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Curitiba, Abril de 2013 - Ano 16 - Número 217 - 3o Período de Jornalismo da PUCPR

O Jornalismo da PUCPR no papel da notícia

PONTAPÉ INICIAL

Programação variada marca aniversário de 320 anos de Curitiba . pg.03

Contribuintes ainda precisam de ajuda para declarar IR . pg.06

Primeiros 100 dias do governo Fruet foram avaliados sob o prisma dos diferentes desafios a serem superados pela nova gestão . pgs. 08 e 09

Durante 13 dias, o 22o FTC transformou a cidade em um verdadeiro palco . pg.15


Divulgação

UM NOVO COMUNICARE O que se comenta no Jornalismo, há um bom tempo, é o fim do jornal impresso. No passado já se comentou sobre o fim do rádio, do cinema, depois da televisão. Será que um dia falaremos do fim da internet? Todo novo meio, toda mudança, provocam insegurança e dúvida. É mais fácil discutir o fim das coisas, ao invés de tentar pensar em estratégias e novas propostas. Tradicionalmente somos pessimistas. Os meios estão convergindo. Não é novidade. As ideias estão divergindo. Fato positivo. A globalização já não é encarada com desconfiança, até porque também se voltou a falar sobre regionalização. O jornal impresso ainda está vivo. O livro impresso ainda vive. As revistas semanais e segmentadas impressas também estão por aí. Sites e portais também desaparecem. E não é porque todos eles vão acabar. O sumiço pode ter diferentes explicações: falta de qualidade, investimentos errados, propostas antigas, estratégias ultrapassadas, pouco pensamento em seu público, entre outras. Na comunicação tudo é dinâmico. Os conteúdos não são mais estáticos. Dificilmente os leitores permanecem no mesmo texto por muito tempo porque os hiperlinks jogam as pessoas para fora daquele texto. A notícia é complementada por outros fatos, em diferentes mídias, por jogos, com interatividade, compartilhamento, com letras miúdas nos smartphones. Mas também sabemos que muitas pessoas gostam dos impressos. Existem aqueles que gostam do cheiro. Os que precisam de algo concreto em suas mãos. Há quem só consiga prestar atenção no papel. Algumas pesquisas indicam que a leitura no papel é mais atenciosa. Tem gente que não tem acesso à internet, à tecnologia. Existem lugares, e sempre existirão, em que não há energia elétrica, sinal de telefone ou que a censura barra a informação digital. E há também as pessoas que convivem com os dois. O Curso de Jornalismo da PUCPR resolveu manter o seu jornal impresso vivo. Diferente do que muitas universidades fizeram, de acabar com suas versões laboratoriais impressas, nós estamos mantendo, mas mudamos um pouco. O Jornal Comunicare passou por uma reformulação editorial e tem uma nova identidade visual. De temático agora aborda assuntos gerais, ganhou mais edições, e em dois momentos do ano terá circulação diária. Mudamos o produto e vamos aproveitar para experimentar, não só no visual, mas também no textual. Queremos que nossos estudantes tenham a oportunidade de escrever para diferentes mídias. Queremos conviver com os impressos e com os digitais. Com os convergentes e os divergentes. Com o material e o imaterial. E, essencialmente, com o bom jornalismo, esteja ele onde estiver. Boa leitura, Julius Nunes Coordenador do Curso de Jornalismo

EXPEDIENTE Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUCPR) Rua Imaculada Conceição 1.115 Prado Velho, Curitiba/PR

Abril de 2013 - Edição 217

Reitor

Ir. Clemente Ivo Juliatto

Decana da Escola de Comunicação e Artes

Eliane C. Francisco Maffezzolli

Coordenador do Curso de Jornalismo Julius Nunes

COMUNICARE Coordenador Editorial Julius Nunes Coordenador de Redação/ Jornalista Responsável Miguel Manassés DRT-PR 5855 Coordenadora de Projeto Gráfico Juliana Sousa Monitoria Estudante Nivia Kureke - 5P


CURITIBA COMEMORA 320 ANOS COM PROGRAMAÇÃO ESPECIAL

A celebração levou em conta a acessibilidade e os endereços mais distantes

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Por Amanda Bedide

No dia 29 de março, Curitiba comemorou 320 anos de existência. Durante todo o mês, a Cidade Sorriso celebrou seu aniversário com diversas atividades espalhadas pelos seus bairros, e que contaram com a participação da população. O bolo, doado pelo Sindicato de Panificação do Paraná (Sipcep) e pelo Moinho Anaconda, foi cortado às 16h da quarta-feira (27), com a presença do prefeito Gustavo Fruet. Durante a semana que antecedeu o dia do aniversário da cidade, as festividades contaram com shows pelo Centro, como os das bandas Nega Fulô e CW7, além das produções dos grupos MUV, Big Time Orchestra, Namastê e Michelle Mara, Charme Chulo, Lemoskine e Apanhador Só, que se uniram nas Ruínas de São Francisco e foram os responsáveis pela animação do sábado, dia 23. A fim de levar os curitibanos a descobrirem mais a fundo a própria cidade e

sua cultura, a Fundação Cultural de Curitiba (FCC) também preparou programas que envolviam as artes visuais, teatro, circo, cinema, literatura e dança. A Feira Curitibana Trabalhadora foi um dos grandes destaques da programação. Realizada na Praça Rui Barbosa, a proposta era dar informações a respeito de vagas de empregos e cursos. Outro diferencial, no Parque Bacacheri, ficou por conta da Secretaria Municipal da Saúde (SMS), que forneceu exames de glicose, medição de pressão, prevenção contra leptospirose, e também esclarecimentos sobre a doação de medula óssea. Já a Secretaria Municipal do Meio Ambiente (SMMA) se responsabilizou pela distribuição de mudas de plantas nativas, com o auxílio do grupo de escoteiros de Curitiba, Impisa. Quanto à segurança dos locais, a Guarda Municipal estava presente, juntamente ao Grupo Cadenas – especialistas em consultoria e treinamento de socorristas –, que ficou responsável pelo atendimento médico. NOS BAIRROS Segundo a prefeitura de Curitiba, o objetivo era não restringir os eventos apenas à região central, mas estendê-los a outras localidades. Portanto, parques, escolas, terminais de ônibus, Ruas da Cidadania e o Mercado Municipal também se transformaram em palco para shows musicais, grupos de dança e de capoeira, orientações de educação alimentar e nutricional da Unidade Móvel de Saúde e oficinas educativas antidrogas.

Já em homenagem aos 320 anos, foi realizado um roteiro de projeção fotográfica ao ar livre, que teve início em terminais de ônibus e seguiu para a Praça Rui Barbosa e para a Rua da Cidadania de Santa Felicidade e do Pinheirinho. Segundo a arquiteta Francielle Lucena, funcionária da prefeitura, o mês de festas foi muito satisfatório e conseguiu aumentar a proximidade das secretarias com a comunidade. “É muito importante as secretarias levarem informações para os bairros, valorizar o esporte e o lazer e aproximar as famílias dos grandes parques de Curitiba”, afirma. Para a administradora de empresas Alessandra Santos, o evento supriu às suas expectativas. “A programação foi muito legal, meus filhos se divertiram bastante com as atividades preparadas e com os shows”, conta. INCLUSÃO Para Francielle, o maior desafio da organização se concretizou em incluir programações interessantes também para as pessoas com deficiência.

“Nós sempre temos que ter acessibilidade para todo tipo de deficiência, e não só para os cadeirantes. Então é muito bom ver o resultado”, completa. ESTAÇÃO 320 O mês festivo se encerrou no dia 29, com o grupo Madrigal Em Cena – sob o comando do maestro Eli Siliprandi –, interpretando cantos sagrados na Igreja do Carmo. Contudo, a Estação 320, uma unidade do Centro de Controle Operacional (OCP) na Rua XV de Novembro, inaugurada no dia 1º de abril e que permite à população acompanhar o monitoramento do transporte e do trânsito de Curitiba, através de imagens captadas por câmeras instaladas nas estações tubo e nos terminais, permanece em funcionamento até amanhã (16). Para o prefeito de Curitiba, Gustavo Fruet, estar no mandato no momento em que a cidade completa 320 anos aumenta ainda mais sua responsabilidade. “Sempre me preparei para este momento. É tempo de comemorar, homenagear os personagens que ajudaram a construir a história da capital paranaense e também de planejar o futuro”, conclui Fruet.


