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PORTFÓLIO

JULIANA LEANZA


JULIANA LEANZA graduanda em arquitetura e urbanismo 23 anos são paulo, brasil +55 19 996363649 julianaleanza09@gmail.com

FORMAÇÃO 2013 - 2019

2016 - 2017

Graduação em arquitetura e urbanismo

_universidade estadual de campinas, UNICAMP campinas, sp

Intercâmbio acadêmico

_escuela técnica superior de arquitectura de madrid, ETSAM madrid, espanha

EXPERIÊNCIA PROFISSIONAL 2019 - presente

Figueroa.arq

ATIVIDADES COMPLEMENTARES 2014-2015

São Paulo, Brasil

_estagiária 08/2017 - 12/2018

24.7 Arquitetura

_bolsista pibic

Campinas, Brasil

_estagiária 04/2017 - 07/2017

2015

_30 horas

Madrid, Espanha

2015

PREMIAÇÕES 2015

Finalista Concurso Banca+

2016

_biblioteca popular de Campinas _projeto urbano para Avenida Mackenzie, Campinas

Escola Pixelmais Campinas

1o Lugar Projetar 023

2016

2o Lugar Logo para curso AUUnicamp

SOFTWARES

Workshop ATHIS

oficina de assistência técnica em habitação de interesse social

_ministrado por peabiru

_museu da criatividade

2017

Curso Photoshop _15 horas

Categoria trabalhos de graduação

2017

Curso Revit

Escola Pixelmais Campinas

Ensamble Studio _estagiária

Iniciação científica

arquitetura brutalista em Campinas, as escola de Paulo Mendes da Rocha. orientadora: Prof. Dra. Ana Maria de Goes Monteiro

Iniciação científica

arquitetura brutalista em Campinas, as obras de Joaquim Guedes. orientadora: Prof. Dra. Ana Maria de Goes Monteiro

_bolsista pibic

IDIOMAS Revit Architecture AutoCad SketchUp Pacote Adobe Pacote Office Lumion

Português

_língua materna

Inglês

_avançado

Espanhol _avançado


1

Índice

3 5

Museu da Criatividade pág. 4

2

Fazenda Vertical

Art Prison pág. 8

pág. 12

4

Museo del Siglo XX pág. 20

6

Provecto Smart Offices pág. 30

7

Escola Classe Bairro Crixá pág. 36

Memorial às Vítimas da Boate Kiss pág. 44


Museu da Criatividade São Paulo, 2017 Concurso #023 Projetar.org Primeiro Lugar Juliana Leanza, Aline Espindola Borba, Efrain Mateus da Costa Gadelha, Nicolas Henrique de Oliveira Meireles, Victor Hugo Buzim Fantini A proposta do museu parte do interesse de estimular a criatividade nos visitantes através da estruturação de um ambiente que influencia o processo criativo, estimulando, tanto a individualidade e subjetividade, quanto as experiências de descentramento e abertura pessoal à pluralidade. Compreendendo a criatividade como consequência de um conhecimento abrangente e intrínseco ao ser humano e suas experiências, divergindo de um pensamento antiquado de que esta se trata de um dom ou presente divino, entende-se que a criatividade pode ser influenciada pelo ambiente em que se encontra o indivíduo, uma vez que segundo o psicólogo alemão Kurt Lewin, o comportamento (C) é função da interação entre pessoa (P) e ambiente (A), podendo ser traduzida para a equação C = f(P x A). Ou seja, o ambiente é tanto agente de influência sobre o indivíduo quanto o indivíduo influencia o ambiente em que está inserido. Assim, este projeto pretende levar o visitante a um passeio não apenas pelo museu, mas também induzir uma experiência de contemplação, autoconhecimento e abertura à novas experiências. A busca pela morfologia adequada para o edifício se dá pela intenção de fundir as galerias de larga escala com o entorno. A localização do terreno, próximo ao memorial da América Latina, exige que o edifício apresente ao mesmo tempo a monumentalidade de um museu e uma relação justa com as edificações envoltórias, além de largas áreas de contemplação, repouso e passeio. Desta forma, o projeto consiste de dois volumes elevados do solo, vedados por placas cimentícias perfuradas e fechamento de painéis envidraçados, estimulando o contato visual e a entrada de luz natural nos pavimentos mais próximos ao térreo. Cria-se também, na divisão do programa em dois volumes, uma praça central que guia o visitante ao foyer conectado ao auditório e ao acesso das galerias. A área pública que circunvala o foyer teve seu paisagismo pensado para o acesso diferenciado ao coworking e biblioteca. Acima do nível do foyer é implantada uma marquise, aumentando consideravelmente a área pública e de sombreamento do terreno que, em conjunto com a massa arbórea, ampara o conforto térmico e direciona a vista do visitante ao Memorial da América Latina. Neste pavimento encontra-se também as primeiras duas galerias conectadas por uma passarela metálica, assim como acontece no segundo pavimento. As galerias são portanto conectadas verticalmente e horizontalmente, facilitando o direcionamento dos visitantes por exposições efêmeras ou permanentes. As 4 galerias de larga escala são subdividas pelas estruturas itinerantes, que podem ser adaptadas de acordo com a pretensão dos expositores que ocupam a área interna ou a área externa, uma vez que são estruturas de fácil montagem concebidas por perfis metálicos leves que propiciam flexibilidade e adaptabilidade. Em suma, o projeto pode ser interpretado como uma tela em branco, de extrema racionalidade, onde as pessoas se sintam acolhidas e inspiradas para cromatizá-lo. O projeto tem como intenção propiciar o desenvolvimento da criatividade nas pessoas que o visitam, concomitantemente a sua dependencia das pessoas para que seja um ambiente inspirador. Entende-se que o obejtivo do museu só pode ser alcançado pela coexistência da edificação com a cidade, para que juntos visitante e arquitetura possam devenir em direção à evolução.


