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Juventude Franciscana do Brasil

Nº 03/2010

Caderno Nacional de Formação

Formação Humana

Formação cristã

Formação franciscana


SUMÁRIO

Juventude Franciscana: meu amor, minha opção de vida------------------------

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“Pela vida, grita a Terra. Por direitos, todos nós!” Uma reflexão a partir da Campanha da Fraternidade 2011----------------------

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Documento 85 da CNBB:Evangelização da juventude: desafios e perspectivas pastorais----------------------------------------------------

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CA

SANTA ROSA DE VITERBO: Espelho de santidade para a Juventude--------------------------------------------- 11 Partilha dos Regionais ----------------------------------------------------------------------Subsecretaria de infância, micro e mini-franciscanos---------------------------13 Animação das Fraternidades de Juventude Franciscana – Sugestões e Convicções--------------------------------------------------------------

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Entrevistas ---------------------------------------------------------------------- ------

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Colaboradores-------------------------------------------------------------------------

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Endereço do Subsecretários Regionais --------------------------------------------

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Juventude Franciscana: meu amor, minha opção de vida

Juventude Franciscana: meu amor, minha opção de vida.

Recebi o convite para escrever o tema central do 3º Caderno de Formação da JUFRA do Brasil, me senti muito honrado e mais feliz ainda com o tema, Juventude Franciscana: meu amor, minha opção de vida. Quero iniciar lembrando um trecho da introdução de nosso manifesto “Nós, jovens jufristas, cremos no amor que é a essência da vida, que se exprime de maneira vertical, no relacionamento com Deus, que colocamos acima de tudo e, de maneira horizontal, no relacionamento com os irmãos, de modo especial com os empobrecidos e oprimidos (I Jo 4, 2021)”. Quando ouvi esse trecho pela primeira vez fiquei pensando e comecei a perguntar, é isso que eu quero? Então, resolvi caminhar. Meus primeiros encontros não foram como imaginava, mas com o decorrer do tempo tudo foi melhorando, fui conhecendo melhor os irmãos (ãs), a proposta franciscana-evangélica que a JUFRA tinha para me oferecer e tudo foi se encaixando. Percebi que para ser franciscano temos que ser alguém que deseja ser discípulo de Cristo, apaixonado pelo Evangelho, sendo uma pessoa que cultiva um comportamento simples e humilde em todos os momentos de sua vida. É preciso ser amante da natureza, alegre, sereno, despojado de vaidade, saber que tudo é dom de Deus, ser uma pessoa de partilha, anunciador da paz, missionário, membro ativo da igreja. Como Francisco, somos chamados a reconstruir a igreja e ser consciente do nosso papel no meio familiar, no trabalho, no campo político, na igreja e na sociedade. “JUFRA meu amor, minha opção de vida”, a maior parte do meu tempo foi assim dedicada e por que não dizer que ela ocupou o primeiro lugar no meu coração? Muito aprendi, ela foi a minha escola, minha universidade, minha casa. Com lições básicas de fé, amor, esperança, sensibilidade, partilha, respeito e cuidado com o outro como filho muito amado

de Deus, aprendi o caminho da vida. Nela aprofundei, apesar de minhas limitações, a vivência dos ensinamentos de Cristo e em alguns momentos confesso que quis recuar e ter uma vida mais cômoda, mas Francisco e Clara diziam: “nós não queremos que saias”. Percebi que a inspiração de suas vidas de santidade foram capazes de dá força e coragem no meu caminhar. A JUFRA representa muito para mim, foi à estrada que Deus me colocou, desde então me deixou inquieto e minha vida tomou um rumo diferente. Nela encontrei uma pessoa muito especial, Aline, jufrista vinda de uma fraternidade do interior do meu estado, o Ceará, namoramos, noivamos, nos casamos e hoje Deus nos deu um lindo presente, um filho chamado Gabriel. No decorrer da caminhada descobri que vale a pena perseverar. Dirijo-me a você jufrista que está iniciando a caminhada e aos jufristas que já tem uma longa caminhada, sejam fortes, não desistam nas dificuldades, pois elas sempre vão existir. Aproveitem cada oportunidade que Deus lhe dá, busque sempre a conversão e seja consciente da fragilidade humana. Partilhando de minha vida e de maneira especial pude comprovar que Deus me ama e que por isso desde sempre me escolheu, tudo fez para mostrar-me o caminho de minha felicidade, que simplesmente é a minha vocação franciscana. Tive a experiência e conheci tudo dentro de mim, planos, desejos e medos. Nesta experiência sentia felicidade e queria mais felicidade, provei o amor de Deus que nunca abandona, e fui me sentido chamado a comprometer minha vida a Ele. Concluo afirmando “Está é a vida que nós jovens da JUFRA, apesar de nossa fragilidade, queremos viver”. Sou Marcio, sou jufrista professo, sou feliz. Marcio William Castro OFS/JUFRA Secretário Fraterno Regional NE A2 CE/PI

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VEJAM DEPOIMENTOS DE ALGUNS JUFRISTAS COM A SEGUINTE PERGUNTA: Por que a JUFRA se tornou meu amor e minha opção de vida?

Juventude Franciscana: meu amor, minha opção de vida

DEPOIMENTO DA JUFRISTA DE ALAGOAS Por que a JUFRA me mostrou que Jesus se encontra nas coisas simples e humildes da vida. A minha opção de vida é pelo fato de me sentir mais humana vivendo em fraternidade o carisma franciscano. Vanessa Augusta do Nascimento Fraternidade Frei Galvão União dos Palmares - AL DEPOIMENTO DA JUFRISTA DE PERNAMBUCO JUFRA, não é só Juventude Franciscana, somos jovens com o mesmo Ideal Franciscano, somos assim, cada um com o seu jeito, cada um com sua essência, mas todos, mesmo em qualquer lugar, continuamos sendo irmãos, não do mesmo sangue, mais sim do mesmo Pai. Chamam-nos de loucos, por deixar de estar no mundo que oferece diversas coisas "boas" (dizem ser boas), por estar em um lugar de oração, evangelização e comunhão com Deus. Eu, JUFRISTA, vivo a perfeita alegria, e essa alegria, invade a minha alma e todo o meu ser, preenchendo com um amor que não existe explicação. Foi com essa forma de viver que me encontrei, tornou-se para sempre a minha opção de vida e foi lá que renasceu o amor verdadeiro de Deus em meu coração, foi na história do Pai seráfico São Francisco de Assis que me inspirei e encontrei um amor inexplicável. Priscylla Cavalcante Felix Vieira Fraternidade Luz Clara Bom Conselho - PE

DEPOIMENTO DA JUFRISTA DO PIAUÍ A JUFRA se tornou meu amor porque foi através dela que eu me reencontrei com Deus. E se tornou minha opção de vida porque me sinto muito bem praticando tudo aquilo que aprendi na JUFRA, como por exemplo, a humildade e ver as pessoas como meus irmãos e irmãs. Lívia Araujo Fraternidade Nossa Senhora da Imaculada Conceição Teresina – PI