“Hoje, o recomendado a respeito de arborização urbana seria uma pesquisa intensa sobre crescimento e comportamento das árvores a serem plantadas e uma mudança no perfil atual das árvores velhas”

ÁRVORES SÃO MOTIVOS DE PREOCUPAÇÃO PARA A POPULAÇÃO CURITIBANA

Melvin Quaresma

Problemas são causados por idade avançada e falta de adequação Por Melvin Quaresma

Curitiba é consierada uma capital arborizada. De acordo com a Secretaria Municipal de Meio Ambiente (SMMA), a cidade possui 300 mil árvores e nos últimos seis anos foram plantadas 15,5 mil mudas e removidas 5,7 mil árvores velhas. Mesmo assim, a capital paranaense ainda possui problemas para substituir todas as árvores que acarretam, principalmente em dias de chuva, muitos acidentes e problemas na manutenção de vias, calçadas e fiação elétrica. Segundo o professor de Botânica da Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUCPR), Luiz Antônio Acra, o problema pode ser evitado

com um estudo mais detalhado do tipo de arborização ideal para o meio urbano. “Hoje, o recomendado a respeito de arborização urbana seria uma pesquisa intensa sobre crescimento e comportamento das árvores a serem plantadas e uma mudança no perfil atual das árvores velhas”, diz. Para Acra, a solução seria a substituição das árvores muito altas e que perdem muitas folhas e galhos, por outras de menor porte e mais adaptadas ao meio urbano. “A única perda seria na quantidade de sombra projetada”, conclui. Moradores entendem a necessidade na alteração dos tipos de árvores plantadas, tendo em vista que,

pela idade média das árvores, os acidentes são crescentes. “Uma araucária ao lado da minha casa é motivo de preocupação hoje. Em chuvas mais fortes, ninguém fica na sala com medo dos galhos que podem cair”, conta Manoel Silva, morador do Bacacheri. Outro problema citado por Silva são as calçadas que se quebram devido à vegetação que arrebenta o concreto. Segundo o secretário municipal do Meio Ambiente, Renato Eugenio de Lima, em 2006 teve início o Plano de Arborização Pública de Curitiba. O projeto tem como objetivo mapear e trocar as árvores mais velhas. Os técnicos responsáveis fazem avaliações da vegetação e então decidem se deve ou não ocorrer a troca. Quaresmeira, dedaleiro e ipê são algumas das espécies escolhidas para substituir as árvores antigas. “Estamos reavaliando programas e projetos, buscando encontrar harmonia entre a natureza e o homem no meio urbano. A meta desta gestão é caminhar para o desenvolvimento sustentável”, conclui o secretário.

Araucária causa preocupação no Bacacheri

AMBULANTES MANTÊM COMÉRCIO DENTRO DOS ÔNIBUS Mesmo com a lei decretada há dois anos, vendedores da capital paranaense insistem na ação

Por Marcela Carvalho

O auxiliar de direção, FeAs vendas dentro dos lipe Assunção, diz que não ônibus do transporte pú- há outra estratégia para blico de Curitiba são proi- divulgarem o trabalho. bidas, mas ainda existem Segundo ele, não existem pessoas que se utilizam outros lugares com tandessa prática para ta circulação de pessoas ganhar dinheiro. Segundo como nos ônibus. “Há muita a Urbanização O COMUNICARE reclamação, de Curitiba S/A ENTREVISTOU 100 mas nós ori(URBS), após a PESSOAS DE TRÊS entamos os proibição decrefuntada na Lei do LINHAS DE ÔNIBUS DA nossos Transporte Pú- CAPITAL E 81 DELAS cionários para que prezem blico, em 2009, DISSE APROVAR A houve uma di- PROIBIÇÃO. APENAS pela educação. partir minuição do 19 AFIRMARAM NÃO A momento comércio, porém SE INCOMODAR COM A do que nos alerexistem aqueles AÇÃO. tarem sobre a que persistem. proibição das Os colaboradores da Institu- vendas, iremos sair do veíição de Ação Social culo”, completa Assunção. Manassés vendem produ- Luiz Carlos de Oliveira, tos dentro dos coletivos. diretor de relações sociais

do Sindicato dos Motoristas e Cobradores de Ônibus de Curitiba (Sindimoc), conta que o papel dele enquanto motorista é de orientar o vendedor ambulante a parar de vender dentro dos coletivos. Caso contrário, o fiscal da URBS tem o direito de multar o motorista. Segundo Edilson Mareda, secretário de relações do Sindimoc, por mais que seja errado comercializar no interior dos ônibus, as pessoas têm o direito de ir e vir. “Eu não tenho o poder de um policial para impedir isso”, complementa Mareda. A assessora de imprensa da URBS, Maria do Carmo Batiston, explica que é necessária a restrição desses ven-

dedores ambulantes, já que é previsto legalmente que o passageiro tem o direito de ser transportado sem ser importunado. PESQUISA Em pesquisa feita pelo jornal Comunicare, com 100 pessoas que utilizam os ônibus das linhas Santa Cândida/ Capão Raso, Centenário/ Campo Comprido e Ligeirão Boqueirão, 19 pessoas disseram não se incomodar com a atuação dos

vendedores ambulantes, mas a maioria, 81, ainda é a favor da lei que proíbe a comercialização. Marcela Carvalho


Cássia Ferreira

“O conceito originou-se nos EUA, há mais de 10 anos, com a bolha da internet, que trouxe as empresas ponto com”

PROGRAMA DO GOVERNO FINANCIA EMPREENDEDORISMO DIGITAL START-UP BRASIL BANCARÁ ATÉ R$ 200 MIL PARA CADA PROJETO SELECIONADO Diego Sampaio, proprietário da Giver, abriu sua primeira empresa aos 17 anos. Neste mês, acontece a segunda fase do programa Start-UP Brasil, com inscrições para empresas start-up, organizações nascentes de pequeno porte do setor de tecnologia, que queiram concorrer. O programa é organizado pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI). A Associação Brasileira de Startups (Abstartups) indica que existem mais de 1,5 mil organizações com esse perfil no país. No Paraná, o setor foi destaque da Feira do Empreendedor 2013, realizada entre os dias 21 e 24 de março, em Curitiba. De acordo com o MCTI, ainda não há data específica para liberação do edital para inscrição das start-ups mas afirma que sairá até o final deste mês. A Abstartups sinaliza que São Paulo e Rio de Janeiro lideram a lista da categoria. As start-ups tam

Por Roberta Gonçalves bém tiveram espaço na Feira do Empreendedor 2013. Organizada pelo Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas do Paraná (Sebrae-PR), a feira reservou um setor para apresentação de empresas aceleradoras, que “hospedam” as start-ups, dando condições de trabalho interno e externo, e de projetos start-up. Vitor Torres, 30 anos, participou do evento com a Supernova, uma aceleradora curitibana. Ele resume como surge uma start-up: “Tudo começa com uma ideia, um nome e um site”. O conceito originou-se nos EUA, há mais de 10 anos, com a “bolha da internet”, que trouxe as “empresas ponto com”. Segundo Torres, Google e eBay são exemplos de empresas que começaram como start-up. No Brasil, ele diz que o conceito é um pouco mais recente, “começou com força mesmo faz uns cinco anos”, calcula. Contudo, apesar do

pouco tempo, segundo Virgílio Almeida, Secretário de Política de Informática do MCTI, o governo pretende aquecer o segmento, alçando o país como agente de destaque no mercado internacional, “a intenção é posicionar o Brasil como um player global”, revela. Além de Torres, outro que participa do grupo de Curitiba, proprietário de uma empresa start-up, é Diego Sampaio, 26 anos. Ele diz que começou ainda na adolescência: “Abri minha primeira empresa com 17 anos, porque precisava de dinheiro para sair com a minha namorada”, diverte-se. De lá pra cá, fez mais três tentativas que não deram certo. Torres explica que, para a start-up deslanchar, é preciso focar em três itens: equipe, oportunidade e produto. O sucesso de Sampaio veio finalmente no ano passado, com a Giver, empresa start-up que administra cartões pré-pagos para

vale-presentes. Um dos itens mencionados por Torres, oportunidade, chega este mês com a segunda fase do Start-UP Brasil, programa lançado no final do ano passado pelo MCTI, para incentivar o empreendedorismo tecnológico. A primeira fase, para escolha das aceleradoras, já foi concluída. Agora, serão selecionados os projetos start-up. De acordo com informações oficiais do MCTI, a meta do governo é, até 2014, acele-

rar 150 trabalhos de software e serviços de Tecnologia da Informação (TI). Veja mais informações no box desta página. E, para quem tem dúvidas sobre a evolução do segmento no Brasil, Virgílio Almeida, do MCTI, fornece dados comparativos: “Em 2012, essa área cresceu 10,8%, enquanto a economia cresceu, aproximadamente, 1%”. Porém, Torres lembra as dificuldades do setor no contexto brasileiro: “O conceito de start-up ainda é pouco divulgado, gerando desconhecimento pelas pessoas e, consequentemente, uma imaturidade do mercado”, avalia.

BENEFÍCIOS: orientação específica de mentores e investidores da área, parcerias, financiamento à Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação (P,D&I). QUEM PODE: empresas nascentes de software e serviços de Tecnologia da Informação (TI). QUANDO: o governo planeja executar três edições do programa entre 2013 e 2016, em biênios. INSCRIÇÕES: o edital das start-ups deve sair até o final de abril. MAIS INFORMAÇÕES: http://startupbrasil.mcti.gov.br/programa/

PLANOS DE SAÚDE PRIVADOS ENCARECEM Ainda assim a procura por planos de saúde continua aquecida Por Isadora Carvalho

A expectativa de vida dos brasileiros continua aumentando a cada ano. De acordo com dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em 2008 essa expectativa era de 72 anos e em 2013 já atingiu 74 anos, e tal longevidade está impactando no preço dos planos de saúde. Segundo Evandro Lucas de Barros, coordenador de mer-

cado da Unimed Federação do Paraná, “ todos os anos ao completarem 12 meses os planos sofrem reajuste. Nos planos de pessoa física o índice é determinado pela ANS e este ano foi de 7,93%. Nos planos jurídicos, o reajuste é um só para empresas com até 30 beneficiários e por desempenho da carteira para empresas com numero superior a 30 beneficiários”. Mesmo assim, de acordo com a assessora da

Agência Nacional de Saúde (ANS), Isabella Eckstein , a procura por planos de saúde privados é grande, com uma média, feita em setembro de 2012, de 25,1%, um aumento se comparado com o 24,6% em 2011 no mesmo período. A variedade de opções é grande, como na própria Unimed (que oferece cerca de nove planos diferentes só em Curitiba) e hoje os valores vão de R$ 72,00 até R$ 3670,00

dependendo do plano e da seguradora, atendendo todo o tipo de necessidade para quem deseja possuir um seguro de saúde. Entre os usuários de planos de saúde, as opiniões são divergentes. Para Waldyra Rosa, 70 anos, cliente Unimed há 17 anos, “ o plano compensa já que alguém com a minha idade o utiliza muito mais, até porque o meu plano é individual, então pago um pouco mais

barato se comparar com o familiar”. Já Ivâni Carvalho, empresária do setor imobiliário e cliente Unimed há mais de sete anos, protesta, “ Acho esse aumento abusivo, pois o repasse dos valores aos profissionais de saúde, laboratórios e hospitais é extremamente baixo (quando o plano é utilizado), se comparado ao seu uso efetivo”.