6. Galeria

6. Galeria

6. Galeria

ESTRUTURAS MODULARES PARA EXPOSIÇÕES ITINERANTES.

6. Galeria

10. Serviços 9. Reserva técnica com laboratório de pesquisa para obras de arte 4. Estacionamento

5. Foyer 8. Praça 1. Auditório 2. Biblioteca 3. Coworking 11. Teatro de arena

7. Núcleo estrutural de circulação e serviços 9. Reserva técnica com laboratório de pesquisa para obras de arte

4. Estacionamento


Art Prison Favignana, 2018 Concurso de Arquitetura Orientador: Rafael Urano Equipe: Juliana Leanza, Andrea Palomino, André Serra e Caroline Brandão

O projeto propõe a requalificação da fortaleza de Santa Caterina, em Favignana, Itália. A fortaleza, que foi utilizada como prisão no passado, é transformada em um centro de arte contemporânea. O complexo artístico conta com um museu, instalado na antiga prisão, um hotel e habitações para artistas que buscam um espaço para isolamento criativo, contato com a natureza e arte. Uma galeria de arte ao ar livre é criada seguindo o sinuoso caminho até a fortaleza. As acomodações do hotel vão surgindo durante o trajeto, com visuais tanto para as intalações quanto para o mar e para a antiga prisão. Os novos edifícios possuem formas simples que enquadram a visão do Mediterrâneo sem conflitar com a antiga construção. A fortaleza é o final do percurso artístico e principal espaço de exposição. Seguindo os caminhos corredores estreitos os visitantes são levados até as antigas celas que agora abrigam as obras de arte.


Fazenda Vertical: Edifício Modelo da Association for Vertical Farming Campinas, 2018 Projeto IX, Verticalidades - UNICAMP Professores: Ana Maria de Goes Monteiro e Paulo Scarazzato Equipe: Juliana Leanza, Andrea Palomino, Camila Pereira Caetano, Marcelo Meloni Montefusco e Pedro Pannunzio A Association for Vertical Farming (AVF) é uma organização internacional sem fins lucrativos que promove o crescimento sustentável da indústria da agricultura vertical através da educação e da colaboração. O edifício modelo seria a primeira sede da associação no Brasil, localizado na Avenida Norte Sul, em Campinas, uma área central em processo expansão econômica e verticalização. Com o objetivo de desenvolver a pesquisa sobre novas técnicas de cultivo e de promover o debate sobre a produção de alimentos o edifício conta com salas de workshop; cozinhas experimentais; auditório; laboratórios para pesquisa; espaços para plantação indoor; uma estufa aberta para visitação no terraço; restaurante; café e um mercado com alimentos orgânicos produzidos no local, o mercado localizado no térreo se conecta à praça em frente, integrando o edifício com o bairro do Cambuí.


