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“Juventude Franciscana, um luminoso Ideal de Vida!” - João Paulo II Irmãos e Irmãs da JUFRA espalhados pelo esse imenso Brasil, Que a Paz e o Bem estejam em vossos corações! com muita alegria que apresentamos a 12ª Edição do Caderno Nacional de Formação em comemoração ao Dia do Jufrista! A Jufra do Brasil está em festa! Esta edição é especial, pois nossa caminhada já tem 45 anos de muita história para contar, muitas alegrias e perfeitas alegrias, muitos motivos para celebrar e agradecer ao nosso Deus Altíssimo. Um dia dissemos um SIM (ou ainda vamos dizer), com o coração desejoso de viver em fraternidade, na JUFRA, o Evangelho de Jesus Cristo e o Ideal Franciscano de Vida. Muitos por aqui passaram, levaram um pouco da Jufra para suas vidas, deixaram também um pouco de si para a Jufra e assim vamos, juntos, construindo esta belíssima história que vale muito a pena Viver, Servir e Amar! Esse SIM foi renovado durante o XVI CONJUFRA, em Campo Grande/MS. Aqui você encontra o relato do Congresso, assim como das comemorações do aniversário de 45 anos. Nesta edição, você também irá encontrar uma dose de história, além de ficar por dentro de como estão as nossas Áreas da Jufra do Brasil nesses últimos anos. Como a edição é especial, teremos três entrevistas! Os três últimos Secretários Nacionais partilham suas experiências conosco. Vale muito a pena conferir! Para finalizar, teremos os depoimentos de alguns irmãos e irmãs que passaram pela JUFRA falando-nos um pouco do que a Jufra significa na vida de cada um. Eles representam centenas de jovens espalhados pelo nosso Brasil que um dia beberam dessa fonte e vivenciaram “o luminoso Ideal de vida” assim como nós! Agradecemos a todos os irmãos que contribuíram na construção desse importantíssimo instrumento de formação! Este Caderno foi preparado em parceria entre o último e o novo Secretariado Fraterno Nacional. Agradecemos aos que deixam seus serviços por todo o amor pela fraternidade nacional nos últimos anos e desejamos aos que estão chegando que tenham perseverança e que o Espírito de Deus os ilumine. Que Santa Rosa interceda sempre a Deus por cada jufrista! Que nosso Pai Seráfico, juntamente com nossa Mãe Clara continuem iluminando e guiando sempre os nossos passos!

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Fraternalmente, Ana Carolina Miranda Secretária Nacional de Formação 2013-2016

Juliana Caroline Gonçalves Almeida Secretária Nacional de Formação 2016-2019

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inalmente chegou!” Quantas expectativas, quantos preparativos, reuniões, promoções e viagens. E na noite de sexta, dia 05 de fevereiro, na Cidade Morena, Campo Grande-MS, a Juventude Franciscana do Regional Oeste acolheu com carinho toda a Jufra do Brasil em meio às flores dos ipês, num clima de encontros e reencontros, ao som das cordas do violão amigo e das vozes saudosas de irmãos vindos dos quatro cantos do nosso imenso país. O Congresso teve início oficialmente no sábado pela manhã, com uma missa, presidida por Dom Mariano, bispo auxiliar de Campo Grande, que abençoou os congressistas e levou os presentes a uma reflexão sobre o que seria ser um jovem líder a serviço do evangelho, fazendo memória da experiência de Francisco, que acolheu o chamado de Deus no auge de sua juventude, e de tantos jovens mártires da nossa igreja. O dia foi repleto de muita partilha e enriquecimento espiritual, já que, após a celebração, todos puderam refletir sobre o tema: “Jovens líderes a serviço do evangelho” e o lema: “Sou muito jovem, não sei falar. Não tenhas medo, vou te guiar!” (Jr 1,7-8), que levaram os jovens a saborear um relato de amor à Jufra, por meio das palavras doces e provocadoras

da ex-secretária fraterna nacional Lindalva Martins, que conduziu nossos irmãos entre os anos de 1995 e 1998. Após uma das deliciosas refeições, os irmãos puderam partilhar suas vivências em oficinas voltadas para os serviços de Formação, IMMF, Comunicação e Finanças, refletindo sobre as dificuldades vividas nas diferentes realidades e buscando soluções criativas para o bom andamento destas secretarias. Este momento foi encerrado com uma apresentação de cada um dos grupos quanto às sugestões de planejamento, organização e atividades que podem ajudar a tornar essas secretarias em pontos fortes das nossas fraternidades. A noite de sábado de carnaval guardava um dos pontos altos do XVI CONJUFRA: a noite cultural. Esse momento fez com que a cidade de Campo Grande parecesse pequena diante de tantas manifestações culturais. Do carimbó ao funk, passando pelo frevo e pelo xaxado, os irmãos experimentaram a diversidade cultural deste imenso país, pois cada congressista trazia na bagagem a dança, as comidas típicas e a alegria própria de sua região! “Senhor, que o vosso Espírito nos guie diante dos nossos medos para que esses não nos afastem dos nossos irmãos e da

missão, e assim possamos servir na Igreja a humanidade e a criação [...]”. No domingo pela manhã, cada regional apresentou um relatório sobre a sua realidade, suas dificuldades e suas muitas conquistas. Logo após, de uma forma diferenciada e dinâmica, o Secretariado Fraterno Nacional preparou a exposição do relatório do triênio. Caminhamos por uma linha do tempo que nos reportava e nos proporcionava novamente o ver, sentir e reviver os fortes momentos de (re)encontros, formações e lutas que embalaram as atividades dos últimos 3 anos. Chamou-nos à atenção a forma com que esta linha do tempo foi construída: resgatamos na memória desde o Congresso de Santa Maria-RS, o Encontro Mundial, o Congresso Extraordinário, as Escolas de Formação nas áreas, Seminário Nacional e tantas outras atividades que envolveram nossos jovens, de norte a sul do país. Ao término da caminhada, nos deparávamos com o lançamento da publicação dos novos livros - Etapa de Formação Inicial e Mini Franciscanos. Pairava no ar aquela responsabilidade de que 5


ali não estava representado o fim de um ciclo e sim um novo marco para a caminhada que deve continuar rumo à plena implantação das novas Diretrizes de Formação da Jufra. A segunda-feira foi iniciada com a celebração do Ofício Divino das Comunidades, que despertou os jovens para a grade tarefa do dia: escolher o novo Secretariado Fraterno que conduzirá os trabalhos da fraternidade nacional neste triênio. Após um momento emocionante de deposição dos irmãos do secretariado cessante, que se despediu com uma grande ciranda - a brincadeira de roda que faz com que os jovens se deem as mãos e reforcem suas

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parcerias -, foi realizado o processo eletivo. Iniciado por um momento reflexivo onde pudemos rezar e refletir sobre a escuta e disposição ao chamado conduzido pelo Frei Wellington Buarque, OFM, o mesmo foi presidido pelo irmão Vanderlei Gomes, ministro nacional da OFS. Sendo que, a cada indicação, a cada irmão que se disponibilizava e a cada eleição para os serviços, víamos o desabrochar dos desígnios divinos. Ao anoitecer deste mesmo dia, o salão deu lugar aos piratas, super-heróis, personagens de desenho animado, marinheiros, cangaceiro, múmia e tantas outras representações que os

irmãos traziam em suas fantasias, para assim encerrarmos o dia com um belíssimo e alegre baile de carnaval. A serenidade do processo eletivo foi culminada com a celebração eucarística na manhã da terça-feira. Os irmãos eleitos iniciaram seus trabalhos sendo convidados por Frei Éderson, presidente da Conferência da Família Franciscana do Brasil, a imitar o gesto de Cristo, aquele que serve, que se faz menor, que cuida dos outros: lavar os pés dos irmãos, sendo ele o primeiro, lavando os pés do novo secretário fraterno nacional, Washington Lima.


PRIORIDADES PARA O PRÓXIMO TRIÊNIO DA JUFRA DO BRASIL Após os momentos festivos, com as forças revigoradas e com o convite ao serviço para a construção da Civilização do Amor, a Juventude Franciscana do Brasil segue firme com um olhar atento para as necessidades dos irmãos. E por isso, manteve nas prioridades para o triênio o serviço de Infância, Micro e Mini franciscanos, “a meninas dos olhos” dos jovens líderes de todo o Brasil. Assumiu também as prioridades aprovadas no Seminário Nacional de Ação Evangelizadora e DHJUPIC e igualmente abraçou a necessidade de contemplar a formação para gestão econômica das fraternidades. Com a certeza que de que há muito o que fazer, mas sobretudo com a confiança de que, após esses dias de reflexão, decisão e serviços, muitos laços foram renovados, fortalecidos e muitos outros foram criados, saímos desse Congresso convidados a celebrar a caminhada da Jufra em nossas realidades, na vida em fraternidade, em nossos gestos, em oração pelos nossos irmãos, com alegria e com empenho. Deste modo, estaremos “reafirmando que cremos no amor que vem de Deus, que está em nós, que está no nosso irmão, que está nas criaturas que nos rodeiam, e que nos conduz para uma visão otimista e esperançosa do mundo, do homem e da História. Guiados por São Francisco de Assis, reafirmamos nossa vontade de seguir o caminho de Cristo.”1 Paz e bem!

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s celebrações do convívio fraterno começaram bem antes da celebração. O coração se enchia de alegria ao ver os irmãos e irmãs da OFS, disponibilizando-se a transportar os jufristas até a igreja matriz. Embora com ocupações para o “Convívio Fraterno”, estavam lá, com um sorrisão estampado, fazendo várias viagens. Já na igreja, a Juventude Franciscana do Brasil, juntamente com a Família Franciscana, celebrou no domingo seus 45 anos. Na Paróquia São Francisco, os jovens se reuniram para comemorar em comunhão com a comunidade esta data tão importante. Durante a santa missa, os jufristas renovaram seus compromissos, um momento marcante e cheio de significado, que trouxe à memória dos irmãos as tantas experiências vividas e também os grandes desafios que ainda estão por vir na vivência do carisma A celebração eucarística foi presidida pelo Fr. José Maria OFMCap e este foi nos lembrando e conduzindo num contínuo espírito de ousadia e disponibilidade, até que, na liturgia da palavra, ouvimos as palavras de Jesus nos exortando para que avancemos às águas mais profundas (Lc 5,4), nos inspiramos na resposta do profeta Isaías e dissemos: “Eis-me aqui, enviai-me” (Is 6, 8). E foi com este sentimento que pudemos renovar nosso compromisso de jovens franciscanos: “Senhor, que o vosso Espírito nos guie diante dos nossos medos para que esses não nos afastem dos nossos irmãos e da missão, e assim possamos servir na Igreja a humanidade e a criação. Maria, Senhora dos Anjos da Porciúncula, ensina-nos a dizer SIM sem perder de vista o nosso ponto de partida. Somos agradecidos, pois, foi na JUFRA que encontramos o nosso verdadeiro ideal”. Foi um momento cheio de sentimentos tão vivos, de um ideal tão luminoso, que alguns dos jovens presentes na assembleia experimentaram daquele fogo do Amor arder no peito e sentiram-

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se chamados a compor também nossa fraternidade nacional. Como marco do aniversário dos 45 anos da Jufra no Brasil, uma placa foi descerrada no pátio da igreja, contendo a logo da JuFra e do XVI CONJUFRA, assim como o tema e lema do congresso nacional. Sem dúvidas este momento ficará para sempre marcado na memória de todos os presentes, assim como a placa que agora é parte permanente do prédio paroquial. Completando a noite, tivemos a partilha de um belo jantar, preparado pelos irmãos da OFS, com apoio dos frades e jufristas do Regional Oeste. Nesta ocasião, também cantamos os parabéns e partimos o bolo dos “45 Aninhos” da JUFRA do Brasil, a irmã caçula da família franciscana do nosso país. Ver todas as irmãs e irmãos que serviram e servem no Secretariado Fraterno Nacional, bem como aqueles que se doam nos mais diversos níveis, nos encheu de alegria e de gratidão pelas dedicação de tantos que se doam para que esse belíssimo carisma alcance muitos outros jovens e que faça na vida destes a mesma diferença que fez na vida dos que ali estavam.


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Jackson, muitos jufristas mais novos não te conhecem. Fale um pouquinho sobre você, sua família e como conheceu a Jufra. Olá irmãos e irmãs. Paz e bem! Me chamo Jackson Barbosa, tenho 33 anos e sou frade menor capuchinho. Resido atualmente em Campo Grande – MS, porém sou natural de Fortaleza – CE. Sou economista e atualmente estudo Filosofia. Fui servidor público municipal, em Fortaleza, por quase 10 anos. Tenho um irmão mais novo, com a sua família. O ano de 2015 foi difícil para nós, pois perdemos os nossos pais em distintos meses do ano passado. Mas com a fé, a graça e a devida força, seguimos a nossa caminhada. Quanto à Jufra, a conheci de fato no ano de 1998, lá no Convento dos Frades Capuchinhos de minha paróquia. Antes disso, meus catequistas de Crisma eram jufristas e eles sempre andavam acompanhados do Frei Francisco Oliveira, OFMCap, o qual sempre falou muito bem da Jufra. Daí, após a Crisma, passei ainda uns seis meses um pouco disperso de atividades eclesiais, até que, por convite de duas vizinhas (Daniele, que mais tarde a convidaria para compor o Secretariado Nacional e Fabiana) resolvi numa tarde de sábado visitar aquele “grupo”. De lá, só sai para ingressar na 1ª Ordem Franciscana. Você foi secretário fraterno nacional por dois triênios (2004-2007 e 2007-2010). Sabemos que a chegada do novo milênio foi um período marcante não só para a Igreja, mas para toda a sociedade. Como foi conduzir a Jufra do Brasil nessa época? Agradeço a Deus por estar na Jufra naquele período. Um tempo de transição e de profundas transformações. Naquela época estávamos vivendo ainda o fervor das celebrações da entrada no novo milênio. Não só isso: havia um desejo muito grande de mudança na condução dos diversos temas mundiais: paz entre as nações, economia mais justa e acessível para todos, ecumenismo, Igreja mais aberta para todos e não 10

somente para uma parcela dos cristãos. Num primeiro momento, lidamos com essas expectativas e dentro do que era possível, defendemos e marcamos posição, sempre numa atitude de respeito e de somatório de forças. A intenção dos jufristas da época sempre foi de somar e nunca dividir. Num segundo momento, coincidentemente com o nosso segundo mandato, vivenciamos algo muito novo: a visita do Papa Bento XVI ao Brasil, o encontro com os jovens, a canonização de Frei Galvão e a V Conferência do Episcopado Latino-Americano na cidade de Aparecida-SP, aos pés da Virgem Maria. Como conclusão, fomos conclamados para um discipulado missionário, uma Igreja que não olha somente para si, mas que se preocupa com a missão, com a saída de sua zona de conforto. Por obra de Deus, o então Cardeal Bergoglio, conduziu os trabalhos do documento de Aparecida o que ressoa hoje em seu pontificado. Foram tempos muito bons, em que a Igreja pedia e queria mudanças e a sociedade brasileira, em específico, estava no auge do crescimento. Quais os desafios que o Secretariado Nacional enfrentava nesse período? O que os motivava? Enfrentamos desafios das mais diversas ordens. Queria, quando eleito, democratizar a participação dos jufristas no Secretariado Fraterno Nacional, pois antes de ser eleito Secretário Nacional, já havia sido Subsecretário Nacional para Área Nordeste A, no triênio 2001-2003 (na época, a nomenclatura utilizada era essa: Subsecretário Nacional). Gostaria que todos tivessem a oportunidade de passarem pelo Secretariado. Como é impossível, tentamos convidar jufristas não somente da minha região (Ceará e Piauí), mas de outras regiões também. Porém, nosso país é continental e, às vezes, as coisas não acontecem como desejamos. Enfim, fizemos o que podíamos então. Outro desafio era a mudança de estilo do “ser jovem”. Como citei na


resposta anterior, a sociedade brasileira estava no seu auge de crescimento e havia uma sensação de “comodismo”. Daí, motivar a juventude para um uso consciente dos recursos materiais e naturais era difícil. Tentamos também organizar as fraternidades administrativamente e documentalmente. Tivemos dificuldades também na parte de comunicação entre os jufristas. Pelo que vi no último congresso, parece-me que essa dificuldade continua. Quando falamos do uso consciente dos meios de comunicação, nos referimos a isso: o acesso ao celular, ao computador, mas de modo que eles nos auxiliem nessas conversas e não nos distanciem. E não menos importante, o estar junto de todos. Esse foi um grande desafio e uma boa motivação para os membros do Secretariado Nacional. Fizemonos presentes em todas as regiões, inclusive mais de uma vez e tudo aquilo que ouvíamos levávamos em conta e conversávamos em nossas regiões. Ou seja, os jufristas foram ouvidos, com seus anseios e desejos. Quando saiu da Jufra, você escolheu a caminhada como frade franciscano. Como foi essa decisão e em que a Jufra contribuiu nela?

Então, não foi uma decisão simples. Demandou um tempo de muita reflexão, oração e partilha com a família e pessoas mais próximas. O desejo surgiu enquanto Secretário Nacional, já no finalzinho do segundo mandato. Partilhei com umas poucas pessoas e constatei que era melhor aguardar o término do período de Secretário Nacional para pensar melhor na vocação. Naquela ocasião já era professo na OFS, porém gostaria de um tempo maior para dedicar-me à Deus e a sua obra aqui: evangelização, como um discípulo-missionário. Após uma ida à fraternidade do Postulado, em Águas Lindas-GO (Entorno do Distrito Federal) por ocasião da ordenação presbiteral do Frei Clézio Menezes, OFMCap, retornando à Fortaleza amadureci a ideia e pedi para ser acompanhado vocacionalmente. E assim aconteceu e ingressei na Ordem dos Frades Menores Capuchinhos, aqui na Província do Brasil-Central. Sou muito feliz pela opção de vida, pela resposta vocacional. Sinto-me realizado como frade capuchinho. E a Jufra? O que contribuiu? Nossa... Ela é “culpada” em boa parte por isso. Como diz a música: “foi na Jufra que encontrei meu verdadeiro ideal”. Um ideal de vida franciscana. Por onde ando e falo um pouco da minha história, sempre faço referência a isso. Foi lá que conheci a vida fraterna, ainda que no modo secular. Foi lá que conheci os frades e seu modo de viver. Foi na Jufra que aprofundei meus estudos franciscanos. Enfim, devo parte da minha vocação religiosa à Juventude Franciscana. Jackson, você participou de várias das comemorações dos aniversários da Jufra do Brasil. O que isso significou para você? Como é vivenciar momentos tão diferentes da história da fraternidade nacional? Estive presente em algumas comemorações da Jufra do Brasil e isso para mim é um privilégio. Participei das comemorações dos 30 anos da Jufra, que celebramos regionalmente, no ano de 2001. Daí, já como Secretário Nacional, organizamos em parceria com a Jufra de SP a festa dos 35 anos, em Mogi Mirim. Aproveitamos a data e celebramos o I Encontro do Cone Sul (Brasil, Paraguai, Bolívia e Peru). Então, de fato, participei da festa nacional dos 35, 40 e 45 anos da Jufra do Brasil. Cada experiência é diferente e única. O tempo vai 11


passando e vamos amadurecendo. Porém, o sentimento é um só: de gratidão a Deus por tudo vivenciado, pelas pessoas e lugares que conhecemos. Celebrar é louvar e agradecer. Então, foram quatro momentos bem distintos (incluindo os 30 anos), e de muita felicidade por participar dessas celebrações e testemunhar a caminhada da Jufra e perceber que contribuímos, pouco ou muito, como tanta gente boa que passou, para que ela chegasse aqui. Ainda na alegria das comemorações dos 45 anos, deixe a sua msg para a Jufra do Brasil. Meus irmãos e minhas irmãs, sejam “santos de calça jeans”. Não percam essa jovialidade e vontade de viver. Sejam vocês mesmos: criativos, comunicativos e responsáveis. Não percam de vista o ponto de partida: Jesus Cristo! É por Ele e para Ele que deveis fazer todas essas coisas. Não

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desistam ou não se entristeçam com as possíveis críticas e tampouco de vangloriem pelos elogios. Lembrem-se de que vocês fazem tudo isso para Deus! E é o nome Dele que deve ser glorificado. Saibam perdoar uns aos outros. Sejam misericordiosos, assim como o Pai é misericordioso convosco. Aproveitem esse momento: ele é único e passa rápido. Hoje, lembro com saudades do tempo que fui jufrista. Porém, agradeço ao bom Deus pela vivência da minha vocação na Vida Religiosa Consagrada. Plantamos sementes que muitas vezes não temos a oportunidade de ver a germinação e crescimento. Então, por isso mesmo, façam as coisas para Ele. Irmãos(ãs) não tenham medo, pois Deus está com vocês. Lembro e rezo por todos e peço que façam o mesmo por nós, a fim de que sejamos verdadeiramente luzes e vivamos a nossa vocação fidedignamente. “Estamos juntos meu povo”, ou simplesmente, “tmj”. Grande abraço e que Deus abençoe a cada um de nós! São Francisco e Santa Clara de Assis, rogai por nós! Paz e bem!


Juventude Franciscana do Brasil está presente na região Norte de nosso país, onde a cultura amazônica, cabocla e indígena se mesclam, levando o carisma franciscano entre os numerosos rios amazônicos. A área norte da JUFRA do Brasil é composta por três regionais, sendo estes localizados em sub-regiões bastante distintas em aspectos econômicos e culturais, mas que possuem características naturais em comum. Apesar de poucos saberem, a área norte acolheu umas das primeiras experiências de JUFRA no Brasil e também fez história e ajudou a semear o carisma a se fixar em outras regiões de nosso país. Quando as primeiras fraternidades de Jufra na região norte começaram a ser fundadas, deu-se a criação do Regional Norte I, tendo sede no estado do Amazonas, que tinha

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como um dos principais objetivos disseminar o carisma em terras amazônicas. Com a expansão do franciscanismo, nosso ideal de vida evangélica chegou também em terras paraenses, levando ao surgimento de fraternidades com um número significativo de jovens nas fraternidades de Santo Antônio de Lisboa (Belém), Santa Rosa de Viterbo (Capanema) e Santa Clara de Assis (Primavera). Com o aumento de fraternidades e, consequentemente, a dificuldade em seus acompanhamentos, surgiu a necessidade de se criar um novo regional em território paraense que abrangesse as fraternidades que, até então, estavam sob responsabilidade do Regional Nordeste A1 (Maranhão). Assim aconteceu a criação do Regional Norte II, Pará/Leste estendendo-se até ao

Amapá. Com isso outras fraternidades foram sendo oficializadas e o carisma franciscano começou a chegar não só na região nordeste paraense, mas também na região oeste, dando origem ao Regional Norte III, com sede na cidade de Santarém/PA. Com tantos anos de caminhada, desde a fundação e oficialização de seus regionais, a Área Norte da JUFRA do Brasil ainda não tinha experimentado o encontro entre os irmãos que compõem estes regionais. Pela primeira vez em sua história, entre os dias 19 e 21 de junho de 2015, na cidade de Belém/Pará, os três regionais que compõem esta área se reunirão em um encontro formativo (Escolas de Formação da Jufra do Brasil), que marcou a primeira experiência conjunta destes regionais em solo paraense.

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Área NE A da JUFRA do Brasil é composta por três regionais (Regional NE A1 – Maranhão, NE A2 – Ceará/Piauí e NE A3 – Rio Grande do Norte/Paraíba). Esses três regionais juntos somam um quantitativo de 66 fraternidades, sendo 06 contatos, 10 iniciantes e 50 oficializadas. NE A1 – Maranhão: O Regional se faz próximo cumprindo o cronograma de atividades, realizando visitas fraternas, participando das atividades e encontros propostos pela JUFRA do Brasil, OFS e

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Família Franciscana. Tem irmãos no SFR comprometidos e atuantes. NE A2 – Ceará/Piauí: é um regional em constante crescimento. Possui um SFR completo com irmãos comprometidos e que desenvolvem suas atividades da melhor maneira possível. Tem na Assistência Espiritual uma experiência eficaz de colegiado entre Frades Menores, Frades Menores Capuchinhos e Frades Menores Conventuais. Em se tratando de expansão, esse SFR atual aposta em diálogo contínuo

com a OFS Regional, CFFB nos Regionais dos dois Estados e com as Províncias (e casas religiosas franciscanas) presentes nesses territórios. NE A3 – Rio Grande do Norte/Paraíba: Secretariado que visa, com os demais irmãos, dar andamento à caminhada do Regional no acompanhamento às fraternidades realizando suas atividades e trabalhando o senso de pertença. Ainda com muitas dificuldades, o SFR conta com alguns irmãos que têm buscado o fortalecimento do regional e da continuidade da caminhada.


Alex, para começarmos, gostaríamos que falasse um pouquinho sobre você, sua família, fraternidade e seu trabalho. Sou paulistano, nasci e cresci num bairro da periferia do extremo sul de São Paulo, filho da dona Neuza e do sr. Osni, pais separados de um lar de tradição protestante. Descobri o catolicismo e o franciscanismo aos doze anos de idade, num processo muito bacana de busca pelo contato com o Sagrado. Aos 13 anos, me aproximei dos franciscanos, no centro da cidade. Sempre viajei cerca de uma hora e meia para ir à paróquia e, neste processo, conheci a OFS na igreja e sob o pesado título de Venerável Ordem Terceira de São Francisco da Penitência, onde participei do início da minha fraternidade local: JUFRA das Chagas uma fraternidade linda, com uma história fantástica de farturas e de carestias. Estudei história e, posteriormente, turismo e hoje sou responsável pela Pastoral numa rede de Colégios Franciscanos. A espiritualidade é minha vida e meu instrumento de trabalho. Como foi sua entrada na Jufra e qual a influência dela na sua vida? A JUFRA foi algo que na minha vida foi acontecendo aos poucos. Meu desejo inicial era ser irmão da OFS, lá em Chagas mesmo. Ingressei primeiro na Ordem, mesmo sem idade, tinha apenas 13 anos. No entanto, existia uma fraternidade de JUFRA começando ali e, por vergonha de dizer não aos excessivos convites que o animador fraterno fazia, aceitei conhecer e comecei a frequentar. No início não me sentia muito em casa, mas aos poucos fui me envolvendo, me acostumando ao carinho e fraternidade que existiam ali. Fui ficando, desejando e quando vi já estava lá, meio que "viciado" naquilo tudo.

Momentos de desafios são parte da caminhada. O que fez com que você superasse esses momentos? Dois Fs: Fé e Fraternidade! Como falei antes, sou de família protestante e ingressei numa VOT aos 13 anos. Sempre gostei de rezar, tanto no sentido mais amplo e transcendente da oração, enquanto diálogo ação, meditação; quanto no sentido devocional, da reza, “do arroz com feijão”, do terço, da novena... Isso sempre me fez forte, nunca me senti desamparado por Deus, mesmo nos momentos de grandes desafios. Depois a JUFRA me ensinou vínculos, tive e tenho irmãos, com eles podia resmungar, reclamar, brigar, rir, tirar sarro, viver! Isto sustenta a caminhada, divide o peso, transforma o amargo em doce. Devo a meus irmãos todas as superações que tive. Confesso que não foi pouca a paciência que dispensaram a mim, sei de minhas fragilidades. Você foi secretário fraterno nacional em um triênio bastante significativo. O que você destaca de importante na Jufra nesta geração? Tenho medo de ser presunçoso ao falar desse triênio em que todos os méritos são hiper divididos. Mas a ação desse triênio foi algo pensado e iniciado bem antes de estarmos no Secretariado e acredito que uma das pessoas mais responsáveis por tudo isso é uma irmã que não é muito conhecida aos novos jufristas: Maria Vilena de Queiros. Somos da geração Orkut, MSN, ICQ... e Vilena, que foi do Secretariado Nacional dois triênios antes de eu ser Secretário, iniciou inconscientemente, ainda em tempos de internet discada, grupos de conversas via msn. Nesses grupos noturnos e de finais de semana, vários jufristas do Brasil se conheceram e essa aproximação gerou a possibilidade de lideranças

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olharem a JUFRA de maneira mais crítica e sonharem com uma JUFRA que queríamos ser. Nesse período conheci praticamente todos que foram do Secretariado Nacional junto comigo, já éramos amigos, irmãos! Acredito que os pontos fortes do triênio foram: Comunicação, nunca se falou tanto e se pensou tanto juntos, isso graças aos meios de comunicação que usamos até o talo! Pioneirismo, estamos falando do triênio onde se desenvolveram os Cadernos de Formação pensados a partir da Secretaria, onde nasceram as videoconferências de subsecretarias, as Jornadas de Direitos Humanos, Semana Nacional de AE, a peregrinações das relíquias, o Encontro dos 40 anos da Jufra do Brasil com a elaboração da Carta de Guaratinguetá e tantas outras coisas, sinais de que, juntos, unidos, somos muito fortes. Como a Jufra pode contribuir nas famílias, na sociedade e na Igreja? Francisco de Assis e sua espiritualidade são dinâmicos, livres, modernos e arrojados. Os jufristas, ao abraçarem este carisma, devem assumir também essa postura, com essas características e os valores próprios do nosso carisma. Temos as chaves para ajudar a igreja, a família e a sociedade a caminharem melhor. Nosso carisma cabe em todo lugar e nos impele a estar onde ninguém quer estar. Acredito que pensando Igreja e família temos por consequência a realização daquilo que assumimos em Guaratinguetá: "vai e reconstrói a sociedade". No trênio 2010-2013, a Jufra do Brasil comemorou 40 anos. Agora já são 45! Deixe a sua mensagem para nossa fraternidade nacional.

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Sabe, em março deste ano faz 18 anos que conheci a JUFRA, fiz dela um dos motivos da minha vida. É interessante ver o quanto a JUFRA mudou, se reformulou e se reformula de tempos em tempo. Isso é lindo, lindo mesmo! Minha mensagem é um pedido e um agradecimento: não percam a leveza e a doçura. Não se esqueçam da ternura e do acolhimento! Este é o diferencial dos que seguem o Poverello de Assis. O abraçar, tocar, compreender e valorizar o humano com seus méritos, e fragilidades deve ser nossa marca sempre. Que nossas estruturas nos ajudem ser, cada vez mais Humanos, cada vez mais Gente! Gente do povo, Gente jovem, que ri, que chora, que transforma e que ousa sonhar. Não deixem que nada ou ninguém que vocês chamam de Irmão ou Irmã se afaste de vocês sem sentir a alegria de se sentir amado, considerado, importante e parte de vocês. Obrigado por serem sinais de Esperança e por mostrarem ao mundo que é possível viver o Evangelho! Parabéns pelos 45 e que venham mais!


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área Nordeste B da Juventude Franciscana é formada por quatro regionais distintos, sendo: Regional B1 (Pernambuco / Alagoas); B2 (Sergipe); B3 (Bahia Norte); B4 (Bahia Sul). Essa divisão nem sempre foi assim, uma vez que a Bahia já constitui um único regional. Porém, no início dos anos 2000, devido à grande extensão territorial desse regional, em Congresso Nacional, os jufristas decidiram pela divisão do mesmo, ficando a Bahia Norte contendo as fraternidades mais próximas da capital Salvador e a Bahia Sul mantém as fraternidades da região de Vitória da Conquista. Essa área tem atualmente 35 fraternidades, concentra um importante número de fraternidades da Jufra do Brasil e atualmente é sede do Secretariado Fraterno Nacional da Jufra. O Regional Nordeste B1 (Pernambuco/Alagoas) é formado por 14 fraternidades oficializadas e 4 iniciantes e vem se destacando na organização, nas grandes atividades desenvolvidas e no fortalecimento da caminhada conseguida com muito luta nos últimos anos. É um regional que

realiza diversos encontros tanto distritais como regionais, com destaque para o Encontro Regional de Formadores que tem entusiasmado todos os serviços e as fraternidades locais. Outro ponto importante é a realização e adesão das fraternidades locais para as ações de DHJUPIC e AE, evidenciando o grande compromisso que os jovens têm com as lutas da Igreja e da Sociedade. O resultado de todo esse trabalho se reflete no grande número de retiros iniciais das Etapas de Formação, que reafirmam o compromisso dos jufristas com a caminhada formativa da Jufra. É um regional que tem um grande apoio da Animação Fraterna e da Assistência Espiritual a nível regional, mas que precisa intensificar esse trabalho nas fraternidades locais. Outro importante trabalho que deve ser intensificado é a expansão das fraternidades de Infância, Micro e Mini Franciscanos, que representa uma grande meta para os próximos anos. O Regional Nordeste B2 (Sergipe) tem 6 fraternidades oficializadas e 3 iniciantes. A maioria dessas fraternidades estão concentradas na grande

Aracaju e por isso um grande objetivo desse regional é a expansão das fraternidades para o interior do estado. É um regional com um grande número de Jufristas muitos novos, praticamente todas as Fraternidades passaram por uma imensa renovação, mas tudo isso também trouxe para a região pessoas com novo vigor e com vontade de dá continuidade a caminhada. O Regional Nordeste B3 (Bahia Norte) possui atualmente 2 fraternidades oficializadas ativas e 2 iniciantes. Atualmente está em fase de reestruturação das fraternidades locais e tentativas de expansão com o surgimento de novas fraternidades. Para isso conta com o apoio dos Frades, OFM e OFMcap que prestam Assistência Espiritual e tem representando um grande apoio para a caminhada dos jufristas. Um ponto que está sendo trabalhado é a falta de lideranças nas fraternidades locais e por consequência para compor os serviços dos regionais, por isso a grande meta desse regional é fortalecer suas fraternidades locais, bem como “despertar”

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em novos jovens o desejo de viver o carisma franciscano. O Regional Nordeste B4 (Bahia Sul) é o “caçula” dessa área e apresenta 4 fraternidades oficializadas. É um Regional que conseguiu nestes últimos anos avançar com muita determinação o que se refere à caminhada formativa. O mesmo conta com irmãos bem jovens, mas muito entusiasmados e com vontade de servir a Jufra. O regional tem como grande desafio o processo de expansão das fraternidades, especialmente

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no acompanhamento dos novos núcleos que vem surgindo em cidades muito distantes territorialmente da sede do regional. Também existe um grande trabalho para despertar nos jufristas o senso de pertença ao carisma franciscano, especialmente no que se refere à manutenção financeira da fraternidade regional. Com tudo isso, a Área Nordeste B contribui significativamente com a construção da Jufra do Brasil em todos os seus 45 anos de história e nessa realidade atual tem buscado manter essa tradição

histórica. Vale ressaltar, que as perspectivas para essa área nos próximos anos fica evidenciado pelo fortalecimento das fraternidades já existentes, a expansão da Jufra pelos territórios, o desejo de também consolidar a caminhada com a Infância, Micro e Mini Franciscanos e a continuidade do desenvolvimento de uma caminhada formativa sólida e consistente. Que Deus abençoe a caminhada desses jovens que fazem da Área Nordeste B, terra de vida e missão!!!


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Área Sudeste da JUFRA do Brasil abrange os estados de Minas Gerais, Rio de Janeiro, Espírito Santo e São Paulo. Uma área com grande número de fraternidades locais e que merece atenção em relação ao trabalho com formação de novas lideranças. Merece destaque a realização da Escola de Formação, em abril de 2015, que foi um momento ímpar, pois a área não possuía o costume de se reunir. A experiência foi de grande crescimento para todos os três regionais. Fica para os próximos anos a perspectiva da realização de um possível encontro da área Sudeste com o intuito de criar laços entre os irmãos dos regionais. O Regional Sudeste 1 (MG) possui um grande crescimento de fraternidades e formativo sendo que, no ano de 2013, foi sede do Encontro Mundial da Jufra, em São João del Rei. No ano de 2014, aconteceu o CORJUFRA

Eletivo que trouxe um secretariado novo e cheio de entusiasmo. No ano de 2015 apresentou algumas dificuldades com a desistência de alguns irmãos do SFR que havia assumido o serviço. Conseguiu a realização dos três encontros regionais durante o triênio. Apresenta 9 fraternidades oficiais e 02 iniciantes. O Regional Sudeste 2 (RJ/ES), no ano de 2013, estava sem SFR e todas a funções eram centradas na pessoa do secretário fraterno. Não conseguiram participar do XV CONJUFRA, em Santa Maria. Nesse mesmo ano foi realizado o CORJUFRA e uma nova equipe assumiu os serviços. No ano de 2014 realizaram um encontro regional e em 2015 sediaram, em Petrópolis, o I Seminário Nacional de AE e DHJUPIC. Possuem atualmente 04 fraternidades oficiais e 02 iniciantes. O regional Sudeste 3 (SP) no ano de 2013 teve a realização de um encontro comemorativo

pelos 40 anos da Jufra naquele regional. Já ano de 2014 passaram por algumas dificuldades com a desistência de alguns irmãos do SFR. Neste mesmo ano foi realizada a visita fraterna a este secretariado, com apoio e o traçar de novas metas. Neste ano também foram sede Congresso Nacional Extraordinário para a revisão das Diretrizes de Formação e Estatuto Nacional. No ano de 2015, foi sede da Escola de Formação das áreas Sudeste e Centro Oeste e foi realizado também o Congresso Regional, com a eleição de um novo secretariado que veio renovar o rosto da Jufra no Estado. Estão atualmente com 07 fraternidades oficiais e 02 contatos. É possível perceber a que a área Sudeste da Jufra do Brasil apresenta muitos avanços ao longo da história e esses avanços são frutos do trabalho de cada irmão desses regionais, que vive o carisma seguindo os passos e exemplos do Seráfico Pai São Francisco.

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Você tem uma história muito significativa com a Jufra. Como conheceu a Juventude Franciscana e como foi sua trajetória até aqui? Eu conheci a Jufra no ano de 2002, quando mudei do interior do Maranhão para estudar na capital, São Luís. Por coincidência o bairro onde eu morava era uma comunidade franciscana e tinha uma fraternidade da Jufra. Como eu sempre tive uma caminhada na Igreja, não queria me afastar, por isso fui visitar o “grupo de jovens” da comunidade, não sabendo que se tratava de uma fraternidade. Depois dessa visita, nunca mais deixei de frequentar a fraternidade e dois anos depois fiz meu FBJ. Em um espaço muito curto de tempo, já estava ajudando a equipe regional do Maranhão, auxiliando nos encontros de formação. Foi nesse período que mais uma vez fui surpreendida com a notícia que ocorreria um Congresso Nacional no estado do Pará e, pela proximidade, fui muito incentivada em participar do mesmo. Cheguei lá como convidada e saí como Secretária para Área Nordeste A. Naquele momento, não sabia direito como conduzir o serviço, pois era tudo novo para mim, fui aprendendo com as atividades diárias e com esforço contínuo. Nesse período havia terminado a faculdade e acabei saindo do Maranhão para fazer pós-graduação. No mestrado morei em SalvadorBA e lá continuei acompanhando a Jufra. Durante esse período, fui convidada pelo Alex Bastos para ser Formadora Nacional. Dois anos depois, outra grande mudança de vida, pois fui morar em Uberlândia-MG para fazer o doutorado. Lá vivi uma experiência incrível, pois a vontade de Deus trabalhou para que eu pudesse ser um sinal para iniciarmos uma Jufra na cidade, através de jovens que já estavam desejosos de viverem em fraternidade o carisma franciscano. Em Uberlândia vivi parte do meu grande desafio na Jufra: ser Secretária Fraterna Nacional. Enfim, posso resumir que minha trajetória foi desafiadora e 20

sempre para servir os irmãos, pois minha caminhada não seria a mesma sem as grandes oportunidades que pude viver nessa grande fraternidade nacional. Depois de 9 anos no Secretariado Fraterno Nacional, agora você tem agora novos caminhos. O que a Jufra representa para você e em que acrescentou em sua vida? A JUFRA foi um grande divisor de águas na minha vida, pois me ajudou a ser uma pessoa, uma profissional, uma filha melhor. Não saberia contar a minha história sem a Jufra, pois foi nela que vivi as mais fortes emoções da minha vida até agora. Entrei na Jufra como uma adolescente sonhadora e saio como uma mulher batalhadora que sempre vai viver o carisma como ideal de vida. Em todo esse período fiz mais que amigos: tenho irmãos e irmãs que estarão comigo em todos os momentos. Na Jufra adquiri uma consciência social e política, que me faz crer que cada um de nós é construtor de um mundo mais justo e fraterno. Com certeza, poder viver um estilo de vida franciscano é a grande herança que aprendi na Jufra. Quando chegaram os momentos de dificuldade, o que a fez continuar a caminhada? O que me fez sempre continuar foi acreditar em um sonho e concretizá-lo a cada dia no rosto de nossa juventude. Toda vez que, por ventura, eu desanimei me lembrava dos jovens espalhados por todo o Brasil: do mano do Norte, do guri do Sul, da menina no Nordeste.... Aí vinha a força para continuar caminhando sempre, porque recordava que cada um deles estava vendo em nós a inspiração para também caminhar. Também sempre me inspirava por tantos jovens que acreditam nesse ideal e deram um pouco de suas vidas por ele, aí o desejo de continuar sempre era sempre maior que qualquer desânimo ou tristeza.


ambientes somos chamados a viver nosso carisma. Assim, tenho certeza de que os jufristas são instrumentos de “paz e bem” como estudantes, como profissionais, como cidadãos, na sua comunidade e em todo o país. Por isso, acredito que essa geração de jovens franciscanos tenha como desafio manter essa essência construída ao longo de tantos anos e deixar os ensinamentos do próprio Cristo como grande legado para as próximas gerações que estão por vir: “Não deixem perder o vigor e a ternura típicas de nossa Juventude Franciscana”.

Quais as principais mudanças que você observa na Jufra desde que começou a fazer parte desta família? Eu sou da Jufra da década de 2000 para cá e com certeza a principal mudança que tenho percebido nos últimos anos é uma inserção social muito evidente da Juventude Franciscana, que se reflete até nas fraternidades locais. Isso é muito importante para retomar uma identidade própria do nosso movimento que é histórica. É importante sabermos que temos uma juventude em “movimento” que não se acomoda com os inúmeros desafios que a Igreja e a Sociedade nos interpelam. Me sinto muito feliz de ter visto isso tudo acontecer nesse momento tão histórico para nossa caminhada.... Qual a influência do carisma nos diversos aspectos da vida juvenil? E quais os desafios para esta geração de jovens franciscanos? Acredito que nosso carisma influencia todos os aspectos da vida de um jovem, pois faz parte da identidade de cada um. Não dá para ser franciscano só dentro da fraternidade, pois em todos os

O que considera como maior desafio em termos de abertura/posicionamento da igreja, questões sociais, ambientais e políticas do triênio 20132016? Acredito que tivemos vários desafios, o primeiro foi continuar desenvolvendo o trabalho que já vinha sendo realizado nos últimos anos. Depois tínhamos que consolidar esse trabalho estabelecendo parcerias fortes e contínuas. E mais ainda, colocar essas discussões sociais em pauta dentro da Jufra, especialmente através das lideranças regionais e locais. Era preciso construir um pensamento que fosse abraçado por todos os jufristas, de forma que não fosse apenas uma discussão do Secretariado Nacional, mas que chegasse a todos os níveis. Isso foi muito desafiador, especialmente considerando os novos rumos da Igreja direcionados pelo papa Francisco, que nos impulsionou a reforçar na Jufra uma identidade de jovens que acreditam na construção de uma nova sociedade. Com certeza, essa caminhada ainda não foi findada, pois despertar consciência representa um trabalho lento e contínuo, afinal não queremos apenas “ativistas”, queremos provocar em nossa juventude uma mudança de estilo de vida, condizente com a prática do Evangelho. Como você vê a caminhada da fraternidade nacional nos próximos anos? Eu enxergo como uma caminhada de continuidade e consolidação, pois é sempre momento de reforçar nossa identidade. Eu acredito em uma fraternidade nacional muito jovem e atuante, que vai vibrar com cada conquista alcançada. Com certeza, será uma caminhada de 21


muitas novidades e cheia de ideias criativas, típica de jovens sonhadores que acreditam muito no ideal franciscano. Espero também que seja uma caminhada madura, aberta ao diálogo, especialmente dentro da Família Franciscana, mas também com a Igreja e Sociedade. Enfim, eu vejo essa caminhada com muito otimismo e tenho certeza de que a Jufra de Brasil está em excelentes mãos, que estarão abertas e unidas para construírem com o suor do dia a dia uma caminhada de vida e missão. Na alegria da comemoração dos 45 de nossa história de Jufra no Brasil, deixe-nos uma mensagem. Primeiro quero agradecer a Deus por todos aqueles que ajudaram a construir esses 45 anos de sonho e caminhada! Com certeza temos grandes homens e mulheres que se doaram muito para que chegássemos aqui. E também peço as que vão continuar esse caminho que nunca deixem de acreditar nos sonhos, nos ideias e nas lutas, pois é isso que nos impulsiona. Que vocês consigam sempre ver na Jufra um local para vivência do Carisma Franciscano e não se esqueçam de propagar esse ideal para todas as juventudes, indo ao encontro do irmão e da irmã que muitas vezes espera apenas

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um convite para partilhar de uma vida fraterna. Encontrem sempre na experiência da vida em fraternidade a força que guia cada um de vocês pelos caminhos da história. E nunca tenham medo dos desafios que sempre virão, pois eles são importantes para fortalecer a caminhada. Paz e bem!!!


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or diversos motivos as fraternidades da Área Centro Oeste acabaram se afastando da Jufra do Brasil, criando até a lenda do “Velho Oeste”, por volta dos anos de 2010 e 2011. Esta distância criada nos afetou e jovens não sabiam de fato como era a dinâmica da fraternidade nacional. Mas, como uma bênção de Deus, estes jovens foram atrás e com "cara e coragem" chegaram para mostrar que não existia lenda e que a Jufra desta área estava viva e com sede. As portas do Brasil foram abertas para esses jovens que tiveram a oportunidade de ver como funcionava a Jufra em todos os cantos do país a partir do II Encontro de Formadores e Animadores Fraternos ocorrido em setembro de 2012, em Brasília. Foi onde também jufristas do regional Oeste encontraram com os do Regional Centro, um pequeno encontro de área. Infelizmente este encontro iria se repetir apenas três longos anos depois. O grande fruto do II Encontro de Formadores foi levar a mesma dinâmica formativa para a realidade das fraternidades da região Oeste. A meta do

Secretariado Fraterno Regional era preciso regularizar as etapas de formação, contando com apoio da OFS de todo o Regional. Como marco dessa reformulação, foi realizado o Encontro Inicial da Etapa de Formação Franciscana em 2014 em Campo Grande/MS. No triênio 2010-2013, o Regional Centro não contava mais com fraternidades e o serviço da área chegou a ficar vacante. Mas, através da presença, persistência e constantes visitas da irmã Mayara, além de muitas conversas com frades, foi possível retornar com a Jufra no coração do Brasil. O grande presente veio em 2014 e 2015 quando em Anápolis/GO surgiu a unida fraternidade Frei Leão de Assis, graças ao grande apoio da Província do Santíssimo Nome de Jesus. Vale também lembrar a renovação e presença de novas lideranças do regional Oeste. A união dessa nova geração da Área Centro Oeste ocorreu durante a Escola de Formação em São Paulo, em 2015. Para acabar de vez com a lenda do “Velho Oeste”, em 2013, Campo Grande foi escolhida para sediar o próximo CONJUFRA. Eram apenas dois irmãos que foram representar esse regional e

lançaram essa ideia. Todo o esforço valeu a pena. Em 2016 em uma mobilização e união que comoveu a todos, o Regional Oeste acolheu não apenas o XVI Conjufra, como também tivemos a graça de celebrar os 45 Anos da Jufra do Brasil. Vale destacar o encontro da área ocorrido durante o Congresso, a grande presença do regional anfitrião e da nova força dos irmãos do Goiás. Juntos, avaliamos e agradecemos tudo o que fora feito com carinho e dedicação, em um momento de profunda emoção. O cenário de 2013 abriu espaço para o novo, para a afirmação de que o sonho se tornou realidade. O reconhecimento desse avanço está na escolha do próximo CONJUFRA a ser realizado em 2019, em Anápolis/GO. A mensagem que toda a nova Área Centro Oeste passa para toda a Jufra do Brasil é de que é preciso acreditar em cada irmão, incentivar e confiar em irmãos novos em caminhada, mas com uma vontade que falta em muitos. O espaço para a expansão foi dado e é uma área com muita perspectiva de crescimento. A missão continua!

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Regional Sul 1 – PR conta com 5 fraternidades oficiais e tem caminhado com firmeza e segurança, enfrentando o desafio de fundar novas fraternidades e formar lideranças. Em 2013, aprovou-se em Congresso Extraordinário o estatuto da JUFRA do Paraná e, após o CORJUFRA eletivo em 2015, um novo corpo regional se configurou revigorante para o regional, buscando alcançar suas prioridades, com destaque para o Encontro Celebrativo dos 50 anos da JUFRA no Paraná, que ocorrerá em 2017. Já o regional Sul 2 – SC se apresenta como o maior desafio da área. Sob intervenção, o estado de Santa Catarina, não conta com nenhuma fraternidade oficial. Em 2014, houve um trabalho de missão no regional com a presença da secretária nacional da área sul e o assistente nacional. Na ocasião, dias 19 a 22 de junho, foram visitadas seis diferentes cidades (Joinville, Balneário Camboriú, Lages, Atalanta, Angelina e Rodeio) municípios esses em que há grupos em potencial para uma futura fraternidade de

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JUFRA. Em 2015 a Escola de Formação de AE e DHJUPIC foi sediada pela cidade de Angelina – SC e estreitou os laços dos regionais dando uma visão maior da JUFRA para os jovens da cidade gerando maior interesse em seguir o carisma. O regional Sul 3 – RS se encontra também com uma nova equipe regional eleita em 2015 que tem se dedicado em trabalhos de acompanhamento às fraternidades locais e práticas das atividades oriundas da equipe nacional. Em 2014, houve a criação do Estatuto Regional em Congresso Extraordinário e, com o CORJUFRA em 2015, a fraternidade do Rio Grande do Sul busca fortalecer as fraternidades existentes para galgar novos passos. Atualmente possui 2 fraternidades locais oficiais, 2 fraternidades de IMMF e 1 fraternidade iniciante além de outros contatos no Estado. A área sul no XIV CONJUFRA adotou como prioridades um encontro de área em caráter de confraternização a fim de estreitar os laços dos três regionais e promover um

convívio fraterno. Ainda como prioridade, a área assume a comunicação no intuito de aproximar os irmãos e irmãs, trocar experiências e manter o diálogo para além dos contatos oficiais. Por fim, se mantém por mais um triênio como prioridade o regional de Santa Catarina com a expectativa de que se continue o trabalho missionário no Estado, mantendo o contato com os grupos visitados na missão do triênio anterior, oficializando alguma fraternidade quando possível para que se caminhe rumo à saída do estado de intervenção. Os regionais oficiais, PR e RS, estão quites com suas contribuições como o nacional e têm buscado alternativas para a organização financeira interna de seus regionais. Em 2015 com a eleição do coordenador nacional da OFS para a Área Sul, o irmão Delvanir Reis, do Paraná, alarga a abertura do diálogo e relações OFS-JUFRA em solo sulista. Que a presença viva de Deus Pai esteja sempre presente para cada vez mais fortalecer o espírito fraterno entre os Jufristas Sulistas do Brasil.


Nordeste A1 (MA) Depois de ter reiniciado o meu engajamento na comunidade, a JUFRA colaborou para a redescoberta da minha identidade como cristão espelhado no testemunho de São Francisco. Foi na JUFRA que descobri minha vocação para o serviço da igreja e a partir dos ideais franciscanos, da atualização da proposta de vida do aludido santo para nossos dias, me inspirei e consolidei meu compromisso para a vida religiosa e atuo hoje como sacerdote no serviço à Igreja. Frei Luís Henrique Reis Costa A Jufra significa minha vocação cristã, minha missão. Foi na Jufra que aprendi de verdade o que é ser servo de Cristo e servir aos irmãos e irmãs com alegria e em espírito de fraternidade. Não seria nada nem ninguém se não tivesse descoberto a Jufra. Sandolini Braga

Nordeste A2 (CE/PI) A Jufra é para mim, uma opção de vida, um caminho que o Altíssimo me apontou, para que eu pudesse me aproximar da experiência de vivenciar a fundo o Evangelho, na presença de irmãos que o mesmo Senhor me deu por presente e que buscam este mesmo propósito. Na Jufra eu me sinto realizado por ter a possibilidade de me tornar um agente modificador da realidade sofrida em todos os campos por aqueles que estão ao meu redor, pois na Jufra eu encontrei meu VERDADEIRO IDEAL. Alan A Jufra foi e é um presente para mim. É importante por que me ajudou como pessoa, como ser humano. Nela cresci e amadureci. Ela me proporcionou inúmeras conquistas. A Jufra é importante pra mim porque me deu não só novos amigos, mas sim irmãos, que só vivenciando este carisma para entender tamanho amor. Gilvanessa

Nordeste A3 (PB/RN) A JUFRA significa uma grande vitória, um verdadeiro tesouro que enriqueceu e mudou radicalmente a minha caminhada: conquistei amigos; aprendi o sentido e o valor de se ter uma fraternidade; redescobri no ideal franciscano de vida oportunidades de conversão e dei continuidade a missão dentro da OFS porque “é isso que quero viver de todo coração”. Graças a Deus e à JUFRA que tanto amo! Libiane Marinho Bernardino A JUFRA em nossas vidas tem sido uma porta para nossa inserção na igreja de maneira decisiva, convicta e consciente, pois ao descobrirmos o Carisma Franciscano nos identificamos com o mesmo e encontramos nossa vocação de serviço à igreja. Ivonilson Simião Severo e Maria do Socorro Pinheiro de Lima Severo (casal professo)

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Nordeste B1 (PE/AL) A JUFRA ainda faz parte da minha vida. É uma história de graça que não tem fim. A JUFRA me fez entender o sentido de ser igreja, na relação com Deus, com minha família e com os irmãos. A experiência da fraternidade contribuiu com minha formação humana e cristã, na descoberta da vocação. Embora tenha percorrido outros caminhos, não perdi de vista o ponto de partida, e confirmei a vocação franciscana na OFS. Hoje, vendo a “idade chegar”, sinto-me jovem, com valores e vontade de servir, legado que trago da Jufra pra vida na OFS. Rosilene Bezerra de Moraes A Jufra significa o início de uma caminhada, buscando conhecer um pouco mais do Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo, a exemplo de S. Francisco e Sta. Clara de Assis. Dando continuidade, ingressei na OFS na tentativa de amadurecer no Carisma... Isso já faz mais de 40 anos. Maria Lúcia Batista Maya (Lu)

Nordeste B2 (SE) Em um momento de vigília na minha paróquia eu observei a Jufra adorando o Santíssimo Sacramento. Algo me tocou, a oração de São Francisco adentrou meu coração e ali Deus me mostrou um novo caminho. A minha vida social, espiritual e profissional, foi construída na Jufra. Através das pequenas coisas, pequenos gestos, ajudar e cuidar do outro, do meio ambiente, dos animais, dos desfavorecidos, a Jufra me amar e crescer espiritualmente. Darei continuidade na minha caminhada na OFS, mas jamais vou esquecer do meu primeiro amor: a JUFRA. Mirian Vieira da Cruz A Jufra foi meu primeiro contato com o chamado e o desafio para construir a igreja de Cristo, tomando como “ponta de lança” o dom da minha juventude e de outros como eu. “Ponta de lança”. Era assim que Frei Eurico se referia ao trabalho da Jufra, no sentido de um estratégico movimento de evangelização, não da própria Igreja, mas do Mundo. A Jufra me ensinou a ir contra a corrente, a fugir do mundanismo, a tentar ser como o jovem Francisco de Assis. Ivo Mariano de Souza

Nordeste B3 (BAHIA NORTE) Entrei na Jufra com 15 anos e desde o primeiro mês, quando, na realização de um evento da fraternidade, fiquei na equipe de limpeza do local, me senti parte, me senti útil e tive a certeza que era através do carisma franciscano que queria assumir minha missão. A Jufra é parte essencial na minha vida, pois nela aprendi a ser cristã, cidadã e mais humilde. Com ela aprendi a ser filha, irmã, amiga e conselheira. A Jufra, para mim, é mais que um ideal de vida, é parte da minha vida. Valdenira Evangelista da Silva Ser jufrista significa ser chamado pelo próprio Deus através da experiência que fez Francisco do Cristo pobre, humilde e simples. Ser consciente e firme na fé, vivendo o Evangelho através do carisma franciscano. Ser motivado, alegre, orante e, sobretudo, fazer poucas coisas, mas fazer tudo com amor e misericórdia. Rogério Sena da Silva

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Nordeste B4 (BAHIA SUL) Quero relatar que nesses últimos dois anos e meio em que conheci a Jufra estou muito contente. Saber que existem irmãos tão fraternos que compartilham de um ideal de vida tão lindo, ser jufrista. Fico feliz a cada dia, sempre buscando conhecer mais e mais os ensinamentos franciscanos e com olhar atento a nossa vida espiritual e social. Busco sempre mais um senso de pertença para que eu possa seguir com esse ideal. Romualdo Mendes Não consigo dizer o que a Jufra representou/representa em minha vida. Acredito que todos tem aquele momento em que os batimentos cardíacos aceleram, a pele parece ficar arrepiada e a alegria toma conta. Não consigo encontrar palavra que defina minha experiência como jufrista, mas as lembranças trazem comigo um sentimento de PAZ, saudade. Ramon Azevedo

Norte 1 (AM,RO,AC) Há alguns anos tenho caminhado com a fraternidade iniciante e me apaixonando cada vez mais a cada momento em que vejo que a JUFRA está presente por todos os cantos do Brasil. Fico com o sentimento de que nunca estive sozinho e por isso alimento meu sonho de me oficializar junto com a fraternidade neste luminoso ideal de vida. Creio que a JUFRA poderá me levar além dos serviços em minha comunidade local. Que Deus nos abençoe. Paz e Bem! Rodrigo Santos Costumo dizer que procuro São Francisco desde criança. Participava da capela São Francisco na minha cidade natal, e quando cheguei a Manaus fui presenteada ao poder participar de uma fraternidade com o objetivo de conhecer e vivenciar os ensinamentos de Francisco. Logo, os anos em que estive junto a fraternidade fortificaram minha vida, minhas atitudes, minhas ações e meu amor para com o próximo... Vem mudar sua vida também. Vem ser Jufrista!!! PAZ E BEM, IRMÃOS. Beatriz Uchôa

Norte 2 (PARÁ LESTE/AMAPÁ Foi na Jufra que eu encontrei meu verdadeiro ideal. Aqui pude conhecer o que é fraternidade, e despertar em mim o amor para com o irmão e com a criação de Deus. A Jufra me possibilitou momentos inesquecíveis, físicos, espirituais, de formação pessoal e de alegria com meus irmãos. Ela despertou em mim o mesmo desejo de Clara, que seguiu as pegadas de Francisco. Aprendendo a encontrar a verdadeira alegria na pobreza do mundo e buscar viver a pobreza do coração do homem. Elison Nascimento de Aviz JUFRA. Uma palavra tão pequena com um grande significado em minha vida. Começarei dizendo que foi através de alguns amigos que o Carisma Franciscano foi fluindo dentro de mim. Uma vida que cada vez mais me inspira, me ilumina, me renova. O que mais me motiva a permanecer na Fraternidade é saber que tem jovens que. buscam verdadeiramente seguir o nosso Pai Seráfico, vivendo e transmitindo com alegria os seus passos. Letícia Martins

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Norte 3 (PARÁ OESTE) Após 20 anos de serviço na Jufra, atualmente sou irmão na OFS. A Jufra em minha vida significa Fraternidade e Serviço. Significa a possibilidade de viver em fraternidade o amor de Deus e estar sempre a serviço do Reino. Aldo Luciano C. de Lima A JUFRA na minha vida significa família. Significa estar a serviço de um ideal de vida que acrescenta na minha personalidade, me acrescenta como pessoa e na minha relação com o outro, fazendo com que me sinta cada vez mais cheia do amor de Deus, através da experiência do amor fraterno vivenciado com meus irmãos. Adrielly Alves

Centro (TO/DF/GO) Bom, a Jufra é o caminho que Deus escolheu para me mostrar o que é a simplicidade, onde ela se encontra e como é belo tudo que a compõe. É também felicidade, vivendo e aprendendo com irmãos que o mais importante da vida é tentar, não desistir, perseverar. É também amor, pois em cada ato, por menor que ele seja, nos mostra que Deus sempre cuida de nós, e sabe aquilo que cada um realmente precisa. A Jufra é SER, e me ensina sempre a verdadeira essência da vida. Thais Alcântara Em meio a tantas tentações, seguir o modelo de vida franciscano, que é viver o evangelho, com a ajuda da fraternidade que caminham comigo, compartilho muitas alegrias. Compartilho também tristezas e dores, mas eles me acolhem, me confortam, me alegram e trazem aquela luz que ilumina o caminho. Usando palavras de um querido frade: “conhecer não te compromete e acertar te realiza”, posso afirmar, sem dúvidas, que a cada dia vivo essa realização sendo da Juventude Franciscana. Pedro Henrique de Oliveira

Oeste (RO/MT/MS) Juventude franciscana é um carisma que entranha em nossa alma, que passa pela pele e chega no compasso da perfeita alegria nas batidas do meu coração. Aprendi na JUFRA que o amor tem que sair do coração e da alma, que o irmão não se escolhe, abraço não pede, se ganha, que no meio de dificuldades e perdas não precisamos nos preocupar, pois sempre temos irmão para nos afagar. Na Jufra aprendi a respeitar o ser humano como criatura de Deus, e que antes que se prove o contrário, não se deve julgar ninguém, pois não está em nossas mãos o julgamento do homem e sim de Deus. “Minha vida tenha sentido cada vez que venho aqui”, e por isso hoje vivo o mesmo carisma na OFS. Roberta Olarte Martins Quando fui convidada para fazer parte da Jufra, senti uma alegria imensa! Os anos passaram e cada vez mais estava convicta de que esse era o caminho e sempre reafirmava “É isso que eu quero, isso que procuro, é isso que eu desejo fazer de todo o coração”. Contribuiu bastante para a permanência em uma fraternidade de Jufra a ação concreta. Acredito que uma ação social prática, como evangelizar em uma comunidade carente muito acrescentou em minha caminhada, pois me fez sentir bem próximo às necessidades dos outros. Anete Alves da Silva Gonçalves

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Sudeste 1 (MG) Falar da JUFRA para mim é motivo de emoção. Pois tenho um amor enorme pela mesma. E esse amor começou em 1999, mais precisamente em 30 de outubro do decorrente ano. Fui cativada no primeiro dia que visitei a fraternidade. A JUFRA transformou- me, cresci e amadureci com os trabalhos e reflexões propostos pela igreja Católica. Ajudou-me a amar cada vez mais o meu próximo, através de cada irmão que fui conhecendo na caminhada. Giseli Alves Miranda A Jufra do Brasil com seus 45 anos de historia, dos quais um terço faço parte é sem duvida o meu ponto de partida. Todas as minhas decisões pessoal, profissional sempre perlaçou pela jufra. Doei a jufra toda a minha juventude dos 15 aos 30 anos porém no final de tudo quem mais ganhou com essa doação foi eu mesma. Conheci pessoas maravilhosas, que se tornaram verdadeiros irmãos e mesmo que eu viva mais 100 anos nada do do que eu viver será mais intenso ou verdadeiro do que eu vivi nesses 15 anos de juventude. Obrigada meu Deus! Obrigada Juventude Franciscana! Mônica Abadia Rodrigues Teixeira

Sudeste 2 (RJ/ES) Apesar do tempo, a Jufra não foi, ela é! Além da família de nascimento, que nos marca com o DNA e os primeiros comportamentos, ela me moldou. A forma de ver o Cristo diferente, pobre, humilde e jovem. A forma de ver o mundo como uma grande fraternidade. A forma de me olhar como alguém que precisa sempre procurar a luz. O jeito de ser Igreja. A responsabilidade de ser marido, pai e profissional dedicado. E a crença na Utopia que moveu Francisco e Clara em busca de seus ideais. Isso é a Jufra, que apesar da idade, ainda existe em mim. Jefferson Machado Ingressar na JUFRA, foi para mim a porta de entrada para a participação ativa na vida da Igreja. Sob o carisma genuinamente franciscano, tive inesquecíveis exemplos de acolhida fraterna, partilha de vida e de dons, interação, amizade, unidade, além dos exemplos de perdão, correção fraterna e superação. Através da encenação teatral realizada pela fraternidade, pude conhecer o Mosteiro de Santa Clara, discernir minha vocação e ingressar na II Ordem. Continuo a fazer parte de uma só família, orando e intercedo pelas intenções da JUFRA e agradecendo ao Pai das Misericórdias pela sua bela caminhada. Irmã Rosana, OSC

Sudeste 3 (SP) Ah, minha Juventude Franciscana! Fazer parte dessa família me aproximou de Deus. Nas caminhadas aprendi a observar cada detalhe que Deus prepara para nós. Francisco foi uma inspiração para minha vida. Ser simples, ser irmão, ser fraterno, amar a todos, em todas as ocasiões. Exemplo de vida, ser franciscana. Tenho muito orgulho de dizer que sou e serei eternamente jufrista. Paz e bem! “Sentimentos simples são sempre os mais nobres. São aqueles que no fim são sempre os melhores.” Hortência Sousa A Jufra foi muito importante para mim. Não imagino a minha vida sem ter passado pela Jufra. Parte de quem sou hoje devo à experiência única dos momentos que vivi durante 15 anos. Posso dizer que a Jufra me formou para a vida! Juliana Vieira

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Sul 1 (PR) A Jufra teve forte impacto na minha vida. Entrei na Jufra em 1978 quando tinha 16 e me identifiquei muito com o carisma franciscano, e com toda a dinâmica de reunião e treinamentos. Meu TBJ foi na Casa do Caminho (Ponta Grossa-PR), o que foi ministrado pelo próprio Frei Eurico. Confesso que saí de lá transformado e até hoje carrego esse amor enorme pela Jufra. Atualmente eu e minha esposa somos professos na OFS que leva o nome do fundador da Jufra do Brasil, Frei Eurico de Mello, e sou muito feliz de ter os meus dois filhos participando atualmente da Jufra Rogério Marenda A Jufra pra mim foi a iniciação na vida dentro da Igreja Católica. Participei nos anos 70 do primeiro TBJ, uma semana de formação nos seminários dos freis capuchinhos em Irati. Vivendo a Jufra você se apaixona por Jesus e pela vida. Paz e bem! Vanderlei Kawa

Sul 2 (SC) A Jufra significa em minha vida um verdadeiro ideal, uma paixão tão grande por um carisma capaz de me fazer enxergar a vida, as pessoas, o mundo todo com outros olhos. Me fez descobrir que vivemos em uma grande fraternidade universal e que todos os irmãos, o ser humano, os animais, a natureza como um todo merecem ser respeitadas, apreciadas e valorizadas. A Jufra significa levar a vida eternamente com os olhos da juventude! Leonardo Contin A Jufra, por si, é repleta de significados. Por trás de cada detalhe do carisma há uma miscelânea de pormenores que nos faz, justamente, menores – porém gigantes consoante o Evangelho e Deus Pai. A humildade de Francisco, a irmandade entre os membros jufristas (eternizada para além dos enlaces franciscanos),a alegria dos encontros e, sobretudo, a fé substanciada no simples fez a Jufra significar muito. Significar tudo. Doce é sentir que um jufrista pode, sim, levar amor onde houver ódio e praticar toda a oração de São Francisco. Nayana Swarowski

Sul 3 (RS) Se pudesse descrever a Jufra em um significado seria representada através de uma irmã mais velha que desvendou os meus olhos e revelou um pedacinho do céu sendo uma grande família unida pelo laço do infinito amor de Deus. Logo, além de ser uma família, a Jufra é um ideal de vida que une dois grandes amigos: Jesus Cristo de Nazaré e São Francisco de Assis, os quais nos ensinam e convidam a viver o Evangelho de Deus amando a todos e a todas as criaturas como verdadeiros irmãos. Márcio Boufleur A Jufra significa tudo aquilo que eu quero ser e fazer na minha vida. É uma inspiração para um estilo de vida no qual me identifico, baseado em caridade, humildade, amor ao próximo, irmandade. É como se a Jufra fosse um “óculos”, que quando eu estou sem eles pareço enxergar embaçado. Mas quando os coloco, na fraternidade, junto com meus irmãos consigo meditar e ver com mais clareza as coisas ao meu redor, inclusive tudo aquilo que muitas vezes a gente mesmo não quer ver. Esther Fagundes Machado

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LIVROS (EFI, Mini Franciscanos e Juventude Franciscana -20 anos de Hist贸ria no Brasil)

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Secretários Regionais de Formação (Esse atualizei aqui...seguindo o último caderno, seguem os dados atualizados)

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Profile for Jufra do Brasil

XII CNF - Caderno Nacional de Formação  

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