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JulianaNotari


diário de bandeja cap.1 instalação de parede | com tinta esmalte e lápis dermatográfico s\bandejas de materiais diversos | galeria de arte Amparo 60 | Recife | 2008


canibalizar-se por Clarissa Diniz Juliana Notari deixou seu diário na portaria do meu prédio como se fosse um punhado de letras qualquer. Recebi-o como faria a um jornal; folheei as primeiras anotações com certa indiferença. Nas páginas seguintes, titubeei. Envergonhada, senti-me obrigada a encarar sua intimidade. A cada dia lido, mais testemunha me tornava. Ela me fizera cúmplice de sua dor. Cúmplice impotente que, não tendo partilhado dos dias passados, sentia-se intimada a responsabilizar-se pelos vindouros. Juliana desejara revelar-se e, ao fazê-lo, paradoxalmente arriscava-se tanto quanto me colocava em perigo. E assim dar-se de bandeja começou a parecer-me menos um cristão comungar-se que um pagão canibalizar-se. Ao ofertar suas intimidades em bandejas de luto, Juliana nos impulsiona a dela servirmo-nos e, então, antropofagicamente, passamos a possuir suas mazelas. Dessa forma, sua série Diário de Bandeja apresenta-se – apesar de facilmente adaptável aos enquadramentos autobiográficos e relacionais da produção de arte contemporânea – como mais um ato sutilmente perverso de sua obra. Desde cedo afeita a situações de tensão e, em certo sentido, penitência, outra vez Juliana nos entrega seus flagelos. Desta vez, assumidamente seus. Eu não vou carregar esta cruz assinala o papel catártico de sua recente produção. De cunho degenerativo, suas obras relocam suas idiossincrasias: transformam lembranças em relíquias, presente em passado, parte em todo, vivência em vigília. Notari assalta sua infância, seu cotidiano, sua imaginação e, em sua ação desveladora – metaforizada no trabalho Ferida da Bienal – faz ver as chagas escondidas sob o gélido branco que cobre parte de seus trabalhos numa possível tentativa de estetizar suas angústias e torná-las sedutoras e atraentes ao olhar alheio.

Tal inclinação libidinosa é testemunha das pulsões de vida que, parece-me, impulsionam a artista em seus movimentos antropófagos. Apesar da destruição de sua alcova (e aqui a alcova é metáfora para sujeito), é a energia vital – o pênis ereto – que sobressai em meio à dor. Superando a martirização, existe em Juliana Notari certa glorificação dos processos degenerativos – provavelmente como aposta na continuidade e na transformação. Ainda que, por exemplo, apresente sua natureza gorda como razão de vigília e, consequentemente, desassossego, a artista insiste no culto à gula em sua vídeo-performance, e assim transforma seu sofrimento (morte) em prazer (vida) para aqueles que a devoram: antropofagia. De algum modo, paira sobre sua catarse a idéia de que, simbolicamente ceiando juntos, estaremos, ao partilhá-la, dispersando sua morte. Ela não quer carregar sua cruz sozinha. E assim Notari filia-se a um pequeno grupo de artistas – como Louise Bourgeois – cuja obra refere-se menos à arte que à natureza humana. A força de seus trabalhos advém de seu apelo existencial e, nesse sentido, o caráter autobiográfico de sua produção é menos fator estético que condição originária. Como em Bourgeois, seu diário não é opção artística, mas exigência egóica que agora Juliana arrisca transpor ao campo da arte. Como toda tradução, a transposição efetuada pela artista instaura ruídos e incompreensões linguísticas que não estão de bandeja entregues. O mistério inato às suas obras – quase sempre pouco narrativas – corrói a possibilidade do estabelecimento de um contorno único para seus conflitos. Como em Esqueci meu tamanco no quintal, cada perna caminha numa direção, e o sentido do percurso por vir agora é dado também por nós que com ela, a partir de então, compartilhamos confidências. *Todo ato antropofágico/canibal, mesmo quando real, é simbólico. Daí a não-necessidade da presença da artista que, assim, ressalta o caráter psicanalítico de sua obra.