DEPOIMENTO DA JUFRISTA DE GOIÁS Irmãos em Cristo, Paz e Bem! Vou contar em algumas linhas como a JUFRA faz parte da minha vida. Meu nome é Carolina, tenho 22 anos, faço parte da JUFRA há sete anos e da OFS há três anos na Fraternidade Nossa Senhora de Fátima em Valparaíso de Goiás/GO. Minha família sempre foi católica e muito atuante com as atividades da igreja. Meus pais sempre fizeram parte de muitos grupos e pastorais. Desde cedo meus dois irmãos e eu acompanhávamos nossos pais nessa caminhada. Quando eu tinha quatro anos de idade em 1992, meus pais entraram na Ordem Franciscana Secular e professaram em 1997 juntamente com 10 irmãos. Em 2000 minha mãe convidou a Juventude Franciscana da Fraternidade São Marcos e São Lucas-DF, para fundar a JUFRA em nossa Fraternidade. E nessa primeira turma de jovens estavam meu irmão e minha irmã. Eu com apenas 12 anos fiquei fascinada por aquele grupo de jovens que se davam tão bem, se divertiam tanto falando de Deus e se tratavam como verdadeiros irmãos. Eram sempre muito unidos e eu não via a hora de chegar aos 15 para poder fazer parte também dessa família. Foi amor a primeira vista. Em 2004 participei do III Despertar (Encontro Inicial da JUFRA na Região Centro) na minha fraternidade. Desse tempo para cá foram muitas reuniões, retiros, confraternizações, ações sociais, festas, momentos de oração, partilhas, alegrias e desafios. Mas nunca deixando apagar essa chama da vocação franciscana que arde em meu peito até hoje. Fui secretária fraterna e formadora local. Em 2009 fui eleita vice-secretária fraterna regional da região centro. No ano de 2010 tive a graça de fazer a minha profissão definitiva de vida evangélica na OFS e tenho muito orgulho de ter minhas raízes na JUFRA. Dou graças a Deus todos os dias por fazer parte desta família tão bonita que se inspira na simplicidade de São Francisco e Santa Clara de Assis para seguir o Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo. Um abraço fraterno, Carolina Barbosa Campos Fraternidade Nossa Senhora de Fátima Valparaíso de Goiás-GO

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Juventude Franciscana: meu amor, minha opção de vida

DEPOIMENTO DA JUFRISTA DE BRASÍLIA Porque a JUFRA tem um diferencial em relação aos outros grupos jovens. O fato de ser uma "família" me chamou a atenção, mas não só por isso me identifiquei com a JUFRA. Dentro das reuniões existe um conteúdo a ser "aprendido", temos como exemplo São Francisco e Santa Clara de Assis que vivenciaram tão profundamente o Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo. Isso foi me conquistando cada vez mais, fazendo com que eu continuasse minha caminhada na JUFRA. Marcella de Jesus Fraternidade São Pio de Brasília - DF

“Foi na JUFRA que encontrei em São Francisco, meu verdadeiro ideal!”

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“Pela vida, grita a Terra. Por direitos, todos nós!”

Formação humana

Uma reflexão a partir da Campanha da Fraternidade 2011

Imagine-se diante de uma daquelas enormes paredes de um açude, de uma barragem ou de uma usina hidrelétrica... É de ficar abismado com a força humana de domar o poder das águas. Conquistar a Criação com os caprichos, fúrias e desejos do atual modelo de desenvolvimento tem sido a pauta predominante pelo menos dos últimos 200 anos. Este modelo de produção implantado desde o século XVII é chamado de modo de produção capitalista, ou simplesmente capitalismo. Seu principal objetivo é a submissão da riqueza da natureza, criada pelo Deus da Vida e doada gratuitamente aos seus filhos e filhas. Esta maneira de produção rompeu com todas as relações vitais do ser humano: consigo mesmo, seus semelhantes, os demais seres e com o Criador, causando conseqüências cujas características são: A primeira característica é a divisão dos seres humanos em dois agrupamentos: Um que deve trabalhar, cerca de 40 horas ou mais por semana, e que quase nunca recebe recompensa à altura das forças mentais e físicas por ele despendidas. E outro que possui a propriedade de terras, plantações, fábricas, usinas, empresas, bancos, comércios, e que enriquece – com base na lei da mais-valia – às custas dos nãoproprietários. A segunda característica é uma relação provocada por esta disparidade, ou seja, a competição que é gerada entre os seres humanos. O “outro” não é mais visto como irmão e irmã, com o qual se compartilha amizade, solidariedade e convivência, mas sim um inimigo que pode invadir o meu espaço, privar-me da riqueza e impedir o meu sucesso. É neste contexto perverso, de apoderação da natureza por uma pequena quantidade de empresas nacionais e transnacionais, que deve ser refletido a defesa da vida no planeta. Neste sentido, a água tem importância fundamental, e o poder sobre ela responde ao anseio de ter o domínio desse líquido precioso, imprescindível para qualquer tipo de vida no planeta. Portanto, quem se

apodera da água – nestas épocas de poluição, aumento da seca e queda mundial de sua disponibilidade – retém para si a certeza de riqueza certa num futuro próximo. Em atenção e resposta a estas questões, a Campanha da Fraternidade 2011, tratando o tema “Fraternidade e a Vida no Planeta” e o lema “A Criação geme em dores de parto” (Rm 8,22), trará para toda a Igreja do Brasil, em forma de reflexões, preces e mobilizações estas importantes questões. Neste texto, daremos atenção para as temáticas das Mudanças Climáticas, Água e Energia, Agronegócio, Desmatamento e Sustentabilidade. Sobre as Mudanças Climáticas, o jufrista Gésus de Almeida, secretário fraterno regional NE B4, nos faz refletir que: “Com a intensificação do processo de industrialização nos países desenvolvidos e nos países emergentes, houve o aumento significativo do consumo de combustíveis fósseis não renováveis: carvão mineral, petróleo e gás natural. A utilização destes combustíveis, desordenadamente, propiciam elevados índices de poluição atmosférica. Logo, são os grandes responsáveis pelo efeito estufa e aquecimento global.” Em relação à Água, a jufrista Jordana Camilloti, subsecretária de DHJUPIC Regional Sul 1, afirma que: “Um dos maiores problemas que enfrentamos em relação à água, é a sua escassez, que já afeta o Oriente Médio, a China, a Índia e o norte da África. Até o ano 2050, as previsões são sombrias. A Organização Mundial da Saúde (OMS) calcula que 50 países enfrentarão crise no abastecimento de água. Além disso, por causa da poluição do meio ambiente, a falta de conscientização e o desperdício fazem com que a população enfrente catástrofes como as chuvas intensas na região serrana do Rio de Janeiro.” Refletindo sobre o Desmatamento e o Agronegócio, a jufrista Mayara Ingrid, subsecretária nacional de Formação e regional NE A1, diz: “(...) destaca-se a grande expansão do agronegócio, que movimenta bilhões na economia, especialmente com a exportação de

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Formação humana

grãos. Entretanto, às agressões aos solos, vegetação, hidrografia, clima são inegáveis, pois, o agronegócio sobrevive de uma monstruosa ação de retirada de cobertura vegetal de matas nativas, principalmente no cerrado. (...) Não podendo faltar os impactos sociais que também são visíveis através dos conflitos pela posse da terra e do aniquilamento das pequenas propriedades, uma vez que, o agronegócio continua garantindo que 132 milhões de hectares de terras estejam concentradas nas mãos de pouco mais de 32 mil latifundiários.” E sobre a Sustentabilidade, o jufrista Tácito Virgílio, do regional oeste, nos faz refletir que: “Outro desafio para chegarmos a esse mundo sustentável é a erradicação da desigualdade social. Apesar dos investimentos em ações sociais voltadas para esse objetivo, o Brasil é um dos países com o maior índice de desigualdade social, assim como toda América Latina. Um outro mundo é possível sim, desde que, não só os governantes, mas toda a população mundial se conscientize e mobilize-se para melhorar, ou solucionar esses dois problemas, que é de responsabilidade de todos.” E então, quem já ouviu falar no Rio Tocantins e na Hidrelétrica de Tucuruí? No Rio Madeira e as Hidrelétricas de Santo Antonio e Jirau? Na Transposição do Rio São Francisco? No Rio Xingu e a Hidrelétrica de Belo Monte? No Rio Paraíba e a Barragem de Acauã? No Rio Paraná e a Hidrelétrica de Itaipu? Nas enchentes catastróficas no Sudeste e no Nordeste? Nas enormes queimadas no CentroOeste? Na estiagem no Sul e na Amazônia? No Porto da Baía de Sepetiba? Aqui são necessárias algumas perguntas: A quem pertence à natureza? Quem se apropriou dela? E os projetos previstos? Quem são os causadores desta situação? Os culpados? As vítimas? Olhemos para o campo, ao invés de roças produzindo alimentos, enormes fazendas para o gado e milhares de hectares de terras, irrigadas, de cana, soja, eucalipto, destinando sua produção, quase que exclusiva, para a exportação. Centenas de famílias atingidas por barragens e enchentes não receberam a indenização devida e outras foram obrigadas a aceitar uma mini-casa numa vila, ou uma indenização que não dá nem pra garantir a comida, muito menos uma nova vida. E na cidade, onde vive cerca de 80% da população? Cidades inchadas pelo êxodo rural e migração, dos quais nem se fala mais. Trânsito caótico, poluição intensa, transportes não

