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Juventude Franciscana do Brasil

Nº 01/2010

Caderno Nacional de Formação


SUMÁRIO

Resumo do I Encontro Nacional de Formadores ---------------------------------------------JUFRA – “Um luminoso ideal de vida” --------------------------------------------------------Campanha da Fraternidade Ecumênica 2010. ------------------------------------------------Celebração ---------------------------------------------------------------------------------------O desafio de viver o carisma franciscano em uma sociedade contraditória --------------O amor e o compromisso Clariano-------------------------------------------------------------Entrevista: 3º Encontro Sul Americano -------------------------------------------------------Discurso do santo Padre a Juventude Franciscana ------------------------------------------Colaboração --------------------------------------------------------------------------------------Endereço dos Subsecretários Regionais -------------------------------------------------------

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I ENCONTRO DE FORMADORES DA JUFRA

I ENCONTRO NACIONAL DE FORMADORES DA JUFRA DO BRASIL

Foi com grande desafio que em Setembro¹ de 2009, “na terra da luz”, Fortaleza/CE, foi realizado o I Encontro Nacional de Formadores da JUFRA do Brasil que se firmou como um momento e espaço de discussões e proposições para Formação da JUFRA onde estiveram presentes 09 regionais². O Encontro foi permeado por inúmeras discussões³ que atentaram aos formadores a respeito de que a formação vai além do conhecimento teórico, pois a mesma possui como base a realidade de cada jufrista, que deva possuir uma vivência efetiva e que ela seja praticada. Que na JUFRA deve-se trabalhar sua essência baseada no Manifesto e que o compromisso do (a) jufrista é mostrar e assumir o carisma para o mundo. Mas, que para essa prática seja realizada de forma efetiva é de suma importância que se leve em consideração as dimensões humana, cristã e franciscana secular que sustenta a forma de vida da JUFRA Outra reflexão muito importante para o processo formativo foi a respeito do tema “Formador jovens ou jovens Formadores?”. Que contribuiu para identificar que o formador necessita ser paciente, pessoa orante e criativo no serviço assumido. E que para vencer os diversos obstáculos é necessário que os formadores encontrem e estabeleçam estratégias para que os jovens possam vivenciar sua formação. O Encontro ainda serviu para definir propostas para a Formação as quais apresentamos a seguir, restando à JUFRA do Brasil pô-las em prática.

 Dar continuidade ao Encontro Nacional de Formadores com a participação dos Animadores Fraternos e Espirituais;  Realizar encontros regionais de formação com a participação dos Animadores Fraternos e Espirituais;  Realizar oficinas (de liderança, missionariedade, etc);  Realizar encontros e formação específicos (Iniciantes, FBJ e EFF);  Realizar um curso de formação franciscana;  Celebrar e realizar atividades em um dia de Ação Missionária, onde deva haver uma formação preparatória;  Criar a Rede de Formadores;  Criar novos materiais de formação (caderno), que poderá ter como tema inicial a comemoração dos 60 anos da JUFRA no mundo;  Elaborar projetos de captação de recurso para a formação;  Trabalhar as diretrizes de formação nos encontros regionais;  Realizar um novo diagnóstico de formação da JUFRA.

1.

05 – 07 de Setembro de 2009;

2.

Aldo Lima, NO3 (Pará Oeste); Mayara Lima, NE A1 (MA); Wanley Oliveira, NE A2 (CE/PI); Thiago Carvalho, NE A3 (PB/RN); Rafaela Pessoa, NE B1 (PE/AL); Gesus Trindade, NE B4 (Bahia Sul); Katiane Sousa, Sudeste 2 (RJ/ES); Alex Bastos, Sudeste 3 (SP) e Eduardo Stringari, Sul 1 (PR);

3.

Francisco e a formação dos irmãos, Frei José Otacílio Félix, OFM Cap; A Dimensão formativa, humana, social, cristã e franciscana secular na vida da pessoa, Ir. Edmilson Santos Brito, OFS; Joves formadores ou formadores jovens?, Márcio William Alencar de Castro, OFS/JUFRA.

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JUFRA – “Um luminoso ideal de vida”, há 60 anos! Jufra – 60 anos

JUFRA–“Um luminoso ideal de vida”, há 60 anos!

Queridos Irmãos da JUFRA do Brasil, Paz e Bem! No Encontro Nacional de formadores ocorrido em Fortaleza-CE em setembro do ano de 2009 os irmãos representantes dos diversos Regionais da JUFRA do Brasil tiveram a idéia de criar, em comemoração aos 60 anos da JUFRA mundial, os “Cadernos de Formação”; neste primeiro volume fui convidado a apresentar a vocês justamente sobre o tema principal a ser conversado durante esse ano de 2010, isto é, falar um pouco, de maneira apresentativa, sobre os 60 anos do nascimento da JUFRA mundial, o que para recebi pelo amor à História e à JUFRA com grande alegria, honra, desafio e responsabilidade! Em nossa caminhada na JUFRA sempre ouvimos um ou outro irmão das diversas fraternidades ao discorrer um pouco sobre a JUFRA soltar aquela frase que sempre falamos com tanta alegria e positivo orgulho: “Somos a JUFRA, não somos um grupo de jovens, somos uma Fraternidade!”; isso é bastante bonito, mas como se iniciou isto? Qual a real diferença, já que uma fraternidade se constitui de um “grupo” de pessoas e pela faixa etária jovens? A resposta para essa pergunta está cronologicamente um pouco distante de nós, lá na idade média, no ano de 1221 quando um jovem tem uma idéia ousada de diante de uma realidade eclesial voltada exclusivamente ao clero, onde o leigo, de certa maneira, mantenedor de estrutura eclesial existente, não tinha um sentido de partícipe e construtor da igreja de Deus, o leigo era meio que expectador do espetáculo da fé a ser realizado pelo clero. A idéia desse jovem que já havia experimentado a vivência de um carisma de fé, simplicidade, pobreza e fraternidade, inserida totalmente dentro do contexto de igreja já citado, consiste em fundar dentro da família que ele já havia constituído, um terceiro ramo, formado por leigos, pessoas que viviam em suas casas, no seio de suas famílias e na sociedade, conhecedores e vivenciadores de todos os desafios que os leigos são convidados a viver no seu estado, e a partir daí nasce a Ordem dos Irmãos da Penitência, hoje Ordem Franciscana Secular. Outras Famílias Religiosas depois aderiram e criaram também uma Terceira Ordem composta por leigos, mas Francisco é o primeiro a ter essa idéia, uma Ordem Secular incluída numa proposta regular de vida, adaptada à realidade laical. Muitos anos passaram e essa Ordem se expandiu, cresceu, e muitas pessoas se fizeram membros deste movimento criado pelo pobrezinho de Assis, pessoas