Cássia Ferreira

“O segmento do turismo religioso é um dos mais promissores no momento”. Secretário de Turismo do Paraná, Jackson Pitombo Cavalcante Filho.

VISITA DO PAPA E PROJETO DE LEI AQUECEM TURISMO RELIGIOSO Jornada Mundial da Juventude deve atrair mais de 2 milhões de turistas ao país Por Roberta Gonçalves

O turismo religioso no Brasil ganha especial impulso com a Jornada Mundial da Juventude (JMJ), que acontecerá entre os dias 23 e 28 de julho, no Rio de Janeiro. No Paraná, um projeto de lei incentiva o segmento. A JMJ já tem confirmada a presença do Papa Francisco, além da expectativa de milhões de fiéis que chegarão de diversas partes do mundo. No Estado, a Assembleia Legislativa concluiu, em março deste ano, a votação do projeto de lei nº 192/2012, de autoria do deputado Anibelli Neto (PMDB). O projeto reivindica uma atuação mais efetiva do poder público

para desenvolvimento do setor, com prioridade de investimentos em infraestrutura básica para diversos pontos turísticos da região. De acordo com o secretário do Turismo do Paraná, Jackson Pitombo Cavalcante Filho, o Estado apresenta grande potencial para essa área “o segmento do turismo religioso é um dos mais promissores no momento. Temos eventos consolidados que movimentam um grande número de pessoas”, declara o secretário. Outro entusiasta do segmento é o padre Ademar Lins, 56 anos, coordenador regional da Pastoral de Turismo Religioso da Igreja Católica do Paraná.

“O turismo religioso traz o progresso e integra as minorias”. Porém, um estudo feito pelo curso de Turismo

da Universidade de São Paulo (USP) alerta para desafios enfrentados pelo setor e que ainda precisam

Santuário do Senhor Bom Jesus da Cana Verde em Siqueira Campos-PR. Foto: Cássia Ferreira

ser superados. Entre eles, destacam-se a necessidade de grandes cadeias de hotéis próximas de onde os eventos acontecem e mais investimento governamental no segmento. A discussão ganha fôlego no ano em que o Papa Francisco vem ao Brasil para participar da JMJ. Conforme o Ministério do Turismo, a Cidade Maravilhosa receberá aproximadamente 2,5 milhões de turistas para o evento.

CONTRIBUINTES PROCURAM AJUDA NA HORA DE DECLARAR IR A entrega pode ser feita pela internet ou nas agências do Banco do Brasil ou da Caixa Econômica Federal

Por Getúlio Xavier

Os contribuintes que tiveram rendimentos superiores a R$ 24.556,65 em 2012 precisam declarar o Imposto de Renda Pessoa Física na Receita Federal até o dia 30 de abril, e para escapar da malha fina, muitas pessoas procuram a assistência de um profissional especializado, o que pode evitar alguns aborrecimentos posteriores. Mesmo seguindo algumas dicas importantes na hora de preencher as informações, alguns erros podem ocorrer, principal-

mente porque uma parcela dos contribuintes não dá importância aos detalhes. Os maiores descuidos estão em não informar pequenos rendimentos e não declarar os produtos dos dependentes. De acordo com o contador Damasor de Almeida, as pessoas acham que detalhes como uma pequena renda extra não fazem diferença, mas é nisso que elas se enganam. “Com mais de 30 anos de profissão, eu já vi muita gente tendo problemas por coisas simples como não declarar o salário da espo-

sa”, disse o contador. Os contribuintes procuram ajuda profissional para fazer a declaração porque não sabem quais são os dados que precisam ser fornecidos, como é o caso de Márcio Ribas. O vendedor leva seus dados anualmente a um especialista, para evitar problemas com a Receita. “O programa parece simples, mas são tantos números que eu acabo me perdendo. Já errei uma vez e tive alguns problemas, agora não penso duas vezes e procuro logo um conta-

dor’’, disse o comerciante. A declaração online está disponível no site da Receita Federal (www.receita.fazenda.gov.br), com

a versão 2013 do Programa Gerador de Declaração.

Getúlio Xavier


Renata Bueno foi a primeira mulher brasileira a ser eleita na Itália e diz quebrar qualquer paradigma no cenário internacional por ser jovem, 33 anos, e mulher.

EX-VEREADORA DE CURITIBA É ELEITA DEPUTADA NA ITÁLIA

Renata Bueno pretende trabalhar em setores como formação, qualificação de mão de obra e economia Por Mayara Nascimento

Em eleição realizada em fevereiro deste ano a ex-vereadora de Curitiba Renata Bueno foi eleita deputada no parlamento italiano. Após a derrota nas últimas eleições na Câmara Municipal, ela iniciou sua campanha política na Itália, já que possui dupla cidadania e o país europeu permite que cidadãos de outras nacionalidades se candidatem. Renata Bueno foi a primeira mulher brasileira a ser eleita na Itália e diz quebrar qualquer paradigma no cenário internacional por ser jovem, 33 anos, e mulher. A deputada conta que sua experiência política na capital

paranaense foi fundamental para o momento em que se encontra agora, e que não se reeleger como vereadora foi uma motivação para concretizar um projeto que já tinha em mente há algum tempo. “Tinha um compromisso com o meu partido político (PPS). Infelizmente, fui derrotada. Mas a partir do momento em que tudo terminou eu estava livre para me dedicar à política italiana e na semana seguinte já iniciei minha nova campanha. Perder as eleições aqui não foi por acaso. Terminei minha missão em Curitiba, e fui buscar esse sonho que eu tanto esperava”, finalizou.

Como vereadora de Curitiba, Renata teve o maior número de ausências na Câmara, 93, sendo 27 não justificadas. Acusada de usar tais faltas para viajar a lazer, ela se defende dizendo que usava esses períodos para trabalhar e fortalecer as relações internacionais. “Com

essa vitória, muitas pessoas que não compreendiam essa questão de eu ser muito ligada ao mundo lá fora, hoje, compreendem. E vão com-

preender muito mais quando a gente começar a mostrar o resultado do nosso trabalho.” Mayara Nascimento

“ESTOU MUITO FELIZ. ACHO QUE TEMOS MUITO O QUE EXPLORAR EM TERMOS DE PROJETOS INTERNACIONAIS EM DIVERSOS SETORES, COMO O UNIVERSITÁRIO, FORMAÇÃO, QUALIFICAÇÃO DE MÃO DE OBRA E ECONOMIA” Renata Bueno eleita deputada no parlamento italiano

NOVOS ARES NA CÂMARA MUNICIPAL DE CURITIBA

Presidente Salamuni afirma que o legislativo encontrou o equilíbrio entre a inovação e a experiência

Por Mayara Nascimento

Vereador Paulo Salamuni aprova renovação na Câmara Municipal de Curitiba

Em 2012, das 38 cadeiras existentes na Câmara Municipal de Curitiba, 18 foram ocupadas por novos vereadores nas eleições que aconteceram em outubro, núme-

ro considerado alto para o poder legislativo. Atual presidente da Casa, Paulo Salamuni (PV) explica que esta mudança no quadro de vereadores foi resultado

da reprovação da população frente às denúncias feitas após a divulgação dos contratos de publicidade no ano passado. Quanto aos que não foram reeleitos, Salamuni afirma que “muitos pagaram um preço alto por tudo o que aconteceu aqui, por não falarem o mesmo idioma que o povo. Essa falta de comunicação e esclarecimento acabou tirando muita gente, justa ou injustamente”. Salamuni diz que os vereadores que se mantiveram são aqueles que, em 2012, conservaram sua independência e postura crítica diante dos

escândalos ocorridos. Ele fala também sobre a importância da permanência de uma parcela de vereadores, unindo experiência a novas ideias. “Essas duas faces é que dão equilíbrio ao par lamento.”Segundo o presidente da Casa, a mudança de postura dos novos integrantes da Câmara já é visível: vontade de legislar, questionar e fazer acontecer. Para a vereadora Carla Pimentel (PSC), eleita para o primeiro mandato e presidente do Conselho de Ética da Casa, os vereadores estão num ritmo de trabalho muito

acentuado. “Em janeiro, de praxe, é recesso na Casa. Se você viesse aqui em janeiro, veria todos trabalhando. Não era coerente começar já de folga”. Algumas medidas já foram tomadas visando essa mudança de postura, como a suspensão dos contratos de publicidade, que gastaram uma verba de R$ 34 milhões entre 2006 e 2010. “Nós precisamos resgatar a credibilidade da Câmara Municipal de Curitiba e a dignidade perante o cidadão”, finalizou Salamuni.


“Não são suficientes para mudar o cidadão ou a cidade, mas é possível sinalizar que estamos querendo”, avalia Medeiros.

