a do Pitangui e regi�o � Leite em Sete Lagoas e Regi�o � M�veis no Munic�pio de Carmo do Caruju � M�sica Independente na Regi�o Metropolitana de Belo Horizonte � Proje��o do Setor Ap�cola na Microrregi�o do Cara�a � Turismo de Neg�cios e eventos em Ouro Preto e Mariana � Turismo de Neg�cios em Belo Horizonte � Turismo Historico Cultural S�o Jo�o del Rei e Tiradentes � Turismo Serra do Cip�

Macro Centro Setor Automotivo Artesanato de Couro Ard�sia Apicultura Artesanato de Com�rcio Artesanato de Prata Comercializa��o de Tomates Com�rcio Varejista da Constru��o Civil Confec��es Ind�stiras de Panifica��o e Confeitaria M�veis em Ferro e Alum�nio Fundi��o de Utens�lios Dom�sticos Segmento de Diagn�stico e Tecnologias M�dicas Setor Cal�adista Leite

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artigo

Pequenos neg�cios

mais fortes PoR alanni caStRo * Foto: miGuel aun

Origem elhores condi��es para cr�dito, taxas de juros e prazos para pagamentos. O que para muitos empres�rios soa como utopia j� est� virando realidade para outros. As Sociedades de Garantia de Cr�dito (SGCs) proporcionam assessoramento financeiro, competitividade e integra��o para micro e pequenas empresas (MPEs), que ganham mais for�a quando atuam em conjunto. Apesar do hist�rico recente no Brasil, as SGCs prometem ganhar espa�o e movimentar os empreendimentos mineiros em breve. Sociedades de Garantia de Cr�dito s�o institui��es formadas pela iniciativa empresarial e p�blica e t�m como principal objetivo a concess�o de garantias complementares �s MPEs associadas e que demandam cr�dito no Sistema Financeiro Nacional (SFN). Com a garantia fornecida pela SGC, a institui��o financeira ter� maior seguran�a nas opera��es, redu��o dos custos de an�lise, menor risco de inadimpl�ncia e, principalmente, garantia complementar l�quida para aquela opera��o. Assim, as taxas de juros e o custo do cr�dito ser�o menores para o banco e para o empres�rio. Al�m da concess�o das garantias, a SGC poder� oferecer avais comerciais e t�cnicos, al�m de assessoria financeira, que contribuir� para um dimensionamento adequado do cr�dito a ser pleiteado. Quando a empresa n�o estiver apta ao financiamento, a SGC a ap�ia tecnicamente para que suas finan�as se regularizem. 82

M

Este sistema nasceu na Fran�a, no in�cio do S�culo XX e logo se disseminou pela Europa e pelo mundo. Hoje, It�lia, Alemanha e Espanha s�o algumas das refer�ncias em sistemas de garantias de cr�dito. A maior parte do recurso financeiro operacionalizado pelas SGCs, tamb�m chamadas Sociedades de Garantia Rec�proca (SGR), destina-se �s MPE (conforme os crit�rios pr�prios de cada pa�s) por, n�o somente no Brasil, os pequenos neg�cios serem considerados fator importante para o dinamismo econ�mico. O Canad� � o pa�s por onde as SGCs chegaram �s Am�ricas, apresentando, atualmente, um dos maiores volumes em garantias concedidas. Nas �ltimas d�cadas, Canad� e os EUA atenderam conjuntamente mais 750 mil empresas, garantindo aproximadamente US$ 59 milh�es. Argentina e Chile t�m as sociedades de garantia como entidades aut�nomas, com legisla��o e normas espec�ficas. Maria Stella P�rez Calaf, diretora da Proaval (Chile), considera que, para o seu pa�s, as pequenas e m�dias empresas s�o as que geram maior impacto econ�mico e as SGCs buscam suprir a necessidade de garantias, objetivando a redu��o dos custos do cr�dito e alavancagem dos neg�cios.

Sociedade de Garantia de Cr�dito no Brasil

Em nosso pa�s a Associa��o de Garantia de Cr�dito da Serra Ga�cha � Garantiserra � a �nica em opera��o. Sua �rea de atua��o abrange, al�m de Caxias do Sul (RS), onde est� a sua a sede, outros 31 munic�pios da regi�o. Iniciou as atividades em 2005 e at� junho deste ano a Garantiserra emitiu mais de R$ 10 milh�es em cartas de garantia, significando cerca de R$ 17,6 milh�es em financiamentos obtidos junto aos agentes financeiros e uma consider�vel redu��o nas taxas de juros para as empresas associadas. O Sebrae vem empenhando esfor�os no sentido de contribuir para o surgimento de novas SGCs no pa�s. Com o lan�amento de Chamada P�blica, recebeu propostas entre 2008 e 2010 de diferentes regi�es para a constitui��o deste mecanismo de garantia. A partir da formaliza��o das SGCs, a natureza do apoio se concentra em aportes de recursos financeiros para a composi��o do Fundo de Risco e assist�ncia t�cnica e operacional. Em Minas Gerais foram apresentadas quatro propostas (as regi�es Leste, Sul e Alto Parana�ba e a cidade de Belo Horizonte). A primeira j� formalmente constitu�da � a Garantia dos Vales, que, inicialmente, atender� as regi�es de Te�filo Otoni, Vale do A�o e Governador Valadares, onde est� sediada. *adminiStRadoRa, P�S-GRaduada em GeSt�o de PRojetoS e em deSenvolvimento de cooPeRativaS. analiSta da unidade de aceSSo a SeRvi�oS FinanceiRoS do SebRae-mG. ago�set�2010


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Revista Passo a Passo 136