diário de bandeja cap. 2 série com 270 fotografias (backlights) | galeria de arte Amparo 60 | Recife | 2008

Série de backlights (com medidas variadas) na qual a artista expõe o registro fotográfico de todos os alimentos ingeridos por ela durante três meses.


diário de bandeja cap.3 performance|vídeos com projeções (streaming) e mesas com jantar | galeria de arte Amparo 60 | Recife | 2008

Uma mesa similar a da casa da artista é colocada na galeria e nela é servido um jantar para o público ao mesmo tempo em que a artista janta com sua família em casa. Atrás da mesa da galeria é projetado (streaming ) o vídeo em tempo real na qual a artista e sua família jantam, consumindo os mesmos alimentos servidos no jantar para o público na galeria. As mesas juntamente com as camâras são colocadas em posições estratégicas nas quais as mesas passam a impressão de que uma é continuidade da outra (projeção). OBS: as imagens em tempo real da performance são lançadas simultaneamente na rede através do site www.estudiolivre.org


diário de bandeja cap. 4 instalação com móveis e objetos | galeria de arte Amparo 60 | Recife | 2008


Detalhes | Diรกrio de Bandeja Cap 4


ferida da bienal série com 12 quadros | medidas variadas | intervenção com bisturi s\ fragmentos da obra do artista plástico Paulo Climachauska realizada na 26° Bienal de Arte de São Paulo | galeria de arte Amparo 60 | Recife | 2008


REDENTORNO vídeo instalação | com projeções de vídeos e escultura em pedra e plástico | Trajetórias 08| galeria Vicente do Rego Monteiro - Fundação Joaquim Nabuco (FUNDAJ) | Recife | 2008 próximas em 2009 | Rumos Artes Visuais 08/09 | ITAÚ Cultural | São Paulo | Paço Imperial | Rio de Janeiro | galeria da Ecole Supérieure d'Art d'Aix-en-Provence - FR

Em uma sala com quatro paredes, são projetadas quatro imagens simultâneas de um cachorro de brinquedo girando incessantemente (por estar preso a um mastro) até a sua pilha acabar. Para realização deste trabalho está sendo elaborada uma pesquisa tecnológica para que as imagens passem a sensação do aprisionamento do cachorro. Uma web cam é colocada no corpo do cachorro e um programa de edição possibilitará a visão das imagens em 360°. O espectador, ao entrar na sala, tem a sensação de que ele é o mastro que prende o cachorro, sensação que é intensificada pelo som estridente e repetitivo das patas do cachorro.


Um pouco sobre o trabalho (Redentorno) e a vida. Que relações você poderia estabelecer deste seu trabalho ”Redentorno” com a psicanálise tema este que é recorrente em seus trabalhos? Acho que ele fala de um termo recorrente na psicanálise que é a compulsão à repetição que está intimamente ligado a pulsão de morte. Na arte, temos a necessidade de ir além de algo que ultrapasse a repetição, isso gera o impulso da transgressão. Atrai-me, na psicanálise, a possibilidade de reconstruirmos novas identidades a partir dos processos de recordação, repetição e elaboração. Pode ser por aí sim... Mas, quando criei esse trabalho em 2003 olhando pela janela do ônibus o cachorrinho de brinquedo que o camelô vendia na calçada, não tinha o conhecimento desses processos usados na psicanálise. Hoje posso fazer essas relações e outras mais: a morte, o envelhecimento, o vício, a fragilidade do corpo, o condicionamento, a pulsão de morte... Esses elementos aparecem no trabalho muitas vezes de forma inconsciente e, com o passar do tempo, são trazidos para o consciente do artista e do público também. É basicamente o mesmo processo da psicanálise. Mas esse é apenas um dos pontos de vistas no qual podemos enxergar esse trabalho. Mas você não acha contraditório falar em reconstrução de identidades se o cachorro permanece preso andando em círculo repetidamente até a pilha acabar, ou seja, até a sua morte. É verdade, é triste. E, ainda mais, não vejo uma relação muito próxima com a teoria do Eterno Retorno de Nietzsche pois, a acho, por demais, otimista.

