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Juventude Franciscana do Brasil

Nº 02/2010

Caderno Nacional de Formação

Formação Humana

Formação cristã

Formação franciscana


SUMÁRIO

Ao abraçarmos o Franciscanismo nós saímos ou entramos no mundo? ------------------Política: exercendo a cidadania---------------------------------------------------------------------VIGIAI E ORAI. -----------------------------------------------------------------------------------CASTIDADE, OBEDIÊNCIA E POBREZA: Estamos sendo coerentes com estes valores? ----------Conhecendo os serviços da JUFRA: DHJUPIC -----------------------------------------------------Entrevista: Hoberdam Mota -----------------------------------------------------------------------Partilha dos Regionais: Casa Perfeita Alegria -----------------------------------------------------Partilha dos Regionais: Grito dos Excluídos/as----------------------------------------------iscurso do santo Padre a Juventude Franciscana ------------------------------------------Colaboração --------------------------------------------------------------------------------------Endereço dos Subsecretários Regionais -------------------------------------------------------

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AO ABRAÇARMOS O Franciscanismo nós saímos ou entramos no mundo?

Ao abraçarmos o Franciscanismo nós saímos ou entramos no mundo? “O ápice da conversão: O momento em que Francisco abraça o leproso. Francisco saiu ou entrou no mundo?” (Marcelo Gobbo Dalla Dea- OFS)

Ambiente: Uma vela, um globo terrestre ou mapa-múndi e um aparelho de som. Espiritualidade: Colocando o globo ou mapa em lugar visível, iniciar o encontro invocando a Santíssima Trindade. Uma vela acesa deve passar de mão em mão e cada irmão ao segurar a vela poderá pensar em forma de prece como deseja o mundo. Exemplo: Que o mundo seja de igualdade, fraternidade, amor... Reflexão: Nesse momento a sugestão é colocar a música: Classe Média (Max Gonzaga) para reflexão. Em seguida abrir o debate respondendo as perguntas:     

O que é o mundo? Do que ele é formado? Deus criou o mundo da forma como está hoje? O que ou quem o deixou assim? Por quê? Os Jufristas fazem parte desse mundo? Os Franciscanos hoje se sentem parte desta realidade? Em que momento da vida de Francisco ele realmente entrou no mundo?

Nós, como seres humanos fazemos parte de uma totalidade e não estamos à parte dela, cada um de nós é de maneira particular membro desta totalidade que se constitui de componentes internos: valores, sentimentos, fé, conhecimento... E componentes externos: natureza, trabalho, sociedade, universo... No entanto, temos a tendência de pensar que tudo é imutável, porém, quando algo que nos cerca muda, mesmo que não percebamos também se modifica a forma desta totalidade.

acontece tanto no âmbito social e histórico como no âmbito pessoal. Francisco começou a mudança em si mesmo e hoje há franciscanos em todo o mundo. Francisco é considerado o homem do milênio por sua atenção com a ecologia, tema tão preocupante em nossa atual sociedade. Desta forma, sua mudança pessoal (conversão) levou a mudança histórica (da igreja) e social (atualmente com preocupação em torno da esgotabilidade dos recursos naturais e poluição do planeta).

Neste sentido, nossos atos têm sempre consequencias que podem ser boas ou ruins. Quando cortamos uma árvore perto de um rio, cortamos uma hoje, outra amanhã, outra depois, até que um dia cortamos tantas árvores que a terra segurada pelas árvores à margem do rio já não pode mais ser contida causando o assoreamento deste mesmo rio. No entanto, se plantarmos uma árvore hoje, outra amanhã e depois outra... poderemos ter um resultado diferente.

Algumas mudanças tendem a acontecer a princípio vagarosamente, mas depois tudo vai ganhando agilidade. Francisco começou sua forma de vida sozinho sendo, posteriormente seguido por Bernardo e Silvestre, não muito tempo depois, a primeira Ordem estava formada por muitos irmãos, e não parou por aí, sugiram também as Clarissas e finalmente a Terceira Ordem. Quem poderia imaginar que aquele homem que todos julgavam louco por se despojar de seus bens e servir a Deus de forma tão peculiar e ao mesmo tempo tão simples iria causar tamanha repercussão nos dias de hoje servindo de modelo na vida de tantas pessoas?

Francisco retirava de seu caminho os pequenos insetos para não serem pisoteados, são essas pequenas atitudes que fazem toda a diferença. Muitas vezes, por não conseguirmos colocar em prática algo positivo, extraordinário que se sobreponha imediatamente ao negativo, deixamos de cumprir com nosso ideal de fazer poucas coisas. Esta mudança de pequenos fatores que proporciona a transformação na totalidade

Um exemplo atual sobre como as mudanças vão ganhado velocidade é a tecnologia principalmente no que diz respeito à comunicação. Quando pensávamos que estávamos dominando a comunicação pela fala e escrita, surgiu o telefone, logo depois, quando nem todos tinham acesso ao telefone, surgiu o celular, agora quando o celular ainda não

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AO ABRAÇARMOS O Franciscanismo nós saímos ou entramos no mundo?

chegou a todos, aparece a internet, sem falar no rádio, na TV e outros que apareceram neste percurso. As mudanças são necessárias para o crescimento humano, social e para avançarmos historicamente, e essas mudanças acontecem porque fazemos parte do mundo, só quem vive a realidade pode transformá-la buscando um ideal, traçando um objetivo. E para acontecer essas transformações, temos que conhecer as alterações históricas, sociais e até individuais cometidas pelo ser humano para que possamos partir de uma realidade, portanto não é estando à margem da realidade que conseguiremos transformá-la. Enquanto muitos eram apenas conhecedores da palavra de Deus, Francisco vivia o Evangelho. Caminhar é abrir-se ao conhecimento, é buscar um manancial de sentidos. É perfazer artesanalmente, passo a passo, a vida, com determinação. No caminho é preciso ver e escutar a vida. A identidade se faz no caminho(Frei Vitório Mazzuco Filho). Em outras palavras, para agirmos sobre uma mudança, precisamos conhecê-la. Se percebermos que a carne animal com hormônios está nos fazendo mal, não vamos deixar de comer carne, mas vamos criar animais sem hormônios, isto é conhecer a causa, é compreender a realidade, é agir no mundo sem sair dele. Francisco via a riqueza da igreja em contraste com o Cristo pobre e não fundou outra igreja, mas foi viver seu ideal de vida com a aprovação da mesma igreja e consequentemente a revolucionou. Francisco se fez o Evangelho, transformou a sua vida numa experiência profunda de transcendência. No seu caminho é capaz de dizer: Em mim o Sagrado é tudo. O Todo do tudo - Deus! „Meu Deus é meu Tudo! (Frei Vitório Mazzuco Filho) Não podemos brincar de fazer transformação, se ficarmos somente na teoria, em nada mudaremos a realidade. E se estamos contentes com a realidade, a qual pertencemos, não há nada a fazer. Se o Franciscanismo perdura, é porque ainda é atual, ainda hoje e até com mais ênfase é possível observar as causas das inquietações de Francisco, sobretudo no âmbito ecológico e econômico. Ser Franciscano remete a ter um ideal de vida que não é sair do mundo, mas entrar neste mundo de cabeça se ainda não nos sentimos parte dele. Assim fez Francisco ao abraçar o Leproso, figura mais desprezada pela classe dominante da época. O mundo não é um Jardim do Éden, muito pelo contrário, é um lugar de desigualdades, de preconceitos, de injustiças, de maldades, que por vezes dividem e por vezes disputam lugar com coisas belas, alegrias e esperanças. É esta disparidade que precisamos entender, pois o