5 10

IMPLANTAÇÃO

1O PAVIMENTO - RESTAURANTE

3O PAVIMENTO - SALAS AULA/ WOKSHOP

1 5

10

1 5

10

2O PAVIMENTO - AUDITÓRIO

4O PAVIMENTO - SALAS AULA/ WOKSHOP

20

1 5

10

1 5

10


5O PAVIMENTO - SALAS AULA/ WOKSHOP

7O PAVIMENTO - ADMINISTRAÇÃO

9;11;13O PAVIMENTO - PESQUISA

1 5

10

1 5

10

1 5

10

6O PAVIMENTO - PRAÇA ELEVADA E CAFÉ

8;10;12O PAVIMENTO - PLANTAÇÃO E PESQUISA

14O PAVIMENTO - ESTUFA

1 5

10

1 5

10

1 5

10


PERSPECTIVA SEGUNDA PELE COM ABERTURA PARA PRATELEIRA DE LUZ

PERSPECTIVA BRISE FECHADO E ABERTO

STEEL DECK

STEEL DECK

FORRO ACÚSTICO

BLACKOUT

PRATELEIRA DE LUZ SEGUNDA PELE

BRISE

CONTRAVENTAMENTO

ESQUADRIA DE SUPORTO DO BRISE

PLACA CORTA FOGO

PLACA CORTA FOGO

VIGA DE TRANSIÇÃO VIGA DE BORDA

APOIO FIXO ARTICULADO

DETALHE SEGUNDA PELE - BLOCO INFERIOR

DETALHE BRISE - BLOCO SUPERIOR


Nos laboratórios e no andar da administração também temos o brise automatizado, que é controlado de acordo com a necessidade de insolação de cada pavimento, já que os métodos de plantação podem variar entre indoor e outdoor. Os andares de plantação também são equipados com blackouts para quando há necessidade apenas de iluminação artificial. Nos andares das salas de aula temos a segunda pele que ajuda a bloquear a insolação. Juntamente com a segunda pele temos prateleiras de luz que potencializam o uso da iluminação natural, sem um ganho de calor. VISTA TOPO BRISE FECHADO E ABERTO

CORE DE CONCRETO ARMADO

A concepção estrutural do projeto se deu de forma que se pudesse criar um amplo vão livre na implantação do terreno, criando um espaço fluido e permeável, e pisos livres de interrupções na totalidade dos pavimentos do edifício. Para tanto, optou-se por se criar fachadas estruturais através de vigas Vierendeel metálicas contraventados.

PILAR DE CONCRETO RESTAURANTE ATIRANTADO


Museo del Siglo XX Berlim, 2017 Proyectos 6 - ETSAM Emílio Tuñon, Ángela Gárcia de Paredes, Ignacio Pedrosa O Museu do Século XX está localizado no terreno vazio na área central do Kulturforum, em Berlim. O local abriga importantes edifícios culturais para a cidade e servirá como um anexo para a Neue Nationalgaleria, de Mies Van der Rohe. O conceito principal foi criar um edifício que refletisse as características mais notáveis do século, especialmente o movimento gerado pelos avanços tecnológicos. Em um primeiro momento foi pensado transmitir esse movimento a partir de formas curvas, tanto no interior, como no exterior do museu. Entretanto, depois de analisar o entorno se observou que o lugar já é dotado de muitos edifícios contrastantes e necessitava algo mais tranquilo no terreno que ocupa o centro da zona. Portanto, o museu foi projetado com uma forma mais racional em seu exterior, seguindo a linha do edifício de Mies Van de Rohe, porém com conflitos internos, como Philharmonie de Scharoun.