Não carrego comigo tanto Amor fati assim (ainda mais naquele momento em que criei o trabalho pois estava morando em São Paulo, me separando e ainda passando por uma depressão). Existe aí uma prisão que é a condição humana da morte. Uma vez, na aula de Método do imaginário (no mestrado de antropologia), nós alunos fomos submetidos a um teste de psicologia criado pelo psicólogo Yves Duran bastante usado na antropologia. No At9 (Teste Arquétipo de nove Elementos), você cria uma estória através do desenho e da escrita utilizando nove elementos arquetípicos, dentre eles: o monstro (angustia, morte), e um personagem (projeção da pessoa). Todos os alunos da turma fizeram uma estória na qual o personagem matava o monstro. Teve um que até comeu o monstro. Fui a única aluna quem criou uma estória na qual o monstro comeu tudo e todos. Fiquei um pouco assustada e constrangida. Em uma leitura antropológica, esta atitude indica uma falta de pulso perante a vida e uma certa angústia de incompreensão com a sociedade, visto que, em muitos adolescentes, é recorrente o monstro matar todos na estória. Porém, minha psicanalista não acha que me projetei no homem, e sim, no monstro que engoliu todos. Na verdade acho esta leitura a mais coerente, pois tenho consciência da minha tendência autodestrutiva. Mas, isso tudo também pode ter um outro fim. Quando estava experimentando a câmera nas filmagens, o cachorrinho, por descuido, se desprendeu do mastro e se soltou. Fiquei feliz quando isso aconteceu (risos). Agora posso incorporar esse acaso ao trabalho. No fim das contas, acredito na possibilidade de reelaboração de identidades. Lembro, também, que ele caiu da mesa no chão, mas, ainda bem, que não quebrou (risos)!


Um brinquedo de gente grande Mª do Carmo Nino Redentor no / red entorno / torno red en

Quem é afinal o mestre da situação, neste dialogismo que não deixa de evocar uma relação de poder/ dependência de mão dupla?

Redentor, segundo o dicionário, é o que redime, liberta, um salvador enfim. Tendo

Se enquanto crianças vemo-nos como o centro de tudo o que nos rodeia, e

como título o neologismo Redentorno, a artista plástica Juliana Notari apresenta

medimos o nosso reino imaginário segundo a distância entre nós mesmos e o

uma exposição composta de uma vídeo-instalação e de fotografias que constituem

objeto de nossos desejos, através de ações que se alternam entre alegrias, bem

em seu conjunto a oportunidade para o espectador que adentra no espaço, de

estar, inseguranças e temores, ao nos tornarmos adultos e nos diversos grupos

experimentar a sensação de uma disposição eminentemente espacialmente

sociais com os quais nos envolvemos, a centricidade permanece como uma

claustrofóbica, e mentalmente perturbadora, inteiramente monitorada pela artista

motivação nas nossas trocas simbólicas com tudo e com todos.

em direção à compulsão à repetição, que, segundo a psicanálise via Freud, é

Amadurecer é então perceber que nosso centro convive igualmente com outros,

indissociável do automatismo psíquico.

coletivamente, com os quais temos que levar em conta, afetando e nos deixando

Contrariamente à redenção, temos aqui a alegoria de uma prisão, através de uma

afetar, conduzindo então a uma relação onde o permanente embate complementar

compulsão sintomática que não procede jamais de maneira independente,

entre o caráter cêntrico (espaço da repetição) e o excêntrico (espaço da diferença)

freqüentemente ligada ela própria à compulsão ao simbolismo e à associação.