novo só sai do velho ganhando uma nova forma. É negando o existente que fazemos mudanças, não que o existente seja de todo ruim, mas precisamos superar o existente. A JUFRA vem propor um caminho para agirmos nesta realidade: Um caminho Franciscano com a marca da Juventude. Trata-se de superar a realidade a partir da continuidade do modelo de vida de São Francisco na busca por Cristo. Dinamizando o tema: Teia de Aranha. Objetivo: Mostrar que no mundo, todos têm a sua importância. Material: Um rolo de barbante. Com o grupo em círculo, um irmão irá segurar a ponta do barbante e jogar o rolo para outra pessoa que esteja no lado oposto ao seu. Esta pessoa deve segurar uma parte do barbante de modo que não fique frouxo, e jogar o rolo para outro irmão distante, e assim sucessivamente, até o último participante. Enquanto jogam, cada um diz como gostaria que fosse o mundo em que vive. Depois peça que um ou dois deles soltem o barbante. A teia se desmancha, ou fica frouxa. No mundo em que vivemos e dividimos com todos e tudo o que nele existe acontece a mesma coisa. Se um deixa de fazer a sua parte perde-se tudo ou grande parte do que foi feito. Portanto, temos responsabilidades diante dos nossos compromissos como Franciscanos. Ação concreta: O que podemos fazer para melhorar nossa realidade? Confeccionar um cartaz com gravuras que represente a realidade que queremos e escrever nele as atitudes que iremos assumir para torná-la melhor. Louvando a Deus pelo dom da vida e pela potencialidade que Deus conferiu ao homem para que pudesse dominar o universo, imitemos a Francisco em sua reconstrução da Igreja e continuemos a mudar o mundo. Canto: Canta Francisco. AVALIAÇÃO: Enviem para o e-mail formacaojufra@yahoo.com.br as respostas e os comentários acerca do questionamento do tema: Ao abraçarmos o Franciscanismo nós saímos ou entramos no mundo? Os comentários serão postados no blog http://formacao-jufrabrasil.blogspot.com/ Referências: http://www.franciscanos.org.br http://mais.uol.com.br/view/eluo61g323xq/sou -classe-media-0402326AD4C91366?types=A Gleice F. P. Silva, Juventude Franciscana Subsecretária Regional de Formação-Sul I (Paraná)

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Formação humana

Política: exercendo a cidadania

Mais um ano de eleição, onde temos que decidir o futuro de nosso estado e de nosso país, decidir o que será melhor para todos nós. Mas como saber se a minha escolha será correta? Será que devo confiar nos políticos? Será que devo me envolver em política? O que preciso de fato fazer para melhorar o que ai está? Muitas pessoas dizem não gostar de política, mas não sabem o quanto é importante saber e entender deste assunto. Várias vezes ouvimos de pessoas próximas ou não que nesta eleição não iriam votar em político nenhum. Este fato nos faz pensar que elas não sabem a importância do voto, visto que votar é exercer a cidadania, é contribuir para o melhor andamento das questões que nos dizem respeito, como saúde, segurança, educação, trabalho, entre outros direitos que são assegurados pela Constituição Federal. É com a escolha dos nossos representantes que dizemos como queremos que sejam os rumos do nosso país. O pior é que as pessoas que se omitem nessa escolha, não sabem que essa atitude prejudica o país, e especialmente para nós cristãos não é sensata, pois se compara ao que fez Pôncio Pilatos em sua omissão a Jesus Cristo, em nome da própria política. Aqui dizemos que é preciso posicionamento, pois não estão pensando consequencias que podem ser geradas comunidade com a atitude de supressão de direito à cidadania.

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Para que seja melhor entendido o tema proposto, discorreremos sobre dois conceito já citados no texto, a saber: política e cidadania. Este possui forte contribuição dos escritos platônicos, mais especificamente do livro: A República, onde o filósofo tece o seu conceito e mais que isso, sua prática para o melhor desenvolvimento da cidade. Nesta cidade por Platão almejada, cada cidadão tem clara e distinta ciência do papel a ser desempenhado, ele não faz distinção entre as atividades a serem executadas, todas são em sua potencialidade imprescindíveis ao pleno exercício da cidadania, esta que é um compromisso com a cidade, permeado pelo

usufruto dos direitos e cumprimento íntegro dos deveres. Aquele, – política – trazemos do que disse Aristóteles do homem como sendo um ser político e sociável, ou seja, não vive de modo completo se viver sozinho. Disto faremos também uso das contribuições da filosofia política. Como o homem não vive só, precisa viver em e da relação com os outros, é necessário que convivamos de forma a não prejudicar o modo de vida do outro. Podemos dizer que o senso comum de que “o meu direito termina onde o do outro começa”, decore disto. Grosso modo, política é arte da boa convivência e suas implicações ou simplesmente, é arte de conviver do melhor modo possível, fazendo uso da cidadania, respeitando direitos, cumprindo deveres e contribuindo para o desenvolvimento da cidade. Alguns filósofos políticos como Thomas Hobbes e John Locke são também chamados de contratualistas, pois, dizem que a sociedade foi estabelecida por meio de um pacto entre os interessados que tem o seu cumprimento delegado ao governante escolhido. Esse contrato tem por finalidade a preservação dos direitos e a conservação da paz, onde o direito mais importante é a vida, sem o qual não se pode possuir nenhum outro. Estes pensadores fazem parte das concepções políticas que mais influenciam nossas vidas. Faz-se imprescindível, nos conscientizarmos de que a política faz e tem que fazer parte da nossa vida, que temos por obrigação – cidadã e como parte interessada – refletir e participar dela, sem confundir com politicagem, que é o modo mesquinho de exercê-la, com favores e intenções que não contribuem para o bem da cidade. Nossos governantes são eleitos para gerir o coletivo e não alguns particulares, como parentes, amigos e outros. Todo candidato que antes durante ou depois da

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campanha usa de ações ilícitas como a compra de votos, terá certamente que também de modo ilícito, recuperar o dinheiro gasto. A gestão dos eleitos, precisa ser de modo a pensar e praticar o bem comum, que diz respeito a todos. Saber e entender de política não quer dizer que devemos aceitar as atitudes de alguns políticos ou que devemos fazer as mesmas coisas que a grande maioria faz, não é bem assim, temos que fazer a diferença, e para fazê-la carecemos de saber como escolher os representantes do nosso estado e país, pois eles estarão por muitos anos a administrar os nossos bens coletivos e interesses, dar rumo para o nosso futuro e sanar ou aumentar nossas preocupações, como as ambientais e educacionais por exemplo. Destarte, temos que conhecer dos nossos representantes o máximo que pudermos sobre suas escolhas e ideologias políticas – arte da boa convivência e suas implicações. Na política do nosso país, é fato que inúmeras ações dos nossos representantes estão nos deixando decepcionados e descrentes em uma mudança do quadro atual de corrupções e mau uso do dinheiro público, que contribui para as mazelas e miséria que atinge o nosso povo direta e indiretamente. O político

honesto deve ser o único a ser por nós votado, pois ele está mostrando o seu caráter e o respeito com nós eleitores, deste modo já prenuncia como será sua gestão. Temos que estar sempre atentos à política e especialmente com uma visão cristã de mundo, denunciar o que está errado e lutar para que tenhamos melhorias em nosso país, nos nossos estados e em nossas comunidades. Agindo desta forma não iremos ficar só reclamando de alguns políticos que não cumpriram com a sua obrigação e estaremos defendendo o que é mais importante nesse momento de eleição: os nossos deveres, de votar e de fiscalizar os nossos “políticos”. É com a contínua conscientização e prática destas ações que modificaremos coletivamente o cenário atual da política. Para tanto as discussões sobre políticas deve ser o cerne das ações nas escolas, universidades, igrejas, bares, shoppings center, entre colegas, amigos, famílias, bem como nos demais meios sociais. Fernando Gramoza, JUFRA Fraternidade Aliança de Paz Assessor Regional de Expansão, Regional NEB2Sergipe