equivalente ao que temos direito, apesar das passagens caras. Trabalhadores/as sem alternativa de vida, enxotados para as periferias das grandes cidades, sem emprego, renda e moradia digna. Educação e saúde sendo privatizadas aos poucos. Drogas e violência se alastrando por todos os âmbitos, ceifando vidas e futuro. E, enfim, o que pensar de um país onde 50 mil pessoas são assassinadas anualmente, sendo a maioria das vítimas jovens, pobres e negros? É este o mundo que Deus criou e destinou a seus filhos e filhas? A Criação foi iniciada por Deus, mas nos foi repassada à tarefa de co-criar, junto ao Criador, ou seja, de continuar ao longo dos tempos e lugares, animados pelo Espírito Santo, a Criação, que não findou com o descanso de Deus no sétimo dia. É nossa responsabilidade, nós, imagem e semelhança de Deus, contribuir para que tudo que Deus criou seja destinado como fonte de vida e vida em abundância para todos/as. É este o sentido da afirmação colocada na boca de Deus: “Submetei a terra”, em Gênesis 1,28. Na Carta à Comunidade dos Romanos, Paulo escreve: “Sabemos que a criação toda geme e sofre dores de parto até agora.” (Rm 8,22), isso há quase mil novecentos e cinqüenta anos atrás, numa comunidade inserida na realidade de um império opressor, concentrador de riquezas, violento e devastador. E Paulo continua: “A criação foi sujeita ao que é vão e ilusório, não por seu querer, mas por dependência daquele que a sujeitou.” (Rm 8,20). O refrão do Hino da Campanha da Fraternidade 2011 nos diz e questiona: “Nossa Mãe Terra, Senhor, geme de dor noite e dia. Será de parto esta dor ou simplesmente agonia? Vai depender só de nós, vai depender só de nós”. Ora, não seria nossa Mãe Terra a falar pela boca do profeta Isaías, quando afirma: “Por muito tempo me calei, estive em silêncio e me contive. Como uma mulher que está de parto, eu gemia, suspirava, respirava ofegante.” (Is 42,14)?. Os gemidos da natureza confundem-se com os gemidos dos humanos, sobretudo dos pobres e oprimidos. E, natureza e humanos, unindo solidariamente seus gritos causados pela mesma dor, poderão chegar ao estado de

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Formação humana

“Integridade da Criação”. Criação íntegra, inteira, unida, em plena comunhão, entre si e com o Criador, renovada no Cristo, pela força do Espírito Santo. O hino “Jesus Cristo, Esperança do Mundo”, que cantamos em comunhão com a caminhada ecumênica das Igrejas Cristãs, afirma poética e evangelicamente: “Venha o Teu Reino, Senhor, a Festa da Vida recria. A nossa espera e a dor, transforma em plena alegria!” Percebamos, portanto, as atitudes “ecológicas” de Jesus, relatadas nos Evangelhos. O que pensar, por exemplo, da cura do cego, utilizando argila nos olhos do cego? E das estórias contadas sobre o semeador, o grão que morre para dar fruto e a semente de mostarda? Da figueira estéril, a qual será dada mais uma chance para que frutifique? Do diálogo franco e aberto com a samaritana, à beira do poço, pedindo-a de beber? Do copo de água dado por amor, o qual não será esquecido nos fins dos tempos? Da auto-afirmação de que é a videira, nós os ramos, e o Pai o agricultor? Do olhar para o céu, ao por do sol e ao amanhecer, comparando-o à interpretação dos sinais dos tempos? Da parábola dos agricultores e a vinha? Dos ramos de palmeira levados pela multidão na entrada de Jesus, montando num jumentinho, em Jerusalém? Do lava-pés, do pão e do vinho na Ceia já inserindo na Paixão? Do madeiro carregado e onde foi pregado? Do jardim em que foi sepultado? Apesar de nossa fraqueza, o Espírito nos anima para enxergar estas realidades às quais milhares de irmãs e irmãos nossos são submetidas. Tudo isso deve perpassar o coração e as mentes de todas as pessoas de boa vontade, sobretudo dos cristãos e cristãs. No mesmo ritmo, nossas Fraternidades da

Juventude Franciscana, engajadas nas diversas realidades das regiões do nosso país e seguindo o sonho e projeto de Jesus, estão se empenhando cada vez mais naquilo que as comunidades dos primeiros cristãos e cristãs eram atentas em concretizar: “não havia necessitados entre eles.” (Atos 4,34). Em 2011, a JUFRA do Brasil terá pelo três grandes oportunidades para trabalhar essa questão, no âmbito do serviço de DHJUPIC. A primeira é a própria Campanha da Fraternidade, promovida pela CNBB, onde todas as Comunidades se empenham num verdadeiro mutirão de formação, reflexão e ação em torno de uma questão de fundamental importância, este ano, no caso, a Vida no Planeta. A segunda oportunidade é o 17º Grito dos/as Excluídos/as, realizado na Semana da Pátria (01 a 07 de setembro) trazendo para as ruas os clamores escondidos na sociedade, dessa vez com o lema: “Pela vida, grita a Terra. Por direitos, todos nós!”. A terceira oportunidade é a 2ª Jornada Franciscana Nacional pelos Direitos Humanos, com o objetivo de realizar ações formativas e concretas nas Fraternidades Locais da JUFRA, retomando a temática da Campanha da Fraternidade e engajando os/as jufristas na realidade local em que está inserido. menos

Que Deus ilumine a caminhada da JUFRA, na construção de “novo céu e nova terra” (Ap 21,1). Emanuelson Matias de Lima (Elson) Subsecretário Regional para o 1º DistritoRegional NE A3 (PB/RN) Subsecretário Nacional de DHJUPIC da JUFRA do Brasil

¹Lema do Grito dos/as Excluídos/as de 2011.

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Documento 85 da CNBB: Evangelização da juventude: desafios e perspectivas pastorais A partir de uma análise de conjuntura profunda da realidade dos jovens no Brasil e no mundo, a CNBB lançou em 2007, no mesmo período em que o papa se encontrava com os jovens brasileiros, esse subsídio que trás elementos importantes para auxiliar no trabalho de evangelização da juventude. Muito mais que um simples documento, encontraremos um material riquíssimo que orienta, inspira e motiva. Contemplando a realidade juvenil atual e desejando oferecer luzes para o trabalho junto aos jovens, este documento é referência para todos que, na Igreja, têm se colocado na evangelização desta parcela tão importante da sociedade: pastorais da juventude, movimentos, congregações religiosas, novas comunidades, grupos juvenis e de crisma, pastoral vocacional, pastoral da educação e serviços diversos (CNBB- Doc. 85, apresentação). Temos consciência de que “a juventude mora no coração da igreja e é fonte de renovação da sociedade” (CNBB- Doc. 85, n.01), dessa forma é importante e urgente o tema de evangelização da juventude. A igreja ao elaborar esse documento pretende: renovar a opção afetiva e efetiva pela juventude; colaborar com a pluralidade de pastorais, grupos, movimentos e serviços; incentivar o trabalho em conjunto desta pluralidade. A igreja deseja reconhecer todos os jovens como sujeitos e protagonistas na evangelização de outros jovens, favorecendo dessa forma o seu desenvolvimento através de uma formação integral. Somos convidados a ser sinal, sendo portadores do amor de Deus e lhes apresentado a pessoa e o projeto de Jesus Cristo. Dom Eduardo Pinheiro, bispo auxiliar de Campo Grande, destacou “que o processo de evangelização do jovem nasce do encontro com Cristo e prossegue com o atendimento ao chamado, a busca dos valores evangélicos, o abandono do individualismo, a participação na comunidade, a luta pela justiça e a atuação missionária”. É importante destacar que a evangelização exige de cada um de nós testemunho de vida, anúncio de Jesus Cristo,