importantes, pessoas simples, e um grande número de jovens. A igreja sempre apoiou e os papas sempre indicaram a OFS como caminho seguro de vivência dos valores evangélicos. Até o vigor da Regra da Ordem aprovada pelo Papa Leão XIII, (a penúltima das quatro regras que teve a ordem, contando com o Memoriale Propositi) notamos que a idade para o ingresso na Ordem era de 14 anos, isto é, muitos pessoas ingressavam na Ordem muito jovem e lá iniciavam sua caminhada junto a pessoas de mais idade e não tinham um formação específica, voltada para a mentalidade e estilo de ser e de ver o mundo. Poderíamos dizer que o embrião da JUFRA aparece em 29 de agosto de 1587 quando o Papa Sisto V, franciscano, pela bula “Divinae Caritatis” funda e confirma a Arquiconfraria dos Cordígeros de São Francisco, essa confraria era composta em sua grande maioria por crianças de jovens, esses tinha por fim principal “Honrar de um modo especial a São Francisco para o incremento do culto público, difundindo entre o povo Cristão sempre mais o espírito franciscano e preparando vocações para a Ordem Terceira”. A criança se preparava enquanto cordígeros e aos 14 anos, na idade chamada canônica, ingressava no postulantado (hoje período de iniciação) da Ordem Terceira, a igreja e seus movimentos, que em sua grande maioria eram confrarias e irmandades, tinham um aspecto bastante devocional e padronizado, isso fazia das diversas confrarias e irmandades existentes a forma do leigo se organizar na Igreja, e também na sociedade, podemos citar o Brasil, no período colonial onde a sociedade se organizava por meio de confrarias e irmandades, esses grupos eram compostos de pessoas de determinada profissão, raça ou posição social, em torno das Igrejas a sociedade nascia e morria. O ano de 1925 é um ano de marco na historia da juventude na Igreja, pois neste ano o Papa Pio XI oficializa a Ação Católica, movimento fundado pelo Cardeal belga Dom José Cadijn em 1913, dentro da visão da Ação Católica nasce a JOC (Juventude Operária Católica), este movimento é pioneiro no sentido de visão atual de trabalho pastoral Juvenil, pois seu objetivo era “conquistar e converter os jovens trabalhadores” afastados da igreja, o movimento se expandiu em diversos países e camadas sociais e a partir dele nascem outros movimentos como a Juventude Universitária Católica (JUC), Juventude Estudantil (JEC), Juventude Independente (JIC), Juventude Agrária (JAC), e haviam também outros movimentos eclesiais juvenis como a Legião de Maria, o Treinamento de Lideranças Cristãs, o ramo juvenil dos Focolares, movimento criado na Itália por Chiara Lubich, que também era irmã da Ordem Franciscana Secular, Movimento Eucarístico Jovem e outros, esses movimentos se fortalecem e deles aparecem grandes líderes da sociedade com verdadeiros testemunhos de vida cristã na sociedade da época, conturbada pela Segunda Guerra Mundial ocorrida entre 1939 a 1945, também no pós-guerra na defesa dos princípios cristãos na reorganização da sociedade. A partir daí começamos a ver a Juventude Católica e a Igreja com uma visão menos devocional e mais voltada para as

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Jufra – 60 anos

diversas realidades e anseios da sociedade. No ano Santo jubilar de 1950 foram realizados quinze Congressos em Roma que trataram de aspectos da vida religiosa, social e cultural Católica, os congressos reuniram em Roma grupos de profissionais, trabalhadores sociais, artistas, professores e movimentos para discutir problemas da época, o ultimo deles, e o qual devemos nos alegrar de haver acontecido ocorreu aos 19 e 20 de dezembro, foi o Congresso Internacional da Ordem Terceira de São Francisco, neste Congresso a juventude da Ordem se fez presente, e manifestou seu desejo de se reunir e congregar em um movimento próprio, dentro da realidade de sua faixa etária, com uma psicologia e pedagogia adaptada para sua realidade, dentro do âmbito da Ordem Terceira; o Congresso e a Igreja no período governada por Pio XI aceitam e aprovam a idéia e nesse ano nasce juridicamente a JUFRA mundial, com a cara e o estilo que existe hoje. Antes disto já haviam algumas tentativas e núcleos de movimentos Juvenis Franciscanos, haviam fraternidades no Brasil nas cidades de Petrópolis (RJ), Taubaté (SP) e em outras cidades do Sul do país; e na década de 40 já é comum se ver nos informativos da Ordem a citação de um movimento chamado “JUF” que, pelo que se entende, era ligado à OFS no período. Tal era o desejo dos jovens se organizarem no seio da OFS em movimento com características própria que em pouco tempo a JUFRA movimento se difundiu em diversos países como Itália, Espanha, Suíça, Alemanha, Estados Unidos, Canadá, Venezuela, mais tarde no Brasil, Argentina, Paraguai e também em diversos países da Ásia e África tornando-se assim um movimento mundial com natureza e estilo próprio, porém inserido na Família Franciscana e parte

integrante da Ordem Franciscana Secular. No Brasil a JUFRA chegou oficialmente no início da década de 70 e isso devemos ao capuchinho paranaense Frei Eurico de Melo, que ao voltar cheio de entusiasmo de Roma, empreendeu verdadeira missão para a implantação da JUFRA no Brasil, e hoje colhemos os resultados do trabalho árduo e missionário deste que considero particularmente o maior apóstolo da JUFRA do Brasil. Hoje, seis décadas depois somos convidados a renovar nossos ânimos, esperanças, desejo e ardor missionário para escrever um pouco mais desta história, temos uma JUFRA que necessita de missionários com o ardor dos primeiros companheiros de Francisco e de tantos outros que ajudaram a construir esta história, creio que cada um de nós jufristas tivemos em nossa caminhada algum irmão que nos serviu de exemplo de amor, dedicação e serviço do reino na JUFRA, se eu fosse elencar aqui este artigo não terminaria em poucas páginas, esse é o bom da caminhada, e com esta caneta que escrevemos a história da JUFRA, a caneta da fraternidade, a tinta dos “sorrisos e semblante alegre, olhar simples, ânimo suplicante, língua moderada, respostas afáveis, o mesmo desejo, pronto obséquio e disponibilidade incansável”, e o papel? Ah! o papel somos nós! Assim nesse ânimo e nessa alegria continuemos a construir estas histórias e que venham mais 60 anos! Paz e bem!

I Assembléia Internacional da JUFRA (JULHO/2007)

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CAMPANHA DA FRATERNIDADE ECUMÊNICA 2010 – ECONOMIA E VIDA

Cf 2010 – econimia e vida

Vocês não podem servir a Deus e ao Dinheiro (Mt 6, 24)