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Formação cristã

VIGIAI E ORAI

No tempo de Moisés, falar com Deus era privilégio de poucos. Naquele tempo podiam ouvir, literalmente, a voz do Senhor. Hoje não a ouvimos com nossos ouvidos, mas com certeza podemos ouvir com nosso coração. Ele é o mesmo Deus, nós é que mudamos. Onde quer que estejamos Deus nos ouve, Ele nos conhece. Orar é conversar com Deus como pai e amigo, é o alimento diário do nosso Espírito, é a confirmação da nossa fé. Nossas orações, nossos pensamentos, nossas conversas espirituais nos direcionam ou redirecionam para o bem. Jesus Cristo orou Jesus orava. Nós podemos ver, em nossas próprias limitações e necessidades, razões para orar. Mas, o que estava atrás das orações de Jesus? Jesus é Divino. Que necessidades suas poderiam ser satisfeitas com oração? Contudo, ali estava ele em forte choro, lágrimas e devoção, orando (Hebreus 5:7). Ele agradecia a Deus pelo alimento (Mateus 15: 36). Outra oração de agradecimento demonstrava sua associação com o Pai, para que aqueles que estavam na ressurreição de Lázaro pudessem entender que ele tinha sido enviado por Deus (João 11: 41-42). Enfrentando arrogância intelectual, Jesus dava graças pelo propósito partilhado com respeito à verdade, escondida dos orgulhosos que apreciam suas próprias respostas, mas revelada aos humildes que a buscam (Mateus 11: 25-26). Jesus orava antes de iniciar a obra de Deus. Ele passou toda a noite orando antes de nomear os Doze (Lucas 6: 12).

O cansaço depois da ação também encontrou Jesus em oração. Ouvindo falar da morte de João, Jesus procurou a solidão, mas foi surpreendido pela multidão que o seguia. Depois de curar os seus doentes, de alimentálos, e de mandar embora seus discípulos, ele subiu a um monte para orar (Mateus 14: 1321). Seguindo-se outros dias estafantes, ele buscou alívio num lugar deserto para orar (Marcos 1: 25; Lucas 5: 12-16). “Não se faça, todavia, a minha vontade, mas sim a tua” (Lucas 22:42), esta foi a última oração de Jesus registrada. Não está registrado que Jesus orou em público sequer uma vez. Ele ensinou seus seguidores a não usar sua espiritualidade para chamar atenção a si mesmos, como os sacerdotes daquela época costumavam fazer. Ele orou em particular. Ele escolheu lugares afastados para evitar ser distraído. Quando Seus discípulos pediram a Jesus que os ensinassem a orar, Ele lhes ensinou a oração que é chamada de “O Pai Nosso“. Essa oração os ensinou a honrar a Deus, procurar por Sua perfeita vontade em suas vidas, pedir por suas necessidades, a confiar que Ele vai suprir e a oferecer suas vidas em serviço a Deus. São Francisco orou São Francisco abriu-se por inteiro a Deus e passou anos de sua vida em total oração. Na oração Francisco buscava conhecer a vontade de Deus, esse Deus amoroso, Sumo Bem. Para São Francisco estar em união com Deus, pela ação do Espírito Santo, age pleno de doçura e alegria. Rezar é unir-se com Deus. Assim como nosso corpo necessita de alimento, a nossa alma deve tomar seu alimento de vida.

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Na oração obtemos e acumulamos graças, ao passo que a pregação é por assim dizer, uma distribuição dos bens recebidos do céu. São Francisco a exemplo de Jesus também se retirava para conversar com Deus e fazia a experiência divina ao contemplar a natureza e os irmãos, passava noites em oração, repetia sempre: “Meu Deus e meu tudo” e ao entrar na Igreja dizia: “Nós vos adoramos Senhor Jesus Cristo aqui e em todas as igrejas do mundo e vos bendizemos, por que pela vossa Santa Cruz remistes o mundo”. Os Jovens oram Não existe uma fórmula, uma linguagem ou uma maneira correta de orar, orar é distinto de apenas pronunciar palavras. Os jovens são hoje o alvo de três indústrias perigosas: a do consumo, a do sexo ilícito e a droga acompanhada de crimes. Eles são bombardeados por apelos comerciais e sensuais, se tornando assim alienados. Mais que em qualquer outro momento da história, eles necessitam desenvolver um relacionamento pessoal com Deus e cultivar os valores cristãos. E o caminho para esta vida de comunhão é a oração. Felizmente há muitos jovens que buscam a oração, amar a Deus sobre todas as coisas (Êxodo 20: 2-5) e que ouve o chamado de Deus para uma vida de missão, assim podendo atrair aqueles que não buscam a oração como fonte de vida. O Documento de Aparecida nos diz que “Os jovens e adolescentes constituem a grande maioria da população da América Latina e do Caribe. Representam enorme potencial para o presente e o futuro na igreja e de nossos povos, como discípulos e missionários do Senhor Jesus. Os jovens são sensíveis a descobrir sua vocação a serem amigos e discípulos de Cristo. São chamados a serem “sentinelas da manhã”, comprometendo-se na renovação do mundo à luz do plano de Deus. Não temem o sacrifício nem a entrega da própria vida, mas sim uma vida sem sentido. Por sua generosidade, são chamados a servir a seus irmãos, especialmente aos mais necessitados, com todo o seu tempo e vida”. (Doc. de Aparecida do CELAM n°443).

A oração do jovem é contagiante, pois leva o próximo a se colocar diante de Deus e orar juntos. A oração do jovem é dinâmica, tem expressão do Espírito e do corpo. A oração do jovem em sua maioria tem música e canto por isso é contagiante. A oração do jovem vem do coração. Como orar Uma boa forma de lembrar sobre como orar é pensar em quatro palavras importantes: Adoração, Agradecimento, Confissão e Pedidos. Essas quatro palavras são a base para construir nossas próprias orações. ● A Adoração é vista pelos seus atos e não apenas pelas palavras que se fala ou canta. Não é um ritual. Você não vai à igreja e segue fórmulas. Adoração envolve o nosso coração, mente e vontade. Adoração é se dar totalmente, em toda verdade, envolvendo e refletindo o amor e generosidade de Cristo. A palavra adorar é um verbo, uma palavra de ação. Isto significa estar cheio de adoração, se prostrar, reverenciar, e permanecer na profundidade da beleza do Senhor. Adoração é mais do que cantar belas canções na igreja. É mais do que instrumentos e música. Como um verdadeiro adorador, nosso coração poderá adorar ao Senhor em todo o tempo, em todos os lugares. ● O Agradecimento é quando nós caminhamos conforme o plano de Deus para nossa vida exige que não fiquemos insensíveis às dádivas de Deus. A isto se deve acrescentar que a nossa gratidão não é necessária para Deus, mas sim para nós mesmos. Quando agradecemos a Deus, nos lembramos de Seu amor por nós, Sua constante preocupação conosco e de dons espirituais e bens materiais que Ele derrama sobre nós todos os dias. Além disso, a gratidão a Deus, dispersa o desânimo, afasta a tristeza e nos devolve a coragem e a alegria de viver. A gratidão a Deus pode ser comparada a um raio de sol, que penetra nas profundezas da alma. Ao ser tocada pelo Sol Espiritual, a alma aquece e nos tornamos pessoas bondosas e prontas para amar.