participação na comunidade, na missão da igreja e na transformação da sociedade. Assim, antes de traçar metas de trabalho é extremamente necessário conhecer a realidade da juventude inserida numa cultura pósmoderna, e interligada a uma série de desafios. “Conhecer os jovens é condição prévia para evangelizá-los. Não se pode amar nem evangelizar a que não se conhece” (Doc. - 85 CNBB N.10). Nesse sentido, o documento 85 está dividido em três partes principais: Ielementos para o conhecimento da realidade dos jovens; II- Um olhar de fé a partir da palavra de Deus e do Magistério; III- Linhas de ação. Além de apresentar vários anexos que discutem melhor a realidade, trazendo dados que fornecem embasamento para essa análise, como por exemplo: impacto das tendências do mundo contemporâneo sobre os jovens (William César Castilho Pereira); situação socioeconômica da juventude brasileira; alguns pronunciamentos do magistério sobre a juventude. Durante o documento destacam-se 8 linhas de ação para uma verdadeira evangelização que responda aos anseios da juventude, às necessidades da igreja e aos sinais dos tempos, sendo eles: formação integral do (a) discípulo (a), espiritualidade, pedagogia de formação, discípulos (as) para a missão, estruturas de acompanhamento, ministério de assessoria, diálogo fé e razão e direito à vida. Cada linha de ação mostra alguns desafios, recorda princípios orientadores e sugere pistas de ação. Diante disso, trazemos a proposta de apresentar esse documento tão desafiador para nós, jovens da Juventude Franciscana, na certeza que as fraternidades possam utilizá-lo como forma de encontrar alternativas para o trabalho de promoção vocacional e evangelização da juventude. Nossas Fraternidades, em consciente resposta ao mandato do Senhor de “reconstruir a igreja que está em ruínas”, na força do Espírito, sendo sal da terra e luz do mundo, poderão contribuir com a evangelização da juventude, inserindo-se nos serviços das comunidades e em diversas atividades, como semanas missionárias, círculos bíblicos e campanhas diversas.

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Formação cristã

Aproveitem para estudá-lo, sugerir estratégias, encontrar luzes, pois a igreja precisa de nós como jovens autênticos e inseridos na realidade que nos cerca. “Queremos ser uma presença consciente, desafiadora, na realidade onde vivemos, captando nela os anseios e a busca da libertação, para sermos agentes na construção

de uma nova sociedade. O mundo cabe a nós salvá-lo ou a perdemo-nos com ele” (Manifesto da JUFRA, n°9). Mayara Ingrid Sousa Lima Subsec. Nacional de Formação Subsec. Regional de Formação NEA1

DICAS IMPORTANTES: Para obter o documento na íntegra: http://www.jovensconectados.org.br/arquivos

TRABALHE O TEMA DE FORMA DINÂMICA:

Divida cada parte do documento para ser estudado em um encontro diferente; Momento ver: proponha, por exemplo, uma mesa redonda para discutir a parte Ielementos para o conhecimento da realidade dos jovens; Momento julgar: convide o assistente espiritual de sua fraternidade, algum religioso (a), sacerdote para realizar uma palestra mostrando a concepção da igreja sobre o assunto a partir da análise do item II- Um olhar de fé a partir da palavra de Deus e do Magistério; Momento agir: realize em sua fraternidade pequenos grupos de trabalhos (GT) para elaborar as ações concretas a partir do item III- Linhas de ação; Convide para participar desses momentos outros grupos e movimentos juvenis presentes na sua paróquia e/ou comunidade como forma de trocar experiências

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Formação franciscana

SANTA ROSA DE VITERBO: Espelho de santidade para a Juventude

Inicialmente, cumpre destacar que a idéia deste tema estar vinculado ao III Caderno de Formação vem como um subsídio para a grande celebração dos 40 anos da JUFRA do Brasil. Importante fazer menção à história construída por Santa Rosa, a qual nasceu por volta de 1235, em Viterbo-Itália, nascida em família de condições financeiras modestas, seus pais trabalhavam no mosteiro das Damas Pobres seguidoras de Santa Clara (Clarissas), localizado ao lado de sua casa. Com isso, Rosa sempre conviveu com a religiosidade e a espiritualidade francisclariana em sua caminhada. Revela-se que desde muito cedo, quando possuía apenas 03 anos de idade, Rosa realizou o seu primeiro milagre, devolvendo a vida para sua tia materna através de uma prece dirigida ao céu. Na sua infância, ao invés de brinquedos, Rosa admirava imagens de Santos, bem como realizava orações e falava com Deus, assim, aproximadamente aos 07 anos de idade começou a realizar penitências e a andar de pés descalços. Rosa distinguiu-se pela sua pureza de vida, pelo exercício da caridade para com os demais e zelo da fé, amou e desejou a pobreza em tudo, renunciando aos anseios da infância e juventude. Através de seu olhar atento e admirador, ela observava a vida dedicada ao Senhor que as irmãs residentes no mosteiro levavam, adquirindo, com o tempo, imensa confiança em Deus e amor pela espiritualidade franciscana. Tornou-se notável em sua cidade natal pelos vários milagres que realizava, passando a fazer pregações pelas praças e ruas de Viterbo, convertendo algumas pessoas para a religião católica. Ainda jovem, Rosa possuía imenso desejo de torna-se monja, sendo que por duas vezes buscou ingressar no mosteiro das Irmãs

Clarissas, porém, na primeira ocasião foi lhe dito que era ainda muito jovem e, na segunda tentativa foi lhe justificado que o mosteiro encontrava-se cheio. Mas, conforme relatos de sua biografia, o verdadeiro motivo pelas recusas à entrada de Rosa ao mosteiro foi a sua fama de fanática, bem como o medo de que as pessoas que a seguiam fossem diariamente às grades do mosteiro. Diante de tamanha dedicação, radicalidade e fervor espiritual, não aceitava injustiças e guerras, foi quando Rosa passou a despertar a atenção do hereges, que se sentiam incomodados com a sua presença e seus gestos religiosos, chegando a ser exilada da cidade de Viterbo, juntamente com seus pais, por ordens do imperador Frederico II. Porém, mesmo no período do exílio, ela continuou a realizar pregações, penitências e milagres. Somente retornou à Viterbo em tempo de paz, após a morte do Imperador. Em decorrência das intensas penitências, em meados de 1250, Rosa ficou muito doente, sendo curada através de um milagre, no qual Nossa Senhora apareceu a ela e lhe confiou a missão de que realizasse o pedido de admissão junto à Ordem Franciscana Secular. Rosa realizou a sua profissão na OFS e vestiu o hábito, como era de costume, quando possuía apenas 17 anos de idade. Em 06 de março de 1251, de causas naturais, morreu Santa Rosa, tendo o seu corpo sepultado num cemitério junto a Igreja Paroquial. Em 04 de setembro de 1257, foi ordenada a exumação e transferência do corpo de Santa Rosa ao mosteiro das Damas Pobres, onde a Santa foi recusada em duas oportunidades enquanto era viva, a partir deste momento o mosteiro passou a ser chamado de mosteiro de Santa Rosa e seu corpo continua incorrupto há mais de 700 anos. Neste contexto, a festa solene de Santa Rosa de Viterbo é celebrada no dia 04 de setembro, bem como, no dia de sua morte, 06 de março,