é a condição necessária para o equilíbrio do nosso estar neste mundo.

Como não perceber, ao nos tornar cúmplices desta situação, uma vez que quando

Esta luta carregada de tensão constitui uma força vital para a imaginação artística,

entramos no recinto passamos a ter a sensação de sermos o ponto de referência em

como vemos no caso de Juliana, porque simboliza muito bem o nosso esforço

torno do qual o cãozinho de brinquedo gira incessantemente, que Juliana

diário de superação entre as forças antagônicas constitutivas da pulsão de vida e

ludicamente nos coloca numa armadilha?

de morte, pelo menos até que a pilha se acabe de vez.


sala de projeção 4 projetores (iguais) 1 computador 4 caixas de som


Dra.Diva

(projeto)

ntervenção urbana| com buraco e tinta sobre parede ou foto (plotagem) sobre parede| 2009/2010


assinalando

(projeto)

intervenção urbana | com esfera coberta de cabelo humano


vista frontal

Aprox h= 26 m


symbebekos performance | com vidros (garrafas quebradas) e papel | Galeria Baobá - Fundação Joaquim Nabuco | Recife | 2002 | galeria Fayga Ostrower - FUNARTE | Brasília | 2003 | VERBO 06 - galeria Vermelho | São Paulo | 2006

A trajetória de Juliana Notari vem se solidificando por meio de especulações filosóficas, sem que a visualidade seja prejudicada. Em exposições recentes, a artista vem adotando estratégias diferentes para tirar o olhar do espectador da indiferença, re-embaralhando, portanto, significações. Em SYMBEBEKOS, palavra emprestada de Aristóteles que quer dizer acaso, Notari atravessa descalça um caminho de cacos de vidro. A intenção da artista não é de se mutilar ou de sacrificar seu sangue em nome da arte, como já há algumas décadas vem fazendo alguns adeptos da body art, mas justamente o oposto, livrar-se pacientemente do perigo, afastando cuidadosamente a ameaça da dor. Cristiana Tejo


co p S y m fre m b v ro e id m b ro a e s n k (g ce so a | rra fa s


Dra.Diva performance | com espéculo, martelo, escopo, luva, sangue de boi e formol | galeria da Ecole Supérieure d'Art d'Aix-en-Provence | 2006 | VERBO 08 - galeria Vermelho | São Paulo | 2008

Durante a performance a artista abre fendas - "cavidades vaginais" na parede até a sua exaustão física. Após a escavação com martelo e escopo, as feridas/fendas são banhadas com sangue de boi misturado com formol. Em seguida, são enfiados nas fendas espéculos (instrumento ginecológico) de aço inoxidável.


innerensteren vídeo instalação | com 100 bonecos de plástico e vídeo | bolsa de Pesquisa do 45° Salão de Arte de Pernambuco | MAC | Olinda | 2004 | mostra «O Corpo na Arte Contemporânea Brasileira» | Instituto Itaú Cultural | São Paulo | 2005

Artista procura incitar o espectador para discussão sobre os conceitos de corpo humano e linguagem ou natureza e cultura. O trabalho constitui-se de cem bonecos de borracha tatuados com formas que remetem aos órgãos internos do corpo, seis fotografias ampliadas e uma animação em vídeo acompanhado de áudio utilizado por crianças no aprendizado de diferentes idiomas. Tendo em vista que, ao longo do Século XX, o corpo passou de sujeito a objeto, Juliana Notari questiona até onde esta objetificação recai numa mera e injustificável alienação ou pode proporcionar recursos distintivos para ações criativas. Cristiana Tejo


verstehen vídeo instalação | com areia, bolas cobertas com cabelo humano, 30 jabutis e projeções de vídeos | galeria de arte Amparo 60 | Recife | 2002

“Nós humanos temos muita comunicação e muita incomunicabilidade. Mas, ao menos, temos a possibilidade de comunicar-nos nossa incomunicabilidade, o que permite tornar complexo o problema da comunicação.“ Edgar Morin


“A razão é a camada superficial da consciência“ Sônia Guedes Leal, A Poética da Agoridade.

Uma boca proferindo discursos desencaixados com a articulação dos lábios, em vários idiomas (russo, alemão, italiano...), associando-se a jabutis e a esferas com cabelos para compor uma vídeo-instalação que apresenta a comunicação da incomunicabilidade. Em Verstehen, Juliana Notari cria um universo que pode parecer estranho e sem nexo à primeira vista. Porém, um olhar atento aos signos postos ali possibilita arriscar alguns passos na dança de leituras que a obra exala. O primeiro ponto que chama a atenção, talvez por ser mais nítido, é o movimento dos lábios em desencontro com o pronunciamento dos discursos de vários filósofos e escritores em idiomas diferentes do português e pouco falados no restante do mundo, o que obviamente dificulta, ou mesmo impossibilita, o entendimento do espectador. Os discursos são variados, sendo compostos por trechos de Ulisses, clássico de James Joyce, pela fala de Jean-Paul Sartre explicando porque ele não aceitou o prêmio Nobel em 1964, e por aí vai. Do choque entre o que não se diz e o que é dito surge o incômodo de não chegar, de não alcançar satisfação. Isto de algum modo causa mal-estar, pois nos retira a potência que acreditamos possuir. As esferas com cabelos, estáticas, e os jabutis locomovendo-se com lentidão ou adormecidos, atolados na areia, podem ser vistos como uma metáfora desse trânsito repleto de barreiras. Por outro lado, é possível ignorar as couraças do hermetismo quando se tira o foco da boca e se percebe o conjunto, mergulhando na abertura que o exercício da interpretação proporciona.

E dentro desse conjunto, os jabutis têm uma conotação especial por serem organismos vivos movendo-se dentro da obra. Os jabutis se tocam muito, fazem sexo com constância e isto sugere proximidade. Também vivem entocados naquela carcaça, o que sugere recolhimento e até distanciamento. No entanto, este invólucro natural é uma proteção para eles. O abrir e fechar dos jabutis diferem dos da boca por estarem perfeitamente articulados com o tipo de comunicação que se estabelece entre esses animais, na qual não há o uso da voz. A circularidade orgânica dos bichos parece mais bem resolvida que a nossa. Será que um jabuti dos trópicos teria dificuldade de entender um jabuti da Rússia? Junto a eles, as esferas com cabelos utilizadas também em Assinalações, um trabalho anterior da artista, completam a vídeo-instalação. Elas estão ali para reforçar a estética viril que o trabalho possui com a introdução de mais um elemento orgânico, descontrolado, em que o corte não mata o crescimento. Além disso, as esferas podem ser vistas como um contraponto ao trânsito entre todos esses elementos, já que materializa a imobilidade – estado de espírito inicial do espectador da obra. Verstehen significa "compreensão" em alemão e apresenta sonoridade alheia, modificada a cada vez que se pronuncia o termo. Novamente a idéia de trânsito aparece nas marchas, passagens e trajetos fonéticos extraídos também de um abrir e fechar de lábios que se articulam na direção oposta da pronúncia original. E nesse sentido, dizer a palavra é também pisar numa série de chãos possíveis Guto Melo


janta performance | com jantar (salada, macarrĂŁo, vinho tinto, ĂĄgua...) e mesa revestida com cabelo humano | Casa Coisa - Atelier Submarino | Recife | 2001


assinalações vídeo instalação | com bolas e mesa cobertas de cabelo humano, mesa-cadeiras-cubos de madeira e vídeo p rojeção | Museu da Abolição | Recife | 2002


desmantelo performance | com mesa, bolas cobertas de cabelo humano e gasolina (fogo) | rua major codeceira | 2003


objetos


s/tĂ­tulo camelo africano revestido de couro 0,26 x 0,17 x 0,10 c m | 2001


I Don`t Know pernas de manequim e div達 0,98 x 0,57 x 1,50 m | 2001


s/tĂ­tulo manequins de plĂĄstico revestidos com cabelo humano 0,70 x 0,40 x 0,22 c m |2001


s/tĂ­tulo carrinho hospitalar, plĂĄstico e cabelo humano 84 x 95 x 61m| 2001


N達o vou carregar essa cruz | crucifixo s\ madeira pintada | 63 x 93 cm | 2008 Foi na fazenda... | casaco de couro s\ madeira pintada | 118 x 86 cm | 2008


Eu te amo mas tu nĂŁo me amas | buquĂŞ de flores s\ madeira pintada | 125 x 81 cm | 2008 Esqueci meu tamanco no quintal | tamanco de madeira e couro s\ madeira pintada | 63 x 93 cm | 2008


Mini Biografia Juliana Notari (Recife/PE, 1975) é formada em Artes Plásticas pela UFPE. Artista multidisciplinar, transita por diferentes linguagens e tem no seu trabalho uma acentuada influencia da psicanálise e filosofia. A artista vem realizando exposições no Brasil e no exterior dentre as quais mais se destacam: Individuais: Rire pour Moi, Escola Superior de Arte, Aix en Provence/França- 2009, REDENTORNO, Galeria Vicente do Rego Monteiro, Fundação Joaquim Nabuco- FUNDAJ- Recife/PE -2008; Diário de Bandeja, Amparo 60 Galeria de Arte, Recife/PE- 2008; Doutora Diva, projeto: Brésil Pernambuco Art contemporain Culture Populaire, Escola Superior de Arte, Aix en Provence/França - 2005; “Symbebekos”, Projeto PRIMA OBRA - Galeria Fayga Ostrower FUNARTE- Brasília - 2003; Aslude, Casa Cor, evento Encontro com Arte Carlton- Recife/PE - 2003; “Desmantelo”, Performance na Rua. Recife/PE - 2003; “Symbebekos”,Galeria Baobá, Fundação Joaquim Nabuco - FUNDAJRecife/PE - 2002; “Verstehen”, Amparo 60 Galeria de Arte, Recife/PE - 2002; “Assinalações”, Museu da Abolição, Recife/PE- 2001. Coletivas e outros: “Rumos Artes Visuais”, ITAÚ Cultural, São Paulo/SP, MAM, Salvador/ BA e Paço Imperial, Rio de Janeiro/RJ, 2009; Artista convidada pela Ècole Supérieure d'Art d'Aix-en-Provence para realizar exposição e desenvolver projetos em residência artística na escola (período de seis meses), Aix-en-Provence /França (com Bolsa do Funcultura) Recife/PE, 2009; Projeto VERBO (de performance), Galeria Vermelho, São Paulo/SP, edições 2006 (Symbebekos ) e 2008 (Doutora Diva) ; “O Corpo na Arte Contemporânea Brasileira”, ITAÚ Cultural, São Paulo/SP, 2005; “Territoires Transitoires”, Palais de la Porte Dorée, Paris/França, 2005; “Innerensteren“, bolsa/ 46° Salão de Artes Plásticas de Pernambuco, MAC - Olinda/PE, 2004; Exposição “Experimental” Centro Dragão do Mar de Arte e Cultura, Fortaleza/CE, 2003; Exposição “Identidades”, Galeria Capibaribe UFPE, Recife/ PE, 2002; Exposição “Casa Coisa”, Galeria do Atelier Submarino, Recife / PE, 2001. contatos: julinotari@gmail.com |55 81 34292593 |55 81 91866802 | Rua Prudente de Moraes, 368. Carmo | Olinda | Cep 53020-140 | Pernambuco | PE | Brasil

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