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● A Confissão nos ajuda a expor uma dúvida que esteja nos afligindo. Pela virtude de Penitência, que Deus coloca no nosso coração, Ele nos leva a reconhecer toda Sua bondade, toda Sua santidade e como nós O ofendemos e O deixamos triste quando cometemos nossos pecados. Só mesmo conhecendo a Santidade, a Justiça e o Amor de Deus é que podemos reconhecer como nossos pecados ofendem a Deus. Deus quer que tenhamos arrependimentos por nossos pecados. ● Os pedidos ou preces são clamores que fazemos a Deus na certeza de que se for para o nosso bem e da Sua vontade, Ele irá nos atender. Orar pedindo ajuda até em coisas pequenas ajuda a reconhecermos de onde provêm as coisas boas que temos e desfrutamos orar fortalece este relacionamento com o Todo-Poderoso. Deus é um pai afetuoso e carinhoso que deseja apenas o nosso bem. Deus nos ouve toda vez que nos voltamos a Ele através da oração.

Como orar em fraternidade e pela fraternidade Alguns modelos de dinâmicas de oração funcionam em muitas fraternidades, exemplos: ● A dinâmica do anjo que é muito parecida com a brincadeira do amigo oculto das festas de final de ano, que ao invés de dar presente, todos irão em segredo proteger o irmão como se fosse um anjo orando por ele durante toda semana e no próximo encontro será revelado e culminado com um abraço fraterno em agradecimento pelas orações. Desta forma cada irmão irá orar por alguém sabendo que há alguém orando por ele. ● Tardes de oração, que também poderão ser manhãs ou noites. São momentos onde todos sabem o objetivo de estar se encontrando que é para a oração, então já irão preparados, pode ser na igreja diante do Santíssimo Sacramento ou no local das reuniões, contanto que seja um ambiente propício à oração onde todos fiquem a vontade e os irmãos que estejam dirigindo este momento possam iluminados pela luz do Espírito Santo fazer com que todos se concentrem na oração e tenham seu momento íntimo com Deus. É importante incentivar que os irmãos participem lendo, cantando ou ajudando na reflexão espontaneamente e aceitando o ponto de vista do irmão.

● Dinâmicas de relaxamento são importantes, pois irá proporcionar um momento de parada do corpo deixando só a mente ocupada e tendo cuidado para não relaxar demais e dormir, assim não atingindo o objetivo. Deve- se criar um momento de interiorização pessoal, fazer revisão de algumas atitudes que não contribuem para o próprio crescimento pessoal e o crescimento da fraternidade e buscar alternativas para melhorar ou aprimorar o relacionamento com as pessoas. Seria uma forma de estar vendo, julgando e agindo. ● Sempre consultar a palavra de Deus em tudo que vamos fazer principalmente na oração, usar símbolos também ajuda na reflexão, o lúdico auxilia no entendimento.

Refletindo com a canção É Muito Jovem Minha Oração (Pe. Zezinho / Scj) É muito jovem minha oração É muito jovem minha oração Talvez não tenha maturidade Mas tem a verdade do meu coração Do meu coração de jovem cristão Do meu coração de jovem cristão. Eu fiz da esperança O meu rumo certo Cheguei muito perto De onde eu sonhei Caí muitas vezes Não posso mentir Mas posso dizer Que as quedas que eu tive Não foram derrotas Eu caí quando estive a subir. Eu fiz da verdade Meu porto e destino E desde menino Lutei pra ser eu. Errei muitas vezes, Não posso negar Mas posso dizer Tranqüilo e seguro Plantei meu futuro Vou colher meu pedaço de céu. Questionamentos 1. A juventude está importância à oração?

dando

a

devida

2. A oração nos ajuda a ter mais esperança e a caminhar no rumo certo. Será que a juventude com a ajuda da oração está plantando seu futuro para colher seu pedaço de céu?

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Oremos de verdade, abramos nosso coração para deixar Deus falar e agir. Coloquemo-nos na presença do Senhor. Avaliemos nossa vida: como está nossa comunhão com Deus? E com o povo de Deus? Como tem sido nossas orações? Devemos aceitar com prontidão a ajuda que Deus nos dá, sejamos inteligentes espiritualmente entendendo a importância em conversar com Deus e seremos pessoas diferenciadas para melhor.

Ívia Mayara Morais dos Santos Subsecretária Regional de Formação Regional NE B1 PE/AL

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CASTIDADE, OBEDIÊNCIA E POBREZA: Estamos sendo coerentes com estes valores?

“E logo me foi dado compreender que essas três oferendas significavam a santa obediência, a extrema pobreza e a belíssima castidade que Deus, por Sua graça, me concedeu observar tão perfeitamente.” (São Francisco de Assis) Falar sobre essas três palavras que nos são conhecidas como os três nós do Tau que carregamos no peito parece fácil. Contudo, já paramos para refletir se estamos sendo coerentes com o tau que usamos e com os valores pregados por Cristo e depois por Francisco? Castidade, obediência e pobreza. Palavras tão simples, porém tão banalizadas nos dias de hoje. Os três nós do tau são os três conselhos evanélicos, os quais Francisco viveu com imenso amor. Será que nós, jovens franciscanos, estamos fazendo jus à estes valores? Em meio a uma sociedade moderna em que percebemos a banalização do sexo, o individualismo e egocentrismo, e o apego aos bens materiais, qual o nosso diferencial como jufrista? A CASTIDADE “Ninguém te despreze por seres jovem. Ao contrário, torna-te modelo para os fiéis, no modo de falar e de viver, na caridade, na fé, na castidade.” (I Timóteo 4,12) “Não sabeis que sois o templo de Deus, e que o Espírito de Deus habita em vós?” (I Coríntios 3,16) A castidade é um dos valores mais banalizados da modernidade. Hoje em dia se considera natural o “ficar” com qualquer um, a busca de prazer momentâneo, como no sexo antes do casamento, muitas vezes com muitas pessoas, a masturbação e a pornografia. Outras situações pregadas pela sociedade dificultam a vivência da pureza, como a distribuição massiva de camisinhas em eventos como o carnaval, o apoio ao aborto, além de diversas outras tão freqüentes em nossos meios. Nesse contexto, a indústria do sexo, que é uma das mais

ricas atualmente, vai enriquecendo cada vez mais, às custas da pureza do ser humano e principalmente dos nossos jovens. Tudo isso está presente muitas vezes de forma sutil, ou até explícita em nossas vidas, nas novelas e programas de TV que assistimos, nas festas que freqüentamos, em nossa escola, faculdade ou trabalho, e muitas vezes até em nosso grupo de amigos. É aí que o jovem vai se mergulhando no pecado, pois fica difícil remar contra a maré. Muitos jovens até mesmo católicos e jufristas pregam hoje que a castidade é retrógrada, que não é para os jovens de hoje. É muito mais fácil mesmo ir a favor da correnteza. Ainda há sentido em falar de castidade? Nós, jovens franciscanos, somos capazes de fazer essa renúncia? Muitas vezes, a visão negativa quanto à castidade, vem de alguns equívocos, como pensar que ela é contra o sexo, mas muito pelo contrário. A castidade vê a sexualidade de forma muito mais rica e aberta: vê de maneira positiva o amor, valorizando o corpo e o sexo. Além disso, é uma visão criativa e libertadora da afetividade. São Francisco e Santa Clara de Assis traduziram para a linguagem do século XIII a plenitude de vida que Jesus Cristo veio trazer ao mundo dois mil anos atrás. O Concílio Vaticano II lembrou que nós todos somos um Povo amado por Deus e que está caminhando para Deus, deixando claro que caminhar para Deus é caminhar para o Amor, pois, como lembrou São João em sua primeira Carta, "Deus é Amor". Comprometer-se com a castidade, na proposta da Igreja é ser, no mundo, uma pessoa, ou um grupo de pessoas que provam, por seu exemplo e por sua alegria, que aquele amor da eternidade vai existir mesmo. Tanto vai existir que até já existe, para quem está vivendo a Castidade. Por isso, castidade é liberdade para amar. Uma liberdade sem limites para um Amor sem limites. Deste modo, nós,

