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Autores: Maria Isadora Felix Gomes Cícero Rolim Morais Francisca Idelzuite de Freitas Dias Jucélia Teixeira Macedo

Memórias de Juazeiro do Norte


Dedicatória: Este trabalho é dedicado a todos os que contribuíram e contribuem para a construção da cidade de Juazeiro do Norte: terra acolhedora e promissora, que ainda representa a esperança do nordestino.


Agradecimentos A todos que nos ajudaram a realizar esse projeto, em especial aos nossos familiares, amigos, colegas e ao nĂşcleo gestor da nossa escola.


3 INTRODUÇÃO

Ainda em comemoração ao centenário da cidade de Juazeiro do Norte, localizada na região Sul do Estado do Ceará que se sobressai das demais cidades pelo fenômeno das romarias religiosas que ocorridas periodicamente, surgiu a necessidade de realizar um trabalho voltado para o registro da sua memória. Partindo de um olhar mais científico para esse fato, se percebe que o mesmo desencadeia um processo que reflete em vários aspectos de mutação social e do urbanismo, tais como: economia, crescimento demográfico e arquitetônico e ainda, nos costumes da população. Esse estudo tem como objetivo, além de homenagear a cidade que acolhe tantos povos oriundos de regiões circunvizinhas, pretende destacar a cultura da cidade. O livro digital, será o instrumento para a divulgação da pesquisa.Aqui encontraremos histórias narradas por pessoas que vivem em Juazeiro, escolheram essa terra para morar e construir sua história de vida. É desses sonhos que Juazeiro é feita, uma cidade que permite seus habitantes sonharem, mesmo diante de suas mazelas.


4 Histórias da Cidade e seus Habitantes

A praça atualmente

A praça na década de 50 a 60 A praça Almirante Alexandrino, conhecida como praça padre Cícero já foi uma praça muito diferente, pois segundo dona Rosa(84 anos), a cidade nas década de 50 e 60 não tinha muitos automóveis, ver um carro era coisa muito difícil, pois até as pessoas que tinham mais condições financeiras na cidade andavam muito a cavalo, então na praça elas iam comprar capim para alimentar seus animais. Lá muitas pessoas vindas dos sítios vizinhos iam vender os alimentos para os animais.

Um dos juazeiros que deu nome a cidade


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O Comércio

Shopping Cariri

Rua comercial de Juazeiro

O comércio na década de 70 Segundo dona Salvanira (65 anos), o fato que chamou a atenção da cidade, na década de 70, foi o incêndio do mercado: parecia que o mundo estava acabando, muita gente perdeu tudo que tinha, foi muito triste, tinha amigos que tinham armarinho no mercado e foi muito difícil começar tudo do nada.O mercado central era o principal ponto comercial, como não tinha shopping era lá que todo mundo fazia as compras, quando alguém queria uma mercadoria mais fina ia comprar na capital ou encomendava para os comerciantes trazerem quando iam viajar para São Paulo ou Fortaleza.


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Seu Antonio, 68anos, veio para Juazeiro em 1968, saiu com sua família de Bodocó ,Pernambuco, para tentar a vida em Juazeiro do Norte. Ele gostou tanto da região do cariri que não quis mais retornar a sua cidade de origem e engajou-se na igreja, ajudando nos trabalho junto aos padres Salesianos. Seu Antonio relatou que resolveu escrever sobre a história da cidade que o acolheu, e já está no segundo livro: o primeiro sobre o Juazeior do Norte e o segundo sobre os índios cariris. Segundo seu Antonio o Juazeiro é uma terra abençoada, aqui há lugar para todos que queiram trabalhar. Quem vem para Juazeiro não quer mais voltar.


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De Iguatu para Juazeiro

Dona Cosma(80), nasceu em Iguatu e mora em Juazeiro com seu esposo e seus gatos de estimação, todos os filhos casados, vive muito alegre, recebe todos com muito carinho na sua residência. Ela nos contou que veio para Juazeiro em 1970, por causa da doença de seu pai. Naquela época, Juazeiro era muito diferente, não tinha esse monte de médico e hospital que tem hoje, era tudo difícil, mas era bom de se viver porque a gente podia trabalhar, arranjar emprego com mais facilidade e foi por isso que nós ficamos aqui até hoje, porque aqui tem como a gente viver e criar os filhos.


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Buscando uma vida melhor


9 Dona Zezinha (76) nasceu em Alagoas e conta que o pai dela fez uma promessa com o padre Cícero e eles vieram de Alagoas para Juazeiro a pé, em 1949: Foi uma viagem muito sofrida porque a gente não tinha dinheiro e era uma viagem muito longa tem dias que a gente pedia comida nas casas, pedia arrancho para dormir com medo de dormir no relento, mas eu acho que quem sofreu mais foram os mais velhos porque eu era mocinha e não achei muito ruim não. Quando a gente chegou pagamos a promessa e voltamos para Alagoas para trabalhar na plantação de cana. Era um trabalho muito pesado, principalmente para mulher e no ano de 1952 eu e minha duas irmãs viemos com um irmão mais velho,s morar em Juazeiro, ficamos trabalhando nas terras de plantação de mandioca e cuidando de um sítio de fruteiras, o trabalho era mais leve. Meu irmão voltou para Alagoas e nós, as mulheres ficamos aqui ate hoje. Gosto do juazeiro porque aqui foi melhor para mim do que em Alagoas.

Memorial Padre Cícero


10 BIBLIOGRAFIA: BARBOSA, Geraldo Menezes, História do Padre Cícero ao alcance de todos.Juazeiro do Norte:Edições ICVC,1992.

WALKER,Daniel.História da Independencia de Juazeiro do Norte:Juazeiro do Norte:HB Editora,2010. XAVIER DE OLIVEIRA,Amália. O Padre Cícero que eu conheci.Recife:Editora Massangana,1982.

ENTREVISTADOS: Cosma Pereira de Lima, 80 anos. João Antonio Bonfim, 68 anos Maria José da Conceição, 76 anos. Maria Salvanira de Freitas Dias, 65 anos. Rosa Bezerra de Lima, 84 anos.

Memórias de Juazeiro do Norte  

Livro comemorativo ao centenário de Juazeiro do Norte

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