Desde o ano de 1964 a Igreja Católica no Brasil desenvolve uma empreitada anual em busca de despertar nos fiéis a reflexão sobre determinados temas no âmbito social, humano e religioso, tenta-se mobilizar ações concretas e mudanças de comportamento na realidade da sociedade. A idéia da CF (Campanha da Fraternidade) surge como ação concreta dos bispos do Brasil em virtude da realização do Concílio Vaticano II no ano de 1963 e desde 1965 a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) coordena o desenvolvimento desse marco na igreja católica nacional sempre iniciada na Quarta-feira de cinzas e que tem sua ação intensifica no período de Quaresma. De maneira especial esse ano de 2010 a CF tem o caráter ecumênico, assim como ocorreu nos anos de 2000 e 2005, o Conselho Nacional das Igrejas Cristãs (CONIC) coordena o desenvolvimento das atividades desse ano buscando de forma maior debater o tema escolhido. Esse ano será trabalhado como tema: Economia e Vida e como lema o versículo do evangelho de São Mateus “Vocês não podem servir a Deus e ao Dinheiro”, o objetivo geral desse ano é unir as Igrejas Cristãs e pessoas de boa vontade na promoção de uma economia a serviço da vida, sem exclusões, criando uma cultura de solidariedade e paz. Antes de discorrer de forma breve alguns pontos da CF 2010, é interesse compreender o que realmente é a economia e como essa está presente na vida em sociedade. A palavra “economia”, na Grécia Antiga, servia para indicar a administração da casa, do patrimônio particular, como ciência estuda a atividade produtiva e é regida pela chamada Lei da Escassez. Tente imaginar algo que seja necessário para a existência que não seja preciso algum sacrifício seja ele monetário ou físico, roupas, alimento, transporte, moradia, segurança, educação, saúde são exemplo de bens ou serviço essenciais a vida e que de alguma forma direta ou indireta é imperativo “pagar” por eles. De forma nobre a economia preocupa-se em entender como a sociedade se organiza para suprir suas necessidades, ficam as questões: Como solucionar infinitos problemas como finitos recursos? Como um governo com base em seu orçamento anual pode resolver todos os problemas de sua nação? Como oferecer educação a todas as crianças? Como oferecer moradia a todas as famílias? Como ofertar às pessoas aquilo que lhes seria digno para a vida? Então, quando falamos em economia, estamos falando em como suprir necessidades. O modo como os países se organizam economicamente é chamado de modo de produção como o passar a história vemos que o homem em sociedade busca uma melhor organização, sendo que infelizmente essa “melhor” organização reflete o interesse de poucos. Podemos lembrar-nos das aulas de história com o Feudalismo, época essa de São Francisco de Assis, onde um senhor feudal determinava o que os servos deveriam fazer e os explorava mantendo-os em uma vida de subsistência.

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Cf 2010 – econimia e vida

Com a “evolução” da sociedade chegamos ao Capitalismo, onde a sociedade se divide em duas A natureza do capitalismo classes, aqueles que podem e têm recursos financeiros para comandar alguma atividade e os tem que vender seu trabalho como meio de obter renda. No Capitalismo vemos ainda que o interesse pelo lucro move a sociedade e leva a cada dia um distanciamento entre as pessoas, acendendo mais ainda as diferenças de oportunidades entre quem pode pagar e quem não pode, diferença na educação, na saúde pública e privada, diferença na segurança do pobre e do rico, o que choca é a desigualdade extrema entre ricos e pobres. Essas diferenças que devem ser combatidas e acima de tudo diminuídas, sonhar com a utopia das igualdades entre todos não é impossível, mas uma sociedade com oportunidades iguais, essa sim deve ser buscada. Outra experiência de economia foi tentada sob o nome de Socialismo, que se baseia em princípios de igualdade, inexistência de propriedade privada e a produção de bens e serviço controlada totalmente pelo estado. A princípio seria uma condição ideal para uma vida em sociedade, porém as experiências vividas por alguns países contradizem as concepções originais, o princípio de igualdade é seguido pela repressão à liberdade de expressão, a produção controlada pelo estado incapaz de oferecer a toda a população uma condição digna de vida e regimes ditos socialistas acompanhados de regimes autoritários são exemplos disto. Assim a questão não está no modelo adotado, mais sim nas pessoas que estão a frente, essa deve ser a grande preocupação, que independente do “ismo”, haja um pensamento de como prover as pessoas àquilo que elas realmente precisam, para ilustrar uma pequena discussão bíblica sobre economia podemos recordar a passagem da multiplicação dos pães, lembre-se, 5 pães e 2 peixes para mais de 5 mil pessoas, essa passagem pode nos ajudar a ilustrar que saber usar os recursos com justiça e solidariedade pode sim ser um verdadeiro caminho econômico. Porém não se deve esperar e jogar a responsabilidade apenas no governo, algumas iniciativas como instituições de serviço voluntário, organizações voltadas para o meio ambiente e movimentos de solidariedade são necessários nesse momento. Deve-se denunciar condições de má utilização de recursos públicos, o lucro a custas de trabalho escravo ou subempregos, agressões ao meio ambiente, a utilização de terras que devem ser usados para dar dignidade as famílias por latifundiários improdutivos ou pessoas que fingem lutar pelo interesse do homem do campo. Nesse ano também somos chamados a refletir sobre nós mesmo, que vivemos e nos deixamos levar por um mundo onde tudo se torna mercadoria, nessa ganância ilimitada onde a pessoa perde seu valor, onde a religião virou mercadoria, a teologia da prosperidade ilude e a cultura do descartável e do individualismo predomina. Enfim, a preocupação da economia está em levar a sociedade uma vida melhor, e precisamos buscar um jeito novo, com base na justiça, solidariedade e na preocupação com o próximo, atendendo e entendendo a sua necessidade, ofertar ao pobre, rico, branco, negro, índio e imigrante as mesmas oportunidades de viver com dignidade. Francisco entendia isso muito bem quando partilhou os bens de sua família com os pobres de Assis, exemplo seguido pelos demais primeiros irmãos a ingressarem na nova forma de vida (cf. 1C 4,8; 10,24) e quando foi ao encontro do leproso e de quando ordenou que o irmão fosse se retratar com ladrão; em sua pobreza ensinou a ser rico e conquistar muitos tesouros no céus. Francisco foi radical, e não poderia ser diferente, quanto ao que nos propõe o lema da CF deste ano “Vocês não podem servir a Deus e ao Dinheiro”, sempre exortando os irmãos sobre o cuidado de não levar consigo dinheiro algum (cf. 1Rg 14,1) e sobre como servir à Deus (cf. 1Rg 22,23; 23,8). No entanto, é-nos necessário ressaltar que a pobreza pregada e praticada por ele vai muito além de andar com os pés descalços, vai ao encontro do desapego ao materialismo (cf. 1C,

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Cf 2010 – econimia e vida

9) , da ganância e acima de tudo da exploração da vida humana, em busca de uma nova vida, que começa com o que é necessário, depois com o que é possível, e torna o impossível real.

Questões para refletir:      

Por que desenvolver a CF no período da Quaresma? Qual o valor da vida, da dignidade humana e da economia? Onde podemos ver a cultura do individualismo? Qual o principal problema de sua cidade e do seu bairro ou comunidade? O que vamos fazer para mudar o “nosso” mundo? Como viver a proposta de pobreza de Francisco no mundo de hoje?

Indicações para pesquisa:  Fórum Brasileiro de Economia Solidária - http://www.fbes.org.br/  Portal Gestão Social - http://www.gestaosocial.org.br/  Portal do Voluntário - http://portaldovoluntario.org.br/  05 de Dezembro, Dia Internacional do Voluntário - http://www.diadovoluntario.org.br/  Dia Global do Voluntariado Jovem - http://www.diaglobal.org.br/

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CELEBRAÇÃO COM: Irmãos e irmãs estão hoje reunidos para celebramos a vida e compartilhar nossas alegrias, nossa caminha como fraternidade e refletirmos, com base na Campanha da Fraternidade desse ano sobre aqueles que têm em suas vidas obstáculos criados por um mundo desigual. O tema da CF desse ano é Economia e Vida e como lema o “Vocês não podem servir a Deus e ao Dinheiro” que possamos realmente encontrar formas viver com base no evangelho a realização de um reino justo para todos. Cântico Inicial - Louvado seja o meu Senhor Ref. Louvado sejas meu Senhor (5x) Por todas as suas criaturas./ pelo sol e pela lua./ pelas estrelas do firmamento./ pela água e pelo fogo. Por aqueles que agora são felizes./ por aqueles que agora choram./ por aqueles que agora morrem./ por aqueles que agora vivem. ATIVIDADE 1 - PARTILHAR E REVIVER A SEMANA DE CADA IRMÃO, O QUE LHE CHAMOU ATENÇÃO NESSES ULTIMOS DIAS. Ato penitencial Meu Deus; estou arrependido de tudo o que fiz de errado (...) e de todas as vezes que me afastei do vosso plano de amor. Estou arrependido e quero voltar ao caminho que Jesus Cristo me ensinou. Conto sempre meu Deus, com o vosso amor e vossa ajuda para que eu possa sempre recomeçar a seguir as estradas do amor, da alegria e da felicidade. Meu pai perdoe-me e ajudaime a ser um bom filho, imitando Jesus e obedecendo a voz do Espírito santo de amor. Amem. Oração Meu Deus que fizeste São Francisco assemelhar-se ao Cristo por uma vida de humildade e pobreza concedei que, trilhando o mesmo caminho sigamos fielmente o vosso filho, nos unido convosco na perfeita alegria. E vos, grande santo, acompanhai nossos passos durante esta peregrinação, para não nos desviarmos do caminho da cruz, da humildade e da pobreza voluntaria ate morrer na graça de Deus. Assim seja. Evangelho de São João 6; 27 Trabalhai não pela comida que perece, mas pela que dura ate a vida eterna, que o filho do homem vos Dara. Pois nele Deus pai imprimiu o seu sinal. Reflexão: “Antes de receber a Jesus Cristo, você deve remover de seu coração todos os apegos mundanos que você sabe que desagradam a ele.” Santo Agostinho Louvor a Deus Vos sois o Senhor e Deus único, que operais maravilhas Vos sois o Forte. Vos sois o Grande. Vos sois o Altíssimo Vos sois o Rei onipotente, santo Pai, Rei do céu e da terra. Vos sois o Trino e Uno, Senhor e Deus, Bem universal. Vos sois o Bem, o Bem universal, o sumo Bem, Senhor e Deus vivo e verdadeiro. Vos sois a delicia do amor. Vos sois a Sabedoria. Vos sois a Humildade. Vos sois a paciência. Vos sois a Segurança. Vos sois o Descanso. Vos sois a Alegria e o Jubilo. Vos sois a Justiça e a Temperança. Vos sois a plenitude da Riqueza. Vos sois a Beleza. Vos sois a Mansidão. Vos sois o Protetor. Vos sois o Guarda e o Defensor. Vos sois a Fortaleza. Vos sois o Alivio. Vos sois nossa Esperança. Vos sois nossa Fé. Vos sois nossa inefável Doçura. Vos sois nossa eterna Vida, ó grande e maravilhoso Deus, Senhor onipotente, misericordioso Redentor. REFLEXÃO FRANCISCANA - Momento de refletir a vida. “São Francisco de Assis, humilde e pobre, verdadeira imagem de Jesus Cristo, deu insuperáveis exemplos de vida Evangélica em sua época e continua dando aos homens e mulheres de hoje o exemplo vivo de humildade e santidade.”

[...] Ao cavalgar pelas planícies ao redor de Assis; surpreendeu-se com um leproso, ao qual tinha horror. Porem; estendeu a Mao e deu lhe um beijo, então o amargo se torna doce. Passou a cuidar deles alem de doar roupas e esmolas conquistadas por ele [...] * Pai nosso que estais no céu [...] Quando o seu pai Pedro Bernardone pediu para que voltasse ao conforto da sua casa, ou ele lhe retiraria toda a sua herança, Francisco recusou ao pedido do pai, devolvendo-lhe ate a roupa do próprio corpo falando: “esta roupa também o pertence.” e acrescentou: “Pai, ate agora o tenho chamado de meu pai na terra, mas doravante direi „Pai nosso que estais nos céus. ‟ renunciando toda a sua riqueza material; pela primeira vez se sentiu completamente feliz ao receber sua primeira esmola, a túnica do criado do Bispo. * Oração, Pobreza, Trabalho e Alegria. Francisco dizia que a Santa Pobreza era o fundamento de sua ordem. E em seu vestuário, em tudo quanto ele usava, e em todas as suas atividades, demonstrava a realidade de seu amor a pobreza, que ele chamava de “Senhora Pobreza” ele vivenciou um tempo de exercício de pobreza, do amor fraterno e da alegria de alcançar a paz interior. ATIVIDADE 2: O QUE PODEMOS FAZER PARA MUDAR O MUNDO AO NOSSO REDOR? Ato de Caridade - Eu vos amo, meu Deus, sobre todas as coisas e ao meu próximo como a mim mesmo. Senhor aumentai a minha caridade. Louvor - Cântico do irmão sol Onipotente e bom senhor/ a ti a honra, gloria e louvor, todas as bênçãos de ti nos vêm e todo o povo te diz amém! Louvado sejas nas criaturas, primeiro o sol lá nas alturas, clareia o dia, grande esplendor, radiante imagem de ti, senhor. Louvado sejas pela irmã lua, no céu criaste, és obra tua, pelas estrelas claras a belas, tu és a fonte do brilho delas. Louvado sejas pelo irmão vento, e pelas nuvens, o ar e o tempo, e pela chuva que cai no chão, nos dá sustento deus da criação. Louvado sejas, meu bom senhor, pela irmã água, e seu valor, preciosa e casta, humilde e boa, se correm, um canto a ti entoa. Louvado seja, ó meu senhor, pelo irmão fogo, e seu calor, clareiam a noite, robusta e forte, belo e alegre, bendita sorte. Sejas louvada, pela irmã terra, mãe que sustenta e os governa, produz os frutos nos dá o pão com flores e ervas sorri o chão. Louvado seja, meu bom senhor, pelas pessoas que em teu amor perdoam e sofrem tribulação, felicidade em ti encontrarão. Louvado seja, pela irmã morte, que vem a todos, ao fraco e ao forte, feliz aquele que te amar, a morte eterna não o matará. Bem-aventurando quem guarda a paz, pois o altíssimo o satisfaz, vamos louvar e agradecer, com humildade, ao Senhor bendizer. Ato de Fé - Pai querido, peal força do Espírito Santo, nós vos pedimos a graça de mergulhar no vosso Mistério de Amor, revelando em Jesus de Nazaré. Concedei-nos discernimento e consciência amorosa para celebrar nossa fé, reunidos em comunidade e fortalecidos pelos sacramentos, para buscar novos caminhos para o bem comum da humanidade, enquanto caminhamos para a Páscoa definitiva. Amém. Reflexão - “A oração revela a futilidade dos bens e prazeres terrenos. Enche-as de luz; força e consolação e lhe da um antegozo da serena felicidade de nossa moradia celeste.” Santa Rosa de Viterbo. Indicações de leituras * Mt 6;24 ; * Sl 71;15; * Sl 102;22; * Sl 150;6; * Ap 14;7; * Ap 5;12; * Lc 1,28 Benção Franciscana “Senhor te abençoe e te proteja. Mostre a sua face e se compadeça de ti. Volva a ti o seu rosto e te dê a paz” (Nm 6;24-26) O Senhor te abençoe.

* Os leprosos, os mais pobres da sociedade Bibliografia * Fala Senhor... [Frei Nicolau ( Stanislaw Mikolajczuk ) OFM Conv.] * São Francisco “ O poeta da criação “ [Pe. José Artulino Besen] *[Sou Católico, vivo a minha fé ( CNBB)]

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O desafio de viver o carisma franciscano em uma sociedade contraditória

O desafio de viver o carisma franciscano em uma sociedade contraditória Alterações ambientais ocorridas em diversos lugares no mundo, o consumismo exacerbado, o aumento do tráfico de drogas, diversas modalidades de violência, disseminação de novas doenças é o quadro da sociedade atual. Ficamos bestializado e perplexo perante os constantes impactos do mundo material e hedonista. É um verdadeiro desafio vivenciar os valores franciscanos em um contexto tão conturbado. O sistema vigente no nosso país contribui significativamente com o processo de alienação através de padrões de beleza, de comportamento, de personalidade empregada pelos meios de comunicação de consumo excessivo e de toda espécie de futilidades. E não se eximi de recursos para se aproximar dos consumidores que geram mais renda, os alvos preferidos são os jovens e as crianças. Os meios de comunicação assumem os papeis principais nesse emaranhado de idéias e conceitos deturpado. A juventude é sinônimo de alegria, veracidade, vitalidade, audácia etc. Mas infelizmente essa idéia

não

tem

sido

ratificada

quando

nos

confrontamos com os jovens na atualidade. O que se assiste são jovens que não possuem senso crítico, não lutam pelo os ideais desejados, individualistas, vivem num mundo das fantasias e de prazeres momentâneos. Experimentam um verdadeiro

colapso

de

ética

e

de

valores

humanístico averiguado em suas atitudes diárias. Obviamente, apresentados jovens.

esses

aspectos

negativos

não se estendem para todos os

não podemos

generalizar, mas fazer

alguns apontamentos e problematizar questões a partir

do

diagnóstico

apresentado

pelos

comportamentos da juventude atual. O manifesto da juventude franciscana expressa o desejo dos jovens franciscanos e de todas as pessoas que pensam em viver em uma sociedade mais igualitária, fraterna: Queremos ser uma presença consciente, desafiadora, na realidade onde vivemos, captando nela os anseios e busca de libertação, para sermos agentes na construção de uma nova sociedade. O mundo cabe a nós salvá-lo ou perdemo-nos com ele. Certamente os jovens comprometidos com o processo político social, religioso resistirão qualquer tipo de manipulação dos meios de comunicação. Pois Conseguem identificar a intencionalidade

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O desafio de viver o carisma franciscano em uma sociedade contraditória

das informações. Possuem criticidade suficiente para perceber o viés que as informações desejam inculcar na sociedade. A humanidade sente que é preciso mudar o jeito de organizar a sociedade, a escola, a paróquia a comunidade, o grupo. A maioria das pessoas percebe que é urgente achar outro jeito de da sociedade viver, de aproveitar os recursos da natureza, de distribui os meios de produção e os bens de consumo. Porém, falta mais atitude da população que deseja a mudança do contexto desumano . O mundo anseia por pessoas comprometidas audaciosas que ultrapassam o discurso e faz acontecer É necessário repensar a importância da juventude da atualidade na contribuição social. A Juventude Franciscana é um bom exemplo de jovens que almejam interferir na estrutura catastrófica do contexto da atualidade, comprometer-se com a transformação político, social, almejando viver em uma sociedade mais justa, igualitária, solidária, preocupada com o meio ambiente, solidariedade, preceitos que São Francisco de Assis defendia na sua caminhada etc. Portanto, á nossa indignação às mazelas que estamos vivenciando deve se transformar em ação, procurando conscientizar as pessoas do processo massificador, alienante que a ideologia dominante implantou na sociedade. É difícil viver o carisma intensamente humanitário em uma sociedade desumana, porém temos que ser resiliente o bastante para enfrentar o desafio que a sociedade contemporânea acarreta. Por isso, temos que nos unir e executar um plano que contribua na humanização da sociedade. Realizando atividades nas comunidades, colégios, nas igrejas, no trabalho etc. Se todos realizarem atividade no local que estão inseridos, certamente, ajudarão na construção da cidadania humanitária. Temos que realizar

um projeto que

interferira na

estrutura caótica da atualidade. Não devemos

insistir em ser apenas objeto da história e sim verdadeiros protagonistas que objetivam viver em uma sociedade plenamente humana, dessa forma conseguiremos ajudar a construir a sociedade que tanto sonhamos.

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O amor e o compromisso clariano

O AMOR E O COMPROMISSO CLARIANO

A vida de Santa Clara está ligada de tal maneira à de São Francisco, que não se pode falar do santo de Assis, sem falar dela. Clara, que foi “clara no nome, mais clara na vida e claríssima pelos costumes” nasceu em Assis em 11 de junho de 1194. Muito antes de Francisco enxergar o mundo com olhos de Cristo, Clara de Assis era nobre de coração, gentil e pura para ajudar quem precisava. Quando Francisco assumiu radicalmente o amor pela pobreza, Clara que já tinha admiração pelo jovem nobre se sentiu emocionada ao reencontrá-lo. Logo depois do encontro com o frade a jovem bela decidiu seguir Francisco para provar da experiência de cristo pobre. Em 1212, na Porciúncula, apareceu a nova ordem, Damas da Pobreza, hoje em dia ordem das Clarissa. Quando lemos os escritos de São Francisco ou outros livros que falam sobre a vida do santo, percebemos que Santa Clara esta presente singelamente em momentos importantes, sempre encontrado Francisco, o confortado, refletindo sobre o amor, pobreza e conflitos pessoais. Clara queria realmente sentir a pobreza de cristo, aprender, absorver, entrar no profundo espírito de amor. Esta entrega de Clara é totalmente o exemplo de Maria, Clara queria se doar, dizer sim e amar, com um amor sublime, seguindo os exemplos da mãe de cristo, exemplos de dedicação para seu filho e amando Deus. Temos consciência de que Clara e Francisco de Assis se tomaram referencia não só para as nossas ordens, mais para todo o mundo em que há o respeito pela vida independente de religião, continente e política. Por que afirmamos isso com convicção? Porque sabemos que o exemplo de vida que os dois deram foi realmente forte, tudo isso nos leva a questionar sobre o que estamos fazendo para sermos um pouco esse exemplo? Eu já ouvi muita gente dizendo, “Na época foi fácil para Francisco e Clara, pois as coisas hoje em dia estão mais difíceis”. Pessoalmente acho que não! E só lembrarmos de vários fatores: Na época tinha a santa inquisição que os próprios parentes de Francisco e Clara que não aceitavam a vida de profunda dedicação a pobreza, tentaram jogar contra a ordem. As guerras assolavam muitas regiões ate mesmo em Assis e junto trazia as doenças. Os nobres viam os jovens pobres de Assis como uma derrota na guerra e na força política da região. A comida era escassa e na sua maioria com péssimas condições de higiene. Temos que refletir hoje e sempre sobre Clara e seu papel importante na vida de Francisco e de toda a ordem, pois ela e exemplo de serviço, humildade, fraternidade, oração e pobreza

Reflexão:     

Como você acha que Clara e Francisco iria tratar você se tivesse convivendo com eles? Você tem condições para servir da mesma forma que Clara? Você costuma perguntar para o seu irmão como foi a semana ou se esta tudo bem? É importante saber como é a vida o dia a dia de seu irmão? Há uma convivência fora das reuniões?

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ENTREVISTA – 3º Encontro Sul Americano Juliana Vieira ingressou com 15 anos na Fraternidade de Mini-Franciscanos do Valongo, na cidade de Santos em Outubro de 1999, fez sua transição para a JUFRA e Completou em 2009 10 anos de caminhada Franciscana, atuou como Secretária Fraterna Local, dentre outras funções compôs também o Secretariado Regional no final do Triênio 2006-2009 como Subs. de Comunicação Social do Regional. Após participar do 1º e 2º Encontro do Cone Sul em SP-Brasil e Assunção-Paraguay, hoje nos conta um pouco da Experiência em seu 3º Encontro que, passou a chamar-se Encontro Sul Americano da JUFRA, realizado de 20 a 24 de Janeiro deste Ano: Como é para você após 2 participações nos Encontros Anteriores, participar dessa Edição em Santiago do Chile? Juliana – “É sempre uma experiência muito marcante e única, foi muito importante para mim estar nesse encontro, pois, por quase dois anos me preparei para este momento, e cheguei a pensar que não participaria, mas graças Deus deu tudo certo, e hoje posso estar aqui partilhando um pouco do que vivi com vocês.” O que te motivou a participar do Encontro e quais são os principais desafios na hora de se organizar para este tipo de Encontro? Juliana – “O que sempre me motiva a participar dos encontros é a curiosidade e a experiência que posso levar para minha vida, e também a oportunidade de poder rever os amigos. O fato de já ter participado de outros encontros desse tipo, deixa sempre um gostinho de quero mais, quando acaba um encontro você já começa a fazer mil planos para ir ao próximo, quem já foi sabe do que eu estou falando. O principal desafio para se programar para esse tipo de encontro, no meu caso, foram os recursos financeiros, pois se não tivesse me preparado durante quase todos os dois anos que tivemos, não seria possível ter ido. Outro fator que para mim foi um desafio, foi o fato de ser a única pessoa de minha fraternidade a participar, apesar de conhecer há tempos alguns dos outros brasileiros que participaram, é sempre mais difícil se organizar a distância e estar sem a sua galera do dia a dia ao seu lado. Apesar de todo o esforço, no final valeu muito a pena!” Nos fale um pouco, como foi o Encontro e a Participação da JUFRA do Brasil? Juliana – “O encontro foi marcado por muita animação, A JUFRA do Chile, é muito talentosa e criativa. Nos surpreendemos com Freis craques no ping pong, rsrs...e muito mais...isso fez com que partilhássemos dias de muita alegria, em nossa passagem pelo Chile. Tivemos também momentos de espiritualidade que eu destaco dois que foram muito especiais para mim: a adoração ao Santíssimo que aconteceu na segunda noite do encontro e a Missa de Encerramento, que aconteceu na Igreja de São Francisco, no centro de Santiago, um lugar incrível...Maravillhoso! Quanto a participação da JUFRA do Brasil, estávamos em um grupo de sete brasileiros (cinco do Estado de São Paulo; um do Rio de Janeiro e um de Fortaleza) e não posso deixar de, em nome de todos destacar o carinho e a atenção com que fomos recebidos, e o cuidado conosco durante as palestras e demais atividades, pois como sempre, precisamos de uma ajudinha extra, quando não entendíamos algo. É curioso ver como o Brasil é sempre uma atração a parte, já havíamos tido essa experiência no Paraguai, que se confirmou no Chile. Dois momentos que posso destacar de nossa participação: um foi a Expo JUFRA, que aconteceu na tarde do terceiro dia, onde cada país tinha a oportunidade de mostrar um pouco de sua realidade, cultura, etc...na nossa apresentação foi mostrado um vídeo, foi falado alguns detalhes do país e através de um mapa pudemos mostrar e fazer com que as pessoas visualizassem as grandes dimensões que tem o Brasil relacionando com as dimensões dos outros países presentes, em seguida servimos alguns quitutes típicos de nosso país, como castanha e doce de caju e a cocada, que foi a que fez mais sucesso, porém não mais que a tão solicitada caipirinha...que de última hora tivemos que fazer, atendendo a pedidos. Mas não pensem que bebemos demais, era só degustação e com a autorização e supervisão dos freis...rsrs.. Outro momento marcante de nossa participação foi o

Show de Delegações, que aconteceu no mesmo dia a noite. Onde cada país apresentava uma ou mais danças típicas do seu país. A expectativa em que apresentássemos o samba já vinha desde o dia anterior, a todo momento vinha um irmão chileno nos perguntar se iríamos “bailar samba”, não podíamos decepcionar... Fomos os únicos que não nos vestimos a caráter, mostramos primeiramente um vídeo sobre o Brasil, e quando todos já estavam meio que decepcionados, pensando que ia ficar só nisso começou o grande baile onde todos participaram...teve o tão esperado samba, forró, axé e até dança do quadrado que fez o maior sucesso. Foi a maior festa!” Na sua opinião das 3 edições do Encontro, qual foi a melhor? O que você mais gostou? Juliana – “Não tem como dizer de qual mais gostei, pois cada um tem uma representação especial na minha vida, pessoal e em fraternidade, por exemplo: o primeiro encontro, no Brasil, aconteceu em uma época na qual eu estava regressando a fraternidade , após um período de afastamento, então foi como uma injeção de ânimo na época para que eu continuasse na caminhada, permanecendo até hoje. O segundo, no Paraguai, foi representado pelo nascimento de grandes amizades e foi a minha primeira experiência de sair do país, conhecer uma realidade completamente diferente da que vivemos aqui, foi um grande aprendizado. E esse último, foi marcado pelo prazer de poder reencontrar esses amigos e poder reviver as emoções, partilhar as experiências, que é sempre muito especial.” O que a participação no Encontro Sul Americano, traz de experiência para a vida na Fraternidade Local? Juliana – “Acredito que esse só tem a acrescentar, através de coisas simples podemos trazer experiências enriquecedoras, um exemplo disso é que ao assistir a apresentação teatral feita pela JUFRA da zona norte do Chile, um musical muito lindo, que fiquei encantada. Pedi a uma irmã chilena que me mandasse todo o material da peça, que posso propor aos meus irmãos de fraternidade, essa vai ser uma forma de interação da fraternidade e também partilha com os irmãos chilenos, mesmo não se conhecendo pessoalmente...também o exemplo dos irmãos do Equador que passaram cinco dias dentro de um ônibus, ou seja um total de 10 dias de viagem, para chegar ao encontro, isso para mim é um exemplo de superação que vou passar para minha fraternidade, para que possamos ter como experiência diante as dificuldades que enfrentamos. Esses são alguns dos muitos exemplos que eu poderia citar pra vocês.” Deixe uma mensagem para os irmãos que nunca participaram do Encontro? Juliana – “A mensagem que eu deixo a todos os irmãos da JUFRA é de que vocês devem, pelo menos uma vez na vida, participar de um encontro desses, pois é uma experiência enriquecedora tanto para nossa vida pessoal, quanto em fraternidade. Por mais que eu escreva aqui, não tenho como passar as emoções que vivi, nem descrever tudo que senti...pois esse tipo de encontro funciona como uma vivência, ou seja, cada um precisa viver essa experiência para de fato sentir como é e entender o que quero dizer. O próximo encontro, em janeiro de 2012, será na Colômbia, que Deus permita que eu possa participar e ter o prazer de ter ao meu lado muitos irmãos brasileiros. E pra quem ficou com vontade de participar, saibam que esse já é um grande passo, pois quando desejamos de verdade algo, fica muito mais fácil tornar esse desejo uma realidade, deixo pra vocês a frase que marcou esse encontro, trazida por nossos irmãos do Equador: “Si se puede!” Muita Paz e muito bem a todos!!! Até 2012...”

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Discurso do papa à jufra

DISCURSO DO SANTO PADRE À JUVENTUDE FRANCISCANA 09 de Maio de 1998

Caríssimos jovens franciscanos! 1. É-me grato encontrar-me convosco por ocasião do quinquagésimo aniversário da vossa fundação e do vigésimo aniversário de aprovação da Regra da Ordem Franciscana Secular, por parte do meu venerado Predecessor, o Servo de Deus Paulo VI. Saúdo todos vós com afecto. Dirijo um cordial pensamento aos Responsáveis e aos Assistentes espirituais. Agradeço em particular ao vosso representante as amáveis palavras que me dirigiu e o interessante quadro que traçou a respeito das actividades espirituais e pastorais da Juventude Franciscana. A cinquenta anos do nascimento do vosso Sodalício, desejais renovar o entusiasmo dos inícios, aprofundando a espiritualidade e os valores franciscanos. As importantes celebrações destes dias ajudam-vos, portanto, a reflectir sobre a vossa missão específica no seio da grande família franciscana, à qual podeis oferecer o contributo entusiasta da vossa juventude, sustentada pelo impulso dos vossos ideais. 2. Francisco e Clara de Assis exercem um fascínio extraordinário também nesta nossa época. Neles e no seu exemplo de vida evangélica se inspiram muitos jovens nas opções fundamentais de vida, compartilhando o seu próprio ideal de radical seguimento de Cristo. Em particular, o vosso Sodalício empenha-se, em comunhão com a Primeira Ordem e com a Ordem Franciscana Secular, em «passar do Evangelho à vida e da vida ao Evangelho» (Estatuto n. 3; cf. Regra O.F.S., art. 4). Assumis, assim, a tarefa de conformar sempre mais a vossa existência ao ensinamento de Cristo, esforçando-vos por testemunhá-lo com a palavra e o exemplo. É este o itinerário ascético e apostólico que vos caracteriza como jovens franciscanos; ele ajuda a tornardes-vos adultos na fé, a serdes apóstolos na Comunidade eclesial e a comportardes-vos na sociedade como pessoas responsáveis, capazes de assumir com coragem o papel a que a Providência vos chama. Neste exigente itinerário de formação humana e cristã não estais sozinhos, uma vez que a Juventude Franciscana é constitutivamente uma vocação a crescer na fraternidade. Seguindo a originária intuição de Francisco, bem sabeis que o contexto em que se vive como irmãos estimula e impele cada um a abrir-se ao próximo, valorizando de maneira adequada as próprias potencialidades. Ao mesmo tempo, pode-se receber a amizade e o apoio dos outros. Elemento central da vossa identidade franciscana é, portanto, a presença do irmão a acolher, escutar, perdoar e amar: no seu rosto vós, como Francisco, deveis reconhecer o de Cristo, especialmente quando se trata dos mais pequeninos e dos últimos. 3. Esta fundamental vocação à fraternidade, que é característica da Juventude Franciscana, faz com que vos sintais bem inseridos na Comunidade eclesial na qual, em espírito de pobreza e de «pequenez», prestais um apreciado serviço humilde e obediente, segundo o específico carisma franciscano. Todos conhecem quanto Francisco amava a Igreja e com que firmeza indicava àqueles que o seguiam, o ideal da plena inserção na Comunidade eclesial, diocesana e universal. O vosso Estatuto evoca oportunamente esse estilo de vida, quando afirma que «os jovens franciscanos vivem a Fraternidade como um sinal visível da Igreja, comunidade de amor e ambiente privilegiado em que se desenvolvem o sentido eclesial e a vocação cristã e franciscana, e também como lugar onde naturalmente é animada a vida apostólica dos membros»; e acrescenta que eles «se inserem plenamente, de modo activo e operante, na vida da Igreja local, abrindo-se a todas as perspectivas ministeriais e pastorais» (n. 7). A Juventude Franciscana representa, portanto, um luminoso ideal de vida, que assumis de maneira responsável através da «Promessa». Indispensável para realizar este ideal é cultivar uma relação viva com Cristo, através duma intensa vida sacramental, e sobretudo mediante uma constante referência à Eucaristia, tão amada pelo Pobrezinho de Assis (cf. Fontes Franciscanas, nn. 113-114; 207-209). É necessário, além disso, que nutrais em vós um autêntico espírito de penitência e de conversão, preparando-vos para celebrar o Grande Jubileu do Ano 2000. Seja vosso cuidado, depois, pôr em prática no nosso tempo o apelo dirigido pelo Senhor a Francisco de «reparar» a sua Casa (cf. Fontes Franciscanas, nn. 1038; 1334), colaborando de modo efectivo com os Bispos e os sacerdotes. Na actual sociedade consumista, onde muitas vezes parecem prevalecer os interesses económicos, testemunhai um novo e mais profundo respeito pelos bens da natureza. Sede operadores de paz (cf. Mt 5, 9), promotores da dignidade de cada homem, respeitado na sua realidade de filho de Deus e amado como um irmão em Cristo. 4. Maria, invocada por Francisco com os sugestivos títulos de «Senhora Santa, Rainha santíssima, Mãe de Deus» (Saudação à Virgem, cf. Fontes Franciscanas, n. 259) seja o vosso modelo e a vossa guia. Dócil aos projectos de Deus, Ela obtenha para vós, do seu divino Filho, luz e força para poderdes responder com generosidade à vossa vocação. Enquanto vos renovo as cordiais felicitações pelas significativas comemorações que estais a recordar nestes dias, invoco sobre vós a celeste protecção de Francisco e Clara, juntamente com aquela da plêiade de Santos e de Beatos que circundam a inteira família franciscana, e de coração concedo-vos, a vós, aos vossos Responsáveis e Assistentes espirituais, às vossas Fraternidades e a todos os jovens franciscanos uma especial Bênção Apostólica.

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Colaboradores nos temas: Resumo do I Encontro Nacional de Formadores Aldo Luciano Correa de Lima – Região Norte 3 (PA Oeste) JUFRA – “Um luminoso ideal de vida” Alex Sandro Bastos Ferreira – Sudeste 3 (SP) Campanha da Fraternidade Ecumênica 2010. Thiago Costa Carvalho – Nordeste A3 (PB/RN) Celebração Thiago Costa Carvalho – Nordeste A3 (PB/RN) Daniela Amorim – Nordeste B3 (Bahia Norte) O desafio de viver o carisma franciscano em uma sociedade contraditória. Gésus de Almeida Trindade – Nordeste B4 (Bahia Sul) O amor e o compromisso Clariano Francisco Wanley Gomes de Oliveira – Nordeste A2 (CE/PI)

Outros Colaboradores: Ariana Baccin dos Santos – Sul 3 (RS) Jamille Willes – Sul 3 (RS) Mayara Ingrid Sousa Lira – Nordeste A1 (MA) Wesley Silva Soares – Nordeste A2 (CE/PI) Marcio William de Alencar Castro – Formador Nacional

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ENDEREÇO DOS (AS) SUBSECRETARIOS (AS) REGIONAIS DE FORMAÇÃO ÁREA NORTE REGIÃO NORTE 1 (AM/RR/AC) - Deleg.Sec. Nac. (2009) Jonk Jones de Castro Vinente - 13/04 Endereço: Av. Igarapé de Manaus, bl 17, apto 06, qd 02 - b, Parque Residencial Manaus Bairro: Centro Cidade: Manaus - AM : (092) 9608 – 7870 e (092) 3656-2926 Email: jjcvinente@hotmail.com/ animador.jufraregional.norte1@gmail.com REGIÃO NORTE 2 (PA Leste / AP) - Novembro 2008-2011 Mauricio José da silva júnior – 19/07 Endereço: Rua Apinagés, 39 Bairro: São Pio X CEP: 687000-010 : (91) 8120-6836 / 3462-2679 Email: mauri_jr77@hotmail.com REGIÃO NORTE 3 (PA Oeste) - Novembro 2008-2011 Aldo Luciano Correa de Lima - 12/07 Endereço: Tv São Marcos, 127 – 68035-200 – Maracanã – Santarém – PA : (093) 3529-0359 / 9138-3940 Email: aldozack@hotmail.com; / aldolucianolima@yahoo.com.br; ÁREA NORDESTE A REGIÃO NORDESTE A1 (MA) - Julho 2007-2010 Mayara Ingrid Sousa Lima - 26/09 Rua Direita, 33, Barreto, São Luís – MA CEP: 65.040-500 : (098) 3253-6852 / 8142-6501 Email: mayaingrid@yahoo.com.br / mayaingrid1987@hotmail.com REGIÃO NORDESTE A2 (CE/PI) - Abril 2009-2012 Francisco Wanley Gomes de Oliveira – 13/06 Rua 254 Bl 12, Apart 12c. Nova Metrópole / Caucaia - CE Cep: 61.600-000 : (085) 8779.0995 Email/MSN: wanleygomes@hotmail.com REGIÃO NORDESTE A3 (RN/PB) - Novembro 2007-2010 Thiago Costa Carvalho - 24/05 Rua Joaquim Nabuco, 1304-Alto da Conceição Mossoró - RN Cep: 59600-300 : (084) 3316-3860/ (84) 9409-2029/ (84) 8877-7723 Email: thi2c@yahoo.com.br ÁREA NORDESTE B REGIÃO NORDESTE B1 (PE/AL) - Julho 2007-2010 Ivia Mayara Email: iviamayara@hotmail.com Pesqueira-PE REGIÃO NORDESTE B2 (SE) - Setembro 2009-2012 Wilton Alves dos Santos - 22/08 Rua Adelaide de Souza Ferraz, nº177, Conj. D. Pedro I, Bairro José Conrado de Araújo, Aracaju-SE CEP: 49085-010 : 3241-7122 / 8818-2662/ 9976-4635 / 9828-5256 Email: professortinho@hotmail.com REGIÃO NORDESTE B3 (BAHIA NORTE) - Abril 2007-2010 Daniela Amorim Email: danizinhamimi@hotmail.com Candeias/BA REGIÃO NORDESTE B4 (BAHIA SUL) - Maio 2007-2010 Ramon Azevedo Arruda Rua Capitão Oscar Sá, nº66, Bairro Joaquim Romão/Jequié-BA : (073) 3526-3872 / 8825- 8756 Email: ramon_ef@hotmail.com / gesusjufra@hotmail.com

ÁREA SUDESTE REGIÃO SUDESTE 1 (MG) – Junho 2009-2011 Gisele Alves Miranda Endereço: Rua José Feferino de Matos, 221 - B Lauro Lopes Itambacui – MG Cep : 39830 000 cel : 0xx 33 91227998 Email :gimiranda1@hotmail.com REGIÃO SUDESTE 2 (RJ/ES) - Outubro 2009-2012 Silvana Mendonça da Fonseca – 21/09 Rua Roldão Gonçalves n° 2186 casa 01 Centro- Nilópolis cep: 26520-541 : 26931427/75651002 E-mail: silvanafonseca2007@gmail.com / smf_2005@hotmail.com REGIÃO SUDESTE 3 (SP) - Abril 2009-2012 Alex Sandro Bastos Ferreira - 21/03 Endereço: Rua Fajão 119, São Paulo – SP : (011) 8874-4793 E-mail: alexjufra@ig.com.br ÁREA SUL REGIÃO SUL 1 (PR) - Março 2009 – 2012 Gleice Francisca Pereira da Silva - 20/06 Endereço: Rua Nivaldo Amaral, 627, Morumbi II, Foz do Iguaçu – PR. : (045) 35265803 Email: gleicefrancisca@yahoo.com.br REGIÃO SUL 2 (SC) – Sob- intervenção do Secretariado Nacional REGIÃO SUL 3 (RS) - Agosto 2009-2012 Ariana Baccin dos Santos Rua Visconde de Pelotas, 1193, ap.101, Centro, Ed. Elmo : (055) 3217-7893 / 9926-8184 Santa Maria – RS CEP: 97.015-140 Email: arianabaccin@hotmail.com ÁREA CENTRO - OESTE REGIÃO CENTRO (TO/DF/GO) - Outubro 2009-2012 João Batista Gomes Macedo QNO 05 Conjunto “M” Casa 52 Setor “O“ Ceilândia – DF CEP: 72251-013 Celular: (061) 8561-0034 Email: jbdominus@hotmail.com REGIÃO OESTE (RO/MT/MS) - Abril 2008-2011 Fabíola Espíndola Ortega de Lima Endereço: Rua Adroaldo Pizzini, nº 1295 Jardim São Pedro – Dourados - MS CEP 79800-000 Email: fa_ortega@hotmail.com EMAIL GERAL: jjcvinente@hotmail.com; animador.jufraregional.norte1@gmail.com; aldozack@hotmail.com; aldolucianolima@yahoo.com.br; mauri_jr77@hotmail.com; mayaingrid@yahoo.com.br; mayaingrid1987@hotmail.com; wanleygomes@hotmail.com; throvadorsolitario@hotmail.com; thi2c@yahoo.com.br; iviamayara@hotmail.com; professortinho@hotmail.com; danizinhamimi@hotmail.com; ramon_ef@hotmail.com; gesusjufra@hotmail.com; gimiranda1@hotmail.com; smf_2005@hotmail.com; silvanafonseca2007@gmail.com; alexjufra@ig.com.br; gleicefrancisca@yahoo.com.br; arianabaccin@hotmail.com; jbdominus@hotmail.com; fa_ortega@hotmail.com; GRUPO DE FORMADORES NACIONAL formacaojufra@yahoo.com.br


Caderno nacional de formação 1