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Formação franciscana

jufristas, podemos sim assumir esse ideal. Não podemos esquecer que somos templos do Espírito Santo, e que devemos respeitar o nosso corpo e o corpo de nossos irmãos. Como Francisco e Clara de Assis souberam fazer isso muito bem, nós vamos pedir a ajuda deles na caminhada, para sermos cada vez mais livres para amar. A OBEDIÊNCIA “Em obediência à verdade, tendes purificado as vossas almas para praticardes um amor fraterno sincero. Amai-vos, pois, uns aos outros, ardentemente e do fundo do coração.” (I São Pedro 1,22) “Senhora santa caridade, o Senhor te guarde por tua santa irmã, a obediência!” (São Francisco de Assis) A obediência, fundamentalmente, significa a disposição íntima e pessoal à disponibilidade para a doação. Significa não pertencer a si mesmo e para seus interesses, mas pertencer e se doar ao outro. Ao falarmos de obediência, impossível não lembrar de Francisco de Assis. Ele foi obediente a Deus e foi obediente à Igreja. Enquanto tantos outros, descontentes com a Igreja, separaram-se ou criaram outras novas, Francisco amou a Igreja Católica, mesmo que não concordasse com a forma em que muitas vezes esta agia em sua época. Com imensa humildade, Francisco acolheu o pedido do Cristo Crucificado a reconstruir a sua Igreja, e o fez com imensa dedicação. Hoje em dia, imersos no individualismo, já não se valoriza mais a obediência aos pais, às leis, às autoridades, e principalmente à Igreja e a Deus. Muitas vezes, até mesmo em nossas fraternidades desrespeitamos as normas, essenciais para a unidade e identidade da JUFRA, por pensarmos que são apenas burocracias desnecessárias. Quantas vezes desobedecemos o que nos pede a Igreja, seguindo apenas aquilo que é mais fácil, e esquecemos dos outros valores? Muitas vezes chamamos de “católicos não praticantes” aqueles que foram batizados, mas não seguem à Igreja com assiduidade. Mas será que nós somos católicos praticantes? E quando rezamos, entregamos nossas vidas para que Deus realize Sua vontade em nós, e somos obedientes no seguimento da Sua vontade, ou queremos que Deus sempre realize a nossa vontade? Assim, para seguirmos fiéis na imitação do exemplo de vida dado por Cristo nos Evangelhos, como fez Francisco, a obediência é fundamental.

A POBREZA “Buscai em primeiro lugar o Reino de Deus e a Sua justiça e todas estas coisas vos serão dadas em acréscimo.” (Mateus 6,33) "Onde a pobreza se une à alegria, não há cobiça nem avareza." (São Francisco de Assis) A pobreza pode ser entendida como o contentamento humilde com o necessário e o esquecimento do supérfluo. Repartir o que temos e não cobiçar aquilo que os outros possuem. É uma maneira sóbria de viver com simplicidade, sem ostentação e consiste em solidariedade com aqueles que têm ainda menos. Para Francisco, a pobreza, a qual ele costumava dizer ter desposado, era um dos principais valores no seguimento ao Evangelho. Percebemos o imenso carinho e amor que ele tinha, chamando-a "Dama Pobreza". Para ele, a pobreza não era um objetivo, mas antes, um instrumento pelo qual se podia obter a purificação necessária para a habitação de Deus no interior de cada um e para a perfeita comunhão com o semelhante. Na sociedade egoísta em que vivemos, em que se privilegia muito mais o ter do que o ser, se torna muito difícil adquirirmos o dom da pobreza, da humildade, do desprendimento e da caridade. Será que estamos valorizando realmente a pobreza, ou ainda damos maior valor à busca dos bens materiais? Estamos constantemente preocupados em ter a melhor marca de roupa, o melhor carro, o salário mais alto? Pensamos em nossos irmãos que sofrem na pobreza literal, que não tem onde morar, o que vestir e que passam fome? Estamos olhando ao nosso redor, percebendo as necessidades dos nossos irmãos? A que estamos buscando em primeiro lugar? Que atitudes nós como jufristas tomamos a favor dos irmãos mais necessitados? E nossa fraternidade, tem vivido esse valor de forma concreta? É fundamental que nós como jufristas passemos a refletir mais sobre esses valores, tão conhecidos pela família franciscana, e pela JUFRA, porém, muitas vezes não colocados em prática. Devemos também aprofundar cada um deles, para que possamos conhecêlos e entendêlos, pois somente se

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Formação franciscana

ama aquilo que se conhece. Além de refletirmos, devemos fazer jus ao Tau que com orgulho carregamos no peito, sendo exemplo no mundo não só na busca da paz e do bem, mas na vivência da castidade, da obediência e da pobreza. QUESTÕES PARA FRATERNIDADE:

REFLETIR

NA

1) A castidade continua sendo um valor importante na atualidade? De que forma nós jufristas podemos vivenciá-la? 2) À quem devemos ser obedientes? Qual a importância da obediência em nossa fraternidade? 3) O que temos buscado em nossas vidas? Como está a nossa vivência quanto à pobreza e à humildade? VÍDEOS: http://www.youtube.com/watch?v=_tIsMu6A cWE http://www.youtube.com/watch?v=09bjLZor7 x4&feature=related REFERÊNCIAS: http://www.franciscanos.net/portugues/livres 0.htm http://neofranciscanos.wordpress.com/2009/ 10/24/carisma-franciscano-e-os-votos-dosconsagrados/ http://www.verboeterno.com.br/PaginaExibir. asp?opc=exibir&idcat=25&idnot=140 http://www.bibliacatolica.com.br http://pt.wikipedia.org Jamille Mateus Wiles Subsecretária Nacional para a Área Sul Secretária Fraterna Regional – Sul 3 Subsecretária de Formação - Fraternidade Utopia

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CONHECENDO OS SERVIÇOS DA JUFRA

"Conhecendo os serviços da JUFRA"

DHJUPIC: O que é isso? *O QUE É? A sigla assusta e o significado mais ainda. A Subsecretaria de Direitos Humanos, Justiça, Paz e Integridade da Criação (DHJUPIC), segundo nosso Livro de Formação Básica, “é o serviço da JUFRA do Brasil responsável pela luta do direito e respeito à vida. Sua função é promover o apoio a manifestações de defesa do meio ambiente e preservação de todas as formas de vida, buscando informações, promovendo campanhas de conscientização, debates e conferências com autoridades, grupos e pessoas comprometidas e atuantes nessa área. Forma para a cidadania, o apostolado do leigo na Igreja e no mundo.”

*ONDE E QUEM? Como no tempo de Francisco e Clara, vivemos hoje numa sociedade impregnada pela cultura da violência, do preconceito e da exploração, onde a miséria e o número de excluídos/as aumentam a cada dia. Uns/Umas preferem retribuir a violência com mais violência ou se trancam com medo em suas casas sem saber o que esperar do dia de amanhã. Outros/as preferem a luta incansável dos Direitos Humanos e se juntam para que a luta fique mais forte e possa construir uma sociedade realmente justa, fraterna e igualitária. Estes/as “outros/as” primordialmente deveriam ser os/as cristãos/ãs e, ainda mais, os/as franciscanos/as, por obediência ao Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo e apoiadas/os pela Doutrina Social da Igreja (DSI).

*POR QUÊ? Além disso, contamos com inúmeros documentos que nos motivam e interpelam para um maior engajamento e compromisso

com as causas sociais e populares, nas causas da Vida, que são as causas do Reino de Deus. Só para ilustrar, contamos com as Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora da Igreja do Brasil, os documentos do Episcopado LatinoAmericano e Caribenho e, logicamente, os nossos estatutos, documentos e planos das Ordens Franciscanas, da Família Franciscana do Brasil (FFB) e da própria JUFRA, com forte evidência para o nosso Manifesto.