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Formação franciscana

estabelecido como dia nacional da Juventude Franciscana. Importante ressaltar que a mensagem propagada por Santa Rosa de Viterbo, à sua época, continua válida atualmente, mais do que nunca a necessidade de conversão está presente, a fidelidade ao evangelho precisa ser restaurada e os mandamentos de amar a Deus e ao próximo necessita de um revigoramento. Por ser uma jovem de coragem, lutadora por seus ideais, e por ter vivenciado o Evangelho à luz da espiritualidade de Francisco e Clara de Assis é que Santa Rosa de Viterbo tornou-se Padroeira da JUFRA. Faz-se necessário refletirmos, neste período de comemoração aos 40 anos da JUFRA do Brasil a importância do exemplo de vida que esta Santa nos revela. Em uma realidade onde muitos são os caminhos ofertados, sobretudo à juventude, Santa Rosa traduz a enorme responsabilidade que nós Jufristas possuímos, qual seja, de “fazer do Evangelho a vida e da vida o Evangelho”, de sermos anunciadores fiéis da palavra de Deus e da paz de modo que sejamos exemplo de vida e santidade no caminho, que assim como Santa Rosa, escolhemos a trilhar. Outro ponto importante da caminhada de nossa padroeira fora a penitência, e como jovens, o que pensamos sobre a penitência? A penitência deve ser entendida como uma forma de pensarmos e repararmos as ofensas que realizamos ao Evangelho, sendo um meio de aprofundar a fé e a dedicação ao ideal que defendemos. É imprescindível que compreendamos o que Santa Rosa, como Padroeira da JUFRA vem nos ensinar, que sejamos jufristas plenos na fé e na dedicação ao evangelho, vivenciando tais ensinamentos ao nosso tempo, em nosso meio, em nossas fraternidades. Nestes 40 anos de juventude franciscana no Brasil é formidável que todos os irmãos apreciem com o coração este ensinamento de fé que nos deixou Santa Rosa de Viterbo sendo luz do mundo através de suas ações guiadas pelo Evangelho: “Assim, brilhe vossa luz diante dos homens, para que vejam as vossas obras e glorifiquem vosso Pai que está nos céus” (Mt 5,16). Neste sentido, sugiro que este tema seja trabalhado pelos formadores locais em todas as fraternidades, como uma forma de repensarmos a trajetória de Santa Rosa e introduzirmos seu exemplo em nossa vida, em nossa fraternidade. Exemplo este de amor a Deus e ao Evangelho, conversão, penitência, oração e dedicação ao próximo.

Dicas de como trabalhar o tema: 1ª) Dividir os irmãos em grupos e propor questionamentos a serem discutidos entre eles, tais como: a) De que maneira a JUFRA coloca em prática os ensinamentos de Santa Rosa de Viterbo, na fraternidade, família, amigos e sociedade? b) Como podemos aperfeiçoar e vivenciar a vida de penitência e conversão no mundo atual?Após o debate nos grupos, apresentar os posicionamentos aos demais. grupos. 2ª) Ainda como atividade de grupo, é possível dividir o texto acima em partes e cada grupo fica responsável por apresentar aos demais a sua respectiva parte da história da Santa de forma criativa, como por exemplo, teatro, paródia, desenhos, etc. 3ª) É possível traçar uma linha do tempo da vida de Santa Rosa com os principais fatos de sua existência: Nascimento; Primeiro milagre; Início da vida de penitência, oração, contemplação, desprendimento...; Recusas do Mosteiro; Admissão na Ordem da Penitência de São Francisco (OFS); Exílio, volta do exílio e morte. A partir desta atividade cada jufrista pode traçar sua própria linha de vida com suas experiências já vivenciadas e com as realizações que pretende alcançar dentro e/ou fora da JUFRA. Esse registro pode ser arquivado para que de tempo em tempo os Jufristas possam reavaliar a caminhada relembrando seus feitos e buscando novos sonhos. Por fim, importante concluir com a oração de Santa Rosa: "Ó Deus, que em vossa serva Santa Rosa de Viterbo associastes desde a primeira juventude o candor da inocência com a admirável fortaleza de alma, fazei que, celebrando seus méritos, imitemos suas virtudes. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo. Amém". Ainda, é possível localizar a música referente à Santa Rosa de Viterbo no CD da JUFRA- “Meu Verdadeiro Ideal”, no site da JUFRA do Brasil. Grande abraço fraterno, Paz e Bem! Ariana Baccin dos Santos Subsecretária Regional de Formação – SUL 3/RS

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CONHECENDO OS SERVIÇOS DA JUFRA

SUBSECRETARIA DE INFÂNCIA, MICRO E MINI-FRANCISCANOS

1- Quais são as funções da subsecretaria de infância, micro e minifranciscanos? Segundo o regimento interno da Juventude Franciscana do Brasil, a pessoa responsável por essa subsecretaria fica encarregada pelo acompanhamento da formação nos regionais da infância, micro e mini-franciscanos. Suas funções são: 

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Tomar conhecimento de outros trabalhos com infância, micro e minifranciscanos nas fraternidades locais e regionais; Estar em contato com os subsecretários regionais da Infância, Micro e Mini-Franciscanos, para troca de experiências; Manter um quadro estatístico das fraternidades e o número de componentes das mesmas por região; Zelar pelo cumprimento das Diretrizes de formação para a Infância, Micro e Mini-Franciscanos do Brasil; Elaborar os encontros iniciais dos micros e mini-franciscanos; Elaborar, publicar e difundir o material de formação para as fraternidades regionais e locais sobre a Infância, Micro e Mini-franciscanos.

4- Quais são as características imprescindíveis dos responsáveis pelas fraternidades de micro e minifranciscanos?  Reconhecer a importância de uma formação humana, cristã e franciscana nos anos iniciais da vida e durante a adolescência, pois são períodos que contribuem bastante para a construção da personalidade;  Apresentar dinamismo para lidar com crianças, adolescentes e os desafios que nos colocam;  Ter um cuidado para planejar atividades adequadas à faixa etária com que faz o trabalho de evangelização. INFORME: Está sendo elaborado pela atual subsecretaria de infância, micro e minifranciscanos da JUFRA do Brasil um material de orientação para os responsáveis das fraternidades de micro e mini-franciscanos sobre os encontros formativos nessas fraternidades.

Lucília Torres Sub. nacional de infância, micro e mini franciscanos

2- Onde encontramos as informações sobre os temas que não podem deixar de ser trabalhados com as crianças (micro) e adolescentes (mini) nos encontros? Nas diretrizes de formação da infância, micro e mini-franciscanos aprovadas no XII CONJUFRA-Curitiba, PR, 21 a 24 de fevereiro de 2004. 3- Quais são as faixas etárias previstas para participar das fraternidades de micro e minifranciscanos? Infância franciscana: Até 12 anos; Micro franciscanos: de 9 a 12 anos; Mini franciscanos: de 12 a 15 anos.