100 DIAS DE GOVERNO FRUET Mobilidade urbana, saúde, educação e segurança estiveram entre os temas analisados no balanço da gestão Por Amanda Souza Gustavo Fruet (PDT),

eleito com 60,65% dos votos válidos, assumiu no dia 1º de janeiro de 2013, a prefeitura de Curitiba. Em pouco mais de três meses, Fruet começou a dar os primeiros passos de um governo que ainda tem mais de 1.300 dias pela frente. Em dezembro de 2012, uma enquete foi realizada pelo Paraná Pesquisas, pedindo aos eleitores que escolhessem uma qualidade que definisse o recém-eleito prefeito. Dentre quase 700 entrevistados, 10,4% consideraram o pedetista uma pessoa preparada para administrar o município e 10,3% o avaliaram como um político honesto. Mas, com pouco mais de três meses de gestão, será que Fruet tem feito jus à imagem que construiu junto ao povo durante sua campanha? Tire suas conclusões a partir dos temas elencados pelo Comunicare. PARTICIPAÇÃO POPULAR De acordo com o plano de governo, uma das intenções da atual gestão é aumentar a participação popular nas políticas públicas, de modo que os eleitores se envolvam nas decisões e apontem melhorias na administração de Fruet. Para isso, a prefeitura iniciou, no

dia 4 de abril, consultas públicas que têm a função de indagar a população e recolher sugestões em relação às prioridades para o orçamento municipal em 2014. Na primeira consulta, mais de 2 mil sugestões foram recolhidas. Esta participação pode ser considerada um primeiro passo, mas representa apenas 0,2% da população total de Curitiba. 300KM DE CICLOVIAS No primeiro dia do ano, quando assumiu a prefeitura, o pedetista cumpriu sua palavra e chegou à prefeitura de bicicleta. Passados 100 dias , já é possível notar sinais do compromisso do prefeito em construir ciclorrotas (ciclovias, ciclo faixas e caminhos compartilhados) e de integrar a bicicleta aos demais modais de transporte. “100 dias não são suficientes para mudar o cidadão ou a cidade, mas é possível sinalizar que “estamos querendo mudar”, afirma Rafael Milani Medeiros, diretor comercial e de projetos da Bicicletaria.net e mestre em gestão urbana com ênfase em mobilidade pelo Programa de PósGraduação em Gestão Urbana (PPGTU) na Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUCPR).

Fernando Rosenbaum, um dos criadores da Bicicletaria Cultural de Curitiba, um centro de apoio e serviços ao ciclista, afirma que, por mais que nada de concreto tenha sido realizado até o momento, um projeto de construção de 300 quilômetros de ciclovias e ciclofaixas paralelas às canaletas de ônibus já foi apresentado. Segundo Rosenbaum, o governo atual é mais aberto ao diálogo com os cicloativistas e, graças a isso, hoje eles possuem acesso à informações referentes à saúde e educação, podendo consultá -las para elaborar projetos relacionados à mobilidade urbana com maior embasamento. SEGURANÇA No quesito segurança, nove câmaras temáticas foram criadas com o objetivo de combater a violência. O projeto envolve autoridades como Polícia Civil e Militar, Corpo de Bombeiros, Ministério Público, Ministério da Justiça e Polícia Federal. Além disso, de acordo om Fruet, 35% do efetivo da Guarda Municipal passou “pelo estágio de qualificação profissional, que há 10 anos não era realizado em Curitiba e está previsto no Estatuto do Desarmamento”. Hou-

Amanda Souza

Prefeito conta com a aprovação dos cicloativistas neste pontapé inicial ve, também, a descentralização das viaturas nas regionais, reduzindo, desta forma, o tempo de atendimento das ocorrências. Mesmo assim, muitos estabelecimentos comerciais, tanto no centro da cidade como nos bairros, continuam tendo que fechar as portas logo que escurece com medo dos assaltos. Reila Rocha da Silva, proprietária de uma mercearia no bairro Parolin, diz que, há alguns anos, a insegurança fez com que ela e os pais, que também trabalham no estabelecimento, precisassem mudar

os hábitos e começar a fechar o portão as seis da tarde. Só assim, eles sentem um pouco mais seguros para continuar trabalhando por mais uma hora. “Em menos de dois anos fomos assaltados cinco vezes, três aconteceram quase em seguida. Desde janeiro, já foram dois assaltos”, diz Reila. Indagada se a mercearia já havia sido roubada em 2013, a comerciante disse achar engraçado pensar nisso: “Estamos tão acostumados com isso, parece até que é normal”.


Amanda Souza “Em menos de dois anos fomos assaltados cinco vezes, três aconteceram quase em seguida”, contabiliza Reila.

Comerciante Reila Rocha da Silva antecipa horário de fechamento da mercearia em uma tentativa de banir novos assaltos EDUCAÇÃO A rede municipal de ensino, por sua vez, está passando por um processo de recomposição do quadro de professores. Mais de 400 novos docentes aprovados em concurso público já foram contratados em 2013. A grande maioria começará a lecionar ainda este mês. Além de novos professores, a rede também aumentou o número de educadores, que trabalham na educação infantil, com crianças de 0 a 5 anos. De acordo com Roberlayne Borges Roballo, secretária municipal da Educação, esta medida faz parte do plano da prefeitura para que os avanços na qualidade do ensino na rede municipal sejam garantidos. SAÚDE No sistema de saúde curitibano R$22 milhões foram liberados no mês passado para subsidiar a reestruturação e custear três hospitais na capital paranaense: o Hospital do Trabalhador, o Hospital Universitário Evangélico e o Hospital do Idoso Zilda Arns, em uma ação conjunta entre o go-

verno federal, estadual e municipal. De acordo com o secretário municipal de Saúde, Adriano Massuda, nos primeiros 100 dias da gestão foram realizadas “ações emergenciais e estruturantes para resolver e melhorar o sistema de saúde de Curitiba”, sendo a assinatura do decreto que amplia a cobertura da Saúde da Família, o ato mais importante. Por outro lado, a parcela da população que utiliza o Sistema Único de Saúde (SUS) aguarda as melhorias prometidas no serviço público de saúde de Curitiba. Além da demora no atendimento, a falta de médicos especializados é um problema que precisa ser enfrentado diariamente pelos curitibanos. Em fevereiro de 2013, a doméstica Ana Laura Gonçalves, 43 anos, precisou realizar uma microcirurgia depois de cortar um dedo enquanto cozinhava. Primeiro, ela se dirigiu à Unidade de Saúde 24 horas do Sítio Cercado, depois à Unidade Municipal de Saúde Pinheirinho e, em mais uma mudança, se encaminhou para a Unidade Municipal de Saúde Salvador Allende, no Sítio Cercado.

Segundo as unidades de saúde, Ana seria encaminhada para o Hospital Evangélico, e lá, faria a operação necessária. Até hoje ela aguarda a ligação para agendar a microcirurgia. O número reduzido de profissionais também não consegue dar conta da demanda de pacientes, que vêm tanto da própria capital, como de outras cidades do Paraná. De acordo Massuda, a criação de parcerias com as prefeituras destas cidades se apresenta como uma possível solução. DÍVIDA De acordo com Fruet, a dívida deixada na Secretaria Municipal de Saúde pela gestão anterior, de

Luciano Ducci (PSB), chega a R$ 97 milhões. Na Secretaria de Educação, o valor é de R$87 milhões. “Compromissos assumidos por nossos antecessores não foram honrados e as faturas atrasadas agora são cobradas, sob ameaça de paralisação de serviços”, afirma o prefeito. Segundo ele, o valor total a ser pago em dívidas ultrapassa os R$ 571 milhões. O pedetista diz ter se surpreendido com a situação da prefeitura quando assumiu em janeiro. “Contratos suspensos, diversas obras paradas e fornecedores e prestadores de serviço com meses de atraso nos pagamentos e agora, passados os 100 dias, é que estamos retomando parte dos serviços”, afirma Fruet.

Já no primeiro dia de mandato, segundo o prefeito, a redução dos gastos de custeio da administração municipal foi reduzida em pelo menos 15%. “Somente a devolução de 52 automóveis e a racionalização do uso de veículos proporcionará uma economia de 12% em relação contrato com a empresa de locação, a Cotrans. A redução de gastos deve chegar a R$ 14 milhões anuais”. Foram medidas necessárias para romper com a lógica da administração anterior, já que logo encontramos indícios de irregularidades financeiras e graves falhas de planejamento – como, por exemplo, obras inacabadas inauguradas no final do ano passado.