*PARA QUÊ? Portanto, organizar e priorizar o serviço de DHJUPIC da JUFRA é, antes e acima de tudo, seguir Jesus Cristo proclamando que "O Espírito do Senhor está sobre mim, porque ele me consagrou com a unção, para anunciar a Boa Notícia aos pobres; enviou-me para proclamar a libertação aos presos e aos cegos a recuperação da vista; para libertar os oprimidos, e para proclamar um ano de graça do Senhor." (Lucas 4,18-19)

*COMO? Existem inúmeras formas de se por em prática este serviço que coloca em xeque nossa identidade cristã e franciscana. A Juventude Franciscana deve ser fermento de libertação da pessoa e de transformação da sociedade. A figura do bom samaritano (Cf. Lc 10,25-37), aquele que, “movido de compaixão”, correu imediatamente em socorro do ferido, é modelo para todos/as nós, da mesma forma o beijo dado por Francisco no leproso. Querido e querida jovem, “então Jesus lhe disse: „Vá e faça a mesma coisa‟.” (Lc 4,37b).

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Entrevista: hoberdam mota

Entrevista: Hoberdam Mota

No início das comemorações pelos 40 anos da JUFRA no Brasil iremos apresentar uma série de entrevistas com irmãos (as) que ajudaram a construir essa história ao longo desses 40 anos. Nessa primeira edição, o nosso entrevistado é o Irmão Hoberdam Mota, ex-secretário Fraterno Nacional da JUFRA (1998-2001). 1- Gostaríamos que você se apresentasse aos irmãos e irmãs da Juventude Franciscana do Brasil, falando um pouco de como foi sua trajetória dentro da JUFRA. R- Comecei minha participação na JUFRA à convite do Frei Romildo, OFMCap., que motivou os jovens paroquianos de um coral a conhecer o ideal franciscano. A partir daí começamos a nos reunir freqüentemente e fomos nos apaixonando pelo ideal franciscano. Fundamos a JUFRA oficialmente e demos a ela o nome de Fraternidade local Irmão Menor. Fui eleito como o primeiro Secretário Fraterno Local. Antes que se completasse os 3 anos fui eleito Secretário Fraterno Regional PE/AL, e mais uma vez, antes de completar os 3 anos de gestão fui eleito Secretário Fraterno Nacional. Conclui o meu mandato e estava cogitado como Representante Internacional da JUFRA para a América Latina, mas dessa vez não tive mais a mesma disposição, e não pude aceitar, porque tudo requer grandes sacrifícios. E eu precisava priorizar minha vida profissional e familiar. Com o firme sentido do dever cumprido e já professo na OFS encerrei meu bom combate e a MARAVILHOSA experiência de vida que já fiz como jovem. 2- Como foi sua experiência a frente do Secretariado Fraterno Nacional da JUFRA do Brasil? R- No começo foi muito difícil, porque tínhamos grandes desafios e pouca idéia da realidade nacional da JUFRA do Brasil. Buscamos olhar um pouco de como foi a trajetória dos outros secretariados anteriores e reforçar o que havia de bom e tentar evitar os mesmos erros. As fraternidades regionais tinham diferentes opiniões de sua caminhada, porém tinham no

semblante o mesmo amor e a mesma claridade franciscana. Algumas relutaram muito durante as tentativas de negociações para sanar algumas irregularidades. Outras foram muito fraternas e repletas de bons exemplos a serem seguidos. A OFS, na época, em boa parte do Brasil, ainda era muito indiferente com a JUFRA, algumas não aceitavam nem a formação da JUFRA ou demonstravam interesse por sua caminhada. A animação fraterna e espiritual era uma dificuldade maior ainda, apesar de muitas fraternidades locais serem assistidos por religiosas ou leigos envolvidos com trabalhos de contemplação, oração e carisma da mística franciscana. Tivemos como bons frutos uma sutil mudança nesses quadros e conseguimos conquistar ainda: A aprovação do Estatuto Nacional da JUFRA, os livros de formação, o 1º CD da JUFRA DO BRASIL, a visita em todos os secretariados regionais e um maravilhoso relacionamento com a OFS Nacional, especialmente na pessoa da então irmã ministra nacional, a quem tenho grande carinho, Maria Aparecida Crepaldi. 3- Se você pudesse destacar alguns momentos que marcaram sua vida franciscana na JUFRA quais seriam? R- A aprovação do Estatuto Nacional. Minha participação na Jornada Mundial da Juventude em Roma e, conseqüentemente, minha visita a Assis. A realização do sonho o CD da JUFRA do Brasil com o apoio da OFS Nacional. A concretização dos livros de Formação e os dias inesquecíveis que precisei "perder para ganhar", vivendo as mais inusitadas "Perfeitas Alegrias", assunto para um livro inteiro. Um dia contarei tudo, quem sabe!!!!!! (risos) 4- Um dos marcos de sua caminhada, que até hoje é preservado em nossas fraternidades é o CD Meu Verdadeiro Ideal, como foi essa experiência de construir esse sonho? R- Quase não acreditei quando conseguimos convencer a OFS do Brasil a nos emprestar os custos para este projeto. Passei noites em claro elaborando o projeto e fazendo cotações. Foi tudo um sonho lindo que se tornou realidade e marcou a nossa trajetória. A idéia era que se fosse muito lucrativo faríamos um outro CD, sendo que em um grande encontro, o qual até nome já tinha: 1º Grande Festival de Músicas Franciscanas da JUFRA do Brasil, com canções compostas por participantes de todas as fraternidades locais. Porém, os lucros não foram

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tão bons devido a alguns erros cometidos, inclusive por mim mesmo.

Entrevista: hoberdam mota

5- Por que a JUFRA é um verdadeiro ideal? R- Quando você descobre o Cristo no jeito de ser de Francisco de Assis e Clara, o nosso modo de ser igreja se transforma. Nosso modo de ver a cruz se ilumina e assume a forma de um TAU. O nosso jeito de ser jovem cristão franciscano se plenifica e nada mais nos preenche deste ardente desejo de servir e ser JUFRISTA. 6- Você continua vivenciando sua caminhada franciscana? Conte-nos um pouco de como é sua experiência franciscana atualmente.

R- Há duas frases que considero muito importante até mesmo nos tempos de hoje: Uma está no verso da capa do CD da JUFRA: “Nunca desistir, porque Deus nunca desistiu de mim!” E esta outra que é de Santo Inácio de Loyola: “Devemos rezar como se tudo dependesse de Deus e agir como se tudo dependesse de nós!” E é a essência destas duas mensagens que deixo para a reflexão de todos os jovens que trilham os passos do ideal franciscano. Paz e Bem! Francisclarianamente, Hoberdam Mota.

R- como eu havia dito anteriormente, ainda participando da JUFRA, me conscientizei de que nada do que eu pregava teria sentido se eu não fosse dar continuidade à minha jornada franciscana na OFS. Sendo assim, ajudei a fundar uma fraternidade local no bairro onde moro e professei, perpetuamente, meu amor incondicional ao "jeito franciscano" de ser igreja. Nossa Fraternidade local recebeu o carinhoso nome da Santa Rosa de Viterbo (por que será???!!! - risos). Fui formador local durante 9 anos, e atualmente fui convidado a ser Animador Fraterno da JUFRA do Pina, minha antiga fraternidade da JUFRA. 7- Como você observa atualmente a JUFRA no seu regional e no Brasil como um todo? R- Antigamente me preocupava muito. Procurei de toda forma não ficar me intrometendo. Nem sequer quis assumir qualquer outra função nos secretariados da JUFRA. Isto porque acho que cada um deu o que pode, e cada novo que assume tem o direito e o dever de recomeçar como se nada tivesse sido feito até ali. Nisto devemos ter a plena consciência de que somos degraus, um dia subimos para construir e no outro servimos de base para que o outro suba e construa o próximo degrau. Mas respondendo diretamente à pergunta, acho que os desafios agora são bem maiores do que antes, pois apesar das facilidades tecnológicas e dos novos tempos, também surgiram as novas problemáticas que atinge em cheio a nossa juventude no Brasil. Os jovens se afastam cada vez mais da igreja, as facilidades da comunicação conduziram os jovens para caminhos distantes e o abismo entre fé e juventude vem crescendo tornando-os indiferentes aos princípios cristãos e até mesmo humano. 8- Que mensagem você deixaria para os jovens jufristas que continuam construindo essa história?