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ESPAÇO ASSISTÊNCIA ESPIRITUAL

Animação das Fraternidades de Juventude Franciscana - Sugestões e Convicções

Esse texto é um resumo das reflexões feitas pelo Frei Almir Guimarães, OFM, assistente nacional da OFS do Brasil, durante a II Reunião Ordinária do Secretariado Fraterno Nacional: Estamos convencidos que o espaço primeiro da vida dos jufristas é a Fraternidade Local. As outras estruturas (Regionais e Nacional) existem em função da pequena célula onde estão os irmãos e irmãs que o Senhor continua nos dando. Se tivermos uma teia de fraternidades viçosas estaremos no bom caminho. Estamos também convencidos de que a figura emblemática e forte de Francisco de Assis, o exemplo de alguns franciscanos, continua exercendo um fascínio sobre adolescentes, jovens e adultos. Convencidos, estamos também, que na pequena fraternidade, no dia a dia, nos encontros regulares e bem feitos se faz a formação daqueles que se sentem atraídos a viver cristamente à maneira de Francisco. A qualidade da reunião geral é de suma importância. Ninguém falta. Os que precisam faltar, justificam a falta. Os responsáveis locais se colocam a serviço dos jovens, numa tentativa de conviver com eles na transparência, na verdade e para que todos façam a experiência de Deus e a experiência da Fraternidade. Os responsáveis pela animação das Fraternidades de JUFRA precisam exercer uma liderança. Qual o perfil daquele que serve as fraternidades locais? Trata-se de uma pessoa que entusiasma. Etimologicamente, no interior de entusiasmo está a palavra „Deus‟. Os líderes entusiasmam e passam força. Característica do líder que presta serviço é a perseverança. Esse que presta serviço aos jovens não é sim e não, mas é constante no sim. Ele será artífice da unidade tentando unir o que não pode estar separado. Aquele que é colocado à frente para o serviço não é nem “professor”, nem “santo”. Normalmente, no entanto, se deve dizer que aquele que presta serviço às fraternidades é uma pessoa que está a par dos grandes problemas do mundo atual, dessa dita pós-

modernidade, de insistência no individualismo, pragmatismo, tendência à descartabilidade, hedonismo... Importante que os responsáveis pela JUFRA não sejam ingênuos diante do mundo e suas estratégias. Simples como as pombas e sagazes como as serpentes... Se o jovem líder não precisa ser santo acabado e perfeito, deverá ser uma pessoa que tem intimidade com o Senhor e frequentador do Evangelho. O líder não é em primeiro lugar um funcionário eficiente de uma estrutura, mas alguém que anda crescendo no amor do Senhor. Arde em seu peito uma paixão. Nunca se poderá esquecer que a juventude é um período de ouro na trajetória de um ser humano. Na verdade é um espaço de tempo bastante curto se comparado à idade madura e à terceira idade. Imaginamos jovens aqueles que se situam entre os 16/17 até quase aos 30 anos. Onde estão eles? Quem cuida deles? Que caminhos podem eles trilhar na Juventude Franciscana? Sabemos das dificuldades inerentes a uma pastoral da juventude. Vemos certos grupos de jovens animados com movimentos mais marcados pelo emocional, muitos sendo participantes deles por causa de liturgia e de necessidade de ninhos quentes. No final da adolescência e no tempo da juventude há fatos importantes que podem determinar para sempre a vida das pessoas:

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ESPAÇO ASSISTÊNCIA ESPIRITUAL

-É o tempo de grandes e fundamentais escolhas da vida; -Tempo em que se escolhe uma profissão, uma carreira, uma faculdade; -Tempo de ver claramente a questão da sexualidade, assumir-se sexualmente; -Período em que se forma a consciência; -Período da descoberta de uma eventual vocação para uma vida de consagração religiosa; -Época em que se pode adquirir o gosto pela leitura, pelos estudos aprofundados, desejo de fugir da mediocridade; -Período de um namoro que pode levar ao casamento; -Tempo em que se pode descobrir a beleza do dom, da entrega aos outros, do amor que vai até o fim; há jovens que partem para terras e lugares de missão; -Período de se fazer uma primeira experiência profunda de Deus. Nesse período também acontecem “catástrofes” que podem marcar para sempre a vida dos jovens: jovens que começam a serem dependentes químicos, jovens que servem ao tráfico, que morrem cedo em assaltos, que morrem e que matam... jovens das classes todas, de modo remediadas, que se tornam presas fáceis do consumismo, do hedonismo, jovens que engravidam e precipitam casamentos e uniões... Os jovens franciscanos desejam e precisam viver em fraternidades, sentindo-se unidos a outras fraternidades, a outros jovens e ao mundo. Nesses espaços chamados Fraternidades:

-Exercitam-se na oração; -Acolhem e acompanham jovens que estão desorientados, levando-os até a luz da fé em Cristo; -Nesses espaços escutam a Palavra (Leitura Orante da Bíblia); -Os encontros são alegres, sem ser ruidoso o tempo todo, encontros alegres como alegre foi Francisco de Assis; -Participam oportunamente de reuniões e de encontros com a OFS: não evitam esses encontros; sobretudo mostram um carinho e um afeto pelos irmãos mais idosos; -Não constituem um grupo intimista, mas são abertos para o mundo; -Procuram exercer um apostolado na própria escola ou faculdade, de sorte que jovens possam evangelizar jovens; -Dentro do possível se servem do método: Ver-Julgar-Agir; -Procuram crescer humana, cristã e franciscanamente; -Discutem temas da atualidade: sexualidade, engajamentos na sociedade; força e fragilidade da sociedade cibernética, casamento, vida; Frequentam o cinema e discutem os temas... -Dentro do possível, e quase do impossível, as Fraternidades Locais deverão ter Assistentes da Ordem I ou da TOR, assistentes que vestem a camisa da JUFRA; -Os líderes da JUFRA devem saber a hora de passar a responsabilidade para outros; não se concebe rapazes e moças que se eternizam nas fileiras da JUFRA quando já são homens e mulheres feitos.

Conclusão: A juventude é uma estação de passagem. Não se eterniza. O mundo precisa da força, da coragem, do vigor dos jovens. Precisa, sobretudo, da coragem de mudar, de viver o Evangelho no meio do mundo, sem carolice e pieguice. Precisamos de jovens que frequentem a escola do amadurecimento e da busca da santidade. Frei Almir Guimarães, OFM Assistente nacional da OFS do Brasil.

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ENTREVISTA: LOURDINHA NUNES

Entrevista: Lourdinha Nunes

Para comemorar os 40 anos da JUFRA no Brasil estamos apresentando uma série de entrevistas com irmãos (as) que ajudaram a construir essa história ao longo desses 40 anos. Nessa edição, os nossos entrevistados serão Maria de Lourdes Nunes Carvalho (Lourdinha) que foi secretária nacional da JUFRA do Brasil por dois mandatos, de 1983 a 1989 e Frei João de Deus Garagiola, OFMcap, que nessa mesma época foi o assistente espiritual do nacional, além de ter sido assistente espiritual do Maranhão por muitos anos. 1. Gostaríamos que você se apresentasse aos irmãos e irmãs da Juventude Franciscana do Brasil, falando um pouco de como foi sua trajetória dentro da JUFRA Lourdinha: Comecei minha caminhada cristã-franciscana na JUFRA por meio de Frei João de Deus Garagiola OFM Cap., em julho de 1976, quando participei do então Treinamento Básico da JUFRA (TBJ) em São Luís, hoje Formação Básica da JUFRA (FBJ). A partir daquele TBJ e de outros TBJ, no início de 1977 surgiram dois núcleos, transformados nas Fraternidades de JUFRA do Convento do Carmo, no Centro de São Luís, e da Igreja Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, no Bairro da Cohab-Anil, onde eu fiz e faço minha caminhada cristã-franciscana. Na JUFRA do Maranhão, que era a então Região Maranhão/Pará/Amapá, fui a primeira Secretária Regional (1977-1980) e, em seguida Assessora Técnica Regional de Formação (1980-1983). Fui Secretária Nacional da JUFRA por duas gestões (1983-1986 e 1986-1989). 2. Como foi sua experiência à frente do Secretariado Fraterno Nacional da JUFRA do Brasil por dois mandatos 1983 a 1989? Lourdinha: Foi uma experiência ao mesmo tempo desafiadora e gratificante. Desafiadora porque havia muito a ser construído no nosso Movimento de Jovens