Amanda Souza

Projeto prevê a construção de ciclofaixas paralelas às canaletas de ônibus


Amanda Souza

“Nem sempre você consegue sair na grande mídia e as vezes é uma ação importante do mandato”

REDES SOCIAIS SÃO A NOVA “MARQUETEIRA” POLÍTICA Políticos se apropriam das facilidades oferecidas pelas ferramentas de interação da internet Por Amanda Souza

Cada vez mais, políticos têm feito uso das redes sociais como canal de interação com seus eleitores. A popularização destes meios de comunicação criou novos caminhos e tornou improvável a possibilidade de uma figura pública se isolar do mundo virtual. Segundo a pesquisa do Ibope, divulgada em dezembro de 2012, existem 94,2 milhões de internautas no Brasil e saem na frente os políticos que conseguem aliar esta vertente das novas mídias ao marketing político de maneira adequada. Segundo o jornalista e pesquisador das relações entre internet, comunicação e marketing político e eleitoral, Gabriel Bozza, “as novas pla-

taformas de veiculação de informação, como as redes sociais, são de grande importância e devem ajudar na visibilidade dos políticos e na publicização de seus atos para garantir maior transparência pública e legitimidade de suas decisões”. Um exemplo dessa onda de políticos midiáticos é o senador Roberto Requião (PMDB) considerado, atualmente, um dos políticos mais ativos na internet. Em 2012, chegou a ser cotado como o 3º político mais influente do Brasil no twitter, onde expõe, principalmente, comentários e opiniões pessoais sobre o cenário político local e nacional, sobretudo. Além de Requião, o senador Alvaro Dias (PSDB) e o

OPOSIÇÃO X OPOSIÇÃO

Dois vereadores de Curitiba dizem-se opositores ao atual governo, mas não pelos mesmos argumentos Por Amanda Souza

Amanda Souza

Os vereadores Noêmia Rocha (PMDB) e Professor Galdino (PSDB) são atualmente os únicos parlamentares declaradamente oposição ao prefeito Gustavo Fruet (PDT) na Câmara Municipal de Curitiba (CMC). Contudo, eles também são opositores entre si, divergindo suas vozes que já soam baixo dentro da casa. De acordo com o tucano, a oposição é de fundamental importância para toda administração, pois realiza uma fiscalização propositiva que mantém a Prefeitura caminhando. “É muito difícil [ter voz na Câmara], pois o corporativismo expele aqueles que não se entregam ao sistema”. Já a líder do PMDB na câmara, Noêmia Rocha, diz que quando é preciso discordar ou opinar, a minoria, muitas vezes, parece não ter

atual prefeito de Curitiba, Gustavo Fruet (PDT), se destacam por interagir “constantemente com seus amigos e seguidores, seja no Twitter ou no Facebook, e sabem em não raras vezes ouvir e informar”, afirma Bozza. A Câmara Municipal de Curitiba (CMC), também tem políticos que reconhecem essa necessidade de midiatização. De acordo com o vereador Jonny Stica, o modelo de política atual, descentralizou os eleitores e fez destas plataformas o meio ideal para chegar ao povo. “Nem sempre você consegue sair na grande mídia e as vezes é uma ação importante do mandato”, diz o vereador, apontando a importância da

razão. “Quem tem a maioria não discute, vota”, diz Noêmia e completa, “não há democracia no rolo compressor”. Embora o veto do prefeito a um projeto de lei tenha sido derrubado no início do mês, de acordo com a vereadora, não tem sido fácil ter voz na Câmara. Implantar uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI), por exemplo, requer a assinatura de pelo menos 1/3 da casa. Ou seja, aproximadamente 13 vereadores - no caso de Curitiba que tem um total de 38 - precisam concordar com o que está sendo proposto. “É mais difícil começar com um voto só. Implantar uma CPI é a maior dificuldade que tenho”, afirma a peemedebista. Contudo, a situação se torna mais difícil quando os únicos vereadores que se dizem opositores, na verdade, se opõem entre si. O tucano critica as ações da vereadora do PMDB, enquanto a líder da oposição não o reconhece como colega de bancada.

Vereadores de Curitiba dizem que esse canal de interação é um caminho sem volta internet em relação ao acompanhamento do trabalho dos político por parte dos eleitores. Já a vereadora Julieta Reis (DEM), afirma que hoje em dia não há como fugir das tecnologias midiáticas de comunicação. “Ainda há candidatos bairristas que não participam das redes sociais e se elegem. Mas são poucos”, diz. Em suas postagens, a vereadora fala sobre projetos de lei, requerimentos e comissões em que atua, ou ainda comenta matérias que tiveram repercussão pública. “[O lado] positivo é que a conversa é franca. Fala o que quer e ouve o que não quer. Mas é de forma lim-

pa”, complementa Julieta. Contudo, a respeito da importância do uso das redes sociais, o pesquisador Gabriel Bozza afirma que os políticos e seus assessores já possuem maior consciência da importância dessas ferramentas midiáticas, mas que nem sempre as utilizam de maneira correta. “Muitos políticos apenas falam e poucos ouvem e estimulam a participação do cidadão”. E alerta, “grande parte ainda não se deu conta de que sua imagem pode se tornar negativa com uma simples postagem”, finaliza o pesquisador.

“Ele declarou verbalmente que é oposição, mas não oficialmente”, dispara Noêmia. A parlamentar acredita que para ter uma oposição fortalecida é preciso debater e votar em conjunto, mas que “como está, não tem como debater e votarmos juntos como oposição”. A líder do PMDB considera Galdino um opositor isolado e dissidente do partido, visto que o PSDB não o acompanhou na decisão de se tornar oposição. O vereador reagiu, avaliando o modelo de oposição de Noêmia como “não inteligente”, por votar “não” apenas por ser oposição, sem analisar as propostas. “A minha oposição não é aquela que vota contrário a todos os pedidos do Executivo, que vota por votar”, diz o tucano. De acordo com o presidente da Câmara Municipal, Paulo Salamuni (PV), não há mais rotulação dos blocos de oposição e situação.

“Estamos criando uma cultura de liberdade legislativa que permite a cada vereador uma postura de independência”, completa Salamuni.


“A Rone atua com um maior número de policiais e com armas de maior poder de fogo para melhor combater a criminalidade”

BOPE, A TROPA DE ELITE DO ESTADO DO PARANÁ O batalhão foi criado em 2010 para atuar em operações de risco Por Lucas de Abreu

Policiais do Bope se preparam para vistorias em Curitiba

Abordagens, energia, força e violência. A atuação do Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope) da Polícia Militar do Paraná (PMPR), ainda causa questionamentos

por parte da população, sendo discutida nas mais simples conversas em espaços públicos até os mais elevados debates entre criminalistas. A unidade, que atua em

Curitiba desde 2010, serve de apoio ao comando geral da PMPR e têm, em sua estrutura, diversas subunidades preparadas especificamente para diferentes situações. Segundo o major do Bope Paulo Henrique Semmer, a subunidade mais visível à população é o grupo Rondas Ostensivas de Natureza Especial (Rone). “A Rone atua com um maior número de policiais e com armas de maior poder de fogo para melhor combater a criminalidade”, explica o major. De acordo com o major, o Bope procura manter a sua atuação enérgica sempre que necessário, mas em algumas situ-

ações os policiais devem agir de maneira menos fervorosa. “Nós seguimos uma evolução no aspecto de policiamento comunitário e do respeito ao cidadão e sempre enfatizamos que, ao mesmo tempo em que estamos lidando com marginais, nós também estamos lidando com a população”, explica. TRUCULÊNCIA Para o advogado criminalista Elias Matar Assad, o Bope muitas vezes age de maneira violenta quando não existe necessidade. Questionado sobre o caso da torcedora do Coritiba, que foi abordada de maneira agressiva por policiais militares da Rone em

2012, o criminalista disse que a ação não teve uma justificativa coerente com a situação. “A força é usada de forma gratuita, é uma reação que não corresponde à ação, foi o caso dessa moça”, afirma. Para Matar Assad, existem situações em que não há necessidade do apoio do Bope, como em ocupações de terra. “Será o Bope a melhor solução para esses casos? Será que esse grupo que atua de forma mais agressiva é o mais adequado para essas situações? O Bope só deve ser acionado em casos extremos”, diz.

Lara Farias

CÂMERAS DE SEGURANÇA SEM MANUTENÇÃO EM CURITIBA

Cerca de um terço das câmeras estavam fora de funcionamento há mais de três anos Por Hellen Ribaski

Segundo dados da Guarda Municipal, Curitiba conta com 175 câmeras de monitoramento espalhadas pela cidade. No entanto 56, estavam fora de uso devido à falta de manutenção que se estendia há mais de três anos. Em março deste ano, 34 câmeras foram consertadas, mas a cidade ainda conta com o desfalque de 22 aparelhos. O supervisor da Guarda Municipal, Antônio Carlos de Andrade, comenta que não há uma data prevista para restauração destas câmeras. “Não tem como prever uma data, o

processo licitatório leva 60 dias para ser aprovado”. Andrade afirma que a justificativa da prefeitura para falta de manutenção é a não viabilização de verbas. “A falta de manutenção vem desde a gestão antiga, as primeiras câmeras foram adquiridas no ano 2000. A vida útil deste aparelho é em torno de cinco anos e muitas estão fora do prazo de validade. A gestão atual enfrenta dificuldades de viabilizar verbas para a realização das obras.” O supervisor disse também que a atual gestão tem como projeto a implementação de 1.000 câmeras até o ano de

2016. “A intenção é investir em segurança, com câmeras modernas que possuam excelente qualidade na captação e transmissão de imagem. Porém, estes equipamentos tem um alto custo, um aparelho sai em torno de R$ 60 mil reais“, afirma Andrade. Diante da falta de câmeras, a prefeitura adotou o uso da câmera móvel e aumentou o número de guardas municipais no anel central de Curitiba, reforçando a vigilância da cidade. Para a comerciante Marisa do Rocio, que trabalha em uma banca de jornal na rua XV, a presença de câmeras

facilita na identificação do infrator. Mas, segundo ela, se sentiria mais segura com um efetivo maior de policiais nas ruas. “As câmeras são um bom instrumento para identificar o assaltante, mas eu preferia ver um número maior de policiais na rua”, afirma a comerciante.

A prefeitura está avaliando a possibilidade de formar uma rede pública de câmeras privadas, uma associação com os comerciantes locais. “Estamos estudando essa possibilidade, para aumentar a segurança e ajudar no trabalho da guarda municipal”, relata Andrade.