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Partilha dos regionais

"Partilha dos Regionais"

A Casa Perfeita é uma iniciativa da OFS e da JUFRA da paróquia Nossa Senhora Aparecida, em Nilópolis e foi inaugurada no ano de 2006, tendo sempre como voluntários os irmãos da Ordem.

e FIOCRUZ. A história dos alunos constrói a história do próprio Pré, tendo em vista que alguns dos primeiros alunos do ano de 1999 hoje participam do projeto como professores, fazendo o possível para os adolescentes de hoje consigam mudar a trajetória de suas vidas, em um local dominado por uma educação lamentável e com poucas oportunidades de ascensão social. Outro projeto de destaque é o Peace Idiomas, um curso de inglês que visa preparar a comunidade para que tenha mais ferramentas ao concorrer no mercado de trabalho. O último projeto a se iniciar na Casa Perfeita Alegria é o Estação DigiTau. Um curso de informática básica que atende a todas as faixas etárias e que tem como professores irmãos da JUFRA e OFS e já atendeu dezenas de irmãos da Paróquia Nossa Senhora Aparecida,

A presença da Casa Perfeita Alegria criou na Baixada Fluminense uma nova perspectiva para a conquista definitiva da cidadania, resgatando, desenvolvendo e transformando as pessoas em seus aspectos educacional, social e cultural. Desde sua criação, há quatro anos, temos como princípios fundamentais o cultivo dos valores evangélicos da justiça, misericórdia, da compaixão e da caridade. A esses princípios, incorporamos também os valores franciscanos que adotamos como modelo e regra de vida. Atualmente a Casa Perfeita Alegria atende em três projetos diferentes. Um dos projetos já existe há 11 anos: é o Pré-Técnico, que prepare os jovens de Nilópolis e dos municípios vizinhos para as provas de escolas como CEFET, FAETEC,

principalmente os irmãos mais idosos, auxiliandoos em tarefas simples como digitar um texto que gostariam de levar para a igreja a fim de ler em seus grupos, fazer currículos para os familiares que estão desempregados, enfim, atividades simples, mas que nunca tiveram oportunidade de aprender. A Casa Perfeita Alegria proporciona aos irmãos a oportunidade de conviver com os mais necessitados, de fazer o bem e de evangelizar através de gestos tão simples, mas que podem mudar a vida de muitas pessoas, como tem acontecido. Nesse espaço vivemos um pouco do que Francisco de Assis viveu ao ajudar os mais necessitados e nos envolvermos com eles, tornamo-nos parte da realidade deles e praticamos a nossa alteridade, nos colocando no lugar dos irmãos e buscando o que seria melhor para eles.

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Partilha dos regionais

Nos últimos anos tivemos a oportunidade de promover aulas de violão, de dança, de pintura em tecido, de crochê, preparatórias para concurso público e aulas de reforço escolar. Graças as aulas de artesanato algumas alunas conseguiam tirar o próprio sustento do que produziam nas aulas bem como as quatro alunas da turma de concurso público, todas aprovadas para auxiliar de creche no concurso realizado pela Prefeitura da Cidade do Rio de Janeiro. Saber que estamos desenvolvendo o nosso papel de “sal da terra e luz do mundo” nos motiva a fazer funcionar todos os dias a sede do projeto, que não tem patrocínio e funciona graças ao auxílio dos irmãos que se sensibilizam com a importância do projeto e fazem doações para que a manutenção da Casa seja feita, tendo em visto que o local é alugado e são pagas as contas de telefone, luz, etc. Em visita a Casa Perfeita Alegria, o Bispo Dom Luciano Bergamin disse as seguintes palavras: ““Quero parabenizar este projeto e esta casa, onde há a preocupação em formar a juventude para uma profissão e ao, mesmo tempo, reunir crianças e adolescentes através do estudo das línguas e das brincadeiras sadias.(...) É com essa verdadeira espiritualidade – seguindo o Espírito de Jesus, conforme viveu Francisco e Clara de Assis – que se faz a diferença. Parabéns e obrigado!” Obrigado Senhor Jesus por tudo que tem feito por nós! Obrigado a todos, que nos ajudaram durante este ano. Seja com doações, orações e trabalho voluntário. Sem vocês nada seria feito. Paz e Bem!!!!

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Partilha dos regionais

"Partilha dos Regionais"

Grito dos/as Excluídos/as fortalece espírito profético da Juventude Franciscana do Brasil “Queremos ser uma presença consciente, desafiadora, na realidade onde vivemos, captando nela os anseios e busca de libertação, para sermos agentes na construção de uma nova sociedade. O mundo cabe a nós salvá-lo ou perdermo-nos com ele!” (Manifesto da JUFRA do Brasil – Nº 09). “É preciso mais que palavras!”, diria Francisco de Assis, no filme “Irmão Sol, Irmã Lua” (do cineasta Franco Zefirelli), dirigindo-se a Bernardo de Quintavalle que tenta convencê-lo a retornar a vida burguesa de Assis. “É preciso mais que palavras!”, esse é o apelo que o pobrezinho de Assis fez e faz a cada irmã e irmão jufrista, a cada Fraternidade Local e Regional, é o apelo à JUFRA do Brasil, é o chamado a toda pessoa de boa vontade, àqueles/as que se comprometem a buscar no cotidiano da vida os sinais dos tempos e dos lugares para construir o Reinado de Deus, do Amor, da Justiça e, sobretudo, da Vida.

É este espírito que convocou às Fraternidades da JUFRA do Brasil a participarem e construírem em parceria o 16º Grito dos/as Excluídos/as, com o lema “Onde estão nossos direitos? Vamos às ruas para construir um projeto popular!”, e o Plebiscito Popular Nacional pelo Limite da Propriedade da Terra. Foi uma jornada longa de dois meses de articulação, comunicação, acompanhamento, repasse de material, explicação, motivação e preparação, mas é nas notícias e fotografias que recebemos das Fraternidades, inclusive da imprensa, que percebemos como são profundas e fecundas aquelas ações que fazemos com o gosto e a mística francisclariana. Neste sentido, as Fraternidades Locais organizaram e/ou participaram de diversas atividades, foram elas: -Em

Bom

Conselho-PE,

a

Fraternidade de JUFRA Luz Clara, com o apoio da OFS local, da Paróquia Jesus, Maria e José e do Monsenhor Nelson, organizaram o 1º Grito dos/as Excluídos/as de Bom Conselho-PE, levando

às

ruas

as

reivindicações

das

comunidades, no dia 07/09, entre elas: água, saneamento básico, educação, humanização no atendimento aos usuários do SUS, sinalização e iluminação

pública;

