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# 1 - ANO 1 - R$ 7,90

VIAGEM INTERNACIONAL Conheça as vantagens do cartão pré-pago Pág. 11

FAÇA VOCÊ MESMO Aprenda a produzir um filme gastando pouco Pág. 26

MÚSICA Funk Ostentação exalta dinheiro, luxo e marcas famosas Pág. 30


EDITORIAL

A

proposta editorial deste veículo tem a ver com um dos assuntos mais comentados por todas as pessoas, de qualquer lugar do mundo, de qualquer idade, religião, sexo ou classe social: o DINHEIRO. Trata-se de um tema que move a sociedade, segundo o historiador Hercules Costa. Basta ver que as grandes disputas mundiais tiveram no valor de terras e de bens materiais suas principais motivações. Um dos grandes objetivos pessoais de boa parte da população é estudar, aperfeiçoar-se e conquistar uma boa colocação profissional para ganhar mais dinheiro. Não há quem consiga viver sem ele. Até mesmo as pessoas que se dizem completamente desapegadas de luxos ou de qualquer bem material, não podem viver sem o mínimo de dinheiro. A primeira edição da revista “Em Nota” tem como objetivo apresentar diversas faces desse assunto e não apenas seu caráter econômico. Esperamos que gostem de saber um pouco mais sobre a história do dinheiro, suas curiosidades, como ele se relaciona com a música e com o cinema. “Em Nota” foi feito para você, que vive em sociedade, e, consequentemente, possui uma relação íntima com o dinheiro. A Redação

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EXPEDIENTE EDIÇÃO E REVISÃO Mariana Ramos PAUTAS E REPORTAGEM Beatriz Pinheiro da Cunha Juliana Chiavassa Lidiane Medeiros Mariana Ramos Rodrigo Mendonça de Faria FOTOGRAFIA E ILUSTRAÇÃO Rodrigo Mendonça de Faria e Humberto de Mello Franco DIAGRAMAÇÃO House Gráfica Rápida IMPRESSÃO House Copiadora TIRAGEM 3000 exemplares JORNALISTA RESPONSÁVEL Paulo Henrique da S. Souza JP/MG – MTB5928 EM NOTA ONLINE facebook.com/emnota CONTATO COMERCIAL Beatriz Cunha – 9205-0212 comercial@emnota.com.br FALE COM A REDAÇÃO (34) 3210-3930 Av. Liberdade, 510 – Patrimônio Uberlândia - MG Projeto de veículo impresso desenvolvido pelos alunos do 8º Período do Curso de Comunicação Social – habilitação em Jornalismo – do Centro Universitário do Triângulo – UNITRI – como exigência parcial de conclusão da disciplina de Projeto Experimental (veículo impresso), 1º semestre de 2014, sob orientação do Prof. Ms. Paulo Henrique da Silva Souza.

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SUMÁRIO PÁG. 6 A HISTÓRIA DA MOEDA BRASILEIRA

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CARTÃO PRÉ-PAGO PARA COMPRAS NO EXTERIOR

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A VAIDADE QUE MOVIMENTA MILHÕES

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ONG CRIA MOEDA SOCIAL

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CRÉDITO OU DÉBITO?

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LIVROS PARA VOCÊ POUPAR

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UMA CÂMERA NA MÃO E UMA IDEIA NA CABEÇA

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MC’ GUI, O FENÔMENO DO FUNK OSTENTAÇÃO

PÁG. 35 LUXO ANIMAL

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QUANTO CUSTA?

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ALUGUEIS DE CARROS DE LUXO

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CURIOSIDADES SOBRE A GRANA

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RESENHA: WALL STREET

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CRÔNICA: VALE A PENA COBRAR UM AMIGO E PERDER A AMIZADE?

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A História do Dinheiro Brasileiro Ouro, açúcar, cruzados... Saiba como foi a evolução da moeda brasileira.

Juliana Chiavassa

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ocê já parou para pensar na relação que o dinheiro e as moedas têm com a sociedade? Segundo o historiador Hercules Costa, o dinheiro é o que basicamente movimenta a história. “Basta pensarmos nos grandes eventos para constatarmos que a economia é a força motriz de uma época. O descobrimento do Brasil, por exemplo, foi incentivado pela busca de riquezas. As Guerras Mundiais, as disputas atuais, tudo isso teve como

principal objetivo conquistar valores, como terras, metais ou petróleo”, afirmou. No Brasil, a história do dinheiro também não está desconectada da política. No início do período colonial, o dinheiro brasileiro foi formado com as moedas trazidas pelos colonizadores, invasores e piratas que comercializavam na costa brasileira. Assim, ao lado das moedas portuguesas, circularam também moedas das mais diversas nacionalidades, cuja equivalência era estabelecida em função do seu conteúdo metálico. A partir de 1580, com a formação da

Réis - (8/10/1833 a 31/10/1942). O réis tinha sua representação real-imperial, sendo uma moeda de grande-valor intrínseco e imperial, com representatividade em aproximadamente oito gramas de ouro.

União Ibérica, e o desenvolvimento do comércio através do Rio da Prata, muitas moedas espanholas (reales) começaram a circular no país, tornando-se a moeda mais utilizada até o final do século XVII. Até a chegada da Família Real, o comércio existia apenas nas grandes cida-

des, situadas próximas ao litoral. O interior do país, especialmente Minas Gerais, usava o ouro em pó ou em barra como dinheiro. Nas fazendas o que não era produzido pelos escravos geralmente era trocado sob a forma de escambo. Com a corte no Rio de Janeiro, foi criado o Banco do Brasil, levando à criação das primeiras notas. Seu valor era garantido pelas reservas de ouro do governo. A primeira crise surgiu quando D.João VI retornou para Portugal levando o tesouro e fazendo o papel-moeda brasileiro se desvalorizar, processo que foi acelerado após

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Ilustrações: Humberto de Mello Franco

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O DINHEIRO E SUAS CURIOSIDADES

Você sabia quanto pode valer uma nota de R$ 1? Sabe por que o porquinho é um clássico dos cofrinhos? E o Real, é a única moeda do país? Divulgação

A moeda mais segura do mundo

A casa da moeda britânica (The Royal Mint) anunciou que irá substituir a atual moeda por uma de modelo dodecagonal, ou seja, com 12 lados. Além disso, para reforçar a segurança e evitar a falsificação do dinheiro, a moeda será fabricada com dois tipos de metal. Estimase que 45 milhões de moedas de uma libra falsificadas estão em circulação, 3% de todas as moedas desse valor.

Cruzeiro - (01/11/1942 a 30/11/1967). O Cruzeiro foi o padrão monetário utilizado no Brasil depois da abolição da monarquia.

a independência em 1822. A primeira alta no mercado internacional viria apenas em 1911, já com a República. Durante o governo Getúlio Vargas ocorreu a mudança de moeda. A intenção do decreto-lei 4.791, de 5 de outubro de 1942, era controlar a inflação do período, acentuada pela Segunda Guerra Mundial. Com a chegada do Cruzeiro, 1.000 réis passaram a valer 1 cruzeiro. “Com essa medida, os governos perceberam que mudar a moeda seria uma ferramenta para controlar a inflação, o que aconteceu algumas vezes até chegarmos ao real”, diz Hercules. Em 1964, a lei nº 4.511 extinguiu os centavos. Em 1967, durante o governo militar de Artur Costa e Silva, o Cruzeiro, se transformou em Cruzeiro Novo, valorizado em 1.000%. No mesmo ano foi criado o Banco Central, que fazia parte do plano de contenção da inflação e do déficit orçamentário. Três anos depois, sofrendo com o crescimento acelerado, o Cruzeiro Novo, estabilizado, voltou a ser apenas Cruzeiro, pela resolução 144 de 31 de março de 1970. Em 1986, a desvalorização da moeda faz com que o Cruzado surgisse valendo 1.000 Cruzeiros. Era parte do Plano Cruzado de Sarney que englobou também a PÁG. 8

abolição da indexação e o congelamento do preço dos aluguéis e do câmbio. Com a inflação atingindo índices altíssimos, a moeda vira Cruzado Novo em 1989. O Cruzeiro voltaria em 90, mas sem alteração, correspondendo a 1 Cruzeiro a 1 Cruzado Novo. A Medida Provisória nº 336, de 1993, estabeleceu o Cruzeiro Real. No fim do ano, foi criado um indexador único, a unidade real de valor (URV). No ano seguinte aconteceria a última mudança com a criação do Real, marco do controle da inflação. Era parte do Plano Real do Ministro da Fazenda Fernando Henrique Cardoso, que está em circulação até os dias de hoje.

O valor da nota de R$ 1

A nota de R$ 1 já foi muito comum e até considerada “menos importante” para a população, devido ao seu valor, mas hoje em dia ela pode valer cem vezes mais. Segundo o colecionador de notas, Antônio Soeiro, uma nota bem conservada pode chegar a valer R$ 100.

Propaganda no Plano-Real

Em 1994, com uma nota de R$ 1 era possível comprar um quilo de frango ou 10 pãezinhos. Por esse motivo, o frango foi usado como garoto-propaganda do Plano Real, fazendo com que o consumo anual por pessoa subisse de 14 kg para 40 kg durante esse período.

Dinheiro brasileiro

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Real - (desde 1994). Depois de várias trocas monetárias e crises inflacionárias, foi implantado o “real” no governo de Itamar Franco com o Plano real que tem duração até os dias de hoje.

Quem acha que o real é a única moeda do Brasil se engana, O Banco Central reconhece mais de 81 tipos de moedas que complementam a economia brasileira. Criadas por bancos comunitários, elas servem para estimular a economia de algumas regiões. Chamadas de moedas sociais, elas são mais facilmente encontradas nos estados do Norte e do Nordeste, mas há regiões de São Paulo e do Rio de Janeiro que usam o dinheiro alternativo.

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O cofrinho mais tradicional

No século XVI, os utensílios domésticos dos europeus não eram feitos de metal, mas sim de um tipo de argila chamada “pygg clay”. Alguns vasinhos desse material foram denominados “pigg bank”, pois as pessoas começaram a guardar dinheiro dentro deles. Dois séculos depois, o nome já havia mudado para piggy bank, e, como porquinho em inglês é “piggy”, os ceramistas decidiram fazer alguns cofres no formato do animal.

Suécia tenta deixar de usar notas de dinheiro

Os suecos foram os primeiros a adotarem notas como moeda corrente, em 1661. No entanto, a maioria das cidades suecas não aceita mais dinheiro em notas, apenas transações online. Nem o transporte público, nem algumas empresas e até mesmo alguns bancos, só trabalham com dinheiro virtual, como cartões pré-pagos, de débito ou de crédito. O resultado dessa mudança foi uma diminuição significativa no número de assaltos a bancos e ao transporte público. PÁG. 9


PLANEJANDO

UMA VIAGEM? Conheça as vantagens do cartão pré-pago.

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na procura pela modalidade. “Metade das nossas vendas eram cartão pré-pago e outra metade papel-moeda. Depois da elevação do IOF pelo governo, houve uma migração: 30% do volume no pré-pago e 70% no papel-moeda”, explica. A agente de viagens, Talita Rezende, recomenda que os viajantes levem mais de uma forma de fazer pagamentos em outro país. “A maioria dos estabelecimentos das grandes cidades aceita todos os tipos de cartão, mas é imprescindível ter dinheiro em espécie para eventualidades como táxi, gorjetas e até mesmo operadoras de cartão fora do ar”, destaca. Aconselhada por seu agente de viagens, a farmacêutica, Valdirene Machado, tem como primeira opção o cartão pré-pago, mas conta ainda com outros meios de pagamento. “Tranquilidade não tem preço. Imagina você planejar toda uma viagem com antecedência, pagar hotel, passagens

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e na hora de desfrutar do passeio dá tudo errado. Uma vez, no Peru, tive problemas com meu cartão pré-pago, mas como estava precavida, usei o cartão de crédito, que só mantenho para emergências como aquela, e ficou tudo resolvido”, conta.

DINHEIRO OU CARTÃO PRÉ-PAGO? QUAL ESCOLHER? Vantagens

Mariana Ramos

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egundo a Organização Mundial do Turismo (OMT), o número de brasileiros que viajaram para o exterior no ano de 2013 aumentou 15% em relação ao ano anterior, e o destino preferido são os países da Europa Ocidental e os Estados Unidos. Muitos desses destinos possuem, além do potencial turístico, um forte atrativo comercial, já que muitos bens como roupas, perfumes e aparelhos eletrônicos, apresentam preços mais atrativos do que os presentes nas prateleiras brasileiras. Mas qual a melhor forma de levar dinheiro ao exterior? Dinheiro vivo, car-

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tão pré-pago, cartão de crédito ou cartão de débito? Uma parte dos turistas adota cartões de crédito pré-pagos nas viagens internacionais, mesmo sabendo que o tributo para a compra de papel-moeda é de 0,38%, número muito inferior aos 6,38% para recarga do cartão pré-pago. O diretor da corretora de câmbio Confidence, Phelipe Mesquita, confirma que a segurança é um fator que motiva os clientes a adotar o cartão pré-pago como alternativa ao dinheiro vivo. Porém, após o IOF (Imposto sobre Operações Financeiras) passar de 0,38% (mesmo percentual do papel-moeda) para 6,38% (mesma taxa para as compras nos cartões de crédito e débito internacionais), houve uma queda

Dinheiro em espécie

Cartão pré-pago

Desvantagens

- Possui taxa de apenas 0,38.

- Pouca segurança. Se o dinheiro for perdido ou roubado, não há como recuperá-lo. Não permite compras pela internet.

- Possibilita recargas regulares, saques em moeda estrangeira local, recarga pela internet, utilização da função débito, acompanhamento do extrato online e compras pela internet.

- Possui taxa de 6,38%; há cobrança de taxas para saques no exterior e pode ser cobrada taxa de inatividade.

É indicado para - Quem quer economizar e vai fazer viagens curtas. Bom para fazer o planejamento financeiro, já que possui taxa fixa de câmbio.

- Quem prioriza segurança e para quem vai fazer viagens longas, como intercâmbio. Tem taxa fixa de câmbio.

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Lidiane Medeiros

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e acordo com pesquisa realizada no primeiro semestre de 2013 pelo Instituto Data Popular, os gastos dos brasileiros com cosméticos, produtos de higiene pessoal e serviços de beleza devem atingir R$ 60 bilhões este ano, o que representará um crescimento de 124% na comparação com os últimos dez anos. Os números indicam que as mulheres estão mais vaidosas e os homens passaram a compor uma importante fatia desse mercado. Segundo os dados, o crescimento da mulher no mercado de trabalho impulsionou este segmento e os investimentos em cosméticos. Quando o assunto é beleza, a maioria das mulheres não economiza ou prefere nem pensar muito em despesas. Este é o exemplo da dona de casa, Liliane Buzo, que investe sistematicamente em cuidados estéticos. “Toda semana cuido das

unhas, escovo os cabelos, faço hidratação e massagem. Gasto de R$ 600 a R$700 por mês. Meu marido não se importa quando recebe a fatura do cartão”. A esposa afirma que ele também é muito vaidoso. A empresária, Cristiane Borges, decidiu rever as despesas com a beleza. “CheARQUIVO PESSOAL

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Vaidade movimenta R$ 60 bilhões em 2013 Instituto de pesquisa aponta que o aumento de gastos com salões de beleza está relacionado ao crescimento da participação da mulher no mercado de trabalho. PÁG. 14

Com o mercado de beleza em alta, a empresária Keler Aguiar viu a oportunidade de começar um pequeno negócio.

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Gastos dos brasileiros com cosméticos, produtos de higiene pessoal e serviços de beleza devem chegar a R$ 60 bilhões em 2014.

go a gastar quase toda minha retirada na loja com salão e também produtos para o cabelo e o corpo. Às vezes, fico endividada com cartões de crédito”, comenta. Keler Aguiar, proprietária de um salão de beleza em Uberlândia, relata que trabalhava como funcionária em um estabelecimento e seu ganho não chegava a R$1.200 por mês, até que algumas amigas tiveram a ideia de montar um salão em sociedade. “Meu nome era sujo, devia horrores em cartões e no banco. Uma tia das meninas foi a fiadora para alugarmos o primeiro imóvel. Hoje faço meu próprio salário e aumentei quase cinco vezes os meus rendimentos. Recentemente realizei meu sonho de ter um apartamento próprio, e troquei meu carro por um zero”, ressalta. DDe acordo com o Serviços Brasileiro de apoio às Micro e Pequenas empresas (SEBRAE), em fevereiro de 2012, havia quase 185 mil salões no Brasil. No início PÁG. 16

de 2013, em fevereiro, o número saltou para 265 mil, um crescimento de 43%. São, na maioria, estabelecimentos pequenos e foram abertos por pessoas que formalizaram a situação como microempreendedores individuais. PÁG. 17


AÇÃO MORADIA CRIA MOEDA SOCIAL “Hora Ação” é o nome da moeda implantada pela entidade. ONG Ação Moradia

Hora Ação” - moeda social criada pela Ação Moradia

Beatriz Cunha

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os últimos anos, o Terceiro Setor tem se apresentado como alternativa para muitos problemas sociais que afligem a sociedade brasileira. Em Uberlândia (MG), a ONG Ação Moradia, entidade filantrópica sem fins lucrativos, contribui para a melhoria da qualidade de vida de famílias em situação de risco desenvolvendo um projeto denominado “feira solidária”. O evento acontece de dois em dois meses e tem como objetivo acabar com o desemprego na região leste da cidade, movimentando a economia a fim de arrecadar fundos em áreas mais carentes. Jane dos Santos faz parte da ONG e avalia os benefícios da iniciativa para os moradores. “Na Ação Moradia, vejo a imensa importância deste projeto, não só para os empreendimentos que são inseridos pela instituição, mas também para a comunidade”.

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Os produtos oferecidos na feira são confeccionados pelos próprios beneficiados pela instituição. Pelo trabalho, eles recebem uma moeda social batizada de “Hora Ação”, ao invés do dinheiro convencional, e podem trocá-la por produtos novos, de higiene, semi-novos, alimentos, artesanatos diversos, materiais de construção, serviços de beleza, roupas, entre outros. A feira de trocas solidárias visa lucros apenas para os voluntários, que são os moradores do Morumbi e bairros vizinhos. Para Karen Cardoso, assessora de imprensa da ONG, o intuito é aliar dinheiro à questão solidária. “A feira tem a metodologia do preço justo. Todos os produtos possuem preços menores do que os praticados pelo mercado”, conta. Dienne de Souza, coordenadora do projeto, acredita ser este um mercado novo que vê a necessidade dos clientes. Ela explica que seu trabalho é motivado pelo sentimento de justiça, pois muitas pessoas só podem ter acesso à refeição, roupa ou qualquer outro item básico por meio da feira, considerando que o preço dos mesmos produtos no mercado tradicional é muito alto.

Criarte e sonhos (banca do artesanato)

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COMPRAR NO CRÉDITO OU NO DÉBITO?

Rodrigo Faria

Rodrigo Faria

Sebastião Pinheiro só realiza compras a débito

Rodrigo Faria

A perspectiva das operadoras de cartões de crédito e débito para este ano é que as transações cheguem a R$ 1 trilhão PÁG. 20

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uitos brasileiros estão mais conscientes sobre como utilizar o seu dinheiro, visando a melhor opção ao adquirir algum bem ou produto. Com a intenção de economizar, pesquisam, visitam lojas, acessam sites de compra e comparam preços e produtos. Segundo a Abecs (Associação Brasi-

leira das Empresas de Cartões de Crédito e Serviços), compras com cartões tiveram um crescimento de 18% em 2013. O volume relativo a essas transações somou R$ 853 bilhões. Segundo a entidade, um dos motivos desse aumento está relacionado à segurança. Sebastião Pinheiro, 74, só efetua compras a dinheiro. “Compro a vista e nunca gasto mais do que eu ganho”, conta o aposentado. Ele utilizou pela primeira vez a função “débito” do cartão do banco. “Nem sabia que tinha isso no meu cartão. Fiz uma compra de material de construção, e o valor era alto para levar o dinheiro no bolso. O gerente falou para passar o cartão e fiquei um pouco desconfiado, mas foi simples e rápido”. Para alguns consumidores, endividar-se e pagar a conta no fim do mês está fora de cogitação. Mas há quem prefira o parcelamento, por levar em conta o programa de pontos que o cartão oferece. “Uso o cartão de crédito para tudo, além

de organizar o histórico das despesas, jogando os pagamentos para uma única data. Também ganho pontos que troco por milhas aéreas, pois viajo muito”, enfatiza o médico intensivista, Sandrigo Bisinoto, 35. O ideal, segundo Eliane Ferreira, diretora de uma cooperativa de economia e crédito, é que todos os perfis de consumidor avaliem sempre que for comprar. “Deve-se fazer uma análise simples antes de escolher a forma de pagamento: se for dividir o pagamento, as parcelas vão pesar ao longo dos meses? As taxas, no caso de atraso no pagamento da fatura, geralmente são altas e imprevistos podem acontecer na vida de todos. No final, o cliente não pode se deixar levar e fazer com que a alegria de comprar o deixe chateado, ou pior, ficar 10 vezes chateado”, explica a diretora. Ela adverte que os consumidores devem procurar um equilíbrio e só concretizar compras que realmente sejam necessárias. PÁG. 21


DICAS DE LIVROS

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PAI RICO PAI POBRE (Robert Kiyosaki)

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O objetivo deste livro é de partilhar percepções quanto à maneira como uma maior inteligência financeira pode ser empregada para resolver problemas comuns da vida. Sem treinamento financeiro, frequentemente recorremos a fórmulas padronizadas para levar a vida, como fazer empréstimos e pagar impostos demais. submarino.com - R$ 14,95

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Lidiane Medeiros Divulgação

CASAIS INTELIGENTES ENRIQUECEM JUNTOS (Gustavo Cerbasi)

Com sugestões para casais em qualquer fase do relacionamento, dos namorados aos casais com filhos adultos, este bestseller, que já vendeu mais de um milhão de exemplares, mostra diferentes estratégias para formar uma parceria inteligente ao longo da vida na administração das finanças da família. casasbahia.com - R$ 13,98 Divulgação

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DESCUBRA SUA PERSONALIDADE FINANCEIRA (Jordan Goodman)

Em “Descubra sua personalidade financeira”, Jordan E. Goodman apresenta seis “perfis financeiros” com base em testes reveladores, exemplos reais e planilhas que o ajudarão a identificar a melhor maneira de lidar com as finanças pessoais. pontofrio.com - R$ 15,92

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COMO ORGANIZAR SUA VIDA FINANCEIRA (Gustavo Cerbasi)

O autor tem como objetivo ajudar o leitor a ter maior consciência sobre suas escolhas financeiras, incluindo sua rotina de gastos básicos e gastos eventuais, uso do crédito, seus investimentos e escolhas de bemestar e segurança. submarino.com - R$ 15,92

INVESTIMENTOS INTELIGENTES

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(Gustavo Cerbasi)

Investir quase sempre envolve abrir mão de alguma coisa e se arriscar. Mas esse processo pode ser feito com bem menos sofrimento e riscos do que se imagina. Em “Investimentos inteligentes”, o consultor financeiro Gustavo Cerbasi explica que não existe um único investimento perfeito, e sim maneiras mais indicadas de investir de acordo com as necessidades de cada pessoa. extra.com - $ 17,90

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* Os preços foram consultados em 25/05/2014 e podem sofrer alterações sem aviso prévio.

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Produzindo filme com pouco dinheiro

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Rodrigo Faria

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cineasta Oren Peli conseguiu um feito maravilhoso: produziu, com 15 mil dólares, (o diretor utilizou uma câmera de mão caseira) o longa de terror e suspense “Atividade Paranormal” (2007), que rendeu de bilheteria R$ 200 milhões e teve os direitos de produção vendidos para Paramount e DreamWorks, rendendo mais de 350 mil dólares para Peli. A franquia teve quatro sequências, sendo previsto o lançamento de Atividade Paranormal 5 para outubro deste ano. A regra de produzir com qualidade e pouco dinheiro se aplica a todo o mundo. No Brasil, também em 2007 foi produzido o drama, “O cheiro do Ralo”, dirigido por Heitor Dhalia, com R$ 330 mil , considerado de baixo orçamento e teve no elenco Selton Mello, Paula Braun e Suzana Alves. Se você já pensou em ser um diretor, Divulgação

pode começar produzindo um curta-metragem ou documentário de 5 a 15 minutos. Só não pode parar por aí. Pensando naqueles que já se viram no lugar de Steven Spielberg, deixo aqui dicas práticas de como fazer a produção sem se perder ou desistir pelo caminho.

1 O jargão “uma câmera na mão e uma ideia na cabeça” se aplica a pequenas e grandes produções.

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Leia e compreenda um roteiro (www. casacinepoa.com.br/os-filmes/roteiros/ ilha-das-flores-texto-consolidado) e assista o vídeo (Ilha da Flores de Jorge Furtado, Ana Luiza Azevedo e Giba Assis Brasil). Desta forma, você terá uma base para escrever o seu roteiro.

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Produzir um filme (mesmo que de baixo orçamento) vai gerar despesa. Deixo pra você, que não é sócio da Globo

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Imagem de internet

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fim do túnel.

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A música, em um filme, merece toda atenção. Viaje na escolha das trilhas sonoras, dedique tempo. A sétima arte tem uma grande dívida com a música e não se esqueça de pagar os direitos autorais.

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Edição, finalmente! Existem várias opções de software livres na internet. No site www.baixaki.com.br você encontra o VídeoSpin. Porém, se você chegou a este estágio (parabéns só não pode morrer na praia), vale a pena contratar um profissional.

10 Filmes, duas sugestões: Fique ligado aos editais de incentivo à cultura lançados por instituições privadas ou públicas e procure se informar sobre a Lei Rouanet do Ministério da Cultura.

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Componha e elabore o cronograma de trabalho de dois grupos, o primeiro dos atores (para a primeira produção, tente trabalhar com o mínimo possível), e o segundo de produtores que lhe ajudaram na captação de imagens, figuração, continuação e edição. Nesta hora, vale a pena investir uma grana, pois não basta ter um bom equipamento, é necessário saber utilizar todo seu potencial.

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Apresente um cronograma de atividades para técnica e atores prevendo início e fim das filmagens, a falta de uma pessoa num dia de gravação pode comprometer todo o trabalho.

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Escolha o formato de captação de imagens. Uma boa pedida são as filmadoras FullHd 1080. Neste momento, também

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defina outros dois pontos importantes: o tipo de iluminação que melhor atenderá o equipamento e a finalização (edição).

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Quando necessário, providencie autorizações para gravações, sejam inter-

“Num filme o que importa não é a realidade, mas o que dela possa extrair a imaginação.” (Charles Chaplin)

nas ou externas, partindo do pressuposto de que a verba está “curta”. Converse com o roteirista e o diretor de fotografia sobre a possibilidade utilizar luz natural (sol). Desta forma, economizará bastante, evitando gravações em estúdio que geralmente é cobrado por hora.

Blu-ray na mão, agora é divulgação. “O sistema é mal, mas minha turma é legal...” Se você acha que vai receber um convite para exibir seu filme no Festival de Cinema de Gramado está enganado. Agora é hora de fazer inscrições para as mostras de cinema. Alugue um projetor FullHd e faça exibições em mostras culturais, festa de amigos e no final da sessão, tenha em mãos cópias para vender, afinal ninguém vive de brisa. Outra dica legal é postar seu filme no youtube.com.com, dando visibilidade para todos que se interessarem por seu vídeo. Divulgação

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Ok, tudo gravado? Como eu gostaria de dizer que é simples... mas não é. Serão muitos os problemas com condições do clima, barulho, figurinista que não estão no roteiro, deslocamento da equipe, sem contar que estamos trabalhando com pessoas, portanto sempre surgirão imprevistos. Passando esta fase, verá uma luz no

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Nota” e falou um pouco mais sobre sua relação com o dinheiro.

Funk Ostentação exalta dinheiro, luxo e marcas famosas O funk paulista, como é conhecido, ganha espaço no país. Divulgação

Juliana Chiavassa

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ritmo é bem conhecido dos brasileiros, mas as letras que antes falavam de sexo, desigualdade social e das favelas deram espaço ao dinheiro, carros de luxo e marcas famosas. É o Funk Ostentação, conhecido também como a versão paulista do ritmo carioca que conquistou o país no início dos anos 2000. Criado em 2008, o estilo se popularizou em 2013, quando surgiram nomes como MC Guimê e MC Gui, que tornaram figurinhas carimbadas nos principais veículos de comunicação. Tamanho sucesso fez com que o di-

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nheiro não ficasse restrito somente às letras das músicas. Guimê revelou à imprensa que ganha quase meio milhão de reais por mês, enquanto sua empresa fatura aproximadamente R$ 700 mil. Quem também ganhou espaço com o funk ostentação foi o MC Gui. Com apenas 15 anos, faz cerca de 40 shows por mês com cachê a R$ 15 mil cada um. No mês passado, o cantor gravou o primeiro DVD da carreira, o que deve aumentar ainda mais seu cachê. Guimê, por exemplo, revelou em uma recente entrevista, que ganha quase meio milhão de reais por mês, enquanto sua empresa fatura aproximadamente R$ 700 mil. Por email, MC Gui conversou com “Em

EM NOTA: Quanto você ganha por show? MC Gui: Acabo não sabendo quanto ganho. Meus pais têm medo de que o dinheiro possa subir à cabeça, ou que eu gaste de qualquer jeito, então deixo pra eles cuidarem do que ganho. Quando quero alguma coisa, peço pra eles e eles me dão, mas sei que dinheiro não compra tudo.

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“Meus pais têm medo de que o dinheiro possa subir à cabeça...”

EN: Qual a coisa mais cara que você já comprou com o dinheiro que ganhou? MC Gui: Tenho uma BMW. Sei dirigir, apesar de não poder ter carteira ainda. Mas meu sonho era ter esse carro. O próximo que quero comprar é uma Ferrari. Tenho essa mania de trocar de carro sempre. Meus pais também têm um carro, que foi presente meu. O que era do meu irmão, também fui eu quem dei. EN: Como é sustentar uma família aos 15 anos? MC Gui: Acho muito bom ter a chance de sustentar uma família, que é uma coisa muito difícil. Muita gente tem uns 30 anos de idade e não consegue sustentar sua família. Muita gente que faz filho, que não pode sustentar o leite e a fralda do seu filho. Divulgação

Como só tem 15 anos, MC Gui ainda não dirige, mas já tem uma BMW e planeja comprar um Ferrari

EN: Você se lembra de alguma história curiosa em relação a dinheiro e alguma fã? MC Gui: Eu destacaria duas. Uma vez, o pai de uma fã entrou no camarim e perguntou quanto eu queria na camisa que eu tinha acabado de sair do show. Pensei que fosse brincadeira, pedi R$600, e ele pagou. Uma outra vez, um grupo de meninas foi de São Paulo até o Rio Grande do Sul para um show meu, mas só com as passagens de ida. Paguei o transporte delas, a volta, o hotel e o lanche. EN: O que você pensa em fazer com o dinheiro que conquistar através da sua carreira? MC Gui: Quero continuar podendo proporcionar uma vida boa pra minha família. Poder comprar o que gosto, viajar e ajudar as pessoas que eu puder. O dinheiro não compra tudo, mas ajuda a viver bem. PÁG. 31


MARÇO DE 2013

New Bank Urbanismo chega em Uberlândia com seus empreendimentos

Loteamento aberto, áreas de lazer e localização privilegiada

ABRIL DE 2013

Solidez, inovação e qualidade na execução de projetos

mesmo espaço, as áreas residenciais, espaços comerciais

imobiliários. A New Bank Urbanismo chega a Uberlândia e

e de lazer, tendo a qualidade de vida como fator primordial

região com o compromisso de desenvolver os padrões mais

em cada implantação. O respeito ao meio ambiente é

avançados em moradia e empreendimentos comerciais.

traduzido com a manutenção ou criação de parques

Valorizando as sustentações econômica, ambiental e social,

ecológicos e reservas de proteção ambiental.

a New Bank busca surpreender com o alto padrão de

Cada empreendimento alia conforto, qualidade de vida e

qualidade em seus processos, além da inovação constante

arrojo para a efetivação das melhores oportunidades de

em todos os seus projetos.

investimento imobiliário em Uberlândia e região.

Seus produtos são valorizados por agregarem, em um

Venha conhecer mais sobre os produtos New Bank.

Loteamento aberto, áreas residenciais e comerciais integradas estrategicamente

NOVEMBRO DE 2013

Condomínio fechado projetado para atender empresas de cargas aereas e rodoviarias

DEZEMBRO DE 2013

Condomínio fechado de alto padrão. Avenidas boulevard, portaria imponente e lazer completo

Qualidade e inovação em cada detalhe. É o compromisso de uma empresa que tem credibilidade e sabe a importância de investir na excelência e sustentabilidade. Este é o diferencial de ter a New Bank Urbanismo fazendo parte da sua história.

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MERCADO PET

brasileiro é o segundo no ranking mundial Villa Pet

Mariana Ramos

Setor deve lucar

R$ 16,63 bilhões em 2014.

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egundo estimativa da Associação Brasileira da Indústria de Produtos para Animais de Estimação (Abinpet), em 2014 o setor de pets deve ter um aumento de 9,2% em relação ao ano passado, consolidando o país como segundo mercado

mundial, perdendo apenas para os Estados Unidos. Ainda segundo a associação, o lucro estimado para este ano é de R$ 16,63 bilhões, com o incremento das indústrias de Pet Food (alimentos), Pet Care (equipamentos, acessórios e produtos para higiene e beleza), Pet Vet (produtos veterinários) e Pet Serv (serviços e cuidados com os animais). Em 2013, o setor apresentou crescimento recorde de 16,4% em relação a 2012. Embora 70% desta receita seja proveniente de Pet Food, os serviços e produtos de luxo para animais de estimação também se destacam como uma boa tendência de negócios. Produtos inimagináveis até alguns anos atrás como chocolates e sorvetes específicos para cães, fazem parte das prateleiras dos estabelecimentos especializados. Em Uberlândia, o mercado se mostra bastante promissor, como relata a empresaria Larissa Faria Lima, 27. O estabelecimento fornece serviços variados para cães e gatos que incluem venda de assessórios importados, hospedagem, creche, banho e tosa, hidratação, ofurô relaxante e até natação com colete salva-vidas. “O gasto dos clientes pode variar entre R$ 100 e R$ 1500 por mês, dependendo de que tipo de serviço ele queira para seu animal de estimação”, afirma a empresária. Os preços e serviços oferecidos para animais de estimação variam também de acordo com a linha de produtos. A loja disponibiliza rações e acessórios importados que facilmente ultrapassam a faixa de R$ 100. “Temos casinhas para cachorro que chegam a custar R$ 900, coleiras de R$ 800 e carrinhos, semelhantes aos utilizados por bebês, para quem gosta de passear com seu mascote de forma menos convencional, que custa R$ 700”, descreve Larissa. O gasto médio com artigos pet pode ultrapassar o salário mínimo atual, que é de R$ 724. A aposentada, Terezinha Ber-

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nardes, gasta cerca de R$ 800 por mês com tratamentos especializados para sua cadela da raça beagle. “Às vezes, acabo fazendo uma economia em outros itens para poder garantir o melhor tratamento para ela, pois é como se fosse uma filha, é um membro da família”. Mariana Ramos

A aposentada Terezinha Bernardes chega a gastar em média R$ 800 com cuidados especializados para sua cadela da raça beagle. Entre os mimos estão banho, hidratação e ofurô

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Curiosidades

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Pulseira Lockit Louis Vuitton Trabalhada em ouro branco e diamantes. A marca mundialmente conhecida em malas e valises de luxo está produzindo joias.

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Rodrigo Faria

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Ricardo Mercuri

por isso foi criada a empresa, que se posiciona de uma forma diferente. “Para atender todos os tipos de clientes, contamos hoje com automóveis importados e difíceis de serem vistos nas ruas. Os veículos utilizados são Mercedes-Benz C200 Kompressor, Chevy Malibu, F250 Limousine e até uma Carruagem Vitoriana acompanhada de um cavalo e cocheiro, então é surpreendente (risos)”, conta. Os aluguéis dos carros partem de um valor mínimo de R$550, chegando até R$2000 e podem ser alugados por quatro horas, um dia, ou enquanto durar a festa. Em todos os casos, do mais simples ao mais completo, o contratante pode contar com “mimos”, encanto e conforto. Os valores são bem acessíveis para a classe média também, mas abrir um negócio assim não é tão fácil, requer muita paciência, pois envolve altos custos por oferecer serviços e produtos de primeira linha.

Ana Carolina Queiroz contratou o serviço sob o apelo do luxo, conforto, segurança, profissionalismo e principalmente exclusividade. “Os eventos luxuosos se reinventam e inovam dia após dia e com isso mostra para nós clientes propostas diferentes do que temos visto. No meu casamento valeu muito a pena o aluguel, o carro era bonito e o serviço perfeito”, afirma. De acordo com Roger, além do investimento inicial, é necessário contar também com eventuais injeções de capital para satisfazer o cliente e atingir os mais altos níveis de luxo. “Fizemos um planejamento de investimento alto, na casa de R$ 200 mil. O retorno estimado ocorre após quatro ou cinco anos. Alguns cuidados como revisões e manutenções programadas são fundamentais para manter os veículos impecáveis”, afirma. Auto Exclusive

Noivas investem até R$ 2000 em locação de carros de luxo Beatriz Pinheiro

MERCADO DE CARROS DE LUXO CRESCE NA CIDADE PÁG. 38

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mercado de luxo existe para quem gosta de ser tratado de forma diferente e personalizada e, pensando nisso, as empresas do seguimento buscam inovar para atender melhor os seus clientes. Em Uberlândia, foi criado um serviço de chofer para noivas, debutantes, empresários e artistas visitantes da cidade. Para Roger Figueira, diretor comercial de uma empresa deste segmento, além da grande carência de veículos luxuosos para aluguel, as poucas opções que existem são dadas como clichês,

Mercedes Benz C200, Carruagem e Chevy Malibu

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PLACAS VALIOSAS

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m Dubai, a placa de licença com numeração mais baixa tem um alto valor. Lá se paga pela placa e pode-se mantê-la de um carro para outro, como nos Estados Unidos. A numeração vai de um a 99 é da família do xeique. As placas de 100 a 199 podem valer mais de um milhão de dólares, ou seja, só o valor da placa vale mais que muitos carros. Pela placa pode-se identificar o calibre, o estatus e poder aquisitivo, do dono do carro.

CURIOSIDADES SOBRE A “GRANA” Lidiane Medeiros

Lemann é o mais rico do Brasil, com US$ 21,5 bilhões.

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empresário Jorge Paulo Lemann é a pessoa mais rica do Brasil. Segundo o ranking publicado pela agência de notícias “Bloomberg”, ele ocupa a 28ª colocação no ranking mundial, com uma fortuna estimada em US$ 21,5 bilhões. Descendente de uma família suíça, Lemann é dono de empresas conhecidas mundialmente, como a cerveja Budweiser, o Burger King e a Heinz. No Brasil, ele é sócio da Ambev.

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APARTAMENTO MAIS CARO DO MUNDO

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Odeon Tower está sendo construído em Mônaco, e será o prédio com metro quadrado mais caro do mundo; cada apartamento poderá custar até R$ 790 milhões. Haverá tobogã e piscina privativa na galeria aberta do prédio, que deve ficar pronto em julho de 2014.

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Mais ricos do mundo

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norte-americano Bill Gates e o mexicano Carlos Slim lideram a lista mundial. Neste ano, Gates tomou o primeiro lugar de Slim, dono da Claro no Brasil. Dos 100 bilionários, 89 são homens e apenas 11 são mulheres. A idade média é de 67 anos, sendo que o bilionário mais novo é o fundador do Facebook, Mark Zuckerberg, 29, e o mais velho é Karl Albrecht, 93.

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RESENHA

WallStreet Poder e Cobiça (1987)

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Mariana Ramos

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dinâmica e o linguajar específicos da economia muitas vezes cria a sensação para o grande público de que o mercado especulativo é muito mais complexo do que realmente é. O filme WallStreet – Poder e Cobiça – (1987), de Oliver Stone, desmistifica essa visão

porém ambicioso, vendedor de ações que passa a maior parte do tempo ligando para investidores que desejam comprar ações ofertadas por sua companhia. No entanto, na tentativa de alçar voos maiores e fazer fortuna dentro do mercado especulativo, busca de todas as formas se envolver com um poderoso investidor da bolsa de valores, Gordon Gekko (Michael Douglas). A ganância e o poder de Gekko seduzem Fox, que logo se torna um espião a procura de informações exclusivas que possam ajudar Gordon a ganhar quantias milionárias em troca de regalias e ascensão financeira ao seu mais novo pupilo. A trama se passa na década de 1980, época em que jovens executivos se deixaram seduzir por fortunas geradas em um piscar de olhos através do mercado especulativo das bolsas de valores. Essa “lua de mel”, retratada muito bem por Oliver Stone, durou até a crise de 1987, mais precisamente no dia 19 de outubro, uma segunda feira conhecida no meio como “Black Friday”. Naquele dia, as bolsas de todo o mundo sofreram um forte revés, gerando grande impacto no índice Dow

ao contar de forma didática e envolvente uma história fictícia sobre o atrativo e perigoso mundo das bolsas de valores. O sucesso do longa não se deve apenas ao bom roteiro e atores renomados; é também fruto do contexto econômico daquela década, inaugurada com a política econômica do então presidente, Ronald Reagan, chamada Reaganomics. Bud Fox (Charlie Sheen) é um simples, Divulgação

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Jones e causando uma desvalorização média das ações negociadas em Nova Iorque de mais de 22%. O episódio criou uma sensação de que a evolução da economia norte-americana promovida por Reagan chegara ao fim e poderia ser o prenuncio de uma crise semelhante à ocorrida em 1929, no entanto, não foi isso que ocorreu. Mesmo não tendo gerado consequências catastróficas, a crise ligou o sinal amarelo dos investidores da bolsa e ajudou a promover o filme que seria lançado no final daquele ano. Imenso sucesso de crítica e público, Wallstreet, mesmo nome da rua localizada no coração financeiro de Nova Iorque, rendeu o Oscar de melhor ator para Michael Douglas. Uma segunda parte da história foi lançada em 2010, contando a evolução do mercado da bolsa desde os anos de 1980 até os dias atuais e as consequências da crise de 2008 no cenário econômico. PÁG. 45


CRÔNICA

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Cobre de um amigo e perca a amizade! Beatriz Cunha

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abe aquele ditado “amigos, amigos, negócios à parte”? Então, ele deveria, sim, ser levado ao pé da letra. E sabe aquele dinheiro que você emprestou para seu amigo e nunca mais ouviu falar dele, nem do dinheiro, muito menos do amigo? Pois é, não aconteceu só com você! Você não é o único bobo! Ocorre com quase todo mundo. Na hora de pedir emprestado, o amigo ajoelha aos seus pés, se for preciso, mas na hora de pagar... Ah, meu caro... Essa hora nunca chega! Todos tomam “chá de sumiço”. Mas quem fica com aquela raiva tremenda não é só quem cobra, mas também quem deve. Vergonha de dever? Talvez. Raiva de ser cobrado? Com certeza! Independente de quem sente mais ou menos, o prejuízo acaba ficando mesmo é com o cobrador. Bobo dele, que não seguiu os conselhos do sábio Shakespeare: “Não acredites, nem nos que pedem emprestado, nem nos que emprestam; porque, muitas vezes, perde-se o dinheiro e o amigo... e o empréstimo.” Melhor mesmo é fazer como orienta Alexandre Dumas (filho): “Deem dinheiro, não emprestem. Dar só faz ingratos, emprestar faz inimigos”. Feliz de verdade é quem, como uma amiga minha, não tem amigos com dinheiro sobrando para emprestar!!! Hahaha. Mas se você não pode emprestar e muito menos dar dinheiro a alguém, siga as dicas a seguir e preserve uma amizade.

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AS MELHORES DESCULPAS PARA DIZER “NÃO” “Não posso porque... ...esse dinheiro já está comprometido com o financiamento do meu carro, casa, a faculdade do meu filho, etc.” ...o dinheiro não é só meu e minha esposa/marido não concordaria, pois temos um acordo” ...só tenho um imóvel e infelizmente, por lei, não posso ser fiador de ninguém” ...meu outro imóvel está no nome de minha esposa, marido, filho, etc.” ...meu outro imóvel ainda não teve a escritura regularizada, está no nome do antigo dono” ... meu limite do cartão de crédito já estourou esse mês” ...meu salário desse mês já terminou”

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Revista "Em Nota"  

Primeira edição da Revista "Em Nota", projeto experimental do curso de Comunicação Social - Jornalismo.

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