Segurança para cobradores das estações tubo em Curitiba é falha

COBRADORES DE ESTAÇÃO TUBO SOFREM COM ASSALTOS CONSTANTES Viaturas circulam em alguns períodos, mas quando acionadas agem com pouca efetividade Por Isabella Iurk

Os cobradores de ônibus que trabalham nas estações tubo de Curitiba e região metropolitana estão preocupados com a falta de segurança e os constantes assaltos e cobram providências das autoridades. Para Antenor da Costa e Sérgio Manassés Correa, cobradores que trabalham nas estações tubos dos bairros Campão da Imbuia e Santa Quitéria, a segurança é falha e há pouca vigilância por parte da polícia. Ambos concordaram que existe uma circulação de viaturas em alguns períodos, entretanto quando são acionadas são dificilmente cumprem seu papel.

Outro problema relatado pelos cobradores são os atos de vandalismo contra as estações tubos. Wellinton Antunes da Silva, que trabalha há dois anos em tubos, afirma nunca terem ocorrido assaltos na sua estação, entretanto são frequentes os casos de vandalismo. “Quando acontece, ligamos para a polícia, esperamos, esperamos e nada. Ou quando eles vêm, já acabou a confusão.” Antenor da Costa, que tem 24 anos de experiência como cobrador e já enfrentou várias ações de bandidos, relata que o horário em que os bandidos atacam realmente é o

período da noite. Ele ainda comenta a razão dos problemas, “Acho que o problema está na educação mesmo, deveriam estar trabalhando, estudando, para não ficarem por aí nas ruas achando que podem ganhar a vida fácil no crime”. Segundo dados da Urbanização de Curitiba (URBS) no ano passado foram registrados, em média 7 assaltos contra estações-tubo em Curitiba por dia. Entre as linhas mais assaltadas estão: Jardim Monte Santo, com 33 assaltos em 2012, Tamandaré/Cabral com 20 assaltos, Jardim Graziela com 18 assaltos, Vila Sandra

com 14 assaltos e Ctba/ Campo Largo com 13 assaltos resgistrados. De acordo com Luiz Adriano Pereira, soldado do 12º Batalhão da Polícia Militar, vêm ocorrendo frequentemente assaltos às

estações tubos da capital. Os lugares mais visados, segundo o mesmo soldado, são os bairros Parolin e Osternak e o horário escolhido pelos bandidos é entre as 20 e 22 horas. Foto: Stephani Diedrich

O cobrador Antenor da Costa diz que já sofreu muito na mão dos bandidos

SEGURANÇA É UMA DAS PREOCUPAÇÕES PARA COPA DE 2014 Capital deve incluir a contratação de profissionais de segurança privada e de outros estados para sediar o evento

Por Raíssa Ribeiro O governo federal pretende investir R$ 75 milhões em melhorias para a segurança do Paraná durante os jogos da Copa do mundo em 2014. Além de novas viaturas e aumento do efetivo de policiais, as medidas tomadas para o evento também incluem a contratação de profissionais de segurança privada e reforços policiais de outros estados. A Comissão Estadual de Segurança Pública e Defesa Civil para Grandes Eventos do Estado do Paraná (Coesge), que integra 30 órgãos públicos, estruturou a estratégia de segurança em 15 oficinas para evitar possíveis transtornos. Presidente da Coesge, Flúvio

principais focos de investimenCardinelle, delegado federal cuidar de arenas e estádios, to. Porém, a aplicabilidade do e professor do curso de Direioutra de segurança aeroviária projeto ainda é questionada to da Pontifícia Universidade e assim por diante”, comenta. por parte da população. Para Católica do Paraná (PUCPR), Novas viaturas, armamentos e o comerciante do Xaxim, Edson afirma que, a Copa de 2014 é aumento de contingente são os Jheniffer Andrade Domingues, a polícia um evento com grande não tem estrutura para visibilidade e necessita manter a segurança. de um reforço na segu“Minha expectativa rança dos estados que é que o policiamento irão sediar os jogos. aumente até o comeSegundo ele, a comisço do evento, mas são é divida em oficinas até agora não contemáticas para que a segui perceber nada estrutura de segurande diferente”, afirma. ça seja mais eficiente. Para o coronel Janary “São 15 oficinas que já Maranhão Bussmann, estão em funcionamento vice-presidente da Asdesde o ano passado sociação de Defesa e cujo trabalho já está dos Direitos dos Polibem adiantado. Cada ciais Militares Ativos, oficina cuida de um tema Inativos e Pensionistas da segurança, uma vai Paraná deve receber 75 milhões do Governo Federal

(AMAI), as melhorias feitas na segurança parecem ser adequadas para garantir um bom trabalho dos policiais. “Esperamos que o evento não atrapalhe o trabalho do policial. Os investimentos parecem ser suficientes, mas ficaremos atentos”. Em contraponto, o presidente do Coesge explica que serão solicitados reforços policias de outros estados. “A Copa é um evento de todo o estado, mas teremos que reforçar a segurança na capital. Necessitaremos de policias de outros estados que não participarão do evento”, diz Cardinelle. O delegado também afirmou que serão utilizados profissionais de segurança privada que são credenciados pela policia federal.


“Nessa edição temos uma novidade, os participantes que completarem a prova ganham um certificado com seu tempo registrado”

CURITIBA SE PREPARA PARA A QUARTA ETAPA DA CORRIDA DA LUA CHEIA A 62a edição da prova já começou em Curitiba, a terceira etapa foi realizada no dia 27 de março

Por Rafaela Oliveira Será realizada em Curitiba, dia 24 de abril, a quarta etapa da Corrida da Lua Cheia. O início da prova será às 20h30, sendo 8.6 km de percurso com largada e chegada na entrada do Parque Tingui, localizado na Rua José Valle, no bairro Pilarzinho. As inscrições tem valor de R$ 35,00 e devem ser feitas até dia 19 de abril, com mais R$ 20,00 é possível adquirir a camiseta da prova. Os participantes ainda podem contar com o apoio atleta, que segundo

Gilberto da Silva, coordenador da prova, contém a presença de fisioterapeutas, enfermeiros, cobertura fotográfica gratuitos, além de sorteios e brindes. Os corredores também ganham o kit do participante que contém numeral de peito, chip eletrônico para cronometragem e medalha de participação. “Nessa edição temos uma novidade, os participantes que completarem a prova ganham um certificado com seu tempo registrado,” afirma Silva. Os três primeiros lugares do geral masculino e

COTAS PARA EIXO RIO-SP DOMINAM O BRASILEIRÃO Dupla Atletiba admite que diferença de valores influenciam no desempenho Por Bianca Caroline

A diferença nos valores nas cotas de transmissão dos jogos pagos pela Rede Globo aos clubes da primeira divisão do futebol brasileiro é contestada pelos dirigentes da dupla Atletiba. Atualmente, Corinthians e Flamengo recebem cada um R$ 84 milhões por ano e pela nova proposta da emissora, cada um receberá cerca de R$ 144 milhões por ano, entre 2015 e 2018. Já a dupla Atletiba recebe atualmente cerca de R$ 30 milhões. Desde o incio do Campeonato Brasileiro por pontos corridos, em 2003, com exceção do Cruzeiro sagrouse campeão naquele ano, nenhum outro time fora do eixo Rio-São Paulo ganhou o Brasileirão e a diferença dos valores das cotas é apontada por dirigentes dos times, bem como por jornalistas esporti-

vos, como a principal justificativa para essa centralização. Para José Rodolfo Gonçalves Leite, o Doth, que é superintende administrativo do Coritiba, a diferença das cotas interfere no rendimento dos clubes nos campeonatos “Sem dúvida, a diferença financeira se reflete dentro de campo. Disputamos um campeonato brasileiro onde cerca de 10 clubes contam com orçamentos superiores a R$ 100 milhões por ano, enquanto os demais têm uma receita anual bem inferior a isso” afirma dirigente. Doth acredita que as só as cotas não farão um time vencer, mas elas podem ajudar. “Com mais dinheiro, você pode trazer resultados de maneira mais imediata, mas isso não significa mais estrutura pensando a médio e longo prazo. O futebol brasileiro vive uma transformação, na

Acervo corrida de 2012

feminino ganham um troféu. Todos os participantes concluintes terão a disposição uma mesa de frutas, biscoitos, isotônicos e sucos. O dentista Ricardo Pontarolla irá participar da prova pela primeira vez e está muito animado. “Venho me preparando fisicamente há mais de um ano, não espero muito da colocação, só quero conseguir finalizar a prova” diz. A Corrida da Lua Cheia é dividida em 12 etapas, sendo realizada uma etapa por mês. A próxima acontecerá no dia 22 de maio.

qual os clubes que recebem maiores cotas também estão procurando se organizar e esse abismo financeiro tende aumentar” completa. Mauro Holzmann, diretor de Comunicação e Marketing do Atlético Paranaense, vê que com menos dinheiro, o clube encontra dificuldade nas contratações, e isso interfere na competitividade com os clubes que recebem maior orçamento. “Não podemos desconhecer a realidade de mercado e audiência dos clubes do centro do país em relação aos paranaenses. É óbvio que quem dá mais audiência tem mais valor para a emissora e deve ganhar mais. Porém, premiar pelo desempenho e criar uma cota igual pela participação na mesma competição poderia existir diminuindo a diferença de faturamento” declara Holzmann. Jairo Júnior, comentarista

esportivo na Rádio Transamérica, acredita que essa diferença pode ser explicada de duas maneiras, quanto à audiência, pois os clubes do Rio de Janeiro e São Paulo dão maiores retornos a TV, e por isso o investimento para esses times é maior, e a outra se dá de vido aos clubes que recebem menos ficarem impossibilitados de fazerem grandes contratações e o nível de competitividade é menor. Para o jornalista e comenta-

rista da 98FM, Cristian Toledo, o retorno dos clubes do Rio de Janeiro e São Paulo a TV, também é o fator determinante para a diferença das cotas e acredita que o fundamental para nossos clubes é aliar responsabilidade e ousadia “Investir alto sempre, mas nunca fugindo do orçamento. O diferencial tem que estar na organização, no salário em dia, na presença do torcedor no estádio” afirma o jornalista. Bianca Caroline

Doth acredita que o planejamento e a organização podem fazer a diferença em clubes com cotas menores.