O museu pode ser comparado a um geodo. Com um exterior comum toda a riqueza de detalhes está no seu interior. Esta é a ideia que resumo o conceito principal do projeto, o edifício se adapta ao meio com sua racionalidade exterior enquanto o interior está cheio de conflitos e surpresas para os visitantes

1. Forma Exterior Simples

2. Separação em dois volumes

3. Moldar o interior para refletir o movimento do séclo XX

3. Cobertura elevada que une os dois volumes

10

20

4. Conexão por passarelas

50


SALA DE RESTAURO SALA EXPOSIÇÃO

SALA EXPOSIÇÃO

SALA EXPOSIÇÃO SALA EXPOSIÇÃO

CARGA E DESCARGA

ADMINISTRAÇÃO AUDITÓRIO

SALA EXPOSIÇÕES TEMPORÁRIIAS

RESTAURANTE ENTRADA SALA EXPOSIÇÃO SALA EXPOSIÇÃO SALA EXPOSIÇÃO SALA EXPOSIÇÃO SALA EXPOSIÇÃO CONEXÃO NATIONAL GALERIE B

DEPÓSITO E ARMAZÉM A

INSTALAÇÕES

B A


CORTE AA

CORTE BB


5

10

20

5

10

20


Provecto Smart Offices São Paulo, 2018 Projeto de Interiores - Unicamp Professor: Haroldo Gallo Equipe: Juliana Leanza e Raíssa Rodrigues O projeto para a nova sede da Provecto foi proposto do edifício Eldorado, na cidade de São Paulo, O projeto busca fortalecer a identidade da empresa, incorporando os conceitos de tecnologia, inovação e criatividade no escritório. Um ponto importante foi possibilitar que o ambiente se transformasse juntamente com a empresa, evitando a compartimentação dos espaços, que poderia impossibilitar mudanças futuras. Os principais pontos utilizados foram a permeabilidade visual, integração entre espaços e mobiliários que proporcionassem a colaboração e convivência entre os funcionários. Para isso foram usados como estruturadores divisórias em serralheria com nichos em marcenaria, que demarcam os espaços sem criar grandes barreiras visuais e chapas metálicas perfuradas. No meio do escritório foi posicionado um grande espaço de descompressão, com áreas de lazer e ambientes como copa e refeitório. A ideia de trazer o espaço para o meio do projeto foi fazer com que ele seja o grande conector de todos os setores da empresa, um local de encontro agradável para os momentos de descontração.


A

RECEPÇÃO DA DIRETORIA

ESCRITÓRIO OPEN SPACE

B SALAS DE TREINAMENTO


ESPAÇO DE DESCOMPRESSÃO

B

A

RECEPÇÃO GERAL/ ENTRADA PRINCIPAL


CORTE BB

CORTE AA


Escola Classe Bairro Crixá Brasília, 2018 Concurso de Arquitetura Colaboração com 24.7 Arquitetura “Há escolas que são gaiolas e há escolas que são asas. Escolas que são gaiolas existem para que os pássaros desaprendam a arte do vôo. Pássaros engaiolados são pássaros sob controle. Engaiolados, o seu dono pode levá-los para onde quiser. Pássaros engaiolados sempre têm um dono. Deixaram de ser pássaros. Porque a essência dos pássaros é o vôo. Escolas que são asas não amam pássaros engaiolados. O que elas amam são pássaros em vôo. Existem para dar aos pássaros coragem para voar. Ensinar o vôo, isso elas não podem fazer, porque o vôo já nasce dentro dos pássaros. O vôo não pode ser ensinado. Só pode ser encorajado.” Rubem Alves O homem se encanta ao ver o vôo dos pássaros não porque quer ser pássaro mas porque quer voar como ele. Para tanto, como desenhar escolas que não ensinem o vôo, mas dê aos pássaros coragem para voar? É aqui que o projeto se apresenta como ato transformado em passagem, encontro e troca. Desenho que expande os limites entre educação e escola, apostando no conceito de espaços que ampliam a relação entre edifícios e contextos, entendendo toda territorialidade como base para discussão e aprendizagem. Segundo o arquiteto Louis Kahn, “as escolas começaram com um homem, que não sabia que era professor, discutindo suas percepções debaixo de uma árvore com uns poucos que não sabiam que eram alunos”. Hoje, porém, o amplo sistema de educação investido em instituições, afastou-se do espírito o homem debaixo da árvore e aproximou-se ao sistema de produção em massa, esquecendo a idéia de abrigo mínimo que remete à essencialidade das coisas. Para tanto, o projeto entende “espaço” e “escola” como uma força empreendedora, seja na escala do ambiente como na escala das interações humanas. É a costura entre pertencimento e fluxo, parada e chegada, onde interior e exterior trocam constantemente de lugar. Freire nos ensina que “se estivesse claro para nós que foi aprendendo que aprendemos ser possível ensinar, teríamos entendido com facilidade a importância das experiências informais nas ruas, nas praças, no trabalho, nas salas de aula das escolas, nos pátios dos recreios, em que variados gestos de alunos de pessoal administrativo, de pessoal docente, que se cruzam cheios de significação”. Há uma pedagogia indiscutível na materialidade do espaço. Portanto, é necessário compreender escola como um lugar de encontro tão mental quanto físico, de onde pássaros vêm e não para onde vão. É um meio ambiente de espaços, um mundo dentro de um mundo. É um lugar de total inspiração, onde a natureza cívica da educação abraça o conceito de que aprender é sobre criar conexões, estimulando a criança a transformar seu olhar diante do espaço habitado. Um lugar que se modifica através de “uns poucos” que entram e saem dali. A partir de um átrio central, o edifício representa o conceito de arquitetura “essencial”, com estrutura modular metálica, de montagem fácil, rápida e de baixo custo. O uso de componentes pré fabricados minimiza o descarte de materiais em obra, garantindo um processo limpo e racional. Além disso, o uso da malha estrutural permite ao edifício possíveis expansões e adaptações futuras.