Houve

reunião

com

as

Comunidades da Paróquia, entrevista na Rádio local e divulgação nas escolas, praças e jornal local; Os frades, as comunidades rurais, a ONG Raio de Luz e a Associação de Capoeira Pelourinho da Bahia também participaram do Grito; -Em União dos Palmares-AL, havia quatro anos que não ocorria

o

Grito,

mas

como

o

impulso

dado

pela

Fraternidade de JUFRA Frei Galvão, em parceria com a OFS local e a Pastoral da Juventude do Meio Popular (PJMP), o Grito voltou às ruas no dia 07/09, trazendo como principal reivindicação o direito à moradia e vida digna para os/as atingidos/as

pelas

enchentes

que

até

hoje

estão

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abrigados/as numa escola local; A atividade foi acompanhada pela Rádio Comunitária Zumbi dos Palmares e também participaram a Pastoral da Criança, MST e CUT; O Grito foi encerrado com um missa na Igreja Matriz, onde estava montada uma urna do Plebiscito Popular; -Em Santa Rita-PB, aconteceu o 9º Grito dos/as Excluídos/as

Partilha dos regionais

no dia 11/09, organizado desde julho em reuniões semanais por uma série de entidades, dentre elas a Fraternidade de JUFRA Irmão Sol com Irmã Lua. As principais bandeiras de luta foram terra, trabalho, direitos humanos, cultura e lazer, entre outras, destacando-se a luta de combate à violência contra a mulher e o extermínio de jovens. Também participaram a Assembléia

Popular,

CEDHOR,

Paróquia

Santo

Antônio,

Cooperativa de Reciclagem de Marcos Moura e Movimento das Comunidades Populares. A Fraternidade também participou do 16º Grito de João Pessoa-PB, no dia 1º/09; -Em Santa Maria-RS, a Fraternidade de JUFRA Utopia realizou

um

encontro

formativo

sobre

o

Grito

dos/as

Excluídos/as no dia 28/08, utilizando o tema: “Onde estão nossos direitos?” e o lema “Resgatando as condições ideais e efetivas da vida”. Os/As jufristas debateram sobre os 16 anos de história do Grito, suas razões e ações, e, de maneira criativa, utilizaram músicas como “Terra de Gigantes”, “Canta Francisco” e “Comida” para partilhar os anseios de busca por vida e dignidade; Contaram com a participação de irmãos da Fraternidade de OFS Imaculada Conceição; -Em Pesqueira-PE, a Fraternidade de JUFRA Beleza

Simples

trabalhou

intensamente

no

Plebiscito

Popular, com o apoio da Cáritas Regional NE 2, do Bispo Diocesano

Dom

Francisco

Biasin

e

do

Frei

Francisco

Gonçalves,OFM e do Padre Bartolomeu, coordenador das Pastorais Sociais da Diocese de Pesqueira; Participaram do 3º Encontro de Articulação do Grito dos/as Excluídos/as, promovido pelo Regional NE 2 da CNBB e realizaram Divulgação da votação do Plebiscito nas rádios de Pesqueira e nas celebrações das paróquias, sensibilização no centro da cidade com entrega de folders e panfletos, distribuição de cartazes para órgãos públicos e confecção dos materiais; -Em Franca-SP, no dia 07/09, a Fraternidade de JUFRA Frei Leão e a Fraternidade Fonte Colombo, da Ordem Franciscana Secular, saíram às ruas junto com tantas outras pessoas dos mais variados seguimentos da Diocese de Franca-SP: CEBs, Pastoral da Criança, Pastoral do Menor, Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra, Irmãs religiosas, sacerdotes, paróquias e Comunidades. Na Semana da Pátria, a Fraternidade organizou três urnas nas Comunidades da Paróquia São Judas Tadeu, para recolher votos do Plebiscito Popular; Levaram as urnas e a imagem da Virgem de Guadalupe, protetora dos excluídos/as, para o Grito, que foi

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encerrado com uma missa na Catedral de Nossa Senhora da Conceição, presidida por Dom Pedro Luiz Stringhini, bispo diocesano;

Partilha dos regionais

-Em São Paulo-SP, a Fraternidade de JUFRA das

Chagas

participou

do

Grito

dos/as

Excluídos/as no dia 07/09 juntamente com os/as membros do Secretariado Fraterno Nacional da JUFRA do Brasil, que esteve reunido de 04 a 07/09. Durante o ato, os/as jufristas fizeram uma exposição nas escadas da Catedral da Sé com um grande

painel

escrito: “Chega

de

Violência

e

Extermínio de Jovens – Juventude Franciscana em Marcha Contra a Violência”, além de votarem no Plebiscito pelo Limite da Propriedade da Terra. Também realizaram um encontro formativo no dia 05/09 sobre o histórico do Grito dos/as Excluídos/as e o Plebiscito Popular. O Assistente Espiritual Nacional da JUFRA e coordenador do Projeto “Franciscanos pela Eliminação da Hanseníase”, Frei Miguel da Cruz (OFM), participou das duas atividades com os/as jufristas; Por conta da chuva, o Grito não realizou sua tradicional caminhada até o Monumento do Ipiranga no Parque da Independência; -Em

Santarém-PA,

no

dia

05/09,

a

Fraternidade de JUFRA Frei Juvenal Carlson saiu

às

ruas

seguimentos

junto

do

com

movimento

os

demais

social

para

realizarem o 16º Grito dos/as Excluídos/as organizado por diversos grupos, dentre eles as

Pastorais

Santarém-PA,

Sociais

da

Diocese

de

Grupo

em

Defesa

da

Amazônia (FDA) e União dos Estudantes Secundaristas (UES). A Fraternidade levou faixas dizendo: "Não às barragens no Tapajós!", "Não a Belo Monstro!", "Tapajós vivo pra sempre!" e "Nós, jovens franciscanos dizemos sim ao limite da propriedade da terra!", como gesto de contraposição à implantação dos grandes projetos na Amazônia; Realizaram também encontro de formação sobre o Plebiscito, e mobilizaram com urnas de votação; Pois é, onde há vida e luta, há esperança. E é lá que devem estar os/as jovens seguidores/as de Cristo, ao estilo de Clara e Francisco, agindo como irmãs e irmãos dos abandonados/as, parceiros/as solidários/as da dor e do sofrimento dos/as excluídos/as, anunciadores/as da alegria, profetas da justiça e da esperança e semeadores/as do amor à Criação. Irmãs e irmãos jufristas dos mais diversos lugares do Brasil, é para vocês que o Profeta Daniel escreve: “Os sábios brilharão como brilha o firmamento, e os que ensinam a muitos a justiça brilharão para sempre como estrelas.” (Dn 12,3).

Elson Matias Subsecretário Nacional DHJUPIC da JUFRA do Brasil

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COLABORADORES: Ao abraçarmos o Franciscanismo nós saímos ou entramos no mundo? Gleice F. P. Silva, Sul 1- Paraná POLÍTICA: Exercendo a cidadania Fernando Gramoza, Nordeste B2 - Sergipe VIGIAI E ORAI Ívia Mayara Morais dos Santos, Nordeste B1 - Pernambuco/Alagoas CASTIDADE, OBEDIÊNCIA E POBREZA: Estamos sendo coerentes com estes valores? Jamille Mateus Wiles, Sul 3 - Rio Grande do Sul ENTREVISTADO Hoberdam Mota, OFS Pernambuco Espaço Partilha dos Regionais: Casa Perfeita Alegria Marcio Bernardo, Sudeste 2 - Rio de Janeiro Conhecendo os Serviços da JUFRA e Espaço Partilha dos Regionais: Grito dos Excluídos/as Elson Matias, Nordeste A3 Paraíba/ Rio Grande do Norte REVISÃO: Thiago Costa Carvalho, Nordeste A3 Paraíba/Rio Grande do Norte Mayara Ingrid Sousa Lima, Nordeste A1- Maranhão RESPONSÁVEL PELA ENTREVISTA: Mayara Ingrid Sousa Lima, Nordeste A1- Maranhão DIAGRAMAÇÃO: Wesley Silva Soares – Nordeste A2 (CE/PI) PAZ E BEM!!!!

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Caderno nacional de formação 2  
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