Sérgio Manoel passou sete meses no departamento médico se recuperando de uma cirurgia no joelho esquerdo

AS LESÕES COMUNS NO FUTEBOL

Lesões musculares e as tendinites têm relação com a sobrecarga mecânica Por Stacy Barbosa

Os jogadores de futebol estão propensos a sofrer lesões durante treinos e partidas oficiais devido a diversos fatores, entre eles a sobrecarga mecânica, esforço repetitivo, choques com adversários e condições do campo e, apesar dos avanços da medicina, as lesões são inevitáveis. Os casos mais comuns em atletas de futebol são as lesões musculares, tendinites, entorse de tornozelo e joelho. Segundo Lúcio Ernlund, médico do Instituto de Joelho e Ombro e Vice-Presidente médico do Coritiba, as lesões musculares e as tendinites têm relação com a sobrecarga mecânica. “O excesso de treinos e jogos,

além do piso duro, podem fazer com que o corpo se sinta sobrecarregado, e isso acaba resultando em lesão. Já as entorses têm causas traumáticas, podendo ocorrer tanto com contato com o oponente, quanto sem”, explica. O volante do Coritiba, Sérgio Manoel, que passou sete meses no departamento médico se recuperando de uma cirurgia no joelho esquerdo, estava confirmado como titular para a partida de domingo, dia 31 de março, válida pela 7ª rodada do Campeonato Paranaense, diante do Arapongas, mas durante um treino coletivo no dia anterior, o atleta se queixou de dores intensas e após passar por exames,

os médicos do clube detectaram tendinite patelar no lado direito. Segundo a Assessoria de Comunicação do clube, existe um cuidado do clube no processo de recuperação dos atletas e esse retorno acontece de forma gradativa, mas o atleta já está à disposição da comissão técnica, fora dos cuidados do Departamento Médico. “Tudo foi planejado, foi preparado com cuidado. Não tenho pressa, tenho que estar confiante, até porque quando eu entrar ninguém vai querer saber se eu voltei de cirurgia e sim querer ver um bom resultado”, destaca Sérgio Manoel. Ernlund alerta que a prevenção é importante e pode ser re-

alizada através de uma série de exercícios antes dos treinos. “Esses exercícios diminuem os riscos de lesões e têm influência direta no rendimento dos jogadores” afirma. Apesar de toLesões graves ou não tratadas corretamente dos os procedimentos re- podem deixar sequelas”, diz Lúcio Ernlund alizados para se prevenir os traumas, muitos atletas meses. “Cada caso tem sua acabam se lesionando. O particularidade e por isso médico comenta que, no é importante ter o acommomento em que a lesão é panhamento de um espedetectada, o desportista se cialista. Lesões graves ou torna um paciente e passa não tratadas corretamente pelos trâmites médicos de podem deixar sequelas”, diagnóstico e tratamento. diz Ernlund. Atletas que já “O jogador é examinado se lesionaram possuem um e, se necessário, solicita- risco maior de voltarem a mos exames que, após um sofrer traumas, por isso aldiagnóstico, determinarão guns cuidados devem ser o tratamento”, conta o tomados para o retorno aos gramados. “O retorno médico. O tempo para a recu- deve ser progressivo, de peração oscila de acordo forma gradual e sempre recom a gravidade e o tipo speitando a dor do atleta”, de lesão, podendo variar conclui. de poucos dias até vários

COXA ADOTA SIGILO SOBRE TERCEIRO ANEL DO COUTO Após anunciar projeto das obras na Mauá, clube prefere não comentar sobre o assunto Por Guilherme Osinski

O início da obra de conclusão do Estádio Major Antônio Couto Pereira, anunciada pelo Coritiba no dia 12 de outubro de 2012, data de aniversário de 103 anos do clube, ainda não começou. O projeto está sendo conduzi-

do pelo arquiteto Ricardo Amaral, que propôs um modelo arquitetônico para o terceiro anel, que será construído na reta da Rua Mauá. Procurado pela reportagem do Comunicare, Amaral não quis se pronunciar

a respeito do assunto, dizendo que todas as informações devem ser obtidas junto ao Coritiba. Mas, cinco meses depois do aniversário do clube, a cúpula coxa-branca trabalha em silêncio no projeto. O terceiro anel será feito em parceria com a ProTork, empresa de Motopeças e patrocinadora do clube, e que atuará como investidora da obra. Rodrigo Weinhardt, coordenador da assessoria de imprensa do Coritiba, afirma que não é possível mencionar os valores do terceiro anel, já que o Coxa não é a única parte envolvida. “Há de se respeitar todos que estão no processo e também aguardar que o projeto esteja planificado para termos uma previsão

orçamentária”, diz Weinhardt. O diretor da ProTork, Marlon Bonilha, afirmou em entrevista ao Paraná Online que “ toda obra girará em torno de R$ 12 milhões”. Concluída, a nova reta da Mauá passará a ter cerca de 38 camarotes, 4 mil cadeiras sociais, além de lanchonetes e bares. A capacidade do setor será reduzida de 5.193 lugares para 4.754. Já a torcida se mostra dividida a respeito da realização da obra. Na opinião do torcedor Victor Augusto, 19 anos, a construção de um novo estádio seria o melhor a se fazer. Para ele, “o empreendimento de uma arena nos mesmos moldes da nova Arena do Grêmio, em Porto Alegre, valeria muito mais a pena do que terminar o histórico estádio coxa-branca’’. Por outro lado, o torcedor

João Gabriel Rodrigues Ribas, 19 anos, é contra a construção de uma nova casa para o alviverde do Alto da Glória, pois acredita que o “Couto Pereira é um patrimônio do clube e não deve ser derrubado, já que muitos momentos importantes na história do Coxa aconteceram nesse estádio’’. O jovem prefere a manutenção do Couto, com possíveis revitalizações. O presidente do clube, Vilson Ribeiro de Andrade, prefere não dar muitas pistas sobre a obra. “Este assunto ainda está na fase de aprovação dos projetos junto a Prefeitura de Curitiba. Por decisão da diretoria, resolvemos não falar sobre o assunto até a aprovação do poder executivo municipal” , diz Andrade.


Em sua 22ª edição, o evento reuniu mais de 400 espetáculos e 4,2 mil artistas de todo o Brasil

FESTIVAL DE TEATRO DE CURITIBA

Atrações transformaram a cidade em um verdadeiro palco cultural Por Carolina Chab

FTC reuniu espetaculos nacionais e internacionais O Festival de Teatro de Curitiba, um dos principais eventos do calendário cultural brasileiro, aproveitou as comemorações de aniversário da capital paranaense e comemorou a sua 22ª edição com atrações que transformaram a cidade em um verdadeiro palco cultural. Em 13 dias de apresentações, artistas de todo o Brasil expuseram seus projetos em diversas programações que incluíram música, literatura, cinema, gastronomia, exposições e festas. Segundo o presidente da Fundação Cultural de Curitiba (FCC), Marcos Cordiolli, “o Festival tem grande relevância, por ser o mais importante evento do gênero no país e pela longevidade. Além de aquecer o mercado cênico curitibano e promover os artistas da cidade, gira a economia das áreas hoteleira e gastronômica. Além disso, põe o público curitibano em contato com o que está sendo produzido em outras cidades, até do exterior”. A Companhia de Teatro Abração, fundada há 12 anos, foi uma das inscritas para se apresentar. O grupo acredita que o evento é uma grande oportunidade para que artistas e companhias, tenham maior apoio e visibilidade nacional. “O que falta é uma política que vise não só a produção, mas a circulação e difusão de espetáculos teatrais. Carece, também, da efetivação de incentivo viabilizado por leis estaduais além de uma maior especialização de críticos culturais e veículos de comunicação que garantam maior espaço para divulgar os eventos culturais, principalmente, a TV”, diz Letícia Marcelino, uma das integrantes do grupo.

Dentre os 400 espetáculos programados para o festival, 32 fizeram parte da Mostra 2013, que desde 1992, tem a função de projetar a diversidade da produção cênica nacional. “Neste ano, a linha curatorial privilegiou a utilização de novas tecnologias a serviço das encenações, a presença da música como linha condutora de muitos trabalhos, a fusão do teatro com outras artes, como dança, cinema e circo, e ainda, o trabalho de grupos que trazem uma identidade cultural”, diz Leandro Knopfholz, diretor do Festival. No espaço Fringe, que em inglês significa “franja” ou “margem” e é inspirado no Festival Internacional de Edimburgo, na Escócia, foram apresentados 376 espetáculos, dentre eles os eventos Risorama, Mish Mash, Guritiba e Gastronomix. Na música, o destaque ficou por conta da banda Panamericana, composta por ex-integrantes de grandes bandas brasileiras: Charles Gavin (Titãs), Dado Villa-Lobos (Legião Urbana), Dé Palmeira (Barão Vermelho) e Toni Platão (Hojerizah). Foi no Fringe que as companhias tiveram um espaço democrático e aberto à participações, uma oportunidade de mostrar seu trabalho ao público, e também quando surgiram oportunidades que abriram caminho para apresentações em outros teatros, mostras e festivais. HUMOR O Risorama, festival de humor com stand up comedy e personagens, levou muitos curitibanos a prestigiar o que há de mais inovador no cenário humorístico nacional. Segundo Nany People, anfitriã da

festa em comemoração aos 10 anos do evento, “há uma década, eu me apresentava para uma plateia com cerca de 80 pessoas. Hoje já passaram por aqui mais de 11mil em apenas seis dias de apresentações”. A artista agradeceu a presença do público no último dia de apresentação e ainda concluiu “festival como esse não existe no Brasil ou no mundo. Só em Curitiba tem espaço reservado para grandes comediantes como os do Risorama”. As comédias curitibanas tiveram excelente aceitação por parte dos expectadores. O humor paranaense superou expectativas e foi campeão de bilheterias com a apresentação do espetáculo “Tesão Piá”, consagrado por publicações na internet com os vídeos “Como se fala em Curitiba”, que fez sucesso ao mostrar características clássicas do cotidiano e fala curitibana. “Valeu a pena, dei muita risada. O que achei legal, foi que as pessoas desconhecidas que apresentaram o stand up me surpreenderam, porque não criei expectativas como as que crio quando assisto peças de artistas conhecidos da TV” diz a aposentada Olga Cunha, que prestigiou o espetáculo. Apesar de as apresentações contagiarem muitas pessoas e receber elogios quanto aos temas abordados e ao elenco, o evento teve muitas críticas quanto às falhas na organização. “Tive muita dificuldade em encontrar o local das apresentações do Risorama. Eles informam uma entrada do shopping, mas na verdade é era outra”, diz o expectador e policial, Incare Correa. Além de problemas quanto à localização, muitos expectado-

res reclamaram ainda do valor pago no ingresso e atrasos nos espetáculos. “Aqui o primeiro passo é rir de você mesmo. Pagamos R$ 60,00 para não termos lugar para sentar além de esperarmos mais de meia hora até o show começar.” O advogado Marco Aurélio Schlichta, mesmo chegando com 30 minutos de antecedência, não encontrou assentos disponíveis. A solução encontrada por ele foi procurar por uma cadeira próxima e colocá-la no corredor do estabelecimento. PATROCÍNIO O Festival de Teatro é um evento privado e foi apresentado pelo Banco Itaú e pela Renault, além de receber diversos apoios e patrocínios de grandes empresas nacionais e multinacionais, bem como de instituições interessadas em vincular o nome ao evento. Segundo a assessoria de imprensa do evento, 65% do orçamento do Festival de Curitiba é obtido através da lei federal de incentivo à cultura, vindo dos governos municipal, estadual e federal. A própria FCC julga importante a parceria do festival à instituição uma vez que “além de ser im-

portante vincular a nossa marca em um evento desse porte, o festival também ganha credibilidade e tem uma ótima percepção perante o público e os demais patrocinadores, tendo também, a chancela da FCC”, explica o presidente Cordiolli. Segundo Andrea Pinotti, diretora de marketing do Banco Itaú, “a crença na democratização da cultura no Brasil nos impulsiona a apoiar o Festival de Teatro de Curitiba. É fundamental que a população tenha acesso à arte e cultura para que tenhamos de fato uma sociedade transformadora”. Além disso, os clientes Itaú tiveram 50% de desconto na compra de qualquer ingresso. Por sua vez, a Renault do Brasil entende que “o crescimento da marca está diretamente ligado à evolução do Brasil e dos brasileiros, daí o apoio a ações culturais de qualidade”, é o que explica o presidente da Renault do Brasil, Olivier Murguet. Os clientes e funcionários da Renault são beneficiados com 50% de desconto na compra de até quatro ingressos por sessão de cada espetáculo. De acordo com o presidente da empresa, “vale a pena investir em cultura”.

Artistas apostam no evento para ter visibilidade nacional. FTC.


Bruna Alves Teixeira

“As Tubotecas são um ‘presente’ para a capital paranaense”

CULTURA NA MÃO DO POVO Acesso à cultura de qualidade de maneira fácil, rápida e gratuita Por Fernanda Novaes

Com o intuito de promover a leitura entre os usuários de transporte público, foram inauguradas, no dia 28 de março, as primeiras Tubotecas na Praça Rui Barbosa, no centro de Curitiba. As “Tubotecas”, como foram apelidadas, são pequenas bibliotecas instaladas nas principais estações tubo da cidade. No total, serão instaladas 10 tubotecas pela cidade. O projeto é uma iniciativa da Fundação Cultural de Curitiba (FCC) e do Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano de Curitiba (IPPUC)

que em parceria com a Urbanização Curitiba (URBS) procura facilitar o acesso dos usuários à leitura. “As Tubotecas são um ‘presente’ para a capital paranaense, que completou 320 anos no dia 29 de março”, afirma a diretora de comunicação da FCC, Líris Weinhardt. O modelo é pioneiro, e no momento, conta com mais de mil exemplares, disponibilizados pela FCC. As Tubotecas mais frequentadas terão agentes de leitura que fornecerão informações sobre autores e títulos. Para contribuir com a interação e dinamizar o

processo, também serão aceitas doações, desde que o tema seja adequado para todas as idades. As opções são diversas, como contos, livros infantis, poesias e romances. O processo é simples: o cidadão pega um livro, lê durante seu trajeto e pode até levá-lo para casa. Os exemplares poderão ser devolvidos em qualquer Tuboteca. Um dos maiores desafios do projeto é o de manter as obras em circulação. Não há a necessidade de se cadastrar, e também não haverá nenhum tipo de controle sobre os livros. “Curitiba sempre procurou se destacar

como cidade modelo, já existem as Casas de Leitura, os Faróis do Saber, e agora, esse novo projeto das Tubotecas. Acredito que dará certo, vejo pessoas lendo nos ônibus todos os dias.” Afirmou Renata Carloto, 19 anos, estudante de Direito e usuária do transporte público de Curitiba. De acordo com o diretor de comunicação da FCC, Diogo Dreyer, as pessoas não irão apenas ler mais, mas também vão estimular a leitura de outras pessoas: “Penso que vai ser muito comum as pessoas estarem juntas, esperando para pegar o ônibus, e alguém olha e diz ‘puxa, eu já li

esse livro, é legal! Leve e leia!’”. O chavão da campanha será “pegue um livro, leia, compartilhe”, de acordo com Dreyer, o projeto é definido com a palavra: “oportu-nidade” e caberá a população manter a rotatividade dos exemplares. Já se encontram em funcionamento quatro Tubotecas, todas localizadas nos tubos da Praça Rui Barbosa. Mais seis Tubotecas foram inauguradas no dia 1º de abril: duas na Estação Central, uma na Praça Carlos Gomes, uma na Rua Lourenço Pinto e duas na Avenida Marechal Floriano Peixoto.

BIBLIOTECA PÚBLICA DO PARANÁ GANHA CARA NOVA Começam as obras do projeto aprovado em 2012. A biblioteca ganhará um café no hall e troca de todo o mobiliário Por Beatriz Pacheco O projeto de revitalização da Biblioteca Pública do Paraná (BPP), apresentado no fim do ano passado pelo arquiteto Manoel Coelho, começou a ser posto em prática este ano. O arquiteto traz em seu currículo outros importantes projetos, como o da construção da biblioteca da Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUCPR). A reforma, calculada em R$ 7,5 milhões pela Secretaria da Cultura do Paraná (SEEC), terá como foco de revitalização toda infraestrutura interna da BPP. A assessora técnica da diretoria da biblioteca, Vilma Gural Nascimento, revelou que esses recursos virão do governo do Estado e da Lei Federal de Incentivo à Cultura, que estimula as empresas e ci-

dadãos a aplicarem uma parte do imposto de renda em ações culturais. A licitação para a escolha do projeto foi aprovada em 2012 e a expectativa é que a reforma, que será feita em etapas, dure um ano e meio. Entre as mudanças estruturais que foram propostas, estão confirmadas a troca de todo o mobiliário das salas, implantação de um café e a reforma dos ambientes. O fechamento das laterais do prédio, que também estava no projeto, já foi concluído. Para Coelho, o espaço da biblioteca está ocioso devido à forma como estão dispostos os móveis e como eles foram distribuídos nas salas. A ideia do arquiteto é de devolver à biblioteca o destaque que ela tinha como grande

centro cultural. “Antigamente, a BPP se destacava por ser um dos únicos prédios do centro. As pessoas também a procuravam pelas atividades que ela promovia”, acrescentou. Com a mudança prevista, a biblioteca terá mais recursos e infraestrutura para comportar novos eventos culturais. Na parte externa, o prédio ganhará uma pintura nova e passará por pequenos reparos. “Eu já acho o acervo muito bom, assim como o atendimento. Mas, com certeza, a biblioteca ficará mais convidativa com o término dessas obras” destaca o estudante Luiz André Luz, que frequenta o prédio, em média, duas vezes por mês. Ainda no ano passado, o patrimônio da BPP sofreu algumas reformas, tais como a renovação de seu acervo, a reparação da

Acervo Manoel Coelho rede elétrica e a instalação de conexão de internet sem fio. A assessora técnica da BPP, enfatiza que as atividades de incentivo e conquista de novos leitores começaram a ser implantadas. “O objetivo dessas novas ativi-

dades e da reforma é trazer o leitor de todas as idades para a biblioteca” completou Vilma.

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