Memorial às vítimas da boate Kiss Santa Maria, 2018 Concurso de Arquitetura Colaboração com 24.7 Arquitetura e Design

Das luzes mantidas acesas na madrugada de Santa Maria, quantas ainda permanecem? Os bilhetes deixados à espera de alguém, as chamadas não atendidas e as fechaduras que permaneceram em silêncio. O insuportável peso do silêncio. Silêncio ancorado na dor da lembrança e da doce lembrança. É a ferida aberta em uma cidade que busca reconstruí-la através da memória. São histórias e lembranças agora materializadas para nunca esquecê-las. Para tanto, o projeto delineia-se em três atos: O ato inicial é a marca no território. Caem os muros da construção existente. Tira-se o peso e entra-se ar. Nada é pontual. O ponto transforma-se na linha da cicatriz deixada em Santa Maria, que agora permanecerá para sempre. Nasce um espaço para o corte no chão através de chapas de aço corten, representando os sonhos e as vidas interrompidas que agora podem envelhecer junto com a aparência do material. Em um solo já marcado, é água que corre e o purifica. Elemento sem forma, assim como o vazio. Não é possível projetá-lo, mas é possível desenhar seus limites. Desenho marcado por toneladas de aço. O segundo ato materializa-se na ausência de uma parte. Duzentas e quarenta e duas partes retiradas daqueles que esperaram por um retorno. Duzentas e quarenta e duas hastes na altura de cada um que deixou a lembrança. Cada uma como depositários de vidas a partir dos objetos deixados a espera. De cada pertence a individualidade. São os objetos que guardam a lembrança e que agora permanecem dentro de cada haste, como uma caixa de memórias. Toda parte é a relação com o outro e juntos dão sentido ao projeto. As partes são também 242 luzes que rasgam a noite e afastam a escuridão. As luzes dos quartos agora podem se apagar, pois não existem mais paredes, todos veem, de todos os lugares. Luz que se acenderá às 3:20 da manhã, todos os dias, porque todo dia é dia 27. O terceiro ato é o acolhimento. É o abrigo daqueles que esperaram sem retorno, que sentem o peso e a dor do vazio. Para isso, dois volumes são colocados ao subsolo como bases do projeto, servindo como lugar de encontro e refúgio. Nasce então uma praça ao nível da rua, em um solo já purificado. Da dor, permanece a cicatriz. Da ausência, permanece a parte, e do todo, a luz que agora se espalha pelas ruas da cidade sem pedir licença. O memorial neste contexto é sobre as novas ligações que acontecem nesse território. É um ato de ressignificação. É o alívio que conforta diante do trágico. Tira-se peso. Entra-se ar. Ganha-se luz. Luz que permanecerá acesa no silêncio da doce lembrança.


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Obrigada! julianaleanza09@gmail.com (19) 99636-3649

Profile for julianaleanza

Portfólio Juliana Leanza / Arquitetura e Urbanismo  

Estudante de Arquitetura e Urbanismo da Universidade Estadual de Campinas

Portfólio Juliana Leanza / Arquitetura e Urbanismo  

Estudante de Arquitetura e Urbanismo da Universidade Estadual de Campinas

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