Franciscanos que experimentava sua segunda década de caminhada no Brasil. Gratificante pelos bons resultados obtidos. Porém quero destacar que eu nada fiz sozinha e, com certeza, pouco teria feito se não fosse o apoio incondicional e irrestrito dos meus irmãos e irmãs Telma, Alexandre, Ana Luzia e Luiz Fernandes, todos jufristas de São Luís, companheiros da Equipe Nacional nas duas gestões, assim como do meu marido, Walter, na gestão 1986-1989. Outros apoios indispensáveis que merecem destaque foram: do Frei João de Deus Garagiola como Assistente Nacional da JUFRA; da Vice-Província, hoje Província Nossa Senhora do Carmo, dos Frades Capuchinhos do Maranhão, Pará e Amapá, nas pessoas dos saudosos Vice-Provinciais, Frei Martírio Bertolini e Frei Osvaldo Coronini. A então Ministra Nacional da OFS, a nossa querida Celina Braga, é inesquecível na história desse período porque não poupou esforços para tornar possível o encontro da JUFRA do Brasil com a OFS do Brasil nas dimensões fraternas e canônicas, contribuindo de forma decisiva na consolidação da JUFRA como movimento da Ordem Franciscana Secular e celeiro de vocações para todos os ramos da Família Franciscana. Nessa trajetória de experiência desafiadora e gratificante, não posso me esquecer de Frei Jaime Zudaire OFM Cap., então Assistente Internacional da JUFRA, um entusiasta da espiritualidade franciscana como resposta atual e privilegiada para o cristão leigo desta era pós-moderna. 3. Descreva um pouco o contexto histórico em que a JUFRA se encontrava naquele momento? Lourdinha: Na área socioeconômica e política do Brasil o jovem franciscano vivia o contexto de inflação, recessão econômica, desemprego, e de saída do regime militar para o democrático, onde os brasileiros, por meio da Assembléia Nacional Constituinte, buscavam acertar os passos na direção do bem-estar social, aprovando a atual Constituição do Brasil em 1988. Na Igreja, o Documento de Puebla apontava novos caminhos para a América Latina, e para o Brasil em especial, chamando o jovem a viver sua fé no meio do povo. O desafio para o jovem franciscano era ir ao encontro do povo sem perder o lastro da espiritualidade, sem perder a identidade franciscana.

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ENTREVISTA: LOURDINHA NUNES

Na Ordem Franciscana Secular, respiravam-se com vigor os ares da nova Regra da OFS aprovada pelo Papa Paulo VI em 24 de junho de 1978, assim como era sedimentado o processo de unificação do governo da OFS do Brasil, começado no início da década de 1970, uma fez que antes dessa época, o governo de OFS era organizado por obediência – Menores, Conventuais, Capuchinhos, TOR – da Primeira Ordem dos Frades da nossa Família Franciscana.

1985: Sec. Nac. da JUFRA Brasil Lourdinha com Imaculada Sanches, rep. da JUFRA mundial no CIOFS em Roma.

4. De acordo com os relatos históricos foi durante os seus mandatos que foi estudado e planejado o Itinerário Evangélico de Formação da JUFRA. Em sua opinião, qual a importância desse documento para a caminhada da JUFRA no Brasil? Lourdinha: O Itinerário Evangélico de Formação da JUFRA foi estudado, planejado e aprovado como instrumento indispensável na formação humana, cristã e franciscana, assim como na perspectiva de requisito ao reconhecimento da caminhada de fé do jovem franciscano na JUFRA para a celebração da Profissão na OFS. O Diretório das Mútuas Relações da JUFRA com a OFS, aprovado pelo Congresso Nacional da JUFRA, na nossa gestão e, posteriormente, aprovado pela OFS quando o Ministro Nacional era o irmão Paulo Machado, e o Secretário Fraterno Nacional da JUFRA o nosso irmão Edson Silva, do Paraná. 5. Se você pudesse destacar alguns momentos que marcaram sua vida franciscana na JUFRA quais seriam? Lourdinha: A participação na Jornada Mundial da Juventude com todos os coordenadores nacionais da JUFRA da América Latina, daí decorrendo a participação na reunião do Conselho Internacional da Ordem Franciscana Secular, o CIOFS, a visita a Assis. A aprovação do Itinerário Evangélico de Formação e do Diretório das Mútuas Relações entre a JUFRA e a OFS me marcaram profundamente

para o resto da vida. Mas é imensurável, e até hoje emocionante, os momentos de encontro e intensa convivência fraterna com os jovens e adultos de todo o Brasil, companheiros da mesma jornada em busca da Paz e do Bem. 6. Você continua vivenciando sua caminhada franciscana? Conte-nos um pouco de como é sua experiência franciscana atualmente. Lourdinha: Sim. A minha Fraternidade de JUFRA transformou-se canonicamente em Fraternidade Local “Santa Rosa de Viterbo” da OFS do Brasil, no dia 11 de outubro, também ocasião em que a Ministra Nacional da OFS, Maria Aparecida Crepaldi, presidiu a celebração dos Ritos da nossa Profissão. 7. Como você observa atualmente a JUFRA no seu Regional e no Brasil como um todo? Lourdinha: Buscando os caminhos que levam a Cristo por meio de Francisco para a construção da convivência fraterna, da solidariedade, do diálogo e da paz, neste início de Século XXI, tão conturbados por guerras e tão atingido por consumismo, individualismo e indiferentismo. 8. Neste ano em que comemoramos 40 anos de história, qual mensagem você deixaria para os jovens jufristas que continuam construindo essa caminhada? Lourdinha: Não desistam do ideal franciscano, pois o movimento de Assis, protagonizado por São Francisco, foi um sinal de Deus no tempo da Idade Média, e continua sendo no nosso tempo para nós, atuais herdeiros do Testamento espiritual de nosso Seráfico Pai.

1983: Eleição do MA1983 a 1986

Secretariado

Regional

do

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ENTREVISTA: FREI JOÃO DE DEUS, OFMcap

Entrevista: Frei João de Deus Garagiola, OFMcap

1- Gostaríamos que o senhor se apresentasse aos irmãos e irmãs da Juventude Franciscana do Brasil, falando um pouco de como foi ou é sua trajetória de acompanhamento à JUFRA do Brasil? R- Foi por acaso. Depois de ter cursado estudos de espiritualidade franciscana na Universidade Pontifícia Antoniano em Roma por dois anos, ao voltar ao Brasil fui ao Paraná em Ponta Grossa e me encontrei com Frei Eurico de Melo, OFMcap iniciador da JUFRA em 1967, como experiência particular. Visto que tal experiência causou simpatia e admiração, a pedido dos superiores, através de uma assembléia em Recife, isso foi oficializado a nível nacional em 1972. Eu, ao chegar ao Maranhão, residindo provisoriamente no convento do Carmo, encontrei um grupo de jovens que se reunia semanalmente, e logo mais foi chamado de Juventude Franciscana. Minha experiência começou daí. Essa pequena semente foi crescendo até espalhar-se em toda região do Maranhão e Pará tornando-se um dos regionais do Brasil. 2- Como o senhor conheceu e se interessou pelo acompanhamento à Juventude Franciscana do Brasil? R- A partir de 1975 estava com a JUFRA do Maranhão-Pará como assistente espiritual. Foi um período de organização e expansão nesses dois estados. Em 1983, no V Congresso Nacional a equipe do Maranhão foi eleita para o secretariado nacional, sendo eu o assistente. A mesma equipe foi reeleita em 1986, e por seis anos fomos acumulando experiência, firmando sempre mais os pés. Nunca pensei de me envolver até esse ponto. As coisas foram acontecendo naturalmente. Sem dúvida foi à mão de Deus que conduziu tudo isso. 3- O senhor foi assistente nacional da JUFRA do Brasil de 1983 a 1989. Como o senhor descreveria a JUFRA dessa década? R- Nos seis anos que fui assistente da JUFRA Nacional (1983-1989), assessorado por uma equipe competente, ativa e disponível, sentia que a JUFRA, com seus altos e baixos, vinha

crescendo cada vez mais, seja na qualidade e na quantidade. De fato no fim do II mandato, em 1989, a JUFRA do Brasil tinha pouco mais de 5.000 jovens. Foi um período bastante promissor e de muita expansão. 4- Em sua opinião, qual foi a importância dos assistentes espirituais no fortalecimento da caminhada da JUFRA no Brasil? R- O assistente sozinho faz pouca coisa. A JUFRA conquistou seus espaços, graças a muitos jovens dedicados e devotados à causa do carisma do movimento e do reino de Deus. O assistente é responsável pelo lado espiritual do movimento, isto é, fazer com que tudo o que se faz, organização, dinamismo, pastoral, administração e, sobretudo a formação aconteça à luz do carisma minorítico da espiritualidade franciscana, que é o pilar e esteio que sustenta o movimento franciscano. 5- Como surgiu a idéia de escrever o livro que conta a história dos 20 anos da JUFRA no Brasil? E como essa idéia tornou-se realidade? R- A história de qualquer movimento deve ser escrita depois que as coisas acontecem. A história antes se vive, depois se escreve. A JUFRA do Brasil, até então, não tinha nenhum livro que contasse seu percurso de 20 anos, somente livros de ata e alguns documentos regionais espalhados aqui e ali com as experiências e valores vivenciados por muitos jovens, rapazes e moças. Então, visto que eu tinha a possibilidade de ter em minhas mãos estes documentos preciosos, correndo o risco de perdê-los ou desaparecer, achei por bem escrever este livro: Juventude Franciscana 20 anos de história no Brasil, para que ficasse como história da JUFRA do Brasil. Dessa forma, as novas gerações poderiam ter em mãos, fatos históricos, seguros, positivos e concretos como orientação e para a continuidade do movimento. 6- Qual o papel do assistente espiritual numa fraternidade de JUFRA? R- Como mencionei acima, o papel do assistente espiritual, é cuidar para que o carisma do movimento seja orientador de toda a organização e caminhada, evitando distorções e influencias de valores e não valores que não tem nada a ver o objetivo do movimento. O carisma é a alma do movimento, é do carisma que brota a espiritualidade.

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ENTREVISTA: FREI JOÃO DE DEUS, OFMcap

7- Quais os desafios o senhor apontaria para a assistência espiritual atualmente? R- Que o assistente espiritual goste de trabalhar com a juventude e que suas propostas sejam conduzidas por alguém que tenha profundo conhecimento do carisma franciscano. 8- Nesse ano que comemoramos 40 anos de história, qual mensagem você deixaria para os jovens jufristas que continuam construindo essa caminhada? R- Depois de 40 anos muitas coisas já mudaram, seja no campo social bem como no

campo religioso. A pessoa humana é sempre a mesma, contudo hoje mais do que nunca a juventude é circundada e influenciada por tantas novidades, que com muita facilidade podem desviar-se, sendo muitas vezes prejudiciais. Exorto aos jovens, rapazes e moças da JUFRA de hoje, dar muito espaço para uma formação sólida, que saibam discernir os valores cristãos e franciscanos, diante das outras propostas, para uma caminhada segura e fiel ao Evangelho e ao carisma de Francisco de Assis.

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COLABORADORES: Juventude Franciscana: meu amor, minha opção de vida. Márcio William Castro, Nordeste A2 - Ceará/Piauí “Pela vida, grita a Terra. Por direitos, todos nós!” Uma reflexão a partir da Campanha da Fraternidade 2011 Emanuelson Matias de Lima, Nordeste A3 – Rio Grande do Norte/Paraíba Documento 85 da CNBB: Evangelização da juventude: desafios e perspectivas pastorais Mayara Ingrid Sousa Lima, Nordeste A1 - Maranhão SANTA ROSA DE VITERBO: Espelho de santidade para a Juventude Ariana Baccin, Sul 3 - Rio Grande do Sul ENTREVISTADOS Lourdinha Nunes, OFS Frei João de Deus Garagiola, OFMcap Espaço da Assistência Espiritual Frei Almir Guimarães, OFM Conhecendo os Serviços da JUFRA e Espaço Partilha dos Regionais: Grito dos Excluídos/as Lucília Torres, Sudeste 2 – Rio de Janeiro REVISÃO: Gleice Francisca, Sul 2 - Paraná Ívia Mayara, Nordeste B1- Pernambuco e Alagoas RESPONSÁVEL PELA ENTREVISTA: Mayara Ingrid Sousa Lima, Nordeste A1- Maranhão DIAGRAMAÇÃO: Wesley Silva Soares – Nordeste A2 (CE/PI) Mayara Ingrid Sousa Lima – Nordeste A1- Maranhão

Encontro Celebrativo dos 40 anos da JUFRA do Brasil Tema: JUFRA do Brasil, 40 anos construindo o reino nos caminhos da história; Data: 21 a 23 de outubro de 2011; Local: Guaratinguetá-São Paulo.

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ENDEREÇOS ELETRÔNICOS DOS SUBSECRETÁRIOS REGIONAIS DE FORMAÇÃO ÁREA NORTE REGIÃO NORTE 1 (AM/RR/AC) Ana Claudia Email: ana_claudia_os@hotmail.com REGIÃO NORTE 2 (PA Leste / AP) Mauricio José da silva júnior Email: mauri_jr77@hotmail.com REGIÃO NORTE 3 (PA Oeste) Aldo Luciano Correa de Lima Email: aldozack@hotmail.com ÁREA NORDESTE A

ÁREA SUDESTE REGIÃO SUDESTE 1 (MG) Gisele Alves Miranda Email :gimiranda1@hotmail.com REGIÃO SUDESTE 2 (RJ/ES) Silvana Mendonça da Fonseca E-mail:smf_2005@hotmail.com REGIÃO SUDESTE 3 (SP) Leonardo Augusto E-mail: leo_jufra@hotmail.com

REGIÃO NORDESTE A1 (MA) Mayara Ingrid Sousa Lima Email: mayaingrid@yahoo.com.br

ÁREA CENTRO - OESTE

REGIÃO NORDESTE A2 (CE/PI) Francisco Wanley Gomes de Oliveira Email: wanleygomes@hotmail.com

REGIÃO CENTRO (TO/DF/GO) João Batista Gomes Macedo Email: jbdominus@hotmail.com

REGIÃO NORDESTE A3 (RN/PB) Libiane Marinho Email: libianemarinho@yahoo.com.br

REGIÃO OESTE (RO/MT/MS) Fabíola Espíndola Ortega de Lima Email: fa_ortega@hotmail.com

ÁREA NORDESTE B

ÁREA SUL

REGIÃO NORDESTE B1 (PE/AL) Ivia Mayara Email: iviamayara@hotmail.com

REGIÃO SUL 1 (PR) Gleice Francisca Pereira da Silva E-mail: gleicefrancisca@yahoo.com.br

REGIÃO NORDESTE B2 (SE) Wilton Alves dos Santos Email: professortinho@hotmail.com

REGIÃO SUL 2 (SC) Leonardo Contin da Costa E-mail: lcontinental@hotmail.com

REGIÃO NORDESTE B3 (BAHIA NORTE) Adriana Azevedo Email: ad_azevedo@hotmail.com

REGIÃO SUL 3 (RS) Ariana Baccin dos Santos Email: arianabaccin@hotmail.com

REGIÃO NORDESTE B4 (BAHIA SUL) Kelly Nunes Email: mariazinha_2719@hotmail.com

E-MAIL DA FORMAÇÃO NACIONAL formacaojufra@yahoo.com.br

BLOGS DA JUFRA Blog oficial: http://www.jufrabrasil.org Blog da Formação: http://formacao-jufrabrasil.blogspot.com Blog do DHJUPIC: http://dhjupic.blogspot.com PAZ E BEM!

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Caderno